quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
Aos 41, como aos 18...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Truques para não flipar (nesta e noutras épocas)
Nisso, o quê?
Nisso tudo. Não pensar em nada.
É isso.
domingo, 1 de dezembro de 2019
Juro que não tem nada a ver com o facto de estar a viver uma das épocas mais difíceis da minha vida
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
E no entanto...
Passo nos jardins e palácios mais incríveis e as cores de Outono estão no auge. Passamos na rua e cheira a castanha assada. Retomo as caminhadas de madrugada com uma amiga, e vamos pondo a conversa em dia.
Chego a casa de noite e dou com os três de pijama a brincar no quarto do mais velho (sem ser aos moches). Conto-lhes uma história e adormecem na minha cama.
E cada vez mais sinto que é isto. A vida são estes pequenos momentos, estes instantes tão breves que é fácil passarem por nós sem darmos por ela.
Estejamos atentos e vivamos o presente. A vida é isso mesmo.
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Mais um feedback
Desta vez as unhas de gelinho.
Ao fim de dois meses a usar (mudando a cor a cada duas semanas) comecei a notar que o verniz aguentava cada vez menos tempo.
Até que uma vez depois dela me tirar o verniz olhei para as minhas ricas unhas e percebi que estavam feitas num 8. Todas lascadas e fracas, e eu nem as reconhecia. Decidi deixar de fazer.
Andei semanas com as unhas horríveis até crescerem um bocado.
Voltei a fazer ao fim de um mês para ir ao casamento, mas decidi fazer só dessa vez. Claro que não ficaram tão mal como da outra vez, mas ainda assim estão enfraquecidas.
Como tudo na vida, uma vez de vez em quando não faz mal com certeza, mas não assim tantas de seguida.
Fica para as ocasiões especiais.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Feedback de cenas que experimentei:
1) desodorizante de pedra de alumen
Correu tudo muito bem até ao início de Maio. Um dia numa festa de anos dei por mim e não podia levantar os braços (sensação embaraçosamente familiar, infelizmente, mas há anos que não passava por isso). Decidi por em pausa e retomar o Keops, até ao próximo Outono.
2) copo menstrual
Recomendado por uma amiga que ficou a maior fã, vendeu a coisa como sendo a oitava maravilha, usa de dia e de noite sem gastar mais um tostão em pensos e tampões. A expectativa era alta. E quanto mais alto se sobe, maior é a desilusão. Não achei nada uma cena fantástica. É fácil de pôr mas não tão fácil de tirar, já tive acidentes e não me sinto muito confiante a usar fora de casa. Talvez de futuro me habitue mas por agora o feedback é só médio.
terça-feira, 16 de julho de 2019
O dia em que todos envelhecemos
Ontem pelo meio da tarde começam a surgir fotografias no whastapp da família, com a minha irmã e sobrinhos com uns valentes anos em cima. Rapidamente a outra irmã faz o mesmo, e ficamos parvos com a qualidade das imagens, o realismo, e as parecenças com diferentes pessoas da família, a nossa mãe, a avó paterna, uma tia avó.
Noutro grupo uma amiga manda foto do seu marido nas mesmas figuras, e pronto, percebi que devia ser viral nas redes sociais.
Quanto o Tê chegou a casa claro que experimentou ele, a do meio, até a mais nova foi envelhecida numa foto amorosa a comer um gelado.
Não achei graça nenhuma a nada daquilo.
A ver as minhas irmãs com mais idade do que alguma vez a minha mãe teve, os sobrinhos sem cara de miúdos, detestei ver as minhas filhas com a cara que provavelmente nunca verei.
Disse logo que não queria fazer a mim mesma. E não queria mesmo.
Claro que não passou muito até tanto uma irmã como uma amiga pegarem em fotos minhas e adicionarem os anos, rugas, cabelos brancos e tudo o que o raio da app faz (brilhantemente, por sinal).
Vi, ri e apaguei as imagens.
Sempre achei que estava a lidar bem com o envelhecimento, com as marcas do tempo no meu corpo e no meu rosto. Digo e afirmo que não queria que o tempo voltasse atrás, que olho para as fotografias antigas e acho que estou muito melhor agora.
Freud haverá de explicar, mas tudo aquilo me fez confusão: as rugas vincadas, as peles caídas, o olhar tristonho, até os dentes escurecidos. Éramos velhos sem alma naquelas fotografias.
No fundo, o síndrome de Peter Pan, que deu nome a este blog, ainda não desapareceu.
terça-feira, 21 de maio de 2019
Percebes que andas a mil quando...
- deixas a chave de casa e carro dentro do carro, no dia em que o mais velho tem visita de estudo e não se pode mesmo atrasar
- vais ao Ikea e compras não um mas dois itens errados - um resguardo da medida errada, e um lençol todo ele errado
- deixas cair um ovo no chão da cozinha
- 5 minutos depois deixas cair um frasco de canela que se desfaz em mil pedaços
- 2 minutos depois deixas cair uma embalagem de amaciador da roupa (que não se despedaça, menos mal)
- pegas no carro para ir para o trabalho e quando dás por ela estás a caminho do hospital (e aqui, quem sabe, é mesmo onde está o cerne da questão)
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Dia estranho
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Mary vaidosa
Apesar de gostar bastante de ter as mãos arranjadas e as unhas pintadas, a verdade é que sempre disse que não me iam ouvir queixar de falta de tempo ou dinheiro com unhas vindas da manicure. Para mim pura e simplesmente não é prioritário, e até me faz confusão que seja.
Até agora nunca consegui aguentar as unhas pintadas muito tempo, não só porque se estragavam mas também porque ao fim de um tempo começo a precisar de ver a minha unha natural outra vez - pelo que não sei quanto tempo isto vai durar.
Não sou de mudanças bruscas, nunca pintei o cabelo e muito dificilmente faria uma tatuagem (apesar de ter tido muita vontade de o fazer na adolescência, quando ter uma tatuagem era mesmo uma cena rebelde) exactamente porque me custam estas mudanças permanentes.
Mas a verdade é que ando há meses com vontade de ter as unhas pintadas, e realmente não tinha tempo para as pintar - principalmente porque pintar em casa implica um tempo de secagem grande, e uma manutenção constante, porque ao fim de dois dias há bocados de verniz estalados, faça eu o que fizer.
E pronto, lá me convenci a experimentar esta técnica que tantas fãs tem.
Só experimentei duas vezes, mas agora percebo que seja difícil largar - a unha depois de tirar o verniz fica feia, mesmo a pedir para ser pintada de novo de uma cor diferente.
É um compromisso e implica gastar dinheiro, mas pronto, é só de duas vezes por mês.
O resultado é bom, gosto muito de ver as minhas unhas bonitinhas, acho que dá logo um outro ar ao meu armário cápsula e ao cabelo aos caracóis já com brancos a aparecer, e aguentam em óptimo estado durante duas semanas inteiras.
Por enquanto estou fã, não sei se vai durar muito tempo ou se é só por ser novidade...
segunda-feira, 11 de março de 2019
Desodorizante natural
O feedback é positivo, tem passado no teste.
Já passou no teste dos dias de TPM, dos dias de stress e de algum calor. Falta o teste final de calor a sério, na primavera e no verão, mas estou confiante.
Resta dizer que sim, sou pessoa que tem mesmo de usar desodorizante, tendo já ao longo da minha vida passado por situações bem desagradáveis - só quem passa por elas sabe o que é.
Passei anos e anos da minha vida a experimentar desodorizantes novos, todos eles deixando de fazer efeito a meio da segunda embalagem.
Há coisa de dez anos, depois de muito penar, descobri o Keops da Roc, que foi assim a melhor coisa que me apareceu. Embalagem após embalagem cumpriu sempre a sua função, com situações de stress, gravidezes e pós partos etc, sempre impecável.
Daí que estivesse céptica em arriscar a mudança, em equipa que ganha não se mexe.
Ainda assim, a bem do meio ambiente e da minha saúde também, resolvi experimentar a pedra de alúmen e até agora estou bastante satisfeita.
A pedra já se soltou do suporte plástico, que aliás se enche com água com facilidade, mas são os únicos pontos negativos.
Resulta bem, não faz mal à saúde, protege o meio ambiente e permite poupar bastante dinheiro.
Recomendo.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Suporte básico de vida
São aquelas coisas que não queremos nunca usar, mas que todos deveríamos saber.
E sim, houve uma parte dedicada aos bebés, que é profundamente angustiante. Primeiro a parte teórica em que nos explicam todos os perigos a que estão sujeitos (e só me apetecia mandar mensagens ao Tê para proteger a casa antes da mais nova acordar da sesta, imaginando já que ela se ia meter na máquina da roupa a por-se a morder fios eléctricos), e depois a parte prática (em que faz muita impressão dar pancadas nas costas do boneco e imaginar que o vemos engasgado e inanimado).
Por muita teoria que se leia e saiba, é na parte prática que se aprende, e ter enfermeiros a ensinar as técnicas ajuda muito.
Espero (mesmo!) nunca ter de usar nada disto, mas achei mesmo importante ficar a saber.
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Sobre a minha auto-info-exclusão
Explico que tanto as conta de Instagram como de Facebook continuam activas, apenas desinstalei as app do telemóvel.
Nas férias fiz mesmo "jejum" à séria, no regresso espreitei uma ou outra vez ambas as redes no tablet, num serão de domingo à noite, assim para descontrair. E confirmei que de facto não ando a perder nada. Ou quase, vá...
Mas não tenho vontade nenhuma de lá ir, nem para ver e muito menos para partilhar.
Achei que se calhar ia ter mais tempo nas mãos, mas claro que não tenho, o que noto é que faço as coisas mais focada.
Estou mais no presente.
Leio o meu livro quando o levo. Observo o que está à minha volta. Leio notícias (sim, no telemóvel), mas só os jornais que me interessam.
E chego a casa e não lhe toco mais. Não estou no wc a fazer likes nas vidas dos outros (vá, não se escandalizem, sei que não sou/era a única), não estou a cozinhar e a dar uma espreitadela nos stories do dia. Ainda hoje dei por mim apenas a contemplar a paisagem, nuns minutos de compasso de espera antes de uma visita.
Parece que estou menos "multitasking" mas mais atenta ao que estou a fazer.
E estou, isso sim, muito contente com esta decisão
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Caminhantes da lua
Se só conseguimos ir às 6h da manhã, porque não?
E assim começamos, meio em tom de brincadeira, a sair da cama às 5h50 para ir caminhar.
Ninguém, nem mesmo nós, achou que fosse durar, mas a verdade é que dia após dia fomos conseguindo, e raramente falhamos.
Dia após dia, ou melhor dito, noite após noite, pois se nos primeiros dias ainda se via uns raios de sol a nascer no regresso a casa, na maioria dos dias fomos e voltamos com noite fechada, apenas com a lua como companheira. Íamos caminhar para o paredão sem sequer ver o mar!
Também tínhamos ideia que estaríamos sozinhas, pois quem é maluco para ir caminhar a essa hora?
Qual quê! Há todo um número de "habitués" a quem nos habituámos a cumprimentar, e a quem já notamos a falta quando não vão: a "amiga da barriga gira" (que corre de top e tem uma barriga lisa que eu invejo bravamente), o senhor da camisola amarela (que também corre e parece estar muito em forma), o casal de velhotes, duas amigas com um cão, outro corredor com dois cães, o senhor da bicicleta, e até uma mãe que às vezes leva o filho de 10 ou 11 anos!
Nós vamos com os minutos contados, e à hora certa (ali entre um poste e uma tampa de esgoto) damos a volta para trás. Caminhamos em passo acelerado, e pelo caminho vamos discutindo de tudo um pouco, desde a polémica da mudança da hora, os problemas do trabalho ou o ultimo episódio do "Visita Guiada". Às vezes o assunto é tanto que nos despedimos com uma pausa e retomamos a conversa no dia seguinte.
E sabe tão, mas tão bem...
Custa sair da cama, é escuro, está frio, vento e chuva, mas já não me vejo a começar o dia de outra maneira.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Meu querido mês de Setembro
Não há luz como a de Setembro. Não há fins de dia com luz mais bonita do que esta.
No sábado passado estivemos na praia (num dia fantástico) e os miúdos só saíram da água eram 19h30. Como tínhamos um jantar de anos às 20h30 passámos em casa para tomar duche a despachar. Já saímos da praia com aquele fresquinho a chegar. Aquele fresquinho que nos diz que já não estamos em pleno Verão. Fresco e escuro, porque ao chegar a casa já o sol se tinha posto.
Tomei um duche quentinho e percebi que adoro esta combinação: dia de praia + luz do por do sol + fresco + duche quentinho em casa já de noite + vontade de vestir um casaquinho.
E tomei consciência do porquê de eu gostar tanto desta combinação e do mês de Setembro.
Na minha infância, o regresso às aulas acontecia em Outubro.
Outubro é que era o mês de voltar à escola, aos casacos, à chuva.
Setembro era mês de férias, era mês de "deixa lá aproveitar mais um bocadinho", era um mês de balanços, em que parávamos para pensar no ano lectivo que ia começar (no mês seguinte).
E os meus pais sempre tiraram férias em Setembro.
Setembro era mês de Algarve. Mesmo quando as aulas passaram a começar em Setembro, nós íamos de férias na mesma. E sim, faltávamos aos primeiros dias de aulas. E também sim, chegávamos à escola sem material (porque tínhamos chegado de férias na véspera), mas com um grande bronze.
E as férias eram assim, com a praia até ao fim do dia com uma luz incrível, um regresso a casa já frescote, um duche quentinho a apetecer vestir uma camisola a seguir.
Depois disso a praia continuava, ao fim do dia, ao fim de semana, até não conseguirmos ir mais.
As coisas da praia nunca se arrumavam definitivamente, porque durante Outubro ou Novembro ainda eram postas a uso, às vezes até nas férias de Natal.
Por isso esta coisa de "arrumar" a praia dia 1 de Setembro, esta febre do regresso às aulas no hipermercado em pleno Agosto, esta coisa que querer associar Setembro ao Outono, a mim não me convence.
Deixo isso tudo para os meses a seguir.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
40 anos
Disfarçadamente, como quem não quer a coisa, é principalmente sem aparentar, esta quase adulta chegou aos 40 no passado dia 31.
Não estou deprimida nem entusiasmada, sinto que os 40 me trazem serenidade e que a experiência que vou acumulando vai servindo para alguma coisa.
Não tenho ilusões que os 40 irão trazer desafios, tenho a certeza que sim, mas por agora estou com energia para os enfrentar.
Sem dúvida que me sinto melhor do que quando tinha 30 ou mesmo 20.
O objectivo é estar ainda melhor aos 50.
Bora lá!
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Metáforas que definem a minha vida neste momento
...ter o comboio sempre nos carris.
...manter a cabeça fora de água.
...fazer malabarismo com as bolas todas no ar, sem deixar cair nenhuma.
...apagar todos os fogos.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Em actualização
Depois de nos meses de licença ter adicionado uma data de contas ao meu Instagram - ele eram coisas de bebés, marcas fofinhas, marcas de roupa gira para mim, mães artesãs, mães com muita pinta, blogs da moda, blogs que toda a gente lê - porque digamos que com tantas horas de amamentação tinha tempo para me manter a par - em 2018 fiz uma limpeza geral, que chegou até a este blog e tudo.
Não há paciência, não há tempo, já não se aguenta.
Não há paciência para as bloggers sempre a impingir marcas, não há paciência para fotos de miúdos que não conheço de lado nenhum, não há paciência para ver catálogos de marcas de roupa que nunca vou comprar. E salvo raras excepções, as contas mais inspiradoras rapidamente deixam de me inspirar.
Fiquei com as pessoas que admiro mesmo muito, ou que são minhas amigas de verdade.
O resto, foi à vida.
domingo, 14 de janeiro de 2018
A minha agenda
Sim, eu sei que por estes dias tudo quanto é blogger anda a mostrar as suas agendas giríssimas, cada uma apetece mais que a outra, é verdade, mas é ainda mais verdade que a agenda do telemóvel é agora a minha preferida.
Se calhar alguns de vós já nem usam há muito tempo, mas provavelmente poucos de vós a usariam tanto como eu até ao ano passado: tenho os dias todos diferentes, trabalho em 5 ou mais sítios diferentes com horários diferentes, sem agenda não consigo viver!
Mas dá muito jeito ter avisos no telemóvel e ter as duas agendas sempre sincronizadas é uma perda de tempo.
Simplificar também é abrir mão de coisas de que até gostávamos muito, mas afinal vivemos perfeitamente sem elas.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Ainda sobre "cada vez menos"
E basicamente, não só a rubrica, mas toda a plataforma tem tudo a ver com o caminho que tenho vindo a tentar percorrer.
Cada vez menos coisas, cada vez maior consciência, cada vez menos pressas, cada vez mais tempo com quem gostamos, fazer menos para fazer melhor. Menos pressa para ir para a praia àquela hora, menos pressa para "aproveitar" o que quer que seja (que está sol, que não chove, que o filme ainda está em cena), menos pressa para tentar fazer tudo e andar sempre a correr (ir à festa de anos, lanchar com os amigos, jantar de família e ainda ir àquela exposição) - no fundo desacelerar o ritmo onde e quando possível.
Com a subscrição da newsletter recebemos um guia prático para destralhar a nossa casa - só falta mesmo colocar o guia em prática (virem cá fazer isso é que era, mas pronto).
Depois de um verão que me pareceu infindável por ter decorrido a viver devagar, sem demasiados programas, e de uma rentré que entrou com tudo e nos obrigou a reorganizar as rotinas à bruta, foi bom encontrar um espaço com o mesmo comprimento de onda.
E não fiquem com a ideia idílica de que as autoras vivem devagar, elas mesmas admitem que andam muitas vezes a mil e com prazos apertados mas no meio da loucura tentam encontrar o equilíbrio possível (o que para mim é ainda mais inspirador).
O ponto de chegada não é o mais importante, o que importa é o processo.