terça-feira, 5 de novembro de 2019
Silêncio
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Sobrevivemos às férias
E sem percalços de maior, o que por si só é logo meio caminho andado.
No único fim de semana que tínhamos ido passar com amigos tivemos um mega susto a meio da viagem (que resultou em mais uma operação do meu pai, e and a outra que ainda falta fazer).
Portanto a meu ver ir de férias 4 dias e regressar sem episódios já é um sucesso.
A experiência de acampar a 5 correu muito bem. Temos algumas arestas a limar, mas no geral o saldo é positivo.
No fim não estava mortinha por voltar para casa, como achei que estivesse.
Fomos ao slide and splash (e eu diverti-me tanto quanto eles), fomos à praia, apanhamos chuva, jogamos as cartas e ao uno, fizemos desenhos. Confirmamos que a mais nova é provavelmente o bebé menos aquático do mundo, e que os mais velhos precisam de ajuda para se entenderem melhor (estavam num ponto em que não partilhavam nada e não faziam nada juntos). É uma coisa em que estamos a trabalhar.
Também confirmamos que estes dias só os 5 são essenciais para nós enquanto família.
Em Agosto há mais.
Agora, para mim, é tempo de me dedicar a eles e ao meu pai que neste momento precisa tanto como eles.
Que seja um verão suave e tranquilo para todos.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Depois da tempestade...
E depois de outra tempestade, outra bonança, certo?
Pode vir , por cá estamos a precisar.
Ter um pai doente é difícil.
Ter um pai que vive sozinho e é super independente doente, quando temos filhos pequenos e estamos com muito trabalho, é muito difícil mesmo.
Haja energia, porque sabemos que vai passar.
Ficamos é sempre na dúvida se desta é que é, ou se ainda vai haver uma próxima.
(só para terem uma ideia, desde Novembro de 2017 esteve internado 7 vezes. Falta pelo menos mais uma operação, daqui a um mês. Esperemos que seja desta que a coisa endireita de vez. Foram mais de 70 anos sem apanhar uma gripe sequer, mas agora vem tudo ao mesmo tempo!)
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Depois da tempestade, a bonança*
Os dias no hospital já ficaram para trás, ou assim o esperamos. Isto para quem viveu mais de 70 anos sem uma gripe, para quem nunca na vida tinha sido internado, digamos que tem sido dose...
De tal modo que já conheço, à séria, alguns administrativos e enfermeiros do hospital (e alguns já me conhecem a mim). Os do hospital de dia cirúrgico, o da consulta externa, os da recepção principal, os do internamento também. Tudo malta 5 estrelas, mas a quem passo ter de encontrar mais vezes.
Às tantas já se perde a coragem de andar por ali outra vez. Já nem aguento o cheiro.
Tiro o chapéu e faço a vénia a todos eles, que trabalham ali todo o santo dia, a tratar pessoas que muitas vezes estão ali tão contrariadas.
É que é mesmo um alívio voltar para casa.
* a casa onde o meu pai viveu durante quase toda a vida chama-se N. Sra da Bonança, e havia na altura uma capela com essa imagem, que hoje está em casa do meu pai. À entrada em casa, depois de vir do hospital, fez questão de a cumprimentar como deve ser. Depois da tempestade no hospital, lá estava ela à sua espera em casa, a anunciar tranquilidade.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Mais uma tempestade
Vamos lá ver qual será o desfecho.
Até lá já sabemos o que fazer: segurar bem para não cair borda fora.
Que a força esteja connosco.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Mãe de 5 por uns dias
Brinquedos espalhados por todos os lados, jogos jogados em cada canto.
Piadas privadas e gargalhadas.
Ataques de riso à noite em vez de estarem a dormir.
(o melhor da infância é mesmo ter primos para brincar)
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
O que marca o fim do verão...
A vindima é aquele ritual de passagem do verão para o Outono.
Por isso no fim de semana comprido rumámos a Moimenta para participar na festa que ainda é a vindima.
Vindimámos, apanhámos (e comemos) figos, maçãs, tomates, pimentos e amoras.
O mais velho cavou um buraco com a mão esquerda (com uma pá a sério), a do meio tentou fazer fogo com duas pedras, a mai novinha andou de mãos enfiadas na terra e dormiu a sesta debaixo da figueira.
Voltámos com o carro carregado e a barriga (e o coração) cheios.
Para o ano há mais.
domingo, 21 de maio de 2017
Foto de família
Aquele momento em que tiras pela primeira vez uma foto de família com o teu bebé, e no meio da confusão, na única foto decente, o bebé... não aparece!
(ficou tapado pela madrinha que se estava a desviar do cão. Sim, o cão aparece todo.)
terça-feira, 7 de março de 2017
Coisas boas de ter uma família grande
Ter sempre alguém com quem falar por mensagem quando estou a dar de mamar durante a noite. Quer seja a prima querida que tem um bebé 20 dias mais velho que a minha, quer seja uma irmã que aguarda pelos filhos adolescentes que chegam a casa de madrugada, às vezes até as duas ao mesmo tempo.
E as noites não são tão solitárias assim.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Fim de semana de primos
Para eles houve horas de brincadeiras no jardim, correrias, jogos de tabuleiro e brinquedos antigos.
Para nós horas e horas à mesa a enfardar leitão, chanfana, algumas garrafas de vinho e doces regionais.
Os nossos avós estão, com certeza, orgulhosos.
O meu fígado é que não (mas não se queixou muito).
A repetir.
domingo, 17 de maio de 2015
Família grande
Pelo menos não se nota o lugar vazio na mesa.
O vazio fica só no nosso coração, porque a casa está cheia.
E é coisa que eu agradeço todos os dias.
sábado, 11 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
4 anos
E foi, como tudo de agora em diante, um dia de anos agridoce.
Apesar de não ter sido o dia perfeito, que não foi, foi um dia mais que perfeito.
E só podia, pela forma como começou.
Domingo de Páscoa, depois de jantar, as minhas irmãs e sobrinhas e o meu pai reunimo-nos à volta da cama dos meus pais, para mais uma vez dividir algumas coisas que ainda ficaram.
Ela e os primos mais novos vieram ter connosco, já ensonados.
Nisto entra o Tê a dizer que já era meia noite, e todos começam a cantar-lhe os parabéns.
E ali naquele mesmo quarto onde há dois meses a minha mãe nos deixou, em volta da mesma cama onde todos juntos chorámos e rezámos por ela, cantámos e festejámos os 4 anos de vida da nossa (e tão sua) princesa.
Parabéns, filha, que tens quem te adore na terra e no céu.
sábado, 21 de março de 2015
Hoje
Nasceu um bebé muito, muito especial, de uma prima mais que especial.
Fiquei super contente quando recebi a novidade da sua gravidez, fui vibrando com a barriga a crescer, mas foi só depois da morte da minha mãe é que eu olhei para ela, desfeita em lágrimas com um barrigão, e pensei "Que bom! Agora, sim, vou desfrutar deste bebé!" Uma espécie de luz ao fundo do túnel...
É muito estranho pensar que a minha mãe não o vai conhecer (ou pelo menos da mesma maneira que nós), mas foi tão, mas tão bom dar-lhe as boas vindas em primeira mão.
Bem vindo, ZF! Que sorte que temos em ter-te por cá!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
A família
Havia imensos relatos fofinhos, de famílias fofinhas que brincam juntas e dão beijinhos.
O relato do meu filho - que no desenho incluiu também o primo - era mais ou menos assim:
"Vou ao parque com a minha família. Também vamos às casas dos outros. Vou à casa nova da tia - a tia mudou de casa porque estava farta da outra casa".
E é isto.
A malta cria memórias, rituais, afectos, vínculos, verbaliza sentimentos, conta histórias ao fim do dia e o diabo a sete, mas no fim de contas, o importante foi a mudança de casa da tia.
Está certo.
domingo, 23 de novembro de 2014
Tia maior de idade
Exactamente a idade que eu tinha quando ele nasceu.
Foi o primeiro tudo, primeiro filho, neto, sobrinho, bisneto, sobrinho-neto, e foi por isso muito, muito especial. E continua a ser, claro.
Ser tia, para quem não sabe, é a melhor coisa do mundo. Melhor mesmo. E ser tia antes de ser mãe, é mesmo ouro sobre azul.
Acho que foi (e é) o papel que melhor desempenho.
Entre filha, mãe, mulher, amiga, ser tia é aquele em que eu acho que faço melhor figura.
Ter os melhores sobrinhos, se calhar, também ajuda...
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Fim-de-semana de vindima
Que maravilha.
Cortei uvas e ensinei a cortar uvas (inspirada no texto do post abaixo, claro), também acartei baldes e ensinei a acartar baldes. Depois eu mantive-me nas uvas e eles correram e brincaram no campo, chafurdaram na lama, andaram de tractor, deram de comer às galinhas e ao cão.
Também apanhámos tomates, pimentos, couves, figos, e não há nada que bata estes sabores, ainda para mais acabados de apanhar.
E ouvimos o silêncio e o sino a tocar ao longe.
Confirmámos que no campo o tempo passa mais devagar. O sábado rendeu tanto que deu para tudo.
E voltámos com o carro cheio de coisas boas.
Que pena ser tão longe...
terça-feira, 30 de setembro de 2014
A galinha
Galinha que é galinha também gosta de ver o sobrinho, que também está numa escola nova, a fazer novos amigos. E até solta um "ah, que amor!" quando vê o sobrinho a atravessar a rua com os colegas novos à vinda da praia.
Mesmo que esse sobrinho seja barbudo e tatuado e tenha 18 anos.
É que já me vejo a achar o máximo ele ir almoçar com os colegas de trabalho aos 30 anos.
Só me falta é cacarejar, senhores. Acreditem.
(e eu que achava que era tãããoooo cool. Não sou, pá. Mesmo.)
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Pais de 4 por um dia
Somos os máiores.
E, coincidência ou não, havia várias famílias com mais de 3 filhos (ou sobrinhos, não sei) na praia a essa hora.
Na véspera foram dormir quase à meia-noite, e de manhã acordaram lá para as 7h da matina. Fomos para a praia o dia todo e quando começou a chegar a hora da birra porque estavam podres, foi hora de devolver duas crias às respectivas progenitoras.
Ficámos a aturar as birras de 2, e voltámos à normalidade.
Foi giro e sobrevivemos (todos). Podemos repetir.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Do fim de semana e do casório
E o melhor é poder proporcionar fins de semana destes à criançada, que brincam com os primos como se não houvesse amanhã, e criam laços que (esperamos) não se desprendem tão cedo.
Há lá coisa melhor do que ter primos para brincar no jardim, ou explorar os brinquedos no sotão?
No casório, esteve-se muito bem.
Esta que vos escreve até nem estava muito bem disposta na cerimónia, mas foi só entrar na quinta e pegou logo numa taça de espumante da Bairrada (a primeira de algumas, vá). Não há remédio melhor.
Conversou-se, comeu-se muito e bem, bebeu-se qb (ahahah, bebeu-se muito mas é) e dançou-se até não poder mais.
Acham que estes noivos ainda vão ao 3º casamento um com o outro?