sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ainda o tempo

Oh pá, não é incrível que já estamos no Natal outra vez?

Chiça!

Café em tempos de crise - report

So far so good.
Estamos rendidos ao café da cafeteira, ao cheirinho quando abrimos a lata de café (que está agora guardada num sítio alto, claro está), ao aroma que fica na cozinha quando desligamos o lume.
Quando bebido com leite, fica excelente.
Sozinho, também se bebe bem.

A Dolce Gusto está reservada, definitivamente, para dias especiais.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A verdadeira dona-de-casa portuguesa

Passa a ferro a ouvir a Mariza cantar o fado na televisão.

(e interrompe para vir escrever este post, porque é moderna)

A prova de que o mundo é um lugar injusto

Esqueçam tudo aquilo que vos ocorreu quando leram o título deste post.
A prova de que o mundo não é justo é a seguinte: se fosse justo, quando nos apetece comer uma coisa que engorda mas não o fazemos, perderiamos as calorias que não ganhámos ao não comer.
Confusos?
Num mundo perfeito, se me apetecesse comer um chocolate mas resistisse à tentação, perderia as calorias equivalentes a esse chocolate.
E quantas mais coisas me apetecessem, mais eu emagrecia, até ficar em forma só de olhar para a montra dos bolos.

Era ou não era mais do que justo?
Claro que sim.

(sim, sim, eu sei, o título fazia pensar em algo mais profundo - ora bolas, que esta rapariga só diz patacoadas, tanta injustiça que há no mundo e ela fala em contar calorias, oh blogzinho mais fútil - mas se pensarem bem, esta lógica de "faço uma coisa bem, sou compensada de alguma forma" pode-se adaptar a qualquer coisa, e se assim funcionasse o mundo, aí sim seria mais justo)

Convidamos-lhe para a Noite Mágica

Assunto de um e-mail de uma conhecida marca de brinquedos.

E como é que uma calinada destas passa?

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vício do momento

Castanhas.
Depois da bolacha maria (que para mal dos meus pecados ainda não me passou, mas tem andado controlado por causa da dieta - compro bolachas da marca que gosto menos, ninguém nota a diferença tirando eu, e a tentação é menor); e antes da época do bolo-rei  (que sinceramente espero que este ano não se torne um vício, que eu sou mulher de dar cabo de um bolo-rei do PD em menos de nada), este ano deu-me para as castanhas.
A sensação é que não comia há décadas, pois nem me lembro de assar castanhas em casa nos últimos tempos. Mas nem sequer há razão - há 2 anos estava grávida pelo que podia comer, no ano passado ainda amamentava, mas a rapariga já estava crescidita, não lhe iria fazer mal com certeza.
Não sei.
Este ano deu-me para isto, temos feito várias vezes.
Com uma sopinha ao jantar, é o prato da época.
Adoro.

(pelo sim pelo não, quando me surgiu o vício, fui conferir as calorias: 5 castanhas têm 100 calorias.)

domingo, 25 de novembro de 2012

Esta cena que passa, e que se chama tempo

Comecei este blog quase adulta, e agora de quase adulta tenho muito pouco (menos do que admito).
Mas não são os 2 filhos, a casa para pagar, o emprego que tem de se manter para pôr comida na mesa que fazem de mim uma pessoa adulta (não vou dizer velha).
São os meus sobrinhos, malta, esses é que me lixam.
Filhos tenho, mas são bebés, fazem gracinhas e tal e coiso, mas eu podia ter 20 anos e ter filhos assim.
Os sobrinhos é que me lixam aqui o esquema.
Para quem não sabe, tive 5 sobrinhos (agora são 7) durante bastante tempo. 1 mais velho, e 4 que nasceram em menos de 2 anos.
O facto do mais velho, que ainda para mais sempre foi muito à frente, estar homem feito, de barba, com quase 2 metros, apaixonado por música de todas as épocas, com quem posso falar sobre tudo, por mim, tudo bem.
Eh pá mas os outros 4... os outros eram uns bebés anteontem, e agora estão mesmo, mesmo à beirinha de se mandar para o lado de lá (lá=adolescência, que isto nunca se sabe no que vai sair dali).
E agora, deu-lhes para publicar fotos no FB deles mesmo em pequeninos - tiradas anteontem, já se sabe - e é ver os comentários dos amigos, tipo "xiiiii esta foi tirada do baú!", mas qual baú amigos, se eles ainda são exactamente assim!
Mas depois olho bem, e vejo que não.
E como é que eu fico nesta história toda?
Mais nova não é com certeza! Ora, bolas!

Domingo cultural

Domingo passado, em Londres, fomos ao British Museum.
Estava cheio, a abarrotar de famílias com crianças de todas as idades, grupos de velhotes, adolescentes com professores, casais jovens e menos jovens, gente por todos os lados. Enfim, uma animação.

Hoje fomos os 4 à exposição As Idades do Mar, na Gulbenkian.
Estava cheia, a abarrotar de famílias com crianças de todas as idades, grupos de velhotes, adolescentes com professores, casais jovens e menos jovens, gente por todos os lados. Enfim, uma animação.

Isto é para todos os que dizem ah e tal, lá fora é que se dá valor à cultura, e tal e coiso.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tudo o que eu não preciso, obrigada

O Top Chef versão especial sobremesas.
Nãããããoooooo!
Não depois de todas as asneiradas (GIGANTES) de Londres.

Mas também já me passava esta mania de ir picando estes programas de culinária, senhores!
Que tortura!

Back from London - o balanço

Como seria de esperar... adorámos! Tudo.
É de facto, uma cidade fantástica, cheia de vida.
Quando toda a gente nos diz que a cidade é o máximo, já sabemos que vamos gostar, e ainda assim, Londres não desilude.
Vimos tudo o que queríamos ver, e ainda mais qualquer coisa, andámos que nos fartámos, gastámos dinheiro que nos fartámos, e acho que aproveitámos todos os minutos.
Agora, temos a certeza que Londres teria tido um impacto muito maior (mesmo) se tivéssemos visitado antes de morar em Amsterdam.
Passámos o tempo (feitos irritantes) a fazer comparações.
É o St. James Park que no fundo é igual ao Vondel, a Oxford Street que é como a Leidsestraat, a Picadilly Circus que é quase quase a Leidseplein. No fundo, Londres é como Amsterdam mas em ponto grande.
Grande mesmo. Isso foi o que mais nos impressionou. Olhamos no mapa e parecem duas ruazitas, damos corda aos sapatos e nunca mais lá chegamos.
Também me impressionou a quantidade de gente. Gente por todos os lados, a todas as horas (quer dizer, enquanto estivemos na rua), as ruas cheias, os museus apinhados, as lojas e cafés a transbordar. Cheia de vida, mas também com muitas filas para wc, e sem sítio para sentar quando queremos, mas pronto. Também sei que o povo saiu à rua, porque apanhámos um tempo fantástico.
E respira-se cultura por todos os lados, bolas. Não há-de haver uma panóplia de artistas ingleses, com tanto museu, tanto teatro, tanto musical aos pontapés, para todos os gostos, para todas as bolsas.
Profundamente inspirador.
Estava à espera de ver mais gente diferente, mais punks, cabelos às cores e assim, mas contam-se pelos dedos de uma mão as aves raras com que nos cruzámos (deviam estar todos noutra zona da cidade, ou se calhar somos nós que já nem notamos, porque estamos habituados a Amsterdam, lá está...).
Também esperava a loucura das compras, e graças aos deuses não se verificou. Só me perdi nas lojas dos museus, principalmente nos livros. Mas a história de ser uma moeda diferente ajuda a controlar o impulso.

Enfim, foi óptimo.
Viajar devia ser obrigatório, de X em X tempo, para colocar tudo em perspectiva, alargar horizontes, aprender, ficar inspirado.
Passamos os dias a pensar como seria se tivéssemos escolhido ir para ali e não para a Holanda.
Pintámos os piores cenários, que iríamos viver o mais longe possível, que o trabalho seria uma porcaria, que no fundo nunca iríamos ter paciência para ir ao centro, aos museus cheios de turistas, que em Amsterdam tivemos muito mais qualidade de vida, que tudo é mais fácil porque a cidade fica toda à distância de duas pedaladas de bicicleta.
A verdade é que vamos ficar sem saber.
Ou então isto fica tão mau, que pegamos nas trouxas (e nos miúdos) e mudamo-nos para lá, só para tirar as teimas.
Não me parece nada difícil ser (muito) feliz em Londres.

Back from London

E ainda a recuperar.
Que cidade fantástica! Viajar devia ser obrigatório.
Adorámos.
Mais pormenores, depois.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

4 dias sem posts

Vá, não façam drama que eu sei que vocês aguentam.

Até ao meu regresso!

Grande ventosga...

... tempestade, chuvada.
Dia perfeito para andar de avião, portanto.
Ai...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Daqui a 24h estarei em Londres...

... e agora sim, a galinha começa a manifestar-se.
Timidamente, e sem grande pressão. Eu bem digo que uma vez com filhos já não há hipótese de fazer uma lua de mel como deve ser.

Ainda assim, estou a contar as horas!
É que é muito diferente (muuuuuuuito diferenteeeeeee) viajar por prazer e viajar em trabalho.

Algumas razões para estar neste excitex:
  • a última vez que fizemos uma viagem juntos foi em 2005 (Holanda não conta), para o Brasil (com amigos)
  • a última vez que fomos fazer turismo de cidade juntos foi em 2003 que fomos a Barcelona (vá, em 2007 passámos um fim de semana em Brugges, pronto)
  • desde que fomos pais fomos jantar fora os dois um total de 2 ou 3 vezes
  • e ao cinema: 2 vezes
  • quero ir a Londres desde que tenho idade para viajar sozinha, mas por uma razão ou por outra, acabei sempre por não ir. Quando vivemos na Holanda quase nunca coincidimos ter fim-de-semana juntos (tivemos 1 e fomos a Brugges)
  • namorámos 10 anos antes de ter filhos, dos quais 3 a viver juntos, acho que merecemos comprovar se aquilo que tínhamos ainda cá está (sem fraldas, birras, sopas e legos à mistura) - li uma vez um texto que se deve tratar o casamento como se fosse um filho mais velho, na altura não percebi o que queria dizer, agora penso que faz todo o sentido.
  • quando nos surgiu a ideia de emigrar, o destino que nos ocorreu foi Londres - depois acabámos por escolher a Holanda por termos alguém conhecido que nos podia ajudar. Queremos ver o que perdemos.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mortos que andam

Desde a 1ª gravidez que fiquei uma autêntica menina no que toca a cenas de terror.
Não que alguma vez tenha adorado, mas parece que junto com as hormonas e a responsabilidade veio uma total incapacidade de tolerância a cenas que metam sangue, suspense, assassinos e mortos e coisas que tais.
DE-TES-TO.
Pior mesmo só se incluir crianças.
Já devem ter percebido pelo título a série-ódio do momento - Walking Dead.
Claro que o Tê é fã. Claro...
Eu sei que não se deve falar do que não se conhece, mas com franqueza...
Uma data de gente a tentar escapar e fugir de um grupo de zombies (que são mais que as mães), todos nojentos, sempre aos berros de boca aberta.
Bastou ver a última cena da série 1 e fiquei logo esclarecida: uma mãe que passa a série toda à procura da filha vê-a aparecer zombie no fim e tem de ser morta novamente (diz que é assim que os bichos morrem de vez). E insistem na cena das crianças zombie, filhos que morrem, filhos que têm de matar os pais que morreram (para que não fiquem zombies) e todo um rol de atrocidades, que me dão a volta ao estômago.
Se calhar estou a perder uma obra-prima da ficção da actualidade, mas sinceramente não consigo ver, não acho piada, nem consigo perceber o sentido da coisa.
Um verdadeiro nojo. (se querem exemplos vão ao Google - Imagens e pesquisem)
Não consigo mesmo captar o fenómeno...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ser mãe e nunca ter ido a Londres é...

... não saber bem exactamente por qual das razões estou mais no EXCITEX: se por ir (finalmente!) conhecer a cidade que sempre quis conhecer, se por saber que vamos passar 4 dias (quatro dias!) sozinhos, vamos poder tomar o pequeno-almoço os dois, e almoçar os dois, e lanchar só os dois, e jantar a dois durante 4 dias!!!
Aaaaaahhhh!
Estou que nem me aguento!

(sim, sou irritante, podem insultar que eu mereço ih ih ih)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A melhor exposição: Hélio Oiticica – museu é o mundo

Na opinião dos meus filhos.

Fomos no domingo.
Quando disse que íamos ao museu o mais velho torceu o nariz. Não que ele saiba o que é um museu - culpa minha mas não sabe, casa de ferreiro... - pois poucas foram as vezes que foi a um museu, mas o que ele queria mesmo era ir ao parque.
Chegados lá, foi a loucura.
Desde as instalações cá fora (como uma estrutura tipo labirinto, em que se pode entrar), a uma rede de franjas azuis em que eles se podem esconder, a uma gaiola com papagaios, caixas de palha (onde podem entrar e mexer), música, e o auge dos auges: uma salinha com chão de espuma e diversos pufs de formas geométricas, que permitem saltar, pular, dançar, atirar para o chão sem ninguém se magoar.



Adoraram eles, e adorámos nós.
Foi o máximo!
Até tenho medo da próxima vez que formos a um museu - o meu mais velho estará com certeza à espera de uma piscina de bolas ou escorregas gigantes!

E como se não bastasse: grátis!
Recomendo!

Com isto tudo foi toda uma nova experiência numa exposição, mal li as tabelas, não percebi nada do que o artista queria dizer com aquilo, mas vim de lá feliz por termos estado todos juntos num museu, a divertirmo-nos à grande!
O tempo de passar momentos divertidos em frente a uma pintura virá depois, para já, foi perfeito!

Um dia old school

Regressei ao sítio onde trabalhei antes de ir para a Holanda para assistir a uma conferência.
Quase um regresso à Mary anterior a este blog, à Mary de 2002 a 2005.
Foi tão giro.
A excitação de ir para Lisboa de transportes só é entendida por quem trabalha em casa há 4 anos.
(sim, escusam de tentar entender mesmo!)
E foi tão bom rever uma data de gente, trocar ideias, ver como páram as modas.
E foi tão estranho ver as mesmas caras no mesmo sítio, a falar sobre as mesmas coisas.

Eu saí, mas parece que tudo ficou no mesmo lugar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Diet/gym report

Pior do que andar a fazer dieta e exercício físico há meses e não emagrecer, é andar a fazer dieta e exercício físico há meses e ver o colesterol (já de si alto) aumentar.

Foi pouco, mas bolas, era suposto baixar.

Fiquei mesmo triste (e com vontade de mandar tudo às urtigas, mas pronto - não mandei).

Ai genética, genética, que foste tão generosa para umas coisas, mas nisto, deixa-me que te diga, podias ter feito muito melhor...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Histórias verdadeiras na 1ª pessoa

Tenho contado aos pequenos cá de casa.
Não tenho grande imaginação para histórias inventadas - não fui brindada com o talento do meu pai, que bem podia escrever uma colecção de livros infantis com as histórias que nos contava - e tenho tendência para me fartar dos livros infantis ao fim da terceira vez que os leio (como sabeis, a criançada pede a mesma história vezes sem fim).
Vai daí, conto-lhes histórias verdadeiras, episódios da minha vida que se passaram de verdade. Com um ou outro apontamento romanceado (uma pitada de sal) mas ainda assim, verdadeiras.
Já lhes contei a história de quando deixei o meu Mickey (com que eles hoje brincam) na escola, de quando um cão mordeu um pato (que sobreviveu) no jardim da Gulbenkian, de quando fui picada pelo peixe aranha quando estava na praia com os amigos.
Eles (leia-se o mais velho, a outra é-lhe igual ao litro) adoram, ficam estarrecidos a ouvir as minhas palavras. Eu conto tudo com mais entusiasmo, porque, claro, sei do que estou a falar, e há sempre uma lição a aprender em cada história.

É só pensar um bocadinho e todos temos milhares de histórias que podemos contar aos nossos filhos.
E até já tenho umas quantas para quando eles forem (bem) mais crescidos.
Vamos ver se continuam a gostar...