quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mini-férias de Carnaval por imagens

 Trancoso
 E quem diria que este ano eu ia tirar outra foto destas às minhas queridas botas maravilha, que mais uma vez estiveram à altura do acontecimento - compra do ano!


 Trancoso - muito bonito, ainda mais num dia assim (mas com um ventinho gélido)
 Guarda (um briol que não se aguentava)
 A caminho da Serra da Estrela
 Manteigas, a nevar

Nada como sair da rotina para carregar baterias.
Em contagem decrescente para a Páscoa.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fashion leader como a sua mãe

Tem a mania de andar com as meias por fora das calças.

Hoje deixei-me de coisas e deixei-o ir assim para a escola.
Fica o aviso, para quando os vossos filhos começarem a pedir também.

Reminder

Deitar o lixo fora quando se vai de fim-de-semana.
Pelo menos enquanto há fraldas de cocó à mistura.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fui de fim-de-semana...

...e o blog nem foi avisado.
Já está crescidinho, pode perfeitamente ficar sozinho em casa uns diazitos.
Logo vos conto como foi.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Máscara de cozinheiro DIY

Na escola pediram para os pais fazerem uma máscara de uma profissão (é o tema do ano), com materiais reciclados. (e tanto que havia a dizer sobre esta coisa de mandarem os pais fazerem coisas para a escola, mas pronto)
Inspirada neste vídeo dos Marretas (em que eles andam viciados), pus mãos à obra e fiz este avental e chapéu de cozinheiro :)
O avental foi feito segundo uma ideia da minha avó, que era das pessoas mais criativas que eu conheço, aproveitando um pano de cozinha (dobra-se os cantos, basta dar um pontinho, e passa-se fita de nastro ou outra qualquer, e está pronto- de génio!)
Depois fiz um H de feltro para ficar mais giro (ainda bem que escolhi uma letra fácil - a ver se me lembro disso se tiver mais filhos).
O chapéu aprendi com este blog, que descobri com esse grande sábio que é o Sr.Google.
Fiquei mesmo orgulhosa!
Fica muito mais giro vestido do que na mão.
Agora vamos ver se o rapaz se quer vestir ou não para o desfile na escola - disse logo de manhã que não queria ir vestido de casa, mas levou as coisas no saco, juntamente com uma colher de pau e um pacote de pipocas para comerem todos ao lanche.

 A base é cartão de caixa de cereais, que pintei de branco, e 1 folha de jornal (tem o tamanho perfeito)
Uma máscara gira e muito em conta, bem adequada aos tempos que correm.

Adenda: acabo de ver as fotos de alguns fatos que outros pais fizeram. Enfim, digamos que há gente com muito mais jeitinho para a coisa do que eu ;)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Concursos

Acho sempre estranho quando, num concurso de talentos, os concorrentes que vão ganhando algumas eliminatórias dizem "ah e tal nunca pensei chegar até aqui".
Como?
Então inscrevem-se num concurso e não esperam ganhar?
Não percebo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Leite

Aos poucos e poucos os traços de termos uma casa infestada de bebés vão-se atenuando, e dando lugar a uma casa de crianças pequenas, que como sabeis, é totalmente diferente.
O último traço a ser apagado foi a compra de leite em pó.
Fui aconselhada a dar leite em pó aos miúdos até aos 3 anos (isto do leite há versões para todos os gostos, e cada um segue o conselho de quem mais confia), e assim fiz com o mais velho, que entretanto, por iniciativa própria, deixou de tomar o biberon na cama de manhã.
Ora a outra, que é uma imitadora como toda e qualquer irmã mais nova, deixou de querer beber biberon também (que graça tem um biberon sozinha quando sempre o tomou em companhia?) e por isso o pequeno-almoço passou a ser à mesa como gente crescida.
Ainda tentei dar-lhe o leite em pó na caneca, mas a rapariga não se mostrou convencida.
Assim sendo, leite do pacote para toda a malta.

Saltinhos, saltinhos, menos uma despesa ao fim do mês!
E pensei eu, ora deixa cá ver o que podemos fazer com o dinheirinho do leite que vamos poupar... imaginava uma ajudazita para as férias, viagens ou jantares fora....
Mas depois recebi o recibo de ordenado de Janeiro. E pronto.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Impossível



Acho que já aqui referi que desde que fui mãe me tornei uma mariquinhas a ver filmes e séries.
Não que alguma vez tenha sido grande adepta de violência, mas se houvesse uma história bem contada, se fizesse sentido, sempre tive estômago para ver seja o que for - sangue, mortes, tiros, cenas de cortar a respiração.
Desde que fui mãe, tudo mudou.
Muito pouco tempo depois do meu filho mais velho nascer, vi um documentário com o Tê sobre o tsunami de 2004.
Foram vários testemunhos de sobreviventes, com histórias horripilantes sobre o tsunami em si e os dias que se seguiram, a procura pelos familiares, a identificação dos corpos, etc.
Houve uma história que nos fez parar de respirar, e marcou-me de tal maneira que me lembro daquele casal muitas vezes, e apesar de nunca mais ter visto o documentário, recordo com exactidão alguns pormenores da história, as palavras proferidas por eles.
Era um casal com uma filha de 5 anos, que resolveram fazer a viagem para mostrar à filha o sítio da lua-de-mel. Estavam no hotel quando veio a onda gigante a mãe estava com a filha, e diz que se agarrou a ela com todas as suas forças para escapar à água, mas que no meio na confusão não se lembra do exacto momento em que a filha de desprendeu dos seus braços (e ela agradece a Deus por isso, por ter apagado esse momento da sua memória).
Eu neste momento já estava banhada em lágrimas, agarrada ao meu bebé pequenino, sem conseguir nem imaginar o que isso deve ser. Lembro-me de olhar para o Tê e dele estar extasiado também...
Seguiram-se alguns pormenores das tentativas de encontrar a filha, e depois a confirmação da sua morte, com o pai a ter de ir reconhecer o corpo - e a mãe diz que bastou olhar para ele quando saiu da morgue para saber que era mesmo verdade.
E lembro-me perfeitamente das palavras dela "e depois... depois começou o resto da nossa vida."
Horrível.
Lembro-me muitas vezes desta família, de como se sobrevive a isto, como é que uma pessoa se levanta de manhã depois de uma coisa destas, do horror que deve ser saber que estavam ali porque quiseram ir de férias (e se tivessem optado por outro sítio? e se tivéssemos ido noutra altura?), da sensação de impotência de saber que não conseguimos proteger os nossos filhos de tudo.

Enfim, a verdade é que é um assunto que me toca de tal maneira, que não me parece nada provável que eu consiga ver o filme O Impossível.
Olho para o cartaz e já me dá um aperto no peito. É estúpido, porque quando uma história é bem contada, eu acho que a devemos ver, não sou nada da opinião que os filmes servem só para distrair e que para tragédias bem basta a vida - nada disso.
Só que não acho que tenha estômago para este filme, para esta história em particular.
A maternidade transformou-me em leoa, mas também em florzinha de estufa.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

4 is a crowd

A última vez que tinha estado em Amsterdam, no fim de Outubro, quando voltei a mais nova alapou-se à nossa cama, e por quase 3 meses lá permaneceu toda a santa noite - tínhamos de a adormecer deitados com ela na cama, e abria o verdadeiro berreiro se a tentássemos mudar de cama a meio da noite.
Entretanto, tinha melhorado, passando a adormecer e dormir a noite toda na cama dela (que regressou para o nosso quarto por questões logísticas - não os conseguimos adormecer aos dois no mesmo quarto pacificamente).
Desde que voltei de Amsterdam, em vez de 3 na cama, somos 4.
O mais velho tem acordado com pesadelos lá para as 3 ou 4h da manhã, pelo que ou vem pelo seu pé ou chama até o irmos buscar. E a outra junta-se a nós pouco depois (deve sentir/ouvir/cheirar que o irmão lá está e acaba sempre por chamar por nós).

Já aqui disse que não acho gracinha nenhuma ao conceito do co-sleeping com mais de 2?
Pois.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ainda da Holanda

Vários momentos que passei desta última viagem:
1) Momento "fechem a porta do congelador"
À espera do tram, às 23h, com sei lá quantos graus negativos e os pés em cima da neve (se calhar o momento em que tive mais frio em toda a minha vida!).
2) Momento "welcome to Holland"
Na estação de Amsterdam Lelylaan (para quem não sabe, a minha estação quando lá morava), a tentar apanhar o comboio para Rotterdam. A máquina só aceita moedas, ou cartões holandeses, a bilheteira diz-me que não vende bilhetes (hã?). Ora se eu não tenho 26 euros em moedas, nem cartão multibanco holandês, como querem que compre o bilhete?
3) Momento insólito
Num bar minúsculo, todo em madeira, típicamente holandês e à pinha no centro de Amsterdam, música em altos berros, tudo bêbedo e a dançar em cima das mesas, e eu fechada na casa de banho (na cave) a falar ao telefone com os meus filhos e sobrinho (porque no fundo, eram 20h30h!)
4) Momento de inadaptação
Fui a Rotterdam visitar uma amiga, e depois ia ter com outros amigos a uma festa em Den Haag. Acabei por ficar a jantar em Rotterdam, entretida na conversa. Quando saio para apanhar o comboio, pronta para ir para a festarola, recebo sms a dizer que já não valia a pena ir, porque a festa tinha acabado! (eram umas 23h) Isto foi uma constante nos tempos em que lá vivemos - nunca nos conseguimos habituar aos horários holandeses...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O nome

Quando liguei aos meus pais a contar o nome que tínhamos escolhido para o meu mais velho, a reacção do meu pai foi "Ui, vai ser o cabo dos trabalhos quando tiver de aprender a escrever o nome!"*.
3 anos e 3 meses, acho que está no bom caminho.

(eh eh eh, estou babadíssima de o ver a desenhar letras com todo o empenho)

*pelo sim pelo não, escolhemos um nome com três letrinhas apenas para ela. Assim sendo, acho lá para os 2 anos deve estar pronta a assinar, não?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Por lá...

... foi uma semana muito gira, como aliás tem acontecido das últimas vezes.
Estes regressos à Mary-de-Amsterdam, sem filhos, nem sopas e banhos e roupas para preparar, com tempo para tudo e para todos, sem pressa para coisa nenhuma, fazem-me bem.
A sério, é um privilégio ter estas escapatórias, poder mesmo regressar a uma vida que já tive, com as mesmas pessoas de sempre (algumas) e outras novas, mas com o mesmo espírito, os mesmos lugares, os mesmos hábitos, cheiros e sabores.
Estava um frio de rachar, no primeiro dia ia morrendo, depois lá me defendi e parecia uma cebola enchouriçada, mas preparada para enfrentar um frio verdadeiramente polar. O termómetro só chegou à temperatura positiva no domingo, a caminho do aeroporto.
Mas foi tão, mas tão giro ver a cidade coberta de neve. Ficaram a faltar os canais gelados, não que pensasse em patinar (que nem que me paguem eu arrisco a pisar o gelo) mas pelo espectáculo em si.
Tive tempo de ver outros amigos que não vi das últimas vezes, e é incrível como as vidas mudam, mas a amizade fica.
Fui sair à noite, fiz compras, jantei em casa de amigos, sentei-me no sofá com uma chávena de chá na mão e falar sobre a vida, a morte, o amor e o futuro.
E este tempo que passa devagar, longe das obrigações que são minhas e não as trocava por nada, sabe tão bem.
Que oportunidade fantástica, esta.

Aqui ficam os registos fotográficos (tirados com o telemóvel):

 O Museumplein, um dos meus sítios favoritos no mundo
 O Rikjsmuseum, um dos meus museus favoritos no mundo

 A caminho do escritório com -7. Os touchscrean não funcionam com luvas (coisa que eu não sabia)
Esta é uma piadola às inúmeras fotos de pés que abundam na blogoesfera e facebookosfera pelo verão fora - pés na praia, pés à beira da piscina, pés na espalanada a ler um livro, enfim - aqui ficam os meus pés na neve de Amsterdam. E fica o registo das melhores botas de sempre - compradas quando lá fui em Outubro - que se aguentaram à bomboca que nem gente grande.

De regresso

... e sim, quase congelei na minha querida Amsterdam coberta de neve.
Mais pormenores, e quem sabe fotos, em breve.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brrrrr....

Atentai à 6ª feira... que gelo, senhores!
Resta saber se há avião amanhã com tanta neve. Por menos (muuuuito menos) que isto já fiquei fechada horas no avião à espera que saia.
Vamos lá ver...

Pelo sim pelo não, despeço-me com amizade, que durante uns dias não haverá posts para ler.
Sim, eu podia escrever posts de Amsterdam, mas sei que não vou ter tempo, que é como quem diz vou ocupar o meu tempo com outras coisas (tempo temos todos, meus amigos, que o dia tem 24 horas para toda a gente).
Ora então fiquem bem, e cá vos espero no meu regresso.

Em véspera de partida...

... sozinha em casa com os dois.
Estes dias são sempre tão tristes...
Por muito que saiba que depois até me divirto, e que até vai passar rápido, olho para eles e dá-me cá um aperto no coração...
Não sei se é galinhice minha, ou se todas as mães são assim, mas bolas bolas, que dava tudo para não ter de ir.
Mas tem mesmo de ser, e a ideia é mesmo as idas serem mais frequentes.
Como as coisas estão, não estou em posição de recusar, por isso...
Aguenta-te à bronca, galinha!

domingo, 20 de janeiro de 2013

34 anos e 8 meses...

... e descobri há dias o meu primeiro cabelo branco.
Acho que não me posso queixar, que a maioria dos meus amigos já tem bastantes, mesmo os que são bem mais novos que eu.
Não é isso que faz que seja menos deprimente.

Eu cá nunca tive problemas nenhuns em envelhecer. Mas também ainda nunca me tinha confrontado com tamanho sinal de envelhecimento.
Por enquanto é só 1.
99 mais e começo a escolher o tom das madeixas.

O 1º desenho animado favorito...

... da mais nova - o primeiro a ser o preferido dela, e não dele e dela por arrasto.
Viu-o a primeira dezena de vezes em casa dos tios (foi o tio que descobriu estas curtas metragens da Pixar, deliciosas!), e desde então anda a pedir a "ieca ieca" (=ovelha careca) onde quer que vá.
Vai narrando o que se vai passar a seguir com o maior entusiasmo - "tá tiste!", "já não tá tiste!" - e no fim faz o resumo para quem não percebeu: "ieca ieca, pêlo, tá tiste".
Do melhor.

sábado, 19 de janeiro de 2013

7 anos ontem

Desde que demos o salto que sem dúvida mudou as nossas vidas.
Muita coisa mudou na nossa vida desde então, mas muita coisa mudou no país também.
Quando nós fomos foi por vontade própria, por desejo de ter a experiência de viver noutro país - infelizmente hoje em dia, como há 50 anos atrás, a emigração volta a ser a única saída para tanta gente.
Quando nós fomos muita gente, quase toda, perguntava porquê, mas porque é que vão?
Hoje em dia, são tantos a querer ir, que as razões se tornam óbvias.

7 anos é pouco, mas pode ser muito tempo, e é incrível como as coisas estão tão diferentes na vida de todos nós desde então.

Paralelamente a isso, parabéns a nós, que completamos 7 anos de vida em comum!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Era uma mãe que dividia as tarefas de casa tão bem......

... mas tão bem, que o filho mais novo no dia em que aprendeu a andar, já estava a carregar lenha.
True story.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sonhos óbvios

1) estou de férias na ilha da Armona a conversar com a Tella
2) vou a uma entrevista com a directora de um museu
3) numa festa, a minha prima fez uma fantástica mousse de chocolate, e faz de tudo para que eu a prove (guarda-me uma taça depois de todos terem comido, e quando lhe digo que não posso comer, ela divide a taça em dois e diz que só um bocadinho não faz mal!)

Férias, um emprego na minha área, chocolate - tudo o que me faz falta!
Muitas vezes sonhamos coisas sem pés nem cabeça, e nem sabemos bem como interpretar tudo o que nos ocorreu durante o sono.
Ultimamente tenho dormido pouco e mal, e tenho sonhado imenso - por isso das três, uma:
a) ou a minha imaginação anda tão pouco fértil que os meus sonhos são do mais básico que há,
b) ou o meu subconsciente sabe que eu estou cansada, por isso manda-me as mensagens bem claras para eu não ter de perder tempo a interpretar
c) ou estes sonhos são no fundo super profundos e complexos, e eu é que não estou a captar a verdadeira mensagem por trás...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O caso dos Mon Cherrie


Como sabem, ou deveriam saber, esta que vos escreve está de dieta (desde 1993, mas pronto).
Antes de começar esta (que estou a levar muito a sério desde o dia 6 de janeiro - uma eternidade, portanto), abri uma caixa de Mon Cherri que recebi no Natal.
Nunca fui muito fã, mas a verdade é que não comia há anos.
Souberam-me lindamente.
A conjugação perfeita de chocolate com álcool, duas coisas que aprecio bastante, num só bombom.
Tudo de bom.
Comi 2 ao almoço, e 3 ao jantar, e fiquei a pensar que a vida é mais bela por haver gente que se dedica a inventar iguarias destas.
Não sei lá o que se passou.
Estava tudo muito bem, até que no dia seguinte, já não podia ver o raio dos Mon Cherrie à frente.
Eu não sou pessoa que enjoa facilmente, bem pelo contrário (com muita pena minha).
Ter-me-ei embebedado sem dar conta?
Tal qual como se de uma ressaca se tratasse, jurei a pés juntos que jamais voltaria a tocar num Mon Cherrie, e a verdade é que o resto da caixa permanece intacto.

Foram precisos apenas 5 bombons para apagar os Mon Cherries da minha vida, pelo menos durante uns bons tempos.
Agora, a pergunta que realmente importa fazer é: quantos Ferreros Rocher serão precisos para acontecer o mesmo?
E M&M's?
Guylian?
Todo e qualquer tipo de chocolate e bombons e coisas que tais existente no mercado?
Hummm?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mais uma voltinha...

... mais uma viagem, e para a semana lá vou eu (again and again) para Amsterdam.
Estive a ver o tempo, e podia ser pior.
As previsões são de máxima de 2 ou 3 graus.
Tendo em conta que para esta semana a máxima é -1, acho que não me posso queixar...
(Ai!)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dia de S. Receber

Foi ontem.
Não tanto no sentido da música dos Xutos, mas no sentido de receber família e amigos cá em casa.
Resolvi marcar um lanche de amigos para acabar com os restos de queijos, tostas e coca-cola que sobraram do fim do ano, e aproveitar que ainda não repus todos os brinquedos no sítio desde a festa (retirei tudo o que eram brinquedos com peças pequenas, jogos, puzzles etc, ficando apenas ao alcance deles os carrinhos, animais, bebés e legos gigantes - foi mais que suficiente para estarem entretidos, nada ficou estragado/perdido, e foi muito mais fácil de arrumar no fim).
Entretanto a cozinha dos meus sogros está em obras, pelo que o almoço de sábado foi cá em casa também.
É mais uma resolução de ano novo. Andamos sempre a adiar, a adiar, a pensar que temos de combinar qualquer coisa cá em casa, à espera de ter a casa "pronta" para começar a combinar as coisas, mas já se viu que não vale a pena, temos mais é de ter dias de S. Receber com mais frequência.
E não, não deu trabalho nenhum - a minha sogra trouxe o almoço, e ao lanche cada um trouxe uma coisa.
No final eu fiz apenas um tacho de arroz e uma tarte de sobremesa (que não dá trabalho nenhum), para almoço para 10 e lanche para 11.
A repetir.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Desafio "Berra-me baixo" - report

Muito mais fácil de seguir nos dias em que trabalho (e só nos vemos ao fim do dia e de manhã).
Muito mais difícil de seguir nos dias em que fico em casa com os dois (salta sempre 1 ou outro berro).
As manhã estão no geral muito mais tranquilas.
Eu própria estou mais tranquila também.
Coisas que me tiram do sério: quando estão com a birra, e com o mimo e miam tipo gatos (ora logo eu que detesto gatos!), quando não querem vestir uma coisa (de manhã) e tem mesmo de ser e despem o que já vesti, quando um está calmo e tranquilo no seu canto a fazer alguma coisa boa - dormir, comer a sopa, beber o leite da manhã - e o outro irritante vai lá interromper e estraga tudo - inspira e expira, que quando uma ou mais destas coisas acontecem, ou salta berro mesmo, ou salta uma mãe a contar até 100 e a morder-se por dentro (c'a nervos!).

So far so good, muitos mais dias verdes que vermelhos.
Ponto para mim (nós!).

Informações sobre este desafio aqui.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

É possível...

... gostar de um jornal em papel, e detestar o mesmo jornal em edição online (ou pelo menos a sua página do FB)?

É.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cenas da vida moderna

Li há uns tempos uma reportagem que indicava que nos tempos que correm a nossa capacidade de concentração é reduzida - podemos e conseguimos estar atentos a várias coisas ao mesmo tempo, mas vamos perdendo a capacidade de aprofundar conhecimentos, de estarmos quietos concentrados na mesma tarefa.
Este meu serão confirma tudo.
Até os deitei cedo, mas resolvi não me dedicar a nada de tarefas domésticas peloamordasanta que toda a gente merece descanso.
Li 2 ou 3 páginas de um livro, e folheei centenas de páginas da net - blogs, email, fb, jornais - sem ler efectivamente nada de jeito.
Só me dei conta disso porque estava toda interessada num artigo sobre bagas de goji - que comecei a comer há pouco - e sinceramente nem sei o que se passou. Sei que sem dar por ela viajei para outras páginas e agora antes de desligar é que dei com o artigo aberto, meio lido, meio por ler.
Fica para amanhã, agora vou dormir.
Estou cansada de fazer tanta coisa, e vai-se a ver, não fiz coisa nenhuma.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A prova provada de que eu sou uma fashionista muito à frente

Esta tendência que supostamente é para a próxima época: been there, done that no verão passado.
E a panca pelas riscas pretas e brancas foi tão grande que até as cortinas do quarto chegou. True story.
Ah e tal e isto vai estar na moda, e vai-se a ver, pimba, aqui a Mary parece que estava a adivinhar.
Quem diria que afinal há em mim uma fashion-leader (por oposição à fashion victim, bem entendido).
Não me subestimem, caros leitores, que eu a partir de hoje também não.

Up to date

Venha de lá o episódio 13, que o resto já cá canta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mais valia estar calado

A pagar o ginásio, o senhor da secretaria com a minha ficha aberta à frente (com foto), a explicar-me a factura deste mês:
"A menina paga também metade do mês de Julho, blá, blá, blá"
Depois de pagar o senhor corrige:
"Ai desculpe, eu disse menina, mas é senhora, é que pensei que a foto fosse da sua filha, mas agora vejo que não!"

A foto é a do cartão de cidadão, tirada 15 dias depois do meu mais velho nascer, há apenas 3 anos portanto. Estou com má cara, mais gordinha, mas não é a minha pior foto, de facto.
Fiquei sem saber como interpretar isto tudo, mas o senhor perdeu uma boa oportunidade de estar calado!
Eu ficava contente dele me tratar por menina, e não se falava mais nisso.
Enfim...

O fim do Natal

Há lá coisa mais deprimente que desfazer a árvore de Natal?
Fazê-la é uma animação, colocamos música, fazemos disso um momento especial e tudo e tudo, mas demontá-la...pfffff...
Eu até nem me costumo importar, porque gosto de ter a minha sala de volta, mas este ano a árvore foi recambiada para a varanda para a passagem de ano, e não voltou a entrar...
Ou seja, hoje foi dia de a arrumar, mas o espaço ocupado por ela já estava livre há 1 semana.
Boring...

(a fofa da minha filha deu um beijinho ao Menino Jesus do presépio, quando lhe disse para se despedir que só voltava a ver para o ano - que amor!)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Para o ano há mais...

... Natal e Ano Novo, festarolas e comezainas e tudo o que temos direito.
Acho que comer nesta altura do ano faz parte, que Natal não é Natal sem bolo-rei e rabanadas, e quem não gosta de comer não merece ser feliz, como li algures um dia destes.

Amanhã (hoje) é dia 6 de Janeiro.
De aqui a exactamente 3 meses a minha filha completa 2 anos.
São 3 meses para perder 5kg que me andam aqui a chatear.
Tic-tac-tic-tac-tic-tac
A contagem decrescente começa agora.

Nem é preciso chegar ao espelho

Sabes que estás com uma mega borbulha no queixo quando, mal acordas, ouves:
"Bem, estás com uma borbulha enorme!" (marido com ar enojado)
"Oia mãe, dói-dói!" (filha de ano e meio, dedo espetado a apontar para a dita)
(bom dia para vocês também!)

Que os deuses da maquilhagem estejam comigo, hoje.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Café com uma amiga

Fui ontem tomar café com uma amiga ao final do dia, assim de improviso, combinado em cima da hora.
E perguntam vocês (quem não tem filhos) - e o que tem isso de especial?
E respondo eu (e todas as mães) - tudo!
Que fixe que foi.
Estava cada um na sua avó, a dormir a sesta, a amiga de folga, e eu percebi que saindo às 16h30 podia deixa-los com as avós mais 1 hora e aproveitar a feliz coincidência (aliás normalmente demoro é 1 hora a conseguir tirá-los das casas das avós, parece que têm mel!).
E lá fomos a um café bem engraçado que fica mesmo a meio caminho entre as nossas casas.
Foi um fim de tarde diferente da minha rotina e por isso especial, pusemos a conversa em dia entre um chá e um café, sem distracções, nem maridos e crianças por perto. 
Quando os fui buscar estavam na boa, todos contentes, nem notaram que cheguei mais tarde que o habitual.
Lá está, para eles foi apenas mais 1 hora com as avós, não lhes fez diferença.
Para mim foi 1 hora que fez toda a diferença.
A repetir.

(e salta mais uma resolução de ano novo)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Passagem de Ano

Este ano foi cá em casa.
12 adultos e 11 crianças, numa noite de chuva sem possibilidade de usar a varanda. Temi o pior.
Principalmente pela quantidade de criançada, maioritariamente rapazes e bem energéticos, e novos demais para ficarem a noite toda agarrados às nintendos...
Mas foram receios infundados, correu tudo muito bem.
Houve confusão, claro. E castelos de legos que nunca chegaram ao fim, jantares imaginários, escondidas, correrias, bebés e carrinhos por todo o lado.
E nós, os crescidos, fizemos o Sonho Challenge, e festejámos a entrada em 2013 da Turquia, Holanda, Portugal Continental, Açores, Rio de Janeiro e já não conseguimos festejar mais nenhuma porque já eram 3h da manhã e estava tudo mais para lá do que para cá.
E dançámos todos, como se não houvesse amanhã, ao som dos maiores hits de 2012.
Os meus filhos, mais uma vez, estiveram à altura, apesar da tosse e alguma rabujice dela - brincaram, e aguentaram quase até ao fim em grande estilo, encantados por haver festa na sua casa.
Que fixe estarem mais crescidos, e permitirem aos pais desfrutar de uma festarola com os amigos.
Foi mesmo, mesmo giro!
Boa comida, boa bebida, a melhor companhia... 2013 só pode ser um bom ano, pois começou em grande!

Desafio "Berra-me baixo"

A pedido do Tê, e a bem da sanidade mental de todos, uma das minhas resoluções deste ano (trust me, a lista é longa) é mesmo deixar de gritar com a criançada para me fazer ouvir (e dar palmadas - sim, cá em casa saltam palmadas muito de vez em quando, e apesar de não ter nada contra, quero acabar também com este hábito).
Nem de propósito, hoje dei de caras com este desafio, que claro que aceitei de imediato.
Vamos lá ver como corre.

Já tinha ouvido falar do blog Mum's the boss há que tempos, mas nunca lá tinha ido. Desde a semana passada que o ando a descobrir aos bocadinhos e estou maravilhada.
Às vezes parece que os posts são escritos para mim, tal maneira respondem a questões que me coloco diariamente.
A todos os pais que têm mais dúvidas que certezas, recomendo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A verdadeira resolução de ano novo - Biggest Looser 2013

Há 1 ano começou um desafio familiar do Biggest Looser 2012.
Acho que já aqui comentei que fiquei a meio do meu objectivo - que era perder 10kg, e voltar ao peso "de solteira".
Perdi 5kg, devia estar caladinha, que 5kg em 12 meses não é quase nada, que não é. Mas para mim, que sou pessoa dada à boa mesa, que sou grande amiga do sofá, foi uma grande vitória.
Foram 5kg que me permitiram vestir muitas coisas que não me serviam, outras para as quais nem olhava nas lojas porque antes não ficavam bem e agora sim, 5kg que significaram uma reconciliação com o espelho.
Principalmente estes 5kg significam um tomar consciência daquilo que como, em vez do comer sem pensar que me caracterizava antes.
5 done, 5 more to go. Que é como quem diz, venham mais 5!
Mas agora o prazo é mais curto, que não podemos andar para aqui a perder peso a passo de caracol se não nem amanhã saímos daqui.
Assim, impus a mim mesma perder os 5kg que me faltam até à minha mais nova completar 2 anos - no dia 6 de Abril.
Os hábitos alimentares cá de casa já mudaram, agora é preciso um empurrão para atingir o objectivo, para depois manter para o resto da vida.
Diz que o corpo da mãe demora 2 anos a voltar completamente ao normal.
Quando a minha filha fizer 2 anos quero estar de volta ao normal, mas ainda melhor (muito melhor!) do que quando engravidei.
Uma mãe gira e magra a ajudar a apagar as velas do bolo da filha, how cool is that?
Vamos lá ver se é desta.

E pronto...

2012 ficou a 2 posts de 2011.
Aqui fica mais uma resolução de ano novo: escrever mais de 288 posts em 2013.
Assim haja assunto, e inspiração.

Mais um ano

Mais um novo calendário, que estamos em 2013.

Feliz ano novo, malta leitora deste blog!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Comecei já hoje

...a colocar em prática uma resolução de ano novo.
Hoje à noite tenho festarola dos amigos cá em casa, claro que há 1450 coisas para fazer.
Combinei com os padrinhos da mais nova ir lá leva-los agora de manhã para brincarem, e para eu ter tempo de fazer qualquer coisa.
Mas ele pediu-me: anda ver o Mickey comigo, tu sentas no sofá, eu sento no teu colo e vemos o Mickey, tá bem mãe?

Respirei fundo, e disse sim.
Escrevo este post com ele enroscado a mim a ver o zigzag. 5 minutos para mim não faz diferença nenhuma.
5 minutos para ele podem fazer toda a diferença.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O meu 2012

Este post tem-se tornado um clássico neste blog, e este ano não poderia faltar.
Depois de um 2011 em que tudo aconteceu, 2012 foi definitivamente mais calmo (em termos de acontecimentos) mas nem por isso menos bom.
Tive muitos bons momentos em 2012.
Também tive muitos momentos em que questionei alguns aspectos da minha vida.
Espero que 2013 venha limar essas arestas, e que a inquietação seja o motor para as mudanças de que a minha vida está a precisar.
Tudo a seu tempo (esta é uma boca para mim mesma, que quero logo tudo ao mesmo tempo mesmo sem conseguir), e as coisas hão-de se encaminhar na direcção certa. Assim haja energia e concentração para organizar as ideias e colocar os projectos em prática.
Voltamos a falar nisto daqui a 1 ano.

Havendo bastante por onde escolher, deixo aqui 2 dos melhores momentos de 2012, que não tendo nada de especial, quero guarda-los na memória, e por isso ficam aqui:
Momento de felicidade suprema #1
Na ilha da Armona, maré baixa, praia vazia a perder de vista, a apanhar conquilhas à beira-mar com o Tê, os miúdos a brincar nas poças ali pertinho, a correr para lá e para cá. Sol, calor e água azul-turquesa. Podia viver assim.
Momento de felicidade suprema #2
O pai do Tê deixa-nos à porta, despedimo-nos e entramos no aeroporto de Lisboa, de mochila às costas e troley pela mão, a caminho de 4 dias só os dois em Londres. Indescritível! E quem é pai e mãe mas valoriza o tempo a dois sabe do que eu estou a falar. Do melhor.

Que o melhor de 2012 seja o pior de 2013, é o que vos desejo meus queridos leitores.
Vamos todos entrar em 2013 com o pé direito! 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ainda os dentes

Pronto, mais um post sobre as gracinhas da criançada, mas desta vez não é dos meus filhos, pelo que não conta.
A afilhada de 5 anos, a explicar ao meu mais velho (de 3) a diferença entre os dentes:
"Tu só tens dentes de leite, mas eu tenho alguns dentes que ainda são de leite, e os outros são... dentes de soja!"

AHAHAHA
Eu fartei-me de rir com esta!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ratinho dentista

Dias depois de fazer de "Menino Jesus" vejo-me na posição de fazer de "ratinho dentista", pela primeira vez.
Sim, no meu tempo não havia cá fada dos dentes, mas sim ratinho dentista - pelo menos era assim em minha casa, não me lembro nunca de ter ouvido falar da fada dos dentes até há pouco tempo.
A Afilhada veio cá dormir, e eis que durante a lavagem dos dentes lhe salta um, que estava com certeza a abanar. O meu mais velho, que nunca tinha ouvido falar em tal coisa, ficou muito impressionado, principalmente porque deitou um bocadinho de sangue...
Eu fiz uma grande festa e, sabendo que tenho uns puzzles guardados para uma eventualidade, disse logo que temos de deixar o dente na cozinha para o ratinho dentista trazer um presente.
Eu sei que é feio estar sempre a dizer as graçolas dos filhos - não digo feio, mas lá que é chato, é - mas ele teve uma saída com tanta piada (que diz tanto sobre ele) que não resisto a partilhar (até para eu não me esquecer).
Ora pois que quando eu disse que a prima ia ter um presente amanhã por lhe ter caído um dente, ele perguntou:
"E o que é o presente, mãe?? É um dente novo??"

LOL
Tem um sentido prático tão apurado, este rapaz. Teve muita graça.

Do cheiro

Não sei porque raio mas os meus vizinhos andam numa fúria gastrómica desde antes do Natal - é fritos todo o santo dia - e eu fico com a casa a cheirar a comida (dos outros) que é coisa que a-bo-mi-no.
Até ao momento, em 2 anos de casa, nunca tinha acontecido - ou vá aconteceu 1 ou 2 vezes ao domingo ou coisa parecida - mas desde o fim-de-semana tem sido todos os dias. Antes do Natal OK, no dia de Natal também é normal, mas ontem e hoje?
Pessoal, não houve rabanadas e filhoses suficientes este ano?
Será mesmo preciso continuar a cozinhar como se não houvesse amanhã?
Será que é alguém que se vai dedicar a fazer comida para fora, tipo sempre? Ai.
Não há pior do que ter a casa a cheirar a comida que não é nossa.
Não há velinhas aromáticas que me valham, hoje.

Com isto lembrei-me que a casa ao lado da nossa (o 1 fte, nós somos o esq) está para venda.
Vivia lá uma senhora muito velhinha, acamada. Era a vizinha perfeita, não se dava por ela (nunca sequer a cheguei a ver) e era surda, pelo que nós também não a incomodavamos.
Entretanto a senhora morreu, e os filhos (que moram no r/c) puseram a casa à venda.
E agora? Se calha de vir para aqui uma família com a mania de cozinhar? De fazer peixe frito todo o santo dia (que as há, que eu bem sei)?
Me-do.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Faltam 8 posts

... para igualar o número de posts que fiz em 2011.
Com este já só faltam 7.

Back to reality

E é chegado o momento de regressar ao trabalho depois das festas, e verificar que está tudo como deixámos: as chatices, os casos pendentes, os clientes à espera de uma solução - tudo à nossa espera como se nada se tivesse passado.
Afinal, era apenas Natal, e já passou...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Foi bom, o Natal

Foi, sim senhor.
Soube muito bem ter os 2 dias de fim-de-semana para preparar os últimos detalhes com calma, para treinar a criançada a dormir uma boa sesta e ficar acordada até tarde, e até para ir jantar fora só os dois.
Na noite de Natal correu tudo bem, com a confusão do costume, os presentes que por poucos que sejam são sempre muitos, mas consegui ter os meus dois filhos acordados na ceia em casa da minha avó que é para mim o momento mais importante do Natal (e começa lá para a 1h30 da manhã). Fiquei mesmo muito feliz por lhes poder proporcionar um bocadinho do Natal que eu tive na minha infância. E eles estiveram à altura, acordados, participativos, a desfrutar dos brinquedos recebidos, e aguentaram que nem leões, ela quinou ao meu colo durante a troca de presentes do primo-invisível (sem chatear ninguém) por volta das 3h, ele veio pelo seu pé até ao carro quando viemos embora, já passava das 4h30 da manhã. Pelo meio ainda fui bafejada pela sorte e ganhei um fantástico cabaz organizado pela minha irmã e tia a favor de uma instituição de caridade - foi um belo presente de Natal, ainda para mais porque foi a primeiríssima vez que ganhei seja o que for!
No dia 25 de manhã tivemos cá em casa os presentes do Menino Jesus (trazidos pelo Pai Natal porque é o crescido, já se sabe) todos de pijama, como é da praxe, e eles estavam tão contentes.
Seguiu-se o almoço em casa dos avós, que se prolonga quase até à hora do jantar, e pela 1ª vez tivemos a visita do Pai Natal, que chegou com vários sacos para distribuir - ele ficou na maior excitação, vibrou verdadeiramente com o Pai (tio) Natal. Ela apanhou um cagaço e desatou a chorar, o que prova que o tio fez um excelente papel. Mas foi muito giro,e acho que é o início de uma nova tradição.
E o Natal acaba com mais um jantarada, que se o Carnaval são 3 dias, o Natal é só 1 mesmo e há que aproveita-lo em grande (e o que eu gosto do perú assado com recheio de castanhas, senhores!).
A minha afilhada veio cá dormir, mas como saímos do jantar com eles todos mais para lá do que para cá, hoje de manhã foi uma festa quando perceberam que ela cá estava! Passaram a manhã a brincar com os brinquedos novos (que inveja!), e fomos almoçar e passar a tarde a casa dos avós onde estavam o resto dos primos. E assim se prolonga o Natal mais um bocadinho.
Não sendo a minha preferida, gosto muito desta época do ano.

Boxing Day

Provavelmente a maior vantagem de trabalhar para um escritório na Holanda - este feriadinho ao dia 26 cai que nem ginjas.
Respect por quem foi trabalhar no dia mais ressacado do ano.

Fiz bolachinhas de Natal com os dois...

... e sobrevivi para contar a história.
Na 6ª feira, estando sozinha em casa com os dois, sendo que nenhum quis dormir a sesta, resolvi meter-me na embrulhada de fazer bolachinhas de Natal com 2 crianças (um de três e outra de ano e meio, para quem não sabe ou já se perdeu).
Contrariamente ao que eu previa, correu muito bem.
Começou por não haver ovos, sendo que a receita levava 1 ovo, mas não fez mal nenhum. Até calhou bem porque a rapariga comeu metade da massa.
Sim, houve farinha espalhada por todos os lados, bocados de massa agarrados ao chão e aos sapatos, mas os miúdos até têm jeitinho para a coisa e fizeram umas bolinhas jeitosas (ela), e estenderam a massa com o rolo e cortaram com as forminhas com todo o preceito (ele).

E ficaram bem boas.
Daqui a 2 anos estão a faze-las sozinhos. Podem crer.

PS - post escrito dia 23, mas agendado para que os padrinhos (destinatários das bolachas) não saibam da surpresa antes de tempo

domingo, 23 de dezembro de 2012

É chegada a altura...

... de vos desejar a todos um óptimo Natal.

A casa cheira a fritos de fazer as rabanadas, estou a meio da empreitada de embrulhar os presentes (que estão agora já todos comprados e feitos), as roupas estão escolhidas e penduradas para a noite mais importante do ano.

Que tenham o Natal que desejam, o melhor Natal de sempre, é o que desejo a todos os leitores do Quase Adultos.

Percebemos que ele anda a ver o Livro da Selva a mais...

... quando, além de agir contantemente como um tigre ou pantera (ruge, gatinha, rosna), trata a irmã por "filhote de homem".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A propósito do fim do mundo...

...para marcar este dia 21/12/2012. Sim, eu sei que é um cliché, mas tinha de ser :)

Cenas fixes de ter um blog

Se o mundo acabar amanhã (hoje) quaisquer que sejam as criaturas que sobrevivam para contar a história podem faze-lo a partir da blogoesfera.
E este blog será o meu contributo para a História da Humanidade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

E ser mãe também pode ser...

... guardar as cenouras-baby do salteado de legumes do almoço, para dar à mais nova ao jantar, porque ela adoraaaa.

(e quando comentámos que depois do jantar, se comessem tudo, podiam comer 1 chocolate do calendário do advento, o mais velho refilou: "mas ela já teve a surpresa dela! Foram bolinhas de cenoura!")

Ser mãe (também) é

Calçar uma bota e encontrar uma peça de lego lá dentro. Ou um boneco.
Ou qualquer outro brinquedo que lá caiba.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Menino Jesus X Pai Natal

Em minha casa quem dava os presentes era sempre o Menino Jesus. E ainda é.
Cá em casa eu bem que tento fortalecer a ideia do Menino Jesus, mas parece-me que ando a remar contra a maré.
Eu enquanto pessoa, nada contra, mas embirro um bocado com o Pai Natal.
Ou melhor, com a vulgarização do mesmo.
Na minha infância, quando passávamos o Natal com a família do Porto, também era o Pai Natal que trazia os presentes, mas era o Pai Natal Verdadeiro.
Ora, ninguém podia ver o Pai Natal Verdadeiro.
Não havia um enjoo de pais natais por tudo o que é lado, em cada centro comercial. Não.
Havia 1, e claro que não estava em lado nenhum, pois não podia ser visto.
(Reza a lenda que a minha tia, irmã da minha mãe, o viu numa noite de Natal, e eu e os meus primos sempre tentámos a nossa sorte sem nunca termos conseguido)
Adiante, o meu mais velho está obviamente absorvido no marketing do momento e só fala em Pai Natal para aqui e para ali.
E eu vou corrigindo - Menino Jesus, cá em casa é o Menino Jesus.
Quer queiramos quer não, o Natal é do Menino Jesus, não é do Pai Natal, e acho que tentar resgatar um bocadinho do verdadeiro Natal nunca fez mal a ninguém.
Enfim, hoje saiu-se com esta, depois de mais uma correcção da minha parte:
"Oh mãe, o Menino Jesus dá os presentes, mas o Pai Natal traz. O Pai Natal é que é o crescido."

Não sei lá onde foi buscar esta explicação, mas depois disto fiquei sem resposta.

Entretanto ela, que é super maternal e adora bebés, anda encantada com os Meninos Jesus de tudo o que é presépio (sendo que o dos avós já ficou sem cabeça, mas pronto).
Haja alguém que identifica o protagonista do Natal como deve ser.

Cenas (nada) fixes

Na próxima semana a minha empresa está fechada, mas o nosso departamento tem de ficar a funcionar nos dias 27 e 28 (dia 26 graçasaosdeuses é feriado na Holanda -Boxing Day) com recursos mínimos, e este ano calhou-me a mim fazer parte desse grupinho.
Menos mal que o posso fazer desde casa, pois são dias do mais deprimente que pode haver - 3 gatos pingados num escritório vazio (são mesmo só 3 pessoas), com uma grande ressaca do Natal.
Não costumam ser dias de muito trabalho, mas é sempre mais do que se está à espera, pois a vontade de trabalhar é 0.
Este ano, para animar, vai ser lançado um novo produto/serviço na 6ª feira, dia 21.
Se o mundo não acabar, e tendo em conta que estaremos fechados dias 24, 25 e 26, nos dias 27 e 28 prevê-se uma chuva de questões relacionadas com o dito.
A recuperação do Natal adivinha-se no mínimo aterradora.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ainda (e sempre) a dieta

Desde 6ª feira que ando mais relaxada na dieta.
Resolvi largar um pouco as rédeas, e aproveitar os doces desta época, que depois passa e já não voltamos a ter oportunidade de provar - ele é o bolo-rei (que eu adoro), rabanadas (as primeiras do ano), hoje houve também uma azevia com o café da manhã e um bocadinho de chocolate depois do almoço.
E claro, algum sentimento de culpa, pois estou há 12 meses a lutar contra a minha própria maneira de pensar, e custa sempre relaxar apesar de saber muito bem.

Estava aqui com estes dilemas na cabeça e recebo as boas festas de uma clínica de nutrição com o título "O Natal é todos os dias, mas fora do prato!".
Na mouche!
Amanhã (sempre amanhã eh eh eh) volto à dieta, pelo menos até 6ª feira, porque acaba o mundo.
Se acaba o mundo, acaba também a dieta, certo?

Ele há dias...

... em que parece que os astros se alinham para que tudo nos corra bem.
Outros em que parece que se desalinham, e não encontramos nada do que andamos à procura e tudo parece uma grande perda de tempo.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fim de semana natalício

Com  direito a passeio pela Baixa - a mai nova estreou-se no comboio e carrossel (um amor!), o mais velho superou o seu próprio medo dos baloiços e andou naquelas cadeiras penduradas que andam à volta - a ver as luzes de Natal, às primeiras rabanadas do ano (feitas de surpresa pela mãe do Tê, quando soube que me estavam mesmo a apetecer :), a lanche de primos com troca de nomes para "amigo-invisível" e decoração da casa da avó para o Natal, e a bolo-rei ao pequeno-almoço, porque bolas estamos quase no Natal e até fica mal manter a dieta nesta altura do ano.

Ho ho ho para vocês também.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Stage Fright - o rescaldo

No geral, correu muito bem. Muito melhor do que esperávamos, diga-se.
O truque foi mesmo não o deixar descobrir-nos - o que foi muito complicado, porque é uma escola pequena, e na festa de Natal vão apenas os pais de cada menino e o espaço é mínimo - mas lá nos baixámos de cada vez que ele entrou, e ao não nos ver também não se desmanchou. Nós também não vimos nada de jeito, mas pronto, é o preço a pagar.
Ainda temi o pior pois no grupo dele houve um que mal entrou começou logo a chorar (e isto já se sabe que é o efeito dominó...), mas não, o rapaz nem percebeu e ficou muito concentrado na sua tarefa de carteiro (que leva as cartas do pai-natal).
Ficou mudo e quedo enquanto os outros faziam uma coreografia, e na parte da música em vez de tocar tambor como os outros meninos, ficou parado a tirar macacos do nariz.

Um talento natural.

Stage Fright

É chegado o dia de mais uma festa de Natal na escola do meu mais velho.
Para quem não sabe/se lembra, o meu rapaz digamos que não parece ter muito jeito para estar no palco.
Na festa do final do ano em Julho, a choradeira repetiu-se.
Não sei se é pior ele ver-nos na plateia ou não. No Natal do ano passado estávamos à frente, e ele quando nos viu desatou a chorar. Em Julho ficámos lá atrás e ele quando nos descobriu, já se sabe.
Por um lado, ele claramente chora quando nos vê.
Por outro, acho que seria pior ele ver uma plateia cheia de estranhos e não nos ver a nós.

Mas vamos experimentar na mesma, a ver como corre.
Hoje de manhã já me disse que não queria ir à festa da escola.
Promete.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O vírus

Uma pequena actualização a este post, especificamente na parte do "mais ninguém foi atacado".
Depois das minhas 2 crias foi a vez do meu sobrinho, e cunhada.
Este fim de semana tivemos almoço de família no Alentejo.
Ora bem, o maldito vírus atacou: a minha irmã e os seus 4 filhos, a minha mãe, outra sobrinha, o P., a mulher e o filho.

Pensem bem senhores, se querem continuar a ler este blog, sob pena de serem contagiados.
Estão por vossa conta e risco.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Objecto de tortura


Não se deixem enganar pelo aspecto fofinho e divertido da bola de Pilates.
Tinha-a usado, lá está, no Pilates durante a gravidez. Não lhe guardo más recordações.
Agora volta não volta uso-a no ginásio - é do caraças.
Hoje foi uma aula inteirinha com a amiga bola gigante por baixo, cima, de lado, levanta com os pés, levanta com as mãos, barriga para cima e barriga para baixo, e por aí fora.
Não houve um músculo que não tivesse mexido, e doído, na aula de hoje.
Agora sento-me no sofá e estou mais morta que viva - é uma bola do demo, isso sim.
Acho que esta noite durmo aqui mesmo.

Habemus também planta de Natal


Pelo caminho comprei pela primeira vez aquela planta tão natalícia que é a Estrela de Natal (aka Flor de Natal).
Vamos ver se aguenta até lá, nas minhas mãos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Habemus Natal

Temos árvore de Natal feita - penso que já era a única blogger que ainda não tinha montado a árvore de Natal, mas já não sou, porque está montada e gira (como sempre).
Hoje também foi dia de terminar as compras de Natal.
Já só falta fazer o que são "home made", embrulhar e tcharaaaan: podes vir, Natal, que estamos prontos.

Cluedo


O meu afilhado pediu-me de presente dos 11 anos um jogo de tabuleiro (que é aliás o presente que lhe tenho dado nos últimos anos, e adoro - que fixe, um rapaz de 11 anos que gosta de jogos de mesa!)
É tradição jogarmos todos depois do almoço de anos dele.
Este ano foi a vez do Cluedo.
Um jogo clássico, que me lembro desde sempre (lá em casa também éramos adeptas dos jogos - tínhamos imensos, sendo que muitos ainda sobrevivem completos, desde os anos 70), mas que nunca tinha jogado.
Há suspeitos, há armas e locais do crime, há um mistério por desvendar, e há que estar com atenção a diversos pormenores.
Adorei.

Diz que é a partir dos 8 anos.
Daqui a 5 já sei o que oferecer ao mais velho :)


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Do dormir, sempre o dormir

Isto com crianças pequenas/bebés grandes (que é o que eu tenho cá em casa) regressa-se sempre ao tema do dormir.
Já não sei onde nem quando é que as coisas descarrilaram, mas durante muito tempo os meus filhos adormeceram muito bem na sua cama.
Primeiro ia ela dormir, pouco tempo depois ele, e ali ficavam até de manhã, cada macaco no seu galho como manda a lei.
E como eu gosto.
Depois... acho que começou com ele a fazer umas birras para adormecer e a ir dormir na nossa cama (comigo ao lado até adormecer).
Não sei lá como é que a coisa virou nisto, mas a verdade é que agora é a mais nova que não descola da nossa cama. A noite inteira. Oh yeahhh.
Então mas um bebé habituadissimo à sua caminha, pode de repente dar-lhe para dormir com os pais e ponto?
Pode.
E ainda para mais temos de nos deitar com ela para adormecer - e claro, volta não volta adormecemos de vez às 9h da noite, com milhares de coisas para fazer... 
Só queria que vissem o berreiro quando a tentamos por na cama dela. O drama, o horror, a tragédia.
Que seca!
E mesmo que não abra o berreiro logo, quando se apercebe que está na cama dela desata a gritar " Colo, mãe! Colo, mãe! Colooooooo!" até que um de nós a vá buscar (sob pena de acordar o irmão e então aí é que está o caldo entornado).
Não é que seja contra o co-sleeping, que não sou, mas também não é coisa que ache piada. A questão é que nos dias que correm sou é a favor do sleeping, seja co ou sem co...
Ele, coitado, não teve hipótese, regressou à cama dele, mas exige a nossa presença (sentados no chão, debruçados sobre a cabeceira da cama) até adormecer.
Adormecer os dois quando estou sozinha, é um filme.

E agora, como se descalça esta bota?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ser mãe também é

... aprender a limpar vomitado sem vomitar também*.
Ponto para mim.

Esta semana começou com uma gastroenterite do mais velho, e depois de um dia de intervalo, foi a vez dela nos presentear com uma noite saída de um pesadelo.
Felizmente estão os dois melhores e so far so good, mais ninguém foi atacado pelo bicho.

(*vamos ver como corre quando forem adolescentes e chegarem a casa às 6h da manhã... Se bem que nessa ocasião não pretendo ser eu a limpar... bem, a ver vamos...)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A pirosona


 É o que está a minha filha, tenho a dizer.
Já conhece a Barbie.
Tira o gancho que lhe ponho (por necessidade, há que domar a juba), mas se for um grande laçarote igual ao da Minnie, já gosta.
Num almoço de amigos vestiu uma saia de princesa/bailarina (de tule cor-de-rosa) e já não tirou mais. Ao fim do dia pavoneou-se com asas de fada, e duas malinhas de mão: uma da Hello Kitty (mais uma heroína) e outra das princesas (que para ela é a Barbie - ai peloamordasantaquevenhaodiaboeescolha!).
Oh senhores, mas esta fobia rosa-choque-purpurina-principesca não é suposto vir mais tarde??
19 meses tem a rapariga! 1 ano e meio, mais coisa menos coisa!
Por este andar aos 3 está em que fase? Maria-rapaz?
E aos 7 é gótica, não?


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Missão impossível (mas eu continuo a tentar... juro!)

Fazer dieta nesta altura do ano, senhores.
O que eu dava para ser pessoa que não aprecia comer. Ou que não gosta de doces. Ou que não gosta só de chocolate e doces de Natal, vá.
Mas ainda faltam umas semanas até ao Natal, Mary-glutona!
Pois, mas até lá tenho pelo menos 3 festas de anos, fora os famosos jantares de Natal dos vários grupos, que não sendo muitos são os suficientes para impedir a minha balança de andar para trás!
Tudo se resolve se eu mantiver a boca fechada. Verdade.

Que vida dupla esta que eu levo...
Que luta diária entre a Mary-que-gosta-de-enfardar e a Mary-que-gosta-de-olhar-ao-espelho-e-não-ter-vontade-de-fugir!
Vamos lá ver quem vence este desafio...

O drama dos desenhos animados

O rapaz adora ver tv (temos mesmo de pôr um travão), e adora personificar os seus heróis e brincar igual às personagens.
Primeiro foi o Dartacão, que tivemos de fazer desaparecer o dvd porque o rapaz só queria andar "às lutas" (santa paciência), e tudo para ele era uma espada.
Entretanto surgiu a moda do Bombeiro Sam - que ele adora de paixão - e fartou-se de brincar com o primo aos salvamentos, recebeu um capacete e mangueira nos anos, bem como um carro de bombeiros, fomos mesmo aos bombeiros ver os carros de verdade e tudo. Os desenhos são super educativos, promovem o espírito de equipa e de ajuda, cada episódio tem uma história, uma situação em que os bombeiros surgem como heróis e resolvem problemas.
Entretanto, o drama: o Bombeiro Sam deixou de dar no Zig Zag. Não há no youtube (só em inglês) e não dá noutros canais. E nós, ursos, que não gravámos nem 1 episódio!
Todos os dias ele pede um Bombeiro Sam, mas já investigámos e em princípio volta a dar na próxima semana.
Até lá, descobriu outros, também engraçados, do Livro da Selva. São episódios curtinhos (eu acho óptimo, assim vê só 1 e está feito), com as aventuras do Mogli e dos animais na selva. Tudo bem.
Até que agora está para aqui a rugir (é o Baguera - a pantera) atrás da irmã, a arreganhar os dentes e a dar saltos do sofá para o puf, a perseguir os macacos.

Volta, Sam, que estás perdoado...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ainda o tempo

Oh pá, não é incrível que já estamos no Natal outra vez?

Chiça!

Café em tempos de crise - report

So far so good.
Estamos rendidos ao café da cafeteira, ao cheirinho quando abrimos a lata de café (que está agora guardada num sítio alto, claro está), ao aroma que fica na cozinha quando desligamos o lume.
Quando bebido com leite, fica excelente.
Sozinho, também se bebe bem.

A Dolce Gusto está reservada, definitivamente, para dias especiais.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A verdadeira dona-de-casa portuguesa

Passa a ferro a ouvir a Mariza cantar o fado na televisão.

(e interrompe para vir escrever este post, porque é moderna)

A prova de que o mundo é um lugar injusto

Esqueçam tudo aquilo que vos ocorreu quando leram o título deste post.
A prova de que o mundo não é justo é a seguinte: se fosse justo, quando nos apetece comer uma coisa que engorda mas não o fazemos, perderiamos as calorias que não ganhámos ao não comer.
Confusos?
Num mundo perfeito, se me apetecesse comer um chocolate mas resistisse à tentação, perderia as calorias equivalentes a esse chocolate.
E quantas mais coisas me apetecessem, mais eu emagrecia, até ficar em forma só de olhar para a montra dos bolos.

Era ou não era mais do que justo?
Claro que sim.

(sim, sim, eu sei, o título fazia pensar em algo mais profundo - ora bolas, que esta rapariga só diz patacoadas, tanta injustiça que há no mundo e ela fala em contar calorias, oh blogzinho mais fútil - mas se pensarem bem, esta lógica de "faço uma coisa bem, sou compensada de alguma forma" pode-se adaptar a qualquer coisa, e se assim funcionasse o mundo, aí sim seria mais justo)

Convidamos-lhe para a Noite Mágica

Assunto de um e-mail de uma conhecida marca de brinquedos.

E como é que uma calinada destas passa?

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vício do momento

Castanhas.
Depois da bolacha maria (que para mal dos meus pecados ainda não me passou, mas tem andado controlado por causa da dieta - compro bolachas da marca que gosto menos, ninguém nota a diferença tirando eu, e a tentação é menor); e antes da época do bolo-rei  (que sinceramente espero que este ano não se torne um vício, que eu sou mulher de dar cabo de um bolo-rei do PD em menos de nada), este ano deu-me para as castanhas.
A sensação é que não comia há décadas, pois nem me lembro de assar castanhas em casa nos últimos tempos. Mas nem sequer há razão - há 2 anos estava grávida pelo que podia comer, no ano passado ainda amamentava, mas a rapariga já estava crescidita, não lhe iria fazer mal com certeza.
Não sei.
Este ano deu-me para isto, temos feito várias vezes.
Com uma sopinha ao jantar, é o prato da época.
Adoro.

(pelo sim pelo não, quando me surgiu o vício, fui conferir as calorias: 5 castanhas têm 100 calorias.)

domingo, 25 de novembro de 2012

Esta cena que passa, e que se chama tempo

Comecei este blog quase adulta, e agora de quase adulta tenho muito pouco (menos do que admito).
Mas não são os 2 filhos, a casa para pagar, o emprego que tem de se manter para pôr comida na mesa que fazem de mim uma pessoa adulta (não vou dizer velha).
São os meus sobrinhos, malta, esses é que me lixam.
Filhos tenho, mas são bebés, fazem gracinhas e tal e coiso, mas eu podia ter 20 anos e ter filhos assim.
Os sobrinhos é que me lixam aqui o esquema.
Para quem não sabe, tive 5 sobrinhos (agora são 7) durante bastante tempo. 1 mais velho, e 4 que nasceram em menos de 2 anos.
O facto do mais velho, que ainda para mais sempre foi muito à frente, estar homem feito, de barba, com quase 2 metros, apaixonado por música de todas as épocas, com quem posso falar sobre tudo, por mim, tudo bem.
Eh pá mas os outros 4... os outros eram uns bebés anteontem, e agora estão mesmo, mesmo à beirinha de se mandar para o lado de lá (lá=adolescência, que isto nunca se sabe no que vai sair dali).
E agora, deu-lhes para publicar fotos no FB deles mesmo em pequeninos - tiradas anteontem, já se sabe - e é ver os comentários dos amigos, tipo "xiiiii esta foi tirada do baú!", mas qual baú amigos, se eles ainda são exactamente assim!
Mas depois olho bem, e vejo que não.
E como é que eu fico nesta história toda?
Mais nova não é com certeza! Ora, bolas!

Domingo cultural

Domingo passado, em Londres, fomos ao British Museum.
Estava cheio, a abarrotar de famílias com crianças de todas as idades, grupos de velhotes, adolescentes com professores, casais jovens e menos jovens, gente por todos os lados. Enfim, uma animação.

Hoje fomos os 4 à exposição As Idades do Mar, na Gulbenkian.
Estava cheia, a abarrotar de famílias com crianças de todas as idades, grupos de velhotes, adolescentes com professores, casais jovens e menos jovens, gente por todos os lados. Enfim, uma animação.

Isto é para todos os que dizem ah e tal, lá fora é que se dá valor à cultura, e tal e coiso.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tudo o que eu não preciso, obrigada

O Top Chef versão especial sobremesas.
Nãããããoooooo!
Não depois de todas as asneiradas (GIGANTES) de Londres.

Mas também já me passava esta mania de ir picando estes programas de culinária, senhores!
Que tortura!

Back from London - o balanço

Como seria de esperar... adorámos! Tudo.
É de facto, uma cidade fantástica, cheia de vida.
Quando toda a gente nos diz que a cidade é o máximo, já sabemos que vamos gostar, e ainda assim, Londres não desilude.
Vimos tudo o que queríamos ver, e ainda mais qualquer coisa, andámos que nos fartámos, gastámos dinheiro que nos fartámos, e acho que aproveitámos todos os minutos.
Agora, temos a certeza que Londres teria tido um impacto muito maior (mesmo) se tivéssemos visitado antes de morar em Amsterdam.
Passámos o tempo (feitos irritantes) a fazer comparações.
É o St. James Park que no fundo é igual ao Vondel, a Oxford Street que é como a Leidsestraat, a Picadilly Circus que é quase quase a Leidseplein. No fundo, Londres é como Amsterdam mas em ponto grande.
Grande mesmo. Isso foi o que mais nos impressionou. Olhamos no mapa e parecem duas ruazitas, damos corda aos sapatos e nunca mais lá chegamos.
Também me impressionou a quantidade de gente. Gente por todos os lados, a todas as horas (quer dizer, enquanto estivemos na rua), as ruas cheias, os museus apinhados, as lojas e cafés a transbordar. Cheia de vida, mas também com muitas filas para wc, e sem sítio para sentar quando queremos, mas pronto. Também sei que o povo saiu à rua, porque apanhámos um tempo fantástico.
E respira-se cultura por todos os lados, bolas. Não há-de haver uma panóplia de artistas ingleses, com tanto museu, tanto teatro, tanto musical aos pontapés, para todos os gostos, para todas as bolsas.
Profundamente inspirador.
Estava à espera de ver mais gente diferente, mais punks, cabelos às cores e assim, mas contam-se pelos dedos de uma mão as aves raras com que nos cruzámos (deviam estar todos noutra zona da cidade, ou se calhar somos nós que já nem notamos, porque estamos habituados a Amsterdam, lá está...).
Também esperava a loucura das compras, e graças aos deuses não se verificou. Só me perdi nas lojas dos museus, principalmente nos livros. Mas a história de ser uma moeda diferente ajuda a controlar o impulso.

Enfim, foi óptimo.
Viajar devia ser obrigatório, de X em X tempo, para colocar tudo em perspectiva, alargar horizontes, aprender, ficar inspirado.
Passamos os dias a pensar como seria se tivéssemos escolhido ir para ali e não para a Holanda.
Pintámos os piores cenários, que iríamos viver o mais longe possível, que o trabalho seria uma porcaria, que no fundo nunca iríamos ter paciência para ir ao centro, aos museus cheios de turistas, que em Amsterdam tivemos muito mais qualidade de vida, que tudo é mais fácil porque a cidade fica toda à distância de duas pedaladas de bicicleta.
A verdade é que vamos ficar sem saber.
Ou então isto fica tão mau, que pegamos nas trouxas (e nos miúdos) e mudamo-nos para lá, só para tirar as teimas.
Não me parece nada difícil ser (muito) feliz em Londres.

Back from London

E ainda a recuperar.
Que cidade fantástica! Viajar devia ser obrigatório.
Adorámos.
Mais pormenores, depois.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

4 dias sem posts

Vá, não façam drama que eu sei que vocês aguentam.

Até ao meu regresso!

Grande ventosga...

... tempestade, chuvada.
Dia perfeito para andar de avião, portanto.
Ai...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Daqui a 24h estarei em Londres...

... e agora sim, a galinha começa a manifestar-se.
Timidamente, e sem grande pressão. Eu bem digo que uma vez com filhos já não há hipótese de fazer uma lua de mel como deve ser.

Ainda assim, estou a contar as horas!
É que é muito diferente (muuuuuuuito diferenteeeeeee) viajar por prazer e viajar em trabalho.

Algumas razões para estar neste excitex:
  • a última vez que fizemos uma viagem juntos foi em 2005 (Holanda não conta), para o Brasil (com amigos)
  • a última vez que fomos fazer turismo de cidade juntos foi em 2003 que fomos a Barcelona (vá, em 2007 passámos um fim de semana em Brugges, pronto)
  • desde que fomos pais fomos jantar fora os dois um total de 2 ou 3 vezes
  • e ao cinema: 2 vezes
  • quero ir a Londres desde que tenho idade para viajar sozinha, mas por uma razão ou por outra, acabei sempre por não ir. Quando vivemos na Holanda quase nunca coincidimos ter fim-de-semana juntos (tivemos 1 e fomos a Brugges)
  • namorámos 10 anos antes de ter filhos, dos quais 3 a viver juntos, acho que merecemos comprovar se aquilo que tínhamos ainda cá está (sem fraldas, birras, sopas e legos à mistura) - li uma vez um texto que se deve tratar o casamento como se fosse um filho mais velho, na altura não percebi o que queria dizer, agora penso que faz todo o sentido.
  • quando nos surgiu a ideia de emigrar, o destino que nos ocorreu foi Londres - depois acabámos por escolher a Holanda por termos alguém conhecido que nos podia ajudar. Queremos ver o que perdemos.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mortos que andam

Desde a 1ª gravidez que fiquei uma autêntica menina no que toca a cenas de terror.
Não que alguma vez tenha adorado, mas parece que junto com as hormonas e a responsabilidade veio uma total incapacidade de tolerância a cenas que metam sangue, suspense, assassinos e mortos e coisas que tais.
DE-TES-TO.
Pior mesmo só se incluir crianças.
Já devem ter percebido pelo título a série-ódio do momento - Walking Dead.
Claro que o Tê é fã. Claro...
Eu sei que não se deve falar do que não se conhece, mas com franqueza...
Uma data de gente a tentar escapar e fugir de um grupo de zombies (que são mais que as mães), todos nojentos, sempre aos berros de boca aberta.
Bastou ver a última cena da série 1 e fiquei logo esclarecida: uma mãe que passa a série toda à procura da filha vê-a aparecer zombie no fim e tem de ser morta novamente (diz que é assim que os bichos morrem de vez). E insistem na cena das crianças zombie, filhos que morrem, filhos que têm de matar os pais que morreram (para que não fiquem zombies) e todo um rol de atrocidades, que me dão a volta ao estômago.
Se calhar estou a perder uma obra-prima da ficção da actualidade, mas sinceramente não consigo ver, não acho piada, nem consigo perceber o sentido da coisa.
Um verdadeiro nojo. (se querem exemplos vão ao Google - Imagens e pesquisem)
Não consigo mesmo captar o fenómeno...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ser mãe e nunca ter ido a Londres é...

... não saber bem exactamente por qual das razões estou mais no EXCITEX: se por ir (finalmente!) conhecer a cidade que sempre quis conhecer, se por saber que vamos passar 4 dias (quatro dias!) sozinhos, vamos poder tomar o pequeno-almoço os dois, e almoçar os dois, e lanchar só os dois, e jantar a dois durante 4 dias!!!
Aaaaaahhhh!
Estou que nem me aguento!

(sim, sou irritante, podem insultar que eu mereço ih ih ih)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A melhor exposição: Hélio Oiticica – museu é o mundo

Na opinião dos meus filhos.

Fomos no domingo.
Quando disse que íamos ao museu o mais velho torceu o nariz. Não que ele saiba o que é um museu - culpa minha mas não sabe, casa de ferreiro... - pois poucas foram as vezes que foi a um museu, mas o que ele queria mesmo era ir ao parque.
Chegados lá, foi a loucura.
Desde as instalações cá fora (como uma estrutura tipo labirinto, em que se pode entrar), a uma rede de franjas azuis em que eles se podem esconder, a uma gaiola com papagaios, caixas de palha (onde podem entrar e mexer), música, e o auge dos auges: uma salinha com chão de espuma e diversos pufs de formas geométricas, que permitem saltar, pular, dançar, atirar para o chão sem ninguém se magoar.



Adoraram eles, e adorámos nós.
Foi o máximo!
Até tenho medo da próxima vez que formos a um museu - o meu mais velho estará com certeza à espera de uma piscina de bolas ou escorregas gigantes!

E como se não bastasse: grátis!
Recomendo!

Com isto tudo foi toda uma nova experiência numa exposição, mal li as tabelas, não percebi nada do que o artista queria dizer com aquilo, mas vim de lá feliz por termos estado todos juntos num museu, a divertirmo-nos à grande!
O tempo de passar momentos divertidos em frente a uma pintura virá depois, para já, foi perfeito!

Um dia old school

Regressei ao sítio onde trabalhei antes de ir para a Holanda para assistir a uma conferência.
Quase um regresso à Mary anterior a este blog, à Mary de 2002 a 2005.
Foi tão giro.
A excitação de ir para Lisboa de transportes só é entendida por quem trabalha em casa há 4 anos.
(sim, escusam de tentar entender mesmo!)
E foi tão bom rever uma data de gente, trocar ideias, ver como páram as modas.
E foi tão estranho ver as mesmas caras no mesmo sítio, a falar sobre as mesmas coisas.

Eu saí, mas parece que tudo ficou no mesmo lugar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Diet/gym report

Pior do que andar a fazer dieta e exercício físico há meses e não emagrecer, é andar a fazer dieta e exercício físico há meses e ver o colesterol (já de si alto) aumentar.

Foi pouco, mas bolas, era suposto baixar.

Fiquei mesmo triste (e com vontade de mandar tudo às urtigas, mas pronto - não mandei).

Ai genética, genética, que foste tão generosa para umas coisas, mas nisto, deixa-me que te diga, podias ter feito muito melhor...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Histórias verdadeiras na 1ª pessoa

Tenho contado aos pequenos cá de casa.
Não tenho grande imaginação para histórias inventadas - não fui brindada com o talento do meu pai, que bem podia escrever uma colecção de livros infantis com as histórias que nos contava - e tenho tendência para me fartar dos livros infantis ao fim da terceira vez que os leio (como sabeis, a criançada pede a mesma história vezes sem fim).
Vai daí, conto-lhes histórias verdadeiras, episódios da minha vida que se passaram de verdade. Com um ou outro apontamento romanceado (uma pitada de sal) mas ainda assim, verdadeiras.
Já lhes contei a história de quando deixei o meu Mickey (com que eles hoje brincam) na escola, de quando um cão mordeu um pato (que sobreviveu) no jardim da Gulbenkian, de quando fui picada pelo peixe aranha quando estava na praia com os amigos.
Eles (leia-se o mais velho, a outra é-lhe igual ao litro) adoram, ficam estarrecidos a ouvir as minhas palavras. Eu conto tudo com mais entusiasmo, porque, claro, sei do que estou a falar, e há sempre uma lição a aprender em cada história.

É só pensar um bocadinho e todos temos milhares de histórias que podemos contar aos nossos filhos.
E até já tenho umas quantas para quando eles forem (bem) mais crescidos.
Vamos ver se continuam a gostar...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Gostei muito


Muito mesmo.
Está mesmo muito bem escrito, com passagens tão deliciosas que voltei atrás a ler várias vezes o mesmo parágrafo. Fico maravilhada como certos autores encontram as palavras certas, que uma pessoa lê e pensa "bolas, é mesmo isto!"
Também gostei, e me identifico com a mensagem geral do livro.
Ri e emocionei-me.
Muito giro.

Comprei-o na Feira do Livro e tenho o meu exemplar autografado pelo autor.

Li-o em uma semana em Amsterdam. Sim, eu era rapariga para ler livros em 1 semana quando vivia por lá. Cá arrasto o mesmo livro meses a fio, por falta de tempo e de capacidade de concentração e porque mal pego no livro (ou mal começa o filme) abate-se sobre mim um sono arrasador (que tento combater a todo o custo) e os olhos fecham-se em menos de nada.
Passámos 2 horas no avião antes de partir porque havia nevoeiro em Amsterdam - e eu, que até tinha levado revistas que nem abri, dei logo um bom avanço ao livro.
O resto foi lido no comboio a caminho do escritório, e as saudades que eu tinha de ler um bom livro no comboio...

No avião, no comboio ou em casa: recomendo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Café em tempo de crise - o reverso da medalha

Escrevi o post anterior à hora do almoço.
Ao final da tarde, o reverso da medalha.
Com os dois em casa, eu a fazer jantar, eles na sala a brincar com os legos.
Às tantas, ouço o clássico silêncio (que em linguagem de pais é sinónimo de asneira).
Era uma festa de café em pó no hall de entrada.
Sem eu dar por isso pegaram na lata, abriram à procura de bolachas* e vai de espalhar o café por todo o lado - chão, paredes, eles próprios da cabeça aos pés.
Giro.
Foram directos para a banheira. Parecia um abatanado gigante.
Os patinhos de borracha nem vão conseguir dormir hoje, com tanta cafeína.
Aí está uma coisa que não acontece com as cápsulas...


* enquanto metia as mãos na lata e tirava mãos cheias de café ele dizia "oh não! Bolachas de cocó!!!"
Pois é, chegámos à maravilhosa fase do xixi-cocó-chulé. Oh well...

Café em tempos de crise

O Tê já andava a falar nisso há uns tempos, eu é que oferecia alguma resistência.
Por coincidência dei de caras com este post, e foi a verdadeira "wake up call".

Comprámos a nossa querida Dolce Gusto em 2008 quando eu comecei a trabalhar em casa, e a cafeteira ao lume não era opção (porque estando a trabalhar facilmente me distraía).
Nestes 4 anos fomos muito felizes. O café é (era?) mais barato que a Nespresso, e compra-se em supermercados, não é preciso cá encomendas online nem lojas exclusivas. Na altura também me seduziu por ser a única em que se podia fazer capuccino, um hábito que tinha trazido da Holanda (e que acabei por perder, só o bebo quando lá vou).
Entretanto, seguiram-se os períodos de gravidez em que a máquina funcionava apenas para o Tê ao fim-de-semana, mais os primeiros meses de vida dos bebés em que eu também não bebi café.
O tempo foi passando, e cada caixa com 16 cápsulas custa agora mais de 5 euros.
Um escândalo.
No momento presente, como se pode ver nos posts anteriores, andamos a dormir pouco, e mal.
O truque para ir tendo energia ao final do dia, e também para não cair para o lado às 20h30 da noite (coisa que detesto), foi aumentar a dose de cafeína.
Eu, que nunca bebi mais de 1 ou 2 cafés por dia, tenho andado a beber 3 ou 4. E as cápsulas a desaparecer a olhos vistos.
Na semana passada acabaram as cápsulas durante um dia de trabalho, e tive de improvisar com um pacote de café que andava para aí (oferta do Ikea, muito mauzinho, mas pronto).
Quando o Tê chegou, ditou o fim das cápsulas cá em casa.
Comprámos um pacote de café moído, marca Delta, e custou 2,50 - o de marca branca será mais barato. Dá para 35 cafés.
Entretanto hoje já comprei 2 pacotes desse mesmo café em promoção por 3,99. Não é preciso ser um génio da matemática para fazer as contas.
As cápsulas ficam para os dias de festa, e para quando nos apetecer mesmo muito um expresso XPTO.
No dia-a-dia vai café normalzinho mesmo. E bem bom!

domingo, 4 de novembro de 2012

Update ao post "Animação nocturna"

Esta noite, pela primeira vez, saiu da sua cama e veio pelo seu pé ter connosco ao nosso quarto, sem gritos e sem berros.
Libertou-se do estigma do peru!
E acordou a irmã?
Não acordou, não senhora.

A irmã já tinha acordado aos berros algures entre as 2h e as 6h30 e já estava a dormir na nossa cama.
Com a chegada do 4º elemento, claro, acordou.
E assim começa um domingo, antes das 7h da manhã!
Alegria, alegria!

(a sério, mas a cena da privação do sono não era só nos primeiros meses de vida da criança???  Humm??)

"Animação nocturna"

sábado, 3 de novembro de 2012

Celulite

A minha mais nova acordou ontem com um inchaço no olho.
Fui com ela às urgências, e diz que é uma "celulite do olho" - inchaço provocado por uma infecção.

Está a tomar antibiótico.

18 meses e já a lutar contra a celulite.
Os miúdos hoje em dia são mesmo precoces.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A tabela

Aqui fica uma poderosa arma para quem quer emagrecer, ou pelo menos ter um estilo de vida mais saudável.
Penso que já toda a gente ouviu que quando se faz dieta se deve apontar tudo o que se come.
Fui pela 1ª e única vez a uma nutricionista em 2005 e vim de lá com esse conselho.
Na altura devo ter apontado durante 1 ou 2 semanas, no meu bloco de notas que andava sempre comigo.
Ao fim de um tempo, desisti.
Aqui há um tempo (meses largos) numa jantarada de amigas (um grupo de amigas da minha cunhada com quem também saio muitas vezes e de quem gosto muito) que também queriam perder peso, surgiu a ideia de criar um documento partilhado no google em que partilhássemos o nosso plano alimentar diário.
Assim foi.
Começámos por ser 6, aos poucos umas foram desistindo e ficámos 2.
Foram meses largos de partilha de tudo o que comíamos.
Entretanto essa companheira de tabela não tem aparecido, mas uma das desistentes regressou, pelo que a tabela mantém-se activa como sempre.
Na semana passada estivemos as duas fora, esta semana estou só eu, a escrever "para o vazio" mas a manter a rotina de anotar tudo o que como.

Esta tabela tem-se revelado uma aliada muito importante, e a mim tem-me ajudado (e muito) a controlar aquilo que como.
Algumas regras de ouro:
  • escrever sempre a verdade, sem vergonha.
  • partilhar a tabela com pessoas de confiança, mas não com a melhor amiga/irmã. Não tenho problema nenhum em partilhar com a minha irmã que enfardei 3 taças de mousse, mas ao partilhar com as minhas companheiras acabo sempre por me sentir culpada (e muitas vezes não como só pela vergonha de ter de partilhar! - é esse o objectivo)
  • ler o que as outras escrevem, e puxar as orelhas das outras quando fazem asneirada
  • aceitar e acatar os puxões de orelhas que se recebem
Esta semana que estou a escrever sozinha tem sido um descalabro - juntam-se os restos dos anos do mais velho, e depois do Tê e é uma festa!
Mas tudo o que como, escrevo - o feedback não tardará.

A mim tem-me ajudado bastante, e nesse aspecto a balança não mente.
Ponto para nós!

Actualização às 10h (escrita às 22h55, mas pronto)

Já lá vai o tempo em que eu acordava no 1 de Novembro com os miúdos do "pão por Deus" a tocar à campainha.
Porquê? Já não há miúdos que pedem "pão por Deus" na tua zona??
Há sim senhora.
Eu é que já estou acordada há horas quando eles batem à porta.

Actualização às 8h

Vieram para aqui e pusemo-nos a ver os nossos vídeos do Verão.
Não sei se foi boa idea...

(que saudadeeeeeeees....)

7h35 de uma manhã de feriado

E não, não estou a trabalhar.
Mas já troquei a roupa a um, contei histórias, brinquei com os bonequinhos, pus pão a fazer e deixei-os a brincar com a pista dos carros. E escrevi este post.
Quando é que eles começam a perceber a diferença entre fim-de-semana e dias de semana, mesmo?