terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Às mães que (como eu) cosem joelheiras

Já que ninguém me disse isto quando fiz o post, tive de perceber por mim mesma após pares e pares de joelheiras coladas e cosidas a calças de fato de treino e jeans, com direito a dedal e tudo, digo-vos eu: esqueçam. Não vale a pena.
Como já viram pelos comentários ao post dedicado a este assunto, ele há vários tipos de rapaz: ou crescem tão rápido que nem dá tempo de estragar a roupa, ou são sossegados e não a estragam, ou (como o meu) são lentos a crescer mas rápidos a desfazer a roupa (que de outro modo lhes serviria anos a fio).
Caso o vosso caso seja o meu, ficam a saber que não vale a pena. Mais vale ir à Primark comprar outro par de calças e cortar as rotas para calções para os próximos verões.
Passei uns serões valentes dedicados às joelheiras, e pois que vos digo que umas já estão descosidas, e outras estão com buraco. Sim, ele fez um buraco no meio da joelheira - juro que nunca tinha visto.
Hoje chegou ao cúmulo de romper umas calças que vestiu 3 vezes: 1 na escola, 1 em casa de pé estendido e 1 hoje, que tivemos consulta de ortopedia e o rapaz teve ordem de soltura - foi à tarde jogar à bola no parque com o avô e chegou a casa com um buracão no joelho.
Já nem me vou dar ao trabalho.
Cansei!

Fins de dia

Antigamente os fins de dia eram para descansar. Para ir ao ginásio, para tomar um café ou uma cerveja com os amigos depois do trabalho, para aterrar no sofá a ver séries até me dar a fome.
Depois fui mãe.
E pronto, os fins de dia são tudo menos para descansar, são mesmo a maior loucura, a altura mais cansativa do dia.
Hoje cheguei a casa cedo. Eles estão nos avós e hão-de vir para casa com o Tê.
Já dei um jeito à casa e pus o jantar a fazer e agora sentei-me no sofá.
Não me interpretem mal, eu sento-me muitas vezes neste sofá, mas quase nunca a esta hora.
Tenho jantar no forno e sopa a fazer e estou sentadinha de manta por cima, a ver uma espécie de "querido mudei a casa" e a por os blogs em ordem.
Não posso dizer que não é super estranho...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O drama da roupa continua

Ontem uma colega lembrou (e bem) que existem lavandarias com máquinas de secar gigantes que resolvem o problema por pouco mais de 1 euro.
Ontem fiz uma máquina e mandei o Tê com o cesto da roupa molhada resolver o assunto.
Aqui ao pé de casa temos não uma, não duas, mas três lavandarias. Estavam todas com fila até à porta... Claramente não sou a única com este problema.
Hoje de manhã bem cedo lá foi ele novamente com o cesto da roupa molhada, e novamente voltou para casa com ele tal a quantidade de gente à sua frente...
Amanhã à tarde lá vou eu novamente tentar a minha sorte, fora da hora de ponta. O cesto já deve cheirar a mofo mas já nem quero saber...

Dramas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Coisas que me mexem cá no nervo

A história do Bolicao Zero Açúcares!
A sério? 0 açúcares??
Aquela porcaria está CHEIA de adoçantes!
E o anúncio na tv com as duas mamãs "dás-lhe Bolicao por causa da energia, não é??" (what???) e a outra diz que não, que é pelos zero açúcares.

Sinceramente...
E o pior é que há muito quem acredite! (e não estou a falar dos meus filhos, a quem os olhos brilharam quando viram o anúncio pela 1ª vez...)

Aqui ficam os ingredientes:
"Ingredientes: Farinha de trigo, recheio (32%) (edulcorante (maltitol), óleos vegetais (girassol, palma), cacau magro em pó (11%), pasta de avelãs (4%), emulsionante (E 322), gordura vegetal totalmente hidrogenada (palma) e aromas), água, polidextrose (fibra), levedura, óleo vegetal (girassol), glúten de trigo, humidificante (E 420 (ii)), emulsionantes (E 471, E 481), leite em pó magro, sal, proteínas do leite, conservantes (E 282, E 200) e estabilizador (E 412). Pode conter vestígios de ovos. O seu consumo pode ter efeitos laxativos."

Acham mesmo que vale a pena??

Pé coxinho

É como anda o meu mais velho.
Ao que parece magoou-se num joelho, não sabemos como, e só temos consulta de ortopedia na 3ª feira. Até lá é repouso e brufen duas vezes ao dia.
E muita TV, PSP, batalha naval, Legos e TPC enviado por e-mail pelo professor.

Não gosto de me queixar do tempo...

... até porque este ano nem te chovido muito (nós é que temos memória curta), mas tenho o cesto da roupa cheio, senhores...
E aborrece-me ter-me tornado esta pessoa secante cujo bom humor depende de ter roupa lavada ou não.
Isto do minimalismo é muito giro, e tenho todo o orgulho em ter menos roupa do que a maioria das raparigas da minha idade que conheço, mas convenhamos que não ter nada para vestir já não tem assim tanta graça...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

365 de saudades (agora mais)

A minha mãe gostava de música e gostava de patinar. Se o piso estivesse escorregadio era pessoa para patinar de meias. Saltava à corda e ao elástico e jogava à macaca. Fazia carreirinhas nas ondas do Algarve. Ficava no carro até acabar a música que ela gostava e estava a dar na rádio. Acumulava coisas que não serviam para nada. Vestia-se de modo clássico e discreto e não gostava nada de ser o centro das atenções. Não gostava nada do seu próprio cabelo, encaracolado até mais não, e passou a vida toda a tentar domina-lo. Gostava de chocolate com amêndoas, de café com leite e o pão era sempre torrado (mesmo se fosse fresco). Fazia a melhor tarte de maçã. Teve muitas oportunidades na vida, estudou mais do que as meninas da sua geração, viajou sozinha numa altura em que ninguém o fazia. Aos 19 anos teve de deixar de estudar e ficou a sustentar a casa, e talvez por isso nos tenha educado sempre para sermos independentes e capazes, no caso dela nos faltar. Mudou de cidade e largou tudo por amor. Trabalhou em televisão. Trabalhou com pilotos de corridas, nos bastidores do autódromo e com surfistas de alta competição. Tricotava camisolas com bonecos, depois passou a tricotar coletes porque se fartou de fazer mangas. Costurava as nossas roupas, saias e vestidos iguais para as 3. Tinha o maior orgulho no nosso cabelo, que nos obrigava a cortar bem curto todos os verões (para crescer forte) e depois de adultas refilava sempre que cortávamos um bocado. O seu armário tinha um cheiro específico e único. Usou o mesmo perfume desde a infância até ao fim. Não era perfume, era água de colónia Johnson's. Era tão bonita, tão bonita, que nenhuma de nós lhe chega aos calcanhares. Uma vez disseram-lhe isso quando a minha irmã era bebé - uma mãe bonita nunca tem filhas bonitas - e ela ficou para lá de ofendida e nunca perdoou. Era uma pessoa de poucas mas boas amizades, não fazia novos amigos com facilidade mas manteve os mesmos amigos da infância até ao fim. Adorava bebés recém nascidos. Ficava intimidada numa sala cheia de gente estranha, não era pessoa de meter conversa com qualquer um. Se gostava de uma peça de roupa ou sapatos, comprava repetido de cores diferentes. Tinha inúmeras carteiras e sapatos azuis escuros. Tinha o dom de descodificar as pessoas logo que as conhece (e só se enganou uma ou duas vezes). Gostava de ler. Gostava da praia ao fim da tarde. Adorava o mar. Gostava de puzzles. Era alérgica a coentros e à humidade. Filha de pais divorciados (nos anos 60!) pôs sempre a família em primeiro lugar.
Queixava-se de muita coisa, mas nos momentos mais difíceis tinha uma capacidade de resistência incrível, sem queixumes. Deixou-me fazê-la rir até às lágrimas na sala de quimioterapia. Foi uma leoa, uma lutadora exemplar, e deu-nos a todos a maior lição de vida.
Gostava de nós acima de tudo, e chegou a dizer-me que valia a pena viver só para estar connosco (mesmo quando viver implicava estar amarrada à cama e sujeita a tratamentos muito dolorosos).
Escolheu a dedo o momento de se ir embora, aproveitando os únicos 2 minutos que a deixámos sozinha para sair de cena discretamente, como aliás viveu toda a sua vida.
E durante este ano temos tentado adaptar-nos à sua ausência, e tentado viver à sua imagem e habituar a esta sua presença que já não é física mas que é tão ela em tanta coisa.
365 dias de saudades, agora mais.
E continua a contar.

Carnaval

Este ano mascarei-me duas vezes, e de coisas diferentes, senhores.
Grande folia que para aqui houve.
Primeiro foi um jantar em casa de amigos, em que eu só me apetecia um sofá e uma manta... Mas os miúdos estavam entusiasmados e eu olha...antes de sair enfiei um roupão e uma toca de banho, e as pantufas num saco, e foi a festa de Carnaval mais confortável de sempre...
No dia seguinte vesti o meu velho vestido preto (com o qual nunca me comprometo, mesmo!), chapéu de bruxa da mais nova comprado no Halloween, maquilhagem de cores fortes e siga para bingo.
Ficam as ideias das máscaras mais preguiçosas de sempre para quem não adora o Carnaval mas não gosta de ser cortes no meio dos foliões.
Para o ano há mais! Ou só daqui a uns anos, quem sabe.

Ao fim de 5 anos (cinco??)...

... e depois de muitas vezes ter prometido que desistia, continuo a ver o Masterchef Australia como se não houvesse amanhã.
Já não tem nada a ver com os primeiros que vi em que os concorrentes se fartaram de viajar, os pratos estão mais complicados que nunca, e os concorrentes são cada vez melhores, ainda assim, há qualquer coisa no formato do programa que continua a não me deixar indiferente.
A grande diferença é que desta vez já fiz batota e já sei quem vai à final, e quem ganha no fim. E como sempre, não é aquele em que eu apostaria...

E eu em vez que subir de nível nas artes de culinária, pois que pelo contrário, cada vez menos me apetece cozinhar...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sou oficialmente uma "pinterest mum"

Fiz este vestido para a mais nova, com algumas alterações, e estou que não posso de orgulho.

(instruções aqui)

The Easiest DIY Frozen Elsa Dress (EVER) *With a No-sew option! This dress seriously took us an hour to make, and it's so cute! #snowqueen #elsadress:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Filosofia para crianças

Conversa dos dois hoje de manhã, acabadinhos de acordar, antes mesmo de sair do quarto:
Ela: ...mas então hoje já é amanhã?
Ele: Não. Hoje não é o amanhã. O amanhã vem noutro tempo.



Isto porque estavam a combinar usar uns chinelos em forma de sapo (que alguém nos passou) em dias alternados. Repito, estavam a combinar - civilizadamente, sem moches, nem lutas, nem lágrimas - usar os chinelos hoje um, amanhã o outro.
Estão tão crescidos, pá!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Coisas que às vezes os pais não percebem

As festas de crianças são festas de crianças, não é para os pais ficarem também.

Se é aceitável quando é a primeira festa ou quando são pequeninos? Sim.
Depois disso ou vem especificado no convite, ou então não.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Tenho aqui um post para escrever

...mas não me sai.

Fez 1 ano que a minha mãe morreu, e eu quero muito escrever sobre isso, sobre esse dia, sobre este ano, sobre esta viagem tão estranha que temos feito.
Já passou 1 ano, caraças.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ser mãe de um rapaz

É fartar-me de coser joelheiras, não é?
E de comprar sapatos. Não há par que dure mais que um par de meses (marca ou não marca, já experimentei de tudo).

Continuar a ser Peter Pan

Mais um par de botas comprados na zona das crianças, desta vez na Zara Kids.

Já percebi que nem vale a pena procurar noutros sítios.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Generation Gap

Em visita ao palácio com miúdos de 6º ano, passamos na chamada Sala do Fumo.
Uma sala de palácio, com pinturas no tecto, paredes forradas a seda, mesa de jogo ao centro, retratos de reis pendurados.
Lá explico que a moda do fumo vem do s. XIX, que só os homens fumavam, que até se acreditava que fazia bem, enfim, um pouco da história deste hábito não tão antigo quanto isso.
Dedo no ar, um miúdo tem uma pergunta:
"Mas se era a sala do fumo, o fumo saía por onde?"

Toda uma geração que não tem memória de hábitos de fumo sem zonas delimitadas, extractores para o efeito, pessoas à porta dos estabelecimentos para matar o vício.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Drama urbano

Aquele momento (que se repete uma e outra vez, dia após dia após dia) em que parece mesmo que encontraste um lugar de estacionamento, mas afinal está lá um smart enfiado.

Nervos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quantos queres?

Fiz-lhe um "quantos-queres" no outro dia e fiquei inchada a vê-lo escrever oito frases completas por dentro, todo concentrado.
Que bom, pensei, vê-lo tomar gosto pela escrita, que é coisa que aprecio bastante também.
Quando acabou veio experimentar, todo ele risinhos.
Calhou-me algo como "és uma retrete cheia de cocó".
Pedi para ver tudo.
Não há uma que não tenha uma asneira: entre cocó, xixi, pilinhas e rabos, há de tudo senhores.

Tudo muito bem explicado e com poucos erros ortográficos. Menos mal.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

10 anos

E se eu vos disser que faz hoje 10 anos (dez!) que partimos para a Holanda, vocês acreditam?
É mesmo verdade.
10 anos em que muita coisa aconteceu mas que passaram a correr.
Aconselho a (re)leitura dos posts com a etiqueta "Crónicas dos primeiros tempos" para terem uma ideia daquilo por que passámos.

(pena não ter escrito mais...)


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Grande desafio

Enviar o CV e carta de apresentação a uma pessoa que tratamos por tu, mas com quem não temos assim tanto à vontade quanto isso.

(cruzámo-nos profissionalmente há 10 anos atrás num ambiente em que todos se tratavam por tu e desde então nunca mais nos vimos.)