domingo, 31 de julho de 2016
Fora de época (ou Coisas que me enervam)
Abrir o e-mail e ler "Dicas para um regresso às aulas feliz".
Senhores... passamos o ano inteiro - inteirinho - a sonhar com esta época. É para apreciar, é para desfrutar, é para aproveitar.
Queremos praia, areia, sal, esplanadas, gelados, vestidos frescos e havaianas.
Não queremos saber de mochilas nem cachecóis.
O Outono é engraçadinho sim senhor, o Natal é mágico sim senhor e a Primavera só interessa porque antecede o Verão.
Só nos importa o Verão, no fundo. O resto são estratégias para nos aguentarmos o resto do ano.
Guardem lá essas conversas para a época devida.
Obrigada.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Ano e meio hoje
E as saudades são tantas tantas tantas.
Foi noutra vida e foi ontem ao mesmo tempo.
Parece mentira às vezes e noutras é tão real que nos corta por dentro.
E o que mais me surpreendeu nestes meses é que a vida não pára, a vida continua dia após dia, ninguém pára, nem pode parar.
Mas o vazio permanece.
E às vezes até parece que fica maior.
18 meses a tentar estar à altura da sua expectativa e a seguir em frente, apesar de tudo.
terça-feira, 26 de julho de 2016
Como não podia deixar de ser...
E também há cromos que os apanham.
Fica mais este post para memória futura, que algo me diz que estes vícios/jogos/parvoíces tal como chegam, hão-de partir, e daqui a uns meses já ninguém se lembra disto.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Para memória futura
Estamos sempre a reclamar do tempo, este ano choveu para caraças, e durante o dia estamos a trabalhar e a derreter, verdade, mas que saudades destas noites de verão, de andar sem casaco a toda a hora, desta brisa que nem chega a refrescar, de jantar na esplanada com os putos a brincar, sair da festa na piscina à hora de jantar mas ainda com vontade de dar um mergulho.
Não sei o que Agosto reserva, mas estes dias e estas noites já ninguém nos tira!
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Desculpem a monotonia do tema...
Ando cansada. Passei o fim-de-semana a preparar a semana, para depois muita coisa sair do previsto.
E a quantidade de vezes que os meus planos deram lugar a outros planos, que o abrir mão de uma coisa leva a outra melhor, isto tem sido um sem fim de experiências, de planos, de aprender com erros e seguir em frente.
Adoro.
E depois chego a um ponto em que olho para mim há 1 ano atrás e vejo diferenças, tanta coisa que mudou, tanta que aprendi, tantos medos ultrapassados, tantos dramas infundados também. Sempre me fez confusão estagnar, e ainda bem que consegui parar esse ciclo vicioso.
Hoje tive de tomar uma decisão difícil, que me custou a tomar, mas depois de tomada já fiquei tranquila. E foi ver as colegas a pensar "e se...?" e eu a manda-las parar de chorar sobre leite derramado. Decisão tomada, é seguir em frente.
Estou quase crescida, pá.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Ainda o trabalho
E uma das coisas melhores é mesmo o inesperado. Planeia-se uma coisa mas afinal sai tudo ao lado.
Supostamente esta semana seria para planear e preparar a próxima, mas afinal foi para preparar uma visita no domingo, no museu onde trabalhei há 11 anos, onde finalmente consegui voltar a colaborar. Ontem no meio do estudo aceitei uma visita para hoje de manhã. Ontem foi um dia de nervos, hoje superei mais este desafio.
E pensar que há 3 dias atrás nada disto estava previsto.
Adoro.
terça-feira, 12 de julho de 2016
E não é que ganhámos mesmo?
Pela primeira vez o melhor de um Europeu não foram só os convívios, os saltos de alegria, as cervejolas, o esforço que fazemos em estar todos juntos a ver a bola. Pela primeira vez trazemos a taça, caraças!
Inesquecível!
Não posso dizer que sempre acreditei. Não acreditei mesmo.
E não posso dizer que tenho muito orgulho no percurso que fizemos ao longo do Europeu, porque não tenho. Achei ridículo os empates com equipas inferiores, o passar mesmo à rasquinha. Se foi estratégia ou não, agora não interessa, correu tudo bem e a taça é nossa!
Estava à espera que a França marcasse logo ali aos primeiros 20 minutos, e só com a saída do Critiano Ronaldo é que, paradoxalmente, comecei a achar que era possível - estava tudo a correr ao contrário do previsto! Mas que não haja enganos, só depois do golo é que acreditei mesmo, e aí foi sofrer até ao fim. A minha cunhada teve a ideia de nos filmar nos últimos segundos do jogo, até ao apito final, e as imagens que se seguem são, como imaginam, de pura loucura...
20 anos depois e finalmente temos um motivo sério para festejar!
Venha daí o Mundial!
sexta-feira, 8 de julho de 2016
1 down, 4 more to go
Adoro tudo, mas estou que nem posso com uma gata pelo rabo...
E ainda agora começou!
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Sobre o Euro 2016...
E de repente fazemos contas e percebemos que já vemos juntos os jogos da selecção há 20 anos.
20 anos, bolas, e parece que foi ontem...
Dentro das lembranças de uns e de outros há quem se lembre dos momentos mais marcantes, da derrota com a República Checa em 1996, do Portugal x França em 2000 com o Abel Xavier a dar uma mãozinha, a todos os jogos do Euro 2004 vividos com a emoção única que só se viveu nessa altura. E das superstições, claro, desde os que não se podem sentar no sofá, às roupas que cada um pode ou não usar.
20 anos de amizade, 20 anos de diferenças clubísticas que se unem nestas ocasiões.
Venha a final, caraças. Nós por cá já ganhámos!
terça-feira, 5 de julho de 2016
A incrível capacidade...
Dois dias depois e parece que nem aconteceram...
domingo, 3 de julho de 2016
sábado, 25 de junho de 2016
Concordo tanto...
Gosto mesmo da blogoesfera e acho que não há nada que a substitua. Com tudo o que tem de mau e de bom.
De férias
Vou estar de papo para o ar, que o verão é feito de extremos - ou muito trabalho ou nenhum.
E nos próximos 7 dias trabalho só mesmo para o bronze.
Até ao meu regresso!
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Trabalhos de verão
E o bem que sabe, senhores?
Mesmo, mesmo bem.
Adoro o que faço e não me custa nada, mas sabe mesmo bem pensar na quantidade de fins de semana em que vou poder combinar coisas normalmente, como (quase) toda a gente.
Fixe.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Bem vindo, Verão!
Isto este ano estava difícil de chegar... Assim se mantenha, quentinho como se quer... Não queremos a primavera agora, Ok S. Pedro??
Por aqui a chegada do verão foi comemorada com uma ida à praia com amigos depois do trabalho. Eram quase 21h e ainda havia miúdos na água...
Bem vindo, Sr. Verão!
Espero que venha para ficar.
terça-feira, 14 de junho de 2016
Em 2016 como em 2004
O melhor dos europeus de futebol são os convívios.
Esses é que ninguém nos tira!
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Passo a passo
Este verão (se tudo correr como previsto) vai ser duro, vai ser cansativo, vai ser um desafio, mas bolas, foram anos e anos a tentar, que pensava que já não ia conseguir.
E durante todos estes anos tanta gente me disse que não, que quase me fez acreditar que tinha mesmo perdido o comboio.
Como dizia o John Locke do Lost "Don't tell me what I can't do!"
Tomem e embrulhem.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
A Pedra dos Sonhos
Deitada com as amigas numa praia que já não me lembro qual, mas onde apareciam inúmeros vendedores de tudo e mais alguma coisa (queijo assado, fruta, bikinis, marisco, água de côco, bijuteria...), lá apareceu mais uma vendedora, desta feita com um ar bastante alucinado.
E o que vendia esta menina?
Gnomos. Ou como ela dizia, com o seu ar de quem vive num mundo só dela, "Guinomos".
E pois que os guinomos eram feitos de fimo ou coisa parecida, e cada um tinha um poder qualquer. E nós dizíamos que não, e ela insistia e tirava guinomos e mais guinomos de dentro do saco que espalhava em cima das nossas toalhas. E nós que não e ela que não arredava pé e continuava a falar das virtudes de cada um. E nós começamos com um ataque de riso. E rimos, rimos, rimos enquanto ela desenrolava um rol de guinomos e mais guinomos, cada qual da sua cor e com o seu poder especial.
A dada altura lá percebeu que ninguém lhe ia comprar nenhum guinomo, mas pediu encarecidamente que ao menos cada uma de nós retirasse de dentro de um saco uma pequena pedra. E que ela diria qual o significado dessa dita pedra (com o intuito de comprar o respectivo gnomo, bem entendido).
Cada uma tirou uma pedra, de uma determinada cor e a menina lá explicou o que significava cada uma.
Chegou a minha vez. Lá tirei uma pequena pedra cinzenta, e ela disse que era a Pedra dos Sonhos.
Pensei "yeah, right..." mas continuei a ouvir o que ela tinha para dizer. E a verdade é que nunca mais me esqueci do que ela disse.
A Pedra dos Sonhos não era a que iria realizar todos os meus sonhos. A Pedra dos Sonhos era a que me iria permitir perceber quais dos meus sonhos eu iria conseguir concretizar. Era a que iria fazer com que eu deixasse os castelos nas nuvens e passasse a ter sonhos concretizáveis. A pedra que iria permitir ajustar os meus sonhos à minha realidade, e por isso permitir que eu fosse mais feliz porque em vez de perder tempo a sonhar com o impossível, eu iria conseguir concretizar os meus sonhos.
Insistiu para que nós (que já não nos estávamos a rir) ficássemos cada uma com a sua pedra, apesar de ninguém lhe ter comprado guinomo nenhum.
Não me lembro nada do que saiu a nenhuma das minhas amigas, mas esta questão dos sonhos nunca mais me saiu da cabeça.
E a verdade é que durante anos andei sem saber onde tinha a pedrinha, mas nunca a perdi. Foi comigo para a Holanda, esteve uns tempos na gaveta dos talheres, andou de casa em casa, regressou a Portugal e mudou outras tantas vezes de casa connosco, e hoje só não foi para o lixo por um triz, porque estive a sacudir uma bolsa e quando dei por ela lá estava a pedrinha num cantinho da bolsa, sem cair.
Não faço ideia quem era aquela mulher e provavelmente nunca a voltarei a ver, mas é curioso que logo hoje, dia em que finalmente concretizo um sonho que me estava atravessado exactamente desde 2005, tenha dado de caras com a Pedra dos Sonhos, que nunca me abandonou.
Claramente ela merecia que eu lhe tivesse comprado um guinomo...
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Dia dos anos
Dito assim até parece muito, mas acreditem que não é.
Como devem calcular, a vontade de festejar era nula, como aliás é a vontade de celebrar o que quer que seja. A ausência é mais difícil de suportar nesses dias.
Sentimentalismos à parte, gosto sempre de fazer alguma coisa diferente nesse dia e este ano consegui ter um dia à minha medida. Sem nada planeado, mas tudo a bater certo.
Passeio no paredão, primeiro mergulho do ano, almoço fora, bolo de anos do parque e jantar com mesa posta a preceito pelo pai.
Não me parece que possa pedir mais.
Foi um dia perfeito.