segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O que se ouve aqui

Maravilhoso.

Coisas boas da reciclagem (e más da burocracia)

Podermos ir buscar um papel que deitámos fora e pensávamos perdido para sempre.

(papel da gestão de refeições da escola, cujos pagamentos são feitos através de um site onde já estamos inscritos há dois anos, e aquando da inscrição na escola deixámos claro que sim, que queremos que os miúdos almocem na escola - até porque era isso ou ir busca-los porque nem podemos levar almoço mas adiante - pois que enviam um papel com uma inscrição num sistema onde já estamos inscritos e eu claro, pensei que fosse para os alunos novos e deitei fora. Pois que não, que é para preencher e entregar porque depois na escola vão ter de inserir os dados um a um por aluno, como se fosse a primeira vez. Só vamos poder pagar os almoços lá para o Natal porque aquilo ainda demora a inserir como devem calcular, e a nossa conta vai avolumando semana após semana com os almoços dos dois. Faz sentido isto?)

domingo, 18 de setembro de 2016

A conta que Deus fez

Ontem perguntaram-me quantos filhos tenho, e pela primeira vez a resposta saiu sem pensar:
- Três!

No outro dia na consulta dos 5 anos perguntaram à minha filha quantos manos tem, e ela sorriu, olhou para mim respondeu:
- Dois!

Podemos não ter espaço para ela cá em casa (que não temos) mas já tem espaço no nosso coração.
(e já não é mau!)

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Aquele estranho momento em que...

... chegas de manhã à formação de equipa, já com uns minutos de atraso. Os colegas estão todos em roda, e tu despachas as coisas e entras num sítio ao acaso para não perder mais tempo.
Depois percebes que o que se está a passar é um exercício de grupo em que todos se vão sentar ao colo do colega do lado..
Olhas para o lado e percebes que tu e a tua grande barriga se vão ter de sentar ao colo da colega mais magrinha e pequenina do grupo.

(e só imagino a cara dela quando me viu entrar na roda mesmo ao lado dela...)

Disclaimer:
O exercício funciona porque há uma distribuição de forças. O peso de cada um não corresponde ao peso real, porque fica distribuído por todos. Por isso não, não esmaguei a rapariga, e também não me custou ter uma colega sentada no meu colo também. Ufa...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Até enjoa...

... de tanta organização.
Dizem que amanhã vai chover e eu já apanhei (hoje) a roupa do estendal.
Afinal o improvável pode mesmo acontecer!
Querem vocês ver que é com esta filha que eu me organizo de uma vez, hã?
Será mesmo que à terceira é de vez??

(mais uma vez: não vai ser...mas nós continuamos a tentar)

domingo, 11 de setembro de 2016

Era tão bom...

... se todas as resoluções de "ano lectivo novo" se mantivessem pelo ano fora.
Hoje temos refeições feitas para a semana, diferentes lanches no congelador, e despachámos uma data de coisas que claramente estavam a mais cá em casa.
E não, não passámos o domingo fechados em casa - fomos à praia, e que bem que soube.
Agora era repetir isto todos os fins de semana até Junho e a nossa vida era muito mais fácil.

(spoiler alert: não vai ser...)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Regresso à escola

Falo de mim, não deles.
E não, (ainda) não voltei a estudar.
Mas um dos desafios desta rentrée, que vai começar agora a sério, mas que no fundo já começou no verão, implica voltar a estudar coisas em que não pegava há mais de 10 anos, em que nunca mais voltei a pegar.
Assim hoje o meu dia foi dedicado, não às arrumações (eh eh eh) mas a recuperar o assírios, a era acménida, os partas, a dinastia Sassânida, o período ptolomaico ou arcaico e tantos outros palavrões de que vos vou poupar.
E não fossem os apontamentos estarem com a minha letra (de 2003 ou coisa que o valha) e eu quase jurava que nunca tinha ouvido falar em nada disto.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Ainda as (des)arrumações

Pessoas arrumadas, ou pessoas que percebem mais do assunto que eu, esclareçam-me lá.
Quem tem sempre a casa arrumada é porque:
  • tem poucas coisas?
  • tem uma empregada todo o santo dia, que mesmo que a sala fique caótica à noite está sempre impecável na manhã seguinte?
  • tem uma empregada interna que tem insónias e trabalha de noite também?
  • tem filhos que de facto só brincam no seu quarto?
  • os filhos não têm brinquedos?
  • os filhos só jogam playstations e afins, e por isso não desarrumam nada?
  • os filhos são escravos e fazem tudo em casa?
  • não tem filhos, nem gato, nem cão?
  • não trabalham e passam o dia a arrumar?
  • arrumam a casa desde que entram até que se vão deitar?
  • mal compram uma coisa deitam fora outra para não acumular?
  • têm uma arrecadação com o dobro do tamanho da casa, toda desarrumada?
  • têm uma outra casa onde moram realmente, usando a outra casa só quando têm visitas?
Sou só eu que vivo envolta em tralha?
Que tenho na mesa da sala tesouras, livros a ser lidos e outros que não, panfletos do supermercado, facturas dos livros escolares, um porta moedas, um pacote de lenços de papel, só para enumerar aquilo que eu consigo ver daqui? E não há brinquedos porque acabei de os ir arrumar, muito a contragosto, num quarto a abarrotar onde dormem duas crianças e onde aparentemente vamos ter de meter mais uma pelo menos durante um tempo...
Estas coisas consomem-me, pá.
Não nasci para isto.

Coisas que eu já deveria ter feito

Arranjar espaço nesta casa para um 5º elemento, antes de engravidar.
Por mais voltas que dê, não cabe.

Passei o dia em arrumações e mesmo assim o máximo que consegui foi dar três passos dentro do escritório (coisa que até agora não podia).
Escritório esse que ou muito me engano ou vai ter de levar uma volta. Das grandes.
Tipo tirar tudo o que lá está e transforma-lo noutra coisa. Talvez um quarto de estudo e de brincadeiras. Talvez um quarto de bebé ou de rapaz crescido.
E onde é que ponho tudo o que lá está? Não faço ideia.
Agora percebo as pessoas que fecham as varandas para marquise.

E continuo sem perceber as pessoas que adoram arrumações. E que começam e vai tudo por ali fora! E que não descansam enquanto não está tudo num brinco!
Eu mal começo e já estou a deprimir... Tanta coisa tão mais interessante para fazer, senhores...
Já me lembrei de esperar até às 38 semanas de gravidez, que dizem que dá uma fúria arrumadora às mamãs, que se põe a arrumar tudo e mais alguma coisa  para preparar a chegada do bebé (o chamado "nesting"), mas se bem me conheço, esse fenómeno não me atinge...

Acho que este fica a dormir connosco até sair de casa.
Vamos ver o que é mais forte, a minha aversão a arrumações ou ao co-sleeping.

Gravidez nº3: as diferenças

(até agora, claro)
  • os enjoos, as náuseas, o mal-estar, 100 vezes pior do que das outras vezes. Sim, das outras vezes estava a trabalhar em casa e não tinha que levar com cheiros estranhos, mas desta vez o primeiro trimestre foi por demais...
  • enjoei o cheiro do palácio onde trabalhei 3 semanas, o cheiro da casa-de-banho desse palácio, o cheiro dos materiais que usámos com as crianças, enjoei o sabor da água da torneira, da manteiga de amendoim, da manteiga de amêndoa que tinha comprado para experimentar. Não enjoei café, que foi das primeiras coisas das outras vezes.
  • muito mais falta de energia, também porque estive a trabalhar intensamente e fora de casa, coisa que das outras vezes não aconteceu, mas era um tormento ter de me levantar da cama, ter de arrastar até à hora de almoço, estar sempre com fome e vontade de petiscar algo na esperança de passar o enjoo (ilusão, não passa), ir para casa ao fim do dia a aproveitar os semáforos vermelhos da marginal para fechar os olhos um bocadinho (o perigo!). Estava tão mal que uma colega sem fazer ideia de nada acabou por perceber...
  • desta vez fiz um e apenas um teste de gravidez. Não fiz na farmácia nem comprei duas ou três marcas diferentes como das outras vezes. Ou bem que era ou bem que não era, pelo que marquei uma eco logo que possível para tirar teimas, e poupei o dinheiro desses testes extra.
  • por questões práticas (e financeiras, sejamos sinceros) esta gravidez está a ser seguida pelo SNS. O meu centro de saúde teve obras entretanto, abriu uma nova unidade (mais pequena) para onde fomos transferidos, e a nossa médica de família habitual (com quem eu não simpatizava nada) reformou-se e foi substituída por uma médica de quem estou a gostar bastante. Já fiz a primeira eco no Hospital aqui da zona, e até agora só posso dizer bem. Em princípio vai nascer lá e não na MAC, por uma questão prática (já lá tenho o meu processo) e porque tenho muito boas referências das equipas que lá trabalham (algumas pessoas vêm da MAC), mas essa decisão ainda tem de ser amadurecida.
  • estava em muito melhor forma quando engravidei desta vez do que das outras, após 1 ano de exercício físico diário (apesar de isso não se traduzir na balança...) e tenho tentado manter uma rotina de exercício físico adaptado ao novo estado (é só pesquisar no youtube, há imensos vídeos de exercícios na gravidez, tendo luz verde do médico e sabendo o que se pode e não fazer, tudo ok). Chamar-lhe rotina é precipitado... fiz exercício algumas vezes no primeiro trimestre (em que andei a cair para o lado com falta de energia), depois parei nas férias e agora pretendo retomar. Enfim, tenho muita esperança que isto faça com que consiga recuperar a minha silhueta invejável logo após o parto, para conseguir tirar fotos à porta da maternidade de calças justas e top como se estivesse de visita. Stay focused!
  • das outras vezes só soubemos o sexo do bebé às 22 semanas, desta vez soubemos às 12. Depois de todo este alarido em volta do nome, de já toda a gente chamar o bebé por "Teresinha" e de ter já algumas coisitas cor de rosa, só espero que a médica não se tenha enganado!
(actualização)
  • das outras vezes eu era uma entre muitas grávidas, e os meus filhos têm primos e filhos de amigos da mesma idade (com dias de diferença, mesmo!), desta vez tenho apenas uma prima e uma amiga (colega de trabalho), ambas bem mais novas que eu e ambas a caminho do segundo e não do terceiro. É bom ter com quem desabafar das coisas más e partilhar as coisas boas, e eu percebo que quem já passou por isto há um tempo não tenha paciência, como eu não tinha há 1 ano atrás. São tudo fases e as hormonas fazem o resto.

sábado, 3 de setembro de 2016

De regresso...

... e apesar do entusiasmo, com pouca força ainda para este ano de trabalho que se avizinha cheio de desafios (dos bons, não me posso queixar).

Pelo caminho, muita vontade de dar uma volta a esta casa e de me desfazer de uma data de coisas que só ocupam espaço... Somos 4 agora, em breve seremos 5, e esta casa não estica (nem nenhuma outra, de resto).

Depois de 3 meses de trabalho enjoada e a cair pelos cantos, e mais 3 semanas de férias com aquele boost de energia que só o segundo trimestre nos traz, haja forças para esta empreitada, dentro e fora de casa.

Feliz regresso, caros leitores, e boas férias se ainda for o caso!


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Fériaaaaaaas!!!

Finalmente, depois de semanas e semanas de trabalho duro e cansativo (que já perceberam que coincidiram com o primeiro trimestre de gravidez...) e debaixo de uma calor abrasador, chegou a minha vez de ir de férias grandes!

Vão ser 3 semanas sem posts.
Vocês conseguem, e eu também.
Até lá!

14 semanas mais coisa menos coisa

Quem me acompanha há algum tempo, mais de 5 ou 6 anos seguramente, sabe que estes posts com semanas indicam exactamente que esta que vos escreve vai ter um bebé.
E pois que sim, que é verdade, 5 anos depois resolvemos dar mais uma oportunidade ao mundo de desfrutar de um baby feito por nós.
Altura certa não é nem nunca será, vida assente não temos nem teremos, e por isso mal por mal onde comem 4 comem 5, e mais vale agora que depois ainda perdíamos a coragem...
Eu sou 3ª filha, e claro que tinha de tentar ir ao 3º também...
Estamos tão contentes, todos. Mesmo, mesmo felizes. E que sorte que este bebé tem de vir parar a esta família já completa, já cheia de gente (como eu tive, percebo-o agora).
Está a ser em tudo diferente das outras vezes, mas isso é matéria para outro post.

Está tudo bem, já sabemos que é uma menina, e claro que vai ter o nome da minha mãe.

Sempre tão emocionante e espantosa esta nossa capacidade de nos multiplicarmos e fazermos novas pessoas.

Juntem-se a mim a acompanhar o crescimento e a vida da nossa Maria Teresa!


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Constatação

Nem com os meses e meses de chuva nos safamos dos incêndios no Verão.

Com esta caloraça é difícil lembrar, mas este inverno e primavera choveu que se fartou.

domingo, 7 de agosto de 2016

A uma semana...

...das férias.

Are we there yet?
Are we there yet?
Are we there yet???

domingo, 31 de julho de 2016

Fora de época (ou Coisas que me enervam)

Passear no instagram de marcas de roupa e dar com previsões da próxima colecção Outono/Inverno.
Abrir o e-mail e ler "Dicas para um regresso às aulas feliz".

Senhores... passamos o ano inteiro - inteirinho - a sonhar com esta época. É para apreciar, é para desfrutar, é para aproveitar.
Queremos praia, areia, sal, esplanadas, gelados, vestidos frescos e havaianas.
Não queremos saber de mochilas nem cachecóis.
O Outono é engraçadinho sim senhor, o Natal é mágico sim senhor e a Primavera só interessa porque antecede o Verão.
Só nos importa o Verão, no fundo. O resto são estratégias para nos aguentarmos o resto do ano.
Guardem lá essas conversas para a época devida.
Obrigada.

Um dia especial

Que nunca nos passa ao lado.
Faria hoje anos, a minha mãe.
Parabéns a ela, e a nós.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ano e meio hoje

E as saudades são tantas tantas tantas.
Foi noutra vida e foi ontem ao mesmo tempo.
Parece mentira às vezes e noutras é tão real que nos corta por dentro.
E o que mais me surpreendeu nestes meses é que a vida não pára, a vida continua dia após dia,  ninguém pára, nem pode parar.
Mas o vazio permanece.
E às vezes até parece que fica maior.
18 meses a tentar estar à altura da sua expectativa e a seguir em frente, apesar de tudo.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Como não podia deixar de ser...

... também há Pokemons aqui na minha rua.
E também há cromos que os apanham.

Fica mais este post para memória futura, que algo me diz que estes vícios/jogos/parvoíces tal como chegam, hão-de partir, e daqui a uns meses já ninguém se lembra disto.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Para memória futura

Este Julho de 2016 (que nem sei como mas está a chegar ao fim) teve noites de verão como há muito não se via!

Estamos sempre a reclamar do tempo, este ano choveu para caraças, e durante o dia estamos a trabalhar e a derreter, verdade, mas que saudades destas noites de verão, de andar sem casaco a toda a hora, desta brisa que nem chega a refrescar, de jantar na esplanada com os putos a brincar, sair da festa na piscina à hora de jantar mas ainda com vontade de dar um mergulho.

Não sei o que Agosto reserva, mas estes dias e estas noites já ninguém nos tira!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Desculpem a monotonia do tema...

... mas eu avisei que este verão seria de trabalho intenso ou férias - e pois que quando não estou de férias, estou a trabalhar... intensamente!
Ando cansada. Passei o fim-de-semana a preparar a semana, para depois muita coisa sair do previsto.
E a quantidade de vezes que os meus planos deram lugar a outros planos, que o abrir mão de uma coisa leva a outra melhor, isto tem sido um sem fim de experiências, de planos, de aprender com erros e seguir em frente.
Adoro.
E depois chego a um ponto em que olho para mim há 1 ano atrás e vejo diferenças, tanta coisa que mudou, tanta que aprendi, tantos medos ultrapassados, tantos dramas infundados também. Sempre me fez confusão estagnar, e ainda bem que consegui parar esse ciclo vicioso.
Hoje tive de tomar uma decisão difícil, que me custou a tomar, mas depois de tomada já fiquei tranquila. E foi ver as colegas a pensar "e se...?" e eu a manda-las parar de chorar sobre leite derramado. Decisão tomada, é seguir em frente.
Estou quase crescida, pá.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ainda o trabalho

Das coisas boas da minha vida foi mesmo o ter-me tornado freelancer.
E uma das coisas melhores é mesmo o inesperado. Planeia-se uma coisa mas afinal sai tudo ao lado.
Supostamente esta semana seria para planear e preparar a próxima, mas afinal foi para preparar uma visita no domingo, no museu onde trabalhei há 11 anos, onde finalmente consegui voltar a colaborar. Ontem no meio do estudo aceitei uma visita para hoje de manhã. Ontem foi um dia de nervos, hoje superei mais este desafio.
E pensar que há 3 dias atrás nada disto estava previsto.
Adoro.

terça-feira, 12 de julho de 2016

E não é que ganhámos mesmo?

Portugal festeja sua primeira vitória na Eurocopa. Foto: Uefa Euro 2016
Pela primeira vez o melhor de um Europeu não foram só os convívios, os saltos de alegria, as cervejolas, o esforço que fazemos em estar todos juntos a ver a bola. Pela primeira vez trazemos a taça, caraças!
Inesquecível!

Não posso dizer que sempre acreditei. Não acreditei mesmo.
E não posso dizer que tenho muito orgulho no percurso que fizemos ao longo do Europeu, porque não tenho. Achei ridículo os empates com equipas inferiores, o passar mesmo à rasquinha. Se foi estratégia ou não, agora não interessa, correu tudo bem e a taça é nossa!
Estava à espera que a França marcasse logo ali aos primeiros 20 minutos, e só com a saída do Critiano Ronaldo é que, paradoxalmente, comecei a achar que era possível - estava tudo a correr ao contrário do previsto! Mas que não haja enganos, só depois do golo é que acreditei mesmo, e aí foi sofrer até ao fim. A minha cunhada teve a ideia de nos filmar nos últimos segundos do jogo, até ao apito final, e as imagens que se seguem são, como imaginam, de pura loucura...
20 anos depois e finalmente temos um motivo sério para festejar!
Venha daí o Mundial!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

1 down, 4 more to go

Que este ano o Verão é feito de muito, muito, muito trabalho.
Adoro tudo, mas estou que nem posso com uma gata pelo rabo...
E ainda agora começou!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sobre o Euro 2016...

... e o melhor que trouxe, que como se sabe são os convívios, é o espírito, é o conseguir organizar a vida para num dia de semana, depois do trabalho, juntar com os amigos de sempre a ver a bola. Cachecóis em punho, mão ao peito a cantar o hino, ensinar aos putos como é que se faz.
E de repente fazemos contas e percebemos que já vemos juntos os jogos da selecção há 20 anos.
20 anos, bolas, e parece que foi ontem...
Dentro das lembranças de uns e de outros há quem se lembre dos momentos mais marcantes, da derrota com a República Checa em 1996, do Portugal x França em 2000 com o Abel Xavier a dar uma mãozinha, a todos os jogos do Euro 2004 vividos com a emoção única que só se viveu nessa altura. E das superstições, claro, desde os que não se podem sentar no sofá, às roupas que cada um pode ou não usar.
20 anos de amizade, 20 anos de diferenças clubísticas que se unem nestas ocasiões.
Venha a final, caraças. Nós por cá já ganhámos!

terça-feira, 5 de julho de 2016

A incrível capacidade...

... das férias parecerem que foram há uma vida.

Dois dias depois e parece que nem aconteceram...

domingo, 3 de julho de 2016

Pronto, pronto...

... já cheguei. Acabou o jejum (vosso) e as férias (minhas).
Já estou de volta.

sábado, 25 de junho de 2016

Concordo tanto...

... com isto.

Gosto mesmo da blogoesfera e acho que não há nada que a substitua. Com tudo o que tem de mau e de bom.

De férias

Nos próximos dias não há posts para ninguém.
Vou estar de papo para o ar, que o verão é feito de extremos - ou muito trabalho ou nenhum.
E nos próximos 7 dias trabalho só mesmo para o bronze.
Até ao meu regresso!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Trabalhos de verão

Começado o Verão a sério, e com ele as férias da criançada, começa também uma nova fase de trabalho mais intenso. No entanto, tem uma vantagem: daqui a até Setembro, em princípio, não haverá trabalho ao fim de semana.
E o bem que sabe, senhores?
Mesmo, mesmo bem.
Adoro o que faço e não me custa nada, mas sabe mesmo bem pensar na quantidade de fins de semana em que vou poder combinar coisas normalmente, como (quase) toda a gente.
Fixe.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bem vindo, Verão!

Isto este ano estava difícil de chegar... Assim se mantenha, quentinho como se quer... Não queremos a primavera agora, Ok S. Pedro??

Por aqui a chegada do verão foi comemorada com uma ida à praia com amigos depois do trabalho. Eram quase 21h e ainda havia miúdos na água...
Bem vindo, Sr. Verão!
Espero que venha para ficar.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Em 2016 como em 2004

O melhor dos europeus de futebol são os convívios.
Esses é que ninguém nos tira!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Passo a passo

Pouco mais de um ano depois de ter mudado a minha vida profissional, estou cada vez mais próxima daquilo que sonhei.
Este verão (se tudo correr como previsto) vai ser duro, vai ser cansativo, vai ser um desafio, mas bolas, foram anos e anos a tentar, que pensava que já não ia conseguir.
E durante todos estes anos tanta gente me disse que não, que quase me fez acreditar que tinha mesmo perdido o comboio.
Como dizia o John Locke do Lost "Don't tell me what I can't do!"
Tomem e embrulhem.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A Pedra dos Sonhos

Foi no Brasil, em 2005.
Deitada com as amigas numa praia que já não me lembro qual, mas onde apareciam inúmeros vendedores de tudo e mais alguma coisa (queijo assado, fruta, bikinis, marisco, água de côco, bijuteria...), lá apareceu mais uma vendedora, desta feita com um ar bastante alucinado.
E o que vendia esta menina?
Gnomos. Ou como ela dizia, com o seu ar de quem vive num mundo só dela, "Guinomos".
E pois que os guinomos eram feitos de fimo ou coisa parecida, e cada um tinha um poder qualquer. E nós dizíamos que não, e ela insistia e tirava guinomos e mais guinomos de dentro do saco que espalhava em cima das nossas toalhas. E nós que não e ela que não arredava pé e continuava a falar das virtudes de cada um. E nós começamos com um ataque de riso. E rimos, rimos, rimos enquanto ela desenrolava um rol de guinomos e mais guinomos, cada qual da sua cor e com o seu poder especial.
A dada altura lá percebeu que ninguém lhe ia comprar nenhum guinomo, mas pediu encarecidamente que ao menos cada uma de nós retirasse de dentro de um saco uma pequena pedra. E que ela diria qual o significado dessa dita pedra (com o intuito de comprar o respectivo gnomo, bem entendido).
Cada uma tirou uma pedra, de uma determinada cor e a menina lá explicou o que significava cada uma.
Chegou a minha vez. Lá tirei uma pequena pedra cinzenta, e ela disse que era a Pedra dos Sonhos.
Pensei "yeah, right..." mas continuei a ouvir o que ela tinha para dizer. E a verdade é que nunca mais me esqueci do que ela disse.
A Pedra dos Sonhos não era a que iria realizar todos os meus sonhos. A Pedra dos Sonhos era a que me iria permitir perceber quais dos meus sonhos eu iria conseguir concretizar. Era a que iria fazer com que eu deixasse os castelos nas nuvens e passasse a ter sonhos concretizáveis. A pedra que iria permitir ajustar os meus sonhos à minha realidade, e por isso permitir que eu fosse mais feliz porque em vez de perder tempo a sonhar com o impossível, eu iria conseguir concretizar os meus sonhos.
Insistiu para que nós (que já não nos estávamos a rir) ficássemos cada uma com a sua pedra, apesar de ninguém lhe ter comprado guinomo nenhum.
Não me lembro nada do que saiu a nenhuma das minhas amigas, mas esta questão dos sonhos nunca mais me saiu da cabeça.
E a verdade é que durante anos andei sem saber onde tinha a pedrinha, mas nunca a perdi. Foi comigo para a Holanda, esteve uns tempos na gaveta dos talheres, andou de casa em casa, regressou a Portugal e mudou outras tantas vezes de casa connosco, e hoje só não foi para o lixo por um triz, porque estive a sacudir uma bolsa e quando dei por ela lá estava a pedrinha  num cantinho da bolsa, sem cair.
Não faço ideia quem era aquela mulher e provavelmente nunca a voltarei a ver, mas é curioso que logo hoje, dia em que finalmente concretizo um sonho que me estava atravessado exactamente desde 2005, tenha dado de caras com a Pedra dos Sonhos, que nunca me abandonou.
Claramente ela merecia que eu lhe tivesse comprado um guinomo...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dia dos anos

Pois eu sei que não parece, mas a verdade é que na semana passada fiz 38 anos.
Dito assim até parece muito, mas acreditem que não é.
Como devem calcular, a vontade de festejar era nula, como aliás é a vontade de celebrar o que quer que seja. A ausência é mais difícil de suportar nesses dias.
Sentimentalismos à parte, gosto sempre de fazer alguma coisa diferente nesse dia e este ano consegui ter um dia à minha medida. Sem nada planeado, mas tudo a bater certo.
Passeio no paredão, primeiro mergulho do ano, almoço fora, bolo de anos do parque e jantar com mesa posta a preceito pelo pai.
Não me parece que possa pedir mais.
Foi um dia perfeito.

Quase ao abandono...

... este blog. Coisa que não gosto nada!
Mas não tem dado para tudo.
Olho para a lista de blogs ali do lado, e vejo que não sou a única...
Sinais dos tempos, é certo, mas fica prometido um regresso para breve.
Até porque esta quase adulta que vos escreve está ainda mais adulta desde a última vez que escreveu.
Aguardem e mantenham-se atentos.

sábado, 28 de maio de 2016

Ainda sobre o post anterior

E a escolha da boneca. Fomos trocar um presente que recebeu nos anos.
Esteve 3 dias a dizer que ia comprar uma Monster High, que são as bonecas mais parvas, monstruosas e feias que há na secção dos brinquedos. Não há piores, a sério.
Menos mal que lá a consegui convencer e acabou por trazer (outra) Anna do Frozen, mas até quando meus amigos, até quando até eu ter a casa cheia de zombies fashion, hã?

E vou-me calar com isto, Se não ainda alguém se lembra de fazer bonecos da série-ódio de estimação WD!
(vómito)

Bons exemplos

Percebes que estás a dar um bom exemplo quando na hora de escolher uma boneca a tua filha opta pela Barbie Ginasta, porque faz ginástica como a mãe!!!

(que amor!)

(mas acabou por trazer a Anna do Frozen, atenção...)

Aquele momento

...em que vais na rua com os dois e vês um ajuntamento de gente bem vestida, e um carro com balões e fitas de casamento. Ficas à espera para ver a noiva. A mais nova no excitex!
Quando aparecem os noivos... Eram dois homens.
Apesar de não haver vestido, ela não ficou decepcionada. Ele teve mais curiosidade e fez algumas perguntas.
No geral, ambos acharam normal.

E é para isto que se mudam as leis, para que as novas gerações mudem as mentalidades também.

(e estavam todos tão felizes!)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ferramenta criativa

O Pinterest.
Não há como ele.
Mas a verdade é que por vezes se põe a inventar e dá muitos tiros ao lado...
Não sei lá o que foi que eu pesquisei, mas ultimamente tem aparecido toda uma panóplia de receitas feitas "no liquidificador" (vindas do país-irmão, está visto...).
Ele é bolos de liquidificador, queques de liquidificador, quiches variadas de liquidificador, até pizza de liquidificador!
Credo!!! Que obsessão!!!
E eu nem uso liquidificador!!!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Leite sem lactose

Eis a definição da minha mais nova, para o leite sem lactose:
"É um leite normal, mas depois eles pões um remédio para não darmos puns."

Eu não diria melhor.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

És mãe...

... E estás cansada quando em conversa com amigos relembras o desenho animado do Marco,  e já não tens pena do miúdo. Tens pena é da mãe.
Porque tinha uma vida difícil e teve de emigrar?
Não.
Porque estava descansada da vida na Argentina, a trabalhar mas sem miúdos a cargo, e pois que o filho a persegue e vai ter com ela. E acabou a boa vida, toca a ter de lavar roupa e fazer jantar e assoar narizes. Ao puto e ao macaco.
Ninguém merece, pá!

A festa dos anos, como o Natal...

... é quando o homem quiser, e pois que 1 mês depois dos 5 anos da mais nova, lá nos decidimos a fazer-lhe uma festinha cá em casa.
Verdade seja dita que desde Outubro que a rapariga falava nisso, e na altura até fez uma lista que se manteve guardada até agora, já na altura bastante completa com as amigas que acabara de conhecer, e que se mantiveram fielmente na lista de convidados até agora.
Correu tudo pelo melhor, tivemos casa cheia. Além dos amigos novos vieram também os da escola antiga, que são um grupo muito giro, com pais porreiros que se dão bastante bem entre si.
Não houve confusão de maior (os brinquedos tinham sofrido uma razia na semana anterior, e tudo o que era supérfluo foi fora), nem gelatina ou batatas fritas debaixo das almofadas. Brincaram com os bebés, com as Barbies e os Pin y Pons, os rapazes fizeram Legos ou jogaram à bola na varanda.
Foi bom ver a relação que ainda mantém com os amigos mais antigos, e foi muito bom perceber a relação com as novas amigas da escola. De há uns tempos para cá tenho percebido que há ali meninas com personalidades muito fortes, que nem sempre estariam a influenciar a minha miúda da melhor forma - até cheguei a falar com a educadora sobre isso. Bastou uma tarde de festa para perceber como funciona a dinâmica, e perceber que não tenho com o que me preocupar. Também é bom ficar a conhecer os pais, saber quem é quem num grupo de crianças que irão ser da mesma turma pelo menos até aos 9 anos de idade.
Não tive muito trabalho, bastaram duas ou três guloseimas, pãezinhos com queijo e fiambre e um bolo de chocolate feito com amor e carinho, e temos uma filha feliz com a sua primeira festa de anos sem ser só em família.
A repetir, sem dúvida.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Shame on her

A fada dos dentes esta noite não apareceu.
A parva.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aquele estranho momento...

... em que vais buscar a tua filha a uma festa, e a mãe da aniversariante te apresenta à sua melhor amiga, que é uma figura pública.

Convém explicar que me dou bastante bem com esta mãe, daquelas com quem fico à conversa horas e horas de cada vez que nos encontramos. E já tinha ouvido falar desta melhor amiga várias vezes, só não sabia de quem se tratava.
 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Mundo cão

Ontem no pequeno jardim aqui mesmo ao pé de casa estavam nada mais nada menos do que 8 pessoas a passear os seus cães, das quais apenas 1 era uma rapariga.
Quase que aconselhava as moças solteiras a arranjarem um cão para passear.
Casados e solteiros, entre os 18 e os 70 anos, em menos de 10 minutos ali se juntaram homens para todos os gostos. E cães também.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Japonesices

Pela 1ª vez comi sushi e não desgostei.

(já tinha provado noutras ocasiões e nunca me disse nada, mas desta vez até fiquei com vontade de repetir)

2016 quase a meio e eu só agora chego ao séc. XXI...


terça-feira, 10 de maio de 2016

Pensamento positivo

Estou a fazer a mudança de roupa da estação.
Agora só falta mudar a estação mesmo.

Continuamos à espera.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A vida continua

E quer queiramos quer não, o mundo continua a girar, aconteça(-nos) o que acontecer.
Mas de repente dou de caras com uma fotografia que não vejo há muito, ou recordo um episódio engraçado, ou uma reportagem qualquer sobre pessoas a fazer tratamento do cancro, e páro e penso: Aconteceu mesmo? É mesmo verdade que passamos todos por aquilo tudo?

Era mesmo este o fim que lhe estava destinado?

Ou foi só um pesadelo?

Isto de ser freelancer II

Também é estar a trabalhar num sábado de sol e ter uma folga inesperada a uma 2ª feira de chuva.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A nova moda dos fatos de banho

Quem é adepta do bikini provavelmente não sabe o que é o tormento de comprar um fato de banho.
Cada marca comercializa apenas um ou dois modelos, desses dois temos de ver se são adequados ao tipo de corpo (peito grande, barriga grande, costas largas) e minimamente se gostamos do padrão. Depois é ver se existe o nosso tamanho - o meu anda ali pelo L, ou seja, são 7 cães a 1 osso - porque quem usa S normalmente opta pelo bikini. Já para não falar do preço... enfim, toda uma odisseia.
De há uns tempos para cá começou-se a ver mais gente na praia de fato de banho - até em miúdas novas, coisa que há uns anos era impensável.
E surgiram os trikinis. E os fatos de banho que são quase trikinis.
E pronto, as marcas decidem inovar e começar a inventar. Os fatos de banho já não são só para quem não tem o corpo perfeito, pelo que começam a surgir rasgões inesperados, decotes até ao umbigo, buracos na zona da barriga. E com toda a dificuldade que já havia em comprar um simples fato de banho - minimamente giro, nem muito tapado nem muito decotado, com um padrão que não me faça parecer uma senhora de 70 anos - junta-se agora a de perceber se o raio do fato-de-banho sofreu com a nova moda dos recortes, que mais parece que foram atacados por um animal selvagem...
Senhores do mundo da moda, há lugar para todos! Podem fazer os novos modelos fashion, mas não deixem de fazer os fatos de banho de sempre, porque as consumidoras fiéis - as que usam fato de banho independentemente da moda - são as que vão estar aqui, a usar o elegante fato de banho completo, quando toda a gente voltar a usar bikini como dantes.
Não nos ignorem, e tratem-nos bem faz favor.







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Isto de ser freelancer

É ver conferências interessantíssimas em imensos dias em que já temos trabalho (semana ou fim-de-semana), ou no único sábado disponível em meses.
Raios, pá.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Melhores filhos de sempre*

Ao jantar, diz a mais nova para mim, guia em diversos palácios e adepta de idas a museus em família:
"Mãe, sabes que eu queria ir outra vez àquele palácio... Aquele que estava a senhora à procura dos príncipes, que tinham fugido para o telhado..." (visita com animação que fizemos nas férias do Natal ao Palácio da Ajuda, disse isto vindo do nada, nunca mais tínhamos falado no assunto)

Diz o mais velho para o pai, viciado em futebol desde sempre, e com memória fotográfica para todo o tipo de jogos que vê:
"Oh pai, diz lá qual foi o melhor golo de sempre que tu já viste!"

Não fosse o resto e eu diria que estes são os filhos mais fixes de sempre!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O caso do Nemo

 
E porque uma viagem sem aventuras não é uma viagem, e porque pode haver boas almas que estejam prestes a ir à Disney com crianças pequenas, aqui fica a nossa experiência com o Nemo.
Desde o princípio que estava na nossa lista de prioridades.
A nossa ideia é de que seria uma viagem ao fundo do mar, embalados por pequenas tartarugas.
Os vídeos e imagens que vimos eram nessa onda, e depois, é o Nemo, que é um desenho animado fofinho.
Estava a chover, e por isso nem nos importámos com a fila. Enquanto esperámos os miúdos entretiveram-se com um jogo disponibilizado no site deles, de uma tartaruga a apanhar estrelinhas.
Tudo muito querido fofinho.
Antes mesmo de entrar, uma senhora que tinha acabado de sair olhou para eles e disse "C'est pas bon!" e nós ficámos sem perceber. Pois se a altura mínima eram 1,07m, se eles advertiam que as crianças com menos de 7 têm de ir acompanhadas, era óbvio que a diversão era adequada às nossas crianças.
Deixem que quebre aqui o suspense, para quem nunca lá foi: aquilo é uma montanha russa! Sem tirar nem pôr.
Começa com uma viagem fofinha, mas rapidamente se transforma numa amálgama de subidas e descidas, voltas e mais voltas, ao nível da Space Mountain (só sem o looping).
Agora devem imaginar a nossa cara...
Eu ia de costas com o mais velho, ainda soltei uns Uhuuuu! nas primeiras voltas, mas claro, rapidamente perdi o pio. O meu filho, sempre tão pronto a verbalizar as suas emoções, estava furioso e cheio de medo também - desatou aos gritos que queria sair e não queria mais (e eu de olhos fechados só lhe gritava que não havia nada a fazer, que fechasse os olhos também e se deixasse ir...). A mais nova ia de frente com o pai e acabou a choramingar. Os meus sogros, que nunca tinham andado numa montanha russa, foram literalmente apanhados na curva...
No final, antes de nos podermos por a andar dali para fora, acendem-se as luzes porque houve um problema técnico, pelo que fomos mesmo os últimos a andar...
No fim, eu só tinha vontade de rir. Logo eu, a maior mariquinhas das montanhas russas, a meter os meus filhos numa situação destas!
Resultado, dali para a frente o mais velho ficou com medo das descidas (e obrigou-me a perguntar em todas as atrações se havia descidas) e a mais nova ficou com medo do escuro (só andou em coisas ao ar livre).
Na minha opinião o limite de 1,07 é inadequado, e esta montanha russa não deveria ser para menores de 10 anos.
Foi muito giro, e sobrevivemos com uma história para contar, mas lá que foi um momento para lá de insólito, lá isso foi...

Rescaldo da viagem à Disney

Já parece que foi há imenso tempo, mas aqui fica o rescaldo da viagem do ano, a primeira com a criançada e em família.
Confesso que o destino não estaria nas minhas escolhas se não fosse pela família... Nunca tive curiosidade de ir à Disney, nem nunca me tinha passado pela cabeça, mas de facto eles estavam já com idade para apreciar a  viagem e as 1001 atrações.
E sim, foram na idade perfeita - 5 e 6 anos. Acho que a partir desta idade já percebem, apreciam, dão valor e vão lembrar-se de alguma coisa com certeza.
Mais tarde voltaremos para fazer o que ficou a faltar, na certeza de que a magia que sentiram desta vez não se voltará a repetir.
Apesar do meu cepticismo, a verdade é que me diverti bastante, mesmo nas coisas mais simples.
E apesar do pânico andei numa montanha russa (aliás, em duas, mas isso é matéria para outro post).

Daqui a uns anos lá estaremos.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

De regresso...

... E ainda com uma grande ressaca de Disney. Foi mesmo inesquecível! (e cansativo, mas no bom sentido)
A repetir.

terça-feira, 19 de abril de 2016

E no próximo fim-de-semana...





...estaremos aqui.
Depois de anos a falar no assunto, e até de fazermos um mealheiro para o efeito, achámos que estava na altura de visitar a Disney de Paris. Com a criançada, bem entendido.
Não posso dizer que assim de repente fosse o meu destino de eleição, logo eu que não acho graça nenhuma a desfiles de máscaras, montanhas russas nem casas do terror... mas acho graça a ver os meus filhos felizes e eles estão que nem podem de contentes!
Vamos em família, e vai ser com certeza uma experiência inesquecível para as 3 gerações.
E o meu mais velho já anda a fazer contas a quantos anos faltam para lá voltar outra vez...

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Cenas fixes

Ver o meu mais velho a ler o seu primeiro "tio Patinhas". De repente é todo um novo mundo que se abre. Cada livro é uma descoberta.
Espero que assim se mantenha. Quem gosta de ler nunca está sozinho.

E esta chuva, senhores?

Credo!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

5 anos

Pois que sim, parece que foi ontem que escrevi este post (ou anteontem, vá) mas a minha menina já fez 5 anos.

5 anos é um marco, e eu tinha muita curiosidade em saber como ela iria reagir.
Isto porque 5 anos foi a idade que eu não quis fazer. Eu queria muito ter ficado com 4 anos, e na véspera dos meus 5 anos a minha mãe apanhou-me a chorar (ainda na cama de grades, clássico de 3ª filha...) porque não queria fazer anos. Não conheço mais nenhuma criança que não queira fazer anos, mas a verdade é que este momento marca a minha primeira crise existencial.
E marca também um momento em que tomei consciência de mim mesma enquanto pessoa. Eu lembro-me perfeitamente de mim com 5 anos, e vê-la assim tão crescida é giro, mas não deixa de ser estranho também.
Os meus medos foram infundados. A minha filha há-de ter crises existenciais com certeza, mas só mais tarde. Estava que não se aguentava de felicidade e excitação por fazer anos, por ser a rainha do dia, por receber presentes. Foi à escola de manhã e levou bolo, almoçou com os avós e prima, passou a tarde comigo e no fim tivemos um lanchinho cá em casa para os avós e padrinhos.
Estava tão contente que todos os dias me diz que queria que fosse 6 de Abril outra vez.
Tão bom que a minha "mini-me" não seja assim tão parecida comigo.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Fim de semana de primos

Quase se adivinhou um flop, mas acabou por ser um grande sucesso, tanto para nós como para a geração dos nossos filhos.
Para eles houve horas de brincadeiras no jardim, correrias, jogos de tabuleiro e brinquedos antigos.
Para nós horas e horas à mesa a enfardar leitão, chanfana, algumas garrafas de vinho e doces regionais.
Os nossos avós estão, com certeza, orgulhosos.
O meu fígado é que não (mas não se queixou muito).
A repetir.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

E o que se seguiu...

... foi mesmo o outro aquecedor.

O timming não é mau de todo porque já estamos na Primavera, mas com esta chuva toda fiquei mesmo sem ajuda para secar a roupa.

domingo, 3 de abril de 2016

Unhas de gel

A tal festa dos 18 anos pedia o dress code tipo Casa dos Segredos.
Levei roupa minha, mas investi na maquilhagem e acessórios.
Comprei unhas postiças, tipo unhas de gel, daquelas quadradas cheias de brilhantes. Vejo imensa gente com aquilo normalmente, e se já não percebia como é possível, agora ainda menos.
Foram as 5 horas mais estranhas das minhas mãos. Subir os collants foi coisa para demorar 10 minutos cada perna. Objectos pequenos que me caíam ao chão, pois por lá ficavam que qualquer tentativa de os apanhar saía furada.
Comer, beber, ir ao wc, conduzir... Tudo foi um desafio. Só me sentia com 5 pás nas pontas dos dedos.
A não repetir.

Ser Peter Pan

É ir a uma festa de 18 anos e achar que não pareço (de todo!) 20 anos mais velha que aquela malta toda.

terça-feira, 29 de março de 2016

Cenas fixes

Consigo distinguir os palácios onde trabalho pelo cheiro.
Cada um é diferente dos outros, e eu sinto-me tão bem lá que gosto de todos (apesar de ser cheiro a mofo, a humidade e a coisas antigas, adoro!).

segunda-feira, 28 de março de 2016

Este filho não é meu

Obrigado a deitar-se sem ter sono, mandei-o contar carneiros para adormecer.
Quando dei por ela estava a fazer contas mentalmente.
Em vez de apenas contar os carneiros que passam a vedação, vai que o rapaz os agrupa, adiciona e subtrai até se cansar.

(e eu não faço ideia se as contas estão certas. Detesto matemática!!!)

Ponto de situação

A Páscoa passou e com ela quase que termina o mês de Março, o mês com mais trabalho, menos folgas, mais fins-de-semana a trabalhar, e reuniões para projectos que se avizinham. Ainda faltam 3 dias de trabalho duro, num projecto novo mas com tudo para correr bem.
Abril adivinha-se com menos trabalho mas com programas em todos os fins-de-semana.
Só festas de anos assim de repente ocorrem-me 7, algumas de números redondos (18, 40 e 80 anos!) outras de idades menos redondas mas igualmente importantes.
Vai haver fim de semana de primos, e até uma viagem ao estrangeiro (que não é à Holanda! Uau!).
Atentai que logo vos ponho a par de tudo.
E sem fotos para não ficarem com inveja.
Quem é amiga, hã?

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ser Peter Pan...

... é ver uma oferta de "estágios jovens" num Museu interessante e pensar que se calhar ainda me posso candidatar.

37 anos não é jovem?
O meu pai acha que sim. E o senhor que vende pipocas à porta do palácio trata-me sempre por "menina".

Sabes que é Páscoa quando...

... levas para o almoço dois ovos cozidos que vinham no folar.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Trabalhar em zonas turísticas é...

... tomar café ao balcão ao lado do homem-estátua de bronze.

domingo, 20 de março de 2016

Serei só eu...

... a achar que a Primavera começa mas é dia 21 de Março, e mai nada?

quinta-feira, 17 de março de 2016

O rei vai nu

Hoje estavam a fazer filmagens no palácio onde trabalho.
Fizemos as visitas entre luzes e câmaras, vimos montarem mesas com cartas escritas à pena e copos de licor, passaram por nós várias pessoas vestidas à época - s. XVIII.
Às tantas à porta passa um actor de camisa, cuecas, sapatos e meias, e touca na cabeça (para depois pôr uma cabeleira).
Quando achamos que já vimos tudo...
Este rei ia literalmente, nu...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Á-ona-á-ona-dê

Ando a ensinar-lhes aqueles jogos de mãos, mas já não me lembro de muitas músicas nem "coreografias".

Se tu visses o que eu vi - dó-mi-nó...

Eh pó e taitai-ê.... eh pó e taitai-ê.....

Quem me ajuda com mais??

É tão giro vê-los a fazer, todos entusiasmados e diferentes, claro.
Ele, todo competitivo, a querer fazer sempre mais rápido e cheio de força.
Ela, toda ritmo, e dança e graciosidade.

Também percebemos que ele já sabe o que são números pares e ímpares (no 1º ano? fico de boca aberta!), pelo que também se joga ao Par ao Ímpar.
E aos poucos começam a ter brincadeiras que não acabam com um a chorar. (ou que demoram um pouco mais a lá chegar, vá...)

As coisas cá de casa

Sabem aquela teoria de que os aparelhos electrónicos se avariam todos ao mesmo tempo em casa?
Confirma-se.

Desde Outubro já tivemos de arranjar/substituir/deitar fora os seguintes aparelhos:
Máquina de café Dolce Gusto
Máquina de café Nespresso
Torradeira
Candeeiro do quarto das crianças
Aquecedor
Máquina da roupa
Máquina do pão (minha)
Máquina do pão (da sogra)
Máquina do pão (da minha mãe)
Frigorífico

Já olhamos para as coisas cá de casa a pensar no que se vai seguir...

domingo, 13 de março de 2016

Trabalhar em turismo

É trabalhar quando os outros descansam. É ficar em stress com os verdadeiros domingueiros no caminho para o trabalho. É espreitar o Facebook e Instagram ao longo do dia e apanhar com os brunchs dos outros, com as ideias de receitas preguiçosas dos outros, com os passeios dos outros, com os fins de semana fora dos outros. É ver os outros a aproveitar o primeiro fim de semana de primavera. É trabalhar nos sítios onde os outros aproveitam esse mesmo fim de semana.
É suspirar um bocado com tudo isto.
E pensar que o sacrifício vale a pena.

(e já estamos em época alta outra vez...)

quarta-feira, 9 de março de 2016

Manhãs sem filhos

Tão mais fáceis, senhores... nem vos digo!
Tenho os miúdos a dormir em casa dos avós, pois a prima mais nova também está com varicela e assim fica tudo junto (caso contrário não tinha com quem os deixar, já que tenho muita semana com pouco trabalho, mas claro que não é o caso desta...).
Pois que assim sendo, de manhã estou armada em miúda solteira, pois o Tê sai mais cedo e eu fico com a casa só para mim.
Acordo 1 hora mais tarde.
Faço a minha ginástica com todo o vagar. Tomo duche de porta mesmo fechada, sem gritar com ninguém nem interromper. Visto-me com tranquilidade, ponho creme hidratante como manda a lei. Vou para a cozinha e tomo o pequeno-almoço sentada, faço a minha torrada e como-a eu, ainda quentinha, sozinha de uma ponta à outra. Depois ainda me dá tempo de tratar de assuntos como passar recibos no site das finanças ou enviar CV a novos sítios.
Saio de casa calma e tranquila, chego ao trabalho e não estou a bufar nem a suspirar.
É que só aquela coisa de estar pronta, pegar no casaco e de facto sair, me parece para lá de extraordinária.

São o melhor do mundo, que são, mas caraças que exigem tanto de nós, bolas.

terça-feira, 8 de março de 2016

Um dia...

... não vai ser preciso celebrar e lembrar que é o Dia da Mulher.
Hoje ainda não é esse dia.

Obrigada a todas as mulheres que nos permitiram chegar até aqui.
Que a minha geração tenha a força necessária para fazermos a nossa parte nesta empreitada.

Feliz dia, mulheres!

domingo, 6 de março de 2016

Varicela x 2

Conseguiram a proeza de apanhar varicela os dois ao mesmo tempo.
É xarope para os dois, banho de maizena para os dois, pomada para os dois, 10 dias de molho e estaremos despachados disto para sempre.
Estou tão orgulhosa!

quarta-feira, 2 de março de 2016

O que é que se ouve aqui?

Descoberta mais ou menos recente. Adoro.

A vida a preto e branco...

... e também cinzento e vermelho.
São as cores da minha farda, o que faz com que a maioria dos dias tenha de andar vestida nestes tons.
Havia a alternativa de me vestir e despir depois do trabalho, mas quem tem paciência para isso?
Assim, quase dia sim-dia sim (e ainda bem!) lá ando eu invariavelmente de calças pretas, botas pretas, camisola cinzenta ou preta ou camisa branca, para poder combinar com o polar e a parka na hora das visitas.
Depois há um dia em que tenho folga e fico sem saber o que vestir!
E obrigo-me a usar as outras cores todas e... já nem me sinto eu!

terça-feira, 1 de março de 2016

Em 2016 como em 1999...

... domingo foi dia de fazer figuração para um anúncio de um carro.
E constato que muito pouco mudou.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

29 de Fevereiro - onde estavas há 4 anos atrás?

Estava exactamente a escrever este post, e quatro anos antes a escrever este.

Ora, ora, quem diria que o 29 de Fevereiro seria o novo 1 de Janeiro por aqui no Quase Adultos?!
Dia de balanço, portanto.

Há 4 anos estava, basicamente, descontente com as escolhas profissionais que tinha feito nos 4 anos anteriores, que no início pareceram escolhas acertadas (e seguras, e de certo modo foram ambas) mas que acabaram por criar uma crise existencial que era escusada. Às tantas já não sabia mesmo se iria conseguir sair do ciclo vicioso profissional, se ia conseguir voltar a trabalhar naquilo que gosto mesmo, se haveria alguma porta que se iria abrir finalmente.

2008 foi de facto um ano de mudanças, e 2012 foi um ano que questionei algumas delas.
E agora que já passou posso dizer-vos que me preocupei demasiado. Não que não tivesse razões para isso, que tinha, mas tanta preocupação não permitiu apreciar devidamente o que tinha na altura.
Durante algum tempo achei que 2012 tinha sido um ano assim-assim. Tinha tanta vontade de fazer outras coisas, tantos projectos e nada aconteceu.
Hoje sei que não lhe dei o devido valor.
2012 foi o último ano em que a minha mãe esteve bem, e com saúde. Em 2013 ficou doente, e já sabem o que aconteceu nos anos a seguir. Hoje olho para as nossas fotografias das 2012 e vejo-as de forma totalmente diferente. Foi um ano em que não aconteceram muitas coisas boas que eu desejava, mas também não aconteceram coisas más .
Foi um ano muito bom, portanto.

Dito isto, tenho orgulho nos meus últimos 4 anos, em toda a caminhada que fiz e que me permitiu chegar até aqui.
E respondo à Mary de 2012 que a Mary de 2016 está bem, e recomenda-se.
Se tudo se mantiver como está, arrisco dizer que a Mary de 2020 não tem do que se queixar!
Aguardemos até ao próximo 29 de Fevereiro para saber.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

E dura, e dura, e dura...

É assim tão difícil para um grupo de zombies dar cabo de uma vez por todas do raio da comunidade que anda a fugir deles desde a 1ª temporada?
Ou para os humanos acabarem de vez com os zombies, não quero saber!
Dava para acabar de vez com esta porcaria desta série???
AAAARRRGGGHHHHH!!!!

Aquele momento...

...em que estás numa sala de espera à pinha a ler o teu livro do Ken Follet sobre a II Guerra Mundial e reparas que o senhor do lado está a deitar o olho justamente na única cena picante do livro até ao momento.
Como uso uma capa de tecido, o senhor ficou a pensar que eram as 50 sombras ou algo parecido...

Altos e baixos

Mega birra de manhã para tudo aquilo que é preciso fazer: comer,  despir, vestir, lavar  os dentes, pentear.
Finalmente conseguimos sair, eu exausta, ela ainda de lágrimas nos olhos.
Abrimos a porta e está o mais magnífico arco-íris no céu.
"Oh mãe, sabias que quando há arco-íris também há unicórnios nas nuvens? "
Da mais irritante à mais fofa no mesmo minuto.

Filosofia para crianças

"Mãe, o que é que há mais no mundo: pessoas ou grãos de areia? "

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Mais gastos

Além das calças e sapatos, o meu rapaz também tem talento para gastar material escolar.
Já perdi a conta aos lápis, borrachas e lápis de cor que já gastou (até ao fim), estragou, partiu e perdeu.
E eu já tentei todas as abordagens a ver se o material dura mais tempo, mas não tenho sorte nenhuma.
O rapaz deve achar que é filho do Onassis.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Instinto falhado

Uma semana depois de chegar da Holanda fui a uma entrevista para uma empresa nova, que começava a organizar passeios em Lisboa. Era tão nova que nem escritório tinham, pelo que nos encontrámos num café.
Não fiquei nada convencida - achei-os pouco profissionais, pagavam pouco (ainda mais para quem estava habituada à Holanda...) e principalmente não acreditei no conceito da empresa em si.
Saí de lá a achar que era uma empresa com os dias contados, com certeza não iam a lado nenhum.
Depois disso acabei por ficar 6 anos a trabalhar em casa, e há pouco mais de um ano despedi-me para voltar a fazer aquilo que gosto, que são visitas guiadas.
E pois que percebo, em conversa com colegas, que a tal empresa que conheci não só vingou, como cresceu e se tornou uma referência na área, no activo há mais de 8 anos.
Toma e embrulha, Mary de 2008!

Às mães que (como eu) cosem joelheiras

Já que ninguém me disse isto quando fiz o post, tive de perceber por mim mesma após pares e pares de joelheiras coladas e cosidas a calças de fato de treino e jeans, com direito a dedal e tudo, digo-vos eu: esqueçam. Não vale a pena.
Como já viram pelos comentários ao post dedicado a este assunto, ele há vários tipos de rapaz: ou crescem tão rápido que nem dá tempo de estragar a roupa, ou são sossegados e não a estragam, ou (como o meu) são lentos a crescer mas rápidos a desfazer a roupa (que de outro modo lhes serviria anos a fio).
Caso o vosso caso seja o meu, ficam a saber que não vale a pena. Mais vale ir à Primark comprar outro par de calças e cortar as rotas para calções para os próximos verões.
Passei uns serões valentes dedicados às joelheiras, e pois que vos digo que umas já estão descosidas, e outras estão com buraco. Sim, ele fez um buraco no meio da joelheira - juro que nunca tinha visto.
Hoje chegou ao cúmulo de romper umas calças que vestiu 3 vezes: 1 na escola, 1 em casa de pé estendido e 1 hoje, que tivemos consulta de ortopedia e o rapaz teve ordem de soltura - foi à tarde jogar à bola no parque com o avô e chegou a casa com um buracão no joelho.
Já nem me vou dar ao trabalho.
Cansei!

Fins de dia

Antigamente os fins de dia eram para descansar. Para ir ao ginásio, para tomar um café ou uma cerveja com os amigos depois do trabalho, para aterrar no sofá a ver séries até me dar a fome.
Depois fui mãe.
E pronto, os fins de dia são tudo menos para descansar, são mesmo a maior loucura, a altura mais cansativa do dia.
Hoje cheguei a casa cedo. Eles estão nos avós e hão-de vir para casa com o Tê.
Já dei um jeito à casa e pus o jantar a fazer e agora sentei-me no sofá.
Não me interpretem mal, eu sento-me muitas vezes neste sofá, mas quase nunca a esta hora.
Tenho jantar no forno e sopa a fazer e estou sentadinha de manta por cima, a ver uma espécie de "querido mudei a casa" e a por os blogs em ordem.
Não posso dizer que não é super estranho...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O drama da roupa continua

Ontem uma colega lembrou (e bem) que existem lavandarias com máquinas de secar gigantes que resolvem o problema por pouco mais de 1 euro.
Ontem fiz uma máquina e mandei o Tê com o cesto da roupa molhada resolver o assunto.
Aqui ao pé de casa temos não uma, não duas, mas três lavandarias. Estavam todas com fila até à porta... Claramente não sou a única com este problema.
Hoje de manhã bem cedo lá foi ele novamente com o cesto da roupa molhada, e novamente voltou para casa com ele tal a quantidade de gente à sua frente...
Amanhã à tarde lá vou eu novamente tentar a minha sorte, fora da hora de ponta. O cesto já deve cheirar a mofo mas já nem quero saber...

Dramas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Coisas que me mexem cá no nervo

A história do Bolicao Zero Açúcares!
A sério? 0 açúcares??
Aquela porcaria está CHEIA de adoçantes!
E o anúncio na tv com as duas mamãs "dás-lhe Bolicao por causa da energia, não é??" (what???) e a outra diz que não, que é pelos zero açúcares.

Sinceramente...
E o pior é que há muito quem acredite! (e não estou a falar dos meus filhos, a quem os olhos brilharam quando viram o anúncio pela 1ª vez...)

Aqui ficam os ingredientes:
"Ingredientes: Farinha de trigo, recheio (32%) (edulcorante (maltitol), óleos vegetais (girassol, palma), cacau magro em pó (11%), pasta de avelãs (4%), emulsionante (E 322), gordura vegetal totalmente hidrogenada (palma) e aromas), água, polidextrose (fibra), levedura, óleo vegetal (girassol), glúten de trigo, humidificante (E 420 (ii)), emulsionantes (E 471, E 481), leite em pó magro, sal, proteínas do leite, conservantes (E 282, E 200) e estabilizador (E 412). Pode conter vestígios de ovos. O seu consumo pode ter efeitos laxativos."

Acham mesmo que vale a pena??

Pé coxinho

É como anda o meu mais velho.
Ao que parece magoou-se num joelho, não sabemos como, e só temos consulta de ortopedia na 3ª feira. Até lá é repouso e brufen duas vezes ao dia.
E muita TV, PSP, batalha naval, Legos e TPC enviado por e-mail pelo professor.

Não gosto de me queixar do tempo...

... até porque este ano nem te chovido muito (nós é que temos memória curta), mas tenho o cesto da roupa cheio, senhores...
E aborrece-me ter-me tornado esta pessoa secante cujo bom humor depende de ter roupa lavada ou não.
Isto do minimalismo é muito giro, e tenho todo o orgulho em ter menos roupa do que a maioria das raparigas da minha idade que conheço, mas convenhamos que não ter nada para vestir já não tem assim tanta graça...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

365 de saudades (agora mais)

A minha mãe gostava de música e gostava de patinar. Se o piso estivesse escorregadio era pessoa para patinar de meias. Saltava à corda e ao elástico e jogava à macaca. Fazia carreirinhas nas ondas do Algarve. Ficava no carro até acabar a música que ela gostava e estava a dar na rádio. Acumulava coisas que não serviam para nada. Vestia-se de modo clássico e discreto e não gostava nada de ser o centro das atenções. Não gostava nada do seu próprio cabelo, encaracolado até mais não, e passou a vida toda a tentar domina-lo. Gostava de chocolate com amêndoas, de café com leite e o pão era sempre torrado (mesmo se fosse fresco). Fazia a melhor tarte de maçã. Teve muitas oportunidades na vida, estudou mais do que as meninas da sua geração, viajou sozinha numa altura em que ninguém o fazia. Aos 19 anos teve de deixar de estudar e ficou a sustentar a casa, e talvez por isso nos tenha educado sempre para sermos independentes e capazes, no caso dela nos faltar. Mudou de cidade e largou tudo por amor. Trabalhou em televisão. Trabalhou com pilotos de corridas, nos bastidores do autódromo e com surfistas de alta competição. Tricotava camisolas com bonecos, depois passou a tricotar coletes porque se fartou de fazer mangas. Costurava as nossas roupas, saias e vestidos iguais para as 3. Tinha o maior orgulho no nosso cabelo, que nos obrigava a cortar bem curto todos os verões (para crescer forte) e depois de adultas refilava sempre que cortávamos um bocado. O seu armário tinha um cheiro específico e único. Usou o mesmo perfume desde a infância até ao fim. Não era perfume, era água de colónia Johnson's. Era tão bonita, tão bonita, que nenhuma de nós lhe chega aos calcanhares. Uma vez disseram-lhe isso quando a minha irmã era bebé - uma mãe bonita nunca tem filhas bonitas - e ela ficou para lá de ofendida e nunca perdoou. Era uma pessoa de poucas mas boas amizades, não fazia novos amigos com facilidade mas manteve os mesmos amigos da infância até ao fim. Adorava bebés recém nascidos. Ficava intimidada numa sala cheia de gente estranha, não era pessoa de meter conversa com qualquer um. Se gostava de uma peça de roupa ou sapatos, comprava repetido de cores diferentes. Tinha inúmeras carteiras e sapatos azuis escuros. Tinha o dom de descodificar as pessoas logo que as conhece (e só se enganou uma ou duas vezes). Gostava de ler. Gostava da praia ao fim da tarde. Adorava o mar. Gostava de puzzles. Era alérgica a coentros e à humidade. Filha de pais divorciados (nos anos 60!) pôs sempre a família em primeiro lugar.
Queixava-se de muita coisa, mas nos momentos mais difíceis tinha uma capacidade de resistência incrível, sem queixumes. Deixou-me fazê-la rir até às lágrimas na sala de quimioterapia. Foi uma leoa, uma lutadora exemplar, e deu-nos a todos a maior lição de vida.
Gostava de nós acima de tudo, e chegou a dizer-me que valia a pena viver só para estar connosco (mesmo quando viver implicava estar amarrada à cama e sujeita a tratamentos muito dolorosos).
Escolheu a dedo o momento de se ir embora, aproveitando os únicos 2 minutos que a deixámos sozinha para sair de cena discretamente, como aliás viveu toda a sua vida.
E durante este ano temos tentado adaptar-nos à sua ausência, e tentado viver à sua imagem e habituar a esta sua presença que já não é física mas que é tão ela em tanta coisa.
365 dias de saudades, agora mais.
E continua a contar.

Carnaval

Este ano mascarei-me duas vezes, e de coisas diferentes, senhores.
Grande folia que para aqui houve.
Primeiro foi um jantar em casa de amigos, em que eu só me apetecia um sofá e uma manta... Mas os miúdos estavam entusiasmados e eu olha...antes de sair enfiei um roupão e uma toca de banho, e as pantufas num saco, e foi a festa de Carnaval mais confortável de sempre...
No dia seguinte vesti o meu velho vestido preto (com o qual nunca me comprometo, mesmo!), chapéu de bruxa da mais nova comprado no Halloween, maquilhagem de cores fortes e siga para bingo.
Ficam as ideias das máscaras mais preguiçosas de sempre para quem não adora o Carnaval mas não gosta de ser cortes no meio dos foliões.
Para o ano há mais! Ou só daqui a uns anos, quem sabe.

Ao fim de 5 anos (cinco??)...

... e depois de muitas vezes ter prometido que desistia, continuo a ver o Masterchef Australia como se não houvesse amanhã.
Já não tem nada a ver com os primeiros que vi em que os concorrentes se fartaram de viajar, os pratos estão mais complicados que nunca, e os concorrentes são cada vez melhores, ainda assim, há qualquer coisa no formato do programa que continua a não me deixar indiferente.
A grande diferença é que desta vez já fiz batota e já sei quem vai à final, e quem ganha no fim. E como sempre, não é aquele em que eu apostaria...

E eu em vez que subir de nível nas artes de culinária, pois que pelo contrário, cada vez menos me apetece cozinhar...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sou oficialmente uma "pinterest mum"

Fiz este vestido para a mais nova, com algumas alterações, e estou que não posso de orgulho.

(instruções aqui)

The Easiest DIY Frozen Elsa Dress (EVER) *With a No-sew option! This dress seriously took us an hour to make, and it's so cute! #snowqueen #elsadress:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Filosofia para crianças

Conversa dos dois hoje de manhã, acabadinhos de acordar, antes mesmo de sair do quarto:
Ela: ...mas então hoje já é amanhã?
Ele: Não. Hoje não é o amanhã. O amanhã vem noutro tempo.



Isto porque estavam a combinar usar uns chinelos em forma de sapo (que alguém nos passou) em dias alternados. Repito, estavam a combinar - civilizadamente, sem moches, nem lutas, nem lágrimas - usar os chinelos hoje um, amanhã o outro.
Estão tão crescidos, pá!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Coisas que às vezes os pais não percebem

As festas de crianças são festas de crianças, não é para os pais ficarem também.

Se é aceitável quando é a primeira festa ou quando são pequeninos? Sim.
Depois disso ou vem especificado no convite, ou então não.