sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Fim-de-semana livre
Dois dias inteiros sem ter hora para acordar - já nem sei o que isso é.
Folgar à semana com miúdos em idade escolar não é a mesma coisa, essa é que é essa...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Antes e depois III
2009 grávida do primeiro filho:
Vou ter um parto normal. Vou amamentar até aos 6 meses em exclusivo. Vou ser uma mãe prática e descomplicada e dar de mamar em todo o lado. Não vou deixar de fazer nada por causa dele, levo-o comigo para todo o lado. Ele não vai usar chucha. Vai adormecer na caminha dele. Não vou andar sempre com ele no colo. Não vou deixar de fazer programas sem ele. Vou continuar a sair com as amigas e jantar fora com o pai. É muito importante que se habitue a ir dormir a casa dos avós. Tenho muitos sobrinhos, e muito mais experiência que a maioria das mães. Só me falta ser mãe porque de resto os bebés não têm segredos para mim.
2016 grávida do terceiro filho:
Só sei que nada sei.
Vai tudo depender de como ela for.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Cenas fixes
Tanta e tanta gente que enfrenta tantos problemas laborais só por engravidar, tantas mães que perdem o emprego, eu sei que ninguém me está a oferecer um contrato nem um salário todos os meses, e que para poder receber vou ter de dar o litro, trabalhar aos fins de semana, fazer propostas, preparar projectos que muitas vezes nem saem do papel; mas ainda assim, e tendo em conta que foi a vida que escolhi (e que tenho a sorte de poder ter escolhido) que fixe que é que a minha barriga gigante não seja um impedimento para a minha realização profissional.
Nesta gravidez já vão duas entrevistas, duas novas colaborações - tecnicamente são três, mas na primeira nem eu própria sabia que estava grávida - que se adaptam ao meu estado, ao meu tempo, à minha disponibilidade.
Passei tanto tempo à espera disto. Tantas e tantas vezes que bati a portas e mais portas sem me deixarem entrar, numa altura em que se calhar até tinha sido mais fácil. Ver o meu CV valorizado independentemente que carregar o terceiro filho na barriga, é coisa que me deixa mesmo contente.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Trabalho
Músicas por que vale a pena viver
Enjoy!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
E em véspera do dia da restauração da independência...
...cruzo-me em Lisboa com o rei Felipe de Espanha.
domingo, 27 de novembro de 2016
Barriga grande tens tu!
- ainda consigo apertar o casaco da farda na perfeição
- ainda consigo apertar a gabardine que era da minha mãe (que era bem elegante por sinal), também na perfeição
- hoje consegui cortar as minhas próprias unhas dos pés, claro está, na perfeição!
E pelos vistos nem estou assim tão grande, caramba!
sábado, 26 de novembro de 2016
Antes e agora II
Tenho uma fotografia tirada em Agosto de 2014 na porta do frigorífico.
Pensamentos que me ocorrem quando olho para ela, Antes e Agora:
Até à Primavera de 2016 - "Que gorda que eu estava nesta altura... Olha-me aqueles braços, aquele pneu, estou muito melhor agora! "
Desde o Verão de 2016 - "Oh pá, olha-me aqueles bracinhos, aquele top assentava-me tão bem, será que vou conseguir estar assim no próximo Verão?? "
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Favas contadas
Detesto números. Já aqui o disse, e enquanto os meus filhos não lêem o blog posso repetir: detesto números, detesto matemática, detesto contar, adicionar, dividir seja o que for.
Ainda assim, dentro dos números simpatizo mais com números ímpares do que pares. Parecem-me talvez mais únicos, menos certinhos, e vai daí, gosto mais.
No entanto, toda a regra tem excepção, e essa excepção ocorre quando... esta que vão escreve compra fruta.
(achavam que este post ia ser interessante? Eh eh eh não vai.)
Sou incapaz, mas mesmo incapaz de meter fruta no saco sem contar o número de peças, e sou incapaz, mas mesmo incapaz de comprar fruta em número ímpar. Não há cá 9 laranjas ou 11 maçãs. Jamais! Tudo contadinho e em número par, para dar certinho direitinho.
Tudo menos... as bananas (porquê? Não sei!). As bananas agarro em dois cachos, um mais verde que o outro, e nem me ocorre contar.
Cenas dos próximos capítulos: quando formos 5 a comer fruta cá em casa, continuarei eu a comprar fruta em número par? Ou em multiplos de 5? Passarei agora a contar as bananas, só porque me lembrei que nunca o faço?
Mantenham-se desse lado, leitores, que logo vos conto tudinho.
Ser mãe = ser stressada
Os meus dois filhos mais velhos foram bebés muito sossegadinhos na barriga. Raramente se mexiam estando eu fora de casa, muito raramente se alguém me tocava na barriga para os sentir, e muito menos se eu estivesse a falar. Nasceram bebés muito diferentes, mas a verdade é que o seu comportamento na barriga era idêntico. E eu stressada uma e outra vez porque não os sentia mexer como achava que devia.
Desta vez a miúda não pára um segundo. É nas visitas, é no carro, na caixa do supermercado, sentada ou de pé lá anda ela sempre de um lado para o outro, ora mexe mais em cima ora mexe mais em baixo e de lado. Já por duas vezes dei com desconhecidos a olhar para a minha barriga porque ela tinha dado um salto valente. E pronto, se por acaso me sento ou me vou deitar e ela fica uns minutos quietinha, lá fico eu stressada porque a menina não se mexe há 5 minutos.
Que canseira!
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Sem revistas
- Revistas de cusquices não me interessam muito, as mais rascas só têm gente que não conheço, as de maior qualidade tinham o Trump ou a mulher na capa e eu passo - uma coisa é ver no cabeleireiro outra é comprar;
- Revistas de moda dado o meu estado não me interessam para nada;
- Revistas de bebés pffffff.... não trazem nada de novo;
- Revistas de vida saudável, neste momento também não se adequam;
- Revistas de culinária fico enjoada só de olhar para as fotos;
- A Time Out... nem vou comentar (só se fosse para saber o que ando a perder)
- Revistas de viagens, digo o mesmo
- A Visão vinha com a Cristina Ferreira na capa e é pessoa que me irrita profundamente.
Vim embora de mãos a abanar.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Antes e agora
- Deito-me por volta das 24h
- Acordo às 6h
- Vou caminhar para o paredão, com o sol a nascer
- Regresso a casa às 7h
- Faço ginástica até às 7h30
- Duche e vestir
- Acordo-os por volta das 7h45
- Deito-me por volta das 21h30 ou 22h na loucura
- Decido começar a tomar duche à noite, para poder dormir mais 10 minutinhos de manhã e acordar só às 7h40
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
O stress e a imposição de ter muito que fazer
De vez em quando acontece encontrar lá gente, e há sempre aquele intuito de "fazer conversa".
Normalmente até são senhoras mais velhas, encantadas com a novidade, e que acabam por meter conversa por causa da minha barriga.
Hoje estava eu à espera da roupa e entra uma mãe, não mais velha que eu, com um bebé pequenino no sling (nem deu para o ver, devia ser mesmo pequenino).
Eu estava sentada a ver o telemóvel e a comer uma maçã, e a mãe entrou com um grande saco e a falar "com o bebé". E enquanto falava com o bebé contava que tinha mais filhos, percebi que são 3 ao todo, ela disse os nomes e tudo, e comentou que ainda tinha mais roupa para lavar em casa. Tudo isto sem se dirigir a mim, sempre a falar com o bebé.
Deixou a sua roupa e saiu, e quando voltou estava eu a dobrar a minha, usando as mesas que lá estão para o efeito. A roupa sai seca e com muito poucos vincos, se for dobrada na hora fica impecável, não precisa de ser passada a ferro.
Hoje eram duas máquinas de roupa deles, pelo que era bastante a roupa para dobrar - apesar de no total levar uns 15 minutos.
E pronto, continuando sempre a falar com o seu bebé, esta mãe parece que sentiu necessidade de se justificar com o muito que tinha para fazer, para não ficar ali a dobrar a sua roupa também. Enquanto a máquina acabava referiu-o várias vezes, e depois enquanto atirava com a sua roupa directamente do secador para o saco repetiu várias vezes, sempre falando com o bebé, que não podiam ficar ali a dobrar, que não tinha vida para aquilo, que tinham imensa coisa que fazer.
Parecia que tinha porque tinha de se justificar perante... uma estranha que não conhece de lado nenhum e que está na lavandaria à mesma hora.
Seria suposto eu sentir-me pressionada por não ter nada para fazer? Justificar-me eu também pelo facto de estar ali a dobrar a minha roupa a meio da manhã?
Fiquei só em silêncio.
Este é apenas um exemplo, pois a sociedade está cheia de mensagens deste tipo. Parece que temos de andar sempre a mil à hora, de ter imensos novos projectos, de ter fazer imensa coisa, e principalmente temos de o dizer a toda a gente. Porquê?
Ora eu, que vivo tão bem com o meu tempo planeado à minha maneira, que aprendi tão bem a dizer não e sim quando me parece demais, e que não estou nem aí para o que pensam ou não do que digo e faço, acho isto tudo muito estranho.
Já nem falo da necessidade de ter muito que fazer, mas o facto de ter de o dizer.
Não tem mal nenhum ter muito para fazer, mas bolas, não tem mal nenhum mesmo não ter nada para fazer também.
Dobrar roupa com vagar, caminhar no paredão, ficar sentada a ver o pôr do sol, ver um programa parvo na tv, ler um livro só porque sim.
Ninguém tem nada com isso, gente.
Cada um sabe de si.
E às 27 quase 28 semanas...
Acho que não sou uma mãe consumista.
De todo.
As hormonas, pá....
- o Trump foi eleito presidente dos EUA
- sobes umas escadas e sentes-te incrivelmente cansada e achas que não vais aguentar mais
- morreu o Leonard Cohen
- achas que o teu marido está quase a chegar, mas depois ele liga e recorda-te que é dia de jogar futebol com os amigos
- sentes um cheiro nauseabundo, tens um vómito e não estavas à espera
- começas a pensar na amamentação e convences-te de que desta vez não vais ter leite
... e os homens que têm filhos sem passar por nada disto...
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Gravidez aos 38 não é...
... para meninas.
É para Mulheres crescidas e com M grande.
Bolas que estou cansada...
Já não tenho (mesmo) 20 anos!
Nem 30, vá...
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Trabalhar em turismo
Também é chegar a Novembro e respirar fundo por haver finalmente lugares de estacionamento, pouca gente nas bilheteiras, casas de banho livres quando precisamos, cafés onde realmente cabemos para beber uma bica rápida ao balcão.
No fundo é agradecer sempre a onda de turismo que nos invade, que muitas coisas boas nos traz, mas ficar aliviada quando finalmente a época alta nos dá tréguas.
Aquele momento em que...
Finalmente o calor acalma e sentes o fresco do outono a chegar, e recebes duas mensagens ao mesmo tempo: da prima grávida a celebrar contigo no fim do calor, e das amigas friorentas que planeiam acender a lareira ao chegar a casa...
domingo, 6 de novembro de 2016
Gravidez aos 38 é...
... Entre outras coisas:
Ser a única grávida no grupo de amigos, pelo que é vê-los organizar jantarada, ir sair à noite, combinar coisas em cima da hora, e não ter pedalada para os acompanhar...
É viver muito bem com a minha decisão, e saber que daqui a dois anos lá estarei a fazer o mesmo que eles...
É ouvir muito poucas vezes "é o primeiro?" e muitas mais "mas não é o primeiro, pois não?"
É ter de ouvir comentários do género "nunca pensei que fosses ao terceiro!", "achava que já tinhas fechado a loja!" ou mesmo "quando me disseram nem acreditei, achei que não eras tu!".
É sentir que estou com mais rugas do que há uns meses atrás.
É conseguir mesmo estabelecer prioridades, e com consciência dizer que "não" quando acho que não devo ou não posso fazer uma coisa.
É de vez em quando fazer contas e pensar na idade que vou ter quando ela entrar para escola, começar a sair à noite ou tirar a carta.
É viver tudo isto com mais calma e tentar aproveitar melhor cada momento.
É no fundo, no fundo, saber que em princípio será a última vez.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Missão cumprida
E pela primeira vez tenho uma caixa com o letreiro "Roupa dos 3 para 2018", com as coisas que me vão passando e ainda estão grandes.
Foi só mesmo pela piada de escrever "dos 3" porque do mais velho é mesmo só uma t-shirt. O resto é das miúdas, claro...
E finalmente estou a conseguir reduzir a quantidade de roupa (dela, lá está), pois o que me passam é tanto que nem dou vazão! E não vale a pena ter as gavetas cheias para usar só as coisas que estão em cima!
E aos poucos a coisa começa a ganhar forma - ou a ganhar espaço.
Ainda há muito por fazer. Muito mesmo.
E não, ainda nem comecei sequer a pensar em organizar as roupas de bebé...
(e com a quantidade de trabalho e o stress do Natal não estou a ver quando é que isso vai acontecer... ai...)
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Clássico feriado
E que crescida te sentes ao olhar para o guarda roupa meio vazio e encontrar finalmente um pouco de espaço para a filha que vai nascer.
Tivessem todas as semanas um feriado assim...
Horário de inverno
Pensava que era só uma noite, já vamos em três!
domingo, 30 de outubro de 2016
E este calorzinho, hã?
Também gostava de saber como as outras grávidas estão a lidar com este calor.
Eu já não o suporto...
Nem me reconheço, a mulher do verão, a que anseia por dias com sol e calor seja em que estação do ano for! Mas este ano não.
Uma pessoa normal já tem dificuldade em escolher o que vestir neste tempo, ainda para mais com o guarda-roupa reduzido entre o que serve com o barrigão, o que se adequa ao local de trabalho e o que se aguenta com esta temperatura... Já não sei o que vestir, já não sei o que calçar, passo o dia a transpirar e nem posso ansiar pela praia porque já não tenho fato de banho que me sirva! (não comprei de grávida porque achei com sinceridade que não ia precisar de fato de banho no fim de Outubro!)
Venha de lá o frio, e desculpem-me (a sério, desculpem mesmo) mas venha de lá a chuva também!
(agora com o problema da roupa a secar resolvido, já estou por tudo!)
Verão 2016, já eras!
Cá te esperamos em grande força e com a duração que quiseres em 2017.
Adeus!
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
E na transição das 24 para as 25 semanas...
...já cá cantam uns quantos "está quase, não está?? "
Procissão no adro.
Pouco mais de meio.
Longe disso.
Não.
De todo.
(suspiro...)
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Nova moda (já antiga)
Na Holanda, na nossa primeira casa não tínhamos máquina de lavar (nem espaço para a ter), mas havia uma lavandaria ao fundo da rua que me deixou desde logo rendida.
As máquinas são muito maiores que as de casa, tal como as máquinas de secar (que nunca sequer tive em casa). Levava a roupa toda dos dois, fazia duas máquinas (separadas por cores), e uma de secar (onde cabia a roupa toda), no final a roupa sai sequinha e direitinha e é só dobrar ali mesmo. A roupa toda lavada e pronta a usar no tempo em que lemos alguns capítulos de um livro (e ainda me lembro dos livros que li sentadinha à espera da roupa nessa lavandaria). Um mimo.
No ano passado, como sabem, fartou-se de chover, e o drama da roupa acompanhou-nos e de que maneira. Tinha um estendal sempre cheio de roupa no escritório, com o desumidificador a funcionar dia e noite, e aquecedores espalhados pela casa sempre com roupa por cima também (coisa que eu sei que não se deve fazer...). Um tormento.
Às tantas uma colega de trabalho a quem me queixei deste problema sugeriu ir a uma lavandaria, nem que seja só para secar a roupa, e a verdade é que nos últimos anos surgiram algumas nas redondezas. Lá foi o Tê com dois ou três sacos de roupa molhada para descobrir que havia filas de horas de espera em todas as lavandarias da zona! Faz sentido, estava toda a gente com o mesmo problema... Mas regressar a casa com a roupa na mesma estava longe de fazer parte do plano...
E pois que há uns dias inaugurou mais uma lavandaria self-service mesmo ao pé da escola dos miúdos (e de minha casa), e hoje lá levei uma máquina de roupa para secar.
Que maravilha! Em pouco mais de meia hora - nem deu para ler quase nada - regressava a casa com a roupa seca, dobrada e pronta para por na gaveta.
Que saudades desta rapidez, desta eficácia de pôr a roupa a lavar e poder usar pouco depois!
Têm aqui uma cliente fiel!
Espero que tenham muito sucesso para se manterem abertos muito tempo (bem vou precisar quando formos 5 cá em casa) mas que esse sucesso aconteça fora do meu horário!
Terei um problema mesmo resolvido!
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Escrever
Recebeu um bloquinho e uma caneta colorida e vi-o a escrevinhar, muito concentrado. Achei sinceramente que estava a desenhar.
Há pouco folheei o bloco e estavam várias folhas escritas, com frases completas do que lhe vai na alma, sentimentos e desejos. E sem um erro.
O meu mais velho, o meu primeiro bebé, o meu filho que me espanta pela capacidade e rapidez na matemática, também gosta de escrever!!!
Estou que nem aguento, entre o orgulho e a estranheza de como estas coisas passam pela genética.
O meu filho que tão pouco tem de parecido comigo, consegue ser tão igual a mim!
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Miss Simpatia
Acabada de me deitar na marquesa com a barriga destapada, ela olha para mim e dispara:
"Esse excesso de peso já vinha de antes ou é só da gravidez??"
Achei o comentário tão parvo e a despropósito que acho que nem lhe respondi.
O que vale é que nestas coisas a idade e a experiência acabam por jogar a nosso favor, mas uma frase destas dita a uma grávida de primeira viagem é a coisa para a deixar de lágrima nos olhos, digo eu...
Principalmente porque aquilo que estamos ali a fazer é um exame ao coração do bebé e não propriamente uma consulta de nutrição...
(e estava tudo bem com o coração do meu bebé, que é o que me importa neste momento - é só um exame de rotina para grávidas com mais de 38 anos. Com os pneus da barriga vou-me preocupar - e muito! - lá para Fevereiro ou Março. Aguardem...)
7 anos
Há 7 anos nasceu ele como pessoa, e nós como pais.
Há 7 anos que andamos nesta aventura da parentalidade, e que bom que tem sido.
Há 7 anos, ou pouco depois dele ter nascido, já tínhamos aprendido muitas coisas:
- que nisto de ter filhos não há certos nem errados, que ninguém tem um conhecimento profundo que possa avaliar o nosso desempenho e apontar o que fazemos mal ou bem... pois para o mal e para o bem ninguém tem um filho como o nosso
- que as pessoas falam, falam, falam demais, mandam bitaites, emitem opiniões, falam de barriga cheia como se fossem donas da razão e metem-se onde não são chamadas
- que no meio dessas pessoas há algumas que têm coisas importantes e dicas que devemos ouvir - temos de escolhe-las a dedo e tê-las por perto, e ignorar tudo o resto
- que isto de ser mãe não tem nada a ver com ser tia, fazer babysitting, ter um curso de educadora ou saber imenso de bebés. E que às vezes até atrapalha.
- que a privação do sono é lixada, que não foi usada como tortura por acaso, que nos faz sentir à beira da loucura e até cometer algumas loucuras mesmo.
- que a noite é longa, longa, longa, mas com o nascer do dia tudo melhora.
- que amamentar não emagrece. Tal como há pessoas que engordam só de olhar a montra dos bolos, também as há que engordam - e muito! - estando a amamentar
- que o medo e a culpa passam a fazer parte da nossa vida, e só temos de saber lidar com isso
- que o nosso bebé pode ser totalmente diferente do que imaginámos, e ser tudo o que sonhámos ao mesmo tempo. E ainda melhor do que alguma vez ousámos desejar!
- que o mais simples plano - vou acabar a torrada e tomar um duche, vou lavar os dentes e dormir, vou começar a jantar - pode e vai sair furado, alterado, modificado para sempre, tantas e tantas vezes que às tantas nem vale a pena planear seja o que for
- que é impossível imaginar como foi possível viver tanto tempo, como conseguimos de facto viver plenamente e ser felizes - muito felizes mesmo! - sem aquele nico de gente existir
Parabéns a nós que temos a sorte de o ter na nossa vida.
sábado, 15 de outubro de 2016
Crise de meia idade
Esta gravidez aos 38 anos deixou o meu corpo confuso.
Ando cheia de borbulhas feita adolescente e com ciática feita senhora idosa.
Claramente não sabe bem para que idade se virar...
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Perceber como anda a 3ª idade deste país em dois passos
2) tirar senha e esperar a sua vez na Caixa Geral de Depósitos
Devia ser obrigatório para qualquer cargo de poder em todo o país.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Trabalhar em turismo...
... É ficar presa no trânsito no centro histórico de Sintra, ao sábado à tarde, entre uma charrete, 300 tuk tuks, 10 carrinhas de turistas e o resto eram carros alugados. E eu.
O que vale é que lá consegui dar a volta e meter por uma ruela que não deve vir nos guias, e assim escapar a uma seca de sei lá quantas horas à vinda do trabalho, quando tinha a família toda a curtir o fim-de-semana à minha espera...
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Filho mais giro de sempre
A propósito do feriado falei-lhes da implantação da República, e do fim da monarquia em Portugal.
Diz o meu mais velho, a propósito de D. Manuel II:
"oh mãe o D. Manuel II era neto do D. Luís??"
Nerd mais querido de sua mãe!
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Ser free lancer...
"Bem vinda à equipa!"
E sim, eu tinha avisado anteriormente por e-mail que estou grávida, que o meu tempo é escasso e será nenhum a partir de Janeiro.
Ainda assim, há espaço para fazer parte do projecto, na medida da minha vontade e possibilidade.
Adoro.
Um tema recorrente aqui no blog
Diz-me uma amiga, que até foi mãe há relativamente pouco tempo, com um ar saudosista cheia de inveja boa:
- "oh pá, nem acredito que daqui a pouco tempo vais estar a dar de mamar outra vez... que saudades..."
Pois é amigos, daqui a pouco teremos novidades sobre o tema mais recorrente por essa blogoesfera fora, e que já valeu uma entrevista e uma participação num livro por parte desta que vos escreve.
Confesso que já nem me lembrava dessa parte, que como sabeis está longe de ser a minha favorita nisto de ter um bebé, mas pronto...
E com isto deixo-vos com o primeiro post desta temporada com o tema da amamentação!
Está aberta a sessão.
Estou cheia de curiosidade de ver o que me (nos) espera.
Stay tuned!
Cena fixe
Esta, ainda por cima, mexe-se bastante mais que os irmãos, e em muitas mais ocasiões, pelo que é dar comigo a sorrir para mim mesma ao longo do dia, nas mais variadas situações.
Aposto que já tinha feito um post como este, mas é mesmo mesmo bom!
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
É só o mau feitio da grávida a falar
E esta porcaria deste calor acaba quando, hã???
Não se aguentaaaaaaa!
As férias acabaram, se não é para estar na praia, é para vir o fresquinho, tá?
Jasus!
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Não é o grande irmão que olha para nós...
... Mas sim os nossos filhos.
Mesmo quando achamos que não.
A conversa no outro dia de manhã antes da escola foi sobre um anel que uso diariamente, aliás nunca o tiro, e que era da minha mãe (que também nunca o tirou desde que o recebeu).
Ela perguntou porque é que eu o usava e se era porque me lembrava a minha mãe.
Respondi que sim.
Comentário do mais velho:
"oh mãe, eu sei como é que foi. Depois da Teté morrer tu e as tuas irmãs espalharam tudo em cima da cama. Depois uma dizia que queria ficar com uma coisa e as outras diziam que sim. E quando não sabiam, tiravam à sorte. Foi assim, não foi, mãe?"
E foi. Foi mesmo assim.
Obviamente sem bulhas, sem discordâncias, tudo pacífico entre as três e com apontamentos de humor até, como não podia deixar de ser.
E o que mais me surpreendeu é que eu diria que eles não tinham visto nada, porque estivemos sempre à porta fechada.
Mas viram, e o mais importante, retiveram aquilo que viram, e nunca mais se esqueceram.
Que se lembrem sempre, e que sigam o exemplo quando for a sua vez de dividir as coisas.
Estão sempre a olhar para nós, nunca nos esqueçamos disso.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
25 anos de Nevermind
Há 25 anos o Nevermind e os Nirvana marcaram a minha vida, e mudaram o mundo.
Há 25 anos eu andava no 8º ano. Usava calças Levis, ténis All Star e camisolas da Quebra-Mar (as da Amarras eram demasiado caras). Tinha um cabelão louro quase branco, cheio de ondas a cair pelos ombros. Andava no colégio de sempre, e odiava. Tinha uma mochila da Hang Loose cinzenta e preta. O walkam da Sony também cinzento, com Mega Bass, que permitia ouvir com melhor ou menor qualidade de som. Rebobinava as cassetes com a caneta para não gastar pilha.
O quarto com a porta fechada. Os amigos surfistas e do rugby, as tardes passadas na praia, as parvoíces com a melhor amiga, numa amizade intensa que acabou apenas por durar esse mesmo ano.
A stora de ciências que gritava e deitava perdigotos por todos os lados, a stora de inglês que não se calava com os Beatles, a stora de português e directora de turma, sempre de saia-casaco e salto altíssimo.
As paixões assolapadas, fulminantes, os namoros de uma semana, o coração partido e recomposto em menos de nada
E aquela vontade de mudar, de sair, de conhecer mais.
Aquela sensação de que a adolescência chegou, e já não há como voltar atrás.
O 8º ano acabou, e com ele muita coisa mudou, de facto.
O mundo da música não voltou a ser o mesmo. Nem eu.
Recordar é viver
Hoje a propósito de uma busca por fotografias, fiquei com eles a ver vídeos deles em pequenos - corria o ano de 2012 em diante.
Vídeo sim vídeo não acaba com os dois à pêra, ou ao moche.
Vídeo sim vídeo sim acaba com ela aos guinchos e a refilar.
Eu já não me lembrava nada deles nessas idades, e de facto do me lembro é do stress em que vivia.
Vivia?
Vivo, caraças. Ainda hoje de manhã a cena entre os dois foi tal que eu fiquei com os nervos em franja e por pouco não me saiu o pequeno-almoço borda fora.
E só penso, pobre criatura que eu carrego na barriga, que foste calhar nesta família de doidos...
Espero que este 3o elemento sirva de distração e não venha atiçar ainda mais esta guerra...
Ainda falam eles em ter um cão! Irra!
Saída do baú
Me-do!
sábado, 24 de setembro de 2016
Alergias
Mal fiz o teste, em pleno Junho (época alta de alergias para quem não sabe) deixei logo de tomar a minha medicação, que me tem acompanhado nos últimos dois anos e permitido viver com qualidade de vida, sem espirros e nariz entupido.
O resultado é fácil de prever...
Ou bem que passo os meus dias na praia, ou então qualquer ida ao parque torna-se um verdadeiro pesadelo. E isto para quem passou o verão a trabalhar com crianças em diferentes ATL torna as coisas mais desafiantes... Ele foi piqueniques, jogos na natureza, caças ao tesouro, brincadeiras variadas, e eu a gastar lenços de papel e soro fisiológico a rodos, para me aguentar à bomboca...
E só agora começa o Outono, que é a segunda época alta de alergias, ficam a saber. E agora sem praia para compensar.
Quase que me apetecia saltar já para o Inverno...
Sobre os TPC
Também eu mesma já deixei aqui algures a minha opinião sobre o assunto - sou contra, fiquei traumatizada com a quantidade de TPC que fiz na primária (eram mesmo às carradas).
No ano passado na primeira reunião perguntei logo qual a opinião do professor. Ah e tal, que os TPC dependem da capacidade de trabalho do grupo pois durante o dia têm de ir fazendo pausas e por isso às vezes ficam coisas para fazer em casa. Suspiro.
Foi um ano de TPC praticamente todos os dia, e bem me custou (a mim) adaptar a esta realidade...
Menos mal que o rapaz lá se orientou, e despachava a coisa em 15 minutos.
Este ano mudou de professora, e ficamos logo a saber que TPC só ao fim de semana e de vez em quando à 4ª feira.
Senhores, que alívio...
Os finais de dia são aproveitados para ir ao parque, em breve começa o futsal, e só de pensar que depois de os ir buscar não tenho de estar em stress de ir para casa para ele fazer os TPC até fico mais bem disposta.
Não há pachorra senhores, uma pessoa passa o dia a trabalhar, quer é estar com tempo de qualidade com os filhos quando chega a casa, não é a fazer cópias e contas com um enquanto a outra brinca sozinha ou está a chatear e a chamar a atenção...
Abençoada professora que o irá acompanhar até ao 4º ano!
terça-feira, 20 de setembro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Sotaque
Além de reparar, imita na perfeição.
Passámos férias no norte do país, com a minha família do Porto, e pois que ao fim de dois dias já ela brincava com os primos com uma pronuncia do Nuorte perfeita.
As aulas começaram há dois dias, e ela arranjou uma nova amiga.
Brasileira.
E vocês já sábem o qui mi ispera, né?
Haja paciência...
Coisas boas da reciclagem (e más da burocracia)
(papel da gestão de refeições da escola, cujos pagamentos são feitos através de um site onde já estamos inscritos há dois anos, e aquando da inscrição na escola deixámos claro que sim, que queremos que os miúdos almocem na escola - até porque era isso ou ir busca-los porque nem podemos levar almoço mas adiante - pois que enviam um papel com uma inscrição num sistema onde já estamos inscritos e eu claro, pensei que fosse para os alunos novos e deitei fora. Pois que não, que é para preencher e entregar porque depois na escola vão ter de inserir os dados um a um por aluno, como se fosse a primeira vez. Só vamos poder pagar os almoços lá para o Natal porque aquilo ainda demora a inserir como devem calcular, e a nossa conta vai avolumando semana após semana com os almoços dos dois. Faz sentido isto?)
domingo, 18 de setembro de 2016
A conta que Deus fez
Ontem perguntaram-me quantos filhos tenho, e pela primeira vez a resposta saiu sem pensar:
- Três!
No outro dia na consulta dos 5 anos perguntaram à minha filha quantos manos tem, e ela sorriu, olhou para mim respondeu:
- Dois!
Podemos não ter espaço para ela cá em casa (que não temos) mas já tem espaço no nosso coração.
(e já não é mau!)
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Aquele estranho momento em que...
Depois percebes que o que se está a passar é um exercício de grupo em que todos se vão sentar ao colo do colega do lado..
Olhas para o lado e percebes que tu e a tua grande barriga se vão ter de sentar ao colo da colega mais magrinha e pequenina do grupo.
(e só imagino a cara dela quando me viu entrar na roda mesmo ao lado dela...)
Disclaimer:
O exercício funciona porque há uma distribuição de forças. O peso de cada um não corresponde ao peso real, porque fica distribuído por todos. Por isso não, não esmaguei a rapariga, e também não me custou ter uma colega sentada no meu colo também. Ufa...
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Até enjoa...
Dizem que amanhã vai chover e eu já apanhei (hoje) a roupa do estendal.
Afinal o improvável pode mesmo acontecer!
Querem vocês ver que é com esta filha que eu me organizo de uma vez, hã?
Será mesmo que à terceira é de vez??
(mais uma vez: não vai ser...mas nós continuamos a tentar)
domingo, 11 de setembro de 2016
Era tão bom...
Hoje temos refeições feitas para a semana, diferentes lanches no congelador, e despachámos uma data de coisas que claramente estavam a mais cá em casa.
E não, não passámos o domingo fechados em casa - fomos à praia, e que bem que soube.
Agora era repetir isto todos os fins de semana até Junho e a nossa vida era muito mais fácil.
(spoiler alert: não vai ser...)
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Regresso à escola
E não, (ainda) não voltei a estudar.
Mas um dos desafios desta rentrée, que vai começar agora a sério, mas que no fundo já começou no verão, implica voltar a estudar coisas em que não pegava há mais de 10 anos, em que nunca mais voltei a pegar.
Assim hoje o meu dia foi dedicado, não às arrumações (eh eh eh) mas a recuperar o assírios, a era acménida, os partas, a dinastia Sassânida, o período ptolomaico ou arcaico e tantos outros palavrões de que vos vou poupar.
E não fossem os apontamentos estarem com a minha letra (de 2003 ou coisa que o valha) e eu quase jurava que nunca tinha ouvido falar em nada disto.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Ainda as (des)arrumações
Quem tem sempre a casa arrumada é porque:
- tem poucas coisas?
- tem uma empregada todo o santo dia, que mesmo que a sala fique caótica à noite está sempre impecável na manhã seguinte?
- tem uma empregada interna que tem insónias e trabalha de noite também?
- tem filhos que de facto só brincam no seu quarto?
- os filhos não têm brinquedos?
- os filhos só jogam playstations e afins, e por isso não desarrumam nada?
- os filhos são escravos e fazem tudo em casa?
- não tem filhos, nem gato, nem cão?
- não trabalham e passam o dia a arrumar?
- arrumam a casa desde que entram até que se vão deitar?
- mal compram uma coisa deitam fora outra para não acumular?
- têm uma arrecadação com o dobro do tamanho da casa, toda desarrumada?
- têm uma outra casa onde moram realmente, usando a outra casa só quando têm visitas?
Que tenho na mesa da sala tesouras, livros a ser lidos e outros que não, panfletos do supermercado, facturas dos livros escolares, um porta moedas, um pacote de lenços de papel, só para enumerar aquilo que eu consigo ver daqui? E não há brinquedos porque acabei de os ir arrumar, muito a contragosto, num quarto a abarrotar onde dormem duas crianças e onde aparentemente vamos ter de meter mais uma pelo menos durante um tempo...
Estas coisas consomem-me, pá.
Não nasci para isto.
Coisas que eu já deveria ter feito
Por mais voltas que dê, não cabe.
Passei o dia em arrumações e mesmo assim o máximo que consegui foi dar três passos dentro do escritório (coisa que até agora não podia).
Escritório esse que ou muito me engano ou vai ter de levar uma volta. Das grandes.
Tipo tirar tudo o que lá está e transforma-lo noutra coisa. Talvez um quarto de estudo e de brincadeiras. Talvez um quarto de bebé ou de rapaz crescido.
E onde é que ponho tudo o que lá está? Não faço ideia.
Agora percebo as pessoas que fecham as varandas para marquise.
E continuo sem perceber as pessoas que adoram arrumações. E que começam e vai tudo por ali fora! E que não descansam enquanto não está tudo num brinco!
Eu mal começo e já estou a deprimir... Tanta coisa tão mais interessante para fazer, senhores...
Já me lembrei de esperar até às 38 semanas de gravidez, que dizem que dá uma fúria arrumadora às mamãs, que se põe a arrumar tudo e mais alguma coisa para preparar a chegada do bebé (o chamado "nesting"), mas se bem me conheço, esse fenómeno não me atinge...
Acho que este fica a dormir connosco até sair de casa.
Vamos ver o que é mais forte, a minha aversão a arrumações ou ao co-sleeping.
Gravidez nº3: as diferenças
- os enjoos, as náuseas, o mal-estar, 100 vezes pior do que das outras vezes. Sim, das outras vezes estava a trabalhar em casa e não tinha que levar com cheiros estranhos, mas desta vez o primeiro trimestre foi por demais...
- enjoei o cheiro do palácio onde trabalhei 3 semanas, o cheiro da casa-de-banho desse palácio, o cheiro dos materiais que usámos com as crianças, enjoei o sabor da água da torneira, da manteiga de amendoim, da manteiga de amêndoa que tinha comprado para experimentar. Não enjoei café, que foi das primeiras coisas das outras vezes.
- muito mais falta de energia, também porque estive a trabalhar intensamente e fora de casa, coisa que das outras vezes não aconteceu, mas era um tormento ter de me levantar da cama, ter de arrastar até à hora de almoço, estar sempre com fome e vontade de petiscar algo na esperança de passar o enjoo (ilusão, não passa), ir para casa ao fim do dia a aproveitar os semáforos vermelhos da marginal para fechar os olhos um bocadinho (o perigo!). Estava tão mal que uma colega sem fazer ideia de nada acabou por perceber...
- desta vez fiz um e apenas um teste de gravidez. Não fiz na farmácia nem comprei duas ou três marcas diferentes como das outras vezes. Ou bem que era ou bem que não era, pelo que marquei uma eco logo que possível para tirar teimas, e poupei o dinheiro desses testes extra.
- por questões práticas (e financeiras, sejamos sinceros) esta gravidez está a ser seguida pelo SNS. O meu centro de saúde teve obras entretanto, abriu uma nova unidade (mais pequena) para onde fomos transferidos, e a nossa médica de família habitual (com quem eu não simpatizava nada) reformou-se e foi substituída por uma médica de quem estou a gostar bastante. Já fiz a primeira eco no Hospital aqui da zona, e até agora só posso dizer bem. Em princípio vai nascer lá e não na MAC, por uma questão prática (já lá tenho o meu processo) e porque tenho muito boas referências das equipas que lá trabalham (algumas pessoas vêm da MAC), mas essa decisão ainda tem de ser amadurecida.
- estava em muito melhor forma quando engravidei desta vez do que das outras, após 1 ano de exercício físico diário (apesar de isso não se traduzir na balança...) e tenho tentado manter uma rotina de exercício físico adaptado ao novo estado (é só pesquisar no youtube, há imensos vídeos de exercícios na gravidez, tendo luz verde do médico e sabendo o que se pode e não fazer, tudo ok). Chamar-lhe rotina é precipitado... fiz exercício algumas vezes no primeiro trimestre (em que andei a cair para o lado com falta de energia), depois parei nas férias e agora pretendo retomar. Enfim, tenho muita esperança que isto faça com que consiga recuperar a minha silhueta invejável logo após o parto, para conseguir tirar fotos à porta da maternidade de calças justas e top como se estivesse de visita. Stay focused!
- das outras vezes só soubemos o sexo do bebé às 22 semanas, desta vez soubemos às 12. Depois de todo este alarido em volta do nome, de já toda a gente chamar o bebé por "Teresinha" e de ter já algumas coisitas cor de rosa, só espero que a médica não se tenha enganado!
- das outras vezes eu era uma entre muitas grávidas, e os meus filhos têm primos e filhos de amigos da mesma idade (com dias de diferença, mesmo!), desta vez tenho apenas uma prima e uma amiga (colega de trabalho), ambas bem mais novas que eu e ambas a caminho do segundo e não do terceiro. É bom ter com quem desabafar das coisas más e partilhar as coisas boas, e eu percebo que quem já passou por isto há um tempo não tenha paciência, como eu não tinha há 1 ano atrás. São tudo fases e as hormonas fazem o resto.
sábado, 3 de setembro de 2016
De regresso...
Pelo caminho, muita vontade de dar uma volta a esta casa e de me desfazer de uma data de coisas que só ocupam espaço... Somos 4 agora, em breve seremos 5, e esta casa não estica (nem nenhuma outra, de resto).
Depois de 3 meses de trabalho enjoada e a cair pelos cantos, e mais 3 semanas de férias com aquele boost de energia que só o segundo trimestre nos traz, haja forças para esta empreitada, dentro e fora de casa.
Feliz regresso, caros leitores, e boas férias se ainda for o caso!
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Fériaaaaaaas!!!
Vão ser 3 semanas sem posts.
Vocês conseguem, e eu também.
Até lá!
14 semanas mais coisa menos coisa
E pois que sim, que é verdade, 5 anos depois resolvemos dar mais uma oportunidade ao mundo de desfrutar de um baby feito por nós.
Altura certa não é nem nunca será, vida assente não temos nem teremos, e por isso mal por mal onde comem 4 comem 5, e mais vale agora que depois ainda perdíamos a coragem...
Eu sou 3ª filha, e claro que tinha de tentar ir ao 3º também...
Estamos tão contentes, todos. Mesmo, mesmo felizes. E que sorte que este bebé tem de vir parar a esta família já completa, já cheia de gente (como eu tive, percebo-o agora).
Está a ser em tudo diferente das outras vezes, mas isso é matéria para outro post.
Está tudo bem, já sabemos que é uma menina, e claro que vai ter o nome da minha mãe.
Sempre tão emocionante e espantosa esta nossa capacidade de nos multiplicarmos e fazermos novas pessoas.
Juntem-se a mim a acompanhar o crescimento e a vida da nossa Maria Teresa!
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Constatação
Nem com os meses e meses de chuva nos safamos dos incêndios no Verão.
Com esta caloraça é difícil lembrar, mas este inverno e primavera choveu que se fartou.
domingo, 7 de agosto de 2016
domingo, 31 de julho de 2016
Fora de época (ou Coisas que me enervam)
Abrir o e-mail e ler "Dicas para um regresso às aulas feliz".
Senhores... passamos o ano inteiro - inteirinho - a sonhar com esta época. É para apreciar, é para desfrutar, é para aproveitar.
Queremos praia, areia, sal, esplanadas, gelados, vestidos frescos e havaianas.
Não queremos saber de mochilas nem cachecóis.
O Outono é engraçadinho sim senhor, o Natal é mágico sim senhor e a Primavera só interessa porque antecede o Verão.
Só nos importa o Verão, no fundo. O resto são estratégias para nos aguentarmos o resto do ano.
Guardem lá essas conversas para a época devida.
Obrigada.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Ano e meio hoje
E as saudades são tantas tantas tantas.
Foi noutra vida e foi ontem ao mesmo tempo.
Parece mentira às vezes e noutras é tão real que nos corta por dentro.
E o que mais me surpreendeu nestes meses é que a vida não pára, a vida continua dia após dia, ninguém pára, nem pode parar.
Mas o vazio permanece.
E às vezes até parece que fica maior.
18 meses a tentar estar à altura da sua expectativa e a seguir em frente, apesar de tudo.
terça-feira, 26 de julho de 2016
Como não podia deixar de ser...
E também há cromos que os apanham.
Fica mais este post para memória futura, que algo me diz que estes vícios/jogos/parvoíces tal como chegam, hão-de partir, e daqui a uns meses já ninguém se lembra disto.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Para memória futura
Estamos sempre a reclamar do tempo, este ano choveu para caraças, e durante o dia estamos a trabalhar e a derreter, verdade, mas que saudades destas noites de verão, de andar sem casaco a toda a hora, desta brisa que nem chega a refrescar, de jantar na esplanada com os putos a brincar, sair da festa na piscina à hora de jantar mas ainda com vontade de dar um mergulho.
Não sei o que Agosto reserva, mas estes dias e estas noites já ninguém nos tira!
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Desculpem a monotonia do tema...
Ando cansada. Passei o fim-de-semana a preparar a semana, para depois muita coisa sair do previsto.
E a quantidade de vezes que os meus planos deram lugar a outros planos, que o abrir mão de uma coisa leva a outra melhor, isto tem sido um sem fim de experiências, de planos, de aprender com erros e seguir em frente.
Adoro.
E depois chego a um ponto em que olho para mim há 1 ano atrás e vejo diferenças, tanta coisa que mudou, tanta que aprendi, tantos medos ultrapassados, tantos dramas infundados também. Sempre me fez confusão estagnar, e ainda bem que consegui parar esse ciclo vicioso.
Hoje tive de tomar uma decisão difícil, que me custou a tomar, mas depois de tomada já fiquei tranquila. E foi ver as colegas a pensar "e se...?" e eu a manda-las parar de chorar sobre leite derramado. Decisão tomada, é seguir em frente.
Estou quase crescida, pá.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Ainda o trabalho
E uma das coisas melhores é mesmo o inesperado. Planeia-se uma coisa mas afinal sai tudo ao lado.
Supostamente esta semana seria para planear e preparar a próxima, mas afinal foi para preparar uma visita no domingo, no museu onde trabalhei há 11 anos, onde finalmente consegui voltar a colaborar. Ontem no meio do estudo aceitei uma visita para hoje de manhã. Ontem foi um dia de nervos, hoje superei mais este desafio.
E pensar que há 3 dias atrás nada disto estava previsto.
Adoro.
terça-feira, 12 de julho de 2016
E não é que ganhámos mesmo?
Pela primeira vez o melhor de um Europeu não foram só os convívios, os saltos de alegria, as cervejolas, o esforço que fazemos em estar todos juntos a ver a bola. Pela primeira vez trazemos a taça, caraças!
Inesquecível!
Não posso dizer que sempre acreditei. Não acreditei mesmo.
E não posso dizer que tenho muito orgulho no percurso que fizemos ao longo do Europeu, porque não tenho. Achei ridículo os empates com equipas inferiores, o passar mesmo à rasquinha. Se foi estratégia ou não, agora não interessa, correu tudo bem e a taça é nossa!
Estava à espera que a França marcasse logo ali aos primeiros 20 minutos, e só com a saída do Critiano Ronaldo é que, paradoxalmente, comecei a achar que era possível - estava tudo a correr ao contrário do previsto! Mas que não haja enganos, só depois do golo é que acreditei mesmo, e aí foi sofrer até ao fim. A minha cunhada teve a ideia de nos filmar nos últimos segundos do jogo, até ao apito final, e as imagens que se seguem são, como imaginam, de pura loucura...
20 anos depois e finalmente temos um motivo sério para festejar!
Venha daí o Mundial!
sexta-feira, 8 de julho de 2016
1 down, 4 more to go
Adoro tudo, mas estou que nem posso com uma gata pelo rabo...
E ainda agora começou!
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Sobre o Euro 2016...
E de repente fazemos contas e percebemos que já vemos juntos os jogos da selecção há 20 anos.
20 anos, bolas, e parece que foi ontem...
Dentro das lembranças de uns e de outros há quem se lembre dos momentos mais marcantes, da derrota com a República Checa em 1996, do Portugal x França em 2000 com o Abel Xavier a dar uma mãozinha, a todos os jogos do Euro 2004 vividos com a emoção única que só se viveu nessa altura. E das superstições, claro, desde os que não se podem sentar no sofá, às roupas que cada um pode ou não usar.
20 anos de amizade, 20 anos de diferenças clubísticas que se unem nestas ocasiões.
Venha a final, caraças. Nós por cá já ganhámos!
terça-feira, 5 de julho de 2016
A incrível capacidade...
Dois dias depois e parece que nem aconteceram...
domingo, 3 de julho de 2016
sábado, 25 de junho de 2016
Concordo tanto...
Gosto mesmo da blogoesfera e acho que não há nada que a substitua. Com tudo o que tem de mau e de bom.
De férias
Vou estar de papo para o ar, que o verão é feito de extremos - ou muito trabalho ou nenhum.
E nos próximos 7 dias trabalho só mesmo para o bronze.
Até ao meu regresso!
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Trabalhos de verão
E o bem que sabe, senhores?
Mesmo, mesmo bem.
Adoro o que faço e não me custa nada, mas sabe mesmo bem pensar na quantidade de fins de semana em que vou poder combinar coisas normalmente, como (quase) toda a gente.
Fixe.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Bem vindo, Verão!
Isto este ano estava difícil de chegar... Assim se mantenha, quentinho como se quer... Não queremos a primavera agora, Ok S. Pedro??
Por aqui a chegada do verão foi comemorada com uma ida à praia com amigos depois do trabalho. Eram quase 21h e ainda havia miúdos na água...
Bem vindo, Sr. Verão!
Espero que venha para ficar.
terça-feira, 14 de junho de 2016
Em 2016 como em 2004
O melhor dos europeus de futebol são os convívios.
Esses é que ninguém nos tira!
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Passo a passo
Este verão (se tudo correr como previsto) vai ser duro, vai ser cansativo, vai ser um desafio, mas bolas, foram anos e anos a tentar, que pensava que já não ia conseguir.
E durante todos estes anos tanta gente me disse que não, que quase me fez acreditar que tinha mesmo perdido o comboio.
Como dizia o John Locke do Lost "Don't tell me what I can't do!"
Tomem e embrulhem.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
A Pedra dos Sonhos
Deitada com as amigas numa praia que já não me lembro qual, mas onde apareciam inúmeros vendedores de tudo e mais alguma coisa (queijo assado, fruta, bikinis, marisco, água de côco, bijuteria...), lá apareceu mais uma vendedora, desta feita com um ar bastante alucinado.
E o que vendia esta menina?
Gnomos. Ou como ela dizia, com o seu ar de quem vive num mundo só dela, "Guinomos".
E pois que os guinomos eram feitos de fimo ou coisa parecida, e cada um tinha um poder qualquer. E nós dizíamos que não, e ela insistia e tirava guinomos e mais guinomos de dentro do saco que espalhava em cima das nossas toalhas. E nós que não e ela que não arredava pé e continuava a falar das virtudes de cada um. E nós começamos com um ataque de riso. E rimos, rimos, rimos enquanto ela desenrolava um rol de guinomos e mais guinomos, cada qual da sua cor e com o seu poder especial.
A dada altura lá percebeu que ninguém lhe ia comprar nenhum guinomo, mas pediu encarecidamente que ao menos cada uma de nós retirasse de dentro de um saco uma pequena pedra. E que ela diria qual o significado dessa dita pedra (com o intuito de comprar o respectivo gnomo, bem entendido).
Cada uma tirou uma pedra, de uma determinada cor e a menina lá explicou o que significava cada uma.
Chegou a minha vez. Lá tirei uma pequena pedra cinzenta, e ela disse que era a Pedra dos Sonhos.
Pensei "yeah, right..." mas continuei a ouvir o que ela tinha para dizer. E a verdade é que nunca mais me esqueci do que ela disse.
A Pedra dos Sonhos não era a que iria realizar todos os meus sonhos. A Pedra dos Sonhos era a que me iria permitir perceber quais dos meus sonhos eu iria conseguir concretizar. Era a que iria fazer com que eu deixasse os castelos nas nuvens e passasse a ter sonhos concretizáveis. A pedra que iria permitir ajustar os meus sonhos à minha realidade, e por isso permitir que eu fosse mais feliz porque em vez de perder tempo a sonhar com o impossível, eu iria conseguir concretizar os meus sonhos.
Insistiu para que nós (que já não nos estávamos a rir) ficássemos cada uma com a sua pedra, apesar de ninguém lhe ter comprado guinomo nenhum.
Não me lembro nada do que saiu a nenhuma das minhas amigas, mas esta questão dos sonhos nunca mais me saiu da cabeça.
E a verdade é que durante anos andei sem saber onde tinha a pedrinha, mas nunca a perdi. Foi comigo para a Holanda, esteve uns tempos na gaveta dos talheres, andou de casa em casa, regressou a Portugal e mudou outras tantas vezes de casa connosco, e hoje só não foi para o lixo por um triz, porque estive a sacudir uma bolsa e quando dei por ela lá estava a pedrinha num cantinho da bolsa, sem cair.
Não faço ideia quem era aquela mulher e provavelmente nunca a voltarei a ver, mas é curioso que logo hoje, dia em que finalmente concretizo um sonho que me estava atravessado exactamente desde 2005, tenha dado de caras com a Pedra dos Sonhos, que nunca me abandonou.
Claramente ela merecia que eu lhe tivesse comprado um guinomo...
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Dia dos anos
Dito assim até parece muito, mas acreditem que não é.
Como devem calcular, a vontade de festejar era nula, como aliás é a vontade de celebrar o que quer que seja. A ausência é mais difícil de suportar nesses dias.
Sentimentalismos à parte, gosto sempre de fazer alguma coisa diferente nesse dia e este ano consegui ter um dia à minha medida. Sem nada planeado, mas tudo a bater certo.
Passeio no paredão, primeiro mergulho do ano, almoço fora, bolo de anos do parque e jantar com mesa posta a preceito pelo pai.
Não me parece que possa pedir mais.
Foi um dia perfeito.
Quase ao abandono...
Mas não tem dado para tudo.
Olho para a lista de blogs ali do lado, e vejo que não sou a única...
Sinais dos tempos, é certo, mas fica prometido um regresso para breve.
Até porque esta quase adulta que vos escreve está ainda mais adulta desde a última vez que escreveu.
Aguardem e mantenham-se atentos.
sábado, 28 de maio de 2016
Ainda sobre o post anterior
E a escolha da boneca. Fomos trocar um presente que recebeu nos anos.
Esteve 3 dias a dizer que ia comprar uma Monster High, que são as bonecas mais parvas, monstruosas e feias que há na secção dos brinquedos. Não há piores, a sério.
Menos mal que lá a consegui convencer e acabou por trazer (outra) Anna do Frozen, mas até quando meus amigos, até quando até eu ter a casa cheia de zombies fashion, hã?
E vou-me calar com isto, Se não ainda alguém se lembra de fazer bonecos da série-ódio de estimação WD!
(vómito)
Bons exemplos
Percebes que estás a dar um bom exemplo quando na hora de escolher uma boneca a tua filha opta pela Barbie Ginasta, porque faz ginástica como a mãe!!!
(que amor!)
(mas acabou por trazer a Anna do Frozen, atenção...)
Aquele momento
...em que vais na rua com os dois e vês um ajuntamento de gente bem vestida, e um carro com balões e fitas de casamento. Ficas à espera para ver a noiva. A mais nova no excitex!
Quando aparecem os noivos... Eram dois homens.
Apesar de não haver vestido, ela não ficou decepcionada. Ele teve mais curiosidade e fez algumas perguntas.
No geral, ambos acharam normal.
E é para isto que se mudam as leis, para que as novas gerações mudem as mentalidades também.
(e estavam todos tão felizes!)
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Ferramenta criativa
Não há como ele.
Mas a verdade é que por vezes se põe a inventar e dá muitos tiros ao lado...
Não sei lá o que foi que eu pesquisei, mas ultimamente tem aparecido toda uma panóplia de receitas feitas "no liquidificador" (vindas do país-irmão, está visto...).
Ele é bolos de liquidificador, queques de liquidificador, quiches variadas de liquidificador, até pizza de liquidificador!
Credo!!! Que obsessão!!!
E eu nem uso liquidificador!!!
terça-feira, 24 de maio de 2016
Leite sem lactose
"É um leite normal, mas depois eles pões um remédio para não darmos puns."
Eu não diria melhor.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
És mãe...
... E estás cansada quando em conversa com amigos relembras o desenho animado do Marco, e já não tens pena do miúdo. Tens pena é da mãe.
Porque tinha uma vida difícil e teve de emigrar?
Não.
Porque estava descansada da vida na Argentina, a trabalhar mas sem miúdos a cargo, e pois que o filho a persegue e vai ter com ela. E acabou a boa vida, toca a ter de lavar roupa e fazer jantar e assoar narizes. Ao puto e ao macaco.
Ninguém merece, pá!
A festa dos anos, como o Natal...
Verdade seja dita que desde Outubro que a rapariga falava nisso, e na altura até fez uma lista que se manteve guardada até agora, já na altura bastante completa com as amigas que acabara de conhecer, e que se mantiveram fielmente na lista de convidados até agora.
Correu tudo pelo melhor, tivemos casa cheia. Além dos amigos novos vieram também os da escola antiga, que são um grupo muito giro, com pais porreiros que se dão bastante bem entre si.
Não houve confusão de maior (os brinquedos tinham sofrido uma razia na semana anterior, e tudo o que era supérfluo foi fora), nem gelatina ou batatas fritas debaixo das almofadas. Brincaram com os bebés, com as Barbies e os Pin y Pons, os rapazes fizeram Legos ou jogaram à bola na varanda.
Foi bom ver a relação que ainda mantém com os amigos mais antigos, e foi muito bom perceber a relação com as novas amigas da escola. De há uns tempos para cá tenho percebido que há ali meninas com personalidades muito fortes, que nem sempre estariam a influenciar a minha miúda da melhor forma - até cheguei a falar com a educadora sobre isso. Bastou uma tarde de festa para perceber como funciona a dinâmica, e perceber que não tenho com o que me preocupar. Também é bom ficar a conhecer os pais, saber quem é quem num grupo de crianças que irão ser da mesma turma pelo menos até aos 9 anos de idade.
Não tive muito trabalho, bastaram duas ou três guloseimas, pãezinhos com queijo e fiambre e um bolo de chocolate feito com amor e carinho, e temos uma filha feliz com a sua primeira festa de anos sem ser só em família.
A repetir, sem dúvida.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Aquele estranho momento...
Convém explicar que me dou bastante bem com esta mãe, daquelas com quem fico à conversa horas e horas de cada vez que nos encontramos. E já tinha ouvido falar desta melhor amiga várias vezes, só não sabia de quem se tratava.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Mundo cão
Quase que aconselhava as moças solteiras a arranjarem um cão para passear.
Casados e solteiros, entre os 18 e os 70 anos, em menos de 10 minutos ali se juntaram homens para todos os gostos. E cães também.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Japonesices
(já tinha provado noutras ocasiões e nunca me disse nada, mas desta vez até fiquei com vontade de repetir)
2016 quase a meio e eu só agora chego ao séc. XXI...
terça-feira, 10 de maio de 2016
Pensamento positivo
Estou a fazer a mudança de roupa da estação.
Agora só falta mudar a estação mesmo.
Continuamos à espera.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
A vida continua
Mas de repente dou de caras com uma fotografia que não vejo há muito, ou recordo um episódio engraçado, ou uma reportagem qualquer sobre pessoas a fazer tratamento do cancro, e páro e penso: Aconteceu mesmo? É mesmo verdade que passamos todos por aquilo tudo?
Era mesmo este o fim que lhe estava destinado?
Ou foi só um pesadelo?
Isto de ser freelancer II
sexta-feira, 6 de maio de 2016
A nova moda dos fatos de banho
Cada marca comercializa apenas um ou dois modelos, desses dois temos de ver se são adequados ao tipo de corpo (peito grande, barriga grande, costas largas) e minimamente se gostamos do padrão. Depois é ver se existe o nosso tamanho - o meu anda ali pelo L, ou seja, são 7 cães a 1 osso - porque quem usa S normalmente opta pelo bikini. Já para não falar do preço... enfim, toda uma odisseia.
De há uns tempos para cá começou-se a ver mais gente na praia de fato de banho - até em miúdas novas, coisa que há uns anos era impensável.
E surgiram os trikinis. E os fatos de banho que são quase trikinis.
E pronto, as marcas decidem inovar e começar a inventar. Os fatos de banho já não são só para quem não tem o corpo perfeito, pelo que começam a surgir rasgões inesperados, decotes até ao umbigo, buracos na zona da barriga. E com toda a dificuldade que já havia em comprar um simples fato de banho - minimamente giro, nem muito tapado nem muito decotado, com um padrão que não me faça parecer uma senhora de 70 anos - junta-se agora a de perceber se o raio do fato-de-banho sofreu com a nova moda dos recortes, que mais parece que foram atacados por um animal selvagem...
Senhores do mundo da moda, há lugar para todos! Podem fazer os novos modelos fashion, mas não deixem de fazer os fatos de banho de sempre, porque as consumidoras fiéis - as que usam fato de banho independentemente da moda - são as que vão estar aqui, a usar o elegante fato de banho completo, quando toda a gente voltar a usar bikini como dantes.
Não nos ignorem, e tratem-nos bem faz favor.


Isto de ser freelancer
Raios, pá.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Melhores filhos de sempre*
"Mãe, sabes que eu queria ir outra vez àquele palácio... Aquele que estava a senhora à procura dos príncipes, que tinham fugido para o telhado..." (visita com animação que fizemos nas férias do Natal ao Palácio da Ajuda, disse isto vindo do nada, nunca mais tínhamos falado no assunto)
Diz o mais velho para o pai, viciado em futebol desde sempre, e com memória fotográfica para todo o tipo de jogos que vê:
"Oh pai, diz lá qual foi o melhor golo de sempre que tu já viste!"
Não fosse o resto e eu diria que estes são os filhos mais fixes de sempre!
quarta-feira, 4 de maio de 2016
O caso do Nemo

E porque uma viagem sem aventuras não é uma viagem, e porque pode haver boas almas que estejam prestes a ir à Disney com crianças pequenas, aqui fica a nossa experiência com o Nemo.
Desde o princípio que estava na nossa lista de prioridades.
A nossa ideia é de que seria uma viagem ao fundo do mar, embalados por pequenas tartarugas.
Os vídeos e imagens que vimos eram nessa onda, e depois, é o Nemo, que é um desenho animado fofinho.
Estava a chover, e por isso nem nos importámos com a fila. Enquanto esperámos os miúdos entretiveram-se com um jogo disponibilizado no site deles, de uma tartaruga a apanhar estrelinhas.
Tudo muito querido fofinho.
Antes mesmo de entrar, uma senhora que tinha acabado de sair olhou para eles e disse "C'est pas bon!" e nós ficámos sem perceber. Pois se a altura mínima eram 1,07m, se eles advertiam que as crianças com menos de 7 têm de ir acompanhadas, era óbvio que a diversão era adequada às nossas crianças.
Deixem que quebre aqui o suspense, para quem nunca lá foi: aquilo é uma montanha russa! Sem tirar nem pôr.
Começa com uma viagem fofinha, mas rapidamente se transforma numa amálgama de subidas e descidas, voltas e mais voltas, ao nível da Space Mountain (só sem o looping).
Agora devem imaginar a nossa cara...
Eu ia de costas com o mais velho, ainda soltei uns Uhuuuu! nas primeiras voltas, mas claro, rapidamente perdi o pio. O meu filho, sempre tão pronto a verbalizar as suas emoções, estava furioso e cheio de medo também - desatou aos gritos que queria sair e não queria mais (e eu de olhos fechados só lhe gritava que não havia nada a fazer, que fechasse os olhos também e se deixasse ir...). A mais nova ia de frente com o pai e acabou a choramingar. Os meus sogros, que nunca tinham andado numa montanha russa, foram literalmente apanhados na curva...
No final, antes de nos podermos por a andar dali para fora, acendem-se as luzes porque houve um problema técnico, pelo que fomos mesmo os últimos a andar...
No fim, eu só tinha vontade de rir. Logo eu, a maior mariquinhas das montanhas russas, a meter os meus filhos numa situação destas!
Resultado, dali para a frente o mais velho ficou com medo das descidas (e obrigou-me a perguntar em todas as atrações se havia descidas) e a mais nova ficou com medo do escuro (só andou em coisas ao ar livre).
Na minha opinião o limite de 1,07 é inadequado, e esta montanha russa não deveria ser para menores de 10 anos.
Foi muito giro, e sobrevivemos com uma história para contar, mas lá que foi um momento para lá de insólito, lá isso foi...
Rescaldo da viagem à Disney
Confesso que o destino não estaria nas minhas escolhas se não fosse pela família... Nunca tive curiosidade de ir à Disney, nem nunca me tinha passado pela cabeça, mas de facto eles estavam já com idade para apreciar a viagem e as 1001 atrações.
E sim, foram na idade perfeita - 5 e 6 anos. Acho que a partir desta idade já percebem, apreciam, dão valor e vão lembrar-se de alguma coisa com certeza.
Mais tarde voltaremos para fazer o que ficou a faltar, na certeza de que a magia que sentiram desta vez não se voltará a repetir.
Apesar do meu cepticismo, a verdade é que me diverti bastante, mesmo nas coisas mais simples.
E apesar do pânico andei numa montanha russa (aliás, em duas, mas isso é matéria para outro post).
Daqui a uns anos lá estaremos.
