... Sentes algo estranho no soutien, vais ver e tens uma chucha metida entre as maminhas.
Uma espécie de bónus para o meu bebé.
(e há quanto tempo alo estava a chucha? Pois, sabe-se lá... O glamour da maternidade...)
... Sentes algo estranho no soutien, vais ver e tens uma chucha metida entre as maminhas.
Uma espécie de bónus para o meu bebé.
(e há quanto tempo alo estava a chucha? Pois, sabe-se lá... O glamour da maternidade...)
Quantas vezes por dia é que uma mãe de um bebé pequenino abre e fecha molas de pressão?
Não sei se prefiro que ela faça um intervalo de seis horas à noite (da meia noite às 6h da manha) e depois intervalos curtos durante a manhã e o resto do dia (duas horas ou menos), ou se prefiro que faça intervalos de três horas todo o dia e toda a noite também (acordando assim. às 3h da manhã).
Juro que não sei o que é pior ou melhor.
Enquanto isso, ela faz o que lhe apetece.
Fralda nova = cocó
30 segundos sem babete = bolsado
Roupa lavada = um ou outro ou xixi por fora
Mãe com roupa de sair = todos os anteriores
Sempre uma adrenalina.
Ter sempre alguém com quem falar por mensagem quando estou a dar de mamar durante a noite. Quer seja a prima querida que tem um bebé 20 dias mais velho que a minha, quer seja uma irmã que aguarda pelos filhos adolescentes que chegam a casa de madrugada, às vezes até as duas ao mesmo tempo.
E as noites não são tão solitárias assim.
E agora vocês têm de imaginar aqui um post todo completo sobre este assunto, porque eu neste momento (como no resto do dia) sou incapaz.
Só quero dormiiiiiiiir.....
Seria de esperar uma certa serenidade, uma segurança que só a idade e a experiência nos podem trazer.
Pena é que pelo menos nestes primeiros tempos sejam as hormonas a controlar isto tudo.
E portanto, do terceiro como do primeiro, aos 38 como aos 31 (porque não fui mãe mais cedo, mas imagino que seja igual) vou alternado dentro da bipolaridade que é no fundo sinônimo de maternidade: ela é tão querida e cheira tão bem, e devíamos ter mais bebés e vai correr tudo bem, ela não mama, está pequenina, nunca vai crescer, nunca mais vai mamar, está a correr tudo mal, não tenho tempo para os outros, porque é que ela não dorme??
Recuperarei eu a sanidade mental aos 38 quase 39?
Aguardemos.
Neste momento a resposta será claro que sim/obviamente que não.
.... Nasceu a nossa Maria Teresa!
Um pouco antes do previsto, mas no dia escolhido por ela, e correu tudo maravilhosamente.
Agora gozamos os doces momentos de ter um recém nascido em casa, tentamos aproveita-la ao máximo (é tão mas tão querida!) e dar atenção aos mais velhos que estão histéricos de felicidade (e algo descompensados também).
Desde o dia 20 de Janeiro as 00.47 que o nosso mundo ficou mais rico!
Acompanhem por aqui as nossas aventuras e esta nova fase do blog.
Andar de gorro é muito bonito, e útil, o pior é o estado em que fica o cabelo depois....
Menos mal que não estou a trabalhar...
... quase 11 a partilhar casa, à beira do 3o filho em comum e pela falta de espaço que temos cá em casa, o Tê e eu vamos partilhar pela primeira vez uma cómoda (só enquanto o bebé dormir no nosso quarto). E assim de repente ocorreu-me que há muitas coisas que não partilhamos, e se calhar é esse o segredo do sucesso desta relação...
Vejamos:
Nunca partilhamos a mesma mala de viagem.
Nunca partilhamos a bolsa de toilette.
Não usamos os mesmos produtos de higiene.
Neste momento nem usamos a mesma pasta de dentes.
Cada um tem o seu armário.
Cada um tinha a sua cómoda (até hoje).
Vamos ver se o casamento sobrevive.
...menos sabes.
Só me apercebi disso quando a minha irmã engravidou do 4o filho, e se fartou de me fazer perguntas de mil pormenores que achava eu, ela saberia mais do que eu.
Depois comecei a reparar, e normalmente os bitaites e certezas absolutas vêm de quem menos filhos tem. Frases como "o meu filho faz isto porque o habituei" e coisas que tais são típicas de quem tem um ou dois no máximo.
Vejo-me agora à beira do 3o e não tem conta a quantidade de mensagens que troco com a minha prima (e comadre!) que foi mãe do segundo agora no dia 1. Ele é sobre o que se pode ou não comer, o que levar na mala da maternidade, quais as fraldas a comprar, um sem número de perguntas. Só agradeço te-la por perto e sempre pronta a responder.
A experiência nestes casos só nos faz ter ainda mais dúvidas.
No ballet da minha filha há uns sofás jeitosos onde os pais podem esperar pelas suas bailarinas. O clube é bastante internacional, pelo que é comum ouvir vários idiomas.
Há uma mãe que se senta sempre no mesmo sitio que eu, com a filha mais velha, que aguarda pela sua aula de ballet.
A mãe é espanhola, a miúda anda no colégio inglês. Toda a santa terça e quinta a miúda traz um livro em inglês que lê cuidadosamente em voz alta para a mãe ir corrigindo.
Concordo com tudo isto, acho excelente mãe e filha aproveitarem este tempo morto para treinar a leitura, mil vezes isso que estar agarrada a um ecrã (que é o que faz a maioria), toda a gente sabe que os espanhóis são maus a falar outras línguas pelo que não posso dizer mal de nada... Mas senhores.... Aquela vozinha irritante com sotaque espanhol a falar com entoação totalmente british uma hora inteira num tempo que gosto de aproveitar para ler ou ir à net mexe-me aqui com o nervo!!! Tento ignorar e deixar de ouvir mas não consigo!!! Começo a ficar irritada e só me apetece esganar a miúda.
Não sei se é porque tem uma voz irritante ou se é inveja de uma pirralha de 8 ou 9 que fala as mesmas linguas que eu! E com melhor sotaque em pelo menos duas delas!
Grrrrrrr
Já estáa tão grávida que nem vês os pés, quanto mais cortar as unhas ou fazer-lhes o que quer que seja porque anyway estamos em pleno inverno e ninguém os vê, e até pensas marcar uma pedicure para tratar do assunto mas preferes faze-lo mais perto da data do parto para andares de chinelos na maternidade mais à vontade. Aquele momento dizia eu em que tens os pés nesse lindo estado de abandono e a médica te pede para te descalçares para avaliar o nível de inchaço dos mesmos.
(vergonha senhores, vergonha)
Não estou a ver o masterchef Austrália.
O formato já não me diz nada.
Esgotou.
... Começamos (a avó e eu) finalmente a tratar das coisas de bebé.
Já não falta tudo.
Antes de prosseguir para umas férias pré-parto.
E a dias de terminar dedico dois dias intensivos de formação num novo museu onde começarei a colaborar depois da licença. Vai saber bem (espero) ter um novo desafio no regresso.
Também espero que ela seja calminha e me permita ler os calhamaços que trouxe com tudo o que preciso de saber.
E só hoje me apercebi que uma licença de free lancer nunca o é inteiramente. Se das outras vezes passei meses sem ter que pensar em trabalho, agora, para o bem e para o mal já não pode ser assim...
Vamos ver como corre este equilíbrio...
Pois que a gravidez ainda passa despercebida.
Ontem tive de pedir a uma senhora de um edifício que pertence à câmara se me deixava usar o WC. A senhora, muito simpática, disse logo que sim, mas avisou :
"é mesmo uma excepção, e a senhora não está grávida, mas se alguém perguntar diga que está!"
Qual não foi o seu espanto quando eu abri o casaco e lhe respondi:
"não estou grávida? Não podia era estar mais!"
E a quantidade de vezes que ao longo da vida já me perguntaram se estava grávida, claramente as pessoas gostam de inventar...
Às 32 semanas, encontrar uma roupa verdadeiramente confortável.
Vestido implica collants que apertam, leggings tenho frio nas pernas, calças de ganga vão até ao pescoço.
Na minha rua há quem passeie o cão de pijama às 7h da manhã.
Acham que posso lançar a moda do pijama todo o dia?
2009 grávida do primeiro filho:
Vou ter um parto normal. Vou amamentar até aos 6 meses em exclusivo. Vou ser uma mãe prática e descomplicada e dar de mamar em todo o lado. Não vou deixar de fazer nada por causa dele, levo-o comigo para todo o lado. Ele não vai usar chucha. Vai adormecer na caminha dele. Não vou andar sempre com ele no colo. Não vou deixar de fazer programas sem ele. Vou continuar a sair com as amigas e jantar fora com o pai. É muito importante que se habitue a ir dormir a casa dos avós. Tenho muitos sobrinhos, e muito mais experiência que a maioria das mães. Só me falta ser mãe porque de resto os bebés não têm segredos para mim.
2016 grávida do terceiro filho:
Só sei que nada sei.
Vai tudo depender de como ela for.
...cruzo-me em Lisboa com o rei Felipe de Espanha.
Tenho uma fotografia tirada em Agosto de 2014 na porta do frigorífico.
Pensamentos que me ocorrem quando olho para ela, Antes e Agora:
Até à Primavera de 2016 - "Que gorda que eu estava nesta altura... Olha-me aqueles braços, aquele pneu, estou muito melhor agora! "
Desde o Verão de 2016 - "Oh pá, olha-me aqueles bracinhos, aquele top assentava-me tão bem, será que vou conseguir estar assim no próximo Verão?? "
Detesto números. Já aqui o disse, e enquanto os meus filhos não lêem o blog posso repetir: detesto números, detesto matemática, detesto contar, adicionar, dividir seja o que for.
Ainda assim, dentro dos números simpatizo mais com números ímpares do que pares. Parecem-me talvez mais únicos, menos certinhos, e vai daí, gosto mais.
No entanto, toda a regra tem excepção, e essa excepção ocorre quando... esta que vão escreve compra fruta.
(achavam que este post ia ser interessante? Eh eh eh não vai.)
Sou incapaz, mas mesmo incapaz de meter fruta no saco sem contar o número de peças, e sou incapaz, mas mesmo incapaz de comprar fruta em número ímpar. Não há cá 9 laranjas ou 11 maçãs. Jamais! Tudo contadinho e em número par, para dar certinho direitinho.
Tudo menos... as bananas (porquê? Não sei!). As bananas agarro em dois cachos, um mais verde que o outro, e nem me ocorre contar.
Cenas dos próximos capítulos: quando formos 5 a comer fruta cá em casa, continuarei eu a comprar fruta em número par? Ou em multiplos de 5? Passarei agora a contar as bananas, só porque me lembrei que nunca o faço?
Mantenham-se desse lado, leitores, que logo vos conto tudinho.
... para meninas.
É para Mulheres crescidas e com M grande.
Bolas que estou cansada...
Já não tenho (mesmo) 20 anos!
Nem 30, vá...
Também é chegar a Novembro e respirar fundo por haver finalmente lugares de estacionamento, pouca gente nas bilheteiras, casas de banho livres quando precisamos, cafés onde realmente cabemos para beber uma bica rápida ao balcão.
No fundo é agradecer sempre a onda de turismo que nos invade, que muitas coisas boas nos traz, mas ficar aliviada quando finalmente a época alta nos dá tréguas.
Finalmente o calor acalma e sentes o fresco do outono a chegar, e recebes duas mensagens ao mesmo tempo: da prima grávida a celebrar contigo no fim do calor, e das amigas friorentas que planeiam acender a lareira ao chegar a casa...
... Entre outras coisas:
Ser a única grávida no grupo de amigos, pelo que é vê-los organizar jantarada, ir sair à noite, combinar coisas em cima da hora, e não ter pedalada para os acompanhar...
É viver muito bem com a minha decisão, e saber que daqui a dois anos lá estarei a fazer o mesmo que eles...
É ouvir muito poucas vezes "é o primeiro?" e muitas mais "mas não é o primeiro, pois não?"
É ter de ouvir comentários do género "nunca pensei que fosses ao terceiro!", "achava que já tinhas fechado a loja!" ou mesmo "quando me disseram nem acreditei, achei que não eras tu!".
É sentir que estou com mais rugas do que há uns meses atrás.
É conseguir mesmo estabelecer prioridades, e com consciência dizer que "não" quando acho que não devo ou não posso fazer uma coisa.
É de vez em quando fazer contas e pensar na idade que vou ter quando ela entrar para escola, começar a sair à noite ou tirar a carta.
É viver tudo isto com mais calma e tentar aproveitar melhor cada momento.
É no fundo, no fundo, saber que em princípio será a última vez.
...já cá cantam uns quantos "está quase, não está?? "
Procissão no adro.
Pouco mais de meio.
Longe disso.
Não.
De todo.
(suspiro...)
Recebeu um bloquinho e uma caneta colorida e vi-o a escrevinhar, muito concentrado. Achei sinceramente que estava a desenhar.
Há pouco folheei o bloco e estavam várias folhas escritas, com frases completas do que lhe vai na alma, sentimentos e desejos. E sem um erro.
O meu mais velho, o meu primeiro bebé, o meu filho que me espanta pela capacidade e rapidez na matemática, também gosta de escrever!!!
Estou que nem aguento, entre o orgulho e a estranheza de como estas coisas passam pela genética.
O meu filho que tão pouco tem de parecido comigo, consegue ser tão igual a mim!
Esta gravidez aos 38 anos deixou o meu corpo confuso.
Ando cheia de borbulhas feita adolescente e com ciática feita senhora idosa.
Claramente não sabe bem para que idade se virar...
... É ficar presa no trânsito no centro histórico de Sintra, ao sábado à tarde, entre uma charrete, 300 tuk tuks, 10 carrinhas de turistas e o resto eram carros alugados. E eu.
O que vale é que lá consegui dar a volta e meter por uma ruela que não deve vir nos guias, e assim escapar a uma seca de sei lá quantas horas à vinda do trabalho, quando tinha a família toda a curtir o fim-de-semana à minha espera...
A propósito do feriado falei-lhes da implantação da República, e do fim da monarquia em Portugal.
Diz o meu mais velho, a propósito de D. Manuel II:
"oh mãe o D. Manuel II era neto do D. Luís??"
Nerd mais querido de sua mãe!
... Mas sim os nossos filhos.
Mesmo quando achamos que não.
A conversa no outro dia de manhã antes da escola foi sobre um anel que uso diariamente, aliás nunca o tiro, e que era da minha mãe (que também nunca o tirou desde que o recebeu).
Ela perguntou porque é que eu o usava e se era porque me lembrava a minha mãe.
Respondi que sim.
Comentário do mais velho:
"oh mãe, eu sei como é que foi. Depois da Teté morrer tu e as tuas irmãs espalharam tudo em cima da cama. Depois uma dizia que queria ficar com uma coisa e as outras diziam que sim. E quando não sabiam, tiravam à sorte. Foi assim, não foi, mãe?"
E foi. Foi mesmo assim.
Obviamente sem bulhas, sem discordâncias, tudo pacífico entre as três e com apontamentos de humor até, como não podia deixar de ser.
E o que mais me surpreendeu é que eu diria que eles não tinham visto nada, porque estivemos sempre à porta fechada.
Mas viram, e o mais importante, retiveram aquilo que viram, e nunca mais se esqueceram.
Que se lembrem sempre, e que sigam o exemplo quando for a sua vez de dividir as coisas.
Estão sempre a olhar para nós, nunca nos esqueçamos disso.
Hoje a propósito de uma busca por fotografias, fiquei com eles a ver vídeos deles em pequenos - corria o ano de 2012 em diante.
Vídeo sim vídeo não acaba com os dois à pêra, ou ao moche.
Vídeo sim vídeo sim acaba com ela aos guinchos e a refilar.
Eu já não me lembrava nada deles nessas idades, e de facto do me lembro é do stress em que vivia.
Vivia?
Vivo, caraças. Ainda hoje de manhã a cena entre os dois foi tal que eu fiquei com os nervos em franja e por pouco não me saiu o pequeno-almoço borda fora.
E só penso, pobre criatura que eu carrego na barriga, que foste calhar nesta família de doidos...
Espero que este 3o elemento sirva de distração e não venha atiçar ainda mais esta guerra...
Ainda falam eles em ter um cão! Irra!
Ontem perguntaram-me quantos filhos tenho, e pela primeira vez a resposta saiu sem pensar:
- Três!
No outro dia na consulta dos 5 anos perguntaram à minha filha quantos manos tem, e ela sorriu, olhou para mim respondeu:
- Dois!
Podemos não ter espaço para ela cá em casa (que não temos) mas já tem espaço no nosso coração.
(e já não é mau!)
Nem com os meses e meses de chuva nos safamos dos incêndios no Verão.
Com esta caloraça é difícil lembrar, mas este inverno e primavera choveu que se fartou.