sexta-feira, 26 de maio de 2017

Querido mundo da Internet...

... em geral, e das mães em particular: o dicionário português já tem uma palavra para designar o oposto de "complicar" - é "simplificar".
Sim, as nossas avós (aposto) não usavam o termo "descomplicar".

De repente parece que toda a gente tem dicas para descomplicar a nossa vida.
Simplificar, senhores.
Não compliquemos.

domingo, 21 de maio de 2017

Foto de família

Aquele momento em que tiras pela primeira vez uma foto de família com o teu bebé, e no meio da confusão, na única foto decente, o bebé... não aparece!
(ficou tapado pela madrinha que se estava a desviar do cão. Sim, o cão aparece todo.)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Mistério insondável

Fim de semana 7h: tudo acordado
Dias de semana 8h: eu a arranca-los da cama e eles "oh mãe, só mais um bocadinho!"

Tal como o piercing na sobrancelha nos anos 2000

... o chamado coque masculino em 2017 não dá estilo a quem não o tenha já.
Quem tem estilo, tem estilo, quem não tem também não vá por aí.
Por isso, caro jovem imberbe, não é por teres um carrapito no cucuruto da cabeça e uma barba mal semeada que ficas lindo de morrer.
Sou a favor de tentar diferentes abordagens e fazer o que nos dá na gana, mas ele há coisas que simplesmente não funcionam em toda a gente.






sexta-feira, 5 de maio de 2017

Quase 39 anos e 3 filhos...

É desta que já posso dizer à vontade "tenho uma novidade!" sem ouvir inevitavelmente "estás grávida?!"?
Será?

domingo, 30 de abril de 2017

Quem nunca?

Tínhamos um vale de 75€ do IKEA para gastar, e resolvemos abater na compra de um repousa pés uma vez que o nosso além de emprestado está todo estragado.
Já sabíamos o que íamos comprar mas chegando lá comecei a achar que era grande demais. Depois as cores não me convenceram...
Resolvemos desistir e acabamos por trazer uma mesa de centro de 20€ só mesmo para remediar a situação da sala enquanto não temos uma solução melhor. Pelo caminho agarramos em mais coisas soltas que dão sempre jeito. Nada de especial.
Chegamos ao fim e ainda tivemos de pagar a diferença.
Os 75€ não chegaram.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Música

Nunca ouvi a música dos meus filhos.

Cá em casa, e no carro, os filhos é que ouvem a música dos pais.

Temos pena, mas o 25 de Abril não chegou mesmo à nossa parentalidade (mesmo!).

Sendo
assim nunca houve CD dos Caricas, das Músicas da Carochinha, da
Leopoldina, o que quer que seja. A criançada ouve o que os pais gostam e
ponto.

No infantário ouviam a Rádio Comercial, e vinham para casa a trautear músicas que eu nunca tinha ouvido.

Agora cresceram e abriram horizontes.

O
mais velho não liga muito, mas a do meio diz que quer ser cantora, e
aos poucos foi descobrindo videoclips no Youtube e até já tem uma lista
de autores favoritos: Katy Perry, Shakira, Justin Timberlake, Marron 5, Enrique Iglesias
e Bruno Mars têm sido nossos companheiros de danças na
cozinha ao fim do dia, enquanto fazemos o jantar.

Estão muito longe de ser os meus favoritos, mas pelos filhos fazemos quase tudo. Quase.



domingo, 23 de abril de 2017

Decisões decisões...

A meio da noite ouves o teu bebé, que dorme profundamente, a fazer um grande cocó na fralda.
Instala-se o dilema. O que fazer?
Mudar a fralda sob pena de o acordar?
Ignorar e esperar que acorde para mamar?

Porque é que eu acordo ao mínimo som??
Que canseira...

domingo, 2 de abril de 2017

És oficialmente suburbana quando...

... Vens ao domingo à capital e achas toda a gente muito bem vestida.

As mães de blazer e salto alto ou ténis da moda, meninas de gola e laço, meninos de camisa, famílias inteiras com t-shirt a combinar.
Não se vê disto na minha terra.

(nota: sempre fui suburbana, menina da linha aliás, a questão é que nesta fase venho mesmo muito pouco a Lisboa e quando venho é para ir a casa da minha irmã, daí a estranheza de ver esta malta na rua tão bem arranjada. Domingo de fato de treino está out, está visto)

quinta-feira, 30 de março de 2017

Cápsula

Tive esta ideia na gravidez, mas faz sentido em qualquer altura da vida de qualquer mulher, mãe ou não.
Então era assim, durante a noite metiamo-nos numa cápsula (ou não, não pensei bem no formato) mas de manhã acordavamos e estávamos com a depilação feita, unhas pintadas, sobrancelhas arranjadas, cabelo penteado se fosse o caso, pele hidratada, massagens de emagrecimento ou anti celulite ocasionalmente. Tudo aquilo que precisamos e não temos tempo para fazer.
É de génio ou não é de génio?
Quem se chega à frente?

quarta-feira, 29 de março de 2017

Cenas que me acontecem (peças soltas)

No fim do dia perceber que aquela borrada que aconteceu há horas também sujou e bem a minha camisola.
Tudo pronto para sair e bumba, mancha de leite na (unica) camisa (lavada, passada, gira, que me serve) que tenho. O relógio não pára, é colocar uma echarpe a esconder e sair. (não vale a pena tentar secar com o secador porque o leite tem gordura e por isso a mancha não vai sair).
Bebé que chora no supermercado é altamente irritante e igualmente eficaz para que nos ofereçam prioridade.
O meu bebé fez ontem pela primeira vez sete horas de sono à noite. Pena que as primeiras três tenham sido no meu colo, depois de mamar, em que adormeci meia sentada, de pescoço torto (e o Tê nem se atreve a acordar-me sob nenhuma circunstância...). Resultado, foram sete horas que no fundo me souberam a quatro.
Fui ver fotos do meu mais velho em bebé para confirmar as parecenças com esta baby 3. Confirmei todas as parecenças, mas não reconheci a miúda gira, nova e fresca que aparece nas fotos com o bebé ao colo. Só passaram 8 anos, caramba! Foram intensos mas ainda assim... Estarei assim tão diferente (e mais velha) daqui a 8 anos?? Aguardemos...

sexta-feira, 24 de março de 2017

Amamentar é...

... entre outras coisas...
Sentir que não fazemos mais nada.
Nunca chegar a acabar o que estamos a fazer.
Estar sempre na dúvida se começamos ou não determinada tarefa, porque não sabemos se vamos concluir.
É organizar todo o nosso dia em função do horário do bebé - todo, desde idas à casa de banho, comida, duche, tudo.
É sentir constantemente um tic tac tic tac na cabeça - já está na hora?

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ou aquele outro momento em que....

... Com o bebé no colo resolves descascar um ovo cozido e descobres que... afinal o ovo não estava cozido. Estava cru.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Aquele momento em que...

... Sentes algo estranho no soutien, vais ver e tens uma chucha metida entre as maminhas.

Uma espécie de bónus para o meu bebé.

(e há quanto tempo alo estava a chucha? Pois, sabe-se lá... O glamour da maternidade...)

sábado, 18 de março de 2017

Pergunta retórica

Quantas vezes por dia é que uma mãe de um bebé pequenino abre e fecha molas de pressão?

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dilema

Não sei se prefiro que ela faça um intervalo de seis horas à noite (da meia noite às 6h da manha) e depois intervalos curtos durante a manhã e o resto do dia (duas horas ou menos), ou se prefiro que faça intervalos de três horas todo o dia e toda a noite também (acordando assim. às 3h da manhã).

Juro que não sei o que é pior ou melhor.
Enquanto isso, ela faz o que lhe apetece.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Sobre o Insta (e sobre as mães em geral)

Tenho seguido várias mães no Instagram que tiveram bebés na mesma semana ou mês que a minha.
(Sim, se fossem ao meu insta há um ano atrás veriam que só seguia malta do fitness e das comidas saudáveis - agora as comidas foram à vida porque enjoei na gravidez, os do fitness foram reduzidos ao meu querido Shaun e pouco mais, e há toda uma panóplia de mamãs e marcas de roupinha fofinha que nunca compro, mas gosto de ver, pronto).
Não têm noção da quantidade de gente, portuguesas e estrangeiras, com problemas na amamentação. Era um assunto tão tabu há um tempo atrás, que parecia a coisa mais fácil do mundo (e nós a embater com a realidade e a ter de lidar com a frustração) e de repente parece que começamos a falar mais abertamente, a dizer que dói, que é difícil, tantas vezes a insistir e outras tantas a desistir. Mantendo a perspectiva e o foco na realidade, sem filtros.
Outro assunto que vi no outro dia numa mãe holandesa foi a depressão pós-parto - outro assunto tabu (de que felizmente não tenho conhecimento) mas que é tão importante debater, explicar, desmistificar.
Ontem foi o dia da mulher, e por isto e muito mais, só posso mesmo dizer: somos as maiores!
As que são mães e enfrentam isto tudo, as que não são e enfrentam a sociedade e fazer perguntas, as que não querem ser e são olhadas de lado por toda a gente!
Os homens não passam por nada disto!

Ser mulher é difícil!
Respect!

terça-feira, 7 de março de 2017

Lei de Murphy dos bebés pequeninos

Fralda nova = cocó
30 segundos sem babete = bolsado
Roupa lavada = um ou outro ou xixi por fora
Mãe com roupa de sair = todos os anteriores

Sempre uma adrenalina.

Coisas boas de ter uma família grande

Ter sempre alguém com quem falar por mensagem quando estou a dar de mamar durante a noite. Quer seja a prima querida que tem um bebé 20 dias mais velho que a minha, quer seja uma irmã que aguarda pelos filhos adolescentes que chegam a casa de madrugada, às vezes até as duas ao mesmo tempo.
E as noites não são tão solitárias assim.

quinta-feira, 2 de março de 2017

O post da praxe II - a amamentação

Haverá pessoas que passam ao lado disto tudo, mas quer o destino que esta história da amamentação seja para mim todo um filme de aventuras.
Um pequeno resumo da minha experiência enquanto mamífera:
Filho 1) nunca aprendeu a mamar desde o princípio, tive sempre muita dificuldade porque ele não pegava bem, e acabei por desistir ao fim de 4 meses de sofrimento.
Filha 2) nunca tive problemas, subida de leite super tranquila, mamou sempre bem e assim foi em exclusivo até aos 6 meses e depois até aos 11 meses.

Ora, a filha 3 não apresentou problemas em mamar, logo desde a sala de partos, pelo que eu deduzi que não iria ter problemas, certo?
Errado.
De facto ela tinha, e tem, um excelente instinto, e sabe mamar como deve ser, mas nem sempre o que parece é...
Começamos com a subida de leite que eu pensava que seria fácil, como foi da irmã. Não foi.
Depois de uma noite a mamar bastante bem, passou um dia inteiro sem mamar. E eu a desesperar.
Depois começou a ser difícil começar a pegar. Ficávamos às vezes 20, 30 minutos ou 1 hora até ela pegar e começar a mamar. Já chorava ela e chorava eu de desespero de não conseguir fazer mais nada.
Na primeira consulta percebemos que não estava a aumentar como deve ser e saí de lá com ordem para lhe dar de 2 em 2 horas. Dia e noite. Mais o tempo que ficava até pegar, como devem calcular não fazia mais nada.
Nova pesagem e mantém o pouco aumento, e começamos a falar na hipótese de um suplemento. Nada contra, mas com tanta dificuldade e numa menina que se percebe que até tem capacidade de mamar bem (só precisava de alguns ajustes) parecia-me um desperdício estar a da um biberon por dia que se calhar ia contribuir para que ela nunca voltasse a mamar como deve ser. Vim embora com ordem para manter o ritmo e descansar (eu).
Um dia depois da sesta acordo com febre e uma maminha completamente cheia, vermelha e em brasa... Diagnóstico: mastite. Horrível. E ainda não sei o que a causou (e vivo com medo que um dia regresse...)
Finalmente quando ela começa a aumentar de peso, percebemos que é à minha custa, e que o aumento dela me estava a sair do pêlo (literalmente).
E assim fui a uma consulta com uma especialista em amamentação, e foi o melhor que fiz.
Analisou a boca dela (porque há bebés que não conseguem abrir bem a boca ou tem freio na língua que os impede de pegar como deve ser), analisou a pega, e ensinou-me alguns truques para que as coisas corram melhor.
Finalmente, ao que parece, estamos agora a entrar nos eixos, ao fim de 1 mês e meio (quase) de muito sofrimento, muito cansaço, muita dúvida, muita decisão, muito medo de não tomar a decisão correcta.
Nos últimos dias já melhorei bastante, e ela também parece estar bem, a fazer intervalos maiores e a dormir um pouco mais de noite (o que me sabe que nem ginjas...). Ainda é cedo para dizer que o pior já passou, mas quero acreditar que sim.

Com isto tudo foi um primeiro mês muito desafiante, que infelizmente não deixa saudades. Apesar de saber que são fases e que tudo se resolve, a verdade é que só queria que o tempo passasse para poder começar de facto a desfrutar do meu bebé, sem esta sombra da dor e do medo associados à amamentação.
Fui apanhada na curva, não pensei passar por isto ao terceiro, ainda mais porque aparentemente tudo tinha começado tão bem...
Mas cada um traz uma lição, e não há idade nem experiência que nos poupe a ela...

A todas as mães que estão nesta fase: coragem!
Somos as maiores em conseguir de facto amamentar as nossas crias. Sabemos que compensa, mas lá que nos custa, custa!
Respect, por todas nós.