quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ser tia há mais de 20 anos e ter muitos sobrinhos é...

... Entre outras coisas, estar sempre um passo à frente no que toca à maternidade.
Já sabia o que eram fraldas, cólicas e cordões umbilicais muito antes de ser mãe, agora tenho uma pálida ideia do que me espera quando os meus estiverem naquela etapa da vida tão gira, tão gira que é a adolescência.
Só vos digo que as birras, TPC por fazer, brinquedos por todo o lado e implicâncias um com o outro são, ao que parece, um passeio no parque comparado com o que aí vem.

Isto ao que parece é tipo jogo de playstation, cada nível é mais difícil que o anterior!

domingo, 29 de abril de 2018

Aquele momento...

... Em que num acto de total confiança deitas fora* os collants da filha mais nova, a achar que claramente não faziam falta nenhuma, a primavera chegou de vez, a partir daqui é perna ao léu, e apanhas com temperaturas de 10 graus ou menos.

* deitar fora = doar ou passar a quem tenha filhas mais pequenas.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Temos caminhante

Aos 15 meses a nossa baby 3 decidiu finalmente aventurar-se a ser bípede.
Já ninguém a pára, se bem já pouco parava pois gatinhava para todo o lado na maior.
3 filhos e todos começaram a andar com a mesma idade. Todos por razões diferentes - 1) porque gatinhava muito rápido e era tão independente que não queria andar de mão dada connosco; 2) porque claramente tinha medo de se aventurar, sendo já capaz de andar fisicamente mas não mentalmente; e por último a 3) porque só avança quando está 100% segura do que faz, pelo que parece logo que o faz na perfeição (foi assim ao sentar e ao gatinhar também).

Continua tão querida e tão boa como antes, e todos para lá de apaixonados por ela.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coisas que ficam sem resposta

O raio da mania que eles têm de acordar MUITO mais cedo ao fim de semana do que ao dia de semana!!!
Por que raio, hã?
Caraças, pá...

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Férias da Páscoa

Além de alguns dias de descanso, amêndoas e chocolates, férias da Páscoa por aqui são assim:
É aquela altura do ano em que temos oficinas de miúdos, pelo que passo o dia com crianças e sem tempo para os meus (e isto não é uma queixa, são ossos do ofício).
Vamos as redes sociais e metade dos amigos está na praia e a outra metade na neve.
Há aquele ambiente de quase férias no ar, há menos trânsito e muita gente a trabalhar ao ralenti (mas não passa de uma sensação, as férias ainda estão loooonge).
Abre oficialmente a época alta, começam as filas de turistaa nos palácios e museus, os grupos e grupos a entupir os corredores e a atrapalhar as visitas.
Começa também a apetecer largar os casacos e botas de inverno, já não há paciência!

terça-feira, 20 de março de 2018

Ainda o estudo

Já tinha escrito que fomos avisados pela professora do mais velho que teríamos de os ajudar a estudar estudo do meio, que a matéria é muita, é o corpo humano e tal e coiso.
Quando chegaram as datas dos testes, apontei cuidadosamente no calendário da família, pendurado na cozinha, à vista de todos.
Domingo de manhã antes da "semana dos testes" falei com outras mães durante o jogo de Futsal e o resto do seu domingo ia ser passado a estudar. Os meus foram passar a tarde a casa da tia, brincar com os primos e comer pizza e a seguir fomos lanchar ao meu pai. Passou a semana dos testes, mas o de estudo do meio ficou para esta semana, na 2a feira.
Boa, pensei eu, assim dá para estudar no fim de semana.
Só voltei a lembrar-me do assunto depois de os deixar na escola.
É que nem boa sorte desejei...

(eu até tento, mas não sou mesmo talhada para isto...)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fruta numerosa


Começamos a reparar que a fruta que compramos não chegava até ao fim da semana.
Por brincadeira resolvemos fazer as contas a quantas peças de fruta comemos nós em 7 dias.
São, no mínimo, 100.

Não sei se não nos compensava comprar um pomar.

Cenas fixes do carro novo

Luzes e limpa pára-brisas automático.
Ajuda no ponto de embraiagem.

Um luxo.

terça-feira, 13 de março de 2018

Mum's the bus

Sim, leram bem, era mesmo "bus" que queria escrever. Ou "táxi", também servia.
Sei, e sei mesmo que tudo são fases nas nossas vidas, e que num dia estamos enterrados em fraldas e chuchas e no outro já nem nos lembramos do que isso era. Tudo passa e tudo é relativo, sei disso tudo.
Mas também sei que estou um bocadinho farta de andar aos fins de semana de um lado para o outro a fazer de táxi dos filhos mais velhos, com a mais nova a reboque (coitada, que remédio...).
Ele é jogos de futsal aqui e ali (todos os fins de semana - todos!), ele é apresentações de ballet (e respectivos ensaios no dia anterior), ele é encontros da catequese (em que os meti este ano, sim, a culpa é minha, mas não pensei que envolvesse também tardes inteiras de lanches partilhados por dá cá aquela palha), mais as inúmeras festas de anos. Ando sempre a dizer que não a umas coisas para podermos fazer as outras. A juntar a isto uma refeição com os avós dos dois lados, as compras e a preparação das refeições da semana e o raio dos fins de semana passam sem que dê nem para respirar. (quando é que os pais que estudam com os filhos o fazem? É um mistério para mim!)
E lá ando eu a tentar viver o momento, a tentar abrandar o ritmo, e juro que nem pedia nada de especial - uma caminhada no paredão, uma volta de bicicleta, uma passeata em Sintra já me fazia feliz.
É por estas e por outras que quando os mais novos entram neste esquema apanham com os pais já sem pachorra nenhuma.

Quando é que voltam a ser os adultos a mandar no tempo, mesmo?

sexta-feira, 9 de março de 2018

Golpe baixo

A minha terceira vem sempre dormir para a nossa cama  a meio da noite, e ultimamente por volta das 6h da manhã acorda e vem oficialmente colar-se a mim - enrosca-se, encosta a cabeça no meu peito, cola a cara dela à minha e deixa-se ficar, no maior mimo.
Eu derreto e enterro o meu nariz nos caracóis dela, e agradeço mil vezes por esta filha-maravilha que nos calhou.
O problema é que costumo acordar por volta das 6h e pouco para ir fazer ginástica, e assim fica tão mas tão mais difícil!
Baixaria, pá.

domingo, 4 de março de 2018

Fim de estação

Aquela altura do ano em que os collants estão pequenos, as calças de fato de treino rotas no joelho, as leggings quentinhas a ficar curtas.
Não vale a pena comprar mais este ano, por isso Inverno, podes ir à tua vida.

Como antigamente

A ver o festival da canção.
Novidade: votei.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Adeus, Fabia!

E quase quase 9 anos depois de ter escrito este post, esta semana despedimo-nos do nosso querido Skoda, que deu a vez a uma carrinha maior.
Fui à procura do post, tinha a noção de ter escrito, mas claro, quando o reli mal me reconheci...
Diferenças à parte, foi um carro que nos marcou profundamente, e que fez mesmo parte da nossa história, acompanhou-nos nestes últimos 9 anos em que tanta coisa aconteceu.
Foi o carro que mais conduzi, em que mais tempo passei seguramente, de tal forma que foi uma extensão de mim mesma, a minha 2ª casa. O primeiro e talvez único carro novo que conduzi.
Tantas vezes esperei, almocei e lanchei, estudei, li e reli guiões de visita, percorri mentalmente tantos palácios e museus, vesti e despi fardas de trabalho. Tomei decisões, pensei na vida, organizei ementas e listas de compras. Mudei fraldas, mudei toilettes inteiras, limpei vomitados, dei de mamar, dei mais uma bolacha lá para trás. Em alturas difíceis sentei-me ao volante e chorei (e foi uma espécie de terapia).
Quando o fomos buscar éramos dois (e uma pequena semente que nem se notava na barriga). Passámos a ser dois e um ovo; depois um ovo e uma cadeira, e tanto tempo duas cadeiras (viradas para trás), e quando já só eram precisos dois banquinhos, pois que o ovo voltou outra vez (e o Skoda ficou pequeno).
Um carro é um carro, e estamos contentes por ter mais espaço para todos, mas não vou dizer que não me custou deixar o nosso querido Skoda no stand e vir embora sabendo que não o vamos buscar.
Que vá agora fazer outra família feliz, que as nossas aventuras continuam ao volante de uma Peugeot 5008.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Ser atenta às coisas da moda

E ter um grande cuidado com o visual é achar que vestimos o casaco novo (do post anterior, estreado ontem) e quando damos por ela (já no carro), afinal vestimos o velho, sem dar por nada!

Compra certa

Sabes que compraste o casaco certo para a chuva e o frio (nos saldos) quando o estreias em Sintra num dia de chuva (quando chove em todo o lado) e ele passa no teste com distinção.
"Sintra em dia de chuva" quase parece uma redundância, pois que chove todo o ano, mas quando está mesmo a chover em todo o lado, em Sintra está sempre muito mais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Percebes que cresceste quando...

... Domingo, 23h30, compras feitas, jantares e sopa da semana feitos ou adiantados, roupa acabada de chegar da lavandaria (secadora) dobrada e pronta a arrumar. Roupas dos três separadas para amanhã, marmitas prontas no frigorífico, lanches destinados. Cozinha arrumada e chão varrido depois da azáfama terminar.
E a sentir-me a super mulher.

Viver o momento

Tanto quero aproveitar o aqui e agora e  largar o telemóvel, que depois vou a um batizado giríssimo e não tiro nem uma fotografia....

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

1st world problem

Sair de casa com o bâton novo impecável e encher os filhos de beijocas à porta da escola logo a seguir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Ser cool

Ser cool como eu é abrir a ultima edição da revista cool do momento (a Time Out Lisboa) e descobrir :
1) uma colega de trabalho que também é atriz na divulgação da sua última peça
2) o frigorífico de um querido primo amante de comida (ou food lover, como for mais cool) e grande instagrammer (além de leitor e comentador assíduo deste blog)
3) um ex colega do colégio, que abriu um negócio de comida em casa
4) duas notícias de exposições onde trabalho ou já trabalhei

Ora eu que já tinha desistido de ler a Time Out por achar que estou sempre Out, assim venho a descobrir que afinal estou super In!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tendências virtuais (o meu insta)

Já foram os blogs de comida saudável, dietas de todos os tipos, gente que perdeu peso e toda a panóplia de malta do fitness e também gente famosa inspiradora. Museus e palácios de todo o mundo, directores de galerias, plataformas de arte contemporânea.
Depois engravidei e enjoei a comida saudável, desliguei a maioria da malta do fitness e procurei marcas de bebés. Encontrei amigas que tiveram bebés ao mesmo tempo que eu (e passamos a amizade para o plano real). Deixei os famosos e passei a seguir mães cheias de pinta, cheias de filhos, giras que farta.
Recomecei a trabalhar e tive de reduzir as contas ao máximo, foram as coisas de bebé, foram as mães giras e cheias de pinta, foram os museus de todo o mundo, ficou só o essencial - museus e palácios portugueses, alguma comida saudável, algum fitness e os amigos da vida real.
Nesta procura pela simplicidade e minimalismo a tendência do momento são as contas que me ajudam a organizar a casa, a organizar refeições, a viver com menos.
O que virá a seguir?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Estudar ou não estudar?

Ui, tanta coisa para dizer sobre este assunto, tanta mesmo, até porque não sei muito bem para onde me virar...
Detesto as comparações com a nossa geração, porque acho que há coisas que não se comparam... Nós brincámos na rua, íamos sozinhos para a escola, a maioria só tinha aulas ou de manhã ou de tarde, e agora não é nada assim. A escola mudou, os miúdos mudaram, e os pais e professores também. Que seria se agora o prof dos meus filhos aparecesse de régua de madeira para bater em quem falha a tabuada ou dá erros no ditado, coisa normal nos anos 80 como sabeis.
Dito isto, nunca na minha vida estudei antes do 8o ou 9o ano, nunca na vida me ocorreu estudar no 1o ciclo - fazia TPC e não eram poucos, mas era só.
Agora vejo os pais todos a estudar com os filhos, as famílias a deixar de fazer programas nas semanas dos testes, e por muito que ache que os miúdos precisam de ser acompanhados, não sei se não estamos a cair no exagero...
Principalmente no exagero da importância dos testes. É mesmo importante ter boa nota? Haverá miúdos que se importam com isso, sei que sim, mas será que não é mais por influência dos pais?
A prof do mais velho pediu que os ajudassemos a estudar estudo do meio, pois a matéria começa a complicar e é importante ganhar hábitos de estudo. Ontem lá estivemos, ele a ler e eu a fazer perguntas durante um bocado.
Hoje de manhã à porta da escola desejei boa sorte no teste.
Resposta dele: "mas eu hoje tenho teste??"
Fiquei espantada mas contente por ele não saber. Pois se estivemos a estudar ontem deveria saber que tem teste, mas gosto que não dê demasiada importância.
Vim confirmar o calendário dos testes.
Hoje é o de matemática.
I rest my case.

*disclaimer: esta descontração tem por base o facto de ambos terem muito boas notas e andarem felizes com isso, nós não valorizamos as notas em demasia, mas claro que se não fosse assim teríamos de andar mais em cima. Ou se calhar é melhor não....

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Aquele momento para lá de espetacular

... em que sais de casa a horas, sem pressas, sem birras, sem gritos, sem te esqueceres de nada, camas feitas, roupa suja no cesto, fralda da noite no caixote, caixote do lixo fechado para não cheirar mal, lancheiras do almoço de crianças e adultos preparadas com almoço quentinho no termos, saquinhos do lanche nas mochilas da escola (lanche da manhã, lanche da tarde e ainda algo mais para outras horas), mochila das fraldas, saco de futsal e saco de ballet, deixando a casa minimamente apresentável, sem restos do pequeno-almoço à mesa, louça suja no lava-loiça ou na máquina, na loucura o chão da cozinha varrido, luzes da casa todas apagadas.
É raro mesmo raro, mas de vez em quando acontece.

Cenas fixes

A alegria genuína da mais nova quando vê os irmãos de manhã.
A surpresa, os gritinhos, os saltos que dá na sua cama agarrada às grades, o abraço sentido quando eles se aproximam.
Toda ela é sorriso, dos cabelos à ponta do pé. Não há resmunguice matinal que lhe resista.

(já aqui disse que foi a melhor ideia de sempre termos tido este bebé? Foi mesmo.)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

3 anos ontem

3 anos em que o regresso a casa está vazio deste abraço de mãe.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Defeito profissional (ao contrário)

Quando levo a mãe que há em mim para o local de trabalho e dou por mim a ajeitar o gancho do cabelo de uma menina, a ajudar a vestir os casacos à porta do museu, a ficar irritada quando vejo dois irmãos em brincadeiras parvas que já sei que vão acabar mal.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A melhor do mundo fez 1 ano

Para memória futura, a nossa baby 3 ao 1 ano:

É assustadoramente igual a mim na sua idade.
Só se pôs de pé há muito pouco tempo.
Fala e diz muita coisa, imita sons na perfeição e diz já claramente cão (1ª palavra), mãe e pai.
Exprime-se muito bem, conseguimos perceber perfeitamente o que quer.
Sabe onde está o pé e a mão.
Adora animais.
Põe tudo na boca.
Adora interruptores, adora rasgar guardanapos de papel, e tirar e por coisas de dentro de caixas.
Come tudo sem pestanejar. Se estivermos a comer fruta pede insistentemente um bocado (pede tudo, nós é que só lhe damos quando é fruta!)
Adora tomar banho.
Adora os manos e vibra com a sua chegada.
Continua a custar a adormecer, e vai passando diversas fases, ora adormece ao colo, ora deitada connosco, mas na cama dela só durante o dia, de noite nunca.
Dorme uma grande parte da noite na nossa cama.
É um bebé previsível, e só mesmo sendo a 3ª é que nos apercebemos disso e damos valor - desde que nasceu que há coisas em que permanece igual (caso do ponto anterior e do seguinte também), e conseguimos perfeitamente prever quando é que vai haver choro ou birra.
Detesta barulhos fortes - batedeira, secador de cabelo, varinha mágica.
Faz diferença entre quem conhece e quem não conhece, mas não é estranhona, e numa festa anda de colo em colo com pessoas que nunca viu na vida, sem problema nenhum.
Não veio mudar nada na nossa vida, não é a primeira em coisa nenhuma, mas ao mesmo tempo mudou tudo - veio baralhar e dar de novo a nossa vida "certinha" de família de 4.

Continua o melhor bebé do mundo e eu só posso agradecer a sorte de ser sua mãe, e bem dizer o dia em que nos lembrámos que se calhar podíamos tentar ir ao 3º - melhor ideia de sempre!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Coisas que nos ajudam cá em casa

Pendurámos um cabide para casacos ao alcance deles.
Já não precisam de ser os adultos  ir buscar e arrumar os casacos.
Uma coisa tão simples, e a diferença que faz no nosso dia a dia.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Mega desafio

Fazer visitas numa exposição cujo artista tem como base... a matemática.
Essa mesma, que deixei de acompanhar no 7º ano, corria o ano de 1991 ou coisa parecida.

E pois que hoje foi o dia de, pela primeira vez em toda a minha vida, receber um elogio de um professor de matemática!
Ele há coisas...

Orgulho de mãe

A ler uma história sobre o rei D. Carlos, diz o mais velho:
"Oh mãe, o D. Carlos morreu 70 anos antes de tu nasceres - em 1908, e tu nasceste em 1978! Já viste, só 70 anos antes e o D. Carlos ainda era vivo!"

E isto deixa-me cheia de orgulho a tantos níveis, que nem vos ocorre.
Que ele escolha histórias de reis para eu lhes contar.
Que ele saiba fazer contas assim do nada.
Que ele sinta uma coisa que normalmente só quando crescemos e gostamos muito de História nos apercebemos: 70 anos no decorrer da História parece muito, mas não é nada.
Em 70 anos tanta coisa muda, mas passa num piscar de olhos.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Em actualização

A tentativa de minimalismo do momento também chegou às minhas redes sociais.
Depois de nos meses de licença ter adicionado uma data de contas ao meu Instagram - ele eram coisas de bebés, marcas fofinhas, marcas de roupa gira para mim, mães artesãs, mães com muita pinta, blogs da moda, blogs que toda a gente lê - porque digamos que com tantas horas de amamentação tinha tempo para me manter a par - em 2018 fiz uma limpeza geral, que chegou até a este blog e tudo.
Não há paciência, não há tempo, já não se aguenta.
Não há paciência para as bloggers sempre a impingir marcas, não há paciência para fotos de miúdos que não conheço de lado nenhum, não há paciência para ver catálogos de marcas de roupa que nunca vou comprar. E salvo raras excepções, as contas mais inspiradoras rapidamente deixam de me inspirar.
Fiquei com as pessoas que admiro mesmo muito, ou que são minhas amigas de verdade.
O resto, foi à vida.

domingo, 14 de janeiro de 2018

A minha agenda

2017 ficou para a História, entre outras coisas, como o ano em que deixei de usar agenda em papel.
Sim, eu sei que por estes dias tudo quanto é blogger anda a mostrar as suas agendas giríssimas, cada uma apetece mais que a outra, é verdade, mas é ainda mais verdade que a agenda do telemóvel é agora a minha preferida.
Se calhar alguns de vós já nem usam há muito tempo, mas provavelmente poucos de vós a usariam tanto como eu até ao ano passado: tenho os dias todos diferentes, trabalho em  5 ou mais sítios diferentes com horários diferentes, sem agenda não consigo viver!
Mas dá muito jeito ter avisos no telemóvel e ter as duas agendas sempre sincronizadas é uma perda de tempo.
Simplificar também é abrir mão de coisas de que até gostávamos muito, mas afinal vivemos perfeitamente sem elas.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Ainda sobre "cada vez menos"

A propósito da nossa resolução de ano lectivo novo de começar a cozinhar ao domingo - o que obriga a um planeamento prévio de pelo menos 4 refeições e uma sopa por semana, respectivas compras de ingredientes, levando invariavelmente a que as ideias se esgotem em menos de nada e daí a andarmos a comer as mesmas coisas semana sim semana não é um tirinho -  a minha irmã falou-me desta plataforma, e da sua rubrica 7 dias 7 pratos.
E basicamente, não só a rubrica, mas toda a plataforma tem tudo a ver com o caminho que tenho vindo a tentar percorrer.
Cada vez menos coisas, cada vez maior consciência, cada vez menos pressas, cada vez mais tempo com quem gostamos, fazer menos para fazer melhor. Menos pressa para ir para a praia àquela hora, menos pressa para "aproveitar" o que quer que seja (que está sol, que não chove, que o filme ainda está em cena), menos pressa para tentar fazer tudo e andar sempre a correr (ir à festa de anos, lanchar com os amigos, jantar de família e ainda ir àquela exposição) - no fundo desacelerar o ritmo onde e quando possível.
Com a subscrição da newsletter recebemos um guia prático para destralhar a nossa casa - só falta mesmo colocar o guia em prática (virem cá fazer isso é que era, mas pronto).
Depois de um verão que me pareceu infindável por ter decorrido a viver devagar, sem demasiados programas, e de uma rentré que entrou com tudo e nos obrigou a reorganizar as rotinas à bruta, foi bom encontrar um espaço com o mesmo comprimento de onda.
E não fiquem com a ideia idílica de que as autoras vivem devagar, elas mesmas admitem que andam muitas vezes a mil e com prazos apertados mas no meio da loucura tentam encontrar o equilíbrio possível (o que para mim é ainda mais inspirador).
O ponto de chegada não é o mais importante, o que importa é o processo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O que vemos por aqui



(é como quem diz, o Tê vê e eu dou uma espreitadela enquanto faço outras coisas)

Cada vez menos

Já vos falei do meu armário cápsula, mas a vontade de ter menos tem-se estendido a outras áreas.
Cada vez mais tenho vontade de ter menos coisas.

Desconfio mesmo que vou deixar passar os saldos sem comprar coisa nenhuma.
Olho para esta casa cheia de pessoas e só me apetece mesmo ter menos - tralha, brinquedos, roupa de casa.
Imagino-nos daqui a uns anos, dois (quase) adultos e três adolescentes, ou mesmo depois, 5 quase adultos a viver nesta sala e três quartos, e ou bem que arranjamos espaço ou não vamos mesmo caber.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Ano novo, vida mais ou menos na mesma - 2017 em revista

Já houve anos em que senti muita vontade de virar a página, de que o ano terminasse para começar um novo.
O último trimestre de 2017 foi uma aventura, mas não sei porquê desta vez não senti aquela vontade que acabasse... talvez por saber que foi o ano do meu bebé, da minha pequenina, que no fundo está quase a fazer um ano, e o fim do ano traria essa realidade para mais perto.

2017 foi intenso, e foi um ano de contrastes, em que chorei de alegria e de tristeza quase na mesma proporção. Quase. Mas não totalmente, chorei mais de alegria, e o saldo é positivo.

Começou logo da melhor maneira com o nascimento do meu afilhado. Não estava nada à espera de ser convidada para madrinha deste bebé, e foi uma honra ter sido escolhida. É filho de uma prima muito especial, e é o primo mais próximo da minha nº 3.
18 dias depois era a minha vez de entrar no Hospital de Cascais no dia mais frio do ano - se bem que ela só nasceu no dia seguinte, pouco depois da meia-noite.
Já aqui descrevi o seu nascimento, foi o parto mais zen e tranquilo da História, correu tudo com tanta serenidade que foi um dos momentos altos da minha vida.
Os primeiros meses foram marcados por ela, o bebé mais doce de todo o sempre. Com o tempo temos tendência a dourar a pílula, mas a bem dizer os primeiros tempos foram bem difíceis, até acertar os ponteiros da amamentação.
Quer queiramos quer não, ao terceiro temos aquela ilusão de que nada é novidade, e que nada nos poderá surpreender, mas não é verdade. Percebi que há uma data de coisas que não prevemos, toda uma panóplia de coisas que podem correr mal de modo diferente dos outros dois.
Também me surpreendem as coisas boas, os primeiros sorrisos, a maneira como se cala no meu colo, as primeiras descobertas, toda ela é encanto e curiosidade, toda ela é querida e amorosa, princesa aos olhos dos pais e dos manos.
Fez-me repensar a relação que tive com a minha mãe, aquilo que fui para ela e que ela tantas vezes me disse: aquele encanto do último bebé, que foi gozado até crescer, com direito a colo até mais não.
Foram doces estes meses dedicados quase só a ela, com sestas conjuntas no sofá, muitos mimos sem pressa, muitas horas só nós duas.
Tirando o internamento do meu afilhado, que com 3 meses ficou internado 3 semanas com uma bronquiolite e com um vírus apanhado no hospital, o primeiro semestre de 2017 correu mais ou menos sem sobressaltos.
Tudo se começou a precipitar depois das férias, a partir de Setembro.
Sejamos sinceros, foi assim ao primeiro e ao segundo, ao terceiro não ia ser diferente: a vida começa a sério quando regressamos ao trabalho e à rotina. Quer se trabalhe em casa ou fora (e eu já fiz ambos), quando nos dedicamos a 100% ao bebé a coisa fica sempre mais fácil.Quando o foco começa a ter de ser outro (e para mim, ainda bem) é que a coisa complica.
E foi uma adaptação ter três filhos e não dois. Toda a minha vida ouvi a minha mãe dizer que a grande diferença é quando se passa de um para dois, mas de dois para três também tem que se lhe diga - mesmo quando o número três é o bebé mais fácil à face da terra. Por si só já foi suficiente para sentir que podia não conseguir dar conta do recado, de ter demasiadas bolas no ar ao mesmo tempo.
A isto juntou-se um novo projecto profissional que exigiu muito tempo e dedicação, e que me deu um gozo enorme. Tantos meses praticamente parada e de repente foi um desenferrujar completo, numa das melhores exposições em Portugal dos últimos anos. E também se podia fazer aqui toda uma reflexão sobre estes regressos ao trabalho, em que parece que nunca estivemos fora - e todos os outros agem como se nós não tivéssemos tido um bebé e exigem de nós o tempo, a cabeça, a capacidade de dedicação de antes. No meu caso, sendo freelancer e adorando o que faço, não foi um sacrifício, mas senti que estava basicamente a ser arrastada e sempre a tentar acompanhar o ritmo dos outros. A minha parceira de trabalho (e grande amiga) ia fazendo perguntas e tentando tirar dúvidas ao serão e eu só me conseguia sentar a trabalhar lá para as 23h, antes disso era mesmo mesmo impossível.
Infelizmente este projecto acabou por não ir totalmente para a frente, ou a não ter continuidade, o que acabou por gerar quase uma situação de pânico, tanto tempo reservado para isto, tanto trabalho recusado noutros sítios para depois não haver retorno - foi complicado de gerir, mas passou rápido, como aliás tudo passou rápido neste trimestre.
Rapidamente surgiu outro projecto que me roubou os serões (e ainda rouba), porque nesta insegurança de não ter trabalho fixo temos é de acreditar e pensar positivo. Tudo se resolve.
Em paralelo, tivemos de lidar com a fragilidade na saúde do meu pai e tios da sua geração, nem sempre com os melhores desfechos.
O meu pai, diabético há 30 anos, veio das férias com uma ferida de pé diabético que exigiu fazer pensos dia sim dia não, resultou num internamento de uma semana por falha nos rins (nunca na vida esteve doente, primeira vez que se viu numa cama de hospital em 74 anos). E depois de muita esperança, desilusão, segunda opinião, terceira opinião, acabou por ter mesmo de amputar o dedo doente, e está ainda a recuperar. Além da logística que implica as idas constantes ao hospital (onde só vou quando posso, distribuímos entre irmã e cunhado), é ver o nosso rochedo, aquele super pai que tratou de todos e que há três anos tratou da minha mãe exemplarmente, a ter de precisar de ajuda, o que (sorte nossa) é uma novidade - para nós filhas, e para ele, ver a sua tão estimada autonomia e independência restringidas ao máximo. Isso e ser obrigado a comer sopa e salada, é complicado.
Morreram dois tios muito queridos e próximos, e sinto muito a sua falta - uma tia irmã do pai, um tio irmão da mãe. Em ambos os casos os irmãos mais próximos de idade, companheiros de brincadeiras e de histórias da infância. Ainda estou a digerir a morte de ambos, pois por não viverem perto, parece que estão a um telefonema de distância.
E a lista poderia continuar, pois infelizmente não foi só à minha volta que 2017 se complicou. Sempre que encontrava alguém que não via há algum tempo parece que tinha acontecido alguma coisa má, e foram tantas e tão mas tão tristes que eu só posso agradecer pela saúde dos meus filhos, e também a minha e do Tê, pois com essa temos podido contar - e que bom que é, acreditem.

Acreditar é mesmo a palavra de ordem!
Feliz 2018, queridos leitores!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

1 mês

Não me lembro nunca de ter ficado 1 mês sem aqui escrever, mas se repararem na data do último post poderão confirmar. Há sempre uma primeira vez.

Não tenho mesmo conseguido escrever aqui. Continuo a pensar em posts, mil vezes ao dia surgem ideias e pormenores e parvoíces para aqui escrever, mas por uma razão ou outra acaba por me passar. Ou porque não venho ao computador ou porque no telemóvel não me dá jeito, seja o que for, os dias passam e as palavras ficam no ar. Suspensas.

2017 tem sido mais que duro. Tem sido um desafio a muitos níveis, logo desde o início. Tem sido transformador, e não há mudança nem transformação sem dor.
Pelo caminho também este blog precisava de se transformar, mas faltam-me meios para o fazer. Quem diz meios diz tempo, quem diz tempo diz paciência.
Adoro este blog. Adoro mesmo.
Este blog foi uma âncora numa altura em que me sentia tão estagnada. Foi o último reduto da minha criatividade, numa altura em que estava agarrada a um emprego que não me satisfazia. Agora tomara eu ter criatividade para tudo o que me é pedido, tomara eu ter palavras para dizer tudo o que preciso durante o dia, quanto mais chegar ao fim e vir aqui dizer ainda mais coisas.

No entanto, não desesperem. Se há coisa que a maternidade me ensinou foi que tudo são fases.
Tudo são fases.
Aguentem esta fase (ou vão à vossa vida, vocês é que sabem), que eu acredito que vai passar, e quem sabe este blog volta a ter uma réstia de piada.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Armário cápsula

Foi uma das minhas resoluções de ano lectivo novo: reduzir o meu (já reduzido) guarda roupa, de modo a caber no conceito de capsule wardrobe.
Não foi nada do outro mundo, consegui ter uma visão global da coisa porque a maioria da roupa não foi usada no ano passado. Foi só mesmo escolher e ficar com aquilo que de facto me apetece vestir (e ponto para mim porque tudo me servia, yeah!).

Qual é o problema?
É ter um bebé pequeno em casa. (e só lavar roupa ao fim de semana)
Num dia fiquei com banana esborrachada no joelho e lá se foram as calças pretas; no dia seguinte sentei-me em cima de sopa entornada na cadeira, e lá se foram as calças jeans.
Ainda nem chegamos a 4ª feira e já quase não tenho o que vestir....
Vou ter de rever esta ideia da cápsula.

Já a imaginar o clássico post de fim do ano

2017 foi um ano de extremos, caramba.
Está a ser, aliás.

domingo, 19 de novembro de 2017

O post que nunca imaginei escrever

Estou oficialmente a ficar deprimida pela falta de chuva.

sábado, 18 de novembro de 2017

A hora mudou e eu não me queixei

Aliás, quase agradeci.
Com este verão prolongado a rotina do regresso à escola demorou mais a instalar-se e o resultado foi que de manhã nos estava a custar horrores chegar a horas.
De um dia para o outro deixámos de acordar à queima-roupa e ganhámos 1 hora de manhã.
Eu voltei à ginástica matinal, os miúdos acordam sem pressa, tomam o pequeno-almoço com calma, e sim, há dias que saímos a correr e chegam à escola em cima da hora, mas sem a loucura instalada que foram as primeiras semanas de aulas.
E nem a noite às 18h me faz impressão. A essa hora olho para o relógio em vez que de me guiar pelo por do sol. Se são 18h é cedo, se são 19h está na hora de ir para casa, não há nada que enganar.
Anos a fio a ficar deprimida só de pensar que ia mudar a hora, e agora é isto.
Ser crescida também traz vantagens.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Back on track





6h15 da manhã e lá estou eu em frente à televisão.
É desta senhores, é desta que fico boazona em boa forma.

This is us X Walking dead

(sobre o This is us)
"Esta série não é um bocado parada?"
Diz o fã de Walking Dead - série que vai em sei lá quantas temporadas em que não saem da cepa torta, os mortos-vivos continuam mortos-vivos, os vivos continuam vivos, os mesmos actores a fazer sempre a mesma coisa, espingarda para aqui, mocada para ali, casas abandonadas  e zombies a grunhir e arrastar os pés em toda a parte. Passam os anos e não se passa mais nada, e ainda assim há quem não perca um episódio. E critique a série nova por ser "parada".

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Coisas que nos têm ajudado na organização cá de casa

1) cozinhamos por atacado, para a semana toda. No dia fazemos só o acompanhamento ou apenas aquecemos. Inspirámos-nos no blog da Joana Roque As Minhas Receitas, mas em vez de deixar tudo preparado nós vamos mais além e cozinhamos logo tudo de uma vez. Coisas que não dá para fazer antecipadamente não fazemos, mas também não comemos. Cozinhar antes de jantar durante a semana é praticamente impossível. Tudo o que seja mais que cozer arroz ou massa fica mesmo fora do nosso alcance. Estamos muito fãs desta técnica e recomendamos a toda a gente.

2) secar a roupa na lavandaria. Já fiz um post sobre isto, é mesmo uma das melhores invenções e não sabemos viver sem. Ah e tal mas não tem chovido - nós vamos na mesma. É a única maneira de ter a roupa toda pronta ao mesmo tempo, de chegar efectivamente ao fundo do cesto da roupa suja concentrando o trabalho todo num momento da semana. De outro modo acabo a fazer máquinas todos os dias, a apanhar e estender todos os dias e ainda assim ter as gavetas vazias.

A nossa 3ª filha trouxe muitas coisas boas a esta casa, e uma delas foi mesmo esta necessidade fulcral de ter as coisas (mais) organizadas.

Foram precisas 3 crianças para disciplinar estes pais caóticos...

Coisas de miúda

Ter uma filha (crescida), é comprar um rímel novo e ter alguém que repara logo mal olha para as nossas pestanas.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um dos temas quentes do momento: refeições escolares

Começou logo a abrir o ano lectivo com um atraso de duas horas na entrega das refeições. Foram três dias a almoçar à hora que deviam estar a entrar na sala.
A partir daqui, foi sempre a piorar. Não nos atrasos, mas na comida em si.
Inconformidade com a ementa (todos os dias!), sopa de cor branca cheia de fécula de batata, salada inexistente, arroz mal cozido. Não houve frango cru como noutros sítios, pelo menos que eu saiba.
A Associação de Pais organizou uma fiscalização e a comida mesmo quando era boa, era má.
Eu olho para as fotos e só penso que há cães que comem melhor que as nossas crianças! Sem dúvida!
Com tudo isto, desde a semana passada que me rendi às evidências e eles passaram a levar almoço de casa. Agora que são três e tenho menos tempo é que me meto nisto, mas pronto, tem mesmo de ser.
E não foi antes porque a escola não permitia - por falta de pessoal todos os meninos tinham de almoçar da escola, ou então vinham a casa, não havia hipótese de levar almoço.
Com toda esta polémica quando informei a directora da escola que eles iam passar a levar a comida de casa, ela aceitou logo e nem pestanejou - a situação está para lá de descontrolada.
Ando eu a gastar dinheiro em comida de qualidade, produtos frescos e biológicos, para depois almoçarem ao mais baixo nível?
Não!
Estou bastante contente com esta decisão. Tenho mais trabalho, é uma grande seca, mas estou descansada quanto àquilo que almoçam e eles também ficaram felizes.
Para já noto que não chegam a casa esganados de fome como antes, a longo prazo a saúde deles também agradece de certeza.

Para que as coisas mudem, assinem a petição.

Mood do momento







Ser freelancer

É ter de contar sempre, sempre, sempre com imprevistos.
Ia ter o Novembro mais ocupado e lucrativo de sempre, mas uma reviravolta do destino quis que afinal não.
Ou reviravolta do destino ou uma falta de escrúpulos de quem tem poder para decidir, também pode ser isso.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ser mãe também é ser actriz

E organizar uma festa (minimamente) divertida com 25 crianças à mistura, quando tudo falha e só te apetece enfiar dentro da cama.

Sobrevivemos todos, e eles gostaram, que é o mais importante.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

No olho do furacão

... tanta coisa a acontecer, vamos lá ver se não deixo mesmo cair um prato...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Aquele tempo...

...em que as músicas a meio tinham uma guitarrada valente.

Estou saudosista, pronto.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Novo desafio

Temos oficialmente um ser rastejante cá em casa.

Sacos (e sacos e sacos) de roupa

Sabes que estás atrasada no tratamento das roupas de verão quando a tua irmã já te passou uns quantos sacos de roupa, a tua amiga também, e até o primo que tem 5 filhos (com entrega ao domicílio e tudo), e a roupa dos teus filhos que não serve ainda está nas gavetas...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Coisas que te fazem parecer mais velha

Não é usar óculos (óbvio), é usar óculos com aquelas fitas para pendurar os ditos ao pescoço.
Aquelas desportivas para óculos escuros ainda vá, mas eh pá, a fita ou corrente nos óculos de ver ao perto... fica-se mesmo logo com ar de velha.

São práticas de usar?
Calculo que sim. Mas metem logo 10 anos em cima de quem as usa.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

Sr. Sinal

Esta semana fui tirar um sinal na barriga.
Não é a primeira vez, pelo que ia bastante descontraída e a par do esquema.
Só que este não era um sinal. Era um Sr. Sinal, médio por fora mas grande por dentro, pelo que o procedimento foi quase uma cirurgia à séria, e o resultado foi um grande buraco na barriga.
(ao menos aproveitavam e faziam lipoaspiração mas nem isso).
Mas pronto, por mim até estava tudo bem, até me dizerem que não podia molhar o penso (que vai ficar por 15 dias!).
A sério que em 2017 não há pensos impermeáveis??
Como é que se toma um duche sem molhar a barriga?
E agora que ao que tudo indica vou poder voltar ao biquíni em 2018, vou ficar com uma mega cicatriz!
Oh sorte...

Post fútil ou nem por isso

Aos 8 meses regresso ao peso que tinha ao engravidar.
Longe de ser o meu peso ideal, é motivo de alegria e orgulho voltar a caber nas calças (apesar de ainda não ficarem a matar, mas já apertam, nada mau).
E não, não foi por obra e graça do espírito santo ou da natureza que é minha amiga. Foi obra de mudanças alimentares profundas que têm a ver com outros problemas mas que por acréscimo permitem também perder peso. (o truque já sabemos qual é: fechar a boca!)
Os primeiros 8kg já foram, agora é a valer.
Consiga eu meter o exercício físico na minha rotina (meu querido Shaun T que tantas saudades tenho!) e garanto que chego aos 40 em melhor forma do que estava aos 30.
Bora lá!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ainda a aprender a ser mãe de três

Assim foi com o primeiro e a segunda, e assim é com a terceira também.
Está tudo bem quando estamos de licença (ou não, mas isso dá outro post), a verdade verdadinha começa quando voltamos ao trabalho.
Tudo o que fazíamos antes deixa de funcionar, toda a lógica e rotina tem de se repensar e reajustar. E pelo meio deixar muita margem para o jogo de cintura que é preciso ter.
Neste momento acho que nem que não dormisse à noite eu iria ter tempo para ter tudo organizado (e tudo é só o básico porque nem sou pessoa muito organizada!).

Hoje foi o primeiro dia em que tive mesmo mesmo de sair a tempo e horas. A do meio acordou a vomitar. Pronto, instalou-se o caos. Foi o mais velho a dar o biberon à mais nova, o Tê esqueceu-se do antibiótico e teve de voltar para trás, e até houve uma vassoura que caiu pela janela (juro!), quando estávamos finalmente prontos a sair (mochila as costas de um, balde para vómito debaixo do braço da outra) ainda houve tempo para mudar um cocó na fralda antes de sair!
E chegamos todos a tempo!
No meio do caos até correu tudo bem.

O que falhou afinal? Regresso a casa para almoçar e reparo que os lanches ficaram no frigorífico...

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O fim do verão que parecia não ter fim

Já tive muitos verões especiais na minha vida, e o de 2017 ficará na minha memória como um deles, seguramente.
O melhor de tudo não foram os dias de praia (na melhor do mundo), nem as idas à piscina nem nada disso.
O melhor de tudo foi o tempo que tive com eles.
Tirando duas semanas de trabalho intensivo, em que eles foram para o ATL (e a mais nova para a avó), o resto do tempo foi passado comigo.
Foram quase três meses quase sempre juntos.
Com tudo de bom e bonito e idílico e sufocante e desgastante e desesperante que possa ser - e ainda para mais marcado pelo facto de não podermos fazer praia à nossa vontade por causa do bebé.
Nos anos anteriores tive a sensação de que eles andaram o verão inteiro de actividade em actividade, muitas delas comigo, é certo, mas sempre com horários, com pausas de almoço, com coisas planeadas para fazer até irmos para fora daqui.
Este foi o verão de fazer o que apetece.
Tiveram tempo para tudo, até para se aborrecerem (que é tão importante!).
Preguiçaram em casa, viram televisão (coisa rara em tempos de aulas), fizeram desenhos e pintaram, brincaram de facto com a carrada de brinquedos que têm, desfrutaram do seu quarto, da varanda, trouxeram legos e casinhas para a sala. Andámos de bicicleta e de patins, fomos ao parque e à praia e à piscina, mas tudo sem fazer muitos planos.
Que bom que foi poder proporcionar-lhes estes dias, que não sei se algum dia vão valorizar, mas que eu acho que foram tão importantes.
Chegaram ao fim das férias fartos de não ter nada para fazer, e eu farta de os ter por perto!
Foram para a escola felizes e com aquela vontade de voltar à rotina, e eu feliz por eles e feliz por mim também.
Foi tão bom que até foi um fartote!

Cada vez mais há mais ofertas giras para ocupar os miúdos nas férias (e eu trabalho nessa área, sei muito bem), mas foi um privilégio termos um verão sem rotinas, como os de antigamente.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

As mães de meninas pequenas vão perceber

A minha filha do meio, que tanto tempo foi a mais nova, está tão crescida tão crescida que de todo o material para o 1º ano não escolheu NADA com o tema Frozen.
Nem nada cor de rosa, devo acrescentar.

São agora uns dois aninhos de descanso até voltar a ouvir Let it go...let it go.....
Ufa.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

10 anos hoje

Que escrevi o primeiro post deste blog.
Não pensei no assunto na altura, mas não deixa de me surpreender que 10 anos depois este espaço continue a existir.

Tanta coisa aconteceu desde então.
Era uma quase adulta à beira dos 30, a viver em Amsterdam, a trabalhar numa multinacional americana e vivia com o namorado e um amigo.
Sou uma quase adulta à beira dos 40, vivo no Murtal, trabalho em diferentes palácios e museus e vivo com o mesmo namorado e os nossos três filhos.
Entretanto a vida foi acontecendo, muitas coisas mudaram, pessoas partiram e outras chegaram, passei por tanta coisa que nunca cheguei a partilhar, mas algumas coisas permaneceram iguais.
Entre elas este blog e a minha vontade de aqui escrever.

10 merecem uma transformação e tenho andado a pensar nisso: uma nova cara, sair do anonimato, quem sabe abrir páginas noutras redes sociais.
Fiquem por aí, como têm estado nos últimos 10 anos, que eu por cá permaneço também.

Obrigada a todos!
Será que me torno adulta nos próximos 10 anos??

segunda-feira, 31 de julho de 2017

70 anos hoje

Hoje era dia de estarmos juntos.
De almoçar fora na Adraga ou no restaurante do javali, de passear por Sintra, comer uma queijada.
De tirar uma fotografia os 5 em frente ao loureiro que havia em frente à porta da sala.
De ter os tios lá em casa à noite a beber café.
Não que adorasse fazer anos, não que gostasse de ser o centro das atenções, mas era sempre um dia diferente e especial.
Continua a ser diferente e especial, isso é certo.

Lembro-me dos 40, dos 50 e dos 60. Não pensei nunca que aos 70 o festejo fosse outro.

Parabéns, mãe!

sábado, 22 de julho de 2017

És oficialmente mãe quando...

... sozinha em casa com com os filhos te cai um varão de cortinas bem pesado em cheio em cima da cabeça, e no meio de uma dor alucinante só pensas:
"não podes desmaiar. Estás sozinha com os miúdos! "

quinta-feira, 20 de julho de 2017

6 meses hoje

Meio ano com o melhor bebé de sempre, a cereja no topo do nosso bolo, o nosso AMOR maior.
Tão bom este bebé nas nossas vidas, tão bom ver os manos enternecidos, ver nela admiração e espanto à menor gracinha deles.
Toda ela é amor puro.
Todos nós somos amor puro por ela também.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Regressos ao trabalho

Abril 2010, o nosso primeiro bebé com 6 meses: regresso ao trabalho a partir de casa (que eu detestava), o bebé vai para a escola. Custou horrores, mas correu muito bem.

Outubro de 2011, o nosso segundo bebé com 6 meses: regresso ao trabalho a partir de casa (que eu detestava ainda mais), mas o bebé vai para as avós. Custou menos horrores, mas correu muito bem.

Julho de 2017, o nosso terceiro bebé com quase 6 meses: regresso a um trabalho que eu adoro, e o bebé fica com a avó (o melhor de dois mundos, portanto). Nada me interessa, custa na mesma!

Sobrevivemos

... ao primeiro dia de trabalho.
Ela na maior, eu menos.
E depois de uma semana a tentar introduzir o biberon, não é que só na véspera é que ela conseguiu? Incrível como parece que adivinham, e sabem, quando tem mesmo de ser.

É o melhor bebé de sempre, e por isso me custa tanto estar longe dela todo o dia.
Tantos anos sem ela e a achar que era feliz, e agora isto...
Que grande amor que me estava reservado ainda. Tão bom.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O desmame

Há quase 6 meses chorava eu porque não a conseguia amamentar, agora choro porque tenho de deixar de o fazer.
Foi uma jornada que começou dura, custou-me horrores, mas confiei e senti que íamos chegar a bom porto, e os meses seguintes correram maravilhosamente.
Foram quase 6 meses em que ela dependeu exclusivamente de mim, dia e noite, com tudo de bom e de sufocante que isso possa ser.
Agora é aquela sensação agridoce, a liberdade de poder de facto deixa-la com o pai ou avó durante umas horas, a saudade e nostalgia que sinto do tempo em só eu lhe era suficiente.
Tão estranha esta esquizofrenia de ser mãe.

De regresso

Primeiras férias a 5: check.
Sobrevivemos sem doses excessivas de stress, conseguimos fazer tudo o que queríamos e ainda mais alguma coisa, pois com a ventania que estava na praia, quase nem lá pusemos o pé... foi mesmo isso que me ficou a faltar, mas este ano já estava à espera, que com um bebé pequeno não se pode ficar na praia todo o dia como gostamos.

Este regresso tem sido uma adaptação.
Eu regresso devagarinho ao trabalho, a mais nova inicia-se nas sopas e fruta, os mais velhos estão cada um no seu atl pela primeira vez.
Menos mal que estamos em Julho, está sol e ainda temos muito verão pela frente,.

domingo, 25 de junho de 2017

Férias detox

Pois que a partir de hoje entro de férias, e como de costume não andarei por aqui.
Aliás a ideia é mesmo fazer um detox de redes sociais virtuais, de modo a fortalecer a rede social real nestas nossas primeiras férias a 5 (sem ser na barriga).
São só duas semanas, passam num instante.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Tristeza

Tristeza é pouco para descrever o que se sente com a tragédia que o país atravessa.
Incêndios há sempre, como este foi coisa que nunca se viu.
Impressiona principalmente por haver crianças envolvidas. Famílias com filhos pequenos a passar uns dias de férias divertidos, que acabam de um modo que ninguém imaginaria.
Como viver depois disso? Como podem estas mães e avós continuar a viver depois de ver filhos e netos levados pelo fogo?
Só espero mesmo que tudo tenha acontecido rápido. Tão rápido que nem tenha dado para perceber o que estava a acontecer.
E que isto sirva para mudar alguma coisa.
Para mudar tudo, aliás.

terça-feira, 20 de junho de 2017

5 meses

Viraste a nossa vida do avesso, mas depois percebemos que o avesso é que é o lado certo.

És o melhor bebé de sempre.
Como é que vivemos tanto tempo sem ti?

E amamentar...

... com este calor, hein?

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Fiz anos...

... mas por pouco não me passavam ao lado.
Posso ficar com os 38 então, certo?

Adoro este blog

Adoro mesmo.
Tem sido uma companhia, um escape, um meio de comunicação incansável, ao longo de quase 10 anos.
No entanto, no momento presente não me é fácil cá vir. Tanta coisa para escrever mas como não estou sentada à secretária nem venho ao computador diariamente, passam os dias e o blog vai ficando em branco...
Tenho pena, e espero que seja uma fase.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Querido mundo da Internet...

... em geral, e das mães em particular: o dicionário português já tem uma palavra para designar o oposto de "complicar" - é "simplificar".
Sim, as nossas avós (aposto) não usavam o termo "descomplicar".

De repente parece que toda a gente tem dicas para descomplicar a nossa vida.
Simplificar, senhores.
Não compliquemos.

domingo, 21 de maio de 2017

Foto de família

Aquele momento em que tiras pela primeira vez uma foto de família com o teu bebé, e no meio da confusão, na única foto decente, o bebé... não aparece!
(ficou tapado pela madrinha que se estava a desviar do cão. Sim, o cão aparece todo.)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Mistério insondável

Fim de semana 7h: tudo acordado
Dias de semana 8h: eu a arranca-los da cama e eles "oh mãe, só mais um bocadinho!"

Tal como o piercing na sobrancelha nos anos 2000

... o chamado coque masculino em 2017 não dá estilo a quem não o tenha já.
Quem tem estilo, tem estilo, quem não tem também não vá por aí.
Por isso, caro jovem imberbe, não é por teres um carrapito no cucuruto da cabeça e uma barba mal semeada que ficas lindo de morrer.
Sou a favor de tentar diferentes abordagens e fazer o que nos dá na gana, mas ele há coisas que simplesmente não funcionam em toda a gente.






sexta-feira, 5 de maio de 2017

Quase 39 anos e 3 filhos...

É desta que já posso dizer à vontade "tenho uma novidade!" sem ouvir inevitavelmente "estás grávida?!"?
Será?

domingo, 30 de abril de 2017

Quem nunca?

Tínhamos um vale de 75€ do IKEA para gastar, e resolvemos abater na compra de um repousa pés uma vez que o nosso além de emprestado está todo estragado.
Já sabíamos o que íamos comprar mas chegando lá comecei a achar que era grande demais. Depois as cores não me convenceram...
Resolvemos desistir e acabamos por trazer uma mesa de centro de 20€ só mesmo para remediar a situação da sala enquanto não temos uma solução melhor. Pelo caminho agarramos em mais coisas soltas que dão sempre jeito. Nada de especial.
Chegamos ao fim e ainda tivemos de pagar a diferença.
Os 75€ não chegaram.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Música

Nunca ouvi a música dos meus filhos.

Cá em casa, e no carro, os filhos é que ouvem a música dos pais.

Temos pena, mas o 25 de Abril não chegou mesmo à nossa parentalidade (mesmo!).

Sendo
assim nunca houve CD dos Caricas, das Músicas da Carochinha, da
Leopoldina, o que quer que seja. A criançada ouve o que os pais gostam e
ponto.

No infantário ouviam a Rádio Comercial, e vinham para casa a trautear músicas que eu nunca tinha ouvido.

Agora cresceram e abriram horizontes.

O
mais velho não liga muito, mas a do meio diz que quer ser cantora, e
aos poucos foi descobrindo videoclips no Youtube e até já tem uma lista
de autores favoritos: Katy Perry, Shakira, Justin Timberlake, Marron 5, Enrique Iglesias
e Bruno Mars têm sido nossos companheiros de danças na
cozinha ao fim do dia, enquanto fazemos o jantar.

Estão muito longe de ser os meus favoritos, mas pelos filhos fazemos quase tudo. Quase.



domingo, 23 de abril de 2017

Decisões decisões...

A meio da noite ouves o teu bebé, que dorme profundamente, a fazer um grande cocó na fralda.
Instala-se o dilema. O que fazer?
Mudar a fralda sob pena de o acordar?
Ignorar e esperar que acorde para mamar?

Porque é que eu acordo ao mínimo som??
Que canseira...

domingo, 2 de abril de 2017

És oficialmente suburbana quando...

... Vens ao domingo à capital e achas toda a gente muito bem vestida.

As mães de blazer e salto alto ou ténis da moda, meninas de gola e laço, meninos de camisa, famílias inteiras com t-shirt a combinar.
Não se vê disto na minha terra.

(nota: sempre fui suburbana, menina da linha aliás, a questão é que nesta fase venho mesmo muito pouco a Lisboa e quando venho é para ir a casa da minha irmã, daí a estranheza de ver esta malta na rua tão bem arranjada. Domingo de fato de treino está out, está visto)

quinta-feira, 30 de março de 2017

Cápsula

Tive esta ideia na gravidez, mas faz sentido em qualquer altura da vida de qualquer mulher, mãe ou não.
Então era assim, durante a noite metiamo-nos numa cápsula (ou não, não pensei bem no formato) mas de manhã acordavamos e estávamos com a depilação feita, unhas pintadas, sobrancelhas arranjadas, cabelo penteado se fosse o caso, pele hidratada, massagens de emagrecimento ou anti celulite ocasionalmente. Tudo aquilo que precisamos e não temos tempo para fazer.
É de génio ou não é de génio?
Quem se chega à frente?

quarta-feira, 29 de março de 2017

Cenas que me acontecem (peças soltas)

No fim do dia perceber que aquela borrada que aconteceu há horas também sujou e bem a minha camisola.
Tudo pronto para sair e bumba, mancha de leite na (unica) camisa (lavada, passada, gira, que me serve) que tenho. O relógio não pára, é colocar uma echarpe a esconder e sair. (não vale a pena tentar secar com o secador porque o leite tem gordura e por isso a mancha não vai sair).
Bebé que chora no supermercado é altamente irritante e igualmente eficaz para que nos ofereçam prioridade.
O meu bebé fez ontem pela primeira vez sete horas de sono à noite. Pena que as primeiras três tenham sido no meu colo, depois de mamar, em que adormeci meia sentada, de pescoço torto (e o Tê nem se atreve a acordar-me sob nenhuma circunstância...). Resultado, foram sete horas que no fundo me souberam a quatro.
Fui ver fotos do meu mais velho em bebé para confirmar as parecenças com esta baby 3. Confirmei todas as parecenças, mas não reconheci a miúda gira, nova e fresca que aparece nas fotos com o bebé ao colo. Só passaram 8 anos, caramba! Foram intensos mas ainda assim... Estarei assim tão diferente (e mais velha) daqui a 8 anos?? Aguardemos...

sexta-feira, 24 de março de 2017

Amamentar é...

... entre outras coisas...
Sentir que não fazemos mais nada.
Nunca chegar a acabar o que estamos a fazer.
Estar sempre na dúvida se começamos ou não determinada tarefa, porque não sabemos se vamos concluir.
É organizar todo o nosso dia em função do horário do bebé - todo, desde idas à casa de banho, comida, duche, tudo.
É sentir constantemente um tic tac tic tac na cabeça - já está na hora?

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ou aquele outro momento em que....

... Com o bebé no colo resolves descascar um ovo cozido e descobres que... afinal o ovo não estava cozido. Estava cru.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Aquele momento em que...

... Sentes algo estranho no soutien, vais ver e tens uma chucha metida entre as maminhas.

Uma espécie de bónus para o meu bebé.

(e há quanto tempo alo estava a chucha? Pois, sabe-se lá... O glamour da maternidade...)

sábado, 18 de março de 2017

Pergunta retórica

Quantas vezes por dia é que uma mãe de um bebé pequenino abre e fecha molas de pressão?

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dilema

Não sei se prefiro que ela faça um intervalo de seis horas à noite (da meia noite às 6h da manha) e depois intervalos curtos durante a manhã e o resto do dia (duas horas ou menos), ou se prefiro que faça intervalos de três horas todo o dia e toda a noite também (acordando assim. às 3h da manhã).

Juro que não sei o que é pior ou melhor.
Enquanto isso, ela faz o que lhe apetece.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Sobre o Insta (e sobre as mães em geral)

Tenho seguido várias mães no Instagram que tiveram bebés na mesma semana ou mês que a minha.
(Sim, se fossem ao meu insta há um ano atrás veriam que só seguia malta do fitness e das comidas saudáveis - agora as comidas foram à vida porque enjoei na gravidez, os do fitness foram reduzidos ao meu querido Shaun e pouco mais, e há toda uma panóplia de mamãs e marcas de roupinha fofinha que nunca compro, mas gosto de ver, pronto).
Não têm noção da quantidade de gente, portuguesas e estrangeiras, com problemas na amamentação. Era um assunto tão tabu há um tempo atrás, que parecia a coisa mais fácil do mundo (e nós a embater com a realidade e a ter de lidar com a frustração) e de repente parece que começamos a falar mais abertamente, a dizer que dói, que é difícil, tantas vezes a insistir e outras tantas a desistir. Mantendo a perspectiva e o foco na realidade, sem filtros.
Outro assunto que vi no outro dia numa mãe holandesa foi a depressão pós-parto - outro assunto tabu (de que felizmente não tenho conhecimento) mas que é tão importante debater, explicar, desmistificar.
Ontem foi o dia da mulher, e por isto e muito mais, só posso mesmo dizer: somos as maiores!
As que são mães e enfrentam isto tudo, as que não são e enfrentam a sociedade e fazer perguntas, as que não querem ser e são olhadas de lado por toda a gente!
Os homens não passam por nada disto!

Ser mulher é difícil!
Respect!

terça-feira, 7 de março de 2017

Lei de Murphy dos bebés pequeninos

Fralda nova = cocó
30 segundos sem babete = bolsado
Roupa lavada = um ou outro ou xixi por fora
Mãe com roupa de sair = todos os anteriores

Sempre uma adrenalina.

Coisas boas de ter uma família grande

Ter sempre alguém com quem falar por mensagem quando estou a dar de mamar durante a noite. Quer seja a prima querida que tem um bebé 20 dias mais velho que a minha, quer seja uma irmã que aguarda pelos filhos adolescentes que chegam a casa de madrugada, às vezes até as duas ao mesmo tempo.
E as noites não são tão solitárias assim.

quinta-feira, 2 de março de 2017

O post da praxe II - a amamentação

Haverá pessoas que passam ao lado disto tudo, mas quer o destino que esta história da amamentação seja para mim todo um filme de aventuras.
Um pequeno resumo da minha experiência enquanto mamífera:
Filho 1) nunca aprendeu a mamar desde o princípio, tive sempre muita dificuldade porque ele não pegava bem, e acabei por desistir ao fim de 4 meses de sofrimento.
Filha 2) nunca tive problemas, subida de leite super tranquila, mamou sempre bem e assim foi em exclusivo até aos 6 meses e depois até aos 11 meses.

Ora, a filha 3 não apresentou problemas em mamar, logo desde a sala de partos, pelo que eu deduzi que não iria ter problemas, certo?
Errado.
De facto ela tinha, e tem, um excelente instinto, e sabe mamar como deve ser, mas nem sempre o que parece é...
Começamos com a subida de leite que eu pensava que seria fácil, como foi da irmã. Não foi.
Depois de uma noite a mamar bastante bem, passou um dia inteiro sem mamar. E eu a desesperar.
Depois começou a ser difícil começar a pegar. Ficávamos às vezes 20, 30 minutos ou 1 hora até ela pegar e começar a mamar. Já chorava ela e chorava eu de desespero de não conseguir fazer mais nada.
Na primeira consulta percebemos que não estava a aumentar como deve ser e saí de lá com ordem para lhe dar de 2 em 2 horas. Dia e noite. Mais o tempo que ficava até pegar, como devem calcular não fazia mais nada.
Nova pesagem e mantém o pouco aumento, e começamos a falar na hipótese de um suplemento. Nada contra, mas com tanta dificuldade e numa menina que se percebe que até tem capacidade de mamar bem (só precisava de alguns ajustes) parecia-me um desperdício estar a da um biberon por dia que se calhar ia contribuir para que ela nunca voltasse a mamar como deve ser. Vim embora com ordem para manter o ritmo e descansar (eu).
Um dia depois da sesta acordo com febre e uma maminha completamente cheia, vermelha e em brasa... Diagnóstico: mastite. Horrível. E ainda não sei o que a causou (e vivo com medo que um dia regresse...)
Finalmente quando ela começa a aumentar de peso, percebemos que é à minha custa, e que o aumento dela me estava a sair do pêlo (literalmente).
E assim fui a uma consulta com uma especialista em amamentação, e foi o melhor que fiz.
Analisou a boca dela (porque há bebés que não conseguem abrir bem a boca ou tem freio na língua que os impede de pegar como deve ser), analisou a pega, e ensinou-me alguns truques para que as coisas corram melhor.
Finalmente, ao que parece, estamos agora a entrar nos eixos, ao fim de 1 mês e meio (quase) de muito sofrimento, muito cansaço, muita dúvida, muita decisão, muito medo de não tomar a decisão correcta.
Nos últimos dias já melhorei bastante, e ela também parece estar bem, a fazer intervalos maiores e a dormir um pouco mais de noite (o que me sabe que nem ginjas...). Ainda é cedo para dizer que o pior já passou, mas quero acreditar que sim.

Com isto tudo foi um primeiro mês muito desafiante, que infelizmente não deixa saudades. Apesar de saber que são fases e que tudo se resolve, a verdade é que só queria que o tempo passasse para poder começar de facto a desfrutar do meu bebé, sem esta sombra da dor e do medo associados à amamentação.
Fui apanhada na curva, não pensei passar por isto ao terceiro, ainda mais porque aparentemente tudo tinha começado tão bem...
Mas cada um traz uma lição, e não há idade nem experiência que nos poupe a ela...

A todas as mães que estão nesta fase: coragem!
Somos as maiores em conseguir de facto amamentar as nossas crias. Sabemos que compensa, mas lá que nos custa, custa!
Respect, por todas nós.

quarta-feira, 1 de março de 2017

O post da praxe I - o parto

Verdade seja dita que já estava mais do que fartinha de estar grávida. Já aqui o disse que não é de todo o meu estado preferido, acho-lhe mesmo pouca graça, apesar das coisas boas que também sei reconhecer.
Andava tão pesada e cansada que nem conseguia ir caminhar no paredão, coisa que adoro e que sei que faz mesmo bem.
Nessa semana consegui, e apesar do frio glaciar fui tanto na 4ª como na 5ª feira.
Portanto o dia começou com um passeio no paredão, seguido de uma ida ao supermercado. Vim para casa, almocei, e tomei a decisão (de que tanto me arrependi) de não dormir sesta - para não perder o sono à noite. Decisão parva. Mesmo.
Por volta das 16h e pouco fui à cozinha começar a fazer o jantar e senti uma pequena perda de água. Mesmo pequena, pelo que achei sinceramente que estava ligeiramente incontinente - coisa aliás mais do que normal como sabeis.
Liguei ao Tê e disse-lhe para vir, porque achei melhor ir ao hospital, só por descargo de consciência. Das outras vezes fui seguida no particular, e fui ter com a minha médica à MAC várias vezes a partir das 36 semanas para fazer ctg e avaliações. Ora, como desta vez fui seguida no centro de saúde, não tinha ainda feito nenhum tipo de avaliação, e achei melhor ir, só para ficar a saber se a coisa estava a evoluir ou não.
Chegados ao Hospital de Cascais, com toda a calma e tranquilidade porque afinal não tinha perdido mais nada desde então, ainda tive um filme na triagem. Pois que a senhora à minha frente se recusou a responder às perguntas do enfermeiro, e o comportamento foi de tal maneira que ele teve de chamar a polícia. Pois que a senhora insistiu que não ia embora com o polícia, e fiquei eu de pé e ela sentada no meu lugar a fazer basicamente uma birra. Acabou por sair levada pela polícia, quase algemada à séria! O enfermeiro que me fez a triagem só tremia com a situação, menos mal que naquela altura eu achava mesmo que não estava em trabalho de parto, se não não sei como iria reagir...
Fui para cima com pulseira amarela- pouco urgente - e no ctg nada se passava. Tudo tranquilo e sem contracções.
Fui então ser avaliada pela obstetra de serviço - muito querida, por sinal - e só então ela confirmou que tinha tido uma ruptura da bolsa - uma ruptura alta, daí ter sido tão pouca água.
Fui depois preencher burocracias, com toda a calma porque o parto teria de ser induzido.
Desci depois para o bloco de partos, que parece quase uma sala de baile, enorme, com todas as condições, e mandaram-me tomar um duche (cada sala tem um WC) - achei o maior luxo, e a verdade é que é muito relaxante o que acaba por ajudar o parto  evoluir.
As horas seguintes foram de "espera", com algumas contrações e a dilatação a avançar devagarinho.
Lá levei a epidural e fiquei tão KO que fui dormitando ao longo de uma hora, meio cá meio lá.
De repente e sem nada o prever a situação evoluiu rapidamente e chegou a hora de começar a fazer força. Tive muita sorte com a enfermeira-parteira que me calhou, a pessoa mais calma à face da terra, que fez do momento do parto uma experiência super tranquila e zen.
Por um lado acabou por demorar mais do que eu pensava - porque dos outros só fiz força umas vezes e eles sairam rapidamente. Esta saiu com toda a calma e serenidade, bem devagarinho (tanto que às tantas já estava a desesperar e a achar que não ia conseguir fazer mais força), mas sempre guiada pela voz calma da enfermeira, lá consegui mandar a miúda cá para fora - e fui eu que a fui buscar, eram 00h47. Não houve stress, não houve gritos, não houve confusão, não houve ninguém a carregar em cima da minha barriga. Estava a minha tia pediatra, o Tê, e duas enfermeiras, e tudo decorreu na maior paz.
Uma vez cá fora (pela primeira vez chorei mal a tive nos braços) ficou ainda bastante tempo com o cordão por cortar. Uma vez cortado foram três horas de pele com pele, só quando eu quis (e porque já eram 3h da manhã) é que nos levaram para cima. Ninguém a tirou de ao pé de mim, ninguém a vestiu, ninguém lhe fez qualquer tipo de exame. Ficamos as duas coladinhas, a aprender a mamar, a desfrutar da companhia uma da outra sem pressa, porque não havia nada no mundo mais importante do que isso. Foi mesmo muito especial.
Foi um momento completamente diferente das anteriores experiências, e tive muita sorte não só com a equipa que me calhou mas também por ser de noite, que fez com que não houvesse pressa para nada.
Fiquei a maior fã do Hospital de Cascais, não só pelas pessoas (que é o mais importante) mas também pelas condições fantásticas de ser um hospital novo, com todas as comodidades. Cinco estrelas.
Dizem que todos os partos são diferentes, e parece que é verdade, e sendo todos especiais e fantásticos (porque correram bem), este talvez tenha sido aquele em que consegui desfrutar mais.
Nem sempre o parto mais rápido é o melhor, às vezes fazer as coisas com calma também compensa.
Acho que fechei com chave de ouro este capítulo da minha vida.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Privação do sono aos 38

E agora vocês têm de imaginar aqui um post todo completo sobre este assunto, porque eu neste momento (como no resto do dia) sou incapaz.
Só quero dormiiiiiiiir.....

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mãe do terceiro aos 38

Seria de esperar uma certa serenidade, uma segurança que só a idade e a experiência nos podem trazer.
Pena é que pelo menos nestes primeiros tempos sejam as hormonas a controlar isto tudo.
E portanto, do terceiro como do primeiro, aos 38 como aos 31 (porque não fui mãe mais cedo, mas imagino que seja igual) vou alternado dentro da bipolaridade que é no fundo sinônimo de maternidade: ela é tão querida e cheira tão bem, e devíamos ter mais bebés e vai correr tudo bem, ela não mama, está pequenina, nunca vai crescer, nunca mais vai mamar, está a correr tudo mal, não tenho tempo para os outros, porque é que ela não dorme??

Recuperarei eu a sanidade mental aos 38 quase 39?
Aguardemos.
Neste momento a resposta será claro que sim/obviamente que não.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Só uma constatação rápida...

Amamentar não é para meninas. Mesmo.
É mesmo para Mulheres com M grande.

Fossem os homens a carregar  bebé na barriga (com alterações hormonais, enjoos, peso a mais, noites sem dormir, ciática, e tudo e tudo) e a passar pelas dores do parto, e depois pela amamentação, e só me ocorre uma ideia: extinção total da espécie humana.

Os homens estão a anos-luz desta realidade. Completamente por fora.

Os posts da praxe já aí vêm...

...assim tenha eu tempo para eles.
Aguardem.