E já estou com uma dor no pulso por causa do computador, que nem consigo escrever (à mão - sim, é um paradoxo mas é verdade).
Estou pronta para ir de férias outra vez, está visto.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Reflexoes sobre as férias
- pela primeira vez tirámos 3 semanas de seguida, mas contra as expectativas não ficámos fãs. Se por um lado soube muito bem vir embora do Algarve sabendo que as férias não terminaram, por outro na última semana de férias já estávamos relaxados, já tínhamos tido praia e piscina e tudo e tudo, e de certeza que teríamos apreciado mais se tivéssemos trabalhado na semana anterior. Para o ano a ideia será fazer 2 semanas juntas e 1 em separado.
- em muitas coisas foram umas férias mais descansativas - eles estão mais crescidotes, nós estamos (muito) mais organizados, dormimos muitas sestas, deitamo-nos relativamente cedo - em outras foram muito cansativas - eles estão nos terrible 2 e terrible 3, ela está a tirar a fralda pelo que nos presenteou com belas prendas em todo o lado (restaurantes vários, vários locais do carro, casa, rua, todo o lado menos no penico, parecia um gato a marcar território), tivemos sempre de usar o carro para ir/vir da praia, por uma razão ou outra fizemos menos fins de tarde na praia que é a minha hora favorita
- para conseguir descansar e fazer outras coisas fizemos a chamada "praia saudável" várias vezes, e foi bem agradável. Mas nada se compara ao dia inteiro de praia, nada feito.
- começamos as férias em Aljezur e tivemos azar com o tempo - esteve sempre um barrão de nevoeiro estúpido em cima das praias. Na praia estava inverno, cinzento, quase a chover, no estacionamento já estava sol. No primeiro dia fomos descendo a costa vicentina de praia em praia a ver se o nevoeiro passava, e acabámos por passar a tarde na praia da Salema (já na costa algarvia). No segundo o cenário "dom sebastianesco" repetiu-se, pelo que fomos logo directos à Salema, de que fiquei fã. Em Aljezur as noites estavam frias e húmidas, as roupas sem secar no estendal, e tivemos de vestir calças de ganga e casaco (que levamos para as férias para usar só em caso de emergência mesmo), a casa até tinha um terraço bem simpático, mas o frio da manhã e da noite nem permitiu fazer lá as refeições. Por tudo isto, eu, que amo a costa vicentina do fundo do meu coração, não pretendo voltar lá nas férias tão cedo. Para o ano é Algarve connosco e nem se fala mais nisso. Uma coisa é um fim de semana, mas nevoeiro, frio e mau tempo nas minhas férias é que não.
- casa de praia com piscina é assim um luxo a considerar. Nos tais dias saudáveis optámos por fazer piscina de manhã, almoço cedinho, sesta e depois praia com ela! Foram dias muito bem passados e descansativos.
- por sugestão da dermatologista voltei a comprar creme mineral para a criançada. Além de ultra pegajoso e difícil de espalhar, fica muito mais caro, mas uma pessoa faz tudo pela saúde dos filhos. Tudo muito bem até à primeira manhã na piscina. Apesar das várias aplicações, a porcaria do creme vai saindo, sendo que a mais nova chegou ao fim do dia com umas belas bochechas vermelhas, apesar de não ter estado ao sol nas horas de calor. Ora eu, branca e loura, tenho horror a escaldões. Fomos logo à farmácia comprar o protector 50 de crianças normal (filtro químico) e não tivemos mais preocupações. Creme mineral sim senhor, nos bebés que não saem da sombra. Lição aprendida.
- antes das férias passámos numa mega-loja de desporto e comprámos daquelas toalhas de micro-fibra para o Te e crianças (eu uso sempre canga), e também um saco leve, grande, que dá para por no ombro (o carrinho das rodas este ano ficou em casa, não dá jeito quando temos de dar a mão a 2 crianças). Reduzimos bastante a tralha e o peso do que levamos para a praia e ficámos contentes com isso.
- mais uma vez conseguimos levar o mínimo de roupa nas malas, e ainda assim trazemos metade por usar. Para 3 semanas de férias levei roupa como se fosse para 5 dias. Usei apenas 3 mudas de roupa nas primeiras 2 semanas. Começo a considerar a máquina da roupa um requisito essencial nas casas de férias - não há pachorra para malas atulhar, e depois regressar a casa com tudo para lavar! Assim vou lavando a roupa de todos a cada 2 dias, estende-se num instante, e no dia seguinte está pronta a usar. Resultado: nas fotos de férias aparecemos sempre com a mesma roupa, mas chegando a casa é só arrumar tudo na gaveta. Perfeito.
- acabar as férias num hotel, sem ter de pensar em pequeno-almoço e jantar, é também um daqueles luxos que começo a considerar essencial.
- na última semana partilhámos a casa com 4 adolescentes e mais uma criança. Ai a adolescência, a adolescência... eu própria, que fui uma adolescente mesmo mesmo adolescente, me surpreendo com a incapacidade de os entender. A adolescência é como um idioma que está sempre em mutação e que só se fala em determinada altura da vida. O adulto acha que porque já falou esse idioma entende tudo, mas no fundo já não o usa há que tempos e não entende nada de nada. Achamos que lá porque fomos adolescentes pescamos alguma coisa do assunto, mas não. E pronto, é ve-los a revirar os olhos e sem pachorra para nada e pensamos "mas eu era assim?". Era. E muito pior.
- foram umas férias fantásticas com tudo de bom, mas ficou a sensação de faltar qualquer coisa... talvez não tenha havido o corte com a realidade que acontece na ilha-maravilha (onde fomos no ano passado), ou talvez tenhamos prestado pouca atenção às nossas férias a 4 (acabámos por ir só 3 dias para Aljezur porque deixamos tudo para a última). Dois pontos a retificar em 2014. Falta muito?
Dizer que tirar as fraldas às meninas é mais fácil é como dizer que amamentar emagrece
Leia-se, é uma grande treta.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Praias
Estas férias fomos a praias pequenas e praias grandes.
Praias com rochas e poças com bicharocos, e praias de areal extenso com e sem conquilhas.
Praias chiques, com restaurantes de sushi e gente muito bem vestida e praias simples, com bares simples e gente simples. Praias sem bar nenhum e quase sem gente nenhuma.
Praias com bolas de berlim e praias sem bolos nenhuns.
Praias com ondas para fazer carreirinhas e praias com mar chão onde apetece boiar.
Praias de água quentinha e praias de mar gelado.
Praias de mar e praias de rio, e por pouco não fomos a uma praia artificial (fica para a próxima).
Cada uma à sua maneira, gosto de todas.
Gosto mesmo, mesmo, mesmo de praia.
Praias com rochas e poças com bicharocos, e praias de areal extenso com e sem conquilhas.
Praias chiques, com restaurantes de sushi e gente muito bem vestida e praias simples, com bares simples e gente simples. Praias sem bar nenhum e quase sem gente nenhuma.
Praias com bolas de berlim e praias sem bolos nenhuns.
Praias com ondas para fazer carreirinhas e praias com mar chão onde apetece boiar.
Praias de água quentinha e praias de mar gelado.
Praias de mar e praias de rio, e por pouco não fomos a uma praia artificial (fica para a próxima).
Cada uma à sua maneira, gosto de todas.
Gosto mesmo, mesmo, mesmo de praia.
Raspadinha
Os meus pais volta não volta trazem umas raspadinhas para os netos fazerem.
Os meus especificamente já tentaram a sua sorte 3 vezes.
Nessas 3 vezes o mais velho ganho um total de 0 euros.
Nessas 3 vezes a mais nova ganhou um total de 4 euros - 1 euro nas duas primeiras, 2 euros na ultima.
Tem portanto, uma taxa de sucesso de 100% na raspadinha.
Deixando os comentários óbvios à parte - ah e tal vai ter azar no amor e ficar para tia para sempre, ah e tal vai ficar uma viciada no jogo que passa os dias no casino a estourar tudo o que ganha - penso que é fácil de adivinhar quem vai jogar no euromilhões esta semana.
A probabilidade de este blog se tornar excêntrico é grande.
Ficai atentos.
Os meus especificamente já tentaram a sua sorte 3 vezes.
Nessas 3 vezes o mais velho ganho um total de 0 euros.
Nessas 3 vezes a mais nova ganhou um total de 4 euros - 1 euro nas duas primeiras, 2 euros na ultima.
Tem portanto, uma taxa de sucesso de 100% na raspadinha.
Deixando os comentários óbvios à parte - ah e tal vai ter azar no amor e ficar para tia para sempre, ah e tal vai ficar uma viciada no jogo que passa os dias no casino a estourar tudo o que ganha - penso que é fácil de adivinhar quem vai jogar no euromilhões esta semana.
A probabilidade de este blog se tornar excêntrico é grande.
Ficai atentos.
domingo, 1 de setembro de 2013
Bem diz o povo que o bom acaba depressa...
... e este ano as ferias foram de 3 semanas que se esfumaram como se fossem 3 dias.
Nem dei pelo tempo passar.
Houve praia (muita e variada), houve piscina, houve Alentejo, Algarve e Beira Alta.
Houve família de 4, de 9 (quase 10) e de 17, com mimos, brincadeiras, conversas debaixo das estrelas, leituras postas em dia, mergulhos e saltos, conquilhas, e trampolins.
Também houve nevoeiro e stress, mas pouco, muitas birras e um penico que foi passear 3 semanas e regressou intacto (e vocês sabem o que isso quer dizer...).
Enfim, pequenos nadas que servem apenas para apreciar melhor os bons momentos.
Que bem que se esteve, senhores...
Nem dei pelo tempo passar.
Houve praia (muita e variada), houve piscina, houve Alentejo, Algarve e Beira Alta.
Houve família de 4, de 9 (quase 10) e de 17, com mimos, brincadeiras, conversas debaixo das estrelas, leituras postas em dia, mergulhos e saltos, conquilhas, e trampolins.
Também houve nevoeiro e stress, mas pouco, muitas birras e um penico que foi passear 3 semanas e regressou intacto (e vocês sabem o que isso quer dizer...).
Enfim, pequenos nadas que servem apenas para apreciar melhor os bons momentos.
Que bem que se esteve, senhores...
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Até 31 de Agosto não há nada para ninguém
Fui de férias, malta!
Até ao meu regresso!
Adenda: até lá não escrevam nada de muito interessante nos vossos blogs porque também não os vou ler. Agradecida.
Até ao meu regresso!
Adenda: até lá não escrevam nada de muito interessante nos vossos blogs porque também não os vou ler. Agradecida.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
14 anos
A 9 de Agosto de 1999 começou uma linda história de amor.
Isto é muito lindo de dizer, mas nem foi exactamente a 9 de Agosto (nós é que convencionámos que sim) nem foi exactamente começar, e muito menos na altura foi uma história de amor.
Nesse dia nenhum de nós estava com muita fé no nosso futuro, mas a verdade é que os dias foram passando, e depois os meses e os anos, e 14 anos depois ainda cá estamos.
Sempre naquela... ah e tal vamos ver no que isto dá.
Esse é o segredo do nosso sucesso.
Isto é muito lindo de dizer, mas nem foi exactamente a 9 de Agosto (nós é que convencionámos que sim) nem foi exactamente começar, e muito menos na altura foi uma história de amor.
Nesse dia nenhum de nós estava com muita fé no nosso futuro, mas a verdade é que os dias foram passando, e depois os meses e os anos, e 14 anos depois ainda cá estamos.
Sempre naquela... ah e tal vamos ver no que isto dá.
Esse é o segredo do nosso sucesso.
Despertador
Tal como muitos vocês, o meu despertador é o telemóvel.
Normalmente quando toca, temos duas opções: ou desligar o despertador, ou por a tocar daí a 5 minutos.
No software antigo o despertador quando tocava deixava-me duas opções: Cancelar (=desligar o despertador, vou-me levantar mesmo) ou Soneca (=deixa-me lá dormir mais 5 minutos e tocas outra vez).
Parece-me bastante claro e fácil de entender.
No despertador actual, não sei lá quem teve a brilhante ideia de substituir os temos Cancelar e Soneca por: Suspender ou Ignorar.
Qual é que faz o despertador tocar outra vez e qual é que acaba com ele de vez?
Não faço ideia. Não me parece nada claro.
Se calhar a esta hora até pode parecer, mas às 6h35 quando toca a primeira vez, eu garanto que me apetece esganar quem se lembrou de tais termos.
Suspender? Ignorar?
Atirar com o telemóvel contra a parede?
Normalmente quando toca, temos duas opções: ou desligar o despertador, ou por a tocar daí a 5 minutos.
No software antigo o despertador quando tocava deixava-me duas opções: Cancelar (=desligar o despertador, vou-me levantar mesmo) ou Soneca (=deixa-me lá dormir mais 5 minutos e tocas outra vez).
Parece-me bastante claro e fácil de entender.
No despertador actual, não sei lá quem teve a brilhante ideia de substituir os temos Cancelar e Soneca por: Suspender ou Ignorar.
Qual é que faz o despertador tocar outra vez e qual é que acaba com ele de vez?
Não faço ideia. Não me parece nada claro.
Se calhar a esta hora até pode parecer, mas às 6h35 quando toca a primeira vez, eu garanto que me apetece esganar quem se lembrou de tais termos.
Suspender? Ignorar?
Atirar com o telemóvel contra a parede?
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Decisão difícil pré-férias tomada
Anteontem o mais velho ficou a dormir em casa dos tios, o Te foi jogar futebol e eu vim para casa sozinha com a mais nova já de banho tomado e sem ter dormido sesta.
Resultado um belo serão sozinha, a ouvir música e a dar um bom avanço no meu querido livro, que estou mesmo mesmo a acabar.
E houve uma parte que eu gostei tanto, tanto, que até chorei.
O livro conta a história de uma coleção de netsuke que o autor herdou. A medida que conta a história da coleção conta a história da sua família, que se cruza com a História da Europa.
E é de relações que o livro se vai fazendo - entre a família, entre os amigos, entre os espaços, e claro, a relação que vão construindo com os objectos da coleção nas mãos de cada um, o papel que ocupam na vida de cada dono.
Ainda não o acabei, faltam muito pouquinhas páginas, mas adorei.
Para quem, como eu, adora museus, coleções, e as histórias que se escondem por trás dos objectos, é perfeito (obrigada mana, foi um tiro certeiro).
Ficou assim decidido que o livro que me vai acompanhar estas férias será este:
Mas claro, como quem viaja sem pesos mortos é um ovo podre, levo também na bagagem este:
Acho que é uma pressão muito grande depositar todas as nossas esperanças de momentos bem passados a ler nas férias num só livro - e se não gosto? E se é uma bela trampa? E se gosto tanto que acabo por ler num instante e depois fico sem livro?
Nada disso.
Acho que pelo sim pelo não ainda vou encontrar mais um para meter na mala...
Resultado um belo serão sozinha, a ouvir música e a dar um bom avanço no meu querido livro, que estou mesmo mesmo a acabar.
E houve uma parte que eu gostei tanto, tanto, que até chorei.
O livro conta a história de uma coleção de netsuke que o autor herdou. A medida que conta a história da coleção conta a história da sua família, que se cruza com a História da Europa.
E é de relações que o livro se vai fazendo - entre a família, entre os amigos, entre os espaços, e claro, a relação que vão construindo com os objectos da coleção nas mãos de cada um, o papel que ocupam na vida de cada dono.
Ainda não o acabei, faltam muito pouquinhas páginas, mas adorei.
Para quem, como eu, adora museus, coleções, e as histórias que se escondem por trás dos objectos, é perfeito (obrigada mana, foi um tiro certeiro).
Ficou assim decidido que o livro que me vai acompanhar estas férias será este:
Mas claro, como quem viaja sem pesos mortos é um ovo podre, levo também na bagagem este:
Acho que é uma pressão muito grande depositar todas as nossas esperanças de momentos bem passados a ler nas férias num só livro - e se não gosto? E se é uma bela trampa? E se gosto tanto que acabo por ler num instante e depois fico sem livro?
Nada disso.
Acho que pelo sim pelo não ainda vou encontrar mais um para meter na mala...
Mãe mais do que galinha
No domingo à tarde fomos a um parque aqui ao pé de casa, e entre muitas outras pessoas estava um casal com uma filha de uns 4 ou 5 anos.
Os pais andavam atrás da menina, cuidado para aqui, não faças isso para ali, e coisas que tais.
A dada altura houve uma menina de uns 8 ou 9 anos que ultrapassou esta filha na escada do escorrega e deu-lhe um cotovelão. A miúda nem reagiu - nenhuma das duas aliás - a mais velha não pediu desculpa e seguiu a sua vida, a mais nova não chorou nem se importou com o sucedido.
Ora quem é que ficou extremamente incomodada com o facto?
A mãe, pois claro.
Começa a mandar bocas para o ar, que a falta de respeito destas crianças, e que não recebem educação em casa e onde é que isto já se viu, e blá, blá, blá e chegou mesmo a dizer que queria ir embora do parque porque não tolerava estas coisas (mas o pai lá disse que não). A partir daí sempre que a tal menina se aproximava da filha dela ela dizia ao marido para ter cuidado, que essa menina de camisola cor-de-rosa foi a que fez mal à nossa filha, cuidado aí com essa menina que foi mal criada e empurrou a nossa menina.
A senhora estava verdadeiramente incomodada com o facto da filha ter sido empurrada e não receber um pedido de desculpas, por os pais da outra (que nem vi quem eram) não terem feito nada. Toca de por as garras de fora para defender a cria e atacar o ofensor atirando bocas para o ar para quem quisesse ouvir.
E o Te e eu, que estávamos sentados num banco a observar tudo isto, não pudemos deixar de comentar.
A nossa posição quando estas coisas acontecem é completamente diferente.
Eu não vou nunca conseguir mudar o mundo, nunca vou conseguir proteger os meus filhos de tudo, e no parque, como na vida, vão sempre haver meninos e meninas a pisar os outros para chegar ao cimo mais depressa.
Isso eu não posso mudar.
O que posso é ajudar os meus filhos a lidar com isso. A ensinar o certo e o errado, a saberem defender-se quando é preciso e a deixar passar quando for caso disso.
Estamos com certeza todos certos na maneira de agir enquanto pais.
Mas eu acho que nós estamos um bocadinho mais certos que ela.
Os pais andavam atrás da menina, cuidado para aqui, não faças isso para ali, e coisas que tais.
A dada altura houve uma menina de uns 8 ou 9 anos que ultrapassou esta filha na escada do escorrega e deu-lhe um cotovelão. A miúda nem reagiu - nenhuma das duas aliás - a mais velha não pediu desculpa e seguiu a sua vida, a mais nova não chorou nem se importou com o sucedido.
Ora quem é que ficou extremamente incomodada com o facto?
A mãe, pois claro.
Começa a mandar bocas para o ar, que a falta de respeito destas crianças, e que não recebem educação em casa e onde é que isto já se viu, e blá, blá, blá e chegou mesmo a dizer que queria ir embora do parque porque não tolerava estas coisas (mas o pai lá disse que não). A partir daí sempre que a tal menina se aproximava da filha dela ela dizia ao marido para ter cuidado, que essa menina de camisola cor-de-rosa foi a que fez mal à nossa filha, cuidado aí com essa menina que foi mal criada e empurrou a nossa menina.
A senhora estava verdadeiramente incomodada com o facto da filha ter sido empurrada e não receber um pedido de desculpas, por os pais da outra (que nem vi quem eram) não terem feito nada. Toca de por as garras de fora para defender a cria e atacar o ofensor atirando bocas para o ar para quem quisesse ouvir.
E o Te e eu, que estávamos sentados num banco a observar tudo isto, não pudemos deixar de comentar.
A nossa posição quando estas coisas acontecem é completamente diferente.
Eu não vou nunca conseguir mudar o mundo, nunca vou conseguir proteger os meus filhos de tudo, e no parque, como na vida, vão sempre haver meninos e meninas a pisar os outros para chegar ao cimo mais depressa.
Isso eu não posso mudar.
O que posso é ajudar os meus filhos a lidar com isso. A ensinar o certo e o errado, a saberem defender-se quando é preciso e a deixar passar quando for caso disso.
Estamos com certeza todos certos na maneira de agir enquanto pais.
Mas eu acho que nós estamos um bocadinho mais certos que ela.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Quase férias
Tenho a caixa de e-mails limpa, e os casos quase todos resolvidos ou encaminhados.
Tenho a roupa quase, quase em dia, as toalhas lavadas, o saco da praia pronto.
Tenho umas ganas que nem vos ocorre.
Faltam 2 dias. Ah ah ah ah ah!
Tenho a roupa quase, quase em dia, as toalhas lavadas, o saco da praia pronto.
Tenho umas ganas que nem vos ocorre.
Faltam 2 dias. Ah ah ah ah ah!
Gelatina com iogurte
Nunca tinha provado, sinceramente até achava uma combinação estranha.
Não sou muito fã de gelatina, ainda menos daquela de 10 calorias, que me sabe a remédio.
Mas combinada com iogurte natural faz um lanchinho bem agradável.
Agradeçam à dra. Agata e não a mim (ela sugere juntar tb fruta mas eutive preguiça não tive tempo de descascar e ficou bom à mesma).
Não sou muito fã de gelatina, ainda menos daquela de 10 calorias, que me sabe a remédio.
Mas combinada com iogurte natural faz um lanchinho bem agradável.
Agradeçam à dra. Agata e não a mim (ela sugere juntar tb fruta mas eu
Decisões difíceis pré-férias
Um dilema com que me ando aqui a debater.
Estou a gostar muito do livro que estou a ler neste momento, e já passei da metade (não é muito grande).
No outro dia fui à Fnac e comprei um livro para mim, para ler nas férias (um daqueles pequenos prazeres que são o sal da vida - comprar livros por si só já é bom, para as férias então nem se fala).
E agora a questão coloca-se: dou-lhe no meu livro de agora com toda a força para acabar antes das férias, ou faço render e levo os dois?
E se não gosto do livro das férias tanto quanto estou a gostar deste? Era bom começar as férias com um livro que já sei que é bom, mas levar 2 livros é estúpido, porque depois de lido, o primeiro é um peso morto.
Ai decisões, decisões.
E uma pessoa aqui a trabalhar com estes dilemas, nem se consegue concentrar.
Estou a gostar muito do livro que estou a ler neste momento, e já passei da metade (não é muito grande).
No outro dia fui à Fnac e comprei um livro para mim, para ler nas férias (um daqueles pequenos prazeres que são o sal da vida - comprar livros por si só já é bom, para as férias então nem se fala).
E agora a questão coloca-se: dou-lhe no meu livro de agora com toda a força para acabar antes das férias, ou faço render e levo os dois?
E se não gosto do livro das férias tanto quanto estou a gostar deste? Era bom começar as férias com um livro que já sei que é bom, mas levar 2 livros é estúpido, porque depois de lido, o primeiro é um peso morto.
Ai decisões, decisões.
E uma pessoa aqui a trabalhar com estes dilemas, nem se consegue concentrar.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Melhor investimento de sempre
A natação do meu mais velho.
Passou o ano a ir para a natação com a escola, e eu nunca consegui ir lá espreitar.
Tentei assistir no dia dos anos dele, mas o rapaz fez uma mega birra e não se quis meter na piscina.
(Pausa para comentar a diferença que fazemos entre filhos mais velhos e mais novos, para mim ele naquele dia era um menino grande, o meu mais velho-independente-faz-tudo-sozinho, mas no fundo ele estava apenas a fazer 3 anos, era um bebé, pouco mais velho do que a minha bébezinha-pequenina-que-é-tão-fofinha tem agora)
Resultado, passou o ano lectivo e eu nunca consegui ir lá para ver a evolução do rapaz.
Perguntei à educadora que me foi dando umas luzes, os avós também o viram e contaram o decorrer de uma aula, mas ver de facto a evolução dele, não tinha visto.
Até à semana passada.
Fomos à piscina com os primos e era vê-lo, de braçadeiras, mas com um enorme à vontade dentro de água. Mergulha a cabeça e levanta-a na maior, que era a minha maior preocupação. Sabe que tem de inspirar e suster a respiração para mergulhar.
Na praia, sem braçadeiras mas com pé, mergulha nas ondas sem problema, e não se atrapalha a levar com ondas em cima, cai e levanta-se sem se afligir.
Tenho para mim que se cair de cara na água consegue reagir, o que é um passo de gigante na sua capacidade de sobrevivência.
E isto, meus amigos, vale ouro. Vale cada cêntimo gasto.
Falta ver como reage na piscina sem braçadeiras - se consegue pelo menos ir debaixo de água até à borda - que foi o que ainda não tivemos oportunidade de experimentar.
Mas pelo que vi, já ficou decidido: para o ano vão os dois para a natação que é um mimo.
Para o bem deles e a bem do nosso descanso.
Passou o ano a ir para a natação com a escola, e eu nunca consegui ir lá espreitar.
Tentei assistir no dia dos anos dele, mas o rapaz fez uma mega birra e não se quis meter na piscina.
(Pausa para comentar a diferença que fazemos entre filhos mais velhos e mais novos, para mim ele naquele dia era um menino grande, o meu mais velho-independente-faz-tudo-sozinho, mas no fundo ele estava apenas a fazer 3 anos, era um bebé, pouco mais velho do que a minha bébezinha-pequenina-que-é-tão-fofinha tem agora)
Resultado, passou o ano lectivo e eu nunca consegui ir lá para ver a evolução do rapaz.
Perguntei à educadora que me foi dando umas luzes, os avós também o viram e contaram o decorrer de uma aula, mas ver de facto a evolução dele, não tinha visto.
Até à semana passada.
Fomos à piscina com os primos e era vê-lo, de braçadeiras, mas com um enorme à vontade dentro de água. Mergulha a cabeça e levanta-a na maior, que era a minha maior preocupação. Sabe que tem de inspirar e suster a respiração para mergulhar.
Na praia, sem braçadeiras mas com pé, mergulha nas ondas sem problema, e não se atrapalha a levar com ondas em cima, cai e levanta-se sem se afligir.
Tenho para mim que se cair de cara na água consegue reagir, o que é um passo de gigante na sua capacidade de sobrevivência.
E isto, meus amigos, vale ouro. Vale cada cêntimo gasto.
Falta ver como reage na piscina sem braçadeiras - se consegue pelo menos ir debaixo de água até à borda - que foi o que ainda não tivemos oportunidade de experimentar.
Mas pelo que vi, já ficou decidido: para o ano vão os dois para a natação que é um mimo.
Para o bem deles e a bem do nosso descanso.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Praia de manhã
Há um ano atrás fiz este post, onde exaltava a necessidade de ficar o dia inteiro na praia.
Ainda assino por baixo, porque para mim praia é praia, e não ando o ano todo a sonhar com ela para depois ir à praia aos bocadinhos.
Dito isto, nestes últimos fins-de-semana temos apreciado bastante a ida à praia só de manhã.
Ir para a praia o dia todo implica algum tempo de preparação, levar almoços, lanchinhos vários, muda de roupa caso seja necessário. Ou seja, entre vestir, por creme e arranjar tudo (e mediar umas 358 birras e outras tantas lutas nos intervalos) chegamos à praia lá para as 11h na melhor das hipóteses.
Ir para a praia só de manhã reduz radicalmente esse tempo de preparação.
No sábado passado estávamos a brincar aos "pais de 3" e conseguimos estar na praia por volta das 9h30. A sensação de poder é indescritível.
E ficámos rendidos à praia àquela hora, ainda fresquinha, com pouca gente e com muitas famílias como nós. Quando o calor começou a apertar rumámos à esplanada, e aproveitámos a tarde para montes de coisas que tínhamos pendentes. O dia rendeu imenso.
Com as férias do ano passado aprendemos uma lição - não se pode ter tudo. Não se pode estar na praia o dia todo, aproveitar o final do dia, jantar como deve ser, jogar às cartas ou ler depois do jantar e no dia seguinte levantar cedo para ir para a praia outra vez. Ficámos - nós e os miúdos - estafados,e acabámos por perder algumas coisas por tentarmos aproveitar sempre tudo.
Este ano já decidimos que podemos ficar na praia o dia todo, sim senhor, mas não todos os dias.
Este fim-de-semana, para treinar, saímos de casa cedinho (eles acordam cedo, não há nada a fazer), desfrutámos da praia, corremos, saltámos nas ondas, fizemos piscinas, demos mergulhos e regressámos a casa para almoçar. E a seguir eles dormiram uma sesta de quase 3 horas! Estavam mesmo podres. Recuperados da sesta aguentaram muito bem uma ida à Feira do Artesanato nessa noite.
Isto para dizer que isto de ser pai e mãe é, basicamente, aprender a jogar com as peças que temos, e ir avançando por tentativa e erro.
Claro que me custa (muito) vir embora da praia quando começa a ficar boa, mas também me custa (imenso) vê-los todos podres com a cabeça a cair no prato ao jantar e a fazer birra de sono porque não dormiram a sesta como deve ser.
Nestas férias o lema vai ser uma no cravo outra na ferradura. Um dia a respeitar as necessidades deles, um dia a respeitar as nossas que também somos gente.
Vamos ver como corre.
Ainda assino por baixo, porque para mim praia é praia, e não ando o ano todo a sonhar com ela para depois ir à praia aos bocadinhos.
Dito isto, nestes últimos fins-de-semana temos apreciado bastante a ida à praia só de manhã.
Ir para a praia o dia todo implica algum tempo de preparação, levar almoços, lanchinhos vários, muda de roupa caso seja necessário. Ou seja, entre vestir, por creme e arranjar tudo (e mediar umas 358 birras e outras tantas lutas nos intervalos) chegamos à praia lá para as 11h na melhor das hipóteses.
Ir para a praia só de manhã reduz radicalmente esse tempo de preparação.
No sábado passado estávamos a brincar aos "pais de 3" e conseguimos estar na praia por volta das 9h30. A sensação de poder é indescritível.
E ficámos rendidos à praia àquela hora, ainda fresquinha, com pouca gente e com muitas famílias como nós. Quando o calor começou a apertar rumámos à esplanada, e aproveitámos a tarde para montes de coisas que tínhamos pendentes. O dia rendeu imenso.
Com as férias do ano passado aprendemos uma lição - não se pode ter tudo. Não se pode estar na praia o dia todo, aproveitar o final do dia, jantar como deve ser, jogar às cartas ou ler depois do jantar e no dia seguinte levantar cedo para ir para a praia outra vez. Ficámos - nós e os miúdos - estafados,e acabámos por perder algumas coisas por tentarmos aproveitar sempre tudo.
Este ano já decidimos que podemos ficar na praia o dia todo, sim senhor, mas não todos os dias.
Este fim-de-semana, para treinar, saímos de casa cedinho (eles acordam cedo, não há nada a fazer), desfrutámos da praia, corremos, saltámos nas ondas, fizemos piscinas, demos mergulhos e regressámos a casa para almoçar. E a seguir eles dormiram uma sesta de quase 3 horas! Estavam mesmo podres. Recuperados da sesta aguentaram muito bem uma ida à Feira do Artesanato nessa noite.
Isto para dizer que isto de ser pai e mãe é, basicamente, aprender a jogar com as peças que temos, e ir avançando por tentativa e erro.
Claro que me custa (muito) vir embora da praia quando começa a ficar boa, mas também me custa (imenso) vê-los todos podres com a cabeça a cair no prato ao jantar e a fazer birra de sono porque não dormiram a sesta como deve ser.
Nestas férias o lema vai ser uma no cravo outra na ferradura. Um dia a respeitar as necessidades deles, um dia a respeitar as nossas que também somos gente.
Vamos ver como corre.
sábado, 3 de agosto de 2013
O drama do ginásio
Estou sem saber se me hei-de inscrever outra vez no ginásio no próximo ano lectivo.
Tenho de pesar mesmo muito bem os prós e contras.
Prós:
Tudo se resolvia se eu conseguisse consistentemente seguir um plano e fazer exercício em casa.
Será que consigo?
Tenho de pesar mesmo muito bem os prós e contras.
Prós:
- saúde física e mental
- ficar (ainda mais) boazona
- tempo para mim
- o dinheiro que se gasta
- a quantidade de vezes que se falta e o stress e culpa gerados pelo facto de estar a deitar dinheiro à rua
- aquilo que implica ir ao ginásio ao fim do dia - deixar pijamas prontos e jantar adiantado, ter de os deixar nos avós se o Te chega mais tarde, etc
Tudo se resolvia se eu conseguisse consistentemente seguir um plano e fazer exercício em casa.
Será que consigo?
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Mais um desafio
Aqui.
Depois do sucesso obtido em Janeiro, percebi que preciso de mais do que 21 dias para alterar um hábito.
Um grito aqui e outro ali, e daqui a nada já ninguém se consegue ouvir ouvir outra vez.
Este mês vou estar de férias, e sim, eu sei o quanto desesperante pode ser ir de férias com crianças - a idealização que fazemos a ir pelo cano abaixo, e nós a chegar mais cansadas do que quando saímos de casa. Típico.
Nada melhor então que assumir este desafio, para umas férias que até podem ser igualmente desesperantes, mas pelo menos será um desespero em voz baixa.
Pais gritantes (que os há entre os leitores deste blog, que eu sei...), quem me acompanha??
Depois do sucesso obtido em Janeiro, percebi que preciso de mais do que 21 dias para alterar um hábito.
Um grito aqui e outro ali, e daqui a nada já ninguém se consegue ouvir ouvir outra vez.
Este mês vou estar de férias, e sim, eu sei o quanto desesperante pode ser ir de férias com crianças - a idealização que fazemos a ir pelo cano abaixo, e nós a chegar mais cansadas do que quando saímos de casa. Típico.
Nada melhor então que assumir este desafio, para umas férias que até podem ser igualmente desesperantes, mas pelo menos será um desespero em voz baixa.
Pais gritantes (que os há entre os leitores deste blog, que eu sei...), quem me acompanha??
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Desliga a televisão, liga a tua visão*
Mais ou menos paralelamente com a minha decisão de fazer mais coisas que gosto e perder menos tempo na net, e incentivada por este desafio, resolvemos impor uma regra para os mais novos cá em casa: televisão, só à noite antes de ir para a cama.
Ele há miúdos a quem a tv passa ao lado, mas os meus filhos não são assim. Principalmente o mais velho - ele é ver uma tv ligada e pronto, fica a papar o que lá estiver a dar pelo menos durante um bocado. Depois até se desinteressa, mas se muda o programa é capaz de interromper a brincadeira para ir ver.
Nunca fui muito adepta da tv, mas com toda a sinceridade, em muitas ocasiões dá muito jeito. A tv é uma babysitter muito eficaz, e quando temos coisas para fazer e queremos mantê-los quietos e entretidos, é uma poderosa aliada.
O pior é o resto. Quando dei por ela estava a usar a tv vezes demais. Ele é quando vou tomar duche e estou sozinha com os dois, ora deixa cá aproveitar que estão sossegados para por creme, e tirar esta máquina, e arrumar esta louça, e esvaziar esta gaveta, etc, etc...
Resultado: os meus filhos esgotavam a sua hora de tv diária (que diz que deve ser o máximo por dia) logo de manhã, depois mais um episódio ou dois de qualquer coisa antes da sesta, e depois do parque ao fim do dia, e ainda antes de ir dormir. Basta.
A questão é que os meus filhos andam muitas vezes às lutas. E embirram um com o outro. E fazem coisas irritantes - tiram-se os brinquedos mutuamente, puxam cabelos, ela morde, e acabam os dois a chorar. As vezes acabamos os três a chorar, mesmo.
Cheguei à conclusão que eles no fundo não sabiam brincar um com o outro a não ser aquelas brincadeiras parvas que acabam invariavelmente mal. Basta.
Impus a nova regra e eles acataram até bastante bem. Esta casa não é uma democracia, isso está bastante claro.
Agora quando estamos em casa, de manhã ou ao fim do dia, já nem pedem para ver qualquer coisa, mas eu tenho de ter truques na manga para os manter sossegados se preciso de fazer alguma coisa.
Aquela pista de comboio que dá imenso trabalho a montar e estava em cima do armário está agora montada e acessível para eu ir buscar quando necessário, o mesmo com a garagem dos carros, ou outro brinquedo que por não estar acessível, é novidade.
O resultado é que, ao contrário do que eu previa, eles não passam todo o tempo à bulha, mas exactamente o mesmo que antes. A diferença é que o tempo que estavam antes a ver tv, agora estão a brincar (ou juntos ou separados, eles que decidam).
Não quero também ser radical e cortar a tv a 100%, porque sei que depois, na primeira oportunidade ficam especados a ver em casa das avós em vez de brincar com os primos.
Há uns anos conheci uma mãe sem tv em casa, que se orgulhava muito disso, mas depois os filhos passavam horas (horas!) a ver tv em casa dos avós todos os dias, tanto que a miúda era viciada nos Morangos com Açúcar e nem conseguia perceber onde acabava a ficção e começava a realidade.
Não é isso que quero, pelo que prefiro dar-lhes um ou outro episódio de Charlie e Lola por dia, para irem matando o vício.
Gostava muito que eles se desinteressassem de vez e preferissem fazer outra coisa qualquer, mas eu também tenho boas recordações de momentos a brincar à Galática com os primos ou de ver o Agora Escolha nas tardes de verão.
A tv faz parte da nossa vida, mas é como tudo: com conta, peso e medida.
*frase escrita num grafitti numa rua onde passei diariamente anos a fio.
Ele há miúdos a quem a tv passa ao lado, mas os meus filhos não são assim. Principalmente o mais velho - ele é ver uma tv ligada e pronto, fica a papar o que lá estiver a dar pelo menos durante um bocado. Depois até se desinteressa, mas se muda o programa é capaz de interromper a brincadeira para ir ver.
Nunca fui muito adepta da tv, mas com toda a sinceridade, em muitas ocasiões dá muito jeito. A tv é uma babysitter muito eficaz, e quando temos coisas para fazer e queremos mantê-los quietos e entretidos, é uma poderosa aliada.
O pior é o resto. Quando dei por ela estava a usar a tv vezes demais. Ele é quando vou tomar duche e estou sozinha com os dois, ora deixa cá aproveitar que estão sossegados para por creme, e tirar esta máquina, e arrumar esta louça, e esvaziar esta gaveta, etc, etc...
Resultado: os meus filhos esgotavam a sua hora de tv diária (que diz que deve ser o máximo por dia) logo de manhã, depois mais um episódio ou dois de qualquer coisa antes da sesta, e depois do parque ao fim do dia, e ainda antes de ir dormir. Basta.
A questão é que os meus filhos andam muitas vezes às lutas. E embirram um com o outro. E fazem coisas irritantes - tiram-se os brinquedos mutuamente, puxam cabelos, ela morde, e acabam os dois a chorar. As vezes acabamos os três a chorar, mesmo.
Cheguei à conclusão que eles no fundo não sabiam brincar um com o outro a não ser aquelas brincadeiras parvas que acabam invariavelmente mal. Basta.
Impus a nova regra e eles acataram até bastante bem. Esta casa não é uma democracia, isso está bastante claro.
Agora quando estamos em casa, de manhã ou ao fim do dia, já nem pedem para ver qualquer coisa, mas eu tenho de ter truques na manga para os manter sossegados se preciso de fazer alguma coisa.
Aquela pista de comboio que dá imenso trabalho a montar e estava em cima do armário está agora montada e acessível para eu ir buscar quando necessário, o mesmo com a garagem dos carros, ou outro brinquedo que por não estar acessível, é novidade.
O resultado é que, ao contrário do que eu previa, eles não passam todo o tempo à bulha, mas exactamente o mesmo que antes. A diferença é que o tempo que estavam antes a ver tv, agora estão a brincar (ou juntos ou separados, eles que decidam).
Não quero também ser radical e cortar a tv a 100%, porque sei que depois, na primeira oportunidade ficam especados a ver em casa das avós em vez de brincar com os primos.
Há uns anos conheci uma mãe sem tv em casa, que se orgulhava muito disso, mas depois os filhos passavam horas (horas!) a ver tv em casa dos avós todos os dias, tanto que a miúda era viciada nos Morangos com Açúcar e nem conseguia perceber onde acabava a ficção e começava a realidade.
Não é isso que quero, pelo que prefiro dar-lhes um ou outro episódio de Charlie e Lola por dia, para irem matando o vício.
Gostava muito que eles se desinteressassem de vez e preferissem fazer outra coisa qualquer, mas eu também tenho boas recordações de momentos a brincar à Galática com os primos ou de ver o Agora Escolha nas tardes de verão.
A tv faz parte da nossa vida, mas é como tudo: com conta, peso e medida.
*frase escrita num grafitti numa rua onde passei diariamente anos a fio.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Do tempo (não da passagem do tempo, mas do ter tempo)*
A noção de tempo, como a de dinheiro, é das coisas mais subjetivas que pode haver.
Cada um tem a sua, e eu até acho que tem a sua graça ver como cada um gere o seu à sua maneira, de acordo com as suas prioridades, que não seriam necessariamente as minhas como é óbvio (exemplos: muito dificilmente me verão a queixar de falta de tempo mas a andar de unhas arranjadas; ou a queixar de falta de dinheiro e a almoçar/jantar fora todos os dias, simplesmente porque são as coisas mais supérfluas para mim e as primeiras a ir de carrinho quando o tempo/dinheiro apertam - adiante).
Com tudo isto, estou muito contente comigo mesma por estar a conseguir organizar-me para fazer coisas que gosto, para mim.
Sim, trabalho em part-time, e sim não perco tempo em viagens e transportes, mas verdade seja dita que aproveito esses momentos de não-trabalho para dedicar aos meus filhos que assim tem uma mãe um pouco mais presente - o mais velho mesmo indo para a escola vai mais tarde e vem mais cedo que o costume, a mais nova acompanha-me nesses dois dias por semana, salvo algumas excepçoes em que não a posso levar.
Aqui há umas semanas atrás fui fazer um workshop dentro do programa de voluntariado em que me inscrevi. Organizei a semana e trabalhei de manhã em casa, e à hora do almoço rumava até à Baixa onde decorria o cursinho.
Estava a achar que ia cair para o lado de cansaço, a ter de ir para Lisboa todos os dias como a maioria das mulheres, mas não.
O workshop foi super interessante (MESMO), adorei a formadora, o grupo, as questões levantadas, as discussões. Senti-me mesmo bem como Mary apenas Mary.
Gostei tanto, tanto, de estar a fazer uma coisa para mim.
Paralelamente com isso desde os meus anos, há 2 meses atrás, tenho feito um esforço por fazer uma coisa por dia que seja minha - seja leitura, ou costura, ou palavras-cruzadas, o que for.
Nos últimos anos andava a ler 1 livro por ano (uma vergonha), nestes 2 meses já vou no 3o. Nem que seja 1 página, mas todos os dias leio alguma coisa. E deixei de ter intenção de ler aqueles livros fantásticos que tenho na prateleira mas que são grandes, ou complexos ou exigentes demais - deixei-me de coisas e adapto os livros que leio a esta fase da vida - pequenos, ou de crónicas ou de capítulos curtos, histórias engraçadas, nada de muito filosófico.
Já completei 2 calçoes para os meus filhos, e resolvi uns quantos desafios de palavras-cruzadas e fui ao cinema com uma amiga.
E atrás disto fui arranjando tempo também para outras pequenas coisas (pequeninas mesmo, mas minhas) que há 1 ano atrás eu sei que seria impensável conseguir fazer.
Sim, eu sei que estamos no verão e parece que os dias rendem mais, e não temos de vir para casa com pressa, e a roupa seca e não acumula, e os horários são flexíveis e tal e tal, mas isto é mesmo, mesmo importante para mim.
E ontem quando vi o tal vídeo ainda foi mais flagrante. Ora bolas, acima de tudo penso que os filhos aprendem com o exemplo, e eles tem de ter uma mãe feliz, que tem interesses para além deles - interesses esses que me irão preencher a vida quando eles tiverem a sua vida e não me ligarem nenhuma.
E onde, perguntam voces, onde é que esta miúda foi arranjar tempo para ler e costurar?
Não foi a roubar tempo ao sono, que acho que já durmo o mínimo possível - 6 horas, por vezes menos.
Foi exactamente a isto que voces estão a ver: à internet.
O portátil cá de casa deu o berro oficialmente e isso acabou por ser quase uma libertação.
Se eu passava muito tempo na net? Não passava, mas a verdade é que sem dar por ela passamos 1 hora entre blogs e FB - essa hora que agora é passada noutra coisa que me dá mais prazer.
Vejo os mesmos blogs, mas não diariamente - e faço-o nas pausas do trabalho quando posso, se não posso, não vejo e paciencia.
Vou ao FB no telemóvel e por isso acabo por nunca ir ver os artigos, os links, as notícias - uso o FB para comunicar com os amigos nos grupos secretos, e pouco mais.
O dia tem as mesmas 24 horas de sempre.
Cabe-nos a nós decidir o que podemos fazer para tirar melhor partido delas.
*Ironicamente tive este post aberto e com 1 parágrafo escrito durante todo o dia, porque não consegui mesmo vir aqui escrever.
Este blog, sem dúvida, está-se a ressentir com a minha ausência, mas se eu aprender a fazer posts no telemóvel colmatarei a minha falha.
Se me virem ausente por muito tempo já sabem que não é falta de tempo, é mesmo uma questão de (falta de) organização :)
Cada um tem a sua, e eu até acho que tem a sua graça ver como cada um gere o seu à sua maneira, de acordo com as suas prioridades, que não seriam necessariamente as minhas como é óbvio (exemplos: muito dificilmente me verão a queixar de falta de tempo mas a andar de unhas arranjadas; ou a queixar de falta de dinheiro e a almoçar/jantar fora todos os dias, simplesmente porque são as coisas mais supérfluas para mim e as primeiras a ir de carrinho quando o tempo/dinheiro apertam - adiante).
Com tudo isto, estou muito contente comigo mesma por estar a conseguir organizar-me para fazer coisas que gosto, para mim.
Sim, trabalho em part-time, e sim não perco tempo em viagens e transportes, mas verdade seja dita que aproveito esses momentos de não-trabalho para dedicar aos meus filhos que assim tem uma mãe um pouco mais presente - o mais velho mesmo indo para a escola vai mais tarde e vem mais cedo que o costume, a mais nova acompanha-me nesses dois dias por semana, salvo algumas excepçoes em que não a posso levar.
Aqui há umas semanas atrás fui fazer um workshop dentro do programa de voluntariado em que me inscrevi. Organizei a semana e trabalhei de manhã em casa, e à hora do almoço rumava até à Baixa onde decorria o cursinho.
Estava a achar que ia cair para o lado de cansaço, a ter de ir para Lisboa todos os dias como a maioria das mulheres, mas não.
O workshop foi super interessante (MESMO), adorei a formadora, o grupo, as questões levantadas, as discussões. Senti-me mesmo bem como Mary apenas Mary.
Gostei tanto, tanto, de estar a fazer uma coisa para mim.
Paralelamente com isso desde os meus anos, há 2 meses atrás, tenho feito um esforço por fazer uma coisa por dia que seja minha - seja leitura, ou costura, ou palavras-cruzadas, o que for.
Nos últimos anos andava a ler 1 livro por ano (uma vergonha), nestes 2 meses já vou no 3o. Nem que seja 1 página, mas todos os dias leio alguma coisa. E deixei de ter intenção de ler aqueles livros fantásticos que tenho na prateleira mas que são grandes, ou complexos ou exigentes demais - deixei-me de coisas e adapto os livros que leio a esta fase da vida - pequenos, ou de crónicas ou de capítulos curtos, histórias engraçadas, nada de muito filosófico.
Já completei 2 calçoes para os meus filhos, e resolvi uns quantos desafios de palavras-cruzadas e fui ao cinema com uma amiga.
E atrás disto fui arranjando tempo também para outras pequenas coisas (pequeninas mesmo, mas minhas) que há 1 ano atrás eu sei que seria impensável conseguir fazer.
Sim, eu sei que estamos no verão e parece que os dias rendem mais, e não temos de vir para casa com pressa, e a roupa seca e não acumula, e os horários são flexíveis e tal e tal, mas isto é mesmo, mesmo importante para mim.
E ontem quando vi o tal vídeo ainda foi mais flagrante. Ora bolas, acima de tudo penso que os filhos aprendem com o exemplo, e eles tem de ter uma mãe feliz, que tem interesses para além deles - interesses esses que me irão preencher a vida quando eles tiverem a sua vida e não me ligarem nenhuma.
E onde, perguntam voces, onde é que esta miúda foi arranjar tempo para ler e costurar?
Não foi a roubar tempo ao sono, que acho que já durmo o mínimo possível - 6 horas, por vezes menos.
Foi exactamente a isto que voces estão a ver: à internet.
O portátil cá de casa deu o berro oficialmente e isso acabou por ser quase uma libertação.
Se eu passava muito tempo na net? Não passava, mas a verdade é que sem dar por ela passamos 1 hora entre blogs e FB - essa hora que agora é passada noutra coisa que me dá mais prazer.
Vejo os mesmos blogs, mas não diariamente - e faço-o nas pausas do trabalho quando posso, se não posso, não vejo e paciencia.
Vou ao FB no telemóvel e por isso acabo por nunca ir ver os artigos, os links, as notícias - uso o FB para comunicar com os amigos nos grupos secretos, e pouco mais.
O dia tem as mesmas 24 horas de sempre.
Cabe-nos a nós decidir o que podemos fazer para tirar melhor partido delas.
*Ironicamente tive este post aberto e com 1 parágrafo escrito durante todo o dia, porque não consegui mesmo vir aqui escrever.
Este blog, sem dúvida, está-se a ressentir com a minha ausência, mas se eu aprender a fazer posts no telemóvel colmatarei a minha falha.
Se me virem ausente por muito tempo já sabem que não é falta de tempo, é mesmo uma questão de (falta de) organização :)
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