domingo, 10 de novembro de 2013

I'm the Boss (oficialmente)

Pelo menos, cá em casa.
Ontem foi dia de assistir e participar no workshop da Magda do Mum's the Boss - a Arte e a Ciência de Educar Crianças Felizes.
Gostei muito, muito mesmo.
Nestas coisas da parentalidade há sempre algum cepticismo, alguma dúvida, e eu apesar de ler o blog da Magda há algum tempo e gostar muito da sua abordagem, também tinha as minhas dúvidas em relação a algumas questões quando aplicadas à minha realidade, aos meus filhos.
Enquanto mãe acho sinceramente que não estou a fazer um péssimo papel. Acho até que os meus filhos são miúdos porreiros, e somos bastante felizes enquanto família.
Agora, também acho que tenho muito que aprender, que tenho muito que melhorar, e que por vezes no meio da correria do dia-a-dia não temos noção da importância do nosso papel na vida dos nossos filhos. De como as nossas atitudes são estruturantes para eles. De como o facto de jantarmos todos juntos à mesa, todos os dias, ano após ano, vai ser aquilo que nos une para sempre - quando quantas vezes seria mais fácil e rápido comer qualquer coisa em frente à tv e está o caso arrumado.
E são essas pequenas coisas que por vezes nos podem passar ao lado no dia-a-dia - os gritos, a ocasional palmada, a irritação e o descontrole causado pelas birras - que têm uma influência determinante na vida dos nossos filhos, na sua bagagem de afectos, no adulto em que eles se vão tornar.
Por tudo isso, decidi inscrever-me no workshop.
Vale muito a pena.
A Magda é uma excelente comunicadora, e explica as coisas de forma muito clara.
Sem fundamentalismos, sem moralismos, sem exageros.
Com exemplos práticos que cada um pode aplicar em sua casa - e isto para mim foi a melhor parte.
Vai sempre haver birras, eles vão sempre tentar levar a deles avante, cabe-nos a nós pais tomar controlo na situação - leia-se, controlarmo-nos a nós mesmos em primeiro lugar.
Cá em casa as situações mais delicadas ocorrem de manhã (nós com pressa, eles sem pressa nenhuma mas com birra de sono), ao fim do dia (todos cansados, mil coisas para fazer), e traduzem-se em birras e lutas entre os dois (brincadeiras parvas que acabam mal). Nestas situações era ver-me continuamente a berrar, ameaçar, desesperar, prometer palmadas e castigos impossíveis de concretizar.
Vim de lá com ferramentas  para lidar com todas estas situações.
Pequenas mudanças muito concretas, que espero venham a dar resultados em breve.
Se vão resultar ou não, logo vos conto.
Mas pelo sim pelo não o certificado está afixado na porta do frigorífico.
São o melhor do meu mundo, que são. Mas cá em casa I'm the Boss!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bug

Passa-se algo no meu blogger que não consigo postar como deve ser (aparece-me apenas uma fatia do menu, pelo que escrevo este post vendo apenas 1 linha de cada vez). Ora bolas, logo esta semana que tinha tantos posts giríssimos para escrever...

domingo, 3 de novembro de 2013

Fim de semana de...

  • jantar de improviso de amigos cá em casa - sem dúvida a repetir, atéporque como fomos buscar o jantar não deu mesmo trabalho nenhum. O que os meus filhos deliram de ter gente cá em casa. Adoram, e nós também.
  • o mais velho foi à sua 1ª festa de anos, do seu melhor amigo que entretanto mudou de escola. O sítio não podia ser mais descaraterizado, um armazém com uns insufláveis e um ginásio, mas o meu filho estava tão, mas tão contente. E o amigo quando o viu veio logo a correr, ignorou o resto do grupo que estava a fazer um jogo qualquer e foram os dois saltar e correr. Adorei ver a cumplicidade deles, apesar de não se verem há que tempos, e espero que o meu mais velho consiga ir para a mesma escola para o ano que vem - será um descanso saber que tem lá este amigo à sua espera. No fundo são amigos há 3 anos e meio, o que para eles é uma vida!
  • passeio na lagoa azul, com direito a aventura no meio do bosque, subidas e descidas pela lama, raizes e rochas. O mais velho sempre a abrir caminho, a querer ir mais longe, mais rápido, para o sítio mais escuro e inacessível, sempre à frente. Estamos tão tramados.
  • Quinta da Regaleira, onde eu nunca tinha ido. Onde o espírito de aventura o meu mais velho se cruza com os meus maiores medos. Era vê-los subir às torres e eu a panicar cá em baixo, era correr literalmente nas grutas para evitar que ele fosse para os sítios mais escuros. Quanto mais escuro, húmido, difícil, a escorregar, íngreme e vertiginoso, pois que mais contente ele estava. Passei o tempo a tentar agarra-lo, raio do rapaz, sempre a ter de ser ele a ir à frente e a desbravar caminho. Que canseira! A mais nova, mais ao meu estilo, não se mete em aventuras. Subir às torres sim, mas na gruta escura só mesmo de mão dada ou ao colo. Mas adorámos. Foi mesmo giro.
  • fim de dia na esplanada na praia - mesmo na areia - a ver os surfistas a surfar, os cães a passear, a criançada a brincar, e dar graças aos deuses por podermos ter tudo isto aqui mesmo à mão de semear, e de ter dias destes de sol e calor em pleno Novembro. Havia gente a tomar banho à séria e tudo. Maravilha.
  • cá em casa estamos com um problema na hora de deitar, que não sei como vamos resolver. Gritam e berram que querem que um de nós fique com eles no quarto, ou mesmo que querem vir para a sala ou para a nossa cama. E assim, com gritos e berros, resolvidos desta vez com um leite quentinho, acabámos o nosso fim-de-semana.
  • Boa semana!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O anúncio mais parvo do momento



Parvo, parvo, parvo, como é que esta gente faz esta figura, sinceramente...
E o pior é que quando fui em busca do vídeo encontrei igual em espanhol, com as mesmas frases, deduzo que com gente conhecida lá de nuestros hermanos. Ridículo.

(e não, não sofro de prisão de ventre)

Olha outro post sobre dormir, desta vez sobre acordar

Tenho lido por essa blogoesfera fora (como era a vida antes de haver blogoesfera? nem imagino) as inúmeras vantagens de nos levantarmos cedo (nós, mães), mais cedo que todos, seja para fazer  ioga (não me parece), para fazer exercício (até tenho um plano escolhido e tudo), ou mesmo para termos tempo para tomar um duche, fazer o café e tomar o pequeno-almoço a gozar o silêncio antes de começar a revolução.
Eu tento. Eu bem que tento ser a primeira a acordar, apenas e só para poder tomar duche em paz (foi uma das coisas que mudou na nossa rotina pós-férias - eu acordar primeiro, arranjar-me, e depois tratar deles com mais calma, para estar pronta a ir para o computador quando eles saem de casa perto das 8h).
Mas não.
Cá em casa, como temos adeptos do co-sleeping (os miúdos) que se mudam para a nossa cama a meio da noite, mal eu me levanto pé ante pé para 3 minutos de sossego no duche antes de começar o dia, sou logo topada por eles. E pronto, vêm atrás de mim, querem isto e aquilo, miam e grunhem porque estão podres de sono, e lá se vai o meu "me time".

Hoje acordámos sozinhos, sem ninguém para vestir, lavar e alimentar, mas também não houve cá plano de exercícios nem pequeno-almoço a ler sentada na mesa da cozinha.
Acordámos mesmo mesmo à última, e foi uma correria para estarmos prontos a tempo.
Mas dormimos bem para caraças, e muito!

O truque

É serem eles a ir para o hotel, e eu fico na minha caminha.
Esta noite ficaram nos avós, e eu dormi como um anjo.

Pensar que eu dormia assim sempre, todos os dias, quando não tinha filhos...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Olha, mais um post sobre o (não) dormir

Mas este não envolve os meus filhos. Pelo menos directamente.
Desta vez fiquei num hotel nas duas primeiras noites em Amsterdam, porque a minha amiga em casa de quem costumo ficar tinha visitas.
Pois que seria de esperar que esta que vos escreve se visse numa caminha só para ela e dormisse o sono dos justos, certo?
Errado.
Pois que tive mega insónias nas duas noites, que eu mesma não estava a acreditar.
Era almofadas à escolha, espaço à larga, silencio absoluto, sem choros, nem xixis nem gritos nem nada.
E eu, feita parva, de olhos abertos a ver as horas passar.

Com isso, acho que deixei de me poder queixar que os meus filhos não me deixam dormir.
Que injustiça, pá.

Mais um livro

Não adorei. Comparado com A Sombra do Vento, gostei muito menos. Por vezes foi preciso uma certa dose de teimosia da minha parte para não desistir - ora bolas depois de meses a fio a desistir de livros a meio tenho a coisa tão bem encaminhada, tenho mesmo de fazer um esforço.
Até porque às tantas queria mesmo saber no que a história ia dar, como é que a coisa se ia desenrolar.
Pois que na minha opinião o desvendar do mistério não está tão bem conseguido como na Sombra do Vento.

O senhor que se segue está pendurado há bastante tempo, sendo já a 3ª ou 4ª vez que o começo. Não faz muito sentido, porque adorei o único livro que li deste autor, mas pronto. Há alturas em que uma pessoa não está para ali virada, ou alturas em que tem mais capacidade de persistência que outras. Vamos ver se é desta que chego ao fim.
O que se anda a ler por aí??


domingo, 27 de outubro de 2013

O dia perfeito




No dia em que nos despedimos do Lou Reed deixo-vos uma das músicas da minha vida.
Quando viviamos na Holanda o Tê e eu uma vez ouvimos esta música na rádio, e dançámos os dois.
Então prometemos que sempre que a ouvirmos, temos de dançar (nem que seja só um bocadinho).

(foi o que acabámos de fazer)

Jet lag

Cheguei a Amsterdam na 2ª feira perto das 12h, achando que ia chegar mesmo na hora de almoço. Eles só almoçam às 13h (de lá), eu é que almoço às 12h (de cá). Troquei-me toda.
No telemóvel tenho duas aplicações com as horas, mas só consegui actualizar uma delas. Passei a semana a confirmar que horas são.
Chego a Lisboa e 24h depois muda a hora e eu fico perdida de todo.
Já não sei qual das aplicações estava certa, se a da hora portuguesa se da hora holandesa (agora sei que não era nenhuma), e passo o dia a olhar para o relógio sem saber a quantas ando.
Não ajuda nada ter um filho que às 5h da manhã berrava que queria ir ver o Mickey porque já era de dia.
Eram 5h da manhã da hora nova ou da hora antiga? Ou seria da hora holandesa?
Ninguém sabe, mas eu que estou a pé desde pouco depois das 5h estou aqui que nem me aguento.

domingo, 20 de outubro de 2013

Mais um regresso...

...ao sítio do costume.
E mais uma semana em que proavelmente não haverá nada para ler aqui.
Ora então... até ao meu regresso!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O bolo dos 4 anos

Perguntei-lhe o que queria no bolo, se o Homem-Aranha ou o Faísca.
Escolhi eu o Faísca porque ele tem vários carros do filme e era só pôr os carros em cima do bolo e já está.
Na hora de decorar o bolo a prima pôs os smarties e ele disse logo que não queria mais nada!
E assim foi.
Há bolo de chocolate e há smarties, o resto é cenário e é dispensável.

Isto lembrou-me uma  divulgação que vi esta semana de uma "cake designer" que não sei se posso chamar assim, que afirmava que fazia os chamados "naked cakes" que são, nas suas palavras a grande tendência do momento!
Naked cakes são, nem mais nem menos do que bolos sem cobertura.
Really? Bolos sem cobertura são "tendência"??
Bolos sem cobertura, oh que grande novidade nunca antes vista!
O que se segue?
Pataniscas com arroz de feijão são os must have desta estação??
Enfim.
Quem não sabe decorar bolos pode admitir e não chamar-lhe "tendência", mas pronto, de facto de moda percebo pouco (eu é mais bolos, mesmo...).

Boxing day

Parece hoje cá em casa.
Há migalhas no chão, restos de comida no frigorífico e caixas de brinquedos por todos os lados e eu estou com uma grande ressaca...

Porquê? A festa durou até às tantas?
Não... eu é que depois de arrumar tudo (a horas decentes porque resolvi fazer lanche em vez de jantar e correu muito bem) tive uma sessão nostalgia e fui ver fotos do meu rebento quando nasceu, e dos seus dias de anos anteriores, até alta horas da noite.
Que fofinho, nem vos digo nada.
Isto de ser irmão mais velho fá-los crescer mesmo depressa.

O meu mais velho numa foto que o define


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O meu mais velho aos 4 anos

  • continua com os seus caracóis e nariz arrebitado de sempre
  • adora bolas, como sempre
  • adora tudo o que tenha rodas - skates, trotinetes, bicicletas - e tem uma destreza fantástica para tudo (já sabe andar de bicicleta sem rodinhas e já o apanhei a andar de skate e trotineta ao mesmo tempo)
  • tem muita vontade de ser um menino crescido, e pergunta constantemente quando pode fazer certas coisas. Vai organizado a sua vida consoante a idade dos primos e as coisas que podem fazer - quando tiver 13 anos posso beber coca-cola, o primo mais velho pode beber vinho mas ainda não pode conduzir, quando tiver a idade da prima também lhe vão cair os dentes e assim por diante.
  • adora livros, carrinhos e animais. Mantém o fascínio pelo Faísca McQueen.
  • adora saltar, pular, fazer pinos, saltar de degraus cada vez mais altos
  • não adora desenhar nem pintar com lápis, prefere tintas
  • é tímido, mas já vai ultrapassando a sua timidez
  • fala, fala, fala e sai-se com pérolas como "como é que o sol está aqui e depois também está na escola?", "porque é que as pessoas crescidas não voltam a ser pequenas?", "porque é que há muitos carros mas só há uma estrada?". A idade dos porquês em força!
  • tem facilidade em fazer amigos, no parque, na praia ou onde for, principalmente se estiverem a jogar à bola
  • tem pancada pela sua roupa e as suas preferidas são calções, t-shirt de bonecos e ténis. Repara no que os outros têm vestido, repara quando os amigos ou primos têm uma coisa nova. Também adora bonés (azar, que eu não gosto). Tenho de ser uma ditadora para o vestir.
  • já não tem qualquer traço de bebé, não usa chucha nem fralda, come com faca e garfo (e corta sozinho se conseguir), não usa babete, está um crescido
  • está no excitex por fazer 4 anos e fala nisso há meses, e já anda a pedir presentes para os 4 anos desde Abril (até um iPad esteve na lista!)
  • está giro, giro, giro, e eu tenho uma sorte do caraças em ser a sua mãe.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Mãe há quase 4 anos

Parece que foi ontem, mas a verdade é que não foi.
Há 4 anos vivi/vivemos os nossos últimos dias "a dois" (que de dois já tinha muito pouco).
Como é óbvio, e ainda bem, não sabia de todo no que me estava a meter.
Uma pessoa engravida a achar que vai ter um bebé, e afinal sai-lhe a sorte grande e tem um filho para toda a vida...
E aquela que fomos, não voltamos a ser.


Muito estranha esta nossa capacidade de fazer pessoas.

Ideia para o Sr. FB

O botão do "gosto irónico".
Ih ih ih às vezes apetece tanto...

Energia da maternidade

Os filhos são a nossa maior fonte de energia.
Os filhos são o nosso maior consumidor de energia.

Xiiii, que revigorante que é a cheirar-lhes os caracóis.
Chiça que o raio dos miúdos me deixam podre de cansada.

Que esquizofrenia, senhores, que nem eu mesma me entendo por vezes.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cansaço

Estás obviamente cansada quando dizes repetidamente "boa tarde" aos clientes, antes das 10h da manhã.

(segundas de manhã, quem não as odeia??)

sábado, 12 de outubro de 2013

Less is more

Há coisas que só conseguimos ver/entender quando estamos dispostos a isso.
Li muitas vezes referencias a este blog, mas nunca liguei nenhuma.
Até que há uns tempos a sua autora apareceu na capa de uma revista semanal, e reconheci-a pelo nome e pensei "olha, a ver se leio isto". Não li revista nenhuma.
Meses depois (o que é um contrasenso*, mas lá chegaremos), ou seja, esta semana li finalmente a entrevista e fui espreitar o blog.
Gostei do conceito, gostei da maneira de escrever, dos temas abordados.
E fez-se o clique.
Tenho de simplificar a minha vida. Menos é mais, menos é muito mais.

Não me vejo a viver sem cadeiras na sala de jantar nem mesas de cabeceira, mas que há muita tralha na minha vida que pode ir a andaruntes, há.
Assim sendo, e porque uma grande caminhada começa sempre com um primeiro passo, comecei por limpar a minha caixa de entrada do e-mail pessoal.
A quantidade de tralha que por lá havia senhores. Infinitas combinações para cafés e jantaradas (que agora se fazem via grupos secretos no FB), inúmeras promoções de roupa por catálogo que nem abri, alguns mails de sites de promoções que entretanto cancelei a subscrição num dia de limpeza electrónica há uns tempos atrás.
O facto de ter conseguido há uns meses atrás arranjar tempo para ler, foi para mim uma grande vitória, com efeitos muito positivos na minha vida (porque eu nem imaginava a falta que me estava a fazer).
Está na hora de deixar de ter/fazer coisas superfluas para ter ainda mais tempo para outras coisas importantes.
Nem que seja não fazer nada.

* o contrasenso é estar uma revista parada cá em casa sem ninguém a ler, há lá coisa mais superflua que esta!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mais uma raspadinha

...premiada (com 1 euro), para a minha mais nova.
O mais velho já só diz "mas porquê? Porque é que eu nunca ganho e ela ganha sempreeee??"

Ainda não tem 4 anos mas já foi obrigado a perceber o que é ter (e não ter) sorte.
(a ela passa-lhe ao lado, já é uma coisa banal)

FB está louco

Com a mania de me sugerir/impingir páginas e mais páginas que não me interessam para nada.
Em que se baseia? Nos meus gostos? No (mau) gosto dos meus amigos?
Exemplos de páginas sugeridas:
Rita Guerra (please)
Chef vegan não sei d'onde (vegan? eu?)
Daniel Oliveira (o das entrevistas em que toda a gente chora, tenho uma embirração com o rapaz, um dia faço post)
Cristina Ferreira (me-do)
Vestidos de noiva vários (o sr. FB sabe que eu não me casei, claro)
e o melhor: páginas e páginas de emagrecimento, em especial para a barriga, com resultados comprovados. O Sr. FB sabe que eu tenho barriga? Vê nas fotos? Que grande lata!

E para terminar um especial obrigado a todos os meus amigos que jogam candy crash villa, city saga, farm villa ou o raio que seja e que enviam insistentemente convites para eu jogar, ou classificações de como estão a ganhar a outros ilustres desconhecidos.
São mesmo vocês que enviam os convites? Ganham pontos com isso?
Ou é mais uma vez o Sr. FB que sabe que eu nunca jogo nada disso??

FB is watching you!
Isso é certo.

PDI

Estou desde o regresso das férias com o pulso aberto.
A dor começa já a chegar ao cotovelo, principalmente quando estou a trabalhar.
Tenho um pulso/luva elástico com tala, e toda uma parafernália de cadernos, caixas e almofadas de modo a sentar-me na posição correcta a trabalhar (a cadeira precisava de subir mais ou a mesa de descer um bocado).
Quando me sento a trabalhar dói-me os ombros também.
E eu acho isto tão triste, mas tão triste - uma pessoa ficar com dores no corpo não pelos movimentos que fez, mas por estar parada.
Trabalhar diante de um computador é a coisa mais anti-natural que existe.
São horas e horas, dia após dia.
E eu a envelhecer sentada à secretária.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A (minha) educação para a parentalidade positiva

Inscrevi-me neste workshop.
Depois de meses a seguir o blog estava mesmo à espera que a Magda viesse a Lisboa para assegurar o meu lugar.
Estou muito curiosa e com muita vontade, que isto de ser pai e mãe tem muito mais que se lhe diga do que parece.

Estive 4 anos a estudar em exclusivo para uma coisa que não uso nada no meu dia-a-dia, um workshop de um dia sobre como desempenhar melhor o meu papel mais importante, é apenas uma gota num vasto oceano de tudo o que preciso de aprender.
Mas é um primeiro passo.

Ficarei eu uma mãe super zen, compreensiva, de sorriso nos lábios e sempre calma? A ver vamos.
Se conseguir ter ferramentas para não dar em doida e gritar menos já é uma vitória.

Marte e Venus

Enquanto ele e o primo brincam aos super-heróis com super poderes, que têm de salvar o mundo de ser destruído pela má da fita (que é ela), ela brinca que é a mãe e chama-os de "meus fofos".
Duas brincadeiras em simultâneo, em paralelo sem nunca se cruzarem.
E nesse momento se lhes perguntarmos a eles dizem que estão todos a brincar aos super-heróis, e se perguntarmos a ela diz que estão todos a brincar às mães e aos filhos.
Nem se apercebem que o outro está a brincar a outra coisa.

E isto, basicamente, é o que acontece entre homens e mulheres a vida toda.
Ou não?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sobre a dieta, sempre a dieta

Não seria de esperar que uma pessoa que está sempre de dieta, sempre a comer regrada e controladamente, ficasse cheia e mal disposta quando come como se não houvesse amanhã?
Eu acho que sim.
O meu corpo acha que não.
Ando há meses (anos) a controlar-me em relação à comida, a jantar pouco mais do que uma sopa, e ontem tive uma festa de anos e resolvi comer o que me apetecesse.
Comi apertitivos, prato (com arroz e salada) e provei as sobremesas e o bolo de anos.
Seria de esperar alguma indisposição, não?
Não.
Fiquei na mesma, como se tivesse comido apenas a minha sopinha dos costume.
Nada de sensação de estar cheia, nada de desconforto, nada de digestão difícil, nada de ah e tal que já não estou habituada a comer muito à noite. Com franqueza.
Não é que me esteja a queixar de não ficar mal-disposta, mas é que há um abismo enorme (ENOOORME) entre o que a minha cabeça e o meu corpo.
É a cabeça a dizer não pode ser, e o corpo constantemente a dizer "pode pode, não sejas menina, que tu aguentas!" (e aguento mesmo...)
Temos de melhorar esta comunicação.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ideias

... a fervilhar.
Vamos ver se algumas (bastava uma) vêem a luz do dia.

Ainda sobre a privação do sono

Andei aí umas noites a levantar-me 4 vezes por noite.
Juro.
Até parece que temos um recém-nascido cá em casa.
Ele é xixi, ele é vem para a nossa cama, ele é quero o ó-ó, ele é "não quero estar aquiiiii" (a minha favorita, às 4h da manhã).
Esta última noite foi menos má, mas a vida está claramente a tentar fazer-me mudar de ideias em relação ao co-sleeping.
Sem sucesso, que eu cá continuo a gostar de dormir apenas a 2, mas já estamos num ponto tal que quando dormimos só a 3 até é na boa. A 4 é que é o caos total.
O Tê já passa metade das noites no sofá, eu nem desfiz a cama-cambalhota de quando o meu sobrinho cá dormiu no sábado porque tenho a certeza que uma noite destas me vai ser útil.

Eu sei que são fases, eu sei que é cíclico (até já deu para perceber que é sempre nesta altura do ano), mas foge que isto não mata mas mói, chiça!



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

São o melhor do mundo, que são...

... mas quando, repito QUANDO é que eles começam a dormir uma noite inteira mesmo??
Os dois, nas suas camas, no seu quarto. Hã?
Sem vir para a nossa cama, sem chamar por nós a meio da noite, principalmente sem acordar o outro.
E isto tudo assim muitos dias de seguida, se não for pedir muito.
Quando? Alguém me diz??

Mary QA & Tê: a sofrer de privação do sono desde 2009.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Do treino de ontem

Ontem foi o primeiro teste à motivação, que ir caminhar no paredão com chuva não é bem a mesma coisa...
Eu fui, porque já estava muito mentalizada e porque sei que dentro de pouco muda a hora, e aí é que vão ser elas...
Levei um impermeável XXXL cor de laranja fluorescente (que o Tê recebeu num evento da empresa), e quase aposto que estava visível a km de distância apesar do nevoeiro.
A juntar a um cabelo ao melhor estilo caniche, podem imaginar a minha figurinha.
O que vale, já o disse aqui, é que tenho uma auto-estima de ferro.
Mas nem precisava porque apesar da triste figura, fui à séria assediada por um surfista!
(ofereceu-me aulas de surf, e outras coisas mais...)
Seria cego? Estaria profundamente desesperado? Seria porque não havia mais raparigas a caminhar àquela hora?
Não sei, mas serviu para por a minha auto-estima ainda mais em alta!
(e para me por a andar bem depressa para ganhar distância do senhor surfista)

Chegada a casa com as crias, foi hora de fazer abdominais e braços.
Eles acharam um piadão e fizeram claque: "Força, mãe, força!" e depois alongaram comigo.

Algum ginásio bate isto?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Feira

Uma das minhas resoluções pós-férias foi de começar a comprar os frescos na feira aos sábados de manhã, aqui ao pé de casa.
Uma pessoa tem ideia de que ir à feira é um processo demorado, mas não é. A primeira ou segunda vez demora mais, mas depois de saber onde comprar o quê, faço as compras de legumes para sopa e salada, e fruta para a semana por 10 euros em meia hora.
Nestas coisas, para mim, tempo também é dinheiro, e se é para andar a perder 3 horas para ir de banca em banca para poupar alguns cêntimos então não vale a pena.
Estou, obviamente, contente com a decisão, porque é coisa que tenho ideia de fazer há anos e por uma razão ou por outra deixei de fazer.
Num ou noutro sábado não tive oportunidade de ir à feira, e resolvi a coisa com o mini-mercado aqui do bairro, que não sendo nada de especial (também vende fruta espanhola por acaso) tem alguma escolha nas frutas e legumes como gostamos: portugueses, mau aspecto, alguns tocados e com bicho, mas baratinhos e saborosos.
Só vos digo que agora entro nos PD e continentes desta vida e sou incapaz de pegar numa peça de fruta sequer. Tudo me parece de plástico. Mesmo os biológicos, todos dentro de embalagens transparentes, iguais uns aos outros, me parecem muito pouco apetecíveis.
Estou uma feira-fã snob. 
Pelo caminho, na feira também já comprei camisolas a 2,5€.
Não há cartão ou desconto que bata isto.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cinema a 5

Domingo de manhã foi dia de estreia dos meus filhos no cinema.
Fomos ver o filme dos Aviões, e confirmámos também as nossas suspeitas: o  filme não é nada de especial, e eles ainda são pequenos para ver um filme inteiro no cinema.
O mais velho a meio começou a dispersar e a levantar-se (e acho que ficou à espera que o Faísca Mc Queen entrasse a qualquer momento no filme), a mais nova a meio quis vir para o meu colo e não parou quieta até ao fim. Safou-se o meu sobrinho, amante da 7ª Arte do alto dos seus 3 anos e meio e já experiente nestas andanças, que se portou à altura, sentado a comer pipocas até ao filme acabar (e sem adormecer, apesar de às vezes estar quase).
Mas pronto, no geral até correu bem, não ignoraram o ecran, não gritaram e não quiseram sair a meio.
Saldo positivo, mas se não forem eles a pedir, acho que só voltamos a tentar para o ano.

domingo, 29 de setembro de 2013

Cinema a 2

Fomos ver a Gaiola Dourada e confirmámos as nossas suspeitas: nunca ir ver um filme de que já ouvimos 1001 opiniões, das quais 1000 são super positivas.
Muito dificilmente/nunca conseguirá estar à altura das expectativas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Se alguém quiser inventar, esteja à vontade

Um marcador de livros com tranca.
Ou código.
Algo que me permita marcar o livro e este não ser desmarcado pela criançada (que adora livros, sim senhora acho muito bem) que insiste em folhear e desmarcar o MEU livro que EU estou a ler, TODO O SANTO DIA.

(e não, memorizar o número da página não é uma opção...)

Uma ajudinha às mães de meninas quando tiram a fralda

Comprei no continente uma embalagem de 10, junto dos wc patos e afins.
Como é que eu nunca tinha reparado que estas coisas existem??
Tirar a fralda a uma menina, por muito despachada que ela seja, tem sempre este inconveniente fora de casa- aos rapazes basta uma esquina ou uma árvore que a coisa fica resolvida, mas à pala da minha filha já conheço mais casas-de-banho públicas do que gostaria (para ela metade das vezes nem fazer nada mas pronto). Estes protectores e uma embalagem de dodots ajudam bastante.
Estou fã.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Tecnologia saudosista

Ele há por aí espalhados textos lindíssimos sobre as saudades de por um disco no gira discos, de levantar um pinoco para destrancar o carro, de ver o disco do telefone a rodar quando marcávamos cada número.
Do que eu tenho mesmo saudades era de quando o meu telemóvel tinha uma tecla verde, e a gente carregava duas vezes e ligava para o último número marcado (normalmente o Tê).
Que simples que era.
Agora o meu telemóvel não tem teclas. E basta-lhe passar uns minutos dentro da mala ou mesmo na mão, que quando vou fazer uma chamada, ou mesmo dar apenas um toque, o anormal bloqueia.
Aquela cena de uma pessoa com pressa, a sair a correr e a dar o toque para que o outro saiba que estou a sair... esqueçam. Que nervos, senhores, que-ner-vos!
Entre o desbloqueia (arrasta o dedo para um lado), o carrega a pagina, e vai de carregar na "tecla" verde e acede aos contactos, à lista geral, às últimas chamadas, ao raio que seja mas nunca é o que eu quero.
E no meio da confusão, todo o santo dia o raio do ecran congela e fica ali a pensar na vida comigo a ver a vida a andar para trás.
E depois aparece uma frase que, com sinceridade, não sei quem inventou; "a aplicação Telemóvel não está a responder, deseja encerra-la?"
Hã? Um telemóvel em que não funciona o telemóvel?? Então é o quê?? Um porta-chaves?
Que irritante, senhores!
Só me apetece manda-lo contra a parede, com franqueza. Uma pessoa a querer despachar-se, com outras à espera e o telemóvel-que-afinal-não-é-telemóvel-mas-apenas-uma-aplicação a fazer-se de estúpido e a bloquear.
Qualquer dia entro no carro e a aplicação carro também não responde. Ou o forno quando faço o jantar.
De que me serve ter um objecto para uma função se essa função bloqueia e falha constantemente.
Sinto-me um autentico dinossauro a dizer estas coisas, mas que tenho muitas saudades da tecla verde que era só carregar duas vezes, isso tenho.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Da chuva

A sério que foi desta que o Verão acabou?
A sério que já podemos arrumar os fatos-de-banho e toalhas e coisas que tais??
Este Verão foi tão curtinho, soube a tão pouco...
Ontem fui caminhar na praia e os efeitos do Outono já se adivinham: o mar já mais castanho que azul, ondas fortes, quase ninguém na areia. Pois se ainda há 3 dias se estava lá tão bem...
Hoje foi difícil convencer os mais novos cá de casa de que sim, já eram horas de levantar, mesmo estando ainda de noite lá fora (claro que ao fim-de-semana borrifam bem para o dia e a noite e levantam-se na mesma, mas à semana tá quieto, mas pronto).
E a escuridão em que esta casa fica imersa depois de todos saírem?
Não há portas brancas que me valham.

Que deprimente...

Sensação de absorção*

Já aqui referi que este ano trocámos as toalhas de praia dos miúdos e do Te por aquelas toalhas de microfibra super-absorvente que se vendem nas lojas de desporto, para natação.
Já estava mais do que rendida pelo pouco espaço que ocupam e pesam, este domingo fiquei ainda mais.
Fomos à praia, e antes de sair meti uma garrafa de 1,5l no saco, com a qual eles ficaram a brincar (o saco estava no chão, à porta de casa). Pois.
Chegando à praia, quero beber água e eis que tiro a garrafa vazia. Tinha 1 dedo de água no fundo.
Pânico.Uma garrafa inteira entornada no saco da praia, sem nada de valor, é verdade, mas com roupas, cremes, livros e coisas que tais.
Começamos a tirar as coisas e pois que estava apenas e só uma das toalhas de microfibra molhada. Absorveu sozinha 1,5l de água. Tudo o resto, impecável.
Tem ou não tem um mega poder de absorção?
Excelente escolha.



* ui, que piada mais antiga, que metade dos leitores nem sabem de onde vem a frase... quem se lembra??

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mais um livro

Este já acabou.
Gostei bastante, muito mais do que quando o comecei a ler em inglês.
Não sendo exactamente o meu tipo de livro, é uma história muito bem pensada e que não deixa pontas soltas, nem termina à pressa para tentar despachar. Está muito bem pensado e a história é cativante.
Imagino o autor a pensar a história do princípio ao fim, e depois a escrever tipo mosaico e a voltar atrás e à frente para se certificar que tudo bate certo, todos os pormenores se encaixam.
Surpreendeu-me o cenário de uma Barcelona cinzenta, cheia de nevoeiro, de chuva, de humidade, até neve - diferente da Barcelona cheia de sol e mar do meu imaginário.
Este livro fica marcado também por outra questão.
Fui resgata-lo porque nas férias falei sobre ele com o meu pai, a minha irmã e o Te - todos gostaram bastante, apesar de terem gostos de leitura muito diferentes. Quando voltámos, a minha cunhada por coincidência, tinha começado a lê-lo também.
No domingo dia 15 ao almoço nos meus sogros vejo o livro dela na mesinha da entrada, e não resisti a ver em que página estava - mais atrasada que eu - e claro que à mesa falámos sobre o livro, onde estamos, o que estamos a achar, etc.
Umas horas mais tarde, já com bastantes contrações, a minha cunhada pega nas suas coisas para ir para a maternidade - mala ao ombro e livro debaixo do braço. E pronto, é a última imagem que tenho dela grávida: à porta de casa à espera do meu cunhado que tinha ido buscar as coisas a casa, nervoso miudinho, algumas dores, e A Sombra do Vento debaixo do braço. Na altura nem comentei mas achei muita graça - vou ali parir mas o livro vai comigo que está numa parte interessante lol.
E não, a minha sobrinha não se chama Penélope, nem Beatriz eh eh eh (as heroínas do livro, para quem não leu).

No seguimento das conversas das férias o meu pai ofereceu-me o livro que se segue:
Mantém-se o cenário de Barcelona, desta vez nos anos 20, e mantém-se a relação com o Cemitério dos Livros Esquecidos. Vamos ver no que dá.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Caspa

No sábado foi dia de ir ao oftalmologista.
E o que tem isto a ver com o título do post?
Pois que segundo a médica, eu, que do alto dos meus 35 anos continuo a ver bem e sem precisar de óculos nem coisa nenhuma, tenho apenas... caspa nas pestanas.
Hã??
Exacto, essa também foi a minha reacção.
Ora logo eu que nunca tive caspa no cabelo, logo haveria de ter nas pestanas??
Ainda perguntei se não seria do rímel transparente (que já esteve em melhores condiçoes) e ela - que até é uma rapariga nova, toda gira e cheia de estilo - ficou muito espantada com ar de "rímel transparente? que coisa é essa que nunca ouvi falar?". Minha amiga, eu que nem sou nada (NADA) dada a produtos de maquilhagem e afins, uso rímel transparente todos os dias desde 1994, e tu que passas o dia a ver olhos nem sabias que isto existe??
Enfim.
Não sei se foi castigo ou não, se foi inveja pela minha visão de lince, mas toma lá umas toalhitas para acabar de vez com a caspa das pestanas - eu cá não consigo ver nada ao espelho, mas pronto, se ela diz eu tenho de acreditar.
O que se segue? Pontas espigadas nas pestanas? Espero que não sejam piolhos.

Coração desapertado

Desde 6a feira que a minha sobrinha já está em casa com os pais e irmão, como deve ser.
Foi apenas 1 semana, mas parece que nunca mais terminava...
E pensar que há pais (tantos) que passam por isto meses a fio... nem se consegue imaginar.

No sábado os meus filhos foram conhecer a prima pela primeira vez.
Ainda em casa a mais nova teve uma espécie de ataque de ciumite, umas birras sem explicação que eu atribuí à dificuldade de ver o seu reinado de princesa-mais-pequenina terminar. Assim é a vida, disse-lhe eu, há reinados bem mais curtos.
Saíram os dois de casa muito contentes cada um com o seu presente na mão (já meio estrafegados e sem fita-cola mas pronto).
O mais velho quis levar a sua Vaca Canela - um peluche que é dos seus preferidos, uma vaca que ele chamou Canela quando era mínimo e nunca ninguém percebeu de onde lhe ocorreu o nome - para emprestar à prima porque, nas suas palavras "é isso que os primos fazem às primas" - isto porque está habituado a receber sacos de brinquedos que os primos já não usam e que ele adora.
Assim foi de Vaca Canela debaixo do braço, e quando lá chegámos fez questão de lhe mostrar a vaca com insistência. A prima, que estava a dormir refastelada no meu colo, abriu por acaso os olhos e ele ficou fascinado por ela querer ver a sua amiga Vaca Canela.
Depois de lhe pegarem um bocadinho (pedido do mais velho) e quando começaram a aparvalhar, viemos embora e quando íamos a meio das escadas o mais velho disse que tinha de fazer uma coisa - voltou a subir, batemos à porta, e ele foi dar mais uma festinha à prima.
Foi muito fofinho no seu papel de primo (muito) mais velho.
E pronto, uma pessoa até acha que é imune, mas depois derrete-se com estas coisas...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

TPC

São o meu trauma de infância.

No primeiro dia de aulas da 1a classe a professora deu-nos o primeiro TPC - um palhacinho para pintar e depois recortar para enfeitar a sala de aula. Eram quase horas de ir para a cama quando me lembrei que tinha o palhaço para pintar.
Estava traçado o meu perfil em relação aos TPC, estudos e afins.
Durante toda a minha vida escolar, licenciatura, mestrado, até no curso de holandês, os TPC foram sempre feitos à última da hora.
Não se pode fugir ao que se é.
Essa professora da 1a classe, de quem nem me lembro do nome, faltou durante grande parte do ano lectivo, e também não devia ser assim lá grande coisa, pelo que chegámos à 2a classe bastante atrasados.
A professora da 2a classe - Helena - nova na escola e ultra profissional, teve de nos dar a 1a e 2a classes num só ano, e estivemos a andar a toque de caixa até  à 4a classe.
E o que se faz quando se tem muita matéria e pouco tempo? Carrega-se nos TPC!
Não vos ocorre as carradas de TPC que levávamos para casa. Ele eram cópias e mais cópias, fichas de leitura, contas e mais contas e listas infindáveis de numeração romana. Aos fins de semana então era a loucura, e eu lá estava ao domingo à noite a completa-los a toda a pressão com um nó na barriga.
Lembro-me de uma vez, nas férias de Carnaval que eram uns míseros 3 dias que deveriam ser para brincar, ela nos fazer o enorme favor (e cheios de sorte) de nos passar TPC só como se fosse para um fim-de-semana! Ui, e a festa que foi...
O maior trauma de todos eram os trabalhos de férias.
Pois que nas férias grandes tínhamos de levar um livro de fichas e trazer feito no primeiro dia de aulas. Acham que ela depois os devolvia corrigidos? Claro que não, mas ainda assim tínhamos de o entregar completo.
Pois que esta que vos escreve, como é fácil de adivinhar, estava-se pouco marimbando para as fichas até chegar Setembro. Ora santa paciência para estar sentada a fazer fichas com tantas coisas mais interessantes para fazer - praia, brincar, ver o Agora Escolha...
E claro, com a aproximação do início das aulas lá estava a pequena Mary amarrada à secretária a fazer as fichas todas à pressão.
Quem não levava o livro completo tinha de ficar a fazê-lo durante os intervalos da manhã e da tarde. A mulher não brincava em serviço! E pronto, lá ficava eu e mais um grupinho a fazer fichas nos intervalos, porque santa paciência, nunca levei o livro todo feito até ao fim.
E parece que a estou a ouvir "se fizessem uma ficha por dia acabavam o livro a meio das férias!" - please, será possível termos conceitos tão diferentes do que são férias?? Que seca ter fazer fichas, uma por dia, durante metade das férias!
Desde então jurei a mim mesma que filhos meus nunca serão obrigados a fazer TPC nas férias.
Eu levava o livro por fazer, mas a minha mãe arranjava maneiras giras de me por a "estudar" nas férias sem eu me aperceber - a ler histórias, a brincar às professoras, a fazer a tabuada na areia molhada ao fim do dia - tudo muito mais edificante que estar sentada a fazer fichas e mais fichas.

Isto tudo porque agora tenho filhos, e com sinceridade não sei muito bem como vou lidar com os TPC.
Não quero que eles percebam esta minha aversão, mas ontem recebi 2 sms a partilhar o primeiro TPC de dois sobrinhos e a minha primeira reacção foi: Oh coitadinhos! Aposto que eles estavam todos orgulhosos com os TPC mas eu fiquei profunda e verdadeiramente CHEIA de pena deles...

E agora, terei eu paciência para andar atrás dos meus filhos "quem não faz TPC não pode brincar!"??
(não me parece...)
Resta acrescentar que o Te era igual ou pior que eu.
Ou calha deles serem uns grandes cromos ou as professoras bem podem começar a pensar nos castigos...


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Coisas fixes da minha família

Estamos a organizar uma festa de arromba para festejar os 100 anos do meu avo.
Vamos todos passar o fim-de-semana juntos, vai haver almoçarada e inúmeros programas para todos - filhos, netos e bisnetos, num total de mais de 50 pessoas.

O meu avo morreu em 1990, e mais de metade  dessas 50 pessoas nunca o chegaram a conhecer.
E esse é mesmo o objectivo da celebração.

Tenho ou não tenho uma família espetacular?

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coração apertado

Por muito que se saiba que está tudo bem e que é só uma medida de prevenção, há coisas para as quais ninguém prepara o coração de uma mãe (e tia, nesta caso).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Podemos dizer que sim, vá

Do meu mais velho, em relação ao nascimento da prima:

"Oh mãe mas como é que... como é que ela saiu da barriga? Foi pela boca da tia?"

O melhor de Setembro (mesmo)

Foi mesmo o domingo passado, em que o por do sol nos brindou com mais uma princesa para completar a família.
Depois de uma almoçarada de febras grelhadas com feijão preto a acompanhar, e durante uma pequena sesta com o seu mais velho, eis que a minha cunhada se levanta com uma estranha sensação na barriga. Seriam cólicas? Seria do feijão? Não, eram mesmo o início das contrações.
Nem 3 horas depois já estava cá fora, de olho aberto e desperta, a mamar como se não houvesse amanhã, e com uma cara linda de morrer (e nada parecida com ninguém). Muito fofa mesmo!
Literalmente foi almoçar com uma grávida, e ter um bebé nos braços à hora do lanche. (claro que para a mãe estas 3 horas foram muito preenchidas, para nós foram apenas horas de nervos e mais nervos)
1 hora depois de nascer esteve no meu colo e nem me perguntem como é que vivemos este tempo todo sem ela, que eu juro que não sei.


Há lá coisa melhor que ser tia?

Bem vinda minha querida, querida, querida sobrinha!



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O melhor de setembro

Os fins de tarde na praia (depois do trabalho).
Amo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vamos ginasticar

Por enquanto, a decisão é de não me inscrever no ginásio este ano.
Tenho alguma pena, não digo que não, mas pesei os prós e contras e acho que não compensa.
Gasto dinheiro, acabo por não ir tantas vezes como gostaria, nenhum ginásio tem os horários de aulas de grupo que me interessam e acaba sempre por ser motivo de pressão e stress.

Assim sendo, e em conversa com amigas que sofrem do mesmo mal, lancei o desafio.
Somos ou não somos capazes de nos comprometer a fazer exercício juntas duas vezes por semana?
Temos passeios junto ao mar a menos de 5 minutos, parques, zonas com circuito, por aqui só não faz exercício de borla quem não quer (o que de facto, é o maior desafio - querer e manter a motivação).
Pelo menos uma amiga alinhou (e outra junta-se a nós quando puder, tem só de parir a sua filha primeiro).
Há vários aspectos a considerar como conciliar as agendas, adequar o exercício e o local ao tempo que dispomos, etc, mas com vontade acho que conseguimos.
E se for preciso, vamos cada uma por si e depois partilhamos o treino. O que conta é fazer!

Ontem fizemos caminhada de 5km, com paragem a meio para exercícios de pernas, abdominais e flexões. Cheguei a casa com os pés cheios de bolhas e o meu pulso a dar sinal, mas com sensação de dever cumprido.
Sei que este tipo de exercício livre de obrigações, livre de horários e de mensalidades vai enfrentar inúmeros desafios - chuva, noite as 18h, frio, preguiça, stress, falta de energia - mas eh pá, não somos mulheres nem somos nada se não nos comprometermos a dar o nosso melhor!
We can do this!

Pés de chinelo

Os meus.
Desde Junho que não calçava uns sapatos fechados. Muito menos meias.
No verão, ou de férias ou a trabalhar (em casa), uso em exclusivo Havaianas (90% do tempo) ou Birkenstock (quando a ocasião não permite mesmo Havaianas).
Em ambos os casos o formato é o mesmo, só muda o material.
Vindo de uma pessoa que já assumiu publicamente que detesta pés pode parecer estranho, mas a verdade é que os meus apreciam bastante esta liberdade.
Ontem foi dia de começar a fazer exercício e por isso tive de calçar pela primeira vez em muito tempo ténis, e ainda pior, também meias.
Ainda em casa senti-me subitamente estranha, com os pés encafuados sem conseguir ver a luz do dia.
Comecei a minha caminhada e rapidamente percebi que a coisa não ia correr bem.
Resultado: 3 bolhas das grandes, com direito a 1 calcanhar em carne viva.
Cheguei a casa e nem me conseguia mexer.
Parecia que tinha feito um treino intensíssimo, mas não. Estava mesmo era à rasca dos pés.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Gémeas

Ontem foi dia de ir visitar as duas gémeas, filhas do meu primo.
Muitas pessoas acham que ter gémeos deve ser divertido, mas penso que são pessoas que não tem filhos gémeos, seguramente.
Ainda mais neste caso, que não são as primeiras, nem segundas nem terceiras filhas, mas sim a quarta e a quinta. Verdade, habitam naquela casa 3 crianças (de 10, 5 e 2 anos) e 2 bebés de 3 meses.
Acham a vossa casa uma loucura?
Não é.
Acham que vão dar em doidas varridas com tanta roupa, comida, brinquedos espalhados pela casa, crianças aos gritos, discussoes, asneiras, choros e fraldas?
Não vão.
O ser humano tem uma capacidade de resistência maior do que imaginamos.
Sim, eu sei que esta mãe é muito zen (muuuuito zen), e as coisas nem parecem muito caóticas, mas palavra de honra que não sei como se orienta.
Chega-se a um ponto em que a confusão deve ser tal que já nem se nota a diferença, pelo que ficaram todos muito tristes de eu ter aparecido sem os meus filhos. Achei sinceramente que já havia crianças suficientes a criar o caos, não era preciso mais dois que de certeza iam querer ver os brinquedos todos e desarrumar tudo...
E claro, durante a visita às tantas estou eu e a minha mãe cada uma com a sua gémea no colo a dar biberon sozinhas na sala, enquanto a mãe a avó se dedicam aos outros 3...
Foi muito cómico!
Apesar de tudo fiquei surpreendida com a calma, organização e disciplina entre todos. Uma família cheia de boa energia, sem dúvida!
Foi excelente para chegar a casa e perceber que afinal a minha vida com 2 filhos é peanuts. Mesmo!


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Leitura em dia

Estou bem contente com este regresso à leitura, que tanta falta me estava a fazer. Nada melhor do que andar envolvida com um livro, daqueles que nem damos pelo tempo a passar, acompanhar as personagens a par e passo, viajar com elas e estar sempre desejosa do próximo encontro. Tudo é uma questão de vontade/disponibilidade, pois se estivermos para aí virados conseguimos sempre nem que sejam uns minutinhos por dia para ler.
Estas férias fui acompanhada pelos seguintes títulos:
Não gostei. O senhor escreve agora telenovelas da TVI, e de facto este livro podia adaptar-se perfeitamente a uma telenovela. Tem aspectos positivos: o dia a dia no antes, durante e depois do 25 de Abril, a transformação da personagem principal nesse período. Tudo o resto eu não gostei: a história, a maneira de escrever, as personagens, enfim. Foi daqueles que apesar de já estar a ver o que vai acontecer quis ir até ao fim, só para depois confirmar que é mesmo muito mau.

Gostei muito. Passa-se na altura em que a corte portuguesa se muda para o Brasil, e é baseado numa história real. Tem a particularidade de que cada capítulo ter um narrador diferente - ora o protagonista, ora o escravo deste, ora a escrava da mulher, ora são as cartas enviadas aos pais - o que lhe dá um ritmo engraçado e interessante. Para quem gosta de História, em particular desta época, é muito giro.

Também gostei muito. Também tem vários narradores (um bastante improvável, até) e uma história diferente e interessante. Li emprestado do meu cunhado que o leu num dia, depois do Te o ter lido também de uma golfada só. Eu demorei dois ou três, mas lê-se muito bem. Nunca tinha lido nada dele e gostei bastante.
Este sim, li de seguida, num serão e numa manhã de praia (no primeiro dia de escola dos miúdos em que fui 2 horitas sozinha para a praia, coisa que não acontecia seguramente desde 2005 e que me soube assim, pela vida). Pode ter sido de o ter lido nessas circunstancias, mas fiquei fã da escrita do Mia Couto. A maneira como encadeia as palavras, numa prosa que é um poema, de uma delicadeza que só visto, parece que escreve para nos dar prazer - é um livro que é um doce. Também nunca tinha lido nada dele, e comprei este pois por ser bem pequeno achei que era uma boa maneira de entrar neste universo. Gostei muito.

Com isto acabaram as férias, e para a rentreé estou a (re)ler este:

Digo re-ler porque já o tinha começado, porque temos em inglês. O Te leu-o em inglês ainda na Holanda (onde o comprámos) e gostou bastante. Eu tentei ler quando regressamos, mas por uma razão ou por outra desisti ainda no princípio. O facto de ser em inglês não ajudou, lá está, exige uma concentração que nem sempre tenho. Nestas férias voltámos a falar nele, e o meu pai emprestou-me em português. Começando a ler percebo porque desisti do inglês, todos aqueles cenários, aqueles adjetivos a descrever as atmosferas nebulosas da madrugada, as tempestades nocturnas, os livros do cemitério dos livros, houve com certeza 1000 pormenores que me passaram ao lado e que estou a apanhar agora. Ainda não ultrapassei o que já tinha lido, mas estou a gostar.

E por aí, o que andam a ler??




quinta-feira, 5 de setembro de 2013

3 dias depois de começar a trabalhar

E já estou com uma dor no pulso por causa do computador, que nem consigo escrever (à mão - sim, é um paradoxo mas é verdade).

Estou pronta para ir de férias outra vez, está visto.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Reflexoes sobre as férias

  • pela primeira vez tirámos 3 semanas de seguida, mas contra as expectativas não ficámos fãs. Se por um lado soube muito bem vir embora do Algarve sabendo que as férias não terminaram, por outro na última semana de férias já estávamos relaxados, já tínhamos tido praia e piscina e tudo e tudo, e de certeza que teríamos apreciado mais se tivéssemos trabalhado na semana anterior. Para o ano a ideia será fazer 2 semanas juntas e 1 em separado.
  • em muitas coisas foram umas férias mais descansativas - eles estão mais crescidotes, nós estamos (muito) mais organizados, dormimos muitas sestas, deitamo-nos relativamente cedo - em outras foram muito cansativas - eles estão nos terrible 2 e terrible 3, ela está a tirar a fralda pelo que nos presenteou com belas prendas em todo o lado (restaurantes vários, vários locais do carro, casa, rua, todo o lado menos no penico, parecia um gato a marcar território), tivemos sempre de usar o carro para ir/vir da praia, por uma razão ou outra fizemos menos fins de tarde na praia que é a minha hora favorita
  • para conseguir descansar e fazer outras coisas fizemos a chamada "praia saudável" várias vezes, e foi bem agradável. Mas nada se compara ao dia inteiro de praia, nada feito.
  •  começamos as férias em Aljezur e tivemos azar com o tempo - esteve sempre um barrão de nevoeiro estúpido em cima das praias. Na praia estava inverno, cinzento, quase a chover, no estacionamento já estava sol. No primeiro dia fomos descendo a costa vicentina de praia em praia a ver se o nevoeiro passava, e acabámos por passar a tarde na praia da Salema (já na costa algarvia). No segundo o cenário "dom sebastianesco" repetiu-se, pelo que fomos logo directos à Salema, de que fiquei fã. Em Aljezur as noites estavam frias e húmidas, as roupas sem secar no estendal, e tivemos de vestir calças de ganga e casaco (que levamos para as férias para usar só em caso de emergência mesmo), a casa até tinha um terraço bem simpático, mas o frio da manhã e da noite nem permitiu fazer lá as refeições. Por tudo isto, eu, que amo a costa vicentina do fundo do meu coração, não pretendo voltar lá nas férias tão cedo. Para o ano é Algarve connosco e nem se fala mais nisso. Uma coisa é um fim de semana, mas nevoeiro, frio e mau tempo nas minhas férias é que não.
  • casa de praia com piscina é assim um luxo a considerar. Nos tais dias saudáveis optámos por fazer piscina de manhã, almoço cedinho, sesta e depois praia com ela! Foram dias muito bem passados e descansativos.
  • por sugestão da dermatologista voltei a comprar creme mineral para a criançada. Além de ultra pegajoso e difícil de espalhar, fica muito mais caro, mas uma pessoa faz tudo pela saúde dos filhos. Tudo muito bem até à primeira manhã na piscina. Apesar das várias aplicações, a porcaria do creme vai saindo, sendo que a mais nova chegou ao fim do dia com umas belas bochechas vermelhas, apesar de não ter estado ao sol nas horas de calor. Ora eu, branca e loura, tenho horror a escaldões. Fomos logo à farmácia comprar o protector 50 de crianças normal (filtro químico) e não tivemos mais preocupações. Creme mineral sim senhor, nos bebés que não saem da sombra. Lição aprendida.
  • antes das férias passámos numa mega-loja de desporto e comprámos daquelas toalhas de micro-fibra para o Te e crianças (eu uso sempre canga), e também um saco leve, grande, que dá para por no ombro (o carrinho das rodas este ano ficou em casa, não dá jeito quando temos de dar a mão a 2 crianças). Reduzimos bastante a tralha e o peso do que levamos para a praia e ficámos contentes com isso.
  • mais uma vez conseguimos levar o mínimo de roupa nas malas, e ainda assim trazemos metade por usar. Para 3 semanas de férias levei roupa como se fosse para 5 dias. Usei apenas 3 mudas de roupa nas primeiras 2 semanas. Começo a considerar a máquina da roupa um requisito essencial nas casas de férias - não há pachorra para malas atulhar, e depois regressar a casa com tudo para lavar! Assim vou lavando a roupa de todos a cada 2 dias, estende-se num instante, e no dia seguinte está pronta a usar. Resultado: nas fotos de férias aparecemos sempre com a mesma roupa, mas chegando a casa é só arrumar tudo na gaveta. Perfeito.
  • acabar as férias num hotel, sem ter de pensar em pequeno-almoço e jantar, é também um daqueles luxos que começo a considerar essencial. 
  • na última semana partilhámos a casa com 4 adolescentes e mais uma criança. Ai a adolescência, a adolescência... eu própria, que fui uma adolescente mesmo mesmo adolescente, me surpreendo com a incapacidade de os entender. A adolescência é como um idioma que está sempre em mutação e que só se fala em determinada altura da vida. O adulto acha que porque já falou esse idioma entende tudo, mas no fundo já não o usa há que tempos e não entende nada de nada. Achamos que lá porque fomos adolescentes pescamos alguma coisa do assunto, mas não. E pronto, é ve-los a revirar os olhos e sem pachorra para nada e pensamos "mas eu era assim?". Era. E muito pior.
  •  foram umas férias fantásticas com tudo de bom, mas ficou a sensação de faltar qualquer coisa... talvez não tenha havido o corte com a realidade que acontece na ilha-maravilha (onde fomos no ano passado), ou talvez tenhamos prestado pouca atenção às nossas férias a 4 (acabámos por ir só 3 dias para Aljezur porque deixamos tudo para a última). Dois pontos a retificar em 2014. Falta muito?

Dizer que tirar as fraldas às meninas é mais fácil é como dizer que amamentar emagrece

Leia-se, é uma grande treta.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Praias

Estas férias fomos a praias pequenas e praias grandes.
Praias com rochas e poças com bicharocos, e praias de areal extenso com e sem conquilhas.
Praias chiques, com restaurantes de sushi e gente muito bem vestida e praias simples, com bares simples e gente simples. Praias sem bar nenhum e quase sem gente nenhuma.
Praias com bolas de berlim e praias sem bolos nenhuns.
Praias com ondas para fazer carreirinhas e praias com mar chão onde apetece boiar.
Praias de água quentinha e praias de mar gelado.
Praias de mar e praias de rio, e por pouco não fomos a uma praia artificial (fica para a próxima).

Cada uma à sua maneira, gosto de todas.
Gosto mesmo, mesmo, mesmo de praia.

Raspadinha

Os meus pais volta não volta trazem umas raspadinhas para os netos fazerem.
Os meus especificamente já tentaram a sua sorte 3 vezes.
Nessas 3 vezes o mais velho ganho um total de 0 euros.
Nessas 3 vezes a mais nova ganhou um total de 4 euros - 1 euro nas duas primeiras, 2 euros na ultima.
Tem portanto, uma taxa de sucesso de 100% na raspadinha.
Deixando os comentários óbvios à parte - ah e tal vai ter azar no amor e ficar para tia para sempre, ah e tal vai ficar uma viciada no jogo que passa os dias no casino a estourar tudo o que ganha - penso que é fácil de adivinhar quem vai jogar no euromilhões esta semana.

A probabilidade de este blog se tornar excêntrico é grande.
Ficai atentos.

domingo, 1 de setembro de 2013

Bem diz o povo que o bom acaba depressa...

... e este ano as ferias foram de 3 semanas que se esfumaram como se fossem 3 dias.
Nem dei pelo tempo passar.

Houve praia (muita e variada), houve piscina, houve Alentejo, Algarve e Beira Alta.
Houve família de 4, de 9 (quase 10) e de 17, com mimos, brincadeiras, conversas debaixo das estrelas, leituras postas em dia, mergulhos e saltos, conquilhas, e trampolins.
Também houve nevoeiro e stress, mas pouco, muitas birras e um penico que foi passear 3 semanas e regressou intacto (e vocês sabem o que isso quer dizer...).
Enfim, pequenos nadas que servem apenas para apreciar melhor os bons momentos.
Que bem que se esteve, senhores...



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Até 31 de Agosto não há nada para ninguém

Fui de férias, malta!

Até ao meu regresso!

Adenda: até lá não escrevam nada de muito interessante nos vossos blogs porque também não os vou ler. Agradecida.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

14 anos

A 9 de Agosto de 1999 começou uma linda história de amor.
Isto é muito lindo de dizer, mas nem foi exactamente a 9 de Agosto (nós é que convencionámos que sim) nem foi exactamente começar, e muito menos na altura foi uma história de amor.
Nesse dia nenhum de nós estava com muita fé no nosso futuro, mas a verdade é que os dias foram passando, e depois os meses e os anos, e 14 anos depois ainda cá estamos.
Sempre naquela... ah e tal vamos ver no que isto dá.
Esse é o segredo do nosso sucesso.

Despertador

Tal como muitos vocês, o meu despertador é o telemóvel.
Normalmente quando toca, temos duas opções: ou desligar o despertador, ou por a tocar daí a 5 minutos.
No software antigo o despertador quando tocava deixava-me duas opções: Cancelar (=desligar o despertador, vou-me levantar mesmo) ou Soneca (=deixa-me lá dormir mais 5 minutos e tocas outra vez).
Parece-me bastante claro e fácil de entender.
No despertador actual, não sei lá quem teve a brilhante ideia de substituir os temos Cancelar e Soneca por: Suspender ou Ignorar.
Qual é que faz o despertador tocar outra vez e qual é que acaba com ele de vez?
Não faço ideia. Não me parece nada claro.
Se calhar a esta hora até pode parecer, mas às 6h35 quando toca a primeira vez, eu garanto que me apetece esganar quem se lembrou de tais termos.
Suspender? Ignorar?
Atirar com o telemóvel contra a parede?

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Decisão difícil pré-férias tomada

Anteontem o mais velho ficou a dormir em casa dos tios, o Te foi jogar futebol e eu vim para casa sozinha com a mais nova já de banho tomado e sem ter dormido sesta.
Resultado um belo serão sozinha, a ouvir música e a dar um bom avanço no meu querido livro, que estou mesmo mesmo a acabar.

E houve uma parte que eu gostei tanto, tanto, que até chorei.
O livro conta a história de uma coleção de netsuke que o autor herdou. A medida que conta a história da coleção conta a história da sua família, que se cruza com a História da Europa.
E é de relações que o livro se vai fazendo - entre a família, entre os amigos, entre os espaços, e claro, a relação que vão construindo com os objectos da coleção nas mãos de cada um, o papel que ocupam na vida de cada dono.
Ainda não o acabei, faltam muito pouquinhas páginas, mas adorei.
Para quem, como eu, adora museus, coleções, e as histórias que se escondem por trás  dos objectos, é perfeito (obrigada mana, foi um tiro certeiro).

Ficou assim decidido que o livro que me vai acompanhar estas férias será este:




Mas claro, como quem viaja sem pesos mortos é um ovo podre, levo também na bagagem este:
Acho que é uma pressão muito grande depositar todas as nossas esperanças de momentos bem passados a ler nas férias num só livro - e se não gosto? E se é uma bela trampa? E se gosto tanto que acabo por ler num instante e depois fico sem livro?
Nada disso.
Acho que pelo sim pelo não ainda vou encontrar mais um para meter na mala...

Mãe mais do que galinha

No domingo à tarde fomos a um parque aqui ao pé de casa, e entre muitas outras pessoas estava um casal com uma filha de uns 4 ou 5 anos.
Os pais andavam atrás da menina, cuidado para aqui, não faças isso para ali, e coisas que tais.
A dada altura houve uma menina de uns 8 ou 9 anos que ultrapassou esta filha na escada do escorrega e deu-lhe um cotovelão. A miúda nem reagiu - nenhuma das duas aliás - a mais velha não pediu desculpa e seguiu a sua vida, a mais nova não chorou nem se importou com o sucedido.
Ora quem é que ficou extremamente incomodada com o facto?
A mãe, pois claro.
Começa a mandar bocas para o ar, que a falta de respeito destas crianças, e que não recebem educação em casa e onde é que isto já se viu, e blá, blá, blá e chegou mesmo a dizer que queria ir embora do parque porque não tolerava estas coisas (mas o pai lá disse que não). A partir daí sempre que a tal menina se aproximava da filha dela ela dizia ao marido para ter cuidado, que essa menina de camisola cor-de-rosa foi a que fez mal à nossa filha, cuidado aí com essa menina que foi mal criada e empurrou a nossa menina.
A senhora estava verdadeiramente incomodada com o facto da filha ter sido empurrada e não receber um pedido de desculpas, por os pais da outra (que nem vi quem eram) não terem feito nada. Toca de por as garras de fora para defender a cria e atacar o ofensor atirando bocas para o ar para quem quisesse ouvir.

E o Te e eu, que estávamos sentados num banco a observar tudo isto, não pudemos deixar de comentar.
A nossa posição quando estas coisas acontecem é completamente diferente.
Eu não vou nunca conseguir mudar o mundo, nunca vou conseguir proteger os meus filhos de tudo, e no parque, como na vida, vão sempre haver meninos e meninas a pisar os outros para chegar ao cimo mais depressa.
Isso eu não posso mudar.
O que posso é ajudar os meus filhos a lidar com isso. A ensinar o certo e o errado, a saberem defender-se quando é preciso e a deixar passar quando for caso disso.
Estamos com certeza todos certos na maneira de agir enquanto pais.
Mas eu acho que nós estamos um bocadinho mais certos que ela.



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quase férias

Tenho a caixa de e-mails limpa, e os casos quase todos resolvidos ou encaminhados.
Tenho a roupa quase, quase em dia, as toalhas lavadas, o saco da praia pronto.
Tenho umas ganas que nem vos ocorre.
Faltam 2 dias. Ah ah ah ah ah!

Gelatina com iogurte

Nunca tinha provado, sinceramente até achava uma combinação estranha.
Não sou muito fã de gelatina, ainda menos daquela de 10 calorias, que me sabe a remédio.
Mas combinada com iogurte natural faz um lanchinho bem agradável.
Agradeçam à dra. Agata e não a mim (ela sugere juntar tb fruta mas eu tive preguiça não tive tempo de descascar e ficou bom à mesma).

Decisões difíceis pré-férias

Um dilema com que me ando aqui a debater.
Estou a gostar muito do livro que estou a ler neste momento, e já passei da metade (não é muito grande).
No outro dia fui à Fnac e comprei um livro para mim, para ler nas férias (um daqueles pequenos prazeres que são o sal da vida - comprar livros por si só já é bom, para as férias então nem se fala).
E agora a questão coloca-se: dou-lhe no meu livro de agora com toda a força para acabar antes das férias, ou faço render e levo os dois?
E se não gosto do livro das férias tanto quanto estou a gostar deste? Era bom começar as férias com um livro que já sei que é bom, mas levar 2 livros é estúpido, porque depois de lido, o primeiro é um peso morto.
Ai decisões, decisões.
E uma pessoa aqui a trabalhar com estes dilemas, nem se consegue concentrar.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Melhor investimento de sempre

A natação do meu mais velho.

Passou o ano a ir para a natação com a escola, e eu nunca consegui ir lá espreitar.
Tentei assistir no dia dos anos dele, mas o rapaz fez uma mega birra e não se quis meter na piscina.

(Pausa para comentar a diferença que fazemos entre filhos mais velhos e mais novos, para mim ele naquele dia era um menino grande, o meu mais velho-independente-faz-tudo-sozinho, mas no fundo ele estava apenas a fazer 3 anos, era um bebé, pouco mais velho do que a minha bébezinha-pequenina-que-é-tão-fofinha tem agora)

Resultado, passou o ano lectivo e eu nunca consegui ir lá para ver a evolução do rapaz.
Perguntei à educadora que me foi dando umas luzes, os avós também o viram e contaram o decorrer de uma aula, mas ver de facto a evolução dele, não tinha visto.

Até à semana passada.
Fomos à piscina com os primos e era vê-lo, de braçadeiras, mas com um enorme à vontade dentro de água. Mergulha a cabeça e levanta-a na maior, que era a minha maior preocupação. Sabe que tem de inspirar e suster a respiração para mergulhar.
Na praia, sem braçadeiras mas com pé, mergulha nas ondas sem problema, e não se atrapalha a levar com ondas em cima, cai e levanta-se sem se afligir.
Tenho para mim que se cair de cara na água consegue reagir, o que é um passo de gigante na sua capacidade de sobrevivência.
E isto, meus amigos, vale ouro. Vale cada cêntimo gasto.
Falta ver como reage na piscina sem braçadeiras - se consegue pelo menos ir debaixo de água até à borda - que foi o que ainda não tivemos oportunidade de experimentar.
Mas pelo que vi, já ficou decidido: para o ano vão os dois para a natação que é um mimo.
Para o bem deles e a bem do nosso descanso.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Praia de manhã

Há um ano atrás fiz este post, onde exaltava a necessidade de ficar o dia inteiro na praia.
Ainda assino por baixo, porque para mim praia é praia, e não ando o ano todo a sonhar com ela para depois ir à praia aos bocadinhos.
Dito isto, nestes últimos fins-de-semana temos apreciado bastante a ida à praia só de manhã.
Ir para a praia o dia todo implica algum tempo de preparação, levar almoços, lanchinhos vários, muda de roupa caso seja necessário. Ou seja, entre vestir, por creme e arranjar tudo (e mediar umas 358 birras e outras tantas lutas nos intervalos) chegamos à praia lá para as 11h na melhor das hipóteses.
Ir para a praia só de manhã reduz radicalmente esse tempo de preparação.
No sábado passado estávamos a brincar aos "pais de 3" e conseguimos estar na praia por volta das 9h30. A sensação de poder é indescritível.
E ficámos rendidos à praia àquela hora, ainda fresquinha, com pouca gente e com muitas famílias como nós. Quando o calor começou a apertar rumámos à esplanada, e aproveitámos a tarde para montes de coisas que tínhamos pendentes. O dia rendeu imenso.
Com as férias do ano passado aprendemos uma lição - não se pode ter tudo. Não se pode estar na praia o dia todo, aproveitar o final do dia, jantar como deve ser, jogar às cartas ou ler depois do jantar e no dia seguinte levantar cedo para ir para a praia outra vez. Ficámos - nós e os miúdos - estafados,e acabámos por perder algumas coisas por tentarmos aproveitar sempre tudo.
Este ano já decidimos que podemos ficar na praia o dia todo, sim senhor, mas não todos os dias.
Este fim-de-semana, para treinar, saímos de casa cedinho (eles acordam cedo, não há nada a fazer), desfrutámos da praia, corremos, saltámos nas ondas, fizemos piscinas, demos mergulhos e regressámos a casa para almoçar. E a seguir eles dormiram uma sesta de quase 3 horas! Estavam mesmo podres. Recuperados da sesta aguentaram muito bem uma ida à Feira do Artesanato nessa noite.

Isto para dizer que isto de ser pai e mãe é, basicamente, aprender a jogar com as peças que temos, e ir avançando por tentativa e erro.
Claro que me custa (muito) vir embora da praia quando começa a ficar boa, mas também me custa (imenso) vê-los todos podres com a cabeça a cair no prato ao jantar e a fazer birra de sono porque não dormiram a sesta como deve ser.
Nestas férias o lema vai ser uma no cravo outra na ferradura. Um dia a respeitar as necessidades deles, um dia a respeitar as nossas que também somos gente.
Vamos ver como corre.

sábado, 3 de agosto de 2013

O drama do ginásio

Estou sem saber se me hei-de inscrever outra vez no ginásio no próximo ano lectivo.

Tenho de pesar mesmo muito bem os prós e contras.

Prós:
  • saúde física e mental
  • ficar (ainda mais) boazona
  • tempo para mim
Contras:
  • o dinheiro que se gasta
  • a quantidade de vezes que se falta e o stress e culpa gerados pelo facto de estar a deitar dinheiro à rua
  • aquilo que implica ir ao ginásio ao fim do dia - deixar pijamas prontos e jantar adiantado, ter de os deixar nos avós se o Te chega mais tarde, etc
O que eu precisava mesmo era de um ginásio mais barato, com aulas mais cedo (no máx. às 19h) e de uma amiga para me fazer companhia (e motivar).
Tudo se resolvia se eu conseguisse consistentemente seguir um plano e fazer exercício em casa.

Será que consigo?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mais um desafio

Aqui.

Depois do sucesso obtido em Janeiro, percebi que preciso de mais do que 21 dias para alterar um hábito.
Um grito aqui e outro ali, e daqui a nada já ninguém se consegue ouvir ouvir outra vez.
Este mês vou estar de férias, e sim, eu sei o quanto desesperante pode ser ir de férias com crianças - a idealização que fazemos a ir pelo cano abaixo, e nós a chegar mais cansadas do que quando saímos de casa. Típico.
Nada melhor então que assumir este desafio, para umas férias que até podem ser igualmente desesperantes, mas pelo menos será um desespero em voz baixa.

Pais gritantes (que os há entre os leitores deste blog, que eu sei...), quem me acompanha??

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Desliga a televisão, liga a tua visão*

Mais ou menos paralelamente com a minha decisão de fazer mais coisas que gosto e perder menos tempo na net, e incentivada por este desafio, resolvemos impor uma regra para os mais novos cá em casa: televisão, só à noite antes de ir para a cama.
Ele há miúdos a quem a tv passa ao lado, mas os meus filhos não são assim. Principalmente o mais velho - ele é ver uma tv ligada e pronto, fica a papar o que lá estiver a dar pelo menos durante um bocado. Depois até se desinteressa, mas se muda o programa é capaz de interromper a brincadeira para ir ver.
Nunca fui muito adepta da tv, mas com toda a sinceridade, em muitas ocasiões dá muito jeito. A tv é uma babysitter muito eficaz, e quando temos coisas para fazer e queremos mantê-los quietos e entretidos, é uma poderosa aliada.
O pior é o resto. Quando dei por ela estava a usar a tv vezes demais. Ele é quando vou tomar duche e estou sozinha com os dois, ora deixa cá aproveitar que estão sossegados para por creme, e tirar esta máquina, e arrumar esta louça, e esvaziar esta gaveta, etc, etc...
Resultado: os meus filhos esgotavam a sua hora de tv diária (que diz que deve ser o máximo por dia) logo de manhã, depois mais um episódio ou dois de qualquer coisa antes da sesta, e depois do parque ao fim do dia, e ainda antes de ir dormir. Basta.
A questão é que os meus filhos andam muitas vezes às lutas. E embirram um com o outro. E fazem coisas irritantes - tiram-se os brinquedos mutuamente, puxam cabelos, ela morde, e acabam os dois a chorar. As vezes acabamos os três a chorar, mesmo.
Cheguei à conclusão que eles no fundo não sabiam brincar um com o outro a não ser aquelas brincadeiras parvas que acabam invariavelmente mal. Basta.
Impus a nova regra e eles acataram até bastante bem. Esta casa não é uma democracia, isso está bastante claro.
Agora quando estamos em casa, de manhã ou ao fim do dia, já nem pedem para ver qualquer coisa, mas eu tenho de ter truques na manga para os manter sossegados se preciso de fazer alguma coisa.
Aquela pista de comboio que dá imenso trabalho a montar e estava em cima do armário está agora montada e acessível para eu ir buscar quando necessário, o mesmo com a garagem dos carros, ou outro brinquedo que por não estar acessível, é novidade.
O resultado é que, ao contrário do que eu previa, eles não passam todo o tempo à bulha, mas exactamente o mesmo que antes. A diferença é que o tempo que estavam antes a ver tv, agora estão a brincar (ou juntos ou separados, eles que decidam).

Não quero também ser radical e cortar a tv a 100%, porque sei que depois, na primeira oportunidade ficam especados a ver em casa das avós em vez de brincar com os primos.
Há uns anos conheci uma mãe sem tv em casa, que se orgulhava muito disso, mas depois os filhos passavam horas (horas!) a ver tv em casa dos avós todos os dias, tanto que a miúda era viciada nos Morangos com Açúcar e nem conseguia perceber onde acabava a ficção e começava a realidade.
Não é isso que quero, pelo que prefiro dar-lhes um ou outro episódio de Charlie e Lola por dia, para irem matando o vício.
Gostava muito que eles se desinteressassem de vez e preferissem fazer outra coisa qualquer, mas eu também tenho boas recordações de momentos a brincar à Galática com os primos ou de ver o Agora Escolha nas tardes de verão.
A tv faz parte da nossa vida, mas é como tudo: com conta, peso e medida.

*frase escrita num grafitti numa rua onde passei diariamente anos a fio.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Do tempo (não da passagem do tempo, mas do ter tempo)*

A noção de tempo, como a de dinheiro, é das coisas mais subjetivas que pode haver.
Cada um tem a sua, e eu até acho que tem a sua graça ver como cada um gere o seu à sua maneira, de acordo com as suas prioridades, que não seriam necessariamente as minhas como é óbvio (exemplos: muito dificilmente me verão a queixar de falta de tempo mas a andar de unhas arranjadas; ou a queixar de falta de dinheiro e a almoçar/jantar fora todos os dias, simplesmente porque são as coisas mais supérfluas para mim e as primeiras a ir de carrinho quando o tempo/dinheiro apertam - adiante).

Com tudo isto, estou muito contente comigo mesma por estar a conseguir organizar-me para fazer coisas que gosto, para mim.
Sim, trabalho em part-time, e sim não perco tempo em viagens e transportes, mas verdade seja dita que aproveito esses momentos de não-trabalho para dedicar aos meus filhos que assim tem uma mãe um pouco mais presente - o mais velho mesmo indo para a escola vai mais tarde e vem mais cedo que o costume, a mais nova acompanha-me nesses dois dias por semana, salvo algumas excepçoes em que não a posso levar.

Aqui há umas semanas atrás fui fazer um workshop dentro do programa de voluntariado em que me inscrevi. Organizei a semana e trabalhei de manhã em casa, e à hora do almoço rumava até à Baixa onde decorria o cursinho.
Estava a achar que ia cair para o lado de cansaço, a ter de ir para Lisboa todos os dias como a maioria das mulheres, mas não.
O workshop foi super interessante (MESMO), adorei a formadora, o grupo, as questões levantadas, as discussões. Senti-me mesmo bem como Mary apenas Mary.
Gostei tanto, tanto, de estar a fazer uma coisa para mim.

Paralelamente com isso desde os meus anos, há 2 meses atrás, tenho feito um esforço por fazer uma coisa por dia que seja minha - seja leitura, ou costura, ou palavras-cruzadas, o que for.
Nos últimos anos andava a ler 1 livro por ano (uma vergonha), nestes 2 meses já vou no 3o. Nem que seja 1 página, mas todos os dias leio alguma coisa. E deixei de ter intenção de ler aqueles livros fantásticos que tenho na prateleira mas que são grandes, ou complexos ou exigentes demais - deixei-me de coisas e adapto os livros que leio a esta fase da vida - pequenos, ou de crónicas ou de capítulos curtos, histórias engraçadas, nada de muito filosófico.
Já completei 2 calçoes para os meus filhos, e resolvi uns quantos desafios de palavras-cruzadas e fui ao cinema com uma amiga.
E atrás disto fui arranjando tempo também para outras pequenas coisas (pequeninas mesmo, mas minhas) que há 1 ano atrás eu sei que seria impensável conseguir fazer.
Sim, eu sei que estamos no verão e parece que os dias rendem mais, e não temos de vir para casa com pressa, e a roupa seca e não acumula, e os horários são flexíveis e tal e tal, mas isto é mesmo, mesmo importante para mim.

E ontem quando vi o tal vídeo ainda foi mais flagrante. Ora bolas, acima de tudo penso que os filhos aprendem com o exemplo, e eles tem de ter uma mãe feliz, que tem interesses para além deles - interesses esses que me irão preencher a vida quando eles tiverem a sua vida e não me ligarem nenhuma.

E onde, perguntam voces, onde é que esta miúda foi arranjar tempo para ler e costurar?
Não foi a roubar tempo ao sono, que acho que já durmo o mínimo possível - 6 horas, por vezes menos.
Foi exactamente a isto que voces estão a ver: à internet.
O portátil cá de casa deu o berro oficialmente e isso acabou por ser quase uma libertação.
Se eu passava muito tempo na net? Não passava, mas a verdade é que sem dar por ela passamos 1 hora entre blogs e FB - essa hora que agora é passada noutra coisa que me dá mais prazer.
Vejo os mesmos blogs, mas não diariamente - e faço-o nas pausas do trabalho quando posso, se não posso, não vejo e paciencia.
Vou ao FB no telemóvel e por isso acabo por nunca ir ver os artigos, os links, as notícias - uso o FB para comunicar com os amigos nos grupos secretos, e pouco mais.

O dia tem as mesmas 24 horas de sempre.
Cabe-nos a nós decidir o que podemos fazer para tirar melhor partido delas.

*Ironicamente tive este post aberto e com 1 parágrafo escrito durante todo o dia, porque não consegui mesmo vir aqui escrever.
Este blog, sem dúvida, está-se a ressentir com a minha ausência, mas se eu aprender a fazer posts no telemóvel colmatarei a minha falha.
Se me virem ausente por muito tempo já sabem que não é falta de tempo, é mesmo uma questão de (falta de) organização :)


terça-feira, 30 de julho de 2013

Momento piegas do dia

Quando vi o video que ilustra este post.

Oh pá, então queres tu ver que isto de ser mãe afinal deixa de ser "fecha o casaco" e "come uma peça de fruta"! Um dia estão aqui a melgar-nos o dia todo e depois não nos ligam nenhuma??
Onde é que isto já se viu?
Isto dava aqui um post tremendo sobre a passagem do tempo, que é coisa que não me preocupa nadinha de nada, basta ver o nome do meu blog - mas sinceramente, não tenho tempo. Ou por outra, tenho, mas vou ocupa-lo com outras coisas.
Mas uma coisa tenho bem presente, que é aquele momento em que de repente ficamos só dois outra vez.
Nós por cá fomos muito felizes quando éramos só dois, espero que saibamos voltar a ser quando a miudagem se pirar de vez.
Por enquanto, por muito que me doa (e vai doer ainda mais) a imagem de poder fazer o que nos apetece, poder ler, ver filmes, jantar fora, viajar, conversar sem ser interrompidos ou simplesmente não fazer nada, parece-me bastante bem.
Vamos ver se daqui a 20 anos ainda penso da mesma maneira.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quase adultos

Os meus filhos.

O mais velho abandonou definitivamente todos os traços de bebé que ainda tinha - já não usa fralda (nem de noite nem de dia), nem chucha, nem babete, e nem rodinhas na bicicleta.
A mais nova começa também a largar as fraldas  (e o bem que esta a correr, nem vos digo nada) e come toda a refeição sozinha (metade com a mão, outro tanto com a colher ou garfo e o resto no chão) sem pedir ajuda.

Daqui a saberem ler este blog é um tirinho...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cinema

As minhas idas ao cinema são tão raras, tão raras que merecem sempre um post.
Esta vez ainda mais porque, coisa que não acontecia talvez há uma década (literalmente), fui ao cinema com uma amiga, a meio da semana (inédito mesmo!)
Fomos ver este filme, o 3o de uma triologia que marca a nossa geração (se bem que as personagens são um pouco mais velhas que nós).
Vimos o primeiro filme em grupo, se calhar não em 1994 mas um pouco depois, e ficamos fascinadas com estes diálogos, com a espontaneidade deles, com as conversas sobre tudo e mais alguma coisa.
Fico abismada com a diferença de velocidade com que passaram os 9 anos entre o 1o e o 2o e os 10 anos entre o 2o e o 3o filmes. Estes últimos passaram a voar. Mesmo.
Gostei muito do filme, gosto muito destes actores, mas claro, nunca voltarão ao encanto e inocencia do primeiro filme.
Se nos dois primeiros passam os filmes a conhecer-se, neste 3o passam o tempo a "discutir". E o casal que não se revê em nenhuma das discussões que atire a primeira pedra...
Agora, a maior injustiça, senhores, é o modo como eles estão a envelhecer... Ele cada vez mais giro e charmoso, ainda melhor do que antes, ela, continua gira nos momentos em que faz lembrar a rapariga que foi, mas as marcas do tempo não a favorecem da mesma maneira...
Daqui a 10 anos lá estaremos para acompanhar esta relação, que no fundo é um bocadinho nossa também.

Palavras-cruzadas

Anteontem num quiosque de jornais dei de caras com uma revista de palavras-cruzadas.
Abri ao acaso e pronto, tive de comprar.
Não fazia palavras-cruzadas há séculos, mas durante muito tempo foi o meu passatempo de eleição (sopas de letras não tem tanta graça, e sudoku odeio pela simples razão que tem a ver com números e não letras).
Foi há tanto tempo que o Te nem sabia que eu gostava de as fazer!
O que prova que:
a) pelo menos há 7 anos que não pegava numas palavras-cruzadas
b) nos últimos 13 não peguei numas quando estava com ele
Ou se calhar ele é que é um distraído, também pode ser.
De qualquer modo, parecia que tinha feito ontem. Os símbolos químicos, os verbos, as preposições, tudo aquilo volta sem qualquer dificuldade.
Já imagino estas férias com umas belas palavras-cruzadas à sombra, na hora da sesta.
Excelente resgate de um hobbie antigo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Fim de semana de sobrinhada

Na 6a dormiu cá a minha afilhada, no sábado foi a vez do afilhado do Te.
Dois sobrinhos-furacão conhecidos pelos feitios difíceis, teimosias várias, fugas e desaparecimentos em locais públicos, que connosco se portam exemplarmente, tal como seria de esperar.
Ele é obrigado e se faz favor por tudo e por nada, nunca se afastam mais do que é suposto, são os primeiros a ir para o banho ou lavar os dentes, comem tudo de sorriso na cara e vão para a cama sem refilar.
E o melhor, com eles por perto os meus ficam tão entretidos que nem discutem, não roubam brinquedos, gritam muito menos e até parece que ficam uns meninos civilizados.
Estamos a pensar seriamente raptar ora um ora outro, a ver se a coisa cá em casa se mantém mais equilibrada.

sábado, 20 de julho de 2013

Aos fins-de-semana não costuma haver posts

E este não é excepção.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Tia-sitting" por um dia

De um sobrinho com quase 13 e uma sobrinha de 6, e ando com a minha de 2 também.
E sabem o que tenho a dizer sobre as pessoas que tem filhos com 5 ou 6 anos de diferença uns dos outros?
Sábias. Isso mesmo, mães sábias essas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Menos Penélope

E voilá, ontem deixei-me de penélopices e consegui terminar a minha primeira obra a sério (sem ser uma bainha na toalha de mesa): uns calções básicos para o mais velho.
E não foi preciso desmanchar nenhuma vez (o orgulho, senhores).
Há muito "room for improvement" como se diz na minha empresa, ou seja muito por onde melhorar: o elástico escolhido podia ser mais largo, as bainhas tem de ser maiores definitivamente (cortei o molde muito à justa, porque o de anteontem tinha ficado demasiado grande), e no geral estão com ar de que se vão desintegrar a qualquer instante, as linhas também são de tons diferentes porque vinha um kit com a máquina que tem todas as cores iguais para o rolo e para a canela (estarei a usar o termo correcto??) menos o cor-de-laranja que era o que precisava, mas isso não interessa nada!
Era um bocado de tecido, e agora são uns calções (que parecem mesmo calções e que se podem, de facto, vestir!). Uau, estou pasmada comigo mesma!
E o melhor - levaram cerca de 1h30 a fazer. Que gozo que dá!
O meu objectivo é conseguir chegar ao nível de costura dos meus sobrinhos de 13 e 11 anos, que já fazem sacos de brinquedos, pijamas completos, bonecos vários e até camisas de bebé (que o meu mais velho vestiu na maternidade) com uma ajuda mínima da minha irmã.
Com calma, lá chegarei.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Penélope

Depois de uma análise profunda de um "tutorial" na net, mais o envio do molde pela mana mais velha, ontem fui comprar tecidos e pus mãos à obra para fazer uns calções para os miúdos.
Marca daqui, corta dali, a meio do processo percebi que tinha cosido tudo mal (umas partes do direito e outras do avesso...sem comentários) e toca de desfazer uma data de pontos.
No fim dei conta que devo ter feito uma nabice qualquer no momento de cortar, pois o gancho dos calções ficou demasiado curto, nem dá para lá meter o elástico.
Terei eu alma de Penélope para aguentar tanto cose-descose-cose-descose?
Espero que sim.
A motivação por enquanto está ao rubro, que já sonho com tecidos e costuras e tudo, e como tenho visto blogs americanos vai que sonho com os termos todos em inglês - sew, patterns, fabric, entre outros.
Vou ficar uma costureira snob, aviso já.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Grande clássico

Não querem ir para o banho.
Não querem sair do banho.

Não querem ir para o parque.
Não querem sair do parque.

Não querem ir para a mesa.
Não querem sair da mesa.

Chiça que são chatos, pá!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Snack saudável

Um dia destes fico uma daquelas pessoas irritantes (sim, ouviram bem, pessoas irritantes) que tentam impingir a sua dieta e dar dicas saudáveis a torto e a direito, tirando-nos o prazer de comer aquele corneto de nata que nos estava a saber tão bem.
Esse dia ainda não chegou, mas a verdade é que a dieta tem feito parte da minha vida nos últimos tempos, e eu na minha luta contra a badochice, não quero que vos falte nada.
Um fantástico snack que descobri há pouco: tomates cherry alongados, aka mini-tomate chucha.
De-li-ci-o-so!
Fantásticos para picar ao lanche. Os tomates-cereja normais podem ser bastante amargos, e eu só gosto deles temperados, mas estes vão muito bem assim ao natural.
3 ou 4 tiram a fome, e resultam melhor do que uma peça de fruta (que a mim me abre o apetite, claro está).
A Dra Agata das dietas não me deixou comer fruta durante 2 semanas, o que em pleno verão pode revelar-se um grande sacrifício, e ainda agora só posso comer uma pequena lista de frutos 1 vez ao dia, pelo que estes tomatinhos assim sem mais nada sabem mesmo muito bem.
Saborosos, práticos e light.Um pouco caros, mas não se pode ter tudo.

Aviso 1: ou bem que estão bem rijos ou então há que come-los inteiros de uma vez, sob pena de esguicharem sumo para todo o lado.
Aviso 2: quem tem crianças que gostam de tomate em casa, não coloque a caixa destes tomatinhos à mão de semear sob pena de a) ficar sem eles em menos de nada e b) ter de limpar sumo e sementes de tomate da cozinha inteira, e nódoas nos pijamas também. Trust me.

Dito isto, vou lanchar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A primeira obra

... a sair da minha máquina de costura, está pronta e a uso.
E eu estou muito orgulhosa.

Estava a tentar arranjar uma toalha de mesa para a cozinha, para não ter de tirar os individuais 10 vezes por dia para limpar as migalhas. Procurei toalhas plastificadas, mas enfim, além de feias são um bocado deprimentes...
Falaram-me de um tecido no Ikea, que é plastificado mas não é (faz lembrar aqueles casacos ensebados, mas não leva sebo, espero), e eu comprei e pus mão à obra.
Sim, foi só pegar no tecido e fazer a bainha, mas bolas, fui eu que fiz!
Antes era apenas um quadrado de tecido e agora é uma toalha feita por mim (aplausos por favor!)

Está tudo direitinho? Não está não senhora, antes pelo contrário, mas posso sempre dizer que não é falta de jeito mas sim culpa das garrafas do post anterior. Hic.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Bebe que isso passa

Duas coisas estranhas e relacionadas com álcool que se passaram cá em casa hoje.
1) vou buscar café a despensa e a caixa está com uns pingos de uma nhanha castanha em cima, tipo mel escuro. Olha queres tu ver, pensei eu, que se partiu o frasco do mel? Mas não. Segui o trajecto do pingo e percebi que se tratava de uma garrafa de jeropiga caseira oferecida por um vizinho ainda na casa antiga, que começou a verter. A garrafa estava na horizontal, e tinha a rolha toda suja de jeropiga condensada, que ia caindo aos poucos para as prateleiras de baixo.

2) Algumas horas mais tarde, estando eu a fazer qualquer coisa na cozinha, ouço um grande estrondo na sala, como se tivesse caído uma prateleira da estante. Não tinha. Chego a sala (as escuras porque a mai nova estava a dormir no sofá) e vejo duas molduras tombadas na prateleira de cima. Eh pa, pensei eu, tanto barulho para serem só duas molduras? E nisto começo a sentir umas pingas a caírem-me nos pés... Acendo a luz, e o que era? Uma garrafa de espumante, que estava atrás das outras garrafas que tenho na prateleira do meio, que com o calor, explodiu. A rolha já não tinha aquela prata nem o arame a segurar, deve ter ficado por abrir desde o fim do ano e foi arrumada la atrás sem o meu conhecimento, que sou amiga de uma boa pinga mas também não olho para a zona do bar cá de casa assim com tanta atenção. E pronto, era espumante no papel que forra a estante, nas molduras e nos álbuns de fotografias forrados a tecido das prateleiras inferiores...

Posto isto, vou tomar isto como um sinal, e vou começar a dar cabo do álcool cá de casa, antes que ele de cabo de mim...


(e antes que pensem, ah e tal, esta rapariga bebeu foi uns copitos a mais hoje e agora quer encontrar uma desculpa, fiquem sabendo que a minha querida mãe  assistiu a ambas as cenas, e não me deixa mentir)

Então e a dieta?

Vai tão bem ou tão mal que ontem o meu mais velho quando me viu a comer sopa como eles ao jantar (era o dia da asneira), perguntou:
"Então mãe, hoje não comes alface?"

domingo, 7 de julho de 2013

Fim de semana sem crianças

 Numa das minhas praias preferidas, na costa alentejana.
Do melhor.

Segundo o Miguel Esteves Cardoso, numa das suas cronicas, o casamento deve ser tratado como um filho mais velho - o primeiro a nascer, antes dos outros.
Este fim de semana foi a vez de dedicar atenção, então, ao nosso mais velho.
Foi per-fei-to.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Aquele estranho momento...

... em que uma pessoa que acabas de conhecer fala sobre si própria há 20 anos atrás e descreve exactamente aquilo que sentes nesta fase da vida, sobre o qual tinhas estado a pensar algumas horas antes.
Foi mesmo muito estranho.

Nada inteligente

Conhecer o novo passeio marítimo que liga o Cais do Sodré ao Cais das Colunas, quase as 14h.

Atravessar o Terreiro do Paço de uma ponta à outra para ir ver a nova estação de metro/barco por volta das 16h.

Ontem ia derretendo, senhores...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Post que eu deveria ter escrito na 3a feira

Um dia tiro férias do trabalho e passo o dia todo a ver museus em Lisboa.
Hoje foi o dia.

Podia andar a ver museus todos os dias.
Há uma turista adormecida em mim, senhores. Só não ando é de máquina fotográfica ao pescoço.

Post que eu deveria ter escrito na 2a feira

Um dia torno-me voluntária do Banco de Voluntariado da Camara de Lisboa.
Hoje foi o dia.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

As praias aqui da zona

Todos os anos é a mesma coisa, este ano ainda pior ou porque a) está tudo desejoso de praia depois do longo inverno que tivemos ou b) com a crise ninguem vai de ferias para lado nenhum, chega-se ao verao e as praias perto de Lisboa ficam a abarrotar de gente.
Ele é gente na areia, na água, nas esplanadas, e o pior, instala-se o caos no estacionamento.
Já para não falar na fila para ir para a costa, que começa em Belém.
Ontem combinámos ir para o Guincho, mas chegamos ali a S. João do Estoril e voltamos para trás pois ligou o meu cunhado a dizer que estava tudo parado até Cascais, impossível de estacionar.
Tentámos ir para Carcavelos e foi pura perda de tempo. Ficámos horas no estacionamento, nem para a frente nem para trás, um calor de morrer, gente por todos os lados.
E o Te com cada vez menos paciência, que quem apanha transito todos os dias para Lisboa a última coisa que quer é estar parado dentro do carro à ida para a praia.
Acabámos por ir só nós 4 para a Parede, praia que nunca nos deixa ficar mal (ou raramente, vá), estacionámos à porta e na sombra, com montes de espaço na areia (eu explico, chegámos na hora em que as pessoas da praia da Parede - famílias com crianças pequenas e velhotes - já se estão a ir embora e estava maré vazia), e uma água para lá de espetacular. Foi um excelente dia de praia, que foi, mas não teve nada a ver com o dia de praia com os amigos que tínhamos em mente.
No FB, à noite, imensos comentários das mais diversas pessoas a elogiar o Guincho e as praias da Costa, que estavam todas para lá de espetaculares. E eu pergunto, mas esta gente está a falar dos mesmos sítios que eu? Ou estão todos a gozar para meter inveja aos amigos do FB? A que horas vão para a praia para estacionarem na boa? 8h da manhã? 6 da tarde? Ou não se importam de ficar 2 horas enfiados no carro antes de ir para a praia?
Alguém me esclarece?