terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
365 de saudades (agora mais)
Queixava-se de muita coisa, mas nos momentos mais difíceis tinha uma capacidade de resistência incrível, sem queixumes. Deixou-me fazê-la rir até às lágrimas na sala de quimioterapia. Foi uma leoa, uma lutadora exemplar, e deu-nos a todos a maior lição de vida.
Gostava de nós acima de tudo, e chegou a dizer-me que valia a pena viver só para estar connosco (mesmo quando viver implicava estar amarrada à cama e sujeita a tratamentos muito dolorosos).
Escolheu a dedo o momento de se ir embora, aproveitando os únicos 2 minutos que a deixámos sozinha para sair de cena discretamente, como aliás viveu toda a sua vida.
E durante este ano temos tentado adaptar-nos à sua ausência, e tentado viver à sua imagem e habituar a esta sua presença que já não é física mas que é tão ela em tanta coisa.
365 dias de saudades, agora mais.
E continua a contar.
Carnaval
Grande folia que para aqui houve.
Primeiro foi um jantar em casa de amigos, em que eu só me apetecia um sofá e uma manta... Mas os miúdos estavam entusiasmados e eu olha...antes de sair enfiei um roupão e uma toca de banho, e as pantufas num saco, e foi a festa de Carnaval mais confortável de sempre...
No dia seguinte vesti o meu velho vestido preto (com o qual nunca me comprometo, mesmo!), chapéu de bruxa da mais nova comprado no Halloween, maquilhagem de cores fortes e siga para bingo.
Ficam as ideias das máscaras mais preguiçosas de sempre para quem não adora o Carnaval mas não gosta de ser cortes no meio dos foliões.
Para o ano há mais! Ou só daqui a uns anos, quem sabe.
Ao fim de 5 anos (cinco??)...
Já não tem nada a ver com os primeiros que vi em que os concorrentes se fartaram de viajar, os pratos estão mais complicados que nunca, e os concorrentes são cada vez melhores, ainda assim, há qualquer coisa no formato do programa que continua a não me deixar indiferente.
A grande diferença é que desta vez já fiz batota e já sei quem vai à final, e quem ganha no fim. E como sempre, não é aquele em que eu apostaria...
E eu em vez que subir de nível nas artes de culinária, pois que pelo contrário, cada vez menos me apetece cozinhar...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Sou oficialmente uma "pinterest mum"
(instruções aqui)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Filosofia para crianças
Ela: ...mas então hoje já é amanhã?
Ele: Não. Hoje não é o amanhã. O amanhã vem noutro tempo.
Isto porque estavam a combinar usar uns chinelos em forma de sapo (que alguém nos passou) em dias alternados. Repito, estavam a combinar - civilizadamente, sem moches, nem lutas, nem lágrimas - usar os chinelos hoje um, amanhã o outro.
Estão tão crescidos, pá!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Coisas que às vezes os pais não percebem
Se é aceitável quando é a primeira festa ou quando são pequeninos? Sim.
Depois disso ou vem especificado no convite, ou então não.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Tenho aqui um post para escrever
...mas não me sai.
Fez 1 ano que a minha mãe morreu, e eu quero muito escrever sobre isso, sobre esse dia, sobre este ano, sobre esta viagem tão estranha que temos feito.
Já passou 1 ano, caraças.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Ser mãe de um rapaz
E de comprar sapatos. Não há par que dure mais que um par de meses (marca ou não marca, já experimentei de tudo).
Continuar a ser Peter Pan
Já percebi que nem vale a pena procurar noutros sítios.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Generation Gap
Uma sala de palácio, com pinturas no tecto, paredes forradas a seda, mesa de jogo ao centro, retratos de reis pendurados.
Lá explico que a moda do fumo vem do s. XIX, que só os homens fumavam, que até se acreditava que fazia bem, enfim, um pouco da história deste hábito não tão antigo quanto isso.
Dedo no ar, um miúdo tem uma pergunta:
"Mas se era a sala do fumo, o fumo saía por onde?"
Toda uma geração que não tem memória de hábitos de fumo sem zonas delimitadas, extractores para o efeito, pessoas à porta dos estabelecimentos para matar o vício.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Drama urbano
Aquele momento (que se repete uma e outra vez, dia após dia após dia) em que parece mesmo que encontraste um lugar de estacionamento, mas afinal está lá um smart enfiado.
Nervos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Quantos queres?
Que bom, pensei, vê-lo tomar gosto pela escrita, que é coisa que aprecio bastante também.
Quando acabou veio experimentar, todo ele risinhos.
Calhou-me algo como "és uma retrete cheia de cocó".
Pedi para ver tudo.
Não há uma que não tenha uma asneira: entre cocó, xixi, pilinhas e rabos, há de tudo senhores.
Tudo muito bem explicado e com poucos erros ortográficos. Menos mal.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
10 anos
É mesmo verdade.
10 anos em que muita coisa aconteceu mas que passaram a correr.
Aconselho a (re)leitura dos posts com a etiqueta "Crónicas dos primeiros tempos" para terem uma ideia daquilo por que passámos.
(pena não ter escrito mais...)
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Grande desafio
(cruzámo-nos profissionalmente há 10 anos atrás num ambiente em que todos se tratavam por tu e desde então nunca mais nos vimos.)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Ainda a morte de David Bowie
Talvez tenha sido a primeira vez que chorei a morte de uma pessoa que não conheci.
Hoje o que não faltou foram homenagens em sua memória e partilhas de histórias pessoais em relação à sua música.
Lembro-me do David Bowie desde sempre, de me sentir fascinada pela sua capacidade de ser completamente normal e completamente excêntrico, alternadamente. Mas para mim David Bowie marca a nossa vida na Holanda, em que o ouvimos vezes sem conta. Marca a casa nova de Rotterdam, especialmente. As minhas viagens de comboio para o trabalho. As visitas dos amigos por altura do fim do ano.
Uma vez - e penso que não é a primeira vez que falo nisto - fomos verificar que celebridades tinham a mesma idade que os nossos pais, e o David Bowie nasceu no mesmo ano que a minha mãe (e nesse ano celebraram ambos 60 anos, nem sonhávamos que nenhum dos dois chegaria aos 70). A minha mãe também era fã de alguns dos seus álbuns e ficou sempre essa ligação.
Na altura vivíamos com um grande amigo nosso, ele sim o maior fã de David Bowie que nos deu a conhecer uma parte da sua obra. Entretanto por circunstâncias da vida este amigo tomou um caminho diferente, e ultimamente não temos tanto contacto, mas foi para ele que mandei a primeira sms mal soube da notícia. Porque o David Bowie é um símbolo da nossa vida naquele momento.
E saber que ele morreu de cancro, tal como a minha mãe há quase um ano, é saber que o tempo não volta para trás mesmo e que não voltamos a ser aquilo que fomos.
Resta-nos a sua música, o seu legado e o seu exemplo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
o tempo
Já aqui partilhei várias vezes que raramente/nunca consulto a meteorologia (por esquecimento), resultando que os meus filhos vão muitas vezes para a escola com roupa inadequada quando se dão mudanças bruscas de temperatura entre um dia e outro.
Vão? Iam!
Isso era dantes, pois juntamente com a aplicação do Blogger descarreguei também uma aplicação do tempo que não só me dá a informação para o dia e semana, como me informa de cada vez que há mudança ao longo do dia.
Ora, tendo em conta o tempo esquizofrénico que tem feito já se está mesmo a ver que o raio da aplicação não parou de me informar: agora chove, olha já não, agora está sol, aguaceiros, chuva fraca e o diabo a sete. Tanto que já só me apetece mandar a aplicação às urtigas, que já me começa a enervar (mas como penso que é útil e que daqui a nada já não haverá tantas mudanças ao longo do dia, deixo ficar).
Ora, nisto de ser mãe já se sabe que eu estava aqui toda contente pois agora os meus ricos filhos já não são os únicos de calções no tempo frio e polar em tempo quente.
Não são? Não iam ser!
Pois que numa tentativa de promover a autonomia (que eu tanto defendo) o meu mais velho já se veste integralmente sozinho. Hoje deixei-lhe as calças de fato de treino, uma t-shirt de manga comprida, a t-shirt do futsal (manga curta) e um polar.
Agora chego a casa e vejo que o rapaz não vestiu a de manga comprida, estando por isso de t-shirt de manga curta por baixo do polar. Em Janeiro. Num dia de 10 graus de mínima, senhores.
Isto é preso por ter cão, preso por não ter, caraças!
Não se acerta nunca!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Regresso à escola
A novidade deste 2o período é que vou busca-los mais cedo. Com isto de não ter aulas até às 17.30 consigo estar na escola deles antes das 17.20 e ainda espero um pouco no portão.
Ontem foi o primeiro dia. Ela ficou toda contente por me ver, ele foi o último a sair da sala.
Hoje ela continuou contente por me ver, ele refilou por eu ter chegado tão cedo e pediu para ficar mais um pouco a brincar.
O meu mais velho: a querer ser o último a sair da escola e a ignorar a mãe quando chega desde 2010.
Clássico
Quando não tinha o Blogger no telemóvel, ui, era uma infinidade de posts que me ocorriam durante o dia, que depois ia esquecendo e quando me sentava ao computador não me lembrava de nada para escrever.
Hoje, 12 horas depois de descarregar a aplicação que me permite postar tudo o que eu quiser in loco, No momento certo... não me surge nada. Penso e penso e continuo sem nada de interessante para escrever.
Oh sorte...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Mary QA chega ao séc. XXI
E descarrega a aplicação do Blogger para o telemóvel.
Boas notícias para vós, caros leitores!
Mais é melhores posts vos aguardam.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Fim de um ciclo
Basicamente fiz as contas como deve ser e percebi que não me compensava, entre gasolina todos os dias e o ATL do mais velho, pouco restava.
Como houve uma redução do salário em relação ao ano passado porque o vínculo mudou, às tantas estava mesmo a trabalhar para aquecer, e pois que isso é que não pode ser.
Trabalhar voluntariamente é uma coisa, ser explorado é outra completamente diferente.
2016 começa já a abrir com novos desafios. Desejem-me sorte!
sábado, 2 de janeiro de 2016
Assim sendo...
Dou as boas vindas ao ano novo, e a todos vocês , fiéis leitores deste blog.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
E com isto...
Feliz ano novo aos leitores mais queridos de toda a blogoesfera!!!
Cá vos espero no ano que vem!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
2015 também foi...
- foi o ano em que mais tempo dediquei à minha família, estar com o meu pai e irmãs foi sempre a prioridade
- oficialmente deixei de sair à rua de cara lavada - aos 37 anos só saio oficialmente à rua maquilhada, mesmo no verão.
- também deixei de comprar cremes de farmácia e passei a comprar no supermercado - só notei diferença na carteira, de resto tudo na mesa
- consegui realizar um sonho profissional, e criar uma oportunidade de trabalho desde a raiz - e ainda fazer dinheiro com isso! Fiquei mesmo feliz.
- continuei a fazer visitas no palácio, e comecei noutro palácio também. E tenho mais dois na manga.
- também este ano comecei a fazer exercício todos os dias, coisa impensável para mim há uns tempos atrás. Desde Julho que, faça chuva ou sol, com muito ou pouco tempo, consigo sempre fazer qualquer coisa - e já estou mesmo viciada no exercício. Obrigada Shaun T, do fundo do meu "core"
- pelo caminho motivei pelo menos duas pessoas a fazer o mesmo, e fico feliz de as ver alcançar resultados e superar-se a si mesmas.
- foi o ano em que o meu mais velho entrou para o 1º ano e se está a revelar um excelente aluno, aplicado e interessado nas letras e nos números
- a mais nova mudou de escola e a adaptação foi bastante suave
- fez um ano de que trabalho como freelancer, e apesar do medo e do apertar do cinto, temos sobrevivido e conseguido pagar as nossas contas
- nasceram bebés muito fofos na família, que nos mostram que a vida continua, todos os dias
2015, o resumo
Ou por outra, sei, mas nem sei bem o que dizer.
2015 começou da pior maneira. E da melhor.
Começou comigo a dar um abraço à minha mãe, e de coração partido a desejar-lhe bom ano.
Sabia eu e sabia ela que não seria um bom ano para nenhuma de nós.
É profundamente triste, e ao mesmo tempo profundamente conciliador, morrer devagarinho. Porque todos sabíamos que seria a última passagem de ano juntos, ao mesmo tempo que não sabíamos bem o que isso significava.
Janeiro começou e com ele começaram várias "últimas vezes" - o último almoço à mesa, a última ida ao hospital, a última vez que se levantou da cama.
Os primeiros 28 dias de 2015 foram duros. Duros mesmo. Os que vieram a seguir também foram duros, de maneira completamente diferente.
Foi um ano de viragem, de crescimento, de adaptação a uma nova realidade, de ausência e de muitas saudades.
Tem sido mesmo uma viagem.
O melhor de 2015 tem sido a forma como estamos a lidar com isto, porque apesar dos dias maus (muitos), dos ataques de choro, das insónias que este vazio nos provoca, temos conseguido manter-nos juntos, ir de férias, fazer programas, criar memórias.
E por estarmos a viver com o seu exemplo, com aquilo que ela nos ensinou tanto ao longo da vida como durante a doença, não posso dizer que 2015 tenha sido inteiramente mau.
2016 já leva vantagem porque vai começar com certeza de maneira melhor.
Venha ele e, clichés à parte, que nos traga saúde para todos. O resto arranja-se.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Diz que o primeiro é o pior...
Pudesse eu e enfiava-me na cama e só saía depois de Janeiro acabado.
Mas não posso, nem quero, que tenho a obrigação de tornar este e os próximos Natais o mais mágico possível para as minhas crias.
Mas é tudo tão estranho, tão triste, tão diferente.
Difícil mesmo.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Um dia, quando eu for grande...
Assim, chegar ao dia 10 de Dezembro com tudo pronto e embrulhado.
Ainda não foi desta.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Burros, como eu
A visita correu muito bem porque eles era muito interessados. Fizeram perguntas pertinentes, ligações lógicas com o que já sabiam, tinham uma excelente noção da História de Portugal da época do palácio, enfim, eram para lá de espetaculares.
Fiquei surpreendida, pois faço muitas visitas destas e sei perfeitamente as respostas que ouço, a falta de noção e informação nestas idades, o desinteresse em geral.
No final elogiei-os à professora que os acompanhou. Ela ficou muito surpreendida (quase chocada!) pois esta turma é, na sua opinião, "muito fraquinha". Era a professora de matemática.
Fraquinhos a matemática, bons alunos de História, onde é que eu já vi esse filme??
Fez-me lembrar um episódio que se passou com o meu pai, também ele todo dado às letras, à História, à cultural geral, e nada dado à matemática.
Um dia, há uns anos atrás, o meu pai encontrou o seu professor de matemática do liceu no futebol. O meu pai foi lá falar-lhe, grande abraço e recordaram episódios passados. Depois chegou a hora de falar do presente, em que o meu pai lá lhe contou que se tinha licenciado em Direito e que era já advogado há algum tempo.
"O quê?? - espantou-se o professor - mas tu conseguiste tirar um curso??!"
Espero que estes meninos também consigam tirar não um mas vários cursos. O mundo não se faz só de números!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Ser freelancer também é
É uma liberdade que quase se assemelha à escravidão, mas é de liberdade que se trata, no final.
Dito isto, temos a liberdade de fazer as nossas escolhas de acordo com aquilo em que acreditamos, porque basicamente, nada nos prende.
Não quer dizer que às vezes não seja doloroso, que é.
Mas também é profundamente... libertador.
Uma nova fase começa aqui. Logo vos conto quando tiver oportunidade.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Back to the gym
Há que salientar que não frequento um ginásio a sério há muitos anos. Provavelmente desde a Holanda, há 8 ou 9 anos. Em Portugal os ginásios que frequentei eram ou de mulheres, ou complexos desportivos da zona, onde não existia aquele típico "ambiente de ginásio".
E o que mudou nos ginásios desde 2007?
As selfies, meus amigos.
De que serve ir ao ginásio se não vou partilhar com o mundo? De nada.
Então e tu, Mary, não tiraste nem uma selfie??
Tirei, pois. Ia lá perder essa oportunidade!
De resto, tudo mais ou menos na mesma. Roupas justas, corpos perfeitos, muito suor e energia.
E fez-me ver que de facto treinar em casa é mais difícil, sem os outros a ver e a motivar.
Quem o faz, como eu (há 5 meses todos os dias!), tem motivos para se orgulhar!
Keep up the good work!
Toca a mexer, malta!!!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Não há como esquecer que é Natal...
Só ontem e hoje foram:
Women's Secret
Verbaudet
La Redoute
Continente
Ikea
Laranjinha
Springfield
Prenatal
Ofertas aqui para o blog que é o que eu peço, ah e tal não... encher a caixa de sms's com promoções que não me interessam para nada, ah isso já se pode.
Cambada...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Modernices de que sou fã
Já têm uns anitos, não são propriamente modernices, mas pronto.
O Instagram é a minha rede social preferida. Vejo tudo por lá e só muito raramente (se me interessar muito) visito os blogues.
O Whatsapp é o meu meio de comunicação diário com quase toda a gente: as irmãs, as amigas, os primos, os amigos que moram longe... Tudo organizado em grupos, para a galhofa ser maior. E desde fotos dos passeios do cão às do suor pós exercício, tudo se partilha.
Adoro e recomendo.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
A Roda Gigante II
Entrámos todos muito confiantes.
Eu no mesmo segundo já me tinha arrependido.
O mais velho disse umas 100 vezes "não posso olhar para baixo, não posso olhar para baixo" nada confortável lá nas alturas.
Valha-nos que a mais nova pareceu gostar da adrenalina e da vista lá de cima.
Eu só contava os segundos para aquilo acabar, credo.
Senhores, os sacrifícios que se fazem pelos filhos...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Ser freelancer é (entre outras coisas)...
- andar sempre de projecto em projecto, de equipa em equipa
- alternar aleatoriamente (ou não) alturas de muito trabalho com outras muito calmas (quase demasiado calmas)
- estar sempre a fazer contas
- ter no carro uma 2ª casa - comer no carro, trocar de roupa no carro
- saber gerir muito bem o stress
- andar sempre em avanços e recuos, no fundo metida em experiências a ver no que dá - muitas dão certo, outras tantas dão errado, outras nem chegam a dar
- ir ao supermercado a meio do dia, fazer ginástica de manhã depois de deixar os filhos na escola, conseguir ir às finanças e à segurança social sem ter de pedir ao chefe
- conhecer muito bem os sites das finanças e da segurança social
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
A questão do calendário do Advento
Sem pressões, fazemos as outras coisas giras. Aliás, algumas até já começamos no fim de semana passado, sem stress.
Não quero que o Natal da infância deles se resuma ao dia 24 e 25, é uma época especial e há que aproveitar o melhor que conseguimos.
Vamos lá ver se no fim disto tudo eles se vão lembrar de alguma coisa ou se lhes vai passar ao lado...
Aguardemos 10 anos para lhes perguntar...
(* o que me ri com a caixa de comentários, senhores...)
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
O que se ouve aqui
Eu até digo que o dia não é dia sem a ouvir...
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Dilema solucionado (?)
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Obrigada, outras mães...
E obrigada também por darem aos vossos filhos pastilhas elásticas de recheio (antes das 9h da manhã!) ou mesmo o pacote inteiro de pastilhas (miúdos de 6 anos, é normal??) que o meu mais velho cobiça de grande!
Eu não cedo a nada, mas é uma canseira!
E eu bem tento explicar que devemos ser saudáveis e que tudo isso faz mal, mas eles, claro, querem lá saber...
Ah! E obrigada também às queridas avós que vão buscar os seus meninos e todos os dias - todos os dias! - lhes levam um pacotinho de gomas ou bolachas de chocolate para comer. Se eu não acho fofinho? Acho. Mas esta gente não sabe o mal que lhes está a fazer...
A regra, em geral, é simples: se na lista de ingredientes há componentes com nomes difíceis de pronunciar, então não se deve comer todos os dias.
Leite simples e pão com manteiga de amendoim é a base dos lanches dos meus, depois levam também fruta e frutos secos.
As meninas do ATL já me promoveram a mãe mais saudável e regrada.
Eles, claro, acham-me a pior mãe do mundo...
Máquina do café - o dilema
Eu na altura trabalhava em casa, e fomos muito felizes as duas.
Primeiro com as cápsulas próprias, que se vendiam no supermercado (uau!) e depois com umas cápsulas com café Buondi, que era delicioso.
Este Verão a nossa máquina deu o berro. Paz à sua alma. 7 anos de uso, já não foi mau.
O meu pai tinha lá uma máquina Nespresso nova (pois houve uma campanha aqui há uns tempos em que na compra de X cápsulas ofereciam a máquina) que veio então cá para casa.
Mas nós continuámos a comprar as cápsulas no supermercado.
Mas há Nespresso no supermercado??
Pois, não há. Nós comprávamos mesmo as cápsulas falsificadas. Café da candonga, basicamente. Ora da Chave de Ouro (as melhores) ora marca branca mesmo, e fomos muito felizes durante dois ou três meses.
Sabem que se diz que não se deve usar cápsulas que não são da marca porque estraga a máquina?
Pois diz. E é verdade.
O raio da máquina deixou de funcionar. Claro que já não está na garantia, pois apesar de nova esteve fechada durante anos.
E agora não sei que faça.
Uma amiga foi à nutricionista e está proibida de beber café de cápsula. Porquê? Porque diz que dentro da cápsula ninguém sabe o que lá está, e quem sabe diz que não há lá só café - há outros componentes para fazer aquele creme de cima, e até açúcar para suavizar o sabor (fiquei chocada!).
A verdade é que já não tinha muita vontade de comprar uma máquina de cápsulas, e agora ainda menos.
Tenho feito café no lume, e até agora só deixei queimar uma vez.
Acho que vamos experimentar durante um tempo, a ver no que isto dá...
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Este filho não me pertence
- distingue na perfeição a esquerda da direita, e raramente se engana
- teve Mto Bom na ficha de matemática e apenas Bom na de português
- chega a casa e vai logo fazer os TPC, mesmo à 6ª feira
4 anos e meio
(tão, mas tão contente, senhores...)
Quanto tempo até ela ter destreza suficiente para me pintar as unhas a mim como deve ser?
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Lisboa 10 anos depois
Por variados motivos tenho ido a Lisboa durante a semana uma ou outra vez, e dou-me conta de 3 diferenças essenciais entre a Lisboa de 2005 e a de 2015:
- em 2005 ninguém andava na rua a olhar para o telemóvel - aliás, não havia nada para ver no telemóvel a não ser sms's - hoje raras são as pessoas que andam na rua sem os olhos enfiados num.
- em 2005 muito poucas pessoas andavam com a lancheira atrás - ou se andavam, disfarçavam. Não tinha havido este boom das lancheiras fashion, e a marmita ainda era olhada de soslaio pelos quadros mais altos das empresas.
- em 2005 não havia pessoas a fumar à porta das empresas e das lojas, as pessoas fumavam lá dentro, talvez em zonas reservadas para o efeito, mas ainda assim, num espaço fechado.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Verão de S. Martinho - o lado B
Adoro os pôr-do-sol, as idas para Sintra com as árvores em tons de laranja, ir a pé para a escola, idas ao parque e até à praia (com direito a mergulho e tudo), roupa no estendal a secar em menos de nada.
Oh pá, mas tenho a casa cheia de moscas!!!
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
O fim do exercício
Depois de 15 semanas de exercício puro e duro, resolvi experimentar esta nova modalidade que tem tudo a ver comigo: dança!
Basicamente, cada vídeo tem uma coreografia, que vamos aprendendo aos poucos e que fazemos completa no fim.
E é tão, mas tão giro...
Apesar da dança e da música ser mais para o hip hop, eu sinto-me completamente a viver no Fame!
Coisas menos boas: em termos de exercício talvez não seja tão completo como o T25 (não se trabalham braços, mas há um vídeo de abdominais), e cada vídeo tem mais de 35 minutos, chegando mesmo aos 50 minutos, além dos alongamentos e abdominais se for o caso (o T25 são 25 minutos certinhos, dá imenso jeito).
Coisas melhores: é mesmo, mesmo divertido, faz bem à cabeça, dá imenso gozo começar a conseguir fazer as coisas ao ritmo deles, e parece que o tempo voa.
Para quem gosta de dançar e não tem paciência para ginásios, aconselho vivamente.
Para quem vai ao ginásio e gosta de se divertir, também!
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Eu, enquanto professora*
Seja um concurso, um jogo, a definição de equipas, o que seja, lá estou eu a cortar papelinhos e meter num saco para cada aluno tirar um.
Devem ser saudades de fazer o amigo-secreto, só pode.
(* de AEC, nunca esquecer. Professores a tempo inteiro são uma outra categoria.)
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Pára tudo!
Eu tenho uma citação de Fernando Pessoa aqui no blog há anos!
Sou tão visionária, pá!
Das coisas que não fazem sentido
Senhores designers e fabricantes de pijamas: é suposto os mesmos irem a lavar juntos, sob pena de se perderem e dificilmente se encontrarem de novo. Como é que eu lavo um pijama como deve ser se uma parte vai com a máquina escura, e a outra vai com a clara, hã?
É que ninguém pensa nestas coisas, pá.
Já bem me basta as peças que tenho (várias) às riscas pretas e brancas, que me deixam sempre num dilema do pior!
Facilitem a nossa vidinha, sim?
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Generation gap
بچه هایی که کار کردن با واکمن و نوار کاست را بلد نیستند! دنیا به همین سرعت پیشرفت میکنه!
Posted by NEX1 TV on Wednesday, September 9, 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
O Republicano
Mostraram a entrada dos Jerónimos, onde estavam umas dezenas de pessoas a apoiar e a gritar: "Viva o Rei! Viva o Rei!"
Haviam de ver a cara de incredulidade-espanto-surpresa do meu mais velho!
"Oh mãe! Aqueles senhores estão a dizer viva o rei? A sério? Mas não sabem que o rei morreu??"
Achou (tal qual a sua mãe) a coisa mais descabida e non-sense de sempre!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Dúvida do mundo moderno
É suposto?
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Menino perdido
Sábado à tarde estivemos no continente do cascaishopping com a criançada. Tudo corria bem até que começamos a ouvir algum rebuliço, e uma voz de homem aos berros.
Era um homem novo, de etnia cigana, que tinha perdido o filho e andava com o resto da família, aos berros de um lado para o outro a chamar por ele.
Perguntámos a uma senhora que os estava a ajudar o que se passava, a senhora disse que o pai lhe tinha pedido ajuda, desesperado, para encontrar a criança. Lá perguntei se era menino ou menina e a idade - sabia que era menino mas só me disse que era "pequenito" (no meio da confusão nem se lembrou de perguntar a idade, o que não me pareceu grande ajuda, mas pronto).
Portas do hipermercado fechadas, seguranças de um lado para o outro, e o senhor continuava aos gritos alto e bom som.
Às tantas a mãe lá encontra a criança, que devia ter uns 5 anos. E lá vinha ela com a criança ao colo e pois que a senhora que estava supostamente a ajudar vai de arrancar a criança do colo da mãe para ser ela a entregar a criança ao pai! Surreal.
O que se seguiu foi ainda mais surreal, ainda mais mesmo ao nosso lado: o pai, aliviado, continuava a gritar feito louco, tanto que às tantas até se deitou no chão agarrado ao filho, que claro, também estava aos berros. A mãe também chorava e gritava, o resto da família também, até a senhora que ajudou já estava aos gritos também sem parar. Toda uma cena.
Bem... tudo está bem quando acaba bem, mas a verdade é que os meus filhos ficaram estarrecidos a assistir àquilo tudo. Foi super educativo.
Foi um cena com imenso drama desnecessário mas com imenso efeito. Ainda hoje falavam nisso.
Espero mesmo que tão cedo não se esqueçam.
domingo, 1 de novembro de 2015
Alma gémea
Fui espreitar a tal pessoa que indicavam que teria os gostos iguais aos meus, e fiquei bastante desapontada...
A rapariga tem álbuns só dedicados a sobremesas e chocolates, e eu, como sabeis, não como açúcar. Tem outro só de decorações de Natal, sobre o S. Valentim, sobre almofadas e outro sobre reutilização de portas...Nem os homens que ela acha giros são o meu estilo.
Completo tiro ao lado, Sr. Pinterest...
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Se não os podes vencer...
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Sobre a festa cá em casa
Decidimos então fazer a festa cá em casa, só mesmo com os amigos da escola - e o primo, que é quase da casa por isso nem conta como convidado.
Foram 13 convites no total. Como referi, tive um total de 6 respostas. Na manhã da festa ainda tive um telefonema de uma falta, o resto foi silêncio total. Nem sei se receberam convite se não. Só imagino se tivesse alugado um espaço com preço por miúdo... era o caos.
Preparei a casa a preceito, retirei vários brinquedos do quarto, fechei a porta do escritório e simplifiquei o lanche de modo a poder dedicar-me à criançada durante a tarde.
Foi tranquilo e mais do que suportável.
Jogaram à bola na varanda, brincaram com os brinquedos, jogaram ao quarto escuro e no fim vimos um filme para acalmar. Por pouco não achei que estávamos de volta a 1987.
Tínhamos alguns jogos preparados mas nem foi preciso.
Foi bom para conhecer os miúdos que serão provavelmente os amigos do meu filho durante anos, já que além da escola, moram todos aqui ao lado. Foi bom perceber quem é quem, conhecer os pais, ver o que gostam de fazer, perceber que muitas vezes até são educados mas o "sff" e o "obrigado" ficam esquecidos. E perceber os que são apenas mal criados, pronto.
Às 18h tínhamos a casa vazia outra vez. E inteira, que é o mais importante.
Saldo mais do que positivo.
domingo, 25 de outubro de 2015
1ª festa de amigos da escola cá em casa - adenda ao post anterior
50% nem se dignaram a isso.
1ª festa de amigos da escola cá em casa - primeiras impressões
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Novo desafio
Estava a ver que nunca mais, mas estou mesmo contente.
Quem espera sempre alcança!
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Deitar cedo e cedo erguer
Que pode dormir até às 7h30 na boa, se acordar às 8h ainda vamos mais do que a tempo.
É que não há pachorra, mesmo.
Acorda rabujenta porque não dormiu tudo, não me desampara a loja, e à hora de sair já está pronta para ir dormir outra vez. Já chegou mesmo a adormecer na mesa do pequeno-almoço.
Já não sei que lhe faça...
A rapariga salta da cama mal nós nos levantamos, por muito pouco (ou nenhum) barulho que façamos.
Sugestões aceitam-se.
domingo, 18 de outubro de 2015
6 anos
6 anos em que a minha vida deu uma volta, se bem que não exactamente da forma que eu esperava, nem no momento em que eu esperava.
6 anos em que nasceu ele como pessoa, e eu como mãe.
6 anos muito, muito fixes.
Parabéns a nós!
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
1 ano em regime de freelancer
Tentei de muitas maneiras sair com alguma segurança, encontrar trabalho antes de me despedir, mas o destino assim não quis, pelo que há 1 ano atrás eu estava oficialmente sem trabalho. Com alguns pássaros a voar, é certo, mas nenhum na mão.
Tive mesmo de libertar as mãos para agarrar os pássaros, e na altura nem sonhava que seriam estes.
Só no final do mês é que tive a confirmação de que iria fazer visitas guiadas no palácio (o mais lindo de todo o Portugal, para vossa informação) e só hoje, dia 16, é que fui à entrevista mais insólita (até então) em que entrei com uma ideia e saí com outra e quando dei por ela estava na sala de professores de uma escola pública, sem saber muito bem o que isso significava.
Há 1 ano atrás ontem estava muito, muito contente, mas com algum medo também. Medo de me arrepender, medo de não estar à altura, no fundo, medo de ver os meses passar sem arranjar trabalho.
1 ano passado estou ainda mais contente, todos os dias agradeço a sorte que tenho, o privilégio de poder fazer aquilo que gosto e ainda receber por isso, sinto-me muito mais capaz, ainda com medo de não estar à altura, mas isso faz parte. Vi que nem todos os trabalhos surgem por cunhas, que ainda há equipas de trabalho fabulosas, gente que se mexe por amor à camisola e não por dinheiro, oportunidades que surgem em anúncios de jornal, gente que reconhece e aprecia o que fazemos.
Nem tudo são rosas, claro. Há meses muito apertados, há 1000 burocracias, há outros tantos fins-de-semana que são de trabalho, há muitas horas de preparação que não se contabilizam na conta bancária.
Mas tudo o resto compensa, e de que maneira.
A todos os que estão a ponderar mudar a sua vida desejo coragem, empenho e sorte!
O resto virá por acréscimo.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Jesus ou presidente?
Perguntou-me quem era o senhor que estava na moeda.
Resposta da mais nova, muito crente:
"É Jesus!"
Responde ele mais pragmático:
"Não, eu acho que é o presidente."
Era o rei de Espanha. O antigo.
E a 6 dias de fazer 6 anos...
Estávamos a tomar o pequeno-almoço e ainda o tinha.
Foi à casa de banho lavar a boca e apareceu na cozinha sem ele.
Ainda o procurei mas deve ter ido pelo ralo. Assim poupa-se na situação de "o que fazer com o dente"?
O que se faz aos dentes que caem, já agora? É mau deitar fora?
E pronto, a tradição manteve-se e hoje apareceu uma moeda ao lado da roupa dele. Tivemos medo de o acordar ao por debaixo da almofada porque só nos lembrámos já era de manhã...
Mas ele ficou para lá de contente.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Duplicado
Hoje a arrumar sacos passados pela minha irmã encontrei uma túnica/vestido exactamente igual a outra que me foi passada pela vizinha da minha sogra.
Mesma marca, modelo, padrão e até tamanho.
O estranho é que nunca me tinha acontecido.
Já vou passar uma à minha sobrinha, para andarem as primas matchi-matchi.
E quem nos vir na rua pensa "ah e tal estas cunhadas tão queridas, tão organizadas, a comprar roupa igual para as meninas". Só que não...
Foi mesmo um cromo que saiu repetido.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Ser suburbana
Lisboa está (ou é?) chique a valer!
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Um resumo dos meus interesses
- costuras
- adaptações de roupa (transformar velhas t-shirts em coisas giras)
- atividades para crianças
- cosméticos caseiros
- comida saudável
- gestão de grupos e dicas para a sala de aula
- ideias de looks
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Saudade
Tem de haver outra palavra para definir o que se sente depois da morte de uma mãe.
Para definir este vazio imenso, este buraco negro gigante, esta falta.
Esta amputação, caraças.
domingo, 4 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Ser crescido...
Aquele momento...
(estava bonita, portanto)
E que amiga era essa?
A filha de uma figura pública, de quem fui acompanhando a vida através das revistas do social.
Sim, o casamento dela saiu nas revistas e sim, as gravidezes e nascimentos dos filhos também.
Ainda comecei a explicar a figura da miúda, mas depois desisti. Para quê?
O mais certo é voltar a encontrá-la e a mais nova continuar a parecer uma maltrapilha porque foi ela a escolher a roupa, ou porque era o que estava seco, enfim.
Isto quem nasce lagartixa...
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
E aos 5 dias de 1º ano...
E porquê? Porque não fez os TPC!
E porquê?
Bem, eu perguntei se havia e ele disse que não. Só fui ver a pasta dele já ele estava a dormir, foi quando dei com uma fotocópia por fazer. Mau.
Na manhã seguinte, enquanto fazia a minha ginástica e ele cirandava por ali voltei a perguntar e disse que tinha visto uma folha na pasta. Que não, que aquilo não eram TPC.
Na hora de sair lá se lembrou que afinal sim, eram TPC. Eu disse que era tarde, e que teria de dizer ao professor o que se passou.
Não ficou nada preocupado.
Ao fim do dia perguntei se sempre eram TPC e ele respondeu muito descontraído que os tinha feito na aula, sem problema. E depois sai-se que tenho um recado para mim na caderneta...
Toda a gente sabe que recados nesta idade são advertências para os pais, não para as crianças, pobres coitadas.
Pelo que o que eu li naquele "o seu educando não fez o TPC, por favor confirme sempre a pasta de elásticos" foi "ó sua negligente que nem reparas que o miúdo trouxe TPC!".
Pensei no que havia de escrever de volta, e várias ideias surgiram:
"Tomei conhecimento, a genética é uma cena lixada - se ele fizesse os TPC é que eu estranhava."
"Ah ah ah, era só para ver se estava atento, senhor professor!"
"Tomei conhecimento e já lhe dei um enxerto de porrada a ver se aprende!"
Acabei por apenas assinar o recado.
Nós, mães que promovemos a independência dos gaiatos, somos umas eternas incompreendidas.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Sabes que trabalhas numa escola quando...
4 dias de escola
- Já temos alerta piolhos
- ele já estragou um boné, perdeu uma bola (foi parar ao jardim da vizinha, há esperança na recuperação), e hoje apareceu em casa sem o estojo (que acho bem seja para recuperar, com tudo novinho lá dentro!)
- cruzam-se no refeitório à hora do almoço, não dizem adeus um ao outro mas ao menos sorriem - nos primeiros dias nem isso
- a tendência mantém-se: ela conta tudo, tudo, tudo, ele conta nada de nada
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Impressões do 1º dia
Ela esteve a brincar com uma menina que conheceu no dia da apresentação (em que ela foi com o pai porque eu estava na reunião do mais velho):
"Sabes, mãe, no dia em que o pai veio cá nós éramos desconhecidas, mas agora somos amigas."
Tudo a correr sobre rodas, portanto.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Primeiro dia de escola
No ano passado o acolhimento aos meninos do pré-escolar foi feito de modo mais organizado, mas ainda assim, e apesar de haver um menino a chorar baba e ranho, ela ficou muito concentrada, nem parecia muito nervosa, agarrada ao seu Little Poney e sentadinha na roda com os colegas.
Ele entrou com os amigos, foi-se sentar ao lado de um deles, não fez cara feia quando perguntei se podia tirar uma fotografia mas depois disse-me discretamente "já podes ir embora, mãe".
Com isto tudo o que mais me "preocupa" são as logísticas de lancheiras, chapéus, passagens para o ATL etc, porque se ela ainda tem algum acompanhamento, os do 1º ciclo pelo que percebi são logo responsabilizados para tomar conta das suas coisas... e eu bem vejo com os meus alunos (que são 3º e 4º ano) a quantidade de casacos, lancheiras e outras coisas que ficam na sala depois de todos saírem...
Estou para ver a quantidade de bonés e casacos que vou ter de comprar ao longo do ano...
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Um primeiro passo numa nova etapa
Ela sai do seu infantário para se juntar ao irmão na escola dos crescidos (onde ficarão até ao 4º ano). Vai ficar com a educadora e a sala que era do irmão, e também alguns dos colegas que eram mais novos. Facilita muito eu já conhecer as pessoas, os ritmos, aquilo em que a educadora acredita e defende. Não fui nada com a cara dela no início do ano passado, mas ao longo do ano percebi que estamos em perfeita sintonia e por isso penso que a adaptação da minha mais nova se fará de modo suave.
Ele entrou oficialmente no 1º ano e hoje foi dia de conhecer o seu professor. Gostei. Pareceu-me dinâmico, gosta de desporto, é formado também em Belas Artes (é que nem por encomenda!) e acho que para o meu mais velho é capaz de funcionar bastante bem. Ao que parece não vai mandar muitos TPC - a ver vamos.
2ª feira entramos nesta nova fase.
Assim sendo, e como a maioria de vós que me lê também anda metido nisto de ser encarregado de educação de malta em idade escolar, um bom ano para todos!
Sobrevivemos
É que nem no Natal, foge...
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
O regresso da Heidi
Foi sem dúvida a nossa companheira este verão.
Os meus filhos não vêem muita televisão durante o ano (só ao fim-de-semana) mas nas férias, claro, as regras são quebradas e este verão foi mesmo marcado pelo regresso da Heidi.
Não sei quem teve a ideia de re-fazer estes desenhos animados, mas tiro-lhe o chapéu, pois estão muito fiéis ao original e a essência é a mesma.
Eles adoraram, tanto um como o outro, e eu acho que se deve ao facto de não ter nada a ver com os desenhos animados de hoje em dia.
Não há bons e maus, nem vestidos cor-de-rosa ou super poderes. O ambiente é o mais simples. A complexidade está mesmo nas personagens que compõem esta história.
Desde o avô ao Pedro, à família deste, a tia Dete, a família da Clara, são todos personagens tão ricas, tão humanas, que cometem erros, que são bons mas fazem maldades (por vezes com as melhores intenções), que choram a tomar decisões difíceis, que são felizes com pouco, que se transformam ao longo dos episódios.
Vi muitos episódios com eles (não resisti mesmo) e percebi de facto que eles estavam rendidos e que aquilo os faz mesmo ficar a pensar. E a mais nova comoveu-se vezes sem fim (quando a Clara começa a andar, quando a Heidi percebe que a tia não enviou as cartas ao avô), e o mais velho chegou mesmo a verbalizar "oh mãe, este episódio faz-me ficar triste" (e eu lá expliquei que temos de ver até ao fim para perceber que afinal não é assim tão triste, e que tudo tem solução).
Um desenho animado que os ajuda a perceber a vida tal como ela é, que os faz ver as coisas de maneira diferente, que os faz ficar a pensar.
E depois... é vê-los a correr de braços abertos mal encontram um bocado de relva, a fingir que estão nas montanhas.
5 estrelas.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Generation gap

O meu mais velho pega num Nokia 3310 antigo que anda aí, e pergunta:
"Então e isto o que é, mãe? É um telefone antigo? E como é que funcionava? (e põe-se a carregar no ecrã...)
Shaun T is waiting for you
Passado um bocado a minha mais nova vai à sala e diz:
"Oh mãe, ainda tens de fazer os limentos (alongamentos)!"
Respondi-lhe que não, que já tinha terminado.
Responde ela:
"Não, mãe, ainda não acabaste. Tens o senhor na sala à tua espera!"
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Operação: destralhar (cont.)
E digo-vos que ainda só vou no escritório - que é onde se concentra a maior parte da tralha desta casa - mas que já me desfiz de muita, muita coisa.
Estou só é à espera do dia em que se começa de facto a notar alguma coisa. Até agora tiro, tiro e parece que fica tudo na mesma. Lá chegaremos.
E eu até nem moro nesta casa há muito tempo, são tralhas só com 5 anos.
Ainda assim, quase que nos engolem, credo!
domingo, 13 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
1º post natalício do ano
"Oh mãe, o pai natal existe mesmo? Mesmo na realidade?"
(ao que eu respondi "O que é que tu achas?" ele disse "que sim" e por aí ficámos)
Sabes que tens um filho que não é assim tão crescido quando remata a conversa anterior com:
"O Menino Jesus eu sei que existe, e que vem mesmo cá a baixo dar os presentes."
E sabes que as coisas estão mesmo difíceis quando só de pensar em Natal tens vontade de vomitar.
Vou ter de arranjar uma estratégia para ter tudo pronto antes da época porque prevejo que isto não vai ser fácil, não...puf.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
O meu companheiro de férias
O livro das férias
E que tal essas férias?
Tirámos uma semana em Junho, que permitiu descansar do ritmo da escola e ganhar forças para a loucura que é o trabalho de Julho e Agosto (que foi bom mas intenso e cansativo), e depois conseguimos tirar mais 3 semanas em Agosto e Setembro - não sei se o vamos conseguir fazer todos os anos, mas foi mesmo bom.
Houve praia de Algarve e da Costa Nova, houve passeios culturais (mosteiros, museus e até um barco-museu), houve muita brincadeira com os primos, desenhos até mais não, churrascadas, jantares fora, e acabámos as férias a acampar os 4 (que eles amaram!).
Eu fiz um detox de internet e só vos digo que me soube mesmo bem. E ao contrário do ano passado não aproveitei as férias para avançar em leituras de trabalho (que há sempre coisas para ler, claro...) e só li mesmo por prazer - foi a opção mais acertada.
Tudo este ano tem um sabor diferente, que tem, mas dentro do agridoce que tem sido a nossa vida, estas férias foram mais doces que agri.
A repetir para 2016.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
domingo, 6 de setembro de 2015
Xiii, é verdade...
Tanto tempo sem cá vir que isto já estava a ficar com teias de aranha, credo...
Mas são assim as férias, senhores, férias é cortar com a rotina, é fazer coisas diferentes, é fazer o que não se faz durante o ano, pelo que andar de blog atrás nas férias para mim não faz sentido.
Até porque - e isso é a principal razão- não vos ia interessar saber o que ando a fazer (que no fundo, é o que toda a gente faz nas férias, não há que enganar).
Mas pronto, agora podem descansar, eu estou de volta, amanhã começo a trabalhar e voltarei a aqui com a regularidade do costume para vos pôr a par das novidades e do que andaram a perder nestas 3 semanas. Aguardem.