O melhor dos europeus de futebol são os convívios.
Esses é que ninguém nos tira!
terça-feira, 14 de junho de 2016
Em 2016 como em 2004
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Passo a passo
Este verão (se tudo correr como previsto) vai ser duro, vai ser cansativo, vai ser um desafio, mas bolas, foram anos e anos a tentar, que pensava que já não ia conseguir.
E durante todos estes anos tanta gente me disse que não, que quase me fez acreditar que tinha mesmo perdido o comboio.
Como dizia o John Locke do Lost "Don't tell me what I can't do!"
Tomem e embrulhem.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
A Pedra dos Sonhos
Deitada com as amigas numa praia que já não me lembro qual, mas onde apareciam inúmeros vendedores de tudo e mais alguma coisa (queijo assado, fruta, bikinis, marisco, água de côco, bijuteria...), lá apareceu mais uma vendedora, desta feita com um ar bastante alucinado.
E o que vendia esta menina?
Gnomos. Ou como ela dizia, com o seu ar de quem vive num mundo só dela, "Guinomos".
E pois que os guinomos eram feitos de fimo ou coisa parecida, e cada um tinha um poder qualquer. E nós dizíamos que não, e ela insistia e tirava guinomos e mais guinomos de dentro do saco que espalhava em cima das nossas toalhas. E nós que não e ela que não arredava pé e continuava a falar das virtudes de cada um. E nós começamos com um ataque de riso. E rimos, rimos, rimos enquanto ela desenrolava um rol de guinomos e mais guinomos, cada qual da sua cor e com o seu poder especial.
A dada altura lá percebeu que ninguém lhe ia comprar nenhum guinomo, mas pediu encarecidamente que ao menos cada uma de nós retirasse de dentro de um saco uma pequena pedra. E que ela diria qual o significado dessa dita pedra (com o intuito de comprar o respectivo gnomo, bem entendido).
Cada uma tirou uma pedra, de uma determinada cor e a menina lá explicou o que significava cada uma.
Chegou a minha vez. Lá tirei uma pequena pedra cinzenta, e ela disse que era a Pedra dos Sonhos.
Pensei "yeah, right..." mas continuei a ouvir o que ela tinha para dizer. E a verdade é que nunca mais me esqueci do que ela disse.
A Pedra dos Sonhos não era a que iria realizar todos os meus sonhos. A Pedra dos Sonhos era a que me iria permitir perceber quais dos meus sonhos eu iria conseguir concretizar. Era a que iria fazer com que eu deixasse os castelos nas nuvens e passasse a ter sonhos concretizáveis. A pedra que iria permitir ajustar os meus sonhos à minha realidade, e por isso permitir que eu fosse mais feliz porque em vez de perder tempo a sonhar com o impossível, eu iria conseguir concretizar os meus sonhos.
Insistiu para que nós (que já não nos estávamos a rir) ficássemos cada uma com a sua pedra, apesar de ninguém lhe ter comprado guinomo nenhum.
Não me lembro nada do que saiu a nenhuma das minhas amigas, mas esta questão dos sonhos nunca mais me saiu da cabeça.
E a verdade é que durante anos andei sem saber onde tinha a pedrinha, mas nunca a perdi. Foi comigo para a Holanda, esteve uns tempos na gaveta dos talheres, andou de casa em casa, regressou a Portugal e mudou outras tantas vezes de casa connosco, e hoje só não foi para o lixo por um triz, porque estive a sacudir uma bolsa e quando dei por ela lá estava a pedrinha num cantinho da bolsa, sem cair.
Não faço ideia quem era aquela mulher e provavelmente nunca a voltarei a ver, mas é curioso que logo hoje, dia em que finalmente concretizo um sonho que me estava atravessado exactamente desde 2005, tenha dado de caras com a Pedra dos Sonhos, que nunca me abandonou.
Claramente ela merecia que eu lhe tivesse comprado um guinomo...
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Dia dos anos
Dito assim até parece muito, mas acreditem que não é.
Como devem calcular, a vontade de festejar era nula, como aliás é a vontade de celebrar o que quer que seja. A ausência é mais difícil de suportar nesses dias.
Sentimentalismos à parte, gosto sempre de fazer alguma coisa diferente nesse dia e este ano consegui ter um dia à minha medida. Sem nada planeado, mas tudo a bater certo.
Passeio no paredão, primeiro mergulho do ano, almoço fora, bolo de anos do parque e jantar com mesa posta a preceito pelo pai.
Não me parece que possa pedir mais.
Foi um dia perfeito.
Quase ao abandono...
Mas não tem dado para tudo.
Olho para a lista de blogs ali do lado, e vejo que não sou a única...
Sinais dos tempos, é certo, mas fica prometido um regresso para breve.
Até porque esta quase adulta que vos escreve está ainda mais adulta desde a última vez que escreveu.
Aguardem e mantenham-se atentos.
sábado, 28 de maio de 2016
Ainda sobre o post anterior
E a escolha da boneca. Fomos trocar um presente que recebeu nos anos.
Esteve 3 dias a dizer que ia comprar uma Monster High, que são as bonecas mais parvas, monstruosas e feias que há na secção dos brinquedos. Não há piores, a sério.
Menos mal que lá a consegui convencer e acabou por trazer (outra) Anna do Frozen, mas até quando meus amigos, até quando até eu ter a casa cheia de zombies fashion, hã?
E vou-me calar com isto, Se não ainda alguém se lembra de fazer bonecos da série-ódio de estimação WD!
(vómito)
Bons exemplos
Percebes que estás a dar um bom exemplo quando na hora de escolher uma boneca a tua filha opta pela Barbie Ginasta, porque faz ginástica como a mãe!!!
(que amor!)
(mas acabou por trazer a Anna do Frozen, atenção...)
Aquele momento
...em que vais na rua com os dois e vês um ajuntamento de gente bem vestida, e um carro com balões e fitas de casamento. Ficas à espera para ver a noiva. A mais nova no excitex!
Quando aparecem os noivos... Eram dois homens.
Apesar de não haver vestido, ela não ficou decepcionada. Ele teve mais curiosidade e fez algumas perguntas.
No geral, ambos acharam normal.
E é para isto que se mudam as leis, para que as novas gerações mudem as mentalidades também.
(e estavam todos tão felizes!)
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Ferramenta criativa
Não há como ele.
Mas a verdade é que por vezes se põe a inventar e dá muitos tiros ao lado...
Não sei lá o que foi que eu pesquisei, mas ultimamente tem aparecido toda uma panóplia de receitas feitas "no liquidificador" (vindas do país-irmão, está visto...).
Ele é bolos de liquidificador, queques de liquidificador, quiches variadas de liquidificador, até pizza de liquidificador!
Credo!!! Que obsessão!!!
E eu nem uso liquidificador!!!
terça-feira, 24 de maio de 2016
Leite sem lactose
"É um leite normal, mas depois eles pões um remédio para não darmos puns."
Eu não diria melhor.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
És mãe...
... E estás cansada quando em conversa com amigos relembras o desenho animado do Marco, e já não tens pena do miúdo. Tens pena é da mãe.
Porque tinha uma vida difícil e teve de emigrar?
Não.
Porque estava descansada da vida na Argentina, a trabalhar mas sem miúdos a cargo, e pois que o filho a persegue e vai ter com ela. E acabou a boa vida, toca a ter de lavar roupa e fazer jantar e assoar narizes. Ao puto e ao macaco.
Ninguém merece, pá!
A festa dos anos, como o Natal...
Verdade seja dita que desde Outubro que a rapariga falava nisso, e na altura até fez uma lista que se manteve guardada até agora, já na altura bastante completa com as amigas que acabara de conhecer, e que se mantiveram fielmente na lista de convidados até agora.
Correu tudo pelo melhor, tivemos casa cheia. Além dos amigos novos vieram também os da escola antiga, que são um grupo muito giro, com pais porreiros que se dão bastante bem entre si.
Não houve confusão de maior (os brinquedos tinham sofrido uma razia na semana anterior, e tudo o que era supérfluo foi fora), nem gelatina ou batatas fritas debaixo das almofadas. Brincaram com os bebés, com as Barbies e os Pin y Pons, os rapazes fizeram Legos ou jogaram à bola na varanda.
Foi bom ver a relação que ainda mantém com os amigos mais antigos, e foi muito bom perceber a relação com as novas amigas da escola. De há uns tempos para cá tenho percebido que há ali meninas com personalidades muito fortes, que nem sempre estariam a influenciar a minha miúda da melhor forma - até cheguei a falar com a educadora sobre isso. Bastou uma tarde de festa para perceber como funciona a dinâmica, e perceber que não tenho com o que me preocupar. Também é bom ficar a conhecer os pais, saber quem é quem num grupo de crianças que irão ser da mesma turma pelo menos até aos 9 anos de idade.
Não tive muito trabalho, bastaram duas ou três guloseimas, pãezinhos com queijo e fiambre e um bolo de chocolate feito com amor e carinho, e temos uma filha feliz com a sua primeira festa de anos sem ser só em família.
A repetir, sem dúvida.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Aquele estranho momento...
Convém explicar que me dou bastante bem com esta mãe, daquelas com quem fico à conversa horas e horas de cada vez que nos encontramos. E já tinha ouvido falar desta melhor amiga várias vezes, só não sabia de quem se tratava.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Mundo cão
Quase que aconselhava as moças solteiras a arranjarem um cão para passear.
Casados e solteiros, entre os 18 e os 70 anos, em menos de 10 minutos ali se juntaram homens para todos os gostos. E cães também.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Japonesices
(já tinha provado noutras ocasiões e nunca me disse nada, mas desta vez até fiquei com vontade de repetir)
2016 quase a meio e eu só agora chego ao séc. XXI...
terça-feira, 10 de maio de 2016
Pensamento positivo
Estou a fazer a mudança de roupa da estação.
Agora só falta mudar a estação mesmo.
Continuamos à espera.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
A vida continua
Mas de repente dou de caras com uma fotografia que não vejo há muito, ou recordo um episódio engraçado, ou uma reportagem qualquer sobre pessoas a fazer tratamento do cancro, e páro e penso: Aconteceu mesmo? É mesmo verdade que passamos todos por aquilo tudo?
Era mesmo este o fim que lhe estava destinado?
Ou foi só um pesadelo?
Isto de ser freelancer II
sexta-feira, 6 de maio de 2016
A nova moda dos fatos de banho
Cada marca comercializa apenas um ou dois modelos, desses dois temos de ver se são adequados ao tipo de corpo (peito grande, barriga grande, costas largas) e minimamente se gostamos do padrão. Depois é ver se existe o nosso tamanho - o meu anda ali pelo L, ou seja, são 7 cães a 1 osso - porque quem usa S normalmente opta pelo bikini. Já para não falar do preço... enfim, toda uma odisseia.
De há uns tempos para cá começou-se a ver mais gente na praia de fato de banho - até em miúdas novas, coisa que há uns anos era impensável.
E surgiram os trikinis. E os fatos de banho que são quase trikinis.
E pronto, as marcas decidem inovar e começar a inventar. Os fatos de banho já não são só para quem não tem o corpo perfeito, pelo que começam a surgir rasgões inesperados, decotes até ao umbigo, buracos na zona da barriga. E com toda a dificuldade que já havia em comprar um simples fato de banho - minimamente giro, nem muito tapado nem muito decotado, com um padrão que não me faça parecer uma senhora de 70 anos - junta-se agora a de perceber se o raio do fato-de-banho sofreu com a nova moda dos recortes, que mais parece que foram atacados por um animal selvagem...
Senhores do mundo da moda, há lugar para todos! Podem fazer os novos modelos fashion, mas não deixem de fazer os fatos de banho de sempre, porque as consumidoras fiéis - as que usam fato de banho independentemente da moda - são as que vão estar aqui, a usar o elegante fato de banho completo, quando toda a gente voltar a usar bikini como dantes.
Não nos ignorem, e tratem-nos bem faz favor.
Isto de ser freelancer
Raios, pá.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Melhores filhos de sempre*
"Mãe, sabes que eu queria ir outra vez àquele palácio... Aquele que estava a senhora à procura dos príncipes, que tinham fugido para o telhado..." (visita com animação que fizemos nas férias do Natal ao Palácio da Ajuda, disse isto vindo do nada, nunca mais tínhamos falado no assunto)
Diz o mais velho para o pai, viciado em futebol desde sempre, e com memória fotográfica para todo o tipo de jogos que vê:
"Oh pai, diz lá qual foi o melhor golo de sempre que tu já viste!"
Não fosse o resto e eu diria que estes são os filhos mais fixes de sempre!
quarta-feira, 4 de maio de 2016
O caso do Nemo

E porque uma viagem sem aventuras não é uma viagem, e porque pode haver boas almas que estejam prestes a ir à Disney com crianças pequenas, aqui fica a nossa experiência com o Nemo.
Desde o princípio que estava na nossa lista de prioridades.
A nossa ideia é de que seria uma viagem ao fundo do mar, embalados por pequenas tartarugas.
Os vídeos e imagens que vimos eram nessa onda, e depois, é o Nemo, que é um desenho animado fofinho.
Estava a chover, e por isso nem nos importámos com a fila. Enquanto esperámos os miúdos entretiveram-se com um jogo disponibilizado no site deles, de uma tartaruga a apanhar estrelinhas.
Tudo muito querido fofinho.
Antes mesmo de entrar, uma senhora que tinha acabado de sair olhou para eles e disse "C'est pas bon!" e nós ficámos sem perceber. Pois se a altura mínima eram 1,07m, se eles advertiam que as crianças com menos de 7 têm de ir acompanhadas, era óbvio que a diversão era adequada às nossas crianças.
Deixem que quebre aqui o suspense, para quem nunca lá foi: aquilo é uma montanha russa! Sem tirar nem pôr.
Começa com uma viagem fofinha, mas rapidamente se transforma numa amálgama de subidas e descidas, voltas e mais voltas, ao nível da Space Mountain (só sem o looping).
Agora devem imaginar a nossa cara...
Eu ia de costas com o mais velho, ainda soltei uns Uhuuuu! nas primeiras voltas, mas claro, rapidamente perdi o pio. O meu filho, sempre tão pronto a verbalizar as suas emoções, estava furioso e cheio de medo também - desatou aos gritos que queria sair e não queria mais (e eu de olhos fechados só lhe gritava que não havia nada a fazer, que fechasse os olhos também e se deixasse ir...). A mais nova ia de frente com o pai e acabou a choramingar. Os meus sogros, que nunca tinham andado numa montanha russa, foram literalmente apanhados na curva...
No final, antes de nos podermos por a andar dali para fora, acendem-se as luzes porque houve um problema técnico, pelo que fomos mesmo os últimos a andar...
No fim, eu só tinha vontade de rir. Logo eu, a maior mariquinhas das montanhas russas, a meter os meus filhos numa situação destas!
Resultado, dali para a frente o mais velho ficou com medo das descidas (e obrigou-me a perguntar em todas as atrações se havia descidas) e a mais nova ficou com medo do escuro (só andou em coisas ao ar livre).
Na minha opinião o limite de 1,07 é inadequado, e esta montanha russa não deveria ser para menores de 10 anos.
Foi muito giro, e sobrevivemos com uma história para contar, mas lá que foi um momento para lá de insólito, lá isso foi...
Rescaldo da viagem à Disney
Confesso que o destino não estaria nas minhas escolhas se não fosse pela família... Nunca tive curiosidade de ir à Disney, nem nunca me tinha passado pela cabeça, mas de facto eles estavam já com idade para apreciar a viagem e as 1001 atrações.
E sim, foram na idade perfeita - 5 e 6 anos. Acho que a partir desta idade já percebem, apreciam, dão valor e vão lembrar-se de alguma coisa com certeza.
Mais tarde voltaremos para fazer o que ficou a faltar, na certeza de que a magia que sentiram desta vez não se voltará a repetir.
Apesar do meu cepticismo, a verdade é que me diverti bastante, mesmo nas coisas mais simples.
E apesar do pânico andei numa montanha russa (aliás, em duas, mas isso é matéria para outro post).
Daqui a uns anos lá estaremos.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
De regresso...
... E ainda com uma grande ressaca de Disney. Foi mesmo inesquecível! (e cansativo, mas no bom sentido)
A repetir.
terça-feira, 19 de abril de 2016
E no próximo fim-de-semana...
...estaremos aqui.
Depois de anos a falar no assunto, e até de fazermos um mealheiro para o efeito, achámos que estava na altura de visitar a Disney de Paris. Com a criançada, bem entendido.
Não posso dizer que assim de repente fosse o meu destino de eleição, logo eu que não acho graça nenhuma a desfiles de máscaras, montanhas russas nem casas do terror... mas acho graça a ver os meus filhos felizes e eles estão que nem podem de contentes!
Vamos em família, e vai ser com certeza uma experiência inesquecível para as 3 gerações.
E o meu mais velho já anda a fazer contas a quantos anos faltam para lá voltar outra vez...
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cenas fixes
Ver o meu mais velho a ler o seu primeiro "tio Patinhas". De repente é todo um novo mundo que se abre. Cada livro é uma descoberta.
Espero que assim se mantenha. Quem gosta de ler nunca está sozinho.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
5 anos
5 anos é um marco, e eu tinha muita curiosidade em saber como ela iria reagir.
Isto porque 5 anos foi a idade que eu não quis fazer. Eu queria muito ter ficado com 4 anos, e na véspera dos meus 5 anos a minha mãe apanhou-me a chorar (ainda na cama de grades, clássico de 3ª filha...) porque não queria fazer anos. Não conheço mais nenhuma criança que não queira fazer anos, mas a verdade é que este momento marca a minha primeira crise existencial.
E marca também um momento em que tomei consciência de mim mesma enquanto pessoa. Eu lembro-me perfeitamente de mim com 5 anos, e vê-la assim tão crescida é giro, mas não deixa de ser estranho também.
Os meus medos foram infundados. A minha filha há-de ter crises existenciais com certeza, mas só mais tarde. Estava que não se aguentava de felicidade e excitação por fazer anos, por ser a rainha do dia, por receber presentes. Foi à escola de manhã e levou bolo, almoçou com os avós e prima, passou a tarde comigo e no fim tivemos um lanchinho cá em casa para os avós e padrinhos.
Estava tão contente que todos os dias me diz que queria que fosse 6 de Abril outra vez.
Tão bom que a minha "mini-me" não seja assim tão parecida comigo.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Fim de semana de primos
Para eles houve horas de brincadeiras no jardim, correrias, jogos de tabuleiro e brinquedos antigos.
Para nós horas e horas à mesa a enfardar leitão, chanfana, algumas garrafas de vinho e doces regionais.
Os nossos avós estão, com certeza, orgulhosos.
O meu fígado é que não (mas não se queixou muito).
A repetir.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
E o que se seguiu...
O timming não é mau de todo porque já estamos na Primavera, mas com esta chuva toda fiquei mesmo sem ajuda para secar a roupa.
domingo, 3 de abril de 2016
Unhas de gel
A tal festa dos 18 anos pedia o dress code tipo Casa dos Segredos.
Levei roupa minha, mas investi na maquilhagem e acessórios.
Comprei unhas postiças, tipo unhas de gel, daquelas quadradas cheias de brilhantes. Vejo imensa gente com aquilo normalmente, e se já não percebia como é possível, agora ainda menos.
Foram as 5 horas mais estranhas das minhas mãos. Subir os collants foi coisa para demorar 10 minutos cada perna. Objectos pequenos que me caíam ao chão, pois por lá ficavam que qualquer tentativa de os apanhar saía furada.
Comer, beber, ir ao wc, conduzir... Tudo foi um desafio. Só me sentia com 5 pás nas pontas dos dedos.
A não repetir.
Ser Peter Pan
É ir a uma festa de 18 anos e achar que não pareço (de todo!) 20 anos mais velha que aquela malta toda.
terça-feira, 29 de março de 2016
Cenas fixes
Cada um é diferente dos outros, e eu sinto-me tão bem lá que gosto de todos (apesar de ser cheiro a mofo, a humidade e a coisas antigas, adoro!).
segunda-feira, 28 de março de 2016
Este filho não é meu
Quando dei por ela estava a fazer contas mentalmente.
Em vez de apenas contar os carneiros que passam a vedação, vai que o rapaz os agrupa, adiciona e subtrai até se cansar.
(e eu não faço ideia se as contas estão certas. Detesto matemática!!!)
Ponto de situação
Abril adivinha-se com menos trabalho mas com programas em todos os fins-de-semana.
Só festas de anos assim de repente ocorrem-me 7, algumas de números redondos (18, 40 e 80 anos!) outras de idades menos redondas mas igualmente importantes.
Vai haver fim de semana de primos, e até uma viagem ao estrangeiro (que não é à Holanda! Uau!).
Atentai que logo vos ponho a par de tudo.
E sem fotos para não ficarem com inveja.
Quem é amiga, hã?
quinta-feira, 24 de março de 2016
Ser Peter Pan...
37 anos não é jovem?
O meu pai acha que sim. E o senhor que vende pipocas à porta do palácio trata-me sempre por "menina".
segunda-feira, 21 de março de 2016
domingo, 20 de março de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
O rei vai nu
Fizemos as visitas entre luzes e câmaras, vimos montarem mesas com cartas escritas à pena e copos de licor, passaram por nós várias pessoas vestidas à época - s. XVIII.
Às tantas à porta passa um actor de camisa, cuecas, sapatos e meias, e touca na cabeça (para depois pôr uma cabeleira).
Quando achamos que já vimos tudo...
Este rei ia literalmente, nu...
quarta-feira, 16 de março de 2016
Á-ona-á-ona-dê
Se tu visses o que eu vi - dó-mi-nó...
Eh pó e taitai-ê.... eh pó e taitai-ê.....
Quem me ajuda com mais??
É tão giro vê-los a fazer, todos entusiasmados e diferentes, claro.
Ele, todo competitivo, a querer fazer sempre mais rápido e cheio de força.
Ela, toda ritmo, e dança e graciosidade.
Também percebemos que ele já sabe o que são números pares e ímpares (no 1º ano? fico de boca aberta!), pelo que também se joga ao Par ao Ímpar.
E aos poucos começam a ter brincadeiras que não acabam com um a chorar. (ou que demoram um pouco mais a lá chegar, vá...)
As coisas cá de casa
Confirma-se.
Desde Outubro já tivemos de arranjar/substituir/deitar fora os seguintes aparelhos:
Máquina de café Dolce Gusto
Máquina de café Nespresso
Torradeira
Candeeiro do quarto das crianças
Aquecedor
Máquina da roupa
Máquina do pão (minha)
Máquina do pão (da sogra)
Máquina do pão (da minha mãe)
Frigorífico
Já olhamos para as coisas cá de casa a pensar no que se vai seguir...
domingo, 13 de março de 2016
Trabalhar em turismo
É trabalhar quando os outros descansam. É ficar em stress com os verdadeiros domingueiros no caminho para o trabalho. É espreitar o Facebook e Instagram ao longo do dia e apanhar com os brunchs dos outros, com as ideias de receitas preguiçosas dos outros, com os passeios dos outros, com os fins de semana fora dos outros. É ver os outros a aproveitar o primeiro fim de semana de primavera. É trabalhar nos sítios onde os outros aproveitam esse mesmo fim de semana.
É suspirar um bocado com tudo isto.
E pensar que o sacrifício vale a pena.
(e já estamos em época alta outra vez...)
quarta-feira, 9 de março de 2016
Manhãs sem filhos
Tenho os miúdos a dormir em casa dos avós, pois a prima mais nova também está com varicela e assim fica tudo junto (caso contrário não tinha com quem os deixar, já que tenho muita semana com pouco trabalho, mas claro que não é o caso desta...).
Pois que assim sendo, de manhã estou armada em miúda solteira, pois o Tê sai mais cedo e eu fico com a casa só para mim.
Acordo 1 hora mais tarde.
Faço a minha ginástica com todo o vagar. Tomo duche de porta mesmo fechada, sem gritar com ninguém nem interromper. Visto-me com tranquilidade, ponho creme hidratante como manda a lei. Vou para a cozinha e tomo o pequeno-almoço sentada, faço a minha torrada e como-a eu, ainda quentinha, sozinha de uma ponta à outra. Depois ainda me dá tempo de tratar de assuntos como passar recibos no site das finanças ou enviar CV a novos sítios.
Saio de casa calma e tranquila, chego ao trabalho e não estou a bufar nem a suspirar.
É que só aquela coisa de estar pronta, pegar no casaco e de facto sair, me parece para lá de extraordinária.
São o melhor do mundo, que são, mas caraças que exigem tanto de nós, bolas.
terça-feira, 8 de março de 2016
Um dia...
Hoje ainda não é esse dia.
Obrigada a todas as mulheres que nos permitiram chegar até aqui.
Que a minha geração tenha a força necessária para fazermos a nossa parte nesta empreitada.
Feliz dia, mulheres!
domingo, 6 de março de 2016
Varicela x 2
É xarope para os dois, banho de maizena para os dois, pomada para os dois, 10 dias de molho e estaremos despachados disto para sempre.
Estou tão orgulhosa!
quarta-feira, 2 de março de 2016
A vida a preto e branco...
São as cores da minha farda, o que faz com que a maioria dos dias tenha de andar vestida nestes tons.
Havia a alternativa de me vestir e despir depois do trabalho, mas quem tem paciência para isso?
Assim, quase dia sim-dia sim (e ainda bem!) lá ando eu invariavelmente de calças pretas, botas pretas, camisola cinzenta ou preta ou camisa branca, para poder combinar com o polar e a parka na hora das visitas.
Depois há um dia em que tenho folga e fico sem saber o que vestir!
E obrigo-me a usar as outras cores todas e... já nem me sinto eu!
terça-feira, 1 de março de 2016
Em 2016 como em 1999...
E constato que muito pouco mudou.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
29 de Fevereiro - onde estavas há 4 anos atrás?
Ora, ora, quem diria que o 29 de Fevereiro seria o novo 1 de Janeiro por aqui no Quase Adultos?!
Dia de balanço, portanto.
Há 4 anos estava, basicamente, descontente com as escolhas profissionais que tinha feito nos 4 anos anteriores, que no início pareceram escolhas acertadas (e seguras, e de certo modo foram ambas) mas que acabaram por criar uma crise existencial que era escusada. Às tantas já não sabia mesmo se iria conseguir sair do ciclo vicioso profissional, se ia conseguir voltar a trabalhar naquilo que gosto mesmo, se haveria alguma porta que se iria abrir finalmente.
2008 foi de facto um ano de mudanças, e 2012 foi um ano que questionei algumas delas.
E agora que já passou posso dizer-vos que me preocupei demasiado. Não que não tivesse razões para isso, que tinha, mas tanta preocupação não permitiu apreciar devidamente o que tinha na altura.
Durante algum tempo achei que 2012 tinha sido um ano assim-assim. Tinha tanta vontade de fazer outras coisas, tantos projectos e nada aconteceu.
Hoje sei que não lhe dei o devido valor.
2012 foi o último ano em que a minha mãe esteve bem, e com saúde. Em 2013 ficou doente, e já sabem o que aconteceu nos anos a seguir. Hoje olho para as nossas fotografias das 2012 e vejo-as de forma totalmente diferente. Foi um ano em que não aconteceram muitas coisas boas que eu desejava, mas também não aconteceram coisas más .
Foi um ano muito bom, portanto.
Dito isto, tenho orgulho nos meus últimos 4 anos, em toda a caminhada que fiz e que me permitiu chegar até aqui.
E respondo à Mary de 2012 que a Mary de 2016 está bem, e recomenda-se.
Se tudo se mantiver como está, arrisco dizer que a Mary de 2020 não tem do que se queixar!
Aguardemos até ao próximo 29 de Fevereiro para saber.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
E dura, e dura, e dura...
Ou para os humanos acabarem de vez com os zombies, não quero saber!
Dava para acabar de vez com esta porcaria desta série???
AAAARRRGGGHHHHH!!!!
Aquele momento...
...em que estás numa sala de espera à pinha a ler o teu livro do Ken Follet sobre a II Guerra Mundial e reparas que o senhor do lado está a deitar o olho justamente na única cena picante do livro até ao momento.
Como uso uma capa de tecido, o senhor ficou a pensar que eram as 50 sombras ou algo parecido...
Altos e baixos
Mega birra de manhã para tudo aquilo que é preciso fazer: comer, despir, vestir, lavar os dentes, pentear.
Finalmente conseguimos sair, eu exausta, ela ainda de lágrimas nos olhos.
Abrimos a porta e está o mais magnífico arco-íris no céu.
"Oh mãe, sabias que quando há arco-íris também há unicórnios nas nuvens? "
Da mais irritante à mais fofa no mesmo minuto.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Mais gastos
Já perdi a conta aos lápis, borrachas e lápis de cor que já gastou (até ao fim), estragou, partiu e perdeu.
E eu já tentei todas as abordagens a ver se o material dura mais tempo, mas não tenho sorte nenhuma.
O rapaz deve achar que é filho do Onassis.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Instinto falhado
Não fiquei nada convencida - achei-os pouco profissionais, pagavam pouco (ainda mais para quem estava habituada à Holanda...) e principalmente não acreditei no conceito da empresa em si.
Saí de lá a achar que era uma empresa com os dias contados, com certeza não iam a lado nenhum.
Depois disso acabei por ficar 6 anos a trabalhar em casa, e há pouco mais de um ano despedi-me para voltar a fazer aquilo que gosto, que são visitas guiadas.
E pois que percebo, em conversa com colegas, que a tal empresa que conheci não só vingou, como cresceu e se tornou uma referência na área, no activo há mais de 8 anos.
Toma e embrulha, Mary de 2008!
Às mães que (como eu) cosem joelheiras
Como já viram pelos comentários ao post dedicado a este assunto, ele há vários tipos de rapaz: ou crescem tão rápido que nem dá tempo de estragar a roupa, ou são sossegados e não a estragam, ou (como o meu) são lentos a crescer mas rápidos a desfazer a roupa (que de outro modo lhes serviria anos a fio).
Caso o vosso caso seja o meu, ficam a saber que não vale a pena. Mais vale ir à Primark comprar outro par de calças e cortar as rotas para calções para os próximos verões.
Passei uns serões valentes dedicados às joelheiras, e pois que vos digo que umas já estão descosidas, e outras estão com buraco. Sim, ele fez um buraco no meio da joelheira - juro que nunca tinha visto.
Hoje chegou ao cúmulo de romper umas calças que vestiu 3 vezes: 1 na escola, 1 em casa de pé estendido e 1 hoje, que tivemos consulta de ortopedia e o rapaz teve ordem de soltura - foi à tarde jogar à bola no parque com o avô e chegou a casa com um buracão no joelho.
Já nem me vou dar ao trabalho.
Cansei!
Fins de dia
Depois fui mãe.
E pronto, os fins de dia são tudo menos para descansar, são mesmo a maior loucura, a altura mais cansativa do dia.
Hoje cheguei a casa cedo. Eles estão nos avós e hão-de vir para casa com o Tê.
Já dei um jeito à casa e pus o jantar a fazer e agora sentei-me no sofá.
Não me interpretem mal, eu sento-me muitas vezes neste sofá, mas quase nunca a esta hora.
Tenho jantar no forno e sopa a fazer e estou sentadinha de manta por cima, a ver uma espécie de "querido mudei a casa" e a por os blogs em ordem.
Não posso dizer que não é super estranho...
domingo, 14 de fevereiro de 2016
O drama da roupa continua
Ontem fiz uma máquina e mandei o Tê com o cesto da roupa molhada resolver o assunto.
Aqui ao pé de casa temos não uma, não duas, mas três lavandarias. Estavam todas com fila até à porta... Claramente não sou a única com este problema.
Hoje de manhã bem cedo lá foi ele novamente com o cesto da roupa molhada, e novamente voltou para casa com ele tal a quantidade de gente à sua frente...
Amanhã à tarde lá vou eu novamente tentar a minha sorte, fora da hora de ponta. O cesto já deve cheirar a mofo mas já nem quero saber...
Dramas.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Coisas que me mexem cá no nervo
A sério? 0 açúcares??
Aquela porcaria está CHEIA de adoçantes!
E o anúncio na tv com as duas mamãs "dás-lhe Bolicao por causa da energia, não é??" (what???) e a outra diz que não, que é pelos zero açúcares.
Sinceramente...
E o pior é que há muito quem acredite! (e não estou a falar dos meus filhos, a quem os olhos brilharam quando viram o anúncio pela 1ª vez...)
Aqui ficam os ingredientes:
"Ingredientes: Farinha de trigo, recheio (32%) (edulcorante (maltitol), óleos vegetais (girassol, palma), cacau magro em pó (11%), pasta de avelãs (4%), emulsionante (E 322), gordura vegetal totalmente hidrogenada (palma) e aromas), água, polidextrose (fibra), levedura, óleo vegetal (girassol), glúten de trigo, humidificante (E 420 (ii)), emulsionantes (E 471, E 481), leite em pó magro, sal, proteínas do leite, conservantes (E 282, E 200) e estabilizador (E 412). Pode conter vestígios de ovos. O seu consumo pode ter efeitos laxativos."
Acham mesmo que vale a pena??
Pé coxinho
Ao que parece magoou-se num joelho, não sabemos como, e só temos consulta de ortopedia na 3ª feira. Até lá é repouso e brufen duas vezes ao dia.
E muita TV, PSP, batalha naval, Legos e TPC enviado por e-mail pelo professor.
Não gosto de me queixar do tempo...
E aborrece-me ter-me tornado esta pessoa secante cujo bom humor depende de ter roupa lavada ou não.
Isto do minimalismo é muito giro, e tenho todo o orgulho em ter menos roupa do que a maioria das raparigas da minha idade que conheço, mas convenhamos que não ter nada para vestir já não tem assim tanta graça...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
365 de saudades (agora mais)
Queixava-se de muita coisa, mas nos momentos mais difíceis tinha uma capacidade de resistência incrível, sem queixumes. Deixou-me fazê-la rir até às lágrimas na sala de quimioterapia. Foi uma leoa, uma lutadora exemplar, e deu-nos a todos a maior lição de vida.
Gostava de nós acima de tudo, e chegou a dizer-me que valia a pena viver só para estar connosco (mesmo quando viver implicava estar amarrada à cama e sujeita a tratamentos muito dolorosos).
Escolheu a dedo o momento de se ir embora, aproveitando os únicos 2 minutos que a deixámos sozinha para sair de cena discretamente, como aliás viveu toda a sua vida.
E durante este ano temos tentado adaptar-nos à sua ausência, e tentado viver à sua imagem e habituar a esta sua presença que já não é física mas que é tão ela em tanta coisa.
365 dias de saudades, agora mais.
E continua a contar.
Carnaval
Grande folia que para aqui houve.
Primeiro foi um jantar em casa de amigos, em que eu só me apetecia um sofá e uma manta... Mas os miúdos estavam entusiasmados e eu olha...antes de sair enfiei um roupão e uma toca de banho, e as pantufas num saco, e foi a festa de Carnaval mais confortável de sempre...
No dia seguinte vesti o meu velho vestido preto (com o qual nunca me comprometo, mesmo!), chapéu de bruxa da mais nova comprado no Halloween, maquilhagem de cores fortes e siga para bingo.
Ficam as ideias das máscaras mais preguiçosas de sempre para quem não adora o Carnaval mas não gosta de ser cortes no meio dos foliões.
Para o ano há mais! Ou só daqui a uns anos, quem sabe.
Ao fim de 5 anos (cinco??)...
Já não tem nada a ver com os primeiros que vi em que os concorrentes se fartaram de viajar, os pratos estão mais complicados que nunca, e os concorrentes são cada vez melhores, ainda assim, há qualquer coisa no formato do programa que continua a não me deixar indiferente.
A grande diferença é que desta vez já fiz batota e já sei quem vai à final, e quem ganha no fim. E como sempre, não é aquele em que eu apostaria...
E eu em vez que subir de nível nas artes de culinária, pois que pelo contrário, cada vez menos me apetece cozinhar...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Sou oficialmente uma "pinterest mum"
(instruções aqui)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Filosofia para crianças
Ela: ...mas então hoje já é amanhã?
Ele: Não. Hoje não é o amanhã. O amanhã vem noutro tempo.
Isto porque estavam a combinar usar uns chinelos em forma de sapo (que alguém nos passou) em dias alternados. Repito, estavam a combinar - civilizadamente, sem moches, nem lutas, nem lágrimas - usar os chinelos hoje um, amanhã o outro.
Estão tão crescidos, pá!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Coisas que às vezes os pais não percebem
Se é aceitável quando é a primeira festa ou quando são pequeninos? Sim.
Depois disso ou vem especificado no convite, ou então não.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Tenho aqui um post para escrever
...mas não me sai.
Fez 1 ano que a minha mãe morreu, e eu quero muito escrever sobre isso, sobre esse dia, sobre este ano, sobre esta viagem tão estranha que temos feito.
Já passou 1 ano, caraças.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Ser mãe de um rapaz
E de comprar sapatos. Não há par que dure mais que um par de meses (marca ou não marca, já experimentei de tudo).
Continuar a ser Peter Pan
Já percebi que nem vale a pena procurar noutros sítios.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Generation Gap
Uma sala de palácio, com pinturas no tecto, paredes forradas a seda, mesa de jogo ao centro, retratos de reis pendurados.
Lá explico que a moda do fumo vem do s. XIX, que só os homens fumavam, que até se acreditava que fazia bem, enfim, um pouco da história deste hábito não tão antigo quanto isso.
Dedo no ar, um miúdo tem uma pergunta:
"Mas se era a sala do fumo, o fumo saía por onde?"
Toda uma geração que não tem memória de hábitos de fumo sem zonas delimitadas, extractores para o efeito, pessoas à porta dos estabelecimentos para matar o vício.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Drama urbano
Aquele momento (que se repete uma e outra vez, dia após dia após dia) em que parece mesmo que encontraste um lugar de estacionamento, mas afinal está lá um smart enfiado.
Nervos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Quantos queres?
Que bom, pensei, vê-lo tomar gosto pela escrita, que é coisa que aprecio bastante também.
Quando acabou veio experimentar, todo ele risinhos.
Calhou-me algo como "és uma retrete cheia de cocó".
Pedi para ver tudo.
Não há uma que não tenha uma asneira: entre cocó, xixi, pilinhas e rabos, há de tudo senhores.
Tudo muito bem explicado e com poucos erros ortográficos. Menos mal.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
10 anos
É mesmo verdade.
10 anos em que muita coisa aconteceu mas que passaram a correr.
Aconselho a (re)leitura dos posts com a etiqueta "Crónicas dos primeiros tempos" para terem uma ideia daquilo por que passámos.
(pena não ter escrito mais...)
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Grande desafio
(cruzámo-nos profissionalmente há 10 anos atrás num ambiente em que todos se tratavam por tu e desde então nunca mais nos vimos.)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Ainda a morte de David Bowie
Talvez tenha sido a primeira vez que chorei a morte de uma pessoa que não conheci.
Hoje o que não faltou foram homenagens em sua memória e partilhas de histórias pessoais em relação à sua música.
Lembro-me do David Bowie desde sempre, de me sentir fascinada pela sua capacidade de ser completamente normal e completamente excêntrico, alternadamente. Mas para mim David Bowie marca a nossa vida na Holanda, em que o ouvimos vezes sem conta. Marca a casa nova de Rotterdam, especialmente. As minhas viagens de comboio para o trabalho. As visitas dos amigos por altura do fim do ano.
Uma vez - e penso que não é a primeira vez que falo nisto - fomos verificar que celebridades tinham a mesma idade que os nossos pais, e o David Bowie nasceu no mesmo ano que a minha mãe (e nesse ano celebraram ambos 60 anos, nem sonhávamos que nenhum dos dois chegaria aos 70). A minha mãe também era fã de alguns dos seus álbuns e ficou sempre essa ligação.
Na altura vivíamos com um grande amigo nosso, ele sim o maior fã de David Bowie que nos deu a conhecer uma parte da sua obra. Entretanto por circunstâncias da vida este amigo tomou um caminho diferente, e ultimamente não temos tanto contacto, mas foi para ele que mandei a primeira sms mal soube da notícia. Porque o David Bowie é um símbolo da nossa vida naquele momento.
E saber que ele morreu de cancro, tal como a minha mãe há quase um ano, é saber que o tempo não volta para trás mesmo e que não voltamos a ser aquilo que fomos.
Resta-nos a sua música, o seu legado e o seu exemplo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
o tempo
Já aqui partilhei várias vezes que raramente/nunca consulto a meteorologia (por esquecimento), resultando que os meus filhos vão muitas vezes para a escola com roupa inadequada quando se dão mudanças bruscas de temperatura entre um dia e outro.
Vão? Iam!
Isso era dantes, pois juntamente com a aplicação do Blogger descarreguei também uma aplicação do tempo que não só me dá a informação para o dia e semana, como me informa de cada vez que há mudança ao longo do dia.
Ora, tendo em conta o tempo esquizofrénico que tem feito já se está mesmo a ver que o raio da aplicação não parou de me informar: agora chove, olha já não, agora está sol, aguaceiros, chuva fraca e o diabo a sete. Tanto que já só me apetece mandar a aplicação às urtigas, que já me começa a enervar (mas como penso que é útil e que daqui a nada já não haverá tantas mudanças ao longo do dia, deixo ficar).
Ora, nisto de ser mãe já se sabe que eu estava aqui toda contente pois agora os meus ricos filhos já não são os únicos de calções no tempo frio e polar em tempo quente.
Não são? Não iam ser!
Pois que numa tentativa de promover a autonomia (que eu tanto defendo) o meu mais velho já se veste integralmente sozinho. Hoje deixei-lhe as calças de fato de treino, uma t-shirt de manga comprida, a t-shirt do futsal (manga curta) e um polar.
Agora chego a casa e vejo que o rapaz não vestiu a de manga comprida, estando por isso de t-shirt de manga curta por baixo do polar. Em Janeiro. Num dia de 10 graus de mínima, senhores.
Isto é preso por ter cão, preso por não ter, caraças!
Não se acerta nunca!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Regresso à escola
A novidade deste 2o período é que vou busca-los mais cedo. Com isto de não ter aulas até às 17.30 consigo estar na escola deles antes das 17.20 e ainda espero um pouco no portão.
Ontem foi o primeiro dia. Ela ficou toda contente por me ver, ele foi o último a sair da sala.
Hoje ela continuou contente por me ver, ele refilou por eu ter chegado tão cedo e pediu para ficar mais um pouco a brincar.
O meu mais velho: a querer ser o último a sair da escola e a ignorar a mãe quando chega desde 2010.
Clássico
Quando não tinha o Blogger no telemóvel, ui, era uma infinidade de posts que me ocorriam durante o dia, que depois ia esquecendo e quando me sentava ao computador não me lembrava de nada para escrever.
Hoje, 12 horas depois de descarregar a aplicação que me permite postar tudo o que eu quiser in loco, No momento certo... não me surge nada. Penso e penso e continuo sem nada de interessante para escrever.
Oh sorte...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Mary QA chega ao séc. XXI
E descarrega a aplicação do Blogger para o telemóvel.
Boas notícias para vós, caros leitores!
Mais é melhores posts vos aguardam.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Fim de um ciclo
Basicamente fiz as contas como deve ser e percebi que não me compensava, entre gasolina todos os dias e o ATL do mais velho, pouco restava.
Como houve uma redução do salário em relação ao ano passado porque o vínculo mudou, às tantas estava mesmo a trabalhar para aquecer, e pois que isso é que não pode ser.
Trabalhar voluntariamente é uma coisa, ser explorado é outra completamente diferente.
2016 começa já a abrir com novos desafios. Desejem-me sorte!
sábado, 2 de janeiro de 2016
Assim sendo...
Dou as boas vindas ao ano novo, e a todos vocês , fiéis leitores deste blog.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
E com isto...
Feliz ano novo aos leitores mais queridos de toda a blogoesfera!!!
Cá vos espero no ano que vem!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
2015 também foi...
- foi o ano em que mais tempo dediquei à minha família, estar com o meu pai e irmãs foi sempre a prioridade
- oficialmente deixei de sair à rua de cara lavada - aos 37 anos só saio oficialmente à rua maquilhada, mesmo no verão.
- também deixei de comprar cremes de farmácia e passei a comprar no supermercado - só notei diferença na carteira, de resto tudo na mesa
- consegui realizar um sonho profissional, e criar uma oportunidade de trabalho desde a raiz - e ainda fazer dinheiro com isso! Fiquei mesmo feliz.
- continuei a fazer visitas no palácio, e comecei noutro palácio também. E tenho mais dois na manga.
- também este ano comecei a fazer exercício todos os dias, coisa impensável para mim há uns tempos atrás. Desde Julho que, faça chuva ou sol, com muito ou pouco tempo, consigo sempre fazer qualquer coisa - e já estou mesmo viciada no exercício. Obrigada Shaun T, do fundo do meu "core"
- pelo caminho motivei pelo menos duas pessoas a fazer o mesmo, e fico feliz de as ver alcançar resultados e superar-se a si mesmas.
- foi o ano em que o meu mais velho entrou para o 1º ano e se está a revelar um excelente aluno, aplicado e interessado nas letras e nos números
- a mais nova mudou de escola e a adaptação foi bastante suave
- fez um ano de que trabalho como freelancer, e apesar do medo e do apertar do cinto, temos sobrevivido e conseguido pagar as nossas contas
- nasceram bebés muito fofos na família, que nos mostram que a vida continua, todos os dias
2015, o resumo
Ou por outra, sei, mas nem sei bem o que dizer.
2015 começou da pior maneira. E da melhor.
Começou comigo a dar um abraço à minha mãe, e de coração partido a desejar-lhe bom ano.
Sabia eu e sabia ela que não seria um bom ano para nenhuma de nós.
É profundamente triste, e ao mesmo tempo profundamente conciliador, morrer devagarinho. Porque todos sabíamos que seria a última passagem de ano juntos, ao mesmo tempo que não sabíamos bem o que isso significava.
Janeiro começou e com ele começaram várias "últimas vezes" - o último almoço à mesa, a última ida ao hospital, a última vez que se levantou da cama.
Os primeiros 28 dias de 2015 foram duros. Duros mesmo. Os que vieram a seguir também foram duros, de maneira completamente diferente.
Foi um ano de viragem, de crescimento, de adaptação a uma nova realidade, de ausência e de muitas saudades.
Tem sido mesmo uma viagem.
O melhor de 2015 tem sido a forma como estamos a lidar com isto, porque apesar dos dias maus (muitos), dos ataques de choro, das insónias que este vazio nos provoca, temos conseguido manter-nos juntos, ir de férias, fazer programas, criar memórias.
E por estarmos a viver com o seu exemplo, com aquilo que ela nos ensinou tanto ao longo da vida como durante a doença, não posso dizer que 2015 tenha sido inteiramente mau.
2016 já leva vantagem porque vai começar com certeza de maneira melhor.
Venha ele e, clichés à parte, que nos traga saúde para todos. O resto arranja-se.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Diz que o primeiro é o pior...
Pudesse eu e enfiava-me na cama e só saía depois de Janeiro acabado.
Mas não posso, nem quero, que tenho a obrigação de tornar este e os próximos Natais o mais mágico possível para as minhas crias.
Mas é tudo tão estranho, tão triste, tão diferente.
Difícil mesmo.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Um dia, quando eu for grande...
Assim, chegar ao dia 10 de Dezembro com tudo pronto e embrulhado.
Ainda não foi desta.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Burros, como eu
A visita correu muito bem porque eles era muito interessados. Fizeram perguntas pertinentes, ligações lógicas com o que já sabiam, tinham uma excelente noção da História de Portugal da época do palácio, enfim, eram para lá de espetaculares.
Fiquei surpreendida, pois faço muitas visitas destas e sei perfeitamente as respostas que ouço, a falta de noção e informação nestas idades, o desinteresse em geral.
No final elogiei-os à professora que os acompanhou. Ela ficou muito surpreendida (quase chocada!) pois esta turma é, na sua opinião, "muito fraquinha". Era a professora de matemática.
Fraquinhos a matemática, bons alunos de História, onde é que eu já vi esse filme??
Fez-me lembrar um episódio que se passou com o meu pai, também ele todo dado às letras, à História, à cultural geral, e nada dado à matemática.
Um dia, há uns anos atrás, o meu pai encontrou o seu professor de matemática do liceu no futebol. O meu pai foi lá falar-lhe, grande abraço e recordaram episódios passados. Depois chegou a hora de falar do presente, em que o meu pai lá lhe contou que se tinha licenciado em Direito e que era já advogado há algum tempo.
"O quê?? - espantou-se o professor - mas tu conseguiste tirar um curso??!"
Espero que estes meninos também consigam tirar não um mas vários cursos. O mundo não se faz só de números!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Ser freelancer também é
É uma liberdade que quase se assemelha à escravidão, mas é de liberdade que se trata, no final.
Dito isto, temos a liberdade de fazer as nossas escolhas de acordo com aquilo em que acreditamos, porque basicamente, nada nos prende.
Não quer dizer que às vezes não seja doloroso, que é.
Mas também é profundamente... libertador.
Uma nova fase começa aqui. Logo vos conto quando tiver oportunidade.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Back to the gym
Há que salientar que não frequento um ginásio a sério há muitos anos. Provavelmente desde a Holanda, há 8 ou 9 anos. Em Portugal os ginásios que frequentei eram ou de mulheres, ou complexos desportivos da zona, onde não existia aquele típico "ambiente de ginásio".
E o que mudou nos ginásios desde 2007?
As selfies, meus amigos.
De que serve ir ao ginásio se não vou partilhar com o mundo? De nada.
Então e tu, Mary, não tiraste nem uma selfie??
Tirei, pois. Ia lá perder essa oportunidade!
De resto, tudo mais ou menos na mesma. Roupas justas, corpos perfeitos, muito suor e energia.
E fez-me ver que de facto treinar em casa é mais difícil, sem os outros a ver e a motivar.
Quem o faz, como eu (há 5 meses todos os dias!), tem motivos para se orgulhar!
Keep up the good work!
Toca a mexer, malta!!!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Não há como esquecer que é Natal...
Só ontem e hoje foram:
Women's Secret
Verbaudet
La Redoute
Continente
Ikea
Laranjinha
Springfield
Prenatal
Ofertas aqui para o blog que é o que eu peço, ah e tal não... encher a caixa de sms's com promoções que não me interessam para nada, ah isso já se pode.
Cambada...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Modernices de que sou fã
Já têm uns anitos, não são propriamente modernices, mas pronto.
O Instagram é a minha rede social preferida. Vejo tudo por lá e só muito raramente (se me interessar muito) visito os blogues.
O Whatsapp é o meu meio de comunicação diário com quase toda a gente: as irmãs, as amigas, os primos, os amigos que moram longe... Tudo organizado em grupos, para a galhofa ser maior. E desde fotos dos passeios do cão às do suor pós exercício, tudo se partilha.
Adoro e recomendo.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
A Roda Gigante II
Entrámos todos muito confiantes.
Eu no mesmo segundo já me tinha arrependido.
O mais velho disse umas 100 vezes "não posso olhar para baixo, não posso olhar para baixo" nada confortável lá nas alturas.
Valha-nos que a mais nova pareceu gostar da adrenalina e da vista lá de cima.
Eu só contava os segundos para aquilo acabar, credo.
Senhores, os sacrifícios que se fazem pelos filhos...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Ser freelancer é (entre outras coisas)...
- andar sempre de projecto em projecto, de equipa em equipa
- alternar aleatoriamente (ou não) alturas de muito trabalho com outras muito calmas (quase demasiado calmas)
- estar sempre a fazer contas
- ter no carro uma 2ª casa - comer no carro, trocar de roupa no carro
- saber gerir muito bem o stress
- andar sempre em avanços e recuos, no fundo metida em experiências a ver no que dá - muitas dão certo, outras tantas dão errado, outras nem chegam a dar
- ir ao supermercado a meio do dia, fazer ginástica de manhã depois de deixar os filhos na escola, conseguir ir às finanças e à segurança social sem ter de pedir ao chefe
- conhecer muito bem os sites das finanças e da segurança social
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
A questão do calendário do Advento
Sem pressões, fazemos as outras coisas giras. Aliás, algumas até já começamos no fim de semana passado, sem stress.
Não quero que o Natal da infância deles se resuma ao dia 24 e 25, é uma época especial e há que aproveitar o melhor que conseguimos.
Vamos lá ver se no fim disto tudo eles se vão lembrar de alguma coisa ou se lhes vai passar ao lado...
Aguardemos 10 anos para lhes perguntar...
(* o que me ri com a caixa de comentários, senhores...)
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
O que se ouve aqui
Eu até digo que o dia não é dia sem a ouvir...
