Ontem fomos ver o Benfica - Sporting aqui
O jogo foi sem interesse.
Valeu o bitoque, a Sagres, a bica bem tirada.
Portugalidades.
domingo, 30 de setembro de 2007
Quem anda à chuva...
molha-se. Literalmente.
Esta aprendi mesmo por cá.
Não tenho um único casaco que não meta água, mas também não tenho nenhum casaco por muito fresco e "de Verão" que seja que nunca tenha sido posto à prova a sério.
Ontem foi mesmo dia de andar à chuva...
(já tentei por diversas vezes andar de bicicleta com o guarda chuva, mas não consigo. Toda a gente anda, mas qualquer guarda chuva em cima da minha bicicleta vira-se ao contrário! Já para não falar no efeito Mary Poppins para a frente e para trás... Não dá. Tenho mesmo de confiar na impermeabilidade dos meus casacos!)
Esta aprendi mesmo por cá.
Não tenho um único casaco que não meta água, mas também não tenho nenhum casaco por muito fresco e "de Verão" que seja que nunca tenha sido posto à prova a sério.
Ontem foi mesmo dia de andar à chuva...
(já tentei por diversas vezes andar de bicicleta com o guarda chuva, mas não consigo. Toda a gente anda, mas qualquer guarda chuva em cima da minha bicicleta vira-se ao contrário! Já para não falar no efeito Mary Poppins para a frente e para trás... Não dá. Tenho mesmo de confiar na impermeabilidade dos meus casacos!)
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
H.R.
Na PLT quando querem recrutar uma nova pessoa normalmente pedem a um colega para fazer uma breve entrevista, para avaliar se o candidato se adapta ou não à equipa.
Há 3 meses atrás aquando da reestruturação do departamento, pediram-me para entrevistar uma candidata para a linha espanhola, italiana e portuguesa.
Chegado o dia e a hora da entrevista lá fomos a R. e eu, de CV em punho prontas para fazer o nosso papel.
Galega, 26 anos, acabada de chegar à Holanda, a I. era a verdadeira imagem da artista e estudante de cinema, parecia acabada de sair da FCSH no seu estilo alternativo. Nascida e criada em Santiago de Compostela, estava de momento a viver em Rotterdam, e a empatia foi imediata.
A meio da entrevista batem à porta... era o A. que cheio de ciúmes por nunca ter feito uma entrevista na vida foi pedir para participar também!
Ali ficámos os 4 na amena cavaqueira,a contar histórias e a rir, até que tiveram nos vir chamar porque estávamos à seria esquecidos do tempo... Deve ter sido a entrevista de emprego mais descontraída que ela teve!
Se fosse por mim, ela ficava. E ficou.
Hoje, 3 meses depois, foi o seu último dia de trabalho.
Arranjou uma bolsa e amanhã parte para Cuba para fazer um curso de cinema... eu bem disse que me identifiquei com ela...
E se dúvidas houvesse, ficou confirmado: não nasci para ser gestora de recursos humanos!
Há 3 meses atrás aquando da reestruturação do departamento, pediram-me para entrevistar uma candidata para a linha espanhola, italiana e portuguesa.
Chegado o dia e a hora da entrevista lá fomos a R. e eu, de CV em punho prontas para fazer o nosso papel.
Galega, 26 anos, acabada de chegar à Holanda, a I. era a verdadeira imagem da artista e estudante de cinema, parecia acabada de sair da FCSH no seu estilo alternativo. Nascida e criada em Santiago de Compostela, estava de momento a viver em Rotterdam, e a empatia foi imediata.
A meio da entrevista batem à porta... era o A. que cheio de ciúmes por nunca ter feito uma entrevista na vida foi pedir para participar também!
Ali ficámos os 4 na amena cavaqueira,a contar histórias e a rir, até que tiveram nos vir chamar porque estávamos à seria esquecidos do tempo... Deve ter sido a entrevista de emprego mais descontraída que ela teve!
Se fosse por mim, ela ficava. E ficou.
Hoje, 3 meses depois, foi o seu último dia de trabalho.
Arranjou uma bolsa e amanhã parte para Cuba para fazer um curso de cinema... eu bem disse que me identifiquei com ela...
E se dúvidas houvesse, ficou confirmado: não nasci para ser gestora de recursos humanos!
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Posts e comentários
Os blogs são como livros com direito a resposta.
Há uns tempos atrás ouvi/li alguém (Miguel Esteves Cardoso/Rui Zink??? não me lembro) dizer que fazia anotações nas margens dos livros porque os livros não permitem resposta.
Com os blogs isso acabou. Toda a gente pode dar a sua opinião/comentário/resposta/conselho, basicamente meter a sua colherada, dar o seu parecer, emitir o seu juízo sobre isto ou aquilo, quer tenha muito ou pouco a ver com o post original.
Nunca escrevi um livro, e no meu blogzito modesto apenas comentam pessoas que me conhecem (e é apenas para vocês e para mim que eu escrevo), mas imagino que quando se publica um livro não se consiga imaginar as multiplas interpretações que pode ter.
O autor escreve com uma ideia e logo nós criamos a nossa quando lemos e a maioria das vezes essas ideias não se cruzam.
Mas quando se escreve no blog estamos sempre sujeitos a resposta, e ela vem nua e crua como a verdade junto ao nosso post (podemos apaga-lo, mas há sempre um momento em que a opinião é pública).
Essa opinião vai depois influenciar quem lê o post original. O comentário passa a fazer parte do post, e é ele próprio sujeito a interpretações.
É de facto uma nova maneira de comunicação. Talvez não seja assim tão nova, eu é que sou nova nestas coisas.
Isto tudo não deixa de ser estranho.
Há uns tempos atrás ouvi/li alguém (Miguel Esteves Cardoso/Rui Zink??? não me lembro) dizer que fazia anotações nas margens dos livros porque os livros não permitem resposta.
Com os blogs isso acabou. Toda a gente pode dar a sua opinião/comentário/resposta/conselho, basicamente meter a sua colherada, dar o seu parecer, emitir o seu juízo sobre isto ou aquilo, quer tenha muito ou pouco a ver com o post original.
Nunca escrevi um livro, e no meu blogzito modesto apenas comentam pessoas que me conhecem (e é apenas para vocês e para mim que eu escrevo), mas imagino que quando se publica um livro não se consiga imaginar as multiplas interpretações que pode ter.
O autor escreve com uma ideia e logo nós criamos a nossa quando lemos e a maioria das vezes essas ideias não se cruzam.
Mas quando se escreve no blog estamos sempre sujeitos a resposta, e ela vem nua e crua como a verdade junto ao nosso post (podemos apaga-lo, mas há sempre um momento em que a opinião é pública).
Essa opinião vai depois influenciar quem lê o post original. O comentário passa a fazer parte do post, e é ele próprio sujeito a interpretações.
É de facto uma nova maneira de comunicação. Talvez não seja assim tão nova, eu é que sou nova nestas coisas.
Isto tudo não deixa de ser estranho.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
A M. faz 6 meses

À M. estão de certeza reservados grandes feitos, grandes experiências, uma grande vida. Tenho mesmo a certeza disso. Ainda ninguém sabe bem porquê mas o mundo precisa dela, mais do que da maioria de nós. E por isso ela tinha de nascer.
A gravidez foi desejada durante bastante tempo.
Depois, no princípio muito a medo, lá soubemos que vinha aí mais um baby na família.
A irmã da M. nasceu um mês antes do previsto, há 5 anos (quase 6!) atrás. Todos nós pensámos que a M., claro (e que ignorantes, nós...) também se adiantaria 1 mês. Tudo nos conformes, previsto com alguma (pouca) incerteza para o fim de semana do 25 de Abril.
Na semana entre 19 e 23 de Março, ainda a 1 mês da nossa previsão insisti com a mãe da M. para tentar saber datas com mais exactidão... é no dia 25, ou afinal será a 27? Eu na minha condição de tia teria de estar presente em todo o acontecimento e não poderia arriscar tirar férias para depois ela não nascer/já ter nascido. Já para não falar de ter de reservar voo com a devida antecedência...(que egoísta, eu)
Acho que não dá para descrever o que senti quando no sábado de manhã, dia 24 de Março, me ligou a minha mãe a dizer que ela tinha nascido.
Mas nasceu como, quando, porquê? Não era suposto... ela tinha pelo menos ainda 4 semanas de gestação no mínimo!
A seguir veio um sentimento (que soube mais tarde pela Z. que é normal - ela também vive longe e sente a mesma coisa) de que "aconteceu alguma coisa e ninguém me quer dizer". Horrível. Toda a gente a jurar que dentro do possível estava tudo bem e eu sem conseguir acreditar...
Chorei até quase não poder mais.
(e no entretanto pus-me a fazer o urso-feito-à-pressa)
No dia seguinte meti-me no avião e fui directa do aeroporto ao hospital.
Tudo estranho.
Ao fim de algumas insistências lá me deixaram entrar na sala de cuidados intermédios para a ver durante 2 segundos.
É aquela ali (qual?) - aquela 2ª incubadora a contar da direita, ali no meio com uma manta branca por cima. Lá dentro o bebé mais pequeno que eu já tinha visto, cheia de fios e luzes e ecrãs com batimentos cardíacos e toda uma parafernália de equipamento que não se sabe para que serve.
OK.
Já a viste agora tens de ir embora.
Vi?
Só no dia seguinte a consegui de facto ver. Depois de uma grande manobra de persuasão lá consegui passar 1 minuto sozinha a olhar para ela.
Mínima e tão grande ao mesmo tempo. Dentro da sua caixinha transparente, a bocejar.
Chorei outra vez.
É incrível a nossa capacidade de relativizar as situações.
Muitas das preocupações que se têm com bebés que nascem "normalmente" parecem profundamente fúteis quando se depara com situações como esta.
Ali tomámos todos contacto com uma realidade diferente, que não aparece nos anúncios das papas e das fraldas.
A realidade dos pais que vão para casa sem os bebés. Dos pais que vivem longe e têm de ficar na pensão ao lado do hospital semanas a fio. A realidade das mães que não podem pegar ao colo nos seus filhos.
As coisas mais simples ganham de facto outra dimensão.
Toda a nossa vida ali em suspenso em menos de 2kg de gente.
Cada pequeno passo é uma vitória. E a M. ultrapassou etapa após etapa a uma velocidade estonteante. Aprendizagens que se fazem em semanas ela fez em dias, e praticamente 1 semana depois de nascer pode finalmente ir para casa (ainda a tempo de passar 1 dia comigo).
Nesse dia pude finalmente vê-la livre de fios e máquinas, pegar-lhe ao colo, cheira-la, ouvi-la, torna-la um bocadinho mais minha.
E ela ali no berço emanava uma energia tão positiva, uma calma e uma tranquilidade que deixava transparecer que tudo ia correr bem.
Tudo ia acabar bem.
Nesse dia tive a certeza de que esta miúda estão reservadas coisas extraordinárias.
Tenho a certeza absoluta.
sábado, 22 de setembro de 2007
Post para o G.
Já se sabia que este dia uma dia ia chegar...supostamente teria sido antes uma vez e depois outra vez, mas tu foste decidindo ficar.
Agora não.
À terceira foi de vez.
Apesar de tudo, acho que só com tempo vou acreditar que foste embora.
Apesar de ver o teu quarto vazio, parece que foste só ali fazer uma viagem e já voltas. Não voltas, no fundo eu sei.
Tal como não voltam os tempos que passámos aqui os três.
É um ciclo que se fecha aqui e agora.
Podes ir onde quiseres. Vais ter sempre um lugar para ficar na nossa casa.
Agora não.
À terceira foi de vez.
Apesar de tudo, acho que só com tempo vou acreditar que foste embora.
Apesar de ver o teu quarto vazio, parece que foste só ali fazer uma viagem e já voltas. Não voltas, no fundo eu sei.
Tal como não voltam os tempos que passámos aqui os três.
É um ciclo que se fecha aqui e agora.
Podes ir onde quiseres. Vais ter sempre um lugar para ficar na nossa casa.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
E a propósito da encomenda fiquei a pensar que estamos mesmo crescidos!
Vejo as fotografias de sábado e vejo-nos a todos naquela mesma casa a fazer filmagens há mais de 10 anos. Pensar que somos o mesmo grupo dos tempos do colégio...
Tenho muito orgulho em todos nós, por nos mantermos assim unidos, por continuarmos a querer estar juntos mesmo que a quilómetros de distancia...
Tenho orgulho porque além de sermos os amigos das jantaradas, somos também os amigos das preocupações, das lágrimas nas despedidas, das esperas na maternidade, do messenger, do amigo invisível, das despedidas de solteiro, das noitadas de conversa, das festarolas de fim de ano, das festas surpresa, dos casamentos na praia, das viagens à Holanda, das sms com mega-novidades, das surpresas na caixa do correio...
Tal como a minha família, vocês são a minha herança, e vêm comigo para todo o lado.
Vejo as fotografias de sábado e vejo-nos a todos naquela mesma casa a fazer filmagens há mais de 10 anos. Pensar que somos o mesmo grupo dos tempos do colégio...
Tenho muito orgulho em todos nós, por nos mantermos assim unidos, por continuarmos a querer estar juntos mesmo que a quilómetros de distancia...
Tenho orgulho porque além de sermos os amigos das jantaradas, somos também os amigos das preocupações, das lágrimas nas despedidas, das esperas na maternidade, do messenger, do amigo invisível, das despedidas de solteiro, das noitadas de conversa, das festarolas de fim de ano, das festas surpresa, dos casamentos na praia, das viagens à Holanda, das sms com mega-novidades, das surpresas na caixa do correio...
Tal como a minha família, vocês são a minha herança, e vêm comigo para todo o lado.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Negação
Por enquanto acho que ainda não estou bem a ver...
Apesar da guitarra dentro da caixa, da mochila com o saco-cama na sala, do cantil na cozinha e de toda a revolução que vai no quarto, acho que ainda não caí em mim (arrisco dizer que ainda não caímos em nós).
Sinceramente acho que só vou acreditar no sábado de manhã, ou 10 dias depois quando regressarmos os dois de Portugal sozinhos.
Não é nenhuma drama e ninguém morre por causa disso, mas que vai ser estranho, vai.
Se fosse eu a escolher seríamos 3 por cá até ao fim.
Apesar da guitarra dentro da caixa, da mochila com o saco-cama na sala, do cantil na cozinha e de toda a revolução que vai no quarto, acho que ainda não caí em mim (arrisco dizer que ainda não caímos em nós).
Sinceramente acho que só vou acreditar no sábado de manhã, ou 10 dias depois quando regressarmos os dois de Portugal sozinhos.
Não é nenhuma drama e ninguém morre por causa disso, mas que vai ser estranho, vai.
Se fosse eu a escolher seríamos 3 por cá até ao fim.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
No meu bairro...
...tal como um pouco por toda a Holanda as crianças brincam na rua e nos parques infantis que há aos pontapés nas zonas residenciais. Tal como se via há 20 anos em Portugal, aqui os miúdos brincam à solta, andam de patins, de bicicleta, fazem corridas, andam de baloiço, sobem para os barcos estacionados no canal, fazem desenhos a giz no passeio, e quando chega o pôr do sol recolhem cada uma à sua casa.
No meu bairro os meninos são (literalmente) de todas as raças, e brincam todos juntos sem lhes fazer confusão. E muitas vezes têm daquelas brincadeiras parvas, mas tão parvas (tipo atirar areia uns aos outros, andar de bicicleta com os patins nos pés, abanar o baloiço...) que nós daqui da janela dizemos aquela frase típica das mães que nos irritava profundamente - "Isso vai acabar mal!" E volta e meia deve acabar mesmo com um ou outro a ir para casa a chorar...
No outro dia estava um grupo a jogar à bola quando esta, num remate mais forte, foi parar ao telhado do café/associação do bairro. Como é óbvio (e quem nunca fez isto não teve infância!) toca de subir dois ou três para a ir buscar, e claro, como a coisa até tem piada toca de continuar a jogar à bola em cima do telhado...

Bola para cá bola para lá, chegou a altura de descer.
Desce o primeiro (o maior), um pé aqui, outro ali, esperneia um bocado, e com a ajuda dos mais novos que estavam em cima lá conseguiu descer. Bem, se o maior precisou da ajuda dos mais novos para descer, como vão fazer os outros dois agora?? (como é óbvio o maior nesta altura já tinha retomado o jogo cá em baixo com o resto dos miúdos, porque a bola - essa sim imprescindível -já estava cá em baixo).
Não foi preciso esperar muito tempo. Em menos de nada estavam lá - à holandesa, sempre aparecem vindos do nada quando mais são precisos - dois polícias chegados de bicicleta que além de ajudarem os outros a descer ainda lhes pregaram um belo sermão!
Esta acho que não voltam a repetir tão cedo!

Mas isto, esta mesma situação, este pequeno episódio aparentemente sem importância é o espelho deste país.
Acreditem em mim.
No meu bairro os meninos são (literalmente) de todas as raças, e brincam todos juntos sem lhes fazer confusão. E muitas vezes têm daquelas brincadeiras parvas, mas tão parvas (tipo atirar areia uns aos outros, andar de bicicleta com os patins nos pés, abanar o baloiço...) que nós daqui da janela dizemos aquela frase típica das mães que nos irritava profundamente - "Isso vai acabar mal!" E volta e meia deve acabar mesmo com um ou outro a ir para casa a chorar...
No outro dia estava um grupo a jogar à bola quando esta, num remate mais forte, foi parar ao telhado do café/associação do bairro. Como é óbvio (e quem nunca fez isto não teve infância!) toca de subir dois ou três para a ir buscar, e claro, como a coisa até tem piada toca de continuar a jogar à bola em cima do telhado...
Bola para cá bola para lá, chegou a altura de descer.
Desce o primeiro (o maior), um pé aqui, outro ali, esperneia um bocado, e com a ajuda dos mais novos que estavam em cima lá conseguiu descer. Bem, se o maior precisou da ajuda dos mais novos para descer, como vão fazer os outros dois agora?? (como é óbvio o maior nesta altura já tinha retomado o jogo cá em baixo com o resto dos miúdos, porque a bola - essa sim imprescindível -já estava cá em baixo).
Não foi preciso esperar muito tempo. Em menos de nada estavam lá - à holandesa, sempre aparecem vindos do nada quando mais são precisos - dois polícias chegados de bicicleta que além de ajudarem os outros a descer ainda lhes pregaram um belo sermão!
Esta acho que não voltam a repetir tão cedo!
Mas isto, esta mesma situação, este pequeno episódio aparentemente sem importância é o espelho deste país.
Acreditem em mim.
Frio
Está um briol tão grande, mas tão grande, que arrisco dizer que vem aí um inverno daqueles... (o inverno passado foi assim digamos que...fraquinho)
Já ando com o meu casaco encarnado (que usava durante todo o inverno em Portugal), e já me apetece um belo par de luvas quando vou de bicicleta (reformulo: recuso-me a andar de luvas nesta altura do ano e como consequência fico com os dedos gelados e as unhas assim a dar para o roxo!).
Estou aqui estou a ir ligar o aquecimento!
E estamos a meio de Setembro, sim senhor... isto promete.
Já ando com o meu casaco encarnado (que usava durante todo o inverno em Portugal), e já me apetece um belo par de luvas quando vou de bicicleta (reformulo: recuso-me a andar de luvas nesta altura do ano e como consequência fico com os dedos gelados e as unhas assim a dar para o roxo!).
Estou aqui estou a ir ligar o aquecimento!
E estamos a meio de Setembro, sim senhor... isto promete.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Ao telefone com a J., uma voz ao fundo:
-Ó mãe diz à tia Mary... diz à tia Mary... que eu tenho as unhas cor-de-rosa!
E a tia Mary, graças à C. (que não é tia C. sabe-se lá porquê!), já pode ver as tuas unhas cor-de-rosa nas fotografias do jantar de sábado.
(e pode também matar um bocadinho de saudades - muito obrigada!)
-Ó mãe diz à tia Mary... diz à tia Mary... que eu tenho as unhas cor-de-rosa!
E a tia Mary, graças à C. (que não é tia C. sabe-se lá porquê!), já pode ver as tuas unhas cor-de-rosa nas fotografias do jantar de sábado.
(e pode também matar um bocadinho de saudades - muito obrigada!)
Imaginação
Nas casas das pessoas organizadas aproveita-se o calor do forno para secar os panos da cozinha. Esta foi a P. que nos ensinou quando veio cá no fim do ano.
Nas casas das pessoas desorganizadas (e com imaginação) aproveita-se o calor do forno para secar boxers!
A ideia foi minha, mas era só uma piada...
domingo, 16 de setembro de 2007
Rugby
Ontem fui ver o jogo contra a Nova Zelândia sozinha ao Coco's bar na Rembrandtplein.
Foi o verdadeiro espírito desportivo, com uma sala cheia de All Blacks que não deixaram de aplaudir genuinamente as pequenas vitórias da nossa selecção.
Na minha opinião a grande diferença entre as selecções não estará tanto na técnica (apesar de se notar a diferença, claro), mas na preparação física dos jogadores.
Pertencemos de facto a campeonatos diferentes, mas estarmos no mesmo é um orgulho.
E é de mim ou jogámos mesmo muita bem?
Foi o verdadeiro espírito desportivo, com uma sala cheia de All Blacks que não deixaram de aplaudir genuinamente as pequenas vitórias da nossa selecção.
Na minha opinião a grande diferença entre as selecções não estará tanto na técnica (apesar de se notar a diferença, claro), mas na preparação física dos jogadores.
Pertencemos de facto a campeonatos diferentes, mas estarmos no mesmo é um orgulho.
E é de mim ou jogámos mesmo muita bem?
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Just Girls
Jantar de meninas. 4 nacionalidades diferentes. Restaurante tailandês em pleno Jordaan. Conversas de mulheres. Risos. Cumplicidades.
Às vezes adoro estar cá.
Às vezes adoro estar cá.
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