segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Comecei já hoje

...a colocar em prática uma resolução de ano novo.
Hoje à noite tenho festarola dos amigos cá em casa, claro que há 1450 coisas para fazer.
Combinei com os padrinhos da mais nova ir lá leva-los agora de manhã para brincarem, e para eu ter tempo de fazer qualquer coisa.
Mas ele pediu-me: anda ver o Mickey comigo, tu sentas no sofá, eu sento no teu colo e vemos o Mickey, tá bem mãe?

Respirei fundo, e disse sim.
Escrevo este post com ele enroscado a mim a ver o zigzag. 5 minutos para mim não faz diferença nenhuma.
5 minutos para ele podem fazer toda a diferença.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O meu 2012

Este post tem-se tornado um clássico neste blog, e este ano não poderia faltar.
Depois de um 2011 em que tudo aconteceu, 2012 foi definitivamente mais calmo (em termos de acontecimentos) mas nem por isso menos bom.
Tive muitos bons momentos em 2012.
Também tive muitos momentos em que questionei alguns aspectos da minha vida.
Espero que 2013 venha limar essas arestas, e que a inquietação seja o motor para as mudanças de que a minha vida está a precisar.
Tudo a seu tempo (esta é uma boca para mim mesma, que quero logo tudo ao mesmo tempo mesmo sem conseguir), e as coisas hão-de se encaminhar na direcção certa. Assim haja energia e concentração para organizar as ideias e colocar os projectos em prática.
Voltamos a falar nisto daqui a 1 ano.

Havendo bastante por onde escolher, deixo aqui 2 dos melhores momentos de 2012, que não tendo nada de especial, quero guarda-los na memória, e por isso ficam aqui:
Momento de felicidade suprema #1
Na ilha da Armona, maré baixa, praia vazia a perder de vista, a apanhar conquilhas à beira-mar com o Tê, os miúdos a brincar nas poças ali pertinho, a correr para lá e para cá. Sol, calor e água azul-turquesa. Podia viver assim.
Momento de felicidade suprema #2
O pai do Tê deixa-nos à porta, despedimo-nos e entramos no aeroporto de Lisboa, de mochila às costas e troley pela mão, a caminho de 4 dias só os dois em Londres. Indescritível! E quem é pai e mãe mas valoriza o tempo a dois sabe do que eu estou a falar. Do melhor.

Que o melhor de 2012 seja o pior de 2013, é o que vos desejo meus queridos leitores.
Vamos todos entrar em 2013 com o pé direito! 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ainda os dentes

Pronto, mais um post sobre as gracinhas da criançada, mas desta vez não é dos meus filhos, pelo que não conta.
A afilhada de 5 anos, a explicar ao meu mais velho (de 3) a diferença entre os dentes:
"Tu só tens dentes de leite, mas eu tenho alguns dentes que ainda são de leite, e os outros são... dentes de soja!"

AHAHAHA
Eu fartei-me de rir com esta!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ratinho dentista

Dias depois de fazer de "Menino Jesus" vejo-me na posição de fazer de "ratinho dentista", pela primeira vez.
Sim, no meu tempo não havia cá fada dos dentes, mas sim ratinho dentista - pelo menos era assim em minha casa, não me lembro nunca de ter ouvido falar da fada dos dentes até há pouco tempo.
A Afilhada veio cá dormir, e eis que durante a lavagem dos dentes lhe salta um, que estava com certeza a abanar. O meu mais velho, que nunca tinha ouvido falar em tal coisa, ficou muito impressionado, principalmente porque deitou um bocadinho de sangue...
Eu fiz uma grande festa e, sabendo que tenho uns puzzles guardados para uma eventualidade, disse logo que temos de deixar o dente na cozinha para o ratinho dentista trazer um presente.
Eu sei que é feio estar sempre a dizer as graçolas dos filhos - não digo feio, mas lá que é chato, é - mas ele teve uma saída com tanta piada (que diz tanto sobre ele) que não resisto a partilhar (até para eu não me esquecer).
Ora pois que quando eu disse que a prima ia ter um presente amanhã por lhe ter caído um dente, ele perguntou:
"E o que é o presente, mãe?? É um dente novo??"

LOL
Tem um sentido prático tão apurado, este rapaz. Teve muita graça.

Do cheiro

Não sei porque raio mas os meus vizinhos andam numa fúria gastrómica desde antes do Natal - é fritos todo o santo dia - e eu fico com a casa a cheirar a comida (dos outros) que é coisa que a-bo-mi-no.
Até ao momento, em 2 anos de casa, nunca tinha acontecido - ou vá aconteceu 1 ou 2 vezes ao domingo ou coisa parecida - mas desde o fim-de-semana tem sido todos os dias. Antes do Natal OK, no dia de Natal também é normal, mas ontem e hoje?
Pessoal, não houve rabanadas e filhoses suficientes este ano?
Será mesmo preciso continuar a cozinhar como se não houvesse amanhã?
Será que é alguém que se vai dedicar a fazer comida para fora, tipo sempre? Ai.
Não há pior do que ter a casa a cheirar a comida que não é nossa.
Não há velinhas aromáticas que me valham, hoje.

Com isto lembrei-me que a casa ao lado da nossa (o 1 fte, nós somos o esq) está para venda.
Vivia lá uma senhora muito velhinha, acamada. Era a vizinha perfeita, não se dava por ela (nunca sequer a cheguei a ver) e era surda, pelo que nós também não a incomodavamos.
Entretanto a senhora morreu, e os filhos (que moram no r/c) puseram a casa à venda.
E agora? Se calha de vir para aqui uma família com a mania de cozinhar? De fazer peixe frito todo o santo dia (que as há, que eu bem sei)?
Me-do.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Faltam 8 posts

... para igualar o número de posts que fiz em 2011.
Com este já só faltam 7.

Back to reality

E é chegado o momento de regressar ao trabalho depois das festas, e verificar que está tudo como deixámos: as chatices, os casos pendentes, os clientes à espera de uma solução - tudo à nossa espera como se nada se tivesse passado.
Afinal, era apenas Natal, e já passou...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Foi bom, o Natal

Foi, sim senhor.
Soube muito bem ter os 2 dias de fim-de-semana para preparar os últimos detalhes com calma, para treinar a criançada a dormir uma boa sesta e ficar acordada até tarde, e até para ir jantar fora só os dois.
Na noite de Natal correu tudo bem, com a confusão do costume, os presentes que por poucos que sejam são sempre muitos, mas consegui ter os meus dois filhos acordados na ceia em casa da minha avó que é para mim o momento mais importante do Natal (e começa lá para a 1h30 da manhã). Fiquei mesmo muito feliz por lhes poder proporcionar um bocadinho do Natal que eu tive na minha infância. E eles estiveram à altura, acordados, participativos, a desfrutar dos brinquedos recebidos, e aguentaram que nem leões, ela quinou ao meu colo durante a troca de presentes do primo-invisível (sem chatear ninguém) por volta das 3h, ele veio pelo seu pé até ao carro quando viemos embora, já passava das 4h30 da manhã. Pelo meio ainda fui bafejada pela sorte e ganhei um fantástico cabaz organizado pela minha irmã e tia a favor de uma instituição de caridade - foi um belo presente de Natal, ainda para mais porque foi a primeiríssima vez que ganhei seja o que for!
No dia 25 de manhã tivemos cá em casa os presentes do Menino Jesus (trazidos pelo Pai Natal porque é o crescido, já se sabe) todos de pijama, como é da praxe, e eles estavam tão contentes.
Seguiu-se o almoço em casa dos avós, que se prolonga quase até à hora do jantar, e pela 1ª vez tivemos a visita do Pai Natal, que chegou com vários sacos para distribuir - ele ficou na maior excitação, vibrou verdadeiramente com o Pai (tio) Natal. Ela apanhou um cagaço e desatou a chorar, o que prova que o tio fez um excelente papel. Mas foi muito giro,e acho que é o início de uma nova tradição.
E o Natal acaba com mais um jantarada, que se o Carnaval são 3 dias, o Natal é só 1 mesmo e há que aproveita-lo em grande (e o que eu gosto do perú assado com recheio de castanhas, senhores!).
A minha afilhada veio cá dormir, mas como saímos do jantar com eles todos mais para lá do que para cá, hoje de manhã foi uma festa quando perceberam que ela cá estava! Passaram a manhã a brincar com os brinquedos novos (que inveja!), e fomos almoçar e passar a tarde a casa dos avós onde estavam o resto dos primos. E assim se prolonga o Natal mais um bocadinho.
Não sendo a minha preferida, gosto muito desta época do ano.

Boxing Day

Provavelmente a maior vantagem de trabalhar para um escritório na Holanda - este feriadinho ao dia 26 cai que nem ginjas.
Respect por quem foi trabalhar no dia mais ressacado do ano.

Fiz bolachinhas de Natal com os dois...

... e sobrevivi para contar a história.
Na 6ª feira, estando sozinha em casa com os dois, sendo que nenhum quis dormir a sesta, resolvi meter-me na embrulhada de fazer bolachinhas de Natal com 2 crianças (um de três e outra de ano e meio, para quem não sabe ou já se perdeu).
Contrariamente ao que eu previa, correu muito bem.
Começou por não haver ovos, sendo que a receita levava 1 ovo, mas não fez mal nenhum. Até calhou bem porque a rapariga comeu metade da massa.
Sim, houve farinha espalhada por todos os lados, bocados de massa agarrados ao chão e aos sapatos, mas os miúdos até têm jeitinho para a coisa e fizeram umas bolinhas jeitosas (ela), e estenderam a massa com o rolo e cortaram com as forminhas com todo o preceito (ele).

E ficaram bem boas.
Daqui a 2 anos estão a faze-las sozinhos. Podem crer.

PS - post escrito dia 23, mas agendado para que os padrinhos (destinatários das bolachas) não saibam da surpresa antes de tempo

domingo, 23 de dezembro de 2012

É chegada a altura...

... de vos desejar a todos um óptimo Natal.

A casa cheira a fritos de fazer as rabanadas, estou a meio da empreitada de embrulhar os presentes (que estão agora já todos comprados e feitos), as roupas estão escolhidas e penduradas para a noite mais importante do ano.

Que tenham o Natal que desejam, o melhor Natal de sempre, é o que desejo a todos os leitores do Quase Adultos.

Percebemos que ele anda a ver o Livro da Selva a mais...

... quando, além de agir contantemente como um tigre ou pantera (ruge, gatinha, rosna), trata a irmã por "filhote de homem".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A propósito do fim do mundo...

...para marcar este dia 21/12/2012. Sim, eu sei que é um cliché, mas tinha de ser :)

Cenas fixes de ter um blog

Se o mundo acabar amanhã (hoje) quaisquer que sejam as criaturas que sobrevivam para contar a história podem faze-lo a partir da blogoesfera.
E este blog será o meu contributo para a História da Humanidade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

E ser mãe também pode ser...

... guardar as cenouras-baby do salteado de legumes do almoço, para dar à mais nova ao jantar, porque ela adoraaaa.

(e quando comentámos que depois do jantar, se comessem tudo, podiam comer 1 chocolate do calendário do advento, o mais velho refilou: "mas ela já teve a surpresa dela! Foram bolinhas de cenoura!")

Ser mãe (também) é

Calçar uma bota e encontrar uma peça de lego lá dentro. Ou um boneco.
Ou qualquer outro brinquedo que lá caiba.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Menino Jesus X Pai Natal

Em minha casa quem dava os presentes era sempre o Menino Jesus. E ainda é.
Cá em casa eu bem que tento fortalecer a ideia do Menino Jesus, mas parece-me que ando a remar contra a maré.
Eu enquanto pessoa, nada contra, mas embirro um bocado com o Pai Natal.
Ou melhor, com a vulgarização do mesmo.
Na minha infância, quando passávamos o Natal com a família do Porto, também era o Pai Natal que trazia os presentes, mas era o Pai Natal Verdadeiro.
Ora, ninguém podia ver o Pai Natal Verdadeiro.
Não havia um enjoo de pais natais por tudo o que é lado, em cada centro comercial. Não.
Havia 1, e claro que não estava em lado nenhum, pois não podia ser visto.
(Reza a lenda que a minha tia, irmã da minha mãe, o viu numa noite de Natal, e eu e os meus primos sempre tentámos a nossa sorte sem nunca termos conseguido)
Adiante, o meu mais velho está obviamente absorvido no marketing do momento e só fala em Pai Natal para aqui e para ali.
E eu vou corrigindo - Menino Jesus, cá em casa é o Menino Jesus.
Quer queiramos quer não, o Natal é do Menino Jesus, não é do Pai Natal, e acho que tentar resgatar um bocadinho do verdadeiro Natal nunca fez mal a ninguém.
Enfim, hoje saiu-se com esta, depois de mais uma correcção da minha parte:
"Oh mãe, o Menino Jesus dá os presentes, mas o Pai Natal traz. O Pai Natal é que é o crescido."

Não sei lá onde foi buscar esta explicação, mas depois disto fiquei sem resposta.

Entretanto ela, que é super maternal e adora bebés, anda encantada com os Meninos Jesus de tudo o que é presépio (sendo que o dos avós já ficou sem cabeça, mas pronto).
Haja alguém que identifica o protagonista do Natal como deve ser.

Cenas (nada) fixes

Na próxima semana a minha empresa está fechada, mas o nosso departamento tem de ficar a funcionar nos dias 27 e 28 (dia 26 graçasaosdeuses é feriado na Holanda -Boxing Day) com recursos mínimos, e este ano calhou-me a mim fazer parte desse grupinho.
Menos mal que o posso fazer desde casa, pois são dias do mais deprimente que pode haver - 3 gatos pingados num escritório vazio (são mesmo só 3 pessoas), com uma grande ressaca do Natal.
Não costumam ser dias de muito trabalho, mas é sempre mais do que se está à espera, pois a vontade de trabalhar é 0.
Este ano, para animar, vai ser lançado um novo produto/serviço na 6ª feira, dia 21.
Se o mundo não acabar, e tendo em conta que estaremos fechados dias 24, 25 e 26, nos dias 27 e 28 prevê-se uma chuva de questões relacionadas com o dito.
A recuperação do Natal adivinha-se no mínimo aterradora.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ainda (e sempre) a dieta

Desde 6ª feira que ando mais relaxada na dieta.
Resolvi largar um pouco as rédeas, e aproveitar os doces desta época, que depois passa e já não voltamos a ter oportunidade de provar - ele é o bolo-rei (que eu adoro), rabanadas (as primeiras do ano), hoje houve também uma azevia com o café da manhã e um bocadinho de chocolate depois do almoço.
E claro, algum sentimento de culpa, pois estou há 12 meses a lutar contra a minha própria maneira de pensar, e custa sempre relaxar apesar de saber muito bem.

Estava aqui com estes dilemas na cabeça e recebo as boas festas de uma clínica de nutrição com o título "O Natal é todos os dias, mas fora do prato!".
Na mouche!
Amanhã (sempre amanhã eh eh eh) volto à dieta, pelo menos até 6ª feira, porque acaba o mundo.
Se acaba o mundo, acaba também a dieta, certo?

Ele há dias...

... em que parece que os astros se alinham para que tudo nos corra bem.
Outros em que parece que se desalinham, e não encontramos nada do que andamos à procura e tudo parece uma grande perda de tempo.