terça-feira, 20 de março de 2018

Ainda o estudo

Já tinha escrito que fomos avisados pela professora do mais velho que teríamos de os ajudar a estudar estudo do meio, que a matéria é muita, é o corpo humano e tal e coiso.
Quando chegaram as datas dos testes, apontei cuidadosamente no calendário da família, pendurado na cozinha, à vista de todos.
Domingo de manhã antes da "semana dos testes" falei com outras mães durante o jogo de Futsal e o resto do seu domingo ia ser passado a estudar. Os meus foram passar a tarde a casa da tia, brincar com os primos e comer pizza e a seguir fomos lanchar ao meu pai. Passou a semana dos testes, mas o de estudo do meio ficou para esta semana, na 2a feira.
Boa, pensei eu, assim dá para estudar no fim de semana.
Só voltei a lembrar-me do assunto depois de os deixar na escola.
É que nem boa sorte desejei...

(eu até tento, mas não sou mesmo talhada para isto...)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fruta numerosa


Começamos a reparar que a fruta que compramos não chegava até ao fim da semana.
Por brincadeira resolvemos fazer as contas a quantas peças de fruta comemos nós em 7 dias.
São, no mínimo, 100.

Não sei se não nos compensava comprar um pomar.

Cenas fixes do carro novo

Luzes e limpa pára-brisas automático.
Ajuda no ponto de embraiagem.

Um luxo.

terça-feira, 13 de março de 2018

Mum's the bus

Sim, leram bem, era mesmo "bus" que queria escrever. Ou "táxi", também servia.
Sei, e sei mesmo que tudo são fases nas nossas vidas, e que num dia estamos enterrados em fraldas e chuchas e no outro já nem nos lembramos do que isso era. Tudo passa e tudo é relativo, sei disso tudo.
Mas também sei que estou um bocadinho farta de andar aos fins de semana de um lado para o outro a fazer de táxi dos filhos mais velhos, com a mais nova a reboque (coitada, que remédio...).
Ele é jogos de futsal aqui e ali (todos os fins de semana - todos!), ele é apresentações de ballet (e respectivos ensaios no dia anterior), ele é encontros da catequese (em que os meti este ano, sim, a culpa é minha, mas não pensei que envolvesse também tardes inteiras de lanches partilhados por dá cá aquela palha), mais as inúmeras festas de anos. Ando sempre a dizer que não a umas coisas para podermos fazer as outras. A juntar a isto uma refeição com os avós dos dois lados, as compras e a preparação das refeições da semana e o raio dos fins de semana passam sem que dê nem para respirar. (quando é que os pais que estudam com os filhos o fazem? É um mistério para mim!)
E lá ando eu a tentar viver o momento, a tentar abrandar o ritmo, e juro que nem pedia nada de especial - uma caminhada no paredão, uma volta de bicicleta, uma passeata em Sintra já me fazia feliz.
É por estas e por outras que quando os mais novos entram neste esquema apanham com os pais já sem pachorra nenhuma.

Quando é que voltam a ser os adultos a mandar no tempo, mesmo?

sexta-feira, 9 de março de 2018

Golpe baixo

A minha terceira vem sempre dormir para a nossa cama  a meio da noite, e ultimamente por volta das 6h da manhã acorda e vem oficialmente colar-se a mim - enrosca-se, encosta a cabeça no meu peito, cola a cara dela à minha e deixa-se ficar, no maior mimo.
Eu derreto e enterro o meu nariz nos caracóis dela, e agradeço mil vezes por esta filha-maravilha que nos calhou.
O problema é que costumo acordar por volta das 6h e pouco para ir fazer ginástica, e assim fica tão mas tão mais difícil!
Baixaria, pá.

domingo, 4 de março de 2018

Fim de estação

Aquela altura do ano em que os collants estão pequenos, as calças de fato de treino rotas no joelho, as leggings quentinhas a ficar curtas.
Não vale a pena comprar mais este ano, por isso Inverno, podes ir à tua vida.

Como antigamente

A ver o festival da canção.
Novidade: votei.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Adeus, Fabia!

E quase quase 9 anos depois de ter escrito este post, esta semana despedimo-nos do nosso querido Skoda, que deu a vez a uma carrinha maior.
Fui à procura do post, tinha a noção de ter escrito, mas claro, quando o reli mal me reconheci...
Diferenças à parte, foi um carro que nos marcou profundamente, e que fez mesmo parte da nossa história, acompanhou-nos nestes últimos 9 anos em que tanta coisa aconteceu.
Foi o carro que mais conduzi, em que mais tempo passei seguramente, de tal forma que foi uma extensão de mim mesma, a minha 2ª casa. O primeiro e talvez único carro novo que conduzi.
Tantas vezes esperei, almocei e lanchei, estudei, li e reli guiões de visita, percorri mentalmente tantos palácios e museus, vesti e despi fardas de trabalho. Tomei decisões, pensei na vida, organizei ementas e listas de compras. Mudei fraldas, mudei toilettes inteiras, limpei vomitados, dei de mamar, dei mais uma bolacha lá para trás. Em alturas difíceis sentei-me ao volante e chorei (e foi uma espécie de terapia).
Quando o fomos buscar éramos dois (e uma pequena semente que nem se notava na barriga). Passámos a ser dois e um ovo; depois um ovo e uma cadeira, e tanto tempo duas cadeiras (viradas para trás), e quando já só eram precisos dois banquinhos, pois que o ovo voltou outra vez (e o Skoda ficou pequeno).
Um carro é um carro, e estamos contentes por ter mais espaço para todos, mas não vou dizer que não me custou deixar o nosso querido Skoda no stand e vir embora sabendo que não o vamos buscar.
Que vá agora fazer outra família feliz, que as nossas aventuras continuam ao volante de uma Peugeot 5008.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Ser atenta às coisas da moda

E ter um grande cuidado com o visual é achar que vestimos o casaco novo (do post anterior, estreado ontem) e quando damos por ela (já no carro), afinal vestimos o velho, sem dar por nada!

Compra certa

Sabes que compraste o casaco certo para a chuva e o frio (nos saldos) quando o estreias em Sintra num dia de chuva (quando chove em todo o lado) e ele passa no teste com distinção.
"Sintra em dia de chuva" quase parece uma redundância, pois que chove todo o ano, mas quando está mesmo a chover em todo o lado, em Sintra está sempre muito mais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Percebes que cresceste quando...

... Domingo, 23h30, compras feitas, jantares e sopa da semana feitos ou adiantados, roupa acabada de chegar da lavandaria (secadora) dobrada e pronta a arrumar. Roupas dos três separadas para amanhã, marmitas prontas no frigorífico, lanches destinados. Cozinha arrumada e chão varrido depois da azáfama terminar.
E a sentir-me a super mulher.

Viver o momento

Tanto quero aproveitar o aqui e agora e  largar o telemóvel, que depois vou a um batizado giríssimo e não tiro nem uma fotografia....

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

1st world problem

Sair de casa com o bâton novo impecável e encher os filhos de beijocas à porta da escola logo a seguir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Ser cool

Ser cool como eu é abrir a ultima edição da revista cool do momento (a Time Out Lisboa) e descobrir :
1) uma colega de trabalho que também é atriz na divulgação da sua última peça
2) o frigorífico de um querido primo amante de comida (ou food lover, como for mais cool) e grande instagrammer (além de leitor e comentador assíduo deste blog)
3) um ex colega do colégio, que abriu um negócio de comida em casa
4) duas notícias de exposições onde trabalho ou já trabalhei

Ora eu que já tinha desistido de ler a Time Out por achar que estou sempre Out, assim venho a descobrir que afinal estou super In!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tendências virtuais (o meu insta)

Já foram os blogs de comida saudável, dietas de todos os tipos, gente que perdeu peso e toda a panóplia de malta do fitness e também gente famosa inspiradora. Museus e palácios de todo o mundo, directores de galerias, plataformas de arte contemporânea.
Depois engravidei e enjoei a comida saudável, desliguei a maioria da malta do fitness e procurei marcas de bebés. Encontrei amigas que tiveram bebés ao mesmo tempo que eu (e passamos a amizade para o plano real). Deixei os famosos e passei a seguir mães cheias de pinta, cheias de filhos, giras que farta.
Recomecei a trabalhar e tive de reduzir as contas ao máximo, foram as coisas de bebé, foram as mães giras e cheias de pinta, foram os museus de todo o mundo, ficou só o essencial - museus e palácios portugueses, alguma comida saudável, algum fitness e os amigos da vida real.
Nesta procura pela simplicidade e minimalismo a tendência do momento são as contas que me ajudam a organizar a casa, a organizar refeições, a viver com menos.
O que virá a seguir?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Estudar ou não estudar?

Ui, tanta coisa para dizer sobre este assunto, tanta mesmo, até porque não sei muito bem para onde me virar...
Detesto as comparações com a nossa geração, porque acho que há coisas que não se comparam... Nós brincámos na rua, íamos sozinhos para a escola, a maioria só tinha aulas ou de manhã ou de tarde, e agora não é nada assim. A escola mudou, os miúdos mudaram, e os pais e professores também. Que seria se agora o prof dos meus filhos aparecesse de régua de madeira para bater em quem falha a tabuada ou dá erros no ditado, coisa normal nos anos 80 como sabeis.
Dito isto, nunca na minha vida estudei antes do 8o ou 9o ano, nunca na vida me ocorreu estudar no 1o ciclo - fazia TPC e não eram poucos, mas era só.
Agora vejo os pais todos a estudar com os filhos, as famílias a deixar de fazer programas nas semanas dos testes, e por muito que ache que os miúdos precisam de ser acompanhados, não sei se não estamos a cair no exagero...
Principalmente no exagero da importância dos testes. É mesmo importante ter boa nota? Haverá miúdos que se importam com isso, sei que sim, mas será que não é mais por influência dos pais?
A prof do mais velho pediu que os ajudassemos a estudar estudo do meio, pois a matéria começa a complicar e é importante ganhar hábitos de estudo. Ontem lá estivemos, ele a ler e eu a fazer perguntas durante um bocado.
Hoje de manhã à porta da escola desejei boa sorte no teste.
Resposta dele: "mas eu hoje tenho teste??"
Fiquei espantada mas contente por ele não saber. Pois se estivemos a estudar ontem deveria saber que tem teste, mas gosto que não dê demasiada importância.
Vim confirmar o calendário dos testes.
Hoje é o de matemática.
I rest my case.

*disclaimer: esta descontração tem por base o facto de ambos terem muito boas notas e andarem felizes com isso, nós não valorizamos as notas em demasia, mas claro que se não fosse assim teríamos de andar mais em cima. Ou se calhar é melhor não....

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Aquele momento para lá de espetacular

... em que sais de casa a horas, sem pressas, sem birras, sem gritos, sem te esqueceres de nada, camas feitas, roupa suja no cesto, fralda da noite no caixote, caixote do lixo fechado para não cheirar mal, lancheiras do almoço de crianças e adultos preparadas com almoço quentinho no termos, saquinhos do lanche nas mochilas da escola (lanche da manhã, lanche da tarde e ainda algo mais para outras horas), mochila das fraldas, saco de futsal e saco de ballet, deixando a casa minimamente apresentável, sem restos do pequeno-almoço à mesa, louça suja no lava-loiça ou na máquina, na loucura o chão da cozinha varrido, luzes da casa todas apagadas.
É raro mesmo raro, mas de vez em quando acontece.

Cenas fixes

A alegria genuína da mais nova quando vê os irmãos de manhã.
A surpresa, os gritinhos, os saltos que dá na sua cama agarrada às grades, o abraço sentido quando eles se aproximam.
Toda ela é sorriso, dos cabelos à ponta do pé. Não há resmunguice matinal que lhe resista.

(já aqui disse que foi a melhor ideia de sempre termos tido este bebé? Foi mesmo.)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

3 anos ontem

3 anos em que o regresso a casa está vazio deste abraço de mãe.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Defeito profissional (ao contrário)

Quando levo a mãe que há em mim para o local de trabalho e dou por mim a ajeitar o gancho do cabelo de uma menina, a ajudar a vestir os casacos à porta do museu, a ficar irritada quando vejo dois irmãos em brincadeiras parvas que já sei que vão acabar mal.