segunda-feira, 25 de junho de 2018
Mais um ano lectivo terminado
Foi um ano lectivo duro, que começou mesmo mesmo difícil (para os adultos), com muito trabalho (que nem sempre deu certo), com doenças e morte de pessoas queridas, com o choque e o impacto de termos oficialmente três filhos e trabalharmos ambos fora de casa - que digam o que disserem é mais desafiante do que quando um fica em casa.
Obrigou-nos a organizar, repensar, arrumar, simplificar, fazer listas, estabelecer prioridades.
Fomos muitas vezes baratas tontas, fomos polvos com cada braço a fazer uma coisa diferente, fomos Batman a estar em sítios diferentes quase ao mesmo tempo.
Foi um ano dedicado a eles, e quase só a eles, em que muito pouca coisa sobrou para nós, pais.
Parece uma coisa má, mas não é , de todo. Como temos vindo a observar de há quase 9 anos para cá, tudo são fases, e no fundo sabemos que vai haver um dia em que esta casa não vai ter brinquedos no chão, em que as máquinas de roupa serão muito menos, em que vamos conseguir de facto sair de casa sem ter de vestir ninguém, pentear ninguém, separar a luta de ninguém, moderar os ciúmes de ninguém, mandar vestir/fazer cama/lavar dentes a ninguém (e vai ser tão bom...).
Até lá vamos continuar a dar o nosso melhor para que tudo continue a correr bem - a começar com estas férias, que começam com arrumações cá em casa para ver se o próximo ano lectivo corre ainda melhor e menos caótico.
Feliz verão a todos!
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Ser mãe de três nesta fase...
... Entre outras coisas, é estar constantemente a começar coisas que ficam por acabar.
Vou-me deitar com a sensação de não ter feito nada, e até fiz muita coisa, só que nada até ao fim.
Mesmo este post foi interrompido umas quantas vezes, não sei se o consigo acabar...
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Primeira viagem a 5
Para comemorar os meus 40 e para aproveitar o facto de, pela primeira vez, ter calhado num feriado - é o sonho da minha vida, fazer anos a um feriado! - resolvemos fazer uma coisa que faltou nesta última década, que foram as viagens!
Carro cheio e rumamos a Madrid.
Passamos por Toledo, passamos um dia no parque Warner e outro nos museus e ruas da cidade. Até deu para rever um amigo da Holanda e tudo.
Não podia ter corrido melhor.
Coisas que confirmamos:
1) viajar é mesmo a melhor coisa do mundo
2) viajar com crianças é muito diferente de sem crianças, mas vale a pena na mesma
3) os nossos mais velhos estão numa idade perfeita, já aguentam uma boa caminhada, são curiosos e interessados qb, e já desfrutaram a 100% (e ficaram com o bichinho das viagens)
4) a nossa mais nova é o melhor bebé do mundo, não chateia nada, acompanha o nosso ritmo e horários sem se queixar, está sempre na maior
5) parque Warner em muitos aspectos vale mais a pena que a Disney
6) Madrid não sendo nada de especial, vale pelos museus
7) viagens de carro não são a nossa cena
8) viajar no dia dos anos é óptimo para quem, como eu, não adora fazer anos
Já estamos a fazer um mealheiro para a próxima.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
40 anos
Disfarçadamente, como quem não quer a coisa, é principalmente sem aparentar, esta quase adulta chegou aos 40 no passado dia 31.
Não estou deprimida nem entusiasmada, sinto que os 40 me trazem serenidade e que a experiência que vou acumulando vai servindo para alguma coisa.
Não tenho ilusões que os 40 irão trazer desafios, tenho a certeza que sim, mas por agora estou com energia para os enfrentar.
Sem dúvida que me sinto melhor do que quando tinha 30 ou mesmo 20.
O objectivo é estar ainda melhor aos 50.
Bora lá!
terça-feira, 22 de maio de 2018
First world problem
Por outro lado, outro dos seus propósitos é contabilizar as horas de sono, com diferença entre sono leve e pesado. Serve portanto para confirmar que eu durmo mesmo muito pouco, e segundo o relatório da app no telelmóvel faço tudo mal: durmo pouco, deito-me tarde e o tempo de sono pesado é insignificante.
São duas das minhas preocupações do momento, dormir mais e andar mais.
Se me deitar mais cedo consigo ir fazer uma caminhada todos os dias de manhã, e eram dois coelhos de uma cajadada só no raio da pulseira.
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Consequências do armário-cápsula
Chegar ao fim da estação com as duas (únicas) calças jeans rotas.*
Já comprei um par para o que resta da meia estação e no próximo Outono logo vejo se preciso de mais.
Estou cada vez mais minimalista e feliz com esta decisão.
* não obstante há sempre um certo desgosto por ver "as" calças de ganga, aquelas mesmo giras e que nos ficam tão bem, ir à sua vida...
Metáforas que definem a minha vida neste momento
...ter o comboio sempre nos carris.
...manter a cabeça fora de água.
...fazer malabarismo com as bolas todas no ar, sem deixar cair nenhuma.
...apagar todos os fogos.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
15 meses e tal
Todos os animais são "cão".
Toda a comida é "pão".
A resposta a todas as perguntas, já adivinharam, é "não!"
(coisa mais fofa da sua mãe!)
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Ver séries em 2018
Ele já deixou de esperar por mim para ver o que quer que seja, porque entre deixar tudo preparado para o dia seguinte e arranjar-me a mim mesma vai quase um serão e meio de séries.
Vai daí que eu entre um body de golinha para passar e um par de meias para dobrar vou apanhando aqui e ali umas coisas, e o resto imagino, ou peço-lhe para me por a par.

Foi assim que vimos a série do momento (ou do momento até há pouco tempo, fica difícil saber o que é "do momento" hoje em dia) - La Casa de Papel.
(Do que vi) Gostei bastante. (mas calma também não achei assim aquela coisa do outro mundo que me tinham pintado - mas pode ser que haja coisas que me escaparam, lá está...).
O último episódio fiz questão de ver inteiro, mas adormeci a meio. De vez em quando abri um olho e até vi que estavam numa cena muito emocionante, mas o cansaço era mais forte e voltei a adormecer. Acordei a tempo de ver a última cena, como é que eles chegaram ali não sei nem quero saber, fiquei a saber como acaba e isso é que é o importante.
Diz que em 2019 vem a próxima temporada. Pode ser que nessa altura ver um episódio inteiro seja mais fácil do que planificar um assalto sem falhas.
Mais coisas sem resposta
Se há só uma coisa de cada tipo, certo e sabido que ambos querem a mesma, e não chegam a acordo.
Se têm possibilidade de escolha, pois que querem sempre coisas diferentes para dificultar a nossa vida.
Ou ambos querem a última maçã, a última bolacha, o último iogurte; ou um quer morangos e o outro quer manga, um quer torrada e o outro cereais, nenhum quer o último iogurte porque um quer leite e o outro quer sumo de laranja.
Acaba sempre em discussão.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Ser tia há mais de 20 anos e ter muitos sobrinhos é...
... Entre outras coisas, estar sempre um passo à frente no que toca à maternidade.
Já sabia o que eram fraldas, cólicas e cordões umbilicais muito antes de ser mãe, agora tenho uma pálida ideia do que me espera quando os meus estiverem naquela etapa da vida tão gira, tão gira que é a adolescência.
Só vos digo que as birras, TPC por fazer, brinquedos por todo o lado e implicâncias um com o outro são, ao que parece, um passeio no parque comparado com o que aí vem.
Isto ao que parece é tipo jogo de playstation, cada nível é mais difícil que o anterior!
domingo, 29 de abril de 2018
Aquele momento...
... Em que num acto de total confiança deitas fora* os collants da filha mais nova, a achar que claramente não faziam falta nenhuma, a primavera chegou de vez, a partir daqui é perna ao léu, e apanhas com temperaturas de 10 graus ou menos.
* deitar fora = doar ou passar a quem tenha filhas mais pequenas.
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Temos caminhante
Já ninguém a pára, se bem já pouco parava pois gatinhava para todo o lado na maior.
3 filhos e todos começaram a andar com a mesma idade. Todos por razões diferentes - 1) porque gatinhava muito rápido e era tão independente que não queria andar de mão dada connosco; 2) porque claramente tinha medo de se aventurar, sendo já capaz de andar fisicamente mas não mentalmente; e por último a 3) porque só avança quando está 100% segura do que faz, pelo que parece logo que o faz na perfeição (foi assim ao sentar e ao gatinhar também).
Continua tão querida e tão boa como antes, e todos para lá de apaixonados por ela.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Coisas que ficam sem resposta
Por que raio, hã?
Caraças, pá...
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Férias da Páscoa
Além de alguns dias de descanso, amêndoas e chocolates, férias da Páscoa por aqui são assim:
É aquela altura do ano em que temos oficinas de miúdos, pelo que passo o dia com crianças e sem tempo para os meus (e isto não é uma queixa, são ossos do ofício).
Vamos as redes sociais e metade dos amigos está na praia e a outra metade na neve.
Há aquele ambiente de quase férias no ar, há menos trânsito e muita gente a trabalhar ao ralenti (mas não passa de uma sensação, as férias ainda estão loooonge).
Abre oficialmente a época alta, começam as filas de turistaa nos palácios e museus, os grupos e grupos a entupir os corredores e a atrapalhar as visitas.
Começa também a apetecer largar os casacos e botas de inverno, já não há paciência!
terça-feira, 20 de março de 2018
Ainda o estudo
Já tinha escrito que fomos avisados pela professora do mais velho que teríamos de os ajudar a estudar estudo do meio, que a matéria é muita, é o corpo humano e tal e coiso.
Quando chegaram as datas dos testes, apontei cuidadosamente no calendário da família, pendurado na cozinha, à vista de todos.
Domingo de manhã antes da "semana dos testes" falei com outras mães durante o jogo de Futsal e o resto do seu domingo ia ser passado a estudar. Os meus foram passar a tarde a casa da tia, brincar com os primos e comer pizza e a seguir fomos lanchar ao meu pai. Passou a semana dos testes, mas o de estudo do meio ficou para esta semana, na 2a feira.
Boa, pensei eu, assim dá para estudar no fim de semana.
Só voltei a lembrar-me do assunto depois de os deixar na escola.
É que nem boa sorte desejei...
(eu até tento, mas não sou mesmo talhada para isto...)
sexta-feira, 16 de março de 2018
Fruta numerosa
Começamos a reparar que a fruta que compramos não chegava até ao fim da semana.
Por brincadeira resolvemos fazer as contas a quantas peças de fruta comemos nós em 7 dias.
São, no mínimo, 100.
Não sei se não nos compensava comprar um pomar.
Cenas fixes do carro novo
Luzes e limpa pára-brisas automático.
Ajuda no ponto de embraiagem.
Um luxo.
terça-feira, 13 de março de 2018
Mum's the bus
Sei, e sei mesmo que tudo são fases nas nossas vidas, e que num dia estamos enterrados em fraldas e chuchas e no outro já nem nos lembramos do que isso era. Tudo passa e tudo é relativo, sei disso tudo.
Mas também sei que estou um bocadinho farta de andar aos fins de semana de um lado para o outro a fazer de táxi dos filhos mais velhos, com a mais nova a reboque (coitada, que remédio...).
Ele é jogos de futsal aqui e ali (todos os fins de semana - todos!), ele é apresentações de ballet (e respectivos ensaios no dia anterior), ele é encontros da catequese (em que os meti este ano, sim, a culpa é minha, mas não pensei que envolvesse também tardes inteiras de lanches partilhados por dá cá aquela palha), mais as inúmeras festas de anos. Ando sempre a dizer que não a umas coisas para podermos fazer as outras. A juntar a isto uma refeição com os avós dos dois lados, as compras e a preparação das refeições da semana e o raio dos fins de semana passam sem que dê nem para respirar. (quando é que os pais que estudam com os filhos o fazem? É um mistério para mim!)
E lá ando eu a tentar viver o momento, a tentar abrandar o ritmo, e juro que nem pedia nada de especial - uma caminhada no paredão, uma volta de bicicleta, uma passeata em Sintra já me fazia feliz.
É por estas e por outras que quando os mais novos entram neste esquema apanham com os pais já sem pachorra nenhuma.
Quando é que voltam a ser os adultos a mandar no tempo, mesmo?
sexta-feira, 9 de março de 2018
Golpe baixo
A minha terceira vem sempre dormir para a nossa cama a meio da noite, e ultimamente por volta das 6h da manhã acorda e vem oficialmente colar-se a mim - enrosca-se, encosta a cabeça no meu peito, cola a cara dela à minha e deixa-se ficar, no maior mimo.
Eu derreto e enterro o meu nariz nos caracóis dela, e agradeço mil vezes por esta filha-maravilha que nos calhou.
O problema é que costumo acordar por volta das 6h e pouco para ir fazer ginástica, e assim fica tão mas tão mais difícil!
Baixaria, pá.