quinta-feira, 14 de março de 2024

Livro 2/2024

 

Metropolitan Stories, de Christine Colson

Enviado e aconselhado pela irmã, depois de ter comentado que me sinto meio bloqueada na leitura (nada me agarra nem me apetece...).
Gostei muito.
A autora trabalhou no Metropolitan Museum durante muitos anos, e reúne algumas histórias soltas mas ligadas, que misturam na perfeição a fantasia com a realidade.
Uma porta que dá acesso a um salto no tempo, um desdenho prévio que sai da pintura e vai trabalhar na cafetaria, um curador que insiste em lutar pela galeria que as suas pinturas merecem, a um segredo escondido pelo homem que se encarregava de fazer os sacos de papel da loja do Museu.
Para quem, como eu, que conhece bem os meandros de um museu, acontece muitas vezes pensar: é tão isto....
Li em inglês, e confirmei que estou bastante enferrujada, mas foi um ótimo desbloqueador.~
Dei 4 estrelas e recomendo.

Desbloquear

 E recomeçar por onde se ficou.

Regresso aqui mas não sei faço os posts em atraso...
Trabalhar ao computador tira-me a vontade de estar ao computador, mas não de escrever nem de andar por aqui.
Por agora regresso na medida do que me apetece.

A blogoesfera não morreu, pelo menos aqui!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Não fui embora

 Só não me tenho conseguido organizar para vir aqui...

O trabalho a tempo inteiro sentada à secretária faz com que a vontade de vir ao computador se esvaia...
Mas tenho muitas saudades de escrever, e em breve regresso.

Fica a promessa.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Livro 24/2023

 

Tudo é rio, de Carla Madeira
Daqueles best-sellers que de repente anda toda a gente a ler à nossa volta, fui ler influenciada por duas opiniões muito positivas (e assim se gera a expectativa).
Não podia estar mais bem escrito. Mesmo. As palavras parecem mel, de tão bem que fluem algumas vezes. Outras vezes são tão duras de magoam verdadeiramente.
A história é, em certos pontos, muito realista, pois de facto as coisas acontecem e a vida continua - a vida, como o rio, não pára de correr.
No entanto, há acontecimentos que não me parecem bem explicados, e a história vai por caminhos com os quais discordo profundamente. O final foi uma desilusão (com tanto de realista e de ilusionista que teve).
Acho até que com tanta violência contra as mulheres nos dias que correm, é quase perigoso um livro destes ser um sucesso tão grande.
Dei 4 estrelas porque a escrita é mesmo top, depois emendei para 3, mas recomendo.

E com isto, caros leitores, consegui chegar ao fim do meu desafio de leitura do Goodreads com 24 livros lidos.
Não acontecia desde 2019 (que foi o meu ano record de leitura), e deixou-me muito contente e orgulhosa - apesar de os números não serem os melhores, é tudo uma questão de satisfação em cumprir um objetivo!
Em breve faço o meu balanço literário do ano.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Livro 23/2023

 

Persépolis, de Marjane Satrapi
Comprado na feira do livro, pois sendo banda desenhada não se lê bem no Kobo (e já tinha saudades de um livro em papel, confesso) - porque não leio mais banda desenhada? Não sei, mas gosto tanto...
Livro maravilhoso e obrigatório, quando 30 anos depois do fim da história ainda temos mulheres assassinadas por não usarem o véu como deve ser no Irão.
Dei 5 estrelas e recomendo muito.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Ter 14 anos

É um desafio.

É uma descoberta de quem somos, afinal tão diferentes do que pensávamos ser.
É uma chatice.
É hilariante.
É aprisionante.
É libertador.

Dos meus 14 recordo a paixão pelas bandas do momento, as discussões com os pais, a sensação de sufoco constante e de incompreensão, a montanha russa de emoções.

Tenho um filho com 14 feitos há pouco mais de 1 mês, e nesse mês já houve um pouco de tudo - sem gravidade, é certo - faltas de TPC, negativas em testes, e-mails sobre comportamento (vários!) dentro e fora das aulas, portas batidas, gritos.

Eu sei que ele nunca teve 14 anos, mas eu também nunca tive um filho de 14!
(e sim, já conversámos sobre isso!)

Vou tentando ter o frigorífico cheio, a roupa lavada, e a paciência em dia, para ver se sobrevivemos incólumes.
Aguardemos.


sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Livros 17 a 22/2023

 

Guia para uma barriga feliz, de Wendy Green

Não diz nenhuma novidade, mas foi bom ler coisas para relembrar (se bem que agora já não me lembro de nada!). Dei 4 estrelas e li-o em papel, vindo da biblioteca, em Setembro.



A Outra Metade, de Britt Bennet
Gostei. Duas gémeas negras, que se separam a dada altura da vida.
Dei 4 estrelas e terminei-o dia 2 de Outubro.

Afirma Pereira, de Antonio Tabuchi
Completamente influenciada pela Tella, e confirmo a opinião - é maravilhoso.
Dei 4 estrelas, e acabei-o dia 8 de Outubro.


A História de Roma, de Joana Bertholo
A ideia é boa e está bem escrito, mas as expectativas eram altas e ficou muito aquém. Irritou-me ser demasiado "autobiográfico" pois não sendo, percebe-se que a autora passou por aquelas cidades e andou naqueles circuitos e fiquei com a ideia de que não sabe escrever de forma mais criativa.
Fiquei sem perceber o "hipe".
Dei 4 estrelas mas hesitei dar 3, e acabei dia 18 outubro.

Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior
Passei por momentos e por outros livros, abandonei este e depois retomei - parece que o enjoo do livro anterior - em que parece que a autora não sabe escrever sobre nada que não seja a sua realidade, se sentia aqui também. Cada um a falar só da sua realidade, que aborrecido.
Insisti à falta de melhor, e ainda bem porque entrei na história e gostei bastante.
Tem 3 narradores e talvez a primeira seja a menos interessante.
Dei 4 estrelas e acabei de lê-lo dia 1 de novembro.





Segundas noções da nova rotina

  •  não tinha noção do espaço mental que me ocupava o não saber quanto vou receber, o ter cada dia como um potencial dia de trabalho
  • sabe-me bem pensar "É sexta-feira!" - isto só quem não tem horários laborais entende.
  • não trabalhar, nem poder sequer trabalhar, ao sábado e domingo é um luxo ! (sendo que já trabalhei 2 tardes de sábado e amanhã irei o dia todo)
  • ainda sobre o trabalho de fim de semana: normalmente não custa nada! Fico zero cansada no final, nada a ver com fazer visitas
  • já não é estranho ir todos os dias para o mesmo sítio
  • no entanto ainda não me habituei a deixar coisas nas gavetas da secretária. Hoje deixei lá um pacote de amêndoas e uma echarpe para por nos ombros porque fico com frio parada
  • passam dias e dias sem eu por os pés nas galerias do museu - coisa a alterar definitivamente
  • diversificar os locais e companhias de almoço também é essencial 
  • esta experiência já me está a fazer refletir no que quero fazer com a minha vida a partir de Setembro. A ver vamos.

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Tenho a vida organizada

 Só me falta organizar-me para vir aqui ao blog.

Aguardai, que estará para breve.

domingo, 15 de outubro de 2023

Primeiras considerações sobre a nova rotina

  •  não deixa de ser estranho ir todos os dias para o mesmo sítio
  • partilho a sala com colegas nascidas nos anos 90, mas que ao contrário de mim têm um contrato de trabalho permanente - e isto é algo que tenho de aprender a digerir
  • já tenho saudades de fazer visitas
  • em duas semanas tive direito a dois fins de semana e um feriado - não sei quando é que isso aconteceu pela última vez, mas estou capaz de me habituar!

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

First world problems

 A mais nova cresceu e os calções que usou no verão deixaram de servir.
Com este tempo de 30 graus vem o dilema: o que é que a miúda vai vestir nestes dias?
Vale a pena ir comprar calções maiores?
Ou mais vale passar já para as calças?


quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Cenas fixes

 É ver a filha do meio a aplicar as técnicas de parentalidade positiva com a irmã e até comigo mesma.

Arranque 2023/24

 Com uma semana mais tranquila em termos de trabalho, que permite acompanhar os miúdos, comprar material e por as coisas mais ou menos em dia.

É a calma antes da tempestade, pois outubro vem, ao que parece, com um novo desafio profissional que me vai ocupar a tempo inteiro, 2ª a 6ª das 9h às 17h (e sempre no mesmo sítio!) - e o que irei eu fazer perguntam vocês - pois ainda não sei muito bem em que consiste a tarefa, mas tenciono aprender à medida que avanço.
Até lá há uma sensação de regresso com calma, que não aconteceu nos últimos anos, e só me apetece desfrutar.

Hoje foi dia de despedidas num museu que me acolheu em 2021, que apesar de muitos defeitos tinha uma enorme qualidade que era uma equipa de mediação 5 estrelas.

Os mais velhos andam a curtir o 3º ciclo, ele a ir de bicicleta para a escola e e ela a poder sair e estar com amigos depois das aulas.
A mais nova entusiasmada no 1º ano.

Vamos lá ver que tal nos adaptamos todos à mudança, mais uma vez.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Livro 17/2023

 

Terra, de Eloy Moreno

Fiquei curiosa porque este livro teve classificações díspares de pessoas próximas no Goodreads, e mesmo as críticas em geral eram muito pouco unânimes.
No entanto percebi que era daqueles que não se consegue largar, que é coisa que aprecio, e resolvi que seria um bom companheiro de férias.
O livro prende, são quase como se fossem duas histórias que nos são relatadas em simultâneo, uma capítulo uma e o seguinte a outra, e só quase no fim percebemos a ligação entre elas (que sabemos que existe desde o início). 
A história é muito original, e até está bem construída e o livro tem bastante ritmo.
O que lhe falta? É mesmo estar bem escrito.
O autor, lamentavelmente, não sabe escrever, ou não escreve bem, pronto.
Linguagem básica, muito básica (ahahah esta é para quem leu o livro), repetições, zero figuras de estilo, zero vocabulário, com parágrafos inteiros que parecem escritos por um adolescente.
É pena, porque tinha ingredientes para ser muito melhor.
Dei 3 estrelas, mas recomendo.

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Livro 16/2023

Pequenos fogos em todo o lado, de Celeste Ng

Na minha lista de livros para ler há pelo menos 3 anos, quando li outro da mesma autora, de que tinha gostado.
Deste também gostei.
Não é uma obra prima da literatura, porque nem tudo o que lemos precisa de o ser, mas foi um livro que fez uma óptima companhia durante as férias, deixando-me sempre com vontade de lhe pegar.
Bem escrito, personagens interessantes, e uma coisa que também dei destaque no outro livro dela, que é vermos a perspetiva dos diferentes membros da família.
Dei 5 estrelas, porque me deixou sempre com vontade de ler mais e mais, e recomendo.

Livro 15/2023

 



Kim Jiyoung born1982, de Cho Nam-joo
Recomendado pela irmã, e lido em inglês por não ter arranjado tradução em português de Portugal.
Apesar de pequeno, é um livro grande em temas e conteúdos importantes.
A história de uma mulher nascida na Coreia em 1982, com tudo o que isso implica para o papel que desempenha na família (desde a infância), na adolescência e durante os tempos de faculdade, e depois na idade adulta, a vida profissional e familiar, e a maternidade.
Em muito o que se passa e passava na Coreia é, por um lado, uma realidade distante - a forma como as meninas são tratadas em relação aos rapazes, as injustiças com base na diferença de género que fazem com que os irmãos rapazes tenham sempre prioridade na família, por exemplo - mas por outro, há tanto com o qual ainda hoje e tão longe da Coreia nos continuamos a deparar: as fardas de meninas do colégio que são de saia e não permitem a mesma liberdade de movimentos, as decisões com a qual nos deparamos sobre a vida profissional depois de sermos mães (se ficamos a trabalhar somos más mães, se desistimos de trabalhar somos más profissionais), e um tema que ainda hoje é tabu e que nos acompanha desde sempre, imagino eu, que é a depressão pós parto.
Um livro tão simples mas com tanto conteúdo.
Dei 4 estrelas - e não 5 porque não é daqueles que não conseguia largar - mas recomendo muito.


domingo, 10 de setembro de 2023

Livro 14/2023

 

Três Mulheres no Beiral, de Susana Piedade

Escolhido depois de ler a opinião da Tella e fui com alta expectativa, pois não conhecia a autora.
Está muito bem escrito, nisso a Tella tem razão, mas caramba que não se aguenta tanta tristeza - é de facto demais a quantidade de mortos na família, alguns deles completamente desnecessários na minha opinião.
Resultado: tive de me obrigar a ler, mas muitas vezes sem ter vontade de ir ter com estas personagens.
Os livros têm o seu tempo para vir ter connosco, e este tempo de verão e férias e tudo, não combinou com esta história.
Mas é um bom livro, atenção.
Dei 3 estrelas, mas recomendo.

Ressaca pós férias

 Que com o tempo outonal que se faz sentir aqui na zona, ainda fica pior.

Como em equipa que ganha não se mexe, repetimos os 15 dias de férias do costume (desde a pandemia), e que bons que foram (tão bons).

Foi um ano desafiante e esgotante, com muito pouco descanso - muito pouco mesmo - por isso as férias foram uma espécie de bálsamo.
Tentei absorver todos os momentos, as idas à praia, as caminhadas na areia, jantares e pequenos almoços em família, conversas sem fim pela noite dentro, ouvir o silêncio ou olhar as paisagens.
Sinto que estive este ano em piloto automático total, em modo sobrevivência, mas ao que parece o próximo ano letivo traz novidades profissionais, e com elas algum alívio na carga horária do fim de semana. A ver se consigo repetir todos estes momentos aos bocadinhos ao longo do ano, que muita falta fazem.

E esta semana recomeça a rotina, recomeçam as aulas, e nós cá estamos a arregaçar as mangas!
Bom ano letivo a todos!


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Livro 13/2023

 

O Pintor debaixo do lava-loiças, de Afonso Cruz

Segundo livro lido deste autor, depois do Jesus Cristo Bebia Cerveja que li em 2019 de que gostei muito pouco (apesar de ter achado a ideia da história muito original).
Na altura fiz este post, e a Tella sugeriu este como sendo algo do outro mundo.
A ideia ficou, e foi agora a altura de lhe dar uma oportunidade.
Não me arrependi.
É um livro muito engraçado, com metáforas lindíssimas, e personagens fantásticas.
Dei 4 estrelas e recomendo.

A magia de ter um blog é que li o meu próprio comentário e fui ver o livro que eu mesma referi e de que nem me lembrava da existência - Para onde vão os guarda-chuvas.
Daqui a uns tempos volto a este autor.

Livro 12/2023

 

Mãe, doce mar - de João Pinto Coelho

É talvez o meu autor português preferido da atualidade, e talvez o mais subestimado - são raras as pessoas que já ouviram falar dele ou que o leram.
Adorei o Perguntem a Sarah Gross e o Loucos da Rua Mazur, e de forma diferente adorei este também.
A história de um rapaz que passa os primeiros 12 anos da vida num orfanato, ou em diferentes famílias adotivas, e do seu encontro com a mãe e com a verdadeira história da sua família.
Não sabia, li depois, que o livro tem 70% de auto-biografia e mais curiosa fiquei.
Como sempre, muito bem escrito e com um final que surpreende.
Foi uma boa companhia nas férias.
Dei 4 estrelas e recomendo.