terça-feira, 28 de setembro de 2021

Viagem a Roma

 Foi uma decisão precipitada, daquelas que se tomam assim de repente, vamos ver as promoções e sem fazer muitas contas atiramo-nos de cabeça.
De lamentar só não o fazermos mais vezes.
Achamos super importante viajar com os miúdos, e então agora mais do que nunca queremos faze-lo, no entanto, convenhamos que não é a mesma coisa - mais não seja financeiramente. 
Passei os meus anos dos 18 aos 25 basicamente a planear viagens e a juntar dinheiro para as fazer. Depois mete-se a vida e as contas para pagar e as viagens foram ficando cada vez mais raras. Depois dos filhos, então, nem se fala.
Desde que comecei a trabalhar nesta área tenho notado que toda a gente viaja. Sempre vi por esses palácios e museus fora todo o tipo de estrangeiros a viajar - casais com bebés minúsculos (onde é que eu tinha capacidade mental e física de viajar com um recém-nascido??), famílias numerosas, grupos de amigos de todas as idades (alguns mesmo muito velhotes) - e lá vão eles! Claro que ter dinheiro ajuda, mas também é preciso querer! 
Nada como uma pandemia para nos abrir os olhos! Tanto foi "proibido" que só temos mesmo é vontade de ir! E como acreditamos que os casais devem continuar a fazer coisas sem os filhos, foi mesmo juntar a fome com a vontade de comer.
E que bom que foi!
Já tinha ido a Roma em 2001, num contexto pós-Erasmus, uma viagem ao estilo inter-rail.
E é incrível como me consegui orientar tão bem, numa cidade onde estive há mais de 20 anos! Continua a surpreender pela monumentalidade, pela História, pela cultura, pela comida também, claro (se bem que há 20 anos comi mal e porcamente no supermercado para não gastar dinheiro!).
A cidade, apesar de tudo, não está ainda tão sobrelotada de turistas (pelo menos aos dias de semana), apanhámos ótimo tempo e já contamos os dias até à próxima viagem!

Damos 5 estrelas a Roma, e recomendamos muito!

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Ciao, Roma!

 Muito rapidamente, porque regressámos em força para o meio de uma rotina que se manteve inalterada sem nós nestes dias - filhos, casa, roupas, supermercado e trabalho (mais ou menos por esta ordem) - fica só uma reflexão:

Porque não viajamos mais?

Caramba, que bálsamo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Notas soltas

  • nova semana, novo desafio, amanhã tenho a primeira visita a uma exposição que não sendo nova, é nova para mim. Noto uma grande evolução da minha parte pela forma como encaro estes novos desafios que me surgem, muitas vezes em cima da hora - antes precisava de muito mais tempo para me preparar. 
  • esta semana traz também uma boa novidade (que até merece um post sozinho, mas pronto): na 4ª feira vamos (se tudo correr bem!) passar uns dias a Roma, só os dois. Tínhamos combinado ir a Itália os 5 na Páscoa de 2020, e a Nova Iorque os dois em Outubro - no entanto o universo tinha outros planos para esse ano. Agora, depois destas voltas todas, e do aperto financeiro e insegurança que vivemos, depois de muito pensar decidimos que vale mais pena irmos só dois do que não ir ninguém (somos 5, caramba, fica mais do dobro do preço!). Eles logo viajam quando crescerem e entretanto havemos de conseguir ir todos a algum lado.
  • mundo estranho este em que vivemos, em que fazemos uma coisa normal: cumprimentar com beijinhos, sentar na esplanada com amigos dos amigos, ir buscar o filho a uma festa e entrar um bocadinho para comer uma fatia de bolo, baixar a máscara ao conhecer a educadora da mais nova, e há sempre lá no fundo dos fundos uma voz que nos faz duvidar se estaremos a fazer bem... 
  • ano letivo começou bastante bem, ainda sem termos conseguido entrar na rotina - há tempo para isso! - mas os miúdos têm conseguido acompanhar. O mais velho na dele, a do meio super entusiasmada com tudo (ontem andou a passar aulas para os cadernos novos e tudo), a mais nova já bastante adaptada também. Falta só decidir e pensar nas atividades extra curriculares, mas terá de ficar para Outubro.
  • no museu da Baixa onde trabalho reecontrei alguns colegas com quem trabalhava em Sintra, e é tão bom por a conversa em dia. Em cada sítio que vou tenho uma equipa diferente (algumas pessoas repetem-se), mas tenho sorte de estar rodeada de gente muito porreira (e muito competente, já o disse aqui, gente que me motiva sempre a fazer mais e melhor!). É uma pena que os museus e palácios e instituições não se apercebam da qualidade humana que têm ali, a recibo verde...
  • dito isto, boa semana queridos leitores!

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Setembro dos novos começos

 Na mesma semana em que os três iniciam novos ciclos (duas com mudança de escola), iniciei eu também uma nova colaboração num museu, com um registo diferente do que tenho feito até aqui (um projeto diferente, com horário das 10h às 18h, mas em regime freelance como os outros).

E assim consigo perceber tão bem as borboletas na barriga, a insónia da véspera, o ter a roupa escolhida e tudo preparado, e o medo de chegar atrasada no primeiro dia.

Sábado de manhã, em estilo "nova escola", lá fui eu apanhar o comboio (que saudades!), de mochila e lancheira, direta à baixa de Lisboa.
Parei num café que tinha muito bom aspecto - renovado há pouco tempo de certeza. Lá dentro estava um retrato da Lisboa de sempre: o taberneiro atrás do balcão, o ex-combatente do Ultramar a beber cerveja e a falar sozinho, a mulher negra vinda do mercado, e até um hipster de portátil aberto a trabalhar (e todos se tratavam pelo nome!).
Saí do café e com o sol a bater na cara, rumo à Praça do Município, repirei fundo e pensei: é mesmo um novo ciclo que começa.

Que seja um ano letivo sem sobressaltos, e só por isso será melhor do que os dois anteriores!
É o que desejo para todos nós!

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Post pós-férias um bocadinho mete-nojo

 Desde que trabalho na minha área e naquilo que gosto, não me custa (quase) nada regressar de férias.

Tenho férias muito boas, muito boas meeeesmo - e só me apetece voltar atrás uns dias e viver tudo outra vez - no entanto, a cada ano letivo que recomeça venho mesmo sem neura, sem resignação, sem depressão pós férias. 
Tenho muito presente o que sentia no regresso das férias quando trabalhava sentada à secretária, e sei que não tem mesmo nada a ver - aqueles últimos dias de férias e primeiros de trabalho eram tão dolorosos!
Fazer o que se gosta, caramba, é um grande luxo e uma oportunidade tremenda.

Para isto também ajuda o facto de acabarmos as férias com uns dias a acampar.
Nunca foi a minha cena, nunca o fiz em família nem sequer com o meu grupo de amigos - só no inter-rail e ainda assim... - mas é uma coisa que o marido gosta, e que se adequa à nossa saúde financeira, e que nos últimos anos temos feito.
Com o tempo fomos afinando os hábitos e neste momento já o fazemos com o à vontade e conforto desejado - no entanto, quer queiramos quer não, acampar é sempre abdicar de certos "luxos": é mesmo viver de um modo completamente diferente do resto do ano.
E assim, acabamos a semana de campismo já com vontade de regressar ao conforto que temos em casa, ao nosso duche, colchão, frigorífico e fogão! 
E até parece que custa menos regressar a casa!

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Depois de um verão atípico...

... um Setembro atípico também.
Sinto que esta será a palavra de 2021 - o ano em que muita coisa mudou de sítio, quem sabe se definitivamente.

Depois do abanão de 2020, em 2021 tenho tido muitas e variadas oportunidades - umas melhores que outras, umas mais interessantes e mais a ver comigo, outras nem por isso, mas agarrei todas com a mesma força e entreguei-me de cabeça em tudo o que me meti.

Setembro começa com uma nova oportunidade, que me obrigou a fazer escolhas e deixar cair dois projetos que marcaram o meu 2021.
Nada disto é definitivo, nada disto é 100% o caminho que eu gostaria de seguir, estou basicamente a tentar manter-me à tona da água e ver qual será o melhor sítio onde me agarrar.

Para quem está de fora, e principalmente quem se sente desmotivado com o seu trabalho fixo de há anos, esta minha vida profissional parece uma animação - e é! Estou sempre, sempre, sempre a ser desafiada, a baralhar e dar de novo, a reinventar-me, a sair da zona de conforto (que neste momento já nem sei se existe!). Sendo tudo isto verdade, há também aqui muita angustia, muitos nervos, e muita sensação de andar a remar e remar e não chegar nunca a lugar nenhum...

Dito isto, 'bora lá começar mais um ano letivo!

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Livro 18/35 2021

 

Cebola crua com sal e broa, de Miguel Sousa Tavares

Sabem aquelas pessoas por quem temos uma certa embirração, mesmo sem saber porquê? Aquela pessoa que quando aparece na TV apetece mudar de canal? Ora, eu tenho várias, e o autor deste livro é uma delas - nem sei bem dizer porquê, se é a atitude, se são as ideias, se é o conjunto.
Corria o ano de 2003 ou 2004 quando a caminho de Lisboa no comboio, ia toda a carruagem a ler o best-seller deste senhor: Equador. Na altura várias amigas leram, e andava tudo doido com o livro, e não se falava de outra coisa (bons tempos, em que as conversas eram sobre livros e as pessoas iam a ler nos transportes, mas adiante) - ora eu irritava-me com aquilo, e muito porque o tal Equador tinha uma fotografia do autor na contracapa, que é coisa que também me irrita um bocado! Nunca o li.
Este livro veio da coleção do meu pai, que o leu e recomendou mesmo a quem, como eu, não simpatiza com o autor - porque é autobiográfico, porque conta histórias interessantes, porque permite ver um lado do autor que desconhecemos. Ainda assim, nunca me aventurei - sejamos sinceros, há tantos livros mais interessantes para ler, porquê perder tempo com este?
Quando fui a casa dos meus tios buscar a chave da casa de família, a minha tia pediu para devolver este livro à minha irmã (que o herdou da biblioteca do meu pai), e mais uma vez o recomendou, usando os mesmos argumentos - o facto de ficarmos a conhecer o porquê de algumas atitudes do senhor, através da sua infância.
Fui para férias levando o livro do Philip Roth e outro sobre a História dos Bragança para ler, e este para entregar à minha irmã. Acabando o do Philip Roth, e estando de férias não me apeteceu meter a ler um livro de História, que no fundo é o que faço por obrigação durante o ano - pura e simplesmente apetecia-me ler outra coisa! E foi assim que acabei por ceder e dar uma hipótese a este Cebola crua com sal e broa (nem o título me atrai, caramba!).
Dou o braço a torcer. O senhor escreve bem, é um bom contador de histórias, e tem de facto muita razão em muita coisa que diz e defende. Tem uma vida rica em aventuras que merecem ser contadas, e é filho da Sophia Mello Breyner o que por si só faz com que mereça o benefício da dúvida.
Dei 4 estrelas e recomendo.

Livro 17/35 2021

 

Goodbye Columbus e cinco contos, de Philip Roth

Mais um trazido por impulso da biblioteca, sem pensar muito e quase sem ler a contracapa - sou sempre seduzida pelos livros que têm em destaque, acabo sempre por trazer algum dessa estante!
Já li vários livros deste autor, uns gostei mesmo muito, outros menos, e este entra nesta segunda categoria. 
É um livro que nem aquece nem arrefece, e não fosse ter estado de férias e com disponibilidade para ele, provavelmente nem chegava ao fim.
Gosto bastante de ler contos, e acho que em determinadas alturas em que estamos com pouco tempo ou cabeça para grandes calhamaços, dá muito jeito ter assim leituras mais curtas, com princípio-meio-fim.
Convém é serem histórias que acrescentem alguma coisa. Não foi o caso.
Dei 3 estrelas, porque também não merece negativa, mas é daqueles que já nem me lembro bem.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Férias grandes...

 ... que de grandes, já se sabe, não têm nada - são mesmo só duas semanas, mas sabem por muito mais.

Este ano repetimos a fórmula do ano passado, e correu tudo tão bem.
Uma semana a norte na casa de família, com irmãs, cunhados e sobrinhos - praia, visitas culturais, almoços e jantares no jardim - e uma semana a sul a acampar (hábito que se vem entranhando nos últimos anos) com outro lado da família.

Este ano com direito a dois encontros com a minha família alargada (materna e paterna), que vieram confirmar a falta que nos faz estar com os nossos - a voz do sangue, lá diz o povo, é poderosa!

No dia dos anos do meu pai "festejamos" com a família da minha mãe, num almoço/piquenique que estava apalavrado há anos - mais de 30 seguramente! - sem nunca se concretizar. E de repente somos nós - as minhas irmãs e eu - a quebrar o feitiço e fazer acontecer um encontro de primos e tios, sendo que alguns nem se conheciam. Foi um dia marcante e rico de afetos, mas tão difícil ao mesmo tempo... Tantas vezes ouvimos a nossa mãe a dizer "haviamos combinar um encontro" sem nunca de facto levar a ideia avante, e só agora o fizemos (e com mega adesão, foram poucos os que faltaram!). Para o ano há mais, seguramente.

No dia do aniversário da morte da minha avó, rumamos ao Algarve para passar o dia com a família que lá estava a passar a semana, com direito a passeio de barco e ida a uma praia selvagem, e jantarada no largo da aldeia onde passei férias com os meus tios em adolescente. Estes encontros com a minha família paterna eram constantes, e até há pouco tempo ocorriam semana sim, semana também. Com a venda da casa da avó e mais recentemente a pandemia os encontros escassearam nos últimos tempos, e que falta nos fazem, caramba. Estava nublado, ventoso, frio, e até choveu, mas foi sem dúvida um dia em grande.

Ter tido a sorte de crescer nestas famílias cheias de tios e primos foi das coisas mais importantes da minha vida - a maioria das minhas memórias de infância é com os meus primos! - e tenho por isso a obrigação de permitir que os meus filhos tenham a mesma oportunidade.

De resto, foram férias como se quer, na melhor companhia, sem stress de nenhum, sorte com o tempo, comida e bebida do melhor, dias cheios de bons momentos.
Agora é ganhar forças para o que aí vem!


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Verão atípico

 Ser freelancer é aceitar o trabalho que há quando há - basicamente aquela velha frase que nos diziam na infância: "é comer e calar".

Neste verão atípico eu tenho comido e calado, e agradeço no fim, pois barrigas com fome é o que não faltam e eu nem sou esquisita.

No entanto, até no mais atípico dos verões há coisas que não podem mudar, e as idas à minha praia (aquela onde cresci e que fica a 5 minutos de casa) com os meus filhos, não podem faltar.
Em anos anteriores os meses de Junho e Agosto normalmente permitiam várias idas à praia, com filhos e sobrinhos a reboque. 

Esta semana fiz finca-pé e consegui ir duas vezes, durante umas horas. Deixo o trabalho todo organizado, e regresso direta para a frente do computador, mas enquanto lá estou, estou a 100%.
Ser freelancer também é poder fazer isto, caramba!


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Livro 16/35 2021

 

A Anomalia, de Hervé Le Tellier
Oferecido pela cunhada e sobrinhos nos meus anos - sendo que a sua primeira opção tinha sido o Antes que o café arrefeça (eu disse que quem me conhece minimamente sabe que tenho um fraquinho por viagens no tempo!).
Gostei bastante deste A Anomalia, mas não deixou de ser uma desilusão.
A primeira parte tem todos os ingredientes para lermos sem conseguir parar - uma manta de retalhos de diferentes personagens, que percebemos que estiveram todos no mesmo avião no passado, que têm todos alguma coisa a esconder e são confrontados com as autoridades. Percebemos que alguma coisa se passou naquele avião, mas não sabemos o quê!
Depois de sabermos o que se passou, é uma situação tão fora, que ficamos agarrados às páginas a tentar perceber como é que o autor vai "descalçar a bota", como é que se consegue sair daquela situação?
A partir daqui continuei agarrada, mas sempre à espera de mais - a solução encontrada pelo autor é inteligente, mas não me satisfez por completo...
Tem a curiosidade de ter saído em 2020 (parece-me que foi escrito antes de Março!), mas a ação passa-se entre Março e Outubro de 2021 - mas há dois pormenores que traem o autor nesta "previsão" do futuro (pode no entanto ter sido intencional, pois há situações de segredos de Estado e teorias da conspiração que não podem ser mais atuais).
Dei 4 estrelas, que são 3,5 mas recomendo  - acho uma leitura perfeita para as férias.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

A Elsa foi (em parte) destronada

 


E a obsessão do momento é a Vaiana.
Já estamos na fase em que as músicas não me saem da cabeça, e já sei os diálogos de cor.
Passamos do gelo às ilhas da Polinésia, de uma princesa que faz birra e congela tudo a uma miúda fixe que se aventura mar adentro, com a vantagem de não haver nem 1/10 do merchandising nas lojas, logo não haver pedidos de tudo e mais alguma coisa. Só pontos positivos!
Se desse para incluir alguma desenvoltura dentro de água, isso é que era, mas já devo estar a pedir demais... (a minha mai nova é a criança menos aquática que existe!)

Agosto produtivo

 Ao contrário de Março e Abril, talvez os meses mais produtivos dos anos pré-pandemia, este Junho, Julho e Agosto saíram bem melhor que a encomenda.

Contrariando uma maioria em plena silly season ou mesmo de férias, esta semana tenho visitas ou outro trabalho todos os dias.

Para trás fica aquela sensação do Verão interminável - aqueles dias a fio a ir para a praia com os miúdos e os primos por aqui mesmo, enquanto não íamos de férias propriamente ditas.

Ano atípico (ao contrário de 2020 que manteve essa tendência) até nisso - e claro que isto não é uma queixa!
Quem está a banhos nem sabe o que perde em trabalhar numa cidade quase deserta!

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Livro 15/35 2021

 

Raposa, de Dubravka Ugresic

Trazido também da biblioteca completamente a correr - estava nos destaques, ao lado de um outro que hei-de trazer noutra ocasião. Chamou-me a atenção o resumo que aparece na contracapa, se bem que não consegui enquadrar o livro nessa mesma descrição.
É um livro que não consigo classificar, pois não se trata de uma história corrida, com princípio meio e fim - são várias histórias e várias críticas a outras histórias, também histórias dentro de histórias e ainda o outro lado de outras histórias. 
Temos a Jugoslávia e a atual Croácia, temos uma guerra e as suas consequências, temos o passado mais distante e o presente, a viúva de um escritor famoso, um desativador de minas, um casa perdida no meio do nada, uma sobrinha pré-adolescente e temos a simbologia que a raposa assume em diferentes contextos e culturas.
Com tanta variedade, houve partes que li de enfiada e outras que andei a engonhar. Tenho a certeza que há inúmeras referências literárias que me passaram ao lado, e com isso perdi bastante do livro.
Dei 4 estrelas, que são 3,5, mas não o recomendo a toda a gente.

Pestanejei...

 ...e a primeira semana de férias já passou.

Juro que não durou mais do que um suspiro, e se não fossem as fotos quase acreditava que nunca tinha acontecido.

(mas foi tão bom!)

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Último dia deste ano letivo

 Agora sim, chegou ao fim - amanhã vou de férias, e nem acredito.

Foi o ano letivo de maiores desafios desde há muito tempo - a falta de trabalho obrigou-me a ir mesmo para fora de pé, e apesar do pânico e do stress, não posso dizer que me tenha corrido mal.

Correu bastante bem, aliás, tendo em conta que me meti a fazer coisas novas e completamente fora da minha zona de conforto - no entanto, fico contente de ter chegado ao fim.
Haverá coisas que me vão ser úteis, outras que ficarão para trás - fica a experiência e a sensação de dever cumprido por ter dado o meu melhor em tudo o que fiz.

Para a rentrée há um novo desafio no horizonte, e há também muitas incógnitas.
Até lá, é carregar baterias.

Boas férias caros leitores!

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Livro 14/35 2021

 

Os loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho

Trazido da biblioteca meio à pressa (tenho ido à biblioteca sempre a correr), porque estava ao lado do outro livro do autor que já li e adorei - Perguntem a Sarah Gross
Este não me prendeu assim tanto logo de início, mas uma vez entrando confirmou o que já senti da última vez - uma história tão, mas tão bem contada, de forma original e com profundo respeito pela História.
Todos já lemos e vimos filmes sobre a II Guerra - mas há coisas de que eu nunca tinha ouvido falar: não foram só os nazis a cometer atrocidades contra os judeus. Mais não digo.
Dei 5 estrelas e recomendo.


terça-feira, 13 de julho de 2021

Mais uma voltinha

 Vamos tentando ver a meta à nossa frente e corremos para a alcançar, mas mal lá chegamos percebemos que a corrida não está no fim, ainda há outra meta, e outra meta e talvez outra antes de chegar à meta final (que são as férias, ou se calhar não, já não sei!).

Acabou o ano letivo mas o trabalho não abrandou - sem a escola e as explicações é certo, mas com outras coisas em mãos.
Na sexta passada tive um daqueles dias que só queria que passassem rápido, com visitas que me deram muito trabalho e nervos antecipados. Sábado também foi de trabalho, e eu já só queria que passasse o dia para poder ir ter à praia com os amigos.
Esta semana os miúdos estão de férias, o que nos dá uma margem de tempo de manhã, mas de resto os dias vão ser a abrir.
Para a semana o cenário é ainda mais ocupado (e cansativo!) e a outra também, ao que tudo indica.
Até lá as metas vão sendo os domingos (únicos dias de descanso - por enquanto!) - que tanto parecem longínquos como passam num instante e já só quero ver o próximo a passar...

Tenho mesmo a sensação que vai ser um mês a correr, e um verão que vai passar num abrir e fechar de olhos - mas é tudo bom sinal!
Que assim seja!

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ano letivo 20/21

 Termina hoje, finalmente! Achei sinceramente que nunca ia acabar...

Ano marcante este, sem dúvida, que queremos esquecer mas claramente não vamos conseguir.
Por cá: 

  • primeiro aspeto a realçar: 3 filhos e nenhum teve a turma em isolamento em nenhum momento do ano - sou só eu a achar isto uma coisa extraordinária? Se juntarmos uma mãe prof de AEC que também não apanhou nenhuma turma em isolamento (e houve tantas lá na escola!) ainda mais fora do normal
  • 3 filhos, 3 mudanças: a mais nova entrou finalmente para o pré-escolar (saltinhos de alegria!) a do meio passa para o 2º ciclo e o mais velho para o 3º ciclo.
  • uma pausa para pensarmos todos que o meu mais velho - que todos vimos nascer aqui no blog - vai para o 7º ano - 7º ano, caraças, nem eu acredito!
  • filha do meio com percurso brilhante no 1º ciclo, tudo impecável, excelentes notas, zero preocupações com os trabalhos, sempre responsável e a dar conta do recado (já o disse, não sai nem à mãe nem ao pai...). Teve o melhor professor do mundo? Ela acha que sim, e isso é o mais importante.
  • filho mais velho demorou a adaptar-se ao 2º ciclo, cheira-me que ainda não se adaptou, vai cair de para-quedas no 3º ciclo e vamos ver se cai de pé... É ainda muito miúdo, há outros nesta idade que estão muito à frente, mas as notas foram sempre boas qb. As turmas vão-se refazer, vamos ver onde calha e com quem calha e andar em cima - muito em cima - porque andar em stress a fazer trabalhos na véspera à noite (que estavam marcados desde a semana anterior) não é para nós - quem é que eu estou a enganar? Claro que é para nós, porque infelizmente tanto o pai como eu éramos assim nesta idade. (e ainda somos, raios!)
  • a partir de fevereiro comecei a dar apoio a meninos do 1º ciclo e de facto confirmei que temos muita sorte por termos filhos que não dão preocupações de maior, professores porreiros e turmas também fixes - tive alunos que andam em escolas públicas e privadas e que não têm essa sorte.
  • escolas fechadas - não deixam saudades... Os zooms e trabalhos assincronos e a malta toda enfiada em casa, é cenário para esquecer. Foi mau no primeiro confinamento, foi pior no segundo, e só de imaginar que pode haver terceiro fico mal disposta - tenho uma amiga que me diz que não posso ter este mindset, que é para imaginar e visualizar as coisas positivas para tudo fluir em conformidade, por isso imagino arcos-íris e unicórnios e todos na escola para todo o sempre (façam o mesmo que juntos somos mais fortes)
  • fica para a História, espero eu, o ano letivo que acabou a 8 de julho, data em que normalmente já levam duas ou três semanas de férias

terça-feira, 6 de julho de 2021

O tempo

Que tanto tem de elástico como de fugidio e volátil.
Basicamente este ano e meio de pandemia veio chocalhar a nossa noção de tempo - atrapalhou as rotinas dos meses e das estações e basicamente por aqui deixámos de ter noção de quando as coisas aconteceram.
Dei por perdido um eletrodoméstico avariado, que na minha cabeça tinha no mínimo uns 4 anos, até que dei com a fatura e vi que a data de compra tinha sido Setembro de 2019 - ainda dentro da garantia, lá está.
Setembro de 2019 foi de facto um momento confuso na minha vida - todo esse trimestre, aliás - mas daí a perder completamente a noção do tempo ia uma grande distância, diria eu.
Épocas do confinamento, alturas em que o recolher obrigatório era às 13h, ou era todo o dia, ou estava tudo fechado e só as escolas abertas, ou tudo aberto e só as escolas fechadas, vida normal, lojas a fechar às 15h30, comprar álcool só até às 20h - quando é que tudo isso aconteceu? Já não faço ideia.
Um bebé fofo nasceu ontem, mas já anda de pé por todo o lado (e já faz um ano), outro nasceu mesmo hoje mas eu ia jurar que a gravidez mal tinha começado...
E este ano letivo que ainda não terminou, hã?
Vai ser o verão mais curto de sempre, e quando der por ela já cá estamos outra vez, caramba.
Será que estamos quase no Natal??