quinta-feira, 16 de maio de 2024

Mary chega ao século XXI

​E em 2024 descobre o mundo dos podcasts.

Pena é que vão rivalizar no tempo de leitura, que este ano me parece que vai ficar para trás.

Tudo fases, como com as crianças, que eu cá ainda não cresci tudo. 

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Horizonte

​No comboio, de manhã e de tarde, obrigo-me a parar o que estou a ler e olhar para o mar e depois rio, quando possível. 

Uma tentativa quas ridícula de incluir um bocadinho mais de natureza no meu dia a dia - eu que já trabalhei na serra de Sintra, com direito a caminhadas diárias pelo meio do bosque, que me fazem tanta falta!

É o vale tudo, a bem da saúde mental!

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Pela hora da morte

​Durante a pandemia, na altura de desconfinamento e recolher obrigatório, muitas vezes passávamos no supermercado antes de almoço e trazíamos bifes para os 5.

Bifes de vaca, coisa que não comemos muitas vezes, mas de que gostamos muito, e é fácil de fazer.

Recordo que na pandemia perdi o trabalho, pelo que vivemos bastante mais apertados naqueles dois anos.

Hoje fomos ao supermercado antes de almoço e resolvi trazer bifes, já que há muito tempo que não comemos carne de vaca cá em casa. 

Fiquei em choque com o preço. E não trouxe.

Recordo que estou este ano com ordenado fixo, subsídio de almoço e tudo o que tenho direito. Ainda assim, não dá para bifes de vaca.

E eu acho que isto é prova do estado a que chegámos: ganho mais, mas tenho menos dinheiro.

Surreal.


domingo, 28 de abril de 2024

E assim de repente

 Sou a mãe de meia idade às compras com dois adolescentes.
Ela a ver tops curtinhos e calças de ganga largas, ele a ver calções rasgados e t-shirts fixes, e eu a dar uma vista de olhos a uma camisa de linho (de velha, claro!).

Chegados a casa, e sou a mãe de uma menina que já lê tudo sozinha, e já não quer aquele último reduto da primeira infância que é a leitura de uma história todas as noites (agora quer ler sozinha, e em voz baixa!).

Onde é que foi o tempo, mesmo?

Foi bonita a festa, pá

 25 de abril e fomos, pela 1ª vez, descer a avenida, em família.

Nunca o tínhamos feito, acho uma pena, mas sinceramente nunca senti que fosse tão importante ir como este ano. Nunca senti a nossa democracia tão em risco como agora.~

E foi bonito.
Gente de todas as idades, cores, formas e feitios, com e sem cartazes, com e sem filiação partidária, mas de cravo na mão ou no cabelo.

O 25 de abril é mesmo de todos.

Sempre.

domingo, 21 de abril de 2024

A meio da idade

​Volta não volta surge a oportunidade de ir a uma esplanada na praia com música ao vivo. 

Dependendo da banda, o público vai mudando, com mais ou menos idade.

Ontem ao fim do dia fomos ver uma banda tributo aos U2, e claro, a maioria era malta da nossa idade  e um pouco mais velhos - quarentas e muitos, cinquentas.

Foi bonito.

Foi bonito ver tanta gente da mesma faixa etária. Olhar em volta e reconhecer os mesmos sinais: cabelos brancos, rugas no pescoço, olhar semi cerrado a afastar o telemóvel… e uma energia do caraças, as letras todas de cor, tudo aos saltos no meio da “pista”.

E eu, que neste momento tenho muito contacto com gente mais nova - vintes e muitos, trintas, e a diferença que se nota! - fiquei nostálgica mas ao mesmo tempo agradecida e orgulhosa da minha geração.

Já não somos miúdos, que não somos, mas caramba, ainda não crescemos tudo! Aos vintes é fácil ter amigos, sair e divertir. Aos quarentas e muitos, não, mas ali estávamos nós. Em cada ruga há uma história, já passamos por muito: há divórcios, há pais doentes ou que ja morreram, sonhos que não se concretizaram, filhos que não se teve (e não se vai ter), filhos crescidos que já não nos ligam nenhuma, carreiras profissionais promissoras que não saíram do sonho, desilusões várias, que isto de viver é difícil!

Ainda assim, aqui estamos para as curvas, com muito mais repertório que a miudagem que nos olhava meio de lado, encostados ao balcão.

Soubessem eles o que os espera…

sábado, 13 de abril de 2024

6 meses de contrato

​… e apenas 5 pela frente.

A sensação que tenho é que podia mesmo ficar…

Infelizmente, essa não é uma possibilidade.

Começa a ser altura de começar a pensar no que vou fazer a seguir…

terça-feira, 9 de abril de 2024

Dores de crescimento

​No seguimento do post anterior temos assistido a várias transformações no nosso mais velho.

O menino que este blog viu nascer, coisa boa da sua mãe, está hoje em pleno na adolescência, a questionar tudo e a descobrir quem é, e a lidar com uma mudança de auto imagem.

Vamos ver como lida com esta pressão. 

Sobre isto do futebol nas camadas jovens

​Ui, tanto que se lhe diga…Mas não vos vou maçar com muito.

Mundo competitivo este, hã?

Miúdos arruaceiros, treinadores enervados e pais que só mesmo ao estalo - e sim, tudo isto na nossa equipa, nem estou a falar dos adversários.

Ao domingo de manhã, ao que parece, é para soltar a azia da semana…

Ai vida.

domingo, 7 de abril de 2024

Das saudades

​Essas malditas que se manifestam, às vezes, de forma tão surpreendente.

De um dia para o outro senti a falta de ler jornais em papel. Desde sempre que em casa dos meus pais havia todos os jornais possíveis. Semanários e diários, ao meu pai não escapava nenhum, a que se juntavam as revistas da atualidade (Visão e Sábado!), pelo que os lanches de fim de semana incluíam sempre uma vista de olhos pelos jornais e revistas, e também suplementos culturais.

Leio o jornal (um só) todos os dias - no telemóvel, praticamente só as letras gordas. São notícias principalmente, é uma outra coluna de opinião.

Comecei a sentir a falta do papel, das entrevistas com artistas, das reportagens, coisas para ler com um café na esplanada, ou pelo menos no sofá depois de jantar.

E com isso senti uma enorme falta do meu pai.

Aquela presença constante, sentado depois do almoço de fim de semana, a fumar e a por a leitura em dia.

 Que saudades, caramba…. De tudo, incluindo esta presença constante de papel.

Tenho comprado um jornal por semana, atenuar a falta.

E não é que quase sinto o cheiro a fumo de cachimbo?

E de repente…

​… uma vontade súbita de escrever, e eu sem perceber porquê!

Foram precisos dois dias para se fazer luz!

O momento de escrever posts no computador quando me sentava ao computador acabou, porque agora estou horas fio sentada ao computador.

Aplicação descarregada e partir de hoje modernizo-me e passo a escrever a partir do telemóvel. Não sei bem se posso falar em modernizar quando se trata de um blog, mas isso é matéria para outro post…

A blogosfera pode respirar outra vez.

A Mary voltou.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Livro 2/2024

 

Metropolitan Stories, de Christine Colson

Enviado e aconselhado pela irmã, depois de ter comentado que me sinto meio bloqueada na leitura (nada me agarra nem me apetece...).
Gostei muito.
A autora trabalhou no Metropolitan Museum durante muitos anos, e reúne algumas histórias soltas mas ligadas, que misturam na perfeição a fantasia com a realidade.
Uma porta que dá acesso a um salto no tempo, um desdenho prévio que sai da pintura e vai trabalhar na cafetaria, um curador que insiste em lutar pela galeria que as suas pinturas merecem, a um segredo escondido pelo homem que se encarregava de fazer os sacos de papel da loja do Museu.
Para quem, como eu, que conhece bem os meandros de um museu, acontece muitas vezes pensar: é tão isto....
Li em inglês, e confirmei que estou bastante enferrujada, mas foi um ótimo desbloqueador.~
Dei 4 estrelas e recomendo.

Desbloquear

 E recomeçar por onde se ficou.

Regresso aqui mas não sei faço os posts em atraso...
Trabalhar ao computador tira-me a vontade de estar ao computador, mas não de escrever nem de andar por aqui.
Por agora regresso na medida do que me apetece.

A blogoesfera não morreu, pelo menos aqui!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Não fui embora

 Só não me tenho conseguido organizar para vir aqui...

O trabalho a tempo inteiro sentada à secretária faz com que a vontade de vir ao computador se esvaia...
Mas tenho muitas saudades de escrever, e em breve regresso.

Fica a promessa.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Livro 24/2023

 

Tudo é rio, de Carla Madeira
Daqueles best-sellers que de repente anda toda a gente a ler à nossa volta, fui ler influenciada por duas opiniões muito positivas (e assim se gera a expectativa).
Não podia estar mais bem escrito. Mesmo. As palavras parecem mel, de tão bem que fluem algumas vezes. Outras vezes são tão duras de magoam verdadeiramente.
A história é, em certos pontos, muito realista, pois de facto as coisas acontecem e a vida continua - a vida, como o rio, não pára de correr.
No entanto, há acontecimentos que não me parecem bem explicados, e a história vai por caminhos com os quais discordo profundamente. O final foi uma desilusão (com tanto de realista e de ilusionista que teve).
Acho até que com tanta violência contra as mulheres nos dias que correm, é quase perigoso um livro destes ser um sucesso tão grande.
Dei 4 estrelas porque a escrita é mesmo top, depois emendei para 3, mas recomendo.

E com isto, caros leitores, consegui chegar ao fim do meu desafio de leitura do Goodreads com 24 livros lidos.
Não acontecia desde 2019 (que foi o meu ano record de leitura), e deixou-me muito contente e orgulhosa - apesar de os números não serem os melhores, é tudo uma questão de satisfação em cumprir um objetivo!
Em breve faço o meu balanço literário do ano.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Livro 23/2023

 

Persépolis, de Marjane Satrapi
Comprado na feira do livro, pois sendo banda desenhada não se lê bem no Kobo (e já tinha saudades de um livro em papel, confesso) - porque não leio mais banda desenhada? Não sei, mas gosto tanto...
Livro maravilhoso e obrigatório, quando 30 anos depois do fim da história ainda temos mulheres assassinadas por não usarem o véu como deve ser no Irão.
Dei 5 estrelas e recomendo muito.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Ter 14 anos

É um desafio.

É uma descoberta de quem somos, afinal tão diferentes do que pensávamos ser.
É uma chatice.
É hilariante.
É aprisionante.
É libertador.

Dos meus 14 recordo a paixão pelas bandas do momento, as discussões com os pais, a sensação de sufoco constante e de incompreensão, a montanha russa de emoções.

Tenho um filho com 14 feitos há pouco mais de 1 mês, e nesse mês já houve um pouco de tudo - sem gravidade, é certo - faltas de TPC, negativas em testes, e-mails sobre comportamento (vários!) dentro e fora das aulas, portas batidas, gritos.

Eu sei que ele nunca teve 14 anos, mas eu também nunca tive um filho de 14!
(e sim, já conversámos sobre isso!)

Vou tentando ter o frigorífico cheio, a roupa lavada, e a paciência em dia, para ver se sobrevivemos incólumes.
Aguardemos.


sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Livros 17 a 22/2023

 

Guia para uma barriga feliz, de Wendy Green

Não diz nenhuma novidade, mas foi bom ler coisas para relembrar (se bem que agora já não me lembro de nada!). Dei 4 estrelas e li-o em papel, vindo da biblioteca, em Setembro.



A Outra Metade, de Britt Bennet
Gostei. Duas gémeas negras, que se separam a dada altura da vida.
Dei 4 estrelas e terminei-o dia 2 de Outubro.

Afirma Pereira, de Antonio Tabuchi
Completamente influenciada pela Tella, e confirmo a opinião - é maravilhoso.
Dei 4 estrelas, e acabei-o dia 8 de Outubro.


A História de Roma, de Joana Bertholo
A ideia é boa e está bem escrito, mas as expectativas eram altas e ficou muito aquém. Irritou-me ser demasiado "autobiográfico" pois não sendo, percebe-se que a autora passou por aquelas cidades e andou naqueles circuitos e fiquei com a ideia de que não sabe escrever de forma mais criativa.
Fiquei sem perceber o "hipe".
Dei 4 estrelas mas hesitei dar 3, e acabei dia 18 outubro.

Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior
Passei por momentos e por outros livros, abandonei este e depois retomei - parece que o enjoo do livro anterior - em que parece que a autora não sabe escrever sobre nada que não seja a sua realidade, se sentia aqui também. Cada um a falar só da sua realidade, que aborrecido.
Insisti à falta de melhor, e ainda bem porque entrei na história e gostei bastante.
Tem 3 narradores e talvez a primeira seja a menos interessante.
Dei 4 estrelas e acabei de lê-lo dia 1 de novembro.





Segundas noções da nova rotina

  •  não tinha noção do espaço mental que me ocupava o não saber quanto vou receber, o ter cada dia como um potencial dia de trabalho
  • sabe-me bem pensar "É sexta-feira!" - isto só quem não tem horários laborais entende.
  • não trabalhar, nem poder sequer trabalhar, ao sábado e domingo é um luxo ! (sendo que já trabalhei 2 tardes de sábado e amanhã irei o dia todo)
  • ainda sobre o trabalho de fim de semana: normalmente não custa nada! Fico zero cansada no final, nada a ver com fazer visitas
  • já não é estranho ir todos os dias para o mesmo sítio
  • no entanto ainda não me habituei a deixar coisas nas gavetas da secretária. Hoje deixei lá um pacote de amêndoas e uma echarpe para por nos ombros porque fico com frio parada
  • passam dias e dias sem eu por os pés nas galerias do museu - coisa a alterar definitivamente
  • diversificar os locais e companhias de almoço também é essencial 
  • esta experiência já me está a fazer refletir no que quero fazer com a minha vida a partir de Setembro. A ver vamos.

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Tenho a vida organizada

 Só me falta organizar-me para vir aqui ao blog.

Aguardai, que estará para breve.