segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Livro 18/2022

 

Tu não és como as outras mães, de Angelika Schrobsdorff

Trazido da biblioteca por impulso, atraída pelo texto da contracapa.
É a biografia da mãe da autora, uma mulher judia alemã muito pouco convencional, nascida no fim do séc. XIX que vai viver em pleno a I Guerra, os loucos anos 20 e a II Guerra também.
Foi escrito com base nas memórias da escritora, mas também com entrevistas e muitas cartas.
É uma história bonita, e está escrito de uma forma muito interessante. Era de facto uma mulher diferente das outras, que viveu num tempo tão estranho...
Dei 5 estrelas e recomendo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

1º dia de aulas do ano letivo 2022/23

 Sempre um dia feliz.
A escola faz muita falta.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

15 anos

Desde este dia.

Venham mais 15!

Livro 17/2022

 

Destinos e fúrias, de Lauren Groff
Trazido da biblioteca depois de ter visto uma crítica positiva no goodreads - tenho um fraquinho por livros ou filmes em que se vê os dois lados da mesma história, de como uns e outros percecionam o mesmo acontecimento, e foi isso que me chamou a atenção.
É a história de um casal desde o casamento na juventude até ao fim da vida, e a história de cada um até chegar ao casamento. Achei algumas partes aborrecidas, e tive dificuldade em criar empatia com as personagens - se calhar se não estivesse de férias tinha desistido a meio, mas resolvi insistir e ainda bem que o fiz, porque achei a segunda metade do livro melhor que a primeira (talvez porque é a parte da mulher e tenha sido mais fácil para mim identificar-me com ela?).
No geral não adorei, mas gostei. Dei 4 estrelas (que foram 3,5).

Regresso de férias

E o coração vem a transbordar.
Duas semanas em que o stress não foi convidado - mesmo!

Uma verdadeira pausa de tudo o que nos preocupa ao longo do ano - há alguma coisa para comer? Temos dinheiro na conta? Os miúdos comeram sopa e fruta? Tomaram banho? Há roupa lavada? (sendo que a resposta a estas perguntas foi muitas vezes Não, e não houve problema nenhum!)

Passamos por Anadia, Aveiro, praia da Duna Alta e Costa Nova, cascata da Pedra da Ferida, Espinhal, e depois Odeceixe, Aljezur, Praia da Ingrina, Pedralva, Praia da Amoreira e um último mergulho em Porto Covo para despedir das férias (e do verão, que hoje já chove a potes).

Fui infinitamente feliz em cada um destes lugares - e sinto que aproveitei cada minuto.
Baterias carregadas, vamos lá atacar esta rentrée que se adivinha uma verdadeira loucura!


quinta-feira, 25 de agosto de 2022

O querido mês de Agosto

Uma semana de férias. Um funeral e uma missa de 7º dia (seguida de jantar de família, como é tradição na minha). Um jantar de anos e um batizado. Pintámos um WC, pusemos outro a funcionar (era uma espécie de depósito de tralha), organizámos a arrecadação e destralhámos a casa (quase) toda. Uma semana só os 2 (a trabalhar). Um fim de semana sozinha (a trabalhar). Uma ida ao cinema com uma sobrinha querida. Outro jantar de anos, em que fui sozinha só com a mesma sobrinha querida.
Muito trabalho e pouca praia. Folgas a dias de semana e trabalho aos sábados e domingos.

E daqui a dois dias, começam as férias!

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Livro 16/2022

 

The Storyteller, Histórias de Vida e de Música de Dave Grohl

Oferecido ao pai cá de casa no Natal, já que é fã dos Nirvana e dos Foo Fighters, acabando mais uma vez por ser eu a primeira a lê-lo.
Sou muito fã de Nirvana e gosto de Foo Fighters, mas o que queria muito era ler a versão dele da mesma história que já li este ano (a biografia de Kurt Cobain).
Este livro não é uma biografia, é um livro escrito mesmo por ele (e não por um ghost writer, como costuma acontecer) durante a pandemia (todos encontrámos novos hobbies, certo?) - e sim, percebe-se que foi ele mesmo a escrever porque está escrito de forma meio aleatória, um episódio leva a outro, cada capítulo começa com uma história mas pode acabar com outra qualquer. Pelo meio aparecem as filhas, a infância, a relação com a mãe e o pai, a passagem pelos Nirvana (foram só 3 anos, mas que anos aqueles!), a forma como se recompôs e formou a sua banda, com as suas músicas, escritas por ele (em que no início tocou todos os instrumentos), e mil e um episódios insólitos escritos com muito humor, mas muita simplicidade e humildade também.

Um dos capítulos é dedicado à morte do Kurt Cobain que aconteceu antes dos 30, e a do seu melhor amigo de infância, que aconteceu antes dos 40. Entretanto recentemente morreu também o baterista dos Foo Fighters, uma pessoa que se percebe que é muito importante na sua vida, com quem partilhou milhares de episódios relatados, e a quem se refere como "irmão de outra mãe".
Não sei bem que futuro terá a banda, e como vai ele reinventar-se mais uma vez...
Se já era fã dele, ainda mais fiquei.
Dei 4 estrelas e recomendo.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Livro 15/2022

 

Rapariga mulher outra, de Bernardine Evaristo

Trazido da biblioteca (estava nos destaques, para variar) depois de ter visto que a Tella já o tinha lido também.
São histórias de diferentes mulheres negras no Reino Unido - diferentes gerações, diferentes proveniências, mas de alguma forma todas interligadas.
É muito giro tentar perceber quem é quem (esta é a mãe daquela, esta é a professora da outra), e muito interessante ver como em diferentes épocas o facto de ser mulher e ser negra as condiciona de certa maneira.
Umas histórias são mesmo mais interessantes que as outras, mas por vezes a autora parece querer tratar demasiados assuntos ao mesmo tempo.
Dei 4 estrelas e recomendo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Sobre a morte

 Parece que à medida que vamos crescendo (porque é disso que se trata até ao fim) vamos cada vez mais vendo pessoas da nossa idade a partir.

E na mesma semana em que partiu uma apresentadora de televisão e uma influenciadora digital, partiu também (e pelo mesmo motivo) a mulher de um primo meu.
46 anos, dois filhos muito pequeninos (1 ano acabado de fazer, e 3 anos ainda não feitos), e 7 meses de luta.

Sei que não vale a pena tentar que as coisas façam sentido, porque não fazem.
Pudéssemos ser nós a escolher e as coisas seriam tão diferentes...

Fui de férias no sábado passado, para a ilha-maravilha onde gostamos sempre de regressar, sabendo de antemão que a qualquer momento teria de voltar pois no estado avançado da doença em que se encontrava já não havia mesmo nada a fazer.
Aproveitei cada dia, cada mergulho, cada braçada, cada conquilha e caminhada, bola de berlim e copo de vinho como se fosse o último - sem saber bem se no dia seguinte teria de vir a Lisboa. 
E foram as melhores férias de sempre - talvez por isso mesmo, porque eu estava disposta a vivê-las em plenitude, no seu todo, agradecendo a oportunidade de estar viva e de ter saúde para as desfrutar.

A Sofia partiu na 4ª feira, e o funeral foi na 6ª, pelo acabámos por vir embora só 1 dia antes do previsto.
Sei que ela daria tudo para poder viver, para estar com os "seus bebés" (por quem tanto perguntava quando estava no hospital) e sinto uma verdadeira obrigação de o fazer por ela.
As minhas férias não foram as melhores de sempre por nada que estivesse exterior a mim - foram porque eu me predispus a apreciar cada momento como se fosse o último - e que bom que foi!

Esta é a única forma de honrar a vida da Sofia, e de todos os que partem cedo demais - não dar nada por garantido e tirar o maior partido de tudo o que nos rodeia, sejam umas férias maravilhosas, um calhamaço por ler, tarefas domésticas, uma ida ao mecânico ou aquele excel aborrecido que temos de verificar - o que não daria ela por ter mais um dia que fosse com toda a sua banalidade?

Estar vivo é um enorme privilégio e pura sorte!
Sejamos gratos todos os dias - é o mínimo que podemos fazer para homenagear quem partiu.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Um cliché

Ter filhos é ter o coração fora do peito, dividido no meu caso em três.
E há algo de maravilhoso em ver o nosso coração ganhar asas e voar sozinho, tão crescido.
De vez em quando o adolescente irritante que não tira a máquina da louça e bate com a porta, parece-nos um miúdo tão fixe, tão desempoeirado, a fazer coisas sozinho, a superar-se sem termos nós, pais, nada a ver com o assunto.

Sinto que estou sempre a dizer o mesmo, mas é mesmo o que sinto: vejo os bebés dos outros e acho um amor - juro que sim - mas ter filhos crescidos parece-me tão mais fixe...


Livro 14/2022

 

Cafuné, de Mário Zambujal

Herdado do meu pai e levado na mala de viagem das mini-férias em Junho - revelou-se a leitura perfeita para essa situação.
Cheio de humor, com bastantes referências históricas, leve e divertido, foi uma excelente companhia para desanuviar do livro anterior.
Dei 4 estrelas, pois apesar de não ser uma obra-prima da literatura lê-se muito bem, e entretém.
Não vivemos só da intelectualidade, certo?

terça-feira, 26 de julho de 2022

Um post em atraso

 Só mesmo porque não gosto mesmo nada de estar sem escrever por aqui (faz-me falta a escrita, ajuda a arrumar ideias e a recordar, é mesmo importante para mim) - no entanto eu pessoalmente não me lembro de uma época tão atarefada... tem sido uma verdadeira loucura, senhores...

Recordo com saudade outros verões, mais tranquilos e preguiçosos, porque este verão tem sido avassalador de trabalho - não sei bem onde vamos parar, são dias e dias de seguida sem ter folgas, mil assuntos para estudar, mais uns quantos projetos para os próximos tempos.

Pela 1ª vez desde 2014 (em que deixei o trabalho fixo) tenho já trabalho marcado até Outubro (bastante) e já tenho coisas marcadas para Novembro e Dezembro também - completamente inédito.

No caminho, fica tanto por viver e tanto por registar...
O mais velho esteve num torneio de futebol e atravessa uma crise de identidade, dentro e fora de campo.
A do meio esteve num campo de férias onde não conhecia ninguém (sendo que a maioria dos miúdos se conhecia entre si) e fez amizades em menos de nada, e provou que é uma boa miúda, amiga de todos e que não discrimina ninguém.
A mais nova esteve comigo um dia em oficinas, e eu gostei tanto de a conhecer fora do nosso contexto.

Noto claramente que andamos todos muito cansados (os adultos com quem me cruzo, os miúdos não!), e todos a queixar-se do mesmo: anda tudo sem cabeça para nada, e a fazer borradas nos respetivos trabalhos: encomendas de produtos errados, faturas com valores que não batem certo, emails enviados a pessoas que não têm nada a ver ....
Será efeito do covid? 

Não sei, mas que está tudo meio atípico...está!


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Livro 13/2022

 

Apneia, de Tânia Ganho

Na lista de leitura desde que a Tella o leu, e depois disso várias pessoas confirmaram - foi emprestado pela minha irmã que também lhe deu uma boa nota no Goodreads.
Nunca um título de livro foi tão bem aplicado. Lê-se num fôlego só, apesar das 700 páginas, ficamos naquela ânsia de ler mais e mais e ver onde as coisas vão parar - mas não estou a falar de um mistério nem de um policial, está mesmo só muito bem escrito.
Sabia que o tema era a violência doméstica, não sabia era em que moldes. A violência tem muitas formas e nem todas deixam marcas visíveis, é o que é.
Apesar de ter dado nota máxima - porque de facto não consegui parar de ler até chegar ao fim - a verdade é que ficam algumas coisas por explicar e saber, nomeadamente a história do marido (ficamos sem saber o que o levou até ali). Por outro lado, houve uma ou outra situação em que a protagonista me irritou, em que pensei "estava-se mesmo a ver..."
Ainda assim, dei 5 estrelas.
Recomendo.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

E assim de repente

... há palavras gritadas, portas batidas, silêncios ensurdecedores, risos que se transformam em lágrimas em menos de nada.

Senhoras e senhores, tomem os seus lugares e apertem os cintos pois é esperada bastante turbulência.
A adolescência aproxima-se a passos largos. A dobrar.

(quanto tempo dura, mesmo??)

terça-feira, 14 de junho de 2022

Livro 12/2022

 

Sapiens, História Breve da Humanidade de Yuval Noah Harari

Recomendado pelo cunhado e sobrinha no Verão passado, depois por uma amiga, e quando dei por ela andava muita gente a lê-lo no comboio (ainda há sempre uma pessoa a ler em cada carruagem).
Uma História da Humanidade em pouco mais de 400 páginas, com tanto que já sabemos e não nos lembramos, outras coisas que nem fazemos ideia e nunca tínhamos pensado nisso. Com certeza nem tudo estará 100% comprovado, mas é um grande livro, que eu diria quase obrigatório com conclusões que eu tenho pena de nunca me ter lembrado antes.

Li emprestado do meu cunhado, dei 5 estrelas e recomendo.

Cheguei a meio do meu desafio de leitura, mas fico contente de não estar a contabilizar. Já li muito mais do que 12 livros este ano, acreditem, mas estes 12 foram aqueles que escolhi ler por prazer e para mim, e esses é que contam para o desafio anual.

Coisas mais estranhas

 


Ou o milagre de ter os dois mais velhos a ver a mesma série outra vez.

Regresso aos santos

Há multidão, há confusão, há cheiro a sardinha por todo o lado, há música pimba, há comida e bebida vendidas em condições de higiene duvidosas a preços proibitivos.

A-DO-RO!
(que saudades, caraças!)

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Armas e rosas

 No dia 4 foi dia de realizar o sonho da Mary de 14 anos, e ir ver o concerto dos Guns'n'Roses.

Recordo como se fosse ontem a frustração que foi não poder ir ao concerto em 1992... Foram meses a tentar convencer o meu pai (completamente irredutível, nem valia a pena tentar!), arranjei imensas estratégias, pessoas conhecidas, grupos que envolviam até um adulto minimamente conhecido mas para ele foi igual ao litro... alguma vez uma filha sua num concerto de uma banda hard rock, cheios de tatuagens e cabelo comprido? Eu na minha ingenuidade (queria tanto tanto ir!) acalentei mesmo a esperança de conseguir, e lembro-me tão bem do dia do próprio concerto, e do triste que eu estava por estar a perder uma noite memorável - e que o foi de facto, não necessariamente pelas melhores razões, mas que ficou para a História, ficou! Mais tarde voltaria a ter muita pena de não me deixarem ir aos Nirvana, mas já nem esperança tive (e talvez já tivesse um bocadinho mais noção do perigo, não sei!) - mas este concerto dos Guns ficou-me mesmo atravessado!
Foi a primeira banda a sério de que gostei, logo depois dos New Kids on the Block (claramente uma banda para crianças!), e os álbuns Use Your Ilusion marcaram profundamente a entrada a sério na adolescência.

E apesar de todas as diferenças (toooodaaaaas!) senti-me como uma adolescente e vibrei, diverti-me, cantei, saltei e dancei como se estivesse em 1992!
Dos 14 aos 44 nem tudo mudou!

quarta-feira, 1 de junho de 2022

44 em 22

 E a constatação de que passei a fazer capicuas em anos que terminam capicuas também - fiz 33 em 2011, 44 em 2022, farei 55 em 2033 e aí por diante.

A constatação surgiu ao perceber que o meu sobrinho gémeo também fez capicua este ano - fez 11 - e como tal irá acompanhar-me nesta jornada, uma vida repleta de capicuas!
Pretendo andar por cá pelo menos até aos meus 88, que serão os 55 dele - em 2066, ui que isto agora de repente parece uma coisa muito longínqua, mas acreditem que não é!

Foi um dia tranquilo, passado junto ao mar, praticamente sem chuva e só vos digo que os 44 me assentam que nem uma luva!
Venham os próximos!

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Reflexão na véspera dos 44

 Assim de repente, e com muito por fazer e muitas coisas para mudar, sinto que estou onde deveria estar, em todas as áreas da minha vida.

Se mudava alguma coisa?
Um pormenor ou outro sim, mas no geral está tudo muito bem como está.