sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

2021 em livros (com base no Goodreads)

Fiquei a 68% do meu objetivo de leitura, que eram 35 livros este ano.
Não aconteceu, mas em nenhum momento me senti a falhar um objetivo, pois não incluí na lista tudo o que li ligado ao trabalho, pois se o fizesse, entre catálogos e artigos chegava facilmente ao fim com saldo positivo.

Aqui vão os dados:

23 livros
6 927 páginas

Livro mais curto: A Metamorfose (96)
Livro mais longo: O Bisavô (784)

Mais popular: A História de uma serva (3138 610 de leitores)
Menos popular: Segredos de Lisboa (38 leitores)

Média de pontuação: 4.1 estrelas

Este ano marcou algumas diferenças em relação aos anteriores - li muitos livros que cá tinha (herança), mas comprei alguns novos (o que é novidade), e no fim do ano regressei à biblioteca que é coisa que me dá enorme prazer, devo dizer. Deixei livros a meio (de momento só me ocorre um, do Charles Bukowsky mas acho que houve mais), e li dois livros em simultâneo (um em casa outro nos transportes) sem problema nenhum.
Tive alguma preocupação de trazer alguma diversidade de género e raça de autores: sair um pouco do escritor homem caucasiano, ler mais mulheres e pessoas de outras origens - nem sempre consegui, fica a intenção para 2022.

Penso que no geral foi um ano morno de livros, não li nada de espetacular, nem apanhei grandes secas como já aconteceu. Também não persegui o objetivo dos 35 livros, nem andei a ler livros pequenos para o conseguir atingir (coisa que já aconteceu).
Foi um ano intelectualmente exigente, em que a leitura foi feita mesmo por prazer, e sem poder ser algo muito complexo, que para isso bastou o trabalho.
Sinto que ainda assim, poderia ter lido mais, e estado menos nas redes sociais - fica esta intenção também para 2022.
Resta pensar qual será o objetivo para o próximo ano - tenho de pensar sobre isso!

Boas leituras, queridos leitores!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Pontos nos ii - o trabalho em 2021

 Muitas vezes falei nele este ano, no quão desafiante foi e nos não sei quantos projetos em que me meti, e acho que foi um ano tão marcante profissionalmente (sendo que acaba como começa, que isto na minha área não é uma escada, é só um labirinto!), mas foi tão marcante que merece que seja esmiuçado ponto por ponto:

Fevereiro: apoio pedagógico online
Que é como quem diz, explicações por zoom. Vi o anúncio na net e mandei o CV, coisa que aliás fiz um sem número de vezes ao longo destes anos. Uma resposta e uma entrevista via zoom, e a informação de que a minha falta de experiência seria compensada pela criatividade - pelo fazer as coisas fora da caixa, como tenho feito enquanto educadora artística. Foi daqueles desafios em que tive de pensar antes de aceitar, porque se por um lado foi uma tábua de salvação em pleno confinamento, sabia que me estava a meter em terreno completamente desconhecido. E lá fui. Tive um total de 8 ou 9 alunos, todos de 1º ciclo. O conceito do centro seria ajudar os miúdos com a escola online, tirando aos pais essa responsabilidade (esse papel duplo de pais e professores, que já se sabe não acaba bem). Adorei os miúdos, sinto que conesegui fazer a diferença na vida deles, mas caramba, que trabalho tão exigente! Cada aula era um desafio diferente, eles todos a aprender coisas diferentes, com situações familiares únicas (e sim, eu estive em casa de todos eles, vi as mães, pais, os manos e animais de estimação e tudo e tudo), para 1 hora de aula eram uma data de horas de preparação. E o mais dificil de tudo: a matemática! Nunca investi tanto a tentar perceber matemática como este ano, e confirmei que já temia: fui mesmo para fora de pé!
Foi uma experiência para lá de enriquecedora, que me salvou do tédio em pleno confinamento, que me deu que fazer e pensar, que me obrigou mesmo a fazer o impensável - se não tivesse havido mais nada de insólito este ano, eu a dar explicações de matemática já era suficiente!

Junho: exposição Tudo o que eu quero

A exposição abriu em Junho, mas antes disso houve meses de preparação, reuniões etc. Foi uma honra participar neste projeto, e um prazer enorme fazer visitas nesta exposição. Foi uma pena não estar patente durante o ano letivo, só apanhámos poucas escolas, mas foram meses intensos e muito preenchidos, que me fizeram mergulhar no mundo das artistas, ler mais sobre feminismo, pensar de forma crítica sobre o difícil que ainda é ser mulher no século XXI. Super apaixonante.

Setembro: Museu do Dinheiro
Fui à entrevista para colaborar com o Museu do Dinheiro corria o ano de 2016 - estava com uma grande barriga de grávida, fui aceite e fiz a formação já de 8 meses, com um banquinho atrás para me ir sentando pelo caminho (e toda a gente se lembra de mim!). Entretanto aquilo passou por um processo de reformulação e a minha colaboração ficou em águas de bacalhau. Até agora. É um tema diferente, fora da minha praia também, mas o projeto é aliciante, a equipa é muito porreira, e é um sítio onde me senti muito valorizada e bem recebida. Tem um horário fixo, daí que tenha ocupado muitos dos meus fins de semana, o que me custa pelos miúdos, mas não posso dizer que me custe pelo trabalho. Vou sempre feliz da vida.



Setembro: Ídolos - Olhares Milenares


Comecei a colaborar com o Museu de Arqueologia corria o mês de Março de 2020. Tinha feito só uma visita quando estalou a pandemia, e achei sinceramente que uma relação tão fresca não iria durar. No entanto a responsável do Serviço Educativo não me deixou para trás, e também me incluíu na preparação desta exposição - fui à conferência de imprensa ainda no fim de 2020, e à pré-inauguração logo no dia a seguir à primeira dose da vacina, nem sei bem onde tinha a cabeça. Foi um projeto megalómano, uma exposição muito bem conseguida, e um tema que não tem nada a ver com o que costumo trabalhar, pelo que foi um enorme desafio - que infelizmente não se traduziu num número espetacular de visitas, mas pronto, penso que isso também marca este ano: muito trabalho e pouco rendimento. Acredito que nada se perde, e o que estudei para esta exposição servirá para outras no futuro.

Setembro: D. Maria II de Princesa brasileira a Rainha de Portugal

Outra exposição de que muito me orgulho de ter feito parte, e outro desafio gigante. Esta senhora teve uma vida curta, mas tão intensa, que foi também preciso uma enorme preparação para fazer visitas. Sendo uma exposição com muita informação e textos de parede (ao contrário das outras), acho que as visitas ajudavam bastante a digerir tudo e contar a história desta rainha que eu fiquei a admirar de sobremaneira. Uma miúda de 15 anos no trono de um reino falido, politicamente instável, que governou durante 19 anos estando sempre grávida ou com um recém-nascido - e conseguiu de forma tão hábil conciliar a vida profissional com a familiar, tendo uma relação próxima com os filhos, coisa que não era nada habitual na época.

Novembro: Formação de Professores - Artistas Portuguesas
No seguimento da exposição Tudo o que eu quero, fomos contactadas para realizar uma formação para professores na área da cidadania e igualdade de género. Outro desafio, outra novidade, pois nunca tinha feito nada parecido. Correu muito bem, e é de facto muito compensador ver os projetos implementados, pensar que há alunos em todo o país que vão ter contato com artistas tão importantes na nossa História com base no que foi falado nesta formação. Super enriquecedor, e muito stressante também, que nestas coisas há sempre mil burocracias a ter em conta...

Em linhas gerais foram estas as novidades que 2021 me trouxe, a juntar aos sítios onde já colaborava (menos os palácios de Sintra, que não contactaram ninguém depois da pandemia, coisa que me entristece profundamente, que ninguém merece ser assim tratado mas são ossos do ofício...).
2022 já começa com um novo desafio, mas sobre isso falarei no próximo ano.

2021 foi marcante, desafiante, foi um balde de água fria e um teste à minha resiliência. 
Acho que passei a prova.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Livro 23/35 2021

 

Os Grandes Faraós do Antigo Egito, de Luís Manuel Araújo

Lido meio por trabalho e meio por prazer, trazido da biblioteca e lido ao mesmo tempo que o anterior.
Não é preciso ser mestre em egiptologia para conhecer o nome do autor - é só o maior entendido no assunto em Portugal.
Sendo um livro técnico, é facilmente lido por quem é apaixonado pelo tema.
A meio da leitura e estando a caminho do Museu de Arqueologia recebi fotografias de uma colega que tinha acabado de regressar de lá - se a inveja matasse eu tinha ficado logo ali...
É mesmo uma civilização apaixonante, e estranha ao mesmo tempo.
Dei 5 estrelas.

Livro 22/35

 

Contos de São Petersburgo, de Nicolai Gógol

Recomendado por uma colega de trabalho, e comprado na Feira do Livro deste ano.
É um clássico da literatura russa, talvez não tivesse sido a melhor altura para ler (por uma questão de atenção e ou falta dela, vá).
Gostei, mas não adorei. É diferente de tudo o que li antes, gostei dos contos e do sentido de humor do autor, da falta de senso (como se traduz nonsense?) de alguns pormenores.
Dei 4 estrelas, mas sei que não me marcou.

Muitos posts em atraso por aqui

 Já que o mês de Dezembro foi mesmo o culminar de um trimestre tão intenso de trabalho, que nem soube muito bem por onde me virar...
Isto de trabalhar aos fins de semana e fim do dia, quando se tem três filhos, não é fácil. Não é não senhor.
Foram sábados e sábados a chegar a casa às 19h30 e dias de semana com formação até às 21h, com tudo o resto que costuma acontecer a essa hora a ficar em stand by (roupa, jantares etc, mas principalmente o meu descanso que tanta falta me faz!).
Sobrevivemos.

Na última semana tivemos 4 dias de oficinas que foram mesmo de levar ao limite. Ao contrário do que sempre acontece tivemos um grupo exclusivamente de rapazes, vários já bem crescidos, e ainda para mais calhou chover a semana toda! Além disso estávamos a trabalhar na sala em frente onde estava a decorrer o concelho de ministros extraordinário (e consequente conferência de imprensa), a ser adiada hora após hora, e os miúdos a ter de ficar em silêncio. Foi mesmo, mesmo, um filme!
Também sobrevivemos.

Por fim conseguimos ter um Natal com tudo a que temos direito! Foram 3 dias de celebração - 24, 25 e 26 - a destacar o único encontro com irmãs e sobrinhos todos em 2021 (ao longo do ano faltou sempre alguém...).

Sim, agora estamos todos confinados, porque claro que os casos andam a pipocar à nossa volta, mas por agora posso dizer que valeu a pena - assim não haja casos graves.
Havemos de sobreviver!

Boas festas, malta!

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Do trabalho

 2021 ficará marcado sem dúvida como o ano em que mais coisas fiz, e desafios novos enfrentei.
Achei que já estavamos a acabar mas afinal em Dezembro ainda havia tempo para entrar em mais um museu. Irei fazer um post sobre isto, porque de facto foi um ano com tanta coisa interessante e diferente, que merece ser partilhado - e guardado para ler daqui a um tempo se isto tudo fechar outra vez e para quando eu achar que não há solução para a minha vida profissional.
Há que manter a resiliência, a força de vontade, a motivação e o amor à camisola (às muitas camisolas que temos de vestir!). mas caramba que não há profissão melhor que esta!

Mediadora artística e cultural para sempre!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

O 1º post de Natal de 2021

 Para que fique registado:

Dia 1 fizemos a árvore - e como em tudo na nossa família por insistência da nossa ritualista/tradicionalista/entusiasta do Natal, que é a nossa filha do meio (e a mais nova por enquanto também). O pai não fez frete nem refilou de ir buscar as coisas à arrecadação (ponto para ele), e eu acedi a montar a dita depois de um dia de trabalho longo e cansativo, a chegar a casa às 19h30 (fins de semana e feriados há menos comboios e tenho de sair mais cedo e chegar mais tarde, sem comentrários - e ponto para mim). O mais velho esteve de trombas e sem vontade nenhuma, claro, até meio do processo, depois lá lhe passou.

Dia 6 comprei os primeiros presentes.

Não há grande volta a dar, acho que o espírito de Natal me atinge lá para dia 10, e por muito que tente (não foi o caso) ir adiantando as coisas e despachar o que pode estar despachado, nunca acontece. E verdade seja dita, com mais ou menos stress, no dia certo está sempre tudo pronto. É o que vale.

A grande incógnita é mesmo onde e como vamos passar o Natal, se regressamos às tradições de sempre ou se ainda temos restrições este ano...

Ho ho ho, queridos leitores. 
Que comece o Natal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Mais de 20 anos a usar e-mails...

 ... e continuamos na saga do Reply to all (ou Responder a todos, conforme o caso).

Porquê, senhores?
...que canseira de pessoas, pá.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Os anos passam...

 ...e a dúvida mantém-se: natal em Novembro para quê? Qual é a pressa mesmo?

Ah e tal, a época do Natal passa tão rápido que é para fazer render...
O que passa rápido são as férias de Verão, malta. Tudo o resto leva o tempo que tiver de levar.

Novembro é S. Martinho e Outono.
Dezembro é Natal e Inverno.

Não percebo esta pressa.


segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Ainda o minimalismo

Mais do que de roupa, o que preciso mesmo é de uma máquina de roupa que funcione.
Não é que não tenha roupa - tenho sim!- o que não tenho é roupa que chegue para duas semanas de trabalho sem lavar.

Uma amiga fez há uns anos um desafio em que passou mais de 100 dias sem repetir uma única peça de roupa.
Eu não consigo passar 7.
(e está tudo bem, em ambos os casos!)

Mas o que me faz falta mesmo é uma tal peça que vai por a máquina a funcionar outra vez.
Até lá percebemos que conseguimos lavar roupa com água fria, e assim nos vamos mantendo.
Roupa nova talvez nos saldos!

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Livro 21/35 2021

 

Apenas miúdos, Patti Smith
Quem me falou neste livro já há alguns anos foi uma prima, e eu fiquei desde então com vontade de o ler. Percebi que não havia na biblioteca da zona, e que ninguém tinha para me emprestar (ou tinha, mas não naquele momento). Numa ida à Fnac o mês passado dei de caras com ele e já não o larguei mais.
É um retrato de NY do final dos anos 60/início dos 70, em que a autora - a cantora Patti Smith - nos conta a história de amor que viveu com o artista Robert Mapplethorp. Tem partes de uma absoluta beleza poética, outras que são duras de ler, mas ao mesmo tempo é um livro maravilhoso para quem, como eu, é fascinada pelo ambiente e época referida - da música às artes plásticas foi uma época que tanto teve de glamouroso como de decadente.
E os protagosnistas têm uma relação tão gira, tão cumplice, que parte de uma relação amorosa para algo completamente diferente, uma amizade quase de irmãos gémeos.
Achei também muito interessante saber mais sobre os inícios das carreiras de ambos, ela que nunca se imaginou a dedicar-se à música, ele que estava tão longe da fotografia que o celebrizou. E em ambos aquela entrega total à arte, aquele viver e morrer pela arte, o fazer as coisas e tentar vingar dentro de um meio tão difícil, às vezes com fome e a dormir ao relento mas sem nunca desistir - uma dedicação à arte pela arte que acabou de facto com um enorme reconhecimento.
Ela diz às tantas, referindo-se a um grupo de artistas que de todos eles é a única sobrevivente - uns sucumbiram às drogas, outros suicidaram-se, outros tantos (como o Robert) morreram de SIDA.
É uma geração que está ali entre o auge do rock e o início do pop, que nos deu grandes artistas, e ambos acabam por ser bons exemplos (goste-se ou não da sua arte).
Única nota negativa seria para a tradução, que em alguns momentos acho que não esteve à altura.
Dei 5 estrelas e recomendo.

Sobre esta fase agitada, um apontamento

 Para ajudar na festa em que me encontro a ter de concretizar o (talvez) último desafio profissional do ano (de dimensão considerável, mas intercalado com outros desafios de menor dimensão - ou pelo menos coisas que são mais dentro da minha praia) eis que resolve avariar:

A máquina da roupa
A máquina da louça
O carro

O telemóvel da do meio também se espatifou sem razão aparente, mas isso já nem conta (anda com um todo partido, paciência).
Bem posso dar corda aos sapatos e apertar o cinto, que o porco mealheiro não estava a contar com isto...

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Sobre o (meu) minimalismo

Vocês já não se lembram mas corria o ano de 2019 e "japonesei" a minha casa - ou seja destralhei aplicando o método KonMarie.
Na altura fiquei muito orgulhosa, pois consegui reduzir o meu guarda-roupa aos mínimos indispensáveis, ficando só com o que gosto e uso mesmo. Não gosto de grandes coloridos nem padrões, pelo que na altura fiquei com um maravilhoso armário-cápsula com apenas 25 peças de roupa de tons neutros penduradas.
Sim, entre vestidos, saias, calças, tops de pendurar e casacos de malha eram apenas 25 peças. Mas eram 25 peças top, que conjugam todas umas com as outras, permitindo looks para todas as ocasiões.
Entretanto o tempo passou, algumas peças entraram, outras saíram, como deve ser.
Recentemente a minha vida profissional deu uma volta - ou várias, mas uma delas foi deixar de colaborar com vários locais que exigiam farda e começar noutros que não tendo farda, pedem um dress code específico. Para ajudar à festa, temos a máquina da roupa meio avariada, a funcionar apenas em circunstâncias específicas.

E pronto, eis que temos esta que vos escreve a penar todas as manhãs por não ter nada para vestir.
E sem tempo - quem diz tempo diz paciência, e quem diz paciência diz dinheiro - para ir às compras.

Minimalismo, a quanto obrigas!

terça-feira, 9 de novembro de 2021

São fases

 Tinha eu os dois mais velhos bem pequenos, essa fase tão caótica como intensa na minha vida, e respondi com o título deste post à pergunta: "o que dirias a ti mesma antes de ser mãe?"

Foi das coisas que mais cedo me apercebi, tudo são fases mesmo, e se quando temos um recém-nascido as fases deles se ultrapassam em catadupa, também agora quando damos por ela já mais uma fase passou.
E não, não falo apenas dos miúdos e das fraldas, chuchas e afins, também nós adultos (ou quase, já se sabe!) passamos por diferentes fases, individualmente e em família também.

Num jantar de amigos comentámos isso mesmo, como de repente um grupo de 6 ou 7 famílias não há duas a viver a mesma "fase". 
Também nos meus novos desafios profissionais vou tendo contacto com colegas mais velhos, e outros muito mais novos, e vamos trocando experiências - e não há ninguém na mesma "fase" que eu! 
Mas o bom disto tudo é podermos ver as coisas boas que as próximas fases nos trazem, e ao mesmo tempo dar uma mensagem de esperança a quem está umas quantas fases atrás de nós!

Mais uma vez repito o que disse há uns posts atrás sobre haver um tempo certo para tudo - para as jantaradas e saídas, para pijamas e sofá, para as noites mal dormidas e sonos profundos, para copos de vinho e canecas de chá, para trabalhar afincadamente ou parar e refletir sobre o futuro - qualquer que seja o mal ou o bem podemos agarrar nesta ideia: são tudo fases!



segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Sobre o trabalho

Que tem sido muito e bastante variado. Não me posso queixar.
Esta semana de trabalho vai ter 7 dias, e as próximas vão ser no mesmo registo.

Pena que a conta bancária não acompanhe o aumento do volume, mas é um dos males pós-pandemia: trabalhamos mais e recebemos menos, estamos dispostos a tudo, dizemos a tudo que sim, cheios de medo que volte tudo a fechar e irmos todos ao tapete outra vez...
Até lá, é esbracejar para não ir ao fundo.
Mas repito que não me posso queixar porque estou tão feliz por ter trabalho... 

Ser freelancer tem o seu quê de esquizofrénico.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

1º dia de outono

Sempre assisti à minha mãe a ficar deprimida com o fim do verão. Falava muito nisso a partir do fim de setembro, com os dias mais curtos, e então com a mudança da hora pior um pouco - era uma "neura", usando a sua expressão.

Como temos tendência para ficar parecidas com as nossas mães, ou então no seu oposto, depois de uma adolescência e juventude a mal dizer o fim do verão e a chuva e a noite às cinco da tarde, pois que cada vez mais aprecio o que cada estação tem para nos oferecer.
E não, não tenho neura nenhuma por ter acabado o verão, muito menos com a mudança da hora - que tanto me ajuda a conseguir acordar cedo de manhã e ter manhãs mais tranquilas, e deitar mais cedo também indo para a cama a horas decentes (é só seguir o relógio biológico e tudo acontece uma hora mais cedo - e guess what, a hora que "perdemos" à noite ganhamos num momento muito mais rentável, que é a manhã).

Este ano consegui a proeza - sem esforço nenhum! - de nem sequer sentir aquela nostalgia do último mergulho, tive um setembro tão cheio de novidades, e com uma viagem pelo meio, nem me ocorreu que de facto a época balnear estava a terminar (é a minha preferida, que isso fique bem claro).

E assim foi com um sorriso que vi na previsão que os primeiros dias de outono de facto chegavam esta semana - é época disso mesmo, de castanhas e folhas laranja no chão, das abóboras e dióspiros, de trocar as sandálias pelas botas fechadas e viver o que de melhor cada estação tem para nos oferecer.
O que aí vem é lindo e maravilhoso? Claro que não - tanto que eu nem acho assim grande graça ao Natal, no entanto é este o tempo - e como diz a célebre passagem da Bíblia "tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu".
Há tempo para tudo e tudo tem o seu tempo.

Vamos lá abraçar esta passagem do tempo como a dádiva que ela de facto é, pois já se sabe que num abrir e fechar de olhos já estamos a mudar os relógios outra vez.



quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Eu, culpada também

 Disto.

Não nego que o desafio de leitura me motivou a ler mais - ler livros mesmo, e não artigos ou notícias no telemóvel. E isso não deixa de ser positivo, antes livros que outra coisa qualquer - mas não deixa de ser um motivo extrínseco à própria leitura, o querer superar um desafio.

No entanto é curiosa esta questão, em que nunca tivemos tanto acesso à informação e se calhar nunca fomos tão ignorantes. Ou a ignorância é a mesma, o que mudou foi a hipótese de acabar com ela mais facilmente.

Faz-me falta uma certa profundidade. Ficamos sempre um bocado pela rama, e há tanta e tanta coisa por ler, ver, saber que parece que o tempo de pensar, trocar ideias, discutir, escasseia.

Comemos muito e digerimos pouco, é o que é.


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

O Fazedor de Nadas

 Ou a primeira ida ao teatro pós-pandemia.
Mesmo antes já ia tão pouco, e é das coisas que me custa, quero mesmo mudar este paradigma este ano!

Tenho uma prima atriz, e acabo por ir apenas e só às suas peças - o que é de lamentar porque sei bem que tantas vezes ela representa para salas vazias, e tantos outros farão o mesmo todos os dias em muitas salas pela cidade fora.
Por isso mesmo ela está de partida para fora do país, e a sua intenção é mesmo não voltar. (e o triste que é ver as pessoas da cultura nesta situação...)

Fui pela primeira vez ao Teatro Taborda, um espaço incrível com um café e esplanada com uma das melhores vistas de Lisboa. A sala de espetáculos é pequena e cheia de encanto.

A peça era indecifrável, daquelas que nos faz pensar se nos está a escapar alguma coisa, das que cada um interpreta à sua maneira, tão longe da realidade e de tudo o que conhecemos como de facto a arte deve ser.
Adorei!


Horário de Inverno

 Serei a única a ver o lado positivo do horário de Inverno?

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

12 anos passaram

 ...desde este post.

Reparei que nos posts de instagram do dia dos anos dele uso muito a palavra "desafio", e confirmo - ele foi sem dúvida o nosso maior desafio.
E de certa forma, ainda é - se bem que muito rapidamente (mesmo!) percebemos que temos é de ajustar a expectativa e por os pés no chão, e pelo qual o desafio vai sendo menor.

Este rapaz nasceu para nos dar uma grande lição de humildade, de ignorância, de capacidade para gerir a perda de controlo.
Nasceu e logo nos apercebemos que é do mundo, que até pode ter raizes mas que o que tem maior são as asas.
Nasceu para nos confrontar com os nossos maiores defeitos, é dos três o mais parecido connosco em tanta coisa - caótico, desorganizado, desarrumado, independente, não nos conta nada, sempre pronto para seguir caminho longe de nós (e eu sinto cá dentro do meu coração que na primeira oportunidade ele sai de casa e vai viver para outro país - e onde é que eu já vi isto, mesmo?).

Também é um miúdo fixe, dos que se enturmam rapidamente, sem levantar ondas, sempre pronto para tirar o melhor partido de cada momento - seja um mergulho no mar, um jogo de futebol, uma bola de berlim com Nutella.

Há 12 anos o desafio foi receber nos braços um bebé que em nada correspondeu à expectativa.
12 anos depois, expecativa ajustada, o desafio continua.
O nosso bebé do mundo sai para o mundo, não tarda nada.