quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Gosto
...da série "Conta-me como foi".
Não estou a seguir os episódios, no fundo não percebo nada da história, acho que já vi episódios mais adiantados e que agora voltou para trás, mas não interessa. Gosto na mesma.
E tiro o chapéu ao Miguel Guilherme e à Rita Blanco. Grandes.
(no vídeo, atenção aos primeiros segundos e ao mergulho na areia!)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Coisas boas do Verão
Ainda me sinto meia maravilhada com o Verão.
Parece que ainda nem acredito que este ano tenho direito a tudo aquilo que tanta falta me fez nos dois últimos anos.
Ainda me parece exótico chegar ao fim-de-semana e poder ir para a praia.
Ainda fico assim meia aparvalhada quando vou a uma esplanada ao fim do dia.
E o pôr do sol é para mim um presente todos os dias.
Adoro o Verão, adoro a praia, adoro mergulhar no mar, adoro andar de havaianas e não calçar outra coisa, adoro sair de casa e não ter de pensar em casacos, adoro este céu, esta luz que não se repete em lugar nenhum do mundo, este sol abrasador que aquece tudo, este mar imenso que consigo ver da minha janela.
Não consigo quantificar a falta que tudo isto me fez.
Não consigo expressar aquilo que sinto quando falo com os meus colegas e eles me dizem que lá em Amsterdam (olha a novidade!) está a chover.
Não há canais, não há bicicletas, não há Van Gogh Museum que valham por tudo isto que temos aqui.
Ainda bem que viemos.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
"Tchau madrinha" e outras piadas privadas
O ano era 1991 ou 1992.
A situação era a de uma rapariga que ia casar, filha de uma senhora que trabalhou com a minha avó, e também ela afilhada da minha madrinha.
A Rapariga, de que não me lembro o nome, resolve convidar toda a família para o seu casamento.
Organiza-se um grupo, e lá vamos com a avó, alguns tios, e primos, num total de já não sei exactamente quantas pessoas, mas a formar um grupinho considerável.
Depois da cerimónia seguiu-se um almoço num restaurante local.
No final da festa, a Noiva despede-se da madrinha dizendo:
"Tchau Madrinha!"
E esta frase, meus senhores, ficou!
Poucos anos depois foram os casamentos das minhas irmãs e o "tchau madrinha" foi usado até à exaustão. E passados todos estes anos a frase continua a surgir entre madrinhas e afilhadas, numa private joke, que já tem barbas brancas!
A Noiva, essa, nunca mais se safou da alcunha "tchau madrinha"!
Na minha vida há assim frases e piadas privadas que se repetem e que sabe-se lá porque é que nos ficam na memória.
Algumas chegam mesmo a afastar-se do seu significado original para assumir outro qualquer à nossa vontade.
Aqui ficam algumas:
A situação era a de uma rapariga que ia casar, filha de uma senhora que trabalhou com a minha avó, e também ela afilhada da minha madrinha.
A Rapariga, de que não me lembro o nome, resolve convidar toda a família para o seu casamento.
Organiza-se um grupo, e lá vamos com a avó, alguns tios, e primos, num total de já não sei exactamente quantas pessoas, mas a formar um grupinho considerável.
Depois da cerimónia seguiu-se um almoço num restaurante local.
No final da festa, a Noiva despede-se da madrinha dizendo:
"Tchau Madrinha!"
E esta frase, meus senhores, ficou!
Poucos anos depois foram os casamentos das minhas irmãs e o "tchau madrinha" foi usado até à exaustão. E passados todos estes anos a frase continua a surgir entre madrinhas e afilhadas, numa private joke, que já tem barbas brancas!
A Noiva, essa, nunca mais se safou da alcunha "tchau madrinha"!
Na minha vida há assim frases e piadas privadas que se repetem e que sabe-se lá porque é que nos ficam na memória.
Algumas chegam mesmo a afastar-se do seu significado original para assumir outro qualquer à nossa vontade.
Aqui ficam algumas:
- "Olááá´, o meu nome é..." desde 2000
- "Brócolos, brócolos" desde 1997
- "Não tinhas cortado no chocolate?" desde 1996
- "aqueles fins de tarde na restinga..." desde 2000
domingo, 3 de agosto de 2008
Já não temos 20 anos
Pois é. É mesmo oficial. E há pequenas coisas em que isso se nota.
E a capacidade para fazer noitadas é uma delas.
E a capacidade para fazer noitadas é uma delas.
D-E-S-P-E-D-I-D-A!
Ontem foi dia de despedida.
Um dia entre amigas com muito sol, praia, passeios de ferry, um fim de tarde com sangria, pimentos de padrón e ameijoas, com surpresas, presentes, coreografias, fotografias, t-shirts vermelhas e amarelas, churrasco e gelado. E muita conversa.
E só não deu para mais porque fomos vencidas pelo cansaço!
Um dia entre amigas com muito sol, praia, passeios de ferry, um fim de tarde com sangria, pimentos de padrón e ameijoas, com surpresas, presentes, coreografias, fotografias, t-shirts vermelhas e amarelas, churrasco e gelado. E muita conversa.
E só não deu para mais porque fomos vencidas pelo cansaço!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
E devido a um comentário mais abaixo...
...aprendi que não se deve usar a palavra "nutela" e "cocó" no mesmo post.
Estamos sempre a aprender.
Estamos sempre a aprender.
Toalhitas da Woolite
Aqui há um tempo atrás tomei conhecimento da existência de umas toalhitas que se põe na máquina para não tingir a roupa. Eram perfeitas, podia-se misturar as cores e tal e tal e aquilo agarrava a tinta e nao deixava a roupa ficar tingida.
Espectáculo.
De compras com a mãe lá trouxe um pacote das famosas toalhitas da Woolite.
A primeira utilização correu bem - e é o que se quer!
A partir daqui começamos quem sabe a abusar da sorte e da capacidade das toalhitas, e começaram a sair, obviamente, umas peças manchadas com as cores das peças vizinhas - coisa que é uma total novidade cá em casa, pois sempre tivemos imenso cuidado com as máquinas de roupa e roupa clara é roupa clara, roupa escura é roupa escura e até roupa vermelha/cor-de-rosa/laranja é roupa vermelha/cor-de-rosa/laranja.
Fiquei logo de pé atrás com a porcaria das toalhitas, ainda para mais saem da máquina com um ar nojento, e resolvi não as usar mais.
Eis senão quando a máquina avaria.
Ficava ali para a frente e para trás e não despejava nem fazia nada de jeito, e chegámos a por a máquina a funcionar a noite e chegar de manha e lá estava ela a funcionar sem sair do lugar.
Santa paciência... será que era por isso que as toalhitas não tinham funcionado? Tanta gente rendida aos encantos das mesmas e só eu tinha a opinião contrária...com certeza havia aí alguma peça que não encaixava bem.
Liguei ao numero de apoio ao cliente, falei com as coleguitas de profissão que vá lá não me puseram a arranjar a máquina sozinha (como eu faço a quem me liga) e chamaram um técnico.
Hoje lá veio o técnico cheio de malinhas com ferramentas para cima e para baixo e caderninhos com recibos e tudo e tudo.
Começou por arrastar a máquina, pedir um alguidar (que eu não tenho, foi mesmo um tupperware, adiante), retirou o rodapé da máquina e começou a despejar a água que estava ali desde a semana passada.
Nisto, com a maior das simplicidades retira o filtro da máquina e informa-me que estava entupido, que havia ali qualquer coisa a bloquear.
Eis senão quando eu olho para dentro do tupperware onde estava a tal coisa que tinha entupido a máquina, e claro, já se está mesmo haver que era nem mais nem menos do que uma toalhita da Woolite!
Que neeeeervos!
E toma lá 34 euros para o senhor das ferramentas, ah pois é...
Saiu bastante cara a brincadeira...
Espectáculo.
De compras com a mãe lá trouxe um pacote das famosas toalhitas da Woolite.
A primeira utilização correu bem - e é o que se quer!
A partir daqui começamos quem sabe a abusar da sorte e da capacidade das toalhitas, e começaram a sair, obviamente, umas peças manchadas com as cores das peças vizinhas - coisa que é uma total novidade cá em casa, pois sempre tivemos imenso cuidado com as máquinas de roupa e roupa clara é roupa clara, roupa escura é roupa escura e até roupa vermelha/cor-de-rosa/laranja é roupa vermelha/cor-de-rosa/laranja.
Fiquei logo de pé atrás com a porcaria das toalhitas, ainda para mais saem da máquina com um ar nojento, e resolvi não as usar mais.
Eis senão quando a máquina avaria.
Ficava ali para a frente e para trás e não despejava nem fazia nada de jeito, e chegámos a por a máquina a funcionar a noite e chegar de manha e lá estava ela a funcionar sem sair do lugar.
Santa paciência... será que era por isso que as toalhitas não tinham funcionado? Tanta gente rendida aos encantos das mesmas e só eu tinha a opinião contrária...com certeza havia aí alguma peça que não encaixava bem.
Liguei ao numero de apoio ao cliente, falei com as coleguitas de profissão que vá lá não me puseram a arranjar a máquina sozinha (como eu faço a quem me liga) e chamaram um técnico.
Hoje lá veio o técnico cheio de malinhas com ferramentas para cima e para baixo e caderninhos com recibos e tudo e tudo.
Começou por arrastar a máquina, pedir um alguidar (que eu não tenho, foi mesmo um tupperware, adiante), retirou o rodapé da máquina e começou a despejar a água que estava ali desde a semana passada.
Nisto, com a maior das simplicidades retira o filtro da máquina e informa-me que estava entupido, que havia ali qualquer coisa a bloquear.
Eis senão quando eu olho para dentro do tupperware onde estava a tal coisa que tinha entupido a máquina, e claro, já se está mesmo haver que era nem mais nem menos do que uma toalhita da Woolite!
Que neeeeervos!
E toma lá 34 euros para o senhor das ferramentas, ah pois é...
Saiu bastante cara a brincadeira...
terça-feira, 29 de julho de 2008
Anarquia
A minha capacidade de liderança é tão boa tão boa que não consigo dominar nem os comentários do meu próprio blog...
Ele é comentários ao desafio, ele é boatos lançados, ele é comentários que não têm nada a ver com os post... enfim...
Meus senhores, é a anarquia.
Não há respeito!
Ele é comentários ao desafio, ele é boatos lançados, ele é comentários que não têm nada a ver com os post... enfim...
Meus senhores, é a anarquia.
Não há respeito!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Afinal consigo...
...escrever mais umas linhas o sobre o assunto.
Somos mesmo quase quase quase adultos!
- esta situação de ser madrinha no fundo é como a pescada, que antes de o ser já o era. Desde que a Princesa nasceu que tem um um grupo de tias-fadas-madrinhas que estão cá para o que der e vier. Eu serei apenas a madrinha oficial, a que assina o papel. No fundo é como uma união de facto: o papel não vem mudar nada, mas faz a diferença...
- se me dissessem há 25 (vinte e cinco!!!) anos atrás no recreio da Bafureira "olha, estás a ver aquele menino ali a jogar futebol, a suar em bica e a comer um papo-seco a meio da manhã? Um dia vais ser madrinha da filha dele" - eu não acreditava!
- gosto muito de poder chamar "compadre" e "comadre" aos pais e ao padrinho. Acho que vou adoptar esta nomenclatura!
- tem imensa piada esta história de sermos todos padrinhos e madrinhas uns dos outros. Parece que chegou também a altura de passarmos da amizade-união-de-facto à amizade-casamento! Até ontem éramos todos amigos mas podíamos se quiséssemos dizer adeus uns aos outros, gostei muito mas vou seguir a minha vida sem vocês. A partir de agora não. Há papéis a assinar e responsabilidades perante casamentos e baptizados, ah pois é! Já não há cá ir embora assim sem mais nem menos!
Somos mesmo quase quase quase adultos!
Madrinha
E ontem ao final do dia recebi um convite que me deixou muito honrada (e emocionada também...): vou ser madrinha da princesa Sousa.
A princesa Sousa é daquelas pessoas tão especiais mas tão especiais que eu nem sei quantificar.
Foi a primeira em tudo, primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha para todos nós.
Quando ela nasceu havia uma multidão de gente de braços abertos para a receber.
Veio mudar o nosso mundo e a nossa perspectiva das coisas.
Saber que fui escolhida para ser sua madrinha faz-me sentir também especial.
Tão especial, que nem eu sei quantificar.
E não consigo escrever nem mais uma linha sobre este assunto.
A princesa Sousa é daquelas pessoas tão especiais mas tão especiais que eu nem sei quantificar.
Foi a primeira em tudo, primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha para todos nós.
Quando ela nasceu havia uma multidão de gente de braços abertos para a receber.
Veio mudar o nosso mundo e a nossa perspectiva das coisas.
Saber que fui escolhida para ser sua madrinha faz-me sentir também especial.
Tão especial, que nem eu sei quantificar.
E não consigo escrever nem mais uma linha sobre este assunto.
Festival de Musicas do Mundo, afinal sim!
E depois de irmos buscar o carro e de descansar um pouco do stress da semana lá metemos pernas (ou melhor, rodas) ao caminho e fomos ter a Sines. Ainda bem que fomos.
Foram dois dias que souberam a 5, hoje sinto-me quase como de regresso das férias!
Dias de pura descontraçao, óptima companhia, mergulhos em água azul turquesa, sair a noite em ambiente de festa... foi mesmo giro!
E aqui ficam algumas notas soltas para mais tarde recordar:
Foram dois dias que souberam a 5, hoje sinto-me quase como de regresso das férias!
Dias de pura descontraçao, óptima companhia, mergulhos em água azul turquesa, sair a noite em ambiente de festa... foi mesmo giro!
E aqui ficam algumas notas soltas para mais tarde recordar:
- rock chines e vinho tinto nao sao a melhor combinaçao
- para lá de Bagdad nao há caminhos
- a hora da refeiçao é sagrada, mesmo quando só há bolachas de aveia e nutela para comer
- pao com chouriço ao pequeno-almoço, almoço e jantar é o que está a dar
- há quem venda golfinhos e hienas no parque de campismo
- há muito, mas mesmo muito, a conversar quando o tema é "o cocó"
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Festival de Música do Mundo...ou talvez não
Estávamos para ir passar o fim de semana a Sines, ao Festival de Música do Mundo, mas hoje o Te bateu com o carro e por isso estamos sem saber se vamos.
Não vamos porque ele bateu com o carro.
Bateu com o carro porque o carro da frente se despistou.
O carro da frente despistou-se por causa da chuva.
Choveu porque o amolador passou por aqui ontem (como bem sabeis).
Acho que lhe vamos mandar a conta do arranjo do carro (e dos bilhetes do concerto também...).
Não vamos porque ele bateu com o carro.
Bateu com o carro porque o carro da frente se despistou.
O carro da frente despistou-se por causa da chuva.
Choveu porque o amolador passou por aqui ontem (como bem sabeis).
Acho que lhe vamos mandar a conta do arranjo do carro (e dos bilhetes do concerto também...).
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Dolce Gusto

E ontem foi dia de compras, e comprámos esta máquina de café!
Desde que estou a trabalhar em casa que me apetecia comprar uma máquina assim, pois a que tínhamos (cafeteira de lume) além de fazer um café amargo como o rabo do gato (acho esta expressao linda, será que alguém mordeu o rabo de um gato para confirmar?!) que nao se conjuga com o meu plano de reduçao de açucar no mesmo, tinha de ser feita ao lume - e claro, aconteceu muitas vezes esquecer-me dela e chegar lá e ter o café queimado e espalhado um pouco por toda a cozinha, e aconteceu mesmo esta cena repetir-se duas vezes até conseguir de uma vez desliga-la a tempo.
A escolha da máquina deveu-se sobretudo a sua capacidade de fazer, além de café, capuccino e chocolate quente, e até café com leite frio!
Uma maravilha!
Nao tem a classe nem a elegancia de uma Nespresso. Também nao tem grande variedade de cafés (apenas duas, curto ou longo) - coisa que eu também nao aprecio pelo que nao me faz diferença.
Mas para mim tem uma vantagem imbatível que é o facto de se comprar o café em qualquer supermercado.
A campanha de marketing é que nao é famosa, e o slogan nao está muito bem escolhido
"Leve uma coffeeshop para casa!"
... esta frase para quem viveu em Amsterdam tem claramente um outro significado!
Nao, a minha casa nao é uma coffeeshop (lamento desapontar...), mas tem um bom café!
Podem vir provar quando quiserem!
terça-feira, 22 de julho de 2008
1 ano de príncipe do Reino da Boa Disposiçao
O nosso baby Sousa nasceu há 1 ano.
Fico triste de pensar que nao estive cá nesse dia.
Que antes disso nao vi a barriga da sua mae grande e redonda como o mundo - e linda, que a gravidez é um estado que lhe fica mesmo bem.
Fico triste de pensar que quase nao o acompanhei a crescer. Que me lembro de o ver a mamar muito poucas vezes. Que quase nunca passeei com ele no paredao. Que nao lhe dei a atençao e o tempo como dei com a sua irma.
Apesar da lacuna, sei que temos a vida toda pela frente, e que sempre que ele precisar pode contar comigo.
O momento em que o vi pela primeira vez foi muito estranho. Senti que o conheci a vida toda, e que seguramente nos estavamos a reecontrar.
Ontem fez 1 ano.
Já anda de um lado para o outro, e está mortinho por começar a correr.
Já brinca com a bola e com o carrinho que recebeu das tias, e gosta de dar festinhas ao bebé Fontes.
Adorou os parabéns, deitou a mao ao bolo e espetou o dedo na vela.
Fartou-se de rir com as palhaçadas da família.
Tem uma alegria de viver contagiante, e aquele riso é irresistível.
Tem o mundo a seus pés!
(e as meninas que se cuidem que aqueles olhos vao partir muitos coraçoes!)
Fico triste de pensar que nao estive cá nesse dia.
Que antes disso nao vi a barriga da sua mae grande e redonda como o mundo - e linda, que a gravidez é um estado que lhe fica mesmo bem.
Fico triste de pensar que quase nao o acompanhei a crescer. Que me lembro de o ver a mamar muito poucas vezes. Que quase nunca passeei com ele no paredao. Que nao lhe dei a atençao e o tempo como dei com a sua irma.
Apesar da lacuna, sei que temos a vida toda pela frente, e que sempre que ele precisar pode contar comigo.
O momento em que o vi pela primeira vez foi muito estranho. Senti que o conheci a vida toda, e que seguramente nos estavamos a reecontrar.
Ontem fez 1 ano.
Já anda de um lado para o outro, e está mortinho por começar a correr.
Já brinca com a bola e com o carrinho que recebeu das tias, e gosta de dar festinhas ao bebé Fontes.
Adorou os parabéns, deitou a mao ao bolo e espetou o dedo na vela.
Fartou-se de rir com as palhaçadas da família.
Tem uma alegria de viver contagiante, e aquele riso é irresistível.
Tem o mundo a seus pés!
(e as meninas que se cuidem que aqueles olhos vao partir muitos coraçoes!)
Hoofddorp
Esta foto foi-me enviada pelo meu colega de trabalho na Holanda: a vista da sua (que era minha)secretária.
Nao, a foto nao foi tirada no Inverno. Foi mesmo há uns dias atrás.
Há um ano atrás quando estava um dia assim e estavamos todos a lamentar-nos na janela eu perguntei:
"Mas qual é a diferença entre Julho e Dezembro neste país?"
E alguém respondeu:
"Em Dezembro há cançoes de Natal na rádio!"
segunda-feira, 21 de julho de 2008
A birra no supermercado
Se há coisa que eu nao suporto sao criancinhas a fazer birra no supermercado. Odeio. No centro comercial também. Só me apetece expulsa-las a elas e aos pais por as fazerem passar por isso.
Tenho a certeza por isso que um dia terei um filho que vai ser a criança mais irritante dos hipermercados da zona.
Aquilo que eu nao contava era que nem seria preciso esperar para ter um filho para passar pela vergonha.
Nao foi uma birra muito demorada, mas foi digamos que, intensa.
O cenário foi o seguinte: a menina ao colo da madrinha com os avós no supermercado. Há aquelas promoçoes e estao a oferecer copinhos com gelado de chocolate. Copinho na mao da madrinha, copinho na mao da avó, prova daqui e prova dali. Claro que a menina também provou, e também tinha uma colher na mao, mas claro que queria era o copo. A avó, e nem seria preciso dizer quem foi que nisto sao todas iguais, resolve dar-lhe o copo e mais a colher do gelado (de chocolate negro há que referir) já vazios para a menina brincar. Claro que nem meio segundo depois já havia gelado de chocolate pela madrinha abaixo, e pela menina também. Foi entao que a avó lá se convenceu da asneirada e resolveu - e aqui sim foi o momento catársico - tirar o copo e a colher das maos da menina.
A menina, claro, BERRRRRRRROOOOOUUUUUUUUU!
O pior foi mesmo a nossa reacçao: partimo-nos os 3 a rir as gargalhadas!
E ela, ofendida, berrou ainda mais!
Até quando grita a menina tem graça!
Nao sei é se as pessoas que estavam na fila a olhar para nós têm a mesma opiniao...
Tenho a certeza por isso que um dia terei um filho que vai ser a criança mais irritante dos hipermercados da zona.
Aquilo que eu nao contava era que nem seria preciso esperar para ter um filho para passar pela vergonha.
Nao foi uma birra muito demorada, mas foi digamos que, intensa.
O cenário foi o seguinte: a menina ao colo da madrinha com os avós no supermercado. Há aquelas promoçoes e estao a oferecer copinhos com gelado de chocolate. Copinho na mao da madrinha, copinho na mao da avó, prova daqui e prova dali. Claro que a menina também provou, e também tinha uma colher na mao, mas claro que queria era o copo. A avó, e nem seria preciso dizer quem foi que nisto sao todas iguais, resolve dar-lhe o copo e mais a colher do gelado (de chocolate negro há que referir) já vazios para a menina brincar. Claro que nem meio segundo depois já havia gelado de chocolate pela madrinha abaixo, e pela menina também. Foi entao que a avó lá se convenceu da asneirada e resolveu - e aqui sim foi o momento catársico - tirar o copo e a colher das maos da menina.
A menina, claro, BERRRRRRRROOOOOUUUUUUUUU!
O pior foi mesmo a nossa reacçao: partimo-nos os 3 a rir as gargalhadas!
E ela, ofendida, berrou ainda mais!
Até quando grita a menina tem graça!
Nao sei é se as pessoas que estavam na fila a olhar para nós têm a mesma opiniao...
domingo, 20 de julho de 2008
Mais um fim-de semana de baby-sisting
Desta vez foi a meias com os avós, que como quem nao quer a coisa fizeram saber que gostavam muito da presença da neta mais nova lá em casa.
Mesmo assim deu para muita coisa. Deu para dar jantares e almoços, dar banho e mudar fraldas, para almoçar e brincar no jardim, para ir a Parede, para fazer birras no supermercado (porque a avó lhe tirou um copo de gelado de chocolate, imagine-se), para ir a praia, para ir ao parque e para ficar em casa também.
Faz um sucesso com os seus caracóis louros, e conquista toda a gente com a sua simpatia.
Um perigo, esta menina...
(e está tao grande!)
Mesmo assim deu para muita coisa. Deu para dar jantares e almoços, dar banho e mudar fraldas, para almoçar e brincar no jardim, para ir a Parede, para fazer birras no supermercado (porque a avó lhe tirou um copo de gelado de chocolate, imagine-se), para ir a praia, para ir ao parque e para ficar em casa também.
Faz um sucesso com os seus caracóis louros, e conquista toda a gente com a sua simpatia.
Um perigo, esta menina...
(e está tao grande!)
Novo vício
A decoraçao
Nao é coisa que me apaixone. Nem atraia.
Já ouvi muitas vezes "quando for a tua casa, vais ver que gostas!", é uma paixao que muita gente só descobre quando monta a sua primeira casa, mas nao foi o meu caso.
E continua a nao ser.
Nao tenho muita paciencia, nao tenho imaginaçao, acho sempre que as casas das revistas sao muito giras, mas nao consigo aplicar as ideias.
Nao tenho paciencia para pensar no modo de conjugar as coisas, nem para escolher cores, nem para andar a vaguear pelas lojas a tirar ideias.
Fomos ao Ikea umas quantas vezes, sabemos que é o mais barato, e siga para bingo.
E para a aposta nao ser grande optamos pelos móveis brancos, que passam despercebidos. Sabemos bem que com o tempo eles deixarao de ser brancos e passarao a ser da cor das nossas coisas.
Para mim o conceito de uma casa gira é uma casa onde todos se sintam bem, onde ninguém tenha medo de sujar alguma coisa, onde apeteça tirar os sapatos e ficar no sofá. Uma casa gira é uma casa onde qualquer um pode cozinhar, onde qualquer visita pode abrir o frigorífico e comer alguma coisa.
E para isso nao é preciso que a jarra que está em cima da mesa combine com o tom dos quadros, ou que as almofadas sejam da mesma cor que as cortinas.
Já ouvi muitas vezes "quando for a tua casa, vais ver que gostas!", é uma paixao que muita gente só descobre quando monta a sua primeira casa, mas nao foi o meu caso.
E continua a nao ser.
Nao tenho muita paciencia, nao tenho imaginaçao, acho sempre que as casas das revistas sao muito giras, mas nao consigo aplicar as ideias.
Nao tenho paciencia para pensar no modo de conjugar as coisas, nem para escolher cores, nem para andar a vaguear pelas lojas a tirar ideias.
Fomos ao Ikea umas quantas vezes, sabemos que é o mais barato, e siga para bingo.
E para a aposta nao ser grande optamos pelos móveis brancos, que passam despercebidos. Sabemos bem que com o tempo eles deixarao de ser brancos e passarao a ser da cor das nossas coisas.
Para mim o conceito de uma casa gira é uma casa onde todos se sintam bem, onde ninguém tenha medo de sujar alguma coisa, onde apeteça tirar os sapatos e ficar no sofá. Uma casa gira é uma casa onde qualquer um pode cozinhar, onde qualquer visita pode abrir o frigorífico e comer alguma coisa.
E para isso nao é preciso que a jarra que está em cima da mesa combine com o tom dos quadros, ou que as almofadas sejam da mesma cor que as cortinas.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Ikea Family
Toda a gente passa uma fase em que passa a vida no Ikea.
Por cá estamos nessa fase.
Já deito chavinhas em L, parafusos, caixas planas, meninos de polo amarelo e azul, papelinhos com corredores e referencias e o raio que seja, pelos olhos.
Se tudo correr como o previsto, esta fase está a acabar.
Para breve fica um post sobre a minha apetencia para decorar uma casa.
Por cá estamos nessa fase.
Já deito chavinhas em L, parafusos, caixas planas, meninos de polo amarelo e azul, papelinhos com corredores e referencias e o raio que seja, pelos olhos.
Se tudo correr como o previsto, esta fase está a acabar.
Para breve fica um post sobre a minha apetencia para decorar uma casa.
terça-feira, 15 de julho de 2008
JB Wedding
E ao fim de mais de 10 anos de namoro, 4 de vida em comum e 2 filhos, eis senao quando o casal dos casais, decidiu dar finalmente o nó!
E como com eles é o tudo ou nada o grande dia é já daqui a pouco tempo.
A ele conheço-o desde que nasci. Ou quase. Na verdade nao me lembro da minha existencia sem ele por perto.
A ela conheci-a em plena adolescencia e foi também amizade quase à primeira vista.
Estao os dois no meu Top das Pessoas Favoritas, daquelas que eu levava para uma ilha deserta, daquelas sem as quais nao consigo viver.
O nascimento dos seus filhos veio preencher também a minha vida, e sou mais feliz por poder assistir e participar no seu crescimento.
Fazem parte da minha familia.
O seu casamento nao vem mudar nada.
Nao vao ser as juras em frente ao altar que vao tornar a sua relaçao mais forte.
Nao vao ser as assinaturas que vao eternizar o seu amor.
Tudo isso eles já têm.
Vai ser um dia principalmente de celebraçao.
Vamos celebrar o amor de dois jovens inconscientes que hoje sao quase adultos e formam uma familia linda, que eu adoro do fundo do coraçao.
E como com eles é o tudo ou nada o grande dia é já daqui a pouco tempo.
A ele conheço-o desde que nasci. Ou quase. Na verdade nao me lembro da minha existencia sem ele por perto.
A ela conheci-a em plena adolescencia e foi também amizade quase à primeira vista.
Estao os dois no meu Top das Pessoas Favoritas, daquelas que eu levava para uma ilha deserta, daquelas sem as quais nao consigo viver.
O nascimento dos seus filhos veio preencher também a minha vida, e sou mais feliz por poder assistir e participar no seu crescimento.
Fazem parte da minha familia.
O seu casamento nao vem mudar nada.
Nao vao ser as juras em frente ao altar que vao tornar a sua relaçao mais forte.
Nao vao ser as assinaturas que vao eternizar o seu amor.
Tudo isso eles já têm.
Vai ser um dia principalmente de celebraçao.
Vamos celebrar o amor de dois jovens inconscientes que hoje sao quase adultos e formam uma familia linda, que eu adoro do fundo do coraçao.
Work from home?
Resumo ao fim de dois dias de trabalho a partir de casa: estou podre!
Primeiro de tudo tenho de estar pronta às 8h da manha [um à parte, a partir de agora estou a escrever num computador com teclado internacional - muito chique eu sei - ou seja sem cedilhas tiles e afins, e por enquanto ainda nao sei os atalhos todos, acabo de descobrir este à, mas hoje já nao dá para mais...] Adiante, às 8 da matina dizia eu, já cá estou a responder a perguntas em espanhol - ainda nem o meu cerebro acordou a essa hora...
O stress que se sente no escritório, o estar quase sem levantar da mesa, o ficar horas sem ir à casa de banho por estar sem tempo, tudo isso se mantém... ah e tal, e trabalhar a partir de casa ficas sem stress e tal e coiso, yeh right!
E depois chego ao fim do dia e nao posso dizer "só me apetece ir para casa!!!"
Valha-me o tempo (e dinheiro) que se poupa por nao andar metida nos transportes.
Primeiro de tudo tenho de estar pronta às 8h da manha [um à parte, a partir de agora estou a escrever num computador com teclado internacional - muito chique eu sei - ou seja sem cedilhas tiles e afins, e por enquanto ainda nao sei os atalhos todos, acabo de descobrir este à, mas hoje já nao dá para mais...] Adiante, às 8 da matina dizia eu, já cá estou a responder a perguntas em espanhol - ainda nem o meu cerebro acordou a essa hora...
O stress que se sente no escritório, o estar quase sem levantar da mesa, o ficar horas sem ir à casa de banho por estar sem tempo, tudo isso se mantém... ah e tal, e trabalhar a partir de casa ficas sem stress e tal e coiso, yeh right!
E depois chego ao fim do dia e nao posso dizer "só me apetece ir para casa!!!"
Valha-me o tempo (e dinheiro) que se poupa por nao andar metida nos transportes.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Pesadelo Tanaka*
Esqueci-me da minha máquina fotográfica em Amsterdam!
(*amiga, este é especial para ti - era ou não era um pesadelo se fosses tu?!)
(*amiga, este é especial para ti - era ou não era um pesadelo se fosses tu?!)
Home office
(um à parte em relação ao título: tantas mas tantas vezes disse eu esta expressão e nunca pensei que um dia se iria adequar a mim)
A vida dá muitas voltas. Muitas mesmo.
E passados três meses de ter vindo embora da Holanda cá estou eu a fazer o mesmo trabalho de antes, mas desta vez a partir de casa.
Nunca tinha pensado sobre o assunto. Não faço ideia se vou reagir bem ou não, se me vou adaptar ou se vai ser difícil. Sei que foi uma oportunidade que me surgiu e que era impossível dizer não.
Conseguir trazer o emprego da Holanda para Portugal é um privilégio, e uma sorte.
Sorte é uma palavra que tenho repetido nestes últimos dias. Eu tenho, e muita.
Só quando cheguei a Amsterdam é que me apercebi da quantidade de gente envolvida neste projecto. Da quantidade de gente que trabalhou para que isto fosse possível. Um grupo enorme de gente a fazer com que o meu posto de trabalho funcione, para que eu possa ter o meu emprego.
Para que eu possa fazer um trabalho que já conheço e que não me custa, sem ter sequer que sair de casa, e sem ver o meu salário reduzido.
É ou não um privilégio?!
Hoje foi o meu primeiro dia. Depois de passado o stress de comprovar que tudo funciona lá me sentei à secretária a atender os telefones.
As primeiras três chamadas foram estranhas. Senti-me ridícula a falar sozinha e em espanhol. Depois passou e correu tudo bem.
Já percebi que alguns dos meus projectos não devem acontecer... já me mentalizei que muito dificilmente vou poder limpar, estender ou dobrar roupa no horário laboral, simplesmente porque o volume de trabalho não permite. Também já percebi que em principio não corro o perigo de ficar em pijama até ás 16h, porque não consigo trabalhar sem tomar banho antes - parece que nem me sai a voz. Também já percebi que é muito confortável ter a nossa própria casa de banho no escritório. E que se por um lado não vou poder ter doces em casa, por outro vou poder ter todo o cuidado com a alimentação que eu quiser. E que posso lavar os dentes depois do almoço!
Já percebi que há muitas vantagens, apesar dos pontos fracos, e que ao pesar tudo na balança as coisas boas pesam mais.
Se há uns meses atrás me dissessem que eu hoje estaria a trabalhar como estou eu não acreditava.
Mas sei que houve uma data de acontecimentos que contribuíram para que assim fosse - desde o despedimento de um chefe ao facto de nós termos encontrado a casa certa no timing certo.
Era porque tinha de ser.
Então, seja.
A vida dá muitas voltas. Muitas mesmo.
E passados três meses de ter vindo embora da Holanda cá estou eu a fazer o mesmo trabalho de antes, mas desta vez a partir de casa.
Nunca tinha pensado sobre o assunto. Não faço ideia se vou reagir bem ou não, se me vou adaptar ou se vai ser difícil. Sei que foi uma oportunidade que me surgiu e que era impossível dizer não.
Conseguir trazer o emprego da Holanda para Portugal é um privilégio, e uma sorte.
Sorte é uma palavra que tenho repetido nestes últimos dias. Eu tenho, e muita.
Só quando cheguei a Amsterdam é que me apercebi da quantidade de gente envolvida neste projecto. Da quantidade de gente que trabalhou para que isto fosse possível. Um grupo enorme de gente a fazer com que o meu posto de trabalho funcione, para que eu possa ter o meu emprego.
Para que eu possa fazer um trabalho que já conheço e que não me custa, sem ter sequer que sair de casa, e sem ver o meu salário reduzido.
É ou não um privilégio?!
Hoje foi o meu primeiro dia. Depois de passado o stress de comprovar que tudo funciona lá me sentei à secretária a atender os telefones.
As primeiras três chamadas foram estranhas. Senti-me ridícula a falar sozinha e em espanhol. Depois passou e correu tudo bem.
Já percebi que alguns dos meus projectos não devem acontecer... já me mentalizei que muito dificilmente vou poder limpar, estender ou dobrar roupa no horário laboral, simplesmente porque o volume de trabalho não permite. Também já percebi que em principio não corro o perigo de ficar em pijama até ás 16h, porque não consigo trabalhar sem tomar banho antes - parece que nem me sai a voz. Também já percebi que é muito confortável ter a nossa própria casa de banho no escritório. E que se por um lado não vou poder ter doces em casa, por outro vou poder ter todo o cuidado com a alimentação que eu quiser. E que posso lavar os dentes depois do almoço!
Já percebi que há muitas vantagens, apesar dos pontos fracos, e que ao pesar tudo na balança as coisas boas pesam mais.
Se há uns meses atrás me dissessem que eu hoje estaria a trabalhar como estou eu não acreditava.
Mas sei que houve uma data de acontecimentos que contribuíram para que assim fosse - desde o despedimento de um chefe ao facto de nós termos encontrado a casa certa no timing certo.
Era porque tinha de ser.
Então, seja.
domingo, 13 de julho de 2008
Amsterdam: o regresso
Como sabem, a vontade de ir não era muita.
Muitas pessoas me disseram "Que parva, eu também queria ir!", mas esquecem-se que para mim ir a Amsterdam não é ir ali a Paris nem Londres, não é uma viagem de férias, não vou conhecer uma cidade nova nem descobrir nada. Para mim voltar lá era, no fundo, um regressar "à terra", aquela que se abandonou em busca de novos desafios, ou seja é quase como aquela sensação do regresso à casa dos pais ou à escola primária.
Quando o avião aterrou chovia desalmadamente. Chuva e vento - a combinação perfeita. Que deprimente, pensei, que faço eu aqui, que ainda ontem fui embora?!
Meti-me no comboio e depois no tram para ir o De Pijp.
Tinha parado de chover. Quando dei por mim estava dentro do tram com um sorriso nos lábios sem notar.
Estava em casa...
Adoro aquela cidade. É minha. Conheço-lhe os cantos e recantos, os cheiros e os sons. Decidi sair uma paragem antes para poder passar na Museumplein, um dos meus locais preferidos, e confirmei que ali estou em casa.
Na 2ª deu-se o verdadeiro encontro com o passado.
Começou com a ida para a estação na minha bicicleta (que saudades que eu tinha! Só me apercebi quando a vi, preta e linda com os mesmos cadeados!).
Seguiu-se o encontro com o escritório...Quando me vim embora sabia que tão cedo não iria voltar, mas que um dia concerteza voltaria a Amsterdam. Ora, a Hoofddorp pensei eu que nunca mais voltava.
Para quem não conhece, Hoofddorp é uma cidade minúscula com um pólo empresarial junto à estação, onde se encontram os escritórios onde trabalhei quase dois anos. Ali não se passa nada, não há um café, um restaurante, um sítio para comer qualquer coisa, nada! Não havia nenhuma razão aparente para um dia lá voltar.
De repente, depois de uma despedida para sempre, dou por mim a fazer o trajecto que conheço como a palma da mão desde a corrida para não apanhar chuva ao cuidado para não pisar os caracóis.
Estava bastante ansiosa, devo dizer. E foi muito estranho entrar no escritório e dizer a frase que repeti dias e dias a fio: "Hi guys!", como se nada se tivesse passado.
Claro que foi bom reencontrar as pessoas. Muito bom mesmo. Mas nesse dia não pude deixar de me sentir frustrada por estar ali outra vez. Há 3 meses toda eu era sonhos e certezas, e queria ir embora e fazer aquilo que gosto, e depois acabo por dar por mim lá, e acreditem, apesar das diferenças, parecia que nunca dali tinha saído. Nas conversas ao telefone as palavras saíam sem dar por ela, e nos programas cheguei a trabalhar por instinto, parecia que as minhas mãos trabalhavam sozinhas sem eu ter de pensar em que teclas tocar para aceder a este ou aquele atalho.
Foi muito estranho... a máquina do café, as chaves de acesso às portas, o som dos passos na alcatifa, a sala do almoço, as gargalhadas, a chuva lá fora na paisagem... tudo estranhamente familiar. Muito familiar.
Fartei-me de refilar com a chuva, senti-me claramente a dar um passo atrás, mas valeu muito a pena ter ido.
Ao fim de 3 dias já me tinha conformado com o meu regresso ao passado e já me sentia mesmo mesmo em casa. Sei que de certa forma aquele também é o meu lugar, e senti que o meu espaço ainda se encontra vazio lá.
Não foi Amsterdam a abandonar-me, fui eu que a abandonei, que vim embora, que a quis ver pelas costas.
Fico contente por ter de lá voltar mais vezes - de certa forma reconciliei-me com Amsterdam.
Com a minha Amsterdam.
Muitas pessoas me disseram "Que parva, eu também queria ir!", mas esquecem-se que para mim ir a Amsterdam não é ir ali a Paris nem Londres, não é uma viagem de férias, não vou conhecer uma cidade nova nem descobrir nada. Para mim voltar lá era, no fundo, um regressar "à terra", aquela que se abandonou em busca de novos desafios, ou seja é quase como aquela sensação do regresso à casa dos pais ou à escola primária.
Quando o avião aterrou chovia desalmadamente. Chuva e vento - a combinação perfeita. Que deprimente, pensei, que faço eu aqui, que ainda ontem fui embora?!
Meti-me no comboio e depois no tram para ir o De Pijp.
Tinha parado de chover. Quando dei por mim estava dentro do tram com um sorriso nos lábios sem notar.
Estava em casa...
Adoro aquela cidade. É minha. Conheço-lhe os cantos e recantos, os cheiros e os sons. Decidi sair uma paragem antes para poder passar na Museumplein, um dos meus locais preferidos, e confirmei que ali estou em casa.
Na 2ª deu-se o verdadeiro encontro com o passado.
Começou com a ida para a estação na minha bicicleta (que saudades que eu tinha! Só me apercebi quando a vi, preta e linda com os mesmos cadeados!).
Seguiu-se o encontro com o escritório...Quando me vim embora sabia que tão cedo não iria voltar, mas que um dia concerteza voltaria a Amsterdam. Ora, a Hoofddorp pensei eu que nunca mais voltava.
Para quem não conhece, Hoofddorp é uma cidade minúscula com um pólo empresarial junto à estação, onde se encontram os escritórios onde trabalhei quase dois anos. Ali não se passa nada, não há um café, um restaurante, um sítio para comer qualquer coisa, nada! Não havia nenhuma razão aparente para um dia lá voltar.
De repente, depois de uma despedida para sempre, dou por mim a fazer o trajecto que conheço como a palma da mão desde a corrida para não apanhar chuva ao cuidado para não pisar os caracóis.
Estava bastante ansiosa, devo dizer. E foi muito estranho entrar no escritório e dizer a frase que repeti dias e dias a fio: "Hi guys!", como se nada se tivesse passado.
Claro que foi bom reencontrar as pessoas. Muito bom mesmo. Mas nesse dia não pude deixar de me sentir frustrada por estar ali outra vez. Há 3 meses toda eu era sonhos e certezas, e queria ir embora e fazer aquilo que gosto, e depois acabo por dar por mim lá, e acreditem, apesar das diferenças, parecia que nunca dali tinha saído. Nas conversas ao telefone as palavras saíam sem dar por ela, e nos programas cheguei a trabalhar por instinto, parecia que as minhas mãos trabalhavam sozinhas sem eu ter de pensar em que teclas tocar para aceder a este ou aquele atalho.
Foi muito estranho... a máquina do café, as chaves de acesso às portas, o som dos passos na alcatifa, a sala do almoço, as gargalhadas, a chuva lá fora na paisagem... tudo estranhamente familiar. Muito familiar.
Fartei-me de refilar com a chuva, senti-me claramente a dar um passo atrás, mas valeu muito a pena ter ido.
Ao fim de 3 dias já me tinha conformado com o meu regresso ao passado e já me sentia mesmo mesmo em casa. Sei que de certa forma aquele também é o meu lugar, e senti que o meu espaço ainda se encontra vazio lá.
Não foi Amsterdam a abandonar-me, fui eu que a abandonei, que vim embora, que a quis ver pelas costas.
Fico contente por ter de lá voltar mais vezes - de certa forma reconciliei-me com Amsterdam.
Com a minha Amsterdam.
sábado, 12 de julho de 2008
Back from Amsterdam
Já estou de volta, a casa e à blogoesfera.
Uma semana cheia, e uma nova fase que começa. Alguma expectativa e ansiedade, mas no geral uma sensação positiva para este novo projecto. Vamos ver como corre.
Se há coisa de que não me posso queixar é de ter uma vida monótona! Parece que estou sempre, on and on, a começar de novo...
Uma semana cheia, e uma nova fase que começa. Alguma expectativa e ansiedade, mas no geral uma sensação positiva para este novo projecto. Vamos ver como corre.
Se há coisa de que não me posso queixar é de ter uma vida monótona! Parece que estou sempre, on and on, a começar de novo...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Back in Amsterdam
É oficial. Na próxima semana estarei de regresso a Amsterdam - não se assustem os mais assustadiços, que desta vez não é definitivo, nem a longo prazo.
Desta vez é apenas por 1 semana, e garanto que escolhi os voos de modo a ficar lá o menor tempo possível.
Vai ser um semi-regresso, já que vou mesmo voltar para 1 semana de trabalho no sítio de sempre (em Hoofdoorp, essa bela localidade).
Por mim tinha ficado mais tempo sem lá ir. Bastante mais, devo dizer. Nem estou com muita vontade de ir, pois tal como muita gente tem perguntado (e eu, respondido) não estou ainda com saudades de Amsterdam.
E vai ser estranho voltar lá sem o Tê. E sem casa. E sem a minha bicicleta.
Vai ser aquele regresso a casa que corresponde ao regresso à casa dos pais (acho que já fiz esta analogia noutro post no passado) - é um regresso a algo familiar mas onde já não pertenço.
Vou rever os posts Things I'll Miss para fazer uma lista e matar saudades (que não tenho, como já disse, mas pronto).
Desta vez é apenas por 1 semana, e garanto que escolhi os voos de modo a ficar lá o menor tempo possível.
Vai ser um semi-regresso, já que vou mesmo voltar para 1 semana de trabalho no sítio de sempre (em Hoofdoorp, essa bela localidade).
Por mim tinha ficado mais tempo sem lá ir. Bastante mais, devo dizer. Nem estou com muita vontade de ir, pois tal como muita gente tem perguntado (e eu, respondido) não estou ainda com saudades de Amsterdam.
E vai ser estranho voltar lá sem o Tê. E sem casa. E sem a minha bicicleta.
Vai ser aquele regresso a casa que corresponde ao regresso à casa dos pais (acho que já fiz esta analogia noutro post no passado) - é um regresso a algo familiar mas onde já não pertenço.
Vou rever os posts Things I'll Miss para fazer uma lista e matar saudades (que não tenho, como já disse, mas pronto).
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A cegonha pode ir de férias...
Ontem nasceu o último bebé da geração de 2008.
Diz que é bem gordinho, que não parece um recém-nascido, e que deixou pai e mãe mais do que babados com o primeiro rebento.
Todas as atenções da família se viram agora para o novo elemento, pois o último bebé da família tem já 12 anos!
E assim se encerra mais um ciclo de nascimentos. Parece que ainda ontem escrevi este post e já cá estão todos fora (e não foram só 4 mas sim 6) e a crescer em beleza como se quer.
Neste momento, que eu saiba, não há mais grávidas no meu circulo mais próximo de conhecimentos. Não sei até quando...
É caso para perguntar, quem é a senhora que se segue?
Diz que é bem gordinho, que não parece um recém-nascido, e que deixou pai e mãe mais do que babados com o primeiro rebento.
Todas as atenções da família se viram agora para o novo elemento, pois o último bebé da família tem já 12 anos!
E assim se encerra mais um ciclo de nascimentos. Parece que ainda ontem escrevi este post e já cá estão todos fora (e não foram só 4 mas sim 6) e a crescer em beleza como se quer.
Neste momento, que eu saiba, não há mais grávidas no meu circulo mais próximo de conhecimentos. Não sei até quando...
É caso para perguntar, quem é a senhora que se segue?
terça-feira, 1 de julho de 2008
Contrato
E pela primeira vez na minha vida assinei um contrato de trabalho em Portugal. É preciso ter 30 anos, emigrar para a Holanda, regressar da Holanda, ser contactada pela empresa onde trabalhei na Holanda, para conseguir ter um simples contrato de trabalho.
(Até aqui, como bem sabeis, a coisa resolveu-se com recibos verdes.)
É o país que temos.
(Até aqui, como bem sabeis, a coisa resolveu-se com recibos verdes.)
É o país que temos.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Um Bono tamanho quase natural
Em Agosto de 2005, mais precisamente dia 14, foi o concerto mais esperado dos últimos tempos, aquele pelo qual eu dormi num carro numa bomba de gasolina, aquele pelo qual eu era capaz de dar uma fortuna - o concerto dos U2.
Os U2 são a minha banda de eleição há anos, e o Bono é o meu ídolo da adolescência e idade quase adulta. Tenho uma enorme admiração por ele, acho-o giro e sexy que farta, adoro aquela voz, e admiro tudo aquilo que ele faz enquanto figura pública.
Na altura do concerto havia por aí em diversas lojas de discos e livros uma figura de papelão do Bono em tamanho quase natural. Ora, estando o Guilherme a trabalhar numa livraria na altura, não é difícil adivinhar que me trouxe um Bono para eu ter em casa (coisa que o Tê nunca achou muita piada, mas pronto).
Também não é difícil adivinhar as parvoíces que fizemos com o Bono de papelão... pusemo-lo na janela para enganar os vizinhos (o Bono frequenta a minha casa!), pusemos o Bono a fumar e a beber, tirámos fotografias de grupo com o Bono no meio, e até houve uma vez um jantar em que tirámos fotografias a alguns elementos que adormeceram ao lado do Bono (na cama com o Bono, basicamente).
O Bono fez, durante uns meses, parte daquela casa, assistiu a muitos jantares de anos, a muitas noites de caipirinhas, a muitos encontros de amigos.
Chegada a hora de ir para a Holanda, muitas das minhas coisas, nomeadamente coisas de casa, foram guardadas na casa dos pais do Tê. Lá ficaram inúmeras caixas dentro do armário, e também uma estante com livros.
No dia em que lá fomos buscar as caixas qual não é o meu espanto quando de trás da estante salta o nosso amigo Bono em tamanho quase natural!
Eu nem queria acreditar!
Não só pelo insólito de no meio das coisas aparecer uma personagem da minha altura em papelão, como também pelo insólito de essa mesma personagem ter sido guardada religiosamente para o futuro como um objecto útil (a par dos livros, candeeiros e coisas de cozinha)!
Eu não sei, sinceramente, onde estava com a cabeça!
Em que é que eu estava a pensar quando decidi guardar o Bono? Tipo, vou emigrar para a Holanda, não sei quando volto, tenho de ocupar espaço numa casa que não é minha nem dos meus pais, MAS o Bono fica cá à minha espera!
E aquilo que ainda mais me surpreende (até me dá vergonha!) é a minha cara de pau perante a mãe do Tê! Se eu um dia for sogra e a minha nora quiser guardar uma figura de papelão gigante de seja quem for eu não sei bem qual será a minha reacção!
Estaria eu louca na altura?
Por um lado deixei tudo organizadinho e tal, por outro estava claramente no limiar da loucura e ninguém me avisou...
E pronto, isto para dizer que o Bono, depois de dois anos atrás da estante, levou o rumo que já devia ter levado, e foi deixado à beira do ecoponto. Quando regressámos a casa umas horas depois estavam uns miúdos a brincar com ele, e a levá-lo para casa todos contentes.
Fiquei feliz por saber que o Bono vai permanecer por aí...
Os U2 são a minha banda de eleição há anos, e o Bono é o meu ídolo da adolescência e idade quase adulta. Tenho uma enorme admiração por ele, acho-o giro e sexy que farta, adoro aquela voz, e admiro tudo aquilo que ele faz enquanto figura pública.
Na altura do concerto havia por aí em diversas lojas de discos e livros uma figura de papelão do Bono em tamanho quase natural. Ora, estando o Guilherme a trabalhar numa livraria na altura, não é difícil adivinhar que me trouxe um Bono para eu ter em casa (coisa que o Tê nunca achou muita piada, mas pronto).
Também não é difícil adivinhar as parvoíces que fizemos com o Bono de papelão... pusemo-lo na janela para enganar os vizinhos (o Bono frequenta a minha casa!), pusemos o Bono a fumar e a beber, tirámos fotografias de grupo com o Bono no meio, e até houve uma vez um jantar em que tirámos fotografias a alguns elementos que adormeceram ao lado do Bono (na cama com o Bono, basicamente).
O Bono fez, durante uns meses, parte daquela casa, assistiu a muitos jantares de anos, a muitas noites de caipirinhas, a muitos encontros de amigos.
Chegada a hora de ir para a Holanda, muitas das minhas coisas, nomeadamente coisas de casa, foram guardadas na casa dos pais do Tê. Lá ficaram inúmeras caixas dentro do armário, e também uma estante com livros.
No dia em que lá fomos buscar as caixas qual não é o meu espanto quando de trás da estante salta o nosso amigo Bono em tamanho quase natural!
Eu nem queria acreditar!
Não só pelo insólito de no meio das coisas aparecer uma personagem da minha altura em papelão, como também pelo insólito de essa mesma personagem ter sido guardada religiosamente para o futuro como um objecto útil (a par dos livros, candeeiros e coisas de cozinha)!
Eu não sei, sinceramente, onde estava com a cabeça!
Em que é que eu estava a pensar quando decidi guardar o Bono? Tipo, vou emigrar para a Holanda, não sei quando volto, tenho de ocupar espaço numa casa que não é minha nem dos meus pais, MAS o Bono fica cá à minha espera!
E aquilo que ainda mais me surpreende (até me dá vergonha!) é a minha cara de pau perante a mãe do Tê! Se eu um dia for sogra e a minha nora quiser guardar uma figura de papelão gigante de seja quem for eu não sei bem qual será a minha reacção!
Estaria eu louca na altura?
Por um lado deixei tudo organizadinho e tal, por outro estava claramente no limiar da loucura e ninguém me avisou...
E pronto, isto para dizer que o Bono, depois de dois anos atrás da estante, levou o rumo que já devia ter levado, e foi deixado à beira do ecoponto. Quando regressámos a casa umas horas depois estavam uns miúdos a brincar com ele, e a levá-lo para casa todos contentes.
Fiquei feliz por saber que o Bono vai permanecer por aí...
domingo, 29 de junho de 2008
A festa da Mana...
...foi em grande!
Com direito a música, karaoke, fado personalizado, canções ao som da viola, comboiada, comida e bebida da boa e sobremesas do melhor!
Também houve direito a situações desconfortáveis (porque elas eram amigas! eh eh eh*), novas amizades, parabéns à porta da casa-de-banho, e claro, conversas bloguísticas.
As saudades que eu tinha de uma noite assim...
* esta é uma private...
Com direito a música, karaoke, fado personalizado, canções ao som da viola, comboiada, comida e bebida da boa e sobremesas do melhor!
Também houve direito a situações desconfortáveis (porque elas eram amigas! eh eh eh*), novas amizades, parabéns à porta da casa-de-banho, e claro, conversas bloguísticas.
As saudades que eu tinha de uma noite assim...
* esta é uma private...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
A viagem da cama
Este post vem com alguns dias de atraso, mas o assunto merece.
Quando chegámos da Holanda a família Santos tinha organizado um quarto na casa da mana Alex para nós, com direito a cómoda, mesas de cabeceira e cama.
A cama, apesar de não ter sido escolhida por nós, adaptava-se perfeitamente ao nosso gosto, com direito a arrumações por baixo e tudo, que dá um grande jeitaço a quem como nós não é um primor da arrumação.
A cama foi comprada a título provisório, apenas para que nós não ficássemos a dormir com o colchão no chão, mas a verdade é que lá em casa não era necessária, e a nós, claro, dava-nos jeito não ter de comprar uma.
No fundo não havia razão para não trazermos a dita para a casa nova - e assim ficou decidido que aquela seria mesmo a nossa cama, pelo menos nos próximos (muitos) tempos.
Esta coisa dos móveis do Ikea tem a sua piada e tal. Quando os senhores vêm entregar, ou quando os vamos buscar, vem tudo em caixinhas planas que é um mimo. Cabem em todo o lado.
A porca torce o rabo na hora de mudar de lugar uma vez montados...
Não estamos a falar de uma cama tipo cabeceira, pés e estrado. Estamos a falar de um sommier, leia-se cama formada por uma caixa com fundo e revestida a tecido, e com um estrado com um sistema de abertura que permite guardar coisas debaixo do colchão (como antigamente!), tudo com um sistema super inteligente de cliques e claques, puxa para cima e empurra para baixo e está feito. Ouvimos dizer que para a montar da primeira vez foi uma tarde. Resolvemos pegar nas instruções e dar uma vista de olhos de trás para a frente (para ver o processo de desmontagem).
Agora que penso nisso isto já deve estar a roçar a fobia, porque a verdade é que só a ideia de desmontar aquilo tudo e voltar a montar cá em casa já me estava a pôr os nervos em franja... Não passava um dia em que não falássemos nisso...
Desmontar tudo passo por passo e trazer a cama em peças?
Tentar trazer a cama como está assim mesmo? Passa nas escadas? Não passa?
Alugar uma carrinha e dois senhores que nos ajudem?
Ignorar a cama e deixá-la ficar no sítio onde está e ir comprar uma nova?
Tudo nos passou pela cabeça...
Sabe quem esteve em Amsterdam que as escadas típicas são estreitas e em caracol. Sei eu, que vi com estes olhos, que a dupla Tê e Guilherme foi capaz de subir as nossas escadas com um mega sofá de 3 lugares (que a meio ficou empancado e nem para cima nem para baixo, por pouco não ficámos com um sofá preso nas escadas para sempre, mas adiante) e que depois voltou a descer.
Ao pé das nossas escadas de Amsterdam as escadas da casa da Alex são um salão de baile (e as nossas o Pavilhão Atlântico!).
Com esta confiança na famosa dupla propus não desmancharmos a cama e tentar trazê-la o mais inteira possível.
Na 1ª tentativa retirámos apenas o estrado e respectivo mecanismo de sobe e desce. Arrasta a caixa da cama até à entrada. Horizontal, vertical, esquerda, direita. Dá a curva. Desce mais um lanço. Não dá a curva. Horizontal, vertical, esquerda, direita. Confirma - não dá a curva. Meia volta/volver e volta a subir a escada com a cama no lombo. De volta à casa de partida. Resolvemos retirar o fundo para lhe dar flexibilidade. E deu. Horizontal, vertical, esquerda, direita umas quantas vezes e a cama estava cá em baixo.
Now what?
Como levar uma mega caixa de cama de um sítio ao outro?
Ainda experimentámos pôr em cima do carro, mas a estabilidade era pouca e o perigo muito, e a brincar a brincar a nossa casa fica em frente à polícia...
Assim sendo foi tomada a decisão unânime (primeiro foi sugerido a brincar, mas depois tomada a sério) de a cama ser levada à pata de uma casa para a outra.
E assim foi...
Os pais Santos seguiram de carro com o estrado e respectivo mecanismo de sobe e desce no tejadilho. Eu com as placas do fundo da caixa na mala do carro. A Alex levou um garrafão de água para refrescar (claro que neste dia não havia garrafas de água pequenas em lado nenhum) e fez de carro de apoio. O Tê e o Guilherme encheram-se de coragem, respiraram fundo e puseram pernas ao caminho a acartar com a caixa da cama.
E assim vieram, um à frente e outro atrás por essa Parede fora. O que vale é que o trajecto não é comprido.
No final, claro, tiveram de a subir pelos nossos 3 andares, desta vez sem perigo de encalhar a meio.
E foi assim que nessa noite o Tê e eu voltámos a dormir numa cama de verdade.
Quando chegámos da Holanda a família Santos tinha organizado um quarto na casa da mana Alex para nós, com direito a cómoda, mesas de cabeceira e cama.
A cama, apesar de não ter sido escolhida por nós, adaptava-se perfeitamente ao nosso gosto, com direito a arrumações por baixo e tudo, que dá um grande jeitaço a quem como nós não é um primor da arrumação.
A cama foi comprada a título provisório, apenas para que nós não ficássemos a dormir com o colchão no chão, mas a verdade é que lá em casa não era necessária, e a nós, claro, dava-nos jeito não ter de comprar uma.
No fundo não havia razão para não trazermos a dita para a casa nova - e assim ficou decidido que aquela seria mesmo a nossa cama, pelo menos nos próximos (muitos) tempos.
Esta coisa dos móveis do Ikea tem a sua piada e tal. Quando os senhores vêm entregar, ou quando os vamos buscar, vem tudo em caixinhas planas que é um mimo. Cabem em todo o lado.
A porca torce o rabo na hora de mudar de lugar uma vez montados...
Não estamos a falar de uma cama tipo cabeceira, pés e estrado. Estamos a falar de um sommier, leia-se cama formada por uma caixa com fundo e revestida a tecido, e com um estrado com um sistema de abertura que permite guardar coisas debaixo do colchão (como antigamente!), tudo com um sistema super inteligente de cliques e claques, puxa para cima e empurra para baixo e está feito. Ouvimos dizer que para a montar da primeira vez foi uma tarde. Resolvemos pegar nas instruções e dar uma vista de olhos de trás para a frente (para ver o processo de desmontagem).
Agora que penso nisso isto já deve estar a roçar a fobia, porque a verdade é que só a ideia de desmontar aquilo tudo e voltar a montar cá em casa já me estava a pôr os nervos em franja... Não passava um dia em que não falássemos nisso...
Desmontar tudo passo por passo e trazer a cama em peças?
Tentar trazer a cama como está assim mesmo? Passa nas escadas? Não passa?
Alugar uma carrinha e dois senhores que nos ajudem?
Ignorar a cama e deixá-la ficar no sítio onde está e ir comprar uma nova?
Tudo nos passou pela cabeça...
Sabe quem esteve em Amsterdam que as escadas típicas são estreitas e em caracol. Sei eu, que vi com estes olhos, que a dupla Tê e Guilherme foi capaz de subir as nossas escadas com um mega sofá de 3 lugares (que a meio ficou empancado e nem para cima nem para baixo, por pouco não ficámos com um sofá preso nas escadas para sempre, mas adiante) e que depois voltou a descer.
Ao pé das nossas escadas de Amsterdam as escadas da casa da Alex são um salão de baile (e as nossas o Pavilhão Atlântico!).
Com esta confiança na famosa dupla propus não desmancharmos a cama e tentar trazê-la o mais inteira possível.
Na 1ª tentativa retirámos apenas o estrado e respectivo mecanismo de sobe e desce. Arrasta a caixa da cama até à entrada. Horizontal, vertical, esquerda, direita. Dá a curva. Desce mais um lanço. Não dá a curva. Horizontal, vertical, esquerda, direita. Confirma - não dá a curva. Meia volta/volver e volta a subir a escada com a cama no lombo. De volta à casa de partida. Resolvemos retirar o fundo para lhe dar flexibilidade. E deu. Horizontal, vertical, esquerda, direita umas quantas vezes e a cama estava cá em baixo.
Now what?
Como levar uma mega caixa de cama de um sítio ao outro?
Ainda experimentámos pôr em cima do carro, mas a estabilidade era pouca e o perigo muito, e a brincar a brincar a nossa casa fica em frente à polícia...
Assim sendo foi tomada a decisão unânime (primeiro foi sugerido a brincar, mas depois tomada a sério) de a cama ser levada à pata de uma casa para a outra.
E assim foi...
Os pais Santos seguiram de carro com o estrado e respectivo mecanismo de sobe e desce no tejadilho. Eu com as placas do fundo da caixa na mala do carro. A Alex levou um garrafão de água para refrescar (claro que neste dia não havia garrafas de água pequenas em lado nenhum) e fez de carro de apoio. O Tê e o Guilherme encheram-se de coragem, respiraram fundo e puseram pernas ao caminho a acartar com a caixa da cama.
E assim vieram, um à frente e outro atrás por essa Parede fora. O que vale é que o trajecto não é comprido.
No final, claro, tiveram de a subir pelos nossos 3 andares, desta vez sem perigo de encalhar a meio.
E foi assim que nessa noite o Tê e eu voltámos a dormir numa cama de verdade.
Puzzles
Qual é o fenómeno do pessoal ver um móvel do Ikea por montar e se sentir impelido a pegar no martelo ou naquela chavinha??
Não é que não goste de montar. Até gosto, e acho que até tenho jeito para ver os desenhos e tudo. Mas se vir um amontoado de tábuas no chão não sinto aquele formigueiro para ver a coisa montada - caso contrário já tinha montado muita coisa cá em casa...
Esta citação define a reacção de muita gente quando entra cá em casa:
"Um amontoado de caixas e de material pelo chão. Só de ver isto dá-me logo vontade de pegar nas instruções e nos martelos e pregos e começar a montar mobiliário! Estarei louca? Lol!"
(in Olhares que Falam)
Deve ser um gosto por puzzles reprimido...
Não é que não goste de montar. Até gosto, e acho que até tenho jeito para ver os desenhos e tudo. Mas se vir um amontoado de tábuas no chão não sinto aquele formigueiro para ver a coisa montada - caso contrário já tinha montado muita coisa cá em casa...
Esta citação define a reacção de muita gente quando entra cá em casa:
"Um amontoado de caixas e de material pelo chão. Só de ver isto dá-me logo vontade de pegar nas instruções e nos martelos e pregos e começar a montar mobiliário! Estarei louca? Lol!"
(in Olhares que Falam)
Deve ser um gosto por puzzles reprimido...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Ainda em mudanças
E domingo foi dia de, entre outras coisas que terão direito as post no futuro, trazer as famosas caixas embaladas em Dezembro de 2005 que estavam guardadas no quarto do Tê em casa dos pais.
Ainda não abri todas, nem sei quando o farei, mas já deu para ter algumas (muitas) surpresas.
A primeira de todas é a minha super-mega-hiper organização! Nem me reconheço! Todas as caixas têm identificado por fora aquilo que têm dentro, e tudo lá dentro vem bem embalado e guardado! Os talheres vêm mesmo dentro do seu próprio tabuleiro embrulhado em película aderente! Se eu quisessem bastava abrir e meter dentro da gaveta.
Criam-se situações de incredulidade quando leio certos objectos por fora das caixas, que não tinha nem ideia que tinha - como por exemplo "açucareiro". Açucareiro? Desde quando é que alguma vez tive um açucareiro??Pois tinha. Isto é como desembrulhar presentes no Natal. De repente recebo coisas que de verdade nem me lembrava.
Presentes oferecidos pela Mary de 2005 à Mary de 2008.
Em todas as caixas há também molduras embrulhadas em papel (com a devida identificação por fora, claro), que eu devo ter metido nas caixas nos espacinhos que sobravam - entre uma saladeira e uns pratos de sopa, entre os panos de tabuleiro e os livros de cozinha. É cómico ler por fora do embrulho - as três com a mãe; eu em pequena; as 4 amigas... como se eu me lembrasse de que fotos são só por ler por fora...
Muito cómico foi também ver a caixa dos álbuns, com fotografias minhas exactamente na época em que usava estes objectos. Há uma muito especial que tirei no 1º dia que fui lá a casa, sou eu sozinha sentada no meu mega sofá em L. Lembro-me tão bem. E a sensação que tenho é de que era uma miúda. E uma miúda feliz na sua casa nova.
O tempo passa, de facto...
Ainda não abri todas, nem sei quando o farei, mas já deu para ter algumas (muitas) surpresas.
A primeira de todas é a minha super-mega-hiper organização! Nem me reconheço! Todas as caixas têm identificado por fora aquilo que têm dentro, e tudo lá dentro vem bem embalado e guardado! Os talheres vêm mesmo dentro do seu próprio tabuleiro embrulhado em película aderente! Se eu quisessem bastava abrir e meter dentro da gaveta.
Criam-se situações de incredulidade quando leio certos objectos por fora das caixas, que não tinha nem ideia que tinha - como por exemplo "açucareiro". Açucareiro? Desde quando é que alguma vez tive um açucareiro??Pois tinha. Isto é como desembrulhar presentes no Natal. De repente recebo coisas que de verdade nem me lembrava.
Presentes oferecidos pela Mary de 2005 à Mary de 2008.
Em todas as caixas há também molduras embrulhadas em papel (com a devida identificação por fora, claro), que eu devo ter metido nas caixas nos espacinhos que sobravam - entre uma saladeira e uns pratos de sopa, entre os panos de tabuleiro e os livros de cozinha. É cómico ler por fora do embrulho - as três com a mãe; eu em pequena; as 4 amigas... como se eu me lembrasse de que fotos são só por ler por fora...
Muito cómico foi também ver a caixa dos álbuns, com fotografias minhas exactamente na época em que usava estes objectos. Há uma muito especial que tirei no 1º dia que fui lá a casa, sou eu sozinha sentada no meu mega sofá em L. Lembro-me tão bem. E a sensação que tenho é de que era uma miúda. E uma miúda feliz na sua casa nova.
O tempo passa, de facto...
Fim-de-semana de Verão
Com direito a dia de praia, a ver o pôr do sol com as amigas à beira-mar, a gelado do Santini, a esplanada de dia e de noite.
O Verão é de facto imbatível!
O Verão é de facto imbatível!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Pequenas coisas
Foi estranho abrir a caixa das coisas de cozinha que trouxemos da Holanda.
Foi estranho mas bom reencontrar os ímanes de frigorífico, os panos de cozinha, os tupperwares comprados no Blocker, a caixa do chá, as chávenas de café com flores, as facas Icel, até as fronhas das almofadas do Hema (uma surpresa dentro da caixa da cozinha), todos objectos que fazem parte da minha vida, todos eles tão familiares, mas que por outro lado pertencem a uma outra realidade.
Pertencem a outras cozinhas.
Foi só há 3 meses que embalei as coisas naquela mesma caixa!
Foi noutra vida.
(giro giro vai ser mesmo abrir as caixas de antes de ir para a Holanda, embaladas desde Janeiro de 2006 - além de muitas surpresas prevejo uma bela sessão nostalgia...ai ai...)
Foi estranho mas bom reencontrar os ímanes de frigorífico, os panos de cozinha, os tupperwares comprados no Blocker, a caixa do chá, as chávenas de café com flores, as facas Icel, até as fronhas das almofadas do Hema (uma surpresa dentro da caixa da cozinha), todos objectos que fazem parte da minha vida, todos eles tão familiares, mas que por outro lado pertencem a uma outra realidade.
Pertencem a outras cozinhas.
Foi só há 3 meses que embalei as coisas naquela mesma caixa!
Foi noutra vida.
(giro giro vai ser mesmo abrir as caixas de antes de ir para a Holanda, embaladas desde Janeiro de 2006 - além de muitas surpresas prevejo uma bela sessão nostalgia...ai ai...)
Se cá nevasse...
Estou há dois dias na casa nova, e por isso já não estou a 2 minutos do escritório onde trabalho em part-time, mas sim a 10.
A minha casa é numa ponta da Parede, o escritório é na outra.
Vou de manhã, bebo um café, passo nos Correios se for preciso, e passo pelo centro da Parede até chegar. São 10 minutos a andar, contados pelo relógio (para depois saber fazer as contas das horas a que devo sair de casa)
A estupidez profunda é que eu tenho a certeza, mas a certezinha absoluta, de que se eu tivesse carro, já não ia a pé.
De facto ia chegar muito mais rápido, mas não era uma estupidez?
Agora a minha pergunta é, quantas pessoas não poderiam também ir a pé para o trabalho e não vão, não porque lhes custe, mas porque se habituaram a levar o carro e nem põem outra hipótese?
A minha casa é numa ponta da Parede, o escritório é na outra.
Vou de manhã, bebo um café, passo nos Correios se for preciso, e passo pelo centro da Parede até chegar. São 10 minutos a andar, contados pelo relógio (para depois saber fazer as contas das horas a que devo sair de casa)
A estupidez profunda é que eu tenho a certeza, mas a certezinha absoluta, de que se eu tivesse carro, já não ia a pé.
De facto ia chegar muito mais rápido, mas não era uma estupidez?
Agora a minha pergunta é, quantas pessoas não poderiam também ir a pé para o trabalho e não vão, não porque lhes custe, mas porque se habituaram a levar o carro e nem põem outra hipótese?
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Zon
Et voilá...já temos internet, televisão e telefone Zon!
E agora este blog é escrito à velocidade da luz! Uma internet superzónica! eh eh eh
E agora este blog é escrito à velocidade da luz! Uma internet superzónica! eh eh eh
Lição nº1 para quem vive num 3º andar sem elevador
Antes de sair de casa pensar muito bem no que se vai levar - casaco, chaves, o que for.
Chegar lá abaixo e lembrar de algo esquecido não é agradável (mas com o tempo a coisa vai lá...).
Chegar lá abaixo e lembrar de algo esquecido não é agradável (mas com o tempo a coisa vai lá...).
Educação, cobardia ou cinismo?
A propósito do insólito Yorn que vivemos ontem (e que não tem lugar neste blog) lembrei-me de que há situações em que queremos dizer Não, mas optamos por não o fazer. Dizemos "é pá vou ver isso", "vou pensar", "depois vemos isso" o que quer que seja mas não dizemos aquilo que corresponde à verdade:
"Não estou interessada, muito obrigada, mas não vou participar porque...(seguia-se a explicação)"
Em vez disso ficamos com uma falsa cara de interesse (por vezes mal disfarçado), enrolamos a conversa e não damos a nossa opinião frontalmente para acabar com o assunto ali e já está e amigos como dantes.
Isto leva-me à pergunta do título.
Quando não damos a nossa resposta frontal, o nosso redondo NÃO fazemo-lo por educação, por cobardia ou mesmo por cinismo?
"Não estou interessada, muito obrigada, mas não vou participar porque...(seguia-se a explicação)"
Em vez disso ficamos com uma falsa cara de interesse (por vezes mal disfarçado), enrolamos a conversa e não damos a nossa opinião frontalmente para acabar com o assunto ali e já está e amigos como dantes.
Isto leva-me à pergunta do título.
Quando não damos a nossa resposta frontal, o nosso redondo NÃO fazemo-lo por educação, por cobardia ou mesmo por cinismo?
Dia D
E ontem foi a nossa 1ª noite na casa nova!
Estamos oficialmente mudados, apesar da confusão em que se encontram ambas as casas (a casa de partida e a casa de chegada).
Viva o acampamento!
Ontem, depois de roupas embaladas e sacos feitos, lá partimos para levar as coisas essenciais à casa nova (a viagem não é grande, o que é bom), gavetas, cómoda do Tê, malas de viagem, e mais 1002 sacos e saquinhos e sacolas que fomos levando e subindo ao longo dos 3 andares sem elevador (um ponto fraco na casa nova).
Para levar o colchão ainda foi preciso pedir a ajuda do Guilherme e Alexandra, mais o carro do pai Santos, e como connosco as coisas costumam ser assim ainda tivemos um momento insólito Yorn, mais uma viagem de colchão no tejadilho, mais um carro sem bateria, mas no fim lá conseguimos pôr o colchão no chão e dormir no nosso quarto novo!
E começa uma nova fase...
Estamos oficialmente mudados, apesar da confusão em que se encontram ambas as casas (a casa de partida e a casa de chegada).
Viva o acampamento!
Ontem, depois de roupas embaladas e sacos feitos, lá partimos para levar as coisas essenciais à casa nova (a viagem não é grande, o que é bom), gavetas, cómoda do Tê, malas de viagem, e mais 1002 sacos e saquinhos e sacolas que fomos levando e subindo ao longo dos 3 andares sem elevador (um ponto fraco na casa nova).
Para levar o colchão ainda foi preciso pedir a ajuda do Guilherme e Alexandra, mais o carro do pai Santos, e como connosco as coisas costumam ser assim ainda tivemos um momento insólito Yorn, mais uma viagem de colchão no tejadilho, mais um carro sem bateria, mas no fim lá conseguimos pôr o colchão no chão e dormir no nosso quarto novo!
E começa uma nova fase...
terça-feira, 17 de junho de 2008
Preconceito
Ontem fomos abrir conta na Zon, para termos uma super internet, televisão e telefone na casa nova.
Quando chegámos estavam algumas pessoas na fila, e havia três balcões de atendimento com três rapazes a atender.
Chegada a nossa vez reparamos que nos foi designado um balcão lateral que eu nem tinha reparado que existia, e tínhamos à nossa espera para nos atender uma jovem loura, com a franja da moda e cara de quem não percebe nada deste assunto.
Ora bolas, pensei eu, com tantos rapazes com cara de técnicos e logo me tinha de calhar a Barbie de serviço! Isto porque nós tínhamos muitas perguntas a fazer uma vez que, se tudo correr bem, a nossa vida vai depender muito na nossa ligação à internet (este assunto terá direito a seu post quando for conveniente).
Pois que a nossa Barbie não só se mostrou mais do que à altura das nossas questões como estava também a esclarecer as dúvidas aos colegas-com-cara-de-técnicos. Era, no fundo, quem percebia mais do assunto ali dentro.
Um pouco (muito) estúpida a minha primeira (e involuntária) reacção.
Eu, que ainda para mais também sou loura e também já trabalhei num apoio técnico, deveria saber que não é o nosso aspecto que define as nossas capacidades.
Eu, que já fui inúmeras vezes vítima de preconceito não deveria ter sido preconceituosa.
Foi uma lição aprendida. (e um sapo engolido, também...)
Quando chegámos estavam algumas pessoas na fila, e havia três balcões de atendimento com três rapazes a atender.
Chegada a nossa vez reparamos que nos foi designado um balcão lateral que eu nem tinha reparado que existia, e tínhamos à nossa espera para nos atender uma jovem loura, com a franja da moda e cara de quem não percebe nada deste assunto.
Ora bolas, pensei eu, com tantos rapazes com cara de técnicos e logo me tinha de calhar a Barbie de serviço! Isto porque nós tínhamos muitas perguntas a fazer uma vez que, se tudo correr bem, a nossa vida vai depender muito na nossa ligação à internet (este assunto terá direito a seu post quando for conveniente).
Pois que a nossa Barbie não só se mostrou mais do que à altura das nossas questões como estava também a esclarecer as dúvidas aos colegas-com-cara-de-técnicos. Era, no fundo, quem percebia mais do assunto ali dentro.
Um pouco (muito) estúpida a minha primeira (e involuntária) reacção.
Eu, que ainda para mais também sou loura e também já trabalhei num apoio técnico, deveria saber que não é o nosso aspecto que define as nossas capacidades.
Eu, que já fui inúmeras vezes vítima de preconceito não deveria ter sido preconceituosa.
Foi uma lição aprendida. (e um sapo engolido, também...)
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Feira do Livro
Na sexta à noite foi dia de ir à Feira do Livro - como verdadeiros tugas fomos quase quase no último dia.
Já tinha saudades da Feira, de quem era frequentadora assídua antes de ir para a Holanda. Durante dois anos falhei, porque me ficava um bocado fora de mão, mas este ano não podia perder.
Deu para ver a família Tanaka nas suas bancas, conhecer as novidades ao nível dos policiais, ver uma cara (ou focinho) conhecido na capa de um livro, ver o famoso pavilhão da Leya e comer uma fartura.
E como estamos em época de vacas magras só deu mesmo para comprar este livro, mas foi numa boa promoção.

Para o ano há mais!
Já tinha saudades da Feira, de quem era frequentadora assídua antes de ir para a Holanda. Durante dois anos falhei, porque me ficava um bocado fora de mão, mas este ano não podia perder.
Deu para ver a família Tanaka nas suas bancas, conhecer as novidades ao nível dos policiais, ver uma cara (ou focinho) conhecido na capa de um livro, ver o famoso pavilhão da Leya e comer uma fartura.
E como estamos em época de vacas magras só deu mesmo para comprar este livro, mas foi numa boa promoção.

Para o ano há mais!
domingo, 15 de junho de 2008
Dia 10
Fita isoladora totalmente arrancada. Retoques dados onde foi preciso. Pingos de tinta limpos do chão. Portas lavadas. Armário da entrada lavado por dentro e por fora.
Primeiros caixotes já transportados.
Aos poucos a coisa vai (muito devagar para meu gosto, mas pronto).
Primeiros caixotes já transportados.
Aos poucos a coisa vai (muito devagar para meu gosto, mas pronto).
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Dia 8
Ontem foi dia de arrancar a fita isoladora e limpar os restos de tinta do quarto, escritório e hall da casa-de-banho.
O quarto está impecável, de facto, nada como o branco sobre branco para ser garantido. O hall também ficou bem. O escritório, que como bem sabeis, era às cores é que foi mais complicado. Começou com o roda-pé a descascar, que foi preciso pintá-lo de branco outra vez (mal e porcamente mas adiante), e quando retirei a fita da sanca ficou uma risca pêssego em cima. Ai que neeervos! Aquela cor persegue-me! É como o pêlo do cão! Que raiva! Só me apetecia mandar tudo pela janela do 3º andar e esquecer o assunto. Mas não, o que eu fiz foi mesmo pegar no escadote (para quem não sabe eu tenho medo de alturas e detesto escadotes) e ir retocando a bela risca cor de pêssego. Sobe escadote, retoca, desce escadote, arrasta escadote, sobe novamente, and so on and so on. Enfim...
Já estou farta destes arranjos, nunca mais mudamos!
O quarto está impecável, de facto, nada como o branco sobre branco para ser garantido. O hall também ficou bem. O escritório, que como bem sabeis, era às cores é que foi mais complicado. Começou com o roda-pé a descascar, que foi preciso pintá-lo de branco outra vez (mal e porcamente mas adiante), e quando retirei a fita da sanca ficou uma risca pêssego em cima. Ai que neeervos! Aquela cor persegue-me! É como o pêlo do cão! Que raiva! Só me apetecia mandar tudo pela janela do 3º andar e esquecer o assunto. Mas não, o que eu fiz foi mesmo pegar no escadote (para quem não sabe eu tenho medo de alturas e detesto escadotes) e ir retocando a bela risca cor de pêssego. Sobe escadote, retoca, desce escadote, arrasta escadote, sobe novamente, and so on and so on. Enfim...
Já estou farta destes arranjos, nunca mais mudamos!
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Cores
Como o tempo está a aquecer e o Verão está à porta resolvi deixar por uns tempos alguns azuis e verdes do blog e substituí-los por cores mais quentes.
Crise
Há quem tenha a opinião de que isto do futebol é como o "pão e circo", que os portugueses até se vão esquecer da crise durante o Euro e que está tudo preocupado é com a condição física do Cristiano Ronaldo e não com o preço dos alimentos ou combustíveis.
Eu acho, sinceramente, que ainda bem.
Ainda bem que há o futebol ou o que quer que seja para animar o país, já que a crise estará à nossa espera quando o Euro acabar no fim do mês. Ainda bem que pelo menos durante um tempo deixamos de nos queixar para viver as emoções e agitar bandeiras e cachecóis na janelas do carro.
Foi assim na Expo 98 e no Euro 2004, momentos raros na nossa história recente em que andamos com a moral em alta, com energia positiva, com um sorriso na cara. Pagámos caro a Expo 98? Pagámos sim senhor. Pagámos caro o Euro 2004, com os seus 10 estádios, alguns deles sem utilidade nenhuma? Pagámos sim senhor. Mas todos recordamos com saudade esses momentos vividos, e só por isso já vale a pena. São memórias que nos saem do pêlo e da carteira, mas que não esquecemos.
A questão é que neste momento parece que nem o futebol nos faz esquecer a crise.
As bombas de gasolina estão cheias, com filas de km, ou estão já sem combustível. As prateleiras do supermercado vazias. Os santos populares avizinham-se sem sardinhas.
Assim não há bandeiras na janela nem Cristianos Ronaldos que nos valha!
Ou há uma grande prestação da nossa selecção, daquelas cheias de golos marcados e penaltys defendidos ou temo que seja desta que não haja circo para nos fazer esquecer a falta de pão.
Eu acho, sinceramente, que ainda bem.
Ainda bem que há o futebol ou o que quer que seja para animar o país, já que a crise estará à nossa espera quando o Euro acabar no fim do mês. Ainda bem que pelo menos durante um tempo deixamos de nos queixar para viver as emoções e agitar bandeiras e cachecóis na janelas do carro.
Foi assim na Expo 98 e no Euro 2004, momentos raros na nossa história recente em que andamos com a moral em alta, com energia positiva, com um sorriso na cara. Pagámos caro a Expo 98? Pagámos sim senhor. Pagámos caro o Euro 2004, com os seus 10 estádios, alguns deles sem utilidade nenhuma? Pagámos sim senhor. Mas todos recordamos com saudade esses momentos vividos, e só por isso já vale a pena. São memórias que nos saem do pêlo e da carteira, mas que não esquecemos.
A questão é que neste momento parece que nem o futebol nos faz esquecer a crise.
As bombas de gasolina estão cheias, com filas de km, ou estão já sem combustível. As prateleiras do supermercado vazias. Os santos populares avizinham-se sem sardinhas.
Assim não há bandeiras na janela nem Cristianos Ronaldos que nos valha!
Ou há uma grande prestação da nossa selecção, daquelas cheias de golos marcados e penaltys defendidos ou temo que seja desta que não haja circo para nos fazer esquecer a falta de pão.
terça-feira, 10 de junho de 2008
10 de Junho de 2006

Curiosamente há dois anos atrás também foi o nosso primeiro dia de praia. E foi o nosso primeiro e único 10 de Junho, Dia de Portugal, longe de Portugal, já que há um ano estávamos por cá.
As fotos desse dia chamam-se "1º dia de praia" porque na altura achávamos que ia haver muitos mais dias de praia. Não houve. Houve apenas 2.
Neste dia estava bastante calor e fomos para S'Cheveningen em Den Haag. Não tem nada a ver. É uma praia completamente urbana, com grandes hotéis e restaurantes, mas sem aquele toque, sem aquele calor que temos por cá. A água era completamente gelada, a mais fria onde alguma vez tomei banho, e castanha. Agradável.
Mas no geral foi um dia bom.
No outro dia de praia fomos para Hoek van Holland, essa sim uma praia mais selvagem e natural. O único senão era que se via o porto de Rotterdam ao fundo, o que não é simpático. O outro senão (afinal não era só 1) foi que perdemos o último comboio de regresso e tivemos de vir a pé até à próxima estação.
A Holanda não é de facto um destino para fazer praia. Por muito que digam nos guias e venha nos mapas e tudo. Acreditem. Fiquem-se pelas cidades que vão melhor servidos.
Praia

Hoje fui pela primeira vez do ano à praia.
A primeira de muitas, espero eu, já que essa foi uma das razões pelas quais abdicámos do nosso salário holandês.
Que saudades... a brincar a brincar não faço praia a sério desde 2005 - nunca os meus bikinis duraram tanto tempo, coitados, alguns deles nem os vejo desde essa altura...
Foi óptimo mergulhar no mar, ficar a secar ao sol, a sentir o corpo a aquecer devagarinho na toalha... adoro.
No entanto, a memória é de facto selectiva, e foram tantas as vezes que na Holanda lembrámos os prazeres da praia com saudade e inveja de quem cá estava, que nunca nos lembrámos dos pontos negativos da praia... estacionamento atulhado que foram precisas voltas e mais voltas até arranjar lugar para o carro (vamos mesmo arranjar as bicicletas!), praia à pinha que nem dava para estender a toalha, e o pior de tudo foram uns amigos brasileiros com música muito alta a fazerem a festa e a obrigarem-nos a todos a ter de deixar de ouvir o mar para ouvir um reaggeton manhoso.
Ainda assim, o saldo é mais que positivo!
Adoro praia!
Dia 7
Acho que desta vez acabámos a sessão de pintura.
Como ficar ficou, que isto com o barulho das luzes não se nota e de qualquer modo a casa não é nossa nem nada e o que é preciso é andar para a frente e começar a mudança propriamente dita senão nunca mais.
Isto porque a porcaria da cor de pêssego teima em vir ao de cima, e parece que por muitas demãos que leve nunca vai ficar 100% bem. Há umas partes que parece que a tinta não agarra, por muito que se passe com o rolo ou pincel. Devíamos se calhar ter sido mais cuidadosos quando demos o primário ou ter lixado as paredes antes de pintar ou ter dado uma demão de tinta branca ou qualquer outra coisa...
Mas o resultado final é altamente satisfatório, e quem não sabe é como quem não vê.
Hoje demos a 3ª e espero última demão nas paredes que eram pêssego. As outras, tanto as que eram brancas como as que eram amarelas, não precisavam.
Esta história das cores é muito gira e tal, mas quando queremos regressar ao branco, ou neste caso ao marfim, a coisa complica-se. Fica aqui o conselho a quem estiver a pensar pintar uma parede de uma cor forte mas não tem ainda a certeza.
O melhor é pensar bem antes de pintar, e escolher mesmo uma cor que se goste muito, porque depois o caminho inverso é complicado, e regressar a uma cor clara depois de uma cor forte pode dar algumas dores de cabeça. Uma solução é pintar mesmo a divisão toda e não apenas uma parede - porque assim mal por mal ao menos ficam as paredes todas iguais.
Que não seja por falta de aviso.
Como ficar ficou, que isto com o barulho das luzes não se nota e de qualquer modo a casa não é nossa nem nada e o que é preciso é andar para a frente e começar a mudança propriamente dita senão nunca mais.
Isto porque a porcaria da cor de pêssego teima em vir ao de cima, e parece que por muitas demãos que leve nunca vai ficar 100% bem. Há umas partes que parece que a tinta não agarra, por muito que se passe com o rolo ou pincel. Devíamos se calhar ter sido mais cuidadosos quando demos o primário ou ter lixado as paredes antes de pintar ou ter dado uma demão de tinta branca ou qualquer outra coisa...
Mas o resultado final é altamente satisfatório, e quem não sabe é como quem não vê.
Hoje demos a 3ª e espero última demão nas paredes que eram pêssego. As outras, tanto as que eram brancas como as que eram amarelas, não precisavam.
Esta história das cores é muito gira e tal, mas quando queremos regressar ao branco, ou neste caso ao marfim, a coisa complica-se. Fica aqui o conselho a quem estiver a pensar pintar uma parede de uma cor forte mas não tem ainda a certeza.
O melhor é pensar bem antes de pintar, e escolher mesmo uma cor que se goste muito, porque depois o caminho inverso é complicado, e regressar a uma cor clara depois de uma cor forte pode dar algumas dores de cabeça. Uma solução é pintar mesmo a divisão toda e não apenas uma parede - porque assim mal por mal ao menos ficam as paredes todas iguais.
Que não seja por falta de aviso.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Totós
Porque é que há uma personagem de uma telenovela qualquer da TVI (único canal que dá cá em casa, agora ainda pior desde que o Tê partiu a segunda vareta da antena, adiante...) que usa totós?
Totós?
Já nem digo por ser adulta, ok, siga, mas pelo que já deu para perceber pelo que tenho visto ela anda sempre de totós.
Mas quem é que com 30 anos ou 25 ou o que for anda sempre de totós??
Deve ser mesmo uma verdadeira totó.
Totós?
Já nem digo por ser adulta, ok, siga, mas pelo que já deu para perceber pelo que tenho visto ela anda sempre de totós.
Mas quem é que com 30 anos ou 25 ou o que for anda sempre de totós??
Deve ser mesmo uma verdadeira totó.
domingo, 8 de junho de 2008
Dia 6 - domingo ou o Grande Dia das Pinturas II
... e nada como a experiência para uma equipa funcionar na perfeição.
De manhã demos a 1ª demão de marfim (que é tão giro!) na sala, hall e quarto-que-vai-ser-escritório-e-era-às-cores.
À tarde demos a 2ª demão nos mesmos espaços - em metade do tempo, estamos uns cromos.
Tirando alguns pormenores ficou lindo!
A cor é linda de morrer, exactamente como eu queria, e o resultado final é mesmo giro!
Mas...ainda não acabou!
Ficámos a saber também que se um dia quisermos/precisarmos podemos fazer uma empresa familiar de pinturas porque temos futuro!
E a grande surpresa do fim-de-semana foi o Guilherme, que de todos nós é o que tem mais hipóteses de sucesso na área (contrariamente às minhas expectativas, I have to admit, o rapaz tem mesmo jeito e destaca-se do resto da malta pela perfeição dos resultados).
De manhã demos a 1ª demão de marfim (que é tão giro!) na sala, hall e quarto-que-vai-ser-escritório-e-era-às-cores.
À tarde demos a 2ª demão nos mesmos espaços - em metade do tempo, estamos uns cromos.
Tirando alguns pormenores ficou lindo!
A cor é linda de morrer, exactamente como eu queria, e o resultado final é mesmo giro!
Mas...ainda não acabou!
Ficámos a saber também que se um dia quisermos/precisarmos podemos fazer uma empresa familiar de pinturas porque temos futuro!
E a grande surpresa do fim-de-semana foi o Guilherme, que de todos nós é o que tem mais hipóteses de sucesso na área (contrariamente às minhas expectativas, I have to admit, o rapaz tem mesmo jeito e destaca-se do resto da malta pela perfeição dos resultados).
Dia 5 - sábado ou o Grande Dia das Pinturas I
Sábado foi, além do primeiro dia da época balnear com tempo de praia, o Grande Dia das Pinturas I!
Só mesmo a família Santos e o Guilherme para abdicarem de um merecido descanso e virem ajudar os ex-emigrantes a pintar a casa! E foi muito cómico!
Demos uma segunda demão de primário nas paredes de cor e pintámos o quarto de branco.
Ainda apanhámos um susto quando resolvemos experimentar a tinta marfim e nos pareceu muito aguada - afinal estava só mal mexida.
Isto é sempre a aprender:
- a tinta de águas sai mesmo bem com água e limpa-se facilmente
- o primário é essencial para transformar cor em branco
- convém pintar no mesmo sentido e o melhor possível desde o início
- apesar do ponto anterior, "isto com mais uma demão vai lá" pelo que também não é preciso ser perfecionista.
Dia 4 - sexta-feira
Foi dia de , finalmente!, acabar a mega-limpeza da cozinha - irra que nunca mais acabava.
Ao fim do dia foi a vez de começar os preparativos para o grande fim-de-semana da pintura: com a ajuda da família Santos isolámos a casa toda com fita, e demos uma demão (de-mão? de mão? adiante...) de primário das paredes de cor - uma parede da sala que estava num lindíssimo tom pêssego, e o quarto-que-vai-ficar-escritório que tinha duas paredes pêssego e duas paredes amarelo canário.
Ao fim do dia foi a vez de começar os preparativos para o grande fim-de-semana da pintura: com a ajuda da família Santos isolámos a casa toda com fita, e demos uma demão (de-mão? de mão? adiante...) de primário das paredes de cor - uma parede da sala que estava num lindíssimo tom pêssego, e o quarto-que-vai-ficar-escritório que tinha duas paredes pêssego e duas paredes amarelo canário.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Será que é desta...
...que o sol veio para ficar? Já estava com umas saudades de dias assim...
Adenda (depois de ir verificar o site do tempo):
diz que sim, diz que sim!
IHAAAA!
Adenda (depois de ir verificar o site do tempo):
diz que sim, diz que sim!
IHAAAA!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Dia 3
A limpeza da cozinha nunca mais acaba... Hoje foi dia de armários de cima, exaustor, esquentador e azulejos envolventes. Confirma-se a presença de pêlo de cão onde quer que haja um pouco de gordura agarrada. Que seca!
Dois cortes nas mãos, um pulso aberto e um galo na testa são as novidades do dia...
(eu e o meu jeitinho para estas coisas...enfim...)
Dois cortes nas mãos, um pulso aberto e um galo na testa são as novidades do dia...
(eu e o meu jeitinho para estas coisas...enfim...)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Baby boom
E da geração 2008 já só falta nascer mais um.
Depois do bebé Fontes e do bebé Miguel (para nomear só os mais importantes) hoje foi dia de nascer mais um bebé.
Ao contrário dos outros bebés os pais não sabiam ainda o sexo, e ao contrário dos outros bebés, este nasceu em casa, e não no hospital.
É um rapaz, e recebeu o nome do seu pai (que é também o nome do meu pai!).
E a tradição da família - apesar de já não ser o que era - persiste.
Depois do bebé Fontes e do bebé Miguel (para nomear só os mais importantes) hoje foi dia de nascer mais um bebé.
Ao contrário dos outros bebés os pais não sabiam ainda o sexo, e ao contrário dos outros bebés, este nasceu em casa, e não no hospital.
É um rapaz, e recebeu o nome do seu pai (que é também o nome do meu pai!).
E a tradição da família - apesar de já não ser o que era - persiste.
Dia 2
Limpeza e desinfecção da despensa e de uma parede da cozinha. Era suposto ser pelo menos metade da cozinha, mas foi o que se arranjou.
O pêlo de cão continua a perseguir-me por toda a parte, até na caixa dos estores!
Comprada a tinta, rolo, tabuleiro e fita isoladora para o grande fim-de-semana da pintura!
E depois de muito pensar, meditar, reflectir, pesar os prós e os contras, comparar preços, imaginar e inventar conseguimos finalmente escolher a cor da sala e do hall (que são um e o mesmo espaço).
Marfim.
(que chique!)
O pêlo de cão continua a perseguir-me por toda a parte, até na caixa dos estores!
Comprada a tinta, rolo, tabuleiro e fita isoladora para o grande fim-de-semana da pintura!
E depois de muito pensar, meditar, reflectir, pesar os prós e os contras, comparar preços, imaginar e inventar conseguimos finalmente escolher a cor da sala e do hall (que são um e o mesmo espaço).
Marfim.
(que chique!)
terça-feira, 3 de junho de 2008
Dia 1
Casa totalmente aspirada - viva o Rainbow! Quanto pêlo de cão é possível ter numa casa? Muito. Imenso. Que nervos. Se tivesse a pensar ter cão desistia já. Mas não estou. Mesmo.
Casa-de-banho pronta a usar. Limpa e desinfectada de uma ponta à outra. Provavelmente o mais limpa que alguma vez vai estar.
Casa-de-banho pronta a usar. Limpa e desinfectada de uma ponta à outra. Provavelmente o mais limpa que alguma vez vai estar.
Here we go again...

...e hoje começa novamente a saga das mudanças!
Vira o disco e toca o mesmo, e o mesmo e o mesmo...
Estou muito contente com a casa nova, mas também estou com uma falta de coragem...
Espero que seja a última vez nos próximos anos.
Nisto de facto somos todos diferentes, que eu bem sei que há quem mude de casa com mais frequência, mas para mim 5 vezes em 4 anos é suficiente...
Junho 2004 - minha casa da Parede
Janeiro 2006 - casa do Sul de Rotterdam
Agosto 2006 - casa do centro de Rotterdam
Fevereiro 2007 - casa de Amsterdam
Abril 2008 - casa da Alexandra (aqui não foi bem uma mudança, mas também conta)
Junho 2008 - casa do centro da Parede
Já referi que me falta a coragem? Já sim senhor.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Rescaldo
Sentir que a vida começa agora é mais do que tudo uma força de expressão, porque a minha vida já começou mesmo há 30 anos, e ainda bem!
Apesar do meu entusiasmo com os 30 a verdade é que o primeiro impacto foi difícil de digerir. Estávamos no jantar da Catarina, no meio dos seus abraços e beijinhos a agradecer o presente (lindo de morrer) que lhe oferecemos quando alguém reparou que já era meia-noite. Ela própria foi a primeira (devia estar mortinha!) a chamar-me "trintona" e de repente estavam todos a cantar-me os parabéns no seu bolo. Olhar para o bolo e ver o número 30 foi digamos que... complicado. Demorei ainda uns segundos a apagar as velas.
No dia seguinte, tive estes 3 bolos e deixem-me que vos diga, ó vintonas e vintões que lêem este blog, nem por isso foi mais fácil. Não me lembro nada de sentir o mesmo quando fiz 20, e sei que é profundamente estúpido e psicológico e tudo o que quiserem, mas faz confusão.
Uma coisa é ver os bolos dos outros, mas de repente estarem todos a cantar e ser mesmo para mim... enfim...
Agora já passou, e venham muitos mais como estes 30 e ainda melhores!
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Novidade
E a novidade de há 3 post atrás é que sim, encontrámos casa!
Estávamos aqui a ver os sites de imobiliário quando deparamos com uma casa exactamente como queríamos (menos no preço, mas pronto, com a ajuda dos pais a coisa resolve-se): no centro da Parede, 2 quartos, gira, renovada, sem azulejos de flores castanhas e verde-musgo à lá anos 70/80, nem alcatifas e coisas que tais. Uma casa onde podemos entrar e só voltar a sair a médio/longo prazo.
Fomos vê-la através da agência, mas o dono não estava em casa.
Vimos logo que era de certeza uma pessoa com o gosto parecido com o nosso.
Ontem quando fomos à agência tratar dos papéis eis-senão-quando ficamos a saber que afinal o dono da casa é um "quase primo", primo dos meus primos, que conheço desde sempre!
Foi uma grande coincidência, e um bocado parvo ter de fazer as coisas pela agência, mas já não havia volta a dar.
Mas foi bom porque ele não queria nada alugar a casa a pessoas desconhecidas (estava mesmo a custar-lhe muito), e foi bom para nós porque se acontecer alguma coisa ficamos mais à vontade, sempre é uma pessoa conhecida.
Foi tudo uma grande sorte!
Ele há coisas que têm mesmo de ser!
Estávamos aqui a ver os sites de imobiliário quando deparamos com uma casa exactamente como queríamos (menos no preço, mas pronto, com a ajuda dos pais a coisa resolve-se): no centro da Parede, 2 quartos, gira, renovada, sem azulejos de flores castanhas e verde-musgo à lá anos 70/80, nem alcatifas e coisas que tais. Uma casa onde podemos entrar e só voltar a sair a médio/longo prazo.
Fomos vê-la através da agência, mas o dono não estava em casa.
Vimos logo que era de certeza uma pessoa com o gosto parecido com o nosso.
Ontem quando fomos à agência tratar dos papéis eis-senão-quando ficamos a saber que afinal o dono da casa é um "quase primo", primo dos meus primos, que conheço desde sempre!
Foi uma grande coincidência, e um bocado parvo ter de fazer as coisas pela agência, mas já não havia volta a dar.
Mas foi bom porque ele não queria nada alugar a casa a pessoas desconhecidas (estava mesmo a custar-lhe muito), e foi bom para nós porque se acontecer alguma coisa ficamos mais à vontade, sempre é uma pessoa conhecida.
Foi tudo uma grande sorte!
Ele há coisas que têm mesmo de ser!
E os 30 estão por horas...
Pois é...parecia que faltava tanto tempo quando pus a contagem decrescente e afinal é já amanhã.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Mais uma resolução de ano novo, a meio do ano mas a 2 dias de fazer 30
Estou oficialmente a reduzir o açúcar do café.
Já tentei várias vezes ao longo da vida, e nunca consegui, mas tenho fé que desta vez seja de vez. Isto é como deixar de fumar, ou como tudo na vida, é preciso estar no tempo certo.
E agora é o tempo certo.
Já só ponho 1 pequena colher de café por chávena, o que equivale a bastante menos de meio pacote.
Espero até ao fim do ano (e muitas caretas depois) conseguir não por nenhum açúcar no café.
É que cheguei à conclusão que esse açúcar é o mais parvo e dispensável que pode haver.
E por isso, vai ter de sair da minha vida. Lamento, mas comigo é assim.
Será...
...que é desta? :)
Nota (porque já sei o que a casa gasta): não, não estou grávida e não, não me vou casar.
Nota (porque já sei o que a casa gasta): não, não estou grávida e não, não me vou casar.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Aniversário
Não sei mesmo lidar com os meus anos.
É que foi sempre assim, desde a famosa noite na véspera dos 5 anos em que chorei porque queria ficar com 4.
Ou seja, desde que tomei consciência do acto de fazer anos.
Não é que tenha medo de envelhecer. Nada disso.
Não é que queira ficar com esta idade, ou qualquer outra, para sempre. Não é isso.
Não é que eu queira um dia como os outros. Não quero.
Se há ano em que estive entusiasmada foi este. E estou. Com o ter 30 anos, mas não necessariamente com o fazer 30. Com o dia em si mesmo.
Nunca me apetece fazer anos. Nunca me apetece festejar. Nunca.
E este ano não é diferente.
Há coisas que nunca mudam.
É que foi sempre assim, desde a famosa noite na véspera dos 5 anos em que chorei porque queria ficar com 4.
Ou seja, desde que tomei consciência do acto de fazer anos.
Não é que tenha medo de envelhecer. Nada disso.
Não é que queira ficar com esta idade, ou qualquer outra, para sempre. Não é isso.
Não é que eu queira um dia como os outros. Não quero.
Se há ano em que estive entusiasmada foi este. E estou. Com o ter 30 anos, mas não necessariamente com o fazer 30. Com o dia em si mesmo.
Nunca me apetece fazer anos. Nunca me apetece festejar. Nunca.
E este ano não é diferente.
Há coisas que nunca mudam.
Babysister - parte II
E este fim de semana (que pareceu não ter fim) foi fim de semana de babysister outra vez, desta feita dos 3 alentejanos (o que foi uma estreia absoluta).
Factos:
Factos:
- tenho um sobrinho da mesma altura que eu (e pelo andar da carruagem daqui a umas semanas estará mais alto que eu de certeza) que está um verdadeiro adolescente, a mudar a voz e a querer o seu espaço
- o Afilhado é um cromo dos números e um Ás na cozinha, pergunta de 30 em 30 segundos quantos pontos tem no jogo, dá-me dicas sobre o empadão e ensina-me a fazer gelado de amora
- a Nê é a miúda mais doce do mundo, toda ela é festinhas e abraços, põe uma mesa inteira sem esquecer de nada, e desfaz um acampamento de 5 enquanto eu tomo banho, mas não é a melhor amiga do estudo
- os primos quando se juntam não há quem os separe
- uma noite a 5 passou a ser uma noite a 7
- 5 crianças (digo 4 crianças e 1 adolescente) não dão mais trabalho que 3 crianças (2+1)
- o Festival da Eurovisão nunca teve tanto sucesso - principalmente porque as músicas vistas foram poucas, o êxtase foi mesmo nas votações
- os miúdos adoram competição, e é mesmo giro ver as diferentes reacções
- pela amostra que tive, os rapazes são mais competitivos que as raparigas
- acordar com eles a jogar às cartas sentados na cama é um privilégio
- Adorei!
Job for the Boy
E entre uma tristeza e um susto lá veio uma boa notícia.
O Tê teve uma entrevista na sexta à tarde, e quando estávamos ainda no carro a vir para casa ligaram-lhe a dizer que tinha sido aceite.
Começou hoje.
E tudo começa finalmente a encaixar no lugar certo.
O Tê teve uma entrevista na sexta à tarde, e quando estávamos ainda no carro a vir para casa ligaram-lhe a dizer que tinha sido aceite.
Começou hoje.
E tudo começa finalmente a encaixar no lugar certo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Água-raz
O grande susto que a Afilhada nos pregou na sexta foi nem mais nem menos um encontro imediato de 1º grau com uma lata de água-raz.
A minha irmã tem a casa em obras, e ao que parece o senhor-faz-tudo deixou a lata ali, à mão de semear.
Pois que Sua Excelência não tem mais nada senão dar um ar da sua graça e atacar a dita.
Foi de ambulância para o hospital, e passou mesmo lá a noite.
O melhor é que ao que parece não passou mesmo de um grande susto. Parece que não bebeu, apenas inalou os vapores e engasgou-se, não havendo danos de maior.
No dia seguinte, no entanto, apesar de estar na maior como se nada se tivesse passado, tinha um bafo a diluente que só visto (ou melhor, cheirado)!
Acreditem em mim, uma menina de um ano (cheia de caracóis louros, com cara de anjo, de botinhas da Chico e camisa de gola de redonda) com bafo a água-raz é coisa que não combina.
É uma querida esta minha Afilhada. Não dá trabalho nenhum.
A minha irmã tem a casa em obras, e ao que parece o senhor-faz-tudo deixou a lata ali, à mão de semear.
Pois que Sua Excelência não tem mais nada senão dar um ar da sua graça e atacar a dita.
Foi de ambulância para o hospital, e passou mesmo lá a noite.
O melhor é que ao que parece não passou mesmo de um grande susto. Parece que não bebeu, apenas inalou os vapores e engasgou-se, não havendo danos de maior.
No dia seguinte, no entanto, apesar de estar na maior como se nada se tivesse passado, tinha um bafo a diluente que só visto (ou melhor, cheirado)!
Acreditem em mim, uma menina de um ano (cheia de caracóis louros, com cara de anjo, de botinhas da Chico e camisa de gola de redonda) com bafo a água-raz é coisa que não combina.
É uma querida esta minha Afilhada. Não dá trabalho nenhum.
Vazio
É estúpido. Estúpido não, mas incompreensível. Ele há coisas que só estão ao alcance de alguns, e do meu certamente não estão.
Não dá para compreender, por muita explicação que houvesse ( e não há).
Não é que parecesse que estava tudo bem - não parecia.
Mas haveria necessidade? Seria esta mesmo a solução que se procura?
Resolveu alguma coisa?
Não deixa de ser um pouco egoísta - não estar cá para ver o estado em que os outros ficam.
E depois a nossa dor e incompreensão são confrontadas com um cenário que não tem nada a ver.
Rezas e rendas.
Vozes de outros.
Uma foto com olhar de desafio.
Há em tudo isto lá bem no fundo, bem mesmo no fundo, um toque (leve) de humor negro (do mais negro que houver).
A nossa vida continua.
Tu ficas aí.
Aí onde quer que seja.
Espero que encontres aquilo que procuraste.
Não dá para compreender, por muita explicação que houvesse ( e não há).
Não é que parecesse que estava tudo bem - não parecia.
Mas haveria necessidade? Seria esta mesmo a solução que se procura?
Resolveu alguma coisa?
Não deixa de ser um pouco egoísta - não estar cá para ver o estado em que os outros ficam.
E depois a nossa dor e incompreensão são confrontadas com um cenário que não tem nada a ver.
Rezas e rendas.
Vozes de outros.
Uma foto com olhar de desafio.
Há em tudo isto lá bem no fundo, bem mesmo no fundo, um toque (leve) de humor negro (do mais negro que houver).
A nossa vida continua.
Tu ficas aí.
Aí onde quer que seja.
Espero que encontres aquilo que procuraste.
sábado, 24 de maio de 2008
Emoções
Estas últimas 48 horas têm sido uma confusão...
Uma tristeza e dor profundas pela perda de um amigo; uma alegria ao nível profissional; um grande susto com a afilhada (que já passou); uma nostalgia de recordações.
Emoções à flor da pele a uma semana de fazer 30 anos.
Uma tristeza e dor profundas pela perda de um amigo; uma alegria ao nível profissional; um grande susto com a afilhada (que já passou); uma nostalgia de recordações.
Emoções à flor da pele a uma semana de fazer 30 anos.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Feriados
Adoro feriados!
Apesar de não estar a trabalhar dou imenso valor aos feriados - ficam as semanas mais curtas, descansamos assim a meio da semana, e com um bocadinho de sorte ainda fazemos ponte e temos fim-de-semana comprido.
A Holanda é um dos países da Europa (ou mesmo o país da Europa) com menos feriados.
Vejamos:
1 de Janeiro
Domingo e 2ª feira de Páscoa
30 de Abril
Um feriado que calha em Maio/Junho
25 e 26 de Dezembro
Mai nada! É um facto que a produtividade é maior, mas fazem uma falta! Os feriados dispensam tirar aqueles dias de férias soltos, que nós tirávamos para poder vir cá. Era a verdadeira seca, porque gastávamos as férias assim e acabávamos por não poder tirar férias de seguida...
E acreditem, passar de Maio a Dezembro sem feriados... é duro e muito cansativo!
E era também triste chegar ao trabalho num dia normal e perceber que por volta das 10h não havia ninguém no MSN... que se passa?
Ah, é porque hoje é 25 de Abril ou 1 de Maio ou 10 de Junho, and so on and so on...
(diz que Portugal é mesmo dos países com mais feriados...)
Por isso digo meus amigos leitores, que é muito bom acordar e ser feriado, e pensar "é sábado?", e não ser sábado porque o sábado ainda está para vir!
Viva os feriados!
Já agora, alguém sabe porque é que hoje é feriado?
Apesar de não estar a trabalhar dou imenso valor aos feriados - ficam as semanas mais curtas, descansamos assim a meio da semana, e com um bocadinho de sorte ainda fazemos ponte e temos fim-de-semana comprido.
A Holanda é um dos países da Europa (ou mesmo o país da Europa) com menos feriados.
Vejamos:
1 de Janeiro
Domingo e 2ª feira de Páscoa
30 de Abril
Um feriado que calha em Maio/Junho
25 e 26 de Dezembro
Mai nada! É um facto que a produtividade é maior, mas fazem uma falta! Os feriados dispensam tirar aqueles dias de férias soltos, que nós tirávamos para poder vir cá. Era a verdadeira seca, porque gastávamos as férias assim e acabávamos por não poder tirar férias de seguida...
E acreditem, passar de Maio a Dezembro sem feriados... é duro e muito cansativo!
E era também triste chegar ao trabalho num dia normal e perceber que por volta das 10h não havia ninguém no MSN... que se passa?
Ah, é porque hoje é 25 de Abril ou 1 de Maio ou 10 de Junho, and so on and so on...
(diz que Portugal é mesmo dos países com mais feriados...)
Por isso digo meus amigos leitores, que é muito bom acordar e ser feriado, e pensar "é sábado?", e não ser sábado porque o sábado ainda está para vir!
Viva os feriados!
Já agora, alguém sabe porque é que hoje é feriado?
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Outro post doméstico - este blog está mesmo a perder a graça
Tratar da roupa é uma seca.
Limpar o pó é uma seca.
Lavar a louça é uma seca.
Cozinhar por obrigação é uma seca.
Fazer a cama de lavado é uma seca.
Aspirar é uma seca.
Lavar a casa-de-banho é uma seca.
Limpar a cozinha é uma seca.
Detesto!
É que detesto mesmo!
AAAAIIIII que seca!!!!!!
(pronto já desabafei)
Limpar o pó é uma seca.
Lavar a louça é uma seca.
Cozinhar por obrigação é uma seca.
Fazer a cama de lavado é uma seca.
Aspirar é uma seca.
Lavar a casa-de-banho é uma seca.
Limpar a cozinha é uma seca.
Detesto!
É que detesto mesmo!
AAAAIIIII que seca!!!!!!
(pronto já desabafei)
segunda-feira, 19 de maio de 2008
E à laia de Olhares que falam...
Hoje foi dia de...

Adriana Calcanhoto no Coliseu.
Foi um bilhete duplo inesperadamente oferecido pela minha Fadinha do Lar preferida, ganho num dos seus inúmeros concursos.
O nosso primeiro concerto em Portugal, depois de dois anos a frequentar (muuuuito pouco) os palcos de Amsterdam (isto é mesmo só para dar charme porque os concertos a que fomos em dois anos cabem nos dedos de 1 mão e sobram dedos. Adiante.).
Foi um concerto único.
Gostava que tivesse sido porque estava uma atmosfera intimista e um som super claro.
Ou porque estivemos pela primeira vez sentados na plateia do Coliseu.
Ou porque ela tinha um vestido lindo, e toda ela era serenidade, e voz e violão.
Mas foi um concerto único porque...a pouco mais de metade foi a luz abaixo (que é uma expressão muito usada em casa dos meus pais), caiu o quadro, ou seja ficámos às escuras...e em silencio...
Ainda esperámos que a coisa se resolvesse rapidamente, mas não.
Regressou a Adriana e os seus músicos "na cara e na coragem" (usando a expressão brasileira)a cantar a seco - que é como quem diz, sem qualquer tipo de amplificação, microfone ou o que seja, e com as luzes do gerador ligadas sobre a plateia (já desfalcada, que muita gente já tinha desistido). Cantou 3 canções perante uma plateia no mais profundo silencio, a tentar ao máximo captar todas as notas e frases, muitos já sentados no chão em frente ao palco para ver se ouviam alguma coisa.
Grande Adriana! Muitos na posição dela recusar-se-iam a aparecer de certeza.
Ficou a faltar uma declaração oficial, um pedido de desculpas por parte da organização ou o que for, porque houve muito boa gente que pagou bilhete e ficou a arder com 1/3 de concerto.
De qualquer modo agradeço uma vez mais a oportunidade à Fadinha do Lar, porque foi de facto inesquecível (até ela que é batida em concertos - já assistiu a quase 300 na vida - nunca tinha visto nada assim...) - espero que um dia haja a oportunidade para vermos o 1/3 que nos falta.

Adriana Calcanhoto no Coliseu.
Foi um bilhete duplo inesperadamente oferecido pela minha Fadinha do Lar preferida, ganho num dos seus inúmeros concursos.
O nosso primeiro concerto em Portugal, depois de dois anos a frequentar (muuuuito pouco) os palcos de Amsterdam (isto é mesmo só para dar charme porque os concertos a que fomos em dois anos cabem nos dedos de 1 mão e sobram dedos. Adiante.).
Foi um concerto único.
Gostava que tivesse sido porque estava uma atmosfera intimista e um som super claro.
Ou porque estivemos pela primeira vez sentados na plateia do Coliseu.
Ou porque ela tinha um vestido lindo, e toda ela era serenidade, e voz e violão.
Mas foi um concerto único porque...a pouco mais de metade foi a luz abaixo (que é uma expressão muito usada em casa dos meus pais), caiu o quadro, ou seja ficámos às escuras...e em silencio...
Ainda esperámos que a coisa se resolvesse rapidamente, mas não.
Regressou a Adriana e os seus músicos "na cara e na coragem" (usando a expressão brasileira)a cantar a seco - que é como quem diz, sem qualquer tipo de amplificação, microfone ou o que seja, e com as luzes do gerador ligadas sobre a plateia (já desfalcada, que muita gente já tinha desistido). Cantou 3 canções perante uma plateia no mais profundo silencio, a tentar ao máximo captar todas as notas e frases, muitos já sentados no chão em frente ao palco para ver se ouviam alguma coisa.
Grande Adriana! Muitos na posição dela recusar-se-iam a aparecer de certeza.
Ficou a faltar uma declaração oficial, um pedido de desculpas por parte da organização ou o que for, porque houve muito boa gente que pagou bilhete e ficou a arder com 1/3 de concerto.
De qualquer modo agradeço uma vez mais a oportunidade à Fadinha do Lar, porque foi de facto inesquecível (até ela que é batida em concertos - já assistiu a quase 300 na vida - nunca tinha visto nada assim...) - espero que um dia haja a oportunidade para vermos o 1/3 que nos falta.
Já agora...
...porque é que as educadoras de infância quando vão tomar café fora da escola não tiram o bibe?
E porque é que os bibes das educadoras de infância não evoluíram como o resto da moda?
São exactamente iguais aos que as nossas educadoras usavam: a apertar atrás (que deve dar um jeitão mas enfim) cortados acima do peito e com golinha redonda, normalmente de xadrês.
Devemo-nos vestir como as crianças porque trabalhamos com crianças?
Faz lembrar os anos 80 em que a moda de grávida se inspirava na moda de bebé - golinhas redondas, cores suaves, manga de balão...
Se a moda de grávida evoluiu porque não uns novos bibes para as educadoras?
São mesmo feios e não favorecem ninguém, mas elas nem se devem importar porque saem à rua com aquilo vestido na maior... ou então é porque são mesmo difíceis de apertar...
Deve ser isso.
E porque é que os bibes das educadoras de infância não evoluíram como o resto da moda?
São exactamente iguais aos que as nossas educadoras usavam: a apertar atrás (que deve dar um jeitão mas enfim) cortados acima do peito e com golinha redonda, normalmente de xadrês.
Devemo-nos vestir como as crianças porque trabalhamos com crianças?
Faz lembrar os anos 80 em que a moda de grávida se inspirava na moda de bebé - golinhas redondas, cores suaves, manga de balão...
Se a moda de grávida evoluiu porque não uns novos bibes para as educadoras?
São mesmo feios e não favorecem ninguém, mas elas nem se devem importar porque saem à rua com aquilo vestido na maior... ou então é porque são mesmo difíceis de apertar...
Deve ser isso.
Dia dos Museus
E ontem...
...foi dia de ir ver o bebé Miguel na maternidade.
Depois de um sábado para esquecer (diz quem a foi ver nesse dia), no domingo tanto a mãe como o filho estavam lindos de morrer, em plena harmonia vestidos de azul-clarinho, num ambiente de alegria e tranquilidade.
Ele deitado a dormitar, sempre a reagir às nossas festinhas (eu bem tentei espreitar os famosos pés compridos, mas ele não deixou), com o ar mais pacífico do mundo e sempre com as mãos abertas junto à cara.
Ela sentada na mesa a lanchar - e até parece que estávamos a tomar café!
Valeu também o convívio com o pai, as tias e a avó mais babados que nunca.
Gostei mesmo de ter ido.
Depois de um sábado para esquecer (diz quem a foi ver nesse dia), no domingo tanto a mãe como o filho estavam lindos de morrer, em plena harmonia vestidos de azul-clarinho, num ambiente de alegria e tranquilidade.
Ele deitado a dormitar, sempre a reagir às nossas festinhas (eu bem tentei espreitar os famosos pés compridos, mas ele não deixou), com o ar mais pacífico do mundo e sempre com as mãos abertas junto à cara.
Ela sentada na mesa a lanchar - e até parece que estávamos a tomar café!
Valeu também o convívio com o pai, as tias e a avó mais babados que nunca.
Gostei mesmo de ter ido.
Tem piada
...ouvir a sirene dos Bombeiros da Parede ao meio-dia.
É daqueles sons que desde sempre me lembro de ouvir... faz parte da minha memória sonora.
É daqueles sons que desde sempre me lembro de ouvir... faz parte da minha memória sonora.
sábado, 17 de maio de 2008
Perfect Day
Sem horas para acordar.
Almoçar em Cascais em frente ao mar. Um gelado no Santini.
Passeio pelo paredão.
Café na esplanada a conversar sobre o futuro.
Fim da tarde na praia de Carcavelos, molhar os pés a ver os surfistas.
E depois, casa.
Almoçar em Cascais em frente ao mar. Um gelado no Santini.
Passeio pelo paredão.
Café na esplanada a conversar sobre o futuro.
Fim da tarde na praia de Carcavelos, molhar os pés a ver os surfistas.
E depois, casa.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Mãe coragem
O tempo passa a correr... e mais um bebé da geração 2008 acaba de nascer.
A nossa pequena-grande mãe coragem, aquela que é sempre um bocadinho mãe de todos os bebés do mundo, tem finalmente o seu bebé nos braços...
Bem-vindo ao mundo bebé Miguel!
A nossa pequena-grande mãe coragem, aquela que é sempre um bocadinho mãe de todos os bebés do mundo, tem finalmente o seu bebé nos braços...
Bem-vindo ao mundo bebé Miguel!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Here we go again...

E mais uma vez reabri actividade nas Finanças e já tenho a minha nova caderneta de recibos verdes.
Maravilha.
É o tempo a passar e as coisas a não mudar!
Enfim... ao menos agora que apareça alguma coisa na minha área para lhes dar uso com gosto.
E tal como a t-shirt que usou o Nuno Markl numa Operação Triunfo, eu posso dizer:
Recibos Verdes
since
2002
Ele há dias...
terça-feira, 13 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Notas sobre a Afilhada
Esta foi a primeira vez que a Afilhada passou uma noite comigo. E são muitas as coisas que descobri/confirmei sobre ela.
Uma coisa é saber pelos outros, e outra é ver com os próprios olhos.
Não lhe conhecia o amor pelos animais. Não há cão ou gato que lhe escape quando vamos na rua, e foi o cabo dos trabalhos para a impedir de entrar no lago dos patos no Parque Morais! Corre atrás das pombas, e até os patinhos de borracha da casa de banho são motivo de festa!
Quer estar sempre no local dos acontecimentos, pelo que é mais fácil adormece-la à mesa de almoço com 10 pessoas do que no quarto sossegada.
Não tem medo nenhum do secador de cabelo, e enquanto sequei o cabelo à irmã quis logo vir participar da festa, de escova em punho a pentear a franja e a rir à gargalhada com as rajadas do secador.
Sou uma naba a dar-lhe de comer, e ela também não ajuda muito porque começa a cuspir (feita menina irritante) e eu parto-me a rir (são tão giras estas coisas nos filhos dos outros) e desisto facilmente. Mas nestas coisas quem sabe sabe, e hoje ao almoço, seguindo o conselho sábio da mãe do Tê, dei-lhe de comer em frente ao passarinho, e ela assim distraída a dar festinhas na gaiola enfardou uma tigela de sopa valente...
Não pode ouvir um acorde de música, uma canção na televisão ou qualquer som harmonioso que não se ponha a dançar, e a bater palminhas...
Tem uma cara linda de morrer, a sorrir acabadinha de acordar (irresistível).
Coisas em que sou maçarica apesar da experiência de tia:
Uma coisa é saber pelos outros, e outra é ver com os próprios olhos.
Não lhe conhecia o amor pelos animais. Não há cão ou gato que lhe escape quando vamos na rua, e foi o cabo dos trabalhos para a impedir de entrar no lago dos patos no Parque Morais! Corre atrás das pombas, e até os patinhos de borracha da casa de banho são motivo de festa!
Quer estar sempre no local dos acontecimentos, pelo que é mais fácil adormece-la à mesa de almoço com 10 pessoas do que no quarto sossegada.
Não tem medo nenhum do secador de cabelo, e enquanto sequei o cabelo à irmã quis logo vir participar da festa, de escova em punho a pentear a franja e a rir à gargalhada com as rajadas do secador.
Sou uma naba a dar-lhe de comer, e ela também não ajuda muito porque começa a cuspir (feita menina irritante) e eu parto-me a rir (são tão giras estas coisas nos filhos dos outros) e desisto facilmente. Mas nestas coisas quem sabe sabe, e hoje ao almoço, seguindo o conselho sábio da mãe do Tê, dei-lhe de comer em frente ao passarinho, e ela assim distraída a dar festinhas na gaiola enfardou uma tigela de sopa valente...
Não pode ouvir um acorde de música, uma canção na televisão ou qualquer som harmonioso que não se ponha a dançar, e a bater palminhas...
Tem uma cara linda de morrer, a sorrir acabadinha de acordar (irresistível).
Coisas em que sou maçarica apesar da experiência de tia:
- adormeço-a no quarto mas esqueço-me do telemóvel na mesa-de-cabeceira (não houve crise porque ela é uma querida, mas se fosse outro...)
- deixo-a escapar entre uma fralda e a outra porque me esqueço de pôr creme, e quando o vou buscar lá vai ela a fugir de rabo ao léu pela cama fora
- dou-lhe o biberon da noite à uma da manhã, que supostamente é para acalmar e dormir melhor, mas despertei-a demais o que resultou numa festa na minha cama (o êxtase foi quando descobriu que a irmã também lá estava!) e eu a ver a minha vida a andar para trás
- tento adormece-la no colo, vejo que não tenho a chucha, baixo-me com ela ao colo para buscar a chucha e ela refila - e a cena repete-se assim umas três vezes até eu conseguir agarrar a dita de uma vez
Rescaldo do fim-de-semana
Fim-de-semana a 4, sem carro, numa casa sem televisão e a chover.
Mas foi bom. E fica sempre a sensação de que quando a máquina começa a ficar oleada, já acabou.
Espero que a próxima esteja para breve.
O que ficou por fazer:
um passeio à praia, um encontro com a família Sousa, uma caminhada no paredão, uma ida ao Santini, uma ida ao parque novo, and so on and so on...
Mas foi bom. E fica sempre a sensação de que quando a máquina começa a ficar oleada, já acabou.
Espero que a próxima esteja para breve.
O que ficou por fazer:
um passeio à praia, um encontro com a família Sousa, uma caminhada no paredão, uma ida ao Santini, uma ida ao parque novo, and so on and so on...
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Luz
Às vezes aquilo que parece ser uma luz ao fundo do túnel é apenas uma luz a meio do túnel, para nos indicar o caminho.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Este fim de semana...
...serei "babysister" outra vez!
Que saudades!
Dicionário:
Babysister = babysitter dos filhos da irmã.
(para não pensarem que sou uma ignorante que viveu no estrangeiro mas não sabe falar inglês...)
Que saudades!
Dicionário:
Babysister = babysitter dos filhos da irmã.
(para não pensarem que sou uma ignorante que viveu no estrangeiro mas não sabe falar inglês...)
Post doméstico
Esta coisa de estender a roupa na rua é para mim uma total novidade.
Quando vivia nos meus pais o estendal era de facto da rua, mas não era eu que a estendia.
Depois, tanto na minha-casa-da-Parede como na Holanda, os entendais eram daqueles desdobráveis (mas estavam sempre desdobrados) dentro de casa (perto da janela no quarto, na varanda/marquise, na sala, na cozinha, no laundry-room - houve para todos os gostos). Ainda houve uns meses que íamos à lavandaria do bairro, num acto completamente urbano, internacional e cinematográfico.
Pois que agora, regressados à pátria do sol, o estendal está na rua - e é daqueles que rodam, isso sim uma estreia absoluta, o que nos permite estender a roupa sem sair do lugar.
Sabe quem me conhece, ou quem lê este blog, que eu não sou o exemplo de dona-de-casa perfeita (nem imperfeita, não sou exemplo do dona-de-casa nenhuma) e que essa coisa da organização doméstica não existe por cá.
Para ajudar tem estado este tempo de chuva de manhã e praia à tarde, que nos deixa ainda mais confusos. Devemos estender a roupa agora? Apanhá-la neste momento? Vai chover? Vai fazer sol?
Ora, quem não sabe, copia. E é isso que temos feito.
Confio nas qualidades domésticas aqui das vizinhas, que, pelo ar robusto e desenvolto com que penduram peças de roupa com uma mão e prendem as molas com a outra, parecem perceber do assunto.
E assim é. Quando o cesto da roupa suja transborda e as gavetas estão vazias lava-se uma fornada, depois tira-se da máquina (com o cuidado de sacudir bem cada peça de modo a evitar vincos - porque cá em casa também não se passa a ferro, tarefa considerada unanimemente inútil pelos membros intervenientes, e banida do nosso dia-a-dia) e seguidamente inspecciona-se os estendais vizinhos.
Se têm roupa, a costa está livre.
Se não têm, alto lá que o melhor é esperar mais um bocado.
E até agora não nos temos saído mal.
No entanto, somos de facto os únicos a deixar roupa estendida durante a noite.
Parece que aqui as vizinhas não gostam de secar a roupa ao luar.
Quando vivia nos meus pais o estendal era de facto da rua, mas não era eu que a estendia.
Depois, tanto na minha-casa-da-Parede como na Holanda, os entendais eram daqueles desdobráveis (mas estavam sempre desdobrados) dentro de casa (perto da janela no quarto, na varanda/marquise, na sala, na cozinha, no laundry-room - houve para todos os gostos). Ainda houve uns meses que íamos à lavandaria do bairro, num acto completamente urbano, internacional e cinematográfico.
Pois que agora, regressados à pátria do sol, o estendal está na rua - e é daqueles que rodam, isso sim uma estreia absoluta, o que nos permite estender a roupa sem sair do lugar.
Sabe quem me conhece, ou quem lê este blog, que eu não sou o exemplo de dona-de-casa perfeita (nem imperfeita, não sou exemplo do dona-de-casa nenhuma) e que essa coisa da organização doméstica não existe por cá.
Para ajudar tem estado este tempo de chuva de manhã e praia à tarde, que nos deixa ainda mais confusos. Devemos estender a roupa agora? Apanhá-la neste momento? Vai chover? Vai fazer sol?
Ora, quem não sabe, copia. E é isso que temos feito.
Confio nas qualidades domésticas aqui das vizinhas, que, pelo ar robusto e desenvolto com que penduram peças de roupa com uma mão e prendem as molas com a outra, parecem perceber do assunto.
E assim é. Quando o cesto da roupa suja transborda e as gavetas estão vazias lava-se uma fornada, depois tira-se da máquina (com o cuidado de sacudir bem cada peça de modo a evitar vincos - porque cá em casa também não se passa a ferro, tarefa considerada unanimemente inútil pelos membros intervenientes, e banida do nosso dia-a-dia) e seguidamente inspecciona-se os estendais vizinhos.
Se têm roupa, a costa está livre.
Se não têm, alto lá que o melhor é esperar mais um bocado.
E até agora não nos temos saído mal.
No entanto, somos de facto os únicos a deixar roupa estendida durante a noite.
Parece que aqui as vizinhas não gostam de secar a roupa ao luar.
Happy Family
E ontem foi dia de visitar mais uma família feliz.
Foi bom ver um amigo da adolescência no papel de pai babado de uma menina (que todos pensavam ser um rapaz).
Foi bom vê-lo feliz na sua casa nova, com a namorada de toda a vida, o cão e o berço na sala.
E foi bom também ouvir, passadas as conversas típicas de choros, fraldas, epidurais e partos:
"Então e vocês, novidades?"
Porque o mundo não pára...
Foi bom ver um amigo da adolescência no papel de pai babado de uma menina (que todos pensavam ser um rapaz).
Foi bom vê-lo feliz na sua casa nova, com a namorada de toda a vida, o cão e o berço na sala.
E foi bom também ouvir, passadas as conversas típicas de choros, fraldas, epidurais e partos:
"Então e vocês, novidades?"
Porque o mundo não pára...
terça-feira, 6 de maio de 2008
A chegada da Surpresa!
Há 8 meses atrás recebíamos com alguma surpresa e muita alegria esta encomenda.
Hoje foi o dia da entrega da verdadeira encomenda aos pais, mais babados que nunca.
É lindo, muito perfeitinho, e parecido com o pai.
E foi um orgulho para mim estar presente neste momento, e ver nascer esta família.
Foi um bebé muito querido, muito planeado e esperado pelos pais e já os está a encher de alegria.
Para sempre na minha memória vai ficar a imagem do pai debruçado no berço do filho no corredor da Cruz Vermelha, e a imagem da mãe já no quarto a dar de mamar pela primeira vez e a dizer:
"É tão fofo!"
(e é mesmo!)
Hoje foi o dia da entrega da verdadeira encomenda aos pais, mais babados que nunca.
É lindo, muito perfeitinho, e parecido com o pai.
E foi um orgulho para mim estar presente neste momento, e ver nascer esta família.
Foi um bebé muito querido, muito planeado e esperado pelos pais e já os está a encher de alegria.
Para sempre na minha memória vai ficar a imagem do pai debruçado no berço do filho no corredor da Cruz Vermelha, e a imagem da mãe já no quarto a dar de mamar pela primeira vez e a dizer:
"É tão fofo!"
(e é mesmo!)
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Dia da mãe
Como ontem foi Dia da Mãe, não podia deixar de marcar aqui a minha homenagem à minha mãe que para quem não sabe, é a melhor do mundo (pensavam que era a vossa, mas enganam-se...).
E eu explico porquê.
A minha mãe é a melhor do mundo porque já depois dos 30 com duas filhas já criadas, independentes e na escola, fez finca-pé que queria mais um bebé em casa, regressando às fraldas, e noites mal dormidas. Se não fosse por ela eu não existia - e ela teria uma vida bem menos emocionante, eu sei.
A minha mãe é a melhor do mundo porque é a mãe mais bonita que eu conheço, e esta opinião não é só minha, toda a gente o diz e é verdade.
A minha mãe é a melhor do mundo porque nos educou para sermos positivas, para enfrentarmos os obstáculos sem medo e para termos a certeza de que somos capazes.
A minha mãe é a melhor do mundo porque não é nada vaidosa (nem precisa de ser porque é bonita na mesma), e porque nunca ligou nenhuma a futilidades, e sempre nos ensinou que a verdadeira beleza vem de dentro.
A minha mãe é a melhor do mundo porque nos educou para a independência, porque é uma mãe que não dá o peixe, mas ensina a pescar.
A minha mãe é a melhor do mundo porque não trata as filhas como bebés, e respeita cada uma das nossas decisões por muito que isso lhe doa.
A minha mãe é a melhor do mundo porque é também a melhor avó do mundo, e trata cada neto como se fosse o único.
Por tudo isto se eu algum dia for mãe, quero ser uma mãe assim.
E eu explico porquê.
A minha mãe é a melhor do mundo porque já depois dos 30 com duas filhas já criadas, independentes e na escola, fez finca-pé que queria mais um bebé em casa, regressando às fraldas, e noites mal dormidas. Se não fosse por ela eu não existia - e ela teria uma vida bem menos emocionante, eu sei.
A minha mãe é a melhor do mundo porque é a mãe mais bonita que eu conheço, e esta opinião não é só minha, toda a gente o diz e é verdade.
A minha mãe é a melhor do mundo porque nos educou para sermos positivas, para enfrentarmos os obstáculos sem medo e para termos a certeza de que somos capazes.
A minha mãe é a melhor do mundo porque não é nada vaidosa (nem precisa de ser porque é bonita na mesma), e porque nunca ligou nenhuma a futilidades, e sempre nos ensinou que a verdadeira beleza vem de dentro.
A minha mãe é a melhor do mundo porque nos educou para a independência, porque é uma mãe que não dá o peixe, mas ensina a pescar.
A minha mãe é a melhor do mundo porque não trata as filhas como bebés, e respeita cada uma das nossas decisões por muito que isso lhe doa.
A minha mãe é a melhor do mundo porque é também a melhor avó do mundo, e trata cada neto como se fosse o único.
Por tudo isto se eu algum dia for mãe, quero ser uma mãe assim.
sábado, 3 de maio de 2008
Vida social
Em Amsterdam passei muitos Sábados e Domingos sozinha.
Fazia tudo com o meu tempo, ia ao mercado, às compras, e ao fim do dia ia ter com o Tê ao HRC para irmos os dois para casa, jantar e ver filmes e séries.
Claro que saímos muitas vezes, e claro que também tínhamos vida social, mas a verdade é que passámos muitos fins-de-semana os dois.
Hoje temos um almoço de anos de uma prima, um lanche de anos de uma princesa, e um jantar de anos de uma amiga de infância.
Vá lá que sempre conseguimos tomar o pequeno-almoço em casa.
Fazia tudo com o meu tempo, ia ao mercado, às compras, e ao fim do dia ia ter com o Tê ao HRC para irmos os dois para casa, jantar e ver filmes e séries.
Claro que saímos muitas vezes, e claro que também tínhamos vida social, mas a verdade é que passámos muitos fins-de-semana os dois.
Hoje temos um almoço de anos de uma prima, um lanche de anos de uma princesa, e um jantar de anos de uma amiga de infância.
Vá lá que sempre conseguimos tomar o pequeno-almoço em casa.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Internet is back...
...e eu também.
Mais de um mês depois do regresso e a menos de um mês de fazer 30 anos as incógnitas permanecem.
Não há novidades portanto...
Mais de um mês depois do regresso e a menos de um mês de fazer 30 anos as incógnitas permanecem.
Não há novidades portanto...
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