domingo, 31 de maio de 2015

37

Faço hoje 37 anos, meus amigos.
E ainda não percebi como é que isso foi acontecer.
Eu? 37??
Pfffffffffffffffff

E pensar que comecei este blog antes dos 30...

quinta-feira, 28 de maio de 2015

4 meses

E pela primeira vez só me apercebi que era dia 28 já depois da hora do almoço.
Gostava muito de não ficar sempre com esta contagem aos dias 28, mas é difícil.
E que impressão que me faz a quantidade de coisas que já se passaram nestes 4 meses longe da sua presença.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Para lembrar quando houver a próxima birra no supermercado

...ou em qualquer outro sítio público.
Ao menos não foi em frente ao presidente dos Estados Unidos.
Ao menos esta birra não vai circular pela net e tornar-se viral.
Ufa...

(a notícia completa aqui)





Obama ao lado da filha da jornalista Laura Moser (Foto: Pete Souza/ Casa Branca)

Um aviso antes do verão e das férias começarem

Amigos partilhadores de fotos no FB:
Já não se aguenta as fotografias das férias partilhadas no FB. Ninguém quer ver os vossos filhos na praia, nem na piscina, as vossas selfies com os vossos amores ao pôr do sol, muito menos os pézinhos ao léu onde quer que seja (embirração antiga). Ninguém.
Ou talvez os vossos pais e irmãos, pronto. Esses se calhar gostam de ver os netinhos a saltar para a piscina e o que foi que petiscaram ao fim do dia.
Tirando eles, mais ninguém quer saber. A sério.
Foi giro cuscar as fotos de férias? Foi. Em 2010.
Já passaram 5 anos, perdeu a graça.
E não há pachorra.

Lembram-se daquele episódio dos Simpsons em que as irmãs da mãe chegam de férias e os obrigam a ver todas as fotografias?
É isso.

domingo, 24 de maio de 2015

Dois dias com 3 filhos

3 filhos é canja quando o mais velho tem 8 anos e é totalmente independente.
Só é chato na hora do pôr creme antes de ir para a praia, chiça!
A sério que estamos em 2015 e ainda não há um comprimido protector solar? A sério??

Gostar do que se faz

E estar verdadeiramente feliz com a decisão tomada é abandonar um encontro de primos e tios na praia - daqueles com 4 ou 5 guarda-sóis em círculo, miúdos por todos os lados, grandes mergulhaças e conversas à beira-mar - para ir a casa trocar de roupa (e colocar um pouco de maquilhagem, vá), vestir a farda, enfrentar uma caloraça e ir para Sintra trabalhar de sorriso na cara.

Mais um fim-de-semana de praia

E eu continuo sem perceber as pessoas que ah e tal e eu adoro o inverno, e uma lareira acesa, e um chá quentinho e uma manta no sofá a ver um filme...
Como?
A sério que não percebo.
A praia é imbatível. Repito, imbatível.
Não há castanhas assadas, nem piqueniques no parque, nem sequer Natal que se lhe compare.
Nada bate um bom dia de praia.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Não sei porque não me lembrei disto antes

O meu mais velho, no meio dos seus dramas de só querer vestir o que mais gosta, pergunta porque não pode levar os calções do equipamento do Benfica para a escola. Eu, já no desespero e por preguiça, lá lhe digo que não pode porque não estão lavados ainda.
Resposta dele:
"Oh mãe mas porque é que tu não pegas na roupa toda - mas mesmo toda - e metes toda na máquina a lavar? Porque é que só pões pouca roupa?"

(mas hoje foi de equipamento do Benfica completo para a escola. Feliz. Enfim...)

Já agora, o meu maior desafio fashionista

... decorreu este fim de semana.
Reunião de trabalho primeiro, e praia depois.
Consegui arranjar roupa adaptável a ambas as situações, só troquei as sabrinas pelas havaianas no carro.
E fui maquilhada para a praia pela primeira vez na vida.
Sou tão boa nisto da moda, senhores. Qualquer dia viro mesmo fashion blogger.

Fim de semana bom mas bom

Inclui praia, família, festa de anos no parque com amigos, jantarada de família, mais praia com a família quase toda, reunião de trabalho muito proveitosa, almoçarada de mesa cheia, jantarada de petiscos noutra mesa também cheia.
Fosse eu do Benfica e diria que foi perfeito.

domingo, 17 de maio de 2015

Família grande

É tão bom.
Pelo menos não se nota o lugar vazio na mesa.
O vazio fica só no nosso coração, porque a casa está cheia.
E é coisa que eu agradeço todos os dias.

sábado, 16 de maio de 2015

Há poucos males nesta vida...

... que um bom mergulho no mar não resolva.

Época balnear 2015 (agora sim!) oficialmente aberta!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Em minha defesa

Tenho a confirmação de palavras cancelada nos comentários.
Não percebo porque é que os meus leitores têm de provar que não são robots.
Este blog não tem nada de interesse para robots.
Ainda se fossem robots dos que oferecem coisas à minha pessoa, mas nem esses por cá aparecem...


Mudança de estação

A mudar da roupa de inverno para a de verão, só posso dizer que o guarda roupa da minha filha rivaliza (em quantidade) com o da Sarah Jessica Parker.
Tanta roupa, senhores...

(para quem só agora aqui chega, a roupa dos meus filhos é 99% herdada dos primos/amigos/outros.)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dramas da vida doméstica

Este sol e calor e nós com a máquina da roupa avariada.

terça-feira, 12 de maio de 2015

1 passo em frente

... e 2 ou 3 atrás.
Não vos querendo maçar sempre com o mesmo assunto, meus amigos, isto não é nada fácil.

E a minha previsão concretiza-se: o que eu não dava para voltar atrás no tempo e regressar nem que fosse a uma das épocas mais complicadas da minha vida.

sábado, 9 de maio de 2015

E o que é que inaugurou hoje?

A minha época balnear.
Com friozinho e ventinho, e pouca vontade de ficar de fato-de-banho, mas ainda assim, sempre bom.

Holanda

Como é natural, de vez em quando vamos falando sobre a nossa vida na Holanda aos nossos filhos (e que estranho que é, parece que já passou tanto tempo... e o pior é que passou!).
No outro dia, a propósito das bicicletas, de ir de bicicleta para o trabalho e para a escola, e de cá nós não termos bicicleta, o mais velho saiu-se com "vocês deviam era ter ficado na Holanda! Eu queria era viver na Holanda e não cá!"
Nós lá explicámos que voltámos por causa da família, para que eles crescessem perto dos avós, tios e primos.
Não ficou nada convencido.
Ou muito me engano ou vai por-se na alheta e virar-nos as costas (cheias de tatuagens, já se sabe) logo que possa.
Aguardemos.

(mas lá nisto tem bem a quem sair...)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Vacinas

Fui com o mais velho às vacinas.
O à vontade dele com a agulha, o ar de quem faz isso todos os dias, a questão que fez de querer mesmo ver a agulha a entrar no braço fez-me ter uma visão do futuro.
Ou muito me engano ou este miúdo vai-se tatuar todo, mal tenha hipótese.
Aguardemos.

Ainda sobre o post anterior

No geral a minha opinião é que vivemos numa sociedade paranóica em que todos os pais acham que lhes vão raptar os filhos.
Surgiu há dias um vídeo no FB de um senhor que faz uma experiência social de tentar levar os meninos com a ajuda de um cãozinho, num parque infantil (os pais deram autorização).
Claro que os miúdos do vídeo vão todos com ele ao fim de meia dúzia de minutos.
Quantos é que não foram e se recusaram a dar-lhe a mão? O vídeo não mostra.
E perguntam às mães quantas vezes dizem aos filhos para não falarem com estranhos e elas dizem que o fazem todos os dias - isto não é paranóico?
O vídeo na minha opinião está mal feito, não prova nada, e ainda assim já o vi partilhado em diversos murais de pais preocupados.
Acho que às tantas é demais.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Sobre a (super)proteção

É um dilema com o qual me debato diariamente - se os estarei a proteger demasiado, se sou demasiado galinha, se pelo contrário os deixo andar demasiado à solta quando vamos ao parque, por exemplo.
O Tê acha que sou demasiado galinha, que eles já podem correr no parque longe da nossa vista, que mais dia menos dia o mais velho pode ir ali à mercearia da rua sozinho. 
Eu tento não entrar em parafuso, e leio muito sobre o assunto. Sei que faço pior em andar sempre em cima deles do que a deixa-los ganhar asas, e tento não me deixar impressionar com os 1000 vídeos que alertam as mamãs dos perigos dos predadores, como se à porta de cada escola houvesse 10 pedófilos sempre prontos a atacar.
No outro dia no parque vi uma situação que me deixou a pensar.
O parque é pequeno, perto de casa dos meus pais, onde aliás nem costuma haver outras crianças além de nós. Mas nesse dia havia.
Estavam dois miúdos ciganos, de 8 e 6 anos, uma menina de 2 anos (não tinha mais) e um casal sentado no banco do jardim.
Os miúdos ficaram a jogar à bola com o Tê e o meu mais velho, a menina andava por ali descalça a tentar meter conversa com a minha mais nova e a prima.
Achei sinceramente que os pais da menina a estavam a deixar demasiado à vontade, principalmente quando a vi no cimo de uma casinha, e eles nem se mexeram para a ajudar. E eu também não, pensando que se estavam ali os pais não era eu que ia estar a salvar a menina da queda. A verdade é que a menina não caiu, era uma despachada de primeira, descalça pela areia, pela relva, pela terra, a subir e a descer para os baloiços na maior. Ao fim de um bom bocado comecei a achar que a menina não devia ser filha daquele casal, que continuavam (como eu) impávidos e serenos, sentados no banco a curtir o sol, enquanto a menina agora andava infiltrada noutra família que também tinha uma menina pequenina e brinquedos para a sua idade, toda ela à vontade com toda a gente a mexer em tudo.
Resolvi perguntar ao miúdo cigano que estava à baliza, se a menina era sua irmã. Pois era. E perguntei se estavam sozinhos no parque. E claro que estavam, sendo que ele (que estava portanto a jogar à bola todo o tempo sem sequer olhar para a irmã) é que estava a tomar conta dela.
Eu fiquei de boca aberta.
A menina ainda usava fralda, andava ali na maior, a safar-se dos perigos todos. Durante mais de uma hora tudo podia ter acontecido, desde ela cair do baloiço, espetar um vidro no pé, perder-se no meio dos arbustos, sair disparada para a estrada, alguém pegar nela e levá-la (que é o que nos assusta mais).
E depois, não contentes com isso, os miúdos resolvem ir ter com a mãe ao café, deixando a menina sozinha no parque durante uns bons 20 minutos.
Senhores, até eu, que me considero bastante liberal, quase fiquei a hiperventilar ao ver a menina por ali, sozinha, na maior, e saber que qualquer um lhe podia pegar e levar para não sei onde.
Mas pronto, nada disso aconteceu. A mãe chegou pouco depois, agarrou nela, calçou-a e ala daqui para fora. Tudo na maior descontração.
Não posso deixar de confessar que tive um bocado de inveja da calma da senhora, que deixa os miúdos no parque e vai à sua vida, e sabe que no fim fica tudo na mesma e nada acontece.

De facto, nada aconteceu, mas e se.....?

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A ver se a gente se entende

Kate entrou no hospital no sábado às 06:00 (hora de Lisboa) e saiu com a criança nos braços apenas 12 horas depois, apresentando-a à imprensa antes de regressar ao palácio.

A amiga Kate não sai assim da sala de partos por obra e graça do espírito santo.
Há todo um mundo (to-do-um-mun-do) de profissionais, os melhores de cada área, cuja missão é fazer com que ela apareça exatamente como está 12 horas depois de parir.
Queridas amigas, se vocês tiverem partos rápidos e sem cesariana e tiverem dinheiro para pagar também podem aparecer assim na hora de ir para casa.
Acreditem.
Não é ela que é especial de corrida.
Os responsáveis pela sua imagem é que são.

Do trabalho

Estou mais feliz e radiante que nunca com a minha decisão de trocar de trabalho. Estou mesmo, mesmo. Não sei como aguentei tanto tempo sentada à secretária, a trabalhar sem motivação nenhuma, ainda para mais fechada em casa.
Dito isto... o tempo que se perde, e os nervos que dá, trabalhar a recibos verdes, senhores...
A ginástica que é preciso, não só para que o ordenado chegue ao fim do mês (que isso nem se fala), mas para que tudo bata certo, para ter as declarações todas direitinhas, para abrir e encerrar atividade como deve ser, para pagar as continhas todas, a segurança social e o diabo a sete.

Que pa-ci-ên-ci-a!!!

domingo, 3 de maio de 2015

Dia da Mãe

O primeiro sem a minha.
O primeiro em que a mãe sou eu. Valham-me o colar de flores de feltro, o estojo com corações, o postal em forma de borboleta, e a festinha no infantário amanhã.
Valham-me eles, portanto.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Big brother (or google) is watching you

Estou no Gmail a escrever um mail para enviar um documento.
Quando carrego no "enviar" abre-se uma janela:

"Poderá ter-se esquecido de anexar um ficheiro.
Escreveu "Segue em anexo" na sua mensagem, mas não existem ficheiros anexados. Pretende enviar mesmo assim?"

Claro que me tinha esquecido de anexar o ficheiro, e claro que me deu jeito o alerta, mas...
A sério?
A sério que temos o google a ler os nossos e-mails antes mesmo de os enviarmos?

Quanto tempo até termos uma janela a dizer "Não se chama nomes às pessoas" ou "Esqueceu-se de indicar a hora da reunião" de cada vez que queremos enviar um e-mail??

3 meses

Já? Parece que foi ontem!
Não, não parece nada que foi ontem, parece que foi noutra vida. E foi.

Eu por cá mantenho-me à espera do dia em que comece a custar menos em vez de custar cada vez mais.
É uma caminhada, é um processo, é todo um reajuste.

E vamos aguentando. Porque essa é a grande ironia, por muito que achemos que não vamos aguentar tanta dor, aguentamos sempre. (e nestas alturas só penso nas mães que perdem os filhos... nem imagino).
O ser humano aguenta muito mais do que pensa.
Aprendi isto com ela.

domingo, 26 de abril de 2015

Já agora...







... esta era a outra música da mesma cassete que eu também ouvia com a minha mãe, e que ambas gostávamos e ficávamos a ouvir no carro até acabar.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Nuvem negra

Estas últimas 2 semanas tenho tido uma nuvem negra por cima da cabeça.
Diz que faz parte, que é o processo do luto (ou da luta?), e que "com o tempo há-de passar".
A juntar a isso tenho tido os tais episódios jeitosos que incluem problemas com as finanças, uma batidela no carro, umas idas ao banco tratar  de mudanças numa conta, e até (esqueci-me de contar no outro dia) já atropelei um cão  (mas não o magoei, menos mal).
Enfim, é tudo a ajudar a mandar abaixo.
Haja paciência e energia, que é o que se precisa por aqui.

Fénix do acne

Tenho aqui uma borbulha que mais parece uma fénix.
Quando parece que desaparece, volta a renascer das cinzas e a crescer como um balão.
Valha-me que tenho anos (mais de 20!) de experiência a lidar com elas, e lá vou conseguindo disfarçar com maquilhagem.
E valha-me que nestes 20 anos de acne do forte também me fui deixando de importar com o facto de estar a falar com uma pessoa e a mesma não conseguir tirar os olhos do meu queixo.
Enfim.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Boyhood

O meu mais velho há umas semanas atrás pediu para o deixar ficar à porta da escola (em vez de o levar à sala). Viu um colega entrar sozinho (com o irmão), e quis fazer o mesmo - é uma escola pequena, eu consigo vê-lo levar a lancheira para o ATL e depois atravessar o recreio para ir para a sala. Assim temos feito nos últimos dias.
Hoje à hora que chegámos não havia lugar para estacionar, e havia fila na rua (só passam carros de pais naquela rua, a escola dele é no meio do nada mesmo!), pelo que o deixei no passeio e ele lá foi até à escola, ficando eu dentro do carro.
Estava todo orgulhoso. Fato de treino e camisola do Benfica (ninguém é perfeito, pronto), mochila às costas (com as chuteiras do futsal), lancheira numa mão e cartas Invizimals na outra, muito compenetrado a ir pelo passeio fora até ao portão da escola.
Tão, mas tão crescido.
Feliz com a própria independência.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O poder da música



Em 1997 a minha mãe sofreu um acidente que a obrigou a meses de fisioterapia (depois de uma cirurgia, e de meses imobilizada também). Eu estava na faculdade, tinha tempo, e por isso fiquei encarregue de a levar todos os dias à fisioterapia durante uns tempos.
Na altura tinha uma cassete dos Gun que rodava sem parar, e quando chegava esta música eu punha sempre mais alto porque ambas adorávamos. E se a música ainda não tinha acabado quando chegávamos ao destino, ficávamos no carro a acabar de a ouvir - coisa que aliás era típico dela, deixar as músicas acabar antes de desligar o carro.
Há um ano atrás voltámos à rotina do leva e traz, desta vez aos tratamentos de quimioterapia ou às sessões de acupunctura que também fez.
E uma vez, não sei onde nem quando, começa esta música a dar na rádio. Eu comecei a cantar, e ela começou também a reconhecer que conhecia a música, mas não sabia de onde...
Lá nos lembramos da tal cassete que estava no carro há 17 nos atrás, que tantas vezes ouvimos.
Hoje, à saída da escola, entre uma rotunda e a outra, comecei a ouvir os primeiros acordes e zás! volume no máximo, e toca a cantar de uma ponta à outra.
E nem precisei de olhar para o banco ao lado para saber que a minha mãe estava ali comigo.

Atulhada em burocracia

Entre finanças, seguradora e banco, ou em espera para falar com algum deles por telefone, assim tenho passado os dias quando não estou a trabalhar.

Seca.

sábado, 18 de abril de 2015

Difícil, difícil, difícil

...é viver com esta ausência.

Chiça!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Semana boa, boa

Aquela que começa com uma carta das finanças que inclui a palavra "coima" e segue para uma batidela no carro.
E ainda é 5ª feira.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nota mental

A ver se me lembro de ver com alguma frequência (diariamente, vá), o boletim meteorológico.

Ontem fomos jantar a Lisboa, estava um tempo óptimo, foram ambos de calções. Quem dera a muitas noites de Junho estar assim.
Hoje, obviamente, foram novamente de calções para a escola, então ontem estava-se tão bem lá fora quase à meia noite...
Pois...

Chegada à escola com a miúda de pernoca ao léu, e parece que sou a única que não sei que davam descida de temperatura...

domingo, 12 de abril de 2015

Homem que é homem...

... não tira selfies antes, durante ou depois da corrida.
Mai nada.

(querem provar que foram correr tirem fotos à paisagem, que a figura que fazem a tirar a selfie suados antes de ir para casa é no mínimo... ridícula.)

sábado, 11 de abril de 2015

Conversas entre o meu filho e o primo da mesma idade (5 anos)

Tal qual.Sem tirar nem por.

Cortei o cabelo

O que, para quem me conhece, não é novidade.
Volta não volta, passo do cabelo abaixo dos ombros ao cabelo ao nível do queixo. Desta vez com o escadeado e a franja ainda parece mais curto.
A piada está nas reações à minha volta.
Como em ambos os trabalhos as pessoas só me conhecem desde Outubro, ou seja, com o cabelo comprido, ficam muito chocadas de me ver aparecer com um visual diferente.
Desde alunos que me dizem que pareço adolescente (que eu ouço como um elogio, não sei se era...), outros que dizem que eu não sou eu (que sou a gémea da professora), a colegas que me dizem que este cabelo me faz mais magra (hein?) e também muito mais alta!
Haverá com certeza quem não tenha gostado, mas esses não dizem nada porque não se sentem à vontade.
Win-win para mim.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

36 anos, quase 37

E comprei agora o meu primeiro creme anti-rugas.

Tudo começou num jantar de amigas, em que uma amiga muito croma de tudo o que diz respeito à beleza nos informou de que o ingrediente maravilha que deveria estar presente em todos os nossos cremes (e bases também) é o chamado ácido hialurónico (ou coisa que o valha).
Diz que é a 8ª maravilha, protege do sol, hidrata, e preenche e previne as rugas. Tudo o que se quer.
Como o meu creme (anti-acne, ou seja, de adolescente) tinha acabado, vai que fui comprar logo outro que tivesse este tal ácido. Claro que era muito mais caro, mas eu achei que valia o investimento.
Ninguém fica eternamente gira de borla, meus amigos. A partir de certa altura a mãe-natureza transforma-se em madrasta-natureza e já não quer saber de nós, temos de nos virar para a mãe-ciência para nos ajudar.
Conversa puxa conversa, fomos dar ao famoso creme do Lild - o tal que ficou em primeiro nas escolhas da Deco, à frente de grandes marcas com grandes preços também. Resolvi experimentar também e não me dei mal.
Lá está, só vamos saber se faz efeito daqui a uns 20 anos, nessa altura, se o blog ainda existir (por mim sim, só se me obrigarem é que acabo com ele) logo vos digo.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Ainda os 4 anos

No verão passado estava a minha mais nova a brincar com a minha mãe às festas de anos, e pediu para lhe cantarmos os parabéns, a fazer de conta que fazia 5 anos.
Nessa noite eu fartei-me de chorar, por saber que a minha mãe já cá não estaria, quase seguramente, quando ela fizer 5 anos.
Não me ocorreu nunca que ela já não estivesse nos 4 anos.

4 anos

Fez ontem a minha filha.
E foi, como tudo de agora em diante, um dia de anos agridoce.
Apesar de não ter sido o dia perfeito, que não foi, foi um dia mais que perfeito.
E só podia, pela forma como começou.
Domingo de Páscoa, depois de jantar, as minhas irmãs e sobrinhas e o meu pai reunimo-nos à volta da cama dos meus pais, para mais uma vez dividir algumas coisas que ainda ficaram.
Ela e os primos mais novos vieram ter connosco, já ensonados.
Nisto entra o Tê a dizer que já era meia noite, e todos começam a cantar-lhe os parabéns.
E ali naquele mesmo quarto onde há dois meses a minha mãe nos deixou, em volta da mesma cama onde todos juntos chorámos e rezámos por ela, cantámos e festejámos os 4 anos de vida da nossa (e tão sua) princesa.
Parabéns, filha, que tens quem te adore na terra e no céu.

sábado, 4 de abril de 2015

Relação esquizofrénica

A dos meus filhos. A sério, não há como entender.
No mesmo minuto estão tranquilos, daí a nada andam à pêra, ao moche, às mordidelas, depois aos beijinhos, aos abraços, aos risos e de volta aos moches outra vez. E quando chego ao quarto para ver o que se passa já estão todos contentes a pintar o mesmo desenho em plena harmonia. Até que viro costas e começa tudo outra vez.
Até fico zonza com tanta bipolaridade.
(mas já só me meto ao barulho quando há sangue)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Os dois com amigdalite

As crianças?
Não, os adultos, mesmo.
Ora estava eu a queixar-me de não ter ido para lado nenhum, e zás, toma lá uma amigdalite para estragar de vez o fim de semana comprido.

Senhores da farmácia (onde deixei 78 euros, tau!), também podem oferecer antibióticos e anti-inflamatórios. Faço publicidade como ninguém, como já se sabe.

Bolas para isto, pá!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Das férias (dos outros)

Este ano, como se sabe, a minha mudança profissional implicou alguns cortes de orçamento cá em casa, e o mais óbvio é claro, são as férias e viagens. Não que fossemos malta de andar sempre a viajar, que nunca fomos, por uma razão ou outra, mas este ano ainda menos.
E depois, claro, parece que toda a gente foi passar dias a algum lado... menos nós.
Ele é viagens pela Europa (irmã), Paris e Eurodisney (amigos), neve na Suiça (amiga com o filho), Moledo (amigos), Algarve (outros amigos) até Berlim (duas amigas)!
E depois venho à blogoesfera e vejo que há hotéis que oferecem estadias em troco de publicidade e juro que não percebo porque não me escolhem a mim!!!
Eu sou tão influente, senhores da indústria hoteleira, tenho resmas de leitores fiéis que basta eu estalar os dedos e vão a correr fazer o que eu sugiro.
Fico a aguardar as vossas propostas, vá.

terça-feira, 31 de março de 2015

Uma espécie de ter muita roupa e nunca ter nada para vestir

Ao longo do dia surgem imensas ideias de posts giríssimos, super interessantes, cheios de sentido de humor.
Depois, quando finalmente posso vir aqui escrever...nada.
Não me ocorre nada para escrever.

Tenham lá paciência, sim?
Melhores posts virão.

segunda-feira, 30 de março de 2015

sábado, 28 de março de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Das alergias

Passei os últimos anos, já não sei precisar desde quando, a achar que só ficava constipada na primavera.
É que era certinho. Passava o inverno na boa, e depois, com a chegada do tempo melhorzinho, tau! constipações umas atrás das outras.
Achava eu que era porque como o tempo estava melhor, eu relaxava na roupa e acabava por andar desagasalhada.
Não era, senhores. Eram alergias.
Por isso, se me estão a ler com o nariz entupido, lenços no bolso, fartos de tentar respirar sem conseguir, acreditem que não há coincidências. São alergias com certeza.
Vão ao médico e tratem delas como deve ser. Não se ponham a inventar e a tomar antialérgicos gerais ou genéricos que funcionam muito bem com a vossa colega (ou blogger preferida).
Acreditem, que eu sei do que falo.
E passar a primavera sem coçar o nariz vale ouro.

Joy to the world la la la la...

terça-feira, 24 de março de 2015

A (re) estudar História de Portugal

Leio alto alguns nomes na árvore genealógica da 1ª dinastia: Afonso, Henrique, Teresa, Beatriz, Constança, Vicente, Dinis, Pedro, Joana, Leonor, Matilde, Mafalda...
Por momentos pensei tratar-se de uma lista de amiguinhos dos meus filhos.

Pais e mães desta vida, quando é que vamos ganhar coragem e arriscar nos outros nomes da lista: Urraca, Sancho, Raimundo, Berengária, Violante?

Verdade seja dita, somos muito tradicionais a escolher nomes.
Desde o século XII.

sábado, 21 de março de 2015

Hoje

... é de certa forma o início do meu 2015.
Nasceu um bebé muito, muito especial, de uma prima mais que especial.
Fiquei super contente quando recebi a novidade da sua gravidez, fui vibrando com a barriga a crescer, mas foi só depois da morte da minha mãe é que eu olhei para ela, desfeita em lágrimas com um barrigão, e pensei "Que bom! Agora, sim, vou desfrutar deste bebé!" Uma espécie de luz ao fundo do túnel...
É muito estranho pensar que a minha mãe não o vai conhecer (ou pelo menos da mesma maneira que nós), mas foi tão, mas tão bom dar-lhe as boas vindas em primeira mão.
Bem vindo, ZF! Que sorte que temos em ter-te por cá!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Um dia consigo correr 5km

Hoje foi o dia.
E que orgulhosa estou, senhores.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia do Pai

O (único) apontamento positivo após tudo o que aconteceu, é que tenho feito imensos programas com o meu pai. Às vezes em família, às vezes sozinhos, coisa que nunca acontecia.
Vamos caminhar no paredão, almoçamos os dois (dentro ou fora), bebemos um café antes do trabalho.
Porque é o que levamos desta vida, o tempo que passamos com os nossos.
(e também é aquilo que deixamos aos nossos quando vamos embora)

terça-feira, 17 de março de 2015

A verdadeira perda de tempo

Aspirar e lavar o chão da cozinha.
Perda de tempo pura.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Diz quem percebe deste assunto

(porque sim, eu ando a informar-me e a perguntar a quem sabe)
... que esta dor não vai passar.
O melhor mesmo, é aprender a viver com ela.

Coisas difíceis desta vida de professora

Ser, de facto, justa para com os alunos.
Com todos.
Tarefa quase impossível, acreditem.

quinta-feira, 12 de março de 2015

O dealer cá de casa...

... também já foi engrupido e chegou a casa sem cartas.
"Troquei todas, mãe!" diz ele. Senhores.
Toda uma carreira a passar-te ao lado, meu filho. Toda uma carreira.

(disse-me a monitora do ATL que no ano passado com as pulseiras de elásticos foi a loucura. Havia uns que faziam, outros que vendiam - e tinham a sua comissão - e os outros que compravam ao desbarato. Houve um menino que chegou a ir para casa com 17 euros num só dia! 17! Depois lá proibiram as vendas, mas esta aprendizagem ninguém lhes tira.)

terça-feira, 10 de março de 2015

Das coisas que custam

Escrever uma sms e ter sempre "Mãe" no topo da lista dos números favoritos.
Acontecer alguma coisa e sentir o impulso de lhe ligar.
Ver os meus filhos a reagir à sua ausência, a fazer xixi na cama e pelas pernas abaixo (ambos, coisa que não acontecia há meses), a fazer imensas perguntas sobre a doença, e a morte e o céu.
Ver que o mundo não parou, por ela não estar cá.
Nem vai parar.

(dói muito mais do que se imagina)


A banda com nome mais giro dos últimos tempos

Portugal. The Man

Não, não são portugueses, mas do Alasca.
Gosto do nome e gosto da música também.

domingo, 8 de março de 2015

1º fim-de-semana de Primavera

E eu só posso dizer:
Obrigada, Rinialer!
Obrigada, Avamis!

Há 1 ano atrás estava a ser comida pelas alergias, sem estes dois amigos.

sexta-feira, 6 de março de 2015

E agora uma questão deveras importante


Quem retira logo aquele papel de prata que vem a proteger o creme Nivea da lata azul?
E quem abre a prata até metade, e vai dobrando, dobrando à medida que o creme vai sendo usado? (eu!)

É isso e retirar as películas dos ecrans... enquanto não se estragam, eu não as tiro.
É irritante, eu sei.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Eu disse 11?

Hoje chegou a casa com 30.
Diz que o amigo tinha estes todos "repetidos".

Qualquer dia tenho uma espera de mães à porta...

quarta-feira, 4 de março de 2015

O dealer

O meu mais velho agora deu-lhe para traficar cartas dos Invizimals. (eu sei que vocês não sabem o que é, mas para o caso não interessa. São cartas de bonecos, pronto)
Na 3ª feira saiu de casa com 6. Regressou com 11.
Perguntei como tinha arranjado tantas cartas, disse que tinha trocado com os amigos. Eu, que para quem não sabe sou um Ás na matemática, tentei explicar que se tivesse trocado tinha chegado a casa com 6 cartas e não 11. Que andava alguém a "oferecer-lhe" cartas com certeza. Que não, mãe, disse ele, que ele apenas trocou 5 das dele por 10 do amigo. Medo.
Ontem lá levou as 11 cartas. Quando entra na sala vem logo um amigo perguntar "trouxeste as cartas??", ele responde "ya" e dão um high five. Tudo com o ar mais blasé que é possível.
Quando o fui buscar ao ATL veio um matulão ter comigo, a pedir para o meu filho trocar uma carta com ele. Lá lhe disse que isso é negócio dele, que eu não tenho nada com isso. Depois percebi de que carta se tratava - uma super especial, prateada, com efeitos 3D.
Como é que ele a arranjou? Não faço ideia, não estava incluída nas 11 da véspera.
E é isto, senhores.
Daqui até começar a arranjar outras cenas, é um tirinho.

terça-feira, 3 de março de 2015

Uma desilusão

As velas aromáticas do Ikea perderam (e muito) a qualidade.
Basicamente, não cheiram a nada.
E não, antes não eram assim.
E desta vez (que estavam em promoção porque me parece que vão mudar de formato) até trouxe cheiros novos, porque achei que já não sentia os do costume.
Nem assim. Nem em espaços pequenos se sente alguma coisa.
Grande porcaria.

domingo, 1 de março de 2015

1 mês de ausência

E eu só espero que esta dor e esta saudade que crescem a cada dia nunca me façam esquecer o que senti naquele momento em que entrei no quarto e percebi que a minha mãe já não respirava.
Não senti dor, não senti desespero nem tive vontade de chorar.
Senti apenas amor e paz. E senti-a a ela ali, comigo.
Sem vida, mas tão presente.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Eis que chega o dia...

... em que recuso uma proposta de trabalho na minha área.
Não pensei, sinceramente, que algum dia isso fosse acontecer, mas pois que foi hoje.
Tivesse surgido há 1 ano e eu nem hesitava, mas lá está, é preciso estar no mercado para as oportunidades aparecerem... e estando no mercado pode acontecer que as mesmas não nos interessem assim tanto.
Esta apareceu nuns moldes que hoje não me convencem.
Ainda estou a apreciar muito, e bem, esta liberdade de ser free-lancer, estes horários desencontrados, este ordenado que me é pago em tempo livre em vez de dinheiro, e que por enquanto vai dando para viver sem a corda no pescoço.
Vamos ver se não me arrependo...

Cenas fixes

Uma coisa fixe de ter o mais velho na escola pública aqui da zona é que os seus colegas moram todos aqui perto. Só na nossa rua há dois colegas, e pelo menos mais dois vivem a dois ou três minutos de distância. Imagino-os daqui a uns anos a correr aqui a zona de bicicleta, ou a jogar ali no parque de baixo e gosto disso.
Também gosto de ir com ele na rua e de o ver a reconhecer as pessoas, os miúdos mais velhos, os pais e irmãos dos amigos. É um bocadinho a sensação de viver numa terra pequena. que para os miúdos como se sabe, é o melhor.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Banda sonora do momento



Além da música, este vídeoclip é maravilhoso, e esta miúda parece a mistura de duas sobrinhas minhas - uma ginasta, e outra super criativa a dançar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Uma nota positiva

Apesar de tudo (e tudo, e tudo) o que tem acontecido, e de toda esta (di)gestão que estou a tentar fazer, estou mesmo muito contente com a minha mudança de trabalho. Em boa hora me deu essa iluminação, em boa hora resolvi responder àquele anúncio, em boa hora me receberam de outro lado.
Vivo com muito menos e tenho tanto, mas tanto mais.
Mais prazer (que só de si já não tem preço) e mais tempo, senhores.
Ter tempo é a maior riqueza que se pode ter. Conveçam-se disso.

A melhor mãe é...

... a que vive pelos filhos.
A minha mãe viveu por nós, metafórica e literalmente.
Ao longo da vida sempre nos mostrou que estávamos no nº1 das suas prioridades, sempre. Até demais, pois quando começamos a ser independentes (coisa para a qual ela mesma nos educou) ela bem que perdeu um pouco o norte.
No fim da vida a minha mãe viveu por amor. Por amor a nós, ao meu pai, aos netos. Quando a doença a destruía da maneira mais horrível que possam imaginar, quando já nem sequer se podia levantar da cama, continuou a lutar e a achar que valia a pena viver. Por nós. Por amor a nós.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Da fragilidade

Aparentemente, no dia a dia, tudo parece correr bem.
Até que morre uma pessoa no trabalho (uma senhora que era um amor, dos seus 60 e poucos, possivelmente com um AVC) e ao ouvir uma colega a falar com a sua filha, caraças, não sei como não caí para o lado... Aquela sensação de sentir o sangue a descer até aos pés, uma náusea a revolver as entranhas e a sensação de que não me vou conseguir levantar do banco.
Caraças para isto, pá.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Do luto

Tratar do armário da minha mãe logo no fim-de-semana a seguir à sua morte foi provavelmente a melhor decisão. O melhor é tratar de tudo antes da missa de 7º dia, que é por volta dessa altura que a "anestesia" do choque começa a passar e se entra no mundo real, que como se calcula, não é bonito.
Tive a sorte de ter uma mãe com um gosto clássico e elegante, e por isso herdei muitas roupas dela, e é com elas que estou a fazer o meu luto.
Não é um luto de cores escuras e tristes, é um luto em tons de azul petróleo, rosa forte e algumas riscas, cheio de boas recordações.

A melhor mãe é...

... a que sabe os nomes dos artistas da moda, ouve as músicas que estão no top, grava telediscos do Countdown em cassete VHS. Depois tem facebook e instagram.
Mantém-se sempre actualizada primeiro com as filhas, e depois com os netos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A melhor mãe é...

... a que joga à macaca, salta ao elástico e à corda, patina de meias no chão lisinho, faz carreirinhas nas ondas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vida cultural

 



Hoje foi dia de ir a Sintra visitar os palácios da Vila e da Pena.
Gostaram de ambos. O mais velho ficou fas-ci-na-do com o quarto-prisão de D. Afonso VI (no da Vila) e com a sala verde (na Pena, não percebi porquê).
E uma pessoa percebe que quem nasce lagartixa nunca chega a jacaré quando em ambos os palácios a parte preferida foi... a cozinha. Se é para não ser princesa, ao menos que cozinhasse alguma coisa de jeito, mas nem isso. Mas é o que me fascina, o que se há-de fazer?
Foi um dia muito bem passado.

Filme 8/2015

 
Foi um pouco para me redimir do post anterior, em que anuncio ao mundo que o meu realizador favorito é o Iñarritu, pondo fim a um reinado de quase 20 anos do Woody Allen. Não sendo o meu preferido, este Blue Jasmine não desilude. Gostei bastante.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Filme 7/2015

 
Deste gostei tanto que vi todo de uma vez, o que nestes dias raramente acontece. Gostei mesmo. Mas só no fim percebi porquê - não sabia que o realizador era o Alejandro Iñarritu, que foi quem realizou um dos meus filmes preferidos - Amores Perros - que me marcou profundamente, e também Biutiful, Babel e 21 Gramas, todos eles filmes que me marcaram de uma forma ou de outra, aos quais regresso volta não volta. Acho mesmo que posso afirmar que é o meu realizador preferido (sem ofensa, Woddy Allen). Não fazia ideia que era dele, já me tinham falado bem do filme, o Tê até adormeceu (o que não é habitual) mas eu mantive o interesse até ao fim. Fascina-me este lado negro, estas personagens intrigrantes, muito mais complexas do que parece à primeira vista.
Recomendadíssimo.

Filme 6/2015

 
Visto em muitos dias, mas gostei bastante. Tem os ingredientes perfeitos para ser visto agora, é divertido e leve, mas sem ser a típica comédia romântica.

Por oposição tentei começar a ver o The Judge, mas fiz questão de adormecer logo a seguir. Começa logo com a morte da mãe, e mais lá à frente abri os olhos e percebi que uma personagem tem cancro. Não quis ver, nem quero ver tão cedo. Talvez nunca, mesmo. Mas ouvi dizer bem, e que o Robert Downey Jr tem aqui o papel da sua vida.

Uma salva de palmas

E uma vénia, a quem consegue ir ao Ikea e não vir de lá cheio de coisinhas muito em conta que no fim fazem um balúrdio e meio.
Desta vez ia muito concentrada com uma lista de coisas para comprar.
Cheguei lá e pimba, as velas de cheiro estão a metade do preço (pague 2 e leve 4).
E pronto, desgracei-me como sempre.
E agora vim cheia de dinheiro em cartão Família.
Vai ser o verdadeiro desafio ir lá e não gastar mais do que o crédito que lá tenho.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Generation Gap

A ver um vídeo de carnaval com os meus alunos (de 8 ou 9 anos) e aparece um gigantone vestido à Figo.
Diz um "olha o Cristiano Ronaldo!"
Respondo eu "não é nada, é o Figo."
E eles "Mas quem é o Figo??"

(em 20 alunos só 1 é que sabia... e sim, é do Sporting)

A melhor mãe é...

... a que faz os filhos acreditarem mesmo que são capazes de tudo, basta querer.
A minha mãe nem se mostrava grandemente surpreendida quando aparecíamos com um grande feito, pois segundo ela era mais que óbvio que íamos conseguir.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Blog privado

Tenho um blog privado onde publico fotografias dos meus filhos, só para a família e amigos.
Era muito prático quando trabalhava sentada à secretária e tinha tempo para essas coisas... pelo que desde o verão que não publico nada.
Como não gosto de deixar os meus leitores pendurados (nem que sejam só as minhas irmãs, sogra e cunhada e pouco mais), ontem decidi cortar o mal pela raiz e anunciar oficialmente o fim desse blog. Já não tenho paciência, não tenho tempo, pronto, era menos uma coisa em que pensar.
Mas depois lembrei-me... ora bolas que eu não estou a fazer álbuns de fotografias (em papel) para as minhas crias. Imprimi fotografias desde 2009 até 2011, praí.
E pronto, comecei a imagina-los daqui a uns anos que ah e tal e não temos fotografias e coisa que o valha, que decidi retomar o blog e tentar publicar tudo o que falta.
Não é pelos leitores nem é pelos meus filhos, é mesmo para eu ter alguma coisa com que me defender quando eles perceberem que os álbuns de infância acabam antes dos 2 anos (ele) e antes dos 6 meses (ela).

A melhor mãe é...

... a que esconde os seus medos tão bem, que os filhos nunca se apercebem.
Só em adulta percebi que a minha mãe tinha medo da trovoada.
Nunca o demonstrou e nenhuma de nós tem medo da trovoada, claro.

(resolvi criar esta etiqueta com pequenas coisas que faziam da minha mãe uma mãe super especial. A melhor do mundo, aliás.)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Marcha atrás

Dois dias a andar de um lado para o outro com o carro do sogro (o nosso está na revisão) e pergunto-me como é que em 18 anos consegui sempre estacionar sem o carro fazer pi-pi-pi quando me aproximo demasiado do de trás.
É que quando voltar ao meu carro vou enfaixar a traseira no muro ao primeiro estacionamento. De certeza.
Que invenção do caraças!

Ora então quem percebe deste assunto, que me esclareça

Este buraco que agora ficou dentro do meu peito, eu preencho com o quê?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Filmes 5 e 6/2015 Jogos de Fome

No seguimento da resolução de 2015 de ver mais filmes em vez do Masterchef, vi nestes últimos dias os dois primeiros da saga Hunger Games.
Fui vendo aos bochechos, um bocadinho cada noite, que não há tempo para mais, mas gostei.
Vê-se bem, a história é engraçada (eu tenho um fraquinho por histórias sociedades alternativas) e a Jennifer Lawrence é gira que se farta e faz um bom papel. Recomendo.
hunger-games-teaser-poster-01

A melhor mãe é...

... a que dá o peixe mas ensina a pescar.
E foi nisso que a minha mãe foi a melhor mãe do mundo.


(e noutras coisas também).

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O mais difícil neste momento

Aceitar, pacificamente, que é para sempre.
Que não foi um sonho, que não é uma viagem, que não é uma ausência temporária.
É mesmo para sempre.
Isto, meus senhores, é do caraças de aceitar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O dia mais triste

Que foi também o dia mais sereno. Mais em paz.
A minha mãe partiu, na semana passada, em casa, na sua cama, como sempre desejou.
Partiu num acto de puro amor. Amor de mãe, que é maior que tudo.
E nós, que a vimos lutar contra a doença com unhas e dentes, sem nunca, nunca, nunca desistir, só podemos estar agradecidos por tudo o que fez por nós.
Nem por um segundo ela quis que a vissemos desistir. Tanto que por vezes nós, filhas, até duvidámos se estaria consciente da sua situação, depois de os médicos já terem dito que nada havia a fazer.
Foi uma verdadeira leoa, mesmo até ao fim. Que orgulho, caraças.
E que sorte que eu tive de a ter como mãe.

E no meio desta tristeza sem fim também foi bom receber colo de toda a família e amigos, que fizeram com que os dias mais horríveis não fossem afinal tão duros de viver.

Agora é tempo de aprender a viver outra vez.
Com ela sempre no coração.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A ganhar coragem...

... para escrever o post mais difícil de sempre.
Fiquem por aí, um dia destes ele aparece.