segunda-feira, 29 de julho de 2019

Feedback de cenas que experimentei:

1) desodorizante de pedra de alumen
Correu tudo muito bem até ao início de Maio. Um dia numa festa de anos dei por mim e não podia levantar os braços (sensação embaraçosamente familiar, infelizmente, mas há anos que não passava por isso). Decidi por em pausa e retomar o Keops, até ao próximo Outono.

2) copo menstrual
Recomendado por uma amiga que ficou a maior fã, vendeu a coisa como sendo a oitava maravilha, usa de dia e de noite sem gastar mais um tostão em pensos e tampões. A expectativa era alta. E quanto mais alto se sobe, maior é a desilusão. Não achei nada uma cena fantástica. É fácil de pôr mas não tão fácil de tirar, já tive acidentes e não me sinto muito confiante a usar fora de casa. Talvez de futuro me habitue mas por agora o feedback é só médio.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Fim de semana au chateau

Assim começam as nossas (muito merecidas) férias: literalmente à grande e à francesa, num encontro familiar/casamento de três dias num castelo em Bordéus.
Foi tudo tão bom que parece um sonho. O sítio maravilhoso, as pessoas, o tempo fantástico que apanhámos, foi tudo perfeito (e tão divertido!).

As férias continuam agora, atipicamente, com uma primeira experiência de acampar a 5.
Vamos ver como corre.

Este ano aliás, todas as férias têm sido atípicas. Desde a época (nunca tiramos férias em Julho, mas sim em Junho e Agosto), à ausência de planos (tanto para esta semana como para as férias grandes em Agosto estamos sem nada marcado), à não ida ao Algarve (que a confirmar será a primeira vez em muitos anos).

Já tenho a app do Blogger instalada, pode ser que apareça alguma coisa por aqui...
Se não, até ao meu regresso!

Livro 23/40

O Estrangulador de Cater Street de Anne Perry

Assegura o entretenimento, mas não é grande coisa.
Falha enquanto livro policial, até porque eu desconfiei logo do assassino (só as razões me escaparam), mas é um bom livro de costumes - é um bom retrato da sociedade inglesa do século XIX: a moda, as rotinas, o papel da mulher, os diferentes estratos sociais.
Fica a faltar o suspense de um bom policial, mas lê-se bem.

terça-feira, 16 de julho de 2019

O ano lectivo 18/19 revisto

Para que a memória não falhe.
O mais velho no 4o ano, a do meio no 2o e a mais nova nos avós.
As actividades extra curriculares (Futsal e patinagem) aconteceram aos mesmos dias (a patinagem foi escolhida em função do horário do Futsal, sejamos sinceros) e quase à mesma hora - com a ajuda imprescindível dos avós. Ajudou bastante. Tambem ajudou o facto de serem à 3a e 5a, deixando a 2a feira livre.
Eles deixaram de levar almoço, o que parecendo que não é uma ajuda enorme. Fazer marmita e termos envolve tempo e principalmente energia mental. Nunca pensei que fizesse tanta diferença.
Começamos o ano logo com o Henrique de braço partido a complicar a rotina, pelo que quando ele ficou bom as coisas melhoraram bastante.
Começamos muito disciplinados, mas rapidamente os fins de semana se descontrolaram com programas que não interessam a ninguém... Os torneios e campeonato de Futsal tiram muito tempo, mas cozinhar para a semana, fazer compras e tratar da roupa também. Mais um leva e traz de festa de anos e puf, é domingo à noite sem nos apercebermos. Juro que tentamos sempre fazer qualquer coisa que nos desse prazer, mas nem sempre foi possível (e é uma pena).
O ano também começou com uma grande disciplina matinal, mas foram muitos os dias em que chegamos atrasados à escola, coisa que detesto. Sou uma falsa pontual, admito, que só sou rigorosa nas horas de trabalho (socialmente sou das que se atrasam sempre). Atribuo isso a anos e anos a chegar atrasada ao colégio (sem que isso fosse um problema para o meu pai, que era quem nos levava). Aqueles 10 a 15 minutos da praxe, a que todos nós habituámos, levaram anos a sair-me de debaixo da pele mas lá acabei por ficar a detestar atrasar-se para as minhas obrigações, levar miúdos à escola incluido. Para o ano os horários serão diferentes, vamos ver como corre.
Passamos algumas responsabilidades da casa para eles, por exemplo tirar a máquina da loiça, que é coisa que muito nos ajuda. Foi um drama, e ainda é, raio dos putos não são nada amigos das tarefas domésticas. Têm bem a quem sair, infelizmente.
Apesar das listas e horários afixados muitas vezes saímos de casa com coisas por fazer, e sim, aconteceu ir levar material ao mais velho a meio do dia.
A escola mudou as actividades AEC promovendo o brincar livre e atividades menos estruturadas, o que foi uma mais valia para eles.
Em relação ao estudo acabei por ter de os ajudar muitas vezes, mas até agora ainda não fiz aquilo que disse que "nunca" faria - alterar a minha vida por causa do estudo. Até agora não foi preciso, eles são bons alunos, ricos meninos, mesmo sem estudar têm óptimas notas. Vamos ver o que nos traz o 5o ano do mais velho.
Foi um ano lectivo pautado por vários internamentos do meu pai, com o devido reflexo da minha ausência na rotina deles, mas a vida é assim mesmo, e com ajuda tudo se consegue.
No geral, temos muitas arestas a limar, mas desconfio que se o próximo ano lectivo for igual a este, vai ser óptimo de certeza.

Praticar o viver devagar

Estou muito contente com a minha decisão de ser (mais) minimalista.
Tenho pouca roupa (eu), os miúdos têm a suficiente (não muito porque não chegou para duas semanas de férias sem lavar, mas pronto), os brinquedos foram reduzidos.
Com muitas saudades do verão que pareceu não ter fim, e seguindo a linha que tenho tentado seguir nos últimos tempos (reduzir, simplificar, desacelerar) resolvi este ano não marcar trabalho no mês de Agosto.
Em vez das habituais duas semanas, vou estar 4 ou 5 (com apenas duas ou três manhãs ocupadas) totalmente disponível para eles. Para acordar devagar, para não fazer nada, para irmos à praia ou não, para andar de bicicleta e patins pelo bairro, para fazer pinturas, e slime, e colagens e tudo mias que eles queiram (com travão nos ecrãs, que é o que eles mais querem!).
Não há planos (aliás, este ano quase não há planos para férias nenhumas!), o plano é ter aquilo que não tenho durante o ano e que nenhum dinheiro pode comprar: tempo.
Ao não trabalhar não recebo, mas considero um investimento.
Vai haver verões em que eles não vão parar em casa, e nesses logo trabalho.
Tentar proporcionar um bocadinho dos verões da minha primeira infância - infinitos, preguiçosos, sem horários nem esquemas demasiado rígidos.

O dia em que todos envelhecemos

Ontem pelo meio da tarde começam a surgir fotografias no whastapp da família, com a minha irmã e sobrinhos com uns valentes anos em cima. Rapidamente a outra irmã faz o mesmo, e ficamos parvos com a qualidade das imagens, o realismo, e as parecenças com diferentes pessoas da família, a nossa mãe, a avó paterna, uma tia avó.
Noutro grupo uma amiga manda foto do seu marido nas mesmas figuras, e pronto, percebi que devia ser viral nas redes sociais.
Quanto o Tê chegou a casa claro que experimentou ele, a do meio, até a mais nova foi envelhecida numa foto amorosa a comer um gelado.
Não achei graça nenhuma a nada daquilo.
A ver as minhas irmãs com mais idade do que alguma vez a minha mãe teve, os sobrinhos sem cara de miúdos, detestei ver as minhas filhas com a cara que provavelmente nunca verei.
Disse logo que não queria fazer a mim mesma. E não queria mesmo.
Claro que não passou muito até tanto uma irmã como uma amiga pegarem em fotos minhas e adicionarem os anos, rugas, cabelos brancos e tudo o que o raio da app faz (brilhantemente, por sinal).
Vi, ri e apaguei as imagens.

Sempre achei que estava a lidar bem com o envelhecimento, com as marcas do tempo no meu corpo e no meu rosto. Digo  e afirmo que não queria que o tempo voltasse atrás, que olho para as fotografias antigas e acho que estou muito melhor agora.
Freud haverá de explicar, mas tudo aquilo me fez confusão: as rugas vincadas, as peles caídas, o olhar tristonho, até os dentes escurecidos. Éramos velhos sem alma naquelas fotografias.
No fundo, o síndrome de Peter Pan, que deu nome a este blog, ainda não desapareceu.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Friends

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Não vi a série na altura devida porque a Sic resolveu transmitir os Friends dobrados em português. Sim, dobrados, com vozes por cima, sem legendas.
Ainda me lembro do episódio que vi, na altura, e não consegui mesmo.
Rapidamente a Sic resolveu o erro e começou a usar legendas, mas eu já tinha perdido o fio à meada, e nos 20 anos seguintes vi apenas um ou outro episódio.
Agora que voltou a dar no Fox Comedy resolvi ver pela primeira vez, e gostei imenso.
Está com piada, bem pensada e escrita, e gostei especialmente de ver a evolução das personagens e do mundo à sua volta (o aparecimento da internet, dos beeps, do telemóvel).
E surpreendeu-me a quantidade de piadas que são recuperadas depois noutras séries, principalmente no How I met your mother, mas também Modern family (ideias que aparecem alinhavadas no Friends e que se vê que foram recuperadas/adaptadas/roubadas por outras séries).
E no fim só penso que ainda bem que tive a oportunidade, quando andava pela casa dos 20, de viver com amigos. É uma experiência única, de que guardo tantas boas recordações.
Só não foi em Nova Iorque (e que pena que eu tenho!), mas foi em Santiago e em Amsterdam.
Nada mau.

Livro 22/40

 Imagem relacionada


Primeiro livro deste autor, de quem tenho pelo menos um ou dois livros na lista "To read" do Goodreads.
Não adorei.
Está bem escrito, tem uma parte com muita, muita piada, toda a ideia é original, e acaba também de forma original.
No entanto, parece que o autor quis fazer um tratado de filosofia, tecer considerações sobre o sentido da vida através das suas personagens, pelo que o livro é todo ele à base disso mesmo: considerações e opiniões sobre isto e aquilo, e muitas páginas (muitas delas interessantes, atenção) mas em que nada acontece. Não é um livro que tenhamos aquela urgência de continuar a ler.
Ainda assim, é giro qb (e não muito grande), pelo que recomendo.
Dei 3 estrelas.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Depois da tempestade...

...a bonança.
E depois de outra tempestade, outra bonança, certo?
Pode vir , por cá estamos a precisar.

Ter um pai doente é difícil.
Ter um pai que vive sozinho e é super independente doente, quando temos filhos pequenos e estamos com muito trabalho, é muito difícil mesmo.
Haja energia, porque sabemos que vai passar.
Ficamos é sempre na dúvida se desta é que é, ou se ainda vai haver uma próxima.

(só para terem uma ideia, desde Novembro de 2017 esteve internado 7 vezes. Falta pelo menos mais uma operação, daqui a um mês. Esperemos que seja desta que a coisa endireita de vez. Foram mais de 70 anos sem apanhar uma gripe sequer, mas agora vem tudo ao mesmo tempo!)

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Portátil

Ai que não consigo viver sem!
E este está que definha a olhos vistos. Esta coisa do telemóvel não me convence.
E o blog é que se ressente.
Mas eu estou cá!
Não desesperem e continuem a passar e vez em quando,que eu venho quando posso, quando o portátil carregou, quando o portátil liga não se desliga a seguir, quando aceita a internet e enquanto a bateria dura.

Livro 21/40

Resultado de imagem para 1808


Foi uma amiga brasileira que me emprestou.
Foi escrito já há algum tempo (é de 2007), mas penso que continua bastante actual - tirando o primeiro parágrafo em que descreve o Museu do Rio de Janeiro, situado no antigo palácio usado por D.João VI, que ardeu no ano passado.
É um livro essencial. É um livro de História, mas escrito de forma leve e acessível, com capítulos pequenos e temáticos. Ajuda imenso a compreender a História do Brasil, e o porquê das coisas serem como são - a pobreza, a criminalidade, a violência nas ruas, o sentido de humor, a boa disposição, estava tudo lá já em 1808.
No entanto ficamos com um certo amargo na boca: os portugueses não saem bem nesta fotografia. Nem poderiam.
Recomendadíssimo.

domingo, 23 de junho de 2019

Festa da escola

De finalistas para o mais velho, que se despede do 1º ciclo, da professora, da turma e da escola.
E saiu em beleza, com um papel importante na peça da turma, e com oportunidade para cantar esta canção (sozinho, à capela, perante uma plateia cheia de gente).
O meu menino tímido, que há tão pouco tempo chorava nas festas do infantário (e tinha de vir para o meu colo para que os outros não chorassem também), está um verdadeiro animal de palco. E não nos disse nada de nada, não demonstrou nervosismo, não o vi sequer a treinar.
É (só) um poema do Luís de Camões, com música do Zeca Afonso.
Acabei lavada em lágrimas, claro.


Fim de semana romântico (ou não)

Hotel marcado para fazermos um fim de semana os dois num hotel, que é coisa que apreciamos, ou achamos que apreciamos porque na verdade nunca o fizemos.
Os miúdos foram logo dormir fora na sexta, para podermos acordar no sábado logo em mood fim de semana fora.
Pois que a virose de que a mais nova ainda não se tinha livrado re-atacou o mais velho, que passou a noite a chamar o gregório em casa da tia (ninguém merece, coitada!).
Um filho com virose até se deixa para trás, mas dois a vomitar já começa a ser abuso.
Hotel cancelado e o fim de semana foi passado de molho mesmo.
(há-de estar quase a passar, certo?)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Notas soltas

  • semana de viroses cá por casa, houve cenas para limpar um pouco por todo o lado, capa de sofá, tapetes vários, cama, não de um nem de dois mas dos três filhos cá de casa (um de cada vez). A mais nova ainda não está a 100%, pelo que ainda não respiramos de alívio.
  • ando com cada vez menos paciência para cozinhar. Não tenho de todo. Mesmo.
  • o meu pai anda cada vez mais independente mas muito dependente ainda. Uma pessoa habitua-se a ter um pai que faz tudo (mas tudo mesmo) em casa, e depois estranha vê-lo sem fazer. Dio isto, da parte do médico só vieram boas notícias, por isso está tudo bem (o resto aguenta-se tudo!)
  • neste momento trabalho em sítios que têm gente alternadamente: num sítio é mais escolas, pelo que durante o ano lectivo não tenho mãos a medir, no outro é mais turistas, pelo que quando a escola acaba o trabalho intensifica-se noutro lado. Chego a esta altura do ano completamente KO
  • percebo que estou crescida quando chego a esta altura do ano, quase no verão, e quase (quase!) agradeço que não esteja bom tempo no fim de semana, para poder fazer tudo aquilo que tenho para fazer. É triste, mas é verdade.
  • tenho um telemóvel novo e preciso urgentemente de começar a usar o blogger por lá. Continuo a ter, como há 10 anos, mil ideias de posts ao longo do dia, e claro, quando chego ao portátil não me lembro nem de metade.
  • o portátil está que nem se aguenta, mas eu nem quero falar nisso. Já lhe decretei o óbito e ele ressuscitou, por isso tenho fé que a saúde esteja para ficar, mas nunca fiando.

Reta da meta

Mais um ano lectivo a chegar ao fim, mais três períodos que passaram a voar.
E a brincar a brincar, o mais velho termina o 1º ciclo.
Seguem-se os dias de férias e daqui a nada, puf, começa tudo outra vez.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Livro 20/40

 Resultado de imagem para agencia nº1 de mulheres detectives


Ofereci este livro à minha mãe em 2004, e desde essa altura o chá de rooibos - que a personagem principal está sempre a beber - passou a ser o seu preferido.
Parte afectiva à parte, o livro conta uma história engraçada, está bem escrito e lê-se num ai.
Recomendo.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Livro 19/19

Resultado de imagem para eliete


Mais uma vez aquela questão da gestão de expectativas.
É o livro sensação do momento, pelo menos no círculo (literário) em que me movo - as amigas do Goodreads, os blogues de malta que lê, clubes de leitura em que não participo mas conheço quem o faça - anda tudo doido com a Eliete.
Tanto é o entusiasmo que fui perguntar por ele na biblioteca, e ainda não o tinham - o livro é mesmo muito recente, foi lançado em Novembro passado - e como não tinham acabei por ler o Tudo são Histórias de Amor, da mesma autora, que adorei.
Os ingredientes estavam todos lá para eu dar 5 estrelas a este livro. Mas dei só 4.
Adorei de facto a 1ª metade, mas gostei menos da 2ª. E fiquei sempre naquela de ver se a 1ª parte voltava, mas não voltou.
Não se deixem enganar, o livro está soberbamente bem escrito, esta autora é mesmo imperdível, só que em comparação com o anterior e com tanta crítica positiva, esperava mais.
No entanto é um livro maravilhoso, ainda mais porque a Eliete, além de ser apenas uns meses mais nova que a minha irmã, viveu aqui na zona de Cascais toda a vida, e andou pelos mesmos espaços que eu exactamente: a Rua Direita, o paredão, o Tchipepa, o Oxford, até (caramba!) a fábrica de bolos que abria clandestinamente ao sábado à noite para vender bolos, onde acabaram as minhas noitadas invariavelmente durante anos, até ao dia em que com apenas duas ou três pessoas na fila à minha frente a polícia apareceu e nunca mais houve venda de bolos clandestina para ninguém.
A Dulce Maria Cardoso descreve espaços e situações como ninguém, desde as do passado às mais recentes, e é sem dúvida uma autora que vou continuar a ler.
Apesar de não dar 5 estrelas (que dei ao Tudo são Histórias de Amor) porque de facto o livro a certa altura perdeu um bocado o encanto, recomendo.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Actualização do desafio de leitura

Comecei nos 19 e rapidamente deu para perceber que a esse ritmo podia facilmente dobrar a parada.
Resolvi estabelecer o limite nos 40.
Diz a app que é só 1 livro por semana até ao fim do ano.
Vamos embora.

domingo, 2 de junho de 2019

Livro 17/19

Resultado de imagem para por quem os sinos dobram


Um enorme e profundo bocejo ao longo de 500 páginas.
Não gostei nada do Adeus às Armas, mas resolvi dar uma 2ª  oportunidade ao Hemingway, caramba, um autor tão conceituado, que viveu e escreveu sobre uma época que eu adoro (1ª metade do s. XX), com tanta coisa para eu gostar. Só que não.
No Adeus às Armas critiquei a superficialidade das personagens, nada profundas, com atitudes que eu sinceramente não percebi.
Neste as personagens têm profundidade, e são interessantes, e esta é uma história importantíssima de contar - o lado da resistência na guerra civil espanhola, com aquele ambiente de guerrilha e clandestinidade na vida das montanhas (os grupos, os líderes, as personagens típicas, a relação entre vida e morte, a importância das missões). Tudo coisas importantes e interessantes, mas que ele descreve de forma tão monótona, que perde a piada.
Foi um esforço e um desafio conseguir terminar, dei por mim a não me apetecer pegar no livro, à séria.
Não pretendo ler mais nada deste autor tão cedo. Talvez nunca mais, mesmo.

Livro 18/19 (o mais especial de todos)


 Resultado de imagem para pelos tribunais 50 anos de comarca em comarca

Para este livro não há opiniões imparciais.
Para quem não sabe, o autor é o meu próprio pai, e eu nem consigo disfarçar o orgulho que sinto ao ver um livro escrito por ele por essas livrarias fora. 
São histórias soltas, todas verídicas, de casos com que se foi cruzando durante a sua vida de advogado. Muitos destas histórias eu já conhecia, outras foram novidade, mas mais que nada é mesmo o meu pai que ali está em cada página, em cada palavra. A forma de escrever (tal e qual como fala), o encadear das ideias (sem perder o fio à meada), o vocabulário às vezes um bocadinho técnico, os seus ideais políticos (de direita, sem tirar nem por), o seu sentido de justiça e a sua forma de dar sempre, sempre, sempre o seu melhor em tudo o que faz.
É um projecto a que se dedicou nos últimos tempos com muito afinco, uma ideia que já vinha de há muito tempo atrás - "um dia ainda escrevo um livro!" - finalmente concretizada.
Sou completamente suspeita - admito - mas recomendo muitíssimo!