quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ser mãe de três nesta fase...

... Entre outras coisas, é estar constantemente a começar coisas que ficam por acabar.
Vou-me deitar com a sensação de não ter feito nada, e até fiz muita coisa, só que nada até ao fim.

Mesmo este post foi interrompido umas quantas vezes, não sei se o consigo acabar...

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Primeira viagem a 5

Para comemorar os meus 40 e para aproveitar o facto de, pela primeira vez, ter calhado num feriado - é o sonho da minha vida, fazer anos a um feriado! - resolvemos fazer uma coisa que faltou nesta última década, que foram as viagens!
Carro cheio e rumamos a Madrid.
Passamos por Toledo, passamos um dia no parque Warner e outro nos museus e ruas da cidade. Até deu para rever um amigo da Holanda e tudo.
Não podia ter corrido melhor.
Coisas que confirmamos:
1) viajar é mesmo a melhor coisa do mundo
2) viajar com crianças é muito diferente de sem crianças, mas vale a pena na mesma
3) os nossos mais velhos estão numa idade perfeita, já aguentam uma boa caminhada, são curiosos e interessados qb, e já desfrutaram a 100% (e ficaram com o bichinho das viagens)
4) a nossa mais nova é o melhor bebé do mundo, não chateia nada, acompanha o nosso ritmo e horários sem se queixar, está sempre na maior
5) parque Warner em muitos aspectos vale mais a pena que a Disney
6) Madrid não sendo nada de especial, vale pelos museus
7) viagens de carro não são a nossa cena
8) viajar no dia dos anos é óptimo para quem, como eu, não adora fazer anos

Já estamos a fazer um mealheiro para a próxima.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

40 anos

Disfarçadamente, como quem não quer a coisa, é principalmente sem aparentar, esta quase adulta chegou aos 40 no passado dia 31.
Não estou deprimida nem entusiasmada, sinto que os 40 me trazem serenidade e que a experiência que vou acumulando vai servindo para alguma coisa.
Não tenho ilusões que os 40 irão trazer desafios, tenho a certeza que sim, mas por agora estou com energia para os enfrentar.
Sem dúvida que me sinto melhor do que quando tinha 30 ou mesmo 20.
O objectivo é estar ainda melhor aos 50.
Bora lá!

terça-feira, 22 de maio de 2018

First world problem

Ter uma pulseira toda fixe para contar quantos passos dou, mas a mesma funcionar através do movimento, pelo que não contabiliza passos dados com uma criança de 16 meses ao colo, nem a empurrar a cadeirinha.

Por outro lado, outro dos seus propósitos é contabilizar as horas de sono, com diferença entre sono leve e pesado. Serve portanto para confirmar que eu durmo mesmo muito pouco, e segundo o relatório da app no telelmóvel faço tudo mal: durmo pouco, deito-me tarde e o tempo de sono pesado é insignificante.
São duas das minhas preocupações do momento, dormir mais e andar mais.
Se me deitar mais cedo consigo ir fazer uma caminhada todos os dias de manhã, e eram dois coelhos de uma cajadada só no raio da pulseira.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Consequências do armário-cápsula

Chegar ao fim da estação com as duas (únicas) calças jeans rotas.*

Já comprei um par para o que resta da meia estação e no próximo Outono logo vejo se preciso de mais.

Estou cada vez mais minimalista e feliz com esta decisão.

* não obstante há sempre um certo desgosto por ver "as" calças de ganga, aquelas mesmo giras e que nos ficam tão bem, ir à sua vida...

Metáforas que definem a minha vida neste momento

Tentar...
...ter o comboio sempre nos carris.
...manter a cabeça fora de água.
...fazer malabarismo com as bolas todas no ar, sem deixar cair nenhuma.
...apagar todos os fogos.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

15 meses e tal

Fala pelos cotovelos, mas são poucas as palavras que reconhecemos.
Todos os animais são "cão".
Toda a comida é "pão".
A resposta a todas as perguntas, já adivinharam, é "não!"

(coisa mais fofa da sua mãe!)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Ver séries em 2018

Neste momento para mim ver uma série é ver bocados de episódios e pedir ao Tê que me conte o resto.
Ele já deixou de esperar por mim para ver o que quer que seja, porque entre deixar tudo preparado para o dia seguinte e arranjar-me a mim mesma vai quase um serão e meio de séries.
Vai daí que eu entre um body de golinha para passar e um par de meias para dobrar vou apanhando aqui e ali umas coisas, e o resto imagino, ou peço-lhe para me por a par.

Resultado de imagem para la casa de papel

Foi assim que vimos a série do momento (ou do momento até há pouco tempo, fica difícil saber o que é "do momento" hoje em dia) - La Casa de Papel.
(Do que vi) Gostei bastante. (mas calma também não achei assim aquela coisa do outro mundo que me tinham pintado - mas pode ser que haja coisas que me escaparam, lá está...).
O último episódio fiz questão de ver inteiro, mas adormeci a meio. De vez em quando abri um olho e até vi que estavam numa cena muito emocionante, mas o cansaço era mais forte e voltei a adormecer. Acordei a tempo de ver a última cena, como é que eles chegaram ali não sei nem quero saber, fiquei a saber como acaba e isso é que é o importante.

Diz que em 2019 vem a próxima temporada. Pode ser que nessa altura ver um episódio inteiro seja mais fácil do que planificar um assalto sem falhas.

Mais coisas sem resposta

Porque é que os irmãos hão-de querer, com a mesma intensidade, ou a mesma coisa ou coisas totalmente diferentes?
Se há só uma coisa de cada tipo, certo e sabido que ambos querem a mesma, e não chegam a acordo.
Se têm possibilidade de escolha, pois que querem sempre coisas diferentes para dificultar a nossa vida.
Ou ambos querem a última maçã, a última bolacha, o último iogurte; ou um quer morangos e o outro quer manga, um quer torrada e o outro cereais, nenhum quer o último iogurte porque um quer leite e o outro quer sumo de laranja.

Acaba sempre em discussão.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ser tia há mais de 20 anos e ter muitos sobrinhos é...

... Entre outras coisas, estar sempre um passo à frente no que toca à maternidade.
Já sabia o que eram fraldas, cólicas e cordões umbilicais muito antes de ser mãe, agora tenho uma pálida ideia do que me espera quando os meus estiverem naquela etapa da vida tão gira, tão gira que é a adolescência.
Só vos digo que as birras, TPC por fazer, brinquedos por todo o lado e implicâncias um com o outro são, ao que parece, um passeio no parque comparado com o que aí vem.

Isto ao que parece é tipo jogo de playstation, cada nível é mais difícil que o anterior!

domingo, 29 de abril de 2018

Aquele momento...

... Em que num acto de total confiança deitas fora* os collants da filha mais nova, a achar que claramente não faziam falta nenhuma, a primavera chegou de vez, a partir daqui é perna ao léu, e apanhas com temperaturas de 10 graus ou menos.

* deitar fora = doar ou passar a quem tenha filhas mais pequenas.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Temos caminhante

Aos 15 meses a nossa baby 3 decidiu finalmente aventurar-se a ser bípede.
Já ninguém a pára, se bem já pouco parava pois gatinhava para todo o lado na maior.
3 filhos e todos começaram a andar com a mesma idade. Todos por razões diferentes - 1) porque gatinhava muito rápido e era tão independente que não queria andar de mão dada connosco; 2) porque claramente tinha medo de se aventurar, sendo já capaz de andar fisicamente mas não mentalmente; e por último a 3) porque só avança quando está 100% segura do que faz, pelo que parece logo que o faz na perfeição (foi assim ao sentar e ao gatinhar também).

Continua tão querida e tão boa como antes, e todos para lá de apaixonados por ela.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coisas que ficam sem resposta

O raio da mania que eles têm de acordar MUITO mais cedo ao fim de semana do que ao dia de semana!!!
Por que raio, hã?
Caraças, pá...

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Férias da Páscoa

Além de alguns dias de descanso, amêndoas e chocolates, férias da Páscoa por aqui são assim:
É aquela altura do ano em que temos oficinas de miúdos, pelo que passo o dia com crianças e sem tempo para os meus (e isto não é uma queixa, são ossos do ofício).
Vamos as redes sociais e metade dos amigos está na praia e a outra metade na neve.
Há aquele ambiente de quase férias no ar, há menos trânsito e muita gente a trabalhar ao ralenti (mas não passa de uma sensação, as férias ainda estão loooonge).
Abre oficialmente a época alta, começam as filas de turistaa nos palácios e museus, os grupos e grupos a entupir os corredores e a atrapalhar as visitas.
Começa também a apetecer largar os casacos e botas de inverno, já não há paciência!

terça-feira, 20 de março de 2018

Ainda o estudo

Já tinha escrito que fomos avisados pela professora do mais velho que teríamos de os ajudar a estudar estudo do meio, que a matéria é muita, é o corpo humano e tal e coiso.
Quando chegaram as datas dos testes, apontei cuidadosamente no calendário da família, pendurado na cozinha, à vista de todos.
Domingo de manhã antes da "semana dos testes" falei com outras mães durante o jogo de Futsal e o resto do seu domingo ia ser passado a estudar. Os meus foram passar a tarde a casa da tia, brincar com os primos e comer pizza e a seguir fomos lanchar ao meu pai. Passou a semana dos testes, mas o de estudo do meio ficou para esta semana, na 2a feira.
Boa, pensei eu, assim dá para estudar no fim de semana.
Só voltei a lembrar-me do assunto depois de os deixar na escola.
É que nem boa sorte desejei...

(eu até tento, mas não sou mesmo talhada para isto...)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fruta numerosa


Começamos a reparar que a fruta que compramos não chegava até ao fim da semana.
Por brincadeira resolvemos fazer as contas a quantas peças de fruta comemos nós em 7 dias.
São, no mínimo, 100.

Não sei se não nos compensava comprar um pomar.

Cenas fixes do carro novo

Luzes e limpa pára-brisas automático.
Ajuda no ponto de embraiagem.

Um luxo.

terça-feira, 13 de março de 2018

Mum's the bus

Sim, leram bem, era mesmo "bus" que queria escrever. Ou "táxi", também servia.
Sei, e sei mesmo que tudo são fases nas nossas vidas, e que num dia estamos enterrados em fraldas e chuchas e no outro já nem nos lembramos do que isso era. Tudo passa e tudo é relativo, sei disso tudo.
Mas também sei que estou um bocadinho farta de andar aos fins de semana de um lado para o outro a fazer de táxi dos filhos mais velhos, com a mais nova a reboque (coitada, que remédio...).
Ele é jogos de futsal aqui e ali (todos os fins de semana - todos!), ele é apresentações de ballet (e respectivos ensaios no dia anterior), ele é encontros da catequese (em que os meti este ano, sim, a culpa é minha, mas não pensei que envolvesse também tardes inteiras de lanches partilhados por dá cá aquela palha), mais as inúmeras festas de anos. Ando sempre a dizer que não a umas coisas para podermos fazer as outras. A juntar a isto uma refeição com os avós dos dois lados, as compras e a preparação das refeições da semana e o raio dos fins de semana passam sem que dê nem para respirar. (quando é que os pais que estudam com os filhos o fazem? É um mistério para mim!)
E lá ando eu a tentar viver o momento, a tentar abrandar o ritmo, e juro que nem pedia nada de especial - uma caminhada no paredão, uma volta de bicicleta, uma passeata em Sintra já me fazia feliz.
É por estas e por outras que quando os mais novos entram neste esquema apanham com os pais já sem pachorra nenhuma.

Quando é que voltam a ser os adultos a mandar no tempo, mesmo?

sexta-feira, 9 de março de 2018

Golpe baixo

A minha terceira vem sempre dormir para a nossa cama  a meio da noite, e ultimamente por volta das 6h da manhã acorda e vem oficialmente colar-se a mim - enrosca-se, encosta a cabeça no meu peito, cola a cara dela à minha e deixa-se ficar, no maior mimo.
Eu derreto e enterro o meu nariz nos caracóis dela, e agradeço mil vezes por esta filha-maravilha que nos calhou.
O problema é que costumo acordar por volta das 6h e pouco para ir fazer ginástica, e assim fica tão mas tão mais difícil!
Baixaria, pá.

domingo, 4 de março de 2018

Fim de estação

Aquela altura do ano em que os collants estão pequenos, as calças de fato de treino rotas no joelho, as leggings quentinhas a ficar curtas.
Não vale a pena comprar mais este ano, por isso Inverno, podes ir à tua vida.

Como antigamente

A ver o festival da canção.
Novidade: votei.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Adeus, Fabia!

E quase quase 9 anos depois de ter escrito este post, esta semana despedimo-nos do nosso querido Skoda, que deu a vez a uma carrinha maior.
Fui à procura do post, tinha a noção de ter escrito, mas claro, quando o reli mal me reconheci...
Diferenças à parte, foi um carro que nos marcou profundamente, e que fez mesmo parte da nossa história, acompanhou-nos nestes últimos 9 anos em que tanta coisa aconteceu.
Foi o carro que mais conduzi, em que mais tempo passei seguramente, de tal forma que foi uma extensão de mim mesma, a minha 2ª casa. O primeiro e talvez único carro novo que conduzi.
Tantas vezes esperei, almocei e lanchei, estudei, li e reli guiões de visita, percorri mentalmente tantos palácios e museus, vesti e despi fardas de trabalho. Tomei decisões, pensei na vida, organizei ementas e listas de compras. Mudei fraldas, mudei toilettes inteiras, limpei vomitados, dei de mamar, dei mais uma bolacha lá para trás. Em alturas difíceis sentei-me ao volante e chorei (e foi uma espécie de terapia).
Quando o fomos buscar éramos dois (e uma pequena semente que nem se notava na barriga). Passámos a ser dois e um ovo; depois um ovo e uma cadeira, e tanto tempo duas cadeiras (viradas para trás), e quando já só eram precisos dois banquinhos, pois que o ovo voltou outra vez (e o Skoda ficou pequeno).
Um carro é um carro, e estamos contentes por ter mais espaço para todos, mas não vou dizer que não me custou deixar o nosso querido Skoda no stand e vir embora sabendo que não o vamos buscar.
Que vá agora fazer outra família feliz, que as nossas aventuras continuam ao volante de uma Peugeot 5008.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Ser atenta às coisas da moda

E ter um grande cuidado com o visual é achar que vestimos o casaco novo (do post anterior, estreado ontem) e quando damos por ela (já no carro), afinal vestimos o velho, sem dar por nada!

Compra certa

Sabes que compraste o casaco certo para a chuva e o frio (nos saldos) quando o estreias em Sintra num dia de chuva (quando chove em todo o lado) e ele passa no teste com distinção.
"Sintra em dia de chuva" quase parece uma redundância, pois que chove todo o ano, mas quando está mesmo a chover em todo o lado, em Sintra está sempre muito mais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Percebes que cresceste quando...

... Domingo, 23h30, compras feitas, jantares e sopa da semana feitos ou adiantados, roupa acabada de chegar da lavandaria (secadora) dobrada e pronta a arrumar. Roupas dos três separadas para amanhã, marmitas prontas no frigorífico, lanches destinados. Cozinha arrumada e chão varrido depois da azáfama terminar.
E a sentir-me a super mulher.

Viver o momento

Tanto quero aproveitar o aqui e agora e  largar o telemóvel, que depois vou a um batizado giríssimo e não tiro nem uma fotografia....

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

1st world problem

Sair de casa com o bâton novo impecável e encher os filhos de beijocas à porta da escola logo a seguir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Ser cool

Ser cool como eu é abrir a ultima edição da revista cool do momento (a Time Out Lisboa) e descobrir :
1) uma colega de trabalho que também é atriz na divulgação da sua última peça
2) o frigorífico de um querido primo amante de comida (ou food lover, como for mais cool) e grande instagrammer (além de leitor e comentador assíduo deste blog)
3) um ex colega do colégio, que abriu um negócio de comida em casa
4) duas notícias de exposições onde trabalho ou já trabalhei

Ora eu que já tinha desistido de ler a Time Out por achar que estou sempre Out, assim venho a descobrir que afinal estou super In!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tendências virtuais (o meu insta)

Já foram os blogs de comida saudável, dietas de todos os tipos, gente que perdeu peso e toda a panóplia de malta do fitness e também gente famosa inspiradora. Museus e palácios de todo o mundo, directores de galerias, plataformas de arte contemporânea.
Depois engravidei e enjoei a comida saudável, desliguei a maioria da malta do fitness e procurei marcas de bebés. Encontrei amigas que tiveram bebés ao mesmo tempo que eu (e passamos a amizade para o plano real). Deixei os famosos e passei a seguir mães cheias de pinta, cheias de filhos, giras que farta.
Recomecei a trabalhar e tive de reduzir as contas ao máximo, foram as coisas de bebé, foram as mães giras e cheias de pinta, foram os museus de todo o mundo, ficou só o essencial - museus e palácios portugueses, alguma comida saudável, algum fitness e os amigos da vida real.
Nesta procura pela simplicidade e minimalismo a tendência do momento são as contas que me ajudam a organizar a casa, a organizar refeições, a viver com menos.
O que virá a seguir?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Estudar ou não estudar?

Ui, tanta coisa para dizer sobre este assunto, tanta mesmo, até porque não sei muito bem para onde me virar...
Detesto as comparações com a nossa geração, porque acho que há coisas que não se comparam... Nós brincámos na rua, íamos sozinhos para a escola, a maioria só tinha aulas ou de manhã ou de tarde, e agora não é nada assim. A escola mudou, os miúdos mudaram, e os pais e professores também. Que seria se agora o prof dos meus filhos aparecesse de régua de madeira para bater em quem falha a tabuada ou dá erros no ditado, coisa normal nos anos 80 como sabeis.
Dito isto, nunca na minha vida estudei antes do 8o ou 9o ano, nunca na vida me ocorreu estudar no 1o ciclo - fazia TPC e não eram poucos, mas era só.
Agora vejo os pais todos a estudar com os filhos, as famílias a deixar de fazer programas nas semanas dos testes, e por muito que ache que os miúdos precisam de ser acompanhados, não sei se não estamos a cair no exagero...
Principalmente no exagero da importância dos testes. É mesmo importante ter boa nota? Haverá miúdos que se importam com isso, sei que sim, mas será que não é mais por influência dos pais?
A prof do mais velho pediu que os ajudassemos a estudar estudo do meio, pois a matéria começa a complicar e é importante ganhar hábitos de estudo. Ontem lá estivemos, ele a ler e eu a fazer perguntas durante um bocado.
Hoje de manhã à porta da escola desejei boa sorte no teste.
Resposta dele: "mas eu hoje tenho teste??"
Fiquei espantada mas contente por ele não saber. Pois se estivemos a estudar ontem deveria saber que tem teste, mas gosto que não dê demasiada importância.
Vim confirmar o calendário dos testes.
Hoje é o de matemática.
I rest my case.

*disclaimer: esta descontração tem por base o facto de ambos terem muito boas notas e andarem felizes com isso, nós não valorizamos as notas em demasia, mas claro que se não fosse assim teríamos de andar mais em cima. Ou se calhar é melhor não....

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Aquele momento para lá de espetacular

... em que sais de casa a horas, sem pressas, sem birras, sem gritos, sem te esqueceres de nada, camas feitas, roupa suja no cesto, fralda da noite no caixote, caixote do lixo fechado para não cheirar mal, lancheiras do almoço de crianças e adultos preparadas com almoço quentinho no termos, saquinhos do lanche nas mochilas da escola (lanche da manhã, lanche da tarde e ainda algo mais para outras horas), mochila das fraldas, saco de futsal e saco de ballet, deixando a casa minimamente apresentável, sem restos do pequeno-almoço à mesa, louça suja no lava-loiça ou na máquina, na loucura o chão da cozinha varrido, luzes da casa todas apagadas.
É raro mesmo raro, mas de vez em quando acontece.

Cenas fixes

A alegria genuína da mais nova quando vê os irmãos de manhã.
A surpresa, os gritinhos, os saltos que dá na sua cama agarrada às grades, o abraço sentido quando eles se aproximam.
Toda ela é sorriso, dos cabelos à ponta do pé. Não há resmunguice matinal que lhe resista.

(já aqui disse que foi a melhor ideia de sempre termos tido este bebé? Foi mesmo.)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

3 anos ontem

3 anos em que o regresso a casa está vazio deste abraço de mãe.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Defeito profissional (ao contrário)

Quando levo a mãe que há em mim para o local de trabalho e dou por mim a ajeitar o gancho do cabelo de uma menina, a ajudar a vestir os casacos à porta do museu, a ficar irritada quando vejo dois irmãos em brincadeiras parvas que já sei que vão acabar mal.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A melhor do mundo fez 1 ano

Para memória futura, a nossa baby 3 ao 1 ano:

É assustadoramente igual a mim na sua idade.
Só se pôs de pé há muito pouco tempo.
Fala e diz muita coisa, imita sons na perfeição e diz já claramente cão (1ª palavra), mãe e pai.
Exprime-se muito bem, conseguimos perceber perfeitamente o que quer.
Sabe onde está o pé e a mão.
Adora animais.
Põe tudo na boca.
Adora interruptores, adora rasgar guardanapos de papel, e tirar e por coisas de dentro de caixas.
Come tudo sem pestanejar. Se estivermos a comer fruta pede insistentemente um bocado (pede tudo, nós é que só lhe damos quando é fruta!)
Adora tomar banho.
Adora os manos e vibra com a sua chegada.
Continua a custar a adormecer, e vai passando diversas fases, ora adormece ao colo, ora deitada connosco, mas na cama dela só durante o dia, de noite nunca.
Dorme uma grande parte da noite na nossa cama.
É um bebé previsível, e só mesmo sendo a 3ª é que nos apercebemos disso e damos valor - desde que nasceu que há coisas em que permanece igual (caso do ponto anterior e do seguinte também), e conseguimos perfeitamente prever quando é que vai haver choro ou birra.
Detesta barulhos fortes - batedeira, secador de cabelo, varinha mágica.
Faz diferença entre quem conhece e quem não conhece, mas não é estranhona, e numa festa anda de colo em colo com pessoas que nunca viu na vida, sem problema nenhum.
Não veio mudar nada na nossa vida, não é a primeira em coisa nenhuma, mas ao mesmo tempo mudou tudo - veio baralhar e dar de novo a nossa vida "certinha" de família de 4.

Continua o melhor bebé do mundo e eu só posso agradecer a sorte de ser sua mãe, e bem dizer o dia em que nos lembrámos que se calhar podíamos tentar ir ao 3º - melhor ideia de sempre!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Coisas que nos ajudam cá em casa

Pendurámos um cabide para casacos ao alcance deles.
Já não precisam de ser os adultos  ir buscar e arrumar os casacos.
Uma coisa tão simples, e a diferença que faz no nosso dia a dia.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Mega desafio

Fazer visitas numa exposição cujo artista tem como base... a matemática.
Essa mesma, que deixei de acompanhar no 7º ano, corria o ano de 1991 ou coisa parecida.

E pois que hoje foi o dia de, pela primeira vez em toda a minha vida, receber um elogio de um professor de matemática!
Ele há coisas...

Orgulho de mãe

A ler uma história sobre o rei D. Carlos, diz o mais velho:
"Oh mãe, o D. Carlos morreu 70 anos antes de tu nasceres - em 1908, e tu nasceste em 1978! Já viste, só 70 anos antes e o D. Carlos ainda era vivo!"

E isto deixa-me cheia de orgulho a tantos níveis, que nem vos ocorre.
Que ele escolha histórias de reis para eu lhes contar.
Que ele saiba fazer contas assim do nada.
Que ele sinta uma coisa que normalmente só quando crescemos e gostamos muito de História nos apercebemos: 70 anos no decorrer da História parece muito, mas não é nada.
Em 70 anos tanta coisa muda, mas passa num piscar de olhos.