quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Coisas que nos ajudam cá em casa

Pendurámos um cabide para casacos ao alcance deles.
Já não precisam de ser os adultos  ir buscar e arrumar os casacos.
Uma coisa tão simples, e a diferença que faz no nosso dia a dia.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Mega desafio

Fazer visitas numa exposição cujo artista tem como base... a matemática.
Essa mesma, que deixei de acompanhar no 7º ano, corria o ano de 1991 ou coisa parecida.

E pois que hoje foi o dia de, pela primeira vez em toda a minha vida, receber um elogio de um professor de matemática!
Ele há coisas...

Orgulho de mãe

A ler uma história sobre o rei D. Carlos, diz o mais velho:
"Oh mãe, o D. Carlos morreu 70 anos antes de tu nasceres - em 1908, e tu nasceste em 1978! Já viste, só 70 anos antes e o D. Carlos ainda era vivo!"

E isto deixa-me cheia de orgulho a tantos níveis, que nem vos ocorre.
Que ele escolha histórias de reis para eu lhes contar.
Que ele saiba fazer contas assim do nada.
Que ele sinta uma coisa que normalmente só quando crescemos e gostamos muito de História nos apercebemos: 70 anos no decorrer da História parece muito, mas não é nada.
Em 70 anos tanta coisa muda, mas passa num piscar de olhos.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Em actualização

A tentativa de minimalismo do momento também chegou às minhas redes sociais.
Depois de nos meses de licença ter adicionado uma data de contas ao meu Instagram - ele eram coisas de bebés, marcas fofinhas, marcas de roupa gira para mim, mães artesãs, mães com muita pinta, blogs da moda, blogs que toda a gente lê - porque digamos que com tantas horas de amamentação tinha tempo para me manter a par - em 2018 fiz uma limpeza geral, que chegou até a este blog e tudo.
Não há paciência, não há tempo, já não se aguenta.
Não há paciência para as bloggers sempre a impingir marcas, não há paciência para fotos de miúdos que não conheço de lado nenhum, não há paciência para ver catálogos de marcas de roupa que nunca vou comprar. E salvo raras excepções, as contas mais inspiradoras rapidamente deixam de me inspirar.
Fiquei com as pessoas que admiro mesmo muito, ou que são minhas amigas de verdade.
O resto, foi à vida.

domingo, 14 de janeiro de 2018

A minha agenda

2017 ficou para a História, entre outras coisas, como o ano em que deixei de usar agenda em papel.
Sim, eu sei que por estes dias tudo quanto é blogger anda a mostrar as suas agendas giríssimas, cada uma apetece mais que a outra, é verdade, mas é ainda mais verdade que a agenda do telemóvel é agora a minha preferida.
Se calhar alguns de vós já nem usam há muito tempo, mas provavelmente poucos de vós a usariam tanto como eu até ao ano passado: tenho os dias todos diferentes, trabalho em  5 ou mais sítios diferentes com horários diferentes, sem agenda não consigo viver!
Mas dá muito jeito ter avisos no telemóvel e ter as duas agendas sempre sincronizadas é uma perda de tempo.
Simplificar também é abrir mão de coisas de que até gostávamos muito, mas afinal vivemos perfeitamente sem elas.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Ainda sobre "cada vez menos"

A propósito da nossa resolução de ano lectivo novo de começar a cozinhar ao domingo - o que obriga a um planeamento prévio de pelo menos 4 refeições e uma sopa por semana, respectivas compras de ingredientes, levando invariavelmente a que as ideias se esgotem em menos de nada e daí a andarmos a comer as mesmas coisas semana sim semana não é um tirinho -  a minha irmã falou-me desta plataforma, e da sua rubrica 7 dias 7 pratos.
E basicamente, não só a rubrica, mas toda a plataforma tem tudo a ver com o caminho que tenho vindo a tentar percorrer.
Cada vez menos coisas, cada vez maior consciência, cada vez menos pressas, cada vez mais tempo com quem gostamos, fazer menos para fazer melhor. Menos pressa para ir para a praia àquela hora, menos pressa para "aproveitar" o que quer que seja (que está sol, que não chove, que o filme ainda está em cena), menos pressa para tentar fazer tudo e andar sempre a correr (ir à festa de anos, lanchar com os amigos, jantar de família e ainda ir àquela exposição) - no fundo desacelerar o ritmo onde e quando possível.
Com a subscrição da newsletter recebemos um guia prático para destralhar a nossa casa - só falta mesmo colocar o guia em prática (virem cá fazer isso é que era, mas pronto).
Depois de um verão que me pareceu infindável por ter decorrido a viver devagar, sem demasiados programas, e de uma rentré que entrou com tudo e nos obrigou a reorganizar as rotinas à bruta, foi bom encontrar um espaço com o mesmo comprimento de onda.
E não fiquem com a ideia idílica de que as autoras vivem devagar, elas mesmas admitem que andam muitas vezes a mil e com prazos apertados mas no meio da loucura tentam encontrar o equilíbrio possível (o que para mim é ainda mais inspirador).
O ponto de chegada não é o mais importante, o que importa é o processo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O que vemos por aqui



(é como quem diz, o Tê vê e eu dou uma espreitadela enquanto faço outras coisas)

Cada vez menos

Já vos falei do meu armário cápsula, mas a vontade de ter menos tem-se estendido a outras áreas.
Cada vez mais tenho vontade de ter menos coisas.

Desconfio mesmo que vou deixar passar os saldos sem comprar coisa nenhuma.
Olho para esta casa cheia de pessoas e só me apetece mesmo ter menos - tralha, brinquedos, roupa de casa.
Imagino-nos daqui a uns anos, dois (quase) adultos e três adolescentes, ou mesmo depois, 5 quase adultos a viver nesta sala e três quartos, e ou bem que arranjamos espaço ou não vamos mesmo caber.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Ano novo, vida mais ou menos na mesma - 2017 em revista

Já houve anos em que senti muita vontade de virar a página, de que o ano terminasse para começar um novo.
O último trimestre de 2017 foi uma aventura, mas não sei porquê desta vez não senti aquela vontade que acabasse... talvez por saber que foi o ano do meu bebé, da minha pequenina, que no fundo está quase a fazer um ano, e o fim do ano traria essa realidade para mais perto.

2017 foi intenso, e foi um ano de contrastes, em que chorei de alegria e de tristeza quase na mesma proporção. Quase. Mas não totalmente, chorei mais de alegria, e o saldo é positivo.

Começou logo da melhor maneira com o nascimento do meu afilhado. Não estava nada à espera de ser convidada para madrinha deste bebé, e foi uma honra ter sido escolhida. É filho de uma prima muito especial, e é o primo mais próximo da minha nº 3.
18 dias depois era a minha vez de entrar no Hospital de Cascais no dia mais frio do ano - se bem que ela só nasceu no dia seguinte, pouco depois da meia-noite.
Já aqui descrevi o seu nascimento, foi o parto mais zen e tranquilo da História, correu tudo com tanta serenidade que foi um dos momentos altos da minha vida.
Os primeiros meses foram marcados por ela, o bebé mais doce de todo o sempre. Com o tempo temos tendência a dourar a pílula, mas a bem dizer os primeiros tempos foram bem difíceis, até acertar os ponteiros da amamentação.
Quer queiramos quer não, ao terceiro temos aquela ilusão de que nada é novidade, e que nada nos poderá surpreender, mas não é verdade. Percebi que há uma data de coisas que não prevemos, toda uma panóplia de coisas que podem correr mal de modo diferente dos outros dois.
Também me surpreendem as coisas boas, os primeiros sorrisos, a maneira como se cala no meu colo, as primeiras descobertas, toda ela é encanto e curiosidade, toda ela é querida e amorosa, princesa aos olhos dos pais e dos manos.
Fez-me repensar a relação que tive com a minha mãe, aquilo que fui para ela e que ela tantas vezes me disse: aquele encanto do último bebé, que foi gozado até crescer, com direito a colo até mais não.
Foram doces estes meses dedicados quase só a ela, com sestas conjuntas no sofá, muitos mimos sem pressa, muitas horas só nós duas.
Tirando o internamento do meu afilhado, que com 3 meses ficou internado 3 semanas com uma bronquiolite e com um vírus apanhado no hospital, o primeiro semestre de 2017 correu mais ou menos sem sobressaltos.
Tudo se começou a precipitar depois das férias, a partir de Setembro.
Sejamos sinceros, foi assim ao primeiro e ao segundo, ao terceiro não ia ser diferente: a vida começa a sério quando regressamos ao trabalho e à rotina. Quer se trabalhe em casa ou fora (e eu já fiz ambos), quando nos dedicamos a 100% ao bebé a coisa fica sempre mais fácil.Quando o foco começa a ter de ser outro (e para mim, ainda bem) é que a coisa complica.
E foi uma adaptação ter três filhos e não dois. Toda a minha vida ouvi a minha mãe dizer que a grande diferença é quando se passa de um para dois, mas de dois para três também tem que se lhe diga - mesmo quando o número três é o bebé mais fácil à face da terra. Por si só já foi suficiente para sentir que podia não conseguir dar conta do recado, de ter demasiadas bolas no ar ao mesmo tempo.
A isto juntou-se um novo projecto profissional que exigiu muito tempo e dedicação, e que me deu um gozo enorme. Tantos meses praticamente parada e de repente foi um desenferrujar completo, numa das melhores exposições em Portugal dos últimos anos. E também se podia fazer aqui toda uma reflexão sobre estes regressos ao trabalho, em que parece que nunca estivemos fora - e todos os outros agem como se nós não tivéssemos tido um bebé e exigem de nós o tempo, a cabeça, a capacidade de dedicação de antes. No meu caso, sendo freelancer e adorando o que faço, não foi um sacrifício, mas senti que estava basicamente a ser arrastada e sempre a tentar acompanhar o ritmo dos outros. A minha parceira de trabalho (e grande amiga) ia fazendo perguntas e tentando tirar dúvidas ao serão e eu só me conseguia sentar a trabalhar lá para as 23h, antes disso era mesmo mesmo impossível.
Infelizmente este projecto acabou por não ir totalmente para a frente, ou a não ter continuidade, o que acabou por gerar quase uma situação de pânico, tanto tempo reservado para isto, tanto trabalho recusado noutros sítios para depois não haver retorno - foi complicado de gerir, mas passou rápido, como aliás tudo passou rápido neste trimestre.
Rapidamente surgiu outro projecto que me roubou os serões (e ainda rouba), porque nesta insegurança de não ter trabalho fixo temos é de acreditar e pensar positivo. Tudo se resolve.
Em paralelo, tivemos de lidar com a fragilidade na saúde do meu pai e tios da sua geração, nem sempre com os melhores desfechos.
O meu pai, diabético há 30 anos, veio das férias com uma ferida de pé diabético que exigiu fazer pensos dia sim dia não, resultou num internamento de uma semana por falha nos rins (nunca na vida esteve doente, primeira vez que se viu numa cama de hospital em 74 anos). E depois de muita esperança, desilusão, segunda opinião, terceira opinião, acabou por ter mesmo de amputar o dedo doente, e está ainda a recuperar. Além da logística que implica as idas constantes ao hospital (onde só vou quando posso, distribuímos entre irmã e cunhado), é ver o nosso rochedo, aquele super pai que tratou de todos e que há três anos tratou da minha mãe exemplarmente, a ter de precisar de ajuda, o que (sorte nossa) é uma novidade - para nós filhas, e para ele, ver a sua tão estimada autonomia e independência restringidas ao máximo. Isso e ser obrigado a comer sopa e salada, é complicado.
Morreram dois tios muito queridos e próximos, e sinto muito a sua falta - uma tia irmã do pai, um tio irmão da mãe. Em ambos os casos os irmãos mais próximos de idade, companheiros de brincadeiras e de histórias da infância. Ainda estou a digerir a morte de ambos, pois por não viverem perto, parece que estão a um telefonema de distância.
E a lista poderia continuar, pois infelizmente não foi só à minha volta que 2017 se complicou. Sempre que encontrava alguém que não via há algum tempo parece que tinha acontecido alguma coisa má, e foram tantas e tão mas tão tristes que eu só posso agradecer pela saúde dos meus filhos, e também a minha e do Tê, pois com essa temos podido contar - e que bom que é, acreditem.

Acreditar é mesmo a palavra de ordem!
Feliz 2018, queridos leitores!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

1 mês

Não me lembro nunca de ter ficado 1 mês sem aqui escrever, mas se repararem na data do último post poderão confirmar. Há sempre uma primeira vez.

Não tenho mesmo conseguido escrever aqui. Continuo a pensar em posts, mil vezes ao dia surgem ideias e pormenores e parvoíces para aqui escrever, mas por uma razão ou outra acaba por me passar. Ou porque não venho ao computador ou porque no telemóvel não me dá jeito, seja o que for, os dias passam e as palavras ficam no ar. Suspensas.

2017 tem sido mais que duro. Tem sido um desafio a muitos níveis, logo desde o início. Tem sido transformador, e não há mudança nem transformação sem dor.
Pelo caminho também este blog precisava de se transformar, mas faltam-me meios para o fazer. Quem diz meios diz tempo, quem diz tempo diz paciência.
Adoro este blog. Adoro mesmo.
Este blog foi uma âncora numa altura em que me sentia tão estagnada. Foi o último reduto da minha criatividade, numa altura em que estava agarrada a um emprego que não me satisfazia. Agora tomara eu ter criatividade para tudo o que me é pedido, tomara eu ter palavras para dizer tudo o que preciso durante o dia, quanto mais chegar ao fim e vir aqui dizer ainda mais coisas.

No entanto, não desesperem. Se há coisa que a maternidade me ensinou foi que tudo são fases.
Tudo são fases.
Aguentem esta fase (ou vão à vossa vida, vocês é que sabem), que eu acredito que vai passar, e quem sabe este blog volta a ter uma réstia de piada.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Armário cápsula

Foi uma das minhas resoluções de ano lectivo novo: reduzir o meu (já reduzido) guarda roupa, de modo a caber no conceito de capsule wardrobe.
Não foi nada do outro mundo, consegui ter uma visão global da coisa porque a maioria da roupa não foi usada no ano passado. Foi só mesmo escolher e ficar com aquilo que de facto me apetece vestir (e ponto para mim porque tudo me servia, yeah!).

Qual é o problema?
É ter um bebé pequeno em casa. (e só lavar roupa ao fim de semana)
Num dia fiquei com banana esborrachada no joelho e lá se foram as calças pretas; no dia seguinte sentei-me em cima de sopa entornada na cadeira, e lá se foram as calças jeans.
Ainda nem chegamos a 4ª feira e já quase não tenho o que vestir....
Vou ter de rever esta ideia da cápsula.

Já a imaginar o clássico post de fim do ano

2017 foi um ano de extremos, caramba.
Está a ser, aliás.

domingo, 19 de novembro de 2017

O post que nunca imaginei escrever

Estou oficialmente a ficar deprimida pela falta de chuva.

sábado, 18 de novembro de 2017

A hora mudou e eu não me queixei

Aliás, quase agradeci.
Com este verão prolongado a rotina do regresso à escola demorou mais a instalar-se e o resultado foi que de manhã nos estava a custar horrores chegar a horas.
De um dia para o outro deixámos de acordar à queima-roupa e ganhámos 1 hora de manhã.
Eu voltei à ginástica matinal, os miúdos acordam sem pressa, tomam o pequeno-almoço com calma, e sim, há dias que saímos a correr e chegam à escola em cima da hora, mas sem a loucura instalada que foram as primeiras semanas de aulas.
E nem a noite às 18h me faz impressão. A essa hora olho para o relógio em vez que de me guiar pelo por do sol. Se são 18h é cedo, se são 19h está na hora de ir para casa, não há nada que enganar.
Anos a fio a ficar deprimida só de pensar que ia mudar a hora, e agora é isto.
Ser crescida também traz vantagens.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Back on track





6h15 da manhã e lá estou eu em frente à televisão.
É desta senhores, é desta que fico boazona em boa forma.

This is us X Walking dead

(sobre o This is us)
"Esta série não é um bocado parada?"
Diz o fã de Walking Dead - série que vai em sei lá quantas temporadas em que não saem da cepa torta, os mortos-vivos continuam mortos-vivos, os vivos continuam vivos, os mesmos actores a fazer sempre a mesma coisa, espingarda para aqui, mocada para ali, casas abandonadas  e zombies a grunhir e arrastar os pés em toda a parte. Passam os anos e não se passa mais nada, e ainda assim há quem não perca um episódio. E critique a série nova por ser "parada".

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Coisas que nos têm ajudado na organização cá de casa

1) cozinhamos por atacado, para a semana toda. No dia fazemos só o acompanhamento ou apenas aquecemos. Inspirámos-nos no blog da Joana Roque As Minhas Receitas, mas em vez de deixar tudo preparado nós vamos mais além e cozinhamos logo tudo de uma vez. Coisas que não dá para fazer antecipadamente não fazemos, mas também não comemos. Cozinhar antes de jantar durante a semana é praticamente impossível. Tudo o que seja mais que cozer arroz ou massa fica mesmo fora do nosso alcance. Estamos muito fãs desta técnica e recomendamos a toda a gente.

2) secar a roupa na lavandaria. Já fiz um post sobre isto, é mesmo uma das melhores invenções e não sabemos viver sem. Ah e tal mas não tem chovido - nós vamos na mesma. É a única maneira de ter a roupa toda pronta ao mesmo tempo, de chegar efectivamente ao fundo do cesto da roupa suja concentrando o trabalho todo num momento da semana. De outro modo acabo a fazer máquinas todos os dias, a apanhar e estender todos os dias e ainda assim ter as gavetas vazias.

A nossa 3ª filha trouxe muitas coisas boas a esta casa, e uma delas foi mesmo esta necessidade fulcral de ter as coisas (mais) organizadas.

Foram precisas 3 crianças para disciplinar estes pais caóticos...

Coisas de miúda

Ter uma filha (crescida), é comprar um rímel novo e ter alguém que repara logo mal olha para as nossas pestanas.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um dos temas quentes do momento: refeições escolares

Começou logo a abrir o ano lectivo com um atraso de duas horas na entrega das refeições. Foram três dias a almoçar à hora que deviam estar a entrar na sala.
A partir daqui, foi sempre a piorar. Não nos atrasos, mas na comida em si.
Inconformidade com a ementa (todos os dias!), sopa de cor branca cheia de fécula de batata, salada inexistente, arroz mal cozido. Não houve frango cru como noutros sítios, pelo menos que eu saiba.
A Associação de Pais organizou uma fiscalização e a comida mesmo quando era boa, era má.
Eu olho para as fotos e só penso que há cães que comem melhor que as nossas crianças! Sem dúvida!
Com tudo isto, desde a semana passada que me rendi às evidências e eles passaram a levar almoço de casa. Agora que são três e tenho menos tempo é que me meto nisto, mas pronto, tem mesmo de ser.
E não foi antes porque a escola não permitia - por falta de pessoal todos os meninos tinham de almoçar da escola, ou então vinham a casa, não havia hipótese de levar almoço.
Com toda esta polémica quando informei a directora da escola que eles iam passar a levar a comida de casa, ela aceitou logo e nem pestanejou - a situação está para lá de descontrolada.
Ando eu a gastar dinheiro em comida de qualidade, produtos frescos e biológicos, para depois almoçarem ao mais baixo nível?
Não!
Estou bastante contente com esta decisão. Tenho mais trabalho, é uma grande seca, mas estou descansada quanto àquilo que almoçam e eles também ficaram felizes.
Para já noto que não chegam a casa esganados de fome como antes, a longo prazo a saúde deles também agradece de certeza.

Para que as coisas mudem, assinem a petição.

Mood do momento







Ser freelancer

É ter de contar sempre, sempre, sempre com imprevistos.
Ia ter o Novembro mais ocupado e lucrativo de sempre, mas uma reviravolta do destino quis que afinal não.
Ou reviravolta do destino ou uma falta de escrúpulos de quem tem poder para decidir, também pode ser isso.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ser mãe também é ser actriz

E organizar uma festa (minimamente) divertida com 25 crianças à mistura, quando tudo falha e só te apetece enfiar dentro da cama.

Sobrevivemos todos, e eles gostaram, que é o mais importante.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

No olho do furacão

... tanta coisa a acontecer, vamos lá ver se não deixo mesmo cair um prato...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Aquele tempo...

...em que as músicas a meio tinham uma guitarrada valente.

Estou saudosista, pronto.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Novo desafio

Temos oficialmente um ser rastejante cá em casa.

Sacos (e sacos e sacos) de roupa

Sabes que estás atrasada no tratamento das roupas de verão quando a tua irmã já te passou uns quantos sacos de roupa, a tua amiga também, e até o primo que tem 5 filhos (com entrega ao domicílio e tudo), e a roupa dos teus filhos que não serve ainda está nas gavetas...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Coisas que te fazem parecer mais velha

Não é usar óculos (óbvio), é usar óculos com aquelas fitas para pendurar os ditos ao pescoço.
Aquelas desportivas para óculos escuros ainda vá, mas eh pá, a fita ou corrente nos óculos de ver ao perto... fica-se mesmo logo com ar de velha.

São práticas de usar?
Calculo que sim. Mas metem logo 10 anos em cima de quem as usa.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

Sr. Sinal

Esta semana fui tirar um sinal na barriga.
Não é a primeira vez, pelo que ia bastante descontraída e a par do esquema.
Só que este não era um sinal. Era um Sr. Sinal, médio por fora mas grande por dentro, pelo que o procedimento foi quase uma cirurgia à séria, e o resultado foi um grande buraco na barriga.
(ao menos aproveitavam e faziam lipoaspiração mas nem isso).
Mas pronto, por mim até estava tudo bem, até me dizerem que não podia molhar o penso (que vai ficar por 15 dias!).
A sério que em 2017 não há pensos impermeáveis??
Como é que se toma um duche sem molhar a barriga?
E agora que ao que tudo indica vou poder voltar ao biquíni em 2018, vou ficar com uma mega cicatriz!
Oh sorte...

Post fútil ou nem por isso

Aos 8 meses regresso ao peso que tinha ao engravidar.
Longe de ser o meu peso ideal, é motivo de alegria e orgulho voltar a caber nas calças (apesar de ainda não ficarem a matar, mas já apertam, nada mau).
E não, não foi por obra e graça do espírito santo ou da natureza que é minha amiga. Foi obra de mudanças alimentares profundas que têm a ver com outros problemas mas que por acréscimo permitem também perder peso. (o truque já sabemos qual é: fechar a boca!)
Os primeiros 8kg já foram, agora é a valer.
Consiga eu meter o exercício físico na minha rotina (meu querido Shaun T que tantas saudades tenho!) e garanto que chego aos 40 em melhor forma do que estava aos 30.
Bora lá!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ainda a aprender a ser mãe de três

Assim foi com o primeiro e a segunda, e assim é com a terceira também.
Está tudo bem quando estamos de licença (ou não, mas isso dá outro post), a verdade verdadinha começa quando voltamos ao trabalho.
Tudo o que fazíamos antes deixa de funcionar, toda a lógica e rotina tem de se repensar e reajustar. E pelo meio deixar muita margem para o jogo de cintura que é preciso ter.
Neste momento acho que nem que não dormisse à noite eu iria ter tempo para ter tudo organizado (e tudo é só o básico porque nem sou pessoa muito organizada!).

Hoje foi o primeiro dia em que tive mesmo mesmo de sair a tempo e horas. A do meio acordou a vomitar. Pronto, instalou-se o caos. Foi o mais velho a dar o biberon à mais nova, o Tê esqueceu-se do antibiótico e teve de voltar para trás, e até houve uma vassoura que caiu pela janela (juro!), quando estávamos finalmente prontos a sair (mochila as costas de um, balde para vómito debaixo do braço da outra) ainda houve tempo para mudar um cocó na fralda antes de sair!
E chegamos todos a tempo!
No meio do caos até correu tudo bem.

O que falhou afinal? Regresso a casa para almoçar e reparo que os lanches ficaram no frigorífico...

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O fim do verão que parecia não ter fim

Já tive muitos verões especiais na minha vida, e o de 2017 ficará na minha memória como um deles, seguramente.
O melhor de tudo não foram os dias de praia (na melhor do mundo), nem as idas à piscina nem nada disso.
O melhor de tudo foi o tempo que tive com eles.
Tirando duas semanas de trabalho intensivo, em que eles foram para o ATL (e a mais nova para a avó), o resto do tempo foi passado comigo.
Foram quase três meses quase sempre juntos.
Com tudo de bom e bonito e idílico e sufocante e desgastante e desesperante que possa ser - e ainda para mais marcado pelo facto de não podermos fazer praia à nossa vontade por causa do bebé.
Nos anos anteriores tive a sensação de que eles andaram o verão inteiro de actividade em actividade, muitas delas comigo, é certo, mas sempre com horários, com pausas de almoço, com coisas planeadas para fazer até irmos para fora daqui.
Este foi o verão de fazer o que apetece.
Tiveram tempo para tudo, até para se aborrecerem (que é tão importante!).
Preguiçaram em casa, viram televisão (coisa rara em tempos de aulas), fizeram desenhos e pintaram, brincaram de facto com a carrada de brinquedos que têm, desfrutaram do seu quarto, da varanda, trouxeram legos e casinhas para a sala. Andámos de bicicleta e de patins, fomos ao parque e à praia e à piscina, mas tudo sem fazer muitos planos.
Que bom que foi poder proporcionar-lhes estes dias, que não sei se algum dia vão valorizar, mas que eu acho que foram tão importantes.
Chegaram ao fim das férias fartos de não ter nada para fazer, e eu farta de os ter por perto!
Foram para a escola felizes e com aquela vontade de voltar à rotina, e eu feliz por eles e feliz por mim também.
Foi tão bom que até foi um fartote!

Cada vez mais há mais ofertas giras para ocupar os miúdos nas férias (e eu trabalho nessa área, sei muito bem), mas foi um privilégio termos um verão sem rotinas, como os de antigamente.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

As mães de meninas pequenas vão perceber

A minha filha do meio, que tanto tempo foi a mais nova, está tão crescida tão crescida que de todo o material para o 1º ano não escolheu NADA com o tema Frozen.
Nem nada cor de rosa, devo acrescentar.

São agora uns dois aninhos de descanso até voltar a ouvir Let it go...let it go.....
Ufa.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

10 anos hoje

Que escrevi o primeiro post deste blog.
Não pensei no assunto na altura, mas não deixa de me surpreender que 10 anos depois este espaço continue a existir.

Tanta coisa aconteceu desde então.
Era uma quase adulta à beira dos 30, a viver em Amsterdam, a trabalhar numa multinacional americana e vivia com o namorado e um amigo.
Sou uma quase adulta à beira dos 40, vivo no Murtal, trabalho em diferentes palácios e museus e vivo com o mesmo namorado e os nossos três filhos.
Entretanto a vida foi acontecendo, muitas coisas mudaram, pessoas partiram e outras chegaram, passei por tanta coisa que nunca cheguei a partilhar, mas algumas coisas permaneceram iguais.
Entre elas este blog e a minha vontade de aqui escrever.

10 merecem uma transformação e tenho andado a pensar nisso: uma nova cara, sair do anonimato, quem sabe abrir páginas noutras redes sociais.
Fiquem por aí, como têm estado nos últimos 10 anos, que eu por cá permaneço também.

Obrigada a todos!
Será que me torno adulta nos próximos 10 anos??

segunda-feira, 31 de julho de 2017

70 anos hoje

Hoje era dia de estarmos juntos.
De almoçar fora na Adraga ou no restaurante do javali, de passear por Sintra, comer uma queijada.
De tirar uma fotografia os 5 em frente ao loureiro que havia em frente à porta da sala.
De ter os tios lá em casa à noite a beber café.
Não que adorasse fazer anos, não que gostasse de ser o centro das atenções, mas era sempre um dia diferente e especial.
Continua a ser diferente e especial, isso é certo.

Lembro-me dos 40, dos 50 e dos 60. Não pensei nunca que aos 70 o festejo fosse outro.

Parabéns, mãe!

sábado, 22 de julho de 2017

És oficialmente mãe quando...

... sozinha em casa com com os filhos te cai um varão de cortinas bem pesado em cheio em cima da cabeça, e no meio de uma dor alucinante só pensas:
"não podes desmaiar. Estás sozinha com os miúdos! "

quinta-feira, 20 de julho de 2017

6 meses hoje

Meio ano com o melhor bebé de sempre, a cereja no topo do nosso bolo, o nosso AMOR maior.
Tão bom este bebé nas nossas vidas, tão bom ver os manos enternecidos, ver nela admiração e espanto à menor gracinha deles.
Toda ela é amor puro.
Todos nós somos amor puro por ela também.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Regressos ao trabalho

Abril 2010, o nosso primeiro bebé com 6 meses: regresso ao trabalho a partir de casa (que eu detestava), o bebé vai para a escola. Custou horrores, mas correu muito bem.

Outubro de 2011, o nosso segundo bebé com 6 meses: regresso ao trabalho a partir de casa (que eu detestava ainda mais), mas o bebé vai para as avós. Custou menos horrores, mas correu muito bem.

Julho de 2017, o nosso terceiro bebé com quase 6 meses: regresso a um trabalho que eu adoro, e o bebé fica com a avó (o melhor de dois mundos, portanto). Nada me interessa, custa na mesma!

Sobrevivemos

... ao primeiro dia de trabalho.
Ela na maior, eu menos.
E depois de uma semana a tentar introduzir o biberon, não é que só na véspera é que ela conseguiu? Incrível como parece que adivinham, e sabem, quando tem mesmo de ser.

É o melhor bebé de sempre, e por isso me custa tanto estar longe dela todo o dia.
Tantos anos sem ela e a achar que era feliz, e agora isto...
Que grande amor que me estava reservado ainda. Tão bom.