terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Estar offline - o reverso da medalha

Pois para quem não sabe ainda , estou há coisa de dois meses (não posso precisar!) sem facebook nem instagram, e já aqui escrevi sobre as maravilhas que tem sido estar mais tempo offline, viver mais o presente, estar de facto com quem interessa.
No entanto, nem tudo são rosas:
  1. Fui no outro dia ao instagram (no tablet) e dei de caras com a namorada do meu primo agarrada a outro. Passado o espanto lá fui confirmar via whatsapp, e confirmei que o namoro acabou há que tempos (sim, eram o tipo de casais que postam mil fotografias e faziam juras de amor eterno nas redes sociais, e ao que parece toda a gente reparou no fim do namoro exactamente pela ausência de fotografias, ora eu estando offline, fiquei à margem da informação).
  2. Estive aqui a rever as fotografias de 2018 e desde que estou sem instagram tiro muito menos fotografias. Mesmo muito menos. Não que tirasse muitas, mas acabava por andar mais atenta e por isso tenho imensas fotografias do nosso dia a dia, até do meu sozinha, pelos sítios lindos onde trabalho. Depois há ali um momento depois das férias que o número de fotografias se reduz aos momentos importantes. A ver se remedeio isto.

Sorriso natalício

O meu, a partir de hoje, em que terminei as compras de Natal.
Presentes comprados, comprados.
Presentes feitos, por fazer.
Já não falta tudo! Vamos lá!

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Just another day at the office...

Ou o dia em que o Ministro da Cultura da China pediu para tirar uma fotografia comigo.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Sonho de uma noite de verão - Teatro Villaret


 Resultado de imagem para sonho de uma noite de verão teatro villaret
E o primeiro evento natalício foi uma ida ao teatro em família.
Em família mesmo, com direito a manas, sobrinhos, primos e tios e ainda mais alguém.
Meia plateia estava por nossa conta.
A peça está fantástica, e os actores são mesmo muito bons.
Os meus filhos riram agarrados à barriga e eu fui às lágrimas também de tanto rir. Adorei.

(e com muita vergonha admito que não me lembro da última vez que tinha ido ao teatro...)

Recomendadíssimo.

Let the games begin

Árvore de Natal montada.
Calendário do Advento pronto.
Este ano até arranjei um calendário que conta mesmo os dias até ao Natal (e vai dar para usar antes do Advento, se quisermos).
Faltam talvez um ou dois conjuntos de luzes e estamos prontos.
Podes vir, Natal. Mas devagarinho, não há pressa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Vai de carrinho

Ao fim de 9 anos, três bebés, inúmeras viagens e passeios, num total de 6 anos ou mais de utilização (não contínua), hoje foi dia de nos livrarmos de vez do nosso carrinho de bebé (que inclui ovo, alcofa, cadeira de passeio, além das rodas).

Sim, é mesmo oficial que não pensamos ter mais bebés.
Sim, é mesmo oficial que eu achava que ia ganhar imenso espaço na arrecadação, e afinal não ficou assim tanto espaço livre.
Sim, é mesmo oficial que há uma certa nostalgia envolvida neste processo, em pensar na quantidade de coisas que fizemos e vivemos com um deles (ou dois) no carrinho.

Agora está na hora de levar outro bebé a descobrir o mundo!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Filho grande (por dentro)

Passada a tempestade vemos que se passaram dois meses em que ele superou em muito as nossas expectativas.
Ultrapassou os obstáculos sozinho, aprendeu a fazer tudo com a mão esquerda em menos de nada, raramente se queixou apesar de lhe custar muito não poder jogar futsal nem futebol na escola, não participar no corta-mato da escola, não ir à festa de lasertag do seu melhor amigo.
Foi um valente, e tendo em conta que às vezes faz mega fitas com coisinhas de nada, surpreendeu-nos com a sua capacidade de se superar.
Que se adapte assim às contrariedades da vida e tem tudo para ser um vencedor.
Para continuar a ser, aliás.

Suporte básico de vida

Este fim de semana dediquei algum tempo a fazer um curso de suporte básico de vida.
São aquelas coisas que não queremos nunca usar, mas que todos deveríamos saber.
E sim, houve uma parte dedicada aos bebés, que é profundamente angustiante. Primeiro a parte teórica em que nos explicam todos os perigos a que estão sujeitos (e só me apetecia mandar mensagens ao Tê para proteger a casa antes da mais nova acordar da sesta, imaginando já que ela se ia meter na máquina da roupa a por-se a morder fios eléctricos), e depois a parte prática (em que faz muita impressão dar pancadas nas costas do boneco e imaginar que o vemos engasgado e inanimado).
Por muita teoria que se leia e saiba, é na parte prática que se aprende, e ter enfermeiros a ensinar as técnicas ajuda muito.
Espero (mesmo!) nunca ter de usar nada disto, mas achei mesmo importante ficar a saber.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Quase regresso à normalidade

Quase dois meses depois do meu rico filho se ter armado em macaco e dado um salto maior do que a perna (ou o braço, mais concretamente), hoje foi dia de finalmente se ver livre dos ferros que ajudaram a consolidar o osso.
A pergunta mais importante para ele era saber quando podia voltar a fazer desporto, e a resposta não podia ter sido melhor: hoje mesmo!
Foi uma fractura mesmo muito feia, partiu os dois ossos do antebraço, sendo que um deles ficou completamente fora do sítio. Demorou, mas hoje começa uma nova etapa.
E de repente parece que me tiraram um peso dos ombros.
(o meu menino está inteiro outra vez, yeaahh!)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Pais de 1

... por uma noite.
Assim a meio da semana acho que é uma estreia, mas a logística assim o ditou - temos consulta no hospital amanhã de manhã cedo, e as miúdas ficaram a dormir nos avós para poderem dormir até mais tarde (e para de facto conseguirmos sair a horas, vá).
Estamos, portanto, hoje à noite com apenas um filho de 9 anos.
Não vos ocorre o estranho que isso é.
O silêncio.
O nível de arrumação.
A atenção que lhe podemos, de facto, dar.
Ouvir uma história até ao fim, explicar qualquer coisa sem ser interrompida 300 vezes.
Estar sentada a esta hora, a escrever um post.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Trabalhar a partir de casa

Foi coisa que fiz, como sabeis, durante 6 anos e que me ia deixando meia louca (ou louca e meia), e da qual não tenho saudadinhas nenhumas.
No entanto a minha actual situação profissional às vezes (raramente) exige um dia ou outro a trabalhar em casa, quer seja a fazer um guião de visita novo, ou a estudar para uma nova exposição.
E assim confirmo que, mesmo a estudar e a trabalhar em coisas que gosto, estar em casa a trabalhar não é mesmo para qualquer um.
A casa está de pantanas e de pantanas fica, pois se é para arrumar a casa não faço mais nada. A diferença é que a casa de pantanas e eu fora não me enerva, mas estar em casa ao computador e tropeçar em brinquedos ou ter o lava loiça cheio mexe-me aqui com o nervo. Não assim tanto que não consiga ignorar (que eu sou boa mesmo a ignorar desarrumação), mas ainda assim...
Outro problema: não páro de comer. E quando não há nada para comer, eu invento. Ou saio e vou comprar. Juro que não me meto a estudar outra vez para não engordar. É que é só sentar o rabo no computador para me apetecer petiscar qualquer coisa...
E depois é esta coisa de apetecer trocar ideias com alguém, ou ter dúvidas e ninguém responder pelo whatsapp. E daí a estar a investigar outra coisa qualquer muito interessante mas que não tem nada a ver com o assunto, é um saltinho.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Um passo à frente e dois atrás

A nossa mais nova, que estava tão bem encaminhada para adormecer sozinha na sua caminha, pois que teve febre na semana passada e bastaram dois dias para se esquecer como é que isso se faz...
Duas noites de febre a adormecer ao colo e no miminho e pois que agora que já está boa não quer voltar ao velho hábito de adormecer por si só sem chatear ninguém.
E deixem que vos diga que até o melhor bebé do mundo pode virar bicho, fazer birra, espernear, gritar com quantas forças tem. E durante muito, muito tempo.
Depois de um fim de semana super tranquilo, foi um bonito serão de domingo que tivemos todos.
Deu para nivelar por cima os níveis de stress cá de casa.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

6ª à noite

E eu com um guião de trabalho para fazer.

(quando é que me tornei uma seca?)

domingo, 11 de novembro de 2018

Post da semana

Cada ponto valia um post por si só, mas é o que pode arranjar:
  • pela primeira vez em quase dois anos, a mais nova começou a (quase) adormecer sozinha na sua cama. Sempre disse e continuo a dizer que ela é mesmo o melhor bebé do mundo, mas a verdade é que a hora de adormecer sempre foi crítica, desde que nasceu. Depois de muitas manobras andávamos a experimentar adormecer na cama mas comigo ao lado, coisa que podia demorar entre 3 e 45 minutos. Pois que às tantas já sem paciência resolvi dizer-lhe que ia só ali à casa-de-banho, e ela ainda refilou mas acabou por adormecer sozinha. Fui repetindo a fórmula a cada dia, e a verdade é que passou a adormecer na sua caminha, de luz acesa, é certo, mas sem ser preciso eu ficar ali parada no escuro a dar a mão.
  • O mais velho tinha consulta marcada para tirar o gesso e os ferros que tem no braço para promover a consolidação do osso. Chegados ao hospital somos informados que o médico se encontra de férias, e que tinham tentado ligar a desmarcar a consulta! Podem imaginar a minha reacção, depois de ter feito toda uma ginástica para poder estar ali àquela hora, e a reacção dele que estava na expectativa de se ver livre do gesso... Foi dito que não havia outro ortopedista disponível, mas perante a minha indignação lá nos mandaram para as urgências, e de lá uma administrativa andou a bater de porta em porta para nos arranjar uma solução. Passou quase uma hora a andar para trás e para a frente, mas lá arranjaram um ortopedista disponível (pois, afinal ao que parece havia uma solução!). Fez o raio X e o dr acabou por achar que o braço ainda não está bom. Mais duas semanas de ferros, de banho de braço no ar, mais duas semanas sem poder fazer desporto (que tanta falta lhe faz...). Enfim.
  • Consulta de rotina com os dois mais velhos, e confirmou-se o excesso de peso da minha do meio. Não foi uma novidade, a miúda tem mesmo tendência para engordar, mas a verdade é que quando vemos as coisas no papel é que nos apercebemos da gravidade da situação. A fazer uma alimentação equilibrada (em casa), e a comer praticamente o mesmo que o irmão (que é magro e está no percentil 25/50 de peso), tem 6kg a mais do que o máximo recomendado para a sua altura. Por enquanto temos conseguido puxar o assunto para a questão da saúde e não da beleza. Em nenhum momento fazemos referência a ser bonito ou feio - até porque ela é linda de morrer - mas pelo facto da barriga poder ficar doente. Peso a mais não faz bem a ninguém, e a médica foi muito clara neste aspecto - temos de travar o aumento de peso agora, antes da mudança da idade. É um processo que vai ter de passar por ela, porque a comida de casa é saudável, o problema são as "excepções" que ocorrem com frequência (festas de anos, jantares e almoços de família, o raio dos saquinhos dos doces que os meninos que fazem anos levam para a escola e que chegam a casa já comidos sem eu poder fazer nada...). Tem mesmo de passar por ela ser capaz de dizer não e ter consciência que só pode ser uma vez por semana. O irmão usa óculos e gostava de não usar, o primo usa aparelho e não pode comer gomas nem pastilhas, eu mesma não posso comer glúten, todos temos as nossas limitações, e eu espero que ela entenda as dela. Muito difícil esta questão das filhas e do peso a mais, muito delicado este equilíbrio entre saúde e beleza, entre cuidado e anorexia. Puf!
  • esta semana foi dia de me estrear num museu novo, completamente fora da minha zona de conforto - arte contemporânea. Correu muito bem e eu adorei, apesar dos nervos. Curiosamente a primeira vez que tive intenção de fazer visitas lá corria o ano de 2002! Desde então esteve dentro e fora dos meus objectivos, mas sempre lá mais ou menos presente. 16 anos depois, objectivo concretizado. Há que saber esperar, sem dúvida. O que é nosso às nossas mãos virá parar.
Bom domingo e boa semana a todos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Sobre a minha auto-info-exclusão

Passaram quase três meses desde este post, é altura de balanço deste tempo (quase) sem redes sociais.
Explico que tanto as conta de Instagram como de Facebook continuam activas, apenas desinstalei as app do telemóvel.
Nas férias fiz mesmo "jejum" à séria, no regresso espreitei uma ou outra vez ambas as redes no tablet, num serão de domingo à noite, assim para descontrair. E confirmei que de facto não ando a perder nada. Ou quase, vá...
Mas não tenho vontade nenhuma de lá ir, nem para ver e muito menos para partilhar.
Achei que se calhar ia ter mais tempo nas mãos, mas claro que não tenho, o que noto é que faço as coisas mais focada.
Estou mais no presente.
Leio o meu livro quando o levo. Observo o que está à minha volta. Leio notícias (sim, no telemóvel), mas só os jornais que me interessam.
E chego a casa e não lhe toco mais. Não estou no wc a fazer likes nas vidas dos outros (vá, não se escandalizem, sei que não sou/era a única), não estou a cozinhar e a dar uma espreitadela nos stories do dia. Ainda hoje dei por mim apenas a contemplar a paisagem, nuns minutos de compasso de espera antes de uma visita.
Parece que estou menos "multitasking" mas mais atenta ao que estou a fazer.
E estou, isso sim, muito contente com esta decisão

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Sobre o Halloween e o Pão por Deus

Uma novidade: são compatíveis, malta.
Não é preciso escolher entre uma tradição e outra, entre aquilo que vem do nosso passado ou não.
Dá para manter os dois, sem problema. No fundo têm ambos a mesma raiz e não se chateiam.
Monstros e bruxas e andar de casa em casa dia 31 à noite; saquinho de pano e pão por Deus de casa em casa dia 1 de manhã.
Doces para todos até fartar, miúdos super felizes, tradições mantidas (nossas ou não).
De nada.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Caminhantes da lua

Tudo começou há um mês atrás com o desafio de uma amiga que ,tal como eu, gostava de incluir uma caminhada no paredão no seu dia a dia.
Se só conseguimos ir às 6h da manhã, porque não?
E assim começamos, meio em tom de brincadeira, a sair da cama às 5h50 para ir caminhar.
Ninguém, nem mesmo nós, achou que fosse durar, mas a verdade é que dia após dia fomos conseguindo, e raramente falhamos.
Dia após dia, ou melhor dito, noite após noite, pois se nos primeiros dias ainda se via uns raios de sol a nascer no regresso a casa, na maioria dos dias fomos e voltamos com noite fechada, apenas com a lua como companheira. Íamos caminhar para o paredão sem sequer ver o mar!
Também tínhamos ideia que estaríamos sozinhas, pois quem é maluco para ir caminhar a essa hora?
Qual quê! Há todo um número de "habitués" a quem nos habituámos a cumprimentar, e a quem já notamos a falta quando não vão: a "amiga da barriga gira" (que corre de top e tem uma barriga lisa que eu invejo bravamente), o senhor da camisola amarela (que também corre e parece estar muito em forma), o casal de velhotes, duas amigas com um cão, outro corredor com dois cães, o senhor da bicicleta, e até uma mãe que às vezes leva o filho de 10 ou 11 anos!
Nós vamos com os minutos contados, e à hora certa (ali entre um poste e uma tampa de esgoto) damos a volta para trás. Caminhamos em passo acelerado, e pelo caminho vamos discutindo de tudo um pouco, desde a polémica da mudança da hora, os problemas do trabalho ou o ultimo episódio do "Visita Guiada". Às vezes o assunto é tanto que nos despedimos com uma pausa e retomamos a conversa no dia seguinte.
E sabe tão, mas tão bem...
Custa sair da cama, é escuro, está frio, vento e chuva, mas já não me vejo a começar o dia de outra maneira.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Mais uma sugestão de leitura

Jorge Amado escreve poemas em prosa, sempre com aquela doçura que lhe é tão característica.
E tem a capacidade incrível de ter escrito livros que décadas depois estão ainda super actuais.
Este é de 1936, e estar a lê-lo com tudo aquilo que se tem dito e lido sobre o Brasil por estes dias é no mínimo irónico... Passam mais de 80 anos, caramba, e tanta coisa permanece igual.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Paradoxo

De manhã antes da escola, digo aos miúdos pela enésima vez que se despachem, que estamos atrasados, que temos de sair. O mais velho olha para a minha mesa de cabeceira e lê o título do livro que ainda não comecei a ler:


A festa mais fixe

Pela primeira vez (claro) tinha marcado uma festa com antecedência.
Ia ser uma festa de futebol, com torneio por equipas, quem sabe coletes da decathlon e tudo, os amigos da escola, os do futsal, os primos, e mais quem fosse.
Com o braço partido, pois que saiu o plano furado.
Fizemos então a festa mais fixe de todos os tempos. Com os três melhores amigos e um primo fizemos uma festa-pijama.
Fomos primeiro ao cinema, depois encomendámos McDonalds cá para casa, jogaram Playstation até não poder mais e acamparam na sala.
Houve conversas de asneirada, houve puns (reais ou só a gozar, não sei), houve tentativas de fazer uma directa, houve ataques de riso (tantos!), mil histórias da escola (a maioria eu nem conhecia), e houve a ideia de estarem a viver um momento mesmo muito, muito fixe.
Não dormi nada de jeito, mas adorei vê-lo tão contente, ver a relação que eles têm, o papel que ele ocupa neste grupo, e também adorei fazermos por uma vez o papel dos pais fixolas que organizam cenas fixes!
Não se vão esquecer.

9 anos

Sou mãe de um miúdo fixe que fez 9 anos.
Um miúdo que é igual aos outros em tantas e tantas coisas, mas que é único e especial em tantas outras.

E é (ainda) tão meu!


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O que marca o fim do verão...

... não é o fim da época balnear, mas a vindima.
A vindima é aquele ritual de passagem do verão para o Outono.
Por isso no fim de semana comprido rumámos a Moimenta para participar na festa que ainda é a vindima.
Vindimámos, apanhámos (e comemos) figos, maçãs, tomates, pimentos e amoras.
O mais velho cavou um buraco com a mão esquerda (com uma pá a sério), a do meio tentou fazer fogo com duas pedras, a mai novinha andou de mãos enfiadas na terra e dormiu a sesta debaixo da figueira.
Voltámos com o carro carregado e a barriga (e o coração) cheios.
Para o ano há mais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Mais uma sugestão de leitura

Recomendo.
Este autor escreve mesmo bem, já não é o primeiro livro que leio e ficamos sempre agarrados até ao fim.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

E com isto... (ver post anterior)

... declaro oficialmente encerrada a época balnear.
Eu nem sou de por fim ao verão em altura nenhuma, mas pensar que iremos voltar à praia em Novembro (quando o rapaz tirar o gesso) já me parece demasiado optimista...

Foi sem dúvida um verão demasiado curto, começou já Julho ia a mais de meio, e acaba assim abruptamente no fim de Setembro (quando eu tenho a certeza que em Outubro ainda vai estar tempo de praia).
Mas a vida é assim mesmo, e diz o calendário que em Outubro já não há praia para ninguém, por isso também não é nada de extraordinário.
Agora é só informar o S.Pedro que a temperatura pode baixar (só um bocadinho).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O momento em que o coração de uma mãe pára

Quando vê o filho deitado no chão aos gritos de terror, com um braço virado ao contrário.
A sensação é a de que tudo pára, fica o mundo em pausa, o meu filho está a sofrer, nada mais importa.

Foi uma brincadeira de miúdos que acabou mal. Foi um salto que não correu como esperado.
Foi depois uma viagem de ambulância (uma estreia para ambos), uma noite no SO (outra estreia), duas anestesias gerais (só para ele) e um osso colocado no lugar com a ajuda de pequenos ferros.

Agora são 4 semanas a aprender a fazer tudo com a mão esquerda, e outras tantas sem poder jogar futebol nem qualquer outro desporto (isto sim, vai ser o verdadeiro desafio).

Agora é tentar esquecer o som dos seus gritos e a sua cara de pânico a ver o braço dobrado onde não devia estar.
É uma imagem que me persegue quando fecho os olhos à noite (e a ele também, que eu sei).

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Coisas que mudaram (para melhor) na nossa rotina:

O ano lectivo passado foi uma loucura, e este ano não queremos que se repita. Ainda nos estamos a adaptar, mas algumas mudanças já se fizeram notar (para melhor)
  • as actividades extra escola passaram para a 3ª e 5ª em vez de 2ª e 4ª. Nunca me tinha apercebido mas estar sem actividades à 2ª faz muita diferença. E ter a última actividade à 5ª também é melhor, no dia a seguir já é 6ª, e a 4ª feira que é aquele dia do meio fica mais simples.
  • o horário também mudou para mais cedo (e eu agradeço tanto!), mais uma vez reduz o stress e a pressa na hora dos banhos e jantar
  • mudou a empresa das refeições escolares, por isso este ano (até ver) não precisam de levar almoço de casa. São 5 ou 10 minutos de manhã que fazem alguma diferença, mas principalmente é uma libertação mental! Não ter de estar sempre a pensar no que vão levar para o almoço, a fazer comida para um batalhão de modo a esticar refeições, é um descanso. Em vez de 4 refeições cozinho apenas 3 (para os 5 dias da semana) e chega para tudo!
  • com 7 e 8 anos achámos que já estava na altura de lhes dar mais responsabilidade, pelo que todos os dias são eles que tiram a máquina da loiça (tarefa que era do pai cá de casa). Também era uma tarefa super rápida, mas nas horas de ponta das famílias (manhãs e fins de tarde) todos os minutos contam, e todas as ajudas contam também
Até agora estas pequenas diferenças estão a ajudar-nos. Vamos ver se o ano lectivo corre menos atribulado que o ano passado...

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Outra recordação desta altura do ano

Era quando chegava o catálogo Outono-Inverno da La Redoute!
Ui, era a loucura!
Folheávamos as páginas vezes sem conta, apetecia ter tudo e de todas as cores!
As fotografias em estúdio, outras tiradas nas ruas de Paris, as modelos giras que farta, tudo aquilo era glamour e novidade!
Um clássico do fim de verão da minha adolescência.

(e lembrei-me disto porque me apareceu o catálogo do Ikea cá em casa, e tive a mesma vontade de reformular a casa toda, como tinha de ter um guarda-roupa novo aos 14 anos.)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O último livro das férias

Acabei o último livro das férias, que é como quem diz, agora é que é, as férias acabaram mesmo.
Normalmente durante o ano leio livros que de alguma forma me ajudem no trabalho (por exemplo romances históricos, ou biografias), nas férias é que tenho liberdade total para escolher o que vou ler.
Já aqui tinha escrito que Ken Follet é sempre uma aposta segura. A minha mãe gostava bastante, por isso lá em casa há várias prateleiras cheias, e eu acabo sempre por lá ir buscar um ou dois antes das férias. É sucesso garantido, uma leitura leve e fácil, como se quer no verão, daquelas que agarra bastante e só queremos chegar ao fim.
Este ano talvez inspirada no ritmo da Tella, resolvi levar 3 livros para 2 semanas de férias. Sabia muito bem que seria demasiado ambicioso, mas pronto, consegui ler 2 e achei uma média fantástica. Ainda não tenho os filhos todos crescidos, lá está.
De qualquer modo, as férias já lá vão, e ontem foi dia de acabar de vez com elas, pondo fim a este livro.
O tema é todo a minha praia, e está muito bem escrito. Lê-se num ai, e apesar de retratar o ambiente artístico dos anos 70, está muito actual.
O mundo da arte é cheio de gente pobre e de gente milionária (e snob).
Nem mais.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Meu querido mês de Setembro

Dizem que Setembro é o mês dos recomeços e regressos à rotina, mas ainda assim é um dos meus meses preferidos do ano.
Não há luz como a de Setembro. Não há fins de dia com luz mais bonita do que esta.
No sábado passado estivemos na praia (num dia fantástico) e os miúdos só saíram da água eram 19h30. Como tínhamos um jantar de anos às 20h30 passámos em casa para tomar duche a despachar. Já saímos da praia com aquele fresquinho a chegar. Aquele fresquinho que nos diz que já não estamos em pleno Verão. Fresco e escuro, porque ao chegar a casa já o sol se tinha posto.
Tomei um duche quentinho e percebi que adoro esta combinação: dia de praia + luz do por do sol + fresco + duche quentinho em casa já de noite + vontade de vestir um casaquinho.
E tomei consciência do porquê de eu gostar tanto desta combinação e do mês de Setembro.

Na minha infância, o regresso às aulas acontecia em Outubro.
Outubro é que era o mês de voltar à escola, aos casacos, à chuva.
Setembro era mês de férias, era mês de "deixa lá aproveitar mais um bocadinho", era um mês de balanços, em que parávamos para pensar no ano lectivo que ia começar (no mês seguinte).
E os meus pais sempre tiraram férias em Setembro.
Setembro era mês de Algarve. Mesmo quando as aulas passaram a começar em Setembro, nós íamos de férias na mesma. E sim, faltávamos aos primeiros dias de aulas. E também sim, chegávamos à escola sem material (porque tínhamos chegado de férias na véspera), mas com um grande bronze.
E as férias eram assim, com a praia até ao fim do dia com uma luz incrível, um regresso a casa já frescote, um duche quentinho a apetecer vestir uma camisola a seguir.

Depois disso a praia continuava, ao fim do dia, ao fim de semana, até não conseguirmos ir mais.
As coisas da praia nunca se arrumavam definitivamente, porque durante Outubro ou Novembro ainda eram postas a uso, às vezes até nas férias de Natal.

Por isso esta coisa de "arrumar" a praia dia 1 de Setembro, esta febre do regresso às aulas no hipermercado em pleno Agosto, esta coisa que querer associar Setembro ao Outono, a mim não me convence.
Deixo isso tudo para os meses a seguir.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ser optimista

E adorar o verão é nesta altura do campeonato comprar um protector solar com factor mais baixo, daqueles em óleo não gorduroso, com óptima textura e a cheirar mesmo a verão, para os dias de praia que ainda temos pela frente.

Dor no coração

O incêndio no Museu Nacional do Brasil.
Fiquei sem palavras.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Leituras de férias

Acho que este post costumava ser tradição aqui no blog, não sei se nos últimos anos  fiz, mas este ano aqui fica.
Duas semanas de férias, um livro para cada semana. Não sendo enormes, parece-me ainda assim uma boa média (para quem tem três filhos, uma de 18 meses incluída).
Não sendo os melhores livros de sempre, cumpriram bem a sua função de entreter e fazer pensar qb.
O primeiro num registo já conhecido mas que nunca falha - Ken Follett é sempre um tiro certeiro. O segundo num registo completamente diferente, um livro-conversa, num desfiar de memórias vistos de uma perspectiva nova para mim.
Ambos recomendados.



Regressar devagar

Para tentar compensar o facto deste ter sido um verão ocupado, tentei não marcar trabalho para estes primeiros dias de Setembro, para poder passar tempo com eles.
A ideia era (é!) aproveitar a praia, mas o tempo não está a ajudar. Quanto apostam que os miúdos começam as aulas e estão 40 graus?
De qualquer modo, mesmo sem fazer nada de especial, é tão bom estar com eles assim, sem tempo, fazer o que nos apetece, andar ao sabor...
É assim uma ínfima mostra do que eram os verões da minha infância, dias e dias perdidos, que eram especiais mesmo sem ser nada de especial.
Que saudades...

1, 2, 3 e já cá estamos outra vez!

Como sempre, passaram a voar estas férias, mas deixaram saudades e muitas boas recordações! Tivemos muita sorte e correu tudo pelo melhor.
Demos mergulhos em águas quentes e calmas, e em águas agitadas e grandes ondas, praias com areal a perder de vista e outras perdidas no meio das rochas. Houve conversas em família, sestas na praia, gelados depois do jantar e noitadas de jogatanas até às tantas. Houve churrascos e petiscos para todos os gostos.
Os miúdos divertiram-se à grande, sempre  na brincadeira com os primos. Tanto que a maior parte do tempo mal os vimos.
A mais nova deu um salto de crescimento, não se cala e está mesmo muito engraçada (e que bom que é estar com ela 24h por dia...).
Agora, apesar da pouca vontade, é tempo de regressar à rotina e pensar no ano lectivo que aí vem.
O que passou foi duro e difícil (para nós, pais) e há erros que não queremos repetir, mas ensinou-nos muitas coisas - a organizar, planificar, simplificar. Vamos pegar no que correu bem e tentar corrigir o que correu menos bem, que basicamente foi a quase ausência de programas divertidos ao fim de semana. Entre jogos de futebol, festas de anos, catequese, apresentações de ballet, trabalho e obrigações domésticas, muitos foram os fins de semana sem um momento de verdadeiro descanso. Não pode ser, vamos ter de repensar as coisas de modo a incluir um mergulho (enquanto for verão - e estou a contar que seja até Novembro pelo menos!), uma esplanada, um livro e uma manta, o que quer que apeteça.
Bom regresso a todos, queridos leitores, isto agora é um suspiro e chegamos ao Natal!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

3, 2, 1...férias!

E a primeira coisa feita foi desinstalar o Facebook do telemóvel.
É hora de lavar as fardas, arrumar os sapatos que não sejam havaianas, guardar os relógios e respirar fundo.

Este blog entra na pausa do costume.
Mas como sempre, regressamos depois.
Até lá!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ainda sobre o post anterior

Fiquei a saber pro fontes distintas duas coisas que as pessoas fazem para atrair likes no instagram:
Abandonar cães no canil pela sua falta de fotogenia. Sim, as pessoas deixam o seu animal de companhia se não estiver à altura da sua conta (ou não ficar bem nas fotos.
Encomendar pelo ebay frascos de cremes e perfumes vazios, de grandes marcas, para exibir ocasionalmente naquela selfie clássica de WC.

#aoquechegamos #estátudodoido

Autoinfoexcluída

Cada vez menos nas redes sociais, e não sei se já deu para reparar, cada vez mais por aqui.
Um regresso à vida virtual em estado (mais) puro, mais longe dos olhares dos outros.

Desliguei-me da rede social que mais gostava, o Instagram. Foi por "obrigação" primeiro, porque tive de por o meu telemóvel a arranjar, e coincidiu com a semana de férias no Algarve.
Quando regressei ninguém sabia sequer que eu tinha ido (além da família mais próxima, claro), e soube-me bem.
Quando tive o meu telemóvel de volta, lá fui imediatamente cuscar o instagram. Um mês tinha passado e nada mudara... e sem dar por ela passou meia hora em que estive apenas a olhar para fotos alheias.
Fez-se o click e imediatamente desinstalei a aplicação.
A próxima é o facebook, que apenas mantenho por questões de trabalho, mas vou ter de arranjar maneira de contornar esta questão.
Fica a ganhar este blog e ficam a ganhar a quantidade de livros que tenho lido.
Só vantagens.

Trabalhar em Agosto

Trabalhar e Agosto na mesma frase já não combina assim muito bem, e sabem o que também não combina?
Uma mãe de calças pretas e três filhos com protector solar.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Esquizofrenia de ser mãe

Foram os três passar o fim de semana fora. Era suposto irem 6 dias, mas afinal foram só 4 (e eu só me faltou aplaudir quando soube que vinham antes!)
Os mais velhos não me preocupam, mas a mais nova senhores, com apenas 18 meses, custou-me tanto deixá-la ir...
Foi um fim de semana que nos soube, a nós pais, pela vida. Com praia e petiscos, passeios de mota, dormir até não querer mais. Foi um paraíso.
Mas depois... O embate violento da casa vazia. O contar as horas e os minutos até ao seu regresso. Sentir que só respiro de facto com eles todos debaixo da minha asa.
Foi tão bom quanto foi de horrível.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Serviços de apoio ao cliente

Trabalhei 8 anos nesta área, numa empresa que era considerada líder pela excelência do serviço prestado aos clientes (e ainda é).
Ultimamente tenho contactado com diferentes serviços semelhantes, e constato que não há formação, não há brio (com os salários praticados não se pode pedir muito, mas pronto), não há muitas vezes o mínimo respeito pelo cliente.
Coisas que aprendi e apliquei, e gostaria de ver aplicado também quando contacto um apoio ao cliente:
1) o cliente tem sempre razão, mesmo quando não tem razão
2) o cliente quando liga é porque alguma coisa correu mal, por isso é normal que o cliente já esteja chateado logo desde início. Empatia é a melhor resposta
3) o cliente pode ser antipático, estúpido, mal educado, nós não. A atitude do cliente não justifica a nossa.
4) nós dizemos a mesma coisa a mil clientes, mas cada cliente só o ouve uma vez. O cliente não tem culpa de haver mil pessoas com o mesmo problema
5) por muito má que seja a empresa onde trabalhamos, por muito explorados que sejamos, somos a cara da empresa e temos de a defender. Uma coisa é desabafar com os amigos, outra é maldizer  a empresa aos clientes. Do mesmo modo não se acusam colegas de incompetência, é uma grande falta de profissionalismo
6) seja qual for o problema o melhor é ficar resolvido à primeira. Nada pior do que ter casos pendentes que se podiam despachar ao primeiro contacto. Nenhum cliente tem gosto em voltar a ligar ou a aparecer.

Ultimamente tenho visto o contrário disto tudo!

Turista de Agosto

Trabalhar em turismo passa por, entre outras coisas, estar no pico do trabalho quando os outros estão a meio gás.
Aquilo que se calhar a maioria das pessoas não sabe é que existe um tipo de turista específico de Agosto (e não, não me refiro aos emigrantes portugueses de primeira ou segunda geração, refiro-me aos estrangeiros e portugueses mesmo)
O turista de Agosto é diferente de todos os outros. Mesmo diferente do de Julho.
O turista de Agosto tem menos educação, tem menos paciência, é chato, refila por tudo e por nada, e faz as perguntas mais parvas de todo o ano.
Ouvem-se verdadeiras pérolas nestas alturas: "Se são uma república, quem é o vosso rei?"; "que casa é esta?" (diante de um palácio nacional) ou "esta lua é a mesma que eu vejo do meu país?" são só alguns exemplos.

Haja força e energia, que a época alta prolonga-se enquanto se prolongar o verão, mas Agosto só tem 31 dias.