segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coisas que ficam sem resposta

O raio da mania que eles têm de acordar MUITO mais cedo ao fim de semana do que ao dia de semana!!!
Por que raio, hã?
Caraças, pá...

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Férias da Páscoa

Além de alguns dias de descanso, amêndoas e chocolates, férias da Páscoa por aqui são assim:
É aquela altura do ano em que temos oficinas de miúdos, pelo que passo o dia com crianças e sem tempo para os meus (e isto não é uma queixa, são ossos do ofício).
Vamos as redes sociais e metade dos amigos está na praia e a outra metade na neve.
Há aquele ambiente de quase férias no ar, há menos trânsito e muita gente a trabalhar ao ralenti (mas não passa de uma sensação, as férias ainda estão loooonge).
Abre oficialmente a época alta, começam as filas de turistaa nos palácios e museus, os grupos e grupos a entupir os corredores e a atrapalhar as visitas.
Começa também a apetecer largar os casacos e botas de inverno, já não há paciência!

terça-feira, 20 de março de 2018

Ainda o estudo

Já tinha escrito que fomos avisados pela professora do mais velho que teríamos de os ajudar a estudar estudo do meio, que a matéria é muita, é o corpo humano e tal e coiso.
Quando chegaram as datas dos testes, apontei cuidadosamente no calendário da família, pendurado na cozinha, à vista de todos.
Domingo de manhã antes da "semana dos testes" falei com outras mães durante o jogo de Futsal e o resto do seu domingo ia ser passado a estudar. Os meus foram passar a tarde a casa da tia, brincar com os primos e comer pizza e a seguir fomos lanchar ao meu pai. Passou a semana dos testes, mas o de estudo do meio ficou para esta semana, na 2a feira.
Boa, pensei eu, assim dá para estudar no fim de semana.
Só voltei a lembrar-me do assunto depois de os deixar na escola.
É que nem boa sorte desejei...

(eu até tento, mas não sou mesmo talhada para isto...)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fruta numerosa


Começamos a reparar que a fruta que compramos não chegava até ao fim da semana.
Por brincadeira resolvemos fazer as contas a quantas peças de fruta comemos nós em 7 dias.
São, no mínimo, 100.

Não sei se não nos compensava comprar um pomar.

Cenas fixes do carro novo

Luzes e limpa pára-brisas automático.
Ajuda no ponto de embraiagem.

Um luxo.

terça-feira, 13 de março de 2018

Mum's the bus

Sim, leram bem, era mesmo "bus" que queria escrever. Ou "táxi", também servia.
Sei, e sei mesmo que tudo são fases nas nossas vidas, e que num dia estamos enterrados em fraldas e chuchas e no outro já nem nos lembramos do que isso era. Tudo passa e tudo é relativo, sei disso tudo.
Mas também sei que estou um bocadinho farta de andar aos fins de semana de um lado para o outro a fazer de táxi dos filhos mais velhos, com a mais nova a reboque (coitada, que remédio...).
Ele é jogos de futsal aqui e ali (todos os fins de semana - todos!), ele é apresentações de ballet (e respectivos ensaios no dia anterior), ele é encontros da catequese (em que os meti este ano, sim, a culpa é minha, mas não pensei que envolvesse também tardes inteiras de lanches partilhados por dá cá aquela palha), mais as inúmeras festas de anos. Ando sempre a dizer que não a umas coisas para podermos fazer as outras. A juntar a isto uma refeição com os avós dos dois lados, as compras e a preparação das refeições da semana e o raio dos fins de semana passam sem que dê nem para respirar. (quando é que os pais que estudam com os filhos o fazem? É um mistério para mim!)
E lá ando eu a tentar viver o momento, a tentar abrandar o ritmo, e juro que nem pedia nada de especial - uma caminhada no paredão, uma volta de bicicleta, uma passeata em Sintra já me fazia feliz.
É por estas e por outras que quando os mais novos entram neste esquema apanham com os pais já sem pachorra nenhuma.

Quando é que voltam a ser os adultos a mandar no tempo, mesmo?

sexta-feira, 9 de março de 2018

Golpe baixo

A minha terceira vem sempre dormir para a nossa cama  a meio da noite, e ultimamente por volta das 6h da manhã acorda e vem oficialmente colar-se a mim - enrosca-se, encosta a cabeça no meu peito, cola a cara dela à minha e deixa-se ficar, no maior mimo.
Eu derreto e enterro o meu nariz nos caracóis dela, e agradeço mil vezes por esta filha-maravilha que nos calhou.
O problema é que costumo acordar por volta das 6h e pouco para ir fazer ginástica, e assim fica tão mas tão mais difícil!
Baixaria, pá.

domingo, 4 de março de 2018

Fim de estação

Aquela altura do ano em que os collants estão pequenos, as calças de fato de treino rotas no joelho, as leggings quentinhas a ficar curtas.
Não vale a pena comprar mais este ano, por isso Inverno, podes ir à tua vida.

Como antigamente

A ver o festival da canção.
Novidade: votei.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Adeus, Fabia!

E quase quase 9 anos depois de ter escrito este post, esta semana despedimo-nos do nosso querido Skoda, que deu a vez a uma carrinha maior.
Fui à procura do post, tinha a noção de ter escrito, mas claro, quando o reli mal me reconheci...
Diferenças à parte, foi um carro que nos marcou profundamente, e que fez mesmo parte da nossa história, acompanhou-nos nestes últimos 9 anos em que tanta coisa aconteceu.
Foi o carro que mais conduzi, em que mais tempo passei seguramente, de tal forma que foi uma extensão de mim mesma, a minha 2ª casa. O primeiro e talvez único carro novo que conduzi.
Tantas vezes esperei, almocei e lanchei, estudei, li e reli guiões de visita, percorri mentalmente tantos palácios e museus, vesti e despi fardas de trabalho. Tomei decisões, pensei na vida, organizei ementas e listas de compras. Mudei fraldas, mudei toilettes inteiras, limpei vomitados, dei de mamar, dei mais uma bolacha lá para trás. Em alturas difíceis sentei-me ao volante e chorei (e foi uma espécie de terapia).
Quando o fomos buscar éramos dois (e uma pequena semente que nem se notava na barriga). Passámos a ser dois e um ovo; depois um ovo e uma cadeira, e tanto tempo duas cadeiras (viradas para trás), e quando já só eram precisos dois banquinhos, pois que o ovo voltou outra vez (e o Skoda ficou pequeno).
Um carro é um carro, e estamos contentes por ter mais espaço para todos, mas não vou dizer que não me custou deixar o nosso querido Skoda no stand e vir embora sabendo que não o vamos buscar.
Que vá agora fazer outra família feliz, que as nossas aventuras continuam ao volante de uma Peugeot 5008.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Ser atenta às coisas da moda

E ter um grande cuidado com o visual é achar que vestimos o casaco novo (do post anterior, estreado ontem) e quando damos por ela (já no carro), afinal vestimos o velho, sem dar por nada!

Compra certa

Sabes que compraste o casaco certo para a chuva e o frio (nos saldos) quando o estreias em Sintra num dia de chuva (quando chove em todo o lado) e ele passa no teste com distinção.
"Sintra em dia de chuva" quase parece uma redundância, pois que chove todo o ano, mas quando está mesmo a chover em todo o lado, em Sintra está sempre muito mais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Percebes que cresceste quando...

... Domingo, 23h30, compras feitas, jantares e sopa da semana feitos ou adiantados, roupa acabada de chegar da lavandaria (secadora) dobrada e pronta a arrumar. Roupas dos três separadas para amanhã, marmitas prontas no frigorífico, lanches destinados. Cozinha arrumada e chão varrido depois da azáfama terminar.
E a sentir-me a super mulher.

Viver o momento

Tanto quero aproveitar o aqui e agora e  largar o telemóvel, que depois vou a um batizado giríssimo e não tiro nem uma fotografia....

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

1st world problem

Sair de casa com o bâton novo impecável e encher os filhos de beijocas à porta da escola logo a seguir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Ser cool

Ser cool como eu é abrir a ultima edição da revista cool do momento (a Time Out Lisboa) e descobrir :
1) uma colega de trabalho que também é atriz na divulgação da sua última peça
2) o frigorífico de um querido primo amante de comida (ou food lover, como for mais cool) e grande instagrammer (além de leitor e comentador assíduo deste blog)
3) um ex colega do colégio, que abriu um negócio de comida em casa
4) duas notícias de exposições onde trabalho ou já trabalhei

Ora eu que já tinha desistido de ler a Time Out por achar que estou sempre Out, assim venho a descobrir que afinal estou super In!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tendências virtuais (o meu insta)

Já foram os blogs de comida saudável, dietas de todos os tipos, gente que perdeu peso e toda a panóplia de malta do fitness e também gente famosa inspiradora. Museus e palácios de todo o mundo, directores de galerias, plataformas de arte contemporânea.
Depois engravidei e enjoei a comida saudável, desliguei a maioria da malta do fitness e procurei marcas de bebés. Encontrei amigas que tiveram bebés ao mesmo tempo que eu (e passamos a amizade para o plano real). Deixei os famosos e passei a seguir mães cheias de pinta, cheias de filhos, giras que farta.
Recomecei a trabalhar e tive de reduzir as contas ao máximo, foram as coisas de bebé, foram as mães giras e cheias de pinta, foram os museus de todo o mundo, ficou só o essencial - museus e palácios portugueses, alguma comida saudável, algum fitness e os amigos da vida real.
Nesta procura pela simplicidade e minimalismo a tendência do momento são as contas que me ajudam a organizar a casa, a organizar refeições, a viver com menos.
O que virá a seguir?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Estudar ou não estudar?

Ui, tanta coisa para dizer sobre este assunto, tanta mesmo, até porque não sei muito bem para onde me virar...
Detesto as comparações com a nossa geração, porque acho que há coisas que não se comparam... Nós brincámos na rua, íamos sozinhos para a escola, a maioria só tinha aulas ou de manhã ou de tarde, e agora não é nada assim. A escola mudou, os miúdos mudaram, e os pais e professores também. Que seria se agora o prof dos meus filhos aparecesse de régua de madeira para bater em quem falha a tabuada ou dá erros no ditado, coisa normal nos anos 80 como sabeis.
Dito isto, nunca na minha vida estudei antes do 8o ou 9o ano, nunca na vida me ocorreu estudar no 1o ciclo - fazia TPC e não eram poucos, mas era só.
Agora vejo os pais todos a estudar com os filhos, as famílias a deixar de fazer programas nas semanas dos testes, e por muito que ache que os miúdos precisam de ser acompanhados, não sei se não estamos a cair no exagero...
Principalmente no exagero da importância dos testes. É mesmo importante ter boa nota? Haverá miúdos que se importam com isso, sei que sim, mas será que não é mais por influência dos pais?
A prof do mais velho pediu que os ajudassemos a estudar estudo do meio, pois a matéria começa a complicar e é importante ganhar hábitos de estudo. Ontem lá estivemos, ele a ler e eu a fazer perguntas durante um bocado.
Hoje de manhã à porta da escola desejei boa sorte no teste.
Resposta dele: "mas eu hoje tenho teste??"
Fiquei espantada mas contente por ele não saber. Pois se estivemos a estudar ontem deveria saber que tem teste, mas gosto que não dê demasiada importância.
Vim confirmar o calendário dos testes.
Hoje é o de matemática.
I rest my case.

*disclaimer: esta descontração tem por base o facto de ambos terem muito boas notas e andarem felizes com isso, nós não valorizamos as notas em demasia, mas claro que se não fosse assim teríamos de andar mais em cima. Ou se calhar é melhor não....

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Aquele momento para lá de espetacular

... em que sais de casa a horas, sem pressas, sem birras, sem gritos, sem te esqueceres de nada, camas feitas, roupa suja no cesto, fralda da noite no caixote, caixote do lixo fechado para não cheirar mal, lancheiras do almoço de crianças e adultos preparadas com almoço quentinho no termos, saquinhos do lanche nas mochilas da escola (lanche da manhã, lanche da tarde e ainda algo mais para outras horas), mochila das fraldas, saco de futsal e saco de ballet, deixando a casa minimamente apresentável, sem restos do pequeno-almoço à mesa, louça suja no lava-loiça ou na máquina, na loucura o chão da cozinha varrido, luzes da casa todas apagadas.
É raro mesmo raro, mas de vez em quando acontece.

Cenas fixes

A alegria genuína da mais nova quando vê os irmãos de manhã.
A surpresa, os gritinhos, os saltos que dá na sua cama agarrada às grades, o abraço sentido quando eles se aproximam.
Toda ela é sorriso, dos cabelos à ponta do pé. Não há resmunguice matinal que lhe resista.

(já aqui disse que foi a melhor ideia de sempre termos tido este bebé? Foi mesmo.)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

3 anos ontem

3 anos em que o regresso a casa está vazio deste abraço de mãe.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Defeito profissional (ao contrário)

Quando levo a mãe que há em mim para o local de trabalho e dou por mim a ajeitar o gancho do cabelo de uma menina, a ajudar a vestir os casacos à porta do museu, a ficar irritada quando vejo dois irmãos em brincadeiras parvas que já sei que vão acabar mal.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A melhor do mundo fez 1 ano

Para memória futura, a nossa baby 3 ao 1 ano:

É assustadoramente igual a mim na sua idade.
Só se pôs de pé há muito pouco tempo.
Fala e diz muita coisa, imita sons na perfeição e diz já claramente cão (1ª palavra), mãe e pai.
Exprime-se muito bem, conseguimos perceber perfeitamente o que quer.
Sabe onde está o pé e a mão.
Adora animais.
Põe tudo na boca.
Adora interruptores, adora rasgar guardanapos de papel, e tirar e por coisas de dentro de caixas.
Come tudo sem pestanejar. Se estivermos a comer fruta pede insistentemente um bocado (pede tudo, nós é que só lhe damos quando é fruta!)
Adora tomar banho.
Adora os manos e vibra com a sua chegada.
Continua a custar a adormecer, e vai passando diversas fases, ora adormece ao colo, ora deitada connosco, mas na cama dela só durante o dia, de noite nunca.
Dorme uma grande parte da noite na nossa cama.
É um bebé previsível, e só mesmo sendo a 3ª é que nos apercebemos disso e damos valor - desde que nasceu que há coisas em que permanece igual (caso do ponto anterior e do seguinte também), e conseguimos perfeitamente prever quando é que vai haver choro ou birra.
Detesta barulhos fortes - batedeira, secador de cabelo, varinha mágica.
Faz diferença entre quem conhece e quem não conhece, mas não é estranhona, e numa festa anda de colo em colo com pessoas que nunca viu na vida, sem problema nenhum.
Não veio mudar nada na nossa vida, não é a primeira em coisa nenhuma, mas ao mesmo tempo mudou tudo - veio baralhar e dar de novo a nossa vida "certinha" de família de 4.

Continua o melhor bebé do mundo e eu só posso agradecer a sorte de ser sua mãe, e bem dizer o dia em que nos lembrámos que se calhar podíamos tentar ir ao 3º - melhor ideia de sempre!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Coisas que nos ajudam cá em casa

Pendurámos um cabide para casacos ao alcance deles.
Já não precisam de ser os adultos  ir buscar e arrumar os casacos.
Uma coisa tão simples, e a diferença que faz no nosso dia a dia.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Mega desafio

Fazer visitas numa exposição cujo artista tem como base... a matemática.
Essa mesma, que deixei de acompanhar no 7º ano, corria o ano de 1991 ou coisa parecida.

E pois que hoje foi o dia de, pela primeira vez em toda a minha vida, receber um elogio de um professor de matemática!
Ele há coisas...

Orgulho de mãe

A ler uma história sobre o rei D. Carlos, diz o mais velho:
"Oh mãe, o D. Carlos morreu 70 anos antes de tu nasceres - em 1908, e tu nasceste em 1978! Já viste, só 70 anos antes e o D. Carlos ainda era vivo!"

E isto deixa-me cheia de orgulho a tantos níveis, que nem vos ocorre.
Que ele escolha histórias de reis para eu lhes contar.
Que ele saiba fazer contas assim do nada.
Que ele sinta uma coisa que normalmente só quando crescemos e gostamos muito de História nos apercebemos: 70 anos no decorrer da História parece muito, mas não é nada.
Em 70 anos tanta coisa muda, mas passa num piscar de olhos.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Em actualização

A tentativa de minimalismo do momento também chegou às minhas redes sociais.
Depois de nos meses de licença ter adicionado uma data de contas ao meu Instagram - ele eram coisas de bebés, marcas fofinhas, marcas de roupa gira para mim, mães artesãs, mães com muita pinta, blogs da moda, blogs que toda a gente lê - porque digamos que com tantas horas de amamentação tinha tempo para me manter a par - em 2018 fiz uma limpeza geral, que chegou até a este blog e tudo.
Não há paciência, não há tempo, já não se aguenta.
Não há paciência para as bloggers sempre a impingir marcas, não há paciência para fotos de miúdos que não conheço de lado nenhum, não há paciência para ver catálogos de marcas de roupa que nunca vou comprar. E salvo raras excepções, as contas mais inspiradoras rapidamente deixam de me inspirar.
Fiquei com as pessoas que admiro mesmo muito, ou que são minhas amigas de verdade.
O resto, foi à vida.

domingo, 14 de janeiro de 2018

A minha agenda

2017 ficou para a História, entre outras coisas, como o ano em que deixei de usar agenda em papel.
Sim, eu sei que por estes dias tudo quanto é blogger anda a mostrar as suas agendas giríssimas, cada uma apetece mais que a outra, é verdade, mas é ainda mais verdade que a agenda do telemóvel é agora a minha preferida.
Se calhar alguns de vós já nem usam há muito tempo, mas provavelmente poucos de vós a usariam tanto como eu até ao ano passado: tenho os dias todos diferentes, trabalho em  5 ou mais sítios diferentes com horários diferentes, sem agenda não consigo viver!
Mas dá muito jeito ter avisos no telemóvel e ter as duas agendas sempre sincronizadas é uma perda de tempo.
Simplificar também é abrir mão de coisas de que até gostávamos muito, mas afinal vivemos perfeitamente sem elas.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Ainda sobre "cada vez menos"

A propósito da nossa resolução de ano lectivo novo de começar a cozinhar ao domingo - o que obriga a um planeamento prévio de pelo menos 4 refeições e uma sopa por semana, respectivas compras de ingredientes, levando invariavelmente a que as ideias se esgotem em menos de nada e daí a andarmos a comer as mesmas coisas semana sim semana não é um tirinho -  a minha irmã falou-me desta plataforma, e da sua rubrica 7 dias 7 pratos.
E basicamente, não só a rubrica, mas toda a plataforma tem tudo a ver com o caminho que tenho vindo a tentar percorrer.
Cada vez menos coisas, cada vez maior consciência, cada vez menos pressas, cada vez mais tempo com quem gostamos, fazer menos para fazer melhor. Menos pressa para ir para a praia àquela hora, menos pressa para "aproveitar" o que quer que seja (que está sol, que não chove, que o filme ainda está em cena), menos pressa para tentar fazer tudo e andar sempre a correr (ir à festa de anos, lanchar com os amigos, jantar de família e ainda ir àquela exposição) - no fundo desacelerar o ritmo onde e quando possível.
Com a subscrição da newsletter recebemos um guia prático para destralhar a nossa casa - só falta mesmo colocar o guia em prática (virem cá fazer isso é que era, mas pronto).
Depois de um verão que me pareceu infindável por ter decorrido a viver devagar, sem demasiados programas, e de uma rentré que entrou com tudo e nos obrigou a reorganizar as rotinas à bruta, foi bom encontrar um espaço com o mesmo comprimento de onda.
E não fiquem com a ideia idílica de que as autoras vivem devagar, elas mesmas admitem que andam muitas vezes a mil e com prazos apertados mas no meio da loucura tentam encontrar o equilíbrio possível (o que para mim é ainda mais inspirador).
O ponto de chegada não é o mais importante, o que importa é o processo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O que vemos por aqui



(é como quem diz, o Tê vê e eu dou uma espreitadela enquanto faço outras coisas)

Cada vez menos

Já vos falei do meu armário cápsula, mas a vontade de ter menos tem-se estendido a outras áreas.
Cada vez mais tenho vontade de ter menos coisas.

Desconfio mesmo que vou deixar passar os saldos sem comprar coisa nenhuma.
Olho para esta casa cheia de pessoas e só me apetece mesmo ter menos - tralha, brinquedos, roupa de casa.
Imagino-nos daqui a uns anos, dois (quase) adultos e três adolescentes, ou mesmo depois, 5 quase adultos a viver nesta sala e três quartos, e ou bem que arranjamos espaço ou não vamos mesmo caber.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Ano novo, vida mais ou menos na mesma - 2017 em revista

Já houve anos em que senti muita vontade de virar a página, de que o ano terminasse para começar um novo.
O último trimestre de 2017 foi uma aventura, mas não sei porquê desta vez não senti aquela vontade que acabasse... talvez por saber que foi o ano do meu bebé, da minha pequenina, que no fundo está quase a fazer um ano, e o fim do ano traria essa realidade para mais perto.

2017 foi intenso, e foi um ano de contrastes, em que chorei de alegria e de tristeza quase na mesma proporção. Quase. Mas não totalmente, chorei mais de alegria, e o saldo é positivo.

Começou logo da melhor maneira com o nascimento do meu afilhado. Não estava nada à espera de ser convidada para madrinha deste bebé, e foi uma honra ter sido escolhida. É filho de uma prima muito especial, e é o primo mais próximo da minha nº 3.
18 dias depois era a minha vez de entrar no Hospital de Cascais no dia mais frio do ano - se bem que ela só nasceu no dia seguinte, pouco depois da meia-noite.
Já aqui descrevi o seu nascimento, foi o parto mais zen e tranquilo da História, correu tudo com tanta serenidade que foi um dos momentos altos da minha vida.
Os primeiros meses foram marcados por ela, o bebé mais doce de todo o sempre. Com o tempo temos tendência a dourar a pílula, mas a bem dizer os primeiros tempos foram bem difíceis, até acertar os ponteiros da amamentação.
Quer queiramos quer não, ao terceiro temos aquela ilusão de que nada é novidade, e que nada nos poderá surpreender, mas não é verdade. Percebi que há uma data de coisas que não prevemos, toda uma panóplia de coisas que podem correr mal de modo diferente dos outros dois.
Também me surpreendem as coisas boas, os primeiros sorrisos, a maneira como se cala no meu colo, as primeiras descobertas, toda ela é encanto e curiosidade, toda ela é querida e amorosa, princesa aos olhos dos pais e dos manos.
Fez-me repensar a relação que tive com a minha mãe, aquilo que fui para ela e que ela tantas vezes me disse: aquele encanto do último bebé, que foi gozado até crescer, com direito a colo até mais não.
Foram doces estes meses dedicados quase só a ela, com sestas conjuntas no sofá, muitos mimos sem pressa, muitas horas só nós duas.
Tirando o internamento do meu afilhado, que com 3 meses ficou internado 3 semanas com uma bronquiolite e com um vírus apanhado no hospital, o primeiro semestre de 2017 correu mais ou menos sem sobressaltos.
Tudo se começou a precipitar depois das férias, a partir de Setembro.
Sejamos sinceros, foi assim ao primeiro e ao segundo, ao terceiro não ia ser diferente: a vida começa a sério quando regressamos ao trabalho e à rotina. Quer se trabalhe em casa ou fora (e eu já fiz ambos), quando nos dedicamos a 100% ao bebé a coisa fica sempre mais fácil.Quando o foco começa a ter de ser outro (e para mim, ainda bem) é que a coisa complica.
E foi uma adaptação ter três filhos e não dois. Toda a minha vida ouvi a minha mãe dizer que a grande diferença é quando se passa de um para dois, mas de dois para três também tem que se lhe diga - mesmo quando o número três é o bebé mais fácil à face da terra. Por si só já foi suficiente para sentir que podia não conseguir dar conta do recado, de ter demasiadas bolas no ar ao mesmo tempo.
A isto juntou-se um novo projecto profissional que exigiu muito tempo e dedicação, e que me deu um gozo enorme. Tantos meses praticamente parada e de repente foi um desenferrujar completo, numa das melhores exposições em Portugal dos últimos anos. E também se podia fazer aqui toda uma reflexão sobre estes regressos ao trabalho, em que parece que nunca estivemos fora - e todos os outros agem como se nós não tivéssemos tido um bebé e exigem de nós o tempo, a cabeça, a capacidade de dedicação de antes. No meu caso, sendo freelancer e adorando o que faço, não foi um sacrifício, mas senti que estava basicamente a ser arrastada e sempre a tentar acompanhar o ritmo dos outros. A minha parceira de trabalho (e grande amiga) ia fazendo perguntas e tentando tirar dúvidas ao serão e eu só me conseguia sentar a trabalhar lá para as 23h, antes disso era mesmo mesmo impossível.
Infelizmente este projecto acabou por não ir totalmente para a frente, ou a não ter continuidade, o que acabou por gerar quase uma situação de pânico, tanto tempo reservado para isto, tanto trabalho recusado noutros sítios para depois não haver retorno - foi complicado de gerir, mas passou rápido, como aliás tudo passou rápido neste trimestre.
Rapidamente surgiu outro projecto que me roubou os serões (e ainda rouba), porque nesta insegurança de não ter trabalho fixo temos é de acreditar e pensar positivo. Tudo se resolve.
Em paralelo, tivemos de lidar com a fragilidade na saúde do meu pai e tios da sua geração, nem sempre com os melhores desfechos.
O meu pai, diabético há 30 anos, veio das férias com uma ferida de pé diabético que exigiu fazer pensos dia sim dia não, resultou num internamento de uma semana por falha nos rins (nunca na vida esteve doente, primeira vez que se viu numa cama de hospital em 74 anos). E depois de muita esperança, desilusão, segunda opinião, terceira opinião, acabou por ter mesmo de amputar o dedo doente, e está ainda a recuperar. Além da logística que implica as idas constantes ao hospital (onde só vou quando posso, distribuímos entre irmã e cunhado), é ver o nosso rochedo, aquele super pai que tratou de todos e que há três anos tratou da minha mãe exemplarmente, a ter de precisar de ajuda, o que (sorte nossa) é uma novidade - para nós filhas, e para ele, ver a sua tão estimada autonomia e independência restringidas ao máximo. Isso e ser obrigado a comer sopa e salada, é complicado.
Morreram dois tios muito queridos e próximos, e sinto muito a sua falta - uma tia irmã do pai, um tio irmão da mãe. Em ambos os casos os irmãos mais próximos de idade, companheiros de brincadeiras e de histórias da infância. Ainda estou a digerir a morte de ambos, pois por não viverem perto, parece que estão a um telefonema de distância.
E a lista poderia continuar, pois infelizmente não foi só à minha volta que 2017 se complicou. Sempre que encontrava alguém que não via há algum tempo parece que tinha acontecido alguma coisa má, e foram tantas e tão mas tão tristes que eu só posso agradecer pela saúde dos meus filhos, e também a minha e do Tê, pois com essa temos podido contar - e que bom que é, acreditem.

Acreditar é mesmo a palavra de ordem!
Feliz 2018, queridos leitores!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

1 mês

Não me lembro nunca de ter ficado 1 mês sem aqui escrever, mas se repararem na data do último post poderão confirmar. Há sempre uma primeira vez.

Não tenho mesmo conseguido escrever aqui. Continuo a pensar em posts, mil vezes ao dia surgem ideias e pormenores e parvoíces para aqui escrever, mas por uma razão ou outra acaba por me passar. Ou porque não venho ao computador ou porque no telemóvel não me dá jeito, seja o que for, os dias passam e as palavras ficam no ar. Suspensas.

2017 tem sido mais que duro. Tem sido um desafio a muitos níveis, logo desde o início. Tem sido transformador, e não há mudança nem transformação sem dor.
Pelo caminho também este blog precisava de se transformar, mas faltam-me meios para o fazer. Quem diz meios diz tempo, quem diz tempo diz paciência.
Adoro este blog. Adoro mesmo.
Este blog foi uma âncora numa altura em que me sentia tão estagnada. Foi o último reduto da minha criatividade, numa altura em que estava agarrada a um emprego que não me satisfazia. Agora tomara eu ter criatividade para tudo o que me é pedido, tomara eu ter palavras para dizer tudo o que preciso durante o dia, quanto mais chegar ao fim e vir aqui dizer ainda mais coisas.

No entanto, não desesperem. Se há coisa que a maternidade me ensinou foi que tudo são fases.
Tudo são fases.
Aguentem esta fase (ou vão à vossa vida, vocês é que sabem), que eu acredito que vai passar, e quem sabe este blog volta a ter uma réstia de piada.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Armário cápsula

Foi uma das minhas resoluções de ano lectivo novo: reduzir o meu (já reduzido) guarda roupa, de modo a caber no conceito de capsule wardrobe.
Não foi nada do outro mundo, consegui ter uma visão global da coisa porque a maioria da roupa não foi usada no ano passado. Foi só mesmo escolher e ficar com aquilo que de facto me apetece vestir (e ponto para mim porque tudo me servia, yeah!).

Qual é o problema?
É ter um bebé pequeno em casa. (e só lavar roupa ao fim de semana)
Num dia fiquei com banana esborrachada no joelho e lá se foram as calças pretas; no dia seguinte sentei-me em cima de sopa entornada na cadeira, e lá se foram as calças jeans.
Ainda nem chegamos a 4ª feira e já quase não tenho o que vestir....
Vou ter de rever esta ideia da cápsula.

Já a imaginar o clássico post de fim do ano

2017 foi um ano de extremos, caramba.
Está a ser, aliás.

domingo, 19 de novembro de 2017

O post que nunca imaginei escrever

Estou oficialmente a ficar deprimida pela falta de chuva.

sábado, 18 de novembro de 2017

A hora mudou e eu não me queixei

Aliás, quase agradeci.
Com este verão prolongado a rotina do regresso à escola demorou mais a instalar-se e o resultado foi que de manhã nos estava a custar horrores chegar a horas.
De um dia para o outro deixámos de acordar à queima-roupa e ganhámos 1 hora de manhã.
Eu voltei à ginástica matinal, os miúdos acordam sem pressa, tomam o pequeno-almoço com calma, e sim, há dias que saímos a correr e chegam à escola em cima da hora, mas sem a loucura instalada que foram as primeiras semanas de aulas.
E nem a noite às 18h me faz impressão. A essa hora olho para o relógio em vez que de me guiar pelo por do sol. Se são 18h é cedo, se são 19h está na hora de ir para casa, não há nada que enganar.
Anos a fio a ficar deprimida só de pensar que ia mudar a hora, e agora é isto.
Ser crescida também traz vantagens.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Back on track





6h15 da manhã e lá estou eu em frente à televisão.
É desta senhores, é desta que fico boazona em boa forma.

This is us X Walking dead

(sobre o This is us)
"Esta série não é um bocado parada?"
Diz o fã de Walking Dead - série que vai em sei lá quantas temporadas em que não saem da cepa torta, os mortos-vivos continuam mortos-vivos, os vivos continuam vivos, os mesmos actores a fazer sempre a mesma coisa, espingarda para aqui, mocada para ali, casas abandonadas  e zombies a grunhir e arrastar os pés em toda a parte. Passam os anos e não se passa mais nada, e ainda assim há quem não perca um episódio. E critique a série nova por ser "parada".