quarta-feira, 29 de julho de 2020

Formação feita...

... e uma ideia que se instala:

E se eu voltasse a estudar? 

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Haja trabalho...

Na semana antes de ir de férias, e contrariando a tendência dos últimos 4 meses, estarei (finalmente!) a trabalhar.
É um projeto pontual que acontece só nas férias dos miúdos, mas já não é nada mau.
Também calhou - claro - ser a apresentação final do trabalho da formação em que me meti este mês.
Tem sempre de ser tudo ao mesmo tempo.

Esta questão da pandemia veio alterar as coisas de tal maneira, que pelo menos no futuro próximo não vou poder trabalhar nos mesmos moldes.
É muito angustiante pensar nisso, principalmente porque eu adoro o que faço, e adorava a minha vida profissional de há 4 meses atrás - insegura, sim (como se pode ver...), mas muito variada e animada, sem monotonia, sempre de um lado para o outro.
É uma grande frustração.
E ainda não sei bem como é que me vou safar no próximo ano lectivo...

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Livro 18/53



Comédias para se ler na escola, de Luís Fernando Veríssimo

Estou a ler um livro (bastante mais sério) emprestado por uma amiga, e não gosto de levar para a praia livros dos outros (porque sei que não tenho cuidado nenhum e os meus ficam cheios de areia - e pronto, ficam a saber que livros emprestados por mim podem ir à praia sem problema), pelo que fui buscar este à estante (herdado do meu pai, já se sabe) por ser pequenino e leve.

É perfeito para o efeito pretendido - leitura leve, de Verão, para ler na praia enquanto deitamos o olho aos miúdos (que têm sido pelo menos 4, entre filhos e sobrinhos).
São histórias curtas, de duas páginas ou pouco mais, sobre os mais variados assuntos, escritas com aquele açúcar que só os brasileiros têm...
Chorei, literalmente, a rir em algumas delas.
Só apetece ler alto para quem está ao lado, porque tem mesmo muita piada.
Dei 5 estrelas, porque cumpriu (e bem!) o seu propósito.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Livro 17/53

A Conspiração Contra a América - Livro - WOOK



A Conspiração contra a América, de Philip Roth

Temos cá em casa há anos, em inglês (do Tê, que depois de o ler comprou a Mancha Humana, que eu adorei). Nunca me chamou.
Até acho estranho como é que nunca tinha lido nada deste autor até ao ano passado - tem tanta coisa escrita, e coisas tão diferentes, não sei como me foi passando ao lado.
Este exemplar em português foi herdado do meu pai, e completamente aprovado por ele. Não sei porquê mas nunca lhe peguei, nas inúmeras vezes que lhe pedi livros emprestados, e tantas vezes ele o recomendou. Talvez me assustasse o número de páginas, ou o facto de ser uma historia hipotética sobre um assunto que eu não domino (política dos Estados Unidos).
Fosse o que fosse, foi agora o momento.
Curiosamente apanhei a meio um recibo do meu pai com data de Julho 2019, pelo que ele o terá lido por esta altura há um ano atrás (fase aliás em que devorava livros à velocidade de um por dia ou quase, porque estava em casa a recuperar de cirurgias).

Ora então temos os Estados Unidos nos anos 40, e temos uma história de como a História teria sido diferente se por lá houvesse um presidente anti-semita e apoiante do Hitler. O narrador é um menino de 9 anos, judeu.
Está muito bem construída e é arrepiante nos tempos que correm ler uma ficção que sabemos que pode tornar-se realidade em menos de nada - basta uma campanha bem conseguida e todos votamos na pessoa errada sem fazer ideia.
Há algumas partes mais políticas que tornam a leitura menos agradável, até porque as personagens são todas reais (mas algumas eu não faço ideia quem sejam, por isso no final há uma biografia de cada um), e houve ali pormenores no final que me pareceram um bocadinho forçados - mas de resto, está impecável.
Dei 4 estrelas e recomendo.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Sobre Julho de 2020

Costuma ser um mês bem rentável, com muito trabalho por estes lados.
Quis o destino que este ano assim não fosse.
Resolvi tirar alguma coisa positiva de toda esta situação e meter-me a fazer uma formação que estou para fazer há anos (desde 2014, precisamente), agora totalmente online. São 90 horas, nunca na vida estando a trabalhar me iria meter num centro de formações ao fim do dia, foi mesmo de aproveitar esta oportunidade - acredito que seja a coisa positiva desta pandemia, este boom de conferências, formações, cursos, palestras, tudo do conforto do sofá - já assisti a algumas (muito poucas, confesso) com gente de todo o lado que nunca aconteceria presencialmente, e que interessante que foi!
Assim sendo este Julho vai ser dedicado à formação - já fiz trabalhos, tpc, fóruns e até testes. No fundo, é um regresso à escola.

Os miúdos normalmente saltitam de atl em atl... Este ano entre a pandemia e o pandemónio que vai na conta bancária vão ficar em família. Esta semana estão os mais velhos no Alentejo a viver aventuras debaixo de 48 graus (e ficam a falar nisso o ano inteiro!).

O fim do mês talvez traga uma luz ao fundo do túnel para o meu trabalho, mas ainda sem grandes certezas.

Até lá fizemos a candidatura da mais nova ao pré-escolar, tivemos uma odisseia a matricular as crianças no portal online, fomos devolver os manuais à escola e depois recebemos um mail a dizer que afinal teremos de os ir recolher, e recebemos as notas fantásticas dos nossos meninos - que este período, como sabem, são a dividir com os pais.

2020 já vai a mais de meio, malta.
Já não falta tudo.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Fim das (j)aulas

Custou.
Não foi fixe.
Eu não gostei e os meus miúdos detestaram.

Para memória futura ficam frases como "eu pagava para ir para a escola!" e "eu ia para a escola ao sábado e domingo se fosse possível!" do mais velho; e da do meio ontem (de férias, portanto) suspirava que queria era ir para a escola.
Escola é muito mais do que matéria e conteúdos, escola são todas as pessoas que fazem parte dela, e reduzir a escola às tarefas através do computador foi um sacríficio para todos cá em casa.

Enquanto mãe e de certa forma ligada à educação, confirmei aquilo que já sabia: os pais não podem ser professores dos filhos, e as crianças precisam do apoio de um adulto a orientar o trabalho, coisa que nem todos os paisa tinham disponibilidade para fazer. Não há nada que substitua o contacto directo com o professor e os colegas e ponto final!

Portanto, genericamente não correu mal, mas por cá não ficamos nada fãs deste tipo de ensino.

Coisas boas:
A do meio desenvolveu imensas capacidades para lidar com o computador - era uma infoexcluída e lá aprendeu a fazer as coisas todas que era preciso. Também se organizou muito bem a trabalhar - o professor mandava os trabalhos todos da semana, e eles é que geriam o que faziam - portanto ganhou ali uma grande autonomia.
O mais velho aprendeu também a trabalhar com algumas ferramentas, como o power point e o word, e permitiu-nos perceber que tem autonomia zero e que temos de andar em cima dele se não ele não faz o que quer que seja...
Ambos ficaram a valorizar a escola como nunca!

Coisas más:
Desmotivação geral e total dos dois.
Vontade de aprender zero, de se sentar dia após dia após dia ao computador para fazer os trabalhos (coisa que eu também percebo...).

Por mim nunca imaginei que as escolas fechassem.
Quando fecharam achei que iriam reabrir depois das férias da Páscoa, e andei ali até ao dia 4 de Maio (tinham dito que era o limite) a ver se as escolas iriam reabrir.
Jamais imaginei que íamos mesmo fazer um período inteiro em casa, e no entanto, fizemos.
Foi uma experiência única!
Espero mesmo que tenha sido a única vez e que não se volte a repetir...

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Livro 16/53

Tudo É Possível - eBook - WOOK


Tudo é possível, Elizabeth Strout

Daqueles que estava na lista há mais de um ano, depois de ter lido O meu nome é Lucy Barton da mesma autora.
Li-o emprestado da minha irmã, numa pausa dos livros herdados do meu pai que é o que tenho lido (e continuarei a ler por um bom tempo).

Não me marcou tanto como o primeiro, mas é um livro que confirma o brilhantismo da autora enquanto contadora de histórias.
É um conjunto de histórias das diversas personagens que vivem na aldeia onde Lucy Barton cresceu, começando com o contínuo da escola, os seus irmãos, os primos que também eram muito pobres na infância, as colegas que a desprezavam, as pessoas para quem a mãe fazia trabalhos de costura.
No fundo é pegar nas personagens secundárias do primeiro livro, e contar a sua história, desde o tempo em que a própria Lucy era criança, até à actualidade.

Neste tempo de confinamento tenho tido alguma dificuldade em me entregar a 100% a um livro, e o meu critério para atribuir 5 estrelas é o não conseguir parar de ler - coisa que ainda não aconteceu com nenhum livro desde o início da quarentena.
Não sei se daria 5 estrelas noutra altura, mas apesar de ter sido o livro que li em menos tempo desde Março, ainda assim não senti aquela urgência de ter de querer devorar o livro até à última página.
Assim sendo, apesar de  ter adorado e de o recomendar vivamente, dei 4 estrelas, que corresponde a um 4,5 ou até um pouco mais.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Livro 15/53

O Anjo Ancorado by José Cardoso Pires


O Anjo Ancorado, José Cardoso Pires

Mais um autor (clássico) de quem eu nunca tinha lido nada.
É quase como um conto, uma pequena história, que tal como o autor refere, se baseia em descrições.
Uma história simples, sem muito para dizer, mas que acaba por ser um bom retrato de Portugal nos anos 50.
Lê-se bem, entretém, não sendo nada do outro mundo.
Dei 3 estrelas e recomendo.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

42 anos

Resolvi assumir que os meus anos começaram na sexta, e não foram só no domingo (que é de facto o meu dia).
Isto porque tive o melhor presente de sempre: estar novamente reunida com as minhas irmãs - depois de quase 3 meses, sendo que a última vez que tínhamos estado juntas foi também num dia difícil e emotivo. Ora caramba, fazer luto em confinamento, com tudo o que tem de bom, é difícil como tudo (nem imagino o que é ser filho único, é que os irmãos são mesmo os únicos que nos entendem nestas alturas!)
Assim sendo o fim de semana dos meus anos começou com um reencontro ao almoço de sexta feira - com direito a abraços e tudo (há lá coisa melhor, e que dávamos por garantida?).
Sábado houve praia, na nossa praia, com os sobrinhos quase todos, e domingo o verdadeiro mega piquenique (e viva o desconfinamento, sem darmos por ela éramos 40 pessoas, oooops!)

Entrei então nos 42 rodeada da minha gente, nos meus sítios preferidos, a comer e a beber, com sol e calor.
Que sejam melhores que os 41 (que começaram com o meu pai no hospital e acabaram em quarentena depois de tudo o que se passou), não é pedir muito nem será muito difícil, mas ainda assim, é o que peço.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Mais do mesmo

O que funciona num dia, não funciona no outro.
Uns dias começam bem e corre tudo bem, outros há que começam bem e entortam logo a seguir.
Uma amiga partilhou no instagram os seus números da quarentena - um resumo do que fez, leu, voltas que deu - a mim só me ocorre fazer as contas ao número de sopas, às máquinas da roupa estendidas e apanhadas, dobradas, arrumadas nas gavetas de cada um, mais aos almoços-jantares-almoços-jantares todo o santo dia... Tudo coisas que sou eu a fazer normalmente, mas normalmente faço-o no intervalo de outras coisas, e faço-o sozinha em casa, o que faz toda a diferença.
Esta domesticidade não combina mesmo comigo.
E este estudo em casa também não. Nem comigo nem com eles.
Para a semana tentaremos uma abordagem diferente.
Vamos ver.
Até lá é "só" mais um mês de aulas em casa, e o resto logo se vê....

domingo, 24 de maio de 2020

Livro 14/53

 O Estranho Desaparecimento de Esme Lennox - O, Maggie O' Farrell ...


O estranho desaparecimento de Esme Lennox, de Maggie O'Farrell

Finalmente um livro que me prendeu nesta quarentena.
Uma história perturbadora de uma família cheia de segredos, onde temos mais uma vez a questão do papel da mulher, da saúde mental, da importância do que a sociedade pensa, do quão pouco sabemos de facto sobre os nossos antepassados.
Escrito a muitas vozes, da tia avó desaparecida, à sobrinha-neta, à avó com Alzheimer que debita memórias tipo manta de retalhos.
Gostei, entusiasmei-me, que foi coisa rara nesta quarentena (também pode ser do desconfinamento, ler na praia é outra conversa), e só fiquei um pouco desiludida no final.
Dei 4 estrelas e recomendo.

Do desconfinamento

Por muito que vamos à praia, estejamos com amigos, e por muito que aparentemente as coisas estejam a voltar ao normal, enquanto houver escola em casa o desconfinamento não está completo e a normalidade não está normal.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Livro 13/53

Soldados de Salamina / Soldiers of Salamis - Livros na Amazon ...


Soldados de Salamina, Javier Cercas

Um episódio concreto na guerra de Espanha é investigado por um jornalista/escritor.
Temos a história da guerra e a história da investigação e do jornalista - assim sendo, houve partes que li num instante, e outras que andei ali a engonhar.
O facto de não saber muito da guerra de Espanha também não ajudou muito (no início).
Mas há muita coisa interessante, a questão de na guerra não ser só maus e bons, de como o acaso tantas vezes dita o futuro - se um segundo fosse diferente, a História seguia um rumo diferente.

Dei 3 estrelas, é um 3,5 e recomendo.

Livro 12/53

Um Chapéu para Viagem - Livro - WOOK



Um chapéu para a viagem, de Zélia Gattai

Com esta história da quarentena e do confinamento, e de todas as coisas que têm acontecido resolvi escolher uma coisa leve.
A Zélia Gattai é, para quem não sabe, mulher do Jorge Amado, e já tinha lido um livro dela e tinha gostado também - não sendo escritora, é uma excelente contadora de histórias.
Não fui bem sucedida.
O livro foi escrito como um presente para o Jorge Amado, contanto alguns episódios de encontros com os pais do escritor - uma espécie de manta de retalhos de histórias sobre os sogros, escritos pela nora.
Assim acompanhamos a vida dos dois, de como se conheceram e casaram, e das peripécias com os pais dele (ambos belas personagens de romance!). Ainda assim, não me cativou, não senti aquela vontade de ler e de devorar o livro até ao fim.

Dei 3 estrelas, mas recomendo.

Desconfinar

O verbo do momento.
Nestas últimos dias tivemos várias "primeiras vezes" pós-quarentena, e que bem que sabe este desconfinamento
Houve primeiro mergulho, primeiros abraços, primeira entrada no café do fim da rua, primeira ida ao museu, cada qual com um sabor diferente e um valor daquelas coisas que só reconhecemos quando perdemos.

(já abriam era as escolas todas...)

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Dia de festa

Não posso deixar passar em branco este dia de festa que é o Dia dos Museus e que coincidiu hoje com a sua reabertura.
Para mim foi dia de alegria, de regresso, de algum alento. 
São a minha segunda casa, e vê-los fechados partia-me o coração. 

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Facto

O meu pescoço envelheceu de repente, nos últimos dois anos.
(As chamadas em vídeo não perdoam, nem disfarçam)

Coisas boas da quarentena

Porque como diz a Tella, o importante é ver o copo meio cheio:
  • o tempo com os nossos filhos (quase parece contraditório, mas não é) - penso no nosso dia a dia normal pré quarentena e vejo que estamos tantas e tantas horas separados, que efectivamente mal nos vemos. Agora, para o bem e para o mal, tempo juntos é o que não falta
  • com o ponto anterior vem um sem número de conversas que temos  e que normalmente não conseguimos ter - conversas em família, mas também com cada um deles em separado, que é tão importante
  • apesar de andarem sempre à porrada, ao fim de muitos dias os dois mais velhos lá conseguiram encontrar algumas atividades para fazer em conjunto: ela aprendeu a jogar Minecraft, jogam raquetes e basquete na varanda, e brincam ambos ao faz de conta com a mais nova
  • passeios nas redondezas - descobrimos que vivemos no meio do campo e não sabíamos! Sem poder ir à praia nem ao paredão começamos a dar caminhadas pelo bairro e fomos dar a sítios que nem sonhávamos - descampados a perder de vista, que parece que estamos na aldeia.
  • apanhamos flores e trazemos para casa, tenho neste momento três jarras com flores, o que não sendo dia de festa, é inédito cá em casa
  • para o mal e para o bem, fiquei a conhecer melhor as professoras do mais velho que está no 5º ano numa escola nova (espreitei as chamadas em vídeo, teve de ser). Percebi que tive muita sorte com a directora de turma - muito organizada, despachada e muito querida com eles - e pelas atitudes dele nas aulas em vídeo vou percebendo também quem são os profs: os queridos, os mal encarados, os porreiros, os que estão ainda mais à nora do que nós. (Tiro o chapéu a todos, senhores!). Tendo de fotografar e enviar os trabalhos, também estou mais em cima das matérias e do que falam na escola, coisa que me passava ao lado muitas vezes
  • o pai cá de casa não demora tempo no caminho para o escritório - não que isso se traduza em mais tempo connosco, mas pelo menos sabemos que está ali perto
  • almoçarmos todos juntos todos os dias
  • um copo de vinho que bebemos os dois ao fim do dia, quando eles estão na hora dos ecrãs (e que bem que nos sabe...)
  • estar a fazer atividades que normalmente só faço com os filhos dos outros (em oficinas de férias e assim), com os três - já fizemos aguarelas, pinturas guache e de dedos, com diversos materiais, plantámos feijões e caroços de abacate, plasticinas variadas, massinhas, até já chegam a fazer coisas por livre iniciativa, totalmente sozinhos
  • em relação ao meu trabalho, esta pandemia trouxe à luz do dia a situação precária em que trabalha a maioria dos que se dedicam à cultura, e tenho esperança que isso faça agitar as águas e mudar um bocadinho as coisas
Dito isto, por mim está bom, pode acabar!

terça-feira, 12 de maio de 2020

Aos 80 serei mais divertida

Aos 20 juro que era uma pessoa bem divertida, impulsiva, a fazer as coisas ao sabor do momento.
Com o tempo, esse grande professor, tenho vindo a ser cada vez mais organizada, e aprendi que a chave disto tudo senhores - isto tudo sendo a vida no geral e no particular, com casa, filhos, trabalho, ginástica, almoços e jantares e roupas e contas para pagar e tudo e tudo - a chave de tudo isto dizia eu, é a planificação.
Caminhamos passo a passo para que tudo corra sobre rodas (no confinamento ou sem ele) porque eu cá me revelei uma freak da organização e da planificação (não da arrumação, que não chego a tanto).
Tudo temporário, meus senhores.
Mal estas crias abandonem o ninho e eu voltarei a ir para onde me levar a maré.
Voltarei a ser divertida e a não andar de agenda em punho, relógio no pulso e horário na parede.
Aguardem.

(aos 80 também voltarei a fumar, se isso ainda existir nessa altura, espero que sim. Vou ser uma velha bem fixe!)

sábado, 9 de maio de 2020

Dicas de quem já desfez a casa dos pais

  • o minimalismo, meus amigos, é um bem a adoptar
  • deixem tudo escrito: presentes de casamento, de aniversários disto e daquilo, o que veio das avós, o que veio de que lado da família - ou pelo menos vão dizendo aos vossos filhos de onde vieram as coisas, para que saibam.
  • usem as vossas coisas (entra ali no minimalismo, mas não é bem) - se não usam não vale a pena manter.
  • porque não deixar já escrito o que vai para quem?

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Casa vazia, coração cheio

... mas com um buraco gigante no meio.
Entregamos a chave de casa do meu pai na semana passada, e desde então a sensação de vazio tem sido uma constante.
Era uma coisa que me ocupava a cabeça desde a sua morte, e ultimamente então preocupava-me imenso pensar em ter sítio onde por os móveis, o que fazer a tantas coisas que não conseguimos absorver nas nossas casas.
Achei que, tal como em quase tudo o resto, uma vez que estivesse feito iria dar uma sensação de liberdade e dever cumprido - aquela coisa de riscar um item da lista de afazeres ("to do list" é mais blogosfera mas pronto), ainda mais um item que se arrastava há vários meses (fim de semana atrás de fim de semana).
Enganei-me.
Foi-se a preocupação, mas caramba, ficou um buraco sem fundo que nem sei como preencher.
Mesmo na ausência dos pais, a casa dos pais é sempre um porto de abrigo, um lugar seguro e neutro, onde a família se reúne e encontra sem haver anfitriões. É sempre um lugar de regresso a casa, à família, à infância, à pessoa que nós fomos antes de sermos tudo o que somos agora.
Ficar sem ela foi mesmo ficar sem raiz.

Desfazer a casa dos pais é um processo complexo, do qual não saímos da mesma forma que entramos. Mal comparado, é como ter um filho: sabemos que nos vai transformar, mas não sabemos o quanto nem como.
No fundo, é como uma montanha russa.
As minhas irmãs e eu temos tendência para levar tudo a rir, para simplificar.
Visto de fora até parecia que estávamos na maior, e de certa forma até estávamos, mas caraças que dar de caras com diários, fotografias, cartas, bilhetinhos escritos por nós em cada bolso, mais as toalhas e loiças que nos lembramos de toda a vida, os quadros com tantas histórias para contar, os livros, senhores, só os livros levaram dias inteiros a dividir e organizar, e toda uma panóplia de objectos que nos dizem tanto, mas que não podemos nem conseguimos guardar.
É brutal.

A única coisa positiva no meio disto tudo é que somos três.
E como os meus pais estiveram juntos até ao fim, a casa era só uma (e que felizes que fomos ali, nos últimos 10 anos).

Valha-nos também o facto de estar feito.
Por isto não teremos de voltar a passar.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Acabou a emergência, venha a calamidade

E nós por cá agimos em conformidade.
O desconfinamento - e não regresso ao normal, porque normal é tudo o que isto não é - traduziu-se em encontros no parque com avós, tios e primos, respeitando a distância de segurança.
Até quando andaremos a dar toques de cotovelo e a fazer sorrisos atrás de máscaras?

Se aos adultos sabe bem falar frente a frente, às crianças então nem se fala... andam de bicicleta, brincam, jogam à bola, felizes de estar com alguém sem ser os irmãos ou através de um ecrã.

Domingo esteve calor e eu espero com toda a sinceridade que este estado não se mantenha até ao Verão. Vou ser uma pessoa muito amarga se me metem em casa em pleno verão.
Ou calor ou calamidade, as duas não pode ser!
Fomos dar uma volta pelo bairro e até se ouviam os sons das piscinas dos vizinhos - e eu sou sincera, senti uma pontada de inveja (não por mim que passo bem sem piscina, mas por eles, que nada os faria mais feliz naquele dia do que dar uma mergulhaça numa piscina qualquer).
Ontem já desceu a temperatura e a inveja desceu também.

Tenho continuado à procura da melhor forma de lidar com isto tudo.
Com a escola na televisão, nos computadores, com a mais nova sempre agarrada nas pernas, com os almoços e jantares que se sucedem a olhos vistos, com a roupa suja, estendida e por arrumar, com o facto de ter perdido o meu pai há 4 meses e estar há dois sem poder abraçar as minhas irmãs e sobrinhos como deve ser.
Tenho tanta coisa para ler e estudar e não faço nada. Nada do que é meu é prioritário agora, e isso chateia-me de grande. Isso e o facto de que cada vez que eu me sento a ler ou numa video chamada, cair o Carmo e a Trindade cá em casa, ele é lutas e bulhas, gritos, a sala virada do avesso e eu juro que não consigo já lidar com isso.
A juntar a isto, todo um filme de burocracias por resolver - finanças, segurança social e o caneco.
E já disse que o nosso frigorífico - cheio que nem um ovo, com o congelador bem atestado como convém em tempos de confinamento - avariou e não tem arranjo?
Pois é.
Estou farta disto tudo, mas acho que já o tinha dito noutro post qualquer.
Mantenho. 
Far-ta.
Emergência ou calamidade, podemos passar já à fase seguinte?

sábado, 2 de maio de 2020

Contra senso

Sem trabalho, sem distrações, sem poder ir a lado nenhum, e tenho lido menos que nunca.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Mais um post sobre a quarentena

Quarentena começa a ser pouco para aquilo que estamos a viver, já estamos mais perto da cinquentena e sabemos lá até quando é que isto dura, e o que se vai seguir...

Noto que estamos todos basicamente a ficar um pouco loucos, a alternar entre o alto e o baixo, entre o aproveitar o bom que há nisto tudo e o fartos que estamos todos desta porcaria.

Por cá continuo, desde o dia 1, a sentir falta dos meus momentos. Não me consigo ouvir, não consigo seguir uma linha de pensamento, ler um artigo, ler notícias, ou o que quer que seja sem ser interrompida. Mil vezes.
Mal comparado, sinto-me como me senti quando tinha dois bebés e só conseguia (mal!) ser mãe, mãe, mãe - onde andava eu, Mary, no meio das fraldas e babetes? Por aí perdida.
Agora igual. Há menos fraldas (mas ainda há), mas há escola nos portáteis e na televisão, TPC para supervisionar, e entre comidas e roupas e limpezas e o raio, ando eu meia perdida.

(para escrever estes 3 parágrafos tive de interromper nem sei quantas vezes, mandar separar outras tantas. Há uma tenda na sala à minha espera. Não consigo ter nem dois minutos para escrever)

Isto às tantas pode ser muito sufocante.
É isso que sinto.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Sobre o ensino doméstico

Sempre foi coisa que me fez a maior espécie.
Nem tanto pela minha incapacidade de me dedicar exclusivamente aos meus filhos, mas porque para mim a escola é, com todos os seus defeitos, muito mais do que as aulas.
A escola é amizade, companheirismo, é responsabilidade, é estar longe dos papás e dos irmãos, é permitir que as crianças cresçam de facto e sejam quem quiserem.
Tantas e tantas vezes acontece que os miúdos são uns em casa e outros na escola, e isso é tão importante.
E claro que há coisas más, péssimas mesmo - os miúdos são gozados, há enxertos de porrada pelos miúdos mais velhos, há casa de banho sem condições nenhumas, há comida de fraca qualidade (e estou a falar da escola dos meus mesmo) - mas tudo isso faz parte, tudo isso é experiência, tudo isso é escola.
Penso nas minhas memórias dos tempos da escola e quase nada acontece dentro da sala de aula, ou o que acontece tem pouco a ver com a matéria e com os professores.
Isto tudo para dizer que tenho a maior pena destes miúdos, deste confinamento, das aulas online, da tele-escola - com tudo de bom que está a correr, porque dentro do estilo não podia estar a correr melhor.
Mas caraças pá, escola sem colegas e sem recreio serve para quê mesmo?

quarta-feira, 22 de abril de 2020

O mundo ao contrário

Eu a dar explicações de matemática do 5o ano. 

40 dias de quarentena

Are we there yet?

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Quarentena must do

Também já temos a nossa despensa devidamente organizada e limpa, e muito arrumadinha.
Tínhamos feito isso há pouco tempo, achava eu, mas pelas contas das coisas fora de prazo há de ter sido ali em 2015 ou 2016.
A coisa mais fora de prazo de todas faz-nos regressar aos idos anos de 2011/2012 em que eu queria ficar em forma mas não estava bem a perceber como: um chá para emagrecer com prazo a acabar em 2013.
Foi uma operação que demorou poucas horas, e foi maioritariamente feita pelo Tê, mas que ainda assim pode entrar na minha lista de feitos na quarentena.

sábado, 18 de abril de 2020

Ao 37o dia de quarentena

Passei (por motivos de força maior*) quase 12 horas fora de casa.
Estou para lá de cansada...

(* fui fechar-me noutra casa a fazer arrumações) 

terça-feira, 14 de abril de 2020

First world problems

Os meus dramas de consumo nesta quarentena:
  • anda tudo doido a fazer pão em casa, e o stock de fermento de padeiro esgotou
  • o meu creme para acne em peles maduras (que é diferente do acne da adolescência, ficam a saber) só se compra nas farmácias. E agora, fico na fila de máscara e luvas para pedir um creme? Não me parece...
  • no meu dia a dia normal compro coisas específicas em supermercados específicos - vou a um ou outro consoante o que estou a precisar, e claro, há sempre aquela vez que passo no hipermercado grandão, que tem imensa escolha. Agora vamos a um supermercado de vez em quando, nem pensar em andar a passarinhar, e pronto, chego sempre a casa a faltar alguma coisa 
  • tenho feito uma alimentação específica nos últimos anos, e agora é o drama... a massa da marca sem glúten que eu gosto (italiana) já esgotou em quase todo o lado, e a farinha de espelta biológica também está difícil de encontrar
  • uma pessoa até vai ali à mercearia do bairro com todo o gosto - tem óptimos frescos (não todos, mas muitos sim) e são - isso sim - óptimas pessoas, sempre prontos a ajudar de sorriso na cara e a dizer piadas, mas caraças, às tantas é frustrante a quantidade de coisas que não há: iogurtes naturais (só de aroma), corn flakes simples, fio dentário e por aí fora...
Que grande seca.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Sobre a Páscoa

Já tive algumas Páscoas diferentes, inclusivamente Páscoas que me passaram completamente ao lado, mas uma Páscoa a 5 em casa foi - como para todos vós, calculo - a primeira vez.

Custou-me, confesso.
Depois de um Natal difícil e diferente, um ano novo que nem comento, ora bolas que acho que merecíamos uma Páscoa como deve ser. Se calhar não, não sei.
Foi talvez o dia que mais me custou não estar com a família alargada.

Há um ano passámos a Páscoa em casa do meu pai, e tirámos a fotografia que temos até hoje no nosso grupo de whatsapp.
Era inimaginável que um ano depois estaríamos assim - sem pai presente, sem casa comum onde nos reunirmos, cada um em seu concelho e com proibição à séria de nos encontrarmos.
Custou-me também porque este ano os planos eram de irmos para Norte, festejar a Páscoa mais tradicional este ano ainda mais porque a avó do Tê fez anos no domingo - os planos eram de festejar duplamente e à séria.
Quis o destino que os festejos ficassem adiados.

No entanto, fiz pela primeira vez folar que foi todo ao pequeno almoço. Demos um passeio a pé e fomos dizer adeus à janela dos avós (e trazer o almoço) e tios.
Comemos muito, e muito bem!
À tarde demos outra volta, e acabamos o dia com uma caça aos ovos na sala. Descobrimos que a mais nova, do alto dos seus 3 anos, é excelente a encontrar chocolate!
Foi bom, claro que foi.
Mas se for possível, não vamos repetir.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Livro 11/53

A Solidão dos Números Primos - Paolo Giordano - Compra Livros na ...


A solidão dos números primos, de Paolo Giordano

Perturbador.
Os primeiros capítulos são de arrepiar, mas impossíveis de parar de ler, depois o ritmo abranda, as personagens crescem e a voracidade da leitura perde o vigor.
Gostei muito do início, e fui deixando de gostar tanto à medida que se aproximava o fim.
Muito bem escrito.
Dei 4 estrelas e recomendo.

(à procura de imagens para ilustrar percebo que já se fez um filme também)

Consideração sobre os meus filhos mais velhos

Façam o que façam, acabam sempre à porrada.
Sem-pre.

Eu não lhes faço nada. Juro.
E não me meto porque sei que não interessa e não vale a pena.
Também tento não me desgastar com isso, e no geral consigo - é que de outra forma nem sobrevivia, tinham de me internar na ala de psiquiatria, não havia outra hipótese.
Dito isto, ao fim do dia estou capaz de os rifar.
Não. Estou capaz de pagar para que mos levem.

F.....-se.

Mais cenas da quarentena

E ao nãoseiquantésimo dia de quarentena, voltei a usar maquilhagem.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Mais dias de quarentena

Como em tudo, na quarentena também vamos passando por diferentes fases - ainda para mais que já andamos nisto há quase um mês.
Eu adoro os meus ricos filhos, e toda a gente sabe disso, mas caramba às tantas já não os posso ouvir.
Preciso de silêncio, preciso que eles se calem e me deslarguem da mão, caraças.
Se podia ser pior, claro que podia, foge, se podia, mas todos temos aqui um ponto de ruptura e cá para mim a hora do silêncio já se podia estender para o dia do silêncio. Ou dias, vá.

Percebi outra coisa (parva) que faz (muito) parte do meu dia a dia e de que sinto a falta: andar de carro a ouvir música, a cantar e a organizar as ideias.
Resolvi muitas coisas da minha cabeça ao volante. Ir a conduzir estrada fora com as lágrimas a correr, é uma terapia.
Dizem que depois de perdermos alguém não há nada como um regresso às rotinas, à normalidade dos dias, para o luto se ir fazendo. Preencher o nosso vazio com as coisas que nos fazem felizes. Assim fica difícil...
Tenho milhares e milhares de razões para ser feliz dentro de casa - e sou, sou muito! - mas ele há dias em que uma pessoa só lhe apetece pegar no carro e sair daqui para fora.
Dei uma volta de carro aqui na zona ontem e o cenário é de filme de terror: filas e filas à porta dos supermercados, as pessoas na rua com medo, nervosas.
É tudo muito deprimente. Nem aqueles 5 minutos sozinha ao volante me souberam bem.

Fala-se agora da questão do "vai ficar tudo bem", se não podemos indignar-nos contra este optimismo, se não temos direito a achar que vai ficar tudo mal.
Podemos.
Mas não vai ficar tudo mal, malta.
Também não sei se vai ficar tudo bem.
Vai ficar (e acreditem em mim) como tiver de ficar, e depois nós (cada um de nós) vai sentir que está tudo bem ou não, conforme a nossa força interior.
E é com esta pérola da psicologia barata (mas verdadeira), que vos deixo hoje.
Amanhã será melhor.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Só uma palavrinha sobre a situação actual

Estou farta desta merda toda. To-da.

(pronto, já desabafei, podem ir à vossa vida)

domingo, 5 de abril de 2020

Dias de quarentena

Nunca pensei, nunca mesmo, que viéssemos a passar por isto em 2020.
Muito frequentemente, muito mesmo, durante as minhas visitas refiro epidemias anteriores - a de cólera que matou o D.Pedro V e alguns dos seus irmãos no séc. XIX, a de "gripe espanhola" que matou o Amadeo em 1918 - mas sinceramente nunca imaginei que fossemos passar por isto.

Fez ontem 3 meses que o meu pai partiu, e garanto-vos que parece que foi há 3 anos.
Penso naqueles dias no hospital em que ali estivemos junto dele até ao último suspiro, penso nos dias que se seguiram, nos velórios, missas e funeral, e nos abraços que recebemos - centenas, milhares! - que nos encheram a alma.
Que arrepio pensar nos que morrem agora, no quanto o mundo mudou - todos mudámos - desde então.

Já lá vão mais de 20 dias de confinamento, e aos poucos vamos percebendo que afinal, como em tudo, aguentamos mais do que imaginamos. Aguentamos tudo, deixem que vos diga, e isso é também deveras assustador.

Já lá vão mais de 20 dias, mas digamos que o tempo até passou bastante rápido. Muitos planos e coisas que tenho para fazer ainda permanecem iguais - o quarto das miúdas por destralhar, principalmente.
Considero-me uma pessoa bastante caótica, e descontraída, mas depois vejo que não. Sou obstinada com os horários, faz-me confusão que os miúdos saiam da rotina, e estou passada com esta história da mudança de horário porque ando a acordar mais tarde e isso - mesmo tendo  zero compromissos - faz-me espécie.
Faço a minha caminhada matinal, faço ginástica na minha app (que uso há meses), visto-me normalmente (e não de fato de treino!), só não uso maquilhagem (mas ainda assim nos primeiros dias ainda usei!). Obrigo os miúdos a vestir, pentear e tudo e tudo nem que seja para depois se sentarem no sofá, detesto vê-los de pijama depois do pequeno-almoço.
Estou farta de cozinhar, principalmente de fazer sopa, mas não consigo abdicar de a fazer. Sopa, salada, fruta, tudo dentro da normalidade
Acho que os anos a trabalhar em casa me deram as ferramentas para saber sobreviver a isto de forma relativamente tranquila, mas isso implica ser rigorosa nas regras - e sou um bocado obcecada com isso, confesso.

No meu dia a dia normal passo muitas horas sozinha.
Acontece muitas vezes ir trabalhar e não me cruzar com colegas (por diferenças de horários) e normalmente almoço sozinha, muitas vezes até em casa (mas sozinha). E sim, sinto falta desse silêncio, de estar sozinha sem dar atenção a ninguém.
Do lado oposto sinto, sentimos todos, falta dos primos, tios e avós, que fazem parte do nosso dia a dia, tanto à semana como ao fim de semana, além dos amigos, claro. Os miúdos estão com umas saudades enormes de estar com outros miúdos além deles próprios - mas eu até acho que lhes faz bem serem obrigados a entenderem-se.

Penso muito no que vai acontecer depois de tudo acabar.
Tudo isto vai revolucionar a nossa maneira de viver, e infelizmente nem tudo é cor de rosa nos tempos que se aproximam.
Eu estou sem trabalho até sei lá quando, uma quantidade de empresas não vão sobreviver, vamos todos penar durante uns anos por causa disto - e logo agora que começávamos timidamente a sair dos efeitos da crise de 2008.
Até lá, cada um faz a sua parte e fica em casa o melhor que pode.
Já não falta tudo!