quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O que marca o fim do verão...

... não é o fim da época balnear, mas a vindima.
A vindima é aquele ritual de passagem do verão para o Outono.
Por isso no fim de semana comprido rumámos a Moimenta para participar na festa que ainda é a vindima.
Vindimámos, apanhámos (e comemos) figos, maçãs, tomates, pimentos e amoras.
O mais velho cavou um buraco com a mão esquerda (com uma pá a sério), a do meio tentou fazer fogo com duas pedras, a mai novinha andou de mãos enfiadas na terra e dormiu a sesta debaixo da figueira.
Voltámos com o carro carregado e a barriga (e o coração) cheios.
Para o ano há mais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Mais uma sugestão de leitura

Recomendo.
Este autor escreve mesmo bem, já não é o primeiro livro que leio e ficamos sempre agarrados até ao fim.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

E com isto... (ver post anterior)

... declaro oficialmente encerrada a época balnear.
Eu nem sou de por fim ao verão em altura nenhuma, mas pensar que iremos voltar à praia em Novembro (quando o rapaz tirar o gesso) já me parece demasiado optimista...

Foi sem dúvida um verão demasiado curto, começou já Julho ia a mais de meio, e acaba assim abruptamente no fim de Setembro (quando eu tenho a certeza que em Outubro ainda vai estar tempo de praia).
Mas a vida é assim mesmo, e diz o calendário que em Outubro já não há praia para ninguém, por isso também não é nada de extraordinário.
Agora é só informar o S.Pedro que a temperatura pode baixar (só um bocadinho).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O momento em que o coração de uma mãe pára

Quando vê o filho deitado no chão aos gritos de terror, com um braço virado ao contrário.
A sensação é a de que tudo pára, fica o mundo em pausa, o meu filho está a sofrer, nada mais importa.

Foi uma brincadeira de miúdos que acabou mal. Foi um salto que não correu como esperado.
Foi depois uma viagem de ambulância (uma estreia para ambos), uma noite no SO (outra estreia), duas anestesias gerais (só para ele) e um osso colocado no lugar com a ajuda de pequenos ferros.

Agora são 4 semanas a aprender a fazer tudo com a mão esquerda, e outras tantas sem poder jogar futebol nem qualquer outro desporto (isto sim, vai ser o verdadeiro desafio).

Agora é tentar esquecer o som dos seus gritos e a sua cara de pânico a ver o braço dobrado onde não devia estar.
É uma imagem que me persegue quando fecho os olhos à noite (e a ele também, que eu sei).

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Coisas que mudaram (para melhor) na nossa rotina:

O ano lectivo passado foi uma loucura, e este ano não queremos que se repita. Ainda nos estamos a adaptar, mas algumas mudanças já se fizeram notar (para melhor)
  • as actividades extra escola passaram para a 3ª e 5ª em vez de 2ª e 4ª. Nunca me tinha apercebido mas estar sem actividades à 2ª faz muita diferença. E ter a última actividade à 5ª também é melhor, no dia a seguir já é 6ª, e a 4ª feira que é aquele dia do meio fica mais simples.
  • o horário também mudou para mais cedo (e eu agradeço tanto!), mais uma vez reduz o stress e a pressa na hora dos banhos e jantar
  • mudou a empresa das refeições escolares, por isso este ano (até ver) não precisam de levar almoço de casa. São 5 ou 10 minutos de manhã que fazem alguma diferença, mas principalmente é uma libertação mental! Não ter de estar sempre a pensar no que vão levar para o almoço, a fazer comida para um batalhão de modo a esticar refeições, é um descanso. Em vez de 4 refeições cozinho apenas 3 (para os 5 dias da semana) e chega para tudo!
  • com 7 e 8 anos achámos que já estava na altura de lhes dar mais responsabilidade, pelo que todos os dias são eles que tiram a máquina da loiça (tarefa que era do pai cá de casa). Também era uma tarefa super rápida, mas nas horas de ponta das famílias (manhãs e fins de tarde) todos os minutos contam, e todas as ajudas contam também
Até agora estas pequenas diferenças estão a ajudar-nos. Vamos ver se o ano lectivo corre menos atribulado que o ano passado...

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Outra recordação desta altura do ano

Era quando chegava o catálogo Outono-Inverno da La Redoute!
Ui, era a loucura!
Folheávamos as páginas vezes sem conta, apetecia ter tudo e de todas as cores!
As fotografias em estúdio, outras tiradas nas ruas de Paris, as modelos giras que farta, tudo aquilo era glamour e novidade!
Um clássico do fim de verão da minha adolescência.

(e lembrei-me disto porque me apareceu o catálogo do Ikea cá em casa, e tive a mesma vontade de reformular a casa toda, como tinha de ter um guarda-roupa novo aos 14 anos.)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O último livro das férias

Acabei o último livro das férias, que é como quem diz, agora é que é, as férias acabaram mesmo.
Normalmente durante o ano leio livros que de alguma forma me ajudem no trabalho (por exemplo romances históricos, ou biografias), nas férias é que tenho liberdade total para escolher o que vou ler.
Já aqui tinha escrito que Ken Follet é sempre uma aposta segura. A minha mãe gostava bastante, por isso lá em casa há várias prateleiras cheias, e eu acabo sempre por lá ir buscar um ou dois antes das férias. É sucesso garantido, uma leitura leve e fácil, como se quer no verão, daquelas que agarra bastante e só queremos chegar ao fim.
Este ano talvez inspirada no ritmo da Tella, resolvi levar 3 livros para 2 semanas de férias. Sabia muito bem que seria demasiado ambicioso, mas pronto, consegui ler 2 e achei uma média fantástica. Ainda não tenho os filhos todos crescidos, lá está.
De qualquer modo, as férias já lá vão, e ontem foi dia de acabar de vez com elas, pondo fim a este livro.
O tema é todo a minha praia, e está muito bem escrito. Lê-se num ai, e apesar de retratar o ambiente artístico dos anos 70, está muito actual.
O mundo da arte é cheio de gente pobre e de gente milionária (e snob).
Nem mais.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Meu querido mês de Setembro

Dizem que Setembro é o mês dos recomeços e regressos à rotina, mas ainda assim é um dos meus meses preferidos do ano.
Não há luz como a de Setembro. Não há fins de dia com luz mais bonita do que esta.
No sábado passado estivemos na praia (num dia fantástico) e os miúdos só saíram da água eram 19h30. Como tínhamos um jantar de anos às 20h30 passámos em casa para tomar duche a despachar. Já saímos da praia com aquele fresquinho a chegar. Aquele fresquinho que nos diz que já não estamos em pleno Verão. Fresco e escuro, porque ao chegar a casa já o sol se tinha posto.
Tomei um duche quentinho e percebi que adoro esta combinação: dia de praia + luz do por do sol + fresco + duche quentinho em casa já de noite + vontade de vestir um casaquinho.
E tomei consciência do porquê de eu gostar tanto desta combinação e do mês de Setembro.

Na minha infância, o regresso às aulas acontecia em Outubro.
Outubro é que era o mês de voltar à escola, aos casacos, à chuva.
Setembro era mês de férias, era mês de "deixa lá aproveitar mais um bocadinho", era um mês de balanços, em que parávamos para pensar no ano lectivo que ia começar (no mês seguinte).
E os meus pais sempre tiraram férias em Setembro.
Setembro era mês de Algarve. Mesmo quando as aulas passaram a começar em Setembro, nós íamos de férias na mesma. E sim, faltávamos aos primeiros dias de aulas. E também sim, chegávamos à escola sem material (porque tínhamos chegado de férias na véspera), mas com um grande bronze.
E as férias eram assim, com a praia até ao fim do dia com uma luz incrível, um regresso a casa já frescote, um duche quentinho a apetecer vestir uma camisola a seguir.

Depois disso a praia continuava, ao fim do dia, ao fim de semana, até não conseguirmos ir mais.
As coisas da praia nunca se arrumavam definitivamente, porque durante Outubro ou Novembro ainda eram postas a uso, às vezes até nas férias de Natal.

Por isso esta coisa de "arrumar" a praia dia 1 de Setembro, esta febre do regresso às aulas no hipermercado em pleno Agosto, esta coisa que querer associar Setembro ao Outono, a mim não me convence.
Deixo isso tudo para os meses a seguir.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ser optimista

E adorar o verão é nesta altura do campeonato comprar um protector solar com factor mais baixo, daqueles em óleo não gorduroso, com óptima textura e a cheirar mesmo a verão, para os dias de praia que ainda temos pela frente.

Dor no coração

O incêndio no Museu Nacional do Brasil.
Fiquei sem palavras.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Leituras de férias

Acho que este post costumava ser tradição aqui no blog, não sei se nos últimos anos  fiz, mas este ano aqui fica.
Duas semanas de férias, um livro para cada semana. Não sendo enormes, parece-me ainda assim uma boa média (para quem tem três filhos, uma de 18 meses incluída).
Não sendo os melhores livros de sempre, cumpriram bem a sua função de entreter e fazer pensar qb.
O primeiro num registo já conhecido mas que nunca falha - Ken Follett é sempre um tiro certeiro. O segundo num registo completamente diferente, um livro-conversa, num desfiar de memórias vistos de uma perspectiva nova para mim.
Ambos recomendados.



Regressar devagar

Para tentar compensar o facto deste ter sido um verão ocupado, tentei não marcar trabalho para estes primeiros dias de Setembro, para poder passar tempo com eles.
A ideia era (é!) aproveitar a praia, mas o tempo não está a ajudar. Quanto apostam que os miúdos começam as aulas e estão 40 graus?
De qualquer modo, mesmo sem fazer nada de especial, é tão bom estar com eles assim, sem tempo, fazer o que nos apetece, andar ao sabor...
É assim uma ínfima mostra do que eram os verões da minha infância, dias e dias perdidos, que eram especiais mesmo sem ser nada de especial.
Que saudades...

1, 2, 3 e já cá estamos outra vez!

Como sempre, passaram a voar estas férias, mas deixaram saudades e muitas boas recordações! Tivemos muita sorte e correu tudo pelo melhor.
Demos mergulhos em águas quentes e calmas, e em águas agitadas e grandes ondas, praias com areal a perder de vista e outras perdidas no meio das rochas. Houve conversas em família, sestas na praia, gelados depois do jantar e noitadas de jogatanas até às tantas. Houve churrascos e petiscos para todos os gostos.
Os miúdos divertiram-se à grande, sempre  na brincadeira com os primos. Tanto que a maior parte do tempo mal os vimos.
A mais nova deu um salto de crescimento, não se cala e está mesmo muito engraçada (e que bom que é estar com ela 24h por dia...).
Agora, apesar da pouca vontade, é tempo de regressar à rotina e pensar no ano lectivo que aí vem.
O que passou foi duro e difícil (para nós, pais) e há erros que não queremos repetir, mas ensinou-nos muitas coisas - a organizar, planificar, simplificar. Vamos pegar no que correu bem e tentar corrigir o que correu menos bem, que basicamente foi a quase ausência de programas divertidos ao fim de semana. Entre jogos de futebol, festas de anos, catequese, apresentações de ballet, trabalho e obrigações domésticas, muitos foram os fins de semana sem um momento de verdadeiro descanso. Não pode ser, vamos ter de repensar as coisas de modo a incluir um mergulho (enquanto for verão - e estou a contar que seja até Novembro pelo menos!), uma esplanada, um livro e uma manta, o que quer que apeteça.
Bom regresso a todos, queridos leitores, isto agora é um suspiro e chegamos ao Natal!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

3, 2, 1...férias!

E a primeira coisa feita foi desinstalar o Facebook do telemóvel.
É hora de lavar as fardas, arrumar os sapatos que não sejam havaianas, guardar os relógios e respirar fundo.

Este blog entra na pausa do costume.
Mas como sempre, regressamos depois.
Até lá!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ainda sobre o post anterior

Fiquei a saber pro fontes distintas duas coisas que as pessoas fazem para atrair likes no instagram:
Abandonar cães no canil pela sua falta de fotogenia. Sim, as pessoas deixam o seu animal de companhia se não estiver à altura da sua conta (ou não ficar bem nas fotos.
Encomendar pelo ebay frascos de cremes e perfumes vazios, de grandes marcas, para exibir ocasionalmente naquela selfie clássica de WC.

#aoquechegamos #estátudodoido

Autoinfoexcluída

Cada vez menos nas redes sociais, e não sei se já deu para reparar, cada vez mais por aqui.
Um regresso à vida virtual em estado (mais) puro, mais longe dos olhares dos outros.

Desliguei-me da rede social que mais gostava, o Instagram. Foi por "obrigação" primeiro, porque tive de por o meu telemóvel a arranjar, e coincidiu com a semana de férias no Algarve.
Quando regressei ninguém sabia sequer que eu tinha ido (além da família mais próxima, claro), e soube-me bem.
Quando tive o meu telemóvel de volta, lá fui imediatamente cuscar o instagram. Um mês tinha passado e nada mudara... e sem dar por ela passou meia hora em que estive apenas a olhar para fotos alheias.
Fez-se o click e imediatamente desinstalei a aplicação.
A próxima é o facebook, que apenas mantenho por questões de trabalho, mas vou ter de arranjar maneira de contornar esta questão.
Fica a ganhar este blog e ficam a ganhar a quantidade de livros que tenho lido.
Só vantagens.

Trabalhar em Agosto

Trabalhar e Agosto na mesma frase já não combina assim muito bem, e sabem o que também não combina?
Uma mãe de calças pretas e três filhos com protector solar.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Esquizofrenia de ser mãe

Foram os três passar o fim de semana fora. Era suposto irem 6 dias, mas afinal foram só 4 (e eu só me faltou aplaudir quando soube que vinham antes!)
Os mais velhos não me preocupam, mas a mais nova senhores, com apenas 18 meses, custou-me tanto deixá-la ir...
Foi um fim de semana que nos soube, a nós pais, pela vida. Com praia e petiscos, passeios de mota, dormir até não querer mais. Foi um paraíso.
Mas depois... O embate violento da casa vazia. O contar as horas e os minutos até ao seu regresso. Sentir que só respiro de facto com eles todos debaixo da minha asa.
Foi tão bom quanto foi de horrível.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Serviços de apoio ao cliente

Trabalhei 8 anos nesta área, numa empresa que era considerada líder pela excelência do serviço prestado aos clientes (e ainda é).
Ultimamente tenho contactado com diferentes serviços semelhantes, e constato que não há formação, não há brio (com os salários praticados não se pode pedir muito, mas pronto), não há muitas vezes o mínimo respeito pelo cliente.
Coisas que aprendi e apliquei, e gostaria de ver aplicado também quando contacto um apoio ao cliente:
1) o cliente tem sempre razão, mesmo quando não tem razão
2) o cliente quando liga é porque alguma coisa correu mal, por isso é normal que o cliente já esteja chateado logo desde início. Empatia é a melhor resposta
3) o cliente pode ser antipático, estúpido, mal educado, nós não. A atitude do cliente não justifica a nossa.
4) nós dizemos a mesma coisa a mil clientes, mas cada cliente só o ouve uma vez. O cliente não tem culpa de haver mil pessoas com o mesmo problema
5) por muito má que seja a empresa onde trabalhamos, por muito explorados que sejamos, somos a cara da empresa e temos de a defender. Uma coisa é desabafar com os amigos, outra é maldizer  a empresa aos clientes. Do mesmo modo não se acusam colegas de incompetência, é uma grande falta de profissionalismo
6) seja qual for o problema o melhor é ficar resolvido à primeira. Nada pior do que ter casos pendentes que se podiam despachar ao primeiro contacto. Nenhum cliente tem gosto em voltar a ligar ou a aparecer.

Ultimamente tenho visto o contrário disto tudo!

Turista de Agosto

Trabalhar em turismo passa por, entre outras coisas, estar no pico do trabalho quando os outros estão a meio gás.
Aquilo que se calhar a maioria das pessoas não sabe é que existe um tipo de turista específico de Agosto (e não, não me refiro aos emigrantes portugueses de primeira ou segunda geração, refiro-me aos estrangeiros e portugueses mesmo)
O turista de Agosto é diferente de todos os outros. Mesmo diferente do de Julho.
O turista de Agosto tem menos educação, tem menos paciência, é chato, refila por tudo e por nada, e faz as perguntas mais parvas de todo o ano.
Ouvem-se verdadeiras pérolas nestas alturas: "Se são uma república, quem é o vosso rei?"; "que casa é esta?" (diante de um palácio nacional) ou "esta lua é a mesma que eu vejo do meu país?" são só alguns exemplos.

Haja força e energia, que a época alta prolonga-se enquanto se prolongar o verão, mas Agosto só tem 31 dias.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Verão atípico

E muito por causa do tempo.
Tenho a sensação que ainda não começou verdadeiramente o verão. Fomos de férias 1 semana e passou mais do que a voar.
Ando a correr, cheia de trabalho, os miúdos entre ATL e casa dos avós, mal os vejo.
E fico com a sensação que o tempo escorrega como areia entre os dedos, daqui a menos de nada estamos no regresso às aulas, e daí até ao Natal é um pulinho.

Saudades do verão interminável do ano passado.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Mais um ano lectivo terminado

E eu nem sei como.
Foi um ano lectivo duro, que começou mesmo mesmo difícil (para os adultos), com muito trabalho (que nem sempre deu certo), com doenças e morte de pessoas queridas, com o choque e o impacto de termos oficialmente três filhos e trabalharmos ambos fora de casa - que digam o que disserem é mais desafiante do que quando um fica em casa.
Obrigou-nos a organizar, repensar, arrumar, simplificar, fazer listas, estabelecer prioridades.
Fomos muitas vezes baratas tontas, fomos polvos com cada braço a fazer uma coisa diferente, fomos Batman a estar em sítios diferentes quase ao mesmo tempo.
Foi um ano dedicado a eles, e quase só a eles, em que muito pouca coisa sobrou para nós, pais.
Parece uma coisa má, mas não é , de todo. Como temos vindo a observar de há quase 9 anos para cá, tudo são fases, e no fundo sabemos que vai haver um dia em que esta casa não vai ter brinquedos no chão, em que as máquinas de roupa serão muito menos, em que vamos conseguir de facto sair de casa sem ter de vestir ninguém, pentear ninguém, separar a luta de ninguém, moderar os ciúmes de ninguém, mandar vestir/fazer cama/lavar dentes a ninguém (e vai ser tão bom...).
Até lá vamos continuar a dar o nosso melhor para que tudo continue a correr bem - a começar com estas férias, que começam com arrumações cá em casa para ver se o próximo ano lectivo corre ainda melhor e menos caótico.

Feliz verão a todos!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ser mãe de três nesta fase...

... Entre outras coisas, é estar constantemente a começar coisas que ficam por acabar.
Vou-me deitar com a sensação de não ter feito nada, e até fiz muita coisa, só que nada até ao fim.

Mesmo este post foi interrompido umas quantas vezes, não sei se o consigo acabar...

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Primeira viagem a 5

Para comemorar os meus 40 e para aproveitar o facto de, pela primeira vez, ter calhado num feriado - é o sonho da minha vida, fazer anos a um feriado! - resolvemos fazer uma coisa que faltou nesta última década, que foram as viagens!
Carro cheio e rumamos a Madrid.
Passamos por Toledo, passamos um dia no parque Warner e outro nos museus e ruas da cidade. Até deu para rever um amigo da Holanda e tudo.
Não podia ter corrido melhor.
Coisas que confirmamos:
1) viajar é mesmo a melhor coisa do mundo
2) viajar com crianças é muito diferente de sem crianças, mas vale a pena na mesma
3) os nossos mais velhos estão numa idade perfeita, já aguentam uma boa caminhada, são curiosos e interessados qb, e já desfrutaram a 100% (e ficaram com o bichinho das viagens)
4) a nossa mais nova é o melhor bebé do mundo, não chateia nada, acompanha o nosso ritmo e horários sem se queixar, está sempre na maior
5) parque Warner em muitos aspectos vale mais a pena que a Disney
6) Madrid não sendo nada de especial, vale pelos museus
7) viagens de carro não são a nossa cena
8) viajar no dia dos anos é óptimo para quem, como eu, não adora fazer anos

Já estamos a fazer um mealheiro para a próxima.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

40 anos

Disfarçadamente, como quem não quer a coisa, é principalmente sem aparentar, esta quase adulta chegou aos 40 no passado dia 31.
Não estou deprimida nem entusiasmada, sinto que os 40 me trazem serenidade e que a experiência que vou acumulando vai servindo para alguma coisa.
Não tenho ilusões que os 40 irão trazer desafios, tenho a certeza que sim, mas por agora estou com energia para os enfrentar.
Sem dúvida que me sinto melhor do que quando tinha 30 ou mesmo 20.
O objectivo é estar ainda melhor aos 50.
Bora lá!

terça-feira, 22 de maio de 2018

First world problem

Ter uma pulseira toda fixe para contar quantos passos dou, mas a mesma funcionar através do movimento, pelo que não contabiliza passos dados com uma criança de 16 meses ao colo, nem a empurrar a cadeirinha.

Por outro lado, outro dos seus propósitos é contabilizar as horas de sono, com diferença entre sono leve e pesado. Serve portanto para confirmar que eu durmo mesmo muito pouco, e segundo o relatório da app no telelmóvel faço tudo mal: durmo pouco, deito-me tarde e o tempo de sono pesado é insignificante.
São duas das minhas preocupações do momento, dormir mais e andar mais.
Se me deitar mais cedo consigo ir fazer uma caminhada todos os dias de manhã, e eram dois coelhos de uma cajadada só no raio da pulseira.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Consequências do armário-cápsula

Chegar ao fim da estação com as duas (únicas) calças jeans rotas.*

Já comprei um par para o que resta da meia estação e no próximo Outono logo vejo se preciso de mais.

Estou cada vez mais minimalista e feliz com esta decisão.

* não obstante há sempre um certo desgosto por ver "as" calças de ganga, aquelas mesmo giras e que nos ficam tão bem, ir à sua vida...

Metáforas que definem a minha vida neste momento

Tentar...
...ter o comboio sempre nos carris.
...manter a cabeça fora de água.
...fazer malabarismo com as bolas todas no ar, sem deixar cair nenhuma.
...apagar todos os fogos.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

15 meses e tal

Fala pelos cotovelos, mas são poucas as palavras que reconhecemos.
Todos os animais são "cão".
Toda a comida é "pão".
A resposta a todas as perguntas, já adivinharam, é "não!"

(coisa mais fofa da sua mãe!)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Ver séries em 2018

Neste momento para mim ver uma série é ver bocados de episódios e pedir ao Tê que me conte o resto.
Ele já deixou de esperar por mim para ver o que quer que seja, porque entre deixar tudo preparado para o dia seguinte e arranjar-me a mim mesma vai quase um serão e meio de séries.
Vai daí que eu entre um body de golinha para passar e um par de meias para dobrar vou apanhando aqui e ali umas coisas, e o resto imagino, ou peço-lhe para me por a par.

Resultado de imagem para la casa de papel

Foi assim que vimos a série do momento (ou do momento até há pouco tempo, fica difícil saber o que é "do momento" hoje em dia) - La Casa de Papel.
(Do que vi) Gostei bastante. (mas calma também não achei assim aquela coisa do outro mundo que me tinham pintado - mas pode ser que haja coisas que me escaparam, lá está...).
O último episódio fiz questão de ver inteiro, mas adormeci a meio. De vez em quando abri um olho e até vi que estavam numa cena muito emocionante, mas o cansaço era mais forte e voltei a adormecer. Acordei a tempo de ver a última cena, como é que eles chegaram ali não sei nem quero saber, fiquei a saber como acaba e isso é que é o importante.

Diz que em 2019 vem a próxima temporada. Pode ser que nessa altura ver um episódio inteiro seja mais fácil do que planificar um assalto sem falhas.

Mais coisas sem resposta

Porque é que os irmãos hão-de querer, com a mesma intensidade, ou a mesma coisa ou coisas totalmente diferentes?
Se há só uma coisa de cada tipo, certo e sabido que ambos querem a mesma, e não chegam a acordo.
Se têm possibilidade de escolha, pois que querem sempre coisas diferentes para dificultar a nossa vida.
Ou ambos querem a última maçã, a última bolacha, o último iogurte; ou um quer morangos e o outro quer manga, um quer torrada e o outro cereais, nenhum quer o último iogurte porque um quer leite e o outro quer sumo de laranja.

Acaba sempre em discussão.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ser tia há mais de 20 anos e ter muitos sobrinhos é...

... Entre outras coisas, estar sempre um passo à frente no que toca à maternidade.
Já sabia o que eram fraldas, cólicas e cordões umbilicais muito antes de ser mãe, agora tenho uma pálida ideia do que me espera quando os meus estiverem naquela etapa da vida tão gira, tão gira que é a adolescência.
Só vos digo que as birras, TPC por fazer, brinquedos por todo o lado e implicâncias um com o outro são, ao que parece, um passeio no parque comparado com o que aí vem.

Isto ao que parece é tipo jogo de playstation, cada nível é mais difícil que o anterior!

domingo, 29 de abril de 2018

Aquele momento...

... Em que num acto de total confiança deitas fora* os collants da filha mais nova, a achar que claramente não faziam falta nenhuma, a primavera chegou de vez, a partir daqui é perna ao léu, e apanhas com temperaturas de 10 graus ou menos.

* deitar fora = doar ou passar a quem tenha filhas mais pequenas.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Temos caminhante

Aos 15 meses a nossa baby 3 decidiu finalmente aventurar-se a ser bípede.
Já ninguém a pára, se bem já pouco parava pois gatinhava para todo o lado na maior.
3 filhos e todos começaram a andar com a mesma idade. Todos por razões diferentes - 1) porque gatinhava muito rápido e era tão independente que não queria andar de mão dada connosco; 2) porque claramente tinha medo de se aventurar, sendo já capaz de andar fisicamente mas não mentalmente; e por último a 3) porque só avança quando está 100% segura do que faz, pelo que parece logo que o faz na perfeição (foi assim ao sentar e ao gatinhar também).

Continua tão querida e tão boa como antes, e todos para lá de apaixonados por ela.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coisas que ficam sem resposta

O raio da mania que eles têm de acordar MUITO mais cedo ao fim de semana do que ao dia de semana!!!
Por que raio, hã?
Caraças, pá...

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Férias da Páscoa

Além de alguns dias de descanso, amêndoas e chocolates, férias da Páscoa por aqui são assim:
É aquela altura do ano em que temos oficinas de miúdos, pelo que passo o dia com crianças e sem tempo para os meus (e isto não é uma queixa, são ossos do ofício).
Vamos as redes sociais e metade dos amigos está na praia e a outra metade na neve.
Há aquele ambiente de quase férias no ar, há menos trânsito e muita gente a trabalhar ao ralenti (mas não passa de uma sensação, as férias ainda estão loooonge).
Abre oficialmente a época alta, começam as filas de turistaa nos palácios e museus, os grupos e grupos a entupir os corredores e a atrapalhar as visitas.
Começa também a apetecer largar os casacos e botas de inverno, já não há paciência!

terça-feira, 20 de março de 2018

Ainda o estudo

Já tinha escrito que fomos avisados pela professora do mais velho que teríamos de os ajudar a estudar estudo do meio, que a matéria é muita, é o corpo humano e tal e coiso.
Quando chegaram as datas dos testes, apontei cuidadosamente no calendário da família, pendurado na cozinha, à vista de todos.
Domingo de manhã antes da "semana dos testes" falei com outras mães durante o jogo de Futsal e o resto do seu domingo ia ser passado a estudar. Os meus foram passar a tarde a casa da tia, brincar com os primos e comer pizza e a seguir fomos lanchar ao meu pai. Passou a semana dos testes, mas o de estudo do meio ficou para esta semana, na 2a feira.
Boa, pensei eu, assim dá para estudar no fim de semana.
Só voltei a lembrar-me do assunto depois de os deixar na escola.
É que nem boa sorte desejei...

(eu até tento, mas não sou mesmo talhada para isto...)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fruta numerosa


Começamos a reparar que a fruta que compramos não chegava até ao fim da semana.
Por brincadeira resolvemos fazer as contas a quantas peças de fruta comemos nós em 7 dias.
São, no mínimo, 100.

Não sei se não nos compensava comprar um pomar.

Cenas fixes do carro novo

Luzes e limpa pára-brisas automático.
Ajuda no ponto de embraiagem.

Um luxo.