quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ser mãe de um rapaz é...

... entre outras coisas:
  • jogar à bola todo o santo dia
  • parar na rua sempre que passa um carro que lhe desperta o interesse (tipo, todos)
  • levar mega-chapadões como manifestações de carinho

Confirma

Não basta andar de gatas pela casa à procura de potenciais perigos, fechar as portas, ter as prateleiras baixas com objectos inquebráveis e proteger as esquinas dos móveis.
Eles hão-de sempre, sempre descobrir uma asneirada nova para surpreender.
O meu acaba de arrancar o fio da zon que estava colado à parede.
É mesmo falta do que fazer, bolas!

Correio quente

Nunca tive um mail do hotmail, mas a maior parte da malta da minha geração, e não só, tem, principalmente por causa do msn, segundo me explicaram.
Ora eu, como na altura não tinha internet em casa, só tive msn já perto dos 30, na Holanda.
Mas isto nada a ver com o propósito deste post.
Essas mesmas pessoas que o têm, muitas delas agora já quase não o utilizam, e o hotmail, deve ser por vingança, toma lá que já almoçaste e toca de enviar vírus a todas as pessoas dos contactos.
E eu recebo uma quantidade de e-mails, das mais variadas fontes, incluindo gente com quem não falo há anos, com links e mais links que nem sei onde vão dar porque nem experimento, mas coisa boa não é...
Há pachorra?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Babetes

Parece que tem vida própria, o raio dos babetes...
Acabo de recolher sete (7!!) espalhados pela casa.
Nem vou dizer onde estavam, não porque tenha vergonha mas porque se não a minha mãe começa a pensar "onde é que eu falhei?". E a culpa, trust me, não é dela.

10 anos... é muito tempo

Passou despercebido, só me dei conta agora.
Fez ontem exactamente 10 anos que cheguei a Santiago de Compostela, para começar o Erasmus.
Foi a 1a vez que saí de casa e fui morar para longe dos meus pais, numa casa com pessoas que conhecia apenas de "olá, tudo bem?" e que não podiam ser mais diferentes um do outro e de mim também.
E assim nasceu uma bela amizade. Com tempo e espaços definidos, é certo, mas com algo em comum que nos une até hoje.
Foi no Erasmus que contactei com pessoas de outras culturas pela primeira vez, que aprendi a aceitar as diferenças culturais, que o mundo não se rege pela nossa medida.
Aprendi uma nova lingua, que uso diariamente até hoje.
Fui a aulas em edifícios centenários, apresentei trabalhos num anfiteatro, fiz exames orais pela primeira vez. Frequentei a biblioteca até altas horas da noite. Frequentei cafés, bares, restaurantes, cinemas e teatros como nunca. Saí à noite, e fumei cigarros como se não houvesse amanhã. Fui a jantaradas, dei jantaradas e festas multiculturais. Também viajei um bocadinho.
E conversei, discuti, comparei ideias, participei em tertúlias espontaneas, em casa, nos cafés e nos bares.
Foi um ano lectivo muito intenso, em que cada dia foi aproveitado até à última gota. Tudo com conta, peso e medida, como deve ser.
Seria impossível não dizer que eu fui uma pessoa em Outubro de 2000 e regressei outra, em Julho de 2001. Com outra ideia do que é o mundo, e com muita vontade de o conhecer.
Foi muito, muito giro, e espero um dia poder proporcionar esta experiencia ao meu baby porque é, de facto, incomparável.

Acabou-se...

imagem daqui
...o verão de vez.
Até aqui ainda tinha uma réstia de esperança de ainda ter mais um (só mais um, só mais um!) dia de praia, mas agora vejo que não.

Mesmo que venha o sol, já não é a mesma coisa.

Há lá coisa mais deprimente do que arrumar, de vez, os fatos-de-banho e toalhas de praia?

Oh, tristeza...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mais um feriado...

... para a minha colecção.
Há bastante tempo que não acontecia.
Mas se antes me lamentava de ter de trabalhar quando todos descansam, hoje em dia tenho a compensação de que ao feriado, pelo menos, não tenho de ir levar o baby à escola às 7h30, e pude acordar às 7h15 em vez das 6h40 habituais.
Parece que não mas estes 35 minutos fazem toda a diferença. Para mim há uma barreira psicológica entre o antes e do depois das 7h da manhã.

Dito isto, bom feriado a todos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nesta fase do manda-tudo-para-o-chão...

... só tenho a dizer que ainda bem que decidi não comprar biberons de vidro.
E arranjar um prato com ventosa por baixo é urgente.
E re-organizar todas as prateleiras e estantes que nos dão da cintura para baixo também.
Chiça.

domingo, 3 de outubro de 2010

Do concerto


ADOREI.
Os U2 são os MAIORES e quem tem dúvidas é porque não esteve em Coimbra ontem à noite.
O concerto, as músicas, a voz, as guitarradas, o espetáculo, as luzes, o envolvimento com o público, a mensagem... amei cada minuto, do início ao fim.
Foi uma grande, grande noite, e tenho a certeza que mesmo quem não é tão fã como eu (há que admitir eu de imparcial não tenho nada, qualquer coisa que eles façam eu adoro) apreciou e reconheceu a grandeza desta banda. Ganda concerto, mesmo!
Haja dinheiro, saúde e força (e ajuda no momento de comprar bilhetes se for caso disso) que eu lá estarei quando eles voltarem!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bilhetes

Enerva-me ver gente a vender bilhetes do concerto a preços obscenos!
Depois de tudo o que os verdadeiros fãs (ou as cunhadas das fãs que estão a parir nesse momento) fazem para conseguir um bilhete, acho indecente a malta que compra para fazer negócio. Ou que estrategicamente afinal não pode ir ao concerto e ah e tal cobra o dobro do preço que pagou.
Tratar assim os bilhetes de um concerto que para mim é mítico/sagrado, acho de uma baixaria sem nome.

E não, eu não vendia os bilhetes que tenho nem por 5000 euros. Ia ficar a vida toda a olhar para a minha cozinha nova (o destino dos tais 5000 euros) a pensar no que tinha perdido!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Para ir entrando no espírito...


Aqui vos deixo com o vídeo de uma música, que já postei aqui anteriormente, exactamente no dia em que fiz a primeira ecografia do meu baby.
Uma das que mal posso esperar para ouvir ao vivo!

A grande entrevista

Agora que já passaram algumas semanas posso de facto escrever sobre a "grande" entrevista, que quem está mais atento a este blog já percebeu onde e quando saiu.
Quando vivi o filme da amamentação nunca pensei que um dia viesse a falar sobre isso numa revista, mas penso que foi importante.
Mais que não fosse permitiu-me conhecer uma jornalista cujo trabalho e blog acompanhava há algum tempo, e com quem simpatizei de imediato - tanto que me senti perfeitamente à vontade para lhe contar a história que até aí nunca tinha saído do núcleo familiar mais próximo, e de algumas, muito poucas, amigas (achei melhor não contar p.e. a quem ainda não tinha filhos ou que estivesse a amamentar na altura). Houve muitos pormenores que também não tinha contado aqui no blog, mas que foram importantes de partilhar.
O objectivo de partilhar a minha história não foi outro senão ajudar uma mãe ou pai na mesma situação. Ajudar alguém que se identifique com o episódio e que pense "esta é capaz de ter razão!".
Quando li a reportagem achei engraçado, e estranho, ler a minha história contada por outra pessoa, mas aquilo que de facto mais me tocou foram as histórias dos outros pais. Li aquelas páginas de uma ponta à outra e pensei "caraças, é mesmo isto, percebo perfeitamente, já me senti assim". Do mesmo modo, sei que houve quem lesse a minha parte e sentisse o mesmo. Algumas amigas confessaram que nem conseguiram conter as lágrimas, por mim e pelos outros pais que se viram sem saber o que fazer, numa altura em que mais precisamos de saber exactamente o que fazer.
Tal como disse na entrevista, ter um filho não é como ter um exame na faculdade, em que nos preparamos, realizamos o teste e depois alguém nos diz onde e quando falhámos. Um filho é um exame sem ter mestre, onde todos tem uma teoria e opinião, mas ninguém é dono da razão. Não há certos nem errados, e isso é dificil de gerir quando se é pai pela primeira vez.
Depois, a maternidade é uma disciplina em que quem já passou " no exame" não resiste a fazer comentários e dar o seu bitaite. Coisa que muitas vezes ajuda, mas muitas outras só confunde ainda mais - porque todos os bebés são diferentes, e não há nada de nada que resulte com todos eles.
A juntar a isto temos uma mãe descontrolada hormonalmente. Quer queiramos quer não, e nisso o pai tem um papel muito importante, nós não estamos bem. Não estamos capazes de agir racionalmente, exactamente quando temos de tomar as decisoes mais importantes. Choramos por coisas absolutamente estúpidas - eu nos primeiros dias chorava baba e ranho porque não ia poder voltar a viver o dia do parto, como se isto fizesse algum sentido! Vi mães com bebés de 4kg desesperadas porque ele não come, o meu chegou aos 2,500kg (perdeu 20% do peso com que nasceu) e eu acho que nem me dei conta, continuei a bater na mesma tecla proque não conseguia ver mais além.
Sei que quando nos encontramos nestas situaçoes muitas vezes nem ouvimos quem está ao nosso lado, mas num momento ou outro parece que se faz luz e as coisas começam a fazer sentido - se houver uma só mãe desesperada que de alguma maneira se sinta inspirada com a entrevista, é porque valeu mesmo a pena.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ideia brilhante

...que me acaba de ocorrer.
E inventarem Nutella Light? Hum, senhores da Ferrero?
Isso é que era de homem!

Contagem decrescente...


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mãe orgulhosa

Anteontem saí da escola a babar, quando a educadora do baby disse que ele é o menino que melhor se porta, que está sempre bem disposto, que menos trabalho dá, que está sempre bem.
E eu podia inchar de orgulho das minhas capacidades de mãe, mas tenho de admitir que tudo isto é mérito dele, não meu.
  • Adormece sozinho: durante os meses a berros e birras e a dormir como um passarinho, eu, contra todas as recomendações, comecei a adormece-lo apenas ao colo. E ouvi muitas vozes inquisidoras "não sabes no que te estás a meter!", "ele vai ter 3 anos e ainda adormece no colo", e outras que tais, mas eu só queria era que ele dormisse! Meses e meses de embalo para adormecer, até que depois de 2 semanas na escola o rapaz começou a adormecer sozinho na cama dele. Um sonho. Depois da história deito-o na cama, fecho a luz e saio do quarto. Mai nada.
  • Adormece em todo o lado, mesmo com barulho: esta também é das regras de ouro dos livros - habituar a dormir com barulho durante o dia. Qual quê, se o rapaz acordava com os barulhos, eu desligava a televisão e andava pé ante pé, telemóvel no silencio e tudo o mais, só para ter uns momentos de sossego. Com passar do tempo e com a escola ele foi-se habituando, e hoje adormece na cadeira debaixo de fogo-de-artifício (aconteceu em Santiago), durante jantares de família, casamentos e baptizados.
  • Come de tudo, não estranha nada, gosta de tudo: pura sorte, o rapaz também não tem a quem sair esquisito...
  • Dá-se bem com toda a gente, é sociável: passei meses fechada em casa com ele durante os primeiros tempos, pelo mau tempo e pelo perigo da gripe A. Ainda assim, não ficou bicho-do-mato.
  • Porta-se bem nos restaurantes: meses a fio sem ir jantar fora, com medo que a coisa corresse mal, só em Amsterdam, já ele tinha 7 meses é que nos apercebemos que podemos sair para jantar com ele à vontade, que basta um embalo na cadeira e ele dorme o jantar todo.

E a lista pode continuar.
Acho piada quando ouço algumas mães dizer "eu sempre os habituei a isto ou aquilo", eu antes de ser mãe também pensava que podia ser assim. E pode, mas depende muito dos miúdos. Conheço miúdos que dormiram com os pais meses a fio e que agora dormem sozinhos, outros cujos pais insistiram imenso para que fiquem na cama deles, uns com outros sem sucesso. Colegas dele na escola habituados a dormir no colo que continuam a fazer birras para adormecer até hoje...
Por outro lado, eu sempre o habituei a brincar sozinho no parque - isso até poderia ser algo de que me posso gabar - mas tenho a certeza que muitos outros pais também o fizeram, com resultados diferentes.
As qualidades do meu filho, por muito que eu gostasse de me gabar, são mesmo mérito só dele.
Sorte a minha...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Outono

Hoje uma coleguita do meu filho estava de collants. Collants? Pareceu-me um exagero.
No entanto o meu baby, desde que anda de sapatos novos, também calça meias. Quem tinha saudades de lavar, pendurar e depois dobrar meias, ãh? Eu não...
Como o rapaz continua a dormir de body e calções, hoje fui oficialmente comprar babygrows, e também meias (as que tem ficam com o calcanhar a meio do pé), e t-shirts de manga comprida. Também já fui à gaveta das coisas que ainda não servem (que compro nos saldos - quase nada - e que me vão passando - muita coisa) e pus a lavar o que já se pode ir usando.
Podem vir as castanhas que estamos prontos!

Eu por mim, continuo de sandálias e manga curta, em pura negação que o fim do Verão chegou.
Mas estou com vontade das castanhas, porque no ano passado quase não comi que diz que dava cólicas ao baby. Desforra!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Alguém na escola do meu filho lê este blog*

Hoje quando o fui buscar estava no recreio, não no baloiço mas à solta, no meio dos "grandes".

*e durante o horário de trabalho!

Os homens e a bola

O meu baby está a desenvolver uma verdadeira obsessão por bolas. Adora.
Atira a bola, gatinha, empurra-a, gatinha atrás, agarra-a outra vez, atira-a e começa tudo outra vez. Onde houver uma bola, ele está feliz.
Mesmo no meio de outros brinquedos que ele adora, vai sempre primeiro buscar a bola, e só depois de jogar um bocado é que eventualmente pega noutro brinquedo.
Curiosamente, o primeiro brinquedo que ele recebeu, e único durante meses e meses de gravidez, foi exactamente uma bola.
Vou busca-lo à escola e se está a jogar à bola, tenta escapar-se do meu colo e quer ir para o chão - sejam que horas forem. Se está no baloiço - um à parte, a partir das 17h os meninos da escola ficam todos juntos no recreio, os bebés ficam num cantinho, sentadinhos a brincar, mas o meu, claro, como não pára quieto e está sempre a escapar-se, fica sempre no baloiço, de onde não consegue sair - fica histérico, a ver os meninos crescidos (de 2 ou 3 anos) a brincar com bolas. Em casa dos avós a mesma coisa, quer sejam 4 ou 5, ou apenas 1, é sempre a brincadeira eleita. No parque repara logo se há meninos a jogar à bola, e dá saltos a apontar para lá.
Acho piada a esta predisposição para jogar à bola. Será que se fosse menina era igual?
Ficamos sem saber.
E será que temos um Cristiano Ronaldo em potencia? E aqui esta que vos escreve é também uma D. Dolores em formação?
Stay tuned...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Feta

Quem quer que seja que inventou o queijo feta, estava sem dúvida inspirado.
Adoro!

Lento regresso à normalidade

Há mais de um ano sem por os pés num cinema. Há quase um ano sem irmos jantar fora os dois. Jantares fora no geral, raros no último ano. Teatro, dança, concertos, espetáculos, exposiçoes e museus, quase, quase inexistentes.
No entanto, haja esperança, que a normalidade aos poucos regressa a esta casa.
Andamos a ver a série Modern Family, e eu comecei a ler A Soma dos Dias da Isabel Allende (não sou grande fã da escritora, mas o livro foi emprestado, e, sim, estou a gostar).
Um livro e uma série... há quanto tempo...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre o FB

Tem imensa piada ter amigos estrangeiros no FB, até porque é esse o conceito da rede - manter as amizades à distancia - o problema é que a maioria das vezes não percebo NADA do que escrevem nos seus "walls".
Entre amigos estrangeiros tenho também amigos portugueses no estrangeiro, que escrevem longas frases na língua do país onde estão, o que me deixa também de fora do contexto.
O meu FB às vezes parece uma autentica torra de Babel...

Fim de Verão

Nesta altura do ano vou sempre à praia com a sensação de que pode ser a última vez.
E ontem estava-se tão bem...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ainda o peso

Depois de (hoje) a 5ª pessoa me ter dito que estava mais magra, decidi tirar teimas, e seguindo a sugestão da Raquel, perguntar à amiga balança.
Não é que perdi mesmo 1 kilo?
AH AH AH AH!!!
Queres tu ver que eu agora como de tudo e não engordo, como as modelos-filhas-da-mãe-que-dizem-sempre-que-comem-de-tudo-e-continuam-espectaculares??
Isto para mim, que nunca, mas NUNCA pude comer o que quis sem pagar as consequências (até a amamentar eu engordei, senhores!), era igual a um Euromilhões!
Assim sendo, estou exactamente com o peso que tinha quando engravidei. Menos 3 kilinhos e fico com o meu peso "normal". Com menos 10 fico boa-comó-milho.
Vou ali comer uma pizza e uma mousse de chocolate para começar já a tratar disto.

O insólito do dia...

... foi ter visto o avô Cantigas, de Harley Davidson, em Lisboa. E com um blusão de cabedal daqueles à motoqueiro, com Avô escrito nas costas.
Juro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eu, a organizada

Estou há anos (mentira, meses) para fazer isto, mas acabo sempre por adiar. Vamos lá ver se é desta...
Uma das regras de qualquer mãe organizada é planear as refeiçoes com antecedencia. Conheço mães que vão mais longe, e cozinham a ementa da semana no sábado e domingo, mas isso para mim já é ir longe demais.
Aconteceu algumas vezes cá em casa, antes do verão (esse desorganizador da vida doméstica), cozinhar grandes quantidades à 4a e à 5a feira (6a feira à noite já é fim-de-semana, come-se qualquer coisa), para congelar e não ter de cozinhar à 2a e à 3a - uma informação para quem não sabe, eu trabalho só às 2a, 3a e 4a, entrando às 8h da manhã (o que implica deixar o baby às 7h30 na escola), às 5a e 6a trabalho para um projecto por conta própria, com horário bem mais flexível. Assim, nos dias de maior trabalho e cansaço era só descongelar o que estava feito e eventualmente fazer um acompanhamento. Um hábito a recuperar nesta rentré.
O hábito que vou implementar e tentar manter é o de decidir a ementa da semana. Uma situação típica nossa é não termos nada em casa, aquela coisa de fazer compras por atacado ainda não nos entrou na cabeça. Resultado: acabamos por comprar coisas em cima da hora, perdendo tempo e dinheiro, já para não falar em comer vezes sem fim a mesma coisa (que há sempre na despensa): massa com pesto e cogumelos, massa com atum e molho de tomate.
Com a ajuda do blog As minhas Receitas (que está ali em baixo nas sugestoes de blogs) acabo de fazer a ementa desta semana e da próxima (entusiasmei-me, pronto...). Entre receitas novas, e outras de sempre que ficam esquecidas, já tenho a lista de compras para fazer de modo a não ter de andar a correr ao fim do dia a comprar jantar. Sempre que possível farei quantidades industriais, para poder congelar e guardar para a semana seguinte, fazendo com que um plano alimentar de 2 semanas estique para tres.
Paralelamente com isto, não tendo muito a ver mas não deixando de ter, a partir de hoje o baby vai passar a fazer todas as refeiçoes da escola. A alimentação está incluída no preço, mas até agora ele tinha levado sempre a lancheira. Durante os primeiros meses fazia-me confusão não ser eu a fazer-lhe a sopa. Agora está com quase 11 meses, já está crescido, era o único a levar almoço, eu tenho plena confiança na cozinha da escola, pelo que seguindo a sugestão do Te (que andava a falar nisso há semanas), deixei-me de galinhices e resolvi começar a ser prática. Começou por ser apenas ao lanche, mas a partir de hoje almoça e lancha igual aos outros meninos. Assim, a mesma quantidade de sopa que costumo fazer vai dar para mais dias, já que vai come-la apenas ao jantar, e durante uns tempos terei apenas de lhe comprar carne para as refeiçoes do fim de semana.
A ver se isto entra nos eixos, que com a nossa desorganização habitual de estudantes-universitários-inconscientes-a-partilhar-um-apartamento não vamos a lado nenhum.
Vamos ver quanto dura tanta organização, mas para já estou orgulhosa de mim!

Chegadas para 2011

E assim como quem não quer a coisa, timidamente, a cegonha vai deixando adivinhar quais as entregas para 2011.
Começou por ser a mentora deste projecto, que terá a sua entrega logo em Janeiro (vamos ver se chega a 2011 ou se fica por 2010 mesmo!), e já se sabe que será um rapaz (o 3o, olha a animação que vai ser naquela casa!).
Este fim-de-semana soubemos com grande surpresa que em Abril é a vez do P., assíduo comentador deste blog, também conhecido aqui nos comentários por Noivo. Que grande excitação ver esta família a aumentar! Estou mortinha por ve-lo no papel de pai! Vai ser o máximo!
Lembro-me perfeitamente de ver o P. ainda na barriga da mãe. Agora que vai ser pai (e não é adolescente, vai ser pai depois de formado, com emprego e casado), não sei muito bem o que é que isso diz em relação à minha idade. Já não vou para nova, essa é que é essa...

Venham com saúde, que nós estamos de braços abertos à vossa espera!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mais um post sobre o peso

Depois de uma dieta mais rigorosa e idas frequentes ao ginásio nos meses de Abril e Maio, que deram os seus frutos (falta-me apenas 1 kg para voltar ao peso pre-gravidez, que está longe de ser o meu peso ideal, mas pronto, o seu a seu tempo), nos últimos meses tenho andado bastante relaxada com essa questão.
Não sei se é do Verão e do calor, mas não ponho os pés no ginásio há meses e não vou voltar a por tão cedo porque não renovei a matrícula. Paralelamente, tenho comido sem preocupaçoes.
Nestas duas semanas de férias foi o descalabro. Começou no fim-de-semana em Monchique, com tostas de queijo, pão com chouriço, jantar à discriçao, torta de amendoa, docinhos do Algarve. A alarvice continuou pela semana fora: batatas fritas (com molho cocktail, que eu nestas coisas não sou menina, se é para ser, é para ser!), gelados, pizza e todo o tipo de porcarias. No casamento JB foi sempre a abrir, aperitivos, dois pratos, mega fatia de bolo-mousse de chocolate, queijo como se não houvesse amanhã.
Resultado: quatro (4!) pessoas, não 1, nem 2, nem 3, mas sim 4 pessoas diferentes, em situaçoes diferentes (logo, com roupas dieferentes) me vieram dizer ultimamente que estou muito mais magra!!!
Oh meus amigos...querem ver que eu andei enganada a vida toda??

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Obras da casa nova

Parece um cenário de guerra. Os senhores obreiros aproveitaram o facto de não estarmos lá a viver para espalharem o seu chavascal pela casa toda. Temos banheiras, retretes e lavatórios (sim, no plural, os velhos e os novos das 2 casas-de-banho) espalhados na sala, maquinetas, sacos de cimento e utensílios vários pelo corredor e cozinha, safam-se os quartos que estão de portas fechadas, mas nem se consegue lá entrar porque as portas estão bloqueadas. Quem vir pensa que vamos reformar a casa toda, não apenas 2 míseros WC.
Já retiraram tudo o que era velho e substituiram a canalização (ou pelo menos é o que eles dizem, que eu cá não vi nada, e agora já está tudo tapadinho com cimento não dá para ir ver se os canos são novos ou velhos), e na sexta começaram a colocar os azulejos nas paredes da casa-de-banho grande. Grande é apenas um nome, porque assim despidas de todas as louças que as compoem, parecem ambas mínimas. Devíamos passar a chamar casa-de-banho Pequena e casa-de-banho Minúscula, seria mais correcto.
De resto, acho que vão ficar giras. Se não ficarem é-me indiferente. Detestei andar de Leroy Merlin em Leroy Merlin, de Largiro em Largiro, em busca de solos e revestimentos, louças e torneiras. Santa paciencia tem as pessoas ligadas à decoração. E se alguma vez eu tivesse tido a remota ideia de que um dia iria construir uma casa inteira ao meu gosto, já esqueci!
Seria o verdadeiro pesadelo, credo!

domingo, 12 de setembro de 2010

Rentreé

Amanhã...regresso à vida normal, ao trabalho para quem trabalha, à escola para quem ainda vive à custa dos pais...

Mega-boriiiiiiiiiiiing....

Pizza-hamburguer

Há um anúncio na tv em que aparece uma pizza com aquilo que parece um cocó em cima de cada fatia.

Não sei, não me parece muito apetecível, mas se calhar sou eu que sou esquisita...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Recordação de Porto Seguro

Partiu-se. O efeito foi tão giro que não pude deixar de fotografar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Coisas fantásticas

... que se descobrem no item Estatísticas do blogger.
Sabiam que pelo menos 1 vez o meu blog foi lido em Malta?
E que a Tixa Penixeiro tem o meu blog na lista de blogs dela?
E que duas pessoas vieram cá parar porque pesquisaram "quase vadultos" no google? E outras tantas vieram cá parar por "calças de ganga". E ainda outras que procuram informações sobre Erasmus em Santiago de Compostela (não sei o que procuram, vão sem hesitar).
E já agora, tenho uma média de 100 visitas diárias.
Cheira-me que vou ficar viciada nas estatísticas.

Sobre o casamento JB...

... muito há para dizer.

O casal JB já namorava desde 1996. Um namoro que remonta aos bancos do colégio. Quando ainda ninguém tinha carta, ninguém tinha curso nem trabalhava. Um namoro que remonta aos tempos do 100%, das tardes livres, dos verões passados na praia, das férias nas famosas vivendas Pinto.
São o casal base do nosso grupo de amigos e se pensarmos bem, são raras ou inexistentes as memórias do grupo quando eles não namoravam. Há 7 anos atrás foram os primeiros a ter um bebé, que por ser a 1ª e única durante tantos anos, é um bocadinho filha de todos nós. Durante anos foram os únicos a ter casa própria, sendo por isso o local eleito para encontros e jantaradas.
Eram dois, agora são quatro, e fazem parte da minha família.

Foi, por isso, um dia cheio de emoções.
Começou com o encontro em casa dos noivos, que, sim, estavam lá os dois mas a fazerem os possíveis por não se verem (porque a noiva estava já maquilhada e penteada a preceito).
Estava tudo na maior descontracção e confusão também... entre família, amigos, fotógrafos, colegas que foram trazer as flores e filhos dos noivos, mal se conseguia passar nos corredores.
Seguiu-se a ida para a igreja de descapotável. Tantas e tantas vezes fomos sair à noite assim: a Maria a conduzir, a Mana Alex ao lado, eu e a Sousa (agora também no papel!) atrás! Só que agora a Sousa ia de vestido de noiva. E vinham os filhos dela também ao nosso colo. E estávamos de descapotável (coisa que só acontecia quando o Pontes trazia o mítico Mini Moke - ah! saudades!). E eram 4 da tarde.
A cerimónia foi longa, mas teve momentos muito emocionantes, em que as lágrimas se soltaram sem pedir licença: a entrada da noiva, filha e pai a lerem a oração dos fiéis, e claro, o momento mais importante para mim, em que me tornei oficialmente madrinha da princesa Sousa.
Depois... depois a noite foi nossa! Seguimos para a festarola, que foi em grande! Estivemos na pista desde o Dirty Dancing que a abriu até ao Dirty Dancing que a fechou, com direito a rockalhada e twist, levámos baile da geração mais nova e da geração mais velha que arrasou na pista de dança, saltámos, cantámos, dançámos uns com os outros e fomos felizes. Acabámos a noite a recolher flores e a dizer disparates, daqueles que só o avançado da hora (e do álcool) pode desculpar. Por pouco não fomos todos aos bolos, como antigamente.
Que pena passar tudo tão rápido...

sábado, 4 de setembro de 2010

O casamento dos meus melhores amigos

...é hoje.
Um dia tão grande que nem encontro palavras.
Afinal 2010 ainda nos reservava um outro super-mega-evento...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma simpatia

Ao ler este post dei-me conta de que, ao contrário do filho da Raquel, o meu baby não tem qualquer tipo de iman. Sim, claro que há sempre uma ou outra pessoa que se mete com ele, mas nada comparado ao sucesso do Francisco, que eu já presenciei em diversas ocasiões.
Ora pois, que se as pessoas não se metem com o meu baby... mete-se ele com as pessoas.
Há um tempo atrás, devido à sua enorme cusquice (de nascença), sempre que estavamos num café ele fixava as pessoas da mesa ao lado de tal maneira, que algumas até ficavam incomodadas. Foi só uma questão de tempo para a cena piorar: o rapaz aprendeu a apontar, e a emitir sons ao mesmo tempo para que quem quer que seja que o esteja a ignorar, deixe de o fazer.
Salas de espera silenciosas, cafés, restaurantes, filas de supermercado, e até o local mais constrangedor de todos: o elevador; toda a gente metida para consigo nos seus pensamentos vem a criança apontar com o dedo espetado a gritar Ô Ô Ô, fixo num desconhecido qualquer. As pessoas, claro, vêem-se na obrigação de lhe dar troco, fazem um sorriso amarelo, ai que lindo, que simpático, e eu retribuo o sorriso amarelo enquanto ele continua a chamar a atenção. Há quem tente perceber o porquê da excitação: será dos óculos?, quer a minha revista? No outro dia estava um estrangeiro de chapéu no elevador que até se sentiu encavacado.
Eu que sou tia de 6 sobrinhos lindos de morrer, que sempre fizeram imenso sucesso na rua (basta dizer uma coisa: são louros e/ou de olhos azuis, êxito garantido), estava mais ou menos habituada a lidar com comentários alheios.
Não estava a contar era que fosse o meu filho a pedir esses comentários.
Resta esperar que lhe venha uma ponta de timidez quando começar a falar.

Sonho mau

Hoje tive pela 1ª vez um sonho/pesadelo que envolvia a saúde do meu baby.
Horrível...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Férias...

Finalmente!
Durante uns tempos estarei fora daqui (leia-se, do blog, porque de resto, tirando este fim-de-semana, estarei por aqui mesmo).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Perigo 2

A assinatura anual do meu ginásio acaba em Agosto, mas não vou renovar.
40€ por mes fazem-me falta, para depois poder ir apenas 1 vez por semana se tanto.
Fico triste, mas acho que é melhor assim.
Agora, haja disciplina para ir caminhar no paredão e ressuscitar esta bela amiga.

Happy tuesday!

A 3a feira começou ainda ontem, à 1h da manhã, quando encontrei a chave do carro na bolsa de fora da lancheira do baby.
Depois de correr TUDO à procura, e de por os donos das casas onde estivemos no fim de semana à procura nas casas deles também, o raio da chave lá resolveu aparecer num sítio bastante inesperado.
Tudo fica bem quando acaba bem, e pelo sim pelo não já ando com as chaves todas juntas, e num porta-chaves de pendurar ao pescoço. Só por causa das coisas...

Sim, porque os "azares" de 2a feira não ficaram pela chave perdida:
  • choveu (oh q triste...)
  • comprei finalmente (desloquei-me de propósito a um centro comercial à pinha) uma camisa/body para o baby vestir num super-mega-evento de dia 4 (que vai ter direito a post à parte), tamanho 18 meses, numa loja super-chique (em saldo), mas o raio da camisa/body é tão mal feito que não entra no baby - o tamanho é bom, mas depois só abre até metade, pelo que não consigo enfiar lá o baby nem espremido
  • caiu uma prateleira de um armário do escritório onde tenho 20 sacos CHEIOS de roupa, uns para devolver outros para o baby usar daqui a 1 ou 6 anos (raios dos sacos de roupa que dão muito jeito, mas são uma maldição!) e que se espalharam pelo escritório todo, mal se podia entrar - só me apetecia chorar, mas o Te fez-se à vida e lá arrumou aquilo tudo, foi o que valeu...

Hoje já está sol, e já tive aprovação das minhas férias, pelo que o dia só pode correr bem!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Happy Monday

Bela maneira de começar a semana: perdi as chaves do carro.
Vi-me com o baby pronto para sair, o tempo a passar, eu a ter de o levar e a chave sem aparecer...
Teve o Te, que já ia a caminho com os pais, de voltar para trás para me dar a chave dele, para eu poder ir, a voar, entregar a cria à tia para passar o dia.

A ver se para o ano tiro férias em Agosto, como as pessoas.
Ando cansada, e depois só sai asneira...

sábado, 21 de agosto de 2010

Assim consegue tudo o que quer...

Acorda, põe-se de pé agarrado às grades, e manda beijinhos para o ar.
:)

Mania irritante

Quando está naquela fase de deita-põe de pé na cama, atira a chucha para fora da cama, que, claro, vai parar aos sítios mais incríveis (tipo dentro do caixote do lixo ou atrás da porta).

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Resumo do meu baby aos 10 meses

Porque a memória é traiçoeira...

  • está giro, giro, giro
  • farta-se de falar/refilar/gritar quando está a brincar
  • gatinha com um pé sempre no chão, e uma perna a arrastar, mas ganha uma velocidade estonteante; de vez em quando ainda se move de rabo (agitando os braços com muita força arrasta o rabo pelo chão), que foi o seu modo de se mexer até há pouco tempo
  • poe-se de pé muito rapidamente, quer seja no parque, na cama, ou no chão agarrado a qualquer coisa, às vezes até larga uma mão
  • tem manhas que nunca teve, tipo está a brincar sentado no parque, ve-nos passar e chora, faz birras quando quer que lhe peguemos ao colo
  • todas as manhãs acorda e bebe o biberon sozinho na sua cama
  • desde há 3 semanas que, melhor ou pior, dorme a noite toda, sem acordar nenhuma vez - ocasionalmente acorda, bebe água, poe-se a chucHa e cala-se, raramente precisa de um biberon para se calar (mas ainda acontece). Isto foi um GRANDE passo na vida dele e na nossa, e só quem passa por isto sabe do que estou a falar
  • tem 4 dentes, 2 em cima e 2 em baixo
  • não se baba muito, mesmo estando os dentes a nascer, raramente precisa de babete sem ser para comer
  • come muito, muito bem, muitas vezes nem suja o babete, come fruta, sopa, papa de qualquer tipo sem se queixar de nada, sempre de boca aberta e sem ser preciso grandes distraçoes - e isto era das coisas que mais me assustava, pelo que tivemos mesmo muita sorte de ele ser assim
  • tem o cabelo aos caracóis castanhos claros, e mantem até hoje um penacho de cabelo que nunca lhe caiu desde que nasceu e que é visivelmente mais escuro que o resto do cabelo
  • é bruto como as casas, bate nas coisas, atira os bonecos, grita, dá-nos estalos quando está contente
  • nota-se já uma predileção por bolas, adora agarrar, atirar, e gatinhar atrás da bola, e se fingimos que vamos apanha-la fica na maior excitação e gatinha super rápido
  • gosta também de reparar nos pássaros da rua
  • na praia gosta de gatinhar na areia, e não se importa de molhar os pés e as mãos
  • quando se magoa fica ofendido durante um bocado e não ri
  • continua sem estranhar ninguém e fica na boa com toda a gente, mas ultimamente começou a notar-se uma leve, muito leve e discreta dependencia da mãe - quer vir para o meu colo quando está no colo de outras pessoas, e às vezes não quer sair, coisa que até aqui não acontecia, mas no geral é muito independente
  • fica a dormir na cama dele na boa, deito-o acordado e se estiver com muito sono adormece logo, se não ainda se levanta umas 2 ou 3 vezes, sendo preciso ir lá deita-lo para ele adormecer, mas tudo sem grandes filmes. Também adormece bem na cadeira dele, desde que não veja ninguém conhecido
  • faz uma sesta de manhã e outra de tarde, e eventualmente dorme um pouco depois do lanche
  • gracinhas: bate palmas, dá beijinhos, faz algo parecido com o "poe o piupiu o ovo"
  • de um modo geral é um miúdo porreiro, simpático, interactivo, bem disposto, fácil de cuidar e super cómico. Continua cusco, como sempre foi.

Enfim, uma personagem!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O jantar do polvo

Depois de tanta história com o polvo, o jantar na Sofia foi de facto memorável.
Não só pelo polvo - que como bem sabeis não sou grande apreciadora, mas que estava de chorar por mais, nunca tinha ouvido falar em polvo à lagareiro até há umas semanas atrás, para mim à lagareiro era o bacalhau e ponto, talvez porque como não gosto/aprecio polvo ignorava as receitas com o mesmo, que agora passarei considerar, mas o raio do polvo estava de facto uma delícia, bem como a salada que eu adorei (ontem já fui comprar couve roxa ao PD e tudo) - não só também, dizia eu, pelo polvo; pela crescente cumplicidade entre a criançada, que cresce a olhos vistos; pelas sempre úteis e divertidas liçoes de maquilhagem; pelas 1000 conversas que nunca chegam ao fim; mas também e principalmente este jantar ficará na memória pela incrível, inesperada e imensamente divertida recepção que tivemos.
Muito bom, mesmo!

Fraldas de pano - review

Como alguns de voces provavelmente (secretamente) previram, usámos muito pouco tempo as nossas fraldas de pano.
No entanto, isso teve a ver com uma única questão: a entrada do baby para a escola.
Era suposto o baby ficar com a avó, que foi consultada e aprovou as ditas antes da sua compra (porque para as avós as fraldas de pano são a coisa mais normal do mundo), mas por um golpe do destino o baby acabou por ter de ir para a escola, e eu sinceramente nem coloquei a hipótese de levar as fraldas de pano. Nunca sequer perguntei se ele podia levar, porque pura e simplesmente não quero chegar ao final do dia e ter de lavar fraldas sujas que ficaram o dia todo dentro de um saco na escola. Usou as fraldas de pano durante a minha licença, e depois acabei por as por de lado, por ser mais conveniente usar as outras.
Decisão minha, portanto.

No entanto, o saldo do uso de fraldas de pano é positivo.
Comprei dois tipos. Umas mais baratas, que se prendem com um gancho, e outras mais caras que tem molas que permitem ajustar a vários tamanhos.
As que se prendem com gancho são muito bonitas mas são para esquecer. Era impossível aquilo ficar bem ajustado, e torna-se muito difícil acertar com a medida certa num bebé que se mexia bastante.
Das outras fraldas, com molas de pressão, só posso dizer bem. São um bocado grandes, eles ficam com o rabiosque bastante almofadado, mas tirando essa questão estética são iguais às outras. Na altura sairam tantos cocós por fora nas fraldas de pano como nas descartáveis, e aconteceu pouco tanto numas como noutras.
Gostei também da sensação de as usar. Se só usamos coisas de algodão em contacto com a pele do bebé, porque razão com as fraldas há-de ser diferente? Quando lhe mudava a fralda parecia que fazia mais sentido serem fraldas de tecido, de algodão macio como a roupa interior. Gostei.
O papel para absorver os cocós também se revelou útil. Basta apanhar o papel, deitar fora, e a fralda ficava apenas molhada e ocasionalmente com umas manchinhas.
O pior ainda foi que não secavam muito facilmente, mas como se sabe, neste Inverno nada secava facilmente.
E senti que enquanto as usei as fraldas descartáveis duravam muuuuito mais do que agora. Não foram muitas, mas pelo menos livrei o ambiente de algumas fraldas que daqui a 500 anos ainda cá estão...
Não sei até que ponto foi um bom investimento comprar as fraldas de pano, com respectivas capas plásticas (2 de cada tamanho e cheguei a usar 2 tamanhos) e o papel, mas não afasto a hipótese de as voltar a usar num próximo filho.
Pelo menos, fico com a certeza que tentei.

domingo, 15 de agosto de 2010

Perigo

Percebi que o baby já pode comer Cerelac (daquela de toda a vida).
Bolas, pá...

Delícia

Dormir a sesta com o nariz colado aos caracóis do meu bebé.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sempre bom saber, e ouvir

Nas finanças, a pedir a isenção do IMI, diz-me a senhora:
"Eu também já cometi exactamente o mesmo erro que você."
Pensei que se referisse a um erro no preenchimento do modelo 1 e anexo (que trazem instruções de preenchimento e não é por acaso).
Não. Era outra coisa.
"Já comprei casa a meias com outra pessoa. Erro. Grande erro. lamentável mesmo! A mim não me apanham noutra, e a minha filha que tem a sua idade também diz o mesmo!"
Balbuciei qualquer coisa como "...pois, acontece... mas olhe que nós temos um filho e tudo, é melhor que a coisa corra bem...eh eh eh (sorriso amarelo)"

Eu se trabalhasse numa repartição das finanças também seria uma pessoa amarga de certeza.

Então são quê?

Acabo de fazer uma gelatina de morango que na caixa diz "sem corantes artificiais".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sobre o verde e o vermelho

Não sei se alguma vez referi aqui, mas cá em casa temos diversidade clubística: eu sou do Sporting, o Te é do Benfica, o baby há-de ser do clube que ele quiser e escolher.
Tirando em dias de derby, ou finais de campeonatos e coisas que tais, é um assunto que raramente vem à baila cá em casa.
Mas o post não é sobre os clubes em si, mas sobre as cores associadas aos mesmos.
A nossa devoção aos clubes fica-se mesmo por aí: pelos clubes.
Eu gosto imenso da cor verde, mas também adoro o vermelho, e o azul (que é talvez a minha cor preferida). O mesmo se passa com o Te, que talvez tenha mais roupa verde - se contarmos com o verde-seco - do que vermelha.
O mesmo se aplica à decoração/roupa da casa.
E o mesmo se aplica às coisas do baby.
Desde que não haja símbolos ou ícones alusivos aos clubes tanto o Te como eu compramos/vestimos roupas vermelhas ou verdes ao baby, indistintamente.
Isto porque nem o Sporting é dono do verde, nem o Benfica é dono do vermelho.
Nem o Porto do azul, já agora.

Acho estranho quando pessoas, que até nos conhecem bem, dizem ter escolhido outra cor de propósito para evitar o vermelho ou o verde, e deste modo oferecer uma coisa "neutra".
Isto já aconteceu mais do que uma vez, com diferentes pessoas.

Será que acham que vamos deixar de usar o presente por ser da cor associada ao clube rival?
Será que quando estamos com outras pessoas damos a entender que somos fanáticos pelo nosso clube (cada um pelo seu, bem entendido) ao ponto de usar e gostar apenas da cor associada a ele?

Esta questão, entre nós, nunca sequer se colocou.
Devemos estar a dar a ideia errada, seguramente.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

9 Agosto 1999

Nesse dia tomámos uma decisão acertada... e já lá vão 11 anos!

(podem confirmar aqui e aqui que este dia tem sempre direito a post! Já começa a haver alguns posts-tradição aqui no QA!)

Eu e as obras

Já tinha referido neste blog que não tenho jeitinho nenhum para ser gestora de recursos humanos, nem modelo.
Descobri agora uma outra profissão que não poderei vir a ter: decoradora.
Passámos o raio do fim de semana com a cabeça enfiada em amostras de soalho, azulejos, pavimentos, revestimentos, polibans, retretes e afins.
Mas alguém acha decorar uma casa uma coisa divertida, e gira?
Que GRANDE secaaaaaaaaaaa...

sábado, 7 de agosto de 2010

Obras

Não sei se já o referi aqui, mas antes de nos mudarmos para a casa nova vamos reformar 2 wc, a cozinha, e há uns azulejos no hall de entrada que também precisam de tratamento.
Basicamente desde a escritura há 4 dias tem sido esse o nosso maior foco de interesse e dedicação de tempos livres.
Estou a avisar porque vão seguir-se vários posts com o interessante tema: obras.
Ontem à noite fomos ao Leroy Merlin (não conheço 2 pessoas que pronunciem este nome da mesma maneira, cá em casa diz-se lerruá mérlan), hoje fomos ao Ikea (idem, por cá diz-se Ikêá), ao Aki (áquí, como "aqui" à brasileira) e à Conforama (que pronunciamos tal qual).
Já decidimos pelo menos como ficam 4 ou 5 casas de banho e umas quantas cozinhas. Resta saber como vão ficar de facto as nossas.
Adivinham-se visitas frequentes a lojas de wc e cozinhas. Podem começar a sugerir lojas em conta, no concelho de Cascais e arredores.
Diz que tudo isto é suposto ser divertido, mas eu com sinceridade não lhe vejo a graça...
Tinha coisas mais giras para fazer no dia de hoje do que ver portas de armários e lavatórios, mas enfim...
Fiquem atentos a novos avanços.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pernings

4 ou 5 anos depois do seu regresso, aderi à moda das leggings.
Para quem não tinha percebido eu sou fashion victim com compreensão lenta ou muito lenta em alguns casos.

Permitem-me usar uma data de coisas mais vezes e de maneiras diferentes.
Túnicas que só usava no Inverno com calças jeans; vestidos que só usava para a praia por serem muito curtos; um vestido traçado que eu adoro mas que ficava mal com calças (parecia um chouriço) e mal sem elas (demasiado curto), até uma túnica/vestido de grávida de algodão, que quando usado com cuidado (com a barriga para dentro para não me habilitar a ouvir o que não quero) e com as ditas leggings, fica com um efeito bem giro.
Ontem até já comprei um vestido nos saldos (eu, que tenho a maior dificuldade em arranjar vestidos!) que só fica bem se usado com as tais leggings por baixo.
Há um novo mundo de possibilidades.
Já tinha aderido ao roxo, adiro agora às calças justas de algodão, que não usava desde 1993 ou coisa parecida.
Além de tudo, são super-confortáveis e permitem estar muito à vontade quando, por exemplo, se trabalha com crianças.
Gosto.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pré-pré-adolescência

Entre o fim de 1999 e 2001 as minhas irmãs tiveram 2 filhos cada uma.
De 1 sobrinho passei a ter 5 quase de repente. Sendo a única tia sem filhos para todos eles, fui (e sou) uma tia especial, com quem eles sempre ficaram super à-vontade.
Essa malta está agora numa espécie de pré-pré-adolescência.
Comento que foi o afilhado que fez X quando não foi, e há drama.
Digo uma piada à mesa visando uma atitude da mais nova e temos cena quase digna de filme de adolescentes.
Ou sou eu que estou a perder o jeito (possível), ou são eles que estão a perder a graça (ou o sentido de humor, também pode ser isso)!

Tridente

O baby cá de casa já tem 3 dentes.
:)

Temos casa!

E finalmente, ao fim de 6 anos e 5 casas de aluguer (e 1 emprestada pelo meio) somos finalmente proprietários da nossa 1a casa!
Ainda não é linda de morrer porque ainda lhe faltam umas obras para o ser, mas tem muito potencial, é bem localizada q.b., a um preço razoavel (o melhor que encontrámos para sermos precisos) e tem 3 varandas (condição essencial para a compra de uma casa) - e também 3 quartos, 1 sala, 1 cozinha e 2 wc.
Uma nova fase da nossa história vai começar...

Em breve a nossa vida de nómada acabará de vez!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ora então com licença...

...que eu vou ali só comprar uma casa e venho já, sim?

:)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Post escrito a assobiar para o lado...

... sem dar muita importancia à coisa:

Há 4 ou 5 noites que o baby dorme de seguida, sem biberon nenhum!!!

Depois das noites infernais na semana passada, em que matámos o biberon da noite e andámos aí tipo zombies, ao que parece o rapaz lá percebeu que dormir e deixar dormir é uma melhor opção.

Torcemos para que seja definitivo.

sábado, 31 de julho de 2010

A infância

Hoje vieram-me as lágrimas aos olhos na conversa que tivemos à mesa com o meu sobrinho de 9 anos.
Prestes a entrar no 5º ano vai entrar numa nova escola, muito maior que a dele, e vai levar consigo dois colegas que são da sua turma desde a infantil.
Um deles é seu amigo, costumam frequentar a casa um do outro, incluindo jantares e dormidas. Quando lhe perguntámos se estava contente por ter este amigo na escola nova, ele respondeu que nem por isso.
Este amigo do meu sobrinho é considerado o terror da escola. É o miúdo insuportável, que bate em todos, que é mal educado e desobediente, que apenas respeita o meu sobrinho (porque apanhou um enxerto ainda na sala dos 4 anos que nunca esqueceu) e que ninguém tem paciência para aturar.
Em casa é o caso típico de menino que tudo tem mas a quem tudo falta. O pai só bebe coca-colas, a mãe deixa-o fazer o que quer, e a casa dele é recheada de tudo o que uma criança pode desejar: nintendos, game boxes, wii's e toda a liberdade para comer a fast food que desejar. E o miúdo ali fica a jogar consola, que o que se quer é que ele não chateie.
Perante a nossa surpresa por o meu sobrinho não querer estar na mesma turma que ele, ele explicou que muitas vezes não lhe apetece fazer programas e ir para casa dele, mas que o faz porque acha chato ele estar sempre a recusar convites. Fá-lo no fundo porque tem pena dele.
Partiu-me o coração um bocadinho.
E o outro bocadinho partiu-se ao perceber que ele não quer entrar na escola nova, com meninos novos, com tantas oportunidades e potencial, ficando atracado ao amigo terrível da escola antiga, que se calhar ao fim de dois dias vai andar à pêra com todos como sempre fez.
Fiquei à seria com as lágrimas nos olhos por ver o meu sobrinho, tão pequenino, perante um dilema destes, de ter de ser amigo porque ele não tem mais, mas a querer também fazer outros voos sem ter de ficar amarrado a uma amizade, que não é 100% recíproca.
Que sensibilidade a deste miúdo... que maturidade, e principalmente, que inteligência emocional...
Aos 9 anos não era suposto serem todos amigos e brincarem no recreio?
Não me sinto minimamente preparada para lidar com isto, bolas...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um bom dia

Foi o de hoje.
Praia de manhã, com mais crianças que adultos, muitos caranguejos, piscina para o baby e conversa para pôr em dia.
Almoço no jardim, à sombra das árvores.
Fim de tarde com sessão fotográfica para ilustrar a tal entrevista, em óptima companhia, tão boa que eu em vez de fazer cara séria nas fotos - que retratam um assunto sério - não conseguia parar de rir. O Tê foi um modelo exemplar, entrou na personagem e posou feito profissional. O baby também esteve à altura, a fazer sorrisos e a bater palmas para a jornalista e para a sua princesa (linda de morrer!) que lhe dizia "olá" enquanto lhe roubava a chucha. Eu, pronto, conto com a ajuda do photoshop para parecer menos corada, suada e já agora se não for pedir muito, com uns kilinhos a menos (uns 10kg sff). Enfim, ser modelo não é o meu forte. Nunca tinha percebido, mas percebi hoje.
O dia, talvez um dos mais quentes do ano, terminou com uma voltinha no Chiado para comer qualquer coisa. Que noite fantástica, e que cidade fa-bu-lo-sa esta onde vivemos.
Mary likes this.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Santiago de Compostela

Foi óptimo regressar.
Completamente diferente de regressar a Amsterdam, é certo, mas ainda assim foi um regresso muito familiar.
Serviu essencialmente para rever as pessoas que viveram o Erasmus comigo. E apesar do baby a tiracolo e tudo o que isso implica (os mojitos não bebidos, a ida ao Retablo e ao concerto na Quintana que ficaram para outra vez, entre outros pormenores) ficou a sensação de que nada mudou.
Assim como quem não quer nada somos outra vez "los portugueses", a ir aos sítios de sempre, a fazer o mesmo programa que fizemos vezes sem fim durante aqueles 9 meses, que na altura pareceram muitos mais de tão intensos que foram.
Que grande sorte mesmo, ter tido esta oportunidade fantástica. São coisas que não se repetem, aquela liberdade, aquela intensidade de viver cada dia ao minuto. Pouco tempo depois do Erasmus começamos a trabalhar a sério, e já não há volta a dar.
E a cidade... a cidade tem tudo a ver connosco. Cheia de animação, de cafés giros, de sítios para ir e coisas para fazer a qualquer hora, tudo à distancia de uma caminhada.
Regressei a Santiago desde que vim embora em 2004 e agora em 2010 (em anos de Xacobeo - o próximo é só em 2021).
Quando lá fui em 2004 senti o peso do tamanho da cidade. Na altura queria era alargar horizontes, tudo me pareceu fechado e pequeno, e sem novidades.
Agora já não.
Já apreciei devidamente o tamanho da cidade, que nos permite percorre-la toda, vive-la na totalidade. E apesar de já termos saciado o bichinho de viver no estrangeiro, viemos de lá com a sensação de que podiamos perfeitamente viver ali.
Foi a única cidade que vivi até agora, que consegui ter um controlo sobre a vida cultural - em que as coisas não me passaram ao lado, em que estavamos todos a par das exposiçoes, museus, festivais, concertos, teatros, e podiamos de facto escolher onde queriamos ir. Tanto na Holanda como cá em Portugal parece que tudo nos passa ao lado, quando me apercebo das coisas já passaram ou já não há bilhetes.
Mas tudo não passa de uma ilusão, pois eu sei perfeitamente que as ruas de pedra em breve estarão vazias, e que os sons da multidão a "ir de copas" serão substituídos pelo som da chuva a cair, e que muita gente não tem emprego e tem mesmo de sair dali. Mas de qualquer modo fica a doce recordação de ter um dia vivido numa cidade quase, quase, perfeita!

Matámos o biberon da noite

E pensam voces, ah foi? Então, ele já dorme a noite toda??
E a resposta é exactamente a oposta.
O rapaz anda a dormir tão mal, mas tão mal, que não dorme 3 horas de seguida sem acordar, chorar, berrar, senta-se, tenta por-se de pé, enfim, uma animação pegada.
De repente parece que temos um recém-nascido em casa outra vez.
Menos na parte de sentar e por de pé.
E quando temos um recém-nascido ao menos não temos de trabalhar no dia seguinte.
Vem nos livros, está tudo explicadinho - o meu filho não é nenhum fenómeno - eles quando aprendem a gatinhar e a por de pé treinam para isso de dia e de noite.
Com afinco.
Para nosso desespero, mas pronto.
Este calor maravilhoso também não deve ajudar muito.
Deve ser para termos uma ideia do que é o inferno - um calor abrasador e um bebé aos berros que não deixa ninguém dormir.
Tendo em conta que dar-lhe um biberon o acalma durante uns 10 a 20 minutos e depois volta a choradeira outra vez, ou bem que lhe dávamos uns 20 biberons por noite, ou então nem vale a pena dar nenhum.
Quando a coisa acalmar vamos ver se matámos de vez o biberon nocturno - esse companheiro de há 9 meses - ou se regressa o vício...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ressaca

Ao contrário de outras ressacas vividas em Santiago (ah, que belos tempos!) desta vez a ressaca aparece mesmo sem haver uma gota de alcool envolvida.
Foi muito, muito giro, tive pena de não poder ser mais tempo, mas hoje, depois de uma viagem de 6 horas, e depois de uma noite passada a acordar nem sei quantas vezes (deixei de contar), estou aqui a pagar a factura.
E não, não devia ter sido mãe aos 20, porque aos 20 estava a fazer Erasmus e a passar noites em branco mas de copo e cigarro na mão, a percorrer as ruas de pedra antiga de bar em bar.
Ai, que nostalgia... que cidade perfeita, que ano lectivo mais marcante.
Que sorte, ter tido esta oportunidade!
E que boa ideia este regresso!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Erasmus

Este fim-de-semana vamos festejar o 10º aniversário do meu Erasmus, e vamos passar dois dias com alguns amigos que me acompanharam nesta grande aventura.
E já foi há 10 anos...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrevista

Hoje fui, pela 1ª vez na minha vida, entrevistada à séria por uma jornalista verdadeira para contar este filme.
A minha história vai figurar ao lado de outras de pais e mães que numa ou noutra altura da vida se sentiram perdidos entre teorias, e ficaram sem saber o que era melhor para os seus bebés.
Nunca pensei falar sobre este assunto publicamente (não é uma reportagem anónima), mas sei que há-de haver muita mãe que se calhar está ou vai passar pelo mesmo, a quem poderá ser útil.

E adorei conhecer a jornalista, cujo blog sigo há meses. Foi mesmo estranho e ao mesmo tempo familiar ver e falar com alguém que parece que já conheço, associar uma cara e uma voz a uma história de vida que vou acompanhando à distância.
E entre conversa séria e gargalhadas ficámos, entrevistadora e entrevistada, a saber um bocadinho mais uma da outra.
Foi mesmo giro.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Trabalhar em casa é...

...fazer uma pausa do trabalho e passar a ferro o lençol e fazer a cama do baby de lavado.

...acordar à hora de começar o trabalho, vestir o baby de auricular no ouvido e atender chamadas ainda de camisa de noite.

...adormecer no sofá na (meia) hora de almoço.

Obras dos vizinhos

Os do rés do chão estão a reformar o WC. Como fica de frente para a porta da rua (como o de minha casa, nada feng-shui mas pronto) deu para ver o antes e o depois quando se entra e sai do prédio.
Substituiram um WC vintage, original dos anos 70 cor de laranja e branco, por um dos anos 90, beje e azul, com rebordo dourado. Não percebo, mas pronto. Gostos.

No entanto o comentário do Te foi: para a dona da casa os anos 90 são o futuro.
A personagem (muito simpática, trabalhava na escola onde eu andei) veste-se à anos 80 desde os anos 80. Não deve ter percebido que acabaram. E se agora passa despercebida (os 80 estão na moda) durante anos pareceu saída de um filme de época. E está igual, não envelheceu nem um bocadinho.
Só que agora vai ter um WC muito à frente...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Profissionais

Eu e o Te vamo-nos cruzando de vez em quando profissionalmente (a empresa onde eu trabalho usa os serviços da empresa onde ele trabalha) - o que geralmente não é bom sinal, pois se as coisas correm bem não precisamos de ser metidos ao barulho.

Pelo sim pelo não, e como quase ninguém sabe, enviamos e-mails super profissionais.
Tratamo-nos por "voce" e tudo!

Não há cá misturas.

Gostos recentes

Tomate
Pepino
Manga
Melão
Marisco (em pratos quentes)

Tudo coisas que antes não gostava, sendo que "antes" pode ser na infancia mesmo, e que agora gosto e como com prazer.

Mais gostos

Polvo (cozido, ou arroz)
Coelho
Grelos
Azeitonas
Pudim


Esta é a categoria "não gosto, mas se não houver mais nada marcha na mesma", que é típicamente minha e que irrita bastante o Te, que gostava de me ver mais coerente com os meus gostos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Prazer doméstico

Arrumar no congelador as caixinhas com as doses individuais de sopa do baby.

Não espero que me compreendam...

Atenção: eu não disse que tinha prazer em fazer as sopas - que sim, faço questão de ser eu a fazer apesar de poder comer da escola - mas no momento em que as tenho feitas (faço sempre dois tipos) e divididas em caixinhas... fico realizada!
Nunca pensei dizer isto, mas pronto.

E sim, se a malta cool que ainda vem a este blog deixar de vir a partir de hoje eu tenho de compreender. Ler o blog de uma mulher que tem prazer a arrumar caixas de sopa no congelador arruina a reputação de qualquer um...

domingo, 18 de julho de 2010

Gostos

Lulas e chocos
Açorda
Caril
Gomas
Arroz doce

Hoje estive a jogar um jogo com os meus sobrinhos e assim de repente foram estas as coisas que me lembro de que não gosto mesmo. Pode haver mais.

E, se eu tivesse de comer apenas um alimento até ao resto da minha vida seria...
Iogurtes.

Ficam a saber.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Bolas

Cá em casa ao fim do dia temos a nova rotina de jogar à bola no chão, antes do banho.
(sim, divertimo-nos imenso, ele adora, eu adoro ve-lo na excitação a tentar agarrar a bola sem conseguir e a ve-la rebolar no chão, e, ou muito me engano, ou é mesmo para isto que vivemos, para ter momentos assim - mas o post não é sobre isso).

No outro dia pus-me a pensar qual seria a brincadeira de antes do banho se tivessemos tido uma menina.
De certeza que não seria jogar à bola. E por coincidencia nesse mesmo dia fui dar com uma foto da sobrinha de uma amiga (da idade do nosso baby) a brincar (linda de morrer) com uma máquina da roupa cor-de-rosa (lá está, já estão a ver onde quero chegar), super feliz.

Ah e tal, mães do século XXI, e muito à frente, e a igualidade nas tarefas e tal e coiso, mas depois as máquinas da roupa são cor-de-rosa fashion, e as bolas são pretas ou azuis, e quando damos por nós, sem darmos por ela, estamos a criar gajos para ficar em frente à TV a ver a bola e miúdas para acharem piada a lavar a roupa
Ai... que isto assim não vai correr nada bem...

Claro que brincar com objectos domésticos não faz de nós escravas do lar, mas ao ve-la assim a brincar na máquina da roupa cor-de-rosa ocorreu-me que ninguém se lembraria de a oferecer a um rapaz, que se iria divertir igualmente de certeza.

Assim que em breve teremos máquinas da roupa, ferros de engomar, serviços de chá, aspiradores de brincar, e até nenucos, misturados com as bolas e os carrinhos e os legos.
Não sou mulher não sou nada, se este rapaz me cresce sem saber estrelar um ovo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Obras

Em casa dos vizinhos de baixo. O dia to-do.

Haja paciencia, e comprimidos para a dor de cabeça.
Irra!

domingo, 11 de julho de 2010

Favola

Boas notícias para os senhores da indústria dentífrica: o baby cá de casa já tem 1 dente.
Torto por sinal. Vai assim de esguelha em relação à gengiva.
Assim não começamos bem, mas pronto...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O que me dava mesmo jeito...

... era ser daquelas pessoas que não conseguem estar quietas, cheias de energia e que detestam ver a casa desarrumada. Que não conseguem alapar no sofá com a sala de pernas para o ar. Que sentem formigueiros e têm porque têm de atacar a pilha de roupa até lhe ver o fundo ao cesto. Que ficam nervosas só de pensar em ir para a cama com a cozinha por arrumar.

Não sou.

Bolas, pá!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Taça do Mundo já cá canta!

Não que me interesse por aí além, mas eu cá já ganhei o Campeonato do Mundo.
Tenho uma costela alemã.
Passo o dia a falar espanhol, e trabalho 80% do meu tempo com Espanha.
Vivi na Holanda 2 anos, e ainda hoje é de lá que vem o meu ganha-pão.

Assim, como diz o CR, é garantido!

Pergunta honesta

Quem é que tem ido ao ginásio com este calor?

Eu não.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As férias





Quem estava grávida por esta altura há 1 ano atrás entende melhor este post

A coisa melhor é dar um mergulho no mar e depois deitar de barriga para baixo na toalha.

Estes 38 graus sem barrigão (com bebé dentro), sem collants de grávida (a tortura) e sem pés inchados, são peanuts!

Viva as ameijoas e conquilhas, as saladas e as cervejolas!

Aaaahhhhh! Haverá melhor que o Verão?

Back to life

Hoje já estamos de regresso à vida normal.
Cada um para seu lado, um em Lisboa, outro na escola e eu aqui a secar.

Ganda porcaria.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu até podia fazer um post...

...sobre a festa da escola do meu filho, em que ele fez impecavelmente de ananás dos Açores; ou do seu batizado, em que conseguimos reunir a família e amigos num dia fantástico e muito especial para nós; ou também da fantástica prestação do guarda-redes Eduardo, que permitiu que não viéssemos embora do Mundial com 6 ou 7 golos no bucho; mas... não me apetece porque...
...wait for it...
...vou de férias!!!

São só 4 dias, não fiquem já a chamar-me nomes, mas vão valer por muitos! Assim como assim, sabe sempre a pouco, pelo que em menos dias sempre se gasta menos massa.
Qualquer coisinha, estarei aqui:





quinta-feira, 24 de junho de 2010

O meu filho é uma jóia de moço

Comentário da educadora ontem:
"O seu filho hoje esteve muito calmo, passa-se alguma coisa?"
Respondi que não que não se passa nada (excepto que no dia anterior tinha sido uma confusão à noite, fomos assinar o contrato a Lisboa, depois passámos no Oeiras parque e ficámos até às 22h para depois ainda passar em casa dos avós (dos dois lados) e só depois ir para a cama, o que resultou em 3 biberons bebidos durante a noite que é para aprendermos!)
Perguntei:
"Mas passou-se alguma coisa, está doente?"
Diz ela:
"Não, doente não está, está até bem disposto, mas esteve mais calminho hoje... nem bateu em ninguém..."

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Contrato de promessa compra e venda: check!

Et voilá!
Não há-de faltar muito para podermos dizer: temos casa!

Acho cómico porque como estamos a fazer isto numa altura em que muitas coisas estão a acontecer ao mesmo tempo, nem estamos a dar o devido valor a estarmos finalmente a comprar uma casa. E até agora está o processo a decorrer sem grandes filmes, com tudo a correr bem.
Mas é muito bom pensar que em breve essa etapa vai estar ultrapassada e que vamos, finalmente, ao fim de 4 anos e 4 casas (6 anos e 5 casas para mim), deixar de nos preocupar em manter os caixotes das mudanças.
Mal posso esperar...

Talho

Aqui há uns meses atrás abriu um talho novo ao pé da estação, onde era antes uma loja de tecidos parada no tempo. Tendo em conta que há um outro talho na rua em frente, e que há por perto um Modelo e um Pingo Doce, não achei que tivesse sido uma escolha inteligente. Mas lá fomos experimentar. Gostei do aspecto de tudo. Tem boa carne, e vendem também fruta e legumes, pão e essas coisas.
No outro dia fui lá comprar carne para o baby, fazendo meu discurso de mãe-galinha, explicando que por ser para um bebé tem de ser a carne mais frescaque haja.
O senhor olho para a montra e respondeu: "Então hoje não é um bom dia. Volte amanhã à mesma hora, que temos aqui tudo fresquinho."
Adorei a sinceridade.
Com isto este senhor ganhou uma cliente fiel.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O bullying pediátrico continua...

Ontem o baby cá de casa (que btw tem 8 meses) derrubou uma coleguita na escola.
Diz a educadora que ele se chegou ao pé dela (a piada é que ainda nem gatinha, mas arrasta-se para todo o lado sentado e chega sempre onde quer) e começou a chocalha-la para trás e para a frente, depois largou-a de repente, e a rapariga (que deve ter uns 10 meses), obviamente caiu para trás.
Já na semana passada também foi abanar outra menina (5 ou 6 meses) que estava a treinar para se sentar dentro de um cesto que há lá na sala para o efeito. Também se arrastou até lá e começou a abanar o cesto. Diz que ela até achou uma certa piada.

Se ele afinar o seu estilo vai ter resmas, paletas de miúdas atrás dele.
Os outros rapazes não se ponham a pau, não...
:)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

E agora um post verdadeiramente egoísta

Eu, enquanto amante inveterada de praia e mãe de um bebé de 8 meses não estou NADA importada com este Verão de frio e vento que não apetece, lá está, ir para a praia.

Vejo-me há 1 ou 2 anos atrás e penso no quão triste eu estaria por não estar tempo de praia quase no fim de Junho, no quão frustrada me sentiria por não ir à praia ao fim de semana, por nem ter sequer posto o pé no mar a esta altura do ano.
Este ano que não posso ir dar mergulhos e torrar ao sol do meio-dia, está este ventinho e estes confortaveis 20 graus.
Ih ih ih!

Eu (a de verde), no meu emprego anterior :)


quarta-feira, 16 de junho de 2010

É oficial

... trabalho com pessoas com menos 10 anos que eu.
Daqui a nada tenho colegas nascidos nos anos 90 (se calhar já tenho mesmo).

Ai.

O rufia da turma

...é o meu filho.
Dizem as educadoras que ele se arrasta super rápido sentado no chão (ainda não gatinha) e pelo caminho puxa cabelos e babetes aos colegas, vai até à prateleira das fraldas e tira todas, manda os brinquedos ao ar, tudo num abrir e fechar de olhos.
Ainda não tem 8 meses e já ouço "queixas" na escola.
Está bonito, está...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Gostava de ter sabido antes...

... que não se podem por brinquedos para os dentes no esterilizador...

Boas notícias

E não é que como quem não quer a coisa, e enquanto estamos ocupados com outras coisas, o negócio da casa vai andando para a frente.
Tivemos uma boa avaliação, e hoje fomos assinar os papéis do banco.
Queres tu ver que é mesmo desta?

Redes sociais (não virtuais)

Por vias de termos sido convidados para um batizado no Porto (de que gostei muito!) tive a oportunidade de conhecer uma grande amiga de infancia da minha mãe.
Foi muito engraçado conhece-la, porque me senti super à vontade, como se a conhecesse há anos, e de facto conheço, pois sempre me lembro de ouvir falar nela (e a filha dela comentou o mesmo, sempre ouviu falar na minha mãe sem nunca a conhecer).
Permanece a amizade, apesar de não se verem há 40 anos!
E havia mais gente conhecida na festa: o avo que trabalhou em frente a um dos meus tios, a irmã da tia de que me lembro sempre e não via há mais de 20 anos (não a reconheci, mas ela está igual), uma irmã da cunhada da minha tia (com esta confundi-vos!), a avó da namorada do primo.
O mundo, e mais concretamente a Foz, é um ovo! Daqueles de chocolate pequeninos, que se põem na boca de uma vez só.

domingo, 13 de junho de 2010

Sobre a nossa ida

Muito há para dizer, mas nada que nunca tenha sido dito antes.
Foi estranho, mas ao mesmo tempo muito natural, chegar lá com uma criança a tiracolo.
Ter um bebé já nos é familiar, e chegar lá é... como levar o nosso filho pela 1ª vez à casa de férias ou passar o Natal em casa da avó. Tudo normal.

No 1º dia ainda tive um momento de dúvida se tínhamos feito bem em levar um bebé tão pequeno - fomos lanchar a uma esplanada que conhecemos bem e como estava a dar um jogo da Holanda a confusão era imensa, com uma multidão de jovens gigantes vestidos de laranja, com bonés de onde saía cerveja, a cantar em despique com a esplanada vizinha. E eu olhei para ele, minúsculo, habituado à sua rotina na escola, à sesta, a lanchar tranquilo com os seus coleguitas, e ocorreu-me se não estaria a ser egoísta em tê-lo levado. Mas não. O lugar dos filhos é junto dos pais, e acabámos todos por nos adaptar bem.

E se no 1º dia eu ainda tive uma sessão nostalgia a passar nas nossas ruas preferidas, a pensar na quantidade de tardes passei no meu café favorito à espera do Tê, nas nossas idas para casa ao fim do dia, rapidamente essa nostalgia deu lugar a uma sensação de pertença. Estávamos sem dúvida, em casa, e o nosso baby também.

Adorei ter ido com ele, aprendemos imenso (que podemos ir jantar fora com ele à vontade, por exemplo), adorei mostra-lo a toda a gente. Adorei estar com pessoas que gosto muito, pôr a conversa em dia. Adorei trabalhar num escritório normal, com pessoas, estar com os colegas para variar.
Mas respondendo à pergunta que mais ouvi nestes dias: voltar? Não.

Cara lavada

Este blog está de cara lavada. O Blogger sugeriu e eu não desgostei de o ver com fundo claro. Vamos ver se me habituo...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Estou de volta...

... e com uma grande ressaca.
Quem disse que viajar com um bebé de 7 meses era fácil? Ninguém. E eu confirmo.
Mas correu tudo tão bem que voltava a partir outra vez.
Foi mesmo giro...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Amsterdam

O regresso a Amsterdam vai acontecer dentro de pouco mais de 24 horas.
E para a sessão nostalgia ser completa vamos ficar na 1ª noite naquela que foi a nossa casa em Amsterdam, durante mais de 1 ano.
Dizem que não se deve voltar ao sítio onde fomos felizes, mas nós estamos prontos para quebrar essa regra.
Sim, fomos muito felizes naquela casa, mas somos mais agora!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Alguns comentários sobre o Lost (não contém spoilers porque não vi as últimas séries)

...aliás já nem sei em qual fiquei. Mas vi afincadamente umas quantas, com episódios sorvidos com sofreguidão para ver o que se passava a seguir.
Agora está a dar na Fox um episódio (será o último? não faço ideia), parei a ver algumas cenas, e lembrei-me que:
  • o Sawyer, oh céus, o Sawyer, era razão para continuar a ver a série por muitos mais anos...
  • não sei porque razão meteram o Rodrigo Santoro ao barulho a determinada altura, mas os episódios em que os dois apareciam foram os mais felizes, na minha opinião. Porém, "mataram" o Santoro sem razão aparente, e a partir daí o meu respeito pela série desvaneceu
  • vi não sei quantos episódios, de não sei quantas séries mas continuo a chamar Charlie, e não Jack, à personagem principal. Charlie era a personagem que o actor representava em Adultos à Força, da qual nunca se conseguiu descolar. Para mim ele continua a ser o Charlie, o irmão mais velho de todos
Por hoje era só isto que eu queria dizer. Pode seguir.

Roxo

Sabe quem me conhece (a quantidade de posts que eu começo com esta frase!) que eu detesto a cor roxo.
DE-TES-TO. O roxo em todas as suas tonalidades.
Não me perguntem porquê, porque não há razão. São gostos, e estes não se discutem.
Estava tudo muito bem até aqui há uns anos atrás, em que o roxo entrou na moda. E com isto quero dizer que tudo nas lojas era em roxo. O tormento.
Nem que fosse a peça mais gira de todas, se tivesse um bocadinho que fosse de roxo, já eu não lhe pegava.
Ora bem, sabe também quem me conhece que tenho uma especial dificuldade em arranjar vestidos que me fiquem bem. É do formato do corpo, dos kilos a mais, do que quer que seja, mas a verdade é que fico melhor com 2 peças do que apenas 1, regra geral. E o que eu gosto de vestidos! Acho super femininos, super práticos e simples de usar, e tudo e tudo. Mas encontrar um vestido que seja:
a) giro
b) do meu tamanho
c) que me fique bem (que não tem a ver com tamanho como sabeis)
d) a um preço acessível
... é como uma lança em África, uma verdadeira agulha no palheiro.
Eis senão quando, à procura de uma indumentária para o mega casamento do ano - pronta para ficar mais do que deprimida, porque cada vez que tenho casamentos é uma maratona de provadores, a bela da tortura - dou de caras, logo na 1ª loja, aqui na Parede, com um vestido que obedece a todos os requisitos acima descritos, mas... era roxo.
Pesei na minha balança pessoal entre ir de roxo ou aventurar-me por essas lojas fora em busca pelo vestido perfeito e resolvi (em micro-segundos) que sim senhora, ia mesmo vestida de roxo ao dito casamento.
E tenho de admitir, a cor é de facto muito gira. E vou mais além, fica mesmo bem com o meu tom de pele e cabelo.
Não vou dizer que vou passar a andar de roxo a torto e a direito, mas a verdade é que nós mudamos e os nossos gostos também, e eu se calhar às vezes já nem olhava para as coisas com olhos de ver, ficavam logo de lado por serem roxas. Esses dias acabaram. A partir de agora irei às lojas com uma nova mentalidade, mais aberta.
O meu guarda-roupa ficou menos racista a partir de agora.