sexta-feira, 26 de abril de 2019

May the force be with us

Entrámos oficialmente na época de obras cá em casa.
Inspira, expira.
Já destralhámos (muito!), já mudámos coisas de sítio e em breve não nos vamos conseguir mexer.
Na 2ª feira vem cá um senhor e vamos finalmente ficar com um hall sem azulejos foleiros e pintado como de facto gostamos e não como acabou por ficar à custa de muito desespero (há quase 9 anos atrás! ver aqui, aqui e aqui). O provisório, nesta casa, pode durar uma década, está visto...
Vamos também deixar oficialmente de ter um escritório - paz à sua alma, não pretendo trabalhar a partir de casa JAMAIS na minha vida - e vamos ter três quartos, um para o rapaz, um para as meninas e outro para nós, pois claro.
Seguem-se dias intensos, com a casa virada de pantanas (e nós hospedados em casa dos avós) e ainda temos muito trabalho pela frente, mas mal posso esperar para ter tudo pronto!
Que a força e a capacidade de organização da Marie Kondo estejam connosco!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Livro 14/19

 Resultado de imagem para charlie ea fábrica de chocolate livro


Este não deveria contar para os livros do ano, mas como pretendo chegar ao fim e ainda duplicar o desafio dos 19 livros, vamos embora contabilizar este também.
Descobri este autor, de que nunca tinha lido nada (vergonha vergonha!) apesar de já ter ouvido falar, claro, na busca por livros "não femininos" para a minha filha do meio.
Normalmente costumo começar por ler-lhe um capítulo ou dois e depois ela continua sozinha ( e de manhã vai-me contando o que leu na noite anterior, enquanto lhe penteio o cabelo).
Com este não fui capaz, lemos o livro juntas, que eu não conseguia ficar sem saber o que se ia passar.
Sei que já vi o filme, mas pouco me lembrava. Fiquei com vontade de o rever, e de ver a versão anterior também.
Recomendadíssimo.

A D. Dolores que há em mim...

... esteve ao rubro este fim de semana, com o torneio de futsal do meu mais velho.
Estávamos sem saber se podia participar, porque normalmente não estamos cá na Páscoa, mas como este ano ficámos por cá, lá o deixamos participar.
Já participou noutros torneios, mas nunca nenhum tão a sério!
Quando cheguei, muito descontraída, no primeiro dia, quase tive um choque! Lista de participantes, pulseira de atleta, quadro gigante com as eliminatórias, mega equipa multimédia, fotógrafo profissional, dj e animador a dizer o nome dos jogadores e até os jogos a passar ao vivo no facebook e youtube!
A verdade é que o torneio começou e os rapazes foram ganhando, e com eles a ganhar o nosso envolvimento também aumentou proporcionalmente, e pois que a D. Dolores que há em mim esteve no auge: o meu menino deu tudo em campo, jogou super bem, marcou golos como se não houvesse amanhã, e jogo a jogo acabaram mesmo por acabar campeões!
Levámos tambores, vestimos t-shirts do clube (3 dias seguidos, ufa!) cantámos a plenos pulmões, e demos toda a força que conseguimos - no fundo demos tudo na bancada, como lhes pedimos para dar tudo em campo também.
E caramba, que bonito que foi!
Ganharam as meias finais nos penalties (que nervos!) com o nosso guarda-redes a marcar um e defender outro, levando a equipa à final.
Na final, o meu rico filho marcou dois golos num  jogo renhido contra a equipa favorita, sem se deixar intimidar e sem nunca desistir. Que orgulho!
Foram 3 dias enfiados num pavilhão, com música, barulho, a gramar atrasos e a ver inúmeros jogos de futsal de outros meninos - mas a alegria de os ver receber uma taça debaixo de uma explosão de confetti compensou tudo!
Pode não voltar a haver um momento de glória como este - este já ninguém nos tira.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Mary vaidosa

Ao fim de anos a hesitar, resolvi experimentar as famosas unhas de gelinho.
Apesar de gostar bastante de ter as mãos arranjadas e as unhas pintadas, a verdade é que sempre disse que não me iam ouvir queixar de falta de tempo ou dinheiro com unhas vindas da manicure. Para mim pura e simplesmente não é prioritário, e até me faz confusão que seja.
Até agora nunca consegui aguentar as unhas pintadas muito tempo, não só porque se estragavam mas também porque ao fim de um tempo começo a precisar de ver a minha unha natural outra vez - pelo que não sei quanto tempo isto vai durar.
Não sou de mudanças bruscas, nunca pintei o cabelo e muito dificilmente faria uma tatuagem (apesar de ter tido muita vontade de o fazer na adolescência, quando ter uma tatuagem era mesmo uma cena rebelde) exactamente porque me custam estas mudanças permanentes.
Mas a verdade é que ando há meses com vontade de ter as unhas pintadas, e realmente não tinha tempo para as pintar - principalmente porque pintar em casa implica um tempo de secagem grande, e uma manutenção constante, porque ao fim de dois dias há bocados de verniz estalados, faça eu o que fizer.
E pronto, lá me convenci a experimentar esta técnica que tantas fãs tem.
Só experimentei duas vezes, mas agora percebo que seja difícil largar - a unha depois de tirar o verniz fica feia, mesmo a pedir para ser pintada de novo de uma cor diferente.
É um compromisso e implica gastar dinheiro, mas pronto, é só de duas vezes por mês.
O resultado é bom, gosto muito de ver as minhas unhas bonitinhas, acho que dá logo um outro ar ao meu armário cápsula e ao cabelo aos caracóis já com brancos a aparecer, e aguentam em óptimo estado durante duas semanas inteiras.
Por enquanto estou fã, não sei se vai durar muito tempo ou se é só por ser novidade...

Livro 13/19

 Resultado de imagem para a estrada subterrânea


Custou a entrar, talvez porque tinha acabado o livro anterior, de que tanto gostei.
Este não me cativou logo de início, mas acabou por me agarrar também.
No Goodreads dei 4 estrelas e não 5, porque às vezes acho que houve personagens pouco profundas, mesmo a própria protagonista (que parece ter um magnetismo que não fica muito bem explicado, a meu ver).
Fora isso, é de leitura obrigatória, e é um excelente livro, com uma história muito importante de contar - a vida dos escravos na América do s.XIX, uma rede clandestina de ajuda à fuga de escravos ("underground railroad" em inglês, que o autor transforma numa rede de caminhos de ferro subterrânea literal), a vida dos ex-escravos na suposta liberdade.
Tendo Portugal sido um país esclavagista, chego à conclusão que há tão pouco que sabemos sobre a escravatura, e o que esta implicou e que consequências teve para toda a humanidade, até hoje.
Recomendo.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Mais uma tempestade

Mais uma batalha a enfrentar.
Vamos lá ver qual será o desfecho.
Até lá já sabemos o que fazer: segurar bem para não cair borda fora.
Que a força esteja connosco.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Livro 12 /19

Resultado de imagem para meio sol amarelo


Obrigatório.
Tão bem escrito, tão bem descrito.
A História de um país de que sempre ouvimos falar - o Biafra - sem de facto lhe conhecermos coisa nenhuma além da magreza dos corpos fotografados, e a insistência com que ouvimos na infância que temos de comer tudo porque em África os meninos não têm nada para comer (como aliás a autora tão bem observa).
E não é que continuamos todos calados enquanto milhares morrem por esse mundo fora?

(estou super fã desta autora, que ainda para mais é quase da minha idade)

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Volte-face

E num dia, tudo muda.
Um dia da semana passada começou com a notícia da morte do irmão de um amigo, e acabou com a notícia de que o meu pai teria de ser (novamente) operado.
E de repente, tudo ganha outra importância e valor.
A operação correu bem, agora é ver que batalha terá de enfrentar a seguir.
Lidar com os problemas pouco a pouco, à medida que eles nos são apresentados, é a melhor maneira.
A vida continua, aconteça o que acontecer.
Essa é que é essa.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Há vida para além dos livros? (uma espécie de post da semana)

Aqui no blog parece que não, mas por cá há sim senhor e tem sido bem recheada.
Coisas a acontecer neste momento:
Um repensar da relação laboral por parte de quem, como eu, trabalha a recibos verdes.
Uma nova exposição, com guião por fazer.
Uma desmarcação de uma semana de trabalho, que por muito que custe financeiramente, vai saber bem em termos de descanso (vão ser só dois dias , mas pronto).
Mês de Março bastante ocupado e com muito trabalho, e a época alta já se nota e está mesmo aí à porta.
Dias mais compridos e quentes, criançada já de calções e manga curta, e fins de dia passados no campo/jardim ao pé de casa. O mais velho a jogar futebol (e a aprender todo o tipo de palavrões com os adolescentes do bairro, mas é a vida), a do meio de bicicleta já com grande andamento (já sabe andar em pé e tudo e já se espetou umas quantas vezes e esfolou os joelhos), a mais nova esparrama-se na terra e na relva, eu aprecio o por do sol com vista para o mar e para a serra e agradeço a vida que tenho.
Fins de dia e noites complicadas, sem tempo para nada, uma correria.
Fins de semana em que fica difícil (mas continuamos a tentar) enfiar uma actividade que gostamos mesmo, que não seja obrigação (é muito difícil!).
Todos os momentos em que tenho hipótese, leio. E que bem que sabe.

Livro 11/19

Resultado de imagem para elogio da sombra



Importante para quem, como eu, trabalha com arte japonesa. Muitos conceitos são interessantes e vale a pena conhecer. Mas esperava muito mais.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Livro 10/19

Resultado de imagem para o desaparecimento de stephanie mailer



Comparando com outros livros do Joel Dicker que já li, este fica aquém da expectativa.
Está muito bem escrito como sempre, com alternância de capítulos e narradores de uma forma de nos prende, uma trama complexa sem deixar pontas soltas, e uma coisa que não costuma acontecer: a investigação seguir pistas falsas, ou colocar hipóteses que não se verificam.
No entanto, quando logo no início do livro acertamos em quem é o culpado, é porque alguma coisa não correu bem.
Recomendo, mas se tiverem de optar, sem dúvida escolham outro livro do mesmo autor, que vão melhor servidos.

domingo, 17 de março de 2019

Livro 9/19

Resultado de imagem para nove noites bernardo carvalho



Por vezes confuso, estranho, estilo manta de retalhos, mas com muita coisa interessante sobre a relação entre os homens brancos e os índios do Brasil.

(e a coincidência de ser o livro 9 deste ano e ter Nove no título?)

quinta-feira, 14 de março de 2019

Contratempos

  • caneca de leite entornada por cima da roupa
  • garrafa de água despejada no chão do carro
  • caneca de leite com cacau colocada na máquina de loiça lavada
  • cocós na fralda na hora de sair (tão comuns que nem sei se conta)
  • esquecimentos de material escolar imprescindível ou material das atividades extra escola, quando já estamos no carro
  • esquecimentos de papéis de visitas de estudo e recados da escola
  • esquecimento de trabalhos de grupo e trabalhos individuais
  • baton (do cieiro, menos mal) esfregado na cara (todo!) e depois limpo no sofá
  • lavagens de mãos que vão até ao cotovelo

segunda-feira, 11 de março de 2019

Desodorizante natural

Estou para fazer este post há que tempos, pois há coisa de um mês ou mais que ando a usar esta alternativa ao desodorizante tradicional.
O feedback é positivo, tem passado no teste.
Já passou no teste dos dias de TPM, dos dias de stress e de algum calor. Falta o teste final de calor a sério, na primavera e no verão, mas estou confiante.
Resta dizer que sim, sou pessoa que tem mesmo de usar desodorizante, tendo já ao longo da minha vida passado por situações bem desagradáveis - só quem passa por elas sabe o que é.
Passei anos e anos da minha vida a experimentar desodorizantes novos, todos eles deixando de fazer efeito a meio da segunda embalagem.
Há coisa de dez anos, depois de muito penar, descobri o Keops da Roc, que foi assim a melhor coisa que me apareceu. Embalagem após embalagem cumpriu sempre a sua função, com situações de stress, gravidezes e pós partos etc, sempre impecável.
Daí que estivesse céptica em arriscar a mudança, em equipa que ganha não se mexe.
Ainda assim, a bem do meio ambiente e da minha saúde também, resolvi experimentar a pedra de alúmen e até agora estou bastante satisfeita.
A pedra já se soltou do suporte plástico, que aliás se enche com água com facilidade, mas são os únicos pontos negativos.
Resulta bem, não faz mal à saúde, protege o meio ambiente e permite poupar bastante dinheiro.
Recomendo.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Boas leituras

Acho que ainda não tinha aqui referido, mas o site/aplicação sobre livros em que me inscrevi foi este: Goodreads.
Dá muito jeito porque os amigos do facebook que também estão inscritos podem ser adicionados automaticamente.
Depois vamos dividindo os livros entre os que já lemos, queremos ler e estamos a ler no momento.
Tendo os amigos certos (que eu tenho, mas ainda assim ainda há pessoas que me faltam), ficamos com ideias infinitas dos livros que queremos ler -e é só requisitar na biblioteca, mais fácil não podia ser - também vamos vendo o que andam os outros a ler, e a que ritmo (o que nos motiva a ler mais também), e à medida que formos classificando os livros que já lemos, o próprio site vai nos dando sugestões.
Foi o caso do livro do último post. Ninguém o tinha lido, mas com base nas minhas escolhas, o site sugeriu, e eu de facto gostei bastante.
Ultimamente tenho andado bastante virada para as leituras (não sei se dá para notar pelos posts do blog) e tenho falado com muita gente sobre isto. A verdade é que temos aquela ideia de que os livros têm os dias contados, que hoje em dia se lê pouco, mas não é totalmente verdade. Há livros novos a sair a cada dia, e há muita gente que ainda lê e muito!
Se estão a precisar de um empurrão para voltar ou iniciar as leituras, inscrevam-se!

Livro 8/19

 Resultado de imagem para até ao fim do mundo livro


Divertido, muito bem escrito, daqueles que apetece ler.
No fundo, somos todos um bocadinho como cada uma das personagens. Cheios de defeitos e qualidades, a tirar conclusões precipitadas uns dos outros.
Recomendo.

(e não sendo o único livro que estou a ler, li-o em três dias! Três dias sem ser de férias, caramba! Estou orgulhosa do meu ritmo de leitura! Quase a meio do meu objectivo para este ano e ainda só estamos no início de Março! É para continuar, vamos embora!)

terça-feira, 5 de março de 2019

Manual da má criação II

Novo parque, nova cena de má criação.
Desta vez (menos mal) era só um menino de 5 anos, mas que andava a azucrinar a cabeça de todas as crianças e adultos.
Começou por atirar pedras em todas as direções.
Depois aproximou-se das miúdas e começou a chatear-lhes o juízo de tal maneira que elas já não estavam a aguentar.
Disse à minha do meio que o pai dela era "feio porque era careca!".
Chamou totó à filha de uns amigos, de 3 anos (que ficou bastante ofendida, claro!).
Quando a mãe dela (que é brasileira) pediu ao menino para ser mais simpático foi insultada por não saber falar português!
E é assim que uma tarde simpática no parque se transforma numa selvajaria.
Estamos entregues à bicharada, é o que é....

Livro 7/19

 Resultado de imagem para tudo são histórias de amor dulce maria cardoso


Tão bom, tão bom.
A autora às vezes parece que tem uma faca fininha, que espeta devagarinho no nosso coração. Tão certeira que dói.
E com a vantagem de serem histórias soltas (contos), o que dá imenso jeito quando temos pouco tempo e queremos aproveitar para ler. (se bem que temos sempre vontade de ler mais um, e mais um, e mais um...)
Recomendadíssimo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Livro 6/19

 Resultado de imagem para o meu nome é lucy barton



5 estrelas.
Tão triste como bonito, e escrito de uma forma tão diferente, que ficamos agarrados (e lê-se num ai).
É daqueles que às vezes até dói ao ler. A família, o papel que nós pais temos na vida, a importância da nossa experiência em crianças (que dura para sempre, caramba).
E depois é esta coisa de ter uma mãe, e de ter filhas, que tem tanto que se lhe diga.
Recomendo muito.

Livro 5/19

Resultado de imagem para sob o sol da toscana


Antes de mais, uma velha máxima: não se escolhe um livro pela capa.
Nada é mais acertado, mas eu garanto que para mim é quase impossível.
Não fosse este ser um livro recomendado e eu nunca lhe pegaria exactamente por causa da capa.
Mas acreditem em mim, este não é um livro ao estilo comédia romântica (apesar do filme parecer).
Basicamente conta  a história de um casal de americanos que compra uma casa na Toscana. E são devaneios e pensamentos que ocorrem neste contacto entre americanos a recuperar uma casa antiga e a sua propriedade com uma vista maravilhosa, plantas e árvores diversas, vinha, oliveiras, terraços para tomar o pequeno almoço e uma mesa gigante à sombra para receber os amigos, numa aldeia no meio da Toscana.
É um bocado um exercício masoquista, pois mesmo para quem (como eu) a ideia de recuperar uma casa não atrai particularmente, ficamos cheios de vontade de fazer malas e partir para o campo, nem que seja aqui mesmo em Portugal (que temos sítios tão ou mais bonitos que a Toscana). Depois há a questão da comida, fiquei metade do livro com um fio de baba pelas descrições das saladas de legumes e ervas acabadas de colher, as frutas, o azeite feito de forma tradicional.
É um livro bom para ir lendo, não nos agarra de forma apaixonante, mas é giro.
Li-o ao mesmo tempo que o livro do Gulbenkian (que se torna bastante maçudo) e foi bom para desanuviar.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Livros de meninos e livros de meninas

 Já fiz posts sobre este tema meninos/meninas várias vezes aqui no blog, sobre os presentes de anos que recebem e sobre a divisão que havia antes nos hipermercados, que era coisa que me deixava nervosa.
Não acho que rapazes e raparigas sejam iguais, e não acho que tenham de ser.
No entanto, temos mesmo de rever a mensagem que passamos às nossas filhas (e filhos), porque ser feminista neste momento é mesmo (e continua a ser) uma necessidade.
E não acho que os livros de capa azul sejam de rapaz e os de capa rosa choque sejam só para raparigas, mas a verdade é que quando queremos que eles comecem a ler, tentamos ir ao encontro daquilo que possam gostar, e parece-me normal escolher um livro em que o narrador é rapaz para os rapazes, e em que a narradora é rapariga para as raparigas.
Já aqui escrevi que os meus mais velhos andam todos entusiasmados com a leitura.
A do meio (que tem 7 quase 8) iniciou-se com o livro "Diário da Ema" (que, para quem não sabe, é o seu nome). Leu o primeiro volume há uns tempos, com muitas paragens pelo meio, claro, mas foi o seu primeiro livro "a sério". Entretanto em Janeiro nos anos da mais nova, oferecemos-lhe o segundo volume (sim, cá em casa quem faz anos oferece um pequeno presente aos irmãos).
E resolvi fazer o mesmo que faço com os vídeos de youtube que eles gostam de ver - resolvi folhear e ler um bocado para ver do que se trata.
E, meus amigos, não gostei.
O livro é todo sobre uma suposta festa de ballet que vai haver, e a Ema passa as páginas todas do livro a queixar-se de diversas coisas: que não gosta do tema que a prof escolheu, que queria um vestido esvoaçante, divaga sobre quem será a bailarina principal, e destila ódio sobre a sua rival de estimação. Acaba por (spoiler alert) se chatear com a melhor amiga porque esta desiste do ballet e vai para a ginástica rítmica. Claro que o livro acaba com tudo bem, a rapariga arrepende-se das coisas más que pensa e faz, deve ficar amiga da rival e aceita a melhor amiga como ela é, mas caramba, tantas coisas que podiam estar naquelas páginas e só está o pior: a mesquinhez, a inveja, as queixinhas, a rivalidade que não é saudável.
Fui à biblioteca e trouxe-lhe O Diário de uma Totó, e é mais do mesmo, sendo que a totó nem sequer tem amigas (e o livro não era claramente para a idade dela, a personagem anda no 6º ano). Dramas do telemóvel que não é o último modelo, dramas das meninas populares do liceu, dramas de festas para as quais ninguém a convida.
Também espreitei o Diário de um Banana, que o mais velho devora em poucas horas, e o que leio não tem nada a ver. O Banana é um banana, sim, tem um rival no liceu, sim, mas os livros passam à volta de situações cómicas e insólitas que lhe acontecem, as birras irritantes do irmão mais novo, um ataque de gaivotas quando vão de viagem, peripécias a montar a árvore de Natal. Principalmente não se nota o tom de queixinhas do narrador, aquele tom de diário privado de miúda parva a achar o mundo um lugar injusto e a dizer mal dos outros, que foi o que encontrei nos livros "de meninas" que li.
Aos rapazes damos coisas fixes e divertidas para ler, porque havemos de dar livros sobre coisas mesquinhas às raparigas?
A minha do meio é bastante dada a dramas, mas nem ela achou muita piada.
Esquecemos os livros de capa cor-de-rosa, pelo menos durante um tempo.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Manual de má criação

No baloiço do parque com a mais nova e o mais velho, vejo duas adolescentes com um rapaz de 8 ou 9 numa grande algazarra no baloiço do lado.
Nisto uma das raparigas não acha nada melhor do que cuspir a sua pastilha elástica para o chão.
Com toda a delicadeza, e até dando um ar bastante cool (que eu trabalho com adolescentes, sei como lidar com as feras), pedi se ela não se importava de apanhar, já que o caixote estava mesmo ali (literalmente a um passo). Usei mesmo um tom de voz suave, dando o exemplo dos bebés que podem pisar ou engolir, não fui minimamente autoritária.
O que se seguiu foi de tal forma javardo que nem sei explicar. As miúdas só faltou insultarem-me à séria, umas mal criadonas que nem tenho palavras.
Resolvi ignorar e falar para o meu o mais velho, explicando que há pessoas assim, que pura e simplesmente não sabem viver em sociedade, que não pensam nos outros.
Eles lá continuaram a refilar, que se estou mal eu que pegue nas pastilhas e ponha no lixo, que há homens pagos para limpar o parque, que o mal é do ambiente e não deles. E claro que os outros dois atiraram também com as suas pastilhas para o chão na maior manifestação.
Foi uma enorme lição de como lidar com uma adversidade, como ter auto controlo, como às vezes o melhor é mesmo ficar calado, por muito que custe, quando a vontade era correr tudo à chapada.
Mas fiquei triste por ver aquelas criaturas completamente ao abandono.
Nessa tarde falei com o mais velho sobre isto, e fiquei a pensar o que vai ser daqueles miúdos um dia mais tarde. Tenho a certeza que tudo isto, que no fundo é fruto da educação que receberam, se vai virar contra eles, num ciclo que não vai ter fim.
Uma tristeza, mesmo.

Livro 4/19

Resultado de imagem para o homem mais rico do mundo jonathan conlin



É um livro difícil, e que me custou muito ler, por diferentes razões.
Começa por ter uma grande parte dedicada aos negócios do sr. Gulbenkian, que são de tal forma complexos que para quem, como eu, não é perito em alta finança fica muito difícil de perceber. Ou fica impossível de entender mesmo.
É uma biografia, é o resultado de anos de investigação, o autor esteve literalmente enfiado a ler cartas e documentos anos a fio, e ao que parece pouco ou nada lhe escapou. É um trabalho notável, de facto, mas de difícil leitura.
Por outro lado, sendo uma figura que conheço (ou que achava que conhecia) por razões de trabalho fui tendo várias desilusões ao longo do livro.
Acho que ainda o estou a digerir, e vai demorar até assimilar tudo.
Não o recomendo a toda a gente. Dito isto, para mim foi absolutamente essencial ter lido.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Ser freelancer

É, entre outras coisas, ter tantos colegas em tantos sítios diferentes, que às tantas já me baralho com quem conheço de onde, e quem se conhece entre si.
Uma pessoa habitua-se a ver determinado colega em determinado museu ou palácio, e se por acaso esse colega resolve aparecer noutro sítio, dá-se a branca.
Hoje apareceu num palácio uma colega de um museu, e eu estranhei bravamente que ela não cumprimentasse os colegas que estavam comigo.
Nada a estranhar no entanto, não os conhecia de lado nenhum.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Descoberta não muito recente - Tribo Magazine

Foi em Dezembro que comprei pela primeira vez esta revista. (edição de Inverno, nº 4).
Já tinha visto algures na net quando foi o lançamento, mas sinceramente o mundo destas bloggers "a sério" (por oposição às que como eu são bloggers a brincar) já foi chão que deu uvas, na minha opinião.
Blogs a que eu achava tanta piada estão agora inundados de posts pagos, e perderam a espontaneidade que era o melhor que tinham. E já me fartei de me sentir enganada por títulos apetecíveis e depois é só publicidade, umas vezes mais encapuçada que outras.
Ora, até achando piada à Rita Ferro Alvim, que penso até que cheguei a seguir no instagram, deixei de ter paciência por estas mesmas razões.
Quando vi que tinha uma revista em papel, não me despertou minimamente a atenção.
Entretanto fiz um detox digital, estou há meses a consultar o facebook muito esporadicamente, e o instagram ainda menos. E um dia dei de caras com a 4ª edição da revista, resolvi comprar e não me arrependi.
Não sei se vos acontece mas às tantas o mundo digital parece uma pescada de rabo na boca, anda toda a gente a falar do mesmo, aparecem as mesmas histórias vezes sem fim, às tantas cansa. Como estou longe desta realidade, permitiu-me ter a distância suficiente para olhar a revista como algo novo, e a verdade é que gostei bastante.
Histórias inspiradoras, boas fotografias, design bonito, papel de qualidade. Li a revista de fio a pavio, e mesmo gostando mais de umas que de outras histórias, o saldo é muito positivo.
Aguardo o próximo número com bastante curiosidade.
(e fiquei com muita vontade de voltar ao tricot!)

Post da semana

  • mais um passo no caminho da organização e limpeza desta casa, desta vez a roupa e sapatos dos miúdos - e não é que eles, sem eu ter dito nada, começaram a fazer a sua escolha de sapatos voluntariamente e até a agradecer aos sapatos que não queriam manter, antes de os meter no saco? Marie Kondo ia ficar orgulhosa dos meus pequenos.
  • orgulhosa fiquei eu também quando o treinador de futsal do mais velho me veio dizer que recebeu um e-mail de um clube rival, contra quem ele jogou, a dizer que gostaram muito de o ver jogar e o convidam a juntar-se à equipa na próxima época. Sempre bom saber que o nosso menino tem talento e que é reconhecido. Espero que esteja sempre ao nível do seu potencial. No entanto o convite não veio de um clube muito maior, pelo que o rapaz vai permanecer onde está até querer mudar para outra modalidade. De qualquer modo fica a história de como aos 9 anos recebeu o seu primeiro convite para uma "contratação".
  • 6ª e sábado de manhã estive numa conferência, e que bem que soube. Aquela sensação de entrar numa sala, sentar e ouvir o que pessoas interessantes têm para dizer. O tema era coleccionismo, as pessoas eram muitas e variadas, e com apresentações muito diferentes, e foi tudo muito interessante.
  • numa hora de almoço passei numa livraria e não resisti a trazer o livro que já comentei noutro post. Por muito que saiba que tenho a biblioteca, uma pessoa não é de ferro. De qualquer modo houve outros que anotei o nome e não trouxe. Ponto para mim.
  • ando a rever a série Friends. Melhor dito, ando a ver, porque a verdade é que quando passou na tv portuguesa a primeira vez eles resolveram dobrar em vez de por legendas, e claro, não teve sucesso nenhum. E pronto, já passou na tv muitas vezes depois disso mas nunca lhe peguei, até agora, passados quê? 20 anos do fim da série? Isso. Claro que já tinha visto muitos episódios, mas sem nunca chegar a seguir a história. É gira sim senhora, são episódios pequenos, perfeitos para quando tenho roupa para passar ou meias para dobrar. Os anos 90 foram pródigos em boas séries, tenho a dizer.
  • falando em séries dos anos 90 cá em casa os miúdos já usam a expressão "no double dip!" muito adequadamente. Orgulho da sua mãe. (e se não sabem de onde vem esta expressão, não sabem o que perdem).
  • comprei um termos e tenho levado chá quentinho para beber no trânsito, ou de manhã antes de começar a trabalhar. Não imaginam o bem que me sabe.
  • fim de semana de conferência (para mim), festas de anos (cada um na sua primeiro e os dois na mesma depois), um amigo do mais velho a dormir cá em casa, almoço de amigos num sítio bem giro onde os miúdos podem brincar à vontade e ainda lanche de família em casa do pai (com direito a todos os mimos). Não fosse o domingo ter acabado comigo a sair da lavandaria às 23h e tinha sido perfeito

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Livro 3/19

Resultado de imagem para querida ijeawele - como educar para o feminismo 

Comprado à hora do almoço e lido durante a mesma.Tantas coisas certas em tão poucas páginas. Comprei-o porque sou mãe de meninas, mas deve ser lido por mães (e pais) de meninos também. Recomendadíssimo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Livro 2/19

Resultado de imagem para adeus às armas 
O meu primeiro livro da biblioteca, e (vergonha das vergonhas) o primeiro livro do Hemingway que li.
Completamente diferente do que tinha imaginado. 
Não retirando a genialidade na forma de escrever do autor, mas em muitas coisas senti que ficou aquém das expectativas.
Fiquei com curiosidade de ler mais coisas, para confirmar se gosto ou não gosto.
 

Livro 1/19

 Resultado de imagem para arrume a sua casa arrume a sua vida


E porque já divulguei o objectivo de leitura de 2019 agora é partilhar o que vou lendo para ver se concretizo os 19 livros em 2019.
Aqui fica o primeiro, que já falei (e continuarei a falar nos próximos tempos).
A primeira pessoa que me falou nela foi a minha irmã há vários anos. Desde então que usamos todos o termo "japonesar" que significa "destralhar".
Mas de facto uma coisa é destralhar, outra é usar o método Konmarie, que em muitas coisas faz todo o sentido, e que estou disposta a por em prática (e já tenho posto, aliás).
Agora, que há partes do livro em que me parece que a senhora dá nas drogas, há sim senhor. Se há coisas em que parece que endoideceu de vez, também há.
Loucuras à parte, aconselho a leitura do livro em detrimento da série, que pelo que vi fica a anos luz do que se aprende lendo o livro.
É desta que fico com uma casa como deve ser, caraças. Vamos embora!

Post da semana (passada)

  • o processo Marie Kondo continua cá por casa, devagar devagarinho, mas às vezes com algumas precipitações - é que na altura em que escreveu o livro a rapariga não tinha filhos, e a categoria "coisas dos filhos" não entra no processo. Comecei pela roupa da mais nova, e deitei fora (=doei) os seus sapatos antigos no sábado de manhã. Temos agora aqueles caixotes quase à porta, é só descer a rua, não custa nada. No sábado à noite tivemos um jantar, e os sapatos da mais nova tinham desaparecido (descalçou-se sozinha e esteve a brincar). Cá em casa as crianças têm poucos sapatos, mas os bebés só têm um par mesmo. Vimos a nossa vida a andar para trás, e maldissemos o momento em que eu decidi deitar fora os sapatos antigos, por muito velhos que estivessem podia ser que ainda servissem... Mas tudo se resolveu com um telefonema para a do meio (que já tinha ido para a festa mais cedo), que sabia perfeitamente onde andavam os sapatos da mais nova. Marie Kondo levada ao extremo também não é bom. E ter uns sapatos de reserva é capaz de ser boa ideia.
  • a minha roupa já foi toda passada a pente fino e neste momento já só tenho coisas de que gosto realmente. Quase que aposto que sou a pessoa que conhecem que tem menos roupa. Para ficarem com uma ideia entre vestidos, casacos, camisas, tops e calças perfaz um total de 25 peças. Também devo ser a pessoa mais monocromática que conhecem: das 25 peças só 2 ou 3 é que não são pretas, brancas ou cinzentas.
  • no seguimento do post anterior fico sem saber como resolver a questão das roupas dos miúdos mais velhos - deixo-os escolher com o que querem ficar? E os brinquedos então nem se fala... nenhum dos dois é amigo de dar as suas coisas e as arrumações acabam sempre com eles a re-descobrir brinquedos que não viam há muito e que de repente são essenciais e não se podem dar a ninguém.
  • estamos oficialmente sem máquina da loiça. Iniciámos um processo de lavagem de loiça à antiga - um lava e o outro passa por água. Os miúdos, bem entendido. Estão muito entusiasmados com a novidade. Cheira-me que não vai durar muito...
  • no outro dia num dos palácios onde trabalho dei de caras com a Ministra da Cultura. Tinha tanta coisa para lhe dizer, mas entre perceber quem era, ir ao google confirmar e ganhar coragem, perdi a oportunidade.
  • a semana acabou em beleza com um jantar de amigas (num restaurante de comida saudável), um lanche improvisado em que comemorámos 23 anos de namoro do casal mais antigo do nosso grupo (e que no fundo acabou por ser o início do grupo também, amigos há 23 anos não é para todos!) e ainda uma jantarada de anos de outro amigo. Depois de um ano em que faltei a praticamente todos os eventos de amigos, sabe bem retomar estes rituais.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Livromania

Ler mais e ter menos coisas em casa só pode ter uma solução, por isso no sábado passado fomos todos à biblioteca municipal para eu me inscrever.
A "pressão" de ter um dia para entregar o livro ajuda a fazer da leitura uma prioridade.
Pelo caminho inscrevi-me num site de leitura (onde andam metade dos meus amigos do facebook por acaso) que me dá sugestões, resumos, classificações, e onde assento os livros que já li ou ando a ler, bem como o objectivo de quantos livros quero ler em 2019.
Trouxemos livros de adulto e criança mas já percebi que o Tê também tem de se inscrever, porque os miúdos andam a ler à velocidade da luz e a do meio já acabou o livro dela, e o mais velho vai a mais de meio do segundo que trouxe. Claramente um ou dois livros para eles é pouco (e o máximo que podemos trazer são 5).
Ando por isso a fazer uma coisa que só faço muito raramente, que é ler dois livros ao mesmo tempo.
Um é uma biografia (razões de trabalho), um assunto que me interessa muito, mas como já disse entra em pormenores tão técnicos que me faz perder de vez em quando. Pronto, faz-me perder muitas vezes (o mundo da alta finança é um mistério para mim!)
O outro é um romance clássico, daqueles que era quase uma vergonha ainda não ter lido. Logo partilho ambos quando terminar.
Até estou a gostar da experiência, porque me dá opções, e estando em casa posso escolher ler um ou outro conforme a disposição - com maior nível de concentração ou descontracção para um ou para o outro.
Dito isto, e depois de tentar fazer contas a quantos livros li no ano passado - sem chegar a nenhuma conclusão - e depois de ver que a pessoa que conheço que mais livros leu em 2018 tem como objectivo para 2019 ler 70 livros (sim, setenta! Uau!), eu humildemente pus a minha fasquia nos 19.
Porquê 19?
Porque estamos em 2019.
(menos mal que não estamos em 1999)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

É de mim...

...ou Janeiro é mesmo o mês mais longo do ano?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Post da semana (passada)

  • acabei há dias de ler o livro da Marie Kondo. Estamos (estou?) mesmo empenhados em fazer as coisas funcionar. Queremos fazer obras este ano e até lá ter a casa destralhada, funcional, simplificada, para podermos por aquilo que falta ao nosso gosto. Agora é tempo de por mãos à obra e eu penso "será muito caro mandar vir a Marie cá a casa acompanhar-nos neste processo?". Disseram-me entretanto que andava aí uma moda nas redes sociais que andava tudo doido com a própria, e lá percebi que ela tem uma série no Netflix. Espreitei dois episódios e confirmo aquilo que todos sabemos: o livro é sempre melhor.
  • andamos a tentar fazer cada vez mais receitas vegetarianas cá em casa, umas com melhor aceitação que outras.
  • percebemos que o mais velho, do alto dos seus 9 anos, precisava de começar a usar desodorizante. Comprei uma pedra de alumen, e resolvi experimentar também (não sei se é suposto duas pessoas usarem a mesma pedra, mas pronto). Já lá vão três dias e até agora, tudo OK, para ambos.
  • no sábado fomos ao jardim de Belém e o mais velho foi atacado por uma gaivota, que lhe arrancou metade do croissant da mão. Ele ficou tão furioso que atirou o resto do croissant para o chão. A do meio ficou com medo e resolveu atirar também o seu croissant para o chão. Resultado, levantam voo umas cinquenta gaivotas que mais parecia que nos iam atacar (sendo que a mais nova também ia com um pedaço de croissant na mão). Lá as conseguimos espantar sem apanhar com uma cagadela em cima, o que foi muito positivo. É que gaivotas não são pombos, são muito maiores! Foi tudo muito cómico.
  • estou a ler um livro que me vai ajudar no trabalho, mas que é tão técnico que se torna um bocadinho chato, o que me faz desmotivar e perder o ritmo de leitura... Este ano queria tomar nota de quantos livro leio, porque não tenho noção, metade deles esqueço-me ao fim de pouco tempo. Tenho sempre aquela meta mínima dos 12 livros num ano, e acho que a consigo sempre atingir, mas não sei mesmo quantos foram ao certo. Em Janeiro, já li um, vou no segundo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

4 anos (já?)

E sem darmos por ela (apesar de sentirmos cada dia que passa), passaram já 4 anos desde o dia mais triste.
É profundamente desconcertante esta relação que temos com o tempo, em que uma coisa parece que foi ontem e simultaneamente há uma eternidade.
Se me perguntarem ainda tenho tudo tão fresco na memória, ainda sinto aqueles dias à flor da pele; por outro lado se penso nisso tanta coisa já aconteceu nestes 4 anos, tanta coisa que ela já não viu.
Coisas pequenas e sem importância, outras que foram pontos de viragem (e que eu nem acredito que não as posso partilhar com ela...).
Mudámos a decoração da sala, eu deixei de dar aulas e comecei a trabalhar em mais três ou quatro sítios diferentes onde passo agora a maioria dos dias, começamos a passar férias em Aljezur, as minhas irmãs arranjaram cães, o meu pai foi internado já algumas vezes (coisa que ela nunca assistiu!). Os netos estão crescidos, já há três na universidade, mais dois que estão quase lá, cada um a encontrar o seu caminho, os mais novos também a crescer a cada dia, já todos na escola. Até há uma neta nova, e para mim é quase impossível pensar que não estiveram cá as duas ao mesmo tempo (mas acredito que se cruzaram com certeza noutro mundo).

4 anos não é nada, mas é muito.
Ainda me sinto a aprender a viver outra vez. Alguma vez aprenderei?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A melhor do mundo fez 2 anos

2 anos! 2!
Que passaram a voar, caramba, o terceiro cresce mesmo num piscar de olhos.
Às vezes até apetece congelar o tempo, mas ela fica mais gira a cada dia que passa, daí que só apetece mesmo é aproveitar cada segundo e deixa-la crescer cada vez mais.
É a nossa alegria, é um elemento fundamental na nossa família, a nossa carta fora do baralho sendo que o baralho fica incompleto sem ela.
Agradecemos mesmo todos os dias a benção que é sermos os seus pais, temos mesmo muita sorte.
No outro dia os mais velhos ouviram-me agradecer e perguntaram se não agradeço também por eles. Claro que sim, mas os mais velhos foram filhos sonhados, que se eu não tivesse iria sentir muito a falta. Faziam parte dos planos. Esta foi uma espécie de bónus, de extra, como uma sobremesa fantástica depois de um almoço que por si só já tinha sido espetacular.
É mesmo o nosso brownie com bola de gelado e molho de chocolate, esta filha é mesmo doce até mais não.
Aos dois anos faz o que é típico da idade: quer fazer tudo sozinha, comer, pentear, lavar os dentes, vestir...
Aquilo em que a acho especial é na capacidade do faz-de-conta. Brinca ao faz-de-conta na perfeição, ora é filha da mana (a quem trata por mamã), ora a mana é um cão (o Pintas) e ela é a dona e manda o cão fazer coisas, ora é ela a mamã dos bebés a quem chama de "fofinho" e diz "pronto, pronto" quando eles choram.
Diz tudo na perfeição, frases completas, comentários, até piadas! Tem imenso sentido de humor aliás, e gosta de se fazer de engraçada.
"A mãe é minha."
"Goto ti".
"Maiana, um body!" (uma piada privada cá de casa, uma vez que o pai começou a chamar por mim a perguntar pelo body para lhe vestir, ela apanhou o tom certo e repetiu, teve sucesso e agora aplica sempre que nos quer ver a rir. Resulta muito bem!)
"Vô, não tem pilhas!" (um puxador de gaveta que, ao contrário dos outros, não se mexia).
Aplica na perfeição verbos e expressões "eu conxigo" (não fala muito na terceira pessoa!), "dá-me!" (e não apenas dá), "tá molhado", "favavô ulhé" (se faz favor uma colher), "favavô uapo" (se faz favor um guardanapo). "Bincas comigo/ xentas comigo..." (não me lembro dos outros usarem o "comigo" tão cedo!)
É o bebé mais fácil de sempre, mesmo agora com os terrible two a aproximar, basta uma distracção que desiste logo da birra, sem dramas.
O momento mais difícil é - desde o dia em que nasceu - o adormecer depois do jantar. Alternamos entre o muito mau e o menos mau, mas é sem dúvida o seu momento ruim do dia - não adormece sozinha, e por vezes demora muito tempo. Também acorda a meio da noite e vem para a nossa cama. Co-spleeping parece sina cá em casa (com certeza somos nós que o provocamos, só pode...) mas pronto.
É daqueles bebés que se tivéssemos tido à primeira íamos ficar a achar que os outros pais é que dramatizam a coisa, pois com ela de facto não há dramas nenhuns. Mas quis a natureza que fossemos brindados com dois bebés bem mais desafiantes antes dela, e por isso conseguimos mesmo apreciar a sorte que temos por a termos connosco.
Foi mesmo (mesmo, MESMO) a melhor ideia de sempre!


O reverso da medalha do post anterior

Ah e tal é muito giro ter os miúdos a ler. É.
No entanto, quando digo que se põe a ler em todas as ocasiões e em qualquer lado, digo mesmo em todas as ocasiões e em qualquer lado.
Sentados à porta dos quartos, casa de banho ou cozinha (tapando assim a entrada), no meio do corredor (tapando a passagem, claro está), à porta do elevador, nas horas em que queremos sair de casa, usando o livro como escudo quando não querem fazer as tarefas que lhes competem.
Tão giros que são, os meus pequenos leitores.


Post para reler no futuro (próximo) em que vão ser adolescentes parvos e vão estar agarrados ao telemóvel e não aos livros. Ui.... o meu coração já chora por antecipação...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Cena fixe

Ao fim de 9 anos para um e quase 8 anos para outra, depois de inúmeras vezes em que insistimos, sugerimos, quase obrigámos, demos o exemplo, incentivámos de mil e uma maneiras, de um momento para o outro os dois mais velhos pegam voluntariamente cada um no seu livro e põe-se a ler onde quer que estejam, qualquer que seja a hora.
Parece que se fez o click, e o bichinho da leitura - abençoado! - entrou naquelas cabeças.

Resultado de imagem para diário de um banana 

Resultado de imagem para o diário da Ema
Obrigada ao Jeff Kinney e à Meredith Costain. Valeu!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Good enough parenting

Um conceito que é referido no livro Pais sem Pressa do Pedro Strecht que achei particularmente interessante foi o de "good enough parenting", de que podem ler uma definição aqui.
Pedro Strecht diz que o conceito defende uma certa incompletude, uma falha inerente ao facto de basicamente estarmos a fazer uma coisa (ser pais) sem manual de instrução.
E ao longo do tempo vamos sendo confrontados com estudos e mais estudos que nos mostram 1000 maneiras de ser "bons pais", quando no fundo ninguém sabe o que isso é - até porque bom pai de um filho não é ser bom pai de outro.
São coisas que todos sabemos mas às vezes fica difícil assimilar: por muito empenhados que estejamos em ser bons pais, nunca seremos mais do que "pais suficientemente bons".
E aceitar isto é profundamente conciliador.
Vai haver falhas. Vai. Já há aliás. Lidemos com elas e avancemos.
Os nossos pais, os melhores do mundo, também eles em muitas ocasiões não passaram de pais suficientemente bons. Às vezes mais outras menos, às vezes melhores para uma irmã e menos melhores para a outra.

Da minha parte, como em tudo, eu dou sempre o meu melhor.
Às vezes o meu melhor é o melhor do mundo, outra vezes não passa de suficientemente bom.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Post da semana

O que marcou a semana foi o regresso às caminhadas matinais. Ou nocturnas, melhor dito. Confirmo que é muito fácil o corpo habituar-se às coisas más (aka açúcar e sofá) mas verdade seja dita que há coisas boas a que também se habitua, e estas caminhadas são a prova disso.
Só mesmo com muita vontade (MUITA VONTADE) é que se sai da cama às 5h50 com este frio (esteve uma média de 4 ou 5 graus esta semana) para fazer exercício. Mas compensa e muito, o dia até corre melhor, e no único dia que não fomos até parece que o corpo estranha.
O outro evento marcante da semana foram as reuniões de pais dos dois mais velhos. São sempre encontros úteis, mais que não seja para conhecer um pouco mais os outros pais, o que pensam, as atitudes que têm. Há sempre os pais que insistem em falar de assuntos que dizem respeito só ao seu filho, é muito irritante. Ainda mais irritante é ver o professor responder e não por ordem na mesa. A directora da escola às vezes também está presente, e também não consegue controlar minimamente os pais - o que me leva a crer que com os miúdos ainda deve ser pior... A plataforma dos almoços ainda não funciona, tem faltado água semana sim semana não, temos uma nova assistente e a partir desta semana vamos ter de fazer bolos para vender  para juntar dinheiro para o passeio do fim do ano. Nada de novo, portanto.
Tive um dia de folga e fiquei com a mais nova todo o dia. Quando os outros eram desta idade eu trabalhava em part time, pelo que muitas vezes ficava com eles assim também. Com a mais nova acontece menos vezes porque acabo por ter trabalho todos os dias, mas soube muito bem. Aproveitei e fiz uma coisa que eles me pediam há séculos: fui busca-los à escola e fomos almoçar fora. Foi o delírio.
O mais velho voltou ao desporto, logo os fins de semana voltam a andar à roda do futsal. Entre isso e as festas de anos passa o sábado e domingo e nem damos por nada. A ver se intercalamos com outras coisas se não voltamos a cair nas rotinas do ano passado, e isso é que não pode ser.
Para que fique registado não fiz grandes asneiras alimentares, e fiz exercício 4 dias.
Se não é em 2019 que eu regresso ao bikini, não sei quando será!

sábado, 5 de janeiro de 2019

2019 até agora (ou o post da semana 1)

Começou com uma festarola das rijas, à antiga, com dança até de madrugada.
Já dei um mergulho e sequei ao sol estendida na toalha.
Almocei e jantei com a família toda, ou quase.
Já comprei cadeiras novas para a sala de jantar.
Fiz ginástica, e fiquei toda partida (e só tinha parado há 10 dias!)
Trabalhei bem, mas não demasiado.
Jantei com amigas que não via há demasiado tempo e ainda tive a festa de anos do meu afilhado querido.
Pelo meio regressei (mais ou menos) à alimentação mais cuidada, arrumei a casa e pus a roupa em dia.

5 dias e está tudo a correr bem. 2019 não está a desiludir.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

1º mergulho

Este ano pela primeira vez fui dar o primeiro mergulho na minha praia de sempre, no dia 1 de manhã.
Não vos ocorre o bem que soube. Estive à séria deitada na toalha a secar ao sol, sem um pingo de frio.
A água estava gelada, mas a sensação é indescritível. É mesmo um renovar de energias, um alinhar de chakras, um limpar a alma ou como queiram chamar.
Foi perfeito.

Fim do ano

Festa da boa, gente divertida, crianças entretidas e sem chatear muito, comida italiana ao mais alto nível, doces paleo e nem por isso, bebida para todos os gostos, música sempre a bombar.
Melhor entrada em 2019 não podia haver.

domingo, 30 de dezembro de 2018

2018 em revista

E pois que é chegada a altura de balanços, assim o dita o calendário e assim o dita a nossa vontade também.
Na vida tudo são fases, e normalmente as fases alternam entre mais intensas e mais tranquilas. Depois de um 2017 profundamente transformador, 2018 foi um ano de consolidação.
Sinto que apesar de tudo, foi um ano bastante bom.
Foi o ano em que consolidámos e aprendemos a sério a ser uma família de 5. Já não somos 4 e um bebé, somos 5 e é tão mas tão fixe.
Ver a relação da mais nova com os irmãos, a forma como veio baralhar e dar de novo a família, é delicioso. É um elemento agregador e tantas vezes é ela que no meio do caos nos põe a rir (é o bebé melhor do mundo, já o disse).
Foi um ano que, na continuação do final de 2017, me senti muitas vezes no olho do furacão, e nestas alturas temos tendência de agarrar apenas no que é essencial. Senti muitas vezes que não tinha mãos para tudo, que nem se fosse um polvo conseguiria agarrar tudo o que queria. Isso obrigou a que nos tivéssemos de organizar (muito!) e focar na antecipação (de tudo), e levou a que passássemos uma parte do ano apenas focados nas rotinas. Passámos fins de semana totalmente ocupados de tarefa em tarefa, de obrigação em obrigação, seja a assistir a jogos de futsal e apresentações de ballet, seja a ir à lavandaria, às compras e a cozinhar para a semana. Foi esgotante, mas foi a solução que arranjámos para que o dia a dia funcionasse com menos percalços.
Foi também um ano de muita preocupação com a saúde do meu pai, com internamentos e uma cirurgia, mas com tudo encaminhado no bom sentido.
Profissionalmente foi também um ano de consolidação, em que optei por agarrar mesmo aquilo que consigo, em vez de andar metida em mil projectos diferentes. É um pouco a sina do recibo verde, tendemos a dizer a tudo que sim, com medo dos dias em que o trabalho escasseia - e depois andamos estafados, a trabalhar dias seguidos sem folgas, e a viver na penúria na mesma. Este ano deixei de sentir remorsos em dizer não só porque quero ficar com a família. Penúria por penúria pois que aproveito a maior riqueza de todas que é ter tempo.
Ainda profissionalmente sinto sempre que podia fazer mais, que me podia dedicar mais, que podia ser melhor, que tenho tanto, mas tanto a aprender. Mas também sinto que (mais uma vez) tudo são fases, e que um dia poderei dedicar-me ao meu trabalho com mais afinco.
Em 2018 fiz 40 anos com muita serenidade e aceitação (que pode bem ser outra palavra para definir este ano). Não me senti nostálgica, nem com medo, nem eufórica. Os 40 assentam-me bastante bem, atrevo-me a dizer.
Festejei-os em Madrid, na nossa primeira viagem de carro a 5 e não podia ter corrido melhor. Fomos a um parque de diversões (que eles amaram!), fomos a museus (que eu amei e eles gostaram também), até deu para rever um amigo da Holanda. Foi mesmo muito giro.
Tenho vindo, desde 2017, a tratar mais de mim, a ter cuidado com o que como e a fazer exercício físico. Acho mesmo que foi o ano em que fui mais consistente neste aspecto, tendo parado por muito poucos dias desde Janeiro até agora. Faço ginástica de manhã, com vídeos do youtube de 30 minutos ou menos, de 2a a 5ª feira, e na 6ª escolho um vídeo de yoga (descanso ao sábado e domingo). Desde Setembro escolho vídeos mais pequenos e faço uma caminhada no paredão antes mesmo do dia começar. E isso nota-se - mais do que nos kilos perdidos e na melhoria da imagem por fora, noto eu por dentro como me sinto: com mais energia (muito mais!), mais focada, com força para enfrentar o mundo se for preciso. É tudo um grande cliché, eu sei, mas é verdade. E o segredo é mesmo ser persistente, cuidar da alimentação e fazer exercício. Dia, após dia, após dia. Depois de um dia de asneiras, voltar à linha uma e outra vez, e sempre. Ainda tenho um longo caminho a percorrer, por isso 2019 será para continuar.
Com os meus ricos filhos correu sempre tudo bem, e sinto que foi um ano muito dedicado a eles e às suas agendas.
A mais nova cresceu num piscar de olhos. Aprendeu a andar e a falar, e mal acredito que não fazia nenhuma das duas há um ano atrás.
A do meio terminou o 1º ano com excelentes notas, e só ouvimos coisas boas dela na escola. Cresceu
muito a minha menina grande, a quem a mais nova chama (e não é por acaso) de "mamã".
O mais velho também manteve as excelentes notas na escola, e evoluiu muito no futsal. Partiu o braço e encarou as dificuldades com um à vontade que nos deixou surpreendidos. Também cresceu.
Tentamos incutir-lhes responsabilidade, torna-los independentes e participativos nas rotinas e tarefas cá de casa, mas é uma coisa que temos de continuar a trabalhar.
Com todos os altos e baixos o saldo é mais que positivo, e 2018 foi de facto um ano bastante bom.

Para 2019 os planos são continuar o que está bem, e mudar o que está menos bem.
Quero ler mais, continuar a ter tempo para eles, e ter mais tempo para o resto da família e para os amigos (que foi o que fui deixando para trás por causa das tarefas e agendas apertadas).
Quero atingir o meu peso ideal, quero ter a casa mais arrumada, quero viver com menos e de forma mais sustentável. Quero ir a concertos e ao cinema e ter uma vida cultural mais activa. E se não for pedir muito, quero sair à noite com os amigos de vez em quando também!

E se tiverem curiosidade espreitem os anos anteriores em revista:
2017
2016
2015
2014
2013
2012 
2011
2010
2009
2008

(e a viagem emocional que foi ler estes posts assim todos de enfiada? Ui! Se alguma vez pensar em acabar com o blog tenho de me lembrar disto, caramba! Este registo escrito que me faz reviver cada momento, cada ano, vale ouro!)

E com isto, agora sim, um excelente 2019 para todos vocês que continuam aí!

sábado, 29 de dezembro de 2018

E depois de 5 filhos por uns dias...

... uma noite e um dia sem filhos.
Muito fixe.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Mãe de 5 por uns dias

Kilos de comida a cada refeição, louça às pazadas no lava louça.
Brinquedos espalhados por todos os lados, jogos jogados em cada canto.
Piadas privadas e gargalhadas.
Ataques de riso à noite em vez de estarem a dormir.

(o melhor da infância é mesmo ter primos para brincar)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Três mais dois

E depois de uma semana a trabalhar intensamente e com uma filha fora, segue-se uma semana de descanso com dois filhos a mais.

Natal sem stress

O stress, tal como a falta de tempo ou de dinheiro, é uma coisa subjectiva.
Este ano, na sequência do percurso que tenho feito no sentido de estar mais presente e viver mais o presente, resolvi que não ia stressar com o Natal.
E claro que quando temos as coisas por fazer (e temos gosto em faze-las) e vemos o tempo a passar, é impossível não começar a sentir nervos.
Normalmente a época de Natal é uma fase de muito trabalho, e tudo se resolveria fazendo as coisas com antecedência, mas isso para mim não é opção. Aquela coisa de comprar tudo nos saldos, fora da época, não faz o meu estilo. Aliás fazer o que quer que seja com antecedência não é o meu estilo.
E portanto, como já sei o que a casa gasta este ano resolvi não stressar. Foi só uma decisão, tudo o resto permaneceu igual: fiz noitadas a fazer os últimos presentes, no dia 23 fiz uma maratona de embrulhos, houve bolachinhas natalícias e até uns enfeites para a árvore feitos por nós mesmo no dia 24. Na noite e dia de Natal andámos a saltitar de casa em casa como de costume, mas fiz um esforço em não pensar no sítio onde íamos a seguir, só em aproveitar ao máximo cada momento.
E por isso mesmo foi um excelente Natal.

Fugacidade

Quando damos por ela já estamos no Natal.
Quando damos por ela já passou o Natal...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Três menos um

Férias de Natal e a do meio aproveitou para ir dormir a casa dos tios lisboetas duas noites.
E não calculam a diferença que faz nas nossas manhãs (em que eu tenho de ir trabalhar mais cedo que o costume) tirar um elemento à equação.
Dois filhos em vez de três, e a vida parece uma brincadeira. Mesmo quando o que sai é o que dá menos trabalho.
Comentava uma amiga com dois filhos pequenos, que não sabia porque se queixava tanto quando tinha só um - sair de casa de manhã com um filho parecia agora uma manhã de férias.
Calculo que seja assim também com quem tem 4 filhos, de repente três filhos é um passeio no parque.
A partir daí já acredito que seja preciso tirar mais do que um para se notar a diferença.
Ter 5 ou ter 6 já deve dar no mesmo.

Adenda ao post anterior

O Natal é um stress mas eu não o trocava assim (stressante, intenso, cansativo, cheio de gente e de eventos) por nada.

Dito isto, está tudo por fazer.
Ai.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Inspira e expira

A época de Natal é sempre um stress, certo?

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Estar offline - o reverso da medalha

Pois para quem não sabe ainda , estou há coisa de dois meses (não posso precisar!) sem facebook nem instagram, e já aqui escrevi sobre as maravilhas que tem sido estar mais tempo offline, viver mais o presente, estar de facto com quem interessa.
No entanto, nem tudo são rosas:
  1. Fui no outro dia ao instagram (no tablet) e dei de caras com a namorada do meu primo agarrada a outro. Passado o espanto lá fui confirmar via whatsapp, e confirmei que o namoro acabou há que tempos (sim, eram o tipo de casais que postam mil fotografias e faziam juras de amor eterno nas redes sociais, e ao que parece toda a gente reparou no fim do namoro exactamente pela ausência de fotografias, ora eu estando offline, fiquei à margem da informação).
  2. Estive aqui a rever as fotografias de 2018 e desde que estou sem instagram tiro muito menos fotografias. Mesmo muito menos. Não que tirasse muitas, mas acabava por andar mais atenta e por isso tenho imensas fotografias do nosso dia a dia, até do meu sozinha, pelos sítios lindos onde trabalho. Depois há ali um momento depois das férias que o número de fotografias se reduz aos momentos importantes. A ver se remedeio isto.

Sorriso natalício

O meu, a partir de hoje, em que terminei as compras de Natal.
Presentes comprados, comprados.
Presentes feitos, por fazer.
Já não falta tudo! Vamos lá!

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Just another day at the office...

Ou o dia em que o Ministro da Cultura da China pediu para tirar uma fotografia comigo.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Sonho de uma noite de verão - Teatro Villaret


 Resultado de imagem para sonho de uma noite de verão teatro villaret
E o primeiro evento natalício foi uma ida ao teatro em família.
Em família mesmo, com direito a manas, sobrinhos, primos e tios e ainda mais alguém.
Meia plateia estava por nossa conta.
A peça está fantástica, e os actores são mesmo muito bons.
Os meus filhos riram agarrados à barriga e eu fui às lágrimas também de tanto rir. Adorei.

(e com muita vergonha admito que não me lembro da última vez que tinha ido ao teatro...)

Recomendadíssimo.

Let the games begin

Árvore de Natal montada.
Calendário do Advento pronto.
Este ano até arranjei um calendário que conta mesmo os dias até ao Natal (e vai dar para usar antes do Advento, se quisermos).
Faltam talvez um ou dois conjuntos de luzes e estamos prontos.
Podes vir, Natal. Mas devagarinho, não há pressa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Vai de carrinho

Ao fim de 9 anos, três bebés, inúmeras viagens e passeios, num total de 6 anos ou mais de utilização (não contínua), hoje foi dia de nos livrarmos de vez do nosso carrinho de bebé (que inclui ovo, alcofa, cadeira de passeio, além das rodas).

Sim, é mesmo oficial que não pensamos ter mais bebés.
Sim, é mesmo oficial que eu achava que ia ganhar imenso espaço na arrecadação, e afinal não ficou assim tanto espaço livre.
Sim, é mesmo oficial que há uma certa nostalgia envolvida neste processo, em pensar na quantidade de coisas que fizemos e vivemos com um deles (ou dois) no carrinho.

Agora está na hora de levar outro bebé a descobrir o mundo!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Filho grande (por dentro)

Passada a tempestade vemos que se passaram dois meses em que ele superou em muito as nossas expectativas.
Ultrapassou os obstáculos sozinho, aprendeu a fazer tudo com a mão esquerda em menos de nada, raramente se queixou apesar de lhe custar muito não poder jogar futsal nem futebol na escola, não participar no corta-mato da escola, não ir à festa de lasertag do seu melhor amigo.
Foi um valente, e tendo em conta que às vezes faz mega fitas com coisinhas de nada, surpreendeu-nos com a sua capacidade de se superar.
Que se adapte assim às contrariedades da vida e tem tudo para ser um vencedor.
Para continuar a ser, aliás.

Suporte básico de vida

Este fim de semana dediquei algum tempo a fazer um curso de suporte básico de vida.
São aquelas coisas que não queremos nunca usar, mas que todos deveríamos saber.
E sim, houve uma parte dedicada aos bebés, que é profundamente angustiante. Primeiro a parte teórica em que nos explicam todos os perigos a que estão sujeitos (e só me apetecia mandar mensagens ao Tê para proteger a casa antes da mais nova acordar da sesta, imaginando já que ela se ia meter na máquina da roupa a por-se a morder fios eléctricos), e depois a parte prática (em que faz muita impressão dar pancadas nas costas do boneco e imaginar que o vemos engasgado e inanimado).
Por muita teoria que se leia e saiba, é na parte prática que se aprende, e ter enfermeiros a ensinar as técnicas ajuda muito.
Espero (mesmo!) nunca ter de usar nada disto, mas achei mesmo importante ficar a saber.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Quase regresso à normalidade

Quase dois meses depois do meu rico filho se ter armado em macaco e dado um salto maior do que a perna (ou o braço, mais concretamente), hoje foi dia de finalmente se ver livre dos ferros que ajudaram a consolidar o osso.
A pergunta mais importante para ele era saber quando podia voltar a fazer desporto, e a resposta não podia ter sido melhor: hoje mesmo!
Foi uma fractura mesmo muito feia, partiu os dois ossos do antebraço, sendo que um deles ficou completamente fora do sítio. Demorou, mas hoje começa uma nova etapa.
E de repente parece que me tiraram um peso dos ombros.
(o meu menino está inteiro outra vez, yeaahh!)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Pais de 1

... por uma noite.
Assim a meio da semana acho que é uma estreia, mas a logística assim o ditou - temos consulta no hospital amanhã de manhã cedo, e as miúdas ficaram a dormir nos avós para poderem dormir até mais tarde (e para de facto conseguirmos sair a horas, vá).
Estamos, portanto, hoje à noite com apenas um filho de 9 anos.
Não vos ocorre o estranho que isso é.
O silêncio.
O nível de arrumação.
A atenção que lhe podemos, de facto, dar.
Ouvir uma história até ao fim, explicar qualquer coisa sem ser interrompida 300 vezes.
Estar sentada a esta hora, a escrever um post.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Trabalhar a partir de casa

Foi coisa que fiz, como sabeis, durante 6 anos e que me ia deixando meia louca (ou louca e meia), e da qual não tenho saudadinhas nenhumas.
No entanto a minha actual situação profissional às vezes (raramente) exige um dia ou outro a trabalhar em casa, quer seja a fazer um guião de visita novo, ou a estudar para uma nova exposição.
E assim confirmo que, mesmo a estudar e a trabalhar em coisas que gosto, estar em casa a trabalhar não é mesmo para qualquer um.
A casa está de pantanas e de pantanas fica, pois se é para arrumar a casa não faço mais nada. A diferença é que a casa de pantanas e eu fora não me enerva, mas estar em casa ao computador e tropeçar em brinquedos ou ter o lava loiça cheio mexe-me aqui com o nervo. Não assim tanto que não consiga ignorar (que eu sou boa mesmo a ignorar desarrumação), mas ainda assim...
Outro problema: não páro de comer. E quando não há nada para comer, eu invento. Ou saio e vou comprar. Juro que não me meto a estudar outra vez para não engordar. É que é só sentar o rabo no computador para me apetecer petiscar qualquer coisa...
E depois é esta coisa de apetecer trocar ideias com alguém, ou ter dúvidas e ninguém responder pelo whatsapp. E daí a estar a investigar outra coisa qualquer muito interessante mas que não tem nada a ver com o assunto, é um saltinho.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Um passo à frente e dois atrás

A nossa mais nova, que estava tão bem encaminhada para adormecer sozinha na sua caminha, pois que teve febre na semana passada e bastaram dois dias para se esquecer como é que isso se faz...
Duas noites de febre a adormecer ao colo e no miminho e pois que agora que já está boa não quer voltar ao velho hábito de adormecer por si só sem chatear ninguém.
E deixem que vos diga que até o melhor bebé do mundo pode virar bicho, fazer birra, espernear, gritar com quantas forças tem. E durante muito, muito tempo.
Depois de um fim de semana super tranquilo, foi um bonito serão de domingo que tivemos todos.
Deu para nivelar por cima os níveis de stress cá de casa.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

6ª à noite

E eu com um guião de trabalho para fazer.

(quando é que me tornei uma seca?)

domingo, 11 de novembro de 2018

Post da semana

Cada ponto valia um post por si só, mas é o que pode arranjar:
  • pela primeira vez em quase dois anos, a mais nova começou a (quase) adormecer sozinha na sua cama. Sempre disse e continuo a dizer que ela é mesmo o melhor bebé do mundo, mas a verdade é que a hora de adormecer sempre foi crítica, desde que nasceu. Depois de muitas manobras andávamos a experimentar adormecer na cama mas comigo ao lado, coisa que podia demorar entre 3 e 45 minutos. Pois que às tantas já sem paciência resolvi dizer-lhe que ia só ali à casa-de-banho, e ela ainda refilou mas acabou por adormecer sozinha. Fui repetindo a fórmula a cada dia, e a verdade é que passou a adormecer na sua caminha, de luz acesa, é certo, mas sem ser preciso eu ficar ali parada no escuro a dar a mão.
  • O mais velho tinha consulta marcada para tirar o gesso e os ferros que tem no braço para promover a consolidação do osso. Chegados ao hospital somos informados que o médico se encontra de férias, e que tinham tentado ligar a desmarcar a consulta! Podem imaginar a minha reacção, depois de ter feito toda uma ginástica para poder estar ali àquela hora, e a reacção dele que estava na expectativa de se ver livre do gesso... Foi dito que não havia outro ortopedista disponível, mas perante a minha indignação lá nos mandaram para as urgências, e de lá uma administrativa andou a bater de porta em porta para nos arranjar uma solução. Passou quase uma hora a andar para trás e para a frente, mas lá arranjaram um ortopedista disponível (pois, afinal ao que parece havia uma solução!). Fez o raio X e o dr acabou por achar que o braço ainda não está bom. Mais duas semanas de ferros, de banho de braço no ar, mais duas semanas sem poder fazer desporto (que tanta falta lhe faz...). Enfim.
  • Consulta de rotina com os dois mais velhos, e confirmou-se o excesso de peso da minha do meio. Não foi uma novidade, a miúda tem mesmo tendência para engordar, mas a verdade é que quando vemos as coisas no papel é que nos apercebemos da gravidade da situação. A fazer uma alimentação equilibrada (em casa), e a comer praticamente o mesmo que o irmão (que é magro e está no percentil 25/50 de peso), tem 6kg a mais do que o máximo recomendado para a sua altura. Por enquanto temos conseguido puxar o assunto para a questão da saúde e não da beleza. Em nenhum momento fazemos referência a ser bonito ou feio - até porque ela é linda de morrer - mas pelo facto da barriga poder ficar doente. Peso a mais não faz bem a ninguém, e a médica foi muito clara neste aspecto - temos de travar o aumento de peso agora, antes da mudança da idade. É um processo que vai ter de passar por ela, porque a comida de casa é saudável, o problema são as "excepções" que ocorrem com frequência (festas de anos, jantares e almoços de família, o raio dos saquinhos dos doces que os meninos que fazem anos levam para a escola e que chegam a casa já comidos sem eu poder fazer nada...). Tem mesmo de passar por ela ser capaz de dizer não e ter consciência que só pode ser uma vez por semana. O irmão usa óculos e gostava de não usar, o primo usa aparelho e não pode comer gomas nem pastilhas, eu mesma não posso comer glúten, todos temos as nossas limitações, e eu espero que ela entenda as dela. Muito difícil esta questão das filhas e do peso a mais, muito delicado este equilíbrio entre saúde e beleza, entre cuidado e anorexia. Puf!
  • esta semana foi dia de me estrear num museu novo, completamente fora da minha zona de conforto - arte contemporânea. Correu muito bem e eu adorei, apesar dos nervos. Curiosamente a primeira vez que tive intenção de fazer visitas lá corria o ano de 2002! Desde então esteve dentro e fora dos meus objectivos, mas sempre lá mais ou menos presente. 16 anos depois, objectivo concretizado. Há que saber esperar, sem dúvida. O que é nosso às nossas mãos virá parar.
Bom domingo e boa semana a todos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Sobre a minha auto-info-exclusão

Passaram quase três meses desde este post, é altura de balanço deste tempo (quase) sem redes sociais.
Explico que tanto as conta de Instagram como de Facebook continuam activas, apenas desinstalei as app do telemóvel.
Nas férias fiz mesmo "jejum" à séria, no regresso espreitei uma ou outra vez ambas as redes no tablet, num serão de domingo à noite, assim para descontrair. E confirmei que de facto não ando a perder nada. Ou quase, vá...
Mas não tenho vontade nenhuma de lá ir, nem para ver e muito menos para partilhar.
Achei que se calhar ia ter mais tempo nas mãos, mas claro que não tenho, o que noto é que faço as coisas mais focada.
Estou mais no presente.
Leio o meu livro quando o levo. Observo o que está à minha volta. Leio notícias (sim, no telemóvel), mas só os jornais que me interessam.
E chego a casa e não lhe toco mais. Não estou no wc a fazer likes nas vidas dos outros (vá, não se escandalizem, sei que não sou/era a única), não estou a cozinhar e a dar uma espreitadela nos stories do dia. Ainda hoje dei por mim apenas a contemplar a paisagem, nuns minutos de compasso de espera antes de uma visita.
Parece que estou menos "multitasking" mas mais atenta ao que estou a fazer.
E estou, isso sim, muito contente com esta decisão

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Sobre o Halloween e o Pão por Deus

Uma novidade: são compatíveis, malta.
Não é preciso escolher entre uma tradição e outra, entre aquilo que vem do nosso passado ou não.
Dá para manter os dois, sem problema. No fundo têm ambos a mesma raiz e não se chateiam.
Monstros e bruxas e andar de casa em casa dia 31 à noite; saquinho de pano e pão por Deus de casa em casa dia 1 de manhã.
Doces para todos até fartar, miúdos super felizes, tradições mantidas (nossas ou não).
De nada.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Caminhantes da lua

Tudo começou há um mês atrás com o desafio de uma amiga que ,tal como eu, gostava de incluir uma caminhada no paredão no seu dia a dia.
Se só conseguimos ir às 6h da manhã, porque não?
E assim começamos, meio em tom de brincadeira, a sair da cama às 5h50 para ir caminhar.
Ninguém, nem mesmo nós, achou que fosse durar, mas a verdade é que dia após dia fomos conseguindo, e raramente falhamos.
Dia após dia, ou melhor dito, noite após noite, pois se nos primeiros dias ainda se via uns raios de sol a nascer no regresso a casa, na maioria dos dias fomos e voltamos com noite fechada, apenas com a lua como companheira. Íamos caminhar para o paredão sem sequer ver o mar!
Também tínhamos ideia que estaríamos sozinhas, pois quem é maluco para ir caminhar a essa hora?
Qual quê! Há todo um número de "habitués" a quem nos habituámos a cumprimentar, e a quem já notamos a falta quando não vão: a "amiga da barriga gira" (que corre de top e tem uma barriga lisa que eu invejo bravamente), o senhor da camisola amarela (que também corre e parece estar muito em forma), o casal de velhotes, duas amigas com um cão, outro corredor com dois cães, o senhor da bicicleta, e até uma mãe que às vezes leva o filho de 10 ou 11 anos!
Nós vamos com os minutos contados, e à hora certa (ali entre um poste e uma tampa de esgoto) damos a volta para trás. Caminhamos em passo acelerado, e pelo caminho vamos discutindo de tudo um pouco, desde a polémica da mudança da hora, os problemas do trabalho ou o ultimo episódio do "Visita Guiada". Às vezes o assunto é tanto que nos despedimos com uma pausa e retomamos a conversa no dia seguinte.
E sabe tão, mas tão bem...
Custa sair da cama, é escuro, está frio, vento e chuva, mas já não me vejo a começar o dia de outra maneira.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Mais uma sugestão de leitura

Jorge Amado escreve poemas em prosa, sempre com aquela doçura que lhe é tão característica.
E tem a capacidade incrível de ter escrito livros que décadas depois estão ainda super actuais.
Este é de 1936, e estar a lê-lo com tudo aquilo que se tem dito e lido sobre o Brasil por estes dias é no mínimo irónico... Passam mais de 80 anos, caramba, e tanta coisa permanece igual.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Paradoxo

De manhã antes da escola, digo aos miúdos pela enésima vez que se despachem, que estamos atrasados, que temos de sair. O mais velho olha para a minha mesa de cabeceira e lê o título do livro que ainda não comecei a ler:


A festa mais fixe

Pela primeira vez (claro) tinha marcado uma festa com antecedência.
Ia ser uma festa de futebol, com torneio por equipas, quem sabe coletes da decathlon e tudo, os amigos da escola, os do futsal, os primos, e mais quem fosse.
Com o braço partido, pois que saiu o plano furado.
Fizemos então a festa mais fixe de todos os tempos. Com os três melhores amigos e um primo fizemos uma festa-pijama.
Fomos primeiro ao cinema, depois encomendámos McDonalds cá para casa, jogaram Playstation até não poder mais e acamparam na sala.
Houve conversas de asneirada, houve puns (reais ou só a gozar, não sei), houve tentativas de fazer uma directa, houve ataques de riso (tantos!), mil histórias da escola (a maioria eu nem conhecia), e houve a ideia de estarem a viver um momento mesmo muito, muito fixe.
Não dormi nada de jeito, mas adorei vê-lo tão contente, ver a relação que eles têm, o papel que ele ocupa neste grupo, e também adorei fazermos por uma vez o papel dos pais fixolas que organizam cenas fixes!
Não se vão esquecer.

9 anos

Sou mãe de um miúdo fixe que fez 9 anos.
Um miúdo que é igual aos outros em tantas e tantas coisas, mas que é único e especial em tantas outras.

E é (ainda) tão meu!


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O que marca o fim do verão...

... não é o fim da época balnear, mas a vindima.
A vindima é aquele ritual de passagem do verão para o Outono.
Por isso no fim de semana comprido rumámos a Moimenta para participar na festa que ainda é a vindima.
Vindimámos, apanhámos (e comemos) figos, maçãs, tomates, pimentos e amoras.
O mais velho cavou um buraco com a mão esquerda (com uma pá a sério), a do meio tentou fazer fogo com duas pedras, a mai novinha andou de mãos enfiadas na terra e dormiu a sesta debaixo da figueira.
Voltámos com o carro carregado e a barriga (e o coração) cheios.
Para o ano há mais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Mais uma sugestão de leitura

Recomendo.
Este autor escreve mesmo bem, já não é o primeiro livro que leio e ficamos sempre agarrados até ao fim.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

E com isto... (ver post anterior)

... declaro oficialmente encerrada a época balnear.
Eu nem sou de por fim ao verão em altura nenhuma, mas pensar que iremos voltar à praia em Novembro (quando o rapaz tirar o gesso) já me parece demasiado optimista...

Foi sem dúvida um verão demasiado curto, começou já Julho ia a mais de meio, e acaba assim abruptamente no fim de Setembro (quando eu tenho a certeza que em Outubro ainda vai estar tempo de praia).
Mas a vida é assim mesmo, e diz o calendário que em Outubro já não há praia para ninguém, por isso também não é nada de extraordinário.
Agora é só informar o S.Pedro que a temperatura pode baixar (só um bocadinho).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O momento em que o coração de uma mãe pára

Quando vê o filho deitado no chão aos gritos de terror, com um braço virado ao contrário.
A sensação é a de que tudo pára, fica o mundo em pausa, o meu filho está a sofrer, nada mais importa.

Foi uma brincadeira de miúdos que acabou mal. Foi um salto que não correu como esperado.
Foi depois uma viagem de ambulância (uma estreia para ambos), uma noite no SO (outra estreia), duas anestesias gerais (só para ele) e um osso colocado no lugar com a ajuda de pequenos ferros.

Agora são 4 semanas a aprender a fazer tudo com a mão esquerda, e outras tantas sem poder jogar futebol nem qualquer outro desporto (isto sim, vai ser o verdadeiro desafio).

Agora é tentar esquecer o som dos seus gritos e a sua cara de pânico a ver o braço dobrado onde não devia estar.
É uma imagem que me persegue quando fecho os olhos à noite (e a ele também, que eu sei).

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Coisas que mudaram (para melhor) na nossa rotina:

O ano lectivo passado foi uma loucura, e este ano não queremos que se repita. Ainda nos estamos a adaptar, mas algumas mudanças já se fizeram notar (para melhor)
  • as actividades extra escola passaram para a 3ª e 5ª em vez de 2ª e 4ª. Nunca me tinha apercebido mas estar sem actividades à 2ª faz muita diferença. E ter a última actividade à 5ª também é melhor, no dia a seguir já é 6ª, e a 4ª feira que é aquele dia do meio fica mais simples.
  • o horário também mudou para mais cedo (e eu agradeço tanto!), mais uma vez reduz o stress e a pressa na hora dos banhos e jantar
  • mudou a empresa das refeições escolares, por isso este ano (até ver) não precisam de levar almoço de casa. São 5 ou 10 minutos de manhã que fazem alguma diferença, mas principalmente é uma libertação mental! Não ter de estar sempre a pensar no que vão levar para o almoço, a fazer comida para um batalhão de modo a esticar refeições, é um descanso. Em vez de 4 refeições cozinho apenas 3 (para os 5 dias da semana) e chega para tudo!
  • com 7 e 8 anos achámos que já estava na altura de lhes dar mais responsabilidade, pelo que todos os dias são eles que tiram a máquina da loiça (tarefa que era do pai cá de casa). Também era uma tarefa super rápida, mas nas horas de ponta das famílias (manhãs e fins de tarde) todos os minutos contam, e todas as ajudas contam também
Até agora estas pequenas diferenças estão a ajudar-nos. Vamos ver se o ano lectivo corre menos atribulado que o ano passado...

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Outra recordação desta altura do ano

Era quando chegava o catálogo Outono-Inverno da La Redoute!
Ui, era a loucura!
Folheávamos as páginas vezes sem conta, apetecia ter tudo e de todas as cores!
As fotografias em estúdio, outras tiradas nas ruas de Paris, as modelos giras que farta, tudo aquilo era glamour e novidade!
Um clássico do fim de verão da minha adolescência.

(e lembrei-me disto porque me apareceu o catálogo do Ikea cá em casa, e tive a mesma vontade de reformular a casa toda, como tinha de ter um guarda-roupa novo aos 14 anos.)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O último livro das férias

Acabei o último livro das férias, que é como quem diz, agora é que é, as férias acabaram mesmo.
Normalmente durante o ano leio livros que de alguma forma me ajudem no trabalho (por exemplo romances históricos, ou biografias), nas férias é que tenho liberdade total para escolher o que vou ler.
Já aqui tinha escrito que Ken Follet é sempre uma aposta segura. A minha mãe gostava bastante, por isso lá em casa há várias prateleiras cheias, e eu acabo sempre por lá ir buscar um ou dois antes das férias. É sucesso garantido, uma leitura leve e fácil, como se quer no verão, daquelas que agarra bastante e só queremos chegar ao fim.
Este ano talvez inspirada no ritmo da Tella, resolvi levar 3 livros para 2 semanas de férias. Sabia muito bem que seria demasiado ambicioso, mas pronto, consegui ler 2 e achei uma média fantástica. Ainda não tenho os filhos todos crescidos, lá está.
De qualquer modo, as férias já lá vão, e ontem foi dia de acabar de vez com elas, pondo fim a este livro.
O tema é todo a minha praia, e está muito bem escrito. Lê-se num ai, e apesar de retratar o ambiente artístico dos anos 70, está muito actual.
O mundo da arte é cheio de gente pobre e de gente milionária (e snob).
Nem mais.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Meu querido mês de Setembro

Dizem que Setembro é o mês dos recomeços e regressos à rotina, mas ainda assim é um dos meus meses preferidos do ano.
Não há luz como a de Setembro. Não há fins de dia com luz mais bonita do que esta.
No sábado passado estivemos na praia (num dia fantástico) e os miúdos só saíram da água eram 19h30. Como tínhamos um jantar de anos às 20h30 passámos em casa para tomar duche a despachar. Já saímos da praia com aquele fresquinho a chegar. Aquele fresquinho que nos diz que já não estamos em pleno Verão. Fresco e escuro, porque ao chegar a casa já o sol se tinha posto.
Tomei um duche quentinho e percebi que adoro esta combinação: dia de praia + luz do por do sol + fresco + duche quentinho em casa já de noite + vontade de vestir um casaquinho.
E tomei consciência do porquê de eu gostar tanto desta combinação e do mês de Setembro.

Na minha infância, o regresso às aulas acontecia em Outubro.
Outubro é que era o mês de voltar à escola, aos casacos, à chuva.
Setembro era mês de férias, era mês de "deixa lá aproveitar mais um bocadinho", era um mês de balanços, em que parávamos para pensar no ano lectivo que ia começar (no mês seguinte).
E os meus pais sempre tiraram férias em Setembro.
Setembro era mês de Algarve. Mesmo quando as aulas passaram a começar em Setembro, nós íamos de férias na mesma. E sim, faltávamos aos primeiros dias de aulas. E também sim, chegávamos à escola sem material (porque tínhamos chegado de férias na véspera), mas com um grande bronze.
E as férias eram assim, com a praia até ao fim do dia com uma luz incrível, um regresso a casa já frescote, um duche quentinho a apetecer vestir uma camisola a seguir.

Depois disso a praia continuava, ao fim do dia, ao fim de semana, até não conseguirmos ir mais.
As coisas da praia nunca se arrumavam definitivamente, porque durante Outubro ou Novembro ainda eram postas a uso, às vezes até nas férias de Natal.

Por isso esta coisa de "arrumar" a praia dia 1 de Setembro, esta febre do regresso às aulas no hipermercado em pleno Agosto, esta coisa que querer associar Setembro ao Outono, a mim não me convence.
Deixo isso tudo para os meses a seguir.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ser optimista

E adorar o verão é nesta altura do campeonato comprar um protector solar com factor mais baixo, daqueles em óleo não gorduroso, com óptima textura e a cheirar mesmo a verão, para os dias de praia que ainda temos pela frente.

Dor no coração

O incêndio no Museu Nacional do Brasil.
Fiquei sem palavras.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Leituras de férias

Acho que este post costumava ser tradição aqui no blog, não sei se nos últimos anos  fiz, mas este ano aqui fica.
Duas semanas de férias, um livro para cada semana. Não sendo enormes, parece-me ainda assim uma boa média (para quem tem três filhos, uma de 18 meses incluída).
Não sendo os melhores livros de sempre, cumpriram bem a sua função de entreter e fazer pensar qb.
O primeiro num registo já conhecido mas que nunca falha - Ken Follett é sempre um tiro certeiro. O segundo num registo completamente diferente, um livro-conversa, num desfiar de memórias vistos de uma perspectiva nova para mim.
Ambos recomendados.



Regressar devagar

Para tentar compensar o facto deste ter sido um verão ocupado, tentei não marcar trabalho para estes primeiros dias de Setembro, para poder passar tempo com eles.
A ideia era (é!) aproveitar a praia, mas o tempo não está a ajudar. Quanto apostam que os miúdos começam as aulas e estão 40 graus?
De qualquer modo, mesmo sem fazer nada de especial, é tão bom estar com eles assim, sem tempo, fazer o que nos apetece, andar ao sabor...
É assim uma ínfima mostra do que eram os verões da minha infância, dias e dias perdidos, que eram especiais mesmo sem ser nada de especial.
Que saudades...

1, 2, 3 e já cá estamos outra vez!

Como sempre, passaram a voar estas férias, mas deixaram saudades e muitas boas recordações! Tivemos muita sorte e correu tudo pelo melhor.
Demos mergulhos em águas quentes e calmas, e em águas agitadas e grandes ondas, praias com areal a perder de vista e outras perdidas no meio das rochas. Houve conversas em família, sestas na praia, gelados depois do jantar e noitadas de jogatanas até às tantas. Houve churrascos e petiscos para todos os gostos.
Os miúdos divertiram-se à grande, sempre  na brincadeira com os primos. Tanto que a maior parte do tempo mal os vimos.
A mais nova deu um salto de crescimento, não se cala e está mesmo muito engraçada (e que bom que é estar com ela 24h por dia...).
Agora, apesar da pouca vontade, é tempo de regressar à rotina e pensar no ano lectivo que aí vem.
O que passou foi duro e difícil (para nós, pais) e há erros que não queremos repetir, mas ensinou-nos muitas coisas - a organizar, planificar, simplificar. Vamos pegar no que correu bem e tentar corrigir o que correu menos bem, que basicamente foi a quase ausência de programas divertidos ao fim de semana. Entre jogos de futebol, festas de anos, catequese, apresentações de ballet, trabalho e obrigações domésticas, muitos foram os fins de semana sem um momento de verdadeiro descanso. Não pode ser, vamos ter de repensar as coisas de modo a incluir um mergulho (enquanto for verão - e estou a contar que seja até Novembro pelo menos!), uma esplanada, um livro e uma manta, o que quer que apeteça.
Bom regresso a todos, queridos leitores, isto agora é um suspiro e chegamos ao Natal!