quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Livro 22/35

 

Contos de São Petersburgo, de Nicolai Gógol

Recomendado por uma colega de trabalho, e comprado na Feira do Livro deste ano.
É um clássico da literatura russa, talvez não tivesse sido a melhor altura para ler (por uma questão de atenção e ou falta dela, vá).
Gostei, mas não adorei. É diferente de tudo o que li antes, gostei dos contos e do sentido de humor do autor, da falta de senso (como se traduz nonsense?) de alguns pormenores.
Dei 4 estrelas, mas sei que não me marcou.

Muitos posts em atraso por aqui

 Já que o mês de Dezembro foi mesmo o culminar de um trimestre tão intenso de trabalho, que nem soube muito bem por onde me virar...
Isto de trabalhar aos fins de semana e fim do dia, quando se tem três filhos, não é fácil. Não é não senhor.
Foram sábados e sábados a chegar a casa às 19h30 e dias de semana com formação até às 21h, com tudo o resto que costuma acontecer a essa hora a ficar em stand by (roupa, jantares etc, mas principalmente o meu descanso que tanta falta me faz!).
Sobrevivemos.

Na última semana tivemos 4 dias de oficinas que foram mesmo de levar ao limite. Ao contrário do que sempre acontece tivemos um grupo exclusivamente de rapazes, vários já bem crescidos, e ainda para mais calhou chover a semana toda! Além disso estávamos a trabalhar na sala em frente onde estava a decorrer o concelho de ministros extraordinário (e consequente conferência de imprensa), a ser adiada hora após hora, e os miúdos a ter de ficar em silêncio. Foi mesmo, mesmo, um filme!
Também sobrevivemos.

Por fim conseguimos ter um Natal com tudo a que temos direito! Foram 3 dias de celebração - 24, 25 e 26 - a destacar o único encontro com irmãs e sobrinhos todos em 2021 (ao longo do ano faltou sempre alguém...).

Sim, agora estamos todos confinados, porque claro que os casos andam a pipocar à nossa volta, mas por agora posso dizer que valeu a pena - assim não haja casos graves.
Havemos de sobreviver!

Boas festas, malta!

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Do trabalho

 2021 ficará marcado sem dúvida como o ano em que mais coisas fiz, e desafios novos enfrentei.
Achei que já estavamos a acabar mas afinal em Dezembro ainda havia tempo para entrar em mais um museu. Irei fazer um post sobre isto, porque de facto foi um ano com tanta coisa interessante e diferente, que merece ser partilhado - e guardado para ler daqui a um tempo se isto tudo fechar outra vez e para quando eu achar que não há solução para a minha vida profissional.
Há que manter a resiliência, a força de vontade, a motivação e o amor à camisola (às muitas camisolas que temos de vestir!). mas caramba que não há profissão melhor que esta!

Mediadora artística e cultural para sempre!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

O 1º post de Natal de 2021

 Para que fique registado:

Dia 1 fizemos a árvore - e como em tudo na nossa família por insistência da nossa ritualista/tradicionalista/entusiasta do Natal, que é a nossa filha do meio (e a mais nova por enquanto também). O pai não fez frete nem refilou de ir buscar as coisas à arrecadação (ponto para ele), e eu acedi a montar a dita depois de um dia de trabalho longo e cansativo, a chegar a casa às 19h30 (fins de semana e feriados há menos comboios e tenho de sair mais cedo e chegar mais tarde, sem comentrários - e ponto para mim). O mais velho esteve de trombas e sem vontade nenhuma, claro, até meio do processo, depois lá lhe passou.

Dia 6 comprei os primeiros presentes.

Não há grande volta a dar, acho que o espírito de Natal me atinge lá para dia 10, e por muito que tente (não foi o caso) ir adiantando as coisas e despachar o que pode estar despachado, nunca acontece. E verdade seja dita, com mais ou menos stress, no dia certo está sempre tudo pronto. É o que vale.

A grande incógnita é mesmo onde e como vamos passar o Natal, se regressamos às tradições de sempre ou se ainda temos restrições este ano...

Ho ho ho, queridos leitores. 
Que comece o Natal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Mais de 20 anos a usar e-mails...

 ... e continuamos na saga do Reply to all (ou Responder a todos, conforme o caso).

Porquê, senhores?
...que canseira de pessoas, pá.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Os anos passam...

 ...e a dúvida mantém-se: natal em Novembro para quê? Qual é a pressa mesmo?

Ah e tal, a época do Natal passa tão rápido que é para fazer render...
O que passa rápido são as férias de Verão, malta. Tudo o resto leva o tempo que tiver de levar.

Novembro é S. Martinho e Outono.
Dezembro é Natal e Inverno.

Não percebo esta pressa.


segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Ainda o minimalismo

Mais do que de roupa, o que preciso mesmo é de uma máquina de roupa que funcione.
Não é que não tenha roupa - tenho sim!- o que não tenho é roupa que chegue para duas semanas de trabalho sem lavar.

Uma amiga fez há uns anos um desafio em que passou mais de 100 dias sem repetir uma única peça de roupa.
Eu não consigo passar 7.
(e está tudo bem, em ambos os casos!)

Mas o que me faz falta mesmo é uma tal peça que vai por a máquina a funcionar outra vez.
Até lá percebemos que conseguimos lavar roupa com água fria, e assim nos vamos mantendo.
Roupa nova talvez nos saldos!

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Livro 21/35 2021

 

Apenas miúdos, Patti Smith
Quem me falou neste livro já há alguns anos foi uma prima, e eu fiquei desde então com vontade de o ler. Percebi que não havia na biblioteca da zona, e que ninguém tinha para me emprestar (ou tinha, mas não naquele momento). Numa ida à Fnac o mês passado dei de caras com ele e já não o larguei mais.
É um retrato de NY do final dos anos 60/início dos 70, em que a autora - a cantora Patti Smith - nos conta a história de amor que viveu com o artista Robert Mapplethorp. Tem partes de uma absoluta beleza poética, outras que são duras de ler, mas ao mesmo tempo é um livro maravilhoso para quem, como eu, é fascinada pelo ambiente e época referida - da música às artes plásticas foi uma época que tanto teve de glamouroso como de decadente.
E os protagosnistas têm uma relação tão gira, tão cumplice, que parte de uma relação amorosa para algo completamente diferente, uma amizade quase de irmãos gémeos.
Achei também muito interessante saber mais sobre os inícios das carreiras de ambos, ela que nunca se imaginou a dedicar-se à música, ele que estava tão longe da fotografia que o celebrizou. E em ambos aquela entrega total à arte, aquele viver e morrer pela arte, o fazer as coisas e tentar vingar dentro de um meio tão difícil, às vezes com fome e a dormir ao relento mas sem nunca desistir - uma dedicação à arte pela arte que acabou de facto com um enorme reconhecimento.
Ela diz às tantas, referindo-se a um grupo de artistas que de todos eles é a única sobrevivente - uns sucumbiram às drogas, outros suicidaram-se, outros tantos (como o Robert) morreram de SIDA.
É uma geração que está ali entre o auge do rock e o início do pop, que nos deu grandes artistas, e ambos acabam por ser bons exemplos (goste-se ou não da sua arte).
Única nota negativa seria para a tradução, que em alguns momentos acho que não esteve à altura.
Dei 5 estrelas e recomendo.

Sobre esta fase agitada, um apontamento

 Para ajudar na festa em que me encontro a ter de concretizar o (talvez) último desafio profissional do ano (de dimensão considerável, mas intercalado com outros desafios de menor dimensão - ou pelo menos coisas que são mais dentro da minha praia) eis que resolve avariar:

A máquina da roupa
A máquina da louça
O carro

O telemóvel da do meio também se espatifou sem razão aparente, mas isso já nem conta (anda com um todo partido, paciência).
Bem posso dar corda aos sapatos e apertar o cinto, que o porco mealheiro não estava a contar com isto...

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Sobre o (meu) minimalismo

Vocês já não se lembram mas corria o ano de 2019 e "japonesei" a minha casa - ou seja destralhei aplicando o método KonMarie.
Na altura fiquei muito orgulhosa, pois consegui reduzir o meu guarda-roupa aos mínimos indispensáveis, ficando só com o que gosto e uso mesmo. Não gosto de grandes coloridos nem padrões, pelo que na altura fiquei com um maravilhoso armário-cápsula com apenas 25 peças de roupa de tons neutros penduradas.
Sim, entre vestidos, saias, calças, tops de pendurar e casacos de malha eram apenas 25 peças. Mas eram 25 peças top, que conjugam todas umas com as outras, permitindo looks para todas as ocasiões.
Entretanto o tempo passou, algumas peças entraram, outras saíram, como deve ser.
Recentemente a minha vida profissional deu uma volta - ou várias, mas uma delas foi deixar de colaborar com vários locais que exigiam farda e começar noutros que não tendo farda, pedem um dress code específico. Para ajudar à festa, temos a máquina da roupa meio avariada, a funcionar apenas em circunstâncias específicas.

E pronto, eis que temos esta que vos escreve a penar todas as manhãs por não ter nada para vestir.
E sem tempo - quem diz tempo diz paciência, e quem diz paciência diz dinheiro - para ir às compras.

Minimalismo, a quanto obrigas!

terça-feira, 9 de novembro de 2021

São fases

 Tinha eu os dois mais velhos bem pequenos, essa fase tão caótica como intensa na minha vida, e respondi com o título deste post à pergunta: "o que dirias a ti mesma antes de ser mãe?"

Foi das coisas que mais cedo me apercebi, tudo são fases mesmo, e se quando temos um recém-nascido as fases deles se ultrapassam em catadupa, também agora quando damos por ela já mais uma fase passou.
E não, não falo apenas dos miúdos e das fraldas, chuchas e afins, também nós adultos (ou quase, já se sabe!) passamos por diferentes fases, individualmente e em família também.

Num jantar de amigos comentámos isso mesmo, como de repente um grupo de 6 ou 7 famílias não há duas a viver a mesma "fase". 
Também nos meus novos desafios profissionais vou tendo contacto com colegas mais velhos, e outros muito mais novos, e vamos trocando experiências - e não há ninguém na mesma "fase" que eu! 
Mas o bom disto tudo é podermos ver as coisas boas que as próximas fases nos trazem, e ao mesmo tempo dar uma mensagem de esperança a quem está umas quantas fases atrás de nós!

Mais uma vez repito o que disse há uns posts atrás sobre haver um tempo certo para tudo - para as jantaradas e saídas, para pijamas e sofá, para as noites mal dormidas e sonos profundos, para copos de vinho e canecas de chá, para trabalhar afincadamente ou parar e refletir sobre o futuro - qualquer que seja o mal ou o bem podemos agarrar nesta ideia: são tudo fases!



segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Sobre o trabalho

Que tem sido muito e bastante variado. Não me posso queixar.
Esta semana de trabalho vai ter 7 dias, e as próximas vão ser no mesmo registo.

Pena que a conta bancária não acompanhe o aumento do volume, mas é um dos males pós-pandemia: trabalhamos mais e recebemos menos, estamos dispostos a tudo, dizemos a tudo que sim, cheios de medo que volte tudo a fechar e irmos todos ao tapete outra vez...
Até lá, é esbracejar para não ir ao fundo.
Mas repito que não me posso queixar porque estou tão feliz por ter trabalho... 

Ser freelancer tem o seu quê de esquizofrénico.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

1º dia de outono

Sempre assisti à minha mãe a ficar deprimida com o fim do verão. Falava muito nisso a partir do fim de setembro, com os dias mais curtos, e então com a mudança da hora pior um pouco - era uma "neura", usando a sua expressão.

Como temos tendência para ficar parecidas com as nossas mães, ou então no seu oposto, depois de uma adolescência e juventude a mal dizer o fim do verão e a chuva e a noite às cinco da tarde, pois que cada vez mais aprecio o que cada estação tem para nos oferecer.
E não, não tenho neura nenhuma por ter acabado o verão, muito menos com a mudança da hora - que tanto me ajuda a conseguir acordar cedo de manhã e ter manhãs mais tranquilas, e deitar mais cedo também indo para a cama a horas decentes (é só seguir o relógio biológico e tudo acontece uma hora mais cedo - e guess what, a hora que "perdemos" à noite ganhamos num momento muito mais rentável, que é a manhã).

Este ano consegui a proeza - sem esforço nenhum! - de nem sequer sentir aquela nostalgia do último mergulho, tive um setembro tão cheio de novidades, e com uma viagem pelo meio, nem me ocorreu que de facto a época balnear estava a terminar (é a minha preferida, que isso fique bem claro).

E assim foi com um sorriso que vi na previsão que os primeiros dias de outono de facto chegavam esta semana - é época disso mesmo, de castanhas e folhas laranja no chão, das abóboras e dióspiros, de trocar as sandálias pelas botas fechadas e viver o que de melhor cada estação tem para nos oferecer.
O que aí vem é lindo e maravilhoso? Claro que não - tanto que eu nem acho assim grande graça ao Natal, no entanto é este o tempo - e como diz a célebre passagem da Bíblia "tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu".
Há tempo para tudo e tudo tem o seu tempo.

Vamos lá abraçar esta passagem do tempo como a dádiva que ela de facto é, pois já se sabe que num abrir e fechar de olhos já estamos a mudar os relógios outra vez.



quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Eu, culpada também

 Disto.

Não nego que o desafio de leitura me motivou a ler mais - ler livros mesmo, e não artigos ou notícias no telemóvel. E isso não deixa de ser positivo, antes livros que outra coisa qualquer - mas não deixa de ser um motivo extrínseco à própria leitura, o querer superar um desafio.

No entanto é curiosa esta questão, em que nunca tivemos tanto acesso à informação e se calhar nunca fomos tão ignorantes. Ou a ignorância é a mesma, o que mudou foi a hipótese de acabar com ela mais facilmente.

Faz-me falta uma certa profundidade. Ficamos sempre um bocado pela rama, e há tanta e tanta coisa por ler, ver, saber que parece que o tempo de pensar, trocar ideias, discutir, escasseia.

Comemos muito e digerimos pouco, é o que é.


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

O Fazedor de Nadas

 Ou a primeira ida ao teatro pós-pandemia.
Mesmo antes já ia tão pouco, e é das coisas que me custa, quero mesmo mudar este paradigma este ano!

Tenho uma prima atriz, e acabo por ir apenas e só às suas peças - o que é de lamentar porque sei bem que tantas vezes ela representa para salas vazias, e tantos outros farão o mesmo todos os dias em muitas salas pela cidade fora.
Por isso mesmo ela está de partida para fora do país, e a sua intenção é mesmo não voltar. (e o triste que é ver as pessoas da cultura nesta situação...)

Fui pela primeira vez ao Teatro Taborda, um espaço incrível com um café e esplanada com uma das melhores vistas de Lisboa. A sala de espetáculos é pequena e cheia de encanto.

A peça era indecifrável, daquelas que nos faz pensar se nos está a escapar alguma coisa, das que cada um interpreta à sua maneira, tão longe da realidade e de tudo o que conhecemos como de facto a arte deve ser.
Adorei!


Horário de Inverno

 Serei a única a ver o lado positivo do horário de Inverno?

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

12 anos passaram

 ...desde este post.

Reparei que nos posts de instagram do dia dos anos dele uso muito a palavra "desafio", e confirmo - ele foi sem dúvida o nosso maior desafio.
E de certa forma, ainda é - se bem que muito rapidamente (mesmo!) percebemos que temos é de ajustar a expectativa e por os pés no chão, e pelo qual o desafio vai sendo menor.

Este rapaz nasceu para nos dar uma grande lição de humildade, de ignorância, de capacidade para gerir a perda de controlo.
Nasceu e logo nos apercebemos que é do mundo, que até pode ter raizes mas que o que tem maior são as asas.
Nasceu para nos confrontar com os nossos maiores defeitos, é dos três o mais parecido connosco em tanta coisa - caótico, desorganizado, desarrumado, independente, não nos conta nada, sempre pronto para seguir caminho longe de nós (e eu sinto cá dentro do meu coração que na primeira oportunidade ele sai de casa e vai viver para outro país - e onde é que eu já vi isto, mesmo?).

Também é um miúdo fixe, dos que se enturmam rapidamente, sem levantar ondas, sempre pronto para tirar o melhor partido de cada momento - seja um mergulho no mar, um jogo de futebol, uma bola de berlim com Nutella.

Há 12 anos o desafio foi receber nos braços um bebé que em nada correspondeu à expectativa.
12 anos depois, expecativa ajustada, o desafio continua.
O nosso bebé do mundo sai para o mundo, não tarda nada.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Sobre o regresso à rotina

 Setembro foi um mês muito atípico, e daqueles em que coube muita coisa: férias na costa vicentina, a preparação para uma formação que vou dar, um novo trabalho num sítio novo, uma exposição que nunca tinha feito, uma viagem a Roma - passou a voar.

No meio da correria nem dei por falta de uma coisa que normalmente marca o meu Setembro que são as despedidas da época balnear. Há sempre um desejo de aproveitar a praia até à última, há sempre uma tentativa de aproveitar os últimos cartuchos e uma nostalgia associada ao fim do verão.
Este ano (também ele tão atípico!) nada disso aconteceu. Entre o fresco que se fez sentir aos fins de semana e o trabalho, não pus os pés na praia durante o mês todo (só nas férias), o que não é nada normal.

Depois de Roma ainda tivemos um fim de semana nas vindimas, e como bem sabeis ou podeis imaginar numa casa com 3 filhos, o caos ficou instalado - roupa suja acumulada, congelador vazio, cenas por arrumar. Passamos o feriado a tentar por a casa em ordem, a organizar quartos e garantir que pelo menos cuecas e meias (e tshirts para a educação física!) não faltam nas gavetas.

E assim aos poucos vamos regressando à rotina, ao mesmo tempo que o país regressa à normalidade - em ambos os casos um pouco diferente do que era antes.
Falta decidir a atividade desportiva da do meio (é uma saltitona e em cada ano quer mudar) e a ocupação das tardes livres dos dois mais velhos, mas já há sopa feita no frigorífico - e uma despensa que consegue safar uma refeição. 

Os sábados já são pontuados pelos jogos do mais velho, mas ontem deu para ir despedir da praia e dar o (talvez) último mergulho.
Agora sim, parece que chegou Setembro cá em casa - bom regresso à rotina a todos!

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Livro 20/35 2021

 

A Cor do Hibisco, de Chimamanda Ngozi Adichie

Uma aquisição (de duas) da Feira do Livro 2021. Não há na biblioteca, e já o queria ler há imenso tempo.
É o primeiro livro desta autora, e lançou-a e bem na sua carreira de escritora. No entanto, e apesar de estar muito bem escrito, já li outro livro dela de que gostei muito mais.
Gostei muito, mas a expectativa estava muito alta, e também houve ali pormenores na protagonista que me começaram a enervar - e por isso dei 4 estrelas.
Recomendo, e empresto.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Livro 19/35

 


Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg
Já aqui referi o efeito que produz em mim a estante dos destaques da biblioteca (já agora, acho mesmo que iria gostar de trabalhar numa biblioteca - foi o 1º emprego da minha mãe! - todo aquele ambiente me fascina, mas adiante!). Alguém na biblioteca tema a função de colocar determinadas obras em destaque, e eu mesmo que vá com uma ideia fixa do que quero trazer acabo sempre por dar uma vista de olhos e trazer qualquer coisa, qual vítima de uma manobra de marketing. Ou é uma capa apelativa, ou é um autor de que se fala naquela semana, livros mais de verão, livros mais de rentrée, enfim, julgo muito um livro pela capa e sou seduzida pelos destaques tipo guloseima na zona da fila do supermercado. Normalmente o que acontece é ir verificar as notas do livro no Goodreads, e ver se as minhas pessoas de referência (que são quem atualiza o Goodreads com frequência - as minhas irmãs e a Tella e pouco mais) o leram ou não.
Da última vez lá estava este, cujo nome do livro e da autora eram super familiares. Procurei e não encontrei nenhuma referência, não sei de onde tinha ouvido falar neste livro e nesta autora (que é muito conhecida, mas de quem nunca tinha lido nada).

É um livro muito enternecedor, que não pode ser mais fiel ao título - o tema geral são aquelas palavras, frases e histórias que fazem parte de uma família, e que todos nós temos também.
São palavras, frases e histórias que permitiriam à autora reconhecer os irmãos no meio de uma multidão e às escuras - aquelas frases-chave que só que viveu naquela casa pode saber, reconhecer e interpretar.
À medida que vai contando esses episódios e memórias, vai desfiando a história da sua família na Itália fascista do séc. XX.
Dá a sensação de estarmos sentados à mesa com uma tia-avó que é uma excelente contadora de histórias, e só queremos ouvir mais uma, e mais uma e mais uma.

Ao mesmo tempo recordamos o nosso próprio léxico familiar, aquelas expressões que de tão repetidas me permitiriam também reconhecer as minhas irmãs e pais onde quer que fosse: "estar triste no tapete"; "xixi na mão e deita fora"; "beber a sopa à tio Paulo"; "chapeleira da avó Branca" e por aí fora.

Dei 4 estrelas, que são 4,5, e recomendo.

(só dou 5 estrelas quando o livro me agarra tanto que não o consigo largar!)