quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Depois de um verão atípico...

... um Setembro atípico também.
Sinto que esta será a palavra de 2021 - o ano em que muita coisa mudou de sítio, quem sabe se definitivamente.

Depois do abanão de 2020, em 2021 tenho tido muitas e variadas oportunidades - umas melhores que outras, umas mais interessantes e mais a ver comigo, outras nem por isso, mas agarrei todas com a mesma força e entreguei-me de cabeça em tudo o que me meti.

Setembro começa com uma nova oportunidade, que me obrigou a fazer escolhas e deixar cair dois projetos que marcaram o meu 2021.
Nada disto é definitivo, nada disto é 100% o caminho que eu gostaria de seguir, estou basicamente a tentar manter-me à tona da água e ver qual será o melhor sítio onde me agarrar.

Para quem está de fora, e principalmente quem se sente desmotivado com o seu trabalho fixo de há anos, esta minha vida profissional parece uma animação - e é! Estou sempre, sempre, sempre a ser desafiada, a baralhar e dar de novo, a reinventar-me, a sair da zona de conforto (que neste momento já nem sei se existe!). Sendo tudo isto verdade, há também aqui muita angustia, muitos nervos, e muita sensação de andar a remar e remar e não chegar nunca a lugar nenhum...

Dito isto, 'bora lá começar mais um ano letivo!

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Livro 18/35 2021

 

Cebola crua com sal e broa, de Miguel Sousa Tavares

Sabem aquelas pessoas por quem temos uma certa embirração, mesmo sem saber porquê? Aquela pessoa que quando aparece na TV apetece mudar de canal? Ora, eu tenho várias, e o autor deste livro é uma delas - nem sei bem dizer porquê, se é a atitude, se são as ideias, se é o conjunto.
Corria o ano de 2003 ou 2004 quando a caminho de Lisboa no comboio, ia toda a carruagem a ler o best-seller deste senhor: Equador. Na altura várias amigas leram, e andava tudo doido com o livro, e não se falava de outra coisa (bons tempos, em que as conversas eram sobre livros e as pessoas iam a ler nos transportes, mas adiante) - ora eu irritava-me com aquilo, e muito porque o tal Equador tinha uma fotografia do autor na contracapa, que é coisa que também me irrita um bocado! Nunca o li.
Este livro veio da coleção do meu pai, que o leu e recomendou mesmo a quem, como eu, não simpatiza com o autor - porque é autobiográfico, porque conta histórias interessantes, porque permite ver um lado do autor que desconhecemos. Ainda assim, nunca me aventurei - sejamos sinceros, há tantos livros mais interessantes para ler, porquê perder tempo com este?
Quando fui a casa dos meus tios buscar a chave da casa de família, a minha tia pediu para devolver este livro à minha irmã (que o herdou da biblioteca do meu pai), e mais uma vez o recomendou, usando os mesmos argumentos - o facto de ficarmos a conhecer o porquê de algumas atitudes do senhor, através da sua infância.
Fui para férias levando o livro do Philip Roth e outro sobre a História dos Bragança para ler, e este para entregar à minha irmã. Acabando o do Philip Roth, e estando de férias não me apeteceu meter a ler um livro de História, que no fundo é o que faço por obrigação durante o ano - pura e simplesmente apetecia-me ler outra coisa! E foi assim que acabei por ceder e dar uma hipótese a este Cebola crua com sal e broa (nem o título me atrai, caramba!).
Dou o braço a torcer. O senhor escreve bem, é um bom contador de histórias, e tem de facto muita razão em muita coisa que diz e defende. Tem uma vida rica em aventuras que merecem ser contadas, e é filho da Sophia Mello Breyner o que por si só faz com que mereça o benefício da dúvida.
Dei 4 estrelas e recomendo.

Livro 17/35 2021

 

Goodbye Columbus e cinco contos, de Philip Roth

Mais um trazido por impulso da biblioteca, sem pensar muito e quase sem ler a contracapa - sou sempre seduzida pelos livros que têm em destaque, acabo sempre por trazer algum dessa estante!
Já li vários livros deste autor, uns gostei mesmo muito, outros menos, e este entra nesta segunda categoria. 
É um livro que nem aquece nem arrefece, e não fosse ter estado de férias e com disponibilidade para ele, provavelmente nem chegava ao fim.
Gosto bastante de ler contos, e acho que em determinadas alturas em que estamos com pouco tempo ou cabeça para grandes calhamaços, dá muito jeito ter assim leituras mais curtas, com princípio-meio-fim.
Convém é serem histórias que acrescentem alguma coisa. Não foi o caso.
Dei 3 estrelas, porque também não merece negativa, mas é daqueles que já nem me lembro bem.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Férias grandes...

 ... que de grandes, já se sabe, não têm nada - são mesmo só duas semanas, mas sabem por muito mais.

Este ano repetimos a fórmula do ano passado, e correu tudo tão bem.
Uma semana a norte na casa de família, com irmãs, cunhados e sobrinhos - praia, visitas culturais, almoços e jantares no jardim - e uma semana a sul a acampar (hábito que se vem entranhando nos últimos anos) com outro lado da família.

Este ano com direito a dois encontros com a minha família alargada (materna e paterna), que vieram confirmar a falta que nos faz estar com os nossos - a voz do sangue, lá diz o povo, é poderosa!

No dia dos anos do meu pai "festejamos" com a família da minha mãe, num almoço/piquenique que estava apalavrado há anos - mais de 30 seguramente! - sem nunca se concretizar. E de repente somos nós - as minhas irmãs e eu - a quebrar o feitiço e fazer acontecer um encontro de primos e tios, sendo que alguns nem se conheciam. Foi um dia marcante e rico de afetos, mas tão difícil ao mesmo tempo... Tantas vezes ouvimos a nossa mãe a dizer "haviamos combinar um encontro" sem nunca de facto levar a ideia avante, e só agora o fizemos (e com mega adesão, foram poucos os que faltaram!). Para o ano há mais, seguramente.

No dia do aniversário da morte da minha avó, rumamos ao Algarve para passar o dia com a família que lá estava a passar a semana, com direito a passeio de barco e ida a uma praia selvagem, e jantarada no largo da aldeia onde passei férias com os meus tios em adolescente. Estes encontros com a minha família paterna eram constantes, e até há pouco tempo ocorriam semana sim, semana também. Com a venda da casa da avó e mais recentemente a pandemia os encontros escassearam nos últimos tempos, e que falta nos fazem, caramba. Estava nublado, ventoso, frio, e até choveu, mas foi sem dúvida um dia em grande.

Ter tido a sorte de crescer nestas famílias cheias de tios e primos foi das coisas mais importantes da minha vida - a maioria das minhas memórias de infância é com os meus primos! - e tenho por isso a obrigação de permitir que os meus filhos tenham a mesma oportunidade.

De resto, foram férias como se quer, na melhor companhia, sem stress de nenhum, sorte com o tempo, comida e bebida do melhor, dias cheios de bons momentos.
Agora é ganhar forças para o que aí vem!


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Verão atípico

 Ser freelancer é aceitar o trabalho que há quando há - basicamente aquela velha frase que nos diziam na infância: "é comer e calar".

Neste verão atípico eu tenho comido e calado, e agradeço no fim, pois barrigas com fome é o que não faltam e eu nem sou esquisita.

No entanto, até no mais atípico dos verões há coisas que não podem mudar, e as idas à minha praia (aquela onde cresci e que fica a 5 minutos de casa) com os meus filhos, não podem faltar.
Em anos anteriores os meses de Junho e Agosto normalmente permitiam várias idas à praia, com filhos e sobrinhos a reboque. 

Esta semana fiz finca-pé e consegui ir duas vezes, durante umas horas. Deixo o trabalho todo organizado, e regresso direta para a frente do computador, mas enquanto lá estou, estou a 100%.
Ser freelancer também é poder fazer isto, caramba!


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Livro 16/35 2021

 

A Anomalia, de Hervé Le Tellier
Oferecido pela cunhada e sobrinhos nos meus anos - sendo que a sua primeira opção tinha sido o Antes que o café arrefeça (eu disse que quem me conhece minimamente sabe que tenho um fraquinho por viagens no tempo!).
Gostei bastante deste A Anomalia, mas não deixou de ser uma desilusão.
A primeira parte tem todos os ingredientes para lermos sem conseguir parar - uma manta de retalhos de diferentes personagens, que percebemos que estiveram todos no mesmo avião no passado, que têm todos alguma coisa a esconder e são confrontados com as autoridades. Percebemos que alguma coisa se passou naquele avião, mas não sabemos o quê!
Depois de sabermos o que se passou, é uma situação tão fora, que ficamos agarrados às páginas a tentar perceber como é que o autor vai "descalçar a bota", como é que se consegue sair daquela situação?
A partir daqui continuei agarrada, mas sempre à espera de mais - a solução encontrada pelo autor é inteligente, mas não me satisfez por completo...
Tem a curiosidade de ter saído em 2020 (parece-me que foi escrito antes de Março!), mas a ação passa-se entre Março e Outubro de 2021 - mas há dois pormenores que traem o autor nesta "previsão" do futuro (pode no entanto ter sido intencional, pois há situações de segredos de Estado e teorias da conspiração que não podem ser mais atuais).
Dei 4 estrelas, que são 3,5 mas recomendo  - acho uma leitura perfeita para as férias.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

A Elsa foi (em parte) destronada

 


E a obsessão do momento é a Vaiana.
Já estamos na fase em que as músicas não me saem da cabeça, e já sei os diálogos de cor.
Passamos do gelo às ilhas da Polinésia, de uma princesa que faz birra e congela tudo a uma miúda fixe que se aventura mar adentro, com a vantagem de não haver nem 1/10 do merchandising nas lojas, logo não haver pedidos de tudo e mais alguma coisa. Só pontos positivos!
Se desse para incluir alguma desenvoltura dentro de água, isso é que era, mas já devo estar a pedir demais... (a minha mai nova é a criança menos aquática que existe!)

Agosto produtivo

 Ao contrário de Março e Abril, talvez os meses mais produtivos dos anos pré-pandemia, este Junho, Julho e Agosto saíram bem melhor que a encomenda.

Contrariando uma maioria em plena silly season ou mesmo de férias, esta semana tenho visitas ou outro trabalho todos os dias.

Para trás fica aquela sensação do Verão interminável - aqueles dias a fio a ir para a praia com os miúdos e os primos por aqui mesmo, enquanto não íamos de férias propriamente ditas.

Ano atípico (ao contrário de 2020 que manteve essa tendência) até nisso - e claro que isto não é uma queixa!
Quem está a banhos nem sabe o que perde em trabalhar numa cidade quase deserta!

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Livro 15/35 2021

 

Raposa, de Dubravka Ugresic

Trazido também da biblioteca completamente a correr - estava nos destaques, ao lado de um outro que hei-de trazer noutra ocasião. Chamou-me a atenção o resumo que aparece na contracapa, se bem que não consegui enquadrar o livro nessa mesma descrição.
É um livro que não consigo classificar, pois não se trata de uma história corrida, com princípio meio e fim - são várias histórias e várias críticas a outras histórias, também histórias dentro de histórias e ainda o outro lado de outras histórias. 
Temos a Jugoslávia e a atual Croácia, temos uma guerra e as suas consequências, temos o passado mais distante e o presente, a viúva de um escritor famoso, um desativador de minas, um casa perdida no meio do nada, uma sobrinha pré-adolescente e temos a simbologia que a raposa assume em diferentes contextos e culturas.
Com tanta variedade, houve partes que li de enfiada e outras que andei a engonhar. Tenho a certeza que há inúmeras referências literárias que me passaram ao lado, e com isso perdi bastante do livro.
Dei 4 estrelas, que são 3,5, mas não o recomendo a toda a gente.

Pestanejei...

 ...e a primeira semana de férias já passou.

Juro que não durou mais do que um suspiro, e se não fossem as fotos quase acreditava que nunca tinha acontecido.

(mas foi tão bom!)

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Último dia deste ano letivo

 Agora sim, chegou ao fim - amanhã vou de férias, e nem acredito.

Foi o ano letivo de maiores desafios desde há muito tempo - a falta de trabalho obrigou-me a ir mesmo para fora de pé, e apesar do pânico e do stress, não posso dizer que me tenha corrido mal.

Correu bastante bem, aliás, tendo em conta que me meti a fazer coisas novas e completamente fora da minha zona de conforto - no entanto, fico contente de ter chegado ao fim.
Haverá coisas que me vão ser úteis, outras que ficarão para trás - fica a experiência e a sensação de dever cumprido por ter dado o meu melhor em tudo o que fiz.

Para a rentrée há um novo desafio no horizonte, e há também muitas incógnitas.
Até lá, é carregar baterias.

Boas férias caros leitores!

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Livro 14/35 2021

 

Os loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho

Trazido da biblioteca meio à pressa (tenho ido à biblioteca sempre a correr), porque estava ao lado do outro livro do autor que já li e adorei - Perguntem a Sarah Gross
Este não me prendeu assim tanto logo de início, mas uma vez entrando confirmou o que já senti da última vez - uma história tão, mas tão bem contada, de forma original e com profundo respeito pela História.
Todos já lemos e vimos filmes sobre a II Guerra - mas há coisas de que eu nunca tinha ouvido falar: não foram só os nazis a cometer atrocidades contra os judeus. Mais não digo.
Dei 5 estrelas e recomendo.


terça-feira, 13 de julho de 2021

Mais uma voltinha

 Vamos tentando ver a meta à nossa frente e corremos para a alcançar, mas mal lá chegamos percebemos que a corrida não está no fim, ainda há outra meta, e outra meta e talvez outra antes de chegar à meta final (que são as férias, ou se calhar não, já não sei!).

Acabou o ano letivo mas o trabalho não abrandou - sem a escola e as explicações é certo, mas com outras coisas em mãos.
Na sexta passada tive um daqueles dias que só queria que passassem rápido, com visitas que me deram muito trabalho e nervos antecipados. Sábado também foi de trabalho, e eu já só queria que passasse o dia para poder ir ter à praia com os amigos.
Esta semana os miúdos estão de férias, o que nos dá uma margem de tempo de manhã, mas de resto os dias vão ser a abrir.
Para a semana o cenário é ainda mais ocupado (e cansativo!) e a outra também, ao que tudo indica.
Até lá as metas vão sendo os domingos (únicos dias de descanso - por enquanto!) - que tanto parecem longínquos como passam num instante e já só quero ver o próximo a passar...

Tenho mesmo a sensação que vai ser um mês a correr, e um verão que vai passar num abrir e fechar de olhos - mas é tudo bom sinal!
Que assim seja!

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ano letivo 20/21

 Termina hoje, finalmente! Achei sinceramente que nunca ia acabar...

Ano marcante este, sem dúvida, que queremos esquecer mas claramente não vamos conseguir.
Por cá: 

  • primeiro aspeto a realçar: 3 filhos e nenhum teve a turma em isolamento em nenhum momento do ano - sou só eu a achar isto uma coisa extraordinária? Se juntarmos uma mãe prof de AEC que também não apanhou nenhuma turma em isolamento (e houve tantas lá na escola!) ainda mais fora do normal
  • 3 filhos, 3 mudanças: a mais nova entrou finalmente para o pré-escolar (saltinhos de alegria!) a do meio passa para o 2º ciclo e o mais velho para o 3º ciclo.
  • uma pausa para pensarmos todos que o meu mais velho - que todos vimos nascer aqui no blog - vai para o 7º ano - 7º ano, caraças, nem eu acredito!
  • filha do meio com percurso brilhante no 1º ciclo, tudo impecável, excelentes notas, zero preocupações com os trabalhos, sempre responsável e a dar conta do recado (já o disse, não sai nem à mãe nem ao pai...). Teve o melhor professor do mundo? Ela acha que sim, e isso é o mais importante.
  • filho mais velho demorou a adaptar-se ao 2º ciclo, cheira-me que ainda não se adaptou, vai cair de para-quedas no 3º ciclo e vamos ver se cai de pé... É ainda muito miúdo, há outros nesta idade que estão muito à frente, mas as notas foram sempre boas qb. As turmas vão-se refazer, vamos ver onde calha e com quem calha e andar em cima - muito em cima - porque andar em stress a fazer trabalhos na véspera à noite (que estavam marcados desde a semana anterior) não é para nós - quem é que eu estou a enganar? Claro que é para nós, porque infelizmente tanto o pai como eu éramos assim nesta idade. (e ainda somos, raios!)
  • a partir de fevereiro comecei a dar apoio a meninos do 1º ciclo e de facto confirmei que temos muita sorte por termos filhos que não dão preocupações de maior, professores porreiros e turmas também fixes - tive alunos que andam em escolas públicas e privadas e que não têm essa sorte.
  • escolas fechadas - não deixam saudades... Os zooms e trabalhos assincronos e a malta toda enfiada em casa, é cenário para esquecer. Foi mau no primeiro confinamento, foi pior no segundo, e só de imaginar que pode haver terceiro fico mal disposta - tenho uma amiga que me diz que não posso ter este mindset, que é para imaginar e visualizar as coisas positivas para tudo fluir em conformidade, por isso imagino arcos-íris e unicórnios e todos na escola para todo o sempre (façam o mesmo que juntos somos mais fortes)
  • fica para a História, espero eu, o ano letivo que acabou a 8 de julho, data em que normalmente já levam duas ou três semanas de férias

terça-feira, 6 de julho de 2021

O tempo

Que tanto tem de elástico como de fugidio e volátil.
Basicamente este ano e meio de pandemia veio chocalhar a nossa noção de tempo - atrapalhou as rotinas dos meses e das estações e basicamente por aqui deixámos de ter noção de quando as coisas aconteceram.
Dei por perdido um eletrodoméstico avariado, que na minha cabeça tinha no mínimo uns 4 anos, até que dei com a fatura e vi que a data de compra tinha sido Setembro de 2019 - ainda dentro da garantia, lá está.
Setembro de 2019 foi de facto um momento confuso na minha vida - todo esse trimestre, aliás - mas daí a perder completamente a noção do tempo ia uma grande distância, diria eu.
Épocas do confinamento, alturas em que o recolher obrigatório era às 13h, ou era todo o dia, ou estava tudo fechado e só as escolas abertas, ou tudo aberto e só as escolas fechadas, vida normal, lojas a fechar às 15h30, comprar álcool só até às 20h - quando é que tudo isso aconteceu? Já não faço ideia.
Um bebé fofo nasceu ontem, mas já anda de pé por todo o lado (e já faz um ano), outro nasceu mesmo hoje mas eu ia jurar que a gravidez mal tinha começado...
E este ano letivo que ainda não terminou, hã?
Vai ser o verão mais curto de sempre, e quando der por ela já cá estamos outra vez, caramba.
Será que estamos quase no Natal??

quinta-feira, 1 de julho de 2021

O que todos queremos saber

É: quando é que vamos deixar de ser massacrados com imagens de malta a enfiar a zaragatoa na fossa nasal, hã?
Não chega, já?
Haverá alguém que ainda não tenha visto aquelas imagens? Não me parece....
Cada vez são menos aqueles que nunca fizeram um teste covid na vida, mas mesmo esses já estão elucidados. 
Não é preciso esta insistência em ver cenas a sair e a entrar das narinas alheias - é um nojo, não acrescenta nada, e lá está, já vimos prai um milhão de vezes nos últimos 15 meses, não é suficiente?

E não, também não queremos ver a malta a fazer o teste de saliva - este só vi uma vez quando saiu a notícia, e não preciso mesmo de ver mais!

Que asco!



terça-feira, 29 de junho de 2021

Histeria anti-covid

 Estou neste momento a viver as semanas de mais intenso trabalho dos últimos 15 meses.
Estou a fazer visitas numa exposição (espetacular) que está a ter muito sucesso e com muita procura - as pessoas estão ávidas de voltar à vida cultural depois destes meses todos confinadas e aproveitam todas as oportunidades (e ainda bem!).

Com isto e os números aumentar, temos esta que vos escreve que por sinal já está vacinada, numa quase histeria anti-covid - não por medo de apanhar, é mesmo medo de ser obrigada a ficar em isolamento e assim ter de deixar de trabalhar (o que teria efeitos muito negativos na minha saúde mental, e na financeira também!). São só mais duas semanas intensas, depois em princípio volta o deserto laboral...

Assim, passou o Euro e eu não vi os jogos com o grupo do costume, encontro primos e sobrinhos queridos e não deixo que se aproximem, estou a verdadeira "não me toques", quase quase a borrifar o espaço à minha volta com desinfetante!

A loucura temporária também é um efeito colateral da pandemia...

(e a falta de paciência para tudo isto é outro!)

Ano letivo interminável

Para memória futura, este ano letivo vai terminar mais tarde que nunca.

E há semanas que andamos com aquela sensação de estar "quase a terminar" mas caraças, andamos aqui a arrastar e arrastar e a coisa parece que não vai terminar nunca...

Os miúdos cansados, os professores esgotados, os explicadores como eu já a encher chouriços sem utilidade nenhuma...
Que a escola fique aberta não acho mal, mas deviam deixar os miúdos brincar no recreio e não massacrar com revisões que nesta altura do ano não servem para nada!
Enfim, já só falta pouco mais de uma semana.
Aguentemos.


quarta-feira, 23 de junho de 2021

Livro 13/35 2021

 

Um mal antigo, de Paul Doherty

Um pequeno engano, de que só me dei conta ontem: não cheguei a registar este livro aqui - foi o 9º este ano, lido em Março e acabado no início de Abril. Passou-me ao lado.

Uma história que mete outra história dentro, passada na Idade Média (ambas) com todo o imaginário que temos direito: feitiçaria, maldições, demónios. Um grupo de viajantes pára numa estalagem para passar a noite, e entretem-se na hora da ceia a contar histórias de arrepiar, e esta é a história contada por um deles - penso que há outros livros da coleção que contam as histórias dos outros.

Para quem gosta deste tipo de cenários, lê-se muito bem mas nada de especial.
Trouxe-o de casa do meu pai, como tantos outros.

Dei 3 estrelas.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Livro 12/35 2021

 

Antes que o café arrefeça, de Toshikazu Kawaguchi

Oferecido pelo marido nos anos, sendo que está na minha lista de livros que queria ler há um ano pelo menos, e recentemente até tinha estado a ler uma opinião de alguém que me surgiu numa rede social - ou seja, foi um tiro certeiro, mesmo sem saber de nada.
No entanto, a verdade é que conhecendo-me um bocadinho bem (não é preciso muito!), é fácil perceber que o tema me iria interessar: não há nada que eu gostasse mais de poder fazer do que viajar no tempo. 
Reza a história deste livro que há um certo café onde isso é possível, mas as regras são tão apertadas que quase nos faz acreditar que nem vale a pena tentar - se vale a pena ou não, é o que descobrimos ao longo destas histórias
Qual o maior problema do livro, para mim? Confundo os nomes todos em japonês (típico de todos os livros de autores japoneses que já li...). Não consigo associar se o nome é masculino ou feminino, nem localizar as personagens na trama - é o dono do café? é a enfermeira? é a dona do bar ao lado? Tenho de tentar perceber pelo sentido, e acaba por ser ligeiramente confuso.
De resto, é um livro que se lê muito bem, está bem construído, bem escrito, e tem partes muito enternecedoras.
Dei 4 estrelas e recomendo, e também empresto.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Trabalho na era pós-covid

Quem já era precário, mais precário está.
Quem já era explorado, mais sujeito a exploração está. 

Um dia deixaremos de ter de nos sujeitar a tudo o que nos aparece à frente, mas ainda não é hoje.

(e a maior razão pelo qual este post faz sentido é que só me apetece acabar com um "haja trabalho!" porque de facto tudo se resume a isso! Mas não devia.....)

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Livro 11/35 2021

 

A História de uma Serva, de Margart Atwood

Na lista de livros por ler há mais de um ano, esta foi daquelas autoras de que muito ouvi falar no ano passado (aqueles fenómenos que de repente anda tudo a ler a mesma coisa à nossa volta).

Veio à baila quase por acaso em conversa com colegas (que tinham visto a série), e coincidiu no dia seguinte ir à biblioteca - o regresso pós pandemia - em que fui com as duas miúdas num compasso de espera pelo jogo de futebol do mais velho. A ideia foi buscar livros para eles, e fui só num instante quase sem tempo buscar um para mim - comecei na prateleira da letra A e dei de caras com este, nem hesitei.

É de facto uma história brutal, sendo que foi escrito em 1985, eu pensava que era bem mais recente. Muito perturbador e inquietante, com assuntos tão na ordem do dia: feminismo, direitos humanos, extrema-direita, liberdade, verdade.
Já li este ano um livro da mesma autora, e a fórmula é a mesma: uma distopia, que parecendo distante, pode estar bem próxima, e onde a ilusão e a realidade se confundem.
Está muito bem escrito, daqueles que apetece pegar e ler em qualquer lugar - andava um bocado a engonhar com os livros anteriores mas este li-o em duas semanas, foi bom para regressar ao meu ritmo.

Dei 5 estrelas e recomendo muito.

Passo a passo

 Vamos caminhando aos poucos em direção à normalidade - haverá objetivo melhor do que a normalidade? (Tantas vezes tentamos alcançar a extraordinalidade, e nem nos apercebemos do que temos à mão de semear.)

Aos poucos vou regressando ao local de trabalho - por enquanto apenas um - e reecontrando os colegas que coincidem nos mesmos dias, primeiro um, depois outro e assim vamos re-atando as conversas de corredor - que tanta falta fazem!

Não tenho dúvidas em relação à minha escolha profissional, é mesmo uma pena viver nesta precaridade porque tirando isso tenho o trabalho perfeito.
Era sair um euromilhões e nem precisava que me pagassem!

terça-feira, 8 de junho de 2021

Livro 10/35 2021

 

Segredos de Lisboa, de Inês Ribeiro e Raquel Policarpo

O ano já vai a meio, mas eu ainda não cheguei ao meio do meu desafio... Se incluísse aqui os catálogos e textos de curadores e artistas que tenho lido dava um avanço grande ao desafio, mas se ler faz parte do trabalho, acho que não entra no desafio de leitura - a ideia é incluir a leitura por lazer em algum momento do meu dia, e isso de facto tem ficado um bocadinho para trás - mas a ideia do desafio também é mesmo essa: fazer tudo para o superar (e nos últimos dias tenho andado a avançar bem na leitura 11).

Antes de fazer a minha reflexão sobre este, vou fazer o aviso: as autoras têm uma empresa que organiza passeios e visitas guiadas, com quem eu colaboro há alguns anos. São as duas arqueólogas e empresárias, excelentes comunicadoras e pessoas que muito admiro - entre outras coisas pela coragem de terem aberto o seu próprio negócio e de o manterem há mais de 10 anos, coisa tão difícil nos dias que correm.
Eu gostei imenso do livro, mas penso que qualquer pessoa que goste de História e das histórias da História, também vai gostar. 
Cada capítulo começa com uma história romanceada de uma determinada época passada numa zona de Lisboa, para depois nos explicarem os achados arqueológicos dessa mesma zona.
E assim percorremos a Lisboa de diferentes séculos, e ficamos com vontade de fazer os passeios para saber mais sobre estes achados.
Não sendo aquele livro que não conseguimos acabar de ler, lê-se muito bem. Eu acabei por demorar muito tempo porque se meteram outras coisas, no entanto parece-me que noutra altura o leria muito rapidamente de certeza.
Dei 5 estrelas, e recomendo.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

43 no dia 31

 43 voltas deu a Terra ao Sol, desde que eu nasci.

Tive a assistir à conferência de imprensa de uma exposição onde vou fazer visitas (com presença da Ministra da Cultura e tudo, o que foi especial, principalmente tendo em conta tudo o que temos passado com falta de trabalho do último ano), e fomos jantar fora os 5 (coisa que não me lembro de ter feito nos meus anos - e correu tão bem, foi mesmo bom).

Aos 43 confirmo o que senti aos 5, fazer anos não é de todo a minha praia, mas ao mesmo tempo é sempre bom.

Parabéns a mim, e vamos lá, rumo aos 44!

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Sobre o fim de semana passado

Foi tão bom, tão bom, que demorei a vir aqui escrever sobre isso.
Foi um fim de semana em que de repente parece que nada aconteceu, o covid foi só uma miragem - há sempre aquela dúvida se alguma vez voltaremos ao normal, eu acho que sim, na primeira oportunidade estaremos todos sem máscara aos abraços e beijos, como sempre.

Na sexta tivemos um jantar anual de primos em casa dos tios, tradição que se repete desde 2012 - e se em anos normais já é espetacular, pois com a vida do dia a dia acabamos por passar semanas ou meses sem nos ver, este ano ainda foi melhor: para alguns foi mesmo a primeira vez que nos vimos em 2021 (o que numa família que normalmente se junta toda no dia 1 de Janeiro e vai fazendo encontros regularmente, não é nada normal!).

Sábado de manhã rumámos ao Porto, para o casamento de um primo da parte da minha mãe.
Casamento adiado desde 2020, e que estava escrito que teria de acontecer - mesmo tendo em conta que o noivo teve um AVC na semana anterior - e nas palavras dele, se não tivesse tido alta tinha assinado um termo de responsabilidade para ir ali casar e voltava a seguir para o hospital! - não foi preciso, teve alta na 5ª e no sábado lá estava, para o seu grande dia.
A família da minha mãe é também muito especial. Tivemos um grande contacto durante a infância, com férias conjuntas e Natal a cada dois anos, no entanto por força de várias circunstâncias passamos muitos anos sem nos juntar todos - fomos estando com uns e outros em separado, mas não voltámos a passar lá o Natal, e por isso deixamos de estar na reunião anual.
Sei que a minha mãe, e o meu pai (que foi tão bem recebido na família!), iriam adorar ter estado presentes, e essa alegria contagiou-nos a nós.
O melhor de tudo foi sentir que nada mudou. Mesmo passando anos e anos separados, e em alguns casos falo de 30 anos sem estarmos juntos (funerais não contam!) foi como se nada se passasse.
As conversas, as parvoíces, as gargalhadas, a cumplicidade, está lá tudo!
Assim se vê a importância que têm as relações que se formam na infância - se forem fortes e verdadeiras, podem durar para sempre.
E de repente vemos nos primos parecenças com os nossos filhos, ou re-descobrimos coisas sobre nós próprios quem nem nos lembrávamos e que marcaram a pessoa que somos.
A nossa essência, afinal, também é genética, e a nossa família tem muito de nós mesmo que viva à distância.

Foi mesmo muito bom e muito especial.

Por mais dias destes, que tanto precisamos!

Sobre a inquietação

Andei aí dias e dias sem saber muito bem que voltas dar à minha vida.
Andei a investigar possibilidades de carreiras alternativas, a ver oque tenho de fazer para ter mais estabilidade, em que posso investir para ter habilitações para isto e aquilo em diferentes cenários.
Depois foi o dia dos Museus, e fui chamada para fazer uma oficina com famílias no Museu de Arqueologia. 
E fez-se luz- eu não quero dar volta nenhuma na minha vida, só quero continuar a trabalhar em Museus.
A inquietação continua, claro, porque nada mudou, no entanto consegui aperceber-me onde está o meu verdadeiro foco* - onde sempre esteve aliás, mas com o barulho das luzes às vezes fica difícil perceber onde estou.
Não vale a pena dispender energia noutras coisas, o foco é este, e enquanto puder, é para isso que vou lutar.  


*isto por si só já é uma coisa muito fixe e especial. Muita gente passa a vida inteira sem saber o que gostam verdadeiramente de fazer.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Livro 9/35 2021

 


Todos devemos ser feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

Pois é, estava o ano a correr tão bem em termos literários, até estava a conseguir manter o ritmo e de repente passam dois meses sem avançar com livros lidos - e até este tem uma razão de ser.
Desde a reabertura das escolas os meus dias passaram a estar mais ocupados, e a verdade é que desde que acabei o livro 8 tenho estado a ler a conta gotas o livro 9 (que afinal ficou para 10) que é uma obra até muito especial de que estou a gostar muito (logo vos conto).
O problema não é a falta de tempo (esse ser de costas tão largas) é mesmo que tenho lido outras coisas - catálogos de exposições onde vou fazer visitas, e não me resta tempo para mais leituras.
Este vem exactamente na mesma linha, faz parte da bibliografia "obrigatória" de uma formação que estou a preparar (enquanto formadora, uma novidade!).
É um livro muito pequeno, com muitas verdades sobre isto de ser mulher, de ser mulher negra, de ser mulher na Nigéria e nos Estados Unidos - com tudo o que tem de diferente e igual ao resto do mundo. Nada de muito profundo, ou pelo menos a escrita é muito leve e acessível, e por isso devia mesmo ser lido por toda a gente - e com muitas reflexões  boas para nos fazer pensar e discutir este assunto tão importante.

Fui compra-lo de propósito a uma Fnac de um centro comercial (tinha visto na net que havia), no primeiro (e único, até agora) momento de "compras sem ser supermercado" pós confinamento - e que bem que me soube, um fim de dia diferente - ainda mais porque encontrei uma querida amiga que não via desde os tempos pré-pandemia, o que tornou o momento ainda mais especial. 

Dei 5 estrelas, não tanto por não conseguir parar de ler, mas pela importância do assunto e a forma acessível como o aborda, e recomendo.

Quem vê caras...

 ... não está em 2021.

Comecei a dar AEC em Setembro, e desde então tenho contacto diário com colegas, que só vejo mesmo dentro da escola.

Ontem quando estava a chegar passou por mim uma rapariga. Só quando a vi aproximar-se do portão da escola e por a máscara é que percebi que era uma colega - daquelas dá aulas às mesmas turmas que eu, portanto uma pessoa com quem falo todos os dias, já a encontrei e ficámos à conversa no centro de testagem, tenho o contacto dela e fazemos parte de um grupo de whatsapp e tudo. No entanto, eu nunca a tinha visto sem máscara, e como tal, não a reconheci.

Comentei o facto quando entrei, e por isso resolvemos tirar as máscaras na sala dos professores, para nos vermos uns aos outros! Foi muito, muito estranho!
Na nossa cabeça inventamos caras para as pessoas a quem só conhecemos os olhos, e depois ver a cara completa não tem nada a ver!
Faz lembrar os anos 80 e 90 em que ouvíamos músicas sem nunca termos visto quem as cantava - mas em pior, pois estamos em 2021, na era da imagem, conhecemos a cara de milhares de pessoas sem nunca as termos visto, e afinal, estamos ali lado a lado com colegas que nem sequer reconhecemos "desmascarados".

E se assim é para nós adultos, imaginem as crianças que estão connosco um ano inteiro sem nunca nos verem de facto, sem conseguir ler as nossas expressões.

Tempos estranhos estes...

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Inquietação


Tenho andado com esta música na cabeça ultimamente, em diferentes momentos (mesmo sem a ter, de facto, ouvido).
Recordo que há exactamente 10 anos tive também uma crise existencial, e lá andava este refrão e esta inquietação sempre latente.
Na altura, como agora, consigo perfeitamente identificar a origem - o trabalho, claro está.
Pode ser efeito da pandemia, desta reviravolta que estou (estamos) a viver, e que no meu caso virou do avesso o meu percurso profissional, e pôs em cheque tudo aquilo que eu fazia profissionalmente. No entanto não deixa de ser uma coincidência terem passado exactamente 10 anos desde que senti também esta inquietação cá dentro, que deu para ganhar balanço para a reviravolta que dei algum tempo depois.
Por agora não sei bem onde isto vai parar, pelo que estou como diz a canção ainda sem saber o que vai acontecer, mas a sentir que alguma coisa está para mudar.
Será que esta crise-existencial-profissional me iria assaltar outra vez 10 anos depois vinda do nada? Ou será efeito da pandemia e de tudo o que estamos a viver?
Vamos ver o que acontece daqui a 10 anos...

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Uma coisa que não sei se alguma vez referi aqui

Sou do Sporting!

Se calhar desde que criei o blog em 2007 nunca surgiu a oportunidade de o revelar - até porque cada vez ligo menos ao futebol - mas é verdade, e aqui fica registado!

Somos campeões, caraças!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Aquele cheirinho a normalidade

 ...que tanta falta nos andava a fazer.

Foi um fim de semana com um bocadinho de tudo, quase quase a parecer os de antigamente (que é como quem diz 2019).

Houve trabalho (enfim, nem comento...), jogos de futebol do mais velho (sim, no plural!), festas de anos (também no plural!), almoço de família e até algum stress na sobreposição de programas (que se resolveu com muita facilidade, foi ótimo!).

Soube que nem ginjas!
É incrível como nos privámos das coisas mais simples do nosso dia a dia, e a falta que nos faz.
E lá estamos nós, a apreciar cada momento, cada reencontro, a dar valor no fundo a podermos estar juntos...

Ainda falta reunir com alguns VIP da nossa vida, mas já não deve faltar muito.
Aos poucos até parece que regressamos à normalidade (diferente de 2019, já se sabe, mas muito diferente de 2020, espera-se!)

Em conversa no sábado recordei os dias do confinamento, tanto do ano passado como deste ano, e caraças, espero com todas as minhas forças que não se volte MESMO a repetir... Não somos feitos para isto (e digo-o sabendo da sorte que temos em viver esta pandemia no meio do que se pode considerar um luxo, com casa, trabalho, água corrente e o mais importante, saúde! Mas ainda assim.....).

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Adenda a um dos posts anteriores

Aquele em que falei da questão de sentir sempre que os colegas estão mais dentro dos assuntos do que eu.

Há também uma sensação de não pertencer de facto a lado nenhum - o que não deixa de ser verdade.
Ora se dividimos o nosso tempo por 4 ou mais sítios diferentes - a alguns vamos só uma vez de vez em quando -  é claro que não chegamos a criar uma rotina e uma relação com o sítio e as pessoas que lá estão 8 horas todos os dias.

Perdemos os mexericos, as conversas de café, a dinâmica, o mau humor do chefe e ficamos com a sensação de estar de visita em todo o lado.

E como em tudo, há coisas boas e coisas más.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O flagelo do trabalho a partir de casa

 Obras em casa dos vizinhos.

(oh não!!!!)

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A Noite Passada (um post que não é sobre trabalho!)


... mas sobre música, para variar!
Sobre a capacidade que a música tem de nos transportar no tempo e no espaço para outros momentos da nossa vida.
Neste caso, apesar de tudo, é uma viagem bastante recente, até ao confinamento de 2020, em que os meus filhos viram a série Conta-me como foi de uma ponta à outra, episódio atrás de episódio. Se bem se lembram, esta é a música do romance entre a Isabel e o Vítor (o padre da paróquia que entretanto deixa de o ser).
E só vos digo que quando a ouço sinto verdadeiramente uma onda de nostalgia - não no sentido negativo, curiosamente - do confinamento, e desses dias de profunda incerteza, de medo, de cansaço, de exaustão, mas ao mesmo tempo de união entre nós (pois, que remédio!), do momento em que a minha vida parou e me dediquei a eles e só a eles - depois de um ano em que, deixem-me recordar-vos, mal os vi tantos dias, entre o trabalho e os hospitais com o meu pai.
Há uma memória bastante agridoce associada a esses dias, que já não se repetiu neste segundo confinamento (nem poderia, ele há coisas que não se repetem mesmo...). Aquele momento em que eles paravam finalmente (depois da ginástica, e das idas ao campo, e das caminhadas e das aulas online e tudo e tudo), e ficavam deitados no chão da sala, a vibrar com as aventuras do Carlitos e a sonhar com uma infância mais livre (em tempos de ditadura, o paradoxo!)
E no meio disso tudo, a voz inconfundível do Sérgio Godinho e esta música maravilhosa.
Desfrutem.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Mais um sobre trabalho

 Há também neste constante aprender e reinventar uma sensação latente que não se explica racionalmente, mas que está lá: tenho sempre a sensação de que os colegas sabem mais/estão mais dentro do assunto/melhor preparados do que eu para determinada tarefa.
Sei que nunca nos devemos comparar - ainda mais na minha área, onde as pessoas têm percursos profissionais tão diferenciados - mas não é uma comparação negativa (apesar de parecer): sinto-me sempre motivada para correr atrás e tentar acompanhar.

No entanto, é um bocado cansativo, devo dizer.
Sinto sempre que há tanto mais que eu poderia dar se tivesse efectivamente foco em uma só coisa de cada vez.
Entre os mil projetos e a gestão familiar estou eu (algures bem perdida lá no meio!), a tentar equilibrar os pratos.

domingo, 25 de abril de 2021

O meu coração de mãe blogger rejubila!

 A minha do meio decidiu ter, ela própria, um blog!!!

(saltinhos de excitação!)

Ora espreitem:

https://blogmaantos.blogspot.com/

terça-feira, 20 de abril de 2021

Regresso ao museu II

 Sábado de manhã os astros alinharam-se e conseguimos arrancar os 5 para a primeira visita cultural em família de 2021.
Fomos ao Museu de Arqueologia  - porque eu precisava de lá ir - sítio onde queria ir com os miúdos há anos, na certeza que iam adorar.

Não me enganei.
Ainda está por conhecer o miúdo que não fique fascinado com a cultura egípcia da Antiguidade.
Sejamos sinceros, ver um sarcófago ao vivo é uma experiência inesquecível! (para qualquer idade)
E uma múmia envolta em faixas de linho, em que até conseguimos ver bocados de osso - é verdadeiramente imbatível!

No fim, eu ainda consegui assistir a uma visita a uma exposição temporária - para celebrar o Dia dos Monumentos e Sítios havia várias atividades a decorrer. Enquanto isso eles foram para o jardim.
Foi um excelente regresso à vida cultural e uma manhã muito bem passada (e sem gastar um tostão).

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Nova semana

 E aqui a hamster vai tentar uma nova abordagem a ver se consegue ir além da rodinha.

Como sempre e como tudo, onde é que podemos ir roubar horas?? Ao sono!
Dormir é muuuuito importante (não me interpretem mal!), tem é de se ajustar os horários.

Bora lá!

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Ainda o trabalho

 Desculpem a monotonia do tema, mas de facto tem sido aquilo que me preenche a cabeça (e ainda bem, só não preenche é a conta bancária, mas isso já se sabe, adiante...).

Os projetos sucedem-se, e que bom e gratificante que é - não só porque são giros e interessantes, mas também por saber que confiam em mim e no meu trabalho para os desenvolver - mas isto de estar em casa, caramba, já eu o dizia há mais de 10 anos, é difícil.

Onde é que fica a linha?

Na altura tinha horário fixo, ou seja, à hora marcada estava ligada ao telefone e computador e melhor ou pior aquelas eram as horas de trabalho.
Agora estou aqui a gerir o meu tempo, e fica difícil saber onde se separa o trabalho da casa e a casa do trabalho, tanto no tempo como no espaço.

Sei que este ano, mais do que sempre, vocês compreendem perfeitamente a que me refiro.

Isto tudo para dizer, que não consigo ver um raio de sol sem ir fazer uma máquina da roupa, independentemente das aulas por preparar ou catálogos por ler.
Estúpida! (eu sei!)

Sinto-me mais uma vez o hamster na rodinha, a tentar correr sem sair do lugar.

(mas vou ter de encontrar aqui uma saída, puf!)

terça-feira, 13 de abril de 2021

Trabalho em 2021

Ou esta coisa gira e glamourosa de "abraçar novos projetos" trocada por miúdos - ou ainda esta necessidade que uma pessoa que trabalhava em cultura e turismo tem de se reinventar e fazer o que estiver à mão.

Basicamente é trabalhar 8 horas, mas receber apenas por 3.

É mesmo isso.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Regresso ao Museu

 No outro confinamento fiz questão de ir a um museu no dia em que abriram - na altura fez-me muita confusão ter os museus fechados  e quis mesmo celebrar a sua reabertura. Fui com os miúdos que não me deixaram falar sobre nenhuma peça (oh vida...) e no fim passeamos no jardim.

Entretanto lá estiveram os museus fechados outra vez, mas a minha disponibilidade agora é bem diferente, pelo que não pude repetir o programa.
No sábado tive uma visita por parte dos comissários a uma exposição à qual vou fazer visitas (assim haja público!) e foi assim que celebrei a reabertura dos museus e que bem que me soube este reencontro!
(no entanto a essa hora o museu estava fechado, pelo que não sei se contou...). 

Pormenores à parte, os museus são dos meus espaços favoritos, e o seu encerramento é sempre um momento muito triste - até porque tenho a certeza que não são locais de contágio (sem multidões e sem podermos mexer em nada, mas adiante) - mas poder regressar é motivo de festejo.

Em breve, uma visita com os miúdos (que vão refilar e chatear o tempo todo), para um regresso em pleno.

terça-feira, 6 de abril de 2021

10 anos

 10 anos, caramba, 10!
Duas mãos cheias, dois dígitos da nossa miúda gira, que há 10 anos veio fazer do trio quarteto, e encher a vida de cor de rosa.
É uma fixe, uma miúda querida de quem todos querem ser amigos. Não discrimina, é incapaz de fazer mal a alguém, e é principalmente a criança mais empática que eu conheço: está sempre atenta ao que os outros estão a sentir, consegue perfeitamente por-se na pele dos outros, e eu acho uma coisa maravilhosa vê-la a ser assim - é mesmo um super poder!
Inteligente, meiga, independente, sem querer ser o centro das atenções.
Muito madura e responsável, é o meu braço direito (e esquerdo!) tantas vezes - para a História fica aquela vez em que se não fosse ela, nos tínhamos esquecido da mais nova em casa de uns amigos!
É assim uma espécie de mãe de nós todos, e tenho a certeza que vai ser a cola que une os irmãos - aquela pessoa que reune as que estão à sua volta.

Digo tudo isto sem ponta de orgulho, porque nada foi herdado nem de mim nem do pai.
Aliás, não fosse a sua farta cabeleira loura e um certo mau feitio (e ferver em pouca água!) e podia jurar que a tinham trocado na maternidade.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Memória do passado - 5 de Abril 2011

 O meu post de há exactamente 10 anos atrás.

(que bom que é tê-lo escrito!)

Para memória futura - confinamento 2.0

 Porque um dia tudo isto estará para trás das costas, e falaremos de confinamentos e pandemias no pretérito imperfeito, e sem memória daquilo por que passamos:

Neste confinamento apercebi-me que a minha casa é pequena - e é. É pequena para 5 pessoas 24/7 ainda mais no inverno, andamos a tropeçar uns nos noutros, e o que me afeta mais, vá, é que eu não tenho um sítio calmo onde possa ir sem ninguém me chatear - no mínimo falta-me uma cadeira boa no cantinho do quarto, com um candeeiro para poder ler (nem pedia mais!). Vindo o bom tempo a casa cresce um bocadinho, temos varandas, e tirando um ou dois elementos de casa tudo se torna mais suportável. Mas aquela coisa de ter brinquedos em todo o lado e não ter para onde fugir (não gosto de estar em cima da cama), desta vez, foi uma das coisas que me custou.

Mesmo sem sair de casa, confinamento com chuva é 100 vezes pior... fica a casa escura, temos de acender luzes, há um desconforto no ar (e roupa a secar nos aquecedores). Não é fixe.

Fiz pão, foi o confinamento do pão - com e sem glúten, chegaram a sair mais de uma fornada por semana. Apanhei-lhe o jeito, apanhei uma receita fácil, e fica tão bom.

Ter começado a dar apoio e explicações através do zoom foi uma lufada de ar fresco, e foi o que salvou a minha sanidade mental neste confinamento - o que acaba por ser quase um contrasenso, pois andava a fugir de ser professora dos meus filhos, para ser professora dos filhos dos outros, mas se pensarem bem toda a gente me compreende - não há pior alunos que os nossos filhos, não fazem nada do que mandamos e não nos acham graça nenhuma!

Houve semanas em que me senti mal e chateada com isto tudo, e achei que não aguentava mais - mais do que da outra vez - mas se pensar bem, foi menos intenso.

Vou vivendo mais ou menos bem com tudo fechado, menos as escolas. Espero que sejam sempre as últimas a fechar.
E que isso nunca volte a acontecer!

quarta-feira, 31 de março de 2021

Música do momento


Além de lindíssima tem este videoclip fantástico, filmado mesmo aqui ao pé, num túnel onde temos passado tantas vezes nos últimos tempos.

terça-feira, 30 de março de 2021

Ser maior e vacinado

Desde domingo que faço parte da percentagem de vacinados contra a Covid 19 deste país.

Desde o início que digo que não fazia questão nenhuma de ser vacinada, na medida em que tenho plena confiança no meu sistema imunitário para combater o vírus caso apanhasse.

Fomos avisados na escola de que havia a possibilidade de sermos chamados, já que estavam a chamar todo o pessoal docente e não docente, independentemente das horas que passam efetivamente na escola com os miúdos.
Nesse momento percebi que afinal queria muito ser vacinada, e fiquei mesmo a torcer para que me chamassem.
Não por mim, que eu sei que pessoalmente não preciso da vacina, mas pelo que isso significa - e significa o princípio do fim desta pandemia, o início de um regresso a uma normalidade que há muito não conhecemos.
Sei que há muita gente ainda por vacinar, sei que há muita gente com muito mais fragilidades que ainda não foi vacinada, mas a meu ver isto é maior do que eu.
É maior do que eu porque a partir de agora mando os meus filhos para a escola sabendo que a escola é um lugar mais seguro.
É maior do que eu porque mais do que a mim esta vacina protege aqueles que estão em contacto comigo - e não são só os meus filhos, são principamente os filhos dos outros com quem eu estou diariamente.
É maior do que eu porque a população ativa tem de estar vacinada o quanto antes, para que a economia volte a avançar.

Mal posso esperar para que estejamos todos vacinados e possamos respirar de alívio.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Como sabes que tens filhos crescidos?

 Quando te começas a identificar com a mãe do Ferris Bueller.

(aquela cena em que ela sobe as escadas a ouvir a voz do diretor da escola a dizer "nine times" - ai ai, o que me espera, senhores...)

A velha lei de Murphy

 No dia em que tens mais atividades digitais e mais coisas para preparar em menos tempo, é o dia em que o computador decide pifar.

Menos mal que a Deusa do Jogo de Cintura não me abandonou - mas estive ali vários minutos a hiperventilar e a achar mesmo que não ia conseguir fazer tudo.
(e recordo que sou freelancer - se não trabalho, não me pagam e na volta para a próxima vão bater a outra porta...)
Anos de vida perdidos, mas 3 horas depois o marido lá o conseguiu por a funcionar, com a ajuda preciosa do Dr. Youtube.
E eu que achava que uma manhã ia ser apertado para preparar tudo, tive de o fazer em 40 minutos.
(e correu bem!)

terça-feira, 23 de março de 2021

Ginasticar em casa


Não é efeito da pandemia, ginastico diariamente em casa com diferentes vídeos desde 2015 - antes disso já o tinha feito desde os tempos do VHS (com a Cindy Crawford, já agora).
Há 6 anos descobri o programa T25 do Shaun T (de quem sou absolutamente fã), e já completei o programa em diferentes ocasiões, intercalando com outros vídeos do Youtube, nomeadamente do canal Popsugar Fitness.
No fim do ano passado, e completamente por acaso, descobri este programa da Heather Robertson, e estando prestes a terminar mais uma rodada de T25 resolvi experimentar.
Já completei as 12 semanas, gostei muito e vejo resultados (poderia ver mais se tivesse sido mais regrada na alimentação, mas é assim a vida, aceitemo-lo).
Ela só fala no início, depois faz os exercícios apenas com música. Cada dia é um treino diferente, e as 12 semanas estão repartidas em 3 fases de intensidade. As primeiras 4 semanas são bastante suaves, depois intensifica. É muito variado, porque apesar de haver exercícios que se repetem, os treinos são todos diferentes, e vai sempre variando a forma como se organizam. São 5 treinos por semana, entre 25 e 45 minutos.
O material necessário são pesos, colchão e uma bola de pilates (não essencial, mas ajuda bastante).
Não aconselho a quem nunca tenha feito nada em casa, pois ela não corrige as posições (nem abre a boca durante o treino!) por isso é importante saber o que estamos a fazer - apesar de ter vídeos à parte a explicar as posições correctas.
Já terminei as 12 semanas e agora comecei o "calendário de Março" - todos os meses envia (gratuitamente) um calendário PDF com os treinos correspondentes - alguns são os mesmos do programa das 12 semanas, outros não, e todas as semanas há pelo menos um vídeo novo.

Se estavam à espera de um sinal para se começarem a mexer, é este!

quinta-feira, 18 de março de 2021

Lado B de ser freelancer

 A gestão do tempo.

Há uma tendência, ligada à lei de Murphy, para aparecer tudo ao mesmo tempo, ou - como está a acontecer agora - à mesma hora.
Tudo encavalitado nas mesmas horas, e depois uma carrada de horas para organizar tudo o resto sem horário definido.

Que a Deusa da Organização (laboral, doméstica e o que mais houver) esteja sempre comigo.

terça-feira, 16 de março de 2021

Dias felizes

Os dias de regresso às aulas serão sempre, para mim, dias felizes.
Pode ter mil defeitos, e haveria tantas e tantas coisas a melhorar em todas as escolas, mas não há nada que a substitua.
Espero do fundo do meu coração que tenha sido a última vez na vida destes meninos de pré e 1º ciclo que tiveram escola em casa.

Que a escola em casa seja para sempre uma opção (para quem a tomar), e nunca mais uma imposição (seja lá por que razão...).


sexta-feira, 12 de março de 2021

Boas notícias

 Cá em casa a reabertura das creches e 1º ciclo foi festejada como se de um golo da seleção se tratasse (como vi num vídeo que circulou no whatsapp).

Ainda me resta um pré-adolescente do 6º ano que está mesmo muito a precisar de voltar à normalidade, mas já não falta tudo.

Também eu vou regressar à escola, e lá terei de encaixar os meus meninos do apoio pedagógico ao fim do dia - e ainda me sobram as manhãs para quando os museus abrirem (assim haja quem os visite!).

Um ano depois do primeiro dia de confinamento, tudo isto são óptimas notícias.
(Já falta muito pouco para uma ganda jantarada de amigos, um mega piquenique em família e uma noitada das antigas - bora lá, malta!)

Livro 8/35 2021


A Ilha, de Sandor Marai

Descobri este autor no ano passado, e gostei bastante. Herdei este do meu pai, e peguei nele achando que com tão poucas páginas o leria num fim de semana.
Foi uma desilusão.
O livro é desconcertante, requer algum esforço da nossa parte, e vai alternando ritmos diferentes, ora lemos de enfiada ou anda ali a enrolar e enrolar sem avançar (e às tantas não há muita pachorra).
Tenho a certeza que depende bastante do leitor e da altura em que o lemos, temos ali muita leitura mais profunda do que possa parecer à primeira vista - e há um lado bastante "dark" que é muito interessante - no entanto, não foi a altura perfeita para o ler...

Dei 3 estrelas, mas não recomendo a toda a gente.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Para memória futura - organização doméstica em confinamento 2.0

 Tem funcionado relativamente bem, apesar de muitas vezes me apetecer mandar tudo às malvas. Tudo normal.
Não sou, de todo, um exemplo de coisa nenhuma, mas serve para o caso de alguém andar a precisar de ideias.
Disclaimer: sou uma pessoa por natureza desarrumada e não sou uma grande planeadora, no entanto até eu consigo planificar alguma coisa e tirar daí benifícios - não custa nada tentar.

Coloco os dias da semana, mas cada um sabe de si e adapta ao seu calendário:
Sexta feira - supermercado
Domingo - fazer sopa 1
2ª feira - meal prep e batch cooking: cozinho dois pratos (geralmente um de peixe e um de carne, para 2 refeições cada um), um assado de forno (perna ou peito de perú por exemplo), legumes no forno também.
3ª feira - ferro
4ª feira - fazer sopa 2 e passar a ferro
5ª feira - dia de limpezas

As refeições tenho organizado da seguinte forma:
Fins de semana - duas refeições "boas" mas rápidas para os almoços: hamburguer ou bifes com arroz e feijão preto; bacalhau à brás, carbonara. Jantares são pizza, waffles, torradas, panquecas...
2ª feira: almoço prato 1.1; jantar restos do fim de semana
3ª feira: almoço prato 2.1; jantar assado no forno
4ª feira: almoço prato 1.2; jantar ovos
5ªa feira: almoço prato 2.2; jantar assado no forno
6ª feira: almoço assado no forno e/ou restos da semana; jantar já é de fim de semana :)

Como tal, acabo por cozinhar só um dia mas ainda assim faço acompanhamentos mais vezes e salada todos os dias.
Lavar roupa e estender depende da colaboração de S.Pedro, mas concentro o ferro em duas noites e não mais.

Estou orgulhosa deste plano, que de momento funciona bastante bem.
Fica aqui para memória futura, pois que estou muito farta de tudo isto, mas é para me lembrar que há estratégias que nos ajudam a sobreviver.

terça-feira, 9 de março de 2021

Da vidinha

 Assim vamos, passando o dia a dia sem nada a declarar - o que nos dias que correm é, como sabem, um excelente sinal.

Andamos assim em piloto automático, e vamos alternando os estados de alerta com altos e baixos.
Nuns momentos é:
Ai que ainda vamos ter saudades disto!
Tão bom poder acompanhar todos!
Almoçar juntos aos dias de semana, que privilégio!
Que bom que é viver perto do mar!

Passado pouco tempo é:
Raios parta os putos que não os aguento!
Que raio de ideia vir viver para esta casa tão pequena!
Raio de ideia ter tirado a porta da sala!
Estou farta disto!
Não aguento mais cozinhar, cozinhar, cozinhar!
Nem varrer e aspirar e estender e apanhar!

E assim vamos.
Depois de meses a esperar um regresso ao normal, começo a aceitar que o normal de antes não vai voltar - e não vai mais que não seja porque todos já passamos por isto, e vamos para sempre ter medo que se repita.
Começo a aceitar também que há colegas com os quais provavelmente não me volto a cruzar - as pessoas tiveram de seguir os seus caminhos, encontrar outros trabalhos, e nem eu sei se volto aos mesmos sítios de antes, sei que alguns com certeza não voltarão.
O pai cá de casa anda a ressacar com a falta de um café "de rua" - o café da esquina andou a vender cafés no postigo uns dias, mas recebeu uma denúncia.
Aguardo com expectativa o regresso às aulas, mas confesso que este ano letivo em que apenas 1 dos 3 é fica efetivamente todo o dia na escola, também não me agrada de sobremaneira, mas enfim...

Acho que estamos todos já um bocado a mandar cabeçadas nas paredes, e às vezes só me recordo daquela célebre frase "Ai aguenta, aguenta!" - quando achamos que estamos a atingir o limite, e afinal ainda aguentamos mais um dia igual, e mais um, e mais um.
E o que é pior... já nem achamos estranho.

Nem achamos estranho coisas que ouvimos e dizemos:
"Meninos, se virem um carro da polícia a chegar, escondam-se debaixo dos escorregas!"
"Meninos, vamos já sair do carro aqui que não há polícias!"
"Mãe, corre, vem ali um carro da polícia!" (mais nova, 4 anos)
"Tu vais para a escola, dentro da escola??" (idem)

Depois disto tentei explicar que os polícias são bons, mas não sei bem se fui a tempo.
Ai liberdade, liberdade....

Vamos lá caros leitores.
Já não há-de faltar tudo, caramba...

quinta-feira, 4 de março de 2021

CV

 Desde 2014 que tenho de atualizar o meu CV de poucos em poucos meses.
Sim, o meu CV é uma manta de retalhos de experiências diferentes, sim parece que tenho mil caminhos e não sigo de facto nenhum até ao fim, mas caramba, não deixo de sentir um forte orgulho em ter coisas novas para acrescentar com frequência.
A última vez que o atualizei tinha sido em Agosto (depois de uma formação), e hoje já o atualizei novamente (com a minha nova colaboração).
E para mim é um motivo de orgulho enviar um CV com uma atualização feita em Fevereiro de 2021.

(CV esse que eu envio furiosamente, e ao qual recebo assim 1% de resposta, mas este post não é sobre isso).

Autonomia também é...

 ... levantar-se a meio da noite para levar a irmã mais nova a fazer xixi.

(minha rica filha!)

quarta-feira, 3 de março de 2021

Livro 7/35 2021

 

Domingos de Agosto, de Patrick Modiano

Foi-me oferecido pelo meu pai há anos, diria eu que talvez em 2014 que foi quando o escritor foi Prémio Nobel. Não tinha nenhuma referência, e peguei nele agora devido ao número reduzido de páginas, dando para ler num fim de semana (o objetivo era ter lido ainda em Fevereiro). Não consegui cumprir porque o livro não me cativou...
Isto dos livros também tem muito a ver com a comparação com o que lemos antes, e o registo aqui não tem nada a ver - é um livro que exige (um bocadinho, não muito) mais do leitor.
Isto porque está escrito de forma misteriosa, de modo que lemos muita coisa sem perceber nada - quem são as personagens, quando é que isto aconteceu, o que se terá passado para que chegassem aqui - é assim um livro meio manta de retalhos.
Mas não foi por isso que não adorei, foi mesmo porque apesar de tudo isso, as personagens não têm muita profundidade e há coisas que ficam assim no ar, meio sem explicação (mesmo quando no fim o mistério é desvendado).
Não li com muito prazer, não estava em pulgas para saber o que se passou (apesar de ser claro que alguma coisa tinha acontecido que ainda não tinha sido revelado) e foi daqueles que facilmente teria abandonado se tivesse mais páginas.
Dei 3 estrelas (porque não é um mau livro), mas não recomendo muito.

Autonomia é...

... ir sozinho à mercearia da esquina comprar fruta e trazer dois cachos de bananas, um mais maduro (para comer agora) e outro mais verde (para comer depois) - sem eu lhe ter dito nada a respeito.

Não havemos de estar a fazer tudo mal. 

terça-feira, 2 de março de 2021

Saúde mental

Este vídeo é uma chamada de atenção para quem tem filhos, principalmente adolescentes.
Se por um lado é um óptimo sinal os miúdos estarem fartos de estar em casa - sinal que têm uma vida social saudável fora de portas - por outro temos de estar muito atentos.
Com a depressão não se brinca.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Livro 6/35 2021

 

O Bisavô, de Maria João Lopo de Carvalho

Antes da crítica, algum contexto em relação a este livro. A autora é prima (afastada) do meu pai, e chegou a almoçar com ele para que pudessem colmatar alguns pormenores e fotografias onde os ramos da família se cruzam. Ele já não viveu para ver o livro lançado, ela muito faz-lhe um agradecimento muito simpático nas últimas páginas.
O meu exemplar autografado foi-me oferecido pela minha tia e madrinha, no entanto as quase 800 páginas não me entusiasmaram por aí além. Isso e uma certa ideia pré-concebida de que a autora era assim bastante "light", sendo que nunca tinha lido nada dela - ideia feita com base na imagem que tenho das fotografias da contracapa, e das poucas vezes que me terei cruzado com ela ao vivo em que não trocámos mais de três palavras - puro preconceito, sem pés nem cabeça (temos de estar atentos a estes vícios que persistem). Em suma, um dia iria ler o livro com toda a certeza, mas a vontade era pouca.

Foi preciso ouvir três opiniões favoráveis para me lançar a lê-lo. Isso e o confinamento, que um livro deste tamanho é melhor ler em casa mesmo.
Em boa hora o fiz. Foi uma agradável surpresa.
Capítulos curtos (o que para mim é essencial) e uma investigação minuciosa por trás de cada pormenor retratado (são páginas e páginas de notas de roda-pé), levam-nos numa viagem pela burguesia portuguesa desde finais do séc. XIX e inícios do XX, partindo da biografia do seu bisavô.
Sem tabus nem juizos de valor lá surgem as aventuras e desventuras, as viagens, as relações com os primos, o papel da mulher (das várias mulheres percorrendo toda a sociedade), as negociatas com os produtos vindos das colónias, a política, os locais, as diferenças entre cidade e campo, a medicina, os hábitos desta sociedade. Saber que os episódios caricatos aconteceram de facto dá uma piada especial ao livro.

Gostei muito, e penso que iria gostar mesmo que não estivesse lá uma parte da minha árvore genealógica - e que bom que foi entende-la por fim!

Dei 4 estrelas, e recomendo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O que mudou em relação ao 1º confinamento

 Mudou muito, mas muito se deve de facto à ausência de mudança.

Confusos? Eu explico.
A minha vida mudou radicalmente em Março de 2020. De tal forma que não voltou ao normal desde então.
E se até Março de 2020 eu trabalhava fora de casa em dois ou mais sítios diferentes por dia, passava algum tempo em casa em momentos salteados a fazer as tarefas domésticas sozinha, preparava apenas jantares para 5 para sobrar para 2 almoços, nada disso voltou a acontecer desde então.

De Setembro a Janeiro de 2021 trabalhei em apenas um sítio aqui bem perto, e as saídas e entradas em casa deviam-se ao ir levar e buscar da escola em horas diferentes, já que dois dos três só tinham escola de manhã. Há um ano que almoçamos 5 e jantamos 5, e estar sozinha em casa é agora uma miragem - as tarefas domésticas faço-as no meio do caos, com mil interrupções, e já nem dou conta, e acho que já nem sei fazer sopa sem ser em doses industriais...

E portanto o que mais mudou foi mesmo a minha cabeça, que se foi habituando a este "novo normal" (o que eu detesto esta expressão!) e agora já não estranho.

Tirando isso, fizemos alguns ajustes:
1) delegar, delegar, delegar. Varrer o chão da cozinha, limpar bancadas, comprar fruta na mercearia da esquina são tudo coisas que qualquer criança consegue fazer
2) simplificar (e muito!) os jantares (havendo sopa, pouco mais é preciso)
3) fazer intervenções à hora do almoço - em que indico o que me chateia e não quero que se repita com calma e assertividade - e não no calor do momento.

Dito isto, continuo a contar os dias para o fim disto tudo!



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Como me fui esquecer disto no post anterior?

De os levar à escola.
De os ir buscar à escola.
De os ver felizes durante todo o dia, na escola.

E de ir eu própria, dar as minhas aulas na escola.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Saudade

Estar com a família toda - tios, primos, filhos dos primos - e principalmente estar com as minhas irmãs, cunhados e sobrinhos.

Abraços e beijinhos e todos de quem gosto.

Jantar fora.

Jantarada em casa dos amigos.

Viajar (tanto!).

Cinema, teatro, concertos.

Arraial com bailarico, festa da grossa, dançar até de manhã (ou até não poder mais, vá).

Trabalhar (tanto, que me dói no coração).

Luzes ao fundo do túnel

 Apesar da falta de vacinas, a partir de hoje aqui no concelho já podemos passear na praia e no paredão.
Também o tema da reabertura das escolas começa a estar na ordem do dia.

Inspira e expira.
Já não falta tudo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Mais uma voltinha, mais uma viagem

 ... que era o que nós queríamos, mas por agora a voltinha é mesmo só higiénica e a viagem faz-se pelos filmes e livros, ou com dedos a percorrer os mapas pendurados nos quartos deles.
A vontade de viajar é tanta que a mais nova só brinca a fazer e desfazer malas.

Mais uma semana passou, e mais um fim de semana confinado.

Em muitas coisas está a correr bem melhor que o confinamento de 2020, mas a verdade é que já não há muita paciência.
Nem muita nem pouca, vá.

Custa-me ir dar uma volta a pé para ver o mar, e chegar à minha praia - aquela que foi a minha casa tantos anos, e que de certa forma ainda é - e ter polícia a impedir-nos de passar.
Custa-me ter de arrancar os miúdos de casa, porque tem mesmo de ser (e é tão difícil!) para depois não fazermos nada do que gostam... os parques fechados, a praia interdita, o campo de futebol com os portões fechados...

Há quem esteja muito pior, e não nos podemos queixar (mesmo!), mas se desse para fazer um fast forward até ao fim de Março, era já.

Avante, leitores resilientes!
Já faltou mais!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A zona de conforto

 Diz que é bom ir saindo, de vez em quando, da nossa zona de conforto.
Arriscar coisas diferentes faz um reset no cérebro e não nos deixa assentar e estagnar.
Profissionalmente falando nos últimos tempos tenho andado sempre a sair, mesmo que em alguns sítios já estivesse completamente confortável, havia sempre sítios novos e exposições temporárias a fazer-me voltar à estaca zero.

Ora com este novo desafio, já estou para lá da zona de conforto.
Sinto que estou mesmo fora de pé (mas a dar tudo para aprender a nadar!).
Depois de um primeiro confinamento em que me senti definhar, que bom que é ter esta motivação (e frio na barriga) para começar mais um dia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Os livros da do meio - 8/2021

 Para que se inspirem a incentivar os vossos miúdos a ler, aqui fica a lista de livros que a minha do meio leu este ano, até agora. Eu disse leu? Devorou, é a palavra certa.


Livro 1/2021 Diário de uma miúda como tu - as férias, de Maria Inês Almeida

Depois de ter lido o volume 1 numa viagem para o Alentejo (sim, ela também lê no carro), leu este assim de rajada numa manhã de fim de semana- não o li, mas é pequenino e parece-me perfeito para quem se inicia nestas lides (mais novas do que a minha, que tem 9 quase 10), pois permite avançar rápido apesar de ser um livro "de crescido". Adorou-o. Eu pessoalmente achei o investimento um pouco inglório pois no fundo ela esteve a ler um total de 3 horas, pouco mais.



Livro 2 a 8/2021 Diário de uma Totó 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8, de Rachel Renée Russel
O vício do momento. Herdou os primeiros 4 volumes das primas crescidas, e já tinha tentado ler o 1 há uns dois anos, talvez, e não tinha gostado. Na altura eu li também um bocado, e não fiquei nada impressionada, penso que até fiz um post sobre isso - uma lista de clichés de dramas supostamente femininos, uma inimizade com uma colega que perdura volume atrás de volume, a busca pela popularidade, futilidades no geral. Achei na altura que era um livro que não ensinava nada de bom a uma miúda, e se pegar nele agora mantenho a opinião de certeza. No entanto, entre exemplos parvos no youtube ou em livro, aqui pelo menos puxa um bocadinho pela imaginação - na nossa geração também havia quem estivesse proibido de ler banda desenhada (por estar escrita em português do Brasil) e lembro-me do meu pai nunca proibir - livros proibidos são sempre mais apetecidos! O importante é ir contrabalançando com outros exemplos melhores* - coisa que não tem propriamente acontecido, mas adiante. Depois de ler o volume 1 nas férias de Natal veio por aí fora e leu do 2 ao 4 ainda em Janeiro. Recebeu o volume 6 nos anos da irmã, mas insistiu que queria ler o 5 primeiro e o pai foi procurar no OLX e assim temos adquirido os que lhe faltam - 5, 7 e 8. Tem lido 2 por semana, e chega à sexta a pedir ao pai para lhe comprar mais.
Esta semana o pai resolveu fazer uma pausa e não comprar nenhum, e ela agora está a ler outra coisa, para ver se não enjoa.
Adorou todos. O 6 deixou-a muito curiosa no fim, estava em pulgas para saber o que ia acontecer a seguir, e o 8 talvez tenha sido o que menos a entusiasmou (porque se passa quase tudo num sonho de conto de fadas).
Ela dá 5 estrelas a todos, e recomenda muito.

* reformulo, temos balançado com este:



Biografias de jovens que se notabilizaram nas mais diversas áreas, desde Pascal à Malala. Lemos uma ou duas e depois pesquisamos sobre a pessoa e vemos fotografias. Recebeu-o no Natal e foi um excelente presente.
No fim de semana, porque era Carnaval, pediu para lhe fazer dois pequenos totós no cabelo - perguntei se era como a Princesa Leya, mas respondeu que não, quer era para parecer a Bjork.
(se é a Bjork o modelo dela, não havemos de estar a fazer tudo mal...)
Eu dou 5 estrelas a este livro e recomendo.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Ao fim de um mês o sol surgiu

 ... e eu quando o vi, quase me vieram as lágrimas aos olhos.
Eu sei que a vida não muda, nem pode mudar, quer chova quer faça sol - em teoria até poderia chover sempre, pois se é para ficar em casa, ao menos que deixe de apetecer sair.
Só que não, senhores, não mesmo.

Na sexta passada quando acordei e vi o sol, ao fim do que me pareceu uma eternidade sem o ver, fiquei logo automaticamente mais bem disposta, com mais energia, mais leve - e não, nada mais tinha mudado, foi só mesmo o bom tempo.
E não foi pouco.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

O que se vê aqui

Começamos a ver o The Voice Kids.
Não gosto nada de programas de talentos com crianças, mas isso é assunto para outro post. 
Aquilo que chego à conclusão é a de que não sei lá por onde ando mas não conheço a maioria das músicas. Nem conhecia um elemento do júri, nunca tinha ouvido falar dele sequer (mas já fui ao YouTube ver, e que bem que ele canta!).
Já a do meio também não sei por onde anda, mas conhece tudo.
Onde ouviu? Não faço ideia.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Livro 5/35 2021


 

A Odisseia de Baldassare, de Amin Maalouf

Primeira obra que leio deste autor, apesar de estar na minha lista há bastante tempo. Comprei este livro no último dia de "liberdade", na véspera de entrarmos no novo confinamento. Resolvi ir comprar os presentes da mais nova, e sabendo que íamos confinar outra vez trouxe livros para todos e para mim também - não me lembro do último livro que comprei para mim sem razão aparente (nem Natal nem anos).

Não desiludiu, nada. É daqueles que só me ocorre a expressão "aventuras e desventuras".
Passado em 1666, é um diário de um mercador que faz uma viagem de meses a fio, na perseguição de um livro que supostamente lhe iria iluminar o caminho e fazer uma revelação.
A importância do tal livro (que é o que vem referido na contra-capa) é apenas um aspecto, a viagem, o caminho, as tais aventuras e desventuras são a parte mais importante.
Um retrato fiel do Império Otomano e da Europa do séc. XVII, em diferentes aspectos, uns que os unem e outros que os afastam, na voz de um homem com quem nos identificamos de imediato - o tom de diário permite entrar na sua intimidade, nas suas ideias, na sociedade e no mundo da época visto de dentro.

Daqueles que apetece sentar e ler, tive momentos em que me ri com gosto.
Dei 4 estrelas, recomendo e empresto.

Escola em casa - o novo normal

 Não é novo (é tããão 2020...) e não é normal (continua a não ser!).

Cada dia que passa, só uma coisa me ocorre: menos um dia para que as escolas abram.
(caraças para isto, pá)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Os livros dos miúdos

 Inspirada pelos posts da Tella, e para vos inspirar também a porem os miúdos a ler, estamos agora numa fase de leitura assídua por parte dos meus mais velhos (ele menos, ela mais, mas ambos bem lançados).

E com base na minha vastíssima experiência deixo-vos com uma verdadeira revelação (que vos vai deixar boquiabertos de certeza): tal como nós, os miúdos têm de se entusiasmar (muito!) pelo livro que estão a ler - têm de gostar tanto que perdem noção do tempo, não conseguem parar, têm de ler mais um capítulo e mais e mais um.

Se assim não for, fica complicado.

Até vos fazia uma lista de livros que já tentei impingir, sem sucesso nenhum, mas posso dizer-vos por experiência própria que a mim me impingiram vezes sem conta a coleção dos 5 e eu acho que nunca cheguei ao fim de nenhum - tendo preferido a Uma Aventura (muito mais moderna e dentro da minha realidade) que lia também a um ritmo alucinante.
Com os meus é igual, eu insisto na Uma Aventura e no Asterix e eles só querem saber do Banana, Tom Gates, Diário de uma Totó e Diário de uma Miúda como tu.

Nenhum seria a minha primeira escolha, mas na era em que vivemos só o facto de os ver imergidos na leitura já é bom demais...

(e como em tudo o resto, o nosso exemplo também é fundamental)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Sobre os novos desafios

 Ser freelancer, que quer dizer não ter um trabalho fixo e ter de andar sempre a inventar, é sinónimo de andar sempre com borboletas na barriga a cada novo desafio.

É super estimulante e motivador, mas também é aterrador e dá sempre a sensação de nos estarmos a lançar no vazio, em diferentes vazios, sem saber se sabemos voar.

Há um ano se me perguntassem eu ia jurar que não queria outra vida, adoro andar de um lado para o outro e estar sempre a aprender.
Há seis meses atrás dava um dedinho para ter um emprego fixo e seguro num museu qualquer e poder estabilizar e aprofundar o conhecimento numa só área, em vez de andar sempre a saltitar entre sítios, épocas, países, num leque de conhecimentos que abrange uma área impossível de abranger - sinto sempre que estou a correr atrás.
Hoje, nas vésperas de me meter numa coisa completamente nova e estou para lá de nervosa, a dizer mal da minha vida, a enxotar as borboletas da barriga, a perguntar constantemente porque me meto eu nestas coisas e não me contento em fazer o que já sei fazer.

Hoje também sei, e esta é uma mensagem para a Mary do futuro que vai continuar a meter-se em coisas novas, que é este medo que me alimenta a alma.
E estas novidades que numa situação normal já valem ouro, em época de pandemia em que nada se passa valem mais do que isso - valem a minha e nossa saúde mental.
Uma pena que não se traduza também em saúde financeira, mas não se pode ter tudo!


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Novo desafio

 É tempo de assumir, optimismos à parte, que o mundo mudou, e que quer queiramos quer não ainda é capaz de demorar até voltar à normalidade.
Provavelmente não se lembram, mas ainda a pandemia não tinha começado verdadeiramente cá em Portugal já eu estava a sentir os efeitos colaterais, sendo o meu sector de trabalho o primeiro a ressentir-se.
Desde então, há quase um ano, o meu trabalho tem sido residual - oficinas de férias, visitas virtuais ou nas escolas - tudo isto em número muito reduzido. Visitas guiadas em museus e monumentos tanto a escolas como turistas foram zero desde Março 2020.

Em Setembro lá me surgiu uma nova oportunidade, um regresso à escola que tanto me anima, e a partir desta semana vou abraçar um novo desafio (a trabalhar a partir de casa, coisa que jurei não voltar a fazer, mas em tempo de guerra não se limpam armas!) que veio também animar (e bem!) este novo confinamento.
É uma coisa nova que nunca fiz, mas ligada às crianças, à educação não formal (e formal) e que vai por à prova a minha capacidade de organização e criatividade. Tenho muito que preparar e aprender.
Mais uma vez foi uma oportunidade que surgiu no site de empregos, por alguém que pensa fora da caixa e que entendeu que o meu CV, que mais parece uma manta de retalhos, era adequado e exactamente o que se pretendia.
E eu, que já fiz entrevistas de trabalho nas mais variadas situações (grávida de 8 meses; no meio de férias vinda diretamente do Algarve; três dias depois da morte da minha mãe; e a lista continua) tive a minha primeira entrevista via zoom, directamente do quarto do meu filho (e sim, estava de pantufas!). Menos mal que nesse dia até estava vestida de forma decente, e tinha lavado o cabelo nessa manhã (foi marcada duas horas antes). Foi só o tempo de sair do passeio higiénico com os miúdos, deixa-los na sala a ver tv, passar uma maquilhagem básica e lá fui eu.

Sei perfeitamente que vai ser duro com os miúdos em escola em casa, e eu a ter de trabalhar, mas garanto-vos que o faço a bem da minha sanidade mental - não sou nada uma boa "stay at home mum"!
E pode parecer um contra-senso mas sinto que sou uma mãe melhor quando não sou só mãe em exclusividade (e a alegria dos meus filhos quando souberam diz-me que eles sentem o mesmo).

Sinto que estive e estou muito contrariada com tudo isto, às vezes nem acredito que estamos mesmo a passar por uma pandemia, mas começa a ser altura de nos adaptarmos e aceitarmos que o mundo mudou, mesmo.
Mudemos com ele.
Resiliência é a palavra de ordem.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Livro 4/35 2021


 

O coração é o último a morrer, de Margaret Atwood

Primeiro livro que leio desta autora, que parece que andou na berra ao longo dos últimos dois anos - isto de andar em redes sociais literárias vamos apanhando as modas do que andam as pessoas a ler, um bocado como há uns anos atrás acontecia quando andava de comboio diariamente - de repente estava uma carruagem inteira a ler o Código Da Vinci ou o Equador (e o que eu embirrava com a fotografia do Miguel Sousa Tavares na contracapa!) - uma pausa saudosista pelo tempo em que as pessoas liam no comboio, sem ir agarradas ao telemóvel. Adiante.
Dizia eu que muita gente a andou a ler, não necessariamente este livro, que segundo percebi não é o melhor.
A autora destaca-se por imaginar cenários hipotéticos que acontecem à sociedade moderna, e as suas consequências para a Humanidade.
Neste caso houve uma espécie de bancarrota, ninguém tem casa nem trabalho, o casal principal vive no carro à mercê de grupos de delinquentes, ladrões, violadores... até que são aliciados a entrar numa espécie de sociedade alternativa, em que em troca de casa e segurança teriam de abdicar da sua liberdade e ir para a prisão, mês sim, mês não.
Está bem escrito, e é daqueles que temos vontade de pegar no livro - e isso para mim, neste momento, é o mais importante. Quero lá saber se é uma obra prima da literatura, o que quero é que o livro me prenda e me dê vontade de o ler várias vezes ao dia. E este, apesar de não andarmos em pulgas para ver o que se segue, dá sempre vontade de saber o que vem a seguir, como vão eles sair das situações.
Apesar disso há ali pormenores que me parecem superfluos - parece que a autora os ia desenvolver e depois desiste - e o fim na minha opinião ficam aquém, além de ser completamente previsível.

Li um exemplar emprestado pela minha irmã ao Tê, nas férias de verão, mas já o devolvi.
Dei 4 estrelas e recomendo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Confinamento 2.0 - Dia 5

 Dá ideia que até está a correr bem, e que a coisa anda civilizada, mas ainda só vamos no princípio do princípio...
Lembro-me dos primeiros dias do primeiro confinamento, e do que custaram a passar apesar dos arco-iris nas janelas e da confiança de que iam mesmo só ser duas semanas (uma antecipação das férias da Páscoa, lembram-se?).
A partir daí entrámos na espiral e a coisa complicou-se.

Sou optimista por natureza

(uma pausa para explicar que, estando a meio deste post dei lugar à minha rica filha mais nova para fazer desenhos no Paint, e pois que aqui ficou um post a meio publicado por ela - nem vou comentar)

Dizia eu que sou optimista por natureza - aliás ficou célebre uma frase minha no dia 10 de Março em que eu disse "daqui a 10 dias já ninguém fala nisto!" (acho que falhei o prognóstico...) - e a mim desde aqui parece-me que já vejo quase a luz ao fundo do túnel.
Também acredito que serão só duas semanas de férias, e que não vai haver regresso à escola em casa pelo menos até aos 12 (que no fundo é a idade que me interessa, como mãe e como professora).

Por isso assim vamos, cantando e rindo (nem sempre), a atravessar mais esta quarentena. 
Eu mais uma vez a tentar controlar o caos que se instala, mas ao menos sem ter de os obrigar a lembrar que têm aulas e trabalhos e coisas que tais.
Teletrabalho não tenho - trabalho a partir de casa como gosto de lhe chamar - mas trabalho que supostamente deveria fazer, até tenho. No entanto, não faço coisa nenhuma, claro.

Mas já fiz pão e brinquei com plasticinas. 
Vamos lá ver por quantos dias nos vamos estender desta vez.

Aguentai firmes, já não falta tudo!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Série 1- 2021


The Queen's Gambit 

Ah meus caros, 2021 já está mesmo a ganhar a 2020 aos pontos - ao fim de 25 dias já consegui fazer o que não consegui em 365 que foi ver uma série.

Muito recomendada, de repente muita gente falava no assunto e curta como me convém.
Gostar gostei, mas não achei assim nada do outro mundo - a expectativa estava demasiado alta.
Pontos positivos: a música, a fotografia, os cenários, o guarda-roupa - uma viagem aos anos 60, a sério (às vezes senti-me num livro da Anita!).
Ide ver, que se eu demorei 25 dias, vocês papam a série em 1 semana (são mesmo só 8 episódios).