sábado, 22 de junho de 2013

Este blog nao acabou

Mas parece, tal maneira foi votado ao abandono.
So vos digo que desde o ultimo post ja tive ca uma amiga italiana a passar uns dias, e ja fui e voltei a Holanda (sim, mais uma vez).
Conto tudo, ja a seguir.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Muitos posts num só

  • o portatil ca de casa está em estado de coma profundo, não me parece que tenha remédio, resultado, posts só quando o rei faz anos
  • estou de férias, e não me lembro da última vez que entrei de férias num mood tão pouco "a entrar de férias". Explico. Passei a 6a de volta da mudança para roupa de verão, que valha-medeus estamos em Junho e ainda tinha tudo guardado. Foi a tarde toda dedicada a roupas e mais roupas (para quem não sabe, eu recebo muita roupa emprestada, e empresto a minha também, coisa que faz poupar muito dinheiro (MUUUUITO DINHEIRO) mas faz gastar muito tempo (BASTAAAAANTE TEMPO). Seria muito mais caro mas muito mais rápido entrar na Zippy e comprar tudo o que precisam, digamos assim. Adiante. Estava mau tempo, e eu as arrumaçoes não somos as melhores amigas, pelo que estava muito pouco animada e nem parecia que estava a começar as ferias.
  • no sábado fomos ao primeiro arraial do ano. O que eu gosto de uma boa festarola. Mas esta acabou cedo. Os meus filhos e sobrinho comeram um brigadeiro cada um que lhes deu a volta ao estômago. Foi um verdadeiro arraial no wc e mais não digo!
  • o domingo seria um belo domingo se estivéssemos em Março. Fomos andar de bicicleta no paredão todos encasacados, e os miúdos não resistiram e quiseram ir para a areia. E lá fomos, os pais vestidos dos pés à cabeça, os meninos tiraram as meias e os sapatos e arregaçaram as calças. E já gozam!
  • domingo à noite tivemos novo arraial. Esta que vos escreve enganou-se (ou não!) e em vez de pedir um copo de sangria, pedi um jarro. Bem que achei que a conta era avultada, mas só depois percebi a razão. Pois que não foi o jarro para trás, nem ficou uma gota. Foi uma noite bem divertida. Em parte também porque não havia brigadeiros.
  • na 2a feira o feriado amanheceu cinzento, e eu com um humor de cão. Os meus catraios andam em plena fase de birras, um nos terrible 3 e a outra em plenos terrible 2. Só querem o que o outro quer, batem-se, mordem-se embrulham-se, choram e gritam. E choram e gritam e fazem birra pelas coisas mais parvas, e eu não tenho paciência. Sim, eu sei que são fases e que passa, mas por vezes quem se passa sou eu. Gritam que não querem ir para o banho, que não querem sair do banho, dão saltos e pinotes para vestir, acabam por cair da cama e magoar-se mutuamente, e certas coisas que podiam levar 1 ou 2 minutos levam 20 e uma carrada de nervos em cima. Isso mais o mau tempo ditou o que se passou a seguir.
  • peguei no portatil (do trabalho) pesquisei, encontrei um hotel bacano em Porto Covo (critério: ser relativamente perto) com um bom preço e liguei a marcar. Best decision ever.
  • Fomos então ontem passar a noite a Porto Covo. Ontem ficámos na piscina do hotel, estava sol mas não calor, eu só molhei os pés e li o meu livro na espreguiçadeira (tivesse eu os pés arranjados e até tinha tirado foto ao pézinho cruzado, com o livro e a piscina ao fundo, mas pronto, inibi-me). Depois fomos ao largo jantar ameijoas e beber jolas enquanto eles jogavam à bola, corriam, pregavam rasteiras à vontade ali à nossa volta. Hoje fomos para a praia, com direito ao meu primeiro mergulho do ano. E sem querer meter pirraça a quem trabalhou e levou com chuva hoje, foi um dos melhores dias de praia dos últimos tempos. Só vos digo que os manos birrentos dormiram uma sesta interminável que permitiu aos pais: dormirem também, dar um mergulho, apanhar sol de costas, apanhar sol de frente, ler o livro, ler uma revista, conversar, ir verificar se eles estão a respirar, ler mais um pouco, apanhar mais sol de frente e de costas e mais um mergulho. Não tive um dia assim o verão inteiro no ano passado. Se isto vai ser assim sempre adivinha-se um verão que nem vos digo nada.
  • basicamente, estávamos mesmo, mesmo a precisar. Claro que houve birras em Porto Covo, e houve gritos e berros, e até palmadas aqui para nós que ninguém nos ouve. Mas foram birras com sabor a férias e a sal e a sol e isso, meus amigos, muda logo tudo.
  • hoje voltámos para casa, e amanhã temos cá a minha melhor amiga de Amsterdam, que veio em trabalho mas tirou uns dias e fica cá connosco. Amanhã vamos aos santos, de que ela ouve falar há anos. Vamos ver se fica adepta da sardinha e da imperial.
  • na próxima segunda, rumamos juntas a Amsterdam para uma semanita de trabalho. A vontade é sempre nula, pode ser que com ela cá me custe um bocadinho menos separar-me das crias. Na hora da despedida não há birras, o que até é uma pena.
  • fosse eu eu uma pessoa mais paciente e cada um destes pontos dava um post que ficava agendado para cada dia da semana. Mas não. Vai de fazer uma catrefa de pontos interessantes no mesmo post e mai nada. Querem um blog profissional, organizado, alimentado de forma regular, ide procurar noutro lado. Aqui é mais tudo à la gárdere.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sobre as mães que sobrevivem

...aos filhos.
Sao as pessoas por quem tenho o maior respeito.
Conheço algumas, nao muitas.
Umas perderam o filho acabado de nascer, outras mais tarde, outras viram o seu filho morrer já adulto.
Sempre cedo demais. Sempre contra-natura.
E eu olho para os meus filhos e só consigo admirar profundamente estas mães por continuarem a viver, por se levantarem da cama todos os dias, enfim, por conseguirem continuar a respirar.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os livros, como as séries

...querem-se com capítulos curtos, curtinhos, de acordo com a minha capacidade de concentração/disponibilidade de tempo actual.
Diz que é uma fase, que daqui a um tempo a capacidade de leitura regressa, e que poderei voltar a ler como antigamente. Não sei.
Conheço mães que deixaram de ler, de facto, mas outras que continuam a ler animadamente, com 1 ou 2 ou 3 filhos pequenos, inclusivé mais do que um livro ao mesmo tempo - que é coisa que nunca fiz nem nos meus tempos áureos de leitura, quando muito interrompo um livro para ler outro e regresso ao primeiro, mas aquela coisa de andar com um livro em casa outro na mala nunca foi a minha onda.
Mas a verdade é que tal como nos filmes (que só consigo ver aos bochechos) e nas séries (que tem de ter episódios curtos), neste momento o mais adequado são os livros de crónicas - capítulos pequenos, peças soltas, para ler num instantinho antes que o sono chegue.
E tenho pena da quantidade de livros que ando a perder, dos montes de livros novos que tenho para ler (há mais de 1 ano), e principalmente, da quantidade de livros começados e abandonados ao fim de 50 páginas, que é outra coisa que não tem nada a ver comigo - eu não saio do cinema a meio (quando ia ao cinema) e também não abandonava livros a meio, porque tenho (tinha) uma grande dose de persistencia, nem que fosse para chegar ao fim e dizer muito mal do livro em questão. Agora já perdi a conta aos livros que vou abandonando, que fico dias sem lhes pegar ou porque exigem demasiada concentração, ou perco o fio à meada, ou porque pura e simplesmente não me prendem minimamente.
Mas tenho saudades de ir de férias e ler 2 ou 3 livros. Saudades de ler na praia ou no comboio, de ficar a ler à noite depois do jantar, seja na varanda ou no sofá enrolada na manta.
Neste momento, é impossível. E posso-vos afirmar que os (poucos) livros que tenho lido nos últimos tempos leio-os nas minhas viagens a Amsterdam (no aeroporto e avião, no comboio para o escritório, eventualmente no café à espera dos amigos - ah vida boa!).

Mas continuo a adorar esta altura do ano em que entram livros novos cá em casa, ou nas idas à Feira do Livro, ou recebidos de presente de anos.
Adoro ter livros novos para ler. Nem que seja para os ler daqui a uns anos, quando já não forem novos.

Entretanto vou escolhendo livros que se adaptam a esta fase de leitura curta e rápida, com a capacidade de atenção de um passarinho.
Como o que está agora pousado na capa do livro de crónicas na minha mesa de cabeceira.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

A 5 anos dos 40

Cenas aleatórias que constam da lista de coisas que quero fazer antes que chegue a idade da ternura:
  • ir a NY
  • ter mais um filho
  • trabalhar em exclusivo na minha area
  • atingir com o meu peso ideal

quinta-feira, 30 de maio de 2013

De fazer anos a dia 31

Não sei se isto acontece a toda a gente que faz anos a dias 31, mas eu cá não passo um único dia 30 de Maio sem receber pelo menos uma sms/telefonema de parabéns.
Certinho.

E nem sempre da mesma pessoa (se bem que há quem não falhe também).
Não sei se olham mal para o calendário, se apontam mal, se acham que Maio não tem 31 dias.
E sim, dependendo de quem é, já nem digo nada.
Aceito e agradeço e pode ser que para o ano acertem no dia...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Da dieta

Estou praticamente sem comer doces há quase 2 meses, e jurei a mim mesma que vou apenas abrir excepção este fim-de-semana com os meus anos, batizado do meu sobrinho e comunhão solene/anos d outros sobrinhos, e depois regresso à rotina.
No entanto, uma mulher não é de ferro, e há dias em que a coisa só lá vai mesmo com uma boa dose de chocolate.
Hoje, pela primeira vez, foi um desses dias.
Ataquei uma tablete que comprei há 2 meses exatamente para estas ocasiões, que pensei sinceramente que iam ocorrer com mais frequência.
Comi 1 quadrado.

Meus senhores, mais valia ter comido um rissol, que é com certeza mais doce.

Nunca a expressão "chocolate amargo" fez tanto sentido para mim.




Do partilhar o dia dos anos

Para quem não sabe, esta que vos escreve (que sempre teve uma relação amor-ódio com o dia dos anos, mas que nunca lhe ficou indiferente) partilha desde 2011 o dia dos seus anos com o sobrinho mais novo, que esperou, esperou, esperou para nascer, para acertar exactamente no dia em que eu menos queria - o meu.
Que agora é - o dele.

Como é 6a feira, vi logo que os meus pais iam querer ir jantar com ele (mora no Alentejo, a 2 horas daqui, ainda por cima) - pelo que eu mesma sugeri ir tomar o pequeno-almoço com eles antes da viagem (não posso ir almoçar porque estou a trabalhar a partir das 12h30).
O meu pai ainda sugeriu irmos jantar na véspera, mas vá lá que este ano ainda me safei.
Mais ano menos ano vou ter mesmo de transferir o meu dia para outro dia, se quero ter algum protagonismo.

Mandei sms à minha irmã a mandar vir com ela, que no fundo é a culpada disto tudo, pois que se aguentou até às 40 semanas acho eu que poderia ter aguentado mais umas horitas e o rapaz nascia a 1 de Junho - mas não.
Responde-me ela:
"Não te preocupes, vais ter sempre uma velinha na festa de anos dele!"

Na festa de anos DELE.

I rest my case.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Feira do Livro 2013

Daqui a quanto tempo é que uma ida à Feira do Livro em família é um programa giro?
Em que eu consigo, realmente, ver as bancas dos livros?

Entretanto, continuamos a tentar.
No ano passado fomos no último dia, com os dois nas cadeiras - erro crasso, mas conseguimos andar entre tanta gente.
Este ano fomos este domingo, com os dois à solta, numa hora "morta" (hora de almoço) - melhor, mas não muito melhor.

Visitámos 3 bancas e trouxemos uns 6 livros infantis (daqueles mesmo, mesmo giros, que é um mundo novo que estou a descobrir e a adorar), e 1 livro de adulto sobre a criatividade (em saldo, mas estava no cimo de um molho de livros e saltou-me à vista, caso contrário nunca o teria descoberto - porque isto dos livros em saldo/oportunidade/tudo a 3 euros é muito bonito, quando não se vai com miúdos atrás).

Gostava de tornar estas idas à Feira do Livro numa tradição de família, em que nos rimos e andamos de mão dada, compramos livros e comemos farturas.
Por enquanto eles arrastam-se e só pedem colo, comem um gelado e pingam-se todos, ignoram os livros e querem é correr na relva.




Mãe (com pele de) galinha

Ontem andei na rua cheia de frio - mesmo cheia de frio.
Ia de leggings e sabrinas, e manga curta e casaco de algodão por cima, e só sonhava com um par de meias e uns ténis, e um cachecol.
E só pensava no meu pobre filho mais velho, que tinha ido para a escola de calçoes!
Oh pobre coitado, o que vale (pensei eu) é que eles tem roupa na escola se for preciso, mas só de o imaginar no recreio de pernoca ao léu quase me vinham as lágrimas aos olhos.
(nós, mães, e esta capacidade fantástica de nos auto-flagelarmos. Adiante)

Cheguei à escola, e como não íamos directos para casa, leve umas calças para lhe vestir.
Perguntei à educadora se o meu menino, coitadinho, tinha sofrido muito com o frio (era o único de calçoes).
Pois que não.
O rapaz passou o dia inteiro foi a pedir para tirar o casaco e ficar de t-shirt.

(e não, não quis vestir as calças que lhe levei. Está um homem!)

sábado, 25 de maio de 2013

Uma noite com 3 filhos

Ontem tivemos ca  a dormir o nosso sobrinho, de 3 anos e pouco, pela primeira vez.
Não, eu não acho que ter ca um sobrinho seja parecido com ter 3 filhos, nem de longe nem de perto (ate porque eu cheguei a ficar com 5 sobrinhos num fim-de-semana há uns anos atrás e acho que não deve ter nada a ver com ter 5 filhos - primos brincam juntos, irmaos andam a bulha, como bem sabeis), mas a verdade e que deu para ter uma ideia.
Correu tudo muito bem, superou muito as expectativas e nao houve momentos de stress, mas ainda assim:
  • a meio do jantar um vizinho veio avisar-nos que deixamos a porta do carro aberta (estava aberta para tras, mesmo)
  • os 2 rapazes tomaram banho, a mais nova nao
  • ninguem comeu sopa ao jantar
  • os rapazes tiveram ajuda a lavar os dentes, a mais nova lavou sozinha
  • os 3 pediram papa ao pequeno-almoco, os rapazes comeram, a mais nova não
  • conseguimos sair de casa com os 3 pela mao, os rapazes de chapeu, ela sem chapéu nenhum
Ou somos nos que estamos formatados para ter apenas dois filhos, ou e como diz uma amiga minha: o terceiro basta regar que ele cresce sozinho!

Seja como for, uma coisa aprendemos: 3 filhos apenas e só quando pelo menos o mais velho se conseguir vestir, lavar e comer sozinho.
Isto para o bem deles, bem entendido.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Brilha, brilha minha rosa...

...no jardim cor-de-rosa!

Este poema foi orgulhosamente inventado pelas minhas crias, e vem mesmo a calhar para partilhar aqui no QA que esta que vos escreve sera em breve novamente tia, de uma linda princesa, claro!
Uma rosa pequenina e redondinha, que chega em Setembro para completar o nosso jardim.

Se a apanho no colo estou em crer que não a devolvo.
:)))

A crise dos 35 a chegar

Eis que 5 dias antes de fazer 35 me deu para comprar um conjunto de bandoletes para mim e para a minha filha (tamanho único).

Quanto tempo ate estar a convidar as minhas amigas para irmos saltar ao elástico??

Limpeza

Uma data de newsletters que me entupiam o e-mail- promocoes, descontos varios, catalogos e coisas que tais - foram para sempre canceladas.
Uma espécie de feng shui eletrónico.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Sexo e a Cidade

Estao a repor desde a primeira serie, na Fox Life.
Vi as series todas de enfiada durante a licenca de maternidade do mais velho, e gostei tanto.
Gosto infinitas vezes mais das primeiras series. Quando a Carrie fuma cigarros na janela, e o mais importante sao os dramas, e nao as roupas.
10 a 0 as ultimas series, e 20 a 0 a ambos os filmes.

(e o que eu detesto o Big? Senhores!)

Coisas que entraram na cozinha cá de casa nos últimos dois anos

  • sementes de linhaça
  • chia
  • sésamo
  • sementes de girassol
  • farinha integral
  • bagas de goji
  • caril em pó
  • passas
  • aveia
  • gengibre
E a lista continua.
Tudo coisas que se me dissessem há mais de dois anos que iriam fazer parte da minha/nossa alimentação no dia-a-dia eu responderia "estás louco/o que é isso?" - ou porque eu não gostava ou por não saber o que é nem como comer.
Resta saber o que é uma fase e o que veio para ficar. Aguardemos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quase beata

Do dia 19 de Maio ao dia 6 Julho tenho eventos religiosos quase todos os santos fins-de-semana (às vezes dois no mesmo).
E não, infelizmente, nenhum é um casamento, que é o evento religioso mais divertido, em que depois é suposto beber e dançar até mais não (que é coisa que aprecio bastante, como sabeis).
Ora pois que já começamos a época com uma 1a comunhão, seguem-se 3 batizados e 2 comunhoes solenes.

Com tanta ida à missa, no fim tenho equivalência a umas cadeiras de Teologia, não?

O Caixa-de-óculos

A partir de ontem, temos um cá em casa.
A educadora lançou o alerta, fomos à oftalmologista e ela viu logo que o rapaz ia precisar de uma ajudinha extra para ver melhor.
Diz ela que ele deve ver tudo desfocado, e que tudo o que fosse pintar, escrever, fazer puzzles devia ser um desafio constante.
Eu cá admito: nunca dei por nada.
Lá fomos depois da consulta comprar uns óculos ao rapaz - com a mais nova (que teve um ataque de ciúmes logo no consultório a gritar que também queria óculos, adiante) a querer experimentar também - os dois a correr de loja em loja, a querer mexer em tudo, a correr porta fora de óculos postos. Adoráveis criancinhas.
Lá escolhemos um modelo - eu tinha dito que ele podia escolher os que quisesse, pois ia ser ele a usa-los, mas claro que houve manipulação da nossa parte.
Não foi uma grande dificuldade, não há muitos modelos à escolha para esta idade, e os que há, verdade seja dita, ficavam-lhe todos muito bem.
Tem cara para óculos, o meu rapaz.
Este é todo um mundo novo para nós, já que nem eu nem o pai alguma vez usámos óculos na vida.
Entre o quadrado e o redondo, de metal ou de massa, em cerca 30 minutos e 3 lojas ficou decidido.
E ele fica tão, mas tão giro!
Ontem já os fomos buscar ao fim do dia, e ele já não os tirou mais até à hora de dormir.
Basicamente, é um mundo novo que se abre para ele.
Um mundo focado e nítido, que isto de ter 1,75 dioptrias em cada olho aos 3 anos e meio não é para qualquer um.

domingo, 19 de maio de 2013

Dia dos Museus

Conseguimos ir ao fim do dia à Casa das Histórias da Paula Rego, e chegámos a meio de uma ópera contada.
O piano, a voz, as telas gigantes nas paredes... fiquei (à séria) de lágrimas nos olhos.
Uma sala cheia de gente rendida àquele momento. Até as crianças estavam estagnadas com o espectáculo.
Muito, muito bom.
E gratuito, ainda por cima.
5 estrelas.

(e quando eles começaram a aparvalhar o Tê saiu com eles para o relvado cá fora, para que eu pudesse ficar mais um bocadinho - vim embora no fim de coração cheio, e chego cá fora e eles estão lindos e maravilhosos, a correr de mão dada e a dar abraços. Caraças, podia morrer naquele instante, que morria feliz)

A new world

Eis se não quando o mais velho descobre na tv o fabuloso mundo do boxe.
Ficou fas-ci-na-do.
"Oh mãe, olha aqueles senhores na televisão a brincar às lutas!"

E meses e meses de conversa (e berros) e explicação (e berros) para PARAR de brincar às lutas, pelo cano abaixo em menos de nada.

Não me interpretem mal, que o meu filho é uma jóia de moço, que é, mas não sei porquê gosta de "brincar às lutas!", de se meter com os outros, de fazer moches, de os puxar para os ver cair.

Nem quero pensar quando perceber que existe no mundo uma coisa chamada Wrestling.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O mundo ao contrário

Primeiro chove, e depois é que passa o amolador.

Eh pá, sinceramente, assim ninguém se entende...

Irmão/irmã

Exemplos de como as coisas correm por aqui.
Ele tenta que ela faça o que ele quer. Ela tenta imitá-lo a toda a força. Ele acha (sempre) que ela está a fazer tudo mal e às tantas está aos berros com ela a explicar como se faz. Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.

Ela/ele está a brincar com uma coisa, muito entretida/o, vem o outro e tira essa coisa.
Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.

Ela está muito bem a fazer alguma coisa.
Ele vem e faz-lhe um moche.
Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.

A pediatra diz para quando eles se embrulham eu não ligar, para os deixar resolver sozinhos, se não quando eu viro costas eles continuam. Quando muito posso tentar distrair com outra coisa, mas não ir lá tentar separá-los.
Tenho feito isso.

No outro dia deixei-os à bulha na sala e quando lá cheguei já eram amigos outra vez e estava tudo bem.
Perfeito, pensei.
Depois olhei para a perna dele e tinha a marca de uma dentada roxa. Pois.
Mas resolveram o conflito sozinhos.

E sabemos que alguma coisa estamos a fazer bem quando ao jantar, no meio dos disparates enquanto o pai está de costas, uma sopa aparece entornada. O pai pergunta quem foi e eles olham-se cumplices e fecham-se em copas.
Ficámos sem saber.

Eu só quero que eles fiquem amigos.
E que não andem à bulha quando foram crescidos.
Vamos ver.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

De facto...

... este ano não tinha chovido muito nem nada, as plantinhas coitadinhas, estavam mesmo a precisar.

Pensei, pensei...

... mas hoje é daqueles dias em que não tenho nada para escrever aqui.
Há dias assim.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fashion leader ataca de novo

Já aqui referi que o meu mais velho é bastante criativo e atento no que à moda diz respeito.
Gosta das meias por fora das calças, a camisola de dentro não pode aparecer por baixo da manga da camisola de fora, gosta de calças de fato de treino e chinelos e eu podia continuar por tempo indeterminado, que só para terem uma ideia o rapaz levanta-se da cama e a primeira coisa que faz é ir verificar a roupa que deixei preparada para vestir (e muito do seu humor de cada manhã depende disso, mas adiante).
Só para vos dar um cheirinho do que vai ser a tendencia Verão 2013, depois não digam que eu não avisei.
Ontem ao jantar, os 4 à mesa, e o pai vira-se e diz
"Olhem, quando for mesmo mesmo verão, e estiver mesmo muito calor..."
Interrompe o mais velho na maior excitação "... podemos andar todos nús!"

(o pai ia dizer: fazemos geladinhos com os iogurtes, mas pronto)

Não sou a única

A sentir a falta do Hema.

Mais coisas de que sinto a falta na etiqueta Things I'll miss/won't miss.

(e daqui a 1 mês já lá vou outra vez, é o que vale)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Regressado dos mortos

O meu telemóvel regressou à vida.
So far, so good.
E nota positiva ao serviço pós-venda da Vodafone - levaram o telemóvel, ofereceram um de substituição, e 1 semana depois tenho o meu telemóvel de volta, a funcionar e sem perguntas.
Sei que há serviços técnicos que funcionam muito melhor (eh eh), mas sei que a maioria funciona tão mal mas tão mal que uma pessoa já espera tudo.
E tendo em conta que eu estava à espera que a) se fizessem rogados para aceitar o arranjo dentro do período de garantia; b) dissessem que a culpa foi minha; c) dissessem que tenho de pagar o arranjo; d) dissessem que não tem arranjo (e podia continuar a lista)... acho que correu bastante bem.
Assim se mantenha que gosto muito dele. Desde que esteja a funcionar, claro.

Então e a dieta?

Depois de meses sem perder uma grama, perdi finalmente 1 kilo, pois deixei (mesmo) de comer doces.
Não que andasse a comer doces a torto e a direito, mas em situaçoes de excepção comia qualquer coisinha. E as excepçoes repetem-se, e os docinhos também.
Agora instaurei que o único doce que como nas festas de anos são duas garfadinhas de bolo de anos, e eventualmente uma gelatina (se estiver mesmo, mesmo a precisar de um doce).
E garanto que está a resultar.
Dizem que quanto menos doces se come, menos apetece.
Isso não sei, que me continua a apetecer, mas a solução passa mesmo por aprender a dizer não.
Já tive inúmeras festas de anos, e ataco só os salgados (sem grande restrição, opto por comer o que não como normalmente para dar a ideia de "festa" e não de prisão!) e o álcool.
Ah... o álcool...
Na festa da minha afilhada havia tantos doces, tantos doces que eu ataquei umas espetadinhas de fruta e vinguei-me na sangria. Foi uma festa bem divertida!
E assim andamos - no McDonalds pedi sopa e salada com azeite e vinagre (porque o molho de saladas é super calórico, mais vale comer o hambúrguer), no Santini pedi... um café (oh sacrilégio!).
Enfim, já fui uma pessoa mais feliz e divertida, agora sou uma aborrecida que só come folhas de alface, mas estou cada dia mais magra. E gira. (e com a auto-estima em alta, como se pode ver, valha-nos isso eh eh eh).
Para compensar os 35 (hã?) que se aproximam a passos largos.

Dia da mãe na escola

Foi do melhor.
Tinham avisado que ia ser uma manhã diferente, que iria demorar um pouco mais que o habitual e para levarmos roupa prática.
Aproveitaram uma mãe que é bióloga marinha (porque este ano estão a dar as profissoes) e fomos para a praia das Avencas procurar bichinhos nas poças - foi o primeiro contacto com a praia este ano, estava maré vazia e uma manhã linda, sem estar calor demais, soube que nem ginjas!
Depois fizemos uma aula de ginástica de mães e filhos na areia, com uma mãe que é professora de ginástica - foi muito cómico!
A seguir apanhámos o comboio e fomos a Cascais almoçar ao McDonalds e comer um gelado ao Santini (já só algumas mães).
Foi mesmo muito giro. Não só pelo programa em si, pelo convívio que proporciona entre as mães, pela delícia de estar na praia e fazer um programa diferente, mas principalmente para poder ver o meu mais velho na escola, ver a relação que tem com os amigos.
Achei que ele ia ficar o tempo todo agarrado a mim, mas o rapaz estava todo contente mas sem me ligar nenhuma (nem me queria dar a mão pela rua, queria ir com o melhor amigo). Gostei de o ver participar e interagir com as outras mães (normalmente é muito tímido com outros adultos). Gostei de ver os amigos a querer brincar com ele, a irem mostrar o que tinham descoberto uns aos outros todos contentes. Apesar da timidez, ele é bastante popular, dá-se bem com todos, mas tem um grupinho de amigos com quem se dá mais (e eu acho isso muito importante).
E também é ele muitas vezes o desencaminhador, o que provoca, que corre atrás para irritar, que espicaça os outros para brincadeiras que muitas vezes acabam mal (claro). Há-de apanhar umas coças quando for mais velho se continuar assim, mas faz parte.
Principalmente, gostei de passar este tempo só com ele, coisa que não acontecia desde que a mais nova nasceu.
Sem dúvida que o programa do filho único faz sentido, e vamos ter de o implementar.

Quanto ao presente que recebi, foi mais uma boa ideia.
Recebemos uma planta, cujo bolbo foi plantado (e o vaso decorado) na actividade do dia do pai.
Se houver educadores/professores a ler este blog, aqui ficam estas ideias.
Eu gostei.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cena muito fixe

Começaram a construir um parque aqui mesmo, mesmo ao pé de casa.
Tem campo de jogos, vai ter relva e já lá estão mesas de piquenique.
Vai ser o parque com a melhor vista da linha (porque eu moro no cimo de um monte).
Estamos em pulgas!

terça-feira, 7 de maio de 2013

A mãe em resumo

No seguimento do post da Raquel, aqui vai o meu perfil segundo o meu mais velho:
  • a mãe chama-se... Mary QA (eh eh eh, não, disse o meu nome verdadeiro)
  • a mãe tem os cabelos castanhos e os olhos castanhos (ora nem uma nem outra, mas pronto)
  • a mãe gosta de beber café (vá lá, não se lembrou de dizer vinho...)
  • a mãe trabalha às vezes no escritório e às vezes na rua (sendo que o escritório é cá em casa, e o trabalho na rua são os meus dias de folga, mas está certo)
  • a mãe gosta de escolher a roupa (ah ah ah, esta foi a melhor! Calculo que se refira às roupas dele, pois o rapaz está mortinho por ser ele a escolher a roupa todos os dias, e andar de fato de treino e chinelos - com as meias por fora das calças - a seu bel prazer!)
Não foi dos piores - houve quem dissesse "a mãe trabalha em casa a comer", que era coisa para me deixar bem deprimida!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Play/pause

É assim que vos escrevo posts.
O portátil, além de se desligar quando lhe dá na veneta, também está com problemas com o wireless, pelo que anda sempre a fazer pausas durante o pouco tempo em que lhe dura a bateria.
Está uma pessoa muito bem a escrever qualquer coisa e vai-se a ver e afinal não está a escrever nada, pois o computador está a pensar. E pronto, ali fica a pensar durante uns segundinhos, às vezes minutos, e depois regressa à vida.
E andamos nisto Play/pausa/play/pause de cada vez que pegamos nele.
Sempre a ver quando é que faz Stop de vez.

Dicas práticas para pintar as portas de branco

Um post que é quase mais para mim (nós cá em casa) do que para vós, mas pode ser que alguém tenha interesse em saber.
Algumas coisas foram-nos sugeridas, outras arriscámos nós, mas aqui fica um resumo do que se passou:
  • eram no total 7 portas de ambos os lados, 1 aduela sozinha, 1 porta da entrada só de 1 lado, 1 portinhola dos contadores e 2 portas de roupeiro (só do lado de fora também)
  • optámos por tinta acrílica de base aquosa, por causa do cheiro e pela facilidade na limpeza quando estamos a pintar
  • lixámos e pintámos as portas todas no sítio, não as retirámos para nada
  • fomos 2 pessoas a trabalhar sempre, e usámos 5 dias no total - 1 para lixar, 1 para aplicar o primário, 2 dias a pintar, e no último dia, que seria para tirar as fitas e limpar, achámos que ainda não estava bem e demos mais 1 de mão só nas portas
  • usámos 1 lata de 2,5l de primário, e 3 latas de 2,5l de tinta (sobrou metade da 3ª lata)
  • apesar de preferir acabamento mate, optámos pelo meio brilho (por ser mais fácil de limpar)
  • durante estes dias dormimos para casa dos meus sogros, voltamos para casa 24h depois de acabar de pintar e o cheiro era suportável
De um modo geral o resultado foi o esperado, e por isso, acho que  não faria nada diferente.
Quem estiver a precisar de motivação, anime-se! Vale mesmo (MESMO!) a pena.

domingo, 5 de maio de 2013

Sinais de fumo

O portátil cá de casa está prestes a dar o berro - desliga-se quando lhe dá na gana e tem de carregar por tempo indeterminado até o podermos voltar a usar.
O meu telemóvel teve um fricote ontem, e o ecran desapareceu. Sendo um smartphone, sem ecran nada posso fazer.
Assim sendo, o meu contacto com a rede virtual - blog, fb e afins - está dramaticamente reduzido.
Estou prestes a regressar ao envio de cartas para comunicar com os amigos, creio que ao menos os CTT nunca me falharam desta maneira.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

V Day

Hoje foi dia de inaugurar a geração 2013, com o nascimento do pequeno Vê, futuro leitor e comentador assíduo aqui do QA, como o pai P.
É caso para dizer:
Viva o Vê!

Branco mais branco não há (pelo menos por enquanto)

Et voilá... 5 dias de clausura depois, temos finalmente a obra acabada e não podíamos estar mais contentes com o resultado final.

Muda tudo.
Nunca gostei particularmente (nem publicamente) das portas desta casa, mas também não achei que tivesse tanta influencia.
Tem.
Porque sem ter consciência disso, e talvez porque as últimas 4 casas em que vivemos terem todas portas brancas, toda a decoração desta casa, as cores escolhidas das paredes, até os azulejos e chão das casas de banho, funcionam apenas com as portas brancas.
De repente, parece que todas as escolhas que fizemos há mais de 2 anos atrás só agora fazem sentido. Era a peça do puzzle que faltava.
Quando nos mudámos (acho que já o referi aqui várias vezes) estávamos com pressa, a pagar 2 casas, depois de umas obras intermináveis nos WC e cozinha, mais algumas peripécias até acertar com as tintas do hall, que as portas (que estavam aliás em perfeito estado, acabadas de envernizar) não eram prioridade.
Ora, mal nos mudámos e eu arrependi-me logo  de não o ter feito, mas com um bebé de um ano e pouco, mais uma barriga de uns quantos meses, as portas foram ficando para trás mas nunca deixaram de estar na lista de A fazer.

Tendo em conta que queríamos que fosse uma coisa bem feita, achámos melhor deixar nas mãos de um profissional, e até já sabíamos quem seria (um senhor que tem feito as obras em casa dos meus tios). Por questoes orçamentais, claro, foi sendo um projecto adiado.
Até que há uns meses a Sofia fez o mesmo em sua casa com o marido, e foi a motivação que nos faltava para fazermos das portas um projecto DIY. Entre o marido da Sofia e nós há todo um mundo de talento a separar-nos, e jeito de mãos para as coisas da casa, e paciência, e anos de experiência também. Ainda assim resolvemos por mãos à obra, e digo-vos que correu bastante bem.

Logo faço um post com dicas mais práticas, para quem estiver tentado a fazer o mesmo, mas por agora só quero mesmo realçar o contente que estou com as minhas portas.
As portas brancas mudam as cores de toda a casa, mudam a luz, mudam a concepção do espaço, mudam tudo.
Quase que me atrevo até a sugerir às pessoas que estejam deprimidas ou em baixo e tenham portas castanhas em casa, que experimentem pinta-las de branco.
Com toda a certeza que muda o humor de quem lá vive.

Sei que daqui a nada estarão cheias de riscos, de manchas de comida, e quem sabe de desenhos a canetas de feltro, mas tenho a certeza que não me vou arrepender.
Isto é como diz o meu dermatologista: white is beautiful!
E é mesmo!

sábado, 27 de abril de 2013

Um dia...

... pintamos as portas cá de casa de branco.

Hoje é o dia.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

E ainda outra cena fixe (a 3a do dia uau!)

Ter um blog com a etiqueta Cenas Fixes, para poder ler todos os posts de cenas fixes de uma vez quando o dia nos está a correr mal.

Serve tanto para mim como para vós, caros leitores.
Não tem nada que agradecer.

Outra cena fixe

Almoçar e jantar na varanda.
Adoro.
E este ano ainda sabe melhor, depois da chuvada que apanhámos durante todo o inverno.

Usar a varanda é um bocado como os morangos ou as cerejas, só se consegue durante um curto período de tempo no ano.
Daqui a pouco vai estar calor demais às 12h quando tenho a minha hora de almoço, e fica uma ventosga que não se pode à noite, típica do verão.

Adoro o verão e a praia e tudo e tudo, mas adoro a primavera também, os piqueniques no parque, os passeios no paredão, as refeiçoes na varanda, tudo sem demasiado calor.
Muito fixe, mesmo.

Cenas fixes

Estar na cozinha a fazer sopa e ouvir a minha mãe e a minha filha a rir à gargalhada na sala.
Não faço ideia porquê ou de quê.

Mas foi fixe ouvi-las às duas a rir, rir, rir da mesma coisa.




terça-feira, 23 de abril de 2013

Ainda a propósito do Dia do Livro...

... queria partilhar convosco que a minha filha é a verdadeira amante de livros.
Literalmente.
Tem sempre de dormir com uns quantos livros na cama.

Começou com uma coleçao de mini-livros que recebeu na Páscoa, pois que tenho de lhos dar quando já está na cama, e agora tem também de ficar com o livro que eu ler nessa noite.

Por vezes folheia-os antes de dormir.
Outras fica apenas agarrada a eles até adormecer.

Lá diz o povo que quem tem um livro nunca está sozinho.
Eu sempre disse que ela era adepta de co-sleeping...

A propósito do Dia do Livro

Nesta fase da vida passo muito menos tempo a ler (por prazer) do que gostaria, mas ainda assim, tenho feito um esforço por avançar nem que seja 1 ou 2 páginas por dia.

Este sábado fui a um workshop no Museu Berardo para pais e educadores sobre histórias e livros infantis. Foi muito giro, e é de facto inegável a importância destes momentos de leitura com a criançada.
No domingo foi a vez de os levar a uma actividade (realizada pelas formadoras do workshop do dia anterior) sobre o livro O Lanche do Senhor Verde, também no Museu Berardo. Eles gostaram imenso. Foi a primeira actividade cultural deles, e participaram qb - ele super tímido no início mas depois mais colaborante, ela lá foi fazendo algumas coisas comigo mas sempre sem sentir que a estamos a forçar se não saltava logo um Nããããooo! agudo, valha-nos que o primo também foi e foi o rei da festa, foi buscar chaves, experimentou chapéus e entrou para o jardim secreto sem vergonha ou medo nenhum.
No CCB estava a decorrer os Dias da Musica, pelo que tanto num dia como noutro tivemos direito a assistir a alguns concertos ao ar livre, e eles, claro, deliraram.
Música, arte e literatura, foi um banho de cultura!

Desejo que todos os amantes da leitura (e não só de leitura de blog) que tenham tempo para ler um bocadinho que seja de um bom livro hoje!
Feliz Dia do Livro!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A melhor pediatra de sempre

A dos meus filhos.
Sempre que me vê, sempre, diz que estou muito mais magra.

Desta vez quando se despediu até disse "Veja lá se não desaparece até à próxima consulta!"

Melhor pediatra de sempre.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O mistério

Por vezes recebo convites de amizade no FB de pessoas que de certeza não me pediram amizade.
Sabem aquela amiga dos primos, cuja irmã é amiga da nossa irmã, que nós sabemos perfeitamente quem é mas nem sequer falamos se virmos na rua, e que é toda cheia de amigos?
Não me parece nada que me tenha convidado a mim para ser amiga dela!
E já não é o primeiro caso que me aparece.
Será por eu ter um nome banal e não aparecer na foto?
Ou será o Sr. FB a fazer-se de engraçado e a mandar estes pedidos de amizade??
Eu sou muito exclusiva com as minhas amizades facebookianas, não queria nada que andassem a fazer pedidos de amizade em meu nome...

Mistério...

Aqueles mistérios insondáveis, que inquietam gerações

"Oh mãe o Mickey é um rato, e o Donald é um pato, mas... o Pateta é o quê??"


(para todos os efeitos eu disse que é um cão)

Sobre o stress da maternidade

Já aqui referi algures que para mim, 2 coisas que a maternidade me trouxe e que me apanharam na curva foram o ter de gerir o medo e a culpa.
Medo de os perder, e culpa por tudo e mais alguma coisa, culpa a espreitar em cada esquina, culpa em cada uma das minhas decisoes.
Ando agora cá em casa numa empreitada de imprimir fotografias e colocar em álbuns - é um objectivo para 2013 - e ontem resolvi pegar nos álbuns que já tinha e dar uma vista de olhos - da primeira gravidez e do primeiro ano do mais velho.
Além da grande diferença de eu estar muito mais gira na primeira gravidez (que foi no verão) do que na segunda (tipo 10 a 0), aquilo que mais me chamou a atenção ao recordar aqueles primeiros meses foi o estado de stress em que eu me encontrava - e se calhar nunca tinha realizado isto até ontem.
Olhando para as imagens nem se nota, mas eu até quase senti a pulsação a aumentar só de folhear o álbum.
Era tudo e mais alguma coisa, umas coisas causadas pelas outras, num emaranhado de ovos e galinhas que ninguém sabe como começou.
Era ele que não comia, que chorava todo o tempo, que não dormia. Era eu que não dormia, senhores, e não é por acaso que a privação do sono é uma tortura. Depois eu na minha cabeça tinha a imagem da mãe-cool (que ainda tento ser, claro), daquelas que não deixa de fazer nada por causa do baby - eu queria fazer a minha vida normal, mas com o baby atrás. Erro.
Depois era o tempo - choveu tanto nesse inverno, houve tantas e tantas tempestades a meio da noite que eu presenciei do princípio ao fim. Não podia sair de casa, não havia cá passeios para ninguém, e eu a atrofiar cada vez mais. Porque não ia a um centro comercial? Por causa da epidemia de gripe A, que condicionou a vida de toda a gente naquele ano, pelo que nem pensar em ir para sítios cheios de gente.
E nas fotos aparecem inúmeros eventos de amigos e família, e por trás dos meus sorrisos está uma mãe à beira de um ataque de nervos. Será que alguém reparou?
Nestes eventos ele estava sempre SEMPRE a chorar, depois calava-se um minuto e as pessoas, claro, queriam pegar ao colo, e ele, claro, voltava a chorar. Depois eram as outras crianças que queriam ver/mexer/pegar no bebé e eu só via micróbios do infantário e ai meu rico filho que vai sair daqui cheio de doenças. Depois era a hora de dar de mamar, e valha-me os deuses que era o verdadeiro filme, nunca comia nada de jeito, e eu ainda mais enervada ficava.  Eu queria um bebé que ficasse a dormir nestes eventos, e tinha exactamente o oposto - não desfrutava eu, não desfrutava ele, era um stress. Depois, claro, com um baby que chora chovem os bitaites, o faz isto, faz aquilo, dá-mo cá, toma lá. E era o barulho, as pessoas, as crianças às voltas e ele a chorar, chorar, chorar, e eu já numa espiral próxima de dar o tilt final.
Mas para mim deixar de ir não era opção, ora logo eu, que sempre critiquei os pais que abandonam os amigos quando nasce um bebé.
Parecia que queria evitar o inevitável, queria que o meu bebé não mudasse a minha vida por completo, queria continuar a ser a Mary de sempre, o que é, além de parvo, impossível de concretizar.

Pudesse eu voltar atrás e faria muita coisa diferente.
Sei que muito daquele choro-não-come-não dorme se deveu também ao meu stress, mas na altura sinceramente não me apercebi.
E acho que ainda assim nunca me tinha apercebido disso, até ontem.

Resta saber o que vou sentir daqui a uns anos quando vir as fotografias do álbum deste ano...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Abriu oficialmente a época!

Isto agora são 2 meses sempre a bombar (e depois 10 a aguar por eles outra vez!).
Não bastava os pais, os filhos também já entram na onda. Eu tentei evitar que comessem, pois não sendo biológicos são das frutas que pior fazem, mas eles não me ligam nenhuma.
Morangólicos assumidíssimos.

E a dieta até parece mais fácil assim :)

(devo fazer um post destes todos os anos de certeza, mas é que é coisa de que gosto mesmo, mesmo, mesmo muito)

Ui, tantos dias sem posts

... mais um bocadinho e pensavam que me tinha ido embora.
Mas não.
Estamos com problemas no portátil cá de casa (com 5 anos resolveu emancipar-se e fazer o que quer quando bem lhe apetece - liga-se, desliga-se, carrega, descarrega - eu bem tento aplicar as técnicas da parentalidade positiva e tal mas não está a resultar, acho que só vai lá à paulada mesmo, o raio do bicho. Enfim) e esta que vos escreve não sabe fazer posts no telemóvel.

Desde o último post muita coisa aconteceu, e nem tudo foi bom, mas também houve coisas boas, sim senhora que houve.
Houve um almoço no jardim que se tornou jantar, houve festa de anos, houve passeio ao pé do mar, houve piquenique no parque e bastante sol.
E isso é o mais importante.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Diz que é a partir de amanhã, bem estamos a precisar...

(sim, eu sei, esta música já apareceu umas 45 vezes aqui no blog, mas de vez em quando preciso mesmo de regressar a ela, e acreditar que o sol vai chegar. E quem tem um blog com mais de 5 anos e nunca repetiu uma música que atire a 1ª pedra)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Desafio Sem queixume - report

Correu bastante bem, e fiquei orgulhosa de mim.
Choveu que se fartou e eu estou com gripe, mas ainda assim não me queixei.
E senti-me bem com isso.
Por isso, o desafio continua.

'Bora lá?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Troca de papéis (ou ver-me ao espelho)

Hoje, depois de um dia tramado com a mais nova (chatinha, chatinha) sempre agarrada a mim todo o tempo (nem consegui ir ao wc sozinha, um abuso) em que me fartei de gritar e refilar com ela com tanta melguice (até fico com remorsos depois, mas ela às vezes tira-me do sério), estive a brincar com os dois aos pais e às mães. Eles eram os pais e eu a filha, claro.
Resolvi encarnar a personagem e fazer birra e pedir colo, colo, colo a ver o que ela me dizia. Estava a ver que ela me ia ralhar e gritar, claro, mas não.
De cada vez que eu dizia "colo!" ela dava-me um mega abraço e dizia, a fazer-me festinhas na cara:
"Calma, filha, calma, calma!"

(ahahahahahah o que eu me ri, senhores. Adorei!)

Já dele, ouvi o seguinte:
Eu: pai, quero colo, colo coloooo
Ele: Não! Tu agora ficas a brincar que o pai e a mãe querem jantar sossegados!

(toma e embrulha!)


Sem queixume

Acabo de aceitar um desafio-relampago da Mum's the Boss no FB:
24h sem me queixar de nada (nem do tempo).

Vai ser difíciiiiiiil!
Quem alinha??

(eu pelo sim pelo não vou-me mas é deitar já para não estragar!)

domingo, 7 de abril de 2013

2 anos ontem

2 anos de mimo, de abraços e beijinhos, de festinhas, de caracóis sempre em movimento, de mau feitio, de sentido de humor, de ciúmes, de manipulação, de partilha, de companhia, de meiguice, de curiosidade, de amor, de muita, muita graça.
Há 2 atrás entrou um mundo cor-de-rosa cá em casa.
2 anos a tornar a nossa vida mais completa.

Parabéns, filha!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Olha a de hoje


'Bora lá então?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Chá inspirador

Para ver se ajudo este corpinho a desintoxicar dos excessos da Páscoa (e das festas de anos, e do Carnaval, das jantaradas de amigos, dos simples fins-de-semana, enfim) comprei um chá Detox (marca Yogi Tea).
É caro mas é bom, e cada saqueta tem uma mensagem fofinha. Aqui ficam as de ontem e hoje.

Se não fico mais limpa, que fique mais inspirada pelo menos.

Negação

Chove mas eu estendo a roupa lá fora na mesma.
Também já arrumei os blusões de penas com capuz deles (estamos em Abril, please!).
Eu mesma já ando com o meu casaco mais leve, não me interessa.
Mais um bocado e começo a almoçar na varanda e a combinar piqueniques no parque, que no ano passado por esta altura eram um programa frequente.
Faça chuva ou faça sol.
A ver se o S.Pedro se actualiza que eu sinceramente já não tenho pachorra para tanta chuva.
Mai nada.

terça-feira, 2 de abril de 2013

New look

Quero muito cortar o cabelo, mas não sei que corte fazer, porque o desgraçado tem crescido tão lentamente que nunca mais chega a um tamanho de jeito para fazer alguma coisa com graça.
No entretanto, está nem carne nem peixe, sem corte, todo espigado e frisado (porque não pára de chover).

Num rasgo de criatividade, e chateada com o meu próprio cabelo, vai que resolvi cortar a franja da minha filha.

As mulheres às vezes são mesmo cruéis umas com as outras.

Valha-me que a miúda - que em minha defesa andava com uma mega franja nos olhos, que só ia lá de gancho ou fita, coisa que ela atura apenas umas 3 ou 4 horas por dia, e eu já estava nervosa de a ver com os cabelos sempre nos olhos - é gira que se farta, e tem um cabelo giro que farta que aguenta tudo.
Nota mental para referência futura: cabelo encaracolado encolhe (e muito) depois de seco.

Hoje foi dia de Amour

Gostei muito. Mesmo. Mas é preciso ter estômago, e estar no momento certo para ver este filme. Não é, mesmo, para qualquer um.

3 dias fora

Que souberam a muito pouco.
Foi uma overdose de kilometros, de comida, de boa companhia.

Agora regressamos à realidade com uma grande ressaca (os pais), uma grande dose de mimo (a mais nova) e febre e dores de garganta (o mais velho).
Valha-nos que pelo menos está dia até mais tarde, para animar os fins de dia.

Quanto tempo para o verão mesmo? Ou vá, para a primavera propriamente dita?

sexta-feira, 29 de março de 2013

Maldita criatividade


... de quem teve a infeliz ideia de criar as divinais amêndoas de chocolate.
Que vício, senhores, que torturaaaaa!
É o doce perfeito, não se consegue parar de comer!


Hoje foi dia de Django

Não sei se já alguma vez referi que adoro o Tarantino. Mesmo.

Ideias e planos

Não se deixem enganar pelo aspecto monótono da minha vida.
Eu estou sempre - sempre - com ideias de mudanças, e planos de tudo e mais alguma coisa, muitos deles em paralelo.

Uns não saem da minha cabeça, outros passam para o papel e outros para a vida real mesmo.
Resta saber quais.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Fotos antigas

Ando numa empreitada de imprimir as fotografias "antigas" de 2011, de quando a mais nova nasceu (para depois não me acusar de mais esta injustiça de o mais velho ter álbum e ela não).
Aflige-me ver o quão bebé ele era quando ela nasceu.
Tão, mas tão pequenino.

Anda uma pessoa a escrever posts...

... para além de desaparecerem, conseguir recuperar apenas parte deles (a última gravada).
Muito irritante.

terça-feira, 26 de março de 2013

Post dos dias que correm - versão reduzida do post original que foi engolido pelo Blogger e desapareceu

  • Têm sido dias em que não tenho passado por aqui, não que tenham sido muito mais ocupados que o costume, mas apenas porque não calhou
  • na semana passada trabalhei 5 dias, como toda a gente - respect por todas as mães que o fazem todo o ano, porque eu sem os meus dias livres desorganizei-me completamente
  • esta semana resolvi que o mais velho tirava férias, para fazer um break do dia-a-dia da escola. Está todo contente. Não que não goste da escola, mas gosta de ficar com os avós e primos também, sem aquele compromisso da escola.
  • na semana passada fizemos oficialmente contas a quantas andamos com os cortes que levámos. Medo.
  • há obras no prédio e estamos com a casa cheia daquele pó branco e fininho e isto põe-me nervosa. Quer dizer, tenho o efeito negativo das obras, e depois a minha casa fica na mesma?
  • por falar nisso, quero re-decorar a minha sala. Já não posso com a paleta de castanho-laranja-vermelho, e quero algo completamente diferente. Sorte a minha que tirando 1 estante (peça-chave em toda a decoração) tudo o resto se adapta perfeitamente àquilo que quero fazer, pelo que basta alterar a tal estante (que é coisa para dar um trabalhão, mas pronto), pintar as paredes, substituir as cortinas e mudar a capa do sofá e estará feito. A ver vamos se é um projecto que sai da lista do "A Fazer"
  • na mesma linha, ainda mais urgente, mas mais trabalhoso, vai ser mudar o hall/corredor, que nunca ficou como queríamos, mas na altura estávamos a pagar 2 casas e tivemos pressa de mudar... e 2 anos passados, o provisório parece definitivo, mas eu não gosto nada. Também aqui já sei o que quero fazer, vamos ver como corre
  • tenho andado desmotivada para a minha dieta. Durante a semana a coisa corre bem, mas ao fim de semana descarrilo um bocado - ele é um jantar de amigas no nepalês, ele é um brunch com outras amigas no sítio da moda em Lx, um jantar de dia do pai cá em casa e pronto, lá se vão as calorias perdidas/não consumidas nos outros dias. Resultado: a 2 semanas dos anos da minha filha estou a léguas de cumprir o que me propus (-5 kg). Há 1 ano atrás lembro-me de conseguir fazer dieta muito bem nesta altura do ano, mas acho que este mau tempo também não ajuda. Enfim, há que continuar. Penso que tenho de insistir mais no exercício físico, e deixar os eventos sociais à mesa por uns tempos - encontros sim, mas fora das horas de refeição.

sábado, 23 de março de 2013

Hoje vimos este filme

Tempos houve em que eu via todos os filmes nomeados para os Óscares nas principais categorias, inclusivé Melhor Filme Estrangeiro - mesmo que depois nem ficasse para ver a cerimónia em directo, coisa que só aconteceu uma vez, aliás. Depois o tempo passa, e é uma festa conseguir ver sequer o Melhor Filme. Temos este cá em casa há que tempos, e tentámos vê-lo 1765439 vezes. Hoje finalmente conseguimos. E gostámos.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Afinal, sim, é Primavera!

Quando fui à janela confirmar se estava bem fechada, tal era o frio que sentia depois de escrever o post anterior, dei de caras com esta maravilha - as minhas túlipas, cujos bolbos trouxe da Holanda em Outubro e que plantei com os meus rebentos em Dezembro, já nasceram!
Com esta chuva nem me preocupei em ir à varanda regar, pelo que foi uma total surpresa! Não faço ideia há quanto tempo nasceram, mas eu vi-as hoje pela 1ª vez e isso é que é importante!
Se isto não é o destino a mandar-me parar de queixar pelo post anterior, não sei o que será...

Ainda bem que o calendário diz que hoje começa a Primavera

... porque a avaliar pela ventosga que se sente, mais as nuvens negras e o frio do caraças que tenho, eu nunca diria.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Aquele estranho momento...

... em que chegas à conclusão que o professor de step (desde Setembro) é amigo de infância do teu marido.

Pois que sim, que cheguei à conclusão que o meu professor de step jogou hóquei e futebol vários anos na mesma equipa do Tê, lembra-se perfeitamente dele, do seu percurso desportivo, até do sítio onde estudava e morava na altura.
Uma pessoa tenta sempre estar minimamente apresentável quando conhece os amigos do marido, até para não o deixar ficar mal, mas neste caso já vamos tarde.
Do cabelo desgrenhado, t-shirts de publicidade, cara vermelha como um tomate, à descoordenação motora, ao pneu, à incapacidade de fazer mais de 3 flexões de seguida, este amigo já viu de tudo...
Com certeza ficou a achar que o Tê podia ter arranjado melhor, o que é perfeitamente verdade.
Só que o Tê nunca viu a figura que faço no ginásio, como é óbvio.
E a bem da nossa relação, vai continuar sem ver.

domingo, 17 de março de 2013

Ouvido de relance a 2 semanas da Páscoa

"Deixem Jesus comer pastilha elástica!"

Hã?


(depois olhei para a tv e percebi que era um programa desportivo, e lá me caiu a ficha...)

sexta-feira, 15 de março de 2013

The cheerleader effect

Post que tem a ver com o anterior.

Num episódio de How I met your mother o lendário Barney Stinson desenvolve a teoria do "cheerleader effect" - um grupo de amigas, apesar de serem feias individualmente, parecem giras quando estão juntas.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, se eu tiver amigas que sejam cool, quando estamos todas juntas eu posso eventualmente parecer que sou cool também, certo?
Porque eu tenho amigas muito cool.
Que vivem em Lisboa e combinam encontrar-se ao fim do dia no Chiado para ir a concertos/inaugurações de exposições/festivais de cinema independente ou outro programa qualquer que eu obviamente só conheço através delas.
E a minha caretice de mãe-dona-de-casa-que-também-trabalha-em-casa fica disfarçada atenuada quando de vez em quando vamos jantar juntas.
How cool is that?

Quando é que me tornei tão careta...

... que vejo um dia de sol após meses (meses!) de chuva e penso:
"Vou já fazer uma máquina de roupa!"

Roupa? A sério?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Paladar cultural


Da última vez que estive na Holanda fui jantar a casa de uma amiga italiana, que tem uma filha da idade da minha (quase 2 anos).
Enquanto cozinhava ia dando lascas de queijo parmesão à filha, que passarinhava por ali.
E comentou com outra amiga italiana: "porque será que todas as crianças adoram parmesão?"
Aquilo ficou-me no ouvido (e no gosto, que eu também piquei umas lascas do queijo que me souberam muito bem).
Chegada cá, fui comprar um pedaço de parmesão.
No outro dia dei-o a provar aos meus filhos.
A mais nova deu uma trinca, e já não quis mais.
Ele mastigou um bocado e foi cuspir para o caixote do lixo, todo enojado.

O paladar também é cultural.
Como tudo, de resto.

Sessão nostalgia no ginásio

Hoje a aula de ginástica foi um regresso ao passado.
Começou com um conjunto de espanholada, de que não sou geralmente fã, mas que me fez regressar aos tempos de Erasmus em Santiago de Compostela.
Ah, vida boa, aquela... um ano inteiro em saídas constantes, sempre com música pop/comercial espanhola - que primeiro se estranha, mas depois se entranha que é uma maravilha. Lembro-me tão bem de recebermos visitas de amigos que ficavam a olhar de lado o nosso gosto musical duvidoso - nunca em Lisboa se ouvia música desta (e ouso dizer, ainda bem). Mas que era divertido...era!
Uma das que ouvi hoje na ginástica era uma versão acelerada desta (a mesma que ouvíamos lá), que não consegui encontrar, mas dá para ficarem com uma ideia do calibre da coisa.



Não foi um ano enriquecedor em termos musicais, mas foi-o para tudo o resto. Se pudesse... repetia!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Haja fé

Hoje já passava das 19h e ainda se via alguma luz no céu.
Sinais de mudança, para melhor, como se quer.

terça-feira, 12 de março de 2013

Correria

...do dia a dia, nem tempo dá para vir aqui.
Também não tem havido inspiração, diga-se.
Vida estranha esta, em que o tempo se consome a fazer as obrigações, e quando damos por ela não sobra nenhum para aquilo que gostamos.
Pudesse eu dormir menos de 6 horas por noite, e era mesmo aí que ia buscar o meu tempo livre.
Mas não posso. E com isto, vou-me deitar.

domingo, 10 de março de 2013

Música


O som da série-ódio do momento (aka Walking dead - que o Tê insiste em acompanhar), toca-me de tal maneira no nervo, que tenho de pôr os auriculares e ouvir música durante todo o episódio.
É coisa que faço muito, mas muito raramente - ouvir música nos auriculares.
Mas gosto. Faz-me sentir numa espécie de mundo à parte.
A repetir noutros dias.

quinta-feira, 7 de março de 2013

São o melhor do mundo, que são

Mas foram ontem dormir aos avós e soube-me tão mas tão bem.
Dormi tudo de seguida - e eu sei que muitas de vós sabem o que significa este "tudo de seguida".
E mais: na nossa cama de casal dormiram apenas... 2 pessoas.
Ora bem! É como o nome indica, se fosse cama para três ou quatro chamava-se "cama familiar" ou de "casal mais os filhos", mas não é.

E perguntam vocês, então e eles em casa dos avós, também acordam a meio da noite?
Claro que não.
Dormiram que nem anjinhos, cada um na sua cama, como deve ser.
(onde é que eu estou a errar cá em casa, hã?)

Instintos assassinos

É o que me desperta a Rosita, irmã do Ruca.

(os nervos senhores, os nervos da vozinha irritante a dizer "Rojita conxegue" e "também queiro!")

Inspira. Expira.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cenas fixes

Os dois de galochas a pisar as poças de água na rua.

(e eu cheia de inveja. Vou comprar umas galochas para mim)

Chuva e o meu cabelo

Não combinam.

terça-feira, 5 de março de 2013

Moda canina

Nunca como este ano eu vi tanto cão vestido.
Ele é uma capinha, camisolas de lã, até uma rugby-shirt, ele há de tudo um pouco nos canídeos aqui da zona.

Ora aqui está uma oportunidade de negócio que nunca me passaria pela cabeça que tivesse sucesso.
É que eu cá odeio ver cãezinhos vestidos à pessoa.



segunda-feira, 4 de março de 2013

Decisões, decisões...

Andamos em pesquisa sobre a escola dos miúdos.
Puf. Que assunto tão sério. Tantas coisas a ter em conta, tanta coisa em que pensar.

O mais velho anda na escola, mas foi muito fácil de escolher.
Tínhamos muito pouco tempo, e foi uma escolha completamente instintiva.
E não me arrependo nada, gosto mesmo muito da escola onde ele anda (que vai só até ao pré-escolar). Não sendo a escola-perfeita, porque isso não existe, é a escola perfeita para nós.

Sou completamente a favor da escola pública.
Mas seguramente só há vagas para os meninos de 5 anos. Quando ele tiver 5 anos já ela tem 3, e está na idade de entrar na escola também...
Fui visitar a escola pública aqui da minha zona, e não senti aquela empatia que estava à espera. Não adorei um ou outro pormenor, nomeadamente em relação à alimentação.
O meu instinto não ficou nada convencido, e isto dito por mim é irónico, porque eu não costumo ligar nenhuma ao que me diz o instinto.
Mas também não costumo ter nas mãos o futuro de uma pessoa, ou melhor, duas.




domingo, 3 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Por cá fecham o Inverno, e ainda bem

Trabalho secante II

Hoje é uma senhora agente que está cá na rua.
Quando cheguei estava a falar ao telemóvel.
Gaja que é gaja é multitask - consegue estar sem fazer nada a policiar a obra e a falar ao mesmo tempo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Trabalho secante

Para aqueles que acham o seu trabalho à secretária secante, um exemplo bem mais secante.
Temos obras aqui na rua (passar cabos de fibra de não sei quê) e para que tudo corra dentro da normalidade e segurança está um agente da autoridade a policiar a obra.
E o que faz este senhor agente todo o santo dia?
Nada.
Nada de nada.
Fica ali de pé, ao frio (hoje já trouxe luvas, ontem nem isso), a olhar para o dia de ontem.
Não se pode encostar, nem sentar, nem ir ao facebook no telemóvel (que só consulta uma ou outra vez para ver as horas).
Dá três passos para lá e outros tantos para cá. De quando em vez passa um carro e ele faz sinal a dizer que pode passar (a minha rua é uma pasmaceira, não é local de passagem pelo que a hipótese de se cruzarem dois carros é remota), e não passa disto.

Eu, que até sou bastante resistente ao tédio, e sou bem capaz de ficar largos minutos sem fazer nenhum, até estava a ficar com bicho carpinteiro com tanta bezerrice.
Será que ele estava secretamente a desejar algum desacato ou acidente, só para poder tomar nota da ocorrência?

Ter uma amiga com blog é...

... receber um sms com um episódio insólito que lhe está a acontecer, e responder de volta:
"Belo post que isso vai dar..."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Novas tecnologias

Ser do tempo das novas tecnologias é ficar curioso com o tamanho anormalmente grande de um tablet que um casal via com atenção num parque de estacionamento, e depois perceber que afinal era uma moldura.

 

Destas, Nyttja do Ikea, tamanho A3.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dizer bem

Hoje fui às Finanças, e entre espera e atendimento não estive lá mais de 30 minutos.

Inédito.

Velhas tecnologias

Ser do tempo das velhas tecnologias é ouvir uma música dos anos 80/90 e saber identificar com precisão o segundo exacto em que a cassete acabava, e era preciso trocar de lado.



Neste caso, ao segundo 28.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sou fã de várias páginas de "reciclagem criativa" no FB...


... e a pergunta que se coloca é: quantas coisas, senhores, se conseguem fazer com aquelas paletes de madeira da fruta?
Isso mesmo: resmas, paletes delas!

Até me admira que se continuem a construir as paletes apenas para a fruta.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Esta amiga...

... está a dar mais luta do que eu esperava.
Ele é enchimento de bobine, é linha que se parte, são pontos que ficam soltos e eu sem perceber porquê.
E dizem vocês - se calhar é da máquina, que até aparece na secção "vintage" da Singer - mas não é, que a minha irmã fez nela um biombo na semana passada e a máquina estava ali para as curvas.
É mesmo um misto de nabice e falta de conhecimento para saber lidar com estes problemas.
Agora a questão que se coloca é: terei eu a persistência necessária para ir em frente com isto?
A vontade que eu tenho de fazer coisas giras será superior aos nervos de ver a linha partir uma e outra vez?
Bom, para já posso adiantar que não escolhi uma boa semana para começar, mas vamos ver se a costureira que há em mim é mulher ou é um rato.

(agora sim, a foto corresponde ao modelo da máquina da minha mãe)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vou experimentar um novo hobbie

A minha mãe fez-me um briefing, e no fim emprestou-me a máquina dela (muuuuito mais gira que a da foto, toda anos 70, com flores cor-de-laranja).
Estava-me aqui entalado há que tempos, mas só agora me decidi.

Logo vos mostro os resultados.
Ou então não...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Balanço dos desafios de 2013

  • Berra-me baixo - com muita pena, tenho tido mais dias vermelhos que verdes ultimamente. Tem havido pelo menos 1 grito por dia a um deles, quando não é mais e aos dois. Tenho de fazer um esforço maior, mas ele há coisas que sinceramente me tiram do sério: quando ele faz asneira, e quando chamamos a atenção/explicamos com calma porque não se faz/pedimos para parar ele se ri. Aquele riso parvinho, senhores, toca-me no nervo. Ela é quando não me deixa fazer as coisas, uma pessoa a querer despachar-se e ela "mãeeeee, mãeeee" a miar agarrada às minhas pernas. Inspira, expira e enfim, salta um berro. Não fico orgulhosa de mim.
  • Dieta - tem dias melhores, e dias piores. Os dias fora no Carnaval criaram aqui uma instabilidade no sistema, e esta semana houve mais alguns disparates - ele é um jantar de amigas, um lanchinho nos pais, um encontro inesperado no shopping que se transforma em jantar de amigos. É uma pena, mas a comida tem, infelizmente, um peso importante na minha vida. Influencia o meu estado de espírito, e se durante a semana em dias de trabalho é fácil andar na linha, na descontracção do fim-de-semana a coisa complica-se. Enfim, não sei se será possível atingir o meu objectivo (-5kg até ao dia 6 de Abril), mas vou continuar a tentar.
Longo caminho pela frente em ambos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Sábado com 48h

Hoje estive:
  • 2 vezes na Quinta da Bicuda
  • em 2 parques infantis diferentes
  • em casa dos sogros (almoço)
  • em 2 shopings diferentes
  • num museu

    E o sábado assim rende....

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ao melhor estilo daquele programa do Daniel Oliveira...

... ou daquele desafio que anda por aí por essa blogoesfera fora, diz o meu mais velho no outro dia de manhã:

"Oh mãe, eu gosto de calças de ganga, calças cinzentas e de puré".


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Agora um post fofinho do dia dos namorados

No outro dia, na escola do meu mais velho, o pai de uma menina (que por acaso foi da minha turma no 12º ano) perguntou à filha se o meu mais velho era o seu namorado. A menina disse que sim.
A caminho de casa perguntei-lhe
"Então, rapaz, a Joana é tua namorada?"
"Não, mãe! A minha namorada é a mana. E tu. E o pai."

Oooohhhhh!

(esta fase de estar assim in love é tão, mas tão fofinha... e depois vem uma flausina qualquer e ele nunca mais nos liga nenhuma. Não sei como vou lidar com isso...)

Amor é...

... deixa-lo ver Walking Dead.

(só hoje)