domingo, 29 de dezembro de 2019

2019 em livros

Foi um dos aspectos marcantes deste 2019, e aqui ficam algumas curiosidades sobre o meu percurso literário (fonte: Goodreads)

Li um total de 41 livros (isto ainda está em actualização).
Foram 10996 páginas.
Livro mais pequeno: Os Belos Dias de Aranjuez (62 páginas)
Livro maior: Desaparecimento de Stephanie Mailer (661)
Livro mais popular: Por favor não matem a cotovia (lido por quase 4 milhões e meio de gente! E quem não leu este livro neste momento está a passar vergonha eh eh eh)
Livro menos popular: A obra-prima desaparecido (lido só por mais 3 pessoas além de mim! Grupo super exclusivo)

Livro preferido: Meio Sol Amarelo (tive de pensar um bocado, mas foi sem dúvida o que mais me marcou e ao qual regresso muitas vezes). Também regresso, por outras razões, ao 1808, A Mancha Humana, Que importa a fúria do mar e Niassa.
Livro menos preferido: Por quem os sinos dobram (gostei pouco do Adeus às armas, mas este foi preciso muita muita persistência para conseguir acabar), outras desilusões foram A Cidade sem Tempo, Eva e Jesus Cristo bebia cerveja.
Autores que descobri e gostei: Dulce Maria Cardoso, Philip Roth e Chimamanda Ngozi Adichie.
Autores que descobri e não gostei: Hemingway e Afonso Cruz

Abandonei apenas um livro, mas por ser demasiado técnico e não ser essencial neste momento para o meu trabalho: Nuno Alvares Pereira - Guerreiro, Senhor Feudal, Santo (de João Gouveia Monteiro).

Livro que irá transitar para 2020: A Primeira Aldeia Global (Martin Page)
(isto acreditando que o outro livro que estou a ler ainda vou acabar a tempo em 2019).

Foi o ano em que mais li, foram muitos e bons momentos passados nesta boa companhia, e é sem dúvida uma das melhores coisas deste 2019.
Todos me trouxeram qualquer coisa.
2020 será ainda melhor.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Natal passado

Foi duro, foi estranho, foi difícil e diferente. 

Mas também fomos à aldeia, estivemos em família, jogamos as cartas, comemos até não poder mais, estivemos juntos, os miúdos fizeram um presépio vivo e cantaram canções de Natal (e pela primeira vez receberam presentes sem exageros, e que bom que foi!).

Já passou, e não minto que isso me dá um certo alívio. 
Pode vir o fim do ano agora. 

domingo, 22 de dezembro de 2019

Rudeness is a blessing @rudelife.co

Não sou de recomendar marcas, nem de fazer compras online, mas mandei vir uns presentes de Natal desta empresa e só posso recomendar.

Sim, o meu sobrinho faz parte da equipa mas notem que só depois de ter encomendado, feito uma crítica no site e ter recebido uma oferta como agradecimento (sendo que eu não me identifiquei como tia, pelo que fui tratada como um cliente normal), e ter recebido as coisas empacotadas com imenso detalhe, é que estou a falar nisto.
São jovens, são do Alentejo profundo, e fazem as coisas bem feitas.
É à confiança.


Rudelife Company @rudelife.co

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

E porque é que estamos a viver uma das épocas mais difíceis da nossa vida?

Porque ainda nem fez 5 anos que morreu a minha mãe, depois de dois anos intensos de luta contra o cancro, e vemos agora o meu pai a ter de passar pelo mesmo.
E eu garanto que não há palavras para descrever isto. É que não há. 
Não somos as únicas (tenho uma amiga que passou pelo mesmo), e no meio de tanta coisa que pode correr mal as doenças dos pais são ao menos o percurso natural da vida.
Mas caramba, é duro. 
Dá a sensação de que há 5 anos nos arrancaram a pele, e agora arrancam outra vez. No entretanto descobrimos que afinal havia sítios onde a pele ainda não tinha crescido de volta.
É ferida aberta sobre carne viva.
Uma e outra vez.

(um dia vou ter de processar isto tudo) 

Aquela altura do ano

... Em que ao chegar a casa de noite nos parece ver uma ambulância na nossa rua, mas afinal eram só as luzes de Natal do vizinho. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Bryan Adams, ontem e hoje

No meio da confusão em que anda a vida por estes lados, na semana passada fui ver (outra vez) o Bryan Adams ao Altice arena.
Compramos os bilhetes há meses, e vimos logo que a altura ia ser complicada: sexta feira em Dezembro, frio, chuva e tudo com trabalho até aos olhos. 
Estava tudo um bocadinho do contra, é verdade.
A semana foi complicada, a moral estava mesmo muito em baixo e a vontade era nula. 24 horas antes e ainda ponderava se ia ou não.
Mas fui, e não me arrependi. Às vezes é mesmo preciso fazer o esforço e sair de casa, e principalmente estar com quem nos traz boa energia, de que tanto estava a precisar.
Valeu por tudo, pelo jantar antes, pela parvalheira na fila do café, a galhofa do início ao fim. 
E sim, também pelo Bryan, pelas canções de sempre. 
Apesar de ser um cantor da infância, é também um cantor da adolescência, e principalmente dos amigos que fazem parte da minha vida desde então.
Estavamos nos anos 90 quando o vimos ao vivo pela primeira vez, nada mais nada menos do que no palco (uma história que já contamos aos filhos e contaremos aos netos).
Depois voltamos a vê-lo em 2003, desta vez na bancada porque uma amiga estava grávida (a nossa primeira grávida!) e foi um concerto com muita emoção. 
Pelo meio tinham passado muitas festas, muitas noitadas, muitas viagens de carro ao som dos grandes clássicos do Bryan. 
Os anos passam, a amizade e as canções ficam.
Foi tão bom! 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Truques para não flipar (nesta e noutras épocas)

Não pensar nisso.
Nisso, o quê?
Nisso tudo. Não pensar em nada.

É isso.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Ainda sobre o Natal

Acho que já aqui fiz um post muito parecido com este, mas a sensação repete-se.
Eu gosto do Natal. Gosto mesmo muito. Mas gosto da noite e do dia de Natal. Ali a partir do dia 23, em que começamos a fazer rabanadas.
Por mim as decorações eram feitas nesse dia.
Este Natal arrastado desde o S. Martinho cansa-me. Olho para as lojas e ia jurar que estavam assim todas decoradas desde o ano passado. Tudo o que é demais perde a piada.
Infelizmente, quer queiramos quer não o Natal é consumista. E entre a black friday e os brinquedos todos a 50% eu juro que perco o restinho da minha paciência.
Costumo fazer as compras (para as crianças principalmente, mas são muitas) logo no início da época, para depois poder usufruir - aquela coisa de "ficar despachada", agora atentem na estupidez deste termo, ficar despachada, despachar as compras, zás trás pás está feito. É estúpido. É um stress, e é a antítese do espírito de Natal.
Depois há cada vez mais solicitações, as famosas aldeias do Natal que pululam, pelo menos aqui na zona. Pais natais gigantes, rodas ainda mais gigantes, árvores deslumbrantes, pistas de gelo, duendes, até renas ensopadas em alcatifa verde, há de tudo para supostamente criar uma magia que, deixem que vos diga, desaparece ofuscada por tantas luzes a piscar!
Menos, senhores, menos!

Este ano ainda não tive coragem para dar o grito da revolta e acabar de vez com este disparate.
Já fizemos a árvore, já fomos à aldeia de Natal gratuita, mas ainda não fiz uma única compra de Natal.
Não estou a stressar porque tenho mais em que pensar, mas pergunto-me quando é que isto dá a volta e voltamos todos à simplicidade dos Natais de antigamente.
(acho mesmo que já estivemos mais longe)

domingo, 1 de dezembro de 2019

Juro que não tem nada a ver com o facto de estar a viver uma das épocas mais difíceis da minha vida

Christmas is so not my cup of tea.

(pronto, tenho dito. Em inglês, para não parecer tão mal) 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Livro 41/40

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Perguntem a Sarah Gross, de João Pinto Coelho

Antes de mais, palmas para mim, que segundo o Goodreads este foi o 40º livro do ano (o do meu pai não está lá) pelo que quando o terminei tive direito a uma pequena celebração e tudo. Muito orgulho em mim e nesta resolução de ano novo bem sucedida.

Agora o livro.
Passa-se entre os Estados Unidos dos anos 60 e a Polónia desde os anos 20 até à II Guerra. Pelo tema, nunca diria que foi escrito por um português, mas foi. E que bem escrito que está!
A história prende, a forma como está contada também, e aquilo que mais me chamou a atenção foi o enorme respeito pela História. Não é contar por contar, houve investigação, há respeito pelo passado, há profundidade em cada detalhe neste romance que sendo ficção conta também a História do mundo no séc. XX.
Não consegui parar de ler.
Dei 5 estrelas e recomendo muito.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Coisas boas no meio das tempestades

Porque é sempre bom ver o lado positivo de tudo, também nas tempestades aparecem raios de sol. 
Com esta situação do meu pai (e da sua falta de saúde) custa-me muito andar sempre a alterar as rotinas. Todos os dias é preciso alguma coisa, e muitas vezes a chego a casa já depois dos miúdos estarem a dormir (e o que isto me custa!).
Mas depois há serões que ficamos os dois a ver o Visita Guiada, tardes de conversas com tios e tias que o vêm visitar, há vindas mais frequentes da irmã que vive longe, há almoços com sobrinhos queridos a meio da semana e eu sei (e sei mesmo, porque já passei por isto) que estes dias são difíceis oh se são, mas caramba, vou ter saudades disto tudo quando a tempestade passar. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Anúncios de Natal

Um grupo de crianças tira fotografias com os seus tablets e telemóveis a um senhor que está na sua vida, no café ou no barbeiro, sem a sua autorização.
Isto é uma cena fixe?
Por as criancinhas e tirar fotos às pessoas tipo macaquinhos do circo?
Sinceramente... 

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Livro 40/40

O Cego De Sevilha, de Robert Wilson

Há uns anos atrás emprestaram-me o Último Acto em Lisboa do mesmo autor e venderam-me como se fosse um livro imperdível. A cunhada, a irmã, a sogra, até o Tê, todos foram unânimes que o livro valia a pena. Ora, como é um clássico, comecei a ler e aquilo não me disse nada. Lembro-me que embirrei com qualquer coisa e desisti ao fim do primeiro capítulo (coisa que já não faço, sou mais persistente). O livro ainda andou lá por casa uns anos até o devolver mas não me convenceu.
Este vi em casa da Sofia (companheira blogger e leitora assídua) e trouxe emprestado, também com boas críticas tanto dela como da minha irmã e pai.
Também não me convenceu. É daqueles livros que li porque agora não desisto mas nada daquilo me atrai especialmente. 
Não entrei na cabeça da personagem principal, há pontas soltas, há descobertas que acontecem por acaso, há suspeitas que são dadas como confirmadas sem explicação, chegamos ao fim e pronto, ok, descobrimos o assassino sem grande entusiasmo. 
Valeu pelos diários do pai do detective, que para mim são o melhor do livro. 
Dei 3 estrelas por isso.
Recomendo mas não achei grande coisa. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

E no entanto...

... entre idas e vindas do hospital, a vida acontece, alheia ao que se passa por aqui.
Passo nos jardins e palácios mais incríveis e as cores de Outono estão no auge. Passamos na rua e cheira a castanha assada. Retomo as caminhadas de madrugada com uma amiga, e vamos pondo a conversa em dia.
Chego a casa de noite e dou com os três de pijama a brincar no quarto do mais velho (sem ser aos moches). Conto-lhes uma história e adormecem na minha cama.
E cada vez mais sinto que é isto. A vida são estes pequenos momentos, estes instantes tão breves que é fácil passarem por nós sem darmos por ela.
Estejamos atentos e vivamos o presente. A vida é isso mesmo.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Silêncio

Temos andado este ano entre tempestades e bonanças, sem nunca termos podido respirar fundo.
Vivemos agora um momento em que os silêncios dizem tanto ou mais do que as palavras. No silêncio ficam as perguntas que não temos coragem de fazer, ficam as dúvidas que não temos vontade de esclarecer, ficam as certezas por confirmar.
Juro que não sei o que o futuro nos reserva, só sei que já perdemos a inocência e quase nada nos surpreende.
Neste silêncio todo, só tenho uma coisa para dizer: o cancro é uma (grande) merda.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Livro 39/40

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Os belos dias de Aranjuez - um diálogo de Verão, de Peter Handke

Indo devolver livros à biblioteca, passei pela estante dos destaques e lá estava este do vencedor do Prémio Nobel da Literatura deste ano. Nem hesitei.
Fui depois pesquisar ao Goodreads as críticas e percebi que era daqueles que ora têm 1 estrela, ora têm 5 (coisa que por acaso eu aprecio num livro).
Uma das pessoas que deu 1 estrela fez um comentário de apenas uma palavra: encriptado.
Ora, eu não diria melhor.
O que equivale a dizer: não percebi patavina!
É uma peça de teatro, um diálogo entre um homem e uma mulher. Parece um poema, é capaz de ter uma grande profundidade, mas eu não cheguei lá...
Eram muito pouquinhas páginas, ficou bem no desafio dos 40 livros e é só.
Dei 2 estrelas, porque não é que tenha odiado o livro, há frases bonitas. Parece é que não bate a bota com a perdigota.
Não recomendo, excepto se tiverem um conhecimento sobre o teatro ou sobre o autor que vos permita desencriptá-la. Eu não consegui.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Livro 38/40

Niassa, de Francisco Camacho

Estava na estante da sala há anos, achando eu que tinha sido oferecido pelo meu pai ao Tê. Pela lombada achei que se tratava de um livro sobre o Japão. Resolvi pegar nele e percebi que nada a ver: Niassa fica no norte de Moçambique, e claro que não havia altura melhor (pois é lá que está uma parte do meu coração) para o ler. Entretanto percebi que não foi o meu pai que ofereceu o livro e ainda não sabemos quem foi - ninguém o leu nem sequer ouviu falar nele, e no goodreads tem muito poucas opiniões. Mas foi sem dúvida a altura certa para ele vir ter comigo.
Surpreendeu e muito, pela positiva. Conta a história de Moçambique no pré, durante e após a guerra colonial de uma prespectiva que para mim foi nova. É brutal, e conta coisas muito brutais, mas está muito bem escrito. Não é tanto a história principal (o final não é especialmente surpreendente) mas o autor vai contanto histórias paralelas de várias personagens que se vão cruzando, mostrando assim várias facetas de uma guerra que, à falta de palavras melhores uso as do amigo do protagonista, foi "o fim da picada". Foi mesmo.
Dei 5 estrelas não por ser uma obra prima da literatura, mas porque me surpreendeu mesmo muito, e acho que toda a gente o devia ler. 

10 anos

E num piscar de olhos o meu primeiro bebé já fez 10 anos. Nunca nos preparamos para esta velocidade.
Há 10 anos senti aquele arrebatamento de ser mãe pela primeira vez. Foi fantástico, foi brutal, foi duro, foi exigente a um nível que eu desconhecia. E eu até tinha alguma experiência com bebés, mas sem dúvida que os bebés dos outros são sempre mais fáceis de cuidar.
10 anos depois e continua a ser fantástico e brutal, muito menos duro, igualmente exigente a níveis que desconhecemos.
Está feliz por ter finalmente dois dígitos, e eu sinto cá dentro que a infância dele está como areia por entre os dedos - mesmo quase a acabar. Vai ficar o resto da vida a recordar coisas que fizemos, algumas com pompa e circunstância, outras apenas na rotina dos dias. Haverá coisas (não sei quais) que vão vincar a sua personalidade para sempre. Assuntos que irá resolver, quem sabe no divã do psicólogo, e que somos nós os culpados seguramente.
Quando o tinha na barriga não me conseguia imaginar com um bebé. Quando nasceu não o conseguia imaginar criança e agora também pouco consigo imaginar o adolescente ou quase adulto que já está à espreita.
Mas é um puto porreiro, por isso não devemos estar a fazer tudo mal. 
Parabéns a ele, o mais competitivo dos miúdos de 10 anos que eu conheço.
Parabéns a nós caramba, que somos pais há mais de uma década! 

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Mais uma vindima

No fim de semana passado tivemos, mais uma vez, a festa que marca o fim do verão (pelo menos no nosso calendário do coração), que é a vindima.
E como sempre foi tão bom.
Nada substitui este contacto com a natureza, o cortar uvas numa vinha que esteve um ano inteiro a preparar-se para aquele momento. E saber que estes gestos têm séculos de história, repetidos geração após geração desde tempos imemoriais.
É um ritual de que já não prescindimos.
Além das uvas houve também uma mega colheita de amoras, e este ano estive também a apanhar tomate.
Os miúdos pisaram as uvas, carregaram baldes, esgravataram a terra, andaram de tractor, e até plantaram um pomar (entre outras aventuras...).
A grande diferença é que eles dão a vindima por garantida, e nós cada vez mais temos a sensação de que cada uma poderá ser a última.
E isso faz-nos apreciar o momento ainda mais.

Livro 37/40

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Morte em Pleno Verão, de Yukio Mishima

A minha irmã (a tal que já leu uns 80 livros este ano) deu 5 estrelas e disse maravilhas deste livro, que são diversos contos que permitem um mergulho na cultura japonesa. Fiquei com muita curiosidade.
Trouxe-o da biblioteca, mas numa edição diferente, e em vez dos 10 contos vinham apenas 3 - é por isso um livro muito mais pequeno, e aqui fica desvendada mais esta pequena batota para o desafio dos 40 livros, desta vez completamente sem querer.
Gostei muito dos contos, apesar do primeiro (que dá título ao livro) me ter deixado muito desconfortável (porque estava de viagem e levava comigo só dois filhos, a mais nova já tinha seguido mais cedo com os avós). E pronto, ler este conto sem ter os meus filhos todos comigo foi muito desconcertante.
Dos outros dois (Patriotismo e Onnagata) não vos sei dizer de qual gostei mais, estão escritos com uma beleza e simplicidade tão características da cultura japonesa, ao mesmo tempo que são desconcertantes também porque há tanto que não compreendemos.
Dei 4 estrelas e vou com certeza ler a edição com os outros contos todos. Recomendo.