domingo, 19 de fevereiro de 2012

O último post sobre amamentação (durante uns tempos) II

2 anos passaram desde que escrevi este post (que desde então figura sempre no top ten dos posts mais lidos deste blog) e eis que chegou a altura de novamente acabar com este tema por aqui.
Em Fevereiro de 2010 deixei de amamentar o meu filho, em Fevereiro de 2012 foi a vez de deixar de amamentar a minha filha.
E pronto, as coincidências acabam aqui, pois a experiência não poderia ter sido mais diferente.
Tinha a minha filha apenas alguns minutos de vida quando lhe dei de mamar pela 1ª vez.
Juro que aquilo que senti foi a minha maminha a pensar "oh não, outra vez...".
Lá no fundo parecia que ainda não se tinha recomposto da experiência traumática por que tinha passado - 4 meses de sofrimento, que culminaram num episódio infeliz que ultrapassou tudo aquilo que a amamentação deve ser.
No entanto,desta vez tudo seria diferente.
Não posso dizer que não tenha tido dificuldades, pois tive.
Ainda na maternidade comecei a sofrer com gretas e dores, não tanto por o bebé não saber pegar, mas acho que pela necessidade de habituação do meu corpo a essa nova realidade.
Custou-me muito, nos primeiros dias na maternidade, e isso ainda me valeu um momento muito traumatizante com uma enfermeira que veio fazer o teste auditivo ao bebé.
Eu compreendo que para as enfermeiras, médicos, etc, é apenas mais um dia de trabalho, que todos temos direito a ter dias maus, e a estarmos mal dispostos, mas bolas, nós enquanto parturientes além de estarmos ultra-sensíveis, estamos a viver um momento mais que marcante nas nossas vidas, que vamos recordar para sempre.
E para sempre ficarão gravadas na minha memória as palavras dessa enfermeira, que ao ver que eu estava cheia de dores quase me insultou, que eu não estava a fazer nada bem, que a miúda estava de cueiro que não dá jeito nenhum para amamentar ("vocês vestem-lhes estas coisas que não dão jeito nenhum!"), que a posição era incorreta (mas até me deu uma dica importante - de colocar a cabeça do bebé no nosso braço exatamente na dobra interna do cotovelo), que eu tinha mais é que usar bicos de silicone, que iria desistir no primeiro dia em casa, que a continuar assim estava condenada a falhar seguramente.
E mais valia ter desatado aos pontapés e aos murros à minha pessoa, que não me teria magoado tanto.
Estava redondamente enganada, a senhora enfermeira.
Em casa, com calma, longe do stress da maternidade, as feridas foram sarando, e a coisa, naturalmente, deu-se.
Se eu não tivesse tido dificuldades quando foi do meu filho talvez achasse que estes 2 ou 3 dias com dores tinham sido o fim do mundo, mas comparativamente, não foram. De todo.
Talvez eu estivesse de mente mais aberta e mais preparada para tentar outras opções, e se calhar, essa descontração também fez com que as coisas corressem melhor.
Mas a maior diferença, mais do que uma mãe mais descontraída e com mais experiência, foi ter um bebé que sabe o que tem de fazer. Que chega à hora de mamar e, sem filmes, choros, rejeições, gritos, interrupções ou que quer que seja, mama.
Nada a ver.
E esta é a razão de estar a escrever este post.
Para que as mães que por alguma razão não tiveram boas experiências, não deixem de tentar à 2ª vez, porque pode não ter nada a ver.
Sempre me chocou quando me perguntavam se iria tentar amamentar o 2º filho, depois de ter passado um mau bocado com o 1º.
Ora logo eu, que sendo 3ª filha estou sempre a reivindicar os mesmos direitos que as minhas irmãs, seria incapaz de privar o meu 2º filho de ter contacto com o que é melhor para ele só porque do 1º a coisa não correu bem.
Que culpa teria ela de o irmão não saber mamar?
Além do mais, sempre soube que a estatística estava do meu lado. Depois de uma má experiência, a seguinte só pode ser melhor.
E assim foi.
Após aqueles primeiros dias de adaptação, não podia ter corrido melhor.
Foram 6 meses de amamentação em exclusivo, e 10 meses a amamentar no total.
Terminamos há coisa de 2 semanas, por mútuo acordo, e nenhuma das duas lamenta a decisão.
Foram 10 meses fantásticos.
Vou recordar para sempre com o maior carinho aqueles momentos só nossos, quer sozinhas que no meio da multidão.
Pura magia, a natureza a seguir o seu curso.

Dizem-me muitas vezes "oh Mary, mas tu merecias que fosse assim..."
E eu acrescento, ela também.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E depois...

... de ultrapassado este túnel da maternidade, conseguimos encontrar-nos outra vez?
Estará alguma coisa da Mary-ainda-não-mãe à minha espera quando eles não precisarem tanto de mim?

Ando a sentir que a maternidade me engoliu.
(às vezes tenho dificuldade em descobrir-me no meio disto tudo, e sei que algumas pessoas também.)

Amor é...

.

... entre outras coisas, aprender a gostar (e gostar muito), da banda preferida dele.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como deixar de gostar de uma coisa ou Como fazer o tempo passar devagar

Como deixar de gostar de uma coisa:
Ontem estive a fazer um dia desintoxicação alimentar, aconselhado pela nutricionista da minha cunhada, que consiste em passar o dia a comer maçã, iogurte natural e flocos de aveia (e também outras frutas, e sopa nas refeiçoes principais).
Depois de um fim-de-semana especialmente rico, que incluiu entre outras coisas este bolo de chocolate em casa da Sofia (várias fatias), achei que era mesmo melhor um dia de limpeza.
Esta história do iogurte com maçã era perfeito, pois para mim é um verdadeiro pitéu. Ou melhor, era. Sempre adorei a combinação dos dois, e muitas vezes é o meu jantar, juntamente com um prato de sopa.
Ontem o pequeno-almoço até correu bem. Ao almoço a coisa já não teve tanta graça. Ao lanche já entrou a custo apesar da fominha, e ao jantar já esqueci o assunto e comi comida de jeito.
Não sei se era do frio, se era das maçãs não serem excelentes, mas palavra de honra que já não podia ver o meu ex-pitéu saudável à frente.
E isto é triste, porque era uma coisa que eu gostava bastante, e que agora não me apetece. Espero que não seja para sempre.
Será que se eu passar um dia a comer o tal bolo de chocolate obtenho o mesmo efeito??

Como fazer o tempo passar devagar:
Comer os mesmo alimentos saudáveis e sem graça o dia todo.
Garanto que ainda não tinha chegado a hora do lanche e já eu sonhava com o pequeno-almoço do dia seguinte.
E o dia arrastou-se, que parecia que nunca mais acabava.
Será que encontrei o truque para fazer esticar o tempo??

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Filhos a dormir fora

= mãe a fazer coisas que não fazia há séculos:

  • ler na cama (seguramente não o fazia há mais de 2 anos, foi só 1 página e nem me lembro do que estava escrito, mas conta na mesma)
  • acordar e não tratar de mais ninguém a não ser de mim :)
  • dormir bem, bem, bem
A galinha que há nesta mãe de vez em quando cai para o lado de cansaço.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não era altura de parar?

10 meses passaram já desde que a mais nova nasceu. Já passou o outono, e a primavera ainda está longe.
Mas a queda de cabelo, essa, continua.
E reparem que já me queixo dela desde aqui.

(o que vale é que tenho muito, e vão nascendo outros para compensar, mas já não há pachorra para tanto cabelo no chão, roupa, banheira, cama, sofá, prato, etc!)

O melhor das 5as feiras

... são os planos para o fim-de-semana aqui tão perto.
Fixe.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E agora uma pergunta verdadeiramente importante

As pessoas que andam a participar num desafio do mês de fevereiro (que consiste em postar fotografias de 1 coisa por dia, segundo uma lista), arrumaram os seus frigoríficos antes de os fotografar??
Humm? Ora digam lá.
É que o meu como está, palavra de honra, que nem que me pagassem eu o fotografaria e publicaria aqui a foto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

No masculino

Um grande amigo está a gozar 4 meses de licença de parentalidade do filho que nasceu em Novembro, uma vez que a mulher trabalha por conta própria e não o pode fazer.
Olhem as tiradas que ele foi mandando ao longo da tarde, e vejam lá se já ouviram isto em algum lado...

"Ainda bem que combinamos, estou a precisar de ver adultos."
"Estou muita cansado, estou sempre em casa mas não consigo fazer nada."
"Já estou um bocado a dar em doido."
"Mas eu visto-me sempre como se fosse sair de casa! Faço a barba e tudo, como se fosse trabalhar!"
"Eh pá, ando sempre com nódoas de bolsado nos ombros!"

Achamos que ah e tal e as hormonas e o coiso, mas afinal os homens sentem exatamente o mesmo que nós!

Ao espelho

A brincar às comidas com o mais velho (e a mais nova também lá estava a brincar, é certo), vejo-me ao espelho nas palavras dele:
"Isto é café, tu não podes!"
"A sopa está quente, mas a massa não. Sopra"
"Toma a colher, queres um garfo?"

Delicioso.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cupões

Sinto-me com um ataque de dona-de-casice aguda quando, ao pagar a conta no continente, saco do cartão de cliente, mais da folha de cupões, para destacar pelo picotado o desconto das fraldas.
E o orgulho que tenho em não deixar passar os prazos,ãh?

Ai crise, a quanto obrigas!

(e na busca por uma imagem para ilustrar este post fui dar a este site. Mais um bocado e estou assim, a verdadeira coupon mom! lol)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um post que estou para fazer há que tempos...

... era este.

Alguém sabe do que se trata??

Esta semana, como em qualquer outra:


  • penso que é o 1º momento da semana em que me sento com calma a escrever um post (talvez seja exagero, mas é a minha sensação)
  • houve manhãs caóticas com choros e birras, com quer vestir, quer comer, não quer vestir, quer ir andar de trotineta, berros e birras
  • houve manhãs tranquilas, em que conseguimos fazer tudo no seu timing, tac tac tac, trata tu dum que eu trato do outro, lava rabo, lava dentes, veste o gorro, mete no ovo, e zás, tudo empacotado e porta fora à hora certa
  • houve noites em que tudo correu mal, em que não querem comer, querem brincar, não querem esta colher, falta o babete, não quer fruta, quer mais massa, e gritos e berros e mais gritos e mais berros
  • houve noites em que tudo correu bem, foram para a cama sem filmes, e nós até vimos um filme
  • houve noites que dormimos bem
  • outras que dormimos mal
  • dormimos sempre 3 na nossa cama se não me engano 
  • desfiz uma abóbora caseira, cortei-a em cubos e congelei-a em sacos, como uma boa dona de casa
  • com um bocado da dita, fiz compota de abóbora, e saiu bem (na máquina do pão). Ponto para mim.
  • quase nem fiz exercício esta semana e isso enerva-me
  • fiz algumas asneiras no campo alimentar e isso também me enerva (tudo inocente, na gama das bolachas marias, nada grave mas ainda assim)
  • ando a beber mais cafés por dia
  • tive muito trabalho, muito, muito, muito
  • escrevi pouco aqui no blog, e comentei pouco nos outros
Uma semana, como tantas outras.

Mais um filme

Um dia destes esta semana foi a vez deste filme.
Ando numa de não perder oportunidades, e de ver filmes aos bochechos se for preciso.
Gostei, não adorei. Mas acabei por ficar até ao fim, apesar do adiantado da hora, porque a história me agarrou. Eu adoro ballet clássico, e por isso a expectativa era grande.
E é verdade, verdadinha, que muitas vezes o nosso pior inimigo somos nós próprios.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Post do momento

Este blog anda parado, porque eu não tenho parado... ou quando paro, não é por aqui.
A minha vida tem girado, entre outras coisas, em torno de xixis, cocós, ranho e vomitado.

E eu pergunto: as mães da high society desta vida, também mudam cocós?
A Madonna também leva com vomitado à porta da escola?
Será a Leticia que muda as fraldas de diarreia das pequenas infantas? E será que a Vitoria festejou os cocós no penico dos pequenos Beckham's?
Coisas que me ocorrem, no meio de todo este glamour que me rodeia...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ontem foi dia de...


Ver este filme.
Nunca tive grande vontade de o ver, apesar de ser fã incondicional do Woody Allen.
O filme despertava em mim sentimentos contraditórios.
Adoro o Woody Allen, e eu quando adoro não consigo ser imparcial - gosto de tudo e pronto.
Adoro o Javier Bardem, acho-o tudo de bom: giro, sexy, excelente actor.
Detesto a Penélope Cruz, mas reconheço-lhe talento.
Detesto a Scarlett Johansen, acho-a irritante e não consigo entrar nas personagens dela - a rapariga enerva-me, pronto.
Tinha-o gravado há meses, uma vez que passou na tv, e ontem, perante uma pilha de roupa p passar/dobrar achei que era altura de deixar a embirração com as senhoras de lado, e ver o filme de uma vez.
Não adorei, mas gostei de ter visto. Tantas vezes fico a passar a ferro em frente a programas parvos ou séries cómicas, que foi bom ver um filme de seguida para variar. E é um bom filme, divertido, com bastantes coisas boas.
Porém, confirma tudo o que disse acima sobre os actores. A opinião mantém-se, mas o saldo é positivo.
Nota: como se consegue ver um filme inteiro numa noite a meio da semana: a) jantámos com eles à mesa (leia-se, comemos a sopa), em vez de o fazermos depois de deitar b) o mais velho estava KO, foi directo para a cama sem história nem Noddy c) a mais nova ainda resistiu um bocado na sala enquanto eu montava o meu arraial, mas depois adormeceu sem esforço d) o pai, que a foi deitar, não adormeceu com ela. Condiçoes reunidas para começar a ver um filme antes das 22h. Fixe.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ciclistas na marginal

Porque raio quando andam ciclistas na marginal (ou pessoas a andar de bicicleta com equipamento completo), não param nos semáforos?
Ah e tal o meu veículo não tem motor, por isso não respeito as regras de trânsito.
Não percebo.
Tudo bem, os senhores, à falta de uma ciclovia, têm todo o direito de ocupar quase uma faixa para fazer o seu treino/exercício. A malta faz pisca e desvia-se, sem problema.
Agora, estar tudo parado no semáforo e ver o grupito de ciclistas (que tanto trabalhinho deu a ultrapassar) a passar o vermelho como se nada fosse, não me parece bem.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Só hoje consegui ver o último Masterchef Australia

E agora, segue-se o vazio. Mas já sou amiga (fã) do Adam no FB, ah pois sou.
Acho que é a 1ª vez que um favorito meu ganha de facto um concurso!
Alguém sabe se vai passar a versão junior na nossa tv?
Podia ser que, ao ser feita por crianças, desse para nos inspirar para cozinhar cá em casa.
Se houvesse em Portugal conheço um rapaz que gostava de participar, de certeza (o meu afilhado de 10 anos cozinha melhor que eu, e que muitos vocês também!).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fomos ver...



Gostei muito.
E não sou nada fã do George Clooney, mas aqui tem mesmo o papel da vida.
Actor de corpo inteiro.
Recomendo.

(1 ano depois, regresso ao cinema!)

domingo, 22 de janeiro de 2012

De como as coisas se vão resolvendo

Dois posts que fiz recentemente já merecem um  update.

  • em relação ao facto de a minha filha não desgrudar da nossa cama, como podem ler aqui há boas hipóteses de estarmos no bom caminho. Na 4a feira passada, ela foi pela 1ª vez dormir a casa dos avós. E eu, inspirada por aquilo que vi as minhas irmãs fazerem vezes sem fim, mandei uma fronha de uma das almofadas da nossa cama, para que ela dormisse com ela (quando a minha sobrinha nasceu prematura, a minha tia pediatra ofereceu à minha irmã um bonequinho de peluche macio para que dormisse junto a ela por 1 noite, que depois foi colocado na incubadora). Pode ser uma fraldinha, ou mesmo a camisa de noite da mãe, algo que fique com o cheirinho da mãe para os confortar. Pois que a minha mãe colocou a fronha na cama dela, e ela lá dormiu a noite toda, sem acordar. Regressada a casa, resolvemos experimentar a técnica - colocamos a fronha na cama dela, e a verdade é que, coincidência ou não, ela dormiu já 2 noites inteiras na cama dela. A continuar assim, podemos muda-la de quarto em breve. Vamos ver como correm estas noites...
  • depois de fazer este post, e aproveitando para agradecer às mães que responderam, andei a dar voltas à cabeça para encontrar a melhor hora de encaixar o exercício no meu dia. Sim, eu trabalho só 3 dias por semana, mas os outros são para dedicar aos meus filhos, não para os depositar na avó para ir ao ginásio. No dia a seguir a escrever o post, o meu chefe pergunta-me se não posso trabalhar umas horas extra, às 2ª e 6ª de manhã durante as próximas semanas. Assunto resolvido. Acabo o trabalho as 12h, hora a que não me compensa ir busca-la, pois está a almoçar e depois vai dormir a sesta. Assim sendo, aproveito eu para a essa hora, dar pulos e saltos em frente à televisão, num dvd de exercícios. A ver vamos, também, se a motivação de mantém...
Mesmo quan do achamos que não, a solução está sempre ao virar da esquina-

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quanto a vocês, não sei...

... mas nós pretendemos ir a Guimarães este ano.
(e eu estou em picos)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

6 anos

De vida em comum.
Se aqui achava que tinha sido noutra vida, agora acho que foi noutra vida que escrevi sobre a outra vida.
E há lá coisa mais maravilhosa que viver várias vidas na nossa vida?
Há sim senhora, é viver várias vidas com o amor da nossa vida ao nosso lado.
Mai nada.

Irritante

É estar aqui a ver blogs sentada na ponta do sofá, enquanto o ferro aquece porque tenho uma pilha de roupa para passar (a senhora que nos ajuda(va) nessa tarefa está doente).
E a sensação é a mesma de quando estava na escola e tinha tpc para fazer, mas ficava a ler livros do tio Patinhas, ou a ver o Agora Escolha, não totalmente sentada, para não dar aquela que estava a relaxar com tanto para fazer...

Quando é que me tornei esta fadinha do lar, que diz "ah e tal não posso ficar a fazer o que me apetece porque tenho rolos de carne para fazer"?
Buuuuuuu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ninho vazio

Hoje a mai nova ficou, pela 1a vez, a dormir em casa dos avós.

Por um lado, estou contente de não partilhar a almofada hoje.
Por outro, custou-me tanto, mas taaaanto vir embora...
Ui que dores senhores, que me cortam o coração ao meio...

Mãe galinha de ninho meio vazio. Not good.

Mães com filhos pequenos, respondei por favor:

Quando é que fazem exercício físico?
A que horas, quanto tempo, e que tipo.

Obrigada.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Respeito

Uma vez apanhei um blog de uma mãe de 4 filhos, que os tinha tido todos de empreitada, antes que o 1º fizesse 3 anos já ela tinha mais 3 (com gémeos pelo meio).
1 palavra: respeito.
Por ela e por todas as mães que têm mais de 2 filhos pequenos.
Respeito.
Eu tenho 2, dos bonzinhos, e às vezes, juro que dou em louca.
E sempre quis ser mãe, e estava mais que preparada para tal, e tudo e tudo.
Ainda assim...
As birras, senhores, os choros em uníssono e depois em separado, e as birras, as birras e mais birras. E eles, repito, nem são muito birrentos.
As saídas de casa com horas para estar nos sítios quando estou sozinha com os dois.
Loucura.
Imagino com 3 ou mais...
Respeito, queridas mães.
Muuuito respeito.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os gordos que não choram

Tudo começou no dia 1 de Janeiro, no almoço de ano novo em casa dos meus pais.
Conversa puxa conversa, surgiu o acordo entre mim e o meu cunhado. Logo as minhas irmãs se juntaram à festa, o Tê meio arrastado, e depois disso mais dois primos se lançaram no desafio.
Criámos uma tabela com a situação actual, e os nossos objectivos.
Criámos um grupo secreto no FB, e partilhamos tudo o que nos passa pela cabeça.
Há picanços e tentações, muita conversa, mas muita troca de ideias e de truques e dicas.
A motivação está em alta, e espero que se mantenha ao longo do ano.

Não somos homens não somos nada, se não estivermos todos mais magros no dia 1 de Janeiro de 2013.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

She wins II

Desde 2ª feira que a minha mai nova não encosta o lombo na sua caminha.
Nesse dia ficou em casa comigo, e de manhã foi um tormento para dormir a sesta na sua cama. A rapariga tosse, ou sonha, ou mexe-se ou o que seja, e acorda, e em estando na sua cama, chora até que a tirem de lá.
Na sesta da tarde, deitei-me com ela na minha cama, e deixei-a ficar, rodeada pelas nossas almofadas. Remédio santo. As vezes que acordou, bastou deitar-me 2 segundos a seu lado que ela voltava ao sono que era uma beleza.
Depois do jantar, resolvi repetir a dose. E o nosso serão, que costuma ser interrompido vezes sem fim, com chora-tira da cama-põe a chucha-embala até à exaustão, foi vivido com paz e harmonia, com a menina a dormir a sono solto do meio da cama, feita princesa. Não sei o que a atrai na nossa cama, mas ela prefere-a à dela, mesmo sem estar lá ninguém.
À noite, nem me atrevi a mete-la na cama dela - para quê? é só adiar uma situação inevitável, o raio da miúda acaba sempre por vir dormir connosco, mais vale esquecer o assunto.
E tem sido assim desde então. A caminha dela segue imaculada, a nossa, super lotada.
Nós, estamos os dois com dores nas costas - de dormir tortos, com medo de a magoar, que isto de dormir com bebés não é para nós, definitivamente, mas ela é mais forte (ou o nosso sono, também pode ser isso)- e a pensar seriamente comprar um sofá-cama para a sala, para podermos dormir sozinhos outra vez.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Calendários

Sempre fui adepta de agendas. Em papel, pequeninas de preferência, com vista semanal - acho que até já escrevi sobre isso aqui no blog.
Nos últimos anos (desde 2009), deixei de as usar, e este ano nem sequer cheguei a comprar. Com o trabalho em casa, e a vida social pouco agitada, acho que não me vai fazer falta.
Já calendários, é outra conversa.
Adoro.
Há anos, acho mesmo que desde que saí de casa dos meus pais, que tenho sempre um calendário pendurado em lugar de destaque em casa.
Foram os poemários, foram calendários feitos com desenhos dos sobrinhos, foram outros na Holanda que se arrancavam as folhas - sendo que o 1º era muito giro, com imagens urbanas em que apareciam números de cada dia e outro com imagens ilusórias. Gosto do ritual de retirar a folha do calendário, ou virar a página de cada mês. Tenho no frigorífico a folha do calendário do dia 17 de Outubro de 2009, dia em que fui mãe pela 1ª vez.
No ano passado recebemos dos nossos cunhados um calendário fantástico, com fotografias nossas ao longo do ano. Não há quem cá venha a casa que não comente e folheie o calendário. Este ano antecipámo-nos e fizemos também um para eles, porque achámos que não havia melhor presente
Nele apontei as ecografias e consultas, e também a contagem das semanas da gravidez. E fui apontando mais ou menos aquilo que íamos fazendo ao longo do ano, tornando-se uma espécie de diário de 2011.
No de 2012 já fui escrevendo o que fizemos na semana passada, e hoje marcámos já as nossas férias.
Tantas folhas ainda em branco, e tantos dias para preencher.
Gosto!

Fim de semana de...


  • jantar de primos, o segundo da temporada, acho que estamos bem lançados e que foi uma excelente ideia a geração "do meio" juntar-se sem filhos nem pais. A repetir. Parabéns aos anfitriões pela casa fantástica, onde cabemos todos à vontade.
  • parque da Gandarinha, com compras na feira de produtos biológicos
  • ida ao Ikea - não conheço ninguém que compre móveis mais rápido que nós (depois o resultado está à vista, que as outras casas são sempre mais giras que a nossa, mas pronto)
  • jantar, lanche e almoço com os avós
  • exposição "A perspectiva das Coisas - a Natureza-Morta na Europa" na Gulbenkian, ou os primeiros Van Goghs e Cezannes da minha filha (o mais velho já os viu em Amsterdam, que é mais fino). E foi o clássico "síndroma da Expo", ou seja, de enchente no último dia. Aposto que esteve às moscas semanas a fio. Estava uma fila com 1h30 de espera, mas como levámos as crias tivemos prioridade. Adorei, apesar da enchente, dos 1000 carrinhos, da multidão.
  • praia ao final da tarde, com céu cor-de-laranja e brincadeiras na areia
E ainda conseguimos passar algum tempo em casa, que tanta falta faz.
Pena que acabou com o mais velho com febre, e os dois cheios de ranho e tosse.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Hoje esta casa torna-se mais segura para a mais nova

Vamos (finalmente) desfazer a árvore de Natal.

Gosto muito de a montar, mas depois de dia 25, por mim, desmontava-a logo.
Este ano os ramos de baixo já estão todos despidos e puxados, as bolas lambidas, há laços que aparecem no chão todos os dias.
Time to go!
Para o ano há mais.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Várias de 2012


  • passámos o ano em casa dos nossos compadres (nome giro de usar) com o grupo do costume e a criançada do costume também. Correu tudo muito bem, pela 1ª vez desde que há memória acabámos de jantar por volta das 23h e não passámos da mesa para a meia-noite na maior correria. Gostei.
  • os meus filhos passaram a meia-noite acordados,e foi giro passar o ano a 4 pela 1ª vez.
  • no 1º dia do ano estreei uma camisola preta, única peça de roupa recebida no Natal, guardada especialmente para vestir no 1º dia do ano. Combinei com jeans escuras e botas pretas, que experimentei por fora das calças e até gostei de ver. Ontem ao olhar para a dita camisola reparo que não é preta, mas sim, azul escura. Assim começa o meu ano em termos de moda.
  • em Outubro prometi a mim mesma não comprar nenhuma peça de roupa até 2012, e assim foi. Apesar de andar sempre com a mesma roupa, continuo a achar um desperdício ter armários cheios de roupa (pois tanto quanto sei, a malta continua a achar que não tem nada para vestir anyway...).
  • seguindo o post anterior, anteontem fui com o Tê aos saldos e a coisa até correu bem. Devido às minhas gravidezes consegui estragar quase todas as minhas t-shirts básicas que uso por dentro, que têm os elásticos todos a rebentar. Fui à Massimo Dutti, onde compro t-shirts básicas há anos,  que valem o preço porque duram muito tempo com óptimo aspecto, e dizem-me que já não têm essa coleção nem sabem se voltam a ter. Ora bolas!
  • mesmo sem comprar as t-shirts básicas, comprei uma ou outra coisita que faziam falta, pelo que o saldo é positivo. Próximo passo é ir sem o Tê, para ver as coisas com mais calma, e espreitar a roupa de criança.
  • estou a ficar muito cansada, muito mesmo, com o pessimismo em redor do ano 2012. Parece que vai acabar o mundo, senhores! Eu sei que há muita gente que está a passar por grandes dificuldades, e que vai apertar ainda mais, mas acho desnecessário andar sempre a mandar o ânimo abaixo em tudo o que é telejornal de todos os canais. No outro dia até havia um programa chamado "2012, o ano que ninguém quer" no canal 1 da RTP - há necessidade de criar este alarido na tv do Estado? Mensagens positivas, e dicas práticas para contornar a crise é o que se quer!
  • contas feitas, este ano gastei exactamente metade em presentes de Natal, em relação ao ano passado. E acho que fiz bem! Nos grupos de amigos criou-se o amigo-secreto para crianças e adultos, ambos de valor simbólico, e na família dei presentes feitos por mim aos casais e não um presente a cada pessoa. Foi essa a maior diferença, que permitiu poupar uns euros valentes (não que eu desse grandes presentes, mas 5 euros aqui mais 10 ali tudo somado, faz uma fortuna).
  • o ano 2011 começou mal (comigo de pneumonia e grávida de 25 semanas) e acabou bem - comigo a trabalhar naquilo que gosto, e a ser bem sucedida (o que nem sempre acontece). Foi muito bom para Lisboa, com sol e sem trânsito, o mais velho no banco de trás, chegar a Campo de Ourique e beber um café no Sr. António, onde toda a gente se conhece e trata pelo nome, sabendo que tinha um dia cheio pela frente. Muito fixe.
  • cá em casa as coisas andam mais organizadas: arranjámos quem nos passe a ferro (1 manhã) o que é uma grande ajuda, e passámos a jantar (só o Tê e eu, claro) apenas sopa, o que faz com que aquilo que cozinho dure para mais almoços. Prático, económico e bom para a linha - só vantagens e é de aproveitar agora que ainda não jantamos todos à mesa.
  • amanhã a minha mai nova já faz 9 meses, e eu continuo parva com a rapidez com que o tempo passa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses para voltar a engravidar XVI

As maravilhas dos "terrible 2" e das raivinhas dos dentes, ao mesmo tempo.
Esta casa, em determinados momentos, é uma animação!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ora, então...

... aqui fica o 1ºpost de 2012, sim?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O meu 2011

Foi "o" ano.
Marcou-me para sempre.
Nasceu a minha filha, passámos a ser 4 e nem me lembro já de sermos apenas 3.
Tive o melhor presente de anos de sempre, e nasceram bebés de pessoas que me são muito queridas.
Tive 4 baptizados, 1 casamento e apenas 1 funeral.
Estive sempre com quem mais gosto, seja família sejam amigos.
Estive de férias e de licença, e tive o melhor verão da minha vida.
Sinto que cresci.
E fui profunda e imensamente feliz.

2012 parece-me vir a ser o ano de consolidação, depois deste crescimento.
Venha ele!

Resolução de ano novo para 2012

Este ano há só uma:

Não engravidar.

Se conseguir chegar a Abril para completar 1 ano sem estar grávida (pela 1ª vez, desde Janeiro de 2009), e conseguir permanecer assim (não grávida) os outros 8 meses do ano de 2012, já me dou por satisfeita.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Frase repetida de mim para mim ao longo desta semana

"O que importa não é o que se come entre o Natal e o Ano Novo, mas sim entre o Ano Novo e o Natal."

Mesmo sem trazer um único doce de Natal para casa, nem termos recebido nenhum Ferrero Rocher, tem sido um descalabro.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Este Natal

Foi óptimo e fantástico por muitas razões, e uma delas deve-se à crise.
Por causa da crise o Natal ficou para quem mais o aprecia (e merece) - as crianças, e foram elas que receberam os presentes, quase exclusivamente.
Entre adultos houve muita imaginação, muita criatividade, tempo e dedicação para fazer os presentes em casa, como os verdadeiros presentes de Natal deviam ser- houve cabazes com licor de café e bolachinhas, granola, chocolate quente e chás variados, houve copos decorados a ponto cruz, bonecos feitos com tecidos aproveitados, fudge caseiro, sal aromatizado ou açúcar de laranja, calendários com fotografias, até cachecóis tricotados à mão.
Se há coisa boa que esta crise nos traz é esta capacidade de imaginação!
Espero que este espírito se mantenha depois do fim da crise, e que o Natal do centro comercial não regresse nunca mais.
Nunca tive um Natal em que tenha recebido tão poucos presentes, e nunca recebi tanto como este ano.
Espero que a minha filha, nascida no dia em que o FMI chegou a Portugal, não tenha recordações de Natais consumistas, mas de Natais como este, com presentes suficientes, sem exageros, mas com a casa cheia e a mesa farta, que é o que importa.
Perfeito!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Bom Natal!

Igreja de Vila da Rua

A partir de amanhã estarei aqui, a viver um Natal da aldeia, com casas de pedra, forno de lenha e claro, toda a família a presenciar o 1º Natal da minha filha.
No Domingo estaremos de volta, para festejar com o meu lado da família.

Desejo a todos um excelente Natal, com tudo o que desejam.


Quem perde sou eu

Há noites (como a de hoje) que parece que está possuída, chora, berra de hora a hora, só quer estar na nossa cama, ainda para mais no meu colo, a espetar os dedos na minha cara, para logo depois voltar a berrar, e eu à procura da chucha por todo o lado e andamos nisto.
E eu, a dormir um total de 2 ou 3h de seguida de cada vez, acordo que mais parece que estou pronta para ir dormir, tão podre de sono que estou.
Há noites (como ontem) em que nos deixa dormir, não acorda, não chora, fica na caminha dela como deve ser.
E eu, durmo as 6 horas seguidas da praxe, e acordo cheia de sono na mesma porque não estou habituada.

Nunca saio a ganhar.

Batemos no fundo

Ontem.
A partir daqui é sempre a subir.

(de hoje em diante, os dias começam a ser maiores Yuuuupiii!)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cena fixe

Agora ganhou o hábito de vir beber o biberon da manhã na nossa cama. Deve ter acontecido num fim de semana qualquer e desde então pede sempre para vir "à cama ó pai à mãe" quando lhe levamos o biberon.
Assim, quando estou a dar de mamar à mais nova, ele vem ao colo do pai de biberon quentinho na mão, enrosca-se de baixo do edredon, e diz, com a cara inchada de sono e a sorrir por trás da chucha:
"Estou aqui!"


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ou está tudo doido, ou temos de baixar o aquecimento cá de casa

Um dos nossos morangueiros deu um morango!!!

Abstraiam-se a estranheza de uma planta minha dar não só flor, mas fruto (sim, eu própria estou de queixo caído) e reparem: morangos, em Dezembro???

Chuchas e elásticos do cabelo

Têm vida própria, desconfio.
E ainda não percebi se vivem em bando ou sozinhos.
De repente desaparecem todos. Depois encontramos 1, que guardamos com a vida, porque é o único.
Depois, sem saber como, aparecem os outros todos, juntos na gaveta.
Parece que vivem num universo paralelo.
Num duplicado da nossa casa, onde convivem alegremente as chuchas dos dois, e os meus elásticos de cabelo.
E aparecem quando lhes dá na gana.
Só pode.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Festinha de Natal na escolinha do meu mais velho

Foi muito gira.
O meu rapaz fez de pinheiro de Natal, e chorou.
Sabem o miúdo que berra baba e ranho em frente à plateia toda quando descobre os pais?
Foi o meu.
Depois de um desempenho exemplar na 1ª festa (fez de ananás, com 8 meses), e um desempenho mediano na 2ª (fez de anão da Branca de Neve, com 1 ano e 8 meses e ficou parado em palco sem se mexer) desta vez claramente acusou a pressão e teve um "nervous breakdown".
Acho que podemos esquecer a carreira em Hollywood que idealizámos para ele.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Orgulho

Estar quase, quase, quase a acabar (do tipo que já é preciso espremer com muita força) a minha base.
É a primeira vez que tal acontece, ainda que esta tenha sido provavelmente a minha primeira base, o que torna difícil a cena de acabar uma coisa que não se tinha.
Anyway, estou orgulhosa de mim, porque quer dizer que a usei e que tentei tratar de mim e estar bonita pelo menos durante estes 30ml.
Ponto para mim.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estou em choque (mais um post sobre o Masterchef Austrália)

A Marion saiu!
Era a minha grande aposta para vencedora (se bem que já sei quem ganha, que fiz batota)

(mas o Aaron é dos meus preferidos, ainda bem que ficou)

Ver TV

Ver tv significa que estou ao mesmo tempo:
  • a passar a ferro
  • no computador (como agora)
  • a dormir (clássico)
Ver tv sem fazer mais nada não é opção.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A fashion victim que há em mim II

No outro dia mandei à família 3 fotografias dos anos da mãe do Tê, em 2009, 2010 e 2011.
A piada era que em cada uma delas ela aparece com um neto novo no colo: em 2009 era o meu mais velho e estava a minha cunhada grávida, no ano passado era o meu sobrinho e estava eu grávida, este ano é a minha mai nova (e ninguém está grávida, pelo menos que eu saiba, eu só sei que não estou).
Tudo muito bonito, olha que piada, que giras que estão as fotografias.
Começo a reparar e há algumas roupas repetidas.
O meu cunhado aparece com a mesma camisola em 2009 e 2010.
O Tê aparece com a mesma camisola - discretamente - em 2009 e 2011.
Esta que vos escreve, claro, leva a coisa mais longe.
Em 2009 apareço com este casaco - o tal que aparece em 3 molduras cá de casa, sendo que nenhuma das fotos é esta.
Em 2010 estou com uma t-shirt de manga comprida e um outro casaco.
Pois que em 2011 estou com, nem mais nem menos que, o casaco de 2009 e a t-shirt de 2010!
Um verdadeiro mix de looks repetidos!!!
Ah ah ah ah
Sou uma anedota fashionista, eu sei...

Acho que isto é o universo a dizer-me que preciso de ir às compras...


Preço certo

Acontece-me muitas vezes, quando vou a pagar, o valor dar conta certa.
Seja no supermercado, na farmácia, no café, volta-não-volta a conta dá X euros certinhos, independentemente do número de coisas que trago.
Por vezes acontece agarrar uma coisa já na linha da caixa, ou esquecer-me de pesar a fruta e ficar para trás, e no fim, zás, lá vem a conta certinha com zero cêntimos, como se tivesse sido de propósito. Muitos senhores atrás do balcão ficam surpreendidos, e eu conto que é uma coisa recorrente, que me acontece muitas vezes.
O que já não é normal é acontecer dois dias seguidos!
Ontem na farmácia paguei 15 euros, hoje no Ikea (supermercado) paguei 14.
Parece que o universo me está a tentar dizer qualquer coisa, mas não sei o quê...

domingo, 11 de dezembro de 2011

She crawls

Temos, oficialmente, um ser gatinhante cá em casa.
Já se deslocava de um sítio para outro, meio trapalhona, mas agora aperfeiçoou o estilo e já gatinha feita uma verdadeira gata pela sala fora.
Pelo meio, já deitou a árvore de Natal abaixo, e está neste momento a morder o fio do computador.
Fui!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Passam-se coisas estranhas...

... por essa blogoesfera fora.
Cenas muito maradas, mesmo.
Anda por aí gente louca à solta, é o que vos digo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O melhor do FB

São os grupos privados.
Mai nada!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ilusão de decoração

Acho sempre graça ver revistas de decoração, não tanto aquelas de design super moderno, mas aquelas tipo Ikea.
Gosto particularmente quando aparecem imagens das casas "desarrumadas", com ar de que de facto vive lá alguém e usa aqueles objectos.
E há casas "desarrumadas" tão, mas tão giras...
Não percebo porque a minha casa desarrumada não fica com a mesma pinta...
Folheio o catálogo e aparecem crianças giríssimas a saltar nos sofás, a brincar no chão, a ajudar a cozinhar.
Os meus filhos, giros qb, quando saltam no sofá (só o mais velho) ou brincam pelo chão, não fica nada parecido com a revista.
E na cozinha? O meu chão todo pegajoso e cheio de massinhas não tem glamour nenhum...
Reparo que algumas imagens tem pormenores fantásticos, principalmente junçoes inesperadas de objectos - mesas de cabeceira diferentes no quarto de casal, quartos de crianças com camas de diferentes modelos, mesas de jantar com cadeiras todas diferentes também - e fica tudo com tanta graça... mas as coisas diferentes na minha casa apenas parece que foram - porque foram mesmo - resgatadas das casas de outras pessoas, um aglomerado de objectos sem ligação nenhuma, sem nenhum estilo, sem coisa nenhuma.
Nada daquilo tem metade da piada do que vejo nos catálogos.
Não percebo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Está tudo louco?

Acabo de ver um anúncio do TV Shop de um simples soutien de lycra por 60 euros!

She wins



A minha filha, que santa que ela era, está a ficar impossível de aturar (mas cada dia mais gira, lá isso é verdade).
Anteontem dormiu a noite toda na cama dela, e o pai e eu já esfregámos as mãos de contentes - no fundo, era só uma fase, agora vai entrar tudo nos eixos.
Ontem de tarde, diz que dormiu uma sesta de 3 horas - o que não era nada de anormal, até há pouco tempo.
Na hora de ir para a cama... mandou-nos dormir a nós.
Estava podre, podre, podre, mas a resistir feita guerreira armada até aos dentes.
Tentámos todas as técnicas dos livros: demos colinho e chucha e fraldinha; deitei-me com ela na cama (para ela pensar que estávamos todos a dormir); dei de mamar no escurinho; deixei-a a berrar na cama dela sozinha a ver se aprende; fui busca-la ao fim de 5 ou 10 ou 20 minutos; pu-la no parque na sala como se não fossem horas de dormir; deixei-a a gatinhar pela sala à vontade - e sempre, sempre, sempre, com ela aos berros de pura birra.
Acabou a noite sentada no meu colo - eu, com 1000 coisas para fazer, a ter de ficar sentada no sofá! - a lamber o comando e a mudar de canal a seu bel-prazer.
E tentem lá tirar-lhe o comando das mãos!
Ditadora, pá!

Quando finalmente adormeceu, foi sol (ou lua) de pouca dura.
Eram 3h30 da manhã e já ela estava na nossa cama há séculos, a brincar sentada, a puxar-me os cabelos e a levar-me à loucura.

Em Julho e Agosto, quando eu estava de licença (e íamos para a praia, e dormíamos sestas, e éramos felizes) toda ela era noites inteiras, dormir até às 11h, que nem parecia que havia um baby em casa.
Agora, andamos nisto, festa toda a noite, e de manhã, claro, ninguém ouviu sequer o despertador.
Está bonito, está...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Looser

Sou, talvez, a pessoa que conheço com menos jantares de Natal.
Não sei porque raio, mas não tenho jantares de Natal.
Os amigos da faculdade não se juntam nesta altura, o grupo de amigos de sempre deixou de se juntar por dificuldades de agenda - lá está, ninguém podia nunca - a empresa organiza um jantar, mas na Holanda, e por isso andamos nisto.
No ano passado tive um total de... 1 jantar de Natal.
Em anos anteriores, nem isso.
Fala-se em qualquer evento, e a malta salta logo das agendas, aos sabados não posso, só posso dia 17, ai eu não, ai eu agora só lá para Março é que tenho alguma hipótese!
Pois eu não, tenho a agenda sempre livre.
Este ano até fui convidada para um evento natalício, mas inclui uma espécie de festa-pijama que só acaba na manhã seguinte, e por causa da minha mai nova achei melhor declinar.
Por isso este ano resolvi por mãos à obra e convoquei um jantar de Natal de primos, na velha casa da avó, para estarmos todos juntos sem os pais e os filhos a interferir.
Há que marcar um pouco a época festiva, bolas!
Este mais o outro jantar que também tive no ano passado - vamos lá ver quando é, que as outras agendas andam preechidas, não são como a minha - já me permitem acreditar que é possível regressar à juventude, a aos 1500 jantares de Natal por tudo o que é fim-de-semana ou véspera de feriado.

2 jantares e 1 convite já não fazem de mim looser pois não??

O melhor babysitter

Ontem, dia de folga mas sozinha com os dois em casa, consegui tomar duche com toda a calma, lavar a cabeça e depois secar, tratar de mim com todo o vagar, sem pressas nem meninos aos berros.

Obrigada, Noddy!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Na massa do sangue

Acho sempre curioso como algumas características passam geneticamente, de uma geração para a outra. O meu filho, acho que já aqui referi, não é parecido com ninguém em especial, mas depois surge com pequenos pormenores que são a cara chapada de alguém:
  • sempre ouvi a mãe do Tê contar que ele quando era pequeno embirrava profundamente quando as meias saíam do sítio. Uma casa com 4 pessoas para sair de manhã para o trabalho e escola, e ele, já de casaco vestido e gorro enfiado, desatava aos berros que as meias não estavam bem. A costura tinha de acompanhar exactamente a linha dos dedos do pé, nem 1 mm mais acima, nem 1mm mais abaixo, e só saía de casa quando estivesse perfeito (entretanto passou-lhe a mania, valha-nos isso). Eis se não quando, o pirralho de 2 anos, sem nunca ter ouvido esta história, claro, começa também a embirrar com as meias fora do sítio, vindo ter connosco todo irritado para voltarmos a pôr. Muitas vezes opta mesmo por tirar as meias, porque ainda não consegue vesti-las direitinho sozinho. Por enquanto só o faz quando anda de meias em casa, mas já sabemos o que nos espera em breve...
  • esta herdou da minha avó, do meu pai e da minha irmã, e é uma coisa tão deles, mas tão deles, que me faz sempre rir quando o vejo fazer. Estando a dormitar em qualquer lado, seja no sofá a ver tv, seja no comboio ou no carro, todos eles têm a capacidade de, mal abrem os olhos, proferir uma frase qualquer perfeitamente lúcida e até adequada ao momento - ou comentam algo de que se estava a falar antes de adormecerem, ou comentam o tempo, ou o que está a dar na tv, como se quisessem disfarçar que estiveram a dormitar, tipo "olha eu aqui a participar na conversa, nunca ninguém vai notar que estive aqui a passar pelas brasas". O meu mais velho, faz exactamente a mesma coisa. Ontem a caminho do Alentejo, em plena autoestrada, acordou e nesse mesmo segundo disse "olha ali dois memés!", provavelmente lembrando os que vimos da última vez que lá fomos! O curioso é que eu não faço nada disto - quando durmo, durmo mesmo, e quando acordo tenho lá capacidade de dizer seja o que for! - mas devo ser portadora do gene com certeza.
Não nascemos de geração espontânea, essa é que é essa...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A minha constipação


Temo que se torne a minha companheira de Inverno.
No ano passado, se bem vos recordais, andei constipada o tempo inteiro, este ano (sem estar grávida) vou pelo mesmo caminho.
Já desespero.
Toda eu sou lenços de papel, soro aos litros, vapores e o que mais inventem.
Toda eu sou nariz bloqueado de noite, boca que parece cortiça, falo com os clientes a fungar, fico cansada em menos de nada com esta respiração ofegante.
E o pior: estou sem olfato há 2 semanas. Não sinto o cheirinho dos meus bebés (que saudades!), cozinho às 3 pancadas (pelo menos tenho desculpa) e não faço ideia do resultado, se estou sozinha tenho de despir as crianças se desconfio que têm cocó, porque não me cheira a NADA.
Eu, que raramente ficava doente - na Holanda cheguei a ser das únicas que iam trabalhar em alturas de epidemias de gripe - que quando me constipava era por 1 ou 2 dias, vejo-me agora a ter de enfrentar carradas de ranho, na altura da minha vida em que mais preciso de estar a 100%.
Sinto, claramente, que o meu corpo não reage da mesma forma depois destas 2 gravidezes tão próximas.
Parece mesmo que perdeu a capacidade de reacção, o estúpido.
A vontade que tenho é mesmo de enfiar uma boa dose de medicamentos no bucho, que ele há coisas que só lá vão com drogas duras, mesmo.
Mas por enquanto, ainda não posso...
Resta-me aguentar, continuar a apostar nas curas "naturais", aceitar que sou o alvo mais fácil para os micróbios, e, claro, contar os dias para o verão...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ainda do Masterchef Australia

Nunca tinha visto tanta coisa, tantas vezes, a ser cozida dentro de película aderente.

Presente envenenado no Masterchef Austrália*

O Adam e o Alvin têm uma private masterclass numa chocolateria belga.
Estar ali a aprender a fazer bombons e tudo mais, rodeados de chocolates por todos os lados - até quase que consigo sentir o cheiro! - que TORTURA!!!

*já segui atentamente, já deixei de seguir, agora apanho uns de vez em quando. Esta série não termina!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Filha:

A mãe escreve este post para ti, porque um dia alguém te vai dizer isto, e é melhor que seja eu.

Tudo bem que tens dormido connosco grande parte da noite. Eu não adoro, mas tudo bem.
Agora, vamos lá ver se nos entendemos - coisas a não fazer à pessoa que dorme contigo:
  • dar estalos
  • enfiar dedos pelas narinas
  • enfiar dedos pela boca e arranhar as gengivas
  • beliscões em qualquer parte da cara - pálpebras, lábios, queixo, pescoço, bochechas
  • puxar e enfiar dedos pelas orelhas
  • puxar os cabelos
É irritante, desesperante, além de doloroso. E dá vontade de sair da cama e ir dormir longe de ti.
Se nem eu, que sou tua mãe, gosto dessas coisas, acredita que ninguém vai gostar.
Um dia, daqui a muuuitos anos, vais dar valor a este meu conselho.
Por isso o melhor é começarmos já esta noite, boa?
Manter as mãozinhas (queridas, queridas) quietinhas no teu canto, parece-te bem?
Boa.

Não tens nada que agradecer, a mãe está cá é para isto mesmo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Odiosas

As tampinhas das monodoses de soro fisiológico!
Aparecem-me espalhadas por toda a casa, parece que saltam fora do caixote e se multiplicam por aí.
Que nervos!

domingo, 27 de novembro de 2011

Um dia...

... torno-me dadora de medula óssea.

Hoje foi o dia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Flash back

Hoje no parque, constipada e de nariz entupido, com a baby girl na mochila à frente e a correr atrás do outro, senti-me grávida.
Toda eu era peso extra, cansaço, respiração ofegante.
Não foi bom.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O "naif"

Pergunta-me um colega italiano, que vive na Holanda:
"Se eu me mudar para Portugal, ajudas-me a arranjar trabalho?
Achas que é difícil arranjar emprego por aí?"

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O drama da manteiga

Gosto de manteiga da boa, mas como tenho tendência para a lontrice, há uns tempos optei por manteiga magra.
Uma questão de hábito.
No entanto também é bastante gorda.
Experimentei em casa dos meus pais a famosa Planta sabor a manteiga, e não desgostei - tendo em conta que é vegetal em vez de animal, pensei que fosse melhor opção.
É e não é - mas também tem uma boa dose de calorias.
Vai daí resolvi ser radical e comprei esta semana Becel Magra - acho que é mesmo a que tem menos calorias de todas.
O sabor?
Sabe a... como explicar??
Bem... sabe a... nada.
É isso, sabe a coisa nenhuma.
Nunca o meu pão delicioso acabadinho de fazer foi tão humilhado.
Mas tem de ser...
Não gosto muito de compotas de manhã, e acho que com pão quente ou torrada nada combina melhor que manteiga (ou algo vagamente parecido).
Coisa triste, esta de ter o colesterol alto...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Há 15 anos...

... nasceu uma mãe e um pai, nasceram 4 avós, 4 tias (uma delas eu!), 4 bisavós e uma carrada de tios avós.

Gostamos de todos com a mesma intensidade, mas há sempre algo especial no 1º.
Não sei se ele sabe a importância e o impacto que causou na nossa vida.
Não sabe, de certeza...


domingo, 20 de novembro de 2011

Meia-noite em Paris


Amei!
O Sr. Woody Allen entrou na minha cabeça, pegou num dos meus maiores sonhos, e transformou-o num filme.
Adorei, quando chegou a meia-noite em Paris eu só pensei "também querooooooo!!!".

(já tinha saudades de um filme do Woody Allen, de quem não vi este últimos filmes porque não suporto - detesto mesmo- a Scarlett Johansen)

sábado, 19 de novembro de 2011

Geração 2011 - o último capítulo

Hoje nasceu o 4º elemento de uma família muito querida, e com este nascimento encerra-se o capítulo de nascimentos da famosa (e populosa) Geração 2011.
Foi um ano muito rico em bebés e estes meninos vão andar sempre, certamente, bem acompanhados ao longo da vida.
Entre a minha filha, sobrinho, primos, amigos e leitores assíduos do blogue (que também entram na categoria de amigos claro!), assim de repente, este ano nasceram (por ordem mais ou menos cronológica):
Tomás (da amiga e companheira de projecto profissional)
Dinis (da Joaninha)
Francisco (do P.)
Ema (minha!)
Salvador (da Molinhas)
Lopo (da Cartuxa)
Carminho (da amiga da pré-adolescência, e também é sobrinho da Cartuxa)
Xavier (do meu primo)
Concha (da Madame Pirulitos, bem me parecia que me esquecia de alguém!)
Maria da Luz (do Naish)
Rodrigo (primo do Tê)
Bernardo (de um amigo)

Uma geração que vai de certeza dar que falar!
Um orgulho fazer parte das mães da Geração 2011!!! Estamos todas de parabéns!

E em jeito de ante-estreia, 2012 já está à espreita.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amores Perros


Apanhei hoje por acaso este filme na Fox Movies.
Vi-o a 1ª vez em Santiago de Compostela, durante o Erasmus, e marcou-me profundamente.
Vi-o várias vezes depois disso e hoje confirmo: é brutal.
Brutal mesmo.


Dia de limpeza

... facebookiana.
Apaguei os amigos que não são amigos, e pelo caminho, algumas fotos também.
Uma página arrumada, como se quer.

Adoro

Ouvir o baby grande a falar "à bebé" para a irmã.

E a reacção dela, que fica na maior excitação e alegria, basta ele aparecer.
É mesmo giro ver esta interacção entre eles.

Que fixe que é ter dois bebés!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ternuras tecnológicas

Olho com a mesma ternura - (do tipo "oh que querido, não acredito que já consegue fazer isto") para...
  • o meu filho, no alto dos seus 2 anos, a passar o dedo no ecrã da moldura digital, para fazer passar as imagens como se fosse o telemóvel do pai;
  • a minha sobrinha, com 12 acabados de fazer, a dar os primeiros passos no mundo facebookiano (e a receber declarações de amizade eterna das amigas) :)
  • o meu pai, que é a pessoa menos tecnológica que existe, a fazer zoom nas fotografias do seu iPhone (que só tem porque o obrigaram no trabalho).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Uma estreia (ao fim de mais de 3 anos)

Hoje, pela 1a vez em mais de 3 anos, saí de casa de manhã para ir trabalhar. :)


(eu explico: o baby grande está doente, e fica, juntamente com a irmã, em casa da avó. Para ele não apanhar frio e poder dormir até mais tarde, teria lógica ficar lá a dormir, e para não termos de lá ir de propósito deixar a mais nova, ficámos os 4 a dormir nos avós e eu hoje saí de casa, para vir para casa trabalhar)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Desde que soube...

... que esta rapariga tem um olho de cada cor, não consigo reparar em mais nada.
Acho-a muito gira, não conheço muito do seu trabalho, mas parece-me que está a ter sucesso lá fora e tudo, mas sempre que a vejo só consigo ver um olho verde e outro castanho.
Nunca tinha reparado até que ouvi numa entrevista, e agora não consigo deixar de reparar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A 1ª do ano

Constipação.

Maravilha...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O perigo

A minha filha - que toda a vida foi uma santa e dormiu a noite toda na caminha dela, chegando ao cúmulo de ter de a acordar nos primeiros tempo porque me fazia impressão tanta hora sem comer - deu-lhe para dar más noites, para ter dificuldade em adormecer sozinha, para acordar muitas vezes e vir dormir na nossa cama.
Eu sei que são fases que eles passam, mas também sei o perigo que corro nesta fase crítica a partir dos 7 meses (em que as manhas deles ganham força) : ficar com uma marmanja atrelada à minha cama para sempre, ter de a adormecer ao colo ou ter de me deitar com ela na cama para adormecer, só adormecer a mamar.
Não que seja o fim do mundo em cuecas, mas bolas, ter crianças que adormecem sem dar trabalho é muito melhor.
Para além disso eu não durmo nada bem com um bebé na cama - fico sempre com medo de a esmagar, adormeço um bocado e acordo sobressaltada a ver se respira, enfim, não fico descansada.

Mas a meio da noite, não consigo educar ninguém - é ala para a nossa cama, e siga.
Durante o dia ainda posso escapar, mas às 3h da manhã sou a mãe preguiçosa, que não quer saber, que toma o caminho mais fácil.

Vamos ver se a tendencia se mantém, ou se conseguimos virar o jogo a nosso favor outra vez...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O país de doutores

No outro dia atendi uma cliente de UK, pela voz deveria estar na casa dos 50.
Quando lhe perguntei o nome respondeu-me "Doctor Smith".
Estranhei, porque em anos de trabalho ao telefone, nunca ninguém tinha usado o "doctor" no nome.
Os espanhóis usam mais o nome próprio, mas os ingleses usam ora o nome próprio, ora só o apelido, ora o apelido com o prefixo Mr ou M. conforme o caso. Responderem doctor, foi uma novidade.
Comecei a ouvir com atenção e a reconhecer o sotaque da senhora, estranhamente familiar.
Perguntei, e ela confirmou.
A senhora era portuguesa, casada com um inglês e a viver em Inglaterra há anos.
No entanto, uma réstia da portugalidade de outrora ainda se mantém no uso do título académico antes do nome, em toda em qualquer situação.

Podemos tirar a senhora de Portugal, mas não tiramos Portugal da senhora.
Perdão, da senhora dra.

Detesto (de Inverno)

Os aquecedores a óleo pela casa toda, alguns com roupa a secar.

Desvantagem de trabalhar em casa nestas condiçoes

(Condiçoes = com horário fixo e rigoroso, com apenas meia hora de almoço, sen nenhuma pastelaria ou mini mercado aqui mesmo por baixo.)

Quando acaba o café, temos de nos aguentar à bomboca sem ele durante todo o dia de trabalho...

Frio

Pronto, já não há volta a dar, chegou mesmo o frio, o outono, a chuva, as castanhas, os cachecois e coisas que tais.
Hoje liguei o aquecimento pela 1a vez.

Acho que posso definitivamente arrumar o saco da praia.
:(

domingo, 6 de novembro de 2011

Imaginação

Pela estrada, Alentejo fora, vamos vendo vários animais pelos campos, e eu vou dizendo: olha memés! Olha vacas! Vês? Olha ali cavalos! Vês?
Diz o baby grande :
um elefante, mãe, vês?

Depois, também vimos um macaco.
:)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

1 ano de casa

Fez ontem 1 ano que mudámos para esta casa.
Como tão bem diz o baby grande é "a nossa casa", a 1a a ser mesmo nossa (mentira, é do banco, mas pronto).
1 ano.
A avaliar pelos quadros por pendurar (encostados à parede da sala), pela inexistencia de cortinas, ou tapetes, pela escassez de elementos decorativos (brinquedos não contam), pela casa-de-banho pequena sem chuveiro nem toalheiro, pelos caixotes com coisas (que coisas? não faço ideia) ainda na estante do escritório, e até por alguns objectos ainda (a vergonha!) embrulhados em película aderente, diria que nos mudámos ontem.
Ou, vá, na semana passada.

Difícil de entender

Nos dias de temporal, como hoje, o Te não pode ir de mota para o trabalho, pelo temos de sair todos de manhã para deixar a baby girl na avó, o baby grande na escola, o Te na estação, e eu regresso para casa com o carro (para os poder ir recolher à tarde).
Sabe quem acompanha este blog que eu trabalho em casa, mas tenho horários a cumprir, e entro as 8h da manhã.
Como devem calcular, são manhãs de loucura, em que nos levantamos as 6h30 da manhã e andamos todos a toque de caixa.
Já os 4 no carro, vamos a acelerar por aí, a avó está à espera à porta de casa e fica com o ovo; seguimos a correr para a escola do mais velho que fica perto da estação onde deixo os outros dois, beijinhos a todos e meto-me no carro de regresso a casa.
Hoje a coisa atrasou-se 1 ou 2 minutos e eu vim por aí acima feita doida, para chegar antes das 8h e ter tempo de me ligar ao sistema (e assim ficar visível ao meu chefe, na Holanda).
Estacionei a correr, estava um vizinho a entrar e eu corri para aproveitar a porta aberta, e entrei de rompante no elevador.
Ele faz aquela conversa de circunstancia, de elevador, e pergunta pelos meninos.
Eu, cheia de stress, com os bofes de fora, digo que já estão entregues à avó e à escola, e que estas manhãs são uma loucura para os deixar a tempo.
Nisto saí a correr, de chave na mão, cheia de pressa para ir... para casa.
Imagino o que o vizinho ficou a pensar: esta está cheia de stress, vai deixar os filhos com esta chuva toda, para depois ficar em casa?!
Achou ele que eu estaria com pressa para voltar para a cama?
Ou que estava prestes a começar o meu programa favorito na tv?
lol
Eu percebo que não me entendam...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ementas semanais

(e com este título vem cá dar uma data de donas de casa desesperadas buscar inspiração, não levam grande coisa, mas pronto).

Porque também me dá jeito quando há bloguistas que partilham as ementas, aqui ficam algumas sugestoes.
Semana passada:
Dourada no forno com batatas cozidas (comemos no próprio dia, mas no dia seguinte fica seca aquecida no micro ondas)
Bifes de frango no forno com cebola e tomate (congelados, é só despejar no pyrex, temperar e ala para o forno), com arroz
Pescada de fricassé (o elo mais fraco da semana, não ficou nada de especial), com batatas cozidas
Esta semana:
Caçarola de legumes no forno (courgete, tomate, chuchu e cebola num pyrex, coberto com pão ralado - ralei pão e bolachas de água e sal - temperado com alho em pó e ervas aromáticas), com massa
Bifes de atum de cebolada (na frigideira)
Salmão com legumes (mistura de legumes congelados marca PD no pyrex, lombos de salmão por cima e forno - uma trabalheira...)
Bifes de frango com cebola e pesto (o elo mais fraco desta vez, piquei cebola porque a congelada acabou, foi demais, fiz no tacho e fui acrescentando temperos, deitei cerveja p fazer molho, ficou um bocado sem graça, meti-lhe o pesto para animar, e ficou verde - enfim, há coisas assim)

Cozinho tudo de empreitada, depois de feito e arrefecido vai para o congelador.
No dia é só aquecer e fazer o acompanhamento.
Tudo organizadinho como deve ser.
Um orgulho.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ter um sobrinho que nasceu no dia dos meus anos...

... permite saber que hoje completo 33 anos e 5 meses.
E permite saber também que eu, tal como ele, houve muitos meses que não cheguei a cumprir, porque nem todos têm 31 dias.
Até agora ele apenas festejou os 2, 3 e 5 meses.
E não vai festejar os 6 meses, essa data tão importante, porque Novembro acaba no dia 30.
E eu também não festejei, bem entendido.
As coisas que uma pessoa aprende, ao ter um sobrinho no dia dos anos...
Obrigada sobrinho-gémeo, e já agora PARABÉNS!
A ti e a mim, pois claro!

Noticiários e a crise

Más notícias = "devido à crise...", "por causa da crise..."
Boas notícias = "apesar da crise..."

A crise está em todas.

domingo, 30 de outubro de 2011

Ter um irmão mais velho é...

... aos 6 meses já brincar (=pôr na boca) com lego, com dinossauros assustadores, e bonecos do Noddy pequeninos e nada adequados à idade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O vírus

O meu e-mail resolveu enviar vírus como se não houvesse amanhã para todos (T-O-D-O-S) os meus contactos.
Só para terem uma ideia, eu tenho este endereço de e-mail há 10 anos. 10. Nem tenho ideia quantos contactos lá tenho...
E toda a gente, ao que parece, recebeu um lindo e-mail sobre a impotência.
Medo.
Se penso muito nisso até me arrepia.
Os meus contactos profissionais, todas as pessoas a quem mandei o meu cv, os meus colegas de erasmus que não vejo desde essa altura, os colegas da faculdade que andei a ignorar este tempo todo, e a lista continua...
Dei por ela porque muitos deles vieram devolvidos.
Até agora recebi só uma resposta, a dizer "acho que andas por aí a espalhar vírus"... do meu chefe.
Raios!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tenho mesmo de emagrecer

Porque com isto da crise, não posso comprar roupas giras para mim, e as minhas amigas que têm coisas giras e que podem emprestar, são muito mais magras que eu.

A tecnologia ao serviço da aldeia global

Reunião de apresentação de novos produtos.
A anfitriã em Inglaterra, a minha equipa na Holanda, eu em Portugal.
Acedemos à a apresentação (numa aplicação própria).
Na Holanda, na sala de reunião, há um sistema de camaras com microfone integrado, pelo que no meu ecrã posso ver uma panoramica geral da sala na parte de baixo do ecrã (vendo todos os que estão sentados na mesa redonda), e uma outra prespectiva de pormenor de quem está a falar (os microfones captam o som e a camara activa-se, filmando quem está a falar).
Na Holanda, partilha-se o ecrã com a anfitriã em Inglaterra, e dando-lhe a possibilidade de ficar com o poder sobre o computador.
De Inglaterra, a anfitriã mexe no seu rato, no seu computador, para passar as páginas da sua apresentação no computador da Holanda, para que todos possamos acompanhar.

E assim de repente eu consigo ver todos os meus colegas da Holanda, conhecer novos produtos, receber formação directamente de Inglaterra, sem sair do lugar cá em Portugal.

Tecnologia de ponta cá em casa, entre o quarto do bebé e a casa de banho das visitas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

2 anos

O meu mais velho fez 2 anos na semana passada, e parece impossível pensar que sou mãe apenas há 2 anos.
2 anos de maternidade ensinaram-me:
  • a conviver com o sentimento de culpa. Estranho, mas de todas as coisas, esta é a que me vem à cabeça primeiro. Culpa, culpa, culpa. De estar presente, de não estar, de ler uma revista, de ir buscar mais tarde, de deixar de amamentar, de esquecer disto ou daquilo, de estar grávida enquanto ele aprendeu a andar, de ter outro bebé sendo o primeiro tão pequeno, culpa por tudo e por nada. Avisaram-me de muuuitas coisas antes de ser mãe, deste sentimento de culpa, ninguém me falou.
  • a transferir o epicentro da minha vida para eles - a minha vida gira em roda deles, e eu e o pai vimos sempre depois
  • a não julgar os outros pais. Pais de meninos que fazem birras, pais que ralham demais, pais severos, pais relaxados - não julgo ninguém. Sei que tenho também a minha parte de defeitos apesar de estar sempre a dar o meu melhor - imagino que os outros pais também estão a fazer o mesmo, e que alguma coisa no percurso os fez actuar assim.
  • na mesma linha do anterior, a não cuspir para o ar, pois as nossas convicções acabam por cair por terra, e se não o fazem é apenas por pura sorte. Podemos ter muitas intenções - não o vou adormecer ao colo, filho meu não janta em frente à tv, nem come doces antes dos 10, vou amamentar em exclusivo até aos 6 meses, you name it - se lhes der para ser do contra, tudo isto cai por terra e lá andamos nós a fazer o que jurámos não fazer.
  • a não me importar quando faço aquilo que jurei não fazer, porque faz parte.
  • que ser pai e mãe não é algo que depende só de nós - eu não sou apenas mãe, sou mãe apenas dos meus filhos,e se fosse mãe de outros quaisquer, seria diferente com certeza
  • que ser pai e mãe não se pode planear à distância, que vamos planeando à medida que nos deparamos com as coisas
  • que os filhos, uma vez paridos, não nos pertencem, pertencem ao mundo
  • que ser mãe pode ser muito difícil, mas também pode ser muito fácil
  • a planear, organizar, esquematizar, fazer listas, pensar sempre em tudo antes de sair de casa
  • a conviver com o medo. Medo de os perder, medo que lhes aconteça alguma coisa. A pegar nesse medo e embrulha-lo no fundo do meu ser, porque não posso ficar com eles debaixo da asa todo o tempo
  • a dormir pouco, a comer de pé, a tomar duche a correr, a interromper o que estou a fazer vezes sem fim, a mudar de planos à última hora
  • que vai sempre haver alguma coisa que falha, alguma coisa que se esquece, alguma coisa que falta

Então, malta...

... contentinhos com o regresso do Outono?

Eu não.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ervas

Aderi à moda de ter ervas aromáticas em vasos na cozinha.
Assim, quando preciso, lá vou eu à janela cortar umas folhas directamente para a panela - e isto é tãããããão Jamie Oliver... Gosto.

Não tenho jeitinho nenhum para plantas, mato-as todas em menos de nada, mas por acaso estas até se estão a aguentar (quer dizer, os coentros e a salsa já foram à vida, mas restam 2 manjericões e 2 morangueiros, 1 mais para lá do que para cá, mas ainda assim o saldo é positivo).

Agora reparei que tenho uma joaninha numa folha de manjericão!
Achei um amor!
É uma coisa boa, certo?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um caso facebookiano

Aqui há um tempo atrás recebi uma proposta de amizade no FB de uma Maria João Pereira.
Como tinha uma Mª João no mestrado, de quem não me lembrava do apelido, antes de aceitar resolvi perguntar se era ela.
Respondeu que não, mas não se identificou.
A fotografia não permitia ver bem a cara, ainda a abri e aumentei, mas fiquei na mesma.
O pedido de amizade ficou, portanto, pendurado.
Passado um tempo recebo nova mensagem da rapariga. Quase a insultar-me por não a ter aceite, que já sabia que eu não gostava dela desde os tempos da faculdade, que eu era uma "nariz empinado",uma snob que nem deve ter amigos na vida real, uma isto e uma aquilo e que agora nem a aceitava, depois de tudo o que passámos juntas.
Eu fiquei boquiaberta.
Tentei procurar no mais fundo da memória, e não encontrei nenhuma Mª João na faculdade, nem da minha nem de outras turmas.
Mandei-a dar uma curva, que se somos assim tão amigas, ela que me ligasse porque eu ainda tenho o mesmo número desde a faculdade.
Fiquei em choque com a atitude, achei-a uma triste, a dar esta importância à vida virtual.
O pedido ficou por ali.
Às tantas fui ver, e ela tinha como amigo um dos meus primos (comentador assíduo aqui no blog, o P.).
Fiquei intrigada.
Aos poucos mais e mais pessoas conhecidas a adicionaram.
A rapariga tem centenas de amigos. É membro de vários grupos, joga nos jogos da moda, é fã de algumas marcas.
Recebe parabéns de muitos amigos no dia dos anos e é convidada para imensos eventos.
Partilha pensamentos e dicas, músicas e trailers de filmes.
A Maria João Pereira é um caso de sucesso.

Só que a Maria João Pereira não existe.
Foi o meu cunhado que a criou, apenas para provar um ponto.
Ele nunca pensou que isto acontecesse, mas é verdade: a malta adiciona gente que não conhece, dá parabéns só porque sim, e convida para eventos para fazer número.
A Maria João Pereira* tem mais vida facebookiana que eu.
E para isso, nem precisa de existir.



* nome fictício, que não corresponde ao da pessoa fictícia.

domingo, 23 de outubro de 2011

Prazer doméstico

Esvaziar o cesto da roupa para passar a ferro.

Sim, eu sei, é um prazer completamente de dona de casa, sem interesse nenhum e tal, mas acreditem, para mim neste momento é uma cena mesmo fixe!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fixe

Poder sentar-me a trabalhar a seguir ao almoço sem ter azia/dores de estômago/má disposição, como tinha na gravidez.

É tudo muito lindo, e acho muita graça às barrigas redondas... das outras pessoas.
Não digo que seja para sempre, mas por enquanto estou muito bem assim. Livra!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Também é da crise

Reparo que estou a ficar igual à minha mãe quando dou por mim a guardar o papel de embrulho de um presente de anos para uma próxima oportunidade.