quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Lição do dia (de ontem)

Não voltar a chamar nenhum tipo de assistência técnica cá para casa sem confirmar que os orçamentos são grátis.

22,45€ deitados ao lixo, para um senhor que não deve fazer mais nada na vida do que deslocar-se a casa das pessoas, fazer um orçamento estapafúrdio (só para verem, fizemos o arranjo por menos 110€ do que ele orçamentou), receber o preço da deslocação e ir-se embora.
Ladrão!

domingo, 14 de agosto de 2011

A macaca Marta é irritante!

E eu sei que a maior parte de vocês sabe do que estou a falar...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os vícios são tramados

Hoje sonhei que estava animadamente numa varanda a fumar um cigarro.
De notar que não fumo desde Março de 2002, mas ainda assim o meu sub-consciente decidiu pregar-me esta partida.

Sempre em recuperação, é o que vos digo. Não podemos achar que estamos curados nunca.
Ora bolas...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

9 de Agosto

12 anos já cá cantam, e pela 1ª vez em muito tempo (mais de 2 anos seguramente - tempo demais, portanto) fomos jantar fora só os dois.
Crianças com avós, que deram jantar e aturaram birras de tal ordem que só conseguimos sair de casa quase às 22h.
Mas fomos na mesma, e foi bom.
A repetir.

Promessa do dia: não nos tornarmos naqueles casais a quem os filhos têm de dizer "mas porque é que não vão jantar/ao cinema/de férias só os dois??" e eles encolhem os ombros porque acham que fazer programas a dois já não tem graça.
Buuuu!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Detesto (de verão)

... ver os miúdos nus na praia.
A que propósito?
Se não andam nus em mais lado nenhum, porque raio chegam à praia e as mães resolvem tirar a roupa toda e já está?

E é para quê? Para fazerem as necessidades mais à vontade?
Toda a gente sabe que para fazer xixi na água não é preciso tirar o fato de banho.

Custa muito pôr uma fralda?? E nem vale a pena daquelas XPTO, que devem ser caríssimas, que podem ir à água. As fraldas normais marca branca também podem que eu sei.
Hoje em dia nem dá para dar a desculpa de os fatos de banho serem caros, que nos hipermercados há-os giros e baratos!

Mas não, a malta gosta do rabo ao léu mesmo, não há nada a fazer...

De-tes-to!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ouço em repeat no carro

Podia habituar-me a viver assim...

... entre praia, esplanada, dar de mamar de cabelo molhado a ver o mar, jantares em família porque é verão, os dias são compridos e apetece.

Que bela ideia estar de licença nesta altura do ano.
Prevejo um duríssimo embate com a realidade no próximo outono...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar XIV

Para que quando o filho mais velho entra nos famosos e badalados "terrible 2", e testa os limites e faz asneirada da grossa e desafia tudo e todos, a mãe não esteja sentada, a dar de mamar (ao mais novo, bem entendido).


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Novidades de domingo passado

  • ele estreou-se a ter galos na cabeça - tropeçou e bateu com a cabeça na esquina de um armário, ficando com um valente galo na testa, e uma marca que lhe valeu a alcunha de "Harry Poter" entre os primos
  • num outro registo, estreou-se a fazer obras de arte nas paredes e chão de casa dos avós, e também nos seus próprios pés e pernas. Hoje repetiu a graça e andou a exibir uma mono-sobrancelha.
  • ela descobriu os pés. Já andava encantada com as suas próprias mãos há uns tempos, agora percebeu que tem mais com que brincar. Muito fixe.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Facto

Ter uma filha gorducha e sossegada reduz 99% dos bitaites mandados pelos outros (pais e não-pais, que na hora de mandar bitaites vale tudo).
No início ainda achei que era por ser a 2ª filha, que pensassem ah e tal esta mãe já deve saber da coisa.
Mas não, nada a ver.
Ter uma miúda que aparenta estar bem alimentada, que dorme todo o tempo nos eventos sociais, e quando acordada anda de colo em colo a distribuir sorrisos, faz com que a malta fique sem nada a dizer.
Porreiro.

Tudo mérito dela, mas eu agradeço o silêncio :)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pensamento do dia

Ter um filho complica, ter dois simplifica.

domingo, 24 de julho de 2011

Ter filhos que usam 95% de roupa emprestada é...

  • ouvir os sobrinhos dizer cá em casa "olha! Eu tinha um pijama igualzinho a este!"
  • ter sacos e sacos de roupa guardada no armário com indicação do nome e da data de quando deverão servir
  • ter tirado fotografias a cada peça emprestada, organizando-as depois por pastas com o nome de quem emprestou, nos primeiros 3 meses do 1º baby, e agora já não saber quem emprestou o quê
  • ter comprado um total de 2 ou 3 peças de roupa para esta estação para o rapaz, e zero para a rapariga (como acabou de nascer, recebeu muitos presentes além dos empréstimos)
  • andar sempre com sacos para trás e para a frente e a separar roupas para trás e para a frente
  • ter filhos que usam roupa com outros nomes nas etiquetas
  • ter um filho que recebeu uma mala de roupa de rapaz vinda de uma família chique de Lisboa que tem 3 rapazes (são amigos da mulher de um primo do meu pai, que enviou pela minha tia), que continha todo um enxoval desde os 0 aos 6 anos (fato de surf incluído), e ver depois essa família numa revista cor-de-rosa
  • poupar um dinheirão em roupas que servem durante pouquíssimo tempo
  • ficar muito contente de ter um sobrinho rapaz e uma sobrinha-prima menina a quem passar os tais sacos e sacos e caixas de roupa que deixa de servir, que não há nada pior do que ter pesos mortos em casa!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tenho de deixar de ver o Masterchef Austrália

Hoje foi dia de bolo de chocolate "floresta negra", num desafio eliminatório.
E as bolachas Maria com copo de leite (que são um verdadeiro pitéu) vão perdendo a graça...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sabemos que já não há volta a dar...

... quando ainda não chegámos à parte do "uma salva de palmas" e já temos o nosso filho a gritar "BOLO BOLO BOLOOOOO!!!!".

Era tão bom quando ele não sabia o que isso era...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Conselho gratuito às mães de 2ª viagem...

... que têm dois filhos a usar fraldas ao mesmo tempo:
Comprar fraldas de marcas diferentes, ou pelo menos verificar que as fraldas têm desenhos diferentes consoante o tamanho.
O meu saco das fraldas é o perfeito caos, com fraldas cheias de desenhos com motivos marinhos (golfinhos, estrelas do mar, polvos - já falei sobre isto) de tamanhos diferentes, tudo misturado.
E a primeira a sair é - claro - sempre do tamanho errado...

domingo, 17 de julho de 2011

Férias

Ficamos por cá, mas estamos de férias e como tal, posso ausentar-me durante uns tempos, ok?
Dentro de 2 semanas estarei de regresso a escrever com a habitual frequência, que eu bem sei que alguns de vós não conseguem viver sem os meus posts e eu não quero que vos falte nada.
Nos entretantos, pode ser que me apeteça cá vir de vez em quando...

Fiquem todos bem, que nós também faremos por isso!
;)

Filha XXL

Percebemos que temos uma filha tamanho XXL quando...
  • a maior parte dos comentários que recebe é sobre o seu tamanho - principalmente das pernas
  • ela veste aos 3 meses roupa que o irmão vestiu com 8 meses, e ainda custa a apertar
  • começamos a ver que as roupas que lhe comprámos nos saldos de inverno não lhe vão servir
  • ela usa fraldas apenas 1 tamanho abaixo do irmão (de 21 meses)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Medo

Passar num cruzamento onde passo quase todos os dias, perto de casa dos meus pais e do paredão onde vou caminhar muitas vezes, e ver um mega acidente, com um carro capotado, de rodas para o ar, e outro espetado contra o muro.
Pensar que passo ali quase todos os dias com os meus filhos, paralisa-me.
De medo.
Fico sem palavras, e nem me apetece sair de casa.

Frustração

Ver o Masterchef Australia a comer bolacha Maria e um copo de leite.
Acabo de ver uma sobremesa que me deixou a babar...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sabemos que fizemos a escolha certa quando...

... ao passar à porta da escola para ir para a praia ouvimos uma mega-birra no banco de trás:
"Escoooooooolaaaaaaa!!!"
... porque não parámos.

Portanto, a caminho da praia, e o rapaz queria ficar na escola.
Esta vou-lhe contar quando for adolescente.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Excursão

O meu mais velho foi hoje na sua primeira excursão/passeio de final de ano com a escolinha, a uma quinta pedagógica.
Quando soube deste passeio, há umas semanas atrás, obviamente decidi logo que ele não ia.
Para quê? Nunca se vai lembrar, é perfeitamente escusado, para o ano há outra vez e ele desfruta melhor, não há necessidade de estar a ir numa camioneta, em grupo, ai credo que ainda me perdem o menino (lagarto, lagarto).
O pai, claro, disse logo que ele ia adorar, e que eu estava a ser, claro, galinha demais.
A verdade é que há 1 mês fomos visitar a minha irmã ao Alentejo, num fim de semana. Como estavam em mudanças, o meu cunhado esteve ausente praticamente todo o tempo, mas lá arranjou um tempinho para mostrar ao sobrinho a quinta onde trabalha. Mostrou-lhe alguns animais, andou com ele de tractor, e deixou-o guiar o jipe lá na herdade.
Ele adorou, claro.
No total, passou umas 2 horas com o tio, mas foi o suficiente para passar as 3 semanas seguintes a perguntar por ele todo o santo dia (agora continua a perguntar, mas já não todos os dias). Ou seja, não se esqueceu, e foi uma experiência que o marcou.
A directora e a educadora lá me explicaram que a quinta é pequena, fica aqui perto, só recebe 1 escola de cada vez, eles entram na quinta no autocarro e fecham logo o portão, que vão todos os meninos, que andam com coelhinhos e patinhos na mão, blá, blá blá... isso mais o comentário da minha irmã com um ar desaprovador "mas tu vais privar o teu filho de uma experiência destas só porque tens medo???", lá me convenceram.
Deixei-o na escola, vestido com o equipamento, como todos os dias, e vim embora sem me agarrar a ele aos gritos, sem soltar nenhuma lágrima, sem fazer nenhuma cena que o envergonhasse. Ponto para mim.
Mas pedi o telemóvel à educadora, e já lhe liguei depois do almoço.
Ela disse que esteve feliz toda a manhã, com os cães, patos e coelhos, e que estavam a dormir a sesta numa salinha que têm para o efeito.
Tudo bem, portanto.
Eu sei, eu sei, que é suposto darmos asas às nossas crias, e não prende-las debaixo da nossa asa, mas é mais forte que eu.
Estou aqui numa angustia, mortinha por o ir buscar outra vez.
E agora sim, sei o que é ser mãe.
Porque isto é só o começo. A partir daqui é sempre a descer.
Começa com a excursão fofinha à quinta pedagógica e antes de nada está a ir de viagem de finalistas para Ibiza, a fazer um inter-rail, a passar fins de semana em casa de amigos que não conheço, a dar saltos em queda livre ou bungee jumping, a sair à noite como se não houvesse amanhã.
E esta angústia, é basicamente o que me resta. É bom que me vá habituando...

Ainda falta muito para as 17h??

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nota mental...

...para uma mãe que se quer organizada, e dentro do possível fashion. Ou não-desleixada, vá, que eu de fashion não tenho mesmo nada:
Andar com uma roupa sobressalente para si mesma.
Sim, é típico andar com nódoas de bolsado, e restos de bolacha no ombro e faz parte das alegrias da maternidade e tudo e tudo.
Mas uma mancha megalómana de cocó na minha pança, amarela, pegajosa e mal cheirosa, ultrapassa todos os limites.
Menos mal que estava em casa da minha mãe, que tem alguma roupa que me serve, se não seria o desastre.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Senhores fabricantes de fraldas:

Não se incomodem a fazer desenhos nas fraldas de bebé. A sério.
Ignorem essa parte, porque nós, mães, preferimos uma fralda branquinha, sem bonecada.
Podem achar que as fraldas ficam mais divertidas com bonequinhos, sapos, motivos do fundo do mar, riscas, coelhinhos... mas não ficam.
Ficam feias.
E as crianças não gostam mais de as usar por causa da decoração.
E essa decoração, caros senhores fabricantes, choca com a roupa que queremos pôr aos nossos filhos.
Se com os rapazes a coisa escapa, com as meninas, meus senhores, é um problema.
Porque a menos que eu vista a minha menina com vestidos verdes com pegadas de sapos, ou com bonecos da rua sésamo, às pintas verde água com animais da quinta, ou de azul com motivos marinhos (polvos incluídos), os vestidos não vão combinar nunca com as vossas fraldas.
Obrigada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Viciado na bola

Que o meu rapaz, cada vez menos baby, é louco por bolas, acho que já referi aqui.
É de longe o brinquedo favorito, onde está uma bola lá está ele a chutar (com o pé esquerdo, para orgulho do pai), e se não houver bola ele chuta outra coisa qualquer. No parque rouba as bolas dos outros meninos, e quando não está a jogar à bola está muitas vezes com uma bola pequenina na mão. Como o pai era assim, e ainda é viciado na bola, é uma brincadeira que todo o santo dia ocorre nesta casa: pai e filho a dar toques na bola horas a fio.
Convém também explicar que ele ultimamente tem estado muito mais meigo. Desde que a irmã nasceu nota-se uma crescente meiguice, principalmente comigo. E nestes últimos tempos tem feito aquelas cenas dignas de filme lamechas de vir a correr ter comigo, de braços abertos a gritar "mãe!" para eu lhe dar um abraço. E sim, eu fico a babar.
Ontem no Parque das Nações eu vinha com ele no colo a ir ter com o pai, que tinha ficado com a baby girl na sombra.
O pai faz-me sinal para o por no chão e agacha-se de braços abertos para que o filho corresse na sua direcção. O rapaz corre, a rir de braços abertos, e eu quase que o via em câmara lenta com música de fundo, numa cena ultra-romântica.
Nisto, quando está a uns 3 metros do pai, pára e pergunta:
"Pai, a bola??"

domingo, 3 de julho de 2011

E assim de repente...

... eu sou a mãe que faz queques de bolo de iogurte para levar para a festa da escola.
Mentira.
A massa do bolo foi o pai que fez porque eu estava a braços com uma crise de cólicas (da baby girl, não minhas).
Anyway, fui eu que pus nas forminhas, que controlei o forno, que levei para a escola numa caixa, juntamente com uma garrafa de sumo. E senti-me verdadeiramente mãe.
Como é que cheguei até aqui é que não faço a menor ideia, que ainda ontem eu era apenas filha.
Mas cheira-me que não saio deste papel tão cedo.... E gosto.

sábado, 2 de julho de 2011

Recebido por e-mail

O pai cá de casa deixou de fumar há dois meses, e eu não podia estar mais orgulhosa.
E contente.
E aliviada.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Licença parental...

... com sabor a férias.
O Tê tirou mais uns dias da sua licença na semana passada.
Ainda pesquisámos sítios para ir passar uns dias perto da praia (ou numa casa com piscina, lá está, a tal que nos faz tanta falta!), mas acabámos por não o fazer e não nos arrependemos.
Não gastámos 1 tostão, fomos sempre à praia na mesma, e estivemos com parte da família sempre que possível. Pelo caminho ainda conseguimos arranjar algumas coisitas cá em casa que andamos sempre a adiar.
Não gosto de estar sempre a bater na mesma tecla, mas esta semana de "licenférias" não teve NADA a ver com a licença do baby grande, que decorreu de entre Outubro e Abril, como bem sabeis.
Eu bem que mato a cabeça mas até agora não consegui encontrar nem 1 vantagem em ter um filho no Outono/Inverno. Nem uma.

O fim da eco-bola

Perto de dois anos depois da sua aquisição, não sei precisar há quanto tempo a comprei, acabei por "matar" a nossa eco-bola - a bola detergente - e decidi não voltar a comprar.
Não tenho nada de concreto contra a dita, mas sinceramente, não me apetece.
Sim, foram dois anos sem comprar detergente, mas não sei se isso se traduz em poupança, porque não tenho nem ideia de quanto se gasta em detergente de roupa.
A principal razão é que resolvi acabar com uma "guerra" provocada pela eco-bola cá em casa. O Tê, além de ser céptico em relação à dita desde o início, não gostava nada de ter a roupa sem cheirar a nada. Qualquer defeito na lavagem era culpa da bola, qualquer nódoa que não saía era culpa da bola.
Um dia destes apareceu roupa com umas manchas que me pareceram ser uma das esferas de cerâmica desfeita (mas também podia ser qualquer outra coisa que estivesse esquecida num bolso) e resolvi que mais vale acabar com a bola do que estar sempre a defende-la!
A par disso, porque uma desgraça nunca vem só, também deixei de usar o detergente e amaciador de roupa ecológico - uso apenas na roupa da baby girl até acabar a embalagem, depois logo vejo se volto a comprar ou se opto por um detergente normal de bebés.
Comecei a usa-los não só por uma consciência ecológica, mas também porque enjoei o cheiro do detergente da roupa na 1ª gravidez. Deve haver um componente comum a muitos detergentes, que faz com que até hoje não suporte esse cheiro. No entanto, também eu tinha saudades de ter a roupa com cheirinho a lavado. Detesto aqueles com cheiros fortes mas foi só uma questão de ir cheirando vários detergentes no supermercado e experimentar.
E sim, a roupa não fica melhor lavada, e há nódoas que continuam sem sair, mas pelo menos o acto de abrir a máquina e estender a roupa sempre é mais agradável. E fica um cheirinho a roupa lavada pela casa toda, que me agrada bastante também.
Eu sei que é um passo atrás no nosso caminho por uma pegada ecológica cada vez mais pequena, mas havemos de encontrar uma maneira de compensar a Mãe Natureza por esta falha...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fascinante, o mundo dos tamanhos de roupa para criança...

... que permite que os meus dois filhos, um de 1 ano e 8 meses (aka 20 meses) e uma de 2 meses, tenham roupa do mesmo número.
Não do mesmo tamanho, mas do mesmo número: 6-9 meses (que nenhum deles tem!).
A saber: body interior marca Zippy para ele, body com gola marca Zara para ela.
Vá lá a gente entender...

domingo, 26 de junho de 2011

Arrependimento

Acho sempre graça quando vejo em entrevistas nas revistas cor-de-rosa frases como "não me arrependo de nada", ou "se voltasse atrás fazia tudo igual".
Eu não penso assim.
Sim, claro que tudo o que se passou me trouxe até aqui, mas claro que há algumas coisas que faria diferente, e outras das quais me arrependo de ter ou não ter feito.
Arrependo-me, por exemplo, de não me ter casado.
Não pelo casamento, que esse sei que posso sempre vir a ter, mas sim pela lua-de-mel.
Raios, não há nada como a lua-de-mel, e eu deixei escapar essa oportunidade!
E não me venham com o ah e tal, podes sempre ir de lua-de-mel quando eles forem mais crescidos.
Não é a mesma coisa!
Quando se tem filhos acciona-se um chip de preocupação, que nada faz desligar. Nem quando eles estão com a pessoa em quem mais confiamos. E diz que é assim a vida toda.
Ora, ir de lua-de-mel e ter de ligar todos os dias para saber se comeram a sopa e dormiram a sesta (o que equivale basicamente, a saber se estão bem), qual é a graça?
Quer dizer, graça até tem, que preocupada com eles estou sempre, e assim sempre estava preocupada numa ilha qualquer do Pacífico, que tem mais glamour.
Mas, lá está, não é a mesma coisa...
Aquela leveza, aquela frescura de recém-casados, não se tem depois de ter filhos!
E sim, eu se pudesse teria feito o programa clássico de ir a Nova Iorque 1 semana, e outra semana numa praia paradisíaca qualquer. E ia estar gira e sorridente, e tirar muitas fotografias e não ia telefonar nem dar notícias a ninguém durante 2 semanas.
E sim, claro que posso vir a fazer tudo isso no futuro, mas galinha como sou estou mesmo a ver-me a ir com os dois debaixo do braço.
O que, já se sabe... não é a mesma coisa!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O domínio

Ter os dois filhos a fazer a sesta ao mesmo tempo.
Muito bom.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Poder fraternal

Hoje pela 1ª vez o baby grande referiu-se à irmã como "a minha mana".
Disse "minha mana" ao almoço, e o primo de 15 meses respondeu qualquer coisa na língua dele (provavelmente um comentário ao livro de animais que estava a ver, mas pronto).
Ele vira-se para ele e grita:
"Não! É minha mana!"
Gostei de ouvir o seu primeiro grito protector em relação à irmã.

Que assim se mantenha.

Quando achamos que já vimos tudo...

... pois que aparecem duas senhoras ao nosso lado na praia a bezuntarem-se com azeite.
De azeitona, não azeite corporal.
Daquele de temperar a salada, com garrafa de vidro e tudo. Esse mesmo.
O nojo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A casa com piscina

É aquilo que me faz falta.
E perguntam vocês: oh Mary, mas tu, que vives a 2 minutos da praia (7 minutos, vá), precisas de uma casa com piscina para quê?
De facto, parece um bocado supérfluo, mas no fundo, era um pequeno luxo que eu adorava ter.
Sim, vivo perto da praia (e tiro muito partido disso), mas nesta fase da vida, uma casa com piscina é que era!
Já me visualizo em casa, no verão, as praias à pinha, os estacionamentos cheios, sem um lugar para pôr a toalha, e eu a curtir um sol na beira da piscina. A baby girl a dormir a sesta na sala, no parque ou na alcofa - porque a casa com piscina tem a sala com grandes portas de vidro a dar para a piscina - e eu a dar mergulhaças e a nadar debaixo de água.
Que bom que era...
E perguntam vocês: oh Mary, mas numa família tão grande, e com tantos amigos, não há ninguém que tenha uma casa com piscina??
E respondo eu: por incrível que pareça... não!
Conheço grupos de amigos em que cada um tem uma casa de férias num sítio diferente, todas com piscina.
Pois que os meus amigos são os melhores do mundo, mas nenhum é afortunado nesse sentido...
Minto. Na adolescência havia uma amiga do grupo que tinha casa com piscina na Praia Grande. Grandes tardes lá passámos, uns a mandar mergulhos do telhado, uns a atirar outros à piscina vestidos, outros ainda (eu) esparramados ao sol a fumar cigarros na espreguiçadeira.
Bons tempos...
Pois que a dona da casa foi a única pessoa do grupo com quem perdemos totalmente o contacto. A rapariga escapuliu, e nós ficámos todos a ver navios.
Para ajudar ainda mais a esta minha vontade de ter uma casa com piscina, no outro dia vi numa tv no centro comercial um programa de arquitectura na Austrália que me deixou com água na boca.
Dizia o proprietário que tinha pedido ao arquitecto uma casa que transmitisse os verdadeiros valores australianos. Pensei eu que se tratasse de uma grande mesa de refeições para toda a família, ou de um espaço comum onde todos pudessem conviver. Não.
Os valores australianos a que se referia eram, basicamente, o prazer de vir da praia (a casa ficava nas dunas) e dar um mergulho na piscina para tirar o sal.
Eu fiquei, claro, a babar - com os valores australianos com os quais me identifico, com a casa em si, com a praia, com a piscina...
E assim sendo, porque nada nos cai no colo, o Tê e eu temos agora o projecto "casa de piscina": aquela que vamos comprar quando nos sair o euromilhões/recebermos uma herança de uma tia desconhecida/formos mega-promovidos (riscar o que não interessa), que vai ter uma super piscina, muitas espreguiçadeiras, uma rede para dormir a sesta, o grelhador para fazermos churrascos, aquela mesa onde nos podemos sentar todos horas a fio. Tudo valores que prezamos muito, claro!
I can't wait!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Menino ou menina?

Os espanhóis têm uma maneira de ver infalível.
Esta semana estava eu na esplanada no paredão de Cascais (sim tenho uma vida dura, podem odiar-me!) com a baby girl ao colo, vestida de branco.
Passam duas senhoras espanholas que acham graça ao bebé e metem conversa. Às tantas uma dela pergunta:
Es niño o ninã?
Es una niña - respondi eu.
Ah! Es que estava buscando los pendientes...

Lá expliquei à senhora que por cá não se usa furar as orelhas às meninas logo que nascem - é coisa que aliás me faz impressão, porque acho que devem ser elas a querer furar as orelhas, quando tiverem idade para expressar esse desejo.
Mas não há dúvida que o facto de um bebé ter brincos ou não torna muito mais fácil de identificar, e evita as famosas perguntas embaraçosas ou comentários a medo quando a criança está vestida de azul, mas tem golinha de renda e coisas que tais...

Caracóis

Deixo o baby grande uns minutos sozinho com o pai no barbeiro e quando regresso já só há caracóis no chão!
Ia tendo um ataque, que tentei disfarçar - tão bem ou tão mal que a barbeira pediu desculpa umas 10 vezes.
É bom que regressem os caracóis quando o cabelo crescer, se não vou lá pedir indemnização.

Em 2011 como em 1970...

... continua a haver quem use o clássico óleo Johnson's na praia.
Please...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A minha casa de banho cheira ao ano 2000

O Tê trouxe o seu perfume antigo de casa dos pais.
Uma verdadeira viagem no tempo.

Prazer

Ver os meus bebés a dormir.
Do melhor.

Perigosa combinação (e mal cheirosa também)

Fraldas com cocós de dois bebés no lixo, e calor.
Mais um bocadinho e tenho a polícia à porta para ver a origem deste mau cheiro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Morangos


É uma pena que a época dos morangos dure tão pouco tempo, mas sei que faz parte do seu encanto.
Entre os primeiros morangos que sabem a água e a adubo, até haver só uma ou duas caixas de morangos delegados para segundo plano nas prateleiras de supermercado cheias de cerejas, vai coisa de mês e meio.
Muito pouco tempo para apreciar a fruta preferida.

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar XIII

Para terem um filho mais velho com motricidade fina suficiente para acertar com a chucha na boca do bebé à primeira.
É um espetáculo digno de se ver: ela com a boca aberta a fazer aqueles trejeitos à procura da chucha, ele a espetar-lhe com a chucha na bochecha, no nariz, na testa...
Em última análise, para terem um filho mais velho que perceba quando o bebé não quer mesmo a chucha, e pare de insistir sem ser preciso ir lá a mãe tirar-lhe a chucha da mão de uma vez antes que a coisa dê para o torto.


Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar XII

Para terem um filho mais velho que consiga fazer recados de jeito, tipo ir buscar as toalhitas na gaveta, ou o pacote das fraldas no armário, quando estão sozinhas com os dois.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Post assim a dar para o egoísta

Fico contente quando não está tempo de praia.
Mesmo contente.
Sorry.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Novo vício (mais um, ora bolas...)

Bolacha Maria marca É (já aqui referidas) mergulhadas durante o número certo de segundos no leite de soja (ou leite normal) fresco.

E caso estejam atentos aos vícios anteriores aqui referidos, um mantém-se, o outro não.
Mantenho os morangos com iogurte de manga, não mantenho as amêndoas de chocolate.
Do mal, o menos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A ver se também me lembro...

... de não me voltar a esquecer do saco das fraldas em casa quando saio para ir às compras com a rapariga.
E mais não digo...

A ver se me lembro...

... de não voltar a sair de casa com o cabelo semi-molhado num dia de humidade e vento como o de hoje.
E perguntam vocês "porquê, Mary? Parece que viste um bicho?"
E respondo eu "não, caros leitores, eu pareço o próprio do bicho..."
Ainda para mais nem levei um elástico para tentar remediar a situação...

Ontem também foi dia...

... de me estrear em fato de banho 2 meses depois de ter sido mãe.
E uma vez que tem de ser, ainda bem que na praia não há espelhos.

Ontem foi dia...

...de 1º mergulho no mar.
Que bálsamo...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A desculpa perfeita

... para não ter de regressar ao ginásio.
Fechou! O meu ginásio fechou!
E agora não tenho dinheiro para estar a ir pagar outra matrícula noutro qualquer, além de que esses 40 euros mensais vão dar muito jeito!
Pronto, não preciso inventar mais desculpas para não ir ao ginásio!

Nota: é desta que me vou pôr a correr pela vida a partir de Setembro...
Nota 2: faz-me impressão ver o ginásio a fechar porque quando eu o frequentava (até há 1 ano atrás) estava sempre cheio, mesmo de manhã havia sempre gente no circuito e as aulas estavam sempre a abarrotar. Dizer que a malta não pagava a mensalidade está fora de questão porque era por débito directo. Imagino o que se terá passado (desistências em massa) para em apenas 1 ano o espaço ter mesmo de fechar... é triste...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sling

A minha filha é adepta.
Todas as noites, na hora da cólica temos usado o dito, porque a rapariga só se cala no meu colo e eu às tantas também preciso das mãos.
Também já o usei fora de casa, para ir ao parque sozinha com os dois.
A coisa até corre bem, excepto quando o mais velho resolve trepar uma escada e cai e quer colo - é difícil pegar ao colo aos dois! - ou quando quer ir para um sítio dos mais crescidos, eu vou busca-lo e ele faz birra, manda-se para o chão, eu tento puxa-lo e ele faz-se de mole e deita-se no chão de barriga para baixo numa cena típica que não sei onde aprende, devem ensinar na maternidade porque são todos iguais!
Nesses momentos era melhor tê-la no carrinho, mas de resto acho que até dá jeito.

Padeira

É o que eu posso vir a ser.
Recebi uma máquina do pão nos anos, e hoje já houve pão quentinho ao pequeno almoço!
Do melhor!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da Criança

Não tenho grandes recordações dos dias da criança de quando eu era criança, talvez por ser o dia a seguir ao dos anos, pelo que em comparação ficava apagadito.
Presentes sei que não recebia (tinha recebido na véspera!), eventualmente uma lembrança, e também não me lembro se fazíamos algo especial na escola.
Hoje já o encarei de maneira diferente.
Fiz questão de ir com os babies ao parque depois da escola, e ofereci um livro ao baby mais velho.
Senti-me importante, e crescida, a fazer este papel de mãe no Dia da Criança.

Sobrinho-gémeo

E ontem foi dia de receber o melhor presente de anos de todos: nasceu o meu sobrinho!
Tanto usei a expressão "grávidas-gémeas" durante a gravidez que pimba, calhou que um dos babies acertasse em cheio nos meus anos.
Eu, claro, não queria nada perder o protagonismo - ora bolas, era o único dia do ano em que eu era a coisa mais importante! - e já tinha avisado a minha irmã. Aliás pelos vistos, de todas as pessoas que fazem anos em Maio (e são muitas), fui a única a querer manter o exclusivo. Desde a família, aos amigos, aos alunos e conhecidos nascidos em Maio, toda a gente comentava que queria que nascesse no seu dia. Eu, claro, expliquei logo que ele podia roubar-me a semana dos anos, mas não o dia, faz favor, que o 31 de Maio é meu!
Toma lá que é para te calares!
A piada é que o rapaz estava para nascer há semanas.
A minha mãe mudou-se para casa da minha irmã para a ajudar nos últimos preparativos há quase 1 mês. Ele nada. As semanas a passar, e ele fantástico, dentro da barriga.
A minha irmã foi ao hospital umas 10 vezes, fez inúmeros ctg, teve contracções diversas vezes, e acabou sempre por voltar para casa. Sempre todos a acharmos que estava quase, que estava por um fio, mas ainda não era a hora.
E claro que não era a hora, pois ele sabia muito bem quando é que ia nascer: no melhor dia do ano - o meu!
E foi assim que eu perdi o protagonismo, mas ganhei um sobrinho lindo de morrer com quem vou partilhar o dia dos anos. Vai ser sempre um sobrinho especial, e mesmo quando eu for velhinha, ele não se há-de esquecer nunca do dia dos meus anos!
E claro, ontem já tive um jantar de anos quase partilhado com o sobrinho-gémeo, com direito a brinde ao sobrinho-gémeo, com parabéns cantados a mim e ao sobrinho-gémeo e inúmera piadolas a propósito.
Foi-se o exclusivo do dia, mas ele é tão querido que merece mesmo ter todo o protagonismo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Diga 33

Eu não digo, faço. Hoje.
:)

domingo, 29 de maio de 2011

Olha eu a fazer um post sobre os Globos de Ouro!

Acho irritante quando anunciam um vencedor e o mesmo não sorri.
"E o vencedor é... aquele que ali está com um trombil de meio metro e com cara de quem fuzilava alguém caso não ganhasse!"
É estúpido, pronto.
Ganhas o globo tens de fazer cara de surpreendido e sorrir. Devia ser regra.
Pronto, hoje é só isto que tenho para dizer.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dona de casa perfeita

Das primeiras coisas que notei quando o Tê recomeçou a trabalhar depois da licença da nossa baby girl, é que fazer o jantar antes da hora de jantar é uma "no go situation".
Bastou 1 dia para perceber que a hora de fazer o jantar, normalmente na hora do banho do baby grande que é sempre o pai a dar, passaria a ser a hora da cólica da baby girl, e dos ciúmes do baby grande, e por isso o jantar ficava para 2º plano.
Vai daí, de há umas semanas para cá, 3 para ser mais precisa, tenho cozinhado por atacado à 5ª feira (calhou ser neste dia, podia ser noutro qualquer) e tenho feito uns quantos jantares que vou descongelando durante a semana.
Sabe quem me conhece que eu até nem sou uma péssima cozinheira, mas a verdade é que me faltam ingredientes-base para ser um Ás da cozinha: criatividade e paciência.
Faço sempre as mesmas coisas e cada vez tenho menos pachorra para estar com o umbigo colado ao fogão - pelo que tenho optado por fazer pratos de forno, que são rápidos de executar e depois é só dar uma olhadela para não queimar. Aproveito o calor do dito e faço logo mais do que um.
E sinto-me tão dona de casa perfeita, a tirar do forno dois ou três jantares, que é só congelar e tirar no dia certo!
Aqui fica a sugestão dos pratos feitos.
Critérios: rápidos de fazer e que resultem bem depois de descongelados.
Ora então, cá vai:
Semana 1: peitos de frango com molho de tomate e queijo mozzarela (basicamente é isto, peitos de frango no pirex, molho de tomate de lata e de frasco para cima, tempero a gosto, no fim deitei o queijo mozzarella ralado por cima só para gratinar); peitos de frango com sopa de cebola (peitos de frango, 1 pacote de sopa de cebola para cima, água e um pouco de natas de soja - tb fica bom com sumo de laranja mas eu não tinha).
Semana 2: tarte de cogumelos e bacon (que comemos nesse dia, não sei como ficam as tartes depois de congeladas); lombo de porco assado (comprei já fatiado, e temperei com massa de pimentão e vinho branco); pernas de frango com cebola e cenoura (pirex com azeite, cebola e cenoura no fundo, pernas de frango, tempero para frangos marca PD, vinho branco).
Semana 3: peito de perú (temperei com o tempero para frango) e bolonhesa (o único prato que não fiz no forno).

Assim sendo, no dia apenas tenho que descongelar e fazer o acompanhamento.
Nada de novo, mas fica a dica ;)

Passam-se coisas estranhas...

... por essa blogosfera fora.
Muita gente se calhar nem dá por isso, e a mim também me passa muita coisa ao lado, mas um dia tenho aqui mais tempo, vou de blog em blog e é com cada uma que se encontra, que até parecem duas.
Muita amizade desfeita, blogs criados para dizer mal de outros blogs, perfis copiados e usados indevidamente, you name it...
Até aqui no QA - blog familiar cuja maioria dos leitores são pessoas que conheço na vida real - já apareceu no outro dia um comentário que removi por ser completamente estúpido e desadequado (e eu sei que não foi feito por ninguém que eu conheço)...
Começo a pensar seriamente em fazer moderação de comentários, e a deixar de aceitar comentários anónimos (o que vai impedir que os meus comentadores criativos usem nomes engraçados para deixar as suas bocas foleiras...).
Não sei que faça...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Miss fotogenia...

...é aquilo que a minha filha não é.
Quando nasceu muita gente comentava quando a vinha conhecer que ela era muito melhor ao vivo do que nas fotos.
Muitas vezes tenho de tirar umas 10 fotos até ela ficar com uma cara de jeito.
O auge foi hoje.
Enviei uma mms à minha tia com ela a sorrir. Recebo uma sms de resposta:
"Que querida! Estava a bocejar??"

I rest my case.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O drama da roupa

Muito se fala sobre a moda para grávidas, no quanto evoluiu nestes últimos tempos, mas para mim muito mais difícil é a roupa do pós-parto/amamentação.
Entre aquilo que me serve, o que se adapta à amamentação, o que me favorece e o que se adequa ao clima de cada dia, tenho o meu guarda-roupa (já de si pouco extenso) reduzido a duas ou três hipóteses de escolha (que já inclui algumas de empréstimo).
Todos os dias é um martírio para escolher uma roupa...
Há umas semanas, com as únicas calças jeans que me servem e o único top lavado e passado que serve e que se adequa a todos os requisitos (que abre à frente e é folgado na barriga), pronta para sair para uma festa de anos, apanhei com um cocó da baby girl desde o ombro até à ponta do sapato! Foi o caos! Claro que chegámos super atrasados porque eu tive de desencatar outras calças (que servem mas com as quais não posso nem sentar, nem comer, nem mesmo respirar!), e ir passar a ferro o outro top que tinha lavado que ia vestir no dia seguinte.
Resultado, no dia seguinte tive de desenterrar uma túnica (bem gira por sinal), mas que não dava jeito nenhum para dar de mamar...
E os exemplos como este repetem-se dia após dia...
A juntar a isto tudo, uma pouca vontade de ir comprar roupa números acima do meu, para usar apenas durante esta fase...
Um pequeno drama diário!

domingo, 22 de maio de 2011

Mais uma música...



...que canto para embalar os babies.
Gosto tanto...

sábado, 21 de maio de 2011

Dia de verão

Com direito a muito sol, esplanada na praia e gelado do Santini.
Não percebo como há quem goste mais do inverno...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Simpatias

Mais duas para o grupo de coisas simpáticas que vou ouvindo:
  • "Ah, vem aí mais um bebé??" - numa festa de anos em que a anfitriã está grávida. Não foi muito mau porque fui mãe há pouco mais de 1 mês (se voltar a ouvir daqui a um tempo é que me começo a preocupar!), mas ainda assim nunca é agradável... vou passar a andar sempre com ela debaixo do braço a ver se acabam os equívocos...
  • "Mas a Mary nunca chegou a recuperar a forma depois da 1ª gravidez, pois não??" Obrigada, muito obrigadinha, sim? O que é que se pode responder a isto?
Enfim...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cúmulo do arrepio

Apanhei o baby grande a roer a minha lima das unhas.

Sozinha em casa com os dois

... e ainda não me decidi se prefiro que chorem os dois ao mesmo tempo, se um de cada vez...

domingo, 15 de maio de 2011

Ciumes

Apareceram esta semana.
Não o censuro. Deve ser duro perceber que o mundo, tal como o conhecemos toda a vida, deixou definitivamente de existir.

Não tem nada de nada contra a irmã, acha-lhe graça, pede para a ver, diz-lhe olá e tenta por-lhe a chucha, mas quando estamos sozinhos e eu estou com ela no colo ele quer o meu colo, e alapa-se à minha perna (coisa que nunca tinha acontecido até aqui), e pede colo, colo, colo. Depois eu coloco-a na cama e ele segue a sua vida, já não quer o meu colo. Até que lhe estou a dar de mamar e ele quer cavalinho, e quer ler um livro no meu colo, e quer fazer-me festinhas na cara, e tudo e tudo.
Tudo normal, portanto.
Eu, pelo caminho, fico a ganhar uns abraços fantásticos e festinhas no cabelo.
Sem ter de implorar!
Sweet!

Infelizmente...

... não me enganei.
Resta-me a consolação de não ter gasto dinheiro...
:(

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar XI

Fraldas, fraldas, fraldas, fraldas.
50% dos habitantes desta casa usam fraldas.
Vamos ao supermercado e compramos sempre fraldas (tamanho 2 ou tamanho 4 ou mesmo dos dois tamanhos). Chegamos a casa e faltam sempre fraldas.
Ficamos em casa com os dois e mudamos 1000 fraldas.
O caixote do lixo atulhado de fraldas.
Fecho os olhos e só vejo fraldas...

sábado, 14 de maio de 2011

O cliché

Portugal dar 12 pontos (twelve points) à Espanha no Festival Eurovisão.
Sempre foi assim, e pelos vistos, sempre será...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pelo sim pelo não...

...já fiz um backup* do blog.
Isto do blogger ter chiliques de vez em quando não tem graça nenhuma...

*aprendi aqui


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Iron(ia)

Depois de passar umas belas 2 horas a passar a ferro, faço uma pausa (porque nem a meio do monte vou, que ainda não me habituei a sermos 4 em casa, bolas!), vou ao FB, e não é que tenho um convite para ser amigo de uma tal Iron Engomadoria??
Isto é que é um bom departamento de marketing!

Devia ter tirado Gestão

Não pelas oportunidades de trabalho, mas para ver se me organizo a gerir esta casa.
Entre as roupas de inverno e de verão dos babies, mais aquilo que deixa de servir, mais as ementas semanais e o que falta na despensa/congelador, acho que estou prestes a dar em doida.
E não, não é falta de tempo, é mesmo falta de capacidade de organização...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cheira-me a parvalheira...



...da grossa!
Mas eu fartei-me de rir no domingo e ontem também...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dilema

Ou muito me engano ou este ano, devido à situação actual das nossas finanças, nem vou pôr o pé na Feira do Livro. E com muita pena, muita mesmo.
Tenho vontade de ir, nem que seja pelo programa em si, para cheirar os livros e comer pipocas. Depois olho para o saldo bancário e acho melhor estar quieta...

domingo, 8 de maio de 2011

Sobre o programa do momento...

... para quem não sabe, o da perda de peso, dois comentários que ouvi:
  • do Tê "este programa é tão deprimente, tão deprimente, que era escusado passar ao domingo à noite, que já é deprimente por si"
  • a avó do Tê referiu-se ao programa (na altura a versão americana, mas aplica-se à portuguesa também) como "o programa dos gordos que choram". Achei genial! mesmo na mouche!

Trunfa

Confirma-se que aquilo que toda a gente repara/comenta/acha graça na minha baby girl é mesmo o cabelo.
Tenho de admitir que um bebé de um mês com uma farta carapinha escura tem uma certa graça.
Vamos ver se ela também acha quando crescer...

sábado, 7 de maio de 2011

Não sei como...

... há mães de filhos pequenos que conseguem ter as unhas compridas.
Nem falo de as estar sempre a partir ou estragar, que para isso já há remédios, é mesmo o tratar/alimentar/vestir um bebé com as unhas compridas...
Eu, que as uso sempre redondas e curtas, quando começam a crescer começo logo à unhada na criançada a torto e a direito!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ida à segurança social

Não percebo o que leva um casal acabado de parir a ir para a segurança social tratar das questões da licença, com o bebé acabado de nascer.
A mãe mal se podia mexer e estava com uma pança que parecia que estava grávida, o baby era minúsculo, esteve vento e chuva hoje, há necessidade de o sujeitar a estar numa sala de espera, com gente a tossir e espirrar e correntes de ar?
Mas claro, o belo do tuga quer é ter prioridade, e em vez de ir o pai tratar dessas coisas, não, vai a família toda que assim despacham-se mais cedo!
Certo, eu também lá estive (mais de 1 hora) com a minha baby girl, mas não tinha mesmo outra hipótese porque ainda não me posso afastar dela mais de 3 horas (e na segurança social, sem prioridade, é coisa para durar o dia todo) e não tinha quem lá fosse por mim.
Agora, quando foi de tratar da licença, claro que foi lá o Tê sozinho passar o dia.
Antes um dia perdido assim do que sujeitar um recém-nascido de poucos dias e uma sala de espera apinhada de gente.
Mas se calhar sou só eu que sou paranóica...

1 mês

... que parece que é tão pouco mas é tanto ao mesmo tempo.
A minha baby girl é um doce, a coisa mais querida que se pode imaginar.
Super calminha, só chora quando tem realmente razão, fica sozinha na cama acordada, dorme horas a fio, faz intervalos de 3 e 4 horas de dia e mais do que isso à noite (e dentro de pouco estará a dormir a noite toda de certeza), mama que é uma maravilha.
No dia seguinte a chegarmos a casa eu acordei super cedo, ainda cheia de adrenalina, e o baby grande também. Ela e o pai ficaram a dormir. Eu pude passar o tempo que quis com o baby grande (de quem estava a morrer de saudades, cheia de culpa de o ter "abandonado" para ir parir), tomámos o pequeno-almoço juntos, brincámos com os legos, jogámos à bola. E ela sempre a dormir (e eu a ir lá verificar de vez em quando, porque não me parecia normal!). E nesse momento caiu-me a ficha: se por acaso calhava ela ter saído como ele (que, para quem não sabe, chorou ininterruptamente durante os primeiros 15 dias, e não comeu nem dormiu nada de jeito e berrou por tudo e por nada durante 4 meses) a minha vida seria bem mais complicada!
A partir desse momento, foi sempre assim. Tirando alguma indisposição entre as 21h e as 23h mais coisa menos coisa, a rapariga está na dela, acorda na hora de comer (sem chorar) e depois fica a dormir ou acordada mas sem chatear ninguém.
Depois, gosta muito de miminhos, gosta de festinhas na cabeça, gosta de colo, gosta de se enroscar e de adormecer depois de mamar juntinho a mim. Um amor.
A minha filha, por ser assim, é sem dúvida a minha melhor amiga.
E apesar de só estar efectivamente nas nossas vidas há um mês, não sei como vivemos sem ela durante tanto tempo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vida boa

Tenho aproveitado estes dias sem chuva para ir passear para o paredão com a baby girl, depois de deixar o mais velho na escola.
A rapariga ainda não tem 1 mês e eu já fui caminhar mais vezes com ela do que fui com ele durante os 5 meses de licença.
Mais um ponto positivo na minha teoria pró-gravidez-no-Inverno/bebé-a-nascer-na-primavera.

Bad hair day...

Ou muito me engano ou a minha filha vai saber muito bem o que quer dizer esta expressão.
Nunca vi um recém-nascido com cabelo tão encaracolado.
É que não se consegue fazer nada dele!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dia da mãe (day after)

Hoje quando fui levar o baby grande à escola - ovo com a mai nova pendurado num braço, pacotão de fraldas na mão, baby grande pela outra mão e ainda uma grande atrapalhação de mãe pouco habituada a ter duas crias - vira-se um senhor na rua para mim e diz:
"Olha-me para isto cheia de filhos, nem sabes no que te metes, tens trabalho para o resto da vida!"

Agradeci a informação.
Feliz Dia da Mãe (que são todos os dias) a todas as mães que me lêem!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Revolução - por um mercado de trabalho mais flexível

Em resposta ao apelo lançado aqui, com um dia de atraso, aqui fica o meu testemunho.

Quando terminei o curso de História de Arte, tive a sorte de poder começar a trabalhar uns meses depois no serviço educativo de um dos maiores museus do país, de uma fundação privada (uma das maiores do país também, não vou dizer nomes mas acho que
e fácil perceber qual!).
Na altura trabalhávamos (eu e o resto da equipa) a recibos verdes. Fomos logo avisadas que as pessoas que lá estavam antes tinham sido mandadas embora ao fim dos 3 anos a recibos verdes, e que nunca teríamos hipótese de ficar nos quadros.
Não tínhamos ordenado fixo, recebíamos consoante o número de visitas guiadas ou actividades que fazíamos. E não recebíamos nada mal - se bem que havia meses com mais e meses com menos, e meses sem nada, claro.
O trabalho em si era apaixonante, e sei que é essa a minha vocação, mas com o tempo a insegurança de estar a recibos verdes começou a mexer-me no nervo, principalmente porque não era por falta de dinheiro.
Infelizmente, todas as propostas que fizemos, todas as mostras que demos de estar a fazer um excelente trabalho (que estávamos) saíram furadas, e percebemos que a nossa situação ali não ia mudar nunca. Tanto é que tudo isto se passou entre 2002 e 2005, e as pessoas que lá estão agora continuam, infelizmente, na mesma situação, a recibos verdes.
Em 2006 resolvi, com o Tê, partir para a Holanda.
Alguns meses depois de lá estar entrei para a empresa, onde ainda hoje trabalho. Tive pela primeira vez um contrato de trabalho, férias pagas, seguro de saúde e transporte pagos, todas as regalias.
Quando decidimos voltar para Portugal estava na altura de me darem um contrato permanente, que iam dar se eu tivesse ficado.
Já cá estávamos em Portugal quando me contactaram da empresa a perguntar se eu não queria voltar a trabalhar com eles, a partir de casa.
Falamos de uma empresa no ramo da tecnologia, que defende exactamente que com o equipamento adequado toda a gente pode trabalhar em todo o lado, que o estar 8h no escritório é obsoleto, e acharam que seria interessante ter uma pessoa que fosse exemplo disso mesmo.
Tendo em conta o estado do mercado de trabalho em Portugal, eu disse logo que sim, claro!
Durante 2 anos trabalhei a partir de casa a full-time.
O trabalho em si, como já disse 1000 vezes, é desinteressante. Não me preenche em nada, nem tem nada a ver comigo, apesar de o fazer relativamente bem. No entanto, dentro da área dos museus em Portugal é ainda muito difícil encontrar trabalho, e entre estar a fazer um trabalho secante num escritório em Lisboa, e ter de perder tempo em transportes e a receber o salário mínimo, a estar no conforto da minha casa, do mal o menos.
Apesar de estar em casa, tenho horário rígido a cumprir, e não me posso atrasar nem 1 minuto. Entro às 8h e saio às 16h30, com meia hora de almoço.
Trabalhar em casa nestas condições pode ser bastante secante. Não vejo ninguém, só falo com clientes, o contacto que tenho com os colegas é só através do chat interno, não tenho tempo de ir tomar um café, não tenho companhia para almoçar. Mas quando termino o trabalho já estou em casa, não perco tempo em transportes, não gasto dinheiro em comida fora de casa, vou tentando organizar a casa no horário de expediente.
Quando regressei de licença de maternidade, comecei a trabalhar em part-time, 3 dias por semana, coisa que já tinha pedido desde o início, mas que me foram adiando porque a equipa nunca estava completa.
E para uma mãe, é a situação perfeita.
Já aqui o disse que, por muito pouco interessante que seja o meu trabalho, não me vejo a estar indefinidamente sem trabalhar.
Assim, tenho tempo para tudo.
Quando estou no trabalho dedico-me a 100%, porque sei que tenho uma sorte do caraças em poder ter esta oportunidade, e porque estando a trabalhar à distância tenho de mostrar o que valho a dobrar, porque ninguém me vê a trabalhar, logo tenho mesmo de mostrar resultados.
Quando termino, posso dedicar-me àquilo que é mais importante, quer seja um outro projecto profissional (que não me sustenta, mas que me dá prazer), quer seja os filhos, a casa, as compras, os jantares ou as roupas.
O corte no ordenado é largamente compensado com a redução do nível do stress e com o tempo que ganho para a família.
A minha vida seria totalmente caótica se trabalhasse, como o Tê e como a maior parte das mães que conheço, das 9h às 17h30 que nunca são antes das 18h30, mais 1 hora de caminho para lá e para cá.
Entre a realização profissional a recibos verdes, ou a segurança de poder contar com um ordenado ao fim do mês, nesta fase da minha vida a segunda é, sem sombra de dúvida, mais importante.
O triste desta história é que parece que só é possível porque a empresa para quem trabalho não é portuguesa nem está em Portugal. Isto exige esforço por parte dos meus chefes, e também confiança, pois têm de analisar o meu trabalho com base nos resultados - aquilo que realmente interessa - e não na quantidade de horas que eu passo sentada à secretária ou em frente à máquina do café.
Por uma mudança de mentalidades, chefes de Portugal, inspirem-se!



Porque estou em casa de manhã...

...e hoje é dia de casamento real, pus-me a pensar no insólito que deve ser para os pais desta noiva (que pelo que sei são plebeus) verem a filha casar com um príncipe.
Num dia estão a ver o casamento do Carlos e da Diana na televisão (btw a minha primeira memória televisiva), no outro estão sentados ao lado da rainha.

A título de curiosidade: a noiva é, como eu, licenciada em História de Arte. Mais uma a não ter seguido carreira ligada ao curso. Pelos vistos não é só em Portugal...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Esta mulher...

... tem o tom de voz mais irritante e estridente da televisão portuguesa!
Ela não fala, só berra!
Que nervos!
O Goucha deve ser surdo, de certeza...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ter um filho super independente é...

... ir busca-lo à escola ao fim de 15 dias de férias, e ter medo que ele venha a correr ter comigo de braços abertos.

Medo infundado. Não aconteceu.
Olhou para mim, riu-se e desatou a fugir pelo recreio fora.
Como sempre.
(alívio)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sangue do cordão umbilical

Quando a minha cunhada fez o curso de preparação para o parto ficou a saber que em Portugal existe um banco público de sangue do cordão umbilical.
Da primeira vez não sabíamos da existência, mas aconselhados por médicos conhecidos decidimos não guardar as células estaminais no privado.
Por um lado, porque é bastante caro, por outro porque nada está provado quanto à eficácia das ditas, e ainda porque as hipóteses de poderem ser usadas na mesma pessoa são muito remotas. Uma pessoa guarda as células do seu filho, mas provavelmente não poderia vir a usa-las mesmo que necessite.
Claro que a medicina avança a cada dia que passa, mas neste momento achámos que não valia a pena.
Desta vez resolvemos então doar o sangue do nosso cordão umbilical ao Centro de Histocompatibilidade do Norte.
Creio que funciona da mesma maneira que as empresas privadas: contactamos o centro, preenchemos uns questionários, eles enviam um kit de recolha que levamos para a sala de partos, e depois do parto contactamos a empresa para o vir buscar.
E tudo gratuito, claro.
Segundo o site, a percentagem de utilização de sangue (e das suas células estaminais) ronda os 2 a 3%, ou seja, caso (bate na madeira 3 vezes) venha a ser mesmo necessário temos grandes hipóteses de o nosso sangue ainda lá estar.
De qualquer modo, podemos contar com o sangue de todos os doadores, desde que seja compatível.
E claro, quantos mais doadores, melhor...
Se doamos sangue e medula óssea para um banco público, de modo a poder ajudar quem dele precisar, porque não fazer o mesmo com o sangue do cordão umbilical?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O post da praxe III: a gravidez

Estive para escrever sobre isto durante a gravidez, mas achei melhor não...
Conheço mães que ficam radiantes durante a gravidez, fantásticas, iluminadas. Outras que mais parece que saíram de um filme de terror, que passam mal durante 9 meses e aguardam ansiosamente o fim do tormento.
Entre uma e a outra estou eu.
Pois é, eu sei que até parece mal dizer isto quando nem tenho muitas razões de queixa, mas a gravidez não é o meu estado preferido.
Não me interpretem mal, que eu até gosto de estar grávida.
Gosto muito.
Mas gosto mais de não estar...
Gosto muito de me ver de barriga, acho que até me favorece, adoro sentir o bebé a mexer, adoro dar e receber festinhas na barriga, a expectativa do que aí vem.
A questão é que quando estou grávida não me sinto 100% eu.
Falta-me a energia, estou sempre cansada, sempre com aquela respiração ofegante de grávida que não me deixa fazer as coisas como antes. Detesto perder a mobilidade, detesto ter dores de estômago e digestões difíceis, detesto sentir-me toda a inchar por todos os lados.
Quando engravidei da primeira vez achei mesmo que iria ter imensas saudades da barriga. Passei as últimas semanas na maior nostalgia, a passar a mãe na barriga quase de lágrima no canto do olho com pena de essa fase estar a acabar.
Depois o baby nasceu... e eu nada.
Não tive nem uma saudade da barriga. Nada.
Aliás, olhava para as minhas amigas grávidas na altura e respirava de alívio por já ter passado essa fase.
Desta segunda vez, já sabia à partida que não teria saudades.
E a rapariga não tinha nem 24 horas quando vi as minhas últimas fotos de grávida e já nem me reconheci! Parecia que tinha estado grávida há anos!

É tudo muito giro, estar grávida é mesmo giro, mas, para mim, é 1000 vezes melhor ter o baby cá fora!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O post da praxe II: a amamentação

Nem nos meus sonhos mais loucos eu imaginei, ao escrever este post, que pouco mais de um ano depois estaria de volta às lides da amamentação.
Na altura houve alguém que me disse uma frase de que me tenho lembrado todos os dias:
" it takes two to tango"
Nada mais verdadeiro.
Enquanto mães podemos usar técnicas disto e daquilo, beber chás, usar cremes, colocar o bebé na posição A, B ou C ou o que se queira. Tudo isto resolverá apenas 50% da questão.
O bebé tem um papel essencial, e se os há que aprendem num instante, outros há que nunca chegam a conseguir mamar como deve ser.
Tal como eu previa, a estatística provou estar do meu lado, e depois de uma experiência dolorosa com o 1º filho, tenho agora a experiência de ter um filho que sabe mamar.
Não tem nada a ver.
Eu sou a mesma, com mais experiência, é certo, mas o acto de amamentar é completamente diferente.
A rapariga sabe o que tem de fazer. Não interrompe, não pára a meio para ver o que se passa, não chora, não esperneia, não pega-larga-pega-larga até à exaustão.
Chega à maminha, e (pasme-se!) mama! Isto para mim é uma total novidade!
Assim sim!

Dito isto resta acrescentar que mais uma vez confirmei que esta história da subida de leite está mal resolvida pela Natureza.
E a mim é uma fase que me custa a passar.
Fico com leite para trigémeos, mas só tenho um bebé.
Eu bem que massajo, ponho panos quentes, tiro com a bomba, massajo outra vez, e as amigas parece que ganham vida própria! Enchem, enchem, enchem, que mais um bocado e parece que vão explodir.
Não consigo dormir, não consigo quase pegar no baby ao colo, e vivo atormentada com a hipótese de a coisa bloquear de vez e eu ficar tipo Pamela A. mas cheia de dores.
Eu sei que dura pouco mais de 24 horas, mas ainda assim... acho escusado!
Porque não um aumento gradual da quantidade de leite, de acordo com as necessidades do baby? Não percebo...


segunda-feira, 18 de abril de 2011

O post da praxe I: o parto

Nota: não recomendado a pessoas sensíveis, grávidas de 1ª viagem, homens que não estão interessados neste assunto, adolescentes e crianças em geral. Pode conter pormenores explícitos. Não digam que eu não avisei...

Tudo começou mais concretamente na véspera. Tinha combinado com a minha médica ir ter com ela à MAC para fazer o ctg e ver o andamento da coisa no dia 5 à noite, uma vez que ela estava de banco desde essa manhã até às 9h do dia seguinte.
Tudo ok no ctg, o toque acusou que a qualquer momento a bolsa poderia rebentar (o outro parto começou exactamente com a bolsa a rebentar), e vim para casa com a indicação de ter "cuidado" para que ela aguentasse mais 1 semana até ao banco seguinte da médica, no dia 12. Convém referir que o toque foi do mais suave possível, não houve cá mexidelas para avançar o que quer que seja, aliás, eu não sei até hoje o que é um toque doloroso.
Regressámos a casa, e fomos dormir como normalmente.
Estava combinado que o Tê iria para Lisboa trabalhar de boleia com o pai, às 7h da manhã, e que eu iria levar o baby grande à escola, como sempre desde que estava de férias.
Acho eu que por volta das 5h da manhã já devo ter sentido alguma coisa, pois fui à casa-de-banho com algum incómodo, mas nada de especial.
Por volta das 6h30 comecei com dores. Primeiro uma, depois outra, algum tempo sem sentir nada, para logo depois voltar a sentir.
Resolvi levantar-me e avisar o Tê que era melhor irmos ver de que se tratava, pois não estava em condições de tratar do baby e leva-lo à escola sozinha.
Coincidência ou não, quando chego à sala para avisar o Tê vejo que ele vestiu, completamente por acaso, a mesma camisola que tinha quando o baby grande nasceu.
Já estás! Pensei eu. Vai ser mesmo hoje!.
Ainda tomei um duche e vesti-me, com dores cíclicas mas irregulares, e perfeitamente suportáveis. Fomos depois levar o baby grande a casa dos avós (e não esqueço a cara dele a despedir-se de mim à porta - queria vir ao meu colo e eu fiz-lhe uma brincadeira que costumo fazer para ele se rir, que isto de ser mãe é também ser uma boa actriz, e depois na janela ao colo da avó para nos dizer adeus).
A viagem para Lisboa foi quase à filme. A intensidade das dores ia aumentando, o intervalo entre as dores ia encurtando (sempre agradável). Não chegámos a estar parados no transito, mas lembro-me de pensar que toda aquela gente ia nos seus carros para o trabalho, num dia normal, e eu ia ali em trabalho de parto, a respirar feita louca, mas ainda com tudo sob controle.
Chegámos à MAC pouco antes das 8h, e eu já cheia de dores. A menina da recepção disse que já me chamavam, e eu só lhe respondi "mas olhe que eu já estou cheia de dores", coisa que devo ter dito a partir daqui umas 1000 vezes até ela nascer.
Fui fazer o ctg já quase a rebolar (e a ter de ficar sentadinha amarrada à máquina, claro...), e entretanto chegou a minha médica, que estava a meia hora de acabar o seu turno e ir embora. Disse-me que ainda não estava em trabalho de parto activo, que eram contracções muito irregulares, e que me ia pôr a soro para parar as contracções e ver se ainda aguentava até dia 12. Nisto, foi para uma reunião.
Veio a enfermeira para supostamente me pôr o soro, olha para o ctg e diz que acha uma estupidez pôr o soro, que eu estava cheia de dores (confirma, estava mesmo!) e pergunta se quero que ela me faça um toque só para ver o andamento da coisa.
E aqui começa a confusão...
Eu não queria que ela fizesse toque nenhum, porque se o fizesse iriam rebentar as águas com certeza, e não queria fazer nada sem que a dra soubesse. Ela (que foi entre o querida e o autoritária, mas que no fim tinha razão) a dizer-me (entre uma contracção e a outra, cheira uma flor e sopra uma vela, minha querida) que tem 20 anos de experiência, que a dra vai embora às 9h e que já nem a volto a ver, que eu tenho poder decisão (e eu a dizer que não quero ter poder de decisão nenhum, que só tenho é dores, que não me façam tomar decisões naquele momento! Mandem que eu obedeço, mas não me confundam por favor!). Mandou-me então ir ao wc, vestir a bata, que depois logo faria o que eu quisesse.
Aqueles momentos sozinha na casa-de-banho foram qualquer coisa que jamais irei esquecer. Cheia de dores (mas cheia, cheia, cheia de dores) sem saber para que lado me virar, sem saber se ponho soro ou não, se vai nascer ou não, se existo ou não, como me chamo, quem sou, onde estou...
Visto de fora, penso que deveria ter feito o curso pré-parto outra vez, pois todos os ensinamentos de respiração, relaxamento, posições confortáveis que aprendi há ano e meio, nada me veio à memória, só dois dias depois me lembrei que poderia ter usado isso tudo.
Basicamente deixei que a dor se apoderasse de mim, já só sentia era dor, dor, dor, só me vinha à cabeça que estava cheia de dores e nem sabia bem o que fazer... Entre uma dor e a outra lá consegui tirar uma bota e a outra, uma meia e a outra, as calças, o resto da roupa, e vestir a bela amiga bata. Devo ter feito km em pequenos passos naquela casa-de-banho, parece-me que estive lá uma eternidade, que não foram mais de 15 minutos.
Quando saí já estava mais para lá do que para cá, nem me consigo reconhecer muito bem. Fiquei aparvalhada, pronto, não há outro adjectivo.
Atraquei-me a uma maca, nem sei se trouxe a pasta dos documentos, o saco das roupas, ou se os deixei para trás, e a tal enfermeira veio outra vez ao meu encontro.
Mais uma vez estivemos ali, faz toque não faz toque, posso ligar à dra ou não, nasce não nasce, enfim, uma confusão.
A última coisa que eu queria era ir contra a opinião da minha médica, em quem eu confio a 100%. Tinha o terror de estar a seguir uma enfermeira, e depois as coisas correrem mal.
Às tantas a enfermeira fez uma espécie de proposta com sabor a ultimatum: se quiseres eu faço-te o soro e ficas aqui a rebolar com dores, ou então vens comigo para a sala de parto e eu peço uma epidural! Ora aqui está uma enfermeira cheia de poder de persuasão!
Isto dito assim até parece que eu queria imenso uma epidural, mas a verdade é que eu estava tão numa outra dimensão que só conseguia pensar em dores, dores, dores e nada mais. Consenti a que me fizesse então o toque, com muito jeitinho, para ver como estavam as coisas.
Lá me arrastei pelo meu pé até à sala da triagem, e a resposta dela foi tão simplesmente: estás com 8 para 9 dedos de dilatação! Olha, epidural, esquece! (e eu só pensava nas dores, nem reagi).
Chamaram o Tê, que apareceu a sorrir todo contente e eu nem conseguia falar. Fiz-lhe sinal com os olhos para levar o telemóvel e as coisas. Pediram para assinar uns papéis, eu só dizia "não consigo", para me levantar da maca "não consigo", não conseguia fazer nada. Aparvalhada, já o disse.
Entre uma contracção e a outra (com meros segundos de intervalo) lá fui pelo meu pé para a sala de partos (a última do corredor). Chegando lá foi a confusão que se instalou - suba para a cama "não consigo", deite-se "não consigo", nem falar eu conseguia... Entraram e saíram várias pessoas, eu sem saber se são médicos ou enfermeiros, quem é quem, sem saber se posso fazer força, fiquei deitada, imóvel, a curtir a dor porque nem tinha força para mais nada...
Eis se não quando, qual D. Sebastião envolta em nevoeiro, entra a minha médica, que tinha saído da reunião. Para mim foi como se entrasse um anjo na sala, uma pessoa em quem realmente confio.
Só lhe perguntei se já podia fazer força, ela disse que sim, e eu pensei, claro " não consigo!". Mas com a ajuda do Tê, e dela, claro que consegui.
E fiz força. Muita força. E gritei e apertei o braço do Tê, e fiz mais força, não muitas vezes até que finalmente o Tê me diz já lhe via a cabeça, e eu olhei (estava praticamente sentada) e vi-a claramente a sair de dentro de mim.
Clichés à parte, é sem dúvida a sensação mais incrível do mundo, e única, apesar de não ter sido a primeira vez...
Ela, que chorou mal saiu, veio para o meu colo de imediato, e calou-se, aninhou-se e ali ficou, ainda completamente suja, aconchegada no meu colo.
Foi o supremo alívio e a maior felicidade.
Indescritível.
Algum tempo depois levaram-na com o Tê para a limpar e vestir, e só quando o Tê regressou com ela no colo e aquele papel cor-de-rosa com o nome e o peso na mão é que eu me desfiz a chorar: a nossa filha tinha mesmo nascido...

Tudo isto se passou num total de 3 horas, já que eu comecei com dores em casa às 6h30, e às 9h30 ela estava cá fora.
Não sei como é que as pessoas aguentam partos intermináveis, com dores intermináveis horas a fio (e aqui fica a minha vénia de respeito).
A minha perspectiva de vida mudou ao ter um parto assim.
É uma coisa de que me orgulho por ter conseguido ultrapassar, e faz-me ter um enorme respeito por todas as mulheres que pariram com dor, e em condições muito piores que eu, que estava no hospital, com todos os cuidados médicos que poderia ter.
No próprio dia não me sentia capaz de voltar a passar por isso, mas agora, claro, a intensidade da dor já desvaneceu...
Foi tudo bastante confuso, e aquela situação do nasce-não nasce fez-me sentir claramente num hospital público. O médico diz uma coisa mas a enfermeira diz outra, quando cheguei à sala de partos nem sabia quem era médico ou enfermeira, todas as batas eram diferentes, e do meu conhecimento dos partos no privado, tudo corre de modo mais calmo. isto, claro, é a minha perspectiva, porque tive os dois filhos na MAC, não posso de facto, comparar.
Continuo a confiar a 100% na minha médica, apesar do erro de diagnóstico - eu estava claramente em trabalho de parto, e ela a querer parar o processo nem sei porquê - ou melhor, sei, porque ela gosta mesmo de ser ela a fazer os partos das suas grávidas, e como estava prestes a ir embora e não se sabia quanto tempo ia demorar, cometeu este erro. Não a censuro, pois estava ali a trabalhar há 24 horas, e eu sei que nessa noite houve um boom de partos e que a maternidade estava cheia. No final ela acabou por ficar até bem depois da sua hora da saída só para me acompanhar, e isso para mim foi super importante.
Da outra vez tudo se passou de um modo mais calmo, eu consegui fazer tudo sem ter dores, estas só chegaram já eu estava deitada na sala de partos, e apesar de a epidural ter sido fraquinha, e eu nunca ter deixado de ter dores, consegui controlar as ditas, consegui respirar com calma, fazer força de modo correcto no momento da expulsão. Para isso também contribuiu o facto de ter comigo a minha tia pediatra, que me acalmou e me disse exactamente o que fazer.
Desta vez nem houve tempo para nada, sinto que foi tudo uma confusão, não consegui recuperar o fôlego, mas no fundo acabou por correr tudo bem na mesma, e foi consideravelmente mais rápido. O facto de ter feito a dilatação toda a andar de um lado para o outro, por muito que me tenha custado, foi claramente positivo. Se calhar se não tivesse havido dúvidas em relação ao trabalho de parto tinham-me deitado numa cama de imediato e as coisas tinham demorado muito mais. Nunca vamos saber...
Apesar de tudo, de todas as dores que tive e de tudo o que se passou, fico muito contente por tudo ter decorrido de forma natural, no dia que ela (e meio Portugal) decidiu nascer, sem interferência de nada, no fundo, como a natureza dita que os partos devem ser.
Por outro lado, acho que se uma pessoa tem pouca resistência à dor, ou se tem medo do parto, o melhor mesmo é combinar com o médico e fazer uma indução com toda a tranquilidade, e parir sem chegar a sentir dor.
Porque, de facto, não é pêra doce.
Quanto a mim... claro que o dia do nascimento da minha filha foi perfeito, claro que não mudava nada porque tudo contribuiu para que as coisas corressem bem, claro que tenho o maior orgulho em poder dizer que sei o que é ter um filho sem ajuda de nenhuma epidural, analgésico ou droga de qualquer tipo.
Se me perguntam se quero ter um 3º filho da mesma maneira, a minha resposta tem de ser: tenho muito tempo para pensar no assunto.

domingo, 10 de abril de 2011

Nasceu!

Dia 6, às 9h30 da manhã, nasceu a nossa baby girl, de parto natural e rápido.
Em breve farei o post da praxe, com toda a discrição detalhada de como tudo aconteceu.
Agora é tempo de curtir este momento único e especial de regressar a casa e ter dois filhos bebés.
Mais feliz? Impossível.
:)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desta gravidez

Porque a memória é traiçoeira, porque desta vez não tive agenda da grávida, porque está quase a acabar, porque sei que um dia vou gostar de ler este post:
  • soubemos que estava grávida no dia 10 de Agosto e fiz o teste porque, tal qual como da outra vez, tinha uma mamografia marcada (que a médica me tinha mandado fazer há décadas) e não quis fazê-la sem ter a certeza de não estar grávida. Como ia fazer a mamografia no hospital onde a mãe do Tê trabalhava, e tinha sido tudo marcado por ela, enviei-lhe uma sms depois de ver o resultado do teste, a avisar que não podia ir porque tinha surgido um imprevisto. Não estava a mentir. Esta gravidez foi mesmo, um imprevisto.
  • demorámos uns dias/semanas a interiorizar a coisa. Não acreditámos logo que íamos ter outro bebé tão cedo, fizemos vários testes depois do primeiro porque não estávamos mesmo a acreditar
  • achei sinceramente que desta vez não ia enjoar, mas não me safei. Começou por ser uma má disposição permanente, não especialmente de manhã. No final de Agosto fomos passar um fim-de-semana de sonho em Monchique, e eu só de me lembrar até me agonia. O hotel era perfeito, com uma piscina perfeita, com um pequeno-almoço perfeito e de chorar por mais, estava óptimo tempo, e a família esteve reunida como há muito não acontecia. Eu só me apetecia dormir, estive mal disposta como tudo, enjoei o cheiro dos quartos, dos produtos de beleza da casa-de-banho, da sala das crianças, de tudo. Só espero voltar lá este ano, para apreciar tudo verdadeiramente.
  • enjoei o cheiro do detergente da roupa, do desodorizante do Tê, do cocó do baby, enjoei o programa do Dr. Oz (nem eu percebo!). Da outra vez não vomitei nunca, mas desta vez sim. Desta vez não enjoei o café, mas deixei de o beber puro, bebo-o só com leite
  • tirei uma semana se férias em Setembro e as memórias que guardo são de um cansaço permanente, de me andar a arrastar por todo o lado, de subir os 3 andares com o baby ao colo, chegar a casa, depositá-lo no parque e deitar-me no sofá, completamente morta de cansaço!
  • ainda no 1º trimestre houve um dia em que me ocorreu que já não me imaginava com apenas 1 filho, ou por outro lado, com a preocupação centrada apenas nele. Nesse dia percebi (ou tive um cheirinho) do que é ter 2 filhos
  • senti o bebé mexer pela 1ª vez às 12 semanas - estava sentada, apoiada nos joelhos e senti como se fosse um peixinho no aquário. Depois disso senti-o várias vezes, coisa que me descansou imenso. O pai sentiu por volta das 20 semanas.
  • no 2º trimestre o cansaço abrandou, e eu preparei-me para as dores nas costas, de que tinha sofrido imenso da outra vez. Preparei as 1000 almofadas para dormir, mas depois apercebi-me de que não precisava.
  • as vezes que fui a eventos sociais sozinha com o baby foram bastante cansativas: ele não parava quieto, sempre a gatinhar por todo o lado, e eu a ter de correr atrás dele e baixar-me 1000 vezes para lhe pegar ao colo
  • devido ao ponto anterior, apreciei profundamente quando o baby começou a andar. Marcou uma nova etapa nesta gravidez
  • ainda assim, tendo em conta as circunstâncias, acho que o nível de cansaço foi equivalente à outra vez, apesar de ter um baby para cuidar
  • sem dúvida, se tiver de optar, optarei SEMPRE por uma gravidez no Inverno
  • tive os mesmos cuidados da outra vez: usei os collants de descanso, apliquei sempre o creme anti-estrias ( a diferença foi que da outra vez comprei vários cremes de várias marcas específicas para o efeito, e desta vez optei pelo simples óleo de amêndoas doces e creme Nívea da lata azul - so far, so good), nos dias de sol usei protector solar 50
  • foi mais difícil resistir aos doces e comidas pesadas, talvez por ser Inverno, mas acho que no geral, tirando uma ou outra excepção, não relaxei totalmente (no que toca a carne mal passada, queijos moles, saladas fora de casa etc.)
  • engordei exactamente o mesmo número de kilos
  • durante uns tempos ela esteve numa posição que me comprimia o estômago, levando-me a vomitar com alguma frequência depois de comer
  • o 2º trimestre foi marcado por uma (ou várias) constipações, e foi muito, muito irritante andar semanas com soro no nariz e lenços de papel, e pingos, e ida às urgências com uma pneumonia
  • não acho que tenha passado muito rápido, se pensar nisso acho já estou grávida há uma eternidade
  • acho que a barriga cresceu muito no início, mas a partir de certa altura ficou do mesmo tamanho que da outra gravidez. Ainda assim, muita gente deve pensar que estou enorme, pois fartei-me de ouvir bocas tipo "tens a certeza que não são dois bebés?" ou o clássico "está quase!" antes mesmo das 30 semanas.
  • outra diferença: da outra vez incharam os pés, desta vez são as mãos. Ando há semanas com as mãos que nem consigo fechar, principalmente à noite
  • semelhança: o comportamento do baby. Parece que estou grávida do mesmo bebé outra vez. Mexe-se mais à noite, em casa, em ambientes que conhece bem. Se estou no café, no supermercado, na rua, fica quieta e calada sem se mexer. As amigas mais pacientes só a conseguiram sentir já ela estava bastante grande, e tal com o da outra vez aconteceu-me estar na presença de outras grávidas com os seus bebés aos saltos na barriga, e toda a família em êxtase a sentir os pontapés (eu inclusivé!), e eu com o meu sorriso amarelo e com a barriga quieta como uma pedra. Da outra vez pensei que ia ter um bebé muito calminho, mas depois percebi que ele era apenas um cusco da pior espécie, super atento a tudo: qualquer diferença de ambiente e ele dava logo por isso. Ainda assim, em algumas situações ela mexe-se um pouco mais - por exemplo, quando conduzo - vamos ver que tal sai.
  • já me tinham avisado da importância de tirar férias no final da gravidez, para preparar tudo com calma, e eu agora assino por baixo. Nesta fase o que importa é mesmo a gravidez, e devemos dedicar-lhe o maior tempo possível, sem perder tempo com clientes, relatórios, chefes e colegas de trabalho. Nunca se sabe se é a última vez...
  • por estar de férias e a curtir o descanso, não estou com pressa que ela nasça, não me sinto tão podre como há umas semanas atrás.
  • apesar de tudo estar a correr lindamente, e de achar muito giro ter dois filhos com pouca diferença, não aconselho duas gravidezes assim de seguida. Esperar mais uns meses seria indiferente para os filhos, e permitem à mãe recuperar melhor.
  • não pretendo engravidar tão cedo, mas para mim é impensável que esta seja a minha última gravidez :)

Constatação

Se eu não trabalhasse, tinha uma vida doméstica tão mais organizada...

(e o contrário também é verdade: se eu trabalhasse fora de casa, 5 dias por semana como quase toda a gente, tinha uma vida doméstica ainda mais caótica, oh se tinha!)

Panela de pressão

Já tínhamos pensado há que tempos se valeria a pena comprar uma, principalmente para fazer a sopa.
Ao saber disto a mãe do Tê disponibilizou-nos uma não usava com muita frequência.
Adoro.
Claro, meus amigos, que não se trata de uma bimbi, mas para quem não tem, é como se fosse.
A parte de cortar os legumes mantém-se na mesma, depois é só fechar a panela, e quando começa a apitar, ir baixar o lume. 10 minutos depois, mais coisa menos coisa, é desligar e deixar o vapor sair.
Fica com uma óptima consistência (depois de passada, bem entendido), é super rápida, não suja o fogão, não entorna por fora, nada.
E como tem um óptimo tamanho, faço sopa para todos para a semana, e ainda congelo umas quantas caixas.
Estou fã.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Outro vício

Para não pensarem "ah e tal e esta grávida é tão bem comportada que só se vicia em iogurte e fruta fresca": amêndoas de chocolate de Páscoa marca Bell's.
Daquelas que são amêndoa no meio e uma camada gorda de chocolate por fora. A amêndoa é estaladiça e o chocolate de fora, de chorar por mais.
Uma maldição!
Comprei a 1ª vez no PD porque eram as mais baratinhas, e como diz que não se deve comer chocolate a amamentar (ou não na quantidade desejada, que essa coisa de comer 1 quadradinho de chocolate, ou 1 amêndoa apenas, a mim não me diz nada!), resolvi aproveitar agora.
Erro. Dos grandes.
Raios!


Quase, quase...

Parece ser a palavra de ordem nestes dias.
Mas sim, está mesmo quase.

E a maior prova disso é que a minha "grávida gémea" desta gravidez (para quem não sabe, a mulher do P., assíduo comentador deste blog desde o início) deu ontem à luz (e esta expressão, tratando-se do dia de ontem em que houve um "apagão" na Luz, poderia ter uma certa piada, mas não tem que a malta é toda sportinguista e está pouco importada com o que se passa com os portistas na Luz, adiante), dizia eu, deu ontem à luz o seu rapazola, lindo de morrer, louro como ninguém, de olho bem aberto e esperto para o mundo!
Foi para mim uma enorme emoção, não só por ser filho, neto e sobrinho de quem é, mas também porque vai ser o baby com menos diferença de idade da minha miúda, e isso torna-o ainda mais especial. Estou morta por ir conhece-lo, e espero ainda o conseguir fazer antes de parir, porque como sabeis... está quase!



domingo, 3 de abril de 2011

Carta à Mary de 2030

A convite de um grupo de amigas (que muito me honrou, devo dizer), no dia 1 de Abril foi dia de escrever uma carta para a Mary de 2030.
Foi complicado.
Como se podia tornar um momento muito, mas muito emocional, resolvi levar a coisa na desportiva, sem delongas, mais para rir daqui a 19 anos do que para chorar.
Porque sim, houve momentos em que me apeteceu chorar.
E por muito descontraída que esteja esta carta, eu tenho a certeza absoluta que a Mary de 2030 vai ter muitas, muitas saudades, da Mary de 2011.
Mas foi um exercício bem giro de fazer.

Nota à parte: escrevi a carta à mão, para poder ver a minha letra daqui a um tempo, e também para que não haja cópias nem registos desta carta até ao momento em que a voltarei a ler. No entanto, com toda a solenidade do momento, não é que a porcaria da caneta acabou a meio de uma frase? Que nervos! Tive de continuar numa cor diferente, porque nesta casa da Mary de 2011 há falta de esferográficas!

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar X

Para terem um filho mais velho que saiba atar os atacadores da mãe, quando esta mal se consegue mexer.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novo vício

Morangos (frescos) com iogurte Delissimo marca PD de manga.

Contradições...

... desta fase da minha vida:
  • períodos de sono incontrolável, seguidos de períodos de insónia que fico sem saber o que fazer
  • sensação de enfartamento seguida de uma fome descontrolada, capaz de comer o mundo
  • momentos de grande energia, seguidas de momentos em que me arrasto por aí