segunda-feira, 18 de abril de 2011

O post da praxe I: o parto

Nota: não recomendado a pessoas sensíveis, grávidas de 1ª viagem, homens que não estão interessados neste assunto, adolescentes e crianças em geral. Pode conter pormenores explícitos. Não digam que eu não avisei...

Tudo começou mais concretamente na véspera. Tinha combinado com a minha médica ir ter com ela à MAC para fazer o ctg e ver o andamento da coisa no dia 5 à noite, uma vez que ela estava de banco desde essa manhã até às 9h do dia seguinte.
Tudo ok no ctg, o toque acusou que a qualquer momento a bolsa poderia rebentar (o outro parto começou exactamente com a bolsa a rebentar), e vim para casa com a indicação de ter "cuidado" para que ela aguentasse mais 1 semana até ao banco seguinte da médica, no dia 12. Convém referir que o toque foi do mais suave possível, não houve cá mexidelas para avançar o que quer que seja, aliás, eu não sei até hoje o que é um toque doloroso.
Regressámos a casa, e fomos dormir como normalmente.
Estava combinado que o Tê iria para Lisboa trabalhar de boleia com o pai, às 7h da manhã, e que eu iria levar o baby grande à escola, como sempre desde que estava de férias.
Acho eu que por volta das 5h da manhã já devo ter sentido alguma coisa, pois fui à casa-de-banho com algum incómodo, mas nada de especial.
Por volta das 6h30 comecei com dores. Primeiro uma, depois outra, algum tempo sem sentir nada, para logo depois voltar a sentir.
Resolvi levantar-me e avisar o Tê que era melhor irmos ver de que se tratava, pois não estava em condições de tratar do baby e leva-lo à escola sozinha.
Coincidência ou não, quando chego à sala para avisar o Tê vejo que ele vestiu, completamente por acaso, a mesma camisola que tinha quando o baby grande nasceu.
Já estás! Pensei eu. Vai ser mesmo hoje!.
Ainda tomei um duche e vesti-me, com dores cíclicas mas irregulares, e perfeitamente suportáveis. Fomos depois levar o baby grande a casa dos avós (e não esqueço a cara dele a despedir-se de mim à porta - queria vir ao meu colo e eu fiz-lhe uma brincadeira que costumo fazer para ele se rir, que isto de ser mãe é também ser uma boa actriz, e depois na janela ao colo da avó para nos dizer adeus).
A viagem para Lisboa foi quase à filme. A intensidade das dores ia aumentando, o intervalo entre as dores ia encurtando (sempre agradável). Não chegámos a estar parados no transito, mas lembro-me de pensar que toda aquela gente ia nos seus carros para o trabalho, num dia normal, e eu ia ali em trabalho de parto, a respirar feita louca, mas ainda com tudo sob controle.
Chegámos à MAC pouco antes das 8h, e eu já cheia de dores. A menina da recepção disse que já me chamavam, e eu só lhe respondi "mas olhe que eu já estou cheia de dores", coisa que devo ter dito a partir daqui umas 1000 vezes até ela nascer.
Fui fazer o ctg já quase a rebolar (e a ter de ficar sentadinha amarrada à máquina, claro...), e entretanto chegou a minha médica, que estava a meia hora de acabar o seu turno e ir embora. Disse-me que ainda não estava em trabalho de parto activo, que eram contracções muito irregulares, e que me ia pôr a soro para parar as contracções e ver se ainda aguentava até dia 12. Nisto, foi para uma reunião.
Veio a enfermeira para supostamente me pôr o soro, olha para o ctg e diz que acha uma estupidez pôr o soro, que eu estava cheia de dores (confirma, estava mesmo!) e pergunta se quero que ela me faça um toque só para ver o andamento da coisa.
E aqui começa a confusão...
Eu não queria que ela fizesse toque nenhum, porque se o fizesse iriam rebentar as águas com certeza, e não queria fazer nada sem que a dra soubesse. Ela (que foi entre o querida e o autoritária, mas que no fim tinha razão) a dizer-me (entre uma contracção e a outra, cheira uma flor e sopra uma vela, minha querida) que tem 20 anos de experiência, que a dra vai embora às 9h e que já nem a volto a ver, que eu tenho poder decisão (e eu a dizer que não quero ter poder de decisão nenhum, que só tenho é dores, que não me façam tomar decisões naquele momento! Mandem que eu obedeço, mas não me confundam por favor!). Mandou-me então ir ao wc, vestir a bata, que depois logo faria o que eu quisesse.
Aqueles momentos sozinha na casa-de-banho foram qualquer coisa que jamais irei esquecer. Cheia de dores (mas cheia, cheia, cheia de dores) sem saber para que lado me virar, sem saber se ponho soro ou não, se vai nascer ou não, se existo ou não, como me chamo, quem sou, onde estou...
Visto de fora, penso que deveria ter feito o curso pré-parto outra vez, pois todos os ensinamentos de respiração, relaxamento, posições confortáveis que aprendi há ano e meio, nada me veio à memória, só dois dias depois me lembrei que poderia ter usado isso tudo.
Basicamente deixei que a dor se apoderasse de mim, já só sentia era dor, dor, dor, só me vinha à cabeça que estava cheia de dores e nem sabia bem o que fazer... Entre uma dor e a outra lá consegui tirar uma bota e a outra, uma meia e a outra, as calças, o resto da roupa, e vestir a bela amiga bata. Devo ter feito km em pequenos passos naquela casa-de-banho, parece-me que estive lá uma eternidade, que não foram mais de 15 minutos.
Quando saí já estava mais para lá do que para cá, nem me consigo reconhecer muito bem. Fiquei aparvalhada, pronto, não há outro adjectivo.
Atraquei-me a uma maca, nem sei se trouxe a pasta dos documentos, o saco das roupas, ou se os deixei para trás, e a tal enfermeira veio outra vez ao meu encontro.
Mais uma vez estivemos ali, faz toque não faz toque, posso ligar à dra ou não, nasce não nasce, enfim, uma confusão.
A última coisa que eu queria era ir contra a opinião da minha médica, em quem eu confio a 100%. Tinha o terror de estar a seguir uma enfermeira, e depois as coisas correrem mal.
Às tantas a enfermeira fez uma espécie de proposta com sabor a ultimatum: se quiseres eu faço-te o soro e ficas aqui a rebolar com dores, ou então vens comigo para a sala de parto e eu peço uma epidural! Ora aqui está uma enfermeira cheia de poder de persuasão!
Isto dito assim até parece que eu queria imenso uma epidural, mas a verdade é que eu estava tão numa outra dimensão que só conseguia pensar em dores, dores, dores e nada mais. Consenti a que me fizesse então o toque, com muito jeitinho, para ver como estavam as coisas.
Lá me arrastei pelo meu pé até à sala da triagem, e a resposta dela foi tão simplesmente: estás com 8 para 9 dedos de dilatação! Olha, epidural, esquece! (e eu só pensava nas dores, nem reagi).
Chamaram o Tê, que apareceu a sorrir todo contente e eu nem conseguia falar. Fiz-lhe sinal com os olhos para levar o telemóvel e as coisas. Pediram para assinar uns papéis, eu só dizia "não consigo", para me levantar da maca "não consigo", não conseguia fazer nada. Aparvalhada, já o disse.
Entre uma contracção e a outra (com meros segundos de intervalo) lá fui pelo meu pé para a sala de partos (a última do corredor). Chegando lá foi a confusão que se instalou - suba para a cama "não consigo", deite-se "não consigo", nem falar eu conseguia... Entraram e saíram várias pessoas, eu sem saber se são médicos ou enfermeiros, quem é quem, sem saber se posso fazer força, fiquei deitada, imóvel, a curtir a dor porque nem tinha força para mais nada...
Eis se não quando, qual D. Sebastião envolta em nevoeiro, entra a minha médica, que tinha saído da reunião. Para mim foi como se entrasse um anjo na sala, uma pessoa em quem realmente confio.
Só lhe perguntei se já podia fazer força, ela disse que sim, e eu pensei, claro " não consigo!". Mas com a ajuda do Tê, e dela, claro que consegui.
E fiz força. Muita força. E gritei e apertei o braço do Tê, e fiz mais força, não muitas vezes até que finalmente o Tê me diz já lhe via a cabeça, e eu olhei (estava praticamente sentada) e vi-a claramente a sair de dentro de mim.
Clichés à parte, é sem dúvida a sensação mais incrível do mundo, e única, apesar de não ter sido a primeira vez...
Ela, que chorou mal saiu, veio para o meu colo de imediato, e calou-se, aninhou-se e ali ficou, ainda completamente suja, aconchegada no meu colo.
Foi o supremo alívio e a maior felicidade.
Indescritível.
Algum tempo depois levaram-na com o Tê para a limpar e vestir, e só quando o Tê regressou com ela no colo e aquele papel cor-de-rosa com o nome e o peso na mão é que eu me desfiz a chorar: a nossa filha tinha mesmo nascido...

Tudo isto se passou num total de 3 horas, já que eu comecei com dores em casa às 6h30, e às 9h30 ela estava cá fora.
Não sei como é que as pessoas aguentam partos intermináveis, com dores intermináveis horas a fio (e aqui fica a minha vénia de respeito).
A minha perspectiva de vida mudou ao ter um parto assim.
É uma coisa de que me orgulho por ter conseguido ultrapassar, e faz-me ter um enorme respeito por todas as mulheres que pariram com dor, e em condições muito piores que eu, que estava no hospital, com todos os cuidados médicos que poderia ter.
No próprio dia não me sentia capaz de voltar a passar por isso, mas agora, claro, a intensidade da dor já desvaneceu...
Foi tudo bastante confuso, e aquela situação do nasce-não nasce fez-me sentir claramente num hospital público. O médico diz uma coisa mas a enfermeira diz outra, quando cheguei à sala de partos nem sabia quem era médico ou enfermeira, todas as batas eram diferentes, e do meu conhecimento dos partos no privado, tudo corre de modo mais calmo. isto, claro, é a minha perspectiva, porque tive os dois filhos na MAC, não posso de facto, comparar.
Continuo a confiar a 100% na minha médica, apesar do erro de diagnóstico - eu estava claramente em trabalho de parto, e ela a querer parar o processo nem sei porquê - ou melhor, sei, porque ela gosta mesmo de ser ela a fazer os partos das suas grávidas, e como estava prestes a ir embora e não se sabia quanto tempo ia demorar, cometeu este erro. Não a censuro, pois estava ali a trabalhar há 24 horas, e eu sei que nessa noite houve um boom de partos e que a maternidade estava cheia. No final ela acabou por ficar até bem depois da sua hora da saída só para me acompanhar, e isso para mim foi super importante.
Da outra vez tudo se passou de um modo mais calmo, eu consegui fazer tudo sem ter dores, estas só chegaram já eu estava deitada na sala de partos, e apesar de a epidural ter sido fraquinha, e eu nunca ter deixado de ter dores, consegui controlar as ditas, consegui respirar com calma, fazer força de modo correcto no momento da expulsão. Para isso também contribuiu o facto de ter comigo a minha tia pediatra, que me acalmou e me disse exactamente o que fazer.
Desta vez nem houve tempo para nada, sinto que foi tudo uma confusão, não consegui recuperar o fôlego, mas no fundo acabou por correr tudo bem na mesma, e foi consideravelmente mais rápido. O facto de ter feito a dilatação toda a andar de um lado para o outro, por muito que me tenha custado, foi claramente positivo. Se calhar se não tivesse havido dúvidas em relação ao trabalho de parto tinham-me deitado numa cama de imediato e as coisas tinham demorado muito mais. Nunca vamos saber...
Apesar de tudo, de todas as dores que tive e de tudo o que se passou, fico muito contente por tudo ter decorrido de forma natural, no dia que ela (e meio Portugal) decidiu nascer, sem interferência de nada, no fundo, como a natureza dita que os partos devem ser.
Por outro lado, acho que se uma pessoa tem pouca resistência à dor, ou se tem medo do parto, o melhor mesmo é combinar com o médico e fazer uma indução com toda a tranquilidade, e parir sem chegar a sentir dor.
Porque, de facto, não é pêra doce.
Quanto a mim... claro que o dia do nascimento da minha filha foi perfeito, claro que não mudava nada porque tudo contribuiu para que as coisas corressem bem, claro que tenho o maior orgulho em poder dizer que sei o que é ter um filho sem ajuda de nenhuma epidural, analgésico ou droga de qualquer tipo.
Se me perguntam se quero ter um 3º filho da mesma maneira, a minha resposta tem de ser: tenho muito tempo para pensar no assunto.

domingo, 10 de abril de 2011

Nasceu!

Dia 6, às 9h30 da manhã, nasceu a nossa baby girl, de parto natural e rápido.
Em breve farei o post da praxe, com toda a discrição detalhada de como tudo aconteceu.
Agora é tempo de curtir este momento único e especial de regressar a casa e ter dois filhos bebés.
Mais feliz? Impossível.
:)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desta gravidez

Porque a memória é traiçoeira, porque desta vez não tive agenda da grávida, porque está quase a acabar, porque sei que um dia vou gostar de ler este post:
  • soubemos que estava grávida no dia 10 de Agosto e fiz o teste porque, tal qual como da outra vez, tinha uma mamografia marcada (que a médica me tinha mandado fazer há décadas) e não quis fazê-la sem ter a certeza de não estar grávida. Como ia fazer a mamografia no hospital onde a mãe do Tê trabalhava, e tinha sido tudo marcado por ela, enviei-lhe uma sms depois de ver o resultado do teste, a avisar que não podia ir porque tinha surgido um imprevisto. Não estava a mentir. Esta gravidez foi mesmo, um imprevisto.
  • demorámos uns dias/semanas a interiorizar a coisa. Não acreditámos logo que íamos ter outro bebé tão cedo, fizemos vários testes depois do primeiro porque não estávamos mesmo a acreditar
  • achei sinceramente que desta vez não ia enjoar, mas não me safei. Começou por ser uma má disposição permanente, não especialmente de manhã. No final de Agosto fomos passar um fim-de-semana de sonho em Monchique, e eu só de me lembrar até me agonia. O hotel era perfeito, com uma piscina perfeita, com um pequeno-almoço perfeito e de chorar por mais, estava óptimo tempo, e a família esteve reunida como há muito não acontecia. Eu só me apetecia dormir, estive mal disposta como tudo, enjoei o cheiro dos quartos, dos produtos de beleza da casa-de-banho, da sala das crianças, de tudo. Só espero voltar lá este ano, para apreciar tudo verdadeiramente.
  • enjoei o cheiro do detergente da roupa, do desodorizante do Tê, do cocó do baby, enjoei o programa do Dr. Oz (nem eu percebo!). Da outra vez não vomitei nunca, mas desta vez sim. Desta vez não enjoei o café, mas deixei de o beber puro, bebo-o só com leite
  • tirei uma semana se férias em Setembro e as memórias que guardo são de um cansaço permanente, de me andar a arrastar por todo o lado, de subir os 3 andares com o baby ao colo, chegar a casa, depositá-lo no parque e deitar-me no sofá, completamente morta de cansaço!
  • ainda no 1º trimestre houve um dia em que me ocorreu que já não me imaginava com apenas 1 filho, ou por outro lado, com a preocupação centrada apenas nele. Nesse dia percebi (ou tive um cheirinho) do que é ter 2 filhos
  • senti o bebé mexer pela 1ª vez às 12 semanas - estava sentada, apoiada nos joelhos e senti como se fosse um peixinho no aquário. Depois disso senti-o várias vezes, coisa que me descansou imenso. O pai sentiu por volta das 20 semanas.
  • no 2º trimestre o cansaço abrandou, e eu preparei-me para as dores nas costas, de que tinha sofrido imenso da outra vez. Preparei as 1000 almofadas para dormir, mas depois apercebi-me de que não precisava.
  • as vezes que fui a eventos sociais sozinha com o baby foram bastante cansativas: ele não parava quieto, sempre a gatinhar por todo o lado, e eu a ter de correr atrás dele e baixar-me 1000 vezes para lhe pegar ao colo
  • devido ao ponto anterior, apreciei profundamente quando o baby começou a andar. Marcou uma nova etapa nesta gravidez
  • ainda assim, tendo em conta as circunstâncias, acho que o nível de cansaço foi equivalente à outra vez, apesar de ter um baby para cuidar
  • sem dúvida, se tiver de optar, optarei SEMPRE por uma gravidez no Inverno
  • tive os mesmos cuidados da outra vez: usei os collants de descanso, apliquei sempre o creme anti-estrias ( a diferença foi que da outra vez comprei vários cremes de várias marcas específicas para o efeito, e desta vez optei pelo simples óleo de amêndoas doces e creme Nívea da lata azul - so far, so good), nos dias de sol usei protector solar 50
  • foi mais difícil resistir aos doces e comidas pesadas, talvez por ser Inverno, mas acho que no geral, tirando uma ou outra excepção, não relaxei totalmente (no que toca a carne mal passada, queijos moles, saladas fora de casa etc.)
  • engordei exactamente o mesmo número de kilos
  • durante uns tempos ela esteve numa posição que me comprimia o estômago, levando-me a vomitar com alguma frequência depois de comer
  • o 2º trimestre foi marcado por uma (ou várias) constipações, e foi muito, muito irritante andar semanas com soro no nariz e lenços de papel, e pingos, e ida às urgências com uma pneumonia
  • não acho que tenha passado muito rápido, se pensar nisso acho já estou grávida há uma eternidade
  • acho que a barriga cresceu muito no início, mas a partir de certa altura ficou do mesmo tamanho que da outra gravidez. Ainda assim, muita gente deve pensar que estou enorme, pois fartei-me de ouvir bocas tipo "tens a certeza que não são dois bebés?" ou o clássico "está quase!" antes mesmo das 30 semanas.
  • outra diferença: da outra vez incharam os pés, desta vez são as mãos. Ando há semanas com as mãos que nem consigo fechar, principalmente à noite
  • semelhança: o comportamento do baby. Parece que estou grávida do mesmo bebé outra vez. Mexe-se mais à noite, em casa, em ambientes que conhece bem. Se estou no café, no supermercado, na rua, fica quieta e calada sem se mexer. As amigas mais pacientes só a conseguiram sentir já ela estava bastante grande, e tal com o da outra vez aconteceu-me estar na presença de outras grávidas com os seus bebés aos saltos na barriga, e toda a família em êxtase a sentir os pontapés (eu inclusivé!), e eu com o meu sorriso amarelo e com a barriga quieta como uma pedra. Da outra vez pensei que ia ter um bebé muito calminho, mas depois percebi que ele era apenas um cusco da pior espécie, super atento a tudo: qualquer diferença de ambiente e ele dava logo por isso. Ainda assim, em algumas situações ela mexe-se um pouco mais - por exemplo, quando conduzo - vamos ver que tal sai.
  • já me tinham avisado da importância de tirar férias no final da gravidez, para preparar tudo com calma, e eu agora assino por baixo. Nesta fase o que importa é mesmo a gravidez, e devemos dedicar-lhe o maior tempo possível, sem perder tempo com clientes, relatórios, chefes e colegas de trabalho. Nunca se sabe se é a última vez...
  • por estar de férias e a curtir o descanso, não estou com pressa que ela nasça, não me sinto tão podre como há umas semanas atrás.
  • apesar de tudo estar a correr lindamente, e de achar muito giro ter dois filhos com pouca diferença, não aconselho duas gravidezes assim de seguida. Esperar mais uns meses seria indiferente para os filhos, e permitem à mãe recuperar melhor.
  • não pretendo engravidar tão cedo, mas para mim é impensável que esta seja a minha última gravidez :)

Constatação

Se eu não trabalhasse, tinha uma vida doméstica tão mais organizada...

(e o contrário também é verdade: se eu trabalhasse fora de casa, 5 dias por semana como quase toda a gente, tinha uma vida doméstica ainda mais caótica, oh se tinha!)

Panela de pressão

Já tínhamos pensado há que tempos se valeria a pena comprar uma, principalmente para fazer a sopa.
Ao saber disto a mãe do Tê disponibilizou-nos uma não usava com muita frequência.
Adoro.
Claro, meus amigos, que não se trata de uma bimbi, mas para quem não tem, é como se fosse.
A parte de cortar os legumes mantém-se na mesma, depois é só fechar a panela, e quando começa a apitar, ir baixar o lume. 10 minutos depois, mais coisa menos coisa, é desligar e deixar o vapor sair.
Fica com uma óptima consistência (depois de passada, bem entendido), é super rápida, não suja o fogão, não entorna por fora, nada.
E como tem um óptimo tamanho, faço sopa para todos para a semana, e ainda congelo umas quantas caixas.
Estou fã.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Outro vício

Para não pensarem "ah e tal e esta grávida é tão bem comportada que só se vicia em iogurte e fruta fresca": amêndoas de chocolate de Páscoa marca Bell's.
Daquelas que são amêndoa no meio e uma camada gorda de chocolate por fora. A amêndoa é estaladiça e o chocolate de fora, de chorar por mais.
Uma maldição!
Comprei a 1ª vez no PD porque eram as mais baratinhas, e como diz que não se deve comer chocolate a amamentar (ou não na quantidade desejada, que essa coisa de comer 1 quadradinho de chocolate, ou 1 amêndoa apenas, a mim não me diz nada!), resolvi aproveitar agora.
Erro. Dos grandes.
Raios!


Quase, quase...

Parece ser a palavra de ordem nestes dias.
Mas sim, está mesmo quase.

E a maior prova disso é que a minha "grávida gémea" desta gravidez (para quem não sabe, a mulher do P., assíduo comentador deste blog desde o início) deu ontem à luz (e esta expressão, tratando-se do dia de ontem em que houve um "apagão" na Luz, poderia ter uma certa piada, mas não tem que a malta é toda sportinguista e está pouco importada com o que se passa com os portistas na Luz, adiante), dizia eu, deu ontem à luz o seu rapazola, lindo de morrer, louro como ninguém, de olho bem aberto e esperto para o mundo!
Foi para mim uma enorme emoção, não só por ser filho, neto e sobrinho de quem é, mas também porque vai ser o baby com menos diferença de idade da minha miúda, e isso torna-o ainda mais especial. Estou morta por ir conhece-lo, e espero ainda o conseguir fazer antes de parir, porque como sabeis... está quase!



domingo, 3 de abril de 2011

Carta à Mary de 2030

A convite de um grupo de amigas (que muito me honrou, devo dizer), no dia 1 de Abril foi dia de escrever uma carta para a Mary de 2030.
Foi complicado.
Como se podia tornar um momento muito, mas muito emocional, resolvi levar a coisa na desportiva, sem delongas, mais para rir daqui a 19 anos do que para chorar.
Porque sim, houve momentos em que me apeteceu chorar.
E por muito descontraída que esteja esta carta, eu tenho a certeza absoluta que a Mary de 2030 vai ter muitas, muitas saudades, da Mary de 2011.
Mas foi um exercício bem giro de fazer.

Nota à parte: escrevi a carta à mão, para poder ver a minha letra daqui a um tempo, e também para que não haja cópias nem registos desta carta até ao momento em que a voltarei a ler. No entanto, com toda a solenidade do momento, não é que a porcaria da caneta acabou a meio de uma frase? Que nervos! Tive de continuar numa cor diferente, porque nesta casa da Mary de 2011 há falta de esferográficas!

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar X

Para terem um filho mais velho que saiba atar os atacadores da mãe, quando esta mal se consegue mexer.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novo vício

Morangos (frescos) com iogurte Delissimo marca PD de manga.

Contradições...

... desta fase da minha vida:
  • períodos de sono incontrolável, seguidos de períodos de insónia que fico sem saber o que fazer
  • sensação de enfartamento seguida de uma fome descontrolada, capaz de comer o mundo
  • momentos de grande energia, seguidas de momentos em que me arrasto por aí

quinta-feira, 31 de março de 2011

E às 37 semanas e 4 dias...

... tenho finalmente as malas feitas.
Ainda não tem todas as roupas que quero levar, e falta a minha bolsa de toilette, mas para quem queria ter tudo pronto antes das 36 semanas, conseguir ter quase tudo antes das 38 é uma vitória.
Os produtos de toilette dela também já estão preparados, a gaveta da fraldas foi re-organizada para caberem as coisas dos dois, a cómoda pequenina já está cheia de coisas cor-de-rosa, os cueiros da prima estão passados e pendurados no armário, que mais parece de uma princesa.
Ainda não tem a cama dela pronta, e ainda temos de re-organizar o quarto de modo a ficar mais funcional para a vestir e dar banho, e para mudar as fraldas aos dois.
Aos poucos, tudo se encaixa...

Dia caótico

Que envolveu, entre outras coisas, ir deixar o carro na oficina para supostamente o ir buscar umas horas depois, uma espera interminável e inconsequente no Colombo (onde não ia há anos), com um calor insuportável e eu a inchar por todos os lados, para depois chegar à conclusão que mais valia ter vindo para casa porque afinal o carro já não ia ficar pronto hoje, duas viagens de táxi com dois taxistas-personagem (um deu-me dicas de educação e contou-me a história da vida, o que fazia antes de ser taxista, os cursos das filhas com direito a foto, a capela onde me devo dirigir para ter uma hora pequenina and so on and so on; o outro parou de propósito para eu ir levantar dinheiro cheio de medo que eu fugisse sem pagar - como se eu fosse muito longe! - e não parou de me chatear por causa dos trocos porque não tinha moedas para me dar - as máquinas multibanco ainda não dão moedas, é uma pena Sr. Taxista), um regresso a casa de táxi sem maneira de ir buscar o baby à escola (foi a tia busca-lo depois de uma reunião), e depois de tudo a moto do Tê ficou engasgada a meio caminho e ele teve de vir no reboque com a dita, para depois ir com o pai buscar o carro que afinal já estava pronto (por artes mágicas), que isto de estar prestes a parir e não ter meio de transporte não está com nada.
A rapariga ainda nem nasceu e já vivemos no meio do caos...
Bolas!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Jogar à bola

Nunca pensei dizer isto, mas neste momento das nossas vidas - eu grávida de 37 semanas, ele com 1 ano e 5 meses - jogar à bola é a brincadeira menos cansativa cá de casa.
Consiste, basicamente, em estar de pé a um canto e ir chutando a bola, que ele se apressa em perseguir, apanhar e chutar várias vezes até à bola vir ao meu encontro outra vez. Não implica correr, nem estar sentada no chão, nem agachada, nem com ele no colo, pelo que é perfeito.
Sei que é uma feliz coincidência, já que em breve ele não se contentará que eu fique quieta num canto a chutar a bola quando esta vem ter comigo. Em breve, e se calhar quando eu estiver a precisar de ficar em forma (será outra feliz coincidência), a brincadeira ficará mais exigente, e ele vai com certeza querer que eu corra atrás da bola e faça fintas e marque golos e tudo e tudo.
Até lá, aproveito a obsessão do rapaz pela bola para "descansar".

terça-feira, 29 de março de 2011

Frango no saco

Estou fã.
Já experimentei esta de alho e a de ervas aromáticas. Sabem ao mesmo, mas são as duas boas.
Mais prático, impossível, e o raio do frango fica mesmo bom, com molho, e sem um sabor demasiado artificial (que era o meu medo).
Gosto muito.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dormir fora II

Porque sei que houve quem ficasse com a ideia errada quando escrevi este post, venho rectificar que o meu baby, apesar da minha galinhagem, não deixa de ir dormir a casa dos avós quando é preciso ou é mais confortável para todos (e não só para nós), e também irá dormir a casa dos tios quando apreciar verdadeiramente a brincadeira com os primos.
Ontem à noite, mais uma vez e a bem da logística familiar, lá ficou a dormir com os avós paternos.
Os avós e o neto ficaram felizes da vida; os pais vieram para casa sem dramas.
Galinhas sim, mas das que deixam as crias aprender a voar!

domingo, 27 de março de 2011

Portugueses pelo Mundo

Gosto muito deste programa. Mesmo.

Quem acha...

... que esta mudança da hora nos rouba uma hora de fim-de-semana ponha o dedo no ar!

Sim, sim, esta é a mudança "boa", mas esta coisa de acordar e afinal ainda é mais tarde, mexe-me aqui com o sistema...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ténis MBT

Nos meus passeios pelo paredão (ah... doce vida!) tenho visto várias pessoas (mulheres principalmente, mas homens também) com aqueles ténis que diz que ajudam a ficar em forma num instante.
Têm uma sola um bocado estranha, e pelo que sei são caros, mas eu, que depois desta gravidez estarei com certeza mais lontra que nunca, e que sou boa amiga do ficar em forma de maneira fácil e sem esforço, até estava tentada a experimentar.
Leitores deste blog que já experimentaram: funciona, ou é mesmo uma questão de marketing??

quinta-feira, 24 de março de 2011

36 semanas e 5 dias

  • malas por fazer, algumas roupas já nos saquinhos mas ainda incompletos, mas a roupa está praticamente toda lavada
  • cama de grades montada, mas ainda no quarto do baby mais velho
  • mãos inchadas (desde a semana passada) e agora também os pés (mas nada de especial)
  • evito baixar-me, só mesmo quando é essencial
  • sem grandes dores nas costas
  • idas à casa-de-banho irritantemente frequentes
  • continuo constipada (estive bem durante 1 semana, depois veio o bom tempo e a constipação regressou - já desisti de tentar perceber)
  • super-mega-hiper cara de grávida
  • algumas insónias a estragar meses de boas noites, e muita dificuldade em adormecer depois devido a grandes movimentações nocturnas - nisto é igual ao irmão, vai-se mexendo suavemente durante o dia, mas à noite vinga-se e não pára
  • algum cansaço, mas não muito mais do que há 2 ou 3 semanas atrás
  • muito contente por ter tirado férias
  • a poder finalmente responder que sim,está quase (que ouço desde Janeiro) e que sim, é um bebé grande (não sou só eu que estou gorda!)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Baby girl Santos tamanho XL

Contrariamente ao esperado (e porque mesmo a mais imparcial das mães tende sempre a fazer comparações entre filhos) a nossa baby girl está uma matulona, no percentil 75.
Segundo a estimativa, pesa agora com 36 semanas e 3 dias, um pouco mais do que tinha o irmão quando nasceu (às 39 semanas).
E eu fiquei encantada com a notícia.
Por muito que não queiramos, e que saibamos que tudo é normal, da outra vez fiquei preocupada por ter um baby pequeno. Ah e tal e crescem cá fora - mas também perdem peso cá fora, que eu bem sei!
Quem se preocupa em ter um baby demasiado grande por causa do parto é porque nunca ouviu da boca do médico que tem um bebé pequeno. Não estou nada preocupada com o parto de um bebé grande - com mais dor ou menos dor, mais ou menos demorado, ela há-de sair da melhor maneira. Os partos mais complicados que conheço foram exactamente dos bebés mais pequenos que conheci, por isso quando na ecografia de hoje ouvi as palavras "percentil 75" sorri de satisfação.
Mãe que é mãe quer é ter um baby rechonchudo, e não um enfezado minúsculo que fica a nadar nas roupas do 1º dia. Depois crescem e lá andamos nós a evitar que comam pão fora de horas, a controlar a quantidade de bolachas e a substituir a papa por sopinha sempre que possível - mas quando nascem, não há nada como um bebé gordito para nos encher o colo.
Tamanho à parte, a rapariga está de boa saúde, na posição certa, a esconder a cara com a mão e com tudo no lugar.
E gira. É grande e é gira, a minha miúda :)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Galinheiro

A partir de hoje passamos a viver num.
Acabam de sair daqui os senhores de uma empresa que coloca redes de segurança nas varandas, pelo que passamos agora a ver o mundo da perspectiva das galinhas. Só se safou a janela da cozinha.
Mas eu, mãe-galinha assumida, mulher que sofre de vertigens e que tem medo de alturas desde que se lembra de existir, sou agora uma pessoa mais feliz!
Pode vir a primavera, o bom tempo e o sol, que a malta tem varandas para usufruir em segurança! Nada de viver com medo, de portas fechadas o tempo todo para que o baby não se escapasse sem darmos por ela (não que tenha havido muitas oportunidades de usar as varandas desde que mudámos em Novembro, mas pronto...).
E o resultado, apesar do look galinheiro, até é bastante discreto, mais do que eu esperava. Foi caro, sem dúvida, mas eu acho que vai compensar.
Muito fixe!

Dia do pai

O pai cá de casa recebeu o seu 1º presente do Dia do Pai feito na escola: um tapa-sol para o carro com as mãos do baby pintadas de várias cores (lindo de morrer).

O meu pai esta semana mostrou-me que anda a usar o marcador de livros que eu lhe fiz na escola, em 1986 (lindo de morrer também, claro!).
Aposto que a minha professora da altura nunca imaginou que aquele presente fosse durar estes anos todos!

Trabalhar (ou não)

Sempre soube, e sei, que seria bastante complicado para mim não trabalhar.
Por muito pouco interessante que seja o meu trabalho, sinto que ficaria ainda mais vazia se não o tivesse.
Claro que seria muito feliz a ficar com o meu filho em casa, a desfrutar do seu crescimento a 100% e tudo e tudo, mas sei que a perspectiva de não ter um trabalho no futuro me iria atormentar.
Foram poucas, mas marcantes, as vezes que estive desempregada na vida. Verdade seja dita que na altura não tinha filhos, mas nessas alturas todas as minhas energias se concentravam em arranjar trabalho, em procurar emprego, em mandar cv's, em fazer pesquisas. Poderia ter aproveitado para passear, para ver exposições, para fazer aquelas coisas que nunca se tem tempo para fazer, mas eu não conseguia. Enquanto estive sem trabalho, dediquei-me a procura-lo com todas as minhas forças.
Por isso, para mim, perfeito seria ter uma licença de maternidade de 1 ano. Ou vá, de 3 anos, que para sonhar não se paga imposto. Poder usufruir do filho sabendo que depois se pode regressar ao mercado de trabalho seria o ideal.
Tudo isto para dizer que estou muito contente por ter tirado férias estes dias. No sábado e no domingo sorri a pensar que na 2ª não iria trabalhar, nem na próxima 2ª, nem na outra e assim sucessivamente durante as próximas semanas.
Estar sem trabalhar para mim é um martírio, mas não trabalhar quando se tem trabalho... é o paraíso!
Apesar de ter horas para me levantar, de ir levar o baby à escola (para que não perca o ritmo, para eu conseguir fazer alguma coisa e descansar, que é o objectivo!), de ter sempre muita coisa para fazer, sinto que estou a dedicar o meu tempo àquilo que de facto é mais importante agora. Se estivesse a trabalhar estaria com certeza desconcentrada a pensar se já tenho a roupa lavada ou a mala pronta. Assim, sei que quando este bebé nascer, eu estive durante uns dias a dedicar-me inteiramente a ela, ao baby mais velho, e à família, como deveria ser sempre!
Se estiver alguma grávida a ler-me (assim de repente lembro-me de umas 7 ou 8!) que tenha esta oportunidade, que aproveite!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Rosa

E temos uma nova tonalidade a predominar no nosso estendal!

(já tem mantas lavadas e bodies e calças de algodão a secar. Nada mau.)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nova Fase

E pois que exactamente 1 ano e 1 dia depois de escrever este post, entramos por aqui numa nova fase: férias!
Aproveitando os 300 dias de férias (mentira, foram só 12) que me sobraram do ano passado, resolvi tirar estas últimas semanas de férias antes da licença de maternidade.
Se tudo correr como previsto, estarei de regresso ao trabalho só em Setembro...
E dizer isto com este sol a bater na janela, meus amigos, dá-me um gozo que não vos ocorre!

Durante os próximos dias planeio fazer aquilo que não fiz há ano e meio atrás, em que trabalhei até à ante-véspera do dia do parto: descansar, passear, tratar da minha beleza, aproveitar os últimos dias com um filho único, fazer festinhas na barriga, tirar fotografias e eventualmente fazer a mala da maternidade, lavar a roupa de bebé e todas essas coisas que ficaram em 2o plano até agora, mas que já me começa a angustiar por não ter nada pronto.
Como dizia a irmã de uma amiga, uma pessoa passa por esta experiencia (gravidez) uma ou duas vezes na vida, há que saber aproveitar!
E se por um lado faz sentido tirar as férias depois do bebé nascer, tenho a certeza que estes dias vão saber que nem ginjas!
:)

terça-feira, 15 de março de 2011

Porque as manhãs são caóticas ou é o que dá andar sempre de sapatos confortáveis

Hoje, quando dei por ela, estava de pantufas no elevador, pronta para levar o baby à escola...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dormir fora

Antes de ter filhos achava que os ia deixar a dormir nos avós muitas vezes, sem o menor problema.
Acho super importante as crianças habituarem-se a dormir fora de casa, para não estranharem se for preciso, e porque faz bem a todos: aos avós, aos pais e aos filhos também.
Sempre fui uma tia com quem os sobrinhos passavam fins-de-semana, e eu adorava. Partilhar aqueles momentos de calma depois do jantar, e o pequeno-almoço todos de pijama, era uma alegria para todos, e contribuiu grandemente para termos a relação próxima que temos hoje.
Lembro-me de estar já com uma grande barriga do baby mais velho e de verbalizar a importancia que tinha ir dormir a casa dos avós ou tios, e quanto mais cedo melhor, para se habituarem cedo e ser uma coisa normal e tudo e tudo.
Pois, mas depois da criança cá fora, o quadro muda de figura.
Não acho graça nenhuma quando o baby não dorme cá.
Se fico preocupada? Não.
Se acho que ele está mal e cheio de saudades minhas, a gritar pela mãezinha a altas horas da noite? Também não.
Sei que ele está óptimo, que se diverte, e continuo a achar tudo super importante, tal como descrevi acima.
Mas chega-se à hora... e custa-me!
Cinemas e jantaradas fora (que não são muitas, sejamos francos) e eu prefiro sempre ir busca-lo, seja a que hora for. Ou melhor ainda, pedir a alguém (aos avós, claro) que fiquem cá em casa com ele até ao nosso regresso.
Esta noite, para comodidade nossa, ficou a dormir nos avós. A ideia até foi minha, pois uma vez que o Te ia sair muito cedo, evitava que eu o tivesse de vestir e levar à escola sozinha e regressar a casa antes das 8h. Assim foi melhor para todos, ele ficou a dormir até à hora que quis, eu pude dormir mais 45 minutos que o costume, coisa que nesta altura vale ouro. Ontem também correu tudo bem, fui eu que lhe dei de jantar e o deitei na cama, ou seja, não havia razão para ter saudades.
Mas depois chegamos a casa e falta aqui qualquer coisa.
Antes de ir dormir fui fechar os estores do quarto dele, e olhar para a cama de grades vazia dá-me cá um aperto, um vazio...
Uma estupidez, eu sei e tenho consciencia disso, mas parece que me falta uma peça, que não fico completa.
Parece que falta um macaco no meu galho, e apesar de isso não me tirar o sono, acaba sempre por causar um certo aperto na hora de ir dormir.
Será que vai passar com o tempo?
Será que vou ser aquela mãe histérica que inventa desculpas para o filho não ir dormir a casa dos amigos?
Eu que queria ser a mãe mais cool e fixolas, acabo a ser a mais careta de todas!
E neste aspecto eu sou o exacto oposto daquilo que pensava que iria ser.
De facto, só depois de termos filhos é que sabemos que tipo de mães somos.
A mim, pelos vistos, só me falta cacarejar...

domingo, 13 de março de 2011

E assim...

...como quem não quer a coisa, esta gravidez entra na recta da meta.
Pode faltar menos de 1 mês para ter esta criança cá fora. Aliás, podem faltar apenas 3 semanas.
Tenho um total de zero coisas prontas para a sua chegada. Se calhar convinha começar a pensar nisso...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Péssima ideia

Ir ao supermercado que está com desconto em todas (TODAS!) as bolachas.

Dormir na cama do pai e da mãe

Quando ele era muito pequeno fazia-me impressão, tinha medo que ficasse debaixo de uma almofada ou que caísse borda fora.
Chegou a acontecer algumas vezes, enquanto mamava, mas apenas durante alguns períodos da noite.
Agora que cresceu, continuo a não ser muito fã.
Aquela teoria do ah e tal e dormem todos mais descansados se estiverem na mesma cama, não se aplica a mim.
Acho a maior delícia ele vir dormir connosco na cama, adoro senti-lo ali pertinho, fazer festinhas, cheirar os caracóis, ouvi-lo a respirar e tudo e tudo. Mas dormir bem, não durmo.
Entre o medo que fique debaixo da almofada (que se mantém, claro), os pontapés que levo, o não me mexer com medo de o acordar e o constante mudar de posição do rapaz, vou passando pelas brasas, mas acordo sempre com uma grande ressaca.
Se calhar é falta de hábito, e daqui a uns meses serão dois e não um a dormir connosco, mas por enquanto, essa história do co-sleeping não me convence.

segunda-feira, 7 de março de 2011

The Rip



Não sou nada, mesmo nada, fã dos Portishead, mas gosto muito, mesmo muito, desta música.

domingo, 6 de março de 2011

Quando achamos...

... que os anúncios do PD não podem ser piores, conseguem sempre surpreender.
Depois da música irritante do "de Janeiro a Janeiro", mais os "zero de incertezas" que nos azucrina a cabeça todos os dias, mais uns tantos pelo meio cada um pior que o outro, agora vêm com a história da "galinha com cocorocó".
Galinha com cocorocó?
A sério?
Não.. a sério??

sexta-feira, 4 de março de 2011

Jantar super-rápido

Porque o tempo para cozinhar escasseia, aqui fica a "receita" de um jantar que se faz num abrir e fechar de olhos:

Azeite no fundo de um pyrex.
Cebola aos quadradinhos congelada.
Tomate aos quadradinhos congelados.
Lombos de pescada (daqueles sem pele nem espinhas, normalmente vem em embalagens de 4) por cima.
Temperei com sal, pimenta, ervinhas e limão.
Forno.
Acompanhei com batatas congeladas PD (para assar), que cozi e depois pus noutro pyrex e foram ao forno um bocado.

Fiz o jantar com a minha pança de 33 semanas, e com o baby de 16 meses ao colo (o rapaz é um cusco de primeira, se nos vê a cozinhar tem porque tem de ver o que se passa), e demorei uns 5 minutos no total (sem contar o tempo de forno/cozedura, bem entendido). Imaginem o tempo que demora se tivermos as 2 mãos livres.
Bom proveito!
:)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Conversa na bomba de gasolina...

Comenta a senhora da caixa perante o meu ar desesperado:
"Pois, já pesa..."
Respondo eu: "Pesa e não é pouco!"
Ela referia-se à minha barriga, eu ao facto de estar a pagar 64 euros por um depósito de sem chumbo 95...

Se eu deixar de caber nas portas a culpa não é da gravidez

É que hoje abri o 3º frasco de mel desde o início do Inverno...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ida à obstetra

Que mais parecia uma consulta de otorrino.
Passei o tempo quase todo a falar de tosse, ranho e expectoração, fui auscultada e ainda tive de abrir a boca de língua de fora a dizer aaaaahhhhhhh para ver a garganta.
E saí de lá com a ameaça de voltar a tomar antibiótico, com uma receita de xarope e vitaminas, uma lista de análises para medir os níveis de infecção (nada a ver com as do 3º trimestre), e indicação para medir a febre diariamente e ligar para a semana a dar notícias.
É o que eu digo, não me posso queixar de nada desta gravidez, só mesmo dos seus danos colaterais.

terça-feira, 1 de março de 2011

Ter duas gravidezes com 9 meses de diferença é...

... entre outras coisas:
  • aproveitar os restos dos medicamentos de gravidez que sobraram, porque estão dentro do prazo
  • não precisar de comprar roupa, porque está tudo ainda na moda
  • não me lembrar muito bem da sensação de ser mãe sem estar grávida
  • é não fazer ideia do que é ter 2 filhos, mas ter esperança que vou ter energia para tudo (porque não vou estar grávida)
  • é, no meu caso, ter estado grávida em 2009, em 2010 e em 2011
  • é, no meu caso, ter decidido desde já que não engravidarei em 2012
  • é ouvir infinitas vezes coisas como "ficas já despachadinha!"
  • é ter o sistema imunitário feito num 8
  • é ter uma barriga que cresce tão rápido que não conseguia esconder nem às 12 semanas
  • é encarar a coisa com mais calma e sem extremismos, mas ainda assim seguir à risca as regras de alimentação, tal como da primeira vez
  • é não ter qualquer medo/receio/curiosidade em relação ao parto
  • é ter má cara
  • é embalar um bebé de chucha e fralda, e sentir outro mexer dentro da barriga
  • é não focar a atenção em exclusivo na barriga, nem no bebé que está cá fora
  • é tentar encontrar um equilíbrio entre o que é bom para um e o que é bom para outro
  • é muito, muito, muito cansativo, mas é muito, muito, muito bom!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coisas que nascem connosco

Coisas que nos são inatas, e contra as quais os pais pouco ou nada podem fazer:
  • a relação com a comida: o comer muito, ser guloso, ser capaz de enfardar uma caixa de ferreros en menos de nada, desembrulhar o rebuçado seguinte com o anterior ainda na boca, acabar de almoçar e ser capaz de começar tudo outra vez; ou comer apenas o que tem na vontade, conseguir parar quando se está cheio ou enjoado, comer doces comedidamente. Conheço pais que optaram por não ter doces em casa para que os filhos não tenham tentação de os comer, e pais que optam por os ter sempre na despensa, para que os doces se tornem algo banal, logo menos apetecível. Em ambos os casos, dependendo da relação dos miúdos com a comida e com os doces em particular, as teorias falharam redondamente.
  • a relação com a dormida: há os que adormecem em todo o lado, que pedem para ir para a cama, que num jantar de amigos se aninham num sofá e adormecem, que no restaurante juntam duas cadeiras e adormecem também sem chatear ninguém; ou os que combatem o sono com unhas e dentes, esfregam os olhos para logo voltar a querer ir brincar, acabam a noite invariavelmente numa birra de sono, que só adormecem na sua cama, no seu quarto, com os seus rituais. Também aqui os pais que tem filhos do primeiro tipo são tentados a pensar que a educação tem um papel muito importante. Não é raro ouvir comentários "ah, eu sempre habituei o meu filho a dormir em todo o lado!", o que é muito bonito, mas na minha opinião só funciona com alguns miúdos e ponto final. Há os que conseguem habituar-se, e os que vão dar dores de cabeça aos pais na hora de dormir até à adolescencia.
  • a relação com o trabalho/responsabilidade: os que fazem os trabalhos de casa na sexta-feira à tarde; ou os que fazem os trabalhos de casa no domingo à noite/segunda-feira de manhã. Quanto a isto tb pouco ou nada há a fazer. Conheço irmãos educados na mesma casa, com os mesmo pais, na mesma escola, tudo igual, mas completamente diferente na relação com a responsabilidade. E pior: se com o comer e o dormir a coisa pode ir mudando ao longo da vida, porque a pessoa cresce e acaba por ter consciencia das suas limitaçoes e faz um esforço para mudar, esta relação com a responsabilidade é bem mais difícil de mudar! A criança que deixa tudo para a última hora torna-se muitas vezes no adulto que só trabalha sob pressão.

Não quero com isto dizer que estas características não se possam alterar, mas eu acho que são coisas que nascem connosco, e que a educação/hábito consegue apenas mudar até certo ponto.
Acho sempre graça quando ouço pais (muitas vezes de um só filho, porque quando nasce o segundo lá se apercebem que as coisas não são tão lineares) a vangloriar-se de que os filhos dormem sem birras porque nunca os habituaram ao colo, ou que não gostam de doces porque nunca há doces lá em casa, ou que lhes incutiram um sentido de responsabilidade para que a criança trate das suas obrigaçoes antes de ir brincar.
Deve ser bom pensar que se tem todo este poder!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Parque

Hoje no parque onde costumo ir com o baby (e onde eu também ia em pequena), parecia que havia um encontro dos filhos de colegas do meu colégio.
Sem contar com o meu baby, eram mais 4.
Pena que estavam lá com os avós, porque tinha sido um encontro engraçado.

Medo...

Um dia de relativo calor e já fiquei com as mãos inchadas...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Limpezas


Odeio. Detesto. Abomino.
Não que eu seja uma dona-de-casa exemplar (longe disso), mas há coisas que até nem me incomoda muito fazer: não me importo de tratar da roupa, de lavar, secar, passar a ferro, nem de cozinhar, arrumar a cozinha já me custa um bocado mais, mas limpezas detesto mesmo.
Os fins-de-semana já são curtos, se ainda lhes metemos umas 2 ou 3 horas de limpezas pelo meio, a coisa fica arruinada.
Assim sendo, já algum tempo que temos uma pessoa que nos ajuda nessa tarefa, a troco de uma remuneração, bem entendido.
Começou por ser a Mónica, que era super querida e simpática, e limpava bastante bem. No entanto, trabalhava também num lar, e muitas vezes tinha de fazer os horários das colegas que faltavam. Começou por faltar uma ou duas vezes, e às tantas já nem aparecia nem dizia nada.
Depois descobrimos a Ines. A Ines tinha metade da simpatia da Mónica, e metade do profissionalismo também. Subia os 3 andares e já entrava em casa cansada, pronta para abancar no sofá. Aparecia com botas de salto, como se fosse para a festa e limpava apenas aquilo que se conseguia ver. Mas não faltava. Entre alguém que limpa bem e não aparece, e alguém que limpa mal mas aparece sempre, eu fico com a 2a hipótese. Depois, a Ines foi também trabalhar num lar, e deixou de ter dia certo para vir. Foi o princípio do fim. Depois de nos mudarmos, apareceu apenas uma vez, e também deixou de vir sem dizer nada.
Quando nos mudámos para a casa nova, tínhamos um bilhete na caixa do correio de uma senhora que se oferecia para trabalhar, e dava como referencia o facto de trabalhar para outras pessoas do prédio há mais de 6 anos. Na altura não ligámos, mas quando a Ines desapareceu do mapa resolvemos contactar esta senhora. Para começar, gostei da sua atitude empreendedora.
Basicamente, a Vanda é a verdadeira profissional. Aparece quase fardada à séria, nota-se que sabe o que está a fazer. Limpa coisas que eu nem me lembro que existem, queixa-se que o aspidador é fraco, refere que a casa ainda tem pó das obras nos cantinhos escondidos dos rodapés, pouco lhe falta para se por a limpar o tecto.
Não ganha o prémio da miss simpatia, mas ganha o de miss-limpeza.
O lado negativo é que apesar de lhe pagar o mesmo que às outras, ela demora mais tempo.
Mas pela primeira vez na vida temos uma casa minimamente apresentável. Podem meter a mão nas estantes, ir à varanda ou arrastar o fogão que a casa está mesmo limpa!
Ficamos um pouco mais pobres, mas estamos contentes!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A pior hora do dia

A seguir ao almoço.
O meu apoio, vénia, e saudação corajosa a quem sofre do estomago normalmente, até diariamente (e eu conheço tanta gente). Força amigos, estou convosco!
Pelo amor da mãe Natureza, que falta de paciencia!
Uma pessoa não está bem sentada, não está bem de pé, é um ardor a subir, bebe-se água e não resolve, anda-se de um lado para o outro e fica-se na mesma... só passado 1 hora é que a coisa volta minimamente ao normal.
Eu juro que dava em doida...
Já muitas e muitas vezes dei graças à genética (da família do meu pai, obrigada, obrigada!) por ter um estomago de ferro, que não se demove com NADA - já aqui o disse, grandes quantidades de gordura, picante, cenas estragadas, seja o que for, pode vir que não me afecta - mas depois desta gravidez ainda vou agradecer mais.
Isto é mesmo chato.

Constipação, take 352

Já não sei se é uma nova, se é a mesma desde o Natal que nunca foi embora.
A minha imagem desde finais de Dezembro, aliás, é a de estar sempre com qualquer coisa.
Dei-me conta quando liguei à médica para falar da conjuntivite há duas semanas. "Está constipada?" pergunta ela. Nem sei.
Já não aguento com ranho, com tosse, com espirros e coisas que tais.
Já perdi a conta às embalagens de soro (para dar uma ideia, desde sábado à tarde já vou na 3a caixa de 30 mono doses), aos lenços de papel, rolo de cozinha, guardanapos e afins, já vou no 2o frasco de mel este ano, vitaminas C, kiwis, tangerinas e laranjas abundam cá em casa, e eu nada. Tudo o que me dizem para fazer, eu faço: beber litros de água, por litros de soro, fazer litros vapores, fazer o pino à meia-noite virada a sul, you name it.
No meio disto tudo, um verdadeiro cagaço que isto tudo se transforme numa pneumonia como da outra vez.
Não é esta gravidez que dá cabo de mim, mas sim os seus efeitos secundários.
Irra!

O inédito

Ontem deitei-me eram 20h30.
Com as galinhas, portanto.
Mas não, hoje não me sinto como nova. Aliás, sinto-me como se me tivesse deitado à hora normal.
Se calhar estou mesmo a precisar de dormir...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana de bela vida

Esta 6a foi dia de usar o meu presente de anos (com 9 meses de atraso): um vale de A Vida é Bela de uma noite intitulado "Refúgios a dois".
Fomos os 3, aliás os 4, para a Herdade do Azinhal.
Fica um bocado mais longe do que eu esperava - se eu tivesse procurado, ou feito um plano de viagem ficava logo a saber, mas pronto - mas gostámos muito.
As casas são muito giras, super simples mas bem arranjadas, há galinhas e ovelhas nas redondezas, ouve-se os sinos da igreja e o nosso quarto tinha vista para a aldeia.
Foi um óptimo escape, apesar de termos ficado por lá muito pouco tempo afinal - chegámos 6a à tarde e saímos sábado depois do pequeno-almoço (com um pão alentejano de chorar por mais).
O baby adorou o programa, ficou na maior excitação quando chegámos ao quarto, a fazer-se de engraçado e a explorar todos os cantos.
Viu ovelhas e galinhas pela 1a vez - o que não deixa de ser estranho, porque o rapaz tem família no campo do lado do pai e do lado da mãe - não sei se percebeu que aqueles animais correspondiam ao que ele tem nos livros, mas pronto - e adorou um cão bebé super fofo que por lá andava.
Foi muito giro.
Quanto ao processo de marcação do voucher, já tinha ouvido opinioes muito más e outras boas, pelo que estava com curiosidade para ver como funcionava o sistema.
Deixámos mesmo para a última hora (terminava o prazo em fevereiro) o que foi estúpido da nossa parte. O primeiro sítio que escolhemos estava cheio, mas avisou que se quisessemos podíamos marcar agora para uma data posterior - só que dado o estado avançado de gravidez, pareceu-me melhor escolher outro sítio e ir agora.
Depois fartei-me de ligar para diferentes locais, e parecia impossível fazer uma marcação - ou estavam cheios até ao verão, ou estavam em obras e só abriam no verão, ou tinham acabado o contrato com a empresa - as desculpas eram muitas.
O facto de estar perto da data limite acabou por nos limitar também, porque entre o prazo do voucher e o prazo da barriga, as opçoes eram cada vez menos.
Acabámos por escolher esta herdade, que também não tinha vagas ao sábado, mas o Te tirou a 6a feira, e ainda bem que assim foi, porque soube muito bem chegar a casa depois da viagem e não ser véspera de trabalho.
De um modo geral, fiquei satisfeita com o voucher d'A Vida é Bela e com a Herdade do Azinhal. Tirando o facto de termos deixado para a última hora o voucher, e não ter a noção do sítio onde ficava a herdade, recomendo ambas as experiencias.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Obrigadinha

... meus amigos por nos informarem que as melhores bolachas das redondezas (bolachas com verdadeiro doce de morango no meio, metade mergulhadas em chocolate, com ar caseiro e tosco, como as bolachas devem ser) se vendem na mercearia da esquina - tipo a uns 20 metros de nossa casa.
A sério, obrigadinha.

O que vale é que não são baratas. Valha-nos isso!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Blondie


O dia começou com esta notícia, que me deixou num grande dilema.

A minha banda preferida de há anos são os U2, mas a Debbie Harry foi a minha ídolo da infância.
Sempre a achei o máximo!
Era gira que se farta, era diferente, era punk, fazia vídeos vestida de sacos do lixo, tinha montes e montes de estilo, e cantava e dançava como ninguém.
Para mim, era perfeita.
E foi com ela que senti pela primeira vez o sabor amargo da passagem do tempo.
Estava um dia em casa (dos pais) a estudar para as frequências (lembro--me como se fosse hoje) quando vejo na televisão uma actuação ao vivo dos Blondie, regressados na altura com o hit Maria.
Fiquei em total e completo estado de choque.
Lembro-me de estar a minha mãe a falar comigo e eu nem a ouvia, estava totalmente hipnotizada ao ver que a Debbie Harry, a minha Debbie Harry gira-e-nova-e-enérgica e tudo e tudo, tinha envelhecido brutalmente.
Brutalmente mesmo, muito mais do que seria de esperar.
Fiquei sem chão.
Na minha cabeça ela continuava aos saltos nas ondas a cantar Call Me, e a dançar tipo robô em Atomic, intemporal.
Foi então que me apercebi (estava a dar um programa sobre a banda, para comemorar o seu regresso) que eu já via os video clips com anos de atraso. Muitas das músicas eram dos anos 70, mas eu, claro, só tomei contacto com elas em plenos 80's, quando a banda já tinha desaparecido do mapa.
A imagem que eu tinha dela já não tinha correspondência com a realidade na altura, o que explica o rápido envelhecimento da vocalista - ela envelheceu como toda a gente, eu é que a via sempre nova, em vídeos gravados uma década antes...
De qualquer modo, foi um choque e um "eye-opener" ver que mesmo os maiores ícones que idolatramos ficam com rugas e cabelos brancos. Sem perder a graça, bem entendido.

E hoje fiquei a saber que vêm cá no dia 6 de Julho ao Alive. E eu queria tanto ir ver...
Mas também já não sou a miúda que dançava em frente ao espelho e queria ter roupas iguais às dela; nem a estudante universitária que fica em choque quando se apercebe que o tempo passa para todos.
Em Julho serei uma mãe de um bebé com poucos meses, que, espero eu, estarei a amamentar.
E agora sou uma mulher e mãe consciente, que não vai gastar dinheiro num bilhete de concerto sem ter a certeza se pode ir ou não.
Espero que haja uma próxima oportunidade em que possamos coincidir num tempo adequado para as duas: em que ela possa ainda dar concertos e dançar (mesmo que seja sem parecer um robô), e eu possa gritar feita fã louca no meio da multidão...

Unhas

O meu filho é a única criança que conheço que não deixa cortar as unhas a dormir.
Explico melhor.
O meu filho não tem qualquer problema nem oferece resistência a cortar as unhas. De há uns meses largos para cá que basta dar-lhe qualquer coisa para a outra mão que ele deixa cortar as unhas sem nenhum tipo de fita. Das últimas vezes nem precisava de nada para se distrair - ficava a olhar para a tesoura, muito atento, sem mexer a mão, a ver as unhas a saltar uma a uma de uma mão, e estendendo a outra quando acabava.
Acaba de adormecer no meu colo e reparei que estava na hora de dar uma cortadela nas unhacas.
Fui buscar a tesoura, voltei a sentar-me, ele sempre a dormir
Agarrei-lhe na mão para cortar a primeira e foi o filme.
Acordou, refilou, fechou a mão, enroscou-se para o outro lado e não me deixou. E a cena repetiu-se três ou quatro vezes, até que desisti...
Conheço 1000 crianças que não deixam cortar as unhas, que andam com uma mão com unhas curtas e outra compridas, cujas mães têm sempre de aproveitar as sestas para conseguir cortar as garras às feras.
Pois que o meu baby é ao contrário. Se estiver acordado e consciente tudo bem, deixa fazer tudo, até acha graça.
A dormir, nem pensar.
Dá para perceber?

Esta noite

A noite de hoje foi, em parte, parecida com esta.
A ver se aprendo a fechar a matraca e não falar (escrever) antes do tempo.

Sei que no fim da gravidez as mães sentem uma espécie de insónia, parece que para as preparar para as noites mal dormidas que se avizinham.
Quando esta miúda nascer vamos estar mais do que preparados. Doutorados mesmo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

E agora, uma ideia brilhante

E que tal inventarem um creme/óleo anti-estrias com aplicador roll-on? Hmm?
A futuras mães a besuntarem a barriga sem ter de sujar as mãos.
Anyone?

(de vez em quando, sinto-me um génio com estas ideias que me ocorrem. Pena que me falte a imaginação para as colocar em prática...)

Novo vício


Bolacha Maria marca é (marca branca mais baratinha do Continente/Modelo).
São muito melhores que as outras.
Ou então sou eu que tenho um gosto muito pouco refinado e que não liga a marcas (o que é verdade sim senhora).

Sim, eu sei que bolacha Maria não tem interesse nenhum, mas o que fazer?
Ontem foi quase um pacote inteiro, hoje tenho um aqui ao lado que pouco falta para chegar à metade. E ainda são 11h30 da manhã.
Temo que a continuar assim terei uma filha bolachuda.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Junk mail

Recebemos todo o tipo de junk mail na nossa conta de e-mail geral do trabalho.
Como é uma conta comum a Portugal e Espanha, numa empresa multinacional, recebemos esse tipo de e-mails de vários países, e de vez em quando lá recebemos uns portugueses, claro.
Hoje recebemos um com o seguinte título:
"Limpe o seu nome sem pagar as suas dívidas"

Isto é ou não é um retrato fiel do país neste momento?
Achei genial.
Não faço ideia a que se refere, mas basta o assunto para topar o chico-espertismo em todo o seu esplendor.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sabemos que está na hora...

... de ir comprar mais lençois de cama (da nossa), quando temos um filho que todo o santo dia, de manhã e à noite, nos foge todo nu pela cama fora, na maior excitação, na hora de vestir.
Pois claro, tivemos xixi no sábado, tivemos xixi hoje de manhã, e a malta que só tem 3 conjuntos de cama - não são precisos mais, aliás, sempre nos bastaram 2- ve-se na situação de mudar o lençol de baixo quase dia-sim-dia-não.
Menos mal que temos uns lençois de baixo a mais, mas as cores é que começam a deixar de bater certo com a capa do edredon e das almofadas. Temos pena.
E na prespectiva de daqui a uns meses termos mais uma miúda, que em calhando também vai achar graça à brincadeira e a dar saltos cama fora na hora de vestir, vamos ter duplas hipóteses de xixis na nossa cama, e quem sabe uma mudança de lençois diária!
E nesta altura do ano em que a roupa não seca, dá um jeitão. Temos mesmo de investir nuns lençois suplentes, e fronhas das almofadas também, que nem sei como mas até agora safaram-se sempre...
Sabia que ter filhos implica investir em roupa para eles, mas não contava ter de encher o armário da roupa de casa também...

Cena marada...

...esta de por gotas nos olhos, e passado um bocado sentir-lhes o sabor (na boca, bem entendido).
Sabemos que está tudo interligado, mas não deixa de me fazer confusão...

Mais um filme



Este fim-de-semana foi atípico porque pela 1a vez desde que nos lembramos fizemos as 4 refeiçoes principais em casa, só nós 3. E gostámos muito da experiencia!
Sábado à noite também tivemos outra estreia: pela primeira vez alugámos um filme no vídeo clube da Zon. E também gostámos da experiencia, o que pode ser perigoso porque a conta só nos chega no final do mes...
O filme escolhido foi este Inception (em portugues A Origem, não percebi a lógica desta tradução, mesmo depois de ver o filme, mas adiante).
Adorei.
Um grande filme, muito bem feito, bem escrito, bem pensado, bem realizado.
Sim, claro que adormeci a dada altura, mas isso era mesmo inevitável (já acontece há anos, muito antes de estar grávida da 1a vez, facto que nos levou a optar por ver séries em vez de filmes em casa). Mas retomámos a sessão no domingo depois do almoço (super inédito, nunca estamos em casa a essa hora) durante a sesta do baby, e vimos o que faltava.
Gostei mesmo, e recomendo.

(sorry pela publicidade no início do trailer...)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Na saúde e na doença

2011 ainda mal começou, mas parece que se esqueceu de trazer a saúde com ele.
Entre família, amigos e conhecidos tem sido uma ronda de pneumonias (pelo menos mais 3 além da minha), gripes e constipações, uma bronquiolite, uma alergia sem causa aparente, gastroentrites várias, más disposições e almoços que caem mal, e também conjuntivites (sim, no plural, porque até agora já somos 4).
Tudo bem que nada disto é muito grave, mas dá para dar uma trégua??

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar IX

Porque o nosso sistema imunitário não tem tempo para se recompor de uma gravidez para a outra.
Primeiro foi uma estúpida constipação que se desenvolveu em pneumonia, agora uma conjuntivite apanhada do cunhado.
Desconfio que se alguém tiver uma dor de dentes ao meu lado, eu também a vou apanhar...
(lagarto, lagarto, lagarto!)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

De entre as chamadas técnicas que recebo, há um tipo de problema que aparece recorrentemente, por vezes mais do que uma vez por dia.
Basicamente, o produto está desligado, mas o cliente não se apercebe. Liga para receber apoio técnico, e aquilo que eu digo é, basicamente (mas de um modo profissional, sem fazer daaaahhhh no fim da frase, embora bem me apeteça): carregue no botão On.
Quando são mulheres, riem-se do disparate, muitas vezes pedem desculpa pelo incómodo e seguem a sua vida.
Quando o cliente é homem, percebe-se perfeitamente que a coisa não lhe cai bem. O aparelho não funciona, aposto que eles tentaram mexer para ver o que se passa, às vezes até ligaram e desligaram da corrente e nada. Depois ligam para cá e atende uma mulher (sim, o facto de ser mulher num apoio técnico ainda gera um pouco de apreensão), que lhes diz "ora experimente lá ligar o aparelho". Nota-se primeiro a incredulidade, como se fosse possível estar aquilo desligado, e depois o desconforto de ver a luz a acender e tudo a funcionar correctamente com um simples pressionar de um botão. De alguma maneira, ficam com o orgulho ferido, e muitas vezes despedem-se bruscamente porque não sabem bem como lidar com a situação, para eles embaraçosa.
Não é caso para tanto, meus senhores.
O facto de serem homens não é garantia de saberem mais de electrónica do que nós, mulheres, ok?
Por outro lado, se puderem dar uma vista de olhos ao manual antes de telefonar, a malta agradece porque tem mais que fazer do que atender chamadas tontas.
Obrigada.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Do dormir (esse tema recorrente)

Para que conste, porque muitas vezes apontamos as coisas más e não as boas:
  • depois de meses a acordar entre uma e cinco vezes por noite, o baby cá de casa dorme agora a noite toda de seguida. Deita-se cedo, mas ao fim-de-semana, se tivermos sorte, acorda tarde (fica a dormir depois do leite das 7h da manhã). Vai para a cama sem birras, adormece sozinho ou ao colo, e só nos dificulta um pouco (pouquinho mesmo) a vida se estamos fora de casa ou se fica com os avós, pois quer ficar na galhofa até mais tarde. Não podiamos pedir mais.
  • depois de uma 1a gravidez com sérias dificuldades em dormir, a grávida cá de casa (eu!) tem dormido que nem um anjo de há umas semanas para cá. Provavelmente tem a ver com o cansaço, que é muito (e muito mais do que da 1a gravidez, claro), mas todos sabemos que muitas vezes quanto mais cansadas estamos, pior dormimos. Seguramente tem a ver com ausencia (quase total) de dores nas costas desta gravidez - isto é que eu não sei explicar muito bem. Da outra vez tive imensas dores o tempo todo, sempre a piorar até ao fim, e tinha de dormir com umas 4 ou 5 almofadas para minimizar o dano. Agora, não sei se é de não fazer Pilates, se é de andar o tempo todo com um baby no colo (baixa, pega, levanta, baixa, pousa, levanta, mete no carro, tira do carro e por aí fora...), mas a verdade é que não tenho nem 1/10 das dores. Durmo apenas com a almofada da cabeça (como sempre) e tudo de seguida até ao toque do despertador. E o mundo até parece um lugar mais perfeito quando dormimos bem!

Vamos ver onde é que a baby girl se vai encaixar nesta equação...

Nervos II

(escrito depois de ler este post no blog do Pedro Ribeiro)

E aqueles chicos espertos que em vez de ficar na fila como toda a gente, vão avançando, avançando, a tentar papar os outros e depois metem-se à maluca lá à frente?
Um clássico na A5, sentido Lisboa, em que há fila para seguir para a ponte, e os chicos-espertos avançam pela faixa da direita como quem vai para Alcantara e à última da hora metem-se na fila da ponte. Encravam a fila que já existia, obrigam quem vai de facto para Alcantara a fazer uma travagem brusca, e a vontade que me dá é de sair do carro e mandar uma murraça nestes condutores. Ou enfaixar-me contra eles e causar danos irreparáveis na sua viatura (sendo que a minha sairia intacta, claro). Em vez disso, apenas buzino (mas com convicção!).
Ai que nervoooos que isto me dá!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mais um bom exemplo

Mais uma blogueira feita Rosa Mota em potencia!


E depois vejo na televisão um anúncio de uns comprimidos que fazem emagrecer durante a noite - e ve-se uma menina a ir para a cama gordinha e a acordar toda boazona - e penso, ora bolas-que-este-anúncio-foi-feito-a-pensar-em-mim, que uma pessoa até tem boas intençoes, mas entre ir correr e ficar com bofes de fora, ou tomar uma pastilha, ir dormir na caminha e acordar magra sem mexer uma palha... enfim...
Ainda tenho uns meses para decidir a minha estratégia.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cenas estranhas que as pessoas fazem no FB

  • uma ex-amiga (fazia parte do grupo na adolescência e há uns 10 anos resolveu afastar-se de vez do grupo, sendo que eu nunca mais a vi desde então), mas que é "amiga" no FB, colocou no seu mural uma fotografia sua com o seu namorado de há anos (dos tempos em que éramos todos amigos). De notar que, tanto quanto sei, a rapariga está casada e tem uma filha, e o ex-namorado (com quem mantemos algum contacto, mas ela não) também seguiu a sua vida, e está feliz ao lado de outra pessoa. E assim, out of the blue, ela resolve espetar com uma foto com uns 12 anos, os dois felizes e juntos, como se nada fosse. E eu pergunto, a que propósito?? Saliento também que esta ex-amiga não é pessoa de estar sempre a colocar fotos, sendo até uma presença discreta no FB. Mas desta vez, passou-se.
  • quem não é discreta nas fotografias que coloca no seu mural é uma amiga de longa data do meu tio (mulher do melhor amigo de infância), que é por acréscimo, amiga de toda a família também. Muitas vezes frequenta os eventos da família, mas digamos que a ligação que tem com a maioria de nós (principalmente a nossa geração) não passa disso mesmo: conversas de circunstância em eventos sociais. Pois que a senhora não tem mais nada senão ir aos álbuns alheios, retira fotografias nossas (onde ela, leia-se bem, não aparece, e em algumas delas nem estava presente no evento) e coloca no seu mural com comentários a preceito. Uma fotografia minha e da minha irmã surge com o comentário "a fotogenia das manas", outro do meu primo com "o sorriso do futuro tio", e por aí fora num rol de fotografias que não lhe dizem nada, mas que ficam espetadas no seu mural porque ela assim o entende. Alguém percebe esta atitude??
  • por último, um candidato a uma posição na minha empresa, que foi à entrevista e impressionou bastante toda a gente (pela positiva). A minha colega mais directa já o conhecia, diz que o rapaz é bom trabalhador, simpático, e que se ia integrar bem na equipa de certeza. Uma vez que eu terei de trabalhar bem de perto com a pessoa que ocupar essa posição, ela sugeriu que o procurasse no FB, para ver pelo menos a foto de perfil. E eu assim fiz. Não é que o rapaz aparece de roupa interior na foto de perfil do FB ? Sim, o rapaz é gay e a foto parece, de facto, tirada de uma revista gay, super artística, a preto e branco, mas ele não deixa de estar de cuecas! E tal como eu, sua possível futura colega heterossexual, vi aquela fotografia, também o nosso chefe (que para o caso não interessa mas que também é homossexual) pode ter a mesma ideia e ficar desde já a saber o pacote que tem o rapaz que vai contratar. Isto é ser profissional? Cabe na cabeça de alguém?
Algumas lições de "netiqueta" para estes senhores, por favor!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar VIII

Para não terem de lidar com o mete na cadeira, tira da cadeira, mete a cadeira na mala do carro, tira a cadeira da mala do carro, quando estão grávidas.

Já deu para perceber que hoje foi dia de passeio. A mais simples voltinha implica fazer e repetir as operações deste post e do anterior umas quantas vezes, o que, com esta pança de 29 semanas (mas que parece mais) não é nada fácil...

Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar VII

Para terem uma criança que consegue minimamente entrar e sair do carro sozinha, quando estão grávidas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Toque azul

Anda para aí a passar um anuncio de iogurte com a música do Verano Azul, que é também o meu toque de telemóvel.
Ouço a música e automaticamente procuro o telemóvel por todo o lado, para depois perceber que era apenas na televisão.
Um bocado irritante.

Nabice de mãe de 1a viagem com um filho que anda há pouco tempo

Deixa-lo andar à solta nas lojas.
Ainda bem que o fiz apenas em lojas de roupa.
Ainda bem que estamos em saldos e ninguém repara na desarrumação/roupa atirada para o chão.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Regresso ao cinema (ou Baby Girl Santos meets Iñarritu)




1 ano e 4 meses depois de termos ido ao cinema pela última vez (sim, a última vez que fomos foi ver este filme), na 6a feira foi dia de regressar ao cinema - não há razão nenhuma para não irmos, mas nunca se proporciona, da mesma maneira que ainda nunca fomos jantar fora os dois desde que o baby nasceu há mais de 15 meses (mais uma coisa a rectificar até Abril).
Fomos ver este filme.
Gostei muito. Muito mesmo.
Este realizador tem o dom de tocar em certos pontos aos quais eu sou especialmente sensível. E o incrível é que eu vou crescendo, calculo que ele também, os filmes vão evoluindo, mas em cada um há sempre uma cena, um pormenor que se calhar até passa despercebido a muita gente, que me deixa completamente arrepiada.
Há muito tempo que não chorava assim numa sala de cinema (bom, há que dar o desconto devido às hormonas da gravidez...).
O filme, de uma maneira geral, conta a história de um pai. E é incrível como, de facto, a nossa vida muda ao sermos pais.
Não, não estou a falar de acordar a meio da noite, de ter de mudar fraldas, de levar e buscar à escola. Falo da maneira como o nosso centro de gravidade se altera, de como o nosso mundo passa a girar em torno a algo exterior a nós, de como passamos a encarar a vida de modo diferente, de como dia após dia temos de aprender a gerir o medo de os perder, ou de que eles nos percam a nós.
Não sei como iria ver este filme se não fosse mãe, mas acredito que seja um soco no estomago para toda a gente.
E tiro o chapéu, faço uma vénia e atribuo o meu ócar pessoal de melhor actor ao Javier Bardem. Muito do filme se deve também ao trabalho extraordinário deste actor.
Brutal.
Foi sem dúvida um óptimo regresso ao cinema.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Comprei ontem a Visão

Porque ia fazer análises e sabia que ia ter de esperar.
Oferecem com a revista um Guia do Desemprego.
Guia do Desemprego?
Não é super triste?
Fez-me lembrar aqueles guias sobre como candidatar à universidade, ou como entrar no mercado de emprego pela primeira vez, mas numa versão muito mais... triste. Mesmo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Correr

Por essa blogosfera fora há várias blogueiras que começaram a ir correr.
Com amigas ou sem, com treinos planeados ou nem por isso, mas todas cheias de pica.
Até sinto uma certa motivação, não fosse o caso de eu detestar correr. De-tes-to.
Só corro se for apanhar o comboio. Ou se tiver um objectivo qualquer a cumprir.
No final desta gravidez, mais concretamente a partir de Setembro, ainda tenho uns meses de ginásio por gozar (apenas congelei a matrícula, para me obrigar mesmo a ir), mas prevejo que passados esses meses não vá renovar a inscrição.
E leio os relatos destas bloguistas convertidas em Rosas Motas, algumas que dizem que sempre odiaram correr tal como eu, e penso para os meus botões: acho que esta vai ser mesmo a minha saída.
É barato, é só comprar os ténis adequados, pode-se ir em qualquer altura do dia, faz muito bem, e diz que sabe ainda melhor, mas isso agora é que já não sei...
Aqui fica uma ideia para mim mesma daqui a uns tempos, quando me estiver a queixar de que ah e tal devia fazer exercício mas o ginásio está caro.
Não há desculpas, que o que não faltam para aí são bons testemunhos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Legumes congelados

Um pouco a contrariar a tendência para poupar do post anterior, venho por meio do presente post demonstrar a minha admiração por quem se lembrou de congelar os legumes.
Sempre fui contra (sempre=desde que saí de casa dos meus pais, porque até lá, creio que não tinha opinião sobre o assunto). Porque tinham menos sabor, porque eram mais caros, por ser um desperdício de recursos.
Com o tempo, uma pessoa cria hábitos que às tantas nem questiona, pelo que passei anos a perder tempo precioso na preparação dos legumes, ou, o que é mais grave, a deixar de os comer por ter preguiça de os preparar.
Eis que recentemente descobri a maravilha de ter legumes congelados sempre prontos a consumir.
O melhor de todos: cebola picada. Maravilha. A preguiça de cortar cebola, mais os restos de cebola dias a fio no frigorífico finalmente tiveram um fim.
Também sou adepta de tomate aos cubinhos, brócolos, espinafres, couves de Bruxelas...
E fiquei rendida com as misturas de legumes para saltear marca PD. Adoro. É só tirar do congelador e saltear directamente na frigideira durante uns minutos. O tempo que demoraria a lavar, descascar e cortar aqueles legumes todos...
Estou fã.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Porque estamos em crise...

... e eu, apesar do nome deste blog, sou uma pessoa crescida e tento ser uma dona-de-casa consciente, ando a ler este livro:

E já aprendi algumas coisas!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Coisas de miúdas em que vou reparando, agora que também vou ter uma

Ouvido ontem numa festa de anos de meninas, entre uma convidada e a mãe da aniversariante:

"Oh tia, é que a minha mãe não me deixa fazer NADA! Uma seca! Não me deixa arranjar as unhas, não me deixa por risco nos olhos... NADA!"
(dito em tom de super- indignação e queixume)
"Oh Maria, mas que idade é que tu tens mesmo?"
"Tenho 11, tia! Tenho 11!"

Risco nos olhos? Unhas arranjadas?
Aos 11 anos???

Ai.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Coisas simpáticas que ouvi ultimamente

  • "Está quase..." ou "está para breve" e outras que tais, esta tenho ouvido a um ritmo de uma vez ao dia, mais coisa menos coisa. E afivelo sempre o meu sorriso amarelo 33 para explicar que não meus amigos, que ainda faltam quase 3 meses, ou 12 semanas, que isto só lá para Abril...
  • "estás com as feições diferentes!", que é como quem diz "estás a ficar desfigurada e com cara de quem vai parir daqui a nada", coisa que não vai acontecer, como bem sabeis...
  • "Pois... nas gravidezes de meninos as mães ficam mais bonitas!" - olha aqui está uma informação que eu desconhecia e, dado o panorama actual, dispensava...
  • "É uma menina, não é? Vê-se logo, você tem a cara cheia de pano!" - de notar que esta foi mandada por um empregado de mesa na casa dos 50/60 anos, e acrescentar que não, não estou com pano nenhum na cara, mas pronto...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nem devia ser preciso escrever...

... mas eu às vezes parece que me esqueço.
32 anos, um filho (e outro a caminho), muitas noites mal dormidas, bastante trabalho e em pleno Janeiro: sair de casa de cara lavada não é opção!

Incrível como basta um bocadinho de nada de base misturada no creme hidratante para marcar a diferença.
Já diz a célebre frase (da Coco Chanel? Não me lembro!) "Não há mulheres feias, apenas mulheres preguiçosas".
Confirma.

No post anterior...

... a fotografia é de Rotterdam.
Fez ontem 5 anos que fomos para a Holanda, faz hoje 5 anos que chegámos a Rotterdam.

(isto porque sei que houve quem não percebesse o post porque não reconheceu a cidade da foto!)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

5 anos

Já?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hoje

O mais velho faz 1 ano e 3 meses.
Faltam exactamente 3 meses para a data prevista do parto da mais nova.

Removi os tags...

... de todas as minhas fotografias no FB.
(um à parte: o meu FB é em ingles, como se diz "tag" em portugues?? Etiqueta? Marcação?)

Não, não teve nada a ver com o meu post de há uns dias atrás, do reecontro com a colega de infancia-gira-como-tudo-e-com-uma-vida-aparentemente-perfeita.
Teve a ver com duas situaçoes que ocorrem na actualidade, de que tomei consciencia em conversa com amigas.
A primeira é a de que hoje em dia o FB é uma ferramenta de trabalho. Os empregadores pesquisam os perfis de possíveis candidatos no FB, verficam redes e amizades e sites procurados, e claro, também as fotografias. Mais do que uma rede "social", no sentido de "vida social" do termo, é uma rede global. E uma coisa são os amigos-amigos, outra são os colegas de trabalho, e ainda mais os patroes.
A segunda teve a ver com o recente crime ocorrido em NY, de que tanto se fala na comunicação social. Vi há uns dias na televisão fotografias do alegado autor do crime, retiradas da sua página do Hi5. Ele descontraído em casa de amigos, na praia, em jantaradas... Ocorreu-me que toda a gente tem acesso a essas fotografias, não apenas os amigos do rapaz, e havendo um tag é muito mais fácil aceder a elas. Não vá eu um dia tornar-me uma pessoa famosa (definitivamente não pelas mesmas razoes do que o rapaz em questão, bem entendido) não quero cá os jornalistas a cuscar as minhas fotografias a torto e a direito!
Numa situação normal não me chateia nada que vejam as minhas fotografias, mas escusam é de estar associadas à minha conta. Porque quem me conhece mesmo, e é meu amigo, consegue sempre ver todas as fotografias, sendo eu que as coloco ou não, e tendo ou não o meu tag para me identificar.
E é também uma maneira de proteger os outros à minha volta, pois se a foto tem o meu tag fica acessível aos meus amigos - não só a foto, mas todo o álbum, mesmo aquelas em que não apareço. Dependendo do nível de privacidade escolhido por quem cria o álbum, se tiver o meu tag, o mesmo pode ficar acessível a todos os meus amigos, pelo que os amigos da Holanda podem ver toda a festa de anos em casa da prima, os colegas do colégio podem cuscar toda a minha passagem de ano, a família pode ver todas as fotos daquela festa na adolescencia...
Por tudo isto, ficam já os meus amigos facebokianos avisados, não há qualquer problema em marcar (etiquetar?) fotos minhas, mas mais tarde ou mais cedo os tags vão definitivamente ser removidos...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Regresso aos saldos ou o drama da roupa de menina

Sexta-feira foi dia de segunda tentativa de ida aos saldos, desta vez num centro comercial com mais lojas a meu gosto.

Caras amigas que são apenas mães de rapazes (a grande maioria das minhas amigas mães, para ser precisa): sabem aquela invejazinha da seccção de roupa de menina? Aquele desgosto de ver três peças de rapaz e o resto das estantes só com roupa de menina? Aquele sentimento de que quando vemos uma coisa que gostamos há que comprar logo, porque a roupa de rapaz não chega aos saldos?
Se por acaso calha de terem o mesmo gosto que eu - leia-se, simples - então esqueçam.
As tentativas de comprar roupa de menina saíram quase furadas. São de facto prateleiras e prateleiras, corredores e corredores, mas de roupa que mais parece saída daqueles concursos de beleza em miniatura americanos.
Eu sei que não há menina de 3/4 anos que não passe a sua fase kitch, mas também acho que não é preciso exagerar, nem começar a vestir a miúda como se fosse para o Carnaval mal sai da maternidade...
Folhos, folhos, folhos, tule, tule, tule e mais tule, camisolas pretas com hello kitties em dourado, rosa-choque com estrelas prateadas, roxo, roxo, roxo e mais roxo, vestidos de princesa dignos de Cinderela, sapatos de lantejoulas, laços, brilhantes, mil e um pormenores...
Vou ter uma miúda, é certo, não uma boneca de porcelana!
Chiça!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cansaço? Distração? Ou pressa?

Hoje saí de casa para levar o baby à escola com uma meia calçada e a outra não.
Nem reparei, só quando cheguei a casa é que vi uma meia lavadinha em cima da cama...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como destruir a imagem da sua própria empresa

Colocando a música do filme "O Padrinho" quando tem os clientes em espera ao telefone.
Tiro certeiro (no próprio pé).

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Das voltas da cegonha em 2011

A primeira entrega de 2011 já aconteceu, mesmo no final de 2010 (como aliás já estava previsto). Mas foi um bebé muito amigo de todos, esperou mesmo até às 38 semanas para nascer, deixou a mãe passar o Natal em casa, e só o fim de ano foi passado na MAC.
Dos outros que estão para vir, até agora temos a confirmação de 3 rapazolas, mas ainda há sexos por confirmar.
Vamos lá ver se a minha miúda gira vai ter companhia com as bonecas, ou se está mesmo destinada a ficar na baliza (ou mesmo no banco dos suplentes!) tardes a fio...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dos saldos

Blogueira que é blogueira faz um post sobre os saldos quando chega a época deles.
No domingo, ao fim de 5 dias fechada em casa, resolvemos dar uma voltita pelo centro comercial mais próximo (para não apanhar frio) e meter o nariz nos saldos, essa grande época para toda e qualquer mulher.
Já houve alturas da minha vida em que me foi muito difícil fazer compras. Como não tenho um corpinho de Kate Moss (mesmo!) de vez em quando a moda dá uma volta e não há nada que me sirva/fique bem: ou bem pareço uma bola, ou bem pareço um quadrado, ou bem pareço (guess what?) grávida! Problema resolvido nesta época de saldos: nada como estar grávida para poder de facto seguir a moda à risca. Ele é vestidos, ele é leggings, ele é tops estilo anos 80, you name it, que posso vestir tudo, pois não tenho de disfarçar o meu maior problema que é exactamente a barriga.
Certo? Errado!
Vou aos saldos e não vejo nada de jeito. Nada. Havia uns vestidos de malha que eu já tinha visto no Natal, devem-se ter evaporado, ou estão guardados para depois, porque deles, nem rasto. De resto, loja após loja, a mesma desilusão.
E eu até sou pessoa de apreciar uma boa feira, não me deixo impressionar com a roupa em montes.
Ainda assim, nada.
Minto. Vi umas leggings de grávida de que gostei, que até estavam com 30%, mas custavam 50 euros! 50 euros por um par de leggings que daqui a 3 meses já não visto? Não me parece.
Adiante.
Passemos à secção de criança a ver se temos sorte.
Até há pouco tempo o meu "problema" dos saldos era ter um filho rapaz.
Ora bolas, que há muito mais coisas de menina, certo?
Errado.
Ou tive um grande azar, ou então o problema sou mesmo eu. Mas não havia nada de jeito! Preciso de babygrows quentinhos para ele - não há. O tamanho maior era 6-9 meses.
Vou ver qualquer coisa (eu disse "qualquer coisa", menos exigente que isto não dá!) gira para ela - tudo feio de fugir. Mentira, havia coisas muito giras e fofinhas... da nova colecção!
Foi giro.
Acabámos a sessão no Continente, e aí sim, encontrámos roupas para eles de jeito. Trouxemos duas camisolas em saldo, e o resto ao preço normal, que é muito mais baixo de qualquer modo, pelo que compensa!
Ontem chegou também a encomenda da Verbodet, que foi a primeira ida aos saldos, ainda que virtual. O meu vestido cinzento, é quase branco (o que faz levemente pensar que estou de camisa de noite, haja paciencia!). As jardineiras tamanho 2 anos dele, a pensar no futuro, são exactamente da mesma largura que as de tamanho 1 que ele usa agora, apenas mais compridas. Os miúdos este ano só esticam, não alargam? Não percebo. Pelo sim pelo não vou po-las a uso, não vá para o ano ficarem na gaveta. Salva-se a roupa da miúda, que como ainda não nasceu, não faço a menor ideia se está grande ou pequena, pelo que é perfeita (e não, não é cor-de-rosa)!

Ainda muito desconto está para vir, ainda a procissão vai no adro, mas por enquanto estes saldos, com tanto potencial, estão a ser a desilusão do costume...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Agora sim,

... pode começar 2011.
Estou de volta à realidade, à rotina, ao trabalho-escola-supermercado-casa e todas as outras componentes do meu dia-a-dia.

Da pneumonia posso dizer que não é uma experiencia agradável.
Surpreendeu-me grandemente a facilidade com que se apanha a coisa. Sim, estava com uma tosse cavernosa há 1 semana, que às vezes parecia que me ia saltar um pulmão ou qualquer outro orgão interno, pela boca; mas ainda assim, não tive 1 grau de febre, não estive de cama, nada. Um dia estou a trabalhar, no outro acordo e vou a caminho das urgencias sem me conseguir mexer. Giro. Ainda para mais grávida de 25 semanas. Ainda mais giro.
A noite de 2a para 3a foi assim o mais próximo de um pesadelo, sem me conseguir mexer e com dores insuportáveis, a insistir em dormir virada para o lado esquerdo (como diz que o bebé mais gosta) que era exactamente onde se encontrava a dita cuja.
Ainda assim, acordámos todos, tomei banho sabe-se lá como (uns 10 minutos para tirar a roupa, outros tantos para entrar e sair da banheira), vesti-me (outra eternidade), e só quando estava a pentear o baby, com as lágrimas a correr cara abaixo, é que me apercebi que se calhar, não era boa ideia ir a conduzir leva-lo à escola. Enfim.
Continuo a tomar o antibiótico, ainda tenho alguns vestígios de tosse e ranhoca, não me sinto capaz de ir correr a maratona, mas já estou praticamente boa.

Há uns dias atrás falei dos benifícios de estar grávida no inverno, mas sinceramente, esta da pneumonia apanhou-me na curva. No verão temos os pés inchados e está calor e tal, mas vamos para a praia e comemos gelados. No inverno, apanhamos pneumonia. Neste momento, sinto-me dividida...

Erros a não repetir:
  • andar com o sobretudo desapertado, porque não aperta por causa da barriga. Estupidez profunda. Ainda para mais porque tenho um casaco com corte evasé que aperta de facto - só que estava guardado e eu tive preguiça de o ir buscar. Ursice.
  • deixar a tosse arrastar até ao limite e não a atacar com unhas e dentes - eu até tomei xarope, mas ah e tal, agora esqueci-me, agora não me dá jeito, ah e tal não gosto de tomar xarope por causa do bebé. Erro. Muito pior que o xarope ou um paracetamol para o bebé, é a mãe não respirar por causa da pneumonia. Diz que os bebés não gostam que lhes falte o oxigénio, vá lá a gente entender...
  • ter o síndrome da super-mulher. Eu até nem tenho muito, e farto-me de exigir ajuda, ainda para mais estando grávida. Mas trabalhar dia 24 e dia 31, o que implica acordar por volta das 6h45, e depois deitar-me depois das 4h em ambos os dias, não foi inteligente. E trabalhar na semana entre Natal e Ano Novo, também não. Uma pessoa facilmente se esquece que tem outra dentro da barriga, que nos tira bastante energia e defesas, e depois...lixa-se!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Farta

De ranho, de tosse, de soro, de assoar o nariz, de gotas, de xaropes, de mel e limão em todas as formas imagináveis, de estar fechada em casa.
Irra, que nunca mais acaba este filme!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pneumonia

Estou com uma.
Mas não me apetece falar sobre isso. Ponto.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reencontros

Fui reencontrada no FB por uma amiga de infancia que não vejo há uns 15 anos.
Era a típica beta, super beta, de uma família tradicional da linha. Na infancia era a trinca-espinhas da turma, na adolescencia passou a ser a menina gira, que todos os rapazes cobiçavam.
Muito despachada e cómica, sempre bem disposta, nunca foi uma grande amiga, mas sempre nos demos bem. Era na altura péssima aluna, sempre em risco de chumbar, e tinha a verdadeira lingua de trapos: não podia saber um segredo sem que o resto do colégio ficasse a saber também.
Convidou-me para amiga, se não fosse a foto não a reconheceria, já que usa agora o nome de casada.
Está gira, gira, gira que farta. Tem fotos lindíssimas, parece saída de uma revista de moda, com o marido e os dois filhos, também lindos, vestidos de igual. Ele é albuns de fotos tiradas por fotógrafos profissionais - assim os 4 na praia, com ar descontraído e feliz - ele é fotos numa mega casa com um piscinão com um corpo de bikini de fazer inveja a muita modelo, na praia com as amigas e os filhos - igualmente giros os filhos, e magras as amigas apesar de terem tido filhos - ele é fotos em eventos sociais, com roupas lindas de morrer e maquilhagem sem falhas.
Tudo aquilo parece um cenário idílico, digno da revista Karas.
Mandei-lhe uma mensagem a parabenizar pela família fantástica, e ela respondeu que também andou a ver as minhas fotos por esse FB fora.
A maior parte das fotos em que apareço no FB não me pertencem, porque os meus albuns são privados e só os podem ver um grupo restrito de pessoas. A maior parte das fotografias minhas que por lá circulam, foram adicionados por outros.
Fiquei a pensar na imagem com que ela terá ficado minha.
A maior parte das fotos em que apareço são: 500 fotos na discoteca mais deprimente de Lisboa em Maio de 2009, em que estou grávida mas não parece (pareço apenas gorda), branca, suada, no meio de muita malta com diferentes niveis de alcoolemia, a cantar em plenos pulmoes, a imitar guitarradas e a espetar o dedo no ar, que é o que se faz ao som de música dos anos 80 da boa; outras tantas de um album a gozar criado pela minha prima, em que a minha cara aparece em corpos alheios, desde bailarina de lambada, anuncios dos anos 50, Jackson's 5, Bonnie&Clyde e o que mais houver; algumas (muitas) do tempo da infancia desdentada (estas não há problema, ela lembra-se de mim assim); eu a dançar em vários casamentos, já de sapatos rasos e ar desgrenhado de fim da noite (e o raio das fotos que nos tiram a dançar, em que estou sempre com caretas, inevitável...); eu em diferentes eventos com a mesma roupa (tipico meu: casamento em 2007 e batizado em 2010 e eu com o mesmo top - que já tinha levado a um casamento em 2004 e outro em 2005 mas que não aparecem no FB, menos mal - casamento em Maio e outro em Setembro de 2010, eu com o mesmo vestido roxo que já aqui mencionei); eu de bigode num jantar de amigos; e para acabar as fotos mais recentes que aparecem num álbum cujo título inclui palavras como "mamas", "chantilly", "Carlos Paião" e "caixão"!

Se calhar era melhor ter deixado tudo como estava, e ignorar o seu pedido de amizade, a bem da minha reputação...

E pronto...

... está o Natal passado, a azáfama acabada, 2011 já cá canta, e tudo regressa à normalidade.
Eu trouxe uma grande carraspana de 2010, que já devia ter percebido que está completamente out e seguido a sua vidinha. Mas pois que aqui continua para me chatear a cabeça, pois não posso enfiar com uma boa dose de medicamentos no bucho a ver se isto passa de uma vez.

Dos festejos do fim de ano posso dizer que correu tudo pelo melhor. Fizemos uma espécie de inauguração da casa nova e ficámos a saber quantas pessoas cabem realmente cá em casa - temos de esperar pelo Verão para grandes jantaradas, pois sem poder usar a varanda como deve ser às tantas fica complicado. Mas acho que correu bem e dentro do estilo acabou por não dar assim tanto trabalho porque cada um trouxe uma coisa, e cozinhámos à mesa.
O nosso baby foi o ovo podre da noite, foi-se deitar eram umas 22h, mas havia mais criançada para compensar a falta. Houve bater de panelas, houve criançada a correr e a asneirar pela casa toda, houve jogatana de Buzz como se não houvesse amanhã, houve 1000 conversas cruzadas e inacabadas, babies a dormir nos colos das mães e babies acordados (até às 4h da manhã, hei!), muitos legos, hamsters de brincar, pratinhos e colheres, peluches e carrinhos espalhados pela sala, e claro, muita boa disposição para todos nas boas-vindas a 2011!

Para o ano há mais!