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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Ter 14 anos

É um desafio.

É uma descoberta de quem somos, afinal tão diferentes do que pensávamos ser.
É uma chatice.
É hilariante.
É aprisionante.
É libertador.

Dos meus 14 recordo a paixão pelas bandas do momento, as discussões com os pais, a sensação de sufoco constante e de incompreensão, a montanha russa de emoções.

Tenho um filho com 14 feitos há pouco mais de 1 mês, e nesse mês já houve um pouco de tudo - sem gravidade, é certo - faltas de TPC, negativas em testes, e-mails sobre comportamento (vários!) dentro e fora das aulas, portas batidas, gritos.

Eu sei que ele nunca teve 14 anos, mas eu também nunca tive um filho de 14!
(e sim, já conversámos sobre isso!)

Vou tentando ter o frigorífico cheio, a roupa lavada, e a paciência em dia, para ver se sobrevivemos incólumes.
Aguardemos.


terça-feira, 18 de outubro de 2022

13 anos

 Desde este ponto de viragem.

13 anos a crescer e a aprender com ele.
13 anos a tentar lidar com uma situação para a qual claramente nunca nos preparámos.
13 anos a mandar o barro à parede a ver se cola, de tentativa-erro a ver o que funciona melhor.

Acho que até agora não nos saímos muito mal.

O miúdo é porreiro, não cria ondas, e é incrivelmente parecido connosco - desorganizado, caótico, sem contar nada em casa, também ele a ir mandando barro às nossas paredes e em tentativas-erro pela vida fora.

A infância já foi, venha agora a adolescência.

Depois do que passámos com ele recém-nascido, quão difícil pode ser esta fase?

terça-feira, 14 de junho de 2022

Coisas mais estranhas

 


Ou o milagre de ter os dois mais velhos a ver a mesma série outra vez.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

12 anos passaram

 ...desde este post.

Reparei que nos posts de instagram do dia dos anos dele uso muito a palavra "desafio", e confirmo - ele foi sem dúvida o nosso maior desafio.
E de certa forma, ainda é - se bem que muito rapidamente (mesmo!) percebemos que temos é de ajustar a expectativa e por os pés no chão, e pelo qual o desafio vai sendo menor.

Este rapaz nasceu para nos dar uma grande lição de humildade, de ignorância, de capacidade para gerir a perda de controlo.
Nasceu e logo nos apercebemos que é do mundo, que até pode ter raizes mas que o que tem maior são as asas.
Nasceu para nos confrontar com os nossos maiores defeitos, é dos três o mais parecido connosco em tanta coisa - caótico, desorganizado, desarrumado, independente, não nos conta nada, sempre pronto para seguir caminho longe de nós (e eu sinto cá dentro do meu coração que na primeira oportunidade ele sai de casa e vai viver para outro país - e onde é que eu já vi isto, mesmo?).

Também é um miúdo fixe, dos que se enturmam rapidamente, sem levantar ondas, sempre pronto para tirar o melhor partido de cada momento - seja um mergulho no mar, um jogo de futebol, uma bola de berlim com Nutella.

Há 12 anos o desafio foi receber nos braços um bebé que em nada correspondeu à expectativa.
12 anos depois, expecativa ajustada, o desafio continua.
O nosso bebé do mundo sai para o mundo, não tarda nada.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ano letivo 20/21

 Termina hoje, finalmente! Achei sinceramente que nunca ia acabar...

Ano marcante este, sem dúvida, que queremos esquecer mas claramente não vamos conseguir.
Por cá: 

  • primeiro aspeto a realçar: 3 filhos e nenhum teve a turma em isolamento em nenhum momento do ano - sou só eu a achar isto uma coisa extraordinária? Se juntarmos uma mãe prof de AEC que também não apanhou nenhuma turma em isolamento (e houve tantas lá na escola!) ainda mais fora do normal
  • 3 filhos, 3 mudanças: a mais nova entrou finalmente para o pré-escolar (saltinhos de alegria!) a do meio passa para o 2º ciclo e o mais velho para o 3º ciclo.
  • uma pausa para pensarmos todos que o meu mais velho - que todos vimos nascer aqui no blog - vai para o 7º ano - 7º ano, caraças, nem eu acredito!
  • filha do meio com percurso brilhante no 1º ciclo, tudo impecável, excelentes notas, zero preocupações com os trabalhos, sempre responsável e a dar conta do recado (já o disse, não sai nem à mãe nem ao pai...). Teve o melhor professor do mundo? Ela acha que sim, e isso é o mais importante.
  • filho mais velho demorou a adaptar-se ao 2º ciclo, cheira-me que ainda não se adaptou, vai cair de para-quedas no 3º ciclo e vamos ver se cai de pé... É ainda muito miúdo, há outros nesta idade que estão muito à frente, mas as notas foram sempre boas qb. As turmas vão-se refazer, vamos ver onde calha e com quem calha e andar em cima - muito em cima - porque andar em stress a fazer trabalhos na véspera à noite (que estavam marcados desde a semana anterior) não é para nós - quem é que eu estou a enganar? Claro que é para nós, porque infelizmente tanto o pai como eu éramos assim nesta idade. (e ainda somos, raios!)
  • a partir de fevereiro comecei a dar apoio a meninos do 1º ciclo e de facto confirmei que temos muita sorte por termos filhos que não dão preocupações de maior, professores porreiros e turmas também fixes - tive alunos que andam em escolas públicas e privadas e que não têm essa sorte.
  • escolas fechadas - não deixam saudades... Os zooms e trabalhos assincronos e a malta toda enfiada em casa, é cenário para esquecer. Foi mau no primeiro confinamento, foi pior no segundo, e só de imaginar que pode haver terceiro fico mal disposta - tenho uma amiga que me diz que não posso ter este mindset, que é para imaginar e visualizar as coisas positivas para tudo fluir em conformidade, por isso imagino arcos-íris e unicórnios e todos na escola para todo o sempre (façam o mesmo que juntos somos mais fortes)
  • fica para a História, espero eu, o ano letivo que acabou a 8 de julho, data em que normalmente já levam duas ou três semanas de férias

sexta-feira, 26 de março de 2021

Como sabes que tens filhos crescidos?

 Quando te começas a identificar com a mãe do Ferris Bueller.

(aquela cena em que ela sobe as escadas a ouvir a voz do diretor da escola a dizer "nine times" - ai ai, o que me espera, senhores...)

quarta-feira, 3 de março de 2021

Autonomia é...

... ir sozinho à mercearia da esquina comprar fruta e trazer dois cachos de bananas, um mais maduro (para comer agora) e outro mais verde (para comer depois) - sem eu lhe ter dito nada a respeito.

Não havemos de estar a fazer tudo mal. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Os livros dos miúdos

 Inspirada pelos posts da Tella, e para vos inspirar também a porem os miúdos a ler, estamos agora numa fase de leitura assídua por parte dos meus mais velhos (ele menos, ela mais, mas ambos bem lançados).

E com base na minha vastíssima experiência deixo-vos com uma verdadeira revelação (que vos vai deixar boquiabertos de certeza): tal como nós, os miúdos têm de se entusiasmar (muito!) pelo livro que estão a ler - têm de gostar tanto que perdem noção do tempo, não conseguem parar, têm de ler mais um capítulo e mais e mais um.

Se assim não for, fica complicado.

Até vos fazia uma lista de livros que já tentei impingir, sem sucesso nenhum, mas posso dizer-vos por experiência própria que a mim me impingiram vezes sem conta a coleção dos 5 e eu acho que nunca cheguei ao fim de nenhum - tendo preferido a Uma Aventura (muito mais moderna e dentro da minha realidade) que lia também a um ritmo alucinante.
Com os meus é igual, eu insisto na Uma Aventura e no Asterix e eles só querem saber do Banana, Tom Gates, Diário de uma Totó e Diário de uma Miúda como tu.

Nenhum seria a minha primeira escolha, mas na era em que vivemos só o facto de os ver imergidos na leitura já é bom demais...

(e como em tudo o resto, o nosso exemplo também é fundamental)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

11 anos

 Desde este post, desde esta viragem na nossa vida que foi o nascimento do nosso primeiro filho.

11 anos caramba, que passaram nem sei bem como.

Está um fixe, um miúdo porreiro, inteligente, tão crescido e tão criança ainda, também.
Super independente, mas ainda me pede para o ir tapar à noite.
Passa férias com os amigos ou tios e nem sequer nos telefona, mas pede para vir para o meu colo todas as noites depois do jantar.

Está a ganhar asas, e eu vou absorvendo todos estes momentos com a certeza de que quando ele puder vai voar alto e para longe e a nós só nos restará ficar a torcer para que corra tudo bem.

Parabéns a ti, meu querido! E a nós também!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Consideração sobre os meus filhos mais velhos

Façam o que façam, acabam sempre à porrada.
Sem-pre.

Eu não lhes faço nada. Juro.
E não me meto porque sei que não interessa e não vale a pena.
Também tento não me desgastar com isso, e no geral consigo - é que de outra forma nem sobrevivia, tinham de me internar na ala de psiquiatria, não havia outra hipótese.
Dito isto, ao fim do dia estou capaz de os rifar.
Não. Estou capaz de pagar para que mos levem.

F.....-se.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

10 anos

E num piscar de olhos o meu primeiro bebé já fez 10 anos. Nunca nos preparamos para esta velocidade.
Há 10 anos senti aquele arrebatamento de ser mãe pela primeira vez. Foi fantástico, foi brutal, foi duro, foi exigente a um nível que eu desconhecia. E eu até tinha alguma experiência com bebés, mas sem dúvida que os bebés dos outros são sempre mais fáceis de cuidar.
10 anos depois e continua a ser fantástico e brutal, muito menos duro, igualmente exigente a níveis que desconhecemos.
Está feliz por ter finalmente dois dígitos, e eu sinto cá dentro que a infância dele está como areia por entre os dedos - mesmo quase a acabar. Vai ficar o resto da vida a recordar coisas que fizemos, algumas com pompa e circunstância, outras apenas na rotina dos dias. Haverá coisas (não sei quais) que vão vincar a sua personalidade para sempre. Assuntos que irá resolver, quem sabe no divã do psicólogo, e que somos nós os culpados seguramente.
Quando o tinha na barriga não me conseguia imaginar com um bebé. Quando nasceu não o conseguia imaginar criança e agora também pouco consigo imaginar o adolescente ou quase adulto que já está à espreita.
Mas é um puto porreiro, por isso não devemos estar a fazer tudo mal. 
Parabéns a ele, o mais competitivo dos miúdos de 10 anos que eu conheço.
Parabéns a nós caramba, que somos pais há mais de uma década! 

domingo, 23 de junho de 2019

Festa da escola

De finalistas para o mais velho, que se despede do 1º ciclo, da professora, da turma e da escola.
E saiu em beleza, com um papel importante na peça da turma, e com oportunidade para cantar esta canção (sozinho, à capela, perante uma plateia cheia de gente).
O meu menino tímido, que há tão pouco tempo chorava nas festas do infantário (e tinha de vir para o meu colo para que os outros não chorassem também), está um verdadeiro animal de palco. E não nos disse nada de nada, não demonstrou nervosismo, não o vi sequer a treinar.
É (só) um poema do Luís de Camões, com música do Zeca Afonso.
Acabei lavada em lágrimas, claro.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

A D. Dolores que há em mim...

... esteve ao rubro este fim de semana, com o torneio de futsal do meu mais velho.
Estávamos sem saber se podia participar, porque normalmente não estamos cá na Páscoa, mas como este ano ficámos por cá, lá o deixamos participar.
Já participou noutros torneios, mas nunca nenhum tão a sério!
Quando cheguei, muito descontraída, no primeiro dia, quase tive um choque! Lista de participantes, pulseira de atleta, quadro gigante com as eliminatórias, mega equipa multimédia, fotógrafo profissional, dj e animador a dizer o nome dos jogadores e até os jogos a passar ao vivo no facebook e youtube!
A verdade é que o torneio começou e os rapazes foram ganhando, e com eles a ganhar o nosso envolvimento também aumentou proporcionalmente, e pois que a D. Dolores que há em mim esteve no auge: o meu menino deu tudo em campo, jogou super bem, marcou golos como se não houvesse amanhã, e jogo a jogo acabaram mesmo por acabar campeões!
Levámos tambores, vestimos t-shirts do clube (3 dias seguidos, ufa!) cantámos a plenos pulmões, e demos toda a força que conseguimos - no fundo demos tudo na bancada, como lhes pedimos para dar tudo em campo também.
E caramba, que bonito que foi!
Ganharam as meias finais nos penalties (que nervos!) com o nosso guarda-redes a marcar um e defender outro, levando a equipa à final.
Na final, o meu rico filho marcou dois golos num  jogo renhido contra a equipa favorita, sem se deixar intimidar e sem nunca desistir. Que orgulho!
Foram 3 dias enfiados num pavilhão, com música, barulho, a gramar atrasos e a ver inúmeros jogos de futsal de outros meninos - mas a alegria de os ver receber uma taça debaixo de uma explosão de confetti compensou tudo!
Pode não voltar a haver um momento de glória como este - este já ninguém nos tira.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Livros de meninos e livros de meninas

 Já fiz posts sobre este tema meninos/meninas várias vezes aqui no blog, sobre os presentes de anos que recebem e sobre a divisão que havia antes nos hipermercados, que era coisa que me deixava nervosa.
Não acho que rapazes e raparigas sejam iguais, e não acho que tenham de ser.
No entanto, temos mesmo de rever a mensagem que passamos às nossas filhas (e filhos), porque ser feminista neste momento é mesmo (e continua a ser) uma necessidade.
E não acho que os livros de capa azul sejam de rapaz e os de capa rosa choque sejam só para raparigas, mas a verdade é que quando queremos que eles comecem a ler, tentamos ir ao encontro daquilo que possam gostar, e parece-me normal escolher um livro em que o narrador é rapaz para os rapazes, e em que a narradora é rapariga para as raparigas.
Já aqui escrevi que os meus mais velhos andam todos entusiasmados com a leitura.
A do meio (que tem 7 quase 8) iniciou-se com o livro "Diário da Ema" (que, para quem não sabe, é o seu nome). Leu o primeiro volume há uns tempos, com muitas paragens pelo meio, claro, mas foi o seu primeiro livro "a sério". Entretanto em Janeiro nos anos da mais nova, oferecemos-lhe o segundo volume (sim, cá em casa quem faz anos oferece um pequeno presente aos irmãos).
E resolvi fazer o mesmo que faço com os vídeos de youtube que eles gostam de ver - resolvi folhear e ler um bocado para ver do que se trata.
E, meus amigos, não gostei.
O livro é todo sobre uma suposta festa de ballet que vai haver, e a Ema passa as páginas todas do livro a queixar-se de diversas coisas: que não gosta do tema que a prof escolheu, que queria um vestido esvoaçante, divaga sobre quem será a bailarina principal, e destila ódio sobre a sua rival de estimação. Acaba por (spoiler alert) se chatear com a melhor amiga porque esta desiste do ballet e vai para a ginástica rítmica. Claro que o livro acaba com tudo bem, a rapariga arrepende-se das coisas más que pensa e faz, deve ficar amiga da rival e aceita a melhor amiga como ela é, mas caramba, tantas coisas que podiam estar naquelas páginas e só está o pior: a mesquinhez, a inveja, as queixinhas, a rivalidade que não é saudável.
Fui à biblioteca e trouxe-lhe O Diário de uma Totó, e é mais do mesmo, sendo que a totó nem sequer tem amigas (e o livro não era claramente para a idade dela, a personagem anda no 6º ano). Dramas do telemóvel que não é o último modelo, dramas das meninas populares do liceu, dramas de festas para as quais ninguém a convida.
Também espreitei o Diário de um Banana, que o mais velho devora em poucas horas, e o que leio não tem nada a ver. O Banana é um banana, sim, tem um rival no liceu, sim, mas os livros passam à volta de situações cómicas e insólitas que lhe acontecem, as birras irritantes do irmão mais novo, um ataque de gaivotas quando vão de viagem, peripécias a montar a árvore de Natal. Principalmente não se nota o tom de queixinhas do narrador, aquele tom de diário privado de miúda parva a achar o mundo um lugar injusto e a dizer mal dos outros, que foi o que encontrei nos livros "de meninas" que li.
Aos rapazes damos coisas fixes e divertidas para ler, porque havemos de dar livros sobre coisas mesquinhas às raparigas?
A minha do meio é bastante dada a dramas, mas nem ela achou muita piada.
Esquecemos os livros de capa cor-de-rosa, pelo menos durante um tempo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O reverso da medalha do post anterior

Ah e tal é muito giro ter os miúdos a ler. É.
No entanto, quando digo que se põe a ler em todas as ocasiões e em qualquer lado, digo mesmo em todas as ocasiões e em qualquer lado.
Sentados à porta dos quartos, casa de banho ou cozinha (tapando assim a entrada), no meio do corredor (tapando a passagem, claro está), à porta do elevador, nas horas em que queremos sair de casa, usando o livro como escudo quando não querem fazer as tarefas que lhes competem.
Tão giros que são, os meus pequenos leitores.


Post para reler no futuro (próximo) em que vão ser adolescentes parvos e vão estar agarrados ao telemóvel e não aos livros. Ui.... o meu coração já chora por antecipação...

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Filho grande (por dentro)

Passada a tempestade vemos que se passaram dois meses em que ele superou em muito as nossas expectativas.
Ultrapassou os obstáculos sozinho, aprendeu a fazer tudo com a mão esquerda em menos de nada, raramente se queixou apesar de lhe custar muito não poder jogar futsal nem futebol na escola, não participar no corta-mato da escola, não ir à festa de lasertag do seu melhor amigo.
Foi um valente, e tendo em conta que às vezes faz mega fitas com coisinhas de nada, surpreendeu-nos com a sua capacidade de se superar.
Que se adapte assim às contrariedades da vida e tem tudo para ser um vencedor.
Para continuar a ser, aliás.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Quase regresso à normalidade

Quase dois meses depois do meu rico filho se ter armado em macaco e dado um salto maior do que a perna (ou o braço, mais concretamente), hoje foi dia de finalmente se ver livre dos ferros que ajudaram a consolidar o osso.
A pergunta mais importante para ele era saber quando podia voltar a fazer desporto, e a resposta não podia ter sido melhor: hoje mesmo!
Foi uma fractura mesmo muito feia, partiu os dois ossos do antebraço, sendo que um deles ficou completamente fora do sítio. Demorou, mas hoje começa uma nova etapa.
E de repente parece que me tiraram um peso dos ombros.
(o meu menino está inteiro outra vez, yeaahh!)

terça-feira, 23 de outubro de 2018

A festa mais fixe

Pela primeira vez (claro) tinha marcado uma festa com antecedência.
Ia ser uma festa de futebol, com torneio por equipas, quem sabe coletes da decathlon e tudo, os amigos da escola, os do futsal, os primos, e mais quem fosse.
Com o braço partido, pois que saiu o plano furado.
Fizemos então a festa mais fixe de todos os tempos. Com os três melhores amigos e um primo fizemos uma festa-pijama.
Fomos primeiro ao cinema, depois encomendámos McDonalds cá para casa, jogaram Playstation até não poder mais e acamparam na sala.
Houve conversas de asneirada, houve puns (reais ou só a gozar, não sei), houve tentativas de fazer uma directa, houve ataques de riso (tantos!), mil histórias da escola (a maioria eu nem conhecia), e houve a ideia de estarem a viver um momento mesmo muito, muito fixe.
Não dormi nada de jeito, mas adorei vê-lo tão contente, ver a relação que eles têm, o papel que ele ocupa neste grupo, e também adorei fazermos por uma vez o papel dos pais fixolas que organizam cenas fixes!
Não se vão esquecer.

9 anos

Sou mãe de um miúdo fixe que fez 9 anos.
Um miúdo que é igual aos outros em tantas e tantas coisas, mas que é único e especial em tantas outras.

E é (ainda) tão meu!


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O momento em que o coração de uma mãe pára

Quando vê o filho deitado no chão aos gritos de terror, com um braço virado ao contrário.
A sensação é a de que tudo pára, fica o mundo em pausa, o meu filho está a sofrer, nada mais importa.

Foi uma brincadeira de miúdos que acabou mal. Foi um salto que não correu como esperado.
Foi depois uma viagem de ambulância (uma estreia para ambos), uma noite no SO (outra estreia), duas anestesias gerais (só para ele) e um osso colocado no lugar com a ajuda de pequenos ferros.

Agora são 4 semanas a aprender a fazer tudo com a mão esquerda, e outras tantas sem poder jogar futebol nem qualquer outro desporto (isto sim, vai ser o verdadeiro desafio).

Agora é tentar esquecer o som dos seus gritos e a sua cara de pânico a ver o braço dobrado onde não devia estar.
É uma imagem que me persegue quando fecho os olhos à noite (e a ele também, que eu sei).