terça-feira, 14 de junho de 2022
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Ano letivo 20/21
Termina hoje, finalmente! Achei sinceramente que nunca ia acabar...
Ano marcante este, sem dúvida, que queremos esquecer mas claramente não vamos conseguir.
Por cá:
- primeiro aspeto a realçar: 3 filhos e nenhum teve a turma em isolamento em nenhum momento do ano - sou só eu a achar isto uma coisa extraordinária? Se juntarmos uma mãe prof de AEC que também não apanhou nenhuma turma em isolamento (e houve tantas lá na escola!) ainda mais fora do normal
- 3 filhos, 3 mudanças: a mais nova entrou finalmente para o pré-escolar (saltinhos de alegria!) a do meio passa para o 2º ciclo e o mais velho para o 3º ciclo.
- uma pausa para pensarmos todos que o meu mais velho - que todos vimos nascer aqui no blog - vai para o 7º ano - 7º ano, caraças, nem eu acredito!
- filha do meio com percurso brilhante no 1º ciclo, tudo impecável, excelentes notas, zero preocupações com os trabalhos, sempre responsável e a dar conta do recado (já o disse, não sai nem à mãe nem ao pai...). Teve o melhor professor do mundo? Ela acha que sim, e isso é o mais importante.
- filho mais velho demorou a adaptar-se ao 2º ciclo, cheira-me que ainda não se adaptou, vai cair de para-quedas no 3º ciclo e vamos ver se cai de pé... É ainda muito miúdo, há outros nesta idade que estão muito à frente, mas as notas foram sempre boas qb. As turmas vão-se refazer, vamos ver onde calha e com quem calha e andar em cima - muito em cima - porque andar em stress a fazer trabalhos na véspera à noite (que estavam marcados desde a semana anterior) não é para nós - quem é que eu estou a enganar? Claro que é para nós, porque infelizmente tanto o pai como eu éramos assim nesta idade. (e ainda somos, raios!)
- a partir de fevereiro comecei a dar apoio a meninos do 1º ciclo e de facto confirmei que temos muita sorte por termos filhos que não dão preocupações de maior, professores porreiros e turmas também fixes - tive alunos que andam em escolas públicas e privadas e que não têm essa sorte.
- escolas fechadas - não deixam saudades... Os zooms e trabalhos assincronos e a malta toda enfiada em casa, é cenário para esquecer. Foi mau no primeiro confinamento, foi pior no segundo, e só de imaginar que pode haver terceiro fico mal disposta - tenho uma amiga que me diz que não posso ter este mindset, que é para imaginar e visualizar as coisas positivas para tudo fluir em conformidade, por isso imagino arcos-íris e unicórnios e todos na escola para todo o sempre (façam o mesmo que juntos somos mais fortes)
- fica para a História, espero eu, o ano letivo que acabou a 8 de julho, data em que normalmente já levam duas ou três semanas de férias
domingo, 25 de abril de 2021
O meu coração de mãe blogger rejubila!
A minha do meio decidiu ter, ela própria, um blog!!!
(saltinhos de excitação!)
Ora espreitem:
terça-feira, 6 de abril de 2021
10 anos
10 anos, caramba, 10!
Duas mãos cheias, dois dígitos da nossa miúda gira, que há 10 anos veio fazer do trio quarteto, e encher a vida de cor de rosa.
É uma fixe, uma miúda querida de quem todos querem ser amigos. Não discrimina, é incapaz de fazer mal a alguém, e é principalmente a criança mais empática que eu conheço: está sempre atenta ao que os outros estão a sentir, consegue perfeitamente por-se na pele dos outros, e eu acho uma coisa maravilhosa vê-la a ser assim - é mesmo um super poder!
Inteligente, meiga, independente, sem querer ser o centro das atenções.
Muito madura e responsável, é o meu braço direito (e esquerdo!) tantas vezes - para a História fica aquela vez em que se não fosse ela, nos tínhamos esquecido da mais nova em casa de uns amigos!
É assim uma espécie de mãe de nós todos, e tenho a certeza que vai ser a cola que une os irmãos - aquela pessoa que reune as que estão à sua volta.
Digo tudo isto sem ponta de orgulho, porque nada foi herdado nem de mim nem do pai.
Aliás, não fosse a sua farta cabeleira loura e um certo mau feitio (e ferver em pouca água!) e podia jurar que a tinham trocado na maternidade.
segunda-feira, 5 de abril de 2021
Memória do passado - 5 de Abril 2011
O meu post de há exactamente 10 anos atrás.
(que bom que é tê-lo escrito!)
quinta-feira, 4 de março de 2021
Autonomia também é...
... levantar-se a meio da noite para levar a irmã mais nova a fazer xixi.
(minha rica filha!)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
Os livros da do meio - 8/2021
Para que se inspirem a incentivar os vossos miúdos a ler, aqui fica a lista de livros que a minha do meio leu este ano, até agora. Eu disse leu? Devorou, é a palavra certa.
Livro 1/2021 Diário de uma miúda como tu - as férias, de Maria Inês Almeida
Depois de ter lido o volume 1 numa viagem para o Alentejo (sim, ela também lê no carro), leu este assim de rajada numa manhã de fim de semana- não o li, mas é pequenino e parece-me perfeito para quem se inicia nestas lides (mais novas do que a minha, que tem 9 quase 10), pois permite avançar rápido apesar de ser um livro "de crescido". Adorou-o. Eu pessoalmente achei o investimento um pouco inglório pois no fundo ela esteve a ler um total de 3 horas, pouco mais.
Livro 2 a 8/2021 Diário de uma Totó 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8, de Rachel Renée Russel
O vício do momento. Herdou os primeiros 4 volumes das primas crescidas, e já tinha tentado ler o 1 há uns dois anos, talvez, e não tinha gostado. Na altura eu li também um bocado, e não fiquei nada impressionada, penso que até fiz um post sobre isso - uma lista de clichés de dramas supostamente femininos, uma inimizade com uma colega que perdura volume atrás de volume, a busca pela popularidade, futilidades no geral. Achei na altura que era um livro que não ensinava nada de bom a uma miúda, e se pegar nele agora mantenho a opinião de certeza. No entanto, entre exemplos parvos no youtube ou em livro, aqui pelo menos puxa um bocadinho pela imaginação - na nossa geração também havia quem estivesse proibido de ler banda desenhada (por estar escrita em português do Brasil) e lembro-me do meu pai nunca proibir - livros proibidos são sempre mais apetecidos! O importante é ir contrabalançando com outros exemplos melhores* - coisa que não tem propriamente acontecido, mas adiante. Depois de ler o volume 1 nas férias de Natal veio por aí fora e leu do 2 ao 4 ainda em Janeiro. Recebeu o volume 6 nos anos da irmã, mas insistiu que queria ler o 5 primeiro e o pai foi procurar no OLX e assim temos adquirido os que lhe faltam - 5, 7 e 8. Tem lido 2 por semana, e chega à sexta a pedir ao pai para lhe comprar mais.
Esta semana o pai resolveu fazer uma pausa e não comprar nenhum, e ela agora está a ler outra coisa, para ver se não enjoa.
Adorou todos. O 6 deixou-a muito curiosa no fim, estava em pulgas para saber o que ia acontecer a seguir, e o 8 talvez tenha sido o que menos a entusiasmou (porque se passa quase tudo num sonho de conto de fadas).
Ela dá 5 estrelas a todos, e recomenda muito.
* reformulo, temos balançado com este:
Biografias de jovens que se notabilizaram nas mais diversas áreas, desde Pascal à Malala. Lemos uma ou duas e depois pesquisamos sobre a pessoa e vemos fotografias. Recebeu-o no Natal e foi um excelente presente.
No fim de semana, porque era Carnaval, pediu para lhe fazer dois pequenos totós no cabelo - perguntei se era como a Princesa Leya, mas respondeu que não, quer era para parecer a Bjork.
(se é a Bjork o modelo dela, não havemos de estar a fazer tudo mal...)
Eu dou 5 estrelas a este livro e recomendo.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Os livros dos miúdos
Inspirada pelos posts da Tella, e para vos inspirar também a porem os miúdos a ler, estamos agora numa fase de leitura assídua por parte dos meus mais velhos (ele menos, ela mais, mas ambos bem lançados).
E com base na minha vastíssima experiência deixo-vos com uma verdadeira revelação (que vos vai deixar boquiabertos de certeza): tal como nós, os miúdos têm de se entusiasmar (muito!) pelo livro que estão a ler - têm de gostar tanto que perdem noção do tempo, não conseguem parar, têm de ler mais um capítulo e mais e mais um.
Se assim não for, fica complicado.
Até vos fazia uma lista de livros que já tentei impingir, sem sucesso nenhum, mas posso dizer-vos por experiência própria que a mim me impingiram vezes sem conta a coleção dos 5 e eu acho que nunca cheguei ao fim de nenhum - tendo preferido a Uma Aventura (muito mais moderna e dentro da minha realidade) que lia também a um ritmo alucinante.
Com os meus é igual, eu insisto na Uma Aventura e no Asterix e eles só querem saber do Banana, Tom Gates, Diário de uma Totó e Diário de uma Miúda como tu.
Nenhum seria a minha primeira escolha, mas na era em que vivemos só o facto de os ver imergidos na leitura já é bom demais...
(e como em tudo o resto, o nosso exemplo também é fundamental)
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Consideração sobre os meus filhos mais velhos
Sem-pre.
Eu não lhes faço nada. Juro.
E não me meto porque sei que não interessa e não vale a pena.
Também tento não me desgastar com isso, e no geral consigo - é que de outra forma nem sobrevivia, tinham de me internar na ala de psiquiatria, não havia outra hipótese.
Dito isto, ao fim do dia estou capaz de os rifar.
Não. Estou capaz de pagar para que mos levem.
F.....-se.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Livros de meninos e livros de meninas
Não acho que rapazes e raparigas sejam iguais, e não acho que tenham de ser.
No entanto, temos mesmo de rever a mensagem que passamos às nossas filhas (e filhos), porque ser feminista neste momento é mesmo (e continua a ser) uma necessidade.
E não acho que os livros de capa azul sejam de rapaz e os de capa rosa choque sejam só para raparigas, mas a verdade é que quando queremos que eles comecem a ler, tentamos ir ao encontro daquilo que possam gostar, e parece-me normal escolher um livro em que o narrador é rapaz para os rapazes, e em que a narradora é rapariga para as raparigas.
Já aqui escrevi que os meus mais velhos andam todos entusiasmados com a leitura.
A do meio (que tem 7 quase 8) iniciou-se com o livro "Diário da Ema" (que, para quem não sabe, é o seu nome). Leu o primeiro volume há uns tempos, com muitas paragens pelo meio, claro, mas foi o seu primeiro livro "a sério". Entretanto em Janeiro nos anos da mais nova, oferecemos-lhe o segundo volume (sim, cá em casa quem faz anos oferece um pequeno presente aos irmãos).
E resolvi fazer o mesmo que faço com os vídeos de youtube que eles gostam de ver - resolvi folhear e ler um bocado para ver do que se trata.
E, meus amigos, não gostei.
O livro é todo sobre uma suposta festa de ballet que vai haver, e a Ema passa as páginas todas do livro a queixar-se de diversas coisas: que não gosta do tema que a prof escolheu, que queria um vestido esvoaçante, divaga sobre quem será a bailarina principal, e destila ódio sobre a sua rival de estimação. Acaba por (spoiler alert) se chatear com a melhor amiga porque esta desiste do ballet e vai para a ginástica rítmica. Claro que o livro acaba com tudo bem, a rapariga arrepende-se das coisas más que pensa e faz, deve ficar amiga da rival e aceita a melhor amiga como ela é, mas caramba, tantas coisas que podiam estar naquelas páginas e só está o pior: a mesquinhez, a inveja, as queixinhas, a rivalidade que não é saudável.
Fui à biblioteca e trouxe-lhe O Diário de uma Totó, e é mais do mesmo, sendo que a totó nem sequer tem amigas (e o livro não era claramente para a idade dela, a personagem anda no 6º ano). Dramas do telemóvel que não é o último modelo, dramas das meninas populares do liceu, dramas de festas para as quais ninguém a convida.
Também espreitei o Diário de um Banana, que o mais velho devora em poucas horas, e o que leio não tem nada a ver. O Banana é um banana, sim, tem um rival no liceu, sim, mas os livros passam à volta de situações cómicas e insólitas que lhe acontecem, as birras irritantes do irmão mais novo, um ataque de gaivotas quando vão de viagem, peripécias a montar a árvore de Natal. Principalmente não se nota o tom de queixinhas do narrador, aquele tom de diário privado de miúda parva a achar o mundo um lugar injusto e a dizer mal dos outros, que foi o que encontrei nos livros "de meninas" que li.
Aos rapazes damos coisas fixes e divertidas para ler, porque havemos de dar livros sobre coisas mesquinhas às raparigas?
A minha do meio é bastante dada a dramas, mas nem ela achou muita piada.
Esquecemos os livros de capa cor-de-rosa, pelo menos durante um tempo.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
O reverso da medalha do post anterior
No entanto, quando digo que se põe a ler em todas as ocasiões e em qualquer lado, digo mesmo em todas as ocasiões e em qualquer lado.
Sentados à porta dos quartos, casa de banho ou cozinha (tapando assim a entrada), no meio do corredor (tapando a passagem, claro está), à porta do elevador, nas horas em que queremos sair de casa, usando o livro como escudo quando não querem fazer as tarefas que lhes competem.
Tão giros que são, os meus pequenos leitores.
Post para reler no futuro (próximo) em que vão ser adolescentes parvos e vão estar agarrados ao telemóvel e não aos livros. Ui.... o meu coração já chora por antecipação...
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Coisas de miúda
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
As mães de meninas pequenas vão perceber
Nem nada cor de rosa, devo acrescentar.
São agora uns dois aninhos de descanso até voltar a ouvir Let it go...let it go.....
Ufa.