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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

19 anos e 3 filhos depois

Esta que vos escreve, regressa a casa.

Depois de amanhã, partimos os 5 para Amsterdam (só por 3 dias!).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

10 anos

E se eu vos disser que faz hoje 10 anos (dez!) que partimos para a Holanda, vocês acreditam?
É mesmo verdade.
10 anos em que muita coisa aconteceu mas que passaram a correr.
Aconselho a (re)leitura dos posts com a etiqueta "Crónicas dos primeiros tempos" para terem uma ideia daquilo por que passámos.

(pena não ter escrito mais...)


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Regressos a Amsterdam - uma lição

Uma lição que aprendi, ou uma constatação daquilo que já todos sabemos - nada mais complicado do que gerir uma relação.
Tenho uma colega de trabalho, inglesa sessentona e excêntrica, gira que só ela, sempre com o cabelo curto pintado de cada vez de sua cor (verde, laranja, amarelo incluídos), os óculos exuberantes (com feitio de borboleta ou triangulares) e roupas saídas de um atelier alternativo perdido em Amsterdam.
Faz sempre uma grande festa quando me vê, e desta vez contou-me que tinha novidades: tinha-se casado em Novembro do ano passado.
Felicitei-a, e comentei que se calhar um dia também faço o mesmo.
E ela passou a explicar o porquê da decisão, uma vez que ela e o namorado (pode dizer-se namorado depois dos 60??), apesar de estarem juntos há que anos e de ela se ter mudado já há uns tempos para sua casa, nunca  tinham posto essa hipótese.
Por trás da decisão estava o facto de ele ter tido um caso com outra mulher, bastante mais nova (of course...).
Foi um golpe duro de engolir.
Ela, que sempre viveu no norte da Holanda, mudou-se para o sul por causa dele, e de repente viu-se sozinha, aos 60 anos, sem saber bem para onde ir.
O facto é que ele reconsiderou, e depois de 4 semanas a viver com a "amante" percebeu o que tinha feito, e resolveu voltar para casa e pedi-la em casamento.
No entretanto, tiveram tempo de perceber o que estava mal, e a minha colega confessou que de facto não estava a cuidar da relação como deve ser, pois acabava por se dedicar aos cães (porque não têm filhos) e a tomar o namorado como garantido.
E, claramente, ele não estava garantido.
Diz que muitas amigas a criticaram por o ter aceite de volta, mas ela diz que nunca estiveram tão felizes. Desfizeram-se dos cães, e agora passam a vida de mãos dadas, a fazer programas, nem que seja ver filmes abraçados no sofá.
O que se passou com ela pode passar-se com cada um de nós.
Que mande a primeira pedra aquele que não sente que a rotina esmaga uma relação.
E sabe-se lá quantos de nós não estaremos dispostos a perdoar o imperdoável, em nome da nossa felicidade...
E eu pensei, ora bolas, uma pessoa pensa que aos 60 tem a sua vida toda feita, tudo organizadinho,e afinal ainda tem muito para viver e para aprender.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Regresso a Amsterdam - uma grande diferença

Já aqui escrevi umas 18326 vezes que estou, e ando, em dieta, praí desde 1992.
E também já aqui escrevi que engordei uma caterfada de kilos enquanto vivi na Holanda - que é o maior dos contra-sensos, num país em que a comida não presta e se anda de bicicleta, mas que acontece a muita, muita gente, para não dizer a quase todos os que para lá emigram. Para mim é culpa do clima, sempre a puxar para baixo e a pedir comidinha reconfortante, uma fast-food aqui, um chocolate quente e uma tarte de maçã ali.
De qualquer modo, a verdade verdadinha é que esta que vos escreve sempre que regressava a Amsterdam assumia os comportamentos alimentares de outrora, seguindo a teoria de que a) só cá estou esta semana, b) são coisas a que normalmente não tenho acesso, c) logo retomo a dieta quando voltar a Portugal para a semana.
Para os mais distraídos ou que chegaram a este blog há pouco tempo 2014 trouxe-me, entre muitas outras coisas, trust me que a lista é longa, um novo plano alimentar. Abandonei o açúcar e o leite de vaca, e fiz outras alterações estruturais na minha maneira de comer, e principalmente, de pensar.
Sabendo que ia fazer a viagem, pensei sinceramente que quando lá chegasse fosse voltar ao passado como das outras vezes, mas desta vez antes de partir decidi que não.
Passei ao lado de todos os doces que sempre me enfeitiçaram, e apenas dei uma garfada no bolo de anos da minha amiga (que nem sequer era bom...) só para dar boa sorte. Houve oportunidade de comer stroop waffels acabadas de fazer na barraquinha do costume, havia imensos chocolates em casa e no escritório, e toda uma panóplia de novidades doces que não há por cá, mas sinceramente nem sequer me custou não lhes tocar.
Estava mesmo com a cabeça noutro registo.
Também substituí os 3 ou 4 cappuccinos que bebia sempre ao longo do dia de trabalho por canecas de chá (antes de partir até pedi a um colega para me dizer as variedades que há no escritório, para o caso de ser preciso levar). Só vos digo que eu acabava sempre o dia de trabalho cheia de dores de cabeça e cansada, atribuindo ao facto de não estar habituada a trabalhar em ambiente de escritório, e desta vez cheguei ao fim do dia fresca e fofa, a sentir-me muito melhor.
Gostava muito de vos dizer que estou curada do meu vício, que agora é que é e que nunca mais me vão ver a acabar com uma caixa de bombons em menos de nada, mas eu conheço-me melhor do que isso.
Agora que me sinto poderosa, dona de mim e capaz de tudo, lá isso sinto! E sou!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De volta...

... de mais uma das minhas viagens no espaço e no tempo. Mais um regresso a casa depois do regresso à casa que já não é a minha, sem nunca deixar de o ser.

Desta vez o Te foi comigo, e passámos os primeiros 4 dias num verdadeiro flashback de memórias, ao encontro da Mary e do Te de 2007.
Fomos aos restaurantes e cafés de sempre, andámos de bicicleta por toda a cidade, corremos as capelinhas todas, passeámos no Vondel park e até à porta da nossa ex-casa nós fomos (e as cortinas ainda são as mesmas eh eh).
Fomos também aos museus que entretanto abriram, e festejámos a entrada de uma querida amiga na casa dos 40.
E o mais importante, durante 4 dias conseguimos começar e acabar uma conversa sem ser interrompidos, falar olhos nos olhos sem ser de sobre o assunto do costume (=filhos) e no fundo percebemos que já fomos muito, muito felizes ali (e sim, agora somos mais, mas é diferente).
Uma oportunidade fantástica! E quem diga que um casal não precisa nada de ter momentos só para si é porque com toda a certeza nunca experimentou!
Na 3a feira, ele regressou a Portugal e eu fiquei para 3 dias de trabalho, que bem me custaram...
A piada de ir a Amsterdam é rever os amigos, ter tempo para mim e re-visitar a cidade, coisas que até 4a feira eu já me tinha fartado de fazer, mas pronto, teve mesmo de ser.
Foi a primeira vez que fiquei 7 dias sem ver as minhas crias, normalmente fico só 5.
Já estava a ficar a bater mal com as saudades.
Agora são mais 3 ou 4 meses até me preocupar com isso outra vez.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mais uma voltinha, mais uma viagem...

... e amanhã (que é hoje) lá vou eu de regresso a Amsterdam.
Mas desta vez não vou sozinha, o Tê vai comigo, e vamos passar umas mini-férias os dois em tipo sessão nostalgia. Depois ele regressa na 3ª e eu fico a trabalhar até 6ª.
E sim, hoje é dia dos namorados e eu vou jantar com o meu em Amsterdam ;)
(podem morrer de inveja, que é caso para isso)

Já sabem o que vos espera... 1 semanita a ansiar por posts novos sem os ter, que eu cá quando viajo não levo o blog comigo.
Ora se nem levo os filhos, não ia levar o blog!
Fica aqui convosco que fica muito bem - tratem-no com carinho e visitem-no de vez em quando para ele não se sentir sozinho - não vão ter nada novo para ler, mas bolas, em não sei quantos anos de blog deve haver posts interessantíssimos que vocês ainda não leram. Fica o desafio.

Até ao meu regresso!

domingo, 20 de outubro de 2013

Mais um regresso...

...ao sítio do costume.
E mais uma semana em que proavelmente não haverá nada para ler aqui.
Ora então... até ao meu regresso!

sábado, 22 de junho de 2013

Pânico no avião

Nunca tinha tido nenhum momento de stress, mas ha sempre uma primeira vez.
Na aterragem em Amsterdam, já pertinho do chão e com as rodas de fora o avião faz um barulho esquisito, e começa a subir a toda a velocidade.
A rapariga que estava ao meu lado e eu olhamos uma para a outra, com um pânico mal disfarçado.
O avião continuava a subir a pique, a subir e subir e a sensação que dava era a de que a qualquer momento acabava a subida e se iniciaria uma descida a pique (tipo montanha russa).
Não se verificou.
Olhei para trás e vi muitas pessoas na boa, mas algumas com medo no olhar também .
Que raio se teria passado?
O avião iniciou depois a descida e aterrou normalmente. No fim, o piloto diz que o levantamento forcado se deveu a problemas de comunicação. Estaríamos em rota de colisão com outro avião? Sera que foi por pouco que não chocamos e ficamos todos ali? Não se sabe.
Se calhar isto ate acontece com frequência, mas não impede de ter sido uma experiência marcante para mim.
Mais do que uma situação de perigo, foi um episódio que me permitiu conhecer melhor a mim mesma.
Depois de cruzar o olhar de profundo pânico com a minha vizinha do lado, comecei a ficar mais e mais nervosa, com um verdadeiro cagaço. E transpirei das mãos, e pensei nos meus filhos e no Te (e em mais ninguém, lamento, mas isto tudo se passou em segundos).
Depois, ainda com o avião a subir a pique (subimos mesmo muito tempo, muito a pique) acalmei e pensei que não havia nada que eu pudesse fazer.
Aquele momento não me pertencia, nada que eu fizesse iria ser determinante na minha sobrevivência.
E com isto senti uma grande serenidade e aceitei completamente o que viesse a seguir,
Se aquele fosse o meu momento, eu estava verdadeiramente em paz.
Fiquei contente por ter conseguido dar a volta e dominar a situação (aqui o domínio foi o de mim mesma, já que apenas me entreguei nas mãos do destino).
Sejamos sinceros, podia-me ter dado para começar a gritar e a arrancar cabelos, já que sofro de vertigens só de subir a um escadote.
A Mary-borrada-de-medo, ficam a saber, tem muita classe

A semana de Amsterdam

Mais uma vez la fui, desta vez com direito a usufruir do verão holandês, que como sabem dura 2 dias.
Sabemos que estamos na Holanda quando 5 minutos depois de ter entrado no escritório 3 pessoas diferentes já comentaram que no dia seguinte estaria 30 graus. Não e uma metáfora, foram mesmo 3 pessoas diferentes em 5 minutos.
E sim, estiveram 30 graus, e estava tudo eufórico. Muito calor, mas sempre uma neblina.
E era ver as holandesas a passar de vestido e sandálias nas suas bicicletas, os rapazes de calções, as esplanadas e ruas cheias, o parque que nem se conseguia entrar. E aquele momento sempre agradável de estar o tram cheio que nem um ovo, e toda a gente a colar-se uns aos outros - acho que foi mesmo a primeira vez.
Cada vez passam mais rapido estas semanas, cada vez custam menos a passar. E como tem sido bastante frequentes fazem com que me sinta outra vez cada vez mais em casa.
Sabe bem.
E quando regressou a chuva e os 16 graus do costume, eu calcei as minhas botas, vesti o impermeável, e regressei para Lisboa a tempo de ver o por do sol do dia mais longo do ano na companhia da minha gente.
Sabe ainda e muito melhor.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ainda da Holanda

Vários momentos que passei desta última viagem:
1) Momento "fechem a porta do congelador"
À espera do tram, às 23h, com sei lá quantos graus negativos e os pés em cima da neve (se calhar o momento em que tive mais frio em toda a minha vida!).
2) Momento "welcome to Holland"
Na estação de Amsterdam Lelylaan (para quem não sabe, a minha estação quando lá morava), a tentar apanhar o comboio para Rotterdam. A máquina só aceita moedas, ou cartões holandeses, a bilheteira diz-me que não vende bilhetes (hã?). Ora se eu não tenho 26 euros em moedas, nem cartão multibanco holandês, como querem que compre o bilhete?
3) Momento insólito
Num bar minúsculo, todo em madeira, típicamente holandês e à pinha no centro de Amsterdam, música em altos berros, tudo bêbedo e a dançar em cima das mesas, e eu fechada na casa de banho (na cave) a falar ao telefone com os meus filhos e sobrinho (porque no fundo, eram 20h30h!)
4) Momento de inadaptação
Fui a Rotterdam visitar uma amiga, e depois ia ter com outros amigos a uma festa em Den Haag. Acabei por ficar a jantar em Rotterdam, entretida na conversa. Quando saio para apanhar o comboio, pronta para ir para a festarola, recebo sms a dizer que já não valia a pena ir, porque a festa tinha acabado! (eram umas 23h) Isto foi uma constante nos tempos em que lá vivemos - nunca nos conseguimos habituar aos horários holandeses...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Por lá...

... foi uma semana muito gira, como aliás tem acontecido das últimas vezes.
Estes regressos à Mary-de-Amsterdam, sem filhos, nem sopas e banhos e roupas para preparar, com tempo para tudo e para todos, sem pressa para coisa nenhuma, fazem-me bem.
A sério, é um privilégio ter estas escapatórias, poder mesmo regressar a uma vida que já tive, com as mesmas pessoas de sempre (algumas) e outras novas, mas com o mesmo espírito, os mesmos lugares, os mesmos hábitos, cheiros e sabores.
Estava um frio de rachar, no primeiro dia ia morrendo, depois lá me defendi e parecia uma cebola enchouriçada, mas preparada para enfrentar um frio verdadeiramente polar. O termómetro só chegou à temperatura positiva no domingo, a caminho do aeroporto.
Mas foi tão, mas tão giro ver a cidade coberta de neve. Ficaram a faltar os canais gelados, não que pensasse em patinar (que nem que me paguem eu arrisco a pisar o gelo) mas pelo espectáculo em si.
Tive tempo de ver outros amigos que não vi das últimas vezes, e é incrível como as vidas mudam, mas a amizade fica.
Fui sair à noite, fiz compras, jantei em casa de amigos, sentei-me no sofá com uma chávena de chá na mão e falar sobre a vida, a morte, o amor e o futuro.
E este tempo que passa devagar, longe das obrigações que são minhas e não as trocava por nada, sabe tão bem.
Que oportunidade fantástica, esta.

Aqui ficam os registos fotográficos (tirados com o telemóvel):

 O Museumplein, um dos meus sítios favoritos no mundo
 O Rikjsmuseum, um dos meus museus favoritos no mundo

 A caminho do escritório com -7. Os touchscrean não funcionam com luvas (coisa que eu não sabia)
Esta é uma piadola às inúmeras fotos de pés que abundam na blogoesfera e facebookosfera pelo verão fora - pés na praia, pés à beira da piscina, pés na espalanada a ler um livro, enfim - aqui ficam os meus pés na neve de Amsterdam. E fica o registo das melhores botas de sempre - compradas quando lá fui em Outubro - que se aguentaram à bomboca que nem gente grande.

De regresso

... e sim, quase congelei na minha querida Amsterdam coberta de neve.
Mais pormenores, e quem sabe fotos, em breve.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brrrrr....

Atentai à 6ª feira... que gelo, senhores!
Resta saber se há avião amanhã com tanta neve. Por menos (muuuuito menos) que isto já fiquei fechada horas no avião à espera que saia.
Vamos lá ver...

Pelo sim pelo não, despeço-me com amizade, que durante uns dias não haverá posts para ler.
Sim, eu podia escrever posts de Amsterdam, mas sei que não vou ter tempo, que é como quem diz vou ocupar o meu tempo com outras coisas (tempo temos todos, meus amigos, que o dia tem 24 horas para toda a gente).
Ora então fiquem bem, e cá vos espero no meu regresso.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mais uma voltinha...

... mais uma viagem, e para a semana lá vou eu (again and again) para Amsterdam.
Estive a ver o tempo, e podia ser pior.
As previsões são de máxima de 2 ou 3 graus.
Tendo em conta que para esta semana a máxima é -1, acho que não me posso queixar...
(Ai!)

domingo, 28 de outubro de 2012

De regresso

Como sempre com a sensação de que nunca de lá saí.
E desta vez com a certeza de que era bem capaz de para lá voltar.
Mas só porque não choveu, e toda a gente sabe que a vida é bela em Amsterdam quando não chove.

domingo, 21 de outubro de 2012

1 semana sem posts novos neste blog

Amanhã lá vou eu, mais uma vez, de regresso à ex-casa.
Dia 26 estou de volta.


Regressem vocês também.

domingo, 27 de maio de 2012

Emigração

Apanhámos o fim de uma reportagem na TVI24 sobre a emigração para a Suíça, em que aparecia um emigrante acabado de chegar, com 60 euros no bolso e a falar apenas português.
Aquele momento, em que pisa o solo do novo país, de mala na mão, a pensar "e agora?".
Impossível não nos lembrarmos na nossa própria chegada à Holanda, numa situação completamente (mesmo!) diferente, mas ainda assim com uma sensação muito semelhante à chegada.

E com toda a sinceridade vos digo que se não tivéssemos voltado em 2008, provavelmente não o faríamos mais.
Como as coisas estão por cá, tenho quase a certeza que não nos íamos meter nessa aventura tão cedo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Regresso a Amsterdam

Foi a primeira vez, e quem sabe a única em muito tempo, que fiquei tantos dias (5) longe da minha descendência.
Tal como previsto, nos dias anteriores quase morri com a perspectiva da separação.
Mais valia arrancarem-me o coração à colherada, que me teria custado menos.
Como o avião era cedo, dormiram nos avós logo na noite anterior (onde ficaram aliás toda a semana, só com os avós nessa noite, com o pai também nas que se seguiram), e eu fiz questão de os adormecer e de sair apenas e só depois de estarem ferrados.
Custou-me como só eu sei. Saí de lá de rastos.
Mas ao fechar a porta de casa pensei "se tem mesmo de ser, então ao menos vou aproveitar".
Não podia dizer que não ia, e ficar a morrer de amor não me levava a lado nenhum.
E depois, quem é a mãe que não deseja secretamente uma semana sem ter de pensar em jantares, dar banhos, tratar de roupas, com o tempo só para si?
Sei lá eu quando volto a ter uma oportunidade destas!

As últimas 3 vezes que fui a Amsterdam - Abril de 2009, Junho 2010, Outubro 2010 - estava ou grávida ou com um bebé nos braços - ou seja desde Setembro de 2008 que eu não ia lá sem ser no papel de mãe.
Foi, sem dúvida, o verdadeiro regresso da Mary-de-Amsterdam.
Com tudo o que tenho direito, para o bem e para o mal.
Para o bem: andei de bicicleta naquela cidade linda de morrer, saí do trabalho e fiz o que me apeteceu, jantei com amigos, tomei cervejas a por a conversa em dia, bebi café com outros amigos, fiz compras, fui às minhas lojas preferidas, bebi capuccinos da máquina do escritório, conheci os meus colegas novos, fiquei na conversa até altas horas da noite, li um livro e várias revistas, fiz o que me apeteceu (sim, outra vez).
Para o mal: andei de bicicleta contra o vento e à chuva (e só quem o fez antes de ir trabalhar sabe ao que me refiro), apanhei um frio do caraças com graus negativos e tudo, tive de trabalhar num escritório como toda a gente e não no conforto da minha casinha, apanhei comboios que invariavelmente se atrasam, assumi todos os meus comportamentos alimentares de quando lá vivi que inclui beber 5 ou 6 capuccinos (sendo que a máquina de café da altura era uma Senseo (acho) - paz à sua alma - e agora é uma Nespresso - viva o upgrade! - o que me fez andar acelerada todo o tempo), comer sandwiches e sumos do Albert Hein e outras coisas saudáveis tipo batatas fritas, chocolates e tudo o mais, que eu não engordei 8 kilos nos 2 anos que lá vivi por causa da água da torneira da Holanda.

E sim, claro que tive muitas saudades (chegava quase a doer mesmo), mas sim, também me soube muito bem.
Pela primeira vez (e quem sabe a única em muito tempo) pude regressar à vida despreocupada de solteira, a quando o tempo era o que eu fazia com ele, a quando não tinha ninguém à minha espera nem a precisar de mim.
Foi sem dúvida um salto no tempo, o verdadeiro regresso ao passado.
E foi mesmo giro.

Mas o melhor de tudo foi ver duas cabeças com cabelos aos caracóis à minha espera no aeroporto, e ver a alegria deles por me ter de regresso.
Impagável.
Quem quer ser a Mary-de-2007 quando pode ser a Mary-de-2012?

sábado, 21 de abril de 2012

De regresso

... de uma viagem que começou por ser no espaço, mas que acabou por ser no tempo também.
Mais notícias em breve.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A galinha que há em mim...

... está a ficar impossível de aturar.
Só de pensar que daqui a 2 dias vai ficar 5 dias sem os seus pintos, até se arrepia, a estúpida.
Fica literalmente com pele de galinha.

Prevejo um domingo complicado para esta galinha, coitada.