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terça-feira, 18 de novembro de 2025

1 ano depois

 E a certeza absoluta de estar a trabalhar no lugar certo.

Cada dia que chego, vou com a sensação de que não queria ir trabalhar para mais nenhum lugar.

Que privilégio!


(quem me acompanha desde o início sabe porque dou tanto valor a fazer o que gosto. Os anos passam, mas a memória dos tempos em que estava sentada a uma secretária, permanecem...)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Balanço após o 1º mês

 A sensação de pertença, de enamoramento com cada recanto, e de estar no sítio certo, mantém-se.

A certeza de que tenho ali uma missão, também.

A leveza com que vou trabalhar, não tem descrição.

Que sorte que tenho!

domingo, 10 de novembro de 2024

Novo ciclo iniciado

 Depois de baralhar e dar de novo, de voltar à casa de partida (sem receber 2000 escudos!), e de, isso sim, bater a tudo quanto é porta, eis que desde a semana passada a minha vida profissional deu mais uma volta de 180 graus e me vejo, pela primeira vez, com um contrato permanente no serviço educativo daquele que é um dos palácios mais lindos de Portugal e arredores: o Palácio da Ajuda.

Nem me perguntem como foi que aconteceu, mas a verdade é que foi uma conjugação de circunstâncias que mais parece um movimento de constelações: várias portas que não se abriram (já disse que bati em muitas?), outras que eu depois de muito ponderar decidi não bater, um contrato que acaba numa sexta-feira 13, uma pessoa que faz 50 anos e decide mudar de vida deixando um lugar vago na sua saída, e um diretor que não tem medo de arriscar, tudo na mesma semana.

Comecei no dia 4 de novembro, que será uma data que não irei esquecer.
Até agora uma sensação de enamoramento com todos os cantos e recantos do palácio, uma colega que parece estar no mesmo comprimento de onda, e um sentimento de pertença como nunca senti. Pelo caminho há tanto por fazer (tanto!), para que possa concretizar aquilo para que fui chamada.

E como disse o diretor quando me ligou a dar a notícia: " as coisas boas também acontecem".

E não é que é verdade?

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Segundas noções da nova rotina

  •  não tinha noção do espaço mental que me ocupava o não saber quanto vou receber, o ter cada dia como um potencial dia de trabalho
  • sabe-me bem pensar "É sexta-feira!" - isto só quem não tem horários laborais entende.
  • não trabalhar, nem poder sequer trabalhar, ao sábado e domingo é um luxo ! (sendo que já trabalhei 2 tardes de sábado e amanhã irei o dia todo)
  • ainda sobre o trabalho de fim de semana: normalmente não custa nada! Fico zero cansada no final, nada a ver com fazer visitas
  • já não é estranho ir todos os dias para o mesmo sítio
  • no entanto ainda não me habituei a deixar coisas nas gavetas da secretária. Hoje deixei lá um pacote de amêndoas e uma echarpe para por nos ombros porque fico com frio parada
  • passam dias e dias sem eu por os pés nas galerias do museu - coisa a alterar definitivamente
  • diversificar os locais e companhias de almoço também é essencial 
  • esta experiência já me está a fazer refletir no que quero fazer com a minha vida a partir de Setembro. A ver vamos.

domingo, 15 de outubro de 2023

Primeiras considerações sobre a nova rotina

  •  não deixa de ser estranho ir todos os dias para o mesmo sítio
  • partilho a sala com colegas nascidas nos anos 90, mas que ao contrário de mim têm um contrato de trabalho permanente - e isto é algo que tenho de aprender a digerir
  • já tenho saudades de fazer visitas
  • em duas semanas tive direito a dois fins de semana e um feriado - não sei quando é que isso aconteceu pela última vez, mas estou capaz de me habituar!

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Arranque 2023/24

 Com uma semana mais tranquila em termos de trabalho, que permite acompanhar os miúdos, comprar material e por as coisas mais ou menos em dia.

É a calma antes da tempestade, pois outubro vem, ao que parece, com um novo desafio profissional que me vai ocupar a tempo inteiro, 2ª a 6ª das 9h às 17h (e sempre no mesmo sítio!) - e o que irei eu fazer perguntam vocês - pois ainda não sei muito bem em que consiste a tarefa, mas tenciono aprender à medida que avanço.
Até lá há uma sensação de regresso com calma, que não aconteceu nos últimos anos, e só me apetece desfrutar.

Hoje foi dia de despedidas num museu que me acolheu em 2021, que apesar de muitos defeitos tinha uma enorme qualidade que era uma equipa de mediação 5 estrelas.

Os mais velhos andam a curtir o 3º ciclo, ele a ir de bicicleta para a escola e e ela a poder sair e estar com amigos depois das aulas.
A mais nova entusiasmada no 1º ano.

Vamos lá ver que tal nos adaptamos todos à mudança, mais uma vez.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Outro domingo e outra semana

 E o mês de Agosto começou e o trabalho não abrandou (só abrandou foi mesmo a minha capacidade de lidar com ele devido ao calor).

Conhecem alguém que em Agosto tenha trabalhado 8 dias sem folgas?
Agora sim.
Conhecem alguém que tenha trabalhado no fim de semana das JMJ com 45 graus e a família e amigos reunidos na praia?
Agora sim.

Conhecem alguém que tenha tomado decisões de mudança na sua vida profissional derivados ao que aconteceu anteriormente?
Agora também sim.

Há limites para tudo, e eu alcancei o meu.
Aquele regresso a casa de comboio no último dia das JMJ sem ar condicionado foi mesmo a gota de água caramba.
Em breve haverá novidades profissionais deste lado, dê por onde der.

Até lá, boas férias!

domingo, 30 de julho de 2023

E ainda outro domingo

 E assim acabou uma quinzena de trabalho intenso (mas gratificante), cansativo (mas divertido), daqueles em que ficamos com um grupo de miúdos o dia todo.

Segue-se mais uma semana de trabalho intenso, com oficinas novas num museu onde nunca as fiz, e uma visita a duas exposições novas também, a começar na 2ª e a acabar Domingo* (sim, mais 7 dias de seguida)

Quem por aí é que está a abraçar novos projetos na primeira semana de Agosto? Alguém mais a trabalhar que nem loucos em Lisboa em semana de Jornadas Mundiais da Juventude (sem ter nada a ver com elas)?

Até eu, que controlo a minha agenda, estou parva com isto.

Depois disso, haverá um abrandamento do ritmo, ou assim o espero.


Nota escrita a 1/08/2023

*disse Domingo mas é 2ª feira.... são 8 dias de seguida, e não 7. Começar Agosto como se fosse Novembro, hã!
Ai vida


domingo, 16 de julho de 2023

Domingo

 Ao fim de mais uma empreitada de 15 dias a trabalhar de seguida (e no verão, que custa ainda mais!) eis que ao aproveitar o Domingo encontro no paredão uma prima querida, que vive em Lyon, a estudar teatro.

Contou que acabou o curso e que vai ficar em Lyon (onde paga por uma casa no centro da cidade o mesmo que eu pagava pela minha em 2004!), e confessou que não sabe muito bem o que vai fazer à vida.

Tenho mais 20 anos do que ela, e eu mesma não sei muito bem o que fazer à vida, tantas vezes.
Gosto tanto do que faço, mas estes dias de trabalho em loop não me fazem bem, e fico a pensar que também eu precisava de dar uma volta à minha vida.
O que levar e o que manter? Ficar ou sair?

Os anos passam e as dúvidas mantêm-se.
Quem pensa que aos 45 tem a vida orientada, desengane-se!

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Quando chegas a Abril...

 ... e te apercebes que desde início do ano tiveste apenas 1 fim de semana de folga, sábado e domingo de seguida (logo em Janeiro, bem entendido).

Ando a trabalhar demais, claramente.

segunda-feira, 20 de março de 2023

Do trabalho

Os dias passam a correr. O tempo é pouco para tudo o que há a preparar.

Os projetos sucedem-se, e que bom (e assustador!) que é.

As semanas passam e reparo que este ano praticamente não tive fins de semana (ou dois dias inteiros sem trabalhar).

Às vezes acho que não, mas a maioria do tempo parece que me alimento desta apneia de estar sempre a fazer coisas novas, novos desafios, em sítios diferentes (e às vezes com muito pouco em comum).

Onde fica a fronteira entre trabalho e lazer quando somos mesmo apaixonados pelo que fazemos?

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Novembro a começar

 E apesar do trabalho não abrandar - tenho tanta coisa pendente que de facto não sei por onde me virar - há uma certa paz de espírito.

O ambiente em que trabalhamos é, não sei se sabem, super importante. 
Há pessoas tóxicas, chefes e colegas que nos põe os nervos em franja às vezes sem darmos por nada até estarmos sem vontadinha nenhuma de ir trabalhar - e a contrariar essa falta de vontade porque enfim, temos contas para pagar e bocas a alimentar.

Mas não é fixe. E vai-nos matando aos bocadinhos.

Sou muito grata por poder andar sempre de um lado para o outro, e por estas coisas me passarem ao lado a maioria das vezes.
Quando não acontece, é temporário - e só me faz apreciar a sorte que tenho no resto do tempo.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Meu cansativo mês de Outubro

 Ninguém chama querido a mais mês nenhum a não ser Agosto, e não é por acaso...
31 de Outubro ainda vai longe, mas para mim Outubro acabou no domingo passado.

A exposição a que dediquei intensos dias de trabalho chegou ao fim, e com ela encerramos um capítulo pois o museu que a organizou encerrou para obras e sabemos lá quando reabre (e se estou incluída na equipa ou não quando reabrir).

Foi uma exposição penosa e emocionalmente difícil de gerir. Foi um processo longo, muitas vezes à deriva, com um trabalho próximo de uma equipa liderada por uma excelente pessoa, mas com a qual muitas vezes é muito difícil lidar...

Sinto que houve alturas - ao fim de dias e dias de trabalho seguido, com sábados e domingos ali enfiada - em que cheguei muito perto da exaustão. Tive muitos momentos em que pensei que não ia aguentar!
Mas o ser humano tem uma capacidade de resistência muito grande, e por muito cansada que estivesse não cheguei a dar o murro na mesa que bem me apetecia e a ir embora dali.
Bem, basta olhar para a conta do supermercado para nos tornarmos mais resilientes...

Agora, ainda com uma grande ressaca na cabeça, é tempo de novos desafios e de voltar a ter fins de semana (ou pelo menos uma parte deles!).

Achei sinceramente que este dia nunca ia chegar.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

A importância de estar

 Este ano houve várias épocas (Julho e Setembro/Outubro pelo menos) de trabalho intenso, a todos os níveis - intenso no tempo, na dificuldade, na diversidade, na questão emotiva que também conta, enfim.

No fim de semana passado ultrapassei mais um obstáculo profissional no sábado à tarde, e para poder viver o momento e descansar depois acabei por passar o trabalho de domingo a um colega (ou seja perdendo esse dinheiro - logo, posso dizer que paguei para ter sanidade mental. Adiante).
E não fizemos nada de especial, mas apenas estivemos.
Sábado de manhã foi fazer máquinas de roupa (eu) e TPC (eles) e depois almoço (antes de ir para Lisboa). Domingo foi jogo de futebol do mais velho, caminhada no paredão com skate e bicicleta, e compras ao fim do dia - um dia normal e banal, mas caramba, a falta que me faz e a eles também, essa banalidade.

Em teoria já só falta um fim de semana intenso de trabalho (a full time nos dois dias) e depois hei-de poder voltar a escolher o trabalho dos fins de semana - ou então não, que os 10€ de gasóleo não chegaram a 3ª feira e de cada vez que vou ao supermercado quase que lá deixo um rim.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Da precariedade

Completo hoje o meu 23º dia de trabalho sem folgas.
Não vou sempre para o mesmo sítio, e nestes dias consegui ter uma ou outra tarde livre, mas não tive um dia inteiro sem trabalhar desde que vim de férias.

Mais uma vez digo e repito, isto não é uma queixa porque eu adoro mesmo o que faço (mas não adoro tudo o que faço em todos os sítios!), e porque prefiro mil vezes estar assim do que estar sem trabalhar como estive há dois anos, mas dito isto... custa, e afeta todas as outras áreas da minha vida.

Por vezes acho que estou no limiar da loucura - passo na biblioteca na sexta a deixar os livros, e deixo na caixa de correio porque penso que é segunda feira - quem é que no seu perfeito juízo confunde a segunda com a sexta?
Muitos de nós, afinal. Quem trabalha em turismo, quem trabalha em restauração, quem tem uma empresa própria, os médicos, tudo gente que trabalha mais do que deve, sacrifica noites e fins de semana, e o que mais houver.

Na semana passada tive um dia em que achei que tinha chegado ao meu limite. Estava para lá de exausta, sem energia, a fazer tudo com esforço - achei mesmo que estava perto de ter um esgotamento.
Afinal só me tinha esquecido de tomar o café de manhã - no dia seguinte estava fina, pronta para enfrentar os próximos desafios (ufa!) - mas não deixou de ser um "abridor de olhos" para o que ando a fazer...

Pela primeira vez em muito tempo, fiquei alguns dias sem ler nenhum livro - porque como me atrasei na entrega não pude requisitar logo mais livros (e como achei que era 2ª feira, à 2ª não se requisitam livros), porque não encontrei nada de jeito nas estantes cá de casa (comecei dois e não lhes dei andamento), porque ando tão assoberbada de coisas para ler que achei melhor aproveitar todos os bocadinhos para ler aquilo que me faz falta no trabalho - foi um erro. Ler acaba por ser uma forma de pausa durante o dia, muito mais eficaz do que um scroll pelas redes sociais (que era o que eu fazia porque não me apetecia ler sobre trabalho no comboio, enfim!). 

Hoje é o meu 23º dia, e ainda faltam 5 para poder ter um dia todo de descanso (e vai mesmo ser só um). E eu adoro muito o que faço, mas não a forma como o sistema funciona de modo a que uma atividade que afinal se estende ao longo do ano (sem de facto parar em altura nenhuma da semana ou do mês) seja tida como sazonal, e por isso estamos condenados à precariedade.
Irá isto mudar algum dia?

segunda-feira, 16 de maio de 2022

12 dias de trabalho

 Foram um total de 12 dias sem folga, mas isso não é o mais estranho.
Nesses 12 dias houve duas estreias: uma mini-exposição (quanto mais pequena a exposição, mais tenho de saber sobre o tema) e um museu novo, com 2 pisos de coisas bastante fora da minha praia.
Pelo meio visitas VIP, substituições e alterações de última hora, a atrapalhar ainda mais e aumentar os nervos nestes dias.
Prova superada, correu tudo bem, não me espalhei ao comprido.

Mas confesso que estas palavras do novo Ministro da Cultura não me caíram bem.
Claro que a precariedade não é um mal absoluto - para quem tem um ordenado fixo ao fim do mês, claro que não é!

Sazonalidade e precariedade não são sinónimos. Há muitas formas de contornar esta questão, e há mesmo soluções na lei que o preveem, o que não há é vontade de os aplicar.
E nós precários da Cultura pactuamos com isto, é certo, pois andamos aqui a  passar recibos verdes a empresas e associações-fantasma que servem para isso mesmo: para mascarar a realidade e deixar as entidades de mãos lavadas por não terem nenhum vínculo direto com cada um de nós.

É o preço que pagamos por gostar tanto do que fazemos, mas era bom que isso fosse reconhecido e que a estabilidade de um (ou vários) contrato(s) não fosse um bicho de sete cabeças.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Sobre o trabalho

 Há uma euforia no ar, um "regresso à normalidade" que faz com que ande tudo a mil.
Isto não é uma queixa (ou será?), mas hoje é o meu 8º dia de trabalho seguido, e ainda (ou só?) faltam 5 até ter a próxima folga (de 1 dia e depois seguem uma data de dias seguidos).

E dizem-me todos os que me acompanharam no desespero de estar sem trabalho "que bom!", e pois claro que é bom, mas a que preço, senhores?
Reconhece-se agora a léguas quem é mediador artístico ou trabalha em turismo- somos os das olheiras, os copos de leite, os que ainda não puseram o pé na praia/esplanada/jardim.
É.

E às tantas fica difícil aguentar o ritmo, as solicitações (porque em casa, já se sabe, há roupas por arrumar, sopas por fazer, varicelas a decorrer) sem uma pausa para poder respirar, e sem sequer estar à vontade para barafustar porque claro, é trabalho, e se me queixei de falta dele não me posso agora queixar da abundância. 
É daquelas coisas, quem tem um ordenado fixo ao fim do mês não vai entender nunca.

Domingo quando o despertador tocou para mais um dia de trabalho (o 7º) veio-me à cabeça a conversa com uma amiga que tinha estado na praia na véspera - e naquela indolência do cérebro que ainda não acordou perguntei-me porque raio estaria ela com os filhos na praia a meio da semana...
Quem não trabalha aos fins de semana, também não vai entender nunca...

Enfim. Café terminado, post acabado, que por aqui há muito por estudar.

Fui!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Pontos nos ii - o trabalho em 2021

 Muitas vezes falei nele este ano, no quão desafiante foi e nos não sei quantos projetos em que me meti, e acho que foi um ano tão marcante profissionalmente (sendo que acaba como começa, que isto na minha área não é uma escada, é só um labirinto!), mas foi tão marcante que merece que seja esmiuçado ponto por ponto:

Fevereiro: apoio pedagógico online
Que é como quem diz, explicações por zoom. Vi o anúncio na net e mandei o CV, coisa que aliás fiz um sem número de vezes ao longo destes anos. Uma resposta e uma entrevista via zoom, e a informação de que a minha falta de experiência seria compensada pela criatividade - pelo fazer as coisas fora da caixa, como tenho feito enquanto educadora artística. Foi daqueles desafios em que tive de pensar antes de aceitar, porque se por um lado foi uma tábua de salvação em pleno confinamento, sabia que me estava a meter em terreno completamente desconhecido. E lá fui. Tive um total de 8 ou 9 alunos, todos de 1º ciclo. O conceito do centro seria ajudar os miúdos com a escola online, tirando aos pais essa responsabilidade (esse papel duplo de pais e professores, que já se sabe não acaba bem). Adorei os miúdos, sinto que conesegui fazer a diferença na vida deles, mas caramba, que trabalho tão exigente! Cada aula era um desafio diferente, eles todos a aprender coisas diferentes, com situações familiares únicas (e sim, eu estive em casa de todos eles, vi as mães, pais, os manos e animais de estimação e tudo e tudo), para 1 hora de aula eram uma data de horas de preparação. E o mais dificil de tudo: a matemática! Nunca investi tanto a tentar perceber matemática como este ano, e confirmei que já temia: fui mesmo para fora de pé!
Foi uma experiência para lá de enriquecedora, que me salvou do tédio em pleno confinamento, que me deu que fazer e pensar, que me obrigou mesmo a fazer o impensável - se não tivesse havido mais nada de insólito este ano, eu a dar explicações de matemática já era suficiente!

Junho: exposição Tudo o que eu quero

A exposição abriu em Junho, mas antes disso houve meses de preparação, reuniões etc. Foi uma honra participar neste projeto, e um prazer enorme fazer visitas nesta exposição. Foi uma pena não estar patente durante o ano letivo, só apanhámos poucas escolas, mas foram meses intensos e muito preenchidos, que me fizeram mergulhar no mundo das artistas, ler mais sobre feminismo, pensar de forma crítica sobre o difícil que ainda é ser mulher no século XXI. Super apaixonante.

Setembro: Museu do Dinheiro
Fui à entrevista para colaborar com o Museu do Dinheiro corria o ano de 2016 - estava com uma grande barriga de grávida, fui aceite e fiz a formação já de 8 meses, com um banquinho atrás para me ir sentando pelo caminho (e toda a gente se lembra de mim!). Entretanto aquilo passou por um processo de reformulação e a minha colaboração ficou em águas de bacalhau. Até agora. É um tema diferente, fora da minha praia também, mas o projeto é aliciante, a equipa é muito porreira, e é um sítio onde me senti muito valorizada e bem recebida. Tem um horário fixo, daí que tenha ocupado muitos dos meus fins de semana, o que me custa pelos miúdos, mas não posso dizer que me custe pelo trabalho. Vou sempre feliz da vida.



Setembro: Ídolos - Olhares Milenares


Comecei a colaborar com o Museu de Arqueologia corria o mês de Março de 2020. Tinha feito só uma visita quando estalou a pandemia, e achei sinceramente que uma relação tão fresca não iria durar. No entanto a responsável do Serviço Educativo não me deixou para trás, e também me incluíu na preparação desta exposição - fui à conferência de imprensa ainda no fim de 2020, e à pré-inauguração logo no dia a seguir à primeira dose da vacina, nem sei bem onde tinha a cabeça. Foi um projeto megalómano, uma exposição muito bem conseguida, e um tema que não tem nada a ver com o que costumo trabalhar, pelo que foi um enorme desafio - que infelizmente não se traduziu num número espetacular de visitas, mas pronto, penso que isso também marca este ano: muito trabalho e pouco rendimento. Acredito que nada se perde, e o que estudei para esta exposição servirá para outras no futuro.

Setembro: D. Maria II de Princesa brasileira a Rainha de Portugal

Outra exposição de que muito me orgulho de ter feito parte, e outro desafio gigante. Esta senhora teve uma vida curta, mas tão intensa, que foi também preciso uma enorme preparação para fazer visitas. Sendo uma exposição com muita informação e textos de parede (ao contrário das outras), acho que as visitas ajudavam bastante a digerir tudo e contar a história desta rainha que eu fiquei a admirar de sobremaneira. Uma miúda de 15 anos no trono de um reino falido, politicamente instável, que governou durante 19 anos estando sempre grávida ou com um recém-nascido - e conseguiu de forma tão hábil conciliar a vida profissional com a familiar, tendo uma relação próxima com os filhos, coisa que não era nada habitual na época.

Novembro: Formação de Professores - Artistas Portuguesas
No seguimento da exposição Tudo o que eu quero, fomos contactadas para realizar uma formação para professores na área da cidadania e igualdade de género. Outro desafio, outra novidade, pois nunca tinha feito nada parecido. Correu muito bem, e é de facto muito compensador ver os projetos implementados, pensar que há alunos em todo o país que vão ter contato com artistas tão importantes na nossa História com base no que foi falado nesta formação. Super enriquecedor, e muito stressante também, que nestas coisas há sempre mil burocracias a ter em conta...

Em linhas gerais foram estas as novidades que 2021 me trouxe, a juntar aos sítios onde já colaborava (menos os palácios de Sintra, que não contactaram ninguém depois da pandemia, coisa que me entristece profundamente, que ninguém merece ser assim tratado mas são ossos do ofício...).
2022 já começa com um novo desafio, mas sobre isso falarei no próximo ano.

2021 foi marcante, desafiante, foi um balde de água fria e um teste à minha resiliência. 
Acho que passei a prova.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Muitos posts em atraso por aqui

 Já que o mês de Dezembro foi mesmo o culminar de um trimestre tão intenso de trabalho, que nem soube muito bem por onde me virar...
Isto de trabalhar aos fins de semana e fim do dia, quando se tem três filhos, não é fácil. Não é não senhor.
Foram sábados e sábados a chegar a casa às 19h30 e dias de semana com formação até às 21h, com tudo o resto que costuma acontecer a essa hora a ficar em stand by (roupa, jantares etc, mas principalmente o meu descanso que tanta falta me faz!).
Sobrevivemos.

Na última semana tivemos 4 dias de oficinas que foram mesmo de levar ao limite. Ao contrário do que sempre acontece tivemos um grupo exclusivamente de rapazes, vários já bem crescidos, e ainda para mais calhou chover a semana toda! Além disso estávamos a trabalhar na sala em frente onde estava a decorrer o concelho de ministros extraordinário (e consequente conferência de imprensa), a ser adiada hora após hora, e os miúdos a ter de ficar em silêncio. Foi mesmo, mesmo, um filme!
Também sobrevivemos.

Por fim conseguimos ter um Natal com tudo a que temos direito! Foram 3 dias de celebração - 24, 25 e 26 - a destacar o único encontro com irmãs e sobrinhos todos em 2021 (ao longo do ano faltou sempre alguém...).

Sim, agora estamos todos confinados, porque claro que os casos andam a pipocar à nossa volta, mas por agora posso dizer que valeu a pena - assim não haja casos graves.
Havemos de sobreviver!

Boas festas, malta!

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Do trabalho

 2021 ficará marcado sem dúvida como o ano em que mais coisas fiz, e desafios novos enfrentei.
Achei que já estavamos a acabar mas afinal em Dezembro ainda havia tempo para entrar em mais um museu. Irei fazer um post sobre isto, porque de facto foi um ano com tanta coisa interessante e diferente, que merece ser partilhado - e guardado para ler daqui a um tempo se isto tudo fechar outra vez e para quando eu achar que não há solução para a minha vida profissional.
Há que manter a resiliência, a força de vontade, a motivação e o amor à camisola (às muitas camisolas que temos de vestir!). mas caramba que não há profissão melhor que esta!

Mediadora artística e cultural para sempre!