
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Novo vício

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Junk mail
Como é uma conta comum a Portugal e Espanha, numa empresa multinacional, recebemos esse tipo de e-mails de vários países, e de vez em quando lá recebemos uns portugueses, claro.
Hoje recebemos um com o seguinte título:
"Limpe o seu nome sem pagar as suas dívidas"
Isto é ou não é um retrato fiel do país neste momento?
Achei genial.
Não faço ideia a que se refere, mas basta o assunto para topar o chico-espertismo em todo o seu esplendor.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Sabemos que está na hora...
Pois claro, tivemos xixi no sábado, tivemos xixi hoje de manhã, e a malta que só tem 3 conjuntos de cama - não são precisos mais, aliás, sempre nos bastaram 2- ve-se na situação de mudar o lençol de baixo quase dia-sim-dia-não.
Menos mal que temos uns lençois de baixo a mais, mas as cores é que começam a deixar de bater certo com a capa do edredon e das almofadas. Temos pena.
E na prespectiva de daqui a uns meses termos mais uma miúda, que em calhando também vai achar graça à brincadeira e a dar saltos cama fora na hora de vestir, vamos ter duplas hipóteses de xixis na nossa cama, e quem sabe uma mudança de lençois diária!
E nesta altura do ano em que a roupa não seca, dá um jeitão. Temos mesmo de investir nuns lençois suplentes, e fronhas das almofadas também, que nem sei como mas até agora safaram-se sempre...
Sabia que ter filhos implica investir em roupa para eles, mas não contava ter de encher o armário da roupa de casa também...
Cena marada...
Sabemos que está tudo interligado, mas não deixa de me fazer confusão...
Mais um filme
Este fim-de-semana foi atípico porque pela 1a vez desde que nos lembramos fizemos as 4 refeiçoes principais em casa, só nós 3. E gostámos muito da experiencia!
Sábado à noite também tivemos outra estreia: pela primeira vez alugámos um filme no vídeo clube da Zon. E também gostámos da experiencia, o que pode ser perigoso porque a conta só nos chega no final do mes...
O filme escolhido foi este Inception (em portugues A Origem, não percebi a lógica desta tradução, mesmo depois de ver o filme, mas adiante).
Adorei.
Um grande filme, muito bem feito, bem escrito, bem pensado, bem realizado.
Sim, claro que adormeci a dada altura, mas isso era mesmo inevitável (já acontece há anos, muito antes de estar grávida da 1a vez, facto que nos levou a optar por ver séries em vez de filmes em casa). Mas retomámos a sessão no domingo depois do almoço (super inédito, nunca estamos em casa a essa hora) durante a sesta do baby, e vimos o que faltava.
Gostei mesmo, e recomendo.
(sorry pela publicidade no início do trailer...)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Na saúde e na doença
Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar IX
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Basicamente, o produto está desligado, mas o cliente não se apercebe. Liga para receber apoio técnico, e aquilo que eu digo é, basicamente (mas de um modo profissional, sem fazer daaaahhhh no fim da frase, embora bem me apeteça): carregue no botão On.
Quando são mulheres, riem-se do disparate, muitas vezes pedem desculpa pelo incómodo e seguem a sua vida.
Quando o cliente é homem, percebe-se perfeitamente que a coisa não lhe cai bem. O aparelho não funciona, aposto que eles tentaram mexer para ver o que se passa, às vezes até ligaram e desligaram da corrente e nada. Depois ligam para cá e atende uma mulher (sim, o facto de ser mulher num apoio técnico ainda gera um pouco de apreensão), que lhes diz "ora experimente lá ligar o aparelho". Nota-se primeiro a incredulidade, como se fosse possível estar aquilo desligado, e depois o desconforto de ver a luz a acender e tudo a funcionar correctamente com um simples pressionar de um botão. De alguma maneira, ficam com o orgulho ferido, e muitas vezes despedem-se bruscamente porque não sabem bem como lidar com a situação, para eles embaraçosa.
Não é caso para tanto, meus senhores.
O facto de serem homens não é garantia de saberem mais de electrónica do que nós, mulheres, ok?
Por outro lado, se puderem dar uma vista de olhos ao manual antes de telefonar, a malta agradece porque tem mais que fazer do que atender chamadas tontas.
Obrigada.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Do dormir (esse tema recorrente)
- depois de meses a acordar entre uma e cinco vezes por noite, o baby cá de casa dorme agora a noite toda de seguida. Deita-se cedo, mas ao fim-de-semana, se tivermos sorte, acorda tarde (fica a dormir depois do leite das 7h da manhã). Vai para a cama sem birras, adormece sozinho ou ao colo, e só nos dificulta um pouco (pouquinho mesmo) a vida se estamos fora de casa ou se fica com os avós, pois quer ficar na galhofa até mais tarde. Não podiamos pedir mais.
- depois de uma 1a gravidez com sérias dificuldades em dormir, a grávida cá de casa (eu!) tem dormido que nem um anjo de há umas semanas para cá. Provavelmente tem a ver com o cansaço, que é muito (e muito mais do que da 1a gravidez, claro), mas todos sabemos que muitas vezes quanto mais cansadas estamos, pior dormimos. Seguramente tem a ver com ausencia (quase total) de dores nas costas desta gravidez - isto é que eu não sei explicar muito bem. Da outra vez tive imensas dores o tempo todo, sempre a piorar até ao fim, e tinha de dormir com umas 4 ou 5 almofadas para minimizar o dano. Agora, não sei se é de não fazer Pilates, se é de andar o tempo todo com um baby no colo (baixa, pega, levanta, baixa, pousa, levanta, mete no carro, tira do carro e por aí fora...), mas a verdade é que não tenho nem 1/10 das dores. Durmo apenas com a almofada da cabeça (como sempre) e tudo de seguida até ao toque do despertador. E o mundo até parece um lugar mais perfeito quando dormimos bem!
Vamos ver onde é que a baby girl se vai encaixar nesta equação...
Nervos II
E aqueles chicos espertos que em vez de ficar na fila como toda a gente, vão avançando, avançando, a tentar papar os outros e depois metem-se à maluca lá à frente?
Um clássico na A5, sentido Lisboa, em que há fila para seguir para a ponte, e os chicos-espertos avançam pela faixa da direita como quem vai para Alcantara e à última da hora metem-se na fila da ponte. Encravam a fila que já existia, obrigam quem vai de facto para Alcantara a fazer uma travagem brusca, e a vontade que me dá é de sair do carro e mandar uma murraça nestes condutores. Ou enfaixar-me contra eles e causar danos irreparáveis na sua viatura (sendo que a minha sairia intacta, claro). Em vez disso, apenas buzino (mas com convicção!).
Ai que nervoooos que isto me dá!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mais um bom exemplo
E depois vejo na televisão um anúncio de uns comprimidos que fazem emagrecer durante a noite - e ve-se uma menina a ir para a cama gordinha e a acordar toda boazona - e penso, ora bolas-que-este-anúncio-foi-feito-a-pensar-em-mim, que uma pessoa até tem boas intençoes, mas entre ir correr e ficar com bofes de fora, ou tomar uma pastilha, ir dormir na caminha e acordar magra sem mexer uma palha... enfim...
Ainda tenho uns meses para decidir a minha estratégia.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Cenas estranhas que as pessoas fazem no FB
- uma ex-amiga (fazia parte do grupo na adolescência e há uns 10 anos resolveu afastar-se de vez do grupo, sendo que eu nunca mais a vi desde então), mas que é "amiga" no FB, colocou no seu mural uma fotografia sua com o seu namorado de há anos (dos tempos em que éramos todos amigos). De notar que, tanto quanto sei, a rapariga está casada e tem uma filha, e o ex-namorado (com quem mantemos algum contacto, mas ela não) também seguiu a sua vida, e está feliz ao lado de outra pessoa. E assim, out of the blue, ela resolve espetar com uma foto com uns 12 anos, os dois felizes e juntos, como se nada fosse. E eu pergunto, a que propósito?? Saliento também que esta ex-amiga não é pessoa de estar sempre a colocar fotos, sendo até uma presença discreta no FB. Mas desta vez, passou-se.
- quem não é discreta nas fotografias que coloca no seu mural é uma amiga de longa data do meu tio (mulher do melhor amigo de infância), que é por acréscimo, amiga de toda a família também. Muitas vezes frequenta os eventos da família, mas digamos que a ligação que tem com a maioria de nós (principalmente a nossa geração) não passa disso mesmo: conversas de circunstância em eventos sociais. Pois que a senhora não tem mais nada senão ir aos álbuns alheios, retira fotografias nossas (onde ela, leia-se bem, não aparece, e em algumas delas nem estava presente no evento) e coloca no seu mural com comentários a preceito. Uma fotografia minha e da minha irmã surge com o comentário "a fotogenia das manas", outro do meu primo com "o sorriso do futuro tio", e por aí fora num rol de fotografias que não lhe dizem nada, mas que ficam espetadas no seu mural porque ela assim o entende. Alguém percebe esta atitude??
- por último, um candidato a uma posição na minha empresa, que foi à entrevista e impressionou bastante toda a gente (pela positiva). A minha colega mais directa já o conhecia, diz que o rapaz é bom trabalhador, simpático, e que se ia integrar bem na equipa de certeza. Uma vez que eu terei de trabalhar bem de perto com a pessoa que ocupar essa posição, ela sugeriu que o procurasse no FB, para ver pelo menos a foto de perfil. E eu assim fiz. Não é que o rapaz aparece de roupa interior na foto de perfil do FB ? Sim, o rapaz é gay e a foto parece, de facto, tirada de uma revista gay, super artística, a preto e branco, mas ele não deixa de estar de cuecas! E tal como eu, sua possível futura colega heterossexual, vi aquela fotografia, também o nosso chefe (que para o caso não interessa mas que também é homossexual) pode ter a mesma ideia e ficar desde já a saber o pacote que tem o rapaz que vai contratar. Isto é ser profissional? Cabe na cabeça de alguém?
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar VIII
Já deu para perceber que hoje foi dia de passeio. A mais simples voltinha implica fazer e repetir as operações deste post e do anterior umas quantas vezes, o que, com esta pança de 29 semanas (mas que parece mais) não é nada fácil...
Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses antes de voltar a engravidar VII
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Toque azul
Ouço a música e automaticamente procuro o telemóvel por todo o lado, para depois perceber que era apenas na televisão.
Um bocado irritante.
Nabice de mãe de 1a viagem com um filho que anda há pouco tempo
Ainda bem que o fiz apenas em lojas de roupa.
Ainda bem que estamos em saldos e ninguém repara na desarrumação/roupa atirada para o chão.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Regresso ao cinema (ou Baby Girl Santos meets Iñarritu)
1 ano e 4 meses depois de termos ido ao cinema pela última vez (sim, a última vez que fomos foi ver este filme), na 6a feira foi dia de regressar ao cinema - não há razão nenhuma para não irmos, mas nunca se proporciona, da mesma maneira que ainda nunca fomos jantar fora os dois desde que o baby nasceu há mais de 15 meses (mais uma coisa a rectificar até Abril).
Fomos ver este filme.
Gostei muito. Muito mesmo.
Este realizador tem o dom de tocar em certos pontos aos quais eu sou especialmente sensível. E o incrível é que eu vou crescendo, calculo que ele também, os filmes vão evoluindo, mas em cada um há sempre uma cena, um pormenor que se calhar até passa despercebido a muita gente, que me deixa completamente arrepiada.
Há muito tempo que não chorava assim numa sala de cinema (bom, há que dar o desconto devido às hormonas da gravidez...).
O filme, de uma maneira geral, conta a história de um pai. E é incrível como, de facto, a nossa vida muda ao sermos pais.
Não, não estou a falar de acordar a meio da noite, de ter de mudar fraldas, de levar e buscar à escola. Falo da maneira como o nosso centro de gravidade se altera, de como o nosso mundo passa a girar em torno a algo exterior a nós, de como passamos a encarar a vida de modo diferente, de como dia após dia temos de aprender a gerir o medo de os perder, ou de que eles nos percam a nós.
Não sei como iria ver este filme se não fosse mãe, mas acredito que seja um soco no estomago para toda a gente.
E tiro o chapéu, faço uma vénia e atribuo o meu ócar pessoal de melhor actor ao Javier Bardem. Muito do filme se deve também ao trabalho extraordinário deste actor.
Brutal.
Foi sem dúvida um óptimo regresso ao cinema.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Comprei ontem a Visão
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Correr
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Legumes congelados
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Porque estamos em crise...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Coisas de miúdas em que vou reparando, agora que também vou ter uma
"Oh tia, é que a minha mãe não me deixa fazer NADA! Uma seca! Não me deixa arranjar as unhas, não me deixa por risco nos olhos... NADA!"
(dito em tom de super- indignação e queixume)
"Oh Maria, mas que idade é que tu tens mesmo?"
"Tenho 11, tia! Tenho 11!"
Risco nos olhos? Unhas arranjadas?
Aos 11 anos???
Ai.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Coisas simpáticas que ouvi ultimamente
- "Está quase..." ou "está para breve" e outras que tais, esta tenho ouvido a um ritmo de uma vez ao dia, mais coisa menos coisa. E afivelo sempre o meu sorriso amarelo 33 para explicar que não meus amigos, que ainda faltam quase 3 meses, ou 12 semanas, que isto só lá para Abril...
- "estás com as feições diferentes!", que é como quem diz "estás a ficar desfigurada e com cara de quem vai parir daqui a nada", coisa que não vai acontecer, como bem sabeis...
- "Pois... nas gravidezes de meninos as mães ficam mais bonitas!" - olha aqui está uma informação que eu desconhecia e, dado o panorama actual, dispensava...
- "É uma menina, não é? Vê-se logo, você tem a cara cheia de pano!" - de notar que esta foi mandada por um empregado de mesa na casa dos 50/60 anos, e acrescentar que não, não estou com pano nenhum na cara, mas pronto...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Nem devia ser preciso escrever...
32 anos, um filho (e outro a caminho), muitas noites mal dormidas, bastante trabalho e em pleno Janeiro: sair de casa de cara lavada não é opção!
Incrível como basta um bocadinho de nada de base misturada no creme hidratante para marcar a diferença.
Já diz a célebre frase (da Coco Chanel? Não me lembro!) "Não há mulheres feias, apenas mulheres preguiçosas".
Confirma.
No post anterior...
Fez ontem 5 anos que fomos para a Holanda, faz hoje 5 anos que chegámos a Rotterdam.
(isto porque sei que houve quem não percebesse o post porque não reconheceu a cidade da foto!)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Hoje
Removi os tags...
(um à parte: o meu FB é em ingles, como se diz "tag" em portugues?? Etiqueta? Marcação?)
Não, não teve nada a ver com o meu post de há uns dias atrás, do reecontro com a colega de infancia-gira-como-tudo-e-com-uma-vida-aparentemente-perfeita.
Teve a ver com duas situaçoes que ocorrem na actualidade, de que tomei consciencia em conversa com amigas.
A primeira é a de que hoje em dia o FB é uma ferramenta de trabalho. Os empregadores pesquisam os perfis de possíveis candidatos no FB, verficam redes e amizades e sites procurados, e claro, também as fotografias. Mais do que uma rede "social", no sentido de "vida social" do termo, é uma rede global. E uma coisa são os amigos-amigos, outra são os colegas de trabalho, e ainda mais os patroes.
A segunda teve a ver com o recente crime ocorrido em NY, de que tanto se fala na comunicação social. Vi há uns dias na televisão fotografias do alegado autor do crime, retiradas da sua página do Hi5. Ele descontraído em casa de amigos, na praia, em jantaradas... Ocorreu-me que toda a gente tem acesso a essas fotografias, não apenas os amigos do rapaz, e havendo um tag é muito mais fácil aceder a elas. Não vá eu um dia tornar-me uma pessoa famosa (definitivamente não pelas mesmas razoes do que o rapaz em questão, bem entendido) não quero cá os jornalistas a cuscar as minhas fotografias a torto e a direito!
Numa situação normal não me chateia nada que vejam as minhas fotografias, mas escusam é de estar associadas à minha conta. Porque quem me conhece mesmo, e é meu amigo, consegue sempre ver todas as fotografias, sendo eu que as coloco ou não, e tendo ou não o meu tag para me identificar.
E é também uma maneira de proteger os outros à minha volta, pois se a foto tem o meu tag fica acessível aos meus amigos - não só a foto, mas todo o álbum, mesmo aquelas em que não apareço. Dependendo do nível de privacidade escolhido por quem cria o álbum, se tiver o meu tag, o mesmo pode ficar acessível a todos os meus amigos, pelo que os amigos da Holanda podem ver toda a festa de anos em casa da prima, os colegas do colégio podem cuscar toda a minha passagem de ano, a família pode ver todas as fotos daquela festa na adolescencia...
Por tudo isto, ficam já os meus amigos facebokianos avisados, não há qualquer problema em marcar (etiquetar?) fotos minhas, mas mais tarde ou mais cedo os tags vão definitivamente ser removidos...
domingo, 16 de janeiro de 2011
Regresso aos saldos ou o drama da roupa de menina
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Cansaço? Distração? Ou pressa?
Nem reparei, só quando cheguei a casa é que vi uma meia lavadinha em cima da cama...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Como destruir a imagem da sua própria empresa
Tiro certeiro (no próprio pé).
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Das voltas da cegonha em 2011
Dos outros que estão para vir, até agora temos a confirmação de 3 rapazolas, mas ainda há sexos por confirmar.
Vamos lá ver se a minha miúda gira vai ter companhia com as bonecas, ou se está mesmo destinada a ficar na baliza (ou mesmo no banco dos suplentes!) tardes a fio...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Dos saldos
No domingo, ao fim de 5 dias fechada em casa, resolvemos dar uma voltita pelo centro comercial mais próximo (para não apanhar frio) e meter o nariz nos saldos, essa grande época para toda e qualquer mulher.
Já houve alturas da minha vida em que me foi muito difícil fazer compras. Como não tenho um corpinho de Kate Moss (mesmo!) de vez em quando a moda dá uma volta e não há nada que me sirva/fique bem: ou bem pareço uma bola, ou bem pareço um quadrado, ou bem pareço (guess what?) grávida! Problema resolvido nesta época de saldos: nada como estar grávida para poder de facto seguir a moda à risca. Ele é vestidos, ele é leggings, ele é tops estilo anos 80, you name it, que posso vestir tudo, pois não tenho de disfarçar o meu maior problema que é exactamente a barriga.
Certo? Errado!
Vou aos saldos e não vejo nada de jeito. Nada. Havia uns vestidos de malha que eu já tinha visto no Natal, devem-se ter evaporado, ou estão guardados para depois, porque deles, nem rasto. De resto, loja após loja, a mesma desilusão.
E eu até sou pessoa de apreciar uma boa feira, não me deixo impressionar com a roupa em montes.
Ainda assim, nada.
Minto. Vi umas leggings de grávida de que gostei, que até estavam com 30%, mas custavam 50 euros! 50 euros por um par de leggings que daqui a 3 meses já não visto? Não me parece.
Adiante.
Passemos à secção de criança a ver se temos sorte.
Até há pouco tempo o meu "problema" dos saldos era ter um filho rapaz.
Ora bolas, que há muito mais coisas de menina, certo?
Errado.
Ou tive um grande azar, ou então o problema sou mesmo eu. Mas não havia nada de jeito! Preciso de babygrows quentinhos para ele - não há. O tamanho maior era 6-9 meses.
Vou ver qualquer coisa (eu disse "qualquer coisa", menos exigente que isto não dá!) gira para ela - tudo feio de fugir. Mentira, havia coisas muito giras e fofinhas... da nova colecção!
Foi giro.
Acabámos a sessão no Continente, e aí sim, encontrámos roupas para eles de jeito. Trouxemos duas camisolas em saldo, e o resto ao preço normal, que é muito mais baixo de qualquer modo, pelo que compensa!
Ontem chegou também a encomenda da Verbodet, que foi a primeira ida aos saldos, ainda que virtual. O meu vestido cinzento, é quase branco (o que faz levemente pensar que estou de camisa de noite, haja paciencia!). As jardineiras tamanho 2 anos dele, a pensar no futuro, são exactamente da mesma largura que as de tamanho 1 que ele usa agora, apenas mais compridas. Os miúdos este ano só esticam, não alargam? Não percebo. Pelo sim pelo não vou po-las a uso, não vá para o ano ficarem na gaveta. Salva-se a roupa da miúda, que como ainda não nasceu, não faço a menor ideia se está grande ou pequena, pelo que é perfeita (e não, não é cor-de-rosa)!
Ainda muito desconto está para vir, ainda a procissão vai no adro, mas por enquanto estes saldos, com tanto potencial, estão a ser a desilusão do costume...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Agora sim,
Estou de volta à realidade, à rotina, ao trabalho-escola-supermercado-casa e todas as outras componentes do meu dia-a-dia.
Da pneumonia posso dizer que não é uma experiencia agradável.
Surpreendeu-me grandemente a facilidade com que se apanha a coisa. Sim, estava com uma tosse cavernosa há 1 semana, que às vezes parecia que me ia saltar um pulmão ou qualquer outro orgão interno, pela boca; mas ainda assim, não tive 1 grau de febre, não estive de cama, nada. Um dia estou a trabalhar, no outro acordo e vou a caminho das urgencias sem me conseguir mexer. Giro. Ainda para mais grávida de 25 semanas. Ainda mais giro.
A noite de 2a para 3a foi assim o mais próximo de um pesadelo, sem me conseguir mexer e com dores insuportáveis, a insistir em dormir virada para o lado esquerdo (como diz que o bebé mais gosta) que era exactamente onde se encontrava a dita cuja.
Ainda assim, acordámos todos, tomei banho sabe-se lá como (uns 10 minutos para tirar a roupa, outros tantos para entrar e sair da banheira), vesti-me (outra eternidade), e só quando estava a pentear o baby, com as lágrimas a correr cara abaixo, é que me apercebi que se calhar, não era boa ideia ir a conduzir leva-lo à escola. Enfim.
Continuo a tomar o antibiótico, ainda tenho alguns vestígios de tosse e ranhoca, não me sinto capaz de ir correr a maratona, mas já estou praticamente boa.
Há uns dias atrás falei dos benifícios de estar grávida no inverno, mas sinceramente, esta da pneumonia apanhou-me na curva. No verão temos os pés inchados e está calor e tal, mas vamos para a praia e comemos gelados. No inverno, apanhamos pneumonia. Neste momento, sinto-me dividida...
Erros a não repetir:
- andar com o sobretudo desapertado, porque não aperta por causa da barriga. Estupidez profunda. Ainda para mais porque tenho um casaco com corte evasé que aperta de facto - só que estava guardado e eu tive preguiça de o ir buscar. Ursice.
- deixar a tosse arrastar até ao limite e não a atacar com unhas e dentes - eu até tomei xarope, mas ah e tal, agora esqueci-me, agora não me dá jeito, ah e tal não gosto de tomar xarope por causa do bebé. Erro. Muito pior que o xarope ou um paracetamol para o bebé, é a mãe não respirar por causa da pneumonia. Diz que os bebés não gostam que lhes falte o oxigénio, vá lá a gente entender...
- ter o síndrome da super-mulher. Eu até nem tenho muito, e farto-me de exigir ajuda, ainda para mais estando grávida. Mas trabalhar dia 24 e dia 31, o que implica acordar por volta das 6h45, e depois deitar-me depois das 4h em ambos os dias, não foi inteligente. E trabalhar na semana entre Natal e Ano Novo, também não. Uma pessoa facilmente se esquece que tem outra dentro da barriga, que nos tira bastante energia e defesas, e depois...lixa-se!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Farta
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Reencontros
Era a típica beta, super beta, de uma família tradicional da linha. Na infancia era a trinca-espinhas da turma, na adolescencia passou a ser a menina gira, que todos os rapazes cobiçavam.
Muito despachada e cómica, sempre bem disposta, nunca foi uma grande amiga, mas sempre nos demos bem. Era na altura péssima aluna, sempre em risco de chumbar, e tinha a verdadeira lingua de trapos: não podia saber um segredo sem que o resto do colégio ficasse a saber também.
Convidou-me para amiga, se não fosse a foto não a reconheceria, já que usa agora o nome de casada.
Está gira, gira, gira que farta. Tem fotos lindíssimas, parece saída de uma revista de moda, com o marido e os dois filhos, também lindos, vestidos de igual. Ele é albuns de fotos tiradas por fotógrafos profissionais - assim os 4 na praia, com ar descontraído e feliz - ele é fotos numa mega casa com um piscinão com um corpo de bikini de fazer inveja a muita modelo, na praia com as amigas e os filhos - igualmente giros os filhos, e magras as amigas apesar de terem tido filhos - ele é fotos em eventos sociais, com roupas lindas de morrer e maquilhagem sem falhas.
Tudo aquilo parece um cenário idílico, digno da revista Karas.
Mandei-lhe uma mensagem a parabenizar pela família fantástica, e ela respondeu que também andou a ver as minhas fotos por esse FB fora.
A maior parte das fotos em que apareço no FB não me pertencem, porque os meus albuns são privados e só os podem ver um grupo restrito de pessoas. A maior parte das fotografias minhas que por lá circulam, foram adicionados por outros.
Fiquei a pensar na imagem com que ela terá ficado minha.
A maior parte das fotos em que apareço são: 500 fotos na discoteca mais deprimente de Lisboa em Maio de 2009, em que estou grávida mas não parece (pareço apenas gorda), branca, suada, no meio de muita malta com diferentes niveis de alcoolemia, a cantar em plenos pulmoes, a imitar guitarradas e a espetar o dedo no ar, que é o que se faz ao som de música dos anos 80 da boa; outras tantas de um album a gozar criado pela minha prima, em que a minha cara aparece em corpos alheios, desde bailarina de lambada, anuncios dos anos 50, Jackson's 5, Bonnie&Clyde e o que mais houver; algumas (muitas) do tempo da infancia desdentada (estas não há problema, ela lembra-se de mim assim); eu a dançar em vários casamentos, já de sapatos rasos e ar desgrenhado de fim da noite (e o raio das fotos que nos tiram a dançar, em que estou sempre com caretas, inevitável...); eu em diferentes eventos com a mesma roupa (tipico meu: casamento em 2007 e batizado em 2010 e eu com o mesmo top - que já tinha levado a um casamento em 2004 e outro em 2005 mas que não aparecem no FB, menos mal - casamento em Maio e outro em Setembro de 2010, eu com o mesmo vestido roxo que já aqui mencionei); eu de bigode num jantar de amigos; e para acabar as fotos mais recentes que aparecem num álbum cujo título inclui palavras como "mamas", "chantilly", "Carlos Paião" e "caixão"!
Se calhar era melhor ter deixado tudo como estava, e ignorar o seu pedido de amizade, a bem da minha reputação...
E pronto...
Eu trouxe uma grande carraspana de 2010, que já devia ter percebido que está completamente out e seguido a sua vidinha. Mas pois que aqui continua para me chatear a cabeça, pois não posso enfiar com uma boa dose de medicamentos no bucho a ver se isto passa de uma vez.
Dos festejos do fim de ano posso dizer que correu tudo pelo melhor. Fizemos uma espécie de inauguração da casa nova e ficámos a saber quantas pessoas cabem realmente cá em casa - temos de esperar pelo Verão para grandes jantaradas, pois sem poder usar a varanda como deve ser às tantas fica complicado. Mas acho que correu bem e dentro do estilo acabou por não dar assim tanto trabalho porque cada um trouxe uma coisa, e cozinhámos à mesa.
O nosso baby foi o ovo podre da noite, foi-se deitar eram umas 22h, mas havia mais criançada para compensar a falta. Houve bater de panelas, houve criançada a correr e a asneirar pela casa toda, houve jogatana de Buzz como se não houvesse amanhã, houve 1000 conversas cruzadas e inacabadas, babies a dormir nos colos das mães e babies acordados (até às 4h da manhã, hei!), muitos legos, hamsters de brincar, pratinhos e colheres, peluches e carrinhos espalhados pela sala, e claro, muita boa disposição para todos nas boas-vindas a 2011!
Para o ano há mais!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O meu 2010
Alguns pontos altos, sem ordem de importancia:
- o ano começou com os meus últimos meses de licença. Comecei o ano com um bebé pequenino, acabo com um rapazola cheio de caracóis, que faz gracinhas e começa a dar os primeiros passos. Dizem que o 1o ano de vida de um bebé é o mais importante, eu confirmo que é uma viagem alucinante. O fim da amamentação, os dentes, as gracinhas, a entrada para a escola, os novos alimentos, as doenças, tudo vivido pela primeira vez, tem um impacto muito especial na nossa vida. E ve-lo a fazer graças quando sabe que tem assistencia, a voar para os braços das pessoas que conhece bem, a descobrir como funciona um brinquedo, a saltar de alegria agarrado às grades da cama quando o vamos buscar de manhã, a olhar para mim com cara de asneira, a fugir pela nossa cama fora todo nu depois do banho... são apenas pequenas coisas, mas fazem o meu dia
- comecei a trabalhar em part-time, o que me permite organizar a vida de outra maneira, e dedicar-me um pouco mais (e a partir de agora, mais) àquilo que gosto mesmo de fazer
- a minha mãe passou pela pior fase da sua vida, pelo menos de que eu tenha memória, mas agarrou o touro pelos cornos e fez das fraquezas forças para não só fazer frente à doença, mas por arrasto, resolver uma série de coisas que estavam mal na sua vida. Passou (passámos todos) um mau (péssimo) bocado, mas ultrapassado o cabo das tormentas, acabou por correr tudo o melhor possível.
- em Março nasceu o meu primeiro sobrinho por afinidade, o tal que é sobrinho por todos os lados, filho de dois melhores amigos que são também cunhados. Um sobrinho fantástico, cheio de personalidade e meigo como só ele (mas de um meigo-brutinho, mesmo de rapazola), que me faz a maior festa, dá saltinhos quando me ve, dá-me abraços e encosta a cabeça no meu ombro, e é um grande amigo do primo (apesar das caroladas que apanha de vez em quando...). Uma alegria imensa.
- uma surpresa para todos foi a nova gravidez com que este ano nos brindou. Tão inesperada e arrebatadora, que nem tenho palavras. Nas primeiras semanas demorei a digerir a notícia, mas ao fim de tres meses já não me imaginava mãe de apenas um bebé. E é uma alegria e um privilégio poder outra vez ouvir um coração a bater pela primeira vez, sentir os primeiros movimentos, ter novamente um bebé na barriga. Diz que um é pouco e dois é bom, eu confirmo: dois é óptimo! E eu sei que a parte mais trabalhosa ainda aí vem, mas há lá coisa melhor do que embalar um bebé e sentir outro a mexer na barriga? Por muito pouco prático e cansativo que seja ter duas gravidezes de seguida (que é), há prazeres que são irrepetíveis...
- este ano trouxe também a alegria de vir a ter mais um sobrinho, e de estar grávida ao mesmo tempo do que a minha irmã mais velha.
- realizaram-se dois casamentos de pessoas importantes. O primo mais novo, eterna criança, que vai também ser pai ao mesmo tempo que nós (se bem que ele bem pode casar, comprar casa, ter filhos, para mim há-de estar eternamente de calçoes a brincar em casa da nossa avó ao sábado à tarde); e dois grandes amigos que ao fim de anos de namoro e vida comum e dois filhos, resolveram dar o nó num dia super emocionante. Foram dois dias inesquecíveis e só tenho pena é que tenham passado tão rápido...
- na categoria batizados também foi um ano cheio: começou com o do baby Tanaka, que foi um dia muito especial para nós, não só por sermos convidados a partilhar esse dia com a família e amigos mais chegados, mas também porque a festa ocorreu em casa de uma grande amiga de infancia da minha mãe, de quem sempre ouvi falar com muito carinho e saudade, e que pude finalmente conhecer. Seguiu-se o batizado do meu filho, que apesar de todo o trabalho e logistica envolvidos, valeu bem a pena - foi um dia fantástico, com a maior parte das pessoas importantes para nós e vai para sempre ficar na nossa memória. Por último fui finalmente madrinha da minha afilhada, que antes de o ser já o era, mas foi um momento muito importante para mim se-lo oficialmente.
- comprámos, finalmente, a nossa 1a casa! E ao fim de anos a viver sempre em casas de outrem sabe bem pensar que esta é mesmo nossa, que podemos fazer o que quisermos, que podemos investir em melhora-la, podemos finalmente assentar arraiais.
Acho que não posso pedir mais.
Mandem vir 2011, que cá estamos para o receber!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Diz o site de grávidas...
Olha a espertalhona, com papilas gustativas prontas a apreciar as iguarias de Natal!
Deve estar em extase a pensar que é sempre este festim!
Mas não, minha amiga... mais 5 dias de farra e entramos nos eixos, combinado?
Para o ano há mais. Daqui a 2 anos para ti, ok?
Grávida de Inverno - so far so good
E confirma. Grávida no Verão, no que depender de mim, nunca mais.
Vamos por pontos.
Coisas melhores:
- a ausencia de calor que nos incha até aos cabelos, e que me faz ficar com a tensão baixa, logo com muito menos energia
- tenho menos frio do que o costume
- conseguir usar os collants de descanso que não só previnem as varizes mas também ajudam a suportar o peso extra
- os 1000 acessórios de grávida, cinta, collants, calças até ao pescoço, tudo isso faz um calor de morrer e agora não se nota tanto
- não apetece comer tantas saladas, coisa que quem não está imune à toxoplasmose, como eu, não pode comer fora de casa. Também não apetece a cervejinha do fim de dia, nem as conquilhas, nem a mariscada na esplanada. As comidas de Inverno são mais amigas da grávida
- passar o Natal grávida e já receber presentes para o bebé, dá jeito. Assim em vez de 1 época a receber presentes (no nascimento) ficamos com 2.
Coisas piores:
- calhar a altura dos enjoos em pleno Agosto, ainda com calor. Muito mau
- ter de andar com os sobretudos desapertados (mas também não tenho muito frio)
- o Natal senhores, o Natal (no sentido de ganhar kilos demais)
- com este tempo ainda não fiz caminhadas, e sinto a falta
Sei que ainda me faltam os últimos meses, mas acredito que a minha opinião se vai manter. Saldo claramente positivo.
Depois deixo o meu testemunho sobre Ter um bebé no Outono versus Ter um bebé na Primavera.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Ressaca pós-Natal
Não sei se foi da quantidade obscena de rabanadas e filhoses, mas hoje o esforço que fiz para arrancar este corpinho da cama foi descomunal.
Que preguiçaaaaaaaaa...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Bom Natal!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Cartão Viva
Se me virem com um olho negro...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Troca de presentes do amigo invisível
Relembro que o rapaz anda ainda na creche, mais concretamente, no berçário!
Comprei um brinquedo para os dentes, já que deve ser o denominador comum na turminha dele.
Nem 14 meses tem, e já ando a comprar presentes em nome dele.
Está mesmo a ficar igual ao pai!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ema
A questão dos nomes dos filhos é afinal muito mais complexa do que me parecia há uns anos atrás.
O nosso nome é a nossa identidade, diz muito daquilo que somos.
Simpatizamos com um nome porque o associamos a uma pessoa, detestamos outro porque odiamos quem o tem.
De repente, temos o papel de escolher o nome de uma pessoa.
Toda a vida os nossos filhos vão viver sob o peso da nossa escolha.
Vão repeti-lo ao longo da vida, escreve-lo vezes sem fim.
Uma responsabilidade, portanto.
Eu gosto muito do meu nome, o que faz com que a responsabilidade seja acrescida.
Acho um pesadelo viver a vida toda com um nome que se detesta. Ou a vida toda a explicar o seu próprio nome, e a dizer como se escreve.
O nome da nossa filha veio ter connosco há muito tempo, muito antes sequer de ter engravidado da 1a vez.
Li-o numa mailing list de crianças e chamou-me a atenção. Comentei com o Te, que gostou, e o assunto ficou por ali.
Tal como o nome de rapaz (que o Te não queria por), eu também já tinha um nome de rapariga escolhido há muito tempo.
Quando engravidei da outra vez, ainda antes de saber o sexo, perguntei ao Te se podia ser esse o nome, caso fosse uma menina. A resposta dele foi "então não ia ser Ema?". Confesso que já nem me lembrava, e não pensei que ele se lembrasse.
Durante os primeiros meses da outra gravidez fizemos listas de nomes, discutimos o assunto, tirámos à sorte, comparámos compatibilidades - tudo com nomes de rapazes.
O de rapariga, apesar de nunca termos dito a ninguém, estava escolhido.
Falámos com muita gente sobre o assunto, e a verdade é que nunca o nome foi mencionado por nós, nem sugerido por ninguém.
Desta vez a conversa não surgiu tantas vezes, porque lá está, antes de saber o sexo nem vale a pena estar a adivinhar. Assim como assim, o de rapariga estava escolhido, e o de rapaz estava tão longe de escolhido que nem valia a pena falar no assunto. Se fosse rapaz aliás, seria um problema, porque foram tantos os nomes referidos da outra vez, que ia sempre soar a 2a escolha...
Quando saímos da eco na semana passada, eu ainda abordei o assunto mas o Te disse que precisava digerir o facto de ser menina primeiro, que falariamos no nome depois.
Foram dois ou tres dias a consolidar a ideia cá em casa, e no domingo fizemos a divulgação oficial.
Sinceramente, prefiro anunciar o nome quando já temos a certeza, quando é definitivo.
Se damos várias hipóteses, tipo "estamos a pensar em Joana, ou Maria ou Beatriz" logo chovem os bitaites que não ajudam nada e só criam mais confusão: "ai Joana não, que era uma ranhosa da minha turma, Beatriz é feio e Maria é o nome da cadela da minha avó!" .
Assim, quando anunciamos oficialmente o nome, a malta apenas diz "gosto ou não gosto", ou faz comentários tipo "é diferente/não estava nada à espera" para não dizer que não gosta, mas guarda para si o facto de achar que é nome de tartaruga, ou de ter conhecido uma assassina em série com o mesmo nome.
Não tendo nada a ver, Ema segue exactamente os mesmo critérios que o nome do nosso baby grande: é suficientemente normal para não ter de o repetir 3 vezes nem explicar como se escreve, é suficientemente diferente para não haver 5 com o mesmo nome na turma, e não tem diminutivos óbvios (aliás, acho que não tem diminutivo, que não dá para ser um nome mais pequeno!).
Para nós, é perfeito!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Planos a longo prazo
Isto é que é organização!
Tudo planificado com a devida antecedencia, sim senhor, para depois ninguém se queixar de ah e tal é muito em cima da hora.
20 anos. Quando dermos por ela... já lá estamos!
Pergunta natalícia para as mães com crianças pequenas (ou bebés grandes, como preferirem)
Qual a solução?
Como fazem nas vossas casas? A árvore fica inacessível ou optaram por decoraçoes que não de partem? E luzes, sim ou não?
E onde colocam os presentes que normalmente estão debaixo da árvore?
Fizemos a nossa no domingo. A minha ideia era este ano ignorar as bolas e ficar só com umas decoraçoes de madeira (mínimas, que de tão pequenas nem deve fazer mal engolir), as luzes, e uns guizos grandes, que fazem o papel de bolas, e que tiveram o maior sucesso.
O Te achou pobrezinha, e lá testou a resistencia das bolas, de são de plástico e amolgam sem partir.
Dobrámos os cantos dos ramos para o baby não conseguir arrancar.
Pensámos colocar a árvore em cima de uma mesa, mas quanto mais alto se sobe, maior a queda, e achámos melhor deixa-la no chão (não é grande, dá-me pelo ombro).
Resultado: agarra-se aos ramos para se por de pé ( o que prova que já se poe de pé quase sozinho, porque os ramos não lhe dão apoio nenhum), abana os guizos com toda a força e fica furioso porque não saem dali, ignora os bonecos de madeira (ou engole-os sem eu dar por ela, também é possível), arranca as bolas do casquilho que prende ao fio e brinca com elas pela sala toda, atira-se para cima da árvore para alcançar a bola/guizo que pretende.
A árvore balança, balança, mas até agora, não caiu.
Sempre pendurei pais-natais e sinos de chocolate na árvore, mas acho que este ano, vou passar...
Agora tenho a mesa da sala cheia de sacos com presentes, uns embrulhados, outros não, mas não me parece boa ideia po-los no chão em volta da árvore...
Como é nas vossas casas?
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Assim é complicado...
Surreal, é o que posso dizer.
Ainda dos presentes de Natal
Balanço claramente positivo, se bem que com a empreitada de trabalho que (espero eu) se avizinha, não vou mesmo ter tempo para mais.
Em breve farei um post com calma, dedicado ao Natal e aos presentes de Natal, agora só queria partilhar o que me aconteceu ontem - porque é Natal, e isso nota-se nos pequenos pormenores.
Fui comprar os tais 12 presentes que faltavam ontem à noite - já em anos anteriores registei que ao domingo à noite é a melhor altura para ir às compras nesta altura, pois está muito pouca gente. Não fosse o cansaço inerente à minha condição, e a minha nabice em deixar o carro num sítio completamente diferente do costume o que me fez andar às voltas à sua procura de carrinho em punho, e tinha saído de lá fresca que nem uma alface, sem ter de procurar lugar de estacionamento nem esperar horas em nenhuma fila de nenhuma loja.
Ora, estava eu na Fnac, já com 4 sacos de compras de outras lojas, a lista de pessoas que faltavam, mais uma bela quantidade de artigos para comprar quando vejo que afinal, não tenho 4 sacos de compras anteriores, mas sim 3. Devo ter pousado tudo para me ajeitar, e deixei ficar para trás o presente do amigo-invisível da única troca de amigos-invisíveis que vou fazer este ano.
Não vou dizer de que loja era, mas posso dizer que qualquer mulher, olhando para o pacote, gostaria de lhe deitar a mão.
Raios, pensei, já fui.
Andei às voltas à procura e nada. Olhei para as mãos das pessoas, nada. Perguntei a uma menina que lá andava e nada, mas aconselhou-me a perguntar na banquinha de informaçoes mais próxima. Fui lá, não estava ninguém. Olhei para dentro da banca, nada.
Raios, pensei outra vez, anda uma pessoa a contar os euros para gastar o mínimo e depois tem de gastar o dobro numa lembrança, por uma estupidez...
Antes de sair, a soltar fumo pelo nariz de raiva e nervos comigo própria por ter largado um presente assim, resolvi passar noutra banca a perguntar se por acaso não tinham deixado ali um saco da loja X (que o senhor pediu para repetir, claro, se fosse mulher saberia de que loja falo!). Eis se não quando ele vai lá atrás à zona da segurança, e regressa com o meu saquinho na mão! :)))
Haja alegria!
Fiquei mesmo surpreendida por alguém ter ido entregar o presente, e fiquei contente porque acho que isto aconteceu, em parte, porque é Natal.
Se calhar a pessoa que o encontrou faria o mesmo em qualquer altura do ano (espero que sim), mas a verdade é que eu não estava nadinha à espera, e quando vi o saco pensei "só mesmo no Natal!"
sábado, 11 de dezembro de 2010
12 more to go
Onze de Dezembro...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Coisas de filho
Isto... quando está doente.
Depois fica bom, e já não me liga nenhuma. Foge de mim quando o tento agarrar, esperneia para se soltar e ir gatinhar em liberdade.
Treze meses (13!), e já só vem ter com a mãe quando precisa.
Já estava à espera de um dia isto acontecer, mas com sinceridade, não pensei que fosse tão cedo.
Não antes da adolescencia, vá.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Prá menina
Tanto gozei com os comentários do casal que agora vou ouvi-los durante mais um bocado!
Incrível, mas quando estava ali deitada na marquesa, a olhar para o ecrã, pensei que de facto, o sexo não interessa para nada. Só de o ver ali enroladinho, a esticar os pés e a abrir a boca, de ver que está tudo bem, sem dúvida que tudo o resto se dissipa.
Mas foi com grande emoção que ouvimos "é uma menina"! E com alguma estranheza também. Uma miúda? Sabemos lá nós ser pais de uma miúda!
E a partir dali o Dr passou a trata-la por "ela", que "está aqui enroladinha e agora está esticadinha", e nós achámos aquilo estranhíssimo.
Quase dois anos a tratar bebés por ele e agora de repente, temos uma ela!
Mas sim, malta, não há como negar: estou a adorar o facto de ter uma menina.
Por ser diferente (apesar de os imãos serem todos diferentes); por toda a panóplia de roupa linda de morrer que estava guardada da prima à espera de oportunidade (alguma que eu mesma trouxe do Hema - loja preferida da Holanda); por ultimamente terem nascido só rapazes à nossa volta; porque as prateleiras de roupa de rapariga são muitas mais em todas as lojas; porque nos saldos há sempre imensa coisa de rapariga e nada de rapaz; porque daqui a 20 anos vou ter companhia para ir ao cabeleireiro, às compras, à manicure, e vou ter alguém que me de opinioes sobre o que se usa e não se usa (e vou bem precisar, que bem me conheço - a menos que a rapariga vire gótica, alternativa, primitiva urbana, ultra-ecológica ou outro qualquer estilo de vida que não se compadeça com o acima descrito. Raios. Se calhar é melhor arranjar outra, pelo sim, pelo não); porque assim, fazendo tão pouca diferença de idades mas sendo de sexos diferentes, estarão menos sujeitos a comparaçoes (se fosse outro rapaz seria inevitável comparar, as pessoas comparam entre primos, imagino entre irmãos!); porque assim crescem a vida toda habituados a conviver com uma pessoa de sexo diferente, e há-de haver um alegre convívio entre bolas e nenucos, carros de corrida e carrinhos de bebé - enfim, todo um equilíbrio que só faz bem a um e a outro. E aos pais também.
Se ficávamos felizes com outro rapazola? Claro que sim, e muito. Mas estamos muito contentes por ter saído uma menina na rifa.
E é assim, meus amigos, que um casal como o Te e eu, giros, jovens, modernos e cool, que viveram no estrangeiro e tudo, ficam de repente com um belo casalinho de filhos, tudo dentro dos conformes, com o menino mais velho para proteger a mana como manda a lei.
Somos oficialmente um super, ultra, mega cliché!
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Do trabalho
Sou muito solidária com quem trabalha nos centros comerciais e tem dias horrorosos nestes feriados de Dezembro.
Dia mais chato, clientes mais chatos, reunião mais chata...
Chiça que nunca mais acaba.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Pró menino e prá menina
A 2a gravidez é bem diferente da 1a em algumas coisas (não muitas), e esta é uma delas.
Começamos com as reaçoes dos outros.
Como seria de esperar, seguindo a tradição bem portuguesa do "casalinho" (termo mais irritante, vamos ser honestos), são poucas as almas que não me perguntam "então agora vem a menina?", como se de uma obrigação se tratasse. Se à primeira é completamente indiferente, à segunda, não tem nada que enganar. Vir outro rapaz será estragar a hipótese do casalinho, e isso, meus senhores, não é bonito.
Sejamos sinceros, eu enquanto Mary, quero qb que seja uma menina. Para fazer o casalinho? Não, porque, como li num comentário genial num blog alheio, "não estou a pensar fazer criação", pelo que não preciso de um casal para coisa nenhuma.
Enquanto mãe, quero muito que venha um rapaz.
Passo a explicar.
Desde que engravidei desta segunda vez desenvolvi duas teorias opostas, que me vão permitir ficar igualmente feliz no dia em que souber o sexo deste baby.
Olhando à minha volta, acho que uma filha faz falta a qualquer mulher. Ah e tal, e os rapazes são mais chegados às mães (se é assim, nem quero pensar numa menina, que o meu rapaz é tão agarrado a mim que nem sei, uma miúda nem lhe devo por a vista em cima), e isso é tudo muito bonito, mas enquanto são crianças.
Depois crescem, e as mães envelhecem. E precisam de ajuda para escolher roupas adequadas a determinadas ocasioes, e precisam de opinião para mudar de visual, e precisam de companhia quando se sentem em baixo, e precisam de mandar bitaites a torto e a direito (é inato, está na massa do sangue das mães) em casa dos filhos e isso não funciona quando apenas se tem noras. Todas as mães que eu conheço que tem o famoso casalinho ou filhos rapazes e apenas 1 rapariga, acabam por contar muito mais com a ajuda da filha do que dos rapazes.
E nos casamentos, qual a mãe que tem mais protagonismo? A mãe da noiva.
E quando chegam os netos, em casa de quem os deixamos mais facilmente e com mais à vontade? Em casa das avós maternas.
Esperta foi a minha mãe, que à falta de 1, teve logo 3.
Por tudo isto e muito mais, eu sempre disse que se tivesse filhos de um só sexo, preferia que fossem raparigas. Como isso não vai ser possível, gostava de ter pelo menos uma.
E como não penso ficar por aqui, não precisa de vir a miúda agora, mas para o próximo a pressão, há que admitir, será muita.
Por outro lado, enquanto mãe, e acho que acontece a todas, não me vejo nada mãe de uma rapariga. Não sei o que isso é, e no meu íntimo acho que nasci para ser mãe de rapazolas, para jogar à bola todos os dias, para ter brincadeiras parvas e brutas, para fazer braços de ferro e não me preocupar com laços e bandoletes.
Por eles, espero que seja outro rapaz. Fazendo uma diferença de idades tão pequena, acho que vai ser muito mais giro pela vida fora.
Sendo um rapaz e uma rapariga, acho que há mais probabilidade de se virem a separar na adolescencia.
Penso nos "casalinhos de irmãos" mais crescidos, e vejo que aqueles que continuam a dar-se o fazem, em parte, porque os respectivos conjuges se dão bem também. Ora eu dou-me com as minhas irmãs, e combinamos cenas, e telefonamos, tudo à margem dos maridos.
Não quer dizer nada, eu sei, mas acho que dois rapazes tem mais probabilidade de serem os melhores amigos, hão-de sempre ter-se um ao outro para ir ao futebol e ir beber uma jola depois do trabalho.
A tudo isto, posso juntar a minha intuição maternal.
Eu tenho um feeling tão grande, mas tão grande, que há dias em que tenho a certeza absoluta que é rapariga, e outros em que juro a pés juntos que vem daí um rapaz.
Isto tudo para concluir, que sim malta, tal qual da 1a vez, o sexo é completamente indiferente.
O importante - olha o cliché - é que venha com saúde. Mai nada.
Fim-de-semana em festa
Bolos de chocolate, baba de camelo, crumble de frutos vermelhos, profiteroles, you name it. Tudo dias antes de ir à médica e à implacável balança. Raios.
Mas foi também fim de semana de: no sábado, viagem até ao Alentejo com a minha grávida gémea, duas horas de viagem para lá e para cá sob o tema de bebés, parto, estrias, cintas, padrinhos, tios, hospitais, ecografias, médicas and so on (sem chatear ninguém com a conversa mono-temática, porque dentro do carro iam só interessados na matéria), almoçarada da boa, jogatana em volta da mesa a tarde toda, o baby perseguiu a gata como se não houvesse amanhã e andou atrás dela o tempo todo a dizer "cão, cão", jogou à bola com maçãs e laranjas, tocou viola com o primo mais velho, e não dormiu nada a tarde toda. Passámos a noite os dois sozinhos na casa nova. Domingo, almoço de raquelette (não sei como se escreve) com famelga do Porto (e direito a conhecer o novo elemento), e tarde de converseta com todos, que o dia estava mesmo a pedi-las.
Em grande.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O Elefante gosta mesmo é de viajar
Sim, eu sei que ainda tenho algumas caixas por abrir, mas bolas, já tenho imensos livros nas estantes, e do Elefante, nem rasto...
Viver numa casa nova (para nós)
A mão apalpa a parede em busca do interruptor que está do outro lado.
Ponho água fria no duche, em vez de quente (na casa antiga a torneira estava ao contrário).
Abro armários na cozinha à procura dos copos.
Apago luzes nos interruptores errados.
Confundo os quartos.
Mas aos poucos, o cheiro da obra vai desaparecendo.
O frio deixa de se fazer sentir.
Começamos a ter rotinas, hábitos, costumes diferentes dos que tínhamos antes.
Gosto.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Constatação
Não faço ideia se alguma vez cheguei a escrever sobre isto aqui, mas também não vou agora procurar.
Quando estava na Holanda cheguei à conclusão que a ideia que fazemos de nós mesmos, que fomos construindo ao longo da vida, com base na nossa experiencia, na opinião dos outros, e também nas características das pessoas que nos rodeiam; acompanha-nos ao longo da vida, mesmo que deixe de fazer sentido.
Passo a explicar.
Toda a minha vida, nunca me considerei uma pessoa baixa. Digo mais, eu não sou uma pessoa baixa. Nunca fui a mais alta, é certo, mas sempre estive no grupo das pessoas mais altas. E esta é a ideia que tenho de mim.
Um dia, ainda na Holanda, resolvemos começar a medir as pessoas do escritório - que são de muitas nacionalidades diferentes, maioritariamente europeias - porque queríamos tirar a teima de quem é o mais alto (porque havia mais do que uma pessoa a rondar os 2 metros de altura - não estou a exagerar - e daí partimos para medir todos e mais alguns).
Qual não é o meu espanto quando, num grupo de 20 e tal pessoas, eu sou a 3a mais baixa! Abaixo de mim ficaram apenas uma italiana e uma espanhola, que seriam baixas em qualquer parte do mundo, não apenas na Holanda! Foi estranhíssimo. Pessoas que eu considerava da mesma altura que eu (não estou a falar dos de 2 metros, obviamente), quando medidos correctamente ficavam com um risco na parede um ou dois palmos acima do meu!
E foi nesse momento que cheguei à conclusão que, como cresci rodeada de gente da mesma altura ou mais baixa, como na escola, em casa, na rua, na vida, sempre me passaram uma ideia, quando eu me vi envolvida num meio em que, claramente, essa ideia estava errada - sim, naquele contexto, eu era baixa - nem me cheguei a aperceber! Durante meses o papel das mediçoes esteve colado na parede, mas nem isso contribuiu para eu mudar a minha ideia de mim: eu não sou baixa não senhor, voces é que são muito altos!
Do mesmo modo, cá em Portugal e ao longo de toda a minha vida, eu sou sempre considerada a loura e branca. Tirando as minhas irmãs (e sobrinhos) que partilham o mesmo tom de cabelo e pele que eu (mais coisa, menos coisa), em todos os contextos, eu sou sempre a loura. "A Mary? Qual Mary, a loura?", sou sempre alvo de chacota na praia, porque qualquer um em alguns minutos na praia de Carcavelos poe o meu bronze de 15 dias nas Maldivas no chinelo.
Claro que, quando fui para a Holanda - onde aí sim, as pessoas são mesmo brancas e louras - a minha ideia de mim não mudou. No meio de quase albinos, eu continuei a sentir-me a branca e loura do grupo. Até que um dia, ao ouvir uma colega comentar "sim, não sei quem tem o cabelo da cor do teu, assim castanho claro" (castanho claro, eu? mas eu sou louríssima, please!), cheguei à mesma conclusão... anos e anos de brancura não se compadecem com o facto de depender do contexto.
As ideias que trazia de mim, comigo ficou.
Corresponderá à verdade??
E penso em todos os meninos que me acompanharam na escola, que foram rotulados não só de altos ou baixos, mas de mal-criados, mandrioes, patinhos-feios, gordos, caixas-de-óculos, e penso, será que até hoje tem essa ideia de si mesmos?
Back on tracks
Depois de mais de 1 ano a dormir no quarto dos pais, e 3 noites a "dormir" na cama dos pais (não sei se se pode chamar dormir àquilo que fizemos nessas noites), o rapaz ontem lá ficou de vez no quarto dele, chorou umas duas ou tres vezes durante segundos (à procura da chupeta, imagino eu), nem sequer bebeu leite à meia-noite (anda a rejeitar o leite, não sei se pelo leite ou pelo biberon) e acordou todo bem disposto de manhã.
Um crescido!
Agora, não sei como fazem as mães que deixam os bebés a dormir sozinhos no quarto desde os 4 ou 5 meses. Eu sei que é tudo uma questão de hábito (as mães vão crescendo enquanto mães à medida que os filhos vão crescendo enquanto pessoas - às vezes mais depressa, outras mais devagar), mas ontem quando estava na cama pensei que se calhar não teria sido capaz de o fazer muito mais cedo...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Rádio
A minha coluna é toda XPTO, foi oferecida pela empresa, e é tão inteligente que quando não estamos a ouvir nada durante X tempo desliga-se sozinha.
Já estão a ver o que tenho de fazer N vezes por dia...
Há pachorra? Nope...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Fim-de-semana de mudança
6a feira o baby foi dormir a casa de uns avós, e os outros vieram ajudar-nos a empacotar. Os avós Santos fazem uma bela equipa, empacotaram a cozinha toda, trouxeram coisas que podiam vir andando, embrulharam copos, pratos e sei lá mais o que. Foram embora era 1h da manhã. Eu a essa hora já só fazia disparates: fechava caixas com a tesoura lá dentro, contava horas tipo 1,2,3,7,8. Completamente KO.
Enquanto isso, a noite do baby era quase digna de filme. As 3h da manhã vomitou, o meu pai a querer limpar e... faltou a luz! De manhã sujou a fralda de tal maneira que deixou rasto na cama dos avós, na própria avó, na cortina da banheira... um autentico filme!
Sábado lá vieram os meninos da empresa da mudança, pobres coitados até me dava pena ve-los subir e descer os 3 andares vezes sem fim...
De tarde, veio uma equipa de recepção de avós Santos e tios Marinheiro ajudar a montar tudo (e carregar com coisas também). Entre mesas a passar de uma varanda para outra, a armários que destruiram um pouco do estore, à vizinha da frente que veio dar as boas vindas, à mega-estante da sala que eles desmontaram e não estavam a conseguir montar, decorreu tudo dentro da (possível) normalidade. Nessa noite o baby foi dormir a casa dos outros avós, onde também acordou de noite, com febre e tudo, uma chatice.
Domingo foi passado a arrumar caixas. Eu comecei no escritório, depois o quarto do baby (e gostei da sensação de arrumar as coisas num cantinho só dele), depois a cozinha (o que faltava, que muita coisa já estava arrumada pela equipa-maravilha no dia anterior). O Te passou o dia a montar a mega-estante que os senhores não conseguiram montar (confirma, os móveis do Ikea tem de ser montados segundo as instruçoes, passo a passo), a arrumar a sala e a ir à casa velha recolher o que faltava, que era muita coisa. Ainda assim muita coisa ficou feita, e à noite a casa até estava habitavel.
Coisas essenciais que nos faltam: acabar de arrumar as caixas do nosso quarto, acabar a sala (que está bastante atrasada), e muito importante, comprar os acessórios da casa-de-banho (espelho, armários, cenas para pendurar as toalhas), porque temos o básico na bolsa de toilette, e o resto em sacos, sabe-se lá onde...
Ontem o baby ficou por casa para ver se melhora, e para ressacar dos dias anteriores (fim-de-semana a dormir de casa em casa, com febre, dentes a nascer, rabiosque assado, sem comer nada de jeito, os pais à beira de um ataque de nervos a qualquer momento, coitadito, é normal que se ressinta) mas hoje já foi à escola.
Com muitos pormenores a afinar, é uma nova rotina que se instala.
Hoje é, em parte, o primeiro dia do resto das nossas vidas.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Noite épica
Foi a 1 a vez que dormimos cá os 3, e foi também a 1a noite do baby no quarto dele - ena, ena, que crescido e independente que ele está!
O Te estava muito preocupado com o assunto, com medo de não o ouvirmos se chorasse (ele não ouvia mesmo com o baby na cama do lado), e ainda perguntou pelos inter-comunicadores, que hão-de estar algures, numa caixa qualquer perdida no meio da casa nova.
A casa nova é fria, pelo que pusemos o radiador no quarto dele, que dorme sempre destapado e não pára quieto nem a dormir. Depois ficámos preocupados porque o dito não era usado desde o ano passado, e se queima um fusível, e se explode, e se, e se...
Deitámo-nos vencidos pelo cansaço. Devemos ter dormido umas 2 horas. Chorou. Tentámos dar biberon na cama dele - não quis. Mais viagem, menos viagem, de pijama pela casa fria, pegamos nele e ala para a nossa cama.
Não queria leite, não queria nada, só colo, e chorava por tudo e por nada. Nós sem candeeiros na mesa-de-cabeceira, a ter de levantar para acender a luz de cada vez que ele abria a goela - o Te às tantas foi abrir a caixa para os tirar porque não dava para aguentar.
Resolvemos dar água, a tampa estava mal posta, entornamos água por ele abaixo, tivemos de o re-vestir a meio da noite.
Para completar o rapaz, que já referi aqui que nunca vem para a nossa cama sem ser só para brincar,m resolveu que o melhor era estar mesmo em cima de mim. Chorava baba e ranho de cada vez que mudava de posição (coisa que acontece de meia em meia hora), e depois esparramava-se em cima de mim, como calhava. Perdi a conta às cabeçadas, pontapés, narizadas, encontroes na barriga que levei. E depois, toca de ficar quieta e calada com ele nessa posição estrambólica, para não o acordar e ter choradeira de novo. No entretanto, o outro, coitadito, em forma de protesto, fartou-se de mexer. Foi giro. Foi uma bela noite.
De manhã, não melhorou. Tentei po-lo na cama dele - berros. Berrou durante todo o meu banho. Tive de me vestir com ele no colo. Giro. Vestir collants de grávida com um baby no colo é fantástico, ajuda imenso.
Fui ligar o computador - primeiro dia de trabalho no escritório novo - e havia um cabo mal ligado. Tive de o ir ligar debaixo da mesa, adivinhem, com ele no colo também!
E pronto, pouco passava das 8h e estava pronta a começar (começar??) um dia de trabalho.
Menos mal que estou em casa senão hoje teria mesmo de abusar da maquilhagem (que está sabe-se lá onde...).
E penso em mim quando escrevi o tal post, no cansaço que sentia, na vontade de me meter na cama e dormir como se não houvesse amanhã, que (pensava eu) não ia aguentar nem o esforço de lavar os dentes... que inocente!
Half way to go II
Se tudo correr como da outra vez estamos a mais de meio e já só faltam 19 semanas, mais coisa menos coisa.
Se por um lado apetece dizer "já??", por outro apetece dizer "ainda?"; é que a brincar a brincar, já me parece que estou grávida há uma eternidade.
Pensar no fim de semana em Monchique (em Agosto) que parece que foi noutra vida, e eu já estava grávida nessa altura...
Mas este baby é muito fofo, e ontem à noite mexeu com tanta força que acho que já deve dar para sentir do lado de fora.
Coitadito, devia estar pior que estragado, que este fim-de-semana (que vale post à parte) e esta noite foi de derrubar qualquer um!
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
3, 2, 1....
Ainda falta muita coisa.
Da casa nova, tudo OK.
Com a preciosa ajuda do avo Santos, que tirou um dia de férias para ficar na nossa casa todo o dia, ontem tivemos visita do Sr. Electricista (fichas e interruptores mudados, luzes por baixo dos armários da cozinha instaladas, cabo da tv colocado na calha), do Sr. Empreiteiro (espero que seja a última, desentupiu o cano que provocava a saída de água pelo poliban acima - que, só por acaso, estava cheio de massa de colocar azulejos, imagine-se como foi ali parar - e ajustou o lavatório da outra casa-de-banho), e ainda do Sr. Inspector do Gás (depois do primeiro chumbo, com 1000 alteraçoes a fazer no tubo do esquentador, e até numa gaveta em frente à torneira do gás, passámos com distinção e nota máxima, com zero emissoes de gás pela cozinha dentro).
Agora sim, temos casa pronta!
Por aqui, como já disse 345 vezes, a gravidez e um bebé em casa não ajudam. Por volta das 22h, hora em que numa situação normal estaria com a pica toda para arrumar tudo, estou podre de cansaço, e com muita falta de vontade. Olho para os armários a meio e só me apetece fechar os olhos e acordar com tudo pronto. Já nem temos sítio para por os pés!
O baby, claro, está outra vez com algum dente a aparecer (foi portanto um total de umas 5 noites a dormir bem), e está também a ressentir-se deste stress todo, que o rapaz tem bom feitio e está sempre na boa, mas também não é de pedra. Resultado, hoje, que foi a sua última noite nesta casa que o viu nascer (hoje dorme nos avós), fartou-se de acordar, chorar e sei mais lá o que. Sei que às tantas, eram umas 4h ou 5h da manhã e o Te no mais perfeito desespero pergunta-me onde está o livro do cão (um livro lindo de morrer, com uma cadela grávida e bebés na barriga, que ele adora e costuma ver na cama nestas situaçoes em que acorda e não quer nada) - relembro que temos a casa atulhada de caixas e malas de viagem, e sacos pelo chão, sabia lá eu àquela hora onde estava esse livro especificamente!!! Enfim, lá o encontrou, mas não resolveu, acabando por vir dormir para a nossa cama. Isto dito assim não parece nada de especial, mas quem o conhece sabe que ele nunca, mas nunca, vem dormir na nossa cama - a última vez deve ter acontecido quando ele ainda mamava, pelo que antes dos 4 meses seguramente.
Foi assim sui generis esta noite, e muito boa para recuperar de um dia cansativo para outro dia ainda mais cansativo.
Mas para o bem e para o mal, já falta pouco. Amanhã de manhã todas as nossas coisas estarão a zarpar daqui para fora.
Se vejo tudo pronto... nem acredito!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Nova música de embalar do meu baby
Quando ele nasceu percebi que os bebés não precisam de cançoes de embalar de criança, basta cantar-lhes uma canção calminha que serve perfeitamente.
A primeira e principal canção, que comecei a cantar por acaso e pegou, e que ele até hoje reconhece perfeitamente (mesmo quando pomos o original a tocar!) é o Here Comes the Sun, dos Beatles (numa versão curta e adaptada por mim). Cantei-a vezes sem fim durante os meses de licença, sempre com esperança que o longo inverno acabasse e o sol finalmente aparecesse...
No outro dia re-descobri esta, que não ouvia há anos.
A letra não pode ser mais adequada. Gosto muito.
Vamos ver se o baby novo a ouve também e percebe a mensagem quando chegar cá fora.
Pequeno prazer
Vou levar o baby à escola e antes de sair como só um kiwi, para não sair sem comer nada.
No regresso, já sentada na secretária, regalo-me com uma caneca de café com leite quentinho e duas torradas com manteiga (magra, mas pronto).
Tão bom.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Paradoxo
Uma estreia absoluta.
E perguntam voces: oh Mary, então tens tantos dias livres, porque não tiras esses dias de férias como as pessoas?
E a resposta é: porque na situação actual em que se encontra o país, parece-me mais inteligente fazer pequenas cedencias e mostrar flexibilidade, do que fazer finca-pé que quero tirar férias quando toda a gente tira.
Porque sim, eu também queria tirar férias nesses dias. E sim, vou estar bem chateada e de trombil quando me sentar à secretária.
Mas também não me apetece ser eu a sair borda fora caso haja redução de pessoal, e acho que estes pormenores podem fazer a diferença.
Enfim...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Caixas de mudanças
Mudanças e outras andanças
- fim-de-semana a limpar a casa nova. Já cá deixei o aviso: se engravidar não mude de casa, se mudar de casa, não engravide. Depois não venham com o ah e tal e podias ter avisado...
- reconciliei-me com a casa-de-banho pequena, a verde-escura que fui eu que idealizei e que não tinha ficado fã. Havia um problema estrutural por parte do Sr. Empreiteiro (que merece post à parte) e estivemos vai-não vai para ignorar (a paciencia é muito pouca), mas eu resolvi ligar-lhe e ele lá veio no sábado de manhã acabar o que ficou por fazer. Faz toda a diferença.
- A casa-de-banho grande também ficou gira, gira, e a cozinha ainda mais, ficou mesmo, mesmo gira!
- apesar do ponto anterior, continuamos firmes na convicção de que a nossa próxima casa vai ter de estar renovada quando comprarmos. Não, não queremos perder fins-de-semana sem fim a comprar chão e azulejos e retretes. Temos coisas muito mais giras para fazer, trust me. E não, não nos faz confusão/pena não sermos nós a escolher. Desde que seja giro, pode seguir.
- pormenores que falham: o lava-louça pinga, o lavatório do WC grande também, e no pequeno quando se abre a torneira do lavatório com muita pressão começa a sair água pelo poliban acima. Giro.
- em relação ao ponto anterior, se dúvidas houvesse, deixariam de haver: se estivessemos a pensar tornar-nos proprietários de várias casas para arrendar, já tinhamos abandonado a ideia. Só de pensar na quantidade de pormenores que agora somos nós a tratar e multiplicar por todas as hipotéticas casas que pudessemos ter... blaaaagh. Estamos habituados a chamar o senhorio quando temos problemas, mas agora já não há senhorio para tratar. Seca.
- 5a feira afinam-se os últimos detalhes, temos inspeção do gás, temos mudança das tomadas que faltam , aplicação da calha no fio da tv na sala, e arranjo dos problemas acima indicados.
- sábado temos empresa de mudanças contratada
- já começo a trabalhar no meio de caixas, mas ainda assim apenas temos meia estante vazia. Falta o resto dessa estante, e tudo o resto da casa toda
- desde sábado, com este exercício físico forçado, que durmo que nem um anjo. Nem uma dor nas costas, nem uma insónia, nem uma deixa-lá-por-aqui-a-almofada-a-jeito, nem uma ida à casa-de-banho, nada. Ao baby nasceram dois dentes na semana passada pelo que agora anda a dormir de seguida também. Eu adormeço e acordo na mesma posição. Maravilha.
- incrível a nossa capacidade de acumular tralha. Sem saber bem como, temos uma casa cheia. Em breve, a casa nova, maior, estará cheia também. Raios.
- ainda nos falta muita coisa, mas muita coisa já está encaminhada, e isso é bom!
domingo, 21 de novembro de 2010
14
A ver se me lembro...
sábado, 20 de novembro de 2010
Chegada para 2011 II
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Rugby sub12
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Livros
Interpretei a coisa como "não era altura de o ler", e desisti de o procurar (tinha a certeza que estava cá em casa).
Fui dar com ele tempos depois, dentro do cesto das revistas, bem lá no fundo e devolvi-o à prateleira.
Ontem foi dia de voltar a pegar nele e retomar a leitura.
Vamos ver se o acabo antes de chegar 2011.
Explicação do post anterior
E de repente fez-se o clic. Olhando para a sala eu diria que estiveram aqui a brincar duas ou tres crianças no mínimo, não apenas 1 mísero bebé.
E caiu a ficha - se um só faz isto, será que dois vão fazer o dobro? Não consegui imaginar a sala com o dobro da desarrumação. Pensei, naaaahhhh, impossível, de certeza que os dois acabam por desarrumar o mesmo. Ou não?
Vamos esperar para ver... stay tuned!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Só 1 perguntinha a quem tem mais do que 1 filho
Constatação
O meu bebé ainda não tem quarto, dorme no nosso porque o outro, o "quarto do bebé" que nunca o foi, é o meu escritório.
Na casa nova o meu bebé, que o é cada vez menos, já não vai ter um quarto de bebé, mas um quarto de menino, com bolas, carrinhos, livros e legos.
Quando o novo bebé se mudar para o quarto do irmão, terá um cantinho de bebé num quarto de rapaz (como o mais velho tem um canto de bebé no quarto dos pais), mas não vai ter um quarto inteirinho, todo de bebé, porque já haverá quem o habite, e não será um bebé.
Não me faz pena nenhuma nem nada - até porque estes quartos normalmente são de menina, que pode manter a decoração suave por mais tempo - mas ao olhar para aquelas fotografias, o móbil pendurado, as roupas penduradas direitinhas, o papel de parede fofinho, as cores pastel, todo um ambiente completamente de bebé pequenino de que quase consegui sentir o cheiro - a bebé, já se está a ver - lembrei-me que por cá não há, nem vai haver, nada disso.
Era só.
Erro
Porque é que as pessoas normais esperam mais do que nove meses para voltar a engravidar VI
Esta tinha tanto, mas tanto, pano para mangas que nem vou desenvolver mais. Ter um bebé na fase do gatinha, levanta, quer colo, afinal não quer colo, quer chão, afinal quer colo outra vez, tudo com outro na barriga, trust me, é duro.
E sim, eu sei que uma criança que anda é por vezes ainda pior, que ao menos enquanto gatinham a malta consegue acompanhar. Mas a prespectiva de o ter a começar a andar durante a minha gravidez, arrepia-me.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
True colors III e o andamento da obra
True Colors II
O Te quando abriu a lata ia tendo um ataque, ligou-me em panico a dizer que não ia pintar os azulejos com aquilo, laranja-fluorescente, que quase fere os olhos.
Eu já desconfiava, quando o senhor abriu a lata na loja também achei a cor aberta demais, mas o senhor das tintas explicou que ah e tal, isto depois de seco e com duas de mão e o camandro, e eu, siga que tenho mais que fazer. A verdade é que o azul do quarto também nos saiu um tiro completamente ao lado, mas no fim ficou bem giro, pelo que esperei que acontecesse o mesmo.
Insisti com o Te para experimentar o dito caramelo - laranja, coisa que ele fez num cantinho, e como se esperava, odiou o resultado.
Depois de alguma ginástica logística de boleias e ajuda com o almoço do baby, lá fomos os dois à loja da Robialac. Convém dizer que entre tintas, primários e enganos nuns e noutros, já sou considerada cliente frequente, quando entro quase que me tratam pelo nome.
Lá dissemos que a cor não correspondia em NADA com a cor do catálogo, e o senhor - super prestável e simpático - lá experimentou, secou com secador, tentou afinar outra vez, pincela o catálogo, seca outra vez, e concluiu que sim senhor, a cor não ficou bem afinada pelo que podemos escolher outra. Na minha opinião, o problema maior nem foi a cor ser diferente do catálogo, pois a verdade é que era uma diferença mínima. O problema maior foi mesmo a escolha da cor, ou seja, culpa inteiramente nossa.
E para não correr o mesmo risco, optámos por um tom bastante mais suave, para jogar pelo seguro.
Tão segura que foi a jogada que agora mal se nota a diferença com a baunilha da parte de cima.
Há paciencia para isto? Não.
Ainda não vi o resultado final, mas já estamos num ponto de rebuçado tal... que não interessa, vai ficar assim e acabou.
Já aqui referi que não tenho jeitinho nenhum, nem gosto, nem aptidão, nem prazer, nem paciencia, para estas coisas da decoração? Já, não já?
Confirma.
sábado, 13 de novembro de 2010
A 1ª do ano
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
True colors
Pé de ouro
Sendo ele super independente, e rápido a gatinhar, estar a "aprender a andar" de mãos dadas connosco era coisa que não achava graça nenhuma. Só queria era libertar-se das nossas garras e gatinhar a toda a velocidade por esse mundo fora (acho que ainda não percebeu que vai mais longe a andar ou correr, mas pronto).
Na semana passada percebemos que ele aceita treinar para andar se tiver uma bola nos pés. E o incrível é que, sem ninguém o ter ensinado, o rapaz chuta na bola, e com o pé esquerdo, tal como o pai (que jogou futebol durante anos, e tem fotografias com 2 ou 3 anos a chutar a bola exactamente com o pé esquerdo). Conseguem imaginar a baba do progenitor...
Ontem foi dia de comprar sapatos, porque os que tinha - que eram da Chicco, comprados nos saldos, mas ainda assim - estragaram-se no fecho ao fim de mes e meio de uso. Devolveram-me o dinheiro, mas como já não estamos em saldo, o rapaz ficou sem sapatos. Fui a uma loja famosa em Cascais, que vende sapatos feitos em Portugal, comprados directamente ao produtor, de óptima qualidade e a um preço fantástico, e escolhi aqueles que correspondiam exactamente às características indicadas pela médica: abotinados, sola de couro com antiderrapante, duros no calcanhar, com palmilha anatómica. Não eram os mais giros, mas nem pensar em por estes pés de ouro em risco!
Hoje de manhã enquanto o calçava, diz o Te: "trata bem esses pés, que vão ser a nossa reforma!".
Nesta altura de crise - que até sem abono ficámos! - há que pensar no futuro!

