Estou bem contente com este regresso à leitura, que tanta falta me estava a fazer. Nada melhor do que andar envolvida com um livro, daqueles que nem damos pelo tempo a passar, acompanhar as personagens a par e passo, viajar com elas e estar sempre desejosa do próximo encontro. Tudo é uma questão de vontade/disponibilidade, pois se estivermos para aí virados conseguimos sempre nem que sejam uns minutinhos por dia para ler.
Estas férias fui acompanhada pelos seguintes títulos:
Não gostei. O senhor escreve agora telenovelas da TVI, e de facto este livro podia adaptar-se perfeitamente a uma telenovela. Tem aspectos positivos: o dia a dia no antes, durante e depois do 25 de Abril, a transformação da personagem principal nesse período. Tudo o resto eu não gostei: a história, a maneira de escrever, as personagens, enfim. Foi daqueles que apesar de já estar a ver o que vai acontecer quis ir até ao fim, só para depois confirmar que é mesmo muito mau.
Gostei muito. Passa-se na altura em que a corte portuguesa se muda para o Brasil, e é baseado numa história real. Tem a particularidade de que cada capítulo ter um narrador diferente - ora o protagonista, ora o escravo deste, ora a escrava da mulher, ora são as cartas enviadas aos pais - o que lhe dá um ritmo engraçado e interessante. Para quem gosta de História, em particular desta época, é muito giro.
Também gostei muito. Também tem vários narradores (um bastante improvável, até) e uma história diferente e interessante. Li emprestado do meu cunhado que o leu num dia, depois do Te o ter lido também de uma golfada só. Eu demorei dois ou três, mas lê-se muito bem. Nunca tinha lido nada dele e gostei bastante.
Este sim, li de seguida, num serão e numa manhã de praia (no primeiro dia de escola dos miúdos em que fui 2 horitas sozinha para a praia, coisa que não acontecia seguramente desde 2005 e que me soube assim, pela vida). Pode ter sido de o ter lido nessas circunstancias, mas fiquei fã da escrita do Mia Couto. A maneira como encadeia as palavras, numa prosa que é um poema, de uma delicadeza que só visto, parece que escreve para nos dar prazer - é um livro que é um doce. Também nunca tinha lido nada dele, e comprei este pois por ser bem pequeno achei que era uma boa maneira de entrar neste universo. Gostei muito.
Com isto acabaram as férias, e para a rentreé estou a (re)ler este:
Digo re-ler porque já o tinha começado, porque temos em inglês. O Te leu-o em inglês ainda na Holanda (onde o comprámos) e gostou bastante. Eu tentei ler quando regressamos, mas por uma razão ou por outra desisti ainda no princípio. O facto de ser em inglês não ajudou, lá está, exige uma concentração que nem sempre tenho. Nestas férias voltámos a falar nele, e o meu pai emprestou-me em português. Começando a ler percebo porque desisti do inglês, todos aqueles cenários, aqueles adjetivos a descrever as atmosferas nebulosas da madrugada, as tempestades nocturnas, os livros do cemitério dos livros, houve com certeza 1000 pormenores que me passaram ao lado e que estou a apanhar agora. Ainda não ultrapassei o que já tinha lido, mas estou a gostar.
E por aí, o que andam a ler??
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
3 dias depois de começar a trabalhar
E já estou com uma dor no pulso por causa do computador, que nem consigo escrever (à mão - sim, é um paradoxo mas é verdade).
Estou pronta para ir de férias outra vez, está visto.
Estou pronta para ir de férias outra vez, está visto.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Reflexoes sobre as férias
- pela primeira vez tirámos 3 semanas de seguida, mas contra as expectativas não ficámos fãs. Se por um lado soube muito bem vir embora do Algarve sabendo que as férias não terminaram, por outro na última semana de férias já estávamos relaxados, já tínhamos tido praia e piscina e tudo e tudo, e de certeza que teríamos apreciado mais se tivéssemos trabalhado na semana anterior. Para o ano a ideia será fazer 2 semanas juntas e 1 em separado.
- em muitas coisas foram umas férias mais descansativas - eles estão mais crescidotes, nós estamos (muito) mais organizados, dormimos muitas sestas, deitamo-nos relativamente cedo - em outras foram muito cansativas - eles estão nos terrible 2 e terrible 3, ela está a tirar a fralda pelo que nos presenteou com belas prendas em todo o lado (restaurantes vários, vários locais do carro, casa, rua, todo o lado menos no penico, parecia um gato a marcar território), tivemos sempre de usar o carro para ir/vir da praia, por uma razão ou outra fizemos menos fins de tarde na praia que é a minha hora favorita
- para conseguir descansar e fazer outras coisas fizemos a chamada "praia saudável" várias vezes, e foi bem agradável. Mas nada se compara ao dia inteiro de praia, nada feito.
- começamos as férias em Aljezur e tivemos azar com o tempo - esteve sempre um barrão de nevoeiro estúpido em cima das praias. Na praia estava inverno, cinzento, quase a chover, no estacionamento já estava sol. No primeiro dia fomos descendo a costa vicentina de praia em praia a ver se o nevoeiro passava, e acabámos por passar a tarde na praia da Salema (já na costa algarvia). No segundo o cenário "dom sebastianesco" repetiu-se, pelo que fomos logo directos à Salema, de que fiquei fã. Em Aljezur as noites estavam frias e húmidas, as roupas sem secar no estendal, e tivemos de vestir calças de ganga e casaco (que levamos para as férias para usar só em caso de emergência mesmo), a casa até tinha um terraço bem simpático, mas o frio da manhã e da noite nem permitiu fazer lá as refeições. Por tudo isto, eu, que amo a costa vicentina do fundo do meu coração, não pretendo voltar lá nas férias tão cedo. Para o ano é Algarve connosco e nem se fala mais nisso. Uma coisa é um fim de semana, mas nevoeiro, frio e mau tempo nas minhas férias é que não.
- casa de praia com piscina é assim um luxo a considerar. Nos tais dias saudáveis optámos por fazer piscina de manhã, almoço cedinho, sesta e depois praia com ela! Foram dias muito bem passados e descansativos.
- por sugestão da dermatologista voltei a comprar creme mineral para a criançada. Além de ultra pegajoso e difícil de espalhar, fica muito mais caro, mas uma pessoa faz tudo pela saúde dos filhos. Tudo muito bem até à primeira manhã na piscina. Apesar das várias aplicações, a porcaria do creme vai saindo, sendo que a mais nova chegou ao fim do dia com umas belas bochechas vermelhas, apesar de não ter estado ao sol nas horas de calor. Ora eu, branca e loura, tenho horror a escaldões. Fomos logo à farmácia comprar o protector 50 de crianças normal (filtro químico) e não tivemos mais preocupações. Creme mineral sim senhor, nos bebés que não saem da sombra. Lição aprendida.
- antes das férias passámos numa mega-loja de desporto e comprámos daquelas toalhas de micro-fibra para o Te e crianças (eu uso sempre canga), e também um saco leve, grande, que dá para por no ombro (o carrinho das rodas este ano ficou em casa, não dá jeito quando temos de dar a mão a 2 crianças). Reduzimos bastante a tralha e o peso do que levamos para a praia e ficámos contentes com isso.
- mais uma vez conseguimos levar o mínimo de roupa nas malas, e ainda assim trazemos metade por usar. Para 3 semanas de férias levei roupa como se fosse para 5 dias. Usei apenas 3 mudas de roupa nas primeiras 2 semanas. Começo a considerar a máquina da roupa um requisito essencial nas casas de férias - não há pachorra para malas atulhar, e depois regressar a casa com tudo para lavar! Assim vou lavando a roupa de todos a cada 2 dias, estende-se num instante, e no dia seguinte está pronta a usar. Resultado: nas fotos de férias aparecemos sempre com a mesma roupa, mas chegando a casa é só arrumar tudo na gaveta. Perfeito.
- acabar as férias num hotel, sem ter de pensar em pequeno-almoço e jantar, é também um daqueles luxos que começo a considerar essencial.
- na última semana partilhámos a casa com 4 adolescentes e mais uma criança. Ai a adolescência, a adolescência... eu própria, que fui uma adolescente mesmo mesmo adolescente, me surpreendo com a incapacidade de os entender. A adolescência é como um idioma que está sempre em mutação e que só se fala em determinada altura da vida. O adulto acha que porque já falou esse idioma entende tudo, mas no fundo já não o usa há que tempos e não entende nada de nada. Achamos que lá porque fomos adolescentes pescamos alguma coisa do assunto, mas não. E pronto, é ve-los a revirar os olhos e sem pachorra para nada e pensamos "mas eu era assim?". Era. E muito pior.
- foram umas férias fantásticas com tudo de bom, mas ficou a sensação de faltar qualquer coisa... talvez não tenha havido o corte com a realidade que acontece na ilha-maravilha (onde fomos no ano passado), ou talvez tenhamos prestado pouca atenção às nossas férias a 4 (acabámos por ir só 3 dias para Aljezur porque deixamos tudo para a última). Dois pontos a retificar em 2014. Falta muito?
Dizer que tirar as fraldas às meninas é mais fácil é como dizer que amamentar emagrece
Leia-se, é uma grande treta.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Praias
Estas férias fomos a praias pequenas e praias grandes.
Praias com rochas e poças com bicharocos, e praias de areal extenso com e sem conquilhas.
Praias chiques, com restaurantes de sushi e gente muito bem vestida e praias simples, com bares simples e gente simples. Praias sem bar nenhum e quase sem gente nenhuma.
Praias com bolas de berlim e praias sem bolos nenhuns.
Praias com ondas para fazer carreirinhas e praias com mar chão onde apetece boiar.
Praias de água quentinha e praias de mar gelado.
Praias de mar e praias de rio, e por pouco não fomos a uma praia artificial (fica para a próxima).
Cada uma à sua maneira, gosto de todas.
Gosto mesmo, mesmo, mesmo de praia.
Praias com rochas e poças com bicharocos, e praias de areal extenso com e sem conquilhas.
Praias chiques, com restaurantes de sushi e gente muito bem vestida e praias simples, com bares simples e gente simples. Praias sem bar nenhum e quase sem gente nenhuma.
Praias com bolas de berlim e praias sem bolos nenhuns.
Praias com ondas para fazer carreirinhas e praias com mar chão onde apetece boiar.
Praias de água quentinha e praias de mar gelado.
Praias de mar e praias de rio, e por pouco não fomos a uma praia artificial (fica para a próxima).
Cada uma à sua maneira, gosto de todas.
Gosto mesmo, mesmo, mesmo de praia.
Raspadinha
Os meus pais volta não volta trazem umas raspadinhas para os netos fazerem.
Os meus especificamente já tentaram a sua sorte 3 vezes.
Nessas 3 vezes o mais velho ganho um total de 0 euros.
Nessas 3 vezes a mais nova ganhou um total de 4 euros - 1 euro nas duas primeiras, 2 euros na ultima.
Tem portanto, uma taxa de sucesso de 100% na raspadinha.
Deixando os comentários óbvios à parte - ah e tal vai ter azar no amor e ficar para tia para sempre, ah e tal vai ficar uma viciada no jogo que passa os dias no casino a estourar tudo o que ganha - penso que é fácil de adivinhar quem vai jogar no euromilhões esta semana.
A probabilidade de este blog se tornar excêntrico é grande.
Ficai atentos.
Os meus especificamente já tentaram a sua sorte 3 vezes.
Nessas 3 vezes o mais velho ganho um total de 0 euros.
Nessas 3 vezes a mais nova ganhou um total de 4 euros - 1 euro nas duas primeiras, 2 euros na ultima.
Tem portanto, uma taxa de sucesso de 100% na raspadinha.
Deixando os comentários óbvios à parte - ah e tal vai ter azar no amor e ficar para tia para sempre, ah e tal vai ficar uma viciada no jogo que passa os dias no casino a estourar tudo o que ganha - penso que é fácil de adivinhar quem vai jogar no euromilhões esta semana.
A probabilidade de este blog se tornar excêntrico é grande.
Ficai atentos.
domingo, 1 de setembro de 2013
Bem diz o povo que o bom acaba depressa...
... e este ano as ferias foram de 3 semanas que se esfumaram como se fossem 3 dias.
Nem dei pelo tempo passar.
Houve praia (muita e variada), houve piscina, houve Alentejo, Algarve e Beira Alta.
Houve família de 4, de 9 (quase 10) e de 17, com mimos, brincadeiras, conversas debaixo das estrelas, leituras postas em dia, mergulhos e saltos, conquilhas, e trampolins.
Também houve nevoeiro e stress, mas pouco, muitas birras e um penico que foi passear 3 semanas e regressou intacto (e vocês sabem o que isso quer dizer...).
Enfim, pequenos nadas que servem apenas para apreciar melhor os bons momentos.
Que bem que se esteve, senhores...
Nem dei pelo tempo passar.
Houve praia (muita e variada), houve piscina, houve Alentejo, Algarve e Beira Alta.
Houve família de 4, de 9 (quase 10) e de 17, com mimos, brincadeiras, conversas debaixo das estrelas, leituras postas em dia, mergulhos e saltos, conquilhas, e trampolins.
Também houve nevoeiro e stress, mas pouco, muitas birras e um penico que foi passear 3 semanas e regressou intacto (e vocês sabem o que isso quer dizer...).
Enfim, pequenos nadas que servem apenas para apreciar melhor os bons momentos.
Que bem que se esteve, senhores...
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Até 31 de Agosto não há nada para ninguém
Fui de férias, malta!
Até ao meu regresso!
Adenda: até lá não escrevam nada de muito interessante nos vossos blogs porque também não os vou ler. Agradecida.
Até ao meu regresso!
Adenda: até lá não escrevam nada de muito interessante nos vossos blogs porque também não os vou ler. Agradecida.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
14 anos
A 9 de Agosto de 1999 começou uma linda história de amor.
Isto é muito lindo de dizer, mas nem foi exactamente a 9 de Agosto (nós é que convencionámos que sim) nem foi exactamente começar, e muito menos na altura foi uma história de amor.
Nesse dia nenhum de nós estava com muita fé no nosso futuro, mas a verdade é que os dias foram passando, e depois os meses e os anos, e 14 anos depois ainda cá estamos.
Sempre naquela... ah e tal vamos ver no que isto dá.
Esse é o segredo do nosso sucesso.
Isto é muito lindo de dizer, mas nem foi exactamente a 9 de Agosto (nós é que convencionámos que sim) nem foi exactamente começar, e muito menos na altura foi uma história de amor.
Nesse dia nenhum de nós estava com muita fé no nosso futuro, mas a verdade é que os dias foram passando, e depois os meses e os anos, e 14 anos depois ainda cá estamos.
Sempre naquela... ah e tal vamos ver no que isto dá.
Esse é o segredo do nosso sucesso.
Despertador
Tal como muitos vocês, o meu despertador é o telemóvel.
Normalmente quando toca, temos duas opções: ou desligar o despertador, ou por a tocar daí a 5 minutos.
No software antigo o despertador quando tocava deixava-me duas opções: Cancelar (=desligar o despertador, vou-me levantar mesmo) ou Soneca (=deixa-me lá dormir mais 5 minutos e tocas outra vez).
Parece-me bastante claro e fácil de entender.
No despertador actual, não sei lá quem teve a brilhante ideia de substituir os temos Cancelar e Soneca por: Suspender ou Ignorar.
Qual é que faz o despertador tocar outra vez e qual é que acaba com ele de vez?
Não faço ideia. Não me parece nada claro.
Se calhar a esta hora até pode parecer, mas às 6h35 quando toca a primeira vez, eu garanto que me apetece esganar quem se lembrou de tais termos.
Suspender? Ignorar?
Atirar com o telemóvel contra a parede?
Normalmente quando toca, temos duas opções: ou desligar o despertador, ou por a tocar daí a 5 minutos.
No software antigo o despertador quando tocava deixava-me duas opções: Cancelar (=desligar o despertador, vou-me levantar mesmo) ou Soneca (=deixa-me lá dormir mais 5 minutos e tocas outra vez).
Parece-me bastante claro e fácil de entender.
No despertador actual, não sei lá quem teve a brilhante ideia de substituir os temos Cancelar e Soneca por: Suspender ou Ignorar.
Qual é que faz o despertador tocar outra vez e qual é que acaba com ele de vez?
Não faço ideia. Não me parece nada claro.
Se calhar a esta hora até pode parecer, mas às 6h35 quando toca a primeira vez, eu garanto que me apetece esganar quem se lembrou de tais termos.
Suspender? Ignorar?
Atirar com o telemóvel contra a parede?
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Decisão difícil pré-férias tomada
Anteontem o mais velho ficou a dormir em casa dos tios, o Te foi jogar futebol e eu vim para casa sozinha com a mais nova já de banho tomado e sem ter dormido sesta.
Resultado um belo serão sozinha, a ouvir música e a dar um bom avanço no meu querido livro, que estou mesmo mesmo a acabar.
E houve uma parte que eu gostei tanto, tanto, que até chorei.
O livro conta a história de uma coleção de netsuke que o autor herdou. A medida que conta a história da coleção conta a história da sua família, que se cruza com a História da Europa.
E é de relações que o livro se vai fazendo - entre a família, entre os amigos, entre os espaços, e claro, a relação que vão construindo com os objectos da coleção nas mãos de cada um, o papel que ocupam na vida de cada dono.
Ainda não o acabei, faltam muito pouquinhas páginas, mas adorei.
Para quem, como eu, adora museus, coleções, e as histórias que se escondem por trás dos objectos, é perfeito (obrigada mana, foi um tiro certeiro).
Ficou assim decidido que o livro que me vai acompanhar estas férias será este:
Mas claro, como quem viaja sem pesos mortos é um ovo podre, levo também na bagagem este:
Acho que é uma pressão muito grande depositar todas as nossas esperanças de momentos bem passados a ler nas férias num só livro - e se não gosto? E se é uma bela trampa? E se gosto tanto que acabo por ler num instante e depois fico sem livro?
Nada disso.
Acho que pelo sim pelo não ainda vou encontrar mais um para meter na mala...
Resultado um belo serão sozinha, a ouvir música e a dar um bom avanço no meu querido livro, que estou mesmo mesmo a acabar.
E houve uma parte que eu gostei tanto, tanto, que até chorei.
O livro conta a história de uma coleção de netsuke que o autor herdou. A medida que conta a história da coleção conta a história da sua família, que se cruza com a História da Europa.
E é de relações que o livro se vai fazendo - entre a família, entre os amigos, entre os espaços, e claro, a relação que vão construindo com os objectos da coleção nas mãos de cada um, o papel que ocupam na vida de cada dono.
Ainda não o acabei, faltam muito pouquinhas páginas, mas adorei.
Para quem, como eu, adora museus, coleções, e as histórias que se escondem por trás dos objectos, é perfeito (obrigada mana, foi um tiro certeiro).
Ficou assim decidido que o livro que me vai acompanhar estas férias será este:
Mas claro, como quem viaja sem pesos mortos é um ovo podre, levo também na bagagem este:
Acho que é uma pressão muito grande depositar todas as nossas esperanças de momentos bem passados a ler nas férias num só livro - e se não gosto? E se é uma bela trampa? E se gosto tanto que acabo por ler num instante e depois fico sem livro?
Nada disso.
Acho que pelo sim pelo não ainda vou encontrar mais um para meter na mala...
Mãe mais do que galinha
No domingo à tarde fomos a um parque aqui ao pé de casa, e entre muitas outras pessoas estava um casal com uma filha de uns 4 ou 5 anos.
Os pais andavam atrás da menina, cuidado para aqui, não faças isso para ali, e coisas que tais.
A dada altura houve uma menina de uns 8 ou 9 anos que ultrapassou esta filha na escada do escorrega e deu-lhe um cotovelão. A miúda nem reagiu - nenhuma das duas aliás - a mais velha não pediu desculpa e seguiu a sua vida, a mais nova não chorou nem se importou com o sucedido.
Ora quem é que ficou extremamente incomodada com o facto?
A mãe, pois claro.
Começa a mandar bocas para o ar, que a falta de respeito destas crianças, e que não recebem educação em casa e onde é que isto já se viu, e blá, blá, blá e chegou mesmo a dizer que queria ir embora do parque porque não tolerava estas coisas (mas o pai lá disse que não). A partir daí sempre que a tal menina se aproximava da filha dela ela dizia ao marido para ter cuidado, que essa menina de camisola cor-de-rosa foi a que fez mal à nossa filha, cuidado aí com essa menina que foi mal criada e empurrou a nossa menina.
A senhora estava verdadeiramente incomodada com o facto da filha ter sido empurrada e não receber um pedido de desculpas, por os pais da outra (que nem vi quem eram) não terem feito nada. Toca de por as garras de fora para defender a cria e atacar o ofensor atirando bocas para o ar para quem quisesse ouvir.
E o Te e eu, que estávamos sentados num banco a observar tudo isto, não pudemos deixar de comentar.
A nossa posição quando estas coisas acontecem é completamente diferente.
Eu não vou nunca conseguir mudar o mundo, nunca vou conseguir proteger os meus filhos de tudo, e no parque, como na vida, vão sempre haver meninos e meninas a pisar os outros para chegar ao cimo mais depressa.
Isso eu não posso mudar.
O que posso é ajudar os meus filhos a lidar com isso. A ensinar o certo e o errado, a saberem defender-se quando é preciso e a deixar passar quando for caso disso.
Estamos com certeza todos certos na maneira de agir enquanto pais.
Mas eu acho que nós estamos um bocadinho mais certos que ela.
Os pais andavam atrás da menina, cuidado para aqui, não faças isso para ali, e coisas que tais.
A dada altura houve uma menina de uns 8 ou 9 anos que ultrapassou esta filha na escada do escorrega e deu-lhe um cotovelão. A miúda nem reagiu - nenhuma das duas aliás - a mais velha não pediu desculpa e seguiu a sua vida, a mais nova não chorou nem se importou com o sucedido.
Ora quem é que ficou extremamente incomodada com o facto?
A mãe, pois claro.
Começa a mandar bocas para o ar, que a falta de respeito destas crianças, e que não recebem educação em casa e onde é que isto já se viu, e blá, blá, blá e chegou mesmo a dizer que queria ir embora do parque porque não tolerava estas coisas (mas o pai lá disse que não). A partir daí sempre que a tal menina se aproximava da filha dela ela dizia ao marido para ter cuidado, que essa menina de camisola cor-de-rosa foi a que fez mal à nossa filha, cuidado aí com essa menina que foi mal criada e empurrou a nossa menina.
A senhora estava verdadeiramente incomodada com o facto da filha ter sido empurrada e não receber um pedido de desculpas, por os pais da outra (que nem vi quem eram) não terem feito nada. Toca de por as garras de fora para defender a cria e atacar o ofensor atirando bocas para o ar para quem quisesse ouvir.
E o Te e eu, que estávamos sentados num banco a observar tudo isto, não pudemos deixar de comentar.
A nossa posição quando estas coisas acontecem é completamente diferente.
Eu não vou nunca conseguir mudar o mundo, nunca vou conseguir proteger os meus filhos de tudo, e no parque, como na vida, vão sempre haver meninos e meninas a pisar os outros para chegar ao cimo mais depressa.
Isso eu não posso mudar.
O que posso é ajudar os meus filhos a lidar com isso. A ensinar o certo e o errado, a saberem defender-se quando é preciso e a deixar passar quando for caso disso.
Estamos com certeza todos certos na maneira de agir enquanto pais.
Mas eu acho que nós estamos um bocadinho mais certos que ela.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Quase férias
Tenho a caixa de e-mails limpa, e os casos quase todos resolvidos ou encaminhados.
Tenho a roupa quase, quase em dia, as toalhas lavadas, o saco da praia pronto.
Tenho umas ganas que nem vos ocorre.
Faltam 2 dias. Ah ah ah ah ah!
Tenho a roupa quase, quase em dia, as toalhas lavadas, o saco da praia pronto.
Tenho umas ganas que nem vos ocorre.
Faltam 2 dias. Ah ah ah ah ah!
Gelatina com iogurte
Nunca tinha provado, sinceramente até achava uma combinação estranha.
Não sou muito fã de gelatina, ainda menos daquela de 10 calorias, que me sabe a remédio.
Mas combinada com iogurte natural faz um lanchinho bem agradável.
Agradeçam à dra. Agata e não a mim (ela sugere juntar tb fruta mas eutive preguiça não tive tempo de descascar e ficou bom à mesma).
Não sou muito fã de gelatina, ainda menos daquela de 10 calorias, que me sabe a remédio.
Mas combinada com iogurte natural faz um lanchinho bem agradável.
Agradeçam à dra. Agata e não a mim (ela sugere juntar tb fruta mas eu
Decisões difíceis pré-férias
Um dilema com que me ando aqui a debater.
Estou a gostar muito do livro que estou a ler neste momento, e já passei da metade (não é muito grande).
No outro dia fui à Fnac e comprei um livro para mim, para ler nas férias (um daqueles pequenos prazeres que são o sal da vida - comprar livros por si só já é bom, para as férias então nem se fala).
E agora a questão coloca-se: dou-lhe no meu livro de agora com toda a força para acabar antes das férias, ou faço render e levo os dois?
E se não gosto do livro das férias tanto quanto estou a gostar deste? Era bom começar as férias com um livro que já sei que é bom, mas levar 2 livros é estúpido, porque depois de lido, o primeiro é um peso morto.
Ai decisões, decisões.
E uma pessoa aqui a trabalhar com estes dilemas, nem se consegue concentrar.
Estou a gostar muito do livro que estou a ler neste momento, e já passei da metade (não é muito grande).
No outro dia fui à Fnac e comprei um livro para mim, para ler nas férias (um daqueles pequenos prazeres que são o sal da vida - comprar livros por si só já é bom, para as férias então nem se fala).
E agora a questão coloca-se: dou-lhe no meu livro de agora com toda a força para acabar antes das férias, ou faço render e levo os dois?
E se não gosto do livro das férias tanto quanto estou a gostar deste? Era bom começar as férias com um livro que já sei que é bom, mas levar 2 livros é estúpido, porque depois de lido, o primeiro é um peso morto.
Ai decisões, decisões.
E uma pessoa aqui a trabalhar com estes dilemas, nem se consegue concentrar.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Melhor investimento de sempre
A natação do meu mais velho.
Passou o ano a ir para a natação com a escola, e eu nunca consegui ir lá espreitar.
Tentei assistir no dia dos anos dele, mas o rapaz fez uma mega birra e não se quis meter na piscina.
(Pausa para comentar a diferença que fazemos entre filhos mais velhos e mais novos, para mim ele naquele dia era um menino grande, o meu mais velho-independente-faz-tudo-sozinho, mas no fundo ele estava apenas a fazer 3 anos, era um bebé, pouco mais velho do que a minha bébezinha-pequenina-que-é-tão-fofinha tem agora)
Resultado, passou o ano lectivo e eu nunca consegui ir lá para ver a evolução do rapaz.
Perguntei à educadora que me foi dando umas luzes, os avós também o viram e contaram o decorrer de uma aula, mas ver de facto a evolução dele, não tinha visto.
Até à semana passada.
Fomos à piscina com os primos e era vê-lo, de braçadeiras, mas com um enorme à vontade dentro de água. Mergulha a cabeça e levanta-a na maior, que era a minha maior preocupação. Sabe que tem de inspirar e suster a respiração para mergulhar.
Na praia, sem braçadeiras mas com pé, mergulha nas ondas sem problema, e não se atrapalha a levar com ondas em cima, cai e levanta-se sem se afligir.
Tenho para mim que se cair de cara na água consegue reagir, o que é um passo de gigante na sua capacidade de sobrevivência.
E isto, meus amigos, vale ouro. Vale cada cêntimo gasto.
Falta ver como reage na piscina sem braçadeiras - se consegue pelo menos ir debaixo de água até à borda - que foi o que ainda não tivemos oportunidade de experimentar.
Mas pelo que vi, já ficou decidido: para o ano vão os dois para a natação que é um mimo.
Para o bem deles e a bem do nosso descanso.
Passou o ano a ir para a natação com a escola, e eu nunca consegui ir lá espreitar.
Tentei assistir no dia dos anos dele, mas o rapaz fez uma mega birra e não se quis meter na piscina.
(Pausa para comentar a diferença que fazemos entre filhos mais velhos e mais novos, para mim ele naquele dia era um menino grande, o meu mais velho-independente-faz-tudo-sozinho, mas no fundo ele estava apenas a fazer 3 anos, era um bebé, pouco mais velho do que a minha bébezinha-pequenina-que-é-tão-fofinha tem agora)
Resultado, passou o ano lectivo e eu nunca consegui ir lá para ver a evolução do rapaz.
Perguntei à educadora que me foi dando umas luzes, os avós também o viram e contaram o decorrer de uma aula, mas ver de facto a evolução dele, não tinha visto.
Até à semana passada.
Fomos à piscina com os primos e era vê-lo, de braçadeiras, mas com um enorme à vontade dentro de água. Mergulha a cabeça e levanta-a na maior, que era a minha maior preocupação. Sabe que tem de inspirar e suster a respiração para mergulhar.
Na praia, sem braçadeiras mas com pé, mergulha nas ondas sem problema, e não se atrapalha a levar com ondas em cima, cai e levanta-se sem se afligir.
Tenho para mim que se cair de cara na água consegue reagir, o que é um passo de gigante na sua capacidade de sobrevivência.
E isto, meus amigos, vale ouro. Vale cada cêntimo gasto.
Falta ver como reage na piscina sem braçadeiras - se consegue pelo menos ir debaixo de água até à borda - que foi o que ainda não tivemos oportunidade de experimentar.
Mas pelo que vi, já ficou decidido: para o ano vão os dois para a natação que é um mimo.
Para o bem deles e a bem do nosso descanso.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Praia de manhã
Há um ano atrás fiz este post, onde exaltava a necessidade de ficar o dia inteiro na praia.
Ainda assino por baixo, porque para mim praia é praia, e não ando o ano todo a sonhar com ela para depois ir à praia aos bocadinhos.
Dito isto, nestes últimos fins-de-semana temos apreciado bastante a ida à praia só de manhã.
Ir para a praia o dia todo implica algum tempo de preparação, levar almoços, lanchinhos vários, muda de roupa caso seja necessário. Ou seja, entre vestir, por creme e arranjar tudo (e mediar umas 358 birras e outras tantas lutas nos intervalos) chegamos à praia lá para as 11h na melhor das hipóteses.
Ir para a praia só de manhã reduz radicalmente esse tempo de preparação.
No sábado passado estávamos a brincar aos "pais de 3" e conseguimos estar na praia por volta das 9h30. A sensação de poder é indescritível.
E ficámos rendidos à praia àquela hora, ainda fresquinha, com pouca gente e com muitas famílias como nós. Quando o calor começou a apertar rumámos à esplanada, e aproveitámos a tarde para montes de coisas que tínhamos pendentes. O dia rendeu imenso.
Com as férias do ano passado aprendemos uma lição - não se pode ter tudo. Não se pode estar na praia o dia todo, aproveitar o final do dia, jantar como deve ser, jogar às cartas ou ler depois do jantar e no dia seguinte levantar cedo para ir para a praia outra vez. Ficámos - nós e os miúdos - estafados,e acabámos por perder algumas coisas por tentarmos aproveitar sempre tudo.
Este ano já decidimos que podemos ficar na praia o dia todo, sim senhor, mas não todos os dias.
Este fim-de-semana, para treinar, saímos de casa cedinho (eles acordam cedo, não há nada a fazer), desfrutámos da praia, corremos, saltámos nas ondas, fizemos piscinas, demos mergulhos e regressámos a casa para almoçar. E a seguir eles dormiram uma sesta de quase 3 horas! Estavam mesmo podres. Recuperados da sesta aguentaram muito bem uma ida à Feira do Artesanato nessa noite.
Isto para dizer que isto de ser pai e mãe é, basicamente, aprender a jogar com as peças que temos, e ir avançando por tentativa e erro.
Claro que me custa (muito) vir embora da praia quando começa a ficar boa, mas também me custa (imenso) vê-los todos podres com a cabeça a cair no prato ao jantar e a fazer birra de sono porque não dormiram a sesta como deve ser.
Nestas férias o lema vai ser uma no cravo outra na ferradura. Um dia a respeitar as necessidades deles, um dia a respeitar as nossas que também somos gente.
Vamos ver como corre.
Ainda assino por baixo, porque para mim praia é praia, e não ando o ano todo a sonhar com ela para depois ir à praia aos bocadinhos.
Dito isto, nestes últimos fins-de-semana temos apreciado bastante a ida à praia só de manhã.
Ir para a praia o dia todo implica algum tempo de preparação, levar almoços, lanchinhos vários, muda de roupa caso seja necessário. Ou seja, entre vestir, por creme e arranjar tudo (e mediar umas 358 birras e outras tantas lutas nos intervalos) chegamos à praia lá para as 11h na melhor das hipóteses.
Ir para a praia só de manhã reduz radicalmente esse tempo de preparação.
No sábado passado estávamos a brincar aos "pais de 3" e conseguimos estar na praia por volta das 9h30. A sensação de poder é indescritível.
E ficámos rendidos à praia àquela hora, ainda fresquinha, com pouca gente e com muitas famílias como nós. Quando o calor começou a apertar rumámos à esplanada, e aproveitámos a tarde para montes de coisas que tínhamos pendentes. O dia rendeu imenso.
Com as férias do ano passado aprendemos uma lição - não se pode ter tudo. Não se pode estar na praia o dia todo, aproveitar o final do dia, jantar como deve ser, jogar às cartas ou ler depois do jantar e no dia seguinte levantar cedo para ir para a praia outra vez. Ficámos - nós e os miúdos - estafados,e acabámos por perder algumas coisas por tentarmos aproveitar sempre tudo.
Este ano já decidimos que podemos ficar na praia o dia todo, sim senhor, mas não todos os dias.
Este fim-de-semana, para treinar, saímos de casa cedinho (eles acordam cedo, não há nada a fazer), desfrutámos da praia, corremos, saltámos nas ondas, fizemos piscinas, demos mergulhos e regressámos a casa para almoçar. E a seguir eles dormiram uma sesta de quase 3 horas! Estavam mesmo podres. Recuperados da sesta aguentaram muito bem uma ida à Feira do Artesanato nessa noite.
Isto para dizer que isto de ser pai e mãe é, basicamente, aprender a jogar com as peças que temos, e ir avançando por tentativa e erro.
Claro que me custa (muito) vir embora da praia quando começa a ficar boa, mas também me custa (imenso) vê-los todos podres com a cabeça a cair no prato ao jantar e a fazer birra de sono porque não dormiram a sesta como deve ser.
Nestas férias o lema vai ser uma no cravo outra na ferradura. Um dia a respeitar as necessidades deles, um dia a respeitar as nossas que também somos gente.
Vamos ver como corre.
sábado, 3 de agosto de 2013
O drama do ginásio
Estou sem saber se me hei-de inscrever outra vez no ginásio no próximo ano lectivo.
Tenho de pesar mesmo muito bem os prós e contras.
Prós:
Tudo se resolvia se eu conseguisse consistentemente seguir um plano e fazer exercício em casa.
Será que consigo?
Tenho de pesar mesmo muito bem os prós e contras.
Prós:
- saúde física e mental
- ficar (ainda mais) boazona
- tempo para mim
- o dinheiro que se gasta
- a quantidade de vezes que se falta e o stress e culpa gerados pelo facto de estar a deitar dinheiro à rua
- aquilo que implica ir ao ginásio ao fim do dia - deixar pijamas prontos e jantar adiantado, ter de os deixar nos avós se o Te chega mais tarde, etc
Tudo se resolvia se eu conseguisse consistentemente seguir um plano e fazer exercício em casa.
Será que consigo?
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Mais um desafio
Aqui.
Depois do sucesso obtido em Janeiro, percebi que preciso de mais do que 21 dias para alterar um hábito.
Um grito aqui e outro ali, e daqui a nada já ninguém se consegue ouvir ouvir outra vez.
Este mês vou estar de férias, e sim, eu sei o quanto desesperante pode ser ir de férias com crianças - a idealização que fazemos a ir pelo cano abaixo, e nós a chegar mais cansadas do que quando saímos de casa. Típico.
Nada melhor então que assumir este desafio, para umas férias que até podem ser igualmente desesperantes, mas pelo menos será um desespero em voz baixa.
Pais gritantes (que os há entre os leitores deste blog, que eu sei...), quem me acompanha??
Depois do sucesso obtido em Janeiro, percebi que preciso de mais do que 21 dias para alterar um hábito.
Um grito aqui e outro ali, e daqui a nada já ninguém se consegue ouvir ouvir outra vez.
Este mês vou estar de férias, e sim, eu sei o quanto desesperante pode ser ir de férias com crianças - a idealização que fazemos a ir pelo cano abaixo, e nós a chegar mais cansadas do que quando saímos de casa. Típico.
Nada melhor então que assumir este desafio, para umas férias que até podem ser igualmente desesperantes, mas pelo menos será um desespero em voz baixa.
Pais gritantes (que os há entre os leitores deste blog, que eu sei...), quem me acompanha??
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Desliga a televisão, liga a tua visão*
Mais ou menos paralelamente com a minha decisão de fazer mais coisas que gosto e perder menos tempo na net, e incentivada por este desafio, resolvemos impor uma regra para os mais novos cá em casa: televisão, só à noite antes de ir para a cama.
Ele há miúdos a quem a tv passa ao lado, mas os meus filhos não são assim. Principalmente o mais velho - ele é ver uma tv ligada e pronto, fica a papar o que lá estiver a dar pelo menos durante um bocado. Depois até se desinteressa, mas se muda o programa é capaz de interromper a brincadeira para ir ver.
Nunca fui muito adepta da tv, mas com toda a sinceridade, em muitas ocasiões dá muito jeito. A tv é uma babysitter muito eficaz, e quando temos coisas para fazer e queremos mantê-los quietos e entretidos, é uma poderosa aliada.
O pior é o resto. Quando dei por ela estava a usar a tv vezes demais. Ele é quando vou tomar duche e estou sozinha com os dois, ora deixa cá aproveitar que estão sossegados para por creme, e tirar esta máquina, e arrumar esta louça, e esvaziar esta gaveta, etc, etc...
Resultado: os meus filhos esgotavam a sua hora de tv diária (que diz que deve ser o máximo por dia) logo de manhã, depois mais um episódio ou dois de qualquer coisa antes da sesta, e depois do parque ao fim do dia, e ainda antes de ir dormir. Basta.
A questão é que os meus filhos andam muitas vezes às lutas. E embirram um com o outro. E fazem coisas irritantes - tiram-se os brinquedos mutuamente, puxam cabelos, ela morde, e acabam os dois a chorar. As vezes acabamos os três a chorar, mesmo.
Cheguei à conclusão que eles no fundo não sabiam brincar um com o outro a não ser aquelas brincadeiras parvas que acabam invariavelmente mal. Basta.
Impus a nova regra e eles acataram até bastante bem. Esta casa não é uma democracia, isso está bastante claro.
Agora quando estamos em casa, de manhã ou ao fim do dia, já nem pedem para ver qualquer coisa, mas eu tenho de ter truques na manga para os manter sossegados se preciso de fazer alguma coisa.
Aquela pista de comboio que dá imenso trabalho a montar e estava em cima do armário está agora montada e acessível para eu ir buscar quando necessário, o mesmo com a garagem dos carros, ou outro brinquedo que por não estar acessível, é novidade.
O resultado é que, ao contrário do que eu previa, eles não passam todo o tempo à bulha, mas exactamente o mesmo que antes. A diferença é que o tempo que estavam antes a ver tv, agora estão a brincar (ou juntos ou separados, eles que decidam).
Não quero também ser radical e cortar a tv a 100%, porque sei que depois, na primeira oportunidade ficam especados a ver em casa das avós em vez de brincar com os primos.
Há uns anos conheci uma mãe sem tv em casa, que se orgulhava muito disso, mas depois os filhos passavam horas (horas!) a ver tv em casa dos avós todos os dias, tanto que a miúda era viciada nos Morangos com Açúcar e nem conseguia perceber onde acabava a ficção e começava a realidade.
Não é isso que quero, pelo que prefiro dar-lhes um ou outro episódio de Charlie e Lola por dia, para irem matando o vício.
Gostava muito que eles se desinteressassem de vez e preferissem fazer outra coisa qualquer, mas eu também tenho boas recordações de momentos a brincar à Galática com os primos ou de ver o Agora Escolha nas tardes de verão.
A tv faz parte da nossa vida, mas é como tudo: com conta, peso e medida.
*frase escrita num grafitti numa rua onde passei diariamente anos a fio.
Ele há miúdos a quem a tv passa ao lado, mas os meus filhos não são assim. Principalmente o mais velho - ele é ver uma tv ligada e pronto, fica a papar o que lá estiver a dar pelo menos durante um bocado. Depois até se desinteressa, mas se muda o programa é capaz de interromper a brincadeira para ir ver.
Nunca fui muito adepta da tv, mas com toda a sinceridade, em muitas ocasiões dá muito jeito. A tv é uma babysitter muito eficaz, e quando temos coisas para fazer e queremos mantê-los quietos e entretidos, é uma poderosa aliada.
O pior é o resto. Quando dei por ela estava a usar a tv vezes demais. Ele é quando vou tomar duche e estou sozinha com os dois, ora deixa cá aproveitar que estão sossegados para por creme, e tirar esta máquina, e arrumar esta louça, e esvaziar esta gaveta, etc, etc...
Resultado: os meus filhos esgotavam a sua hora de tv diária (que diz que deve ser o máximo por dia) logo de manhã, depois mais um episódio ou dois de qualquer coisa antes da sesta, e depois do parque ao fim do dia, e ainda antes de ir dormir. Basta.
A questão é que os meus filhos andam muitas vezes às lutas. E embirram um com o outro. E fazem coisas irritantes - tiram-se os brinquedos mutuamente, puxam cabelos, ela morde, e acabam os dois a chorar. As vezes acabamos os três a chorar, mesmo.
Cheguei à conclusão que eles no fundo não sabiam brincar um com o outro a não ser aquelas brincadeiras parvas que acabam invariavelmente mal. Basta.
Impus a nova regra e eles acataram até bastante bem. Esta casa não é uma democracia, isso está bastante claro.
Agora quando estamos em casa, de manhã ou ao fim do dia, já nem pedem para ver qualquer coisa, mas eu tenho de ter truques na manga para os manter sossegados se preciso de fazer alguma coisa.
Aquela pista de comboio que dá imenso trabalho a montar e estava em cima do armário está agora montada e acessível para eu ir buscar quando necessário, o mesmo com a garagem dos carros, ou outro brinquedo que por não estar acessível, é novidade.
O resultado é que, ao contrário do que eu previa, eles não passam todo o tempo à bulha, mas exactamente o mesmo que antes. A diferença é que o tempo que estavam antes a ver tv, agora estão a brincar (ou juntos ou separados, eles que decidam).
Não quero também ser radical e cortar a tv a 100%, porque sei que depois, na primeira oportunidade ficam especados a ver em casa das avós em vez de brincar com os primos.
Há uns anos conheci uma mãe sem tv em casa, que se orgulhava muito disso, mas depois os filhos passavam horas (horas!) a ver tv em casa dos avós todos os dias, tanto que a miúda era viciada nos Morangos com Açúcar e nem conseguia perceber onde acabava a ficção e começava a realidade.
Não é isso que quero, pelo que prefiro dar-lhes um ou outro episódio de Charlie e Lola por dia, para irem matando o vício.
Gostava muito que eles se desinteressassem de vez e preferissem fazer outra coisa qualquer, mas eu também tenho boas recordações de momentos a brincar à Galática com os primos ou de ver o Agora Escolha nas tardes de verão.
A tv faz parte da nossa vida, mas é como tudo: com conta, peso e medida.
*frase escrita num grafitti numa rua onde passei diariamente anos a fio.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Do tempo (não da passagem do tempo, mas do ter tempo)*
A noção de tempo, como a de dinheiro, é das coisas mais subjetivas que pode haver.
Cada um tem a sua, e eu até acho que tem a sua graça ver como cada um gere o seu à sua maneira, de acordo com as suas prioridades, que não seriam necessariamente as minhas como é óbvio (exemplos: muito dificilmente me verão a queixar de falta de tempo mas a andar de unhas arranjadas; ou a queixar de falta de dinheiro e a almoçar/jantar fora todos os dias, simplesmente porque são as coisas mais supérfluas para mim e as primeiras a ir de carrinho quando o tempo/dinheiro apertam - adiante).
Com tudo isto, estou muito contente comigo mesma por estar a conseguir organizar-me para fazer coisas que gosto, para mim.
Sim, trabalho em part-time, e sim não perco tempo em viagens e transportes, mas verdade seja dita que aproveito esses momentos de não-trabalho para dedicar aos meus filhos que assim tem uma mãe um pouco mais presente - o mais velho mesmo indo para a escola vai mais tarde e vem mais cedo que o costume, a mais nova acompanha-me nesses dois dias por semana, salvo algumas excepçoes em que não a posso levar.
Aqui há umas semanas atrás fui fazer um workshop dentro do programa de voluntariado em que me inscrevi. Organizei a semana e trabalhei de manhã em casa, e à hora do almoço rumava até à Baixa onde decorria o cursinho.
Estava a achar que ia cair para o lado de cansaço, a ter de ir para Lisboa todos os dias como a maioria das mulheres, mas não.
O workshop foi super interessante (MESMO), adorei a formadora, o grupo, as questões levantadas, as discussões. Senti-me mesmo bem como Mary apenas Mary.
Gostei tanto, tanto, de estar a fazer uma coisa para mim.
Paralelamente com isso desde os meus anos, há 2 meses atrás, tenho feito um esforço por fazer uma coisa por dia que seja minha - seja leitura, ou costura, ou palavras-cruzadas, o que for.
Nos últimos anos andava a ler 1 livro por ano (uma vergonha), nestes 2 meses já vou no 3o. Nem que seja 1 página, mas todos os dias leio alguma coisa. E deixei de ter intenção de ler aqueles livros fantásticos que tenho na prateleira mas que são grandes, ou complexos ou exigentes demais - deixei-me de coisas e adapto os livros que leio a esta fase da vida - pequenos, ou de crónicas ou de capítulos curtos, histórias engraçadas, nada de muito filosófico.
Já completei 2 calçoes para os meus filhos, e resolvi uns quantos desafios de palavras-cruzadas e fui ao cinema com uma amiga.
E atrás disto fui arranjando tempo também para outras pequenas coisas (pequeninas mesmo, mas minhas) que há 1 ano atrás eu sei que seria impensável conseguir fazer.
Sim, eu sei que estamos no verão e parece que os dias rendem mais, e não temos de vir para casa com pressa, e a roupa seca e não acumula, e os horários são flexíveis e tal e tal, mas isto é mesmo, mesmo importante para mim.
E ontem quando vi o tal vídeo ainda foi mais flagrante. Ora bolas, acima de tudo penso que os filhos aprendem com o exemplo, e eles tem de ter uma mãe feliz, que tem interesses para além deles - interesses esses que me irão preencher a vida quando eles tiverem a sua vida e não me ligarem nenhuma.
E onde, perguntam voces, onde é que esta miúda foi arranjar tempo para ler e costurar?
Não foi a roubar tempo ao sono, que acho que já durmo o mínimo possível - 6 horas, por vezes menos.
Foi exactamente a isto que voces estão a ver: à internet.
O portátil cá de casa deu o berro oficialmente e isso acabou por ser quase uma libertação.
Se eu passava muito tempo na net? Não passava, mas a verdade é que sem dar por ela passamos 1 hora entre blogs e FB - essa hora que agora é passada noutra coisa que me dá mais prazer.
Vejo os mesmos blogs, mas não diariamente - e faço-o nas pausas do trabalho quando posso, se não posso, não vejo e paciencia.
Vou ao FB no telemóvel e por isso acabo por nunca ir ver os artigos, os links, as notícias - uso o FB para comunicar com os amigos nos grupos secretos, e pouco mais.
O dia tem as mesmas 24 horas de sempre.
Cabe-nos a nós decidir o que podemos fazer para tirar melhor partido delas.
*Ironicamente tive este post aberto e com 1 parágrafo escrito durante todo o dia, porque não consegui mesmo vir aqui escrever.
Este blog, sem dúvida, está-se a ressentir com a minha ausência, mas se eu aprender a fazer posts no telemóvel colmatarei a minha falha.
Se me virem ausente por muito tempo já sabem que não é falta de tempo, é mesmo uma questão de (falta de) organização :)
Cada um tem a sua, e eu até acho que tem a sua graça ver como cada um gere o seu à sua maneira, de acordo com as suas prioridades, que não seriam necessariamente as minhas como é óbvio (exemplos: muito dificilmente me verão a queixar de falta de tempo mas a andar de unhas arranjadas; ou a queixar de falta de dinheiro e a almoçar/jantar fora todos os dias, simplesmente porque são as coisas mais supérfluas para mim e as primeiras a ir de carrinho quando o tempo/dinheiro apertam - adiante).
Com tudo isto, estou muito contente comigo mesma por estar a conseguir organizar-me para fazer coisas que gosto, para mim.
Sim, trabalho em part-time, e sim não perco tempo em viagens e transportes, mas verdade seja dita que aproveito esses momentos de não-trabalho para dedicar aos meus filhos que assim tem uma mãe um pouco mais presente - o mais velho mesmo indo para a escola vai mais tarde e vem mais cedo que o costume, a mais nova acompanha-me nesses dois dias por semana, salvo algumas excepçoes em que não a posso levar.
Aqui há umas semanas atrás fui fazer um workshop dentro do programa de voluntariado em que me inscrevi. Organizei a semana e trabalhei de manhã em casa, e à hora do almoço rumava até à Baixa onde decorria o cursinho.
Estava a achar que ia cair para o lado de cansaço, a ter de ir para Lisboa todos os dias como a maioria das mulheres, mas não.
O workshop foi super interessante (MESMO), adorei a formadora, o grupo, as questões levantadas, as discussões. Senti-me mesmo bem como Mary apenas Mary.
Gostei tanto, tanto, de estar a fazer uma coisa para mim.
Paralelamente com isso desde os meus anos, há 2 meses atrás, tenho feito um esforço por fazer uma coisa por dia que seja minha - seja leitura, ou costura, ou palavras-cruzadas, o que for.
Nos últimos anos andava a ler 1 livro por ano (uma vergonha), nestes 2 meses já vou no 3o. Nem que seja 1 página, mas todos os dias leio alguma coisa. E deixei de ter intenção de ler aqueles livros fantásticos que tenho na prateleira mas que são grandes, ou complexos ou exigentes demais - deixei-me de coisas e adapto os livros que leio a esta fase da vida - pequenos, ou de crónicas ou de capítulos curtos, histórias engraçadas, nada de muito filosófico.
Já completei 2 calçoes para os meus filhos, e resolvi uns quantos desafios de palavras-cruzadas e fui ao cinema com uma amiga.
E atrás disto fui arranjando tempo também para outras pequenas coisas (pequeninas mesmo, mas minhas) que há 1 ano atrás eu sei que seria impensável conseguir fazer.
Sim, eu sei que estamos no verão e parece que os dias rendem mais, e não temos de vir para casa com pressa, e a roupa seca e não acumula, e os horários são flexíveis e tal e tal, mas isto é mesmo, mesmo importante para mim.
E ontem quando vi o tal vídeo ainda foi mais flagrante. Ora bolas, acima de tudo penso que os filhos aprendem com o exemplo, e eles tem de ter uma mãe feliz, que tem interesses para além deles - interesses esses que me irão preencher a vida quando eles tiverem a sua vida e não me ligarem nenhuma.
E onde, perguntam voces, onde é que esta miúda foi arranjar tempo para ler e costurar?
Não foi a roubar tempo ao sono, que acho que já durmo o mínimo possível - 6 horas, por vezes menos.
Foi exactamente a isto que voces estão a ver: à internet.
O portátil cá de casa deu o berro oficialmente e isso acabou por ser quase uma libertação.
Se eu passava muito tempo na net? Não passava, mas a verdade é que sem dar por ela passamos 1 hora entre blogs e FB - essa hora que agora é passada noutra coisa que me dá mais prazer.
Vejo os mesmos blogs, mas não diariamente - e faço-o nas pausas do trabalho quando posso, se não posso, não vejo e paciencia.
Vou ao FB no telemóvel e por isso acabo por nunca ir ver os artigos, os links, as notícias - uso o FB para comunicar com os amigos nos grupos secretos, e pouco mais.
O dia tem as mesmas 24 horas de sempre.
Cabe-nos a nós decidir o que podemos fazer para tirar melhor partido delas.
*Ironicamente tive este post aberto e com 1 parágrafo escrito durante todo o dia, porque não consegui mesmo vir aqui escrever.
Este blog, sem dúvida, está-se a ressentir com a minha ausência, mas se eu aprender a fazer posts no telemóvel colmatarei a minha falha.
Se me virem ausente por muito tempo já sabem que não é falta de tempo, é mesmo uma questão de (falta de) organização :)
terça-feira, 30 de julho de 2013
Momento piegas do dia
Quando vi o video que ilustra este post.
Oh pá, então queres tu ver que isto de ser mãe afinal deixa de ser "fecha o casaco" e "come uma peça de fruta"! Um dia estão aqui a melgar-nos o dia todo e depois não nos ligam nenhuma??
Onde é que isto já se viu?
Isto dava aqui um post tremendo sobre a passagem do tempo, que é coisa que não me preocupa nadinha de nada, basta ver o nome do meu blog - mas sinceramente, não tenho tempo. Ou por outra, tenho, mas vou ocupa-lo com outras coisas.
Mas uma coisa tenho bem presente, que é aquele momento em que de repente ficamos só dois outra vez.
Nós por cá fomos muito felizes quando éramos só dois, espero que saibamos voltar a ser quando a miudagem se pirar de vez.
Por enquanto, por muito que me doa (e vai doer ainda mais) a imagem de poder fazer o que nos apetece, poder ler, ver filmes, jantar fora, viajar, conversar sem ser interrompidos ou simplesmente não fazer nada, parece-me bastante bem.
Vamos ver se daqui a 20 anos ainda penso da mesma maneira.
Oh pá, então queres tu ver que isto de ser mãe afinal deixa de ser "fecha o casaco" e "come uma peça de fruta"! Um dia estão aqui a melgar-nos o dia todo e depois não nos ligam nenhuma??
Onde é que isto já se viu?
Isto dava aqui um post tremendo sobre a passagem do tempo, que é coisa que não me preocupa nadinha de nada, basta ver o nome do meu blog - mas sinceramente, não tenho tempo. Ou por outra, tenho, mas vou ocupa-lo com outras coisas.
Mas uma coisa tenho bem presente, que é aquele momento em que de repente ficamos só dois outra vez.
Nós por cá fomos muito felizes quando éramos só dois, espero que saibamos voltar a ser quando a miudagem se pirar de vez.
Por enquanto, por muito que me doa (e vai doer ainda mais) a imagem de poder fazer o que nos apetece, poder ler, ver filmes, jantar fora, viajar, conversar sem ser interrompidos ou simplesmente não fazer nada, parece-me bastante bem.
Vamos ver se daqui a 20 anos ainda penso da mesma maneira.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Quase adultos
Os meus filhos.
O mais velho abandonou definitivamente todos os traços de bebé que ainda tinha - já não usa fralda (nem de noite nem de dia), nem chucha, nem babete, e nem rodinhas na bicicleta.
A mais nova começa também a largar as fraldas (e o bem que esta a correr, nem vos digo nada) e come toda a refeição sozinha (metade com a mão, outro tanto com a colher ou garfo e o resto no chão) sem pedir ajuda.
Daqui a saberem ler este blog é um tirinho...
O mais velho abandonou definitivamente todos os traços de bebé que ainda tinha - já não usa fralda (nem de noite nem de dia), nem chucha, nem babete, e nem rodinhas na bicicleta.
A mais nova começa também a largar as fraldas (e o bem que esta a correr, nem vos digo nada) e come toda a refeição sozinha (metade com a mão, outro tanto com a colher ou garfo e o resto no chão) sem pedir ajuda.
Daqui a saberem ler este blog é um tirinho...
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Cinema
As minhas idas ao cinema são tão raras, tão raras que merecem sempre um post.
Esta vez ainda mais porque, coisa que não acontecia talvez há uma década (literalmente), fui ao cinema com uma amiga, a meio da semana (inédito mesmo!)
Fomos ver este filme, o 3o de uma triologia que marca a nossa geração (se bem que as personagens são um pouco mais velhas que nós).
Vimos o primeiro filme em grupo, se calhar não em 1994 mas um pouco depois, e ficamos fascinadas com estes diálogos, com a espontaneidade deles, com as conversas sobre tudo e mais alguma coisa.
Fico abismada com a diferença de velocidade com que passaram os 9 anos entre o 1o e o 2o e os 10 anos entre o 2o e o 3o filmes. Estes últimos passaram a voar. Mesmo.
Gostei muito do filme, gosto muito destes actores, mas claro, nunca voltarão ao encanto e inocencia do primeiro filme.
Se nos dois primeiros passam os filmes a conhecer-se, neste 3o passam o tempo a "discutir". E o casal que não se revê em nenhuma das discussões que atire a primeira pedra...
Agora, a maior injustiça, senhores, é o modo como eles estão a envelhecer... Ele cada vez mais giro e charmoso, ainda melhor do que antes, ela, continua gira nos momentos em que faz lembrar a rapariga que foi, mas as marcas do tempo não a favorecem da mesma maneira...
Daqui a 10 anos lá estaremos para acompanhar esta relação, que no fundo é um bocadinho nossa também.
Esta vez ainda mais porque, coisa que não acontecia talvez há uma década (literalmente), fui ao cinema com uma amiga, a meio da semana (inédito mesmo!)
Fomos ver este filme, o 3o de uma triologia que marca a nossa geração (se bem que as personagens são um pouco mais velhas que nós).
Vimos o primeiro filme em grupo, se calhar não em 1994 mas um pouco depois, e ficamos fascinadas com estes diálogos, com a espontaneidade deles, com as conversas sobre tudo e mais alguma coisa.
Fico abismada com a diferença de velocidade com que passaram os 9 anos entre o 1o e o 2o e os 10 anos entre o 2o e o 3o filmes. Estes últimos passaram a voar. Mesmo.
Gostei muito do filme, gosto muito destes actores, mas claro, nunca voltarão ao encanto e inocencia do primeiro filme.
Se nos dois primeiros passam os filmes a conhecer-se, neste 3o passam o tempo a "discutir". E o casal que não se revê em nenhuma das discussões que atire a primeira pedra...
Agora, a maior injustiça, senhores, é o modo como eles estão a envelhecer... Ele cada vez mais giro e charmoso, ainda melhor do que antes, ela, continua gira nos momentos em que faz lembrar a rapariga que foi, mas as marcas do tempo não a favorecem da mesma maneira...
Daqui a 10 anos lá estaremos para acompanhar esta relação, que no fundo é um bocadinho nossa também.
Palavras-cruzadas
Anteontem num quiosque de jornais dei de caras com uma revista de palavras-cruzadas.
Abri ao acaso e pronto, tive de comprar.
Não fazia palavras-cruzadas há séculos, mas durante muito tempo foi o meu passatempo de eleição (sopas de letras não tem tanta graça, e sudoku odeio pela simples razão que tem a ver com números e não letras).
Foi há tanto tempo que o Te nem sabia que eu gostava de as fazer!
O que prova que:
a) pelo menos há 7 anos que não pegava numas palavras-cruzadas
b) nos últimos 13 não peguei numas quando estava com ele
Ou se calhar ele é que é um distraído, também pode ser.
De qualquer modo, parecia que tinha feito ontem. Os símbolos químicos, os verbos, as preposições, tudo aquilo volta sem qualquer dificuldade.
Já imagino estas férias com umas belas palavras-cruzadas à sombra, na hora da sesta.
Excelente resgate de um hobbie antigo.
Abri ao acaso e pronto, tive de comprar.
Não fazia palavras-cruzadas há séculos, mas durante muito tempo foi o meu passatempo de eleição (sopas de letras não tem tanta graça, e sudoku odeio pela simples razão que tem a ver com números e não letras).
Foi há tanto tempo que o Te nem sabia que eu gostava de as fazer!
O que prova que:
a) pelo menos há 7 anos que não pegava numas palavras-cruzadas
b) nos últimos 13 não peguei numas quando estava com ele
Ou se calhar ele é que é um distraído, também pode ser.
De qualquer modo, parecia que tinha feito ontem. Os símbolos químicos, os verbos, as preposições, tudo aquilo volta sem qualquer dificuldade.
Já imagino estas férias com umas belas palavras-cruzadas à sombra, na hora da sesta.
Excelente resgate de um hobbie antigo.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Fim de semana de sobrinhada
Na 6a dormiu cá a minha afilhada, no sábado foi a vez do afilhado do Te.
Dois sobrinhos-furacão conhecidos pelos feitios difíceis, teimosias várias, fugas e desaparecimentos em locais públicos, que connosco se portam exemplarmente, tal como seria de esperar.
Ele é obrigado e se faz favor por tudo e por nada, nunca se afastam mais do que é suposto, são os primeiros a ir para o banho ou lavar os dentes, comem tudo de sorriso na cara e vão para a cama sem refilar.
E o melhor, com eles por perto os meus ficam tão entretidos que nem discutem, não roubam brinquedos, gritam muito menos e até parece que ficam uns meninos civilizados.
Estamos a pensar seriamente raptar ora um ora outro, a ver se a coisa cá em casa se mantém mais equilibrada.
Dois sobrinhos-furacão conhecidos pelos feitios difíceis, teimosias várias, fugas e desaparecimentos em locais públicos, que connosco se portam exemplarmente, tal como seria de esperar.
Ele é obrigado e se faz favor por tudo e por nada, nunca se afastam mais do que é suposto, são os primeiros a ir para o banho ou lavar os dentes, comem tudo de sorriso na cara e vão para a cama sem refilar.
E o melhor, com eles por perto os meus ficam tão entretidos que nem discutem, não roubam brinquedos, gritam muito menos e até parece que ficam uns meninos civilizados.
Estamos a pensar seriamente raptar ora um ora outro, a ver se a coisa cá em casa se mantém mais equilibrada.
sábado, 20 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
"Tia-sitting" por um dia
De um sobrinho com quase 13 e uma sobrinha de 6, e ando com a minha de 2 também.
E sabem o que tenho a dizer sobre as pessoas que tem filhos com 5 ou 6 anos de diferença uns dos outros?
Sábias. Isso mesmo, mães sábias essas.
E sabem o que tenho a dizer sobre as pessoas que tem filhos com 5 ou 6 anos de diferença uns dos outros?
Sábias. Isso mesmo, mães sábias essas.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Menos Penélope
E voilá, ontem deixei-me de penélopices e consegui terminar a minha primeira obra a sério (sem ser uma bainha na toalha de mesa): uns calções básicos para o mais velho.
E não foi preciso desmanchar nenhuma vez (o orgulho, senhores).
Há muito "room for improvement" como se diz na minha empresa, ou seja muito por onde melhorar: o elástico escolhido podia ser mais largo, as bainhas tem de ser maiores definitivamente (cortei o molde muito à justa, porque o de anteontem tinha ficado demasiado grande), e no geral estão com ar de que se vão desintegrar a qualquer instante, as linhas também são de tons diferentes porque vinha um kit com a máquina que tem todas as cores iguais para o rolo e para a canela (estarei a usar o termo correcto??) menos o cor-de-laranja que era o que precisava, mas isso não interessa nada!
Era um bocado de tecido, e agora são uns calções (que parecem mesmo calções e que se podem, de facto, vestir!). Uau, estou pasmada comigo mesma!
E o melhor - levaram cerca de 1h30 a fazer. Que gozo que dá!
O meu objectivo é conseguir chegar ao nível de costura dos meus sobrinhos de 13 e 11 anos, que já fazem sacos de brinquedos, pijamas completos, bonecos vários e até camisas de bebé (que o meu mais velho vestiu na maternidade) com uma ajuda mínima da minha irmã.
Com calma, lá chegarei.
E não foi preciso desmanchar nenhuma vez (o orgulho, senhores).
Há muito "room for improvement" como se diz na minha empresa, ou seja muito por onde melhorar: o elástico escolhido podia ser mais largo, as bainhas tem de ser maiores definitivamente (cortei o molde muito à justa, porque o de anteontem tinha ficado demasiado grande), e no geral estão com ar de que se vão desintegrar a qualquer instante, as linhas também são de tons diferentes porque vinha um kit com a máquina que tem todas as cores iguais para o rolo e para a canela (estarei a usar o termo correcto??) menos o cor-de-laranja que era o que precisava, mas isso não interessa nada!
Era um bocado de tecido, e agora são uns calções (que parecem mesmo calções e que se podem, de facto, vestir!). Uau, estou pasmada comigo mesma!
E o melhor - levaram cerca de 1h30 a fazer. Que gozo que dá!
O meu objectivo é conseguir chegar ao nível de costura dos meus sobrinhos de 13 e 11 anos, que já fazem sacos de brinquedos, pijamas completos, bonecos vários e até camisas de bebé (que o meu mais velho vestiu na maternidade) com uma ajuda mínima da minha irmã.
Com calma, lá chegarei.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Penélope
Depois de uma análise profunda de um "tutorial" na net, mais o envio do molde pela mana mais velha, ontem fui comprar tecidos e pus mãos à obra para fazer uns calções para os miúdos.
Marca daqui, corta dali, a meio do processo percebi que tinha cosido tudo mal (umas partes do direito e outras do avesso...sem comentários) e toca de desfazer uma data de pontos.
No fim dei conta que devo ter feito uma nabice qualquer no momento de cortar, pois o gancho dos calções ficou demasiado curto, nem dá para lá meter o elástico.
Terei eu alma de Penélope para aguentar tanto cose-descose-cose-descose?
Espero que sim.
A motivação por enquanto está ao rubro, que já sonho com tecidos e costuras e tudo, e como tenho visto blogs americanos vai que sonho com os termos todos em inglês - sew, patterns, fabric, entre outros.
Vou ficar uma costureira snob, aviso já.
Marca daqui, corta dali, a meio do processo percebi que tinha cosido tudo mal (umas partes do direito e outras do avesso...sem comentários) e toca de desfazer uma data de pontos.
No fim dei conta que devo ter feito uma nabice qualquer no momento de cortar, pois o gancho dos calções ficou demasiado curto, nem dá para lá meter o elástico.
Terei eu alma de Penélope para aguentar tanto cose-descose-cose-descose?
Espero que sim.
A motivação por enquanto está ao rubro, que já sonho com tecidos e costuras e tudo, e como tenho visto blogs americanos vai que sonho com os termos todos em inglês - sew, patterns, fabric, entre outros.
Vou ficar uma costureira snob, aviso já.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Grande clássico
Não querem ir para o banho.
Não querem sair do banho.
Não querem ir para o parque.
Não querem sair do parque.
Não querem ir para a mesa.
Não querem sair da mesa.
Chiça que são chatos, pá!
Não querem sair do banho.
Não querem ir para o parque.
Não querem sair do parque.
Não querem ir para a mesa.
Não querem sair da mesa.
Chiça que são chatos, pá!
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Snack saudável
Um dia destes fico uma daquelas pessoas irritantes (sim, ouviram bem, pessoas irritantes) que tentam impingir a sua dieta e dar dicas saudáveis a torto e a direito, tirando-nos o prazer de comer aquele corneto de nata que nos estava a saber tão bem.
Esse dia ainda não chegou, mas a verdade é que a dieta tem feito parte da minha vida nos últimos tempos, e eu na minha luta contra a badochice, não quero que vos falte nada.
Um fantástico snack que descobri há pouco: tomates cherry alongados, aka mini-tomate chucha.
De-li-ci-o-so!
Fantásticos para picar ao lanche. Os tomates-cereja normais podem ser bastante amargos, e eu só gosto deles temperados, mas estes vão muito bem assim ao natural.
3 ou 4 tiram a fome, e resultam melhor do que uma peça de fruta (que a mim me abre o apetite, claro está).
A Dra Agata das dietas não me deixou comer fruta durante 2 semanas, o que em pleno verão pode revelar-se um grande sacrifício, e ainda agora só posso comer uma pequena lista de frutos 1 vez ao dia, pelo que estes tomatinhos assim sem mais nada sabem mesmo muito bem.
Saborosos, práticos e light.Um pouco caros, mas não se pode ter tudo.
Aviso 1: ou bem que estão bem rijos ou então há que come-los inteiros de uma vez, sob pena de esguicharem sumo para todo o lado.
Aviso 2: quem tem crianças que gostam de tomate em casa, não coloque a caixa destes tomatinhos à mão de semear sob pena de a) ficar sem eles em menos de nada e b) ter de limpar sumo e sementes de tomate da cozinha inteira, e nódoas nos pijamas também. Trust me.
Dito isto, vou lanchar.
Esse dia ainda não chegou, mas a verdade é que a dieta tem feito parte da minha vida nos últimos tempos, e eu na minha luta contra a badochice, não quero que vos falte nada.
Um fantástico snack que descobri há pouco: tomates cherry alongados, aka mini-tomate chucha.
De-li-ci-o-so!
Fantásticos para picar ao lanche. Os tomates-cereja normais podem ser bastante amargos, e eu só gosto deles temperados, mas estes vão muito bem assim ao natural.
3 ou 4 tiram a fome, e resultam melhor do que uma peça de fruta (que a mim me abre o apetite, claro está).
A Dra Agata das dietas não me deixou comer fruta durante 2 semanas, o que em pleno verão pode revelar-se um grande sacrifício, e ainda agora só posso comer uma pequena lista de frutos 1 vez ao dia, pelo que estes tomatinhos assim sem mais nada sabem mesmo muito bem.
Saborosos, práticos e light.Um pouco caros, mas não se pode ter tudo.
Aviso 1: ou bem que estão bem rijos ou então há que come-los inteiros de uma vez, sob pena de esguicharem sumo para todo o lado.
Aviso 2: quem tem crianças que gostam de tomate em casa, não coloque a caixa destes tomatinhos à mão de semear sob pena de a) ficar sem eles em menos de nada e b) ter de limpar sumo e sementes de tomate da cozinha inteira, e nódoas nos pijamas também. Trust me.
Dito isto, vou lanchar.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A primeira obra
... a sair da minha máquina de costura, está pronta e a uso.
E eu estou muito orgulhosa.
Estava a tentar arranjar uma toalha de mesa para a cozinha, para não ter de tirar os individuais 10 vezes por dia para limpar as migalhas. Procurei toalhas plastificadas, mas enfim, além de feias são um bocado deprimentes...
Falaram-me de um tecido no Ikea, que é plastificado mas não é (faz lembrar aqueles casacos ensebados, mas não leva sebo, espero), e eu comprei e pus mão à obra.
Sim, foi só pegar no tecido e fazer a bainha, mas bolas, fui eu que fiz!
Antes era apenas um quadrado de tecido e agora é uma toalha feita por mim (aplausos por favor!)
Está tudo direitinho? Não está não senhora, antes pelo contrário, mas posso sempre dizer que não é falta de jeito mas sim culpa das garrafas do post anterior. Hic.
E eu estou muito orgulhosa.
Estava a tentar arranjar uma toalha de mesa para a cozinha, para não ter de tirar os individuais 10 vezes por dia para limpar as migalhas. Procurei toalhas plastificadas, mas enfim, além de feias são um bocado deprimentes...
Falaram-me de um tecido no Ikea, que é plastificado mas não é (faz lembrar aqueles casacos ensebados, mas não leva sebo, espero), e eu comprei e pus mão à obra.
Sim, foi só pegar no tecido e fazer a bainha, mas bolas, fui eu que fiz!
Antes era apenas um quadrado de tecido e agora é uma toalha feita por mim (aplausos por favor!)
Está tudo direitinho? Não está não senhora, antes pelo contrário, mas posso sempre dizer que não é falta de jeito mas sim culpa das garrafas do post anterior. Hic.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Bebe que isso passa
Duas coisas estranhas e relacionadas com álcool que se passaram cá em casa hoje.
1) vou buscar café a despensa e a caixa está com uns pingos de uma nhanha castanha em cima, tipo mel escuro. Olha queres tu ver, pensei eu, que se partiu o frasco do mel? Mas não. Segui o trajecto do pingo e percebi que se tratava de uma garrafa de jeropiga caseira oferecida por um vizinho ainda na casa antiga, que começou a verter. A garrafa estava na horizontal, e tinha a rolha toda suja de jeropiga condensada, que ia caindo aos poucos para as prateleiras de baixo.
2) Algumas horas mais tarde, estando eu a fazer qualquer coisa na cozinha, ouço um grande estrondo na sala, como se tivesse caído uma prateleira da estante. Não tinha. Chego a sala (as escuras porque a mai nova estava a dormir no sofá) e vejo duas molduras tombadas na prateleira de cima. Eh pa, pensei eu, tanto barulho para serem só duas molduras? E nisto começo a sentir umas pingas a caírem-me nos pés... Acendo a luz, e o que era? Uma garrafa de espumante, que estava atrás das outras garrafas que tenho na prateleira do meio, que com o calor, explodiu. A rolha já não tinha aquela prata nem o arame a segurar, deve ter ficado por abrir desde o fim do ano e foi arrumada la atrás sem o meu conhecimento, que sou amiga de uma boa pinga mas também não olho para a zona do bar cá de casa assim com tanta atenção. E pronto, era espumante no papel que forra a estante, nas molduras e nos álbuns de fotografias forrados a tecido das prateleiras inferiores...
Posto isto, vou tomar isto como um sinal, e vou começar a dar cabo do álcool cá de casa, antes que ele de cabo de mim...
(e antes que pensem, ah e tal, esta rapariga bebeu foi uns copitos a mais hoje e agora quer encontrar uma desculpa, fiquem sabendo que a minha querida mãe assistiu a ambas as cenas, e não me deixa mentir)
1) vou buscar café a despensa e a caixa está com uns pingos de uma nhanha castanha em cima, tipo mel escuro. Olha queres tu ver, pensei eu, que se partiu o frasco do mel? Mas não. Segui o trajecto do pingo e percebi que se tratava de uma garrafa de jeropiga caseira oferecida por um vizinho ainda na casa antiga, que começou a verter. A garrafa estava na horizontal, e tinha a rolha toda suja de jeropiga condensada, que ia caindo aos poucos para as prateleiras de baixo.
2) Algumas horas mais tarde, estando eu a fazer qualquer coisa na cozinha, ouço um grande estrondo na sala, como se tivesse caído uma prateleira da estante. Não tinha. Chego a sala (as escuras porque a mai nova estava a dormir no sofá) e vejo duas molduras tombadas na prateleira de cima. Eh pa, pensei eu, tanto barulho para serem só duas molduras? E nisto começo a sentir umas pingas a caírem-me nos pés... Acendo a luz, e o que era? Uma garrafa de espumante, que estava atrás das outras garrafas que tenho na prateleira do meio, que com o calor, explodiu. A rolha já não tinha aquela prata nem o arame a segurar, deve ter ficado por abrir desde o fim do ano e foi arrumada la atrás sem o meu conhecimento, que sou amiga de uma boa pinga mas também não olho para a zona do bar cá de casa assim com tanta atenção. E pronto, era espumante no papel que forra a estante, nas molduras e nos álbuns de fotografias forrados a tecido das prateleiras inferiores...
Posto isto, vou tomar isto como um sinal, e vou começar a dar cabo do álcool cá de casa, antes que ele de cabo de mim...
(e antes que pensem, ah e tal, esta rapariga bebeu foi uns copitos a mais hoje e agora quer encontrar uma desculpa, fiquem sabendo que a minha querida mãe assistiu a ambas as cenas, e não me deixa mentir)
Então e a dieta?
Vai tão bem ou tão mal que ontem o meu mais velho quando me viu a comer sopa como eles ao jantar (era o dia da asneira), perguntou:
"Então mãe, hoje não comes alface?"
"Então mãe, hoje não comes alface?"
domingo, 7 de julho de 2013
Fim de semana sem crianças
Numa das minhas praias preferidas, na costa alentejana.
Do melhor.
Segundo o Miguel Esteves Cardoso, numa das suas cronicas, o casamento deve ser tratado como um filho mais velho - o primeiro a nascer, antes dos outros.
Este fim de semana foi a vez de dedicar atenção, então, ao nosso mais velho.
Foi per-fei-to.
Do melhor.
Segundo o Miguel Esteves Cardoso, numa das suas cronicas, o casamento deve ser tratado como um filho mais velho - o primeiro a nascer, antes dos outros.
Este fim de semana foi a vez de dedicar atenção, então, ao nosso mais velho.
Foi per-fei-to.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Aquele estranho momento...
... em que uma pessoa que acabas de conhecer fala sobre si própria há 20 anos atrás e descreve exactamente aquilo que sentes nesta fase da vida, sobre o qual tinhas estado a pensar algumas horas antes.
Foi mesmo muito estranho.
Foi mesmo muito estranho.
Nada inteligente
Conhecer o novo passeio marítimo que liga o Cais do Sodré ao Cais das Colunas, quase as 14h.
Atravessar o Terreiro do Paço de uma ponta à outra para ir ver a nova estação de metro/barco por volta das 16h.
Ontem ia derretendo, senhores...
Atravessar o Terreiro do Paço de uma ponta à outra para ir ver a nova estação de metro/barco por volta das 16h.
Ontem ia derretendo, senhores...
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Post que eu deveria ter escrito na 3a feira
Um dia tiro férias do trabalho e passo o dia todo a ver museus em Lisboa.
Hoje foi o dia.
Podia andar a ver museus todos os dias.
Há uma turista adormecida em mim, senhores. Só não ando é de máquina fotográfica ao pescoço.
Hoje foi o dia.
Podia andar a ver museus todos os dias.
Há uma turista adormecida em mim, senhores. Só não ando é de máquina fotográfica ao pescoço.
Post que eu deveria ter escrito na 2a feira
Um dia torno-me voluntária do Banco de Voluntariado da Camara de Lisboa.
Hoje foi o dia.
Hoje foi o dia.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
As praias aqui da zona
Todos os anos é a mesma coisa, este ano ainda pior ou porque a) está tudo desejoso de praia depois do longo inverno que tivemos ou b) com a crise ninguem vai de ferias para lado nenhum, chega-se ao verao e as praias perto de Lisboa ficam a abarrotar de gente.
Ele é gente na areia, na água, nas esplanadas, e o pior, instala-se o caos no estacionamento.
Já para não falar na fila para ir para a costa, que começa em Belém.
Ontem combinámos ir para o Guincho, mas chegamos ali a S. João do Estoril e voltamos para trás pois ligou o meu cunhado a dizer que estava tudo parado até Cascais, impossível de estacionar.
Tentámos ir para Carcavelos e foi pura perda de tempo. Ficámos horas no estacionamento, nem para a frente nem para trás, um calor de morrer, gente por todos os lados.
E o Te com cada vez menos paciência, que quem apanha transito todos os dias para Lisboa a última coisa que quer é estar parado dentro do carro à ida para a praia.
Acabámos por ir só nós 4 para a Parede, praia que nunca nos deixa ficar mal (ou raramente, vá), estacionámos à porta e na sombra, com montes de espaço na areia (eu explico, chegámos na hora em que as pessoas da praia da Parede - famílias com crianças pequenas e velhotes - já se estão a ir embora e estava maré vazia), e uma água para lá de espetacular. Foi um excelente dia de praia, que foi, mas não teve nada a ver com o dia de praia com os amigos que tínhamos em mente.
No FB, à noite, imensos comentários das mais diversas pessoas a elogiar o Guincho e as praias da Costa, que estavam todas para lá de espetaculares. E eu pergunto, mas esta gente está a falar dos mesmos sítios que eu? Ou estão todos a gozar para meter inveja aos amigos do FB? A que horas vão para a praia para estacionarem na boa? 8h da manhã? 6 da tarde? Ou não se importam de ficar 2 horas enfiados no carro antes de ir para a praia?
Alguém me esclarece?
Ele é gente na areia, na água, nas esplanadas, e o pior, instala-se o caos no estacionamento.
Já para não falar na fila para ir para a costa, que começa em Belém.
Ontem combinámos ir para o Guincho, mas chegamos ali a S. João do Estoril e voltamos para trás pois ligou o meu cunhado a dizer que estava tudo parado até Cascais, impossível de estacionar.
Tentámos ir para Carcavelos e foi pura perda de tempo. Ficámos horas no estacionamento, nem para a frente nem para trás, um calor de morrer, gente por todos os lados.
E o Te com cada vez menos paciência, que quem apanha transito todos os dias para Lisboa a última coisa que quer é estar parado dentro do carro à ida para a praia.
Acabámos por ir só nós 4 para a Parede, praia que nunca nos deixa ficar mal (ou raramente, vá), estacionámos à porta e na sombra, com montes de espaço na areia (eu explico, chegámos na hora em que as pessoas da praia da Parede - famílias com crianças pequenas e velhotes - já se estão a ir embora e estava maré vazia), e uma água para lá de espetacular. Foi um excelente dia de praia, que foi, mas não teve nada a ver com o dia de praia com os amigos que tínhamos em mente.
No FB, à noite, imensos comentários das mais diversas pessoas a elogiar o Guincho e as praias da Costa, que estavam todas para lá de espetaculares. E eu pergunto, mas esta gente está a falar dos mesmos sítios que eu? Ou estão todos a gozar para meter inveja aos amigos do FB? A que horas vão para a praia para estacionarem na boa? 8h da manhã? 6 da tarde? Ou não se importam de ficar 2 horas enfiados no carro antes de ir para a praia?
Alguém me esclarece?
sábado, 29 de junho de 2013
O Dia da Asneira
A Dra Agata previu um dia da asneira por semana na sua dieta.
O que ela não previu foi que o meu dia da asneira fosse um DIA DA ASNEIRONA, com tudo o que tenho direito. Ele houve mini rissóis e croquetes, folhadinhos, tostas com pastas variadas, vinho branco e ate uma fatia (pequena) de bolo (que era uma bomba).
Dia da asneira é dia da asneira, a Dra Agata é que mandou comer tudo o que me apetecesse.
E mesmo assim houve uma lista de doces que ficaram por provar, pelo que entre as calorias consumidas e as que não consumi mas poderia ter consumido, a coisa fica equilibrada.
Amanha regressamos ao regime espartano, e a ver se me lembro de lhe dar nuns bons 2 litros de agua a ver se isto volta ao lugar.
Menos mal que pelo menos os eventos de grande porte - batizados, comunhões, festarolas e arraias - agora pausam um bocadinho. A ver se para a semana o dia da asneira é mais civilizado...
O que ela não previu foi que o meu dia da asneira fosse um DIA DA ASNEIRONA, com tudo o que tenho direito. Ele houve mini rissóis e croquetes, folhadinhos, tostas com pastas variadas, vinho branco e ate uma fatia (pequena) de bolo (que era uma bomba).
Dia da asneira é dia da asneira, a Dra Agata é que mandou comer tudo o que me apetecesse.
E mesmo assim houve uma lista de doces que ficaram por provar, pelo que entre as calorias consumidas e as que não consumi mas poderia ter consumido, a coisa fica equilibrada.
Amanha regressamos ao regime espartano, e a ver se me lembro de lhe dar nuns bons 2 litros de agua a ver se isto volta ao lugar.
Menos mal que pelo menos os eventos de grande porte - batizados, comunhões, festarolas e arraias - agora pausam um bocadinho. A ver se para a semana o dia da asneira é mais civilizado...
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Look de Verão
A capa de sofá beje passou a branca, as almofadas de fazenda e feltro em tons de cinzento deram lugar a outras de algodão branco com desenhos pretos, ou riscas coloridas.
Também o WC recebeu cortina de duche nova, com desenhos e manchas de cores.
Uma lufada de ar fresco de acordo com a estação, ou uma espécie de Querido Mudei a Casa low cost e sazonal.
No Inverno logo voltaremos aos tons mais sérios e quentes.
Também o WC recebeu cortina de duche nova, com desenhos e manchas de cores.
Uma lufada de ar fresco de acordo com a estação, ou uma espécie de Querido Mudei a Casa low cost e sazonal.
No Inverno logo voltaremos aos tons mais sérios e quentes.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O melhor do verão (sem estar de férias)
A praia ao fim do dia, aqui tão perto.
Sim, as praias estão cheias, demoramos a estacionar, por vezes chegamos e quase nem temos sítio para nos sentar.
Mas depois... começam as pessoas a ir embora, o sol a ficar cor-de-laranja, e a criançada pode correr à vontade na maré vazia, e eu penso na sorte que temos de podermos fazer isto assim, num dia normal, depois do trabalho.
Sim, as praias estão cheias, demoramos a estacionar, por vezes chegamos e quase nem temos sítio para nos sentar.
Mas depois... começam as pessoas a ir embora, o sol a ficar cor-de-laranja, e a criançada pode correr à vontade na maré vazia, e eu penso na sorte que temos de podermos fazer isto assim, num dia normal, depois do trabalho.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Novo hobbie ataca de novo
Depois de uma tentativa frustrada de dar uma de costureira, em que com bastante persistência e auto-motivacao apesar da falta de tempo tentei uma e outra e mais outra vez sempre sem resultados (linha partida ao fim de 2 pontos, pontos demasiados soltos - basicamente foram estes os meus grandes problemas) eis que o novo hobbie que nunca o foi regressou em grande estilo.
A minha mãe, com toda a certeza desgostosa de ver uma filha não prendada para coisa nenhuma, decidiu (seguindo um conselho de uma comentadora aqui do blog) oferecer-me uma maquina de costura mais básica, a ver se encarreiro na coisa.
De facto, a Singer florida dos anos 70 era demasiada areia para a minha camioneta. O raio da maquina devia sentir a inexperiência e a hesitação na ponta dos meus dedos e vai que toca de me trocar as voltas e fazer-se difícil, a estúpida.
Fui buscar a nova - bastante basica e pequena, mas robusta - no dia antes de ir para a Holanda, mas só hoje consegui experimentar verdadeiramente.
Espetáculo!
Ponho a linha no sitio certo, escolho o ponto e ela, obediente, cose como se não houvesse amanhã!
Agora, aproveitando a experiência das minhas queridas leitoras (e leitores se houver) venho pedir-vos que me indiquem sites ou blogs de costura que ensinem a fazer coisas giras, para principiantes - tipo calções de criança (rapaz e rapariga), bolsinhas e sacos (para oferecer) e coisas que tais que não sejam muito complicadas. Com moldes e instruções passo por passo.
Isto agora, ninguém me segura!
A minha mãe, com toda a certeza desgostosa de ver uma filha não prendada para coisa nenhuma, decidiu (seguindo um conselho de uma comentadora aqui do blog) oferecer-me uma maquina de costura mais básica, a ver se encarreiro na coisa.
De facto, a Singer florida dos anos 70 era demasiada areia para a minha camioneta. O raio da maquina devia sentir a inexperiência e a hesitação na ponta dos meus dedos e vai que toca de me trocar as voltas e fazer-se difícil, a estúpida.
Fui buscar a nova - bastante basica e pequena, mas robusta - no dia antes de ir para a Holanda, mas só hoje consegui experimentar verdadeiramente.
Espetáculo!
Ponho a linha no sitio certo, escolho o ponto e ela, obediente, cose como se não houvesse amanhã!
Agora, aproveitando a experiência das minhas queridas leitoras (e leitores se houver) venho pedir-vos que me indiquem sites ou blogs de costura que ensinem a fazer coisas giras, para principiantes - tipo calções de criança (rapaz e rapariga), bolsinhas e sacos (para oferecer) e coisas que tais que não sejam muito complicadas. Com moldes e instruções passo por passo.
Isto agora, ninguém me segura!
A dieta da Ágata
Leia-se da Dra. Ágata Roquette, aka Dieta da Roquette, mas eu cá acho bem mais graça chamar as coisas pelo nome próprio que Roquette podíamos ser todos, mas Ágatas são poucas as que tem esse privilegio.
Ouvi dizer maravilhas, e resolvi experimentar.
Vou no dia 1.
30 more to go.
E verdade, verdadinha, fome não tive.
Vamos ver se fico gira como a Ágata.
Ouvi dizer maravilhas, e resolvi experimentar.
Vou no dia 1.
30 more to go.
E verdade, verdadinha, fome não tive.
Vamos ver se fico gira como a Ágata.
sábado, 22 de junho de 2013
Pânico no avião
Nunca tinha tido nenhum momento de stress, mas ha sempre uma primeira vez.
Na aterragem em Amsterdam, já pertinho do chão e com as rodas de fora o avião faz um barulho esquisito, e começa a subir a toda a velocidade.
A rapariga que estava ao meu lado e eu olhamos uma para a outra, com um pânico mal disfarçado.
O avião continuava a subir a pique, a subir e subir e a sensação que dava era a de que a qualquer momento acabava a subida e se iniciaria uma descida a pique (tipo montanha russa).
Não se verificou.
Olhei para trás e vi muitas pessoas na boa, mas algumas com medo no olhar também .
Que raio se teria passado?
O avião iniciou depois a descida e aterrou normalmente. No fim, o piloto diz que o levantamento forcado se deveu a problemas de comunicação. Estaríamos em rota de colisão com outro avião? Sera que foi por pouco que não chocamos e ficamos todos ali? Não se sabe.
Se calhar isto ate acontece com frequência, mas não impede de ter sido uma experiência marcante para mim.
Mais do que uma situação de perigo, foi um episódio que me permitiu conhecer melhor a mim mesma.
Depois de cruzar o olhar de profundo pânico com a minha vizinha do lado, comecei a ficar mais e mais nervosa, com um verdadeiro cagaço. E transpirei das mãos, e pensei nos meus filhos e no Te (e em mais ninguém, lamento, mas isto tudo se passou em segundos).
Depois, ainda com o avião a subir a pique (subimos mesmo muito tempo, muito a pique) acalmei e pensei que não havia nada que eu pudesse fazer.
Aquele momento não me pertencia, nada que eu fizesse iria ser determinante na minha sobrevivência.
E com isto senti uma grande serenidade e aceitei completamente o que viesse a seguir,
Se aquele fosse o meu momento, eu estava verdadeiramente em paz.
Fiquei contente por ter conseguido dar a volta e dominar a situação (aqui o domínio foi o de mim mesma, já que apenas me entreguei nas mãos do destino).
Sejamos sinceros, podia-me ter dado para começar a gritar e a arrancar cabelos, já que sofro de vertigens só de subir a um escadote.
A Mary-borrada-de-medo, ficam a saber, tem muita classe
Na aterragem em Amsterdam, já pertinho do chão e com as rodas de fora o avião faz um barulho esquisito, e começa a subir a toda a velocidade.
A rapariga que estava ao meu lado e eu olhamos uma para a outra, com um pânico mal disfarçado.
O avião continuava a subir a pique, a subir e subir e a sensação que dava era a de que a qualquer momento acabava a subida e se iniciaria uma descida a pique (tipo montanha russa).
Não se verificou.
Olhei para trás e vi muitas pessoas na boa, mas algumas com medo no olhar também .
Que raio se teria passado?
O avião iniciou depois a descida e aterrou normalmente. No fim, o piloto diz que o levantamento forcado se deveu a problemas de comunicação. Estaríamos em rota de colisão com outro avião? Sera que foi por pouco que não chocamos e ficamos todos ali? Não se sabe.
Se calhar isto ate acontece com frequência, mas não impede de ter sido uma experiência marcante para mim.
Mais do que uma situação de perigo, foi um episódio que me permitiu conhecer melhor a mim mesma.
Depois de cruzar o olhar de profundo pânico com a minha vizinha do lado, comecei a ficar mais e mais nervosa, com um verdadeiro cagaço. E transpirei das mãos, e pensei nos meus filhos e no Te (e em mais ninguém, lamento, mas isto tudo se passou em segundos).
Depois, ainda com o avião a subir a pique (subimos mesmo muito tempo, muito a pique) acalmei e pensei que não havia nada que eu pudesse fazer.
Aquele momento não me pertencia, nada que eu fizesse iria ser determinante na minha sobrevivência.
E com isto senti uma grande serenidade e aceitei completamente o que viesse a seguir,
Se aquele fosse o meu momento, eu estava verdadeiramente em paz.
Fiquei contente por ter conseguido dar a volta e dominar a situação (aqui o domínio foi o de mim mesma, já que apenas me entreguei nas mãos do destino).
Sejamos sinceros, podia-me ter dado para começar a gritar e a arrancar cabelos, já que sofro de vertigens só de subir a um escadote.
A Mary-borrada-de-medo, ficam a saber, tem muita classe
A semana de Amsterdam
Mais uma vez la fui, desta vez com direito a usufruir do verão holandês, que como sabem dura 2 dias.
Sabemos que estamos na Holanda quando 5 minutos depois de ter entrado no escritório 3 pessoas diferentes já comentaram que no dia seguinte estaria 30 graus. Não e uma metáfora, foram mesmo 3 pessoas diferentes em 5 minutos.
E sim, estiveram 30 graus, e estava tudo eufórico. Muito calor, mas sempre uma neblina.
E era ver as holandesas a passar de vestido e sandálias nas suas bicicletas, os rapazes de calções, as esplanadas e ruas cheias, o parque que nem se conseguia entrar. E aquele momento sempre agradável de estar o tram cheio que nem um ovo, e toda a gente a colar-se uns aos outros - acho que foi mesmo a primeira vez.
Cada vez passam mais rapido estas semanas, cada vez custam menos a passar. E como tem sido bastante frequentes fazem com que me sinta outra vez cada vez mais em casa.
Sabe bem.
E quando regressou a chuva e os 16 graus do costume, eu calcei as minhas botas, vesti o impermeável, e regressei para Lisboa a tempo de ver o por do sol do dia mais longo do ano na companhia da minha gente.
Sabe ainda e muito melhor.
Sabemos que estamos na Holanda quando 5 minutos depois de ter entrado no escritório 3 pessoas diferentes já comentaram que no dia seguinte estaria 30 graus. Não e uma metáfora, foram mesmo 3 pessoas diferentes em 5 minutos.
E sim, estiveram 30 graus, e estava tudo eufórico. Muito calor, mas sempre uma neblina.
E era ver as holandesas a passar de vestido e sandálias nas suas bicicletas, os rapazes de calções, as esplanadas e ruas cheias, o parque que nem se conseguia entrar. E aquele momento sempre agradável de estar o tram cheio que nem um ovo, e toda a gente a colar-se uns aos outros - acho que foi mesmo a primeira vez.
Cada vez passam mais rapido estas semanas, cada vez custam menos a passar. E como tem sido bastante frequentes fazem com que me sinta outra vez cada vez mais em casa.
Sabe bem.
E quando regressou a chuva e os 16 graus do costume, eu calcei as minhas botas, vesti o impermeável, e regressei para Lisboa a tempo de ver o por do sol do dia mais longo do ano na companhia da minha gente.
Sabe ainda e muito melhor.
A semana de ferias
Comecou fraquinha, com mau tempo e chuva, mas depois foi-se compondo.
Fomos passar uma noite a Porto Covo e tivemos talvez o melhor dia de praia de há muito tempo.
Na 4a feira chegou a minha amiga italiana de Amsterdam, em casa de quem fico quando la vou, que já cá não vinha há 2 anos.
Fomos sair para os santos e tivemos uma noite a antiga, com alguns insólitos, a criação de um mito urbano que se espalhou por Lisboa fora, com encontros e desencontros com amigos, com entrada numa festa privada, e muita sangira, cerveja, sardinha e bifanas, como as noites dos santos devem ser. Soube mesmo, mesmo bem!
No dia seguinte, praia sem crianças, que e coisa que também sabemos apreciar.
Nos outros dias, praia e mais praia da Parede, que a minha amiga adora e toda a gente acha estranho (e ela acha estranho as pessoas não gostarem daquela praia). Todos os portugueses que ela vai conhecendo fazem cara feia quando ela diz que adora a praia da Parede, e dizem "ah, isso e porque não conheces outras", e ela confirma que não, que conhece outras mas nenhuma como aquela, e eu adoro ouvi-la defender a minha praia!
Houve jantarada de bacalhau com amigos, houve pasta cozinhada por ela, houve canções italianas aprendidas pela criançada, houve Alfama, Graça, Vila Berta (ou não), Calcada de São Vicente, Carcavelos e houve Parede.
Nos gostamos muito, e acho que ela tambem.
Fomos passar uma noite a Porto Covo e tivemos talvez o melhor dia de praia de há muito tempo.
Na 4a feira chegou a minha amiga italiana de Amsterdam, em casa de quem fico quando la vou, que já cá não vinha há 2 anos.
Fomos sair para os santos e tivemos uma noite a antiga, com alguns insólitos, a criação de um mito urbano que se espalhou por Lisboa fora, com encontros e desencontros com amigos, com entrada numa festa privada, e muita sangira, cerveja, sardinha e bifanas, como as noites dos santos devem ser. Soube mesmo, mesmo bem!
No dia seguinte, praia sem crianças, que e coisa que também sabemos apreciar.
Nos outros dias, praia e mais praia da Parede, que a minha amiga adora e toda a gente acha estranho (e ela acha estranho as pessoas não gostarem daquela praia). Todos os portugueses que ela vai conhecendo fazem cara feia quando ela diz que adora a praia da Parede, e dizem "ah, isso e porque não conheces outras", e ela confirma que não, que conhece outras mas nenhuma como aquela, e eu adoro ouvi-la defender a minha praia!
Houve jantarada de bacalhau com amigos, houve pasta cozinhada por ela, houve canções italianas aprendidas pela criançada, houve Alfama, Graça, Vila Berta (ou não), Calcada de São Vicente, Carcavelos e houve Parede.
Nos gostamos muito, e acho que ela tambem.
Este blog nao acabou
Mas parece, tal maneira foi votado ao abandono.
So vos digo que desde o ultimo post ja tive ca uma amiga italiana a passar uns dias, e ja fui e voltei a Holanda (sim, mais uma vez).
Conto tudo, ja a seguir.
So vos digo que desde o ultimo post ja tive ca uma amiga italiana a passar uns dias, e ja fui e voltei a Holanda (sim, mais uma vez).
Conto tudo, ja a seguir.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Muitos posts num só
- o portatil ca de casa está em estado de coma profundo, não me parece que tenha remédio, resultado, posts só quando o rei faz anos
- estou de férias, e não me lembro da última vez que entrei de férias num mood tão pouco "a entrar de férias". Explico. Passei a 6a de volta da mudança para roupa de verão, que valha-medeus estamos em Junho e ainda tinha tudo guardado. Foi a tarde toda dedicada a roupas e mais roupas (para quem não sabe, eu recebo muita roupa emprestada, e empresto a minha também, coisa que faz poupar muito dinheiro (MUUUUITO DINHEIRO) mas faz gastar muito tempo (BASTAAAAANTE TEMPO). Seria muito mais caro mas muito mais rápido entrar na Zippy e comprar tudo o que precisam, digamos assim. Adiante. Estava mau tempo, e eu as arrumaçoes não somos as melhores amigas, pelo que estava muito pouco animada e nem parecia que estava a começar as ferias.
- no sábado fomos ao primeiro arraial do ano. O que eu gosto de uma boa festarola. Mas esta acabou cedo. Os meus filhos e sobrinho comeram um brigadeiro cada um que lhes deu a volta ao estômago. Foi um verdadeiro arraial no wc e mais não digo!
- o domingo seria um belo domingo se estivéssemos em Março. Fomos andar de bicicleta no paredão todos encasacados, e os miúdos não resistiram e quiseram ir para a areia. E lá fomos, os pais vestidos dos pés à cabeça, os meninos tiraram as meias e os sapatos e arregaçaram as calças. E já gozam!
- domingo à noite tivemos novo arraial. Esta que vos escreve enganou-se (ou não!) e em vez de pedir um copo de sangria, pedi um jarro. Bem que achei que a conta era avultada, mas só depois percebi a razão. Pois que não foi o jarro para trás, nem ficou uma gota. Foi uma noite bem divertida. Em parte também porque não havia brigadeiros.
- na 2a feira o feriado amanheceu cinzento, e eu com um humor de cão. Os meus catraios andam em plena fase de birras, um nos terrible 3 e a outra em plenos terrible 2. Só querem o que o outro quer, batem-se, mordem-se embrulham-se, choram e gritam. E choram e gritam e fazem birra pelas coisas mais parvas, e eu não tenho paciência. Sim, eu sei que são fases e que passa, mas por vezes quem se passa sou eu. Gritam que não querem ir para o banho, que não querem sair do banho, dão saltos e pinotes para vestir, acabam por cair da cama e magoar-se mutuamente, e certas coisas que podiam levar 1 ou 2 minutos levam 20 e uma carrada de nervos em cima. Isso mais o mau tempo ditou o que se passou a seguir.
- peguei no portatil (do trabalho) pesquisei, encontrei um hotel bacano em Porto Covo (critério: ser relativamente perto) com um bom preço e liguei a marcar. Best decision ever.
- Fomos então ontem passar a noite a Porto Covo. Ontem ficámos na piscina do hotel, estava sol mas não calor, eu só molhei os pés e li o meu livro na espreguiçadeira (tivesse eu os pés arranjados e até tinha tirado foto ao pézinho cruzado, com o livro e a piscina ao fundo, mas pronto, inibi-me). Depois fomos ao largo jantar ameijoas e beber jolas enquanto eles jogavam à bola, corriam, pregavam rasteiras à vontade ali à nossa volta. Hoje fomos para a praia, com direito ao meu primeiro mergulho do ano. E sem querer meter pirraça a quem trabalhou e levou com chuva hoje, foi um dos melhores dias de praia dos últimos tempos. Só vos digo que os manos birrentos dormiram uma sesta interminável que permitiu aos pais: dormirem também, dar um mergulho, apanhar sol de costas, apanhar sol de frente, ler o livro, ler uma revista, conversar, ir verificar se eles estão a respirar, ler mais um pouco, apanhar mais sol de frente e de costas e mais um mergulho. Não tive um dia assim o verão inteiro no ano passado. Se isto vai ser assim sempre adivinha-se um verão que nem vos digo nada.
- basicamente, estávamos mesmo, mesmo a precisar. Claro que houve birras em Porto Covo, e houve gritos e berros, e até palmadas aqui para nós que ninguém nos ouve. Mas foram birras com sabor a férias e a sal e a sol e isso, meus amigos, muda logo tudo.
- hoje voltámos para casa, e amanhã temos cá a minha melhor amiga de Amsterdam, que veio em trabalho mas tirou uns dias e fica cá connosco. Amanhã vamos aos santos, de que ela ouve falar há anos. Vamos ver se fica adepta da sardinha e da imperial.
- na próxima segunda, rumamos juntas a Amsterdam para uma semanita de trabalho. A vontade é sempre nula, pode ser que com ela cá me custe um bocadinho menos separar-me das crias. Na hora da despedida não há birras, o que até é uma pena.
- fosse eu eu uma pessoa mais paciente e cada um destes pontos dava um post que ficava agendado para cada dia da semana. Mas não. Vai de fazer uma catrefa de pontos interessantes no mesmo post e mai nada. Querem um blog profissional, organizado, alimentado de forma regular, ide procurar noutro lado. Aqui é mais tudo à la gárdere.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Sobre as mães que sobrevivem
...aos filhos.
Sao as pessoas por quem tenho o maior respeito.
Conheço algumas, nao muitas.
Umas perderam o filho acabado de nascer, outras mais tarde, outras viram o seu filho morrer já adulto.
Sempre cedo demais. Sempre contra-natura.
E eu olho para os meus filhos e só consigo admirar profundamente estas mães por continuarem a viver, por se levantarem da cama todos os dias, enfim, por conseguirem continuar a respirar.
Sao as pessoas por quem tenho o maior respeito.
Conheço algumas, nao muitas.
Umas perderam o filho acabado de nascer, outras mais tarde, outras viram o seu filho morrer já adulto.
Sempre cedo demais. Sempre contra-natura.
E eu olho para os meus filhos e só consigo admirar profundamente estas mães por continuarem a viver, por se levantarem da cama todos os dias, enfim, por conseguirem continuar a respirar.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Os livros, como as séries
...querem-se com capítulos curtos, curtinhos, de acordo com a minha capacidade de concentração/disponibilidade de tempo actual.
Diz que é uma fase, que daqui a um tempo a capacidade de leitura regressa, e que poderei voltar a ler como antigamente. Não sei.
Conheço mães que deixaram de ler, de facto, mas outras que continuam a ler animadamente, com 1 ou 2 ou 3 filhos pequenos, inclusivé mais do que um livro ao mesmo tempo - que é coisa que nunca fiz nem nos meus tempos áureos de leitura, quando muito interrompo um livro para ler outro e regresso ao primeiro, mas aquela coisa de andar com um livro em casa outro na mala nunca foi a minha onda.
Mas a verdade é que tal como nos filmes (que só consigo ver aos bochechos) e nas séries (que tem de ter episódios curtos), neste momento o mais adequado são os livros de crónicas - capítulos pequenos, peças soltas, para ler num instantinho antes que o sono chegue.
E tenho pena da quantidade de livros que ando a perder, dos montes de livros novos que tenho para ler (há mais de 1 ano), e principalmente, da quantidade de livros começados e abandonados ao fim de 50 páginas, que é outra coisa que não tem nada a ver comigo - eu não saio do cinema a meio (quando ia ao cinema) e também não abandonava livros a meio, porque tenho (tinha) uma grande dose de persistencia, nem que fosse para chegar ao fim e dizer muito mal do livro em questão. Agora já perdi a conta aos livros que vou abandonando, que fico dias sem lhes pegar ou porque exigem demasiada concentração, ou perco o fio à meada, ou porque pura e simplesmente não me prendem minimamente.
Mas tenho saudades de ir de férias e ler 2 ou 3 livros. Saudades de ler na praia ou no comboio, de ficar a ler à noite depois do jantar, seja na varanda ou no sofá enrolada na manta.
Neste momento, é impossível. E posso-vos afirmar que os (poucos) livros que tenho lido nos últimos tempos leio-os nas minhas viagens a Amsterdam (no aeroporto e avião, no comboio para o escritório, eventualmente no café à espera dos amigos - ah vida boa!).
Mas continuo a adorar esta altura do ano em que entram livros novos cá em casa, ou nas idas à Feira do Livro, ou recebidos de presente de anos.
Adoro ter livros novos para ler. Nem que seja para os ler daqui a uns anos, quando já não forem novos.
Entretanto vou escolhendo livros que se adaptam a esta fase de leitura curta e rápida, com a capacidade de atenção de um passarinho.
Como o que está agora pousado na capa do livro de crónicas na minha mesa de cabeceira.
Diz que é uma fase, que daqui a um tempo a capacidade de leitura regressa, e que poderei voltar a ler como antigamente. Não sei.
Conheço mães que deixaram de ler, de facto, mas outras que continuam a ler animadamente, com 1 ou 2 ou 3 filhos pequenos, inclusivé mais do que um livro ao mesmo tempo - que é coisa que nunca fiz nem nos meus tempos áureos de leitura, quando muito interrompo um livro para ler outro e regresso ao primeiro, mas aquela coisa de andar com um livro em casa outro na mala nunca foi a minha onda.
Mas a verdade é que tal como nos filmes (que só consigo ver aos bochechos) e nas séries (que tem de ter episódios curtos), neste momento o mais adequado são os livros de crónicas - capítulos pequenos, peças soltas, para ler num instantinho antes que o sono chegue.
E tenho pena da quantidade de livros que ando a perder, dos montes de livros novos que tenho para ler (há mais de 1 ano), e principalmente, da quantidade de livros começados e abandonados ao fim de 50 páginas, que é outra coisa que não tem nada a ver comigo - eu não saio do cinema a meio (quando ia ao cinema) e também não abandonava livros a meio, porque tenho (tinha) uma grande dose de persistencia, nem que fosse para chegar ao fim e dizer muito mal do livro em questão. Agora já perdi a conta aos livros que vou abandonando, que fico dias sem lhes pegar ou porque exigem demasiada concentração, ou perco o fio à meada, ou porque pura e simplesmente não me prendem minimamente.
Mas tenho saudades de ir de férias e ler 2 ou 3 livros. Saudades de ler na praia ou no comboio, de ficar a ler à noite depois do jantar, seja na varanda ou no sofá enrolada na manta.
Neste momento, é impossível. E posso-vos afirmar que os (poucos) livros que tenho lido nos últimos tempos leio-os nas minhas viagens a Amsterdam (no aeroporto e avião, no comboio para o escritório, eventualmente no café à espera dos amigos - ah vida boa!).
Mas continuo a adorar esta altura do ano em que entram livros novos cá em casa, ou nas idas à Feira do Livro, ou recebidos de presente de anos.
Adoro ter livros novos para ler. Nem que seja para os ler daqui a uns anos, quando já não forem novos.
Entretanto vou escolhendo livros que se adaptam a esta fase de leitura curta e rápida, com a capacidade de atenção de um passarinho.
Como o que está agora pousado na capa do livro de crónicas na minha mesa de cabeceira.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A 5 anos dos 40
Cenas aleatórias que constam da lista de coisas que quero fazer antes que chegue a idade da ternura:
- ir a NY
- ter mais um filho
- trabalhar em exclusivo na minha area
- atingir com o meu peso ideal
quinta-feira, 30 de maio de 2013
De fazer anos a dia 31
Não sei se isto acontece a toda a gente que faz anos a dias 31, mas eu cá não passo um único dia 30 de Maio sem receber pelo menos uma sms/telefonema de parabéns.
Certinho.
E nem sempre da mesma pessoa (se bem que há quem não falhe também).
Não sei se olham mal para o calendário, se apontam mal, se acham que Maio não tem 31 dias.
E sim, dependendo de quem é, já nem digo nada.
Aceito e agradeço e pode ser que para o ano acertem no dia...
Certinho.
E nem sempre da mesma pessoa (se bem que há quem não falhe também).
Não sei se olham mal para o calendário, se apontam mal, se acham que Maio não tem 31 dias.
E sim, dependendo de quem é, já nem digo nada.
Aceito e agradeço e pode ser que para o ano acertem no dia...
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Da dieta
Estou praticamente sem comer doces há quase 2 meses, e jurei a mim mesma que vou apenas abrir excepção este fim-de-semana com os meus anos, batizado do meu sobrinho e comunhão solene/anos d outros sobrinhos, e depois regresso à rotina.
No entanto, uma mulher não é de ferro, e há dias em que a coisa só lá vai mesmo com uma boa dose de chocolate.
Hoje, pela primeira vez, foi um desses dias.
Ataquei uma tablete que comprei há 2 meses exatamente para estas ocasiões, que pensei sinceramente que iam ocorrer com mais frequência.
Comi 1 quadrado.
Meus senhores, mais valia ter comido um rissol, que é com certeza mais doce.
Nunca a expressão "chocolate amargo" fez tanto sentido para mim.
No entanto, uma mulher não é de ferro, e há dias em que a coisa só lá vai mesmo com uma boa dose de chocolate.
Hoje, pela primeira vez, foi um desses dias.
Ataquei uma tablete que comprei há 2 meses exatamente para estas ocasiões, que pensei sinceramente que iam ocorrer com mais frequência.
Comi 1 quadrado.
Meus senhores, mais valia ter comido um rissol, que é com certeza mais doce.
Nunca a expressão "chocolate amargo" fez tanto sentido para mim.
Do partilhar o dia dos anos
Para quem não sabe, esta que vos escreve (que sempre teve uma relação amor-ódio com o dia dos anos, mas que nunca lhe ficou indiferente) partilha desde 2011 o dia dos seus anos com o sobrinho mais novo, que esperou, esperou, esperou para nascer, para acertar exactamente no dia em que eu menos queria - o meu.
Que agora é - o dele.
Como é 6a feira, vi logo que os meus pais iam querer ir jantar com ele (mora no Alentejo, a 2 horas daqui, ainda por cima) - pelo que eu mesma sugeri ir tomar o pequeno-almoço com eles antes da viagem (não posso ir almoçar porque estou a trabalhar a partir das 12h30).
O meu pai ainda sugeriu irmos jantar na véspera, mas vá lá que este ano ainda me safei.
Mais ano menos ano vou ter mesmo de transferir o meu dia para outro dia, se quero ter algum protagonismo.
Mandei sms à minha irmã a mandar vir com ela, que no fundo é a culpada disto tudo, pois que se aguentou até às 40 semanas acho eu que poderia ter aguentado mais umas horitas e o rapaz nascia a 1 de Junho - mas não.
Responde-me ela:
"Não te preocupes, vais ter sempre uma velinha na festa de anos dele!"
Na festa de anos DELE.
I rest my case.
Que agora é - o dele.
Como é 6a feira, vi logo que os meus pais iam querer ir jantar com ele (mora no Alentejo, a 2 horas daqui, ainda por cima) - pelo que eu mesma sugeri ir tomar o pequeno-almoço com eles antes da viagem (não posso ir almoçar porque estou a trabalhar a partir das 12h30).
O meu pai ainda sugeriu irmos jantar na véspera, mas vá lá que este ano ainda me safei.
Mais ano menos ano vou ter mesmo de transferir o meu dia para outro dia, se quero ter algum protagonismo.
Mandei sms à minha irmã a mandar vir com ela, que no fundo é a culpada disto tudo, pois que se aguentou até às 40 semanas acho eu que poderia ter aguentado mais umas horitas e o rapaz nascia a 1 de Junho - mas não.
Responde-me ela:
"Não te preocupes, vais ter sempre uma velinha na festa de anos dele!"
Na festa de anos DELE.
I rest my case.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Feira do Livro 2013
Daqui a quanto tempo é que uma ida à Feira do Livro em família é um programa giro?
Em que eu consigo, realmente, ver as bancas dos livros?
Entretanto, continuamos a tentar.
No ano passado fomos no último dia, com os dois nas cadeiras - erro crasso, mas conseguimos andar entre tanta gente.
Este ano fomos este domingo, com os dois à solta, numa hora "morta" (hora de almoço) - melhor, mas não muito melhor.
Visitámos 3 bancas e trouxemos uns 6 livros infantis (daqueles mesmo, mesmo giros, que é um mundo novo que estou a descobrir e a adorar), e 1 livro de adulto sobre a criatividade (em saldo, mas estava no cimo de um molho de livros e saltou-me à vista, caso contrário nunca o teria descoberto - porque isto dos livros em saldo/oportunidade/tudo a 3 euros é muito bonito, quando não se vai com miúdos atrás).
Gostava de tornar estas idas à Feira do Livro numa tradição de família, em que nos rimos e andamos de mão dada, compramos livros e comemos farturas.
Por enquanto eles arrastam-se e só pedem colo, comem um gelado e pingam-se todos, ignoram os livros e querem é correr na relva.
Em que eu consigo, realmente, ver as bancas dos livros?
Entretanto, continuamos a tentar.
No ano passado fomos no último dia, com os dois nas cadeiras - erro crasso, mas conseguimos andar entre tanta gente.
Este ano fomos este domingo, com os dois à solta, numa hora "morta" (hora de almoço) - melhor, mas não muito melhor.
Visitámos 3 bancas e trouxemos uns 6 livros infantis (daqueles mesmo, mesmo giros, que é um mundo novo que estou a descobrir e a adorar), e 1 livro de adulto sobre a criatividade (em saldo, mas estava no cimo de um molho de livros e saltou-me à vista, caso contrário nunca o teria descoberto - porque isto dos livros em saldo/oportunidade/tudo a 3 euros é muito bonito, quando não se vai com miúdos atrás).
Gostava de tornar estas idas à Feira do Livro numa tradição de família, em que nos rimos e andamos de mão dada, compramos livros e comemos farturas.
Por enquanto eles arrastam-se e só pedem colo, comem um gelado e pingam-se todos, ignoram os livros e querem é correr na relva.
Mãe (com pele de) galinha
Ontem andei na rua cheia de frio - mesmo cheia de frio.
Ia de leggings e sabrinas, e manga curta e casaco de algodão por cima, e só sonhava com um par de meias e uns ténis, e um cachecol.
E só pensava no meu pobre filho mais velho, que tinha ido para a escola de calçoes!
Oh pobre coitado, o que vale (pensei eu) é que eles tem roupa na escola se for preciso, mas só de o imaginar no recreio de pernoca ao léu quase me vinham as lágrimas aos olhos.
(nós, mães, e esta capacidade fantástica de nos auto-flagelarmos. Adiante)
Cheguei à escola, e como não íamos directos para casa, leve umas calças para lhe vestir.
Perguntei à educadora se o meu menino, coitadinho, tinha sofrido muito com o frio (era o único de calçoes).
Pois que não.
O rapaz passou o dia inteiro foi a pedir para tirar o casaco e ficar de t-shirt.
(e não, não quis vestir as calças que lhe levei. Está um homem!)
Ia de leggings e sabrinas, e manga curta e casaco de algodão por cima, e só sonhava com um par de meias e uns ténis, e um cachecol.
E só pensava no meu pobre filho mais velho, que tinha ido para a escola de calçoes!
Oh pobre coitado, o que vale (pensei eu) é que eles tem roupa na escola se for preciso, mas só de o imaginar no recreio de pernoca ao léu quase me vinham as lágrimas aos olhos.
(nós, mães, e esta capacidade fantástica de nos auto-flagelarmos. Adiante)
Cheguei à escola, e como não íamos directos para casa, leve umas calças para lhe vestir.
Perguntei à educadora se o meu menino, coitadinho, tinha sofrido muito com o frio (era o único de calçoes).
Pois que não.
O rapaz passou o dia inteiro foi a pedir para tirar o casaco e ficar de t-shirt.
(e não, não quis vestir as calças que lhe levei. Está um homem!)
sábado, 25 de maio de 2013
Uma noite com 3 filhos
Ontem tivemos ca a dormir o nosso sobrinho, de 3 anos e pouco, pela primeira vez.
Não, eu não acho que ter ca um sobrinho seja parecido com ter 3 filhos, nem de longe nem de perto (ate porque eu cheguei a ficar com 5 sobrinhos num fim-de-semana há uns anos atrás e acho que não deve ter nada a ver com ter 5 filhos - primos brincam juntos, irmaos andam a bulha, como bem sabeis), mas a verdade e que deu para ter uma ideia.
Correu tudo muito bem, superou muito as expectativas e nao houve momentos de stress, mas ainda assim:
Seja como for, uma coisa aprendemos: 3 filhos apenas e só quando pelo menos o mais velho se conseguir vestir, lavar e comer sozinho.
Isto para o bem deles, bem entendido.
Não, eu não acho que ter ca um sobrinho seja parecido com ter 3 filhos, nem de longe nem de perto (ate porque eu cheguei a ficar com 5 sobrinhos num fim-de-semana há uns anos atrás e acho que não deve ter nada a ver com ter 5 filhos - primos brincam juntos, irmaos andam a bulha, como bem sabeis), mas a verdade e que deu para ter uma ideia.
Correu tudo muito bem, superou muito as expectativas e nao houve momentos de stress, mas ainda assim:
- a meio do jantar um vizinho veio avisar-nos que deixamos a porta do carro aberta (estava aberta para tras, mesmo)
- os 2 rapazes tomaram banho, a mais nova nao
- ninguem comeu sopa ao jantar
- os rapazes tiveram ajuda a lavar os dentes, a mais nova lavou sozinha
- os 3 pediram papa ao pequeno-almoco, os rapazes comeram, a mais nova não
- conseguimos sair de casa com os 3 pela mao, os rapazes de chapeu, ela sem chapéu nenhum
Seja como for, uma coisa aprendemos: 3 filhos apenas e só quando pelo menos o mais velho se conseguir vestir, lavar e comer sozinho.
Isto para o bem deles, bem entendido.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Brilha, brilha minha rosa...
...no jardim cor-de-rosa!
Este poema foi orgulhosamente inventado pelas minhas crias, e vem mesmo a calhar para partilhar aqui no QA que esta que vos escreve sera em breve novamente tia, de uma linda princesa, claro!
Uma rosa pequenina e redondinha, que chega em Setembro para completar o nosso jardim.
Se a apanho no colo estou em crer que não a devolvo.
:)))
Este poema foi orgulhosamente inventado pelas minhas crias, e vem mesmo a calhar para partilhar aqui no QA que esta que vos escreve sera em breve novamente tia, de uma linda princesa, claro!
Uma rosa pequenina e redondinha, que chega em Setembro para completar o nosso jardim.
Se a apanho no colo estou em crer que não a devolvo.
:)))
A crise dos 35 a chegar
Eis que 5 dias antes de fazer 35 me deu para comprar um conjunto de bandoletes para mim e para a minha filha (tamanho único).
Quanto tempo ate estar a convidar as minhas amigas para irmos saltar ao elástico??
Quanto tempo ate estar a convidar as minhas amigas para irmos saltar ao elástico??
Limpeza
Uma data de newsletters que me entupiam o e-mail- promocoes, descontos varios, catalogos e coisas que tais - foram para sempre canceladas.
Uma espécie de feng shui eletrónico.
Uma espécie de feng shui eletrónico.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
O Sexo e a Cidade
Estao a repor desde a primeira serie, na Fox Life.
Vi as series todas de enfiada durante a licenca de maternidade do mais velho, e gostei tanto.
Gosto infinitas vezes mais das primeiras series. Quando a Carrie fuma cigarros na janela, e o mais importante sao os dramas, e nao as roupas.
10 a 0 as ultimas series, e 20 a 0 a ambos os filmes.
(e o que eu detesto o Big? Senhores!)
Vi as series todas de enfiada durante a licenca de maternidade do mais velho, e gostei tanto.
Gosto infinitas vezes mais das primeiras series. Quando a Carrie fuma cigarros na janela, e o mais importante sao os dramas, e nao as roupas.
10 a 0 as ultimas series, e 20 a 0 a ambos os filmes.
(e o que eu detesto o Big? Senhores!)
Coisas que entraram na cozinha cá de casa nos últimos dois anos
- sementes de linhaça
- chia
- sésamo
- sementes de girassol
- farinha integral
- bagas de goji
- caril em pó
- passas
- aveia
- gengibre
Tudo coisas que se me dissessem há mais de dois anos que iriam fazer parte da minha/nossa alimentação no dia-a-dia eu responderia "estás louco/o que é isso?" - ou porque eu não gostava ou por não saber o que é nem como comer.
Resta saber o que é uma fase e o que veio para ficar. Aguardemos.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Quase beata
Do dia 19 de Maio ao dia 6 Julho tenho eventos religiosos quase todos os santos fins-de-semana (às vezes dois no mesmo).
E não, infelizmente, nenhum é um casamento, que é o evento religioso mais divertido, em que depois é suposto beber e dançar até mais não (que é coisa que aprecio bastante, como sabeis).
Ora pois que já começamos a época com uma 1a comunhão, seguem-se 3 batizados e 2 comunhoes solenes.
Com tanta ida à missa, no fim tenho equivalência a umas cadeiras de Teologia, não?
E não, infelizmente, nenhum é um casamento, que é o evento religioso mais divertido, em que depois é suposto beber e dançar até mais não (que é coisa que aprecio bastante, como sabeis).
Ora pois que já começamos a época com uma 1a comunhão, seguem-se 3 batizados e 2 comunhoes solenes.
Com tanta ida à missa, no fim tenho equivalência a umas cadeiras de Teologia, não?
O Caixa-de-óculos
A partir de ontem, temos um cá em casa.
A educadora lançou o alerta, fomos à oftalmologista e ela viu logo que o rapaz ia precisar de uma ajudinha extra para ver melhor.
Diz ela que ele deve ver tudo desfocado, e que tudo o que fosse pintar, escrever, fazer puzzles devia ser um desafio constante.
Eu cá admito: nunca dei por nada.
Lá fomos depois da consulta comprar uns óculos ao rapaz - com a mais nova (que teve um ataque de ciúmes logo no consultório a gritar que também queria óculos, adiante) a querer experimentar também - os dois a correr de loja em loja, a querer mexer em tudo, a correr porta fora de óculos postos. Adoráveis criancinhas.
Lá escolhemos um modelo - eu tinha dito que ele podia escolher os que quisesse, pois ia ser ele a usa-los, mas claro que houve manipulação da nossa parte.
Não foi uma grande dificuldade, não há muitos modelos à escolha para esta idade, e os que há, verdade seja dita, ficavam-lhe todos muito bem.
Tem cara para óculos, o meu rapaz.
Este é todo um mundo novo para nós, já que nem eu nem o pai alguma vez usámos óculos na vida.
Entre o quadrado e o redondo, de metal ou de massa, em cerca 30 minutos e 3 lojas ficou decidido.
E ele fica tão, mas tão giro!
Ontem já os fomos buscar ao fim do dia, e ele já não os tirou mais até à hora de dormir.
Basicamente, é um mundo novo que se abre para ele.
Um mundo focado e nítido, que isto de ter 1,75 dioptrias em cada olho aos 3 anos e meio não é para qualquer um.
A educadora lançou o alerta, fomos à oftalmologista e ela viu logo que o rapaz ia precisar de uma ajudinha extra para ver melhor.
Diz ela que ele deve ver tudo desfocado, e que tudo o que fosse pintar, escrever, fazer puzzles devia ser um desafio constante.
Eu cá admito: nunca dei por nada.
Lá fomos depois da consulta comprar uns óculos ao rapaz - com a mais nova (que teve um ataque de ciúmes logo no consultório a gritar que também queria óculos, adiante) a querer experimentar também - os dois a correr de loja em loja, a querer mexer em tudo, a correr porta fora de óculos postos. Adoráveis criancinhas.
Lá escolhemos um modelo - eu tinha dito que ele podia escolher os que quisesse, pois ia ser ele a usa-los, mas claro que houve manipulação da nossa parte.
Não foi uma grande dificuldade, não há muitos modelos à escolha para esta idade, e os que há, verdade seja dita, ficavam-lhe todos muito bem.
Tem cara para óculos, o meu rapaz.
Este é todo um mundo novo para nós, já que nem eu nem o pai alguma vez usámos óculos na vida.
Entre o quadrado e o redondo, de metal ou de massa, em cerca 30 minutos e 3 lojas ficou decidido.
E ele fica tão, mas tão giro!
Ontem já os fomos buscar ao fim do dia, e ele já não os tirou mais até à hora de dormir.
Basicamente, é um mundo novo que se abre para ele.
Um mundo focado e nítido, que isto de ter 1,75 dioptrias em cada olho aos 3 anos e meio não é para qualquer um.
domingo, 19 de maio de 2013
Dia dos Museus
Conseguimos ir ao fim do dia à Casa das Histórias da Paula Rego, e chegámos a meio de uma ópera contada.
O piano, a voz, as telas gigantes nas paredes... fiquei (à séria) de lágrimas nos olhos.
Uma sala cheia de gente rendida àquele momento. Até as crianças estavam estagnadas com o espectáculo.
Muito, muito bom.
E gratuito, ainda por cima.
5 estrelas.
(e quando eles começaram a aparvalhar o Tê saiu com eles para o relvado cá fora, para que eu pudesse ficar mais um bocadinho - vim embora no fim de coração cheio, e chego cá fora e eles estão lindos e maravilhosos, a correr de mão dada e a dar abraços. Caraças, podia morrer naquele instante, que morria feliz)
O piano, a voz, as telas gigantes nas paredes... fiquei (à séria) de lágrimas nos olhos.
Uma sala cheia de gente rendida àquele momento. Até as crianças estavam estagnadas com o espectáculo.
Muito, muito bom.
E gratuito, ainda por cima.
5 estrelas.
(e quando eles começaram a aparvalhar o Tê saiu com eles para o relvado cá fora, para que eu pudesse ficar mais um bocadinho - vim embora no fim de coração cheio, e chego cá fora e eles estão lindos e maravilhosos, a correr de mão dada e a dar abraços. Caraças, podia morrer naquele instante, que morria feliz)
A new world
Eis se não quando o mais velho descobre na tv o fabuloso mundo do boxe.
Ficou fas-ci-na-do.
"Oh mãe, olha aqueles senhores na televisão a brincar às lutas!"
E meses e meses de conversa (e berros) e explicação (e berros) para PARAR de brincar às lutas, pelo cano abaixo em menos de nada.
Não me interpretem mal, que o meu filho é uma jóia de moço, que é, mas não sei porquê gosta de "brincar às lutas!", de se meter com os outros, de fazer moches, de os puxar para os ver cair.
Nem quero pensar quando perceber que existe no mundo uma coisa chamada Wrestling.
Ficou fas-ci-na-do.
"Oh mãe, olha aqueles senhores na televisão a brincar às lutas!"
E meses e meses de conversa (e berros) e explicação (e berros) para PARAR de brincar às lutas, pelo cano abaixo em menos de nada.
Não me interpretem mal, que o meu filho é uma jóia de moço, que é, mas não sei porquê gosta de "brincar às lutas!", de se meter com os outros, de fazer moches, de os puxar para os ver cair.
Nem quero pensar quando perceber que existe no mundo uma coisa chamada Wrestling.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
O mundo ao contrário
Primeiro chove, e depois é que passa o amolador.
Eh pá, sinceramente, assim ninguém se entende...
Eh pá, sinceramente, assim ninguém se entende...
Irmão/irmã
Exemplos de como as coisas correm por aqui.
Ele tenta que ela faça o que ele quer. Ela tenta imitá-lo a toda a força. Ele acha (sempre) que ela está a fazer tudo mal e às tantas está aos berros com ela a explicar como se faz. Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.
Ela/ele está a brincar com uma coisa, muito entretida/o, vem o outro e tira essa coisa.
Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.
Ela está muito bem a fazer alguma coisa.
Ele vem e faz-lhe um moche.
Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.
A pediatra diz para quando eles se embrulham eu não ligar, para os deixar resolver sozinhos, se não quando eu viro costas eles continuam. Quando muito posso tentar distrair com outra coisa, mas não ir lá tentar separá-los.
Tenho feito isso.
No outro dia deixei-os à bulha na sala e quando lá cheguei já eram amigos outra vez e estava tudo bem.
Perfeito, pensei.
Depois olhei para a perna dele e tinha a marca de uma dentada roxa. Pois.
Mas resolveram o conflito sozinhos.
E sabemos que alguma coisa estamos a fazer bem quando ao jantar, no meio dos disparates enquanto o pai está de costas, uma sopa aparece entornada. O pai pergunta quem foi e eles olham-se cumplices e fecham-se em copas.
Ficámos sem saber.
Eu só quero que eles fiquem amigos.
E que não andem à bulha quando foram crescidos.
Vamos ver.
Ele tenta que ela faça o que ele quer. Ela tenta imitá-lo a toda a força. Ele acha (sempre) que ela está a fazer tudo mal e às tantas está aos berros com ela a explicar como se faz. Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.
Ela/ele está a brincar com uma coisa, muito entretida/o, vem o outro e tira essa coisa.
Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.
Ela está muito bem a fazer alguma coisa.
Ele vem e faz-lhe um moche.
Ela farta-se e dá-lhe um puxão de cabelos, um beliscão nas bochechas ou uma dentada.
Ele empurra-a e embrulham-se os dois.
Acabam os dois a chorar.
A pediatra diz para quando eles se embrulham eu não ligar, para os deixar resolver sozinhos, se não quando eu viro costas eles continuam. Quando muito posso tentar distrair com outra coisa, mas não ir lá tentar separá-los.
Tenho feito isso.
No outro dia deixei-os à bulha na sala e quando lá cheguei já eram amigos outra vez e estava tudo bem.
Perfeito, pensei.
Depois olhei para a perna dele e tinha a marca de uma dentada roxa. Pois.
Mas resolveram o conflito sozinhos.
E sabemos que alguma coisa estamos a fazer bem quando ao jantar, no meio dos disparates enquanto o pai está de costas, uma sopa aparece entornada. O pai pergunta quem foi e eles olham-se cumplices e fecham-se em copas.
Ficámos sem saber.
Eu só quero que eles fiquem amigos.
E que não andem à bulha quando foram crescidos.
Vamos ver.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
De facto...
... este ano não tinha chovido muito nem nada, as plantinhas coitadinhas, estavam mesmo a precisar.
Pensei, pensei...
... mas hoje é daqueles dias em que não tenho nada para escrever aqui.
Há dias assim.
Há dias assim.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Fashion leader ataca de novo
Já aqui referi que o meu mais velho é bastante criativo e atento no que à moda diz respeito.
Gosta das meias por fora das calças, a camisola de dentro não pode aparecer por baixo da manga da camisola de fora, gosta de calças de fato de treino e chinelos e eu podia continuar por tempo indeterminado, que só para terem uma ideia o rapaz levanta-se da cama e a primeira coisa que faz é ir verificar a roupa que deixei preparada para vestir (e muito do seu humor de cada manhã depende disso, mas adiante).
Só para vos dar um cheirinho do que vai ser a tendencia Verão 2013, depois não digam que eu não avisei.
Ontem ao jantar, os 4 à mesa, e o pai vira-se e diz
"Olhem, quando for mesmo mesmo verão, e estiver mesmo muito calor..."
Interrompe o mais velho na maior excitação "... podemos andar todos nús!"
(o pai ia dizer: fazemos geladinhos com os iogurtes, mas pronto)
Gosta das meias por fora das calças, a camisola de dentro não pode aparecer por baixo da manga da camisola de fora, gosta de calças de fato de treino e chinelos e eu podia continuar por tempo indeterminado, que só para terem uma ideia o rapaz levanta-se da cama e a primeira coisa que faz é ir verificar a roupa que deixei preparada para vestir (e muito do seu humor de cada manhã depende disso, mas adiante).
Só para vos dar um cheirinho do que vai ser a tendencia Verão 2013, depois não digam que eu não avisei.
Ontem ao jantar, os 4 à mesa, e o pai vira-se e diz
"Olhem, quando for mesmo mesmo verão, e estiver mesmo muito calor..."
Interrompe o mais velho na maior excitação "... podemos andar todos nús!"
(o pai ia dizer: fazemos geladinhos com os iogurtes, mas pronto)
Não sou a única
A sentir a falta do Hema.
Mais coisas de que sinto a falta na etiqueta Things I'll miss/won't miss.
(e daqui a 1 mês já lá vou outra vez, é o que vale)
Mais coisas de que sinto a falta na etiqueta Things I'll miss/won't miss.
(e daqui a 1 mês já lá vou outra vez, é o que vale)
terça-feira, 14 de maio de 2013
Regressado dos mortos
O meu telemóvel regressou à vida.
So far, so good.
E nota positiva ao serviço pós-venda da Vodafone - levaram o telemóvel, ofereceram um de substituição, e 1 semana depois tenho o meu telemóvel de volta, a funcionar e sem perguntas.
Sei que há serviços técnicos que funcionam muito melhor (eh eh), mas sei que a maioria funciona tão mal mas tão mal que uma pessoa já espera tudo.
E tendo em conta que eu estava à espera que a) se fizessem rogados para aceitar o arranjo dentro do período de garantia; b) dissessem que a culpa foi minha; c) dissessem que tenho de pagar o arranjo; d) dissessem que não tem arranjo (e podia continuar a lista)... acho que correu bastante bem.
Assim se mantenha que gosto muito dele. Desde que esteja a funcionar, claro.
So far, so good.
E nota positiva ao serviço pós-venda da Vodafone - levaram o telemóvel, ofereceram um de substituição, e 1 semana depois tenho o meu telemóvel de volta, a funcionar e sem perguntas.
Sei que há serviços técnicos que funcionam muito melhor (eh eh), mas sei que a maioria funciona tão mal mas tão mal que uma pessoa já espera tudo.
E tendo em conta que eu estava à espera que a) se fizessem rogados para aceitar o arranjo dentro do período de garantia; b) dissessem que a culpa foi minha; c) dissessem que tenho de pagar o arranjo; d) dissessem que não tem arranjo (e podia continuar a lista)... acho que correu bastante bem.
Assim se mantenha que gosto muito dele. Desde que esteja a funcionar, claro.
Então e a dieta?
Depois de meses sem perder uma grama, perdi finalmente 1 kilo, pois deixei (mesmo) de comer doces.
Não que andasse a comer doces a torto e a direito, mas em situaçoes de excepção comia qualquer coisinha. E as excepçoes repetem-se, e os docinhos também.
Agora instaurei que o único doce que como nas festas de anos são duas garfadinhas de bolo de anos, e eventualmente uma gelatina (se estiver mesmo, mesmo a precisar de um doce).
E garanto que está a resultar.
Dizem que quanto menos doces se come, menos apetece.
Isso não sei, que me continua a apetecer, mas a solução passa mesmo por aprender a dizer não.
Já tive inúmeras festas de anos, e ataco só os salgados (sem grande restrição, opto por comer o que não como normalmente para dar a ideia de "festa" e não de prisão!) e o álcool.
Ah... o álcool...
Na festa da minha afilhada havia tantos doces, tantos doces que eu ataquei umas espetadinhas de fruta e vinguei-me na sangria. Foi uma festa bem divertida!
E assim andamos - no McDonalds pedi sopa e salada com azeite e vinagre (porque o molho de saladas é super calórico, mais vale comer o hambúrguer), no Santini pedi... um café (oh sacrilégio!).
Enfim, já fui uma pessoa mais feliz e divertida, agora sou uma aborrecida que só come folhas de alface, mas estou cada dia mais magra. E gira. (e com a auto-estima em alta, como se pode ver, valha-nos isso eh eh eh).
Para compensar os 35 (hã?) que se aproximam a passos largos.
Não que andasse a comer doces a torto e a direito, mas em situaçoes de excepção comia qualquer coisinha. E as excepçoes repetem-se, e os docinhos também.
Agora instaurei que o único doce que como nas festas de anos são duas garfadinhas de bolo de anos, e eventualmente uma gelatina (se estiver mesmo, mesmo a precisar de um doce).
E garanto que está a resultar.
Dizem que quanto menos doces se come, menos apetece.
Isso não sei, que me continua a apetecer, mas a solução passa mesmo por aprender a dizer não.
Já tive inúmeras festas de anos, e ataco só os salgados (sem grande restrição, opto por comer o que não como normalmente para dar a ideia de "festa" e não de prisão!) e o álcool.
Ah... o álcool...
Na festa da minha afilhada havia tantos doces, tantos doces que eu ataquei umas espetadinhas de fruta e vinguei-me na sangria. Foi uma festa bem divertida!
E assim andamos - no McDonalds pedi sopa e salada com azeite e vinagre (porque o molho de saladas é super calórico, mais vale comer o hambúrguer), no Santini pedi... um café (oh sacrilégio!).
Enfim, já fui uma pessoa mais feliz e divertida, agora sou uma aborrecida que só come folhas de alface, mas estou cada dia mais magra. E gira. (e com a auto-estima em alta, como se pode ver, valha-nos isso eh eh eh).
Para compensar os 35 (hã?) que se aproximam a passos largos.
Dia da mãe na escola
Foi do melhor.
Tinham avisado que ia ser uma manhã diferente, que iria demorar um pouco mais que o habitual e para levarmos roupa prática.
Aproveitaram uma mãe que é bióloga marinha (porque este ano estão a dar as profissoes) e fomos para a praia das Avencas procurar bichinhos nas poças - foi o primeiro contacto com a praia este ano, estava maré vazia e uma manhã linda, sem estar calor demais, soube que nem ginjas!
Depois fizemos uma aula de ginástica de mães e filhos na areia, com uma mãe que é professora de ginástica - foi muito cómico!
A seguir apanhámos o comboio e fomos a Cascais almoçar ao McDonalds e comer um gelado ao Santini (já só algumas mães).
Foi mesmo muito giro. Não só pelo programa em si, pelo convívio que proporciona entre as mães, pela delícia de estar na praia e fazer um programa diferente, mas principalmente para poder ver o meu mais velho na escola, ver a relação que tem com os amigos.
Achei que ele ia ficar o tempo todo agarrado a mim, mas o rapaz estava todo contente mas sem me ligar nenhuma (nem me queria dar a mão pela rua, queria ir com o melhor amigo). Gostei de o ver participar e interagir com as outras mães (normalmente é muito tímido com outros adultos). Gostei de ver os amigos a querer brincar com ele, a irem mostrar o que tinham descoberto uns aos outros todos contentes. Apesar da timidez, ele é bastante popular, dá-se bem com todos, mas tem um grupinho de amigos com quem se dá mais (e eu acho isso muito importante).
E também é ele muitas vezes o desencaminhador, o que provoca, que corre atrás para irritar, que espicaça os outros para brincadeiras que muitas vezes acabam mal (claro). Há-de apanhar umas coças quando for mais velho se continuar assim, mas faz parte.
Principalmente, gostei de passar este tempo só com ele, coisa que não acontecia desde que a mais nova nasceu.
Sem dúvida que o programa do filho único faz sentido, e vamos ter de o implementar.
Quanto ao presente que recebi, foi mais uma boa ideia.
Recebemos uma planta, cujo bolbo foi plantado (e o vaso decorado) na actividade do dia do pai.
Se houver educadores/professores a ler este blog, aqui ficam estas ideias.
Eu gostei.
Tinham avisado que ia ser uma manhã diferente, que iria demorar um pouco mais que o habitual e para levarmos roupa prática.
Aproveitaram uma mãe que é bióloga marinha (porque este ano estão a dar as profissoes) e fomos para a praia das Avencas procurar bichinhos nas poças - foi o primeiro contacto com a praia este ano, estava maré vazia e uma manhã linda, sem estar calor demais, soube que nem ginjas!
Depois fizemos uma aula de ginástica de mães e filhos na areia, com uma mãe que é professora de ginástica - foi muito cómico!
A seguir apanhámos o comboio e fomos a Cascais almoçar ao McDonalds e comer um gelado ao Santini (já só algumas mães).
Foi mesmo muito giro. Não só pelo programa em si, pelo convívio que proporciona entre as mães, pela delícia de estar na praia e fazer um programa diferente, mas principalmente para poder ver o meu mais velho na escola, ver a relação que tem com os amigos.
Achei que ele ia ficar o tempo todo agarrado a mim, mas o rapaz estava todo contente mas sem me ligar nenhuma (nem me queria dar a mão pela rua, queria ir com o melhor amigo). Gostei de o ver participar e interagir com as outras mães (normalmente é muito tímido com outros adultos). Gostei de ver os amigos a querer brincar com ele, a irem mostrar o que tinham descoberto uns aos outros todos contentes. Apesar da timidez, ele é bastante popular, dá-se bem com todos, mas tem um grupinho de amigos com quem se dá mais (e eu acho isso muito importante).
E também é ele muitas vezes o desencaminhador, o que provoca, que corre atrás para irritar, que espicaça os outros para brincadeiras que muitas vezes acabam mal (claro). Há-de apanhar umas coças quando for mais velho se continuar assim, mas faz parte.
Principalmente, gostei de passar este tempo só com ele, coisa que não acontecia desde que a mais nova nasceu.
Sem dúvida que o programa do filho único faz sentido, e vamos ter de o implementar.
Quanto ao presente que recebi, foi mais uma boa ideia.
Recebemos uma planta, cujo bolbo foi plantado (e o vaso decorado) na actividade do dia do pai.
Se houver educadores/professores a ler este blog, aqui ficam estas ideias.
Eu gostei.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Cena muito fixe
Começaram a construir um parque aqui mesmo, mesmo ao pé de casa.
Tem campo de jogos, vai ter relva e já lá estão mesas de piquenique.
Vai ser o parque com a melhor vista da linha (porque eu moro no cimo de um monte).
Estamos em pulgas!
Tem campo de jogos, vai ter relva e já lá estão mesas de piquenique.
Vai ser o parque com a melhor vista da linha (porque eu moro no cimo de um monte).
Estamos em pulgas!
terça-feira, 7 de maio de 2013
A mãe em resumo
No seguimento do post da Raquel, aqui vai o meu perfil segundo o meu mais velho:
- a mãe chama-se... Mary QA (eh eh eh, não, disse o meu nome verdadeiro)
- a mãe tem os cabelos castanhos e os olhos castanhos (ora nem uma nem outra, mas pronto)
- a mãe gosta de beber café (vá lá, não se lembrou de dizer vinho...)
- a mãe trabalha às vezes no escritório e às vezes na rua (sendo que o escritório é cá em casa, e o trabalho na rua são os meus dias de folga, mas está certo)
- a mãe gosta de escolher a roupa (ah ah ah, esta foi a melhor! Calculo que se refira às roupas dele, pois o rapaz está mortinho por ser ele a escolher a roupa todos os dias, e andar de fato de treino e chinelos - com as meias por fora das calças - a seu bel prazer!)
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Play/pause
É assim que vos escrevo posts.
O portátil, além de se desligar quando lhe dá na veneta, também está com problemas com o wireless, pelo que anda sempre a fazer pausas durante o pouco tempo em que lhe dura a bateria.
Está uma pessoa muito bem a escrever qualquer coisa e vai-se a ver e afinal não está a escrever nada, pois o computador está a pensar. E pronto, ali fica a pensar durante uns segundinhos, às vezes minutos, e depois regressa à vida.
E andamos nisto Play/pausa/play/pause de cada vez que pegamos nele.
Sempre a ver quando é que faz Stop de vez.
O portátil, além de se desligar quando lhe dá na veneta, também está com problemas com o wireless, pelo que anda sempre a fazer pausas durante o pouco tempo em que lhe dura a bateria.
Está uma pessoa muito bem a escrever qualquer coisa e vai-se a ver e afinal não está a escrever nada, pois o computador está a pensar. E pronto, ali fica a pensar durante uns segundinhos, às vezes minutos, e depois regressa à vida.
E andamos nisto Play/pausa/play/pause de cada vez que pegamos nele.
Sempre a ver quando é que faz Stop de vez.
Dicas práticas para pintar as portas de branco
Um post que é quase mais para mim (nós cá em casa) do que para vós, mas pode ser que alguém tenha interesse em saber.
Algumas coisas foram-nos sugeridas, outras arriscámos nós, mas aqui fica um resumo do que se passou:
Quem estiver a precisar de motivação, anime-se! Vale mesmo (MESMO!) a pena.
Algumas coisas foram-nos sugeridas, outras arriscámos nós, mas aqui fica um resumo do que se passou:
- eram no total 7 portas de ambos os lados, 1 aduela sozinha, 1 porta da entrada só de 1 lado, 1 portinhola dos contadores e 2 portas de roupeiro (só do lado de fora também)
- optámos por tinta acrílica de base aquosa, por causa do cheiro e pela facilidade na limpeza quando estamos a pintar
- lixámos e pintámos as portas todas no sítio, não as retirámos para nada
- fomos 2 pessoas a trabalhar sempre, e usámos 5 dias no total - 1 para lixar, 1 para aplicar o primário, 2 dias a pintar, e no último dia, que seria para tirar as fitas e limpar, achámos que ainda não estava bem e demos mais 1 de mão só nas portas
- usámos 1 lata de 2,5l de primário, e 3 latas de 2,5l de tinta (sobrou metade da 3ª lata)
- apesar de preferir acabamento mate, optámos pelo meio brilho (por ser mais fácil de limpar)
- durante estes dias dormimos para casa dos meus sogros, voltamos para casa 24h depois de acabar de pintar e o cheiro era suportável
Quem estiver a precisar de motivação, anime-se! Vale mesmo (MESMO!) a pena.
domingo, 5 de maio de 2013
Sinais de fumo
O portátil cá de casa está prestes a dar o berro - desliga-se quando lhe dá na gana e tem de carregar por tempo indeterminado até o podermos voltar a usar.
O meu telemóvel teve um fricote ontem, e o ecran desapareceu. Sendo um smartphone, sem ecran nada posso fazer.
Assim sendo, o meu contacto com a rede virtual - blog, fb e afins - está dramaticamente reduzido.
Estou prestes a regressar ao envio de cartas para comunicar com os amigos, creio que ao menos os CTT nunca me falharam desta maneira.
O meu telemóvel teve um fricote ontem, e o ecran desapareceu. Sendo um smartphone, sem ecran nada posso fazer.
Assim sendo, o meu contacto com a rede virtual - blog, fb e afins - está dramaticamente reduzido.
Estou prestes a regressar ao envio de cartas para comunicar com os amigos, creio que ao menos os CTT nunca me falharam desta maneira.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
V Day
Hoje foi dia de inaugurar a geração 2013, com o nascimento do pequeno Vê, futuro leitor e comentador assíduo aqui do QA, como o pai P.
É caso para dizer:
Viva o Vê!
É caso para dizer:
Viva o Vê!
Branco mais branco não há (pelo menos por enquanto)
Et voilá... 5 dias de clausura depois, temos finalmente a obra acabada e não podíamos estar mais contentes com o resultado final.
Muda tudo.
Nunca gostei particularmente (nem publicamente) das portas desta casa, mas também não achei que tivesse tanta influencia.
Tem.
Porque sem ter consciência disso, e talvez porque as últimas 4 casas em que vivemos terem todas portas brancas, toda a decoração desta casa, as cores escolhidas das paredes, até os azulejos e chão das casas de banho, funcionam apenas com as portas brancas.
De repente, parece que todas as escolhas que fizemos há mais de 2 anos atrás só agora fazem sentido. Era a peça do puzzle que faltava.
Quando nos mudámos (acho que já o referi aqui várias vezes) estávamos com pressa, a pagar 2 casas, depois de umas obras intermináveis nos WC e cozinha, mais algumas peripécias até acertar com as tintas do hall, que as portas (que estavam aliás em perfeito estado, acabadas de envernizar) não eram prioridade.
Ora, mal nos mudámos e eu arrependi-me logo de não o ter feito, mas com um bebé de um ano e pouco, mais uma barriga de uns quantos meses, as portas foram ficando para trás mas nunca deixaram de estar na lista de A fazer.
Tendo em conta que queríamos que fosse uma coisa bem feita, achámos melhor deixar nas mãos de um profissional, e até já sabíamos quem seria (um senhor que tem feito as obras em casa dos meus tios). Por questoes orçamentais, claro, foi sendo um projecto adiado.
Até que há uns meses a Sofia fez o mesmo em sua casa com o marido, e foi a motivação que nos faltava para fazermos das portas um projecto DIY. Entre o marido da Sofia e nós há todo um mundo de talento a separar-nos, e jeito de mãos para as coisas da casa, e paciência, e anos de experiência também. Ainda assim resolvemos por mãos à obra, e digo-vos que correu bastante bem.
Logo faço um post com dicas mais práticas, para quem estiver tentado a fazer o mesmo, mas por agora só quero mesmo realçar o contente que estou com as minhas portas.
As portas brancas mudam as cores de toda a casa, mudam a luz, mudam a concepção do espaço, mudam tudo.
Quase que me atrevo até a sugerir às pessoas que estejam deprimidas ou em baixo e tenham portas castanhas em casa, que experimentem pinta-las de branco.
Com toda a certeza que muda o humor de quem lá vive.
Sei que daqui a nada estarão cheias de riscos, de manchas de comida, e quem sabe de desenhos a canetas de feltro, mas tenho a certeza que não me vou arrepender.
Isto é como diz o meu dermatologista: white is beautiful!
E é mesmo!
Muda tudo.
Nunca gostei particularmente (nem publicamente) das portas desta casa, mas também não achei que tivesse tanta influencia.
Tem.
Porque sem ter consciência disso, e talvez porque as últimas 4 casas em que vivemos terem todas portas brancas, toda a decoração desta casa, as cores escolhidas das paredes, até os azulejos e chão das casas de banho, funcionam apenas com as portas brancas.
De repente, parece que todas as escolhas que fizemos há mais de 2 anos atrás só agora fazem sentido. Era a peça do puzzle que faltava.
Quando nos mudámos (acho que já o referi aqui várias vezes) estávamos com pressa, a pagar 2 casas, depois de umas obras intermináveis nos WC e cozinha, mais algumas peripécias até acertar com as tintas do hall, que as portas (que estavam aliás em perfeito estado, acabadas de envernizar) não eram prioridade.
Ora, mal nos mudámos e eu arrependi-me logo de não o ter feito, mas com um bebé de um ano e pouco, mais uma barriga de uns quantos meses, as portas foram ficando para trás mas nunca deixaram de estar na lista de A fazer.
Tendo em conta que queríamos que fosse uma coisa bem feita, achámos melhor deixar nas mãos de um profissional, e até já sabíamos quem seria (um senhor que tem feito as obras em casa dos meus tios). Por questoes orçamentais, claro, foi sendo um projecto adiado.
Até que há uns meses a Sofia fez o mesmo em sua casa com o marido, e foi a motivação que nos faltava para fazermos das portas um projecto DIY. Entre o marido da Sofia e nós há todo um mundo de talento a separar-nos, e jeito de mãos para as coisas da casa, e paciência, e anos de experiência também. Ainda assim resolvemos por mãos à obra, e digo-vos que correu bastante bem.
Logo faço um post com dicas mais práticas, para quem estiver tentado a fazer o mesmo, mas por agora só quero mesmo realçar o contente que estou com as minhas portas.
As portas brancas mudam as cores de toda a casa, mudam a luz, mudam a concepção do espaço, mudam tudo.
Quase que me atrevo até a sugerir às pessoas que estejam deprimidas ou em baixo e tenham portas castanhas em casa, que experimentem pinta-las de branco.
Com toda a certeza que muda o humor de quem lá vive.
Sei que daqui a nada estarão cheias de riscos, de manchas de comida, e quem sabe de desenhos a canetas de feltro, mas tenho a certeza que não me vou arrepender.
Isto é como diz o meu dermatologista: white is beautiful!
E é mesmo!
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