Para que a memória não falhe.
O mais velho no 4o ano, a do meio no 2o e a mais nova nos avós.
As actividades extra curriculares (Futsal e patinagem) aconteceram aos mesmos dias (a patinagem foi escolhida em função do horário do Futsal, sejamos sinceros) e quase à mesma hora - com a ajuda imprescindível dos avós. Ajudou bastante. Tambem ajudou o facto de serem à 3a e 5a, deixando a 2a feira livre.
Eles deixaram de levar almoço, o que parecendo que não é uma ajuda enorme. Fazer marmita e termos envolve tempo e principalmente energia mental. Nunca pensei que fizesse tanta diferença.
Começamos o ano logo com o Henrique de braço partido a complicar a rotina, pelo que quando ele ficou bom as coisas melhoraram bastante.
Começamos muito disciplinados, mas rapidamente os fins de semana se descontrolaram com programas que não interessam a ninguém... Os torneios e campeonato de Futsal tiram muito tempo, mas cozinhar para a semana, fazer compras e tratar da roupa também. Mais um leva e traz de festa de anos e puf, é domingo à noite sem nos apercebermos. Juro que tentamos sempre fazer qualquer coisa que nos desse prazer, mas nem sempre foi possível (e é uma pena).
O ano também começou com uma grande disciplina matinal, mas foram muitos os dias em que chegamos atrasados à escola, coisa que detesto. Sou uma falsa pontual, admito, que só sou rigorosa nas horas de trabalho (socialmente sou das que se atrasam sempre). Atribuo isso a anos e anos a chegar atrasada ao colégio (sem que isso fosse um problema para o meu pai, que era quem nos levava). Aqueles 10 a 15 minutos da praxe, a que todos nós habituámos, levaram anos a sair-me de debaixo da pele mas lá acabei por ficar a detestar atrasar-se para as minhas obrigações, levar miúdos à escola incluido. Para o ano os horários serão diferentes, vamos ver como corre.
Passamos algumas responsabilidades da casa para eles, por exemplo tirar a máquina da loiça, que é coisa que muito nos ajuda. Foi um drama, e ainda é, raio dos putos não são nada amigos das tarefas domésticas. Têm bem a quem sair, infelizmente.
Apesar das listas e horários afixados muitas vezes saímos de casa com coisas por fazer, e sim, aconteceu ir levar material ao mais velho a meio do dia.
A escola mudou as actividades AEC promovendo o brincar livre e atividades menos estruturadas, o que foi uma mais valia para eles.
Em relação ao estudo acabei por ter de os ajudar muitas vezes, mas até agora ainda não fiz aquilo que disse que "nunca" faria - alterar a minha vida por causa do estudo. Até agora não foi preciso, eles são bons alunos, ricos meninos, mesmo sem estudar têm óptimas notas. Vamos ver o que nos traz o 5o ano do mais velho.
Foi um ano lectivo pautado por vários internamentos do meu pai, com o devido reflexo da minha ausência na rotina deles, mas a vida é assim mesmo, e com ajuda tudo se consegue.
No geral, temos muitas arestas a limar, mas desconfio que se o próximo ano lectivo for igual a este, vai ser óptimo de certeza.
terça-feira, 16 de julho de 2019
O ano lectivo 18/19 revisto
Praticar o viver devagar
Estou muito contente com a minha decisão de ser (mais) minimalista.
Tenho pouca roupa (eu), os miúdos têm a suficiente (não muito porque não chegou para duas semanas de férias sem lavar, mas pronto), os brinquedos foram reduzidos.
Com muitas saudades do verão que pareceu não ter fim, e seguindo a linha que tenho tentado seguir nos últimos tempos (reduzir, simplificar, desacelerar) resolvi este ano não marcar trabalho no mês de Agosto.
Em vez das habituais duas semanas, vou estar 4 ou 5 (com apenas duas ou três manhãs ocupadas) totalmente disponível para eles. Para acordar devagar, para não fazer nada, para irmos à praia ou não, para andar de bicicleta e patins pelo bairro, para fazer pinturas, e slime, e colagens e tudo mias que eles queiram (com travão nos ecrãs, que é o que eles mais querem!).
Não há planos (aliás, este ano quase não há planos para férias nenhumas!), o plano é ter aquilo que não tenho durante o ano e que nenhum dinheiro pode comprar: tempo.
Ao não trabalhar não recebo, mas considero um investimento.
Vai haver verões em que eles não vão parar em casa, e nesses logo trabalho.
Tentar proporcionar um bocadinho dos verões da minha primeira infância - infinitos, preguiçosos, sem horários nem esquemas demasiado rígidos.
O dia em que todos envelhecemos
Ontem pelo meio da tarde começam a surgir fotografias no whastapp da família, com a minha irmã e sobrinhos com uns valentes anos em cima. Rapidamente a outra irmã faz o mesmo, e ficamos parvos com a qualidade das imagens, o realismo, e as parecenças com diferentes pessoas da família, a nossa mãe, a avó paterna, uma tia avó.
Noutro grupo uma amiga manda foto do seu marido nas mesmas figuras, e pronto, percebi que devia ser viral nas redes sociais.
Quanto o Tê chegou a casa claro que experimentou ele, a do meio, até a mais nova foi envelhecida numa foto amorosa a comer um gelado.
Não achei graça nenhuma a nada daquilo.
A ver as minhas irmãs com mais idade do que alguma vez a minha mãe teve, os sobrinhos sem cara de miúdos, detestei ver as minhas filhas com a cara que provavelmente nunca verei.
Disse logo que não queria fazer a mim mesma. E não queria mesmo.
Claro que não passou muito até tanto uma irmã como uma amiga pegarem em fotos minhas e adicionarem os anos, rugas, cabelos brancos e tudo o que o raio da app faz (brilhantemente, por sinal).
Vi, ri e apaguei as imagens.
Sempre achei que estava a lidar bem com o envelhecimento, com as marcas do tempo no meu corpo e no meu rosto. Digo e afirmo que não queria que o tempo voltasse atrás, que olho para as fotografias antigas e acho que estou muito melhor agora.
Freud haverá de explicar, mas tudo aquilo me fez confusão: as rugas vincadas, as peles caídas, o olhar tristonho, até os dentes escurecidos. Éramos velhos sem alma naquelas fotografias.
No fundo, o síndrome de Peter Pan, que deu nome a este blog, ainda não desapareceu.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
Friends
Não vi a série na altura devida porque a Sic resolveu transmitir os Friends dobrados em português. Sim, dobrados, com vozes por cima, sem legendas.
Ainda me lembro do episódio que vi, na altura, e não consegui mesmo.
Rapidamente a Sic resolveu o erro e começou a usar legendas, mas eu já tinha perdido o fio à meada, e nos 20 anos seguintes vi apenas um ou outro episódio.
Agora que voltou a dar no Fox Comedy resolvi ver pela primeira vez, e gostei imenso.
Está com piada, bem pensada e escrita, e gostei especialmente de ver a evolução das personagens e do mundo à sua volta (o aparecimento da internet, dos beeps, do telemóvel).
E surpreendeu-me a quantidade de piadas que são recuperadas depois noutras séries, principalmente no How I met your mother, mas também Modern family (ideias que aparecem alinhavadas no Friends e que se vê que foram recuperadas/adaptadas/roubadas por outras séries).
E no fim só penso que ainda bem que tive a oportunidade, quando andava pela casa dos 20, de viver com amigos. É uma experiência única, de que guardo tantas boas recordações.
Só não foi em Nova Iorque (e que pena que eu tenho!), mas foi em Santiago e em Amsterdam.
Nada mau.
Livro 22/40

Primeiro livro deste autor, de quem tenho pelo menos um ou dois livros na lista "To read" do Goodreads.
Não adorei.
Está bem escrito, tem uma parte com muita, muita piada, toda a ideia é original, e acaba também de forma original.
No entanto, parece que o autor quis fazer um tratado de filosofia, tecer considerações sobre o sentido da vida através das suas personagens, pelo que o livro é todo ele à base disso mesmo: considerações e opiniões sobre isto e aquilo, e muitas páginas (muitas delas interessantes, atenção) mas em que nada acontece. Não é um livro que tenhamos aquela urgência de continuar a ler.
Ainda assim, é giro qb (e não muito grande), pelo que recomendo.
Dei 3 estrelas.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Depois da tempestade...
E depois de outra tempestade, outra bonança, certo?
Pode vir , por cá estamos a precisar.
Ter um pai doente é difícil.
Ter um pai que vive sozinho e é super independente doente, quando temos filhos pequenos e estamos com muito trabalho, é muito difícil mesmo.
Haja energia, porque sabemos que vai passar.
Ficamos é sempre na dúvida se desta é que é, ou se ainda vai haver uma próxima.
(só para terem uma ideia, desde Novembro de 2017 esteve internado 7 vezes. Falta pelo menos mais uma operação, daqui a um mês. Esperemos que seja desta que a coisa endireita de vez. Foram mais de 70 anos sem apanhar uma gripe sequer, mas agora vem tudo ao mesmo tempo!)
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Portátil
Livro 21/40

Foi uma amiga brasileira que me emprestou.
Foi escrito já há algum tempo (é de 2007), mas penso que continua bastante actual - tirando o primeiro parágrafo em que descreve o Museu do Rio de Janeiro, situado no antigo palácio usado por D.João VI, que ardeu no ano passado.
É um livro essencial. É um livro de História, mas escrito de forma leve e acessível, com capítulos pequenos e temáticos. Ajuda imenso a compreender a História do Brasil, e o porquê das coisas serem como são - a pobreza, a criminalidade, a violência nas ruas, o sentido de humor, a boa disposição, estava tudo lá já em 1808.
No entanto ficamos com um certo amargo na boca: os portugueses não saem bem nesta fotografia. Nem poderiam.
Recomendadíssimo.
domingo, 23 de junho de 2019
Festa da escola
E saiu em beleza, com um papel importante na peça da turma, e com oportunidade para cantar esta canção (sozinho, à capela, perante uma plateia cheia de gente).
O meu menino tímido, que há tão pouco tempo chorava nas festas do infantário (e tinha de vir para o meu colo para que os outros não chorassem também), está um verdadeiro animal de palco. E não nos disse nada de nada, não demonstrou nervosismo, não o vi sequer a treinar.
É (só) um poema do Luís de Camões, com música do Zeca Afonso.
Acabei lavada em lágrimas, claro.
Fim de semana romântico (ou não)
Os miúdos foram logo dormir fora na sexta, para podermos acordar no sábado logo em mood fim de semana fora.
Pois que a virose de que a mais nova ainda não se tinha livrado re-atacou o mais velho, que passou a noite a chamar o gregório em casa da tia (ninguém merece, coitada!).
Um filho com virose até se deixa para trás, mas dois a vomitar já começa a ser abuso.
Hotel cancelado e o fim de semana foi passado de molho mesmo.
(há-de estar quase a passar, certo?)
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Notas soltas
- semana de viroses cá por casa, houve cenas para limpar um pouco por todo o lado, capa de sofá, tapetes vários, cama, não de um nem de dois mas dos três filhos cá de casa (um de cada vez). A mais nova ainda não está a 100%, pelo que ainda não respiramos de alívio.
- ando com cada vez menos paciência para cozinhar. Não tenho de todo. Mesmo.
- o meu pai anda cada vez mais independente mas muito dependente ainda. Uma pessoa habitua-se a ter um pai que faz tudo (mas tudo mesmo) em casa, e depois estranha vê-lo sem fazer. Dio isto, da parte do médico só vieram boas notícias, por isso está tudo bem (o resto aguenta-se tudo!)
- neste momento trabalho em sítios que têm gente alternadamente: num sítio é mais escolas, pelo que durante o ano lectivo não tenho mãos a medir, no outro é mais turistas, pelo que quando a escola acaba o trabalho intensifica-se noutro lado. Chego a esta altura do ano completamente KO
- percebo que estou crescida quando chego a esta altura do ano, quase no verão, e quase (quase!) agradeço que não esteja bom tempo no fim de semana, para poder fazer tudo aquilo que tenho para fazer. É triste, mas é verdade.
- tenho um telemóvel novo e preciso urgentemente de começar a usar o blogger por lá. Continuo a ter, como há 10 anos, mil ideias de posts ao longo do dia, e claro, quando chego ao portátil não me lembro nem de metade.
- o portátil está que nem se aguenta, mas eu nem quero falar nisso. Já lhe decretei o óbito e ele ressuscitou, por isso tenho fé que a saúde esteja para ficar, mas nunca fiando.
Reta da meta
E a brincar a brincar, o mais velho termina o 1º ciclo.
Seguem-se os dias de férias e daqui a nada, puf, começa tudo outra vez.
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Livro 20/40

Ofereci este livro à minha mãe em 2004, e desde essa altura o chá de rooibos - que a personagem principal está sempre a beber - passou a ser o seu preferido.
Parte afectiva à parte, o livro conta uma história engraçada, está bem escrito e lê-se num ai.
Recomendo.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Livro 19/19
Mais uma vez aquela questão da gestão de expectativas.
É o livro sensação do momento, pelo menos no círculo (literário) em que me movo - as amigas do Goodreads, os blogues de malta que lê, clubes de leitura em que não participo mas conheço quem o faça - anda tudo doido com a Eliete.
Tanto é o entusiasmo que fui perguntar por ele na biblioteca, e ainda não o tinham - o livro é mesmo muito recente, foi lançado em Novembro passado - e como não tinham acabei por ler o Tudo são Histórias de Amor, da mesma autora, que adorei.
Os ingredientes estavam todos lá para eu dar 5 estrelas a este livro. Mas dei só 4.
Adorei de facto a 1ª metade, mas gostei menos da 2ª. E fiquei sempre naquela de ver se a 1ª parte voltava, mas não voltou.
Não se deixem enganar, o livro está soberbamente bem escrito, esta autora é mesmo imperdível, só que em comparação com o anterior e com tanta crítica positiva, esperava mais.
No entanto é um livro maravilhoso, ainda mais porque a Eliete, além de ser apenas uns meses mais nova que a minha irmã, viveu aqui na zona de Cascais toda a vida, e andou pelos mesmos espaços que eu exactamente: a Rua Direita, o paredão, o Tchipepa, o Oxford, até (caramba!) a fábrica de bolos que abria clandestinamente ao sábado à noite para vender bolos, onde acabaram as minhas noitadas invariavelmente durante anos, até ao dia em que com apenas duas ou três pessoas na fila à minha frente a polícia apareceu e nunca mais houve venda de bolos clandestina para ninguém.
A Dulce Maria Cardoso descreve espaços e situações como ninguém, desde as do passado às mais recentes, e é sem dúvida uma autora que vou continuar a ler.
Apesar de não dar 5 estrelas (que dei ao Tudo são Histórias de Amor) porque de facto o livro a certa altura perdeu um bocado o encanto, recomendo.
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Actualização do desafio de leitura
Resolvi estabelecer o limite nos 40.
Diz a app que é só 1 livro por semana até ao fim do ano.
Vamos embora.
domingo, 2 de junho de 2019
Livro 17/19
Um enorme e profundo bocejo ao longo de 500 páginas.
Não gostei nada do Adeus às Armas, mas resolvi dar uma 2ª oportunidade ao Hemingway, caramba, um autor tão conceituado, que viveu e escreveu sobre uma época que eu adoro (1ª metade do s. XX), com tanta coisa para eu gostar. Só que não.
No Adeus às Armas critiquei a superficialidade das personagens, nada profundas, com atitudes que eu sinceramente não percebi.
Neste as personagens têm profundidade, e são interessantes, e esta é uma história importantíssima de contar - o lado da resistência na guerra civil espanhola, com aquele ambiente de guerrilha e clandestinidade na vida das montanhas (os grupos, os líderes, as personagens típicas, a relação entre vida e morte, a importância das missões). Tudo coisas importantes e interessantes, mas que ele descreve de forma tão monótona, que perde a piada.
Foi um esforço e um desafio conseguir terminar, dei por mim a não me apetecer pegar no livro, à séria.
Não pretendo ler mais nada deste autor tão cedo. Talvez nunca mais, mesmo.
Livro 18/19 (o mais especial de todos)

quinta-feira, 23 de maio de 2019
Depois da tempestade, a bonança*
Os dias no hospital já ficaram para trás, ou assim o esperamos. Isto para quem viveu mais de 70 anos sem uma gripe, para quem nunca na vida tinha sido internado, digamos que tem sido dose...
De tal modo que já conheço, à séria, alguns administrativos e enfermeiros do hospital (e alguns já me conhecem a mim). Os do hospital de dia cirúrgico, o da consulta externa, os da recepção principal, os do internamento também. Tudo malta 5 estrelas, mas a quem passo ter de encontrar mais vezes.
Às tantas já se perde a coragem de andar por ali outra vez. Já nem aguento o cheiro.
Tiro o chapéu e faço a vénia a todos eles, que trabalham ali todo o santo dia, a tratar pessoas que muitas vezes estão ali tão contrariadas.
É que é mesmo um alívio voltar para casa.
* a casa onde o meu pai viveu durante quase toda a vida chama-se N. Sra da Bonança, e havia na altura uma capela com essa imagem, que hoje está em casa do meu pai. À entrada em casa, depois de vir do hospital, fez questão de a cumprimentar como deve ser. Depois da tempestade no hospital, lá estava ela à sua espera em casa, a anunciar tranquilidade.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
Percebes que andas a mil quando...
- deixas a chave de casa e carro dentro do carro, no dia em que o mais velho tem visita de estudo e não se pode mesmo atrasar
- vais ao Ikea e compras não um mas dois itens errados - um resguardo da medida errada, e um lençol todo ele errado
- deixas cair um ovo no chão da cozinha
- 5 minutos depois deixas cair um frasco de canela que se desfaz em mil pedaços
- 2 minutos depois deixas cair uma embalagem de amaciador da roupa (que não se despedaça, menos mal)
- pegas no carro para ir para o trabalho e quando dás por ela estás a caminho do hospital (e aqui, quem sabe, é mesmo onde está o cerne da questão)
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Dia estranho
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Livro 16/19

O mais difícil de ler até agora. Talvez até de toda a vida.
Uma história verdadeira em que o autor conta como, 7 anos após a morte da sua mãe, tem de lidar com o cancro do seu pai. Qualquer semelhança com a minha realidade é pura coincidência...
Foi como esfregar sal na ferida página a página, neste dia a dia de quem acompanha a doença e o envelhecimento dos pais a par e passo. As idas ao hospital, os diagnósticos, as decisões, a inversão dos papéis entre pais e filhos, a degradação da condição humana, ver uma pessoa deixar de ser quem é aos bocadinhos, mais tudo aquilo que temos de fazer (e fazemos, claro!) mas que preferíamos não ter de fazer nunca.
Muitas vezes deixou mesmo de me apetecer ler, mas insisti porque o meu pai (que comprou o livro em Dezembro, sem saber que estava doente) o leu e o deu à minha irmã (que veio cuidar dele depois da operação) para que o lesse. Depois da irmã mais velha, leu a irmã do meio, e eu, claro, não podia passar ao lado desta passagem de testemunho.
Em muitas coisas a realidade do autor é diferente da minha, mas ao mesmo tempo muitas vezes pensei "é tão isto!". O autor consegue por em palavras aquilo que nós, que passámos por ela, sentimos.
E como em tantas outras coisas, só passando por ela se compreende.
Só não sei é se vos recomende, ou não.
Regresso a casa
Nunca gostei de como ficou, mas lá está, primeiro nem liguei, depois esqueci-me, mas à medida que fomos melhorando outras coisas cá em casa (pintar as portas de branco primeiro e reformular a sala depois) cada vez mais o hall me chamava a atenção pelas piores razões. Sem dúvida, um excelente investimento.
Falta ainda muita coisa, mas falta principalmente tempo para nos podermos dedicar a isto (arrumações, organizações, compra e respectiva montagem de móveis). Mas sinto que estou mais perto de ter esta casa a meu gosto do que alguma vez estive.
Já não era sem tempo!
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Livro 15/19

Foi considerado o melhor romance do séc. XX. Não sei se é justo ou não, porque não li todos os romances escritos no séc. XX, mas que é uma obra prima, não há qualquer dúvida.
Um retrato perfeito da sociedade americana dos anos 30, vista pelos olhos de uma menina de 8 ou 9 anos. Mais uma vez um livro sobre racismo - tem sido uma tendência este ano, um bocado por acaso, mas é sempre uma questão interessante esta diferença entre o nós e os outros, vista de várias perspectivas.
Está escrito de forma diferente, inocente e engraçada. É um livro de recomendo vivamente.
Dou 5 estrelas.
Obras - dia 5
Que grande alívio, foi afinal uma semana em vez de duas. O tempo esteve do nosso lado e contribuiu para a secagem, que era o que podia demorar mais.
Também deve ser manobra de marketing do mestre de obras, já que a referência que tínhamos era essa mesma: que era despachado e acabava antes do previsto.
Tudo impecável, nada a apontar.
Estou para lá de contente!
terça-feira, 30 de abril de 2019
Obras dia 1
- os senhores parecem ser muito despachados, e deram previsão de duas semanas mas nós estamos com muita esperança que demorem menos. Que obra é que demora menos que o previsto? Nenhuma. Excepto a obra do vizinho de cima dos meus sogros, que foi quem nos recomendou estes senhores. A esperança mantém-se.
- já percebi que nos esquecemos de diversas coisas, que agora vai ser o cabo dos trabalhos para conseguir trazer: os patins da do meio, as lancheiras dos crescidos (as dos miúdos vieram, menos mal), casacos para todos (viemos embora num dia de imenso calor e os casacos ficaram esquecidos), entre outras coisas. Lá teremos de andar à procura das coisas debaixo dos plásticos.
- quase 9 anos depois voltámos à tal loja de tintas aqui da zona (ver link no post anterior) para ir buscar a referência de uma cor (do nosso quarto). Desta vez não vamos arriscar, vai tudo branquinho básico, só o nosso quarto fica com a cor que tinha (que eu adoro ainda hoje).
- estamos agora naquela fase que outras pessoas acham divertida (nós nem por isso) - escolher as coisas novas, e decidir onde ficam as antigas. Ainda só no plano teórico.
- depois de stressar bastante com as arrumações, agora até estamos entusiasmados! Finalmente vamos ter uma casa mais próxima do que gostamos! Ficam a faltar as janelas e o chão, para os quais não há orçamento, e eventualmente uma reforma geral na cozinha (que na altura foi arranjada "temporariamente"). Fica para realizar na próxima década.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Emília - Palco 13
May the force be with us
Inspira, expira.
Já destralhámos (muito!), já mudámos coisas de sítio e em breve não nos vamos conseguir mexer.
Na 2ª feira vem cá um senhor e vamos finalmente ficar com um hall sem azulejos foleiros e pintado como de facto gostamos e não como acabou por ficar à custa de muito desespero (há quase 9 anos atrás! ver aqui, aqui e aqui). O provisório, nesta casa, pode durar uma década, está visto...
Vamos também deixar oficialmente de ter um escritório - paz à sua alma, não pretendo trabalhar a partir de casa JAMAIS na minha vida - e vamos ter três quartos, um para o rapaz, um para as meninas e outro para nós, pois claro.
Seguem-se dias intensos, com a casa virada de pantanas (e nós hospedados em casa dos avós) e ainda temos muito trabalho pela frente, mas mal posso esperar para ter tudo pronto!
Que a força e a capacidade de organização da Marie Kondo estejam connosco!
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Livro 14/19
Este não deveria contar para os livros do ano, mas como pretendo chegar ao fim e ainda duplicar o desafio dos 19 livros, vamos embora contabilizar este também.
Descobri este autor, de que nunca tinha lido nada (vergonha vergonha!) apesar de já ter ouvido falar, claro, na busca por livros "não femininos" para a minha filha do meio.
Normalmente costumo começar por ler-lhe um capítulo ou dois e depois ela continua sozinha ( e de manhã vai-me contando o que leu na noite anterior, enquanto lhe penteio o cabelo).
Com este não fui capaz, lemos o livro juntas, que eu não conseguia ficar sem saber o que se ia passar.
Sei que já vi o filme, mas pouco me lembrava. Fiquei com vontade de o rever, e de ver a versão anterior também.
Recomendadíssimo.
A D. Dolores que há em mim...
Estávamos sem saber se podia participar, porque normalmente não estamos cá na Páscoa, mas como este ano ficámos por cá, lá o deixamos participar.
Já participou noutros torneios, mas nunca nenhum tão a sério!
Quando cheguei, muito descontraída, no primeiro dia, quase tive um choque! Lista de participantes, pulseira de atleta, quadro gigante com as eliminatórias, mega equipa multimédia, fotógrafo profissional, dj e animador a dizer o nome dos jogadores e até os jogos a passar ao vivo no facebook e youtube!
A verdade é que o torneio começou e os rapazes foram ganhando, e com eles a ganhar o nosso envolvimento também aumentou proporcionalmente, e pois que a D. Dolores que há em mim esteve no auge: o meu menino deu tudo em campo, jogou super bem, marcou golos como se não houvesse amanhã, e jogo a jogo acabaram mesmo por acabar campeões!
Levámos tambores, vestimos t-shirts do clube (3 dias seguidos, ufa!) cantámos a plenos pulmões, e demos toda a força que conseguimos - no fundo demos tudo na bancada, como lhes pedimos para dar tudo em campo também.
E caramba, que bonito que foi!
Ganharam as meias finais nos penalties (que nervos!) com o nosso guarda-redes a marcar um e defender outro, levando a equipa à final.
Na final, o meu rico filho marcou dois golos num jogo renhido contra a equipa favorita, sem se deixar intimidar e sem nunca desistir. Que orgulho!
Foram 3 dias enfiados num pavilhão, com música, barulho, a gramar atrasos e a ver inúmeros jogos de futsal de outros meninos - mas a alegria de os ver receber uma taça debaixo de uma explosão de confetti compensou tudo!
Pode não voltar a haver um momento de glória como este - este já ninguém nos tira.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Mary vaidosa
Apesar de gostar bastante de ter as mãos arranjadas e as unhas pintadas, a verdade é que sempre disse que não me iam ouvir queixar de falta de tempo ou dinheiro com unhas vindas da manicure. Para mim pura e simplesmente não é prioritário, e até me faz confusão que seja.
Até agora nunca consegui aguentar as unhas pintadas muito tempo, não só porque se estragavam mas também porque ao fim de um tempo começo a precisar de ver a minha unha natural outra vez - pelo que não sei quanto tempo isto vai durar.
Não sou de mudanças bruscas, nunca pintei o cabelo e muito dificilmente faria uma tatuagem (apesar de ter tido muita vontade de o fazer na adolescência, quando ter uma tatuagem era mesmo uma cena rebelde) exactamente porque me custam estas mudanças permanentes.
Mas a verdade é que ando há meses com vontade de ter as unhas pintadas, e realmente não tinha tempo para as pintar - principalmente porque pintar em casa implica um tempo de secagem grande, e uma manutenção constante, porque ao fim de dois dias há bocados de verniz estalados, faça eu o que fizer.
E pronto, lá me convenci a experimentar esta técnica que tantas fãs tem.
Só experimentei duas vezes, mas agora percebo que seja difícil largar - a unha depois de tirar o verniz fica feia, mesmo a pedir para ser pintada de novo de uma cor diferente.
É um compromisso e implica gastar dinheiro, mas pronto, é só de duas vezes por mês.
O resultado é bom, gosto muito de ver as minhas unhas bonitinhas, acho que dá logo um outro ar ao meu armário cápsula e ao cabelo aos caracóis já com brancos a aparecer, e aguentam em óptimo estado durante duas semanas inteiras.
Por enquanto estou fã, não sei se vai durar muito tempo ou se é só por ser novidade...
Livro 13/19
Custou a entrar, talvez porque tinha acabado o livro anterior, de que tanto gostei.
Este não me cativou logo de início, mas acabou por me agarrar também.
No Goodreads dei 4 estrelas e não 5, porque às vezes acho que houve personagens pouco profundas, mesmo a própria protagonista (que parece ter um magnetismo que não fica muito bem explicado, a meu ver).
Fora isso, é de leitura obrigatória, e é um excelente livro, com uma história muito importante de contar - a vida dos escravos na América do s.XIX, uma rede clandestina de ajuda à fuga de escravos ("underground railroad" em inglês, que o autor transforma numa rede de caminhos de ferro subterrânea literal), a vida dos ex-escravos na suposta liberdade.
Tendo Portugal sido um país esclavagista, chego à conclusão que há tão pouco que sabemos sobre a escravatura, e o que esta implicou e que consequências teve para toda a humanidade, até hoje.
Recomendo.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Mais uma tempestade
Vamos lá ver qual será o desfecho.
Até lá já sabemos o que fazer: segurar bem para não cair borda fora.
Que a força esteja connosco.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Livro 12 /19
Obrigatório.
Tão bem escrito, tão bem descrito.
A História de um país de que sempre ouvimos falar - o Biafra - sem de facto lhe conhecermos coisa nenhuma além da magreza dos corpos fotografados, e a insistência com que ouvimos na infância que temos de comer tudo porque em África os meninos não têm nada para comer (como aliás a autora tão bem observa).
E não é que continuamos todos calados enquanto milhares morrem por esse mundo fora?
(estou super fã desta autora, que ainda para mais é quase da minha idade)
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Volte-face
Um dia da semana passada começou com a notícia da morte do irmão de um amigo, e acabou com a notícia de que o meu pai teria de ser (novamente) operado.
E de repente, tudo ganha outra importância e valor.
A operação correu bem, agora é ver que batalha terá de enfrentar a seguir.
Lidar com os problemas pouco a pouco, à medida que eles nos são apresentados, é a melhor maneira.
A vida continua, aconteça o que acontecer.
Essa é que é essa.
segunda-feira, 25 de março de 2019
Há vida para além dos livros? (uma espécie de post da semana)
Coisas a acontecer neste momento:
Um repensar da relação laboral por parte de quem, como eu, trabalha a recibos verdes.
Uma nova exposição, com guião por fazer.
Uma desmarcação de uma semana de trabalho, que por muito que custe financeiramente, vai saber bem em termos de descanso (vão ser só dois dias , mas pronto).
Mês de Março bastante ocupado e com muito trabalho, e a época alta já se nota e está mesmo aí à porta.
Dias mais compridos e quentes, criançada já de calções e manga curta, e fins de dia passados no campo/jardim ao pé de casa. O mais velho a jogar futebol (e a aprender todo o tipo de palavrões com os adolescentes do bairro, mas é a vida), a do meio de bicicleta já com grande andamento (já sabe andar em pé e tudo e já se espetou umas quantas vezes e esfolou os joelhos), a mais nova esparrama-se na terra e na relva, eu aprecio o por do sol com vista para o mar e para a serra e agradeço a vida que tenho.
Fins de dia e noites complicadas, sem tempo para nada, uma correria.
Fins de semana em que fica difícil (mas continuamos a tentar) enfiar uma actividade que gostamos mesmo, que não seja obrigação (é muito difícil!).
Todos os momentos em que tenho hipótese, leio. E que bem que sabe.
Livro 11/19
Importante para quem, como eu, trabalha com arte japonesa. Muitos conceitos são interessantes e vale a pena conhecer. Mas esperava muito mais.
sexta-feira, 22 de março de 2019
Livro 10/19
Comparando com outros livros do Joel Dicker que já li, este fica aquém da expectativa.
Está muito bem escrito como sempre, com alternância de capítulos e narradores de uma forma de nos prende, uma trama complexa sem deixar pontas soltas, e uma coisa que não costuma acontecer: a investigação seguir pistas falsas, ou colocar hipóteses que não se verificam.
No entanto, quando logo no início do livro acertamos em quem é o culpado, é porque alguma coisa não correu bem.
Recomendo, mas se tiverem de optar, sem dúvida escolham outro livro do mesmo autor, que vão melhor servidos.
domingo, 17 de março de 2019
Livro 9/19
Por vezes confuso, estranho, estilo manta de retalhos, mas com muita coisa interessante sobre a relação entre os homens brancos e os índios do Brasil.
(e a coincidência de ser o livro 9 deste ano e ter Nove no título?)
quinta-feira, 14 de março de 2019
Contratempos
- caneca de leite entornada por cima da roupa
- garrafa de água despejada no chão do carro
- caneca de leite com cacau colocada na máquina de loiça lavada
- cocós na fralda na hora de sair (tão comuns que nem sei se conta)
- esquecimentos de material escolar imprescindível ou material das atividades extra escola, quando já estamos no carro
- esquecimentos de papéis de visitas de estudo e recados da escola
- esquecimento de trabalhos de grupo e trabalhos individuais
- baton (do cieiro, menos mal) esfregado na cara (todo!) e depois limpo no sofá
- lavagens de mãos que vão até ao cotovelo
segunda-feira, 11 de março de 2019
Desodorizante natural
O feedback é positivo, tem passado no teste.
Já passou no teste dos dias de TPM, dos dias de stress e de algum calor. Falta o teste final de calor a sério, na primavera e no verão, mas estou confiante.
Resta dizer que sim, sou pessoa que tem mesmo de usar desodorizante, tendo já ao longo da minha vida passado por situações bem desagradáveis - só quem passa por elas sabe o que é.
Passei anos e anos da minha vida a experimentar desodorizantes novos, todos eles deixando de fazer efeito a meio da segunda embalagem.
Há coisa de dez anos, depois de muito penar, descobri o Keops da Roc, que foi assim a melhor coisa que me apareceu. Embalagem após embalagem cumpriu sempre a sua função, com situações de stress, gravidezes e pós partos etc, sempre impecável.
Daí que estivesse céptica em arriscar a mudança, em equipa que ganha não se mexe.
Ainda assim, a bem do meio ambiente e da minha saúde também, resolvi experimentar a pedra de alúmen e até agora estou bastante satisfeita.
A pedra já se soltou do suporte plástico, que aliás se enche com água com facilidade, mas são os únicos pontos negativos.
Resulta bem, não faz mal à saúde, protege o meio ambiente e permite poupar bastante dinheiro.
Recomendo.
sexta-feira, 8 de março de 2019
Boas leituras
Dá muito jeito porque os amigos do facebook que também estão inscritos podem ser adicionados automaticamente.
Depois vamos dividindo os livros entre os que já lemos, queremos ler e estamos a ler no momento.
Tendo os amigos certos (que eu tenho, mas ainda assim ainda há pessoas que me faltam), ficamos com ideias infinitas dos livros que queremos ler -e é só requisitar na biblioteca, mais fácil não podia ser - também vamos vendo o que andam os outros a ler, e a que ritmo (o que nos motiva a ler mais também), e à medida que formos classificando os livros que já lemos, o próprio site vai nos dando sugestões.
Foi o caso do livro do último post. Ninguém o tinha lido, mas com base nas minhas escolhas, o site sugeriu, e eu de facto gostei bastante.
Ultimamente tenho andado bastante virada para as leituras (não sei se dá para notar pelos posts do blog) e tenho falado com muita gente sobre isto. A verdade é que temos aquela ideia de que os livros têm os dias contados, que hoje em dia se lê pouco, mas não é totalmente verdade. Há livros novos a sair a cada dia, e há muita gente que ainda lê e muito!
Se estão a precisar de um empurrão para voltar ou iniciar as leituras, inscrevam-se!
Livro 8/19
Divertido, muito bem escrito, daqueles que apetece ler.
No fundo, somos todos um bocadinho como cada uma das personagens. Cheios de defeitos e qualidades, a tirar conclusões precipitadas uns dos outros.
Recomendo.
(e não sendo o único livro que estou a ler, li-o em três dias! Três dias sem ser de férias, caramba! Estou orgulhosa do meu ritmo de leitura! Quase a meio do meu objectivo para este ano e ainda só estamos no início de Março! É para continuar, vamos embora!)
terça-feira, 5 de março de 2019
Manual da má criação II
Desta vez (menos mal) era só um menino de 5 anos, mas que andava a azucrinar a cabeça de todas as crianças e adultos.
Começou por atirar pedras em todas as direções.
Depois aproximou-se das miúdas e começou a chatear-lhes o juízo de tal maneira que elas já não estavam a aguentar.
Disse à minha do meio que o pai dela era "feio porque era careca!".
Chamou totó à filha de uns amigos, de 3 anos (que ficou bastante ofendida, claro!).
Quando a mãe dela (que é brasileira) pediu ao menino para ser mais simpático foi insultada por não saber falar português!
E é assim que uma tarde simpática no parque se transforma numa selvajaria.
Estamos entregues à bicharada, é o que é....
Livro 7/19
Tão bom, tão bom.
A autora às vezes parece que tem uma faca fininha, que espeta devagarinho no nosso coração. Tão certeira que dói.
E com a vantagem de serem histórias soltas (contos), o que dá imenso jeito quando temos pouco tempo e queremos aproveitar para ler. (se bem que temos sempre vontade de ler mais um, e mais um, e mais um...)
Recomendadíssimo.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Livro 6/19
5 estrelas.
Tão triste como bonito, e escrito de uma forma tão diferente, que ficamos agarrados (e lê-se num ai).
É daqueles que às vezes até dói ao ler. A família, o papel que nós pais temos na vida, a importância da nossa experiência em crianças (que dura para sempre, caramba).
E depois é esta coisa de ter uma mãe, e de ter filhas, que tem tanto que se lhe diga.
Recomendo muito.
Livro 5/19
Antes de mais, uma velha máxima: não se escolhe um livro pela capa.
Nada é mais acertado, mas eu garanto que para mim é quase impossível.
Não fosse este ser um livro recomendado e eu nunca lhe pegaria exactamente por causa da capa.
Mas acreditem em mim, este não é um livro ao estilo comédia romântica (apesar do filme parecer).
Basicamente conta a história de um casal de americanos que compra uma casa na Toscana. E são devaneios e pensamentos que ocorrem neste contacto entre americanos a recuperar uma casa antiga e a sua propriedade com uma vista maravilhosa, plantas e árvores diversas, vinha, oliveiras, terraços para tomar o pequeno almoço e uma mesa gigante à sombra para receber os amigos, numa aldeia no meio da Toscana.
É um bocado um exercício masoquista, pois mesmo para quem (como eu) a ideia de recuperar uma casa não atrai particularmente, ficamos cheios de vontade de fazer malas e partir para o campo, nem que seja aqui mesmo em Portugal (que temos sítios tão ou mais bonitos que a Toscana). Depois há a questão da comida, fiquei metade do livro com um fio de baba pelas descrições das saladas de legumes e ervas acabadas de colher, as frutas, o azeite feito de forma tradicional.
É um livro bom para ir lendo, não nos agarra de forma apaixonante, mas é giro.
Li-o ao mesmo tempo que o livro do Gulbenkian (que se torna bastante maçudo) e foi bom para desanuviar.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Livros de meninos e livros de meninas
Não acho que rapazes e raparigas sejam iguais, e não acho que tenham de ser.
No entanto, temos mesmo de rever a mensagem que passamos às nossas filhas (e filhos), porque ser feminista neste momento é mesmo (e continua a ser) uma necessidade.
E não acho que os livros de capa azul sejam de rapaz e os de capa rosa choque sejam só para raparigas, mas a verdade é que quando queremos que eles comecem a ler, tentamos ir ao encontro daquilo que possam gostar, e parece-me normal escolher um livro em que o narrador é rapaz para os rapazes, e em que a narradora é rapariga para as raparigas.
Já aqui escrevi que os meus mais velhos andam todos entusiasmados com a leitura.
A do meio (que tem 7 quase 8) iniciou-se com o livro "Diário da Ema" (que, para quem não sabe, é o seu nome). Leu o primeiro volume há uns tempos, com muitas paragens pelo meio, claro, mas foi o seu primeiro livro "a sério". Entretanto em Janeiro nos anos da mais nova, oferecemos-lhe o segundo volume (sim, cá em casa quem faz anos oferece um pequeno presente aos irmãos).
E resolvi fazer o mesmo que faço com os vídeos de youtube que eles gostam de ver - resolvi folhear e ler um bocado para ver do que se trata.
E, meus amigos, não gostei.
O livro é todo sobre uma suposta festa de ballet que vai haver, e a Ema passa as páginas todas do livro a queixar-se de diversas coisas: que não gosta do tema que a prof escolheu, que queria um vestido esvoaçante, divaga sobre quem será a bailarina principal, e destila ódio sobre a sua rival de estimação. Acaba por (spoiler alert) se chatear com a melhor amiga porque esta desiste do ballet e vai para a ginástica rítmica. Claro que o livro acaba com tudo bem, a rapariga arrepende-se das coisas más que pensa e faz, deve ficar amiga da rival e aceita a melhor amiga como ela é, mas caramba, tantas coisas que podiam estar naquelas páginas e só está o pior: a mesquinhez, a inveja, as queixinhas, a rivalidade que não é saudável.
Fui à biblioteca e trouxe-lhe O Diário de uma Totó, e é mais do mesmo, sendo que a totó nem sequer tem amigas (e o livro não era claramente para a idade dela, a personagem anda no 6º ano). Dramas do telemóvel que não é o último modelo, dramas das meninas populares do liceu, dramas de festas para as quais ninguém a convida.
Também espreitei o Diário de um Banana, que o mais velho devora em poucas horas, e o que leio não tem nada a ver. O Banana é um banana, sim, tem um rival no liceu, sim, mas os livros passam à volta de situações cómicas e insólitas que lhe acontecem, as birras irritantes do irmão mais novo, um ataque de gaivotas quando vão de viagem, peripécias a montar a árvore de Natal. Principalmente não se nota o tom de queixinhas do narrador, aquele tom de diário privado de miúda parva a achar o mundo um lugar injusto e a dizer mal dos outros, que foi o que encontrei nos livros "de meninas" que li.
Aos rapazes damos coisas fixes e divertidas para ler, porque havemos de dar livros sobre coisas mesquinhas às raparigas?
A minha do meio é bastante dada a dramas, mas nem ela achou muita piada.
Esquecemos os livros de capa cor-de-rosa, pelo menos durante um tempo.
domingo, 24 de fevereiro de 2019
Manual de má criação
Nisto uma das raparigas não acha nada melhor do que cuspir a sua pastilha elástica para o chão.
Com toda a delicadeza, e até dando um ar bastante cool (que eu trabalho com adolescentes, sei como lidar com as feras), pedi se ela não se importava de apanhar, já que o caixote estava mesmo ali (literalmente a um passo). Usei mesmo um tom de voz suave, dando o exemplo dos bebés que podem pisar ou engolir, não fui minimamente autoritária.
O que se seguiu foi de tal forma javardo que nem sei explicar. As miúdas só faltou insultarem-me à séria, umas mal criadonas que nem tenho palavras.
Resolvi ignorar e falar para o meu o mais velho, explicando que há pessoas assim, que pura e simplesmente não sabem viver em sociedade, que não pensam nos outros.
Eles lá continuaram a refilar, que se estou mal eu que pegue nas pastilhas e ponha no lixo, que há homens pagos para limpar o parque, que o mal é do ambiente e não deles. E claro que os outros dois atiraram também com as suas pastilhas para o chão na maior manifestação.
Foi uma enorme lição de como lidar com uma adversidade, como ter auto controlo, como às vezes o melhor é mesmo ficar calado, por muito que custe, quando a vontade era correr tudo à chapada.
Mas fiquei triste por ver aquelas criaturas completamente ao abandono.
Nessa tarde falei com o mais velho sobre isto, e fiquei a pensar o que vai ser daqueles miúdos um dia mais tarde. Tenho a certeza que tudo isto, que no fundo é fruto da educação que receberam, se vai virar contra eles, num ciclo que não vai ter fim.
Uma tristeza, mesmo.
Livro 4/19
É um livro difícil, e que me custou muito ler, por diferentes razões.
Começa por ter uma grande parte dedicada aos negócios do sr. Gulbenkian, que são de tal forma complexos que para quem, como eu, não é perito em alta finança fica muito difícil de perceber. Ou fica impossível de entender mesmo.
É uma biografia, é o resultado de anos de investigação, o autor esteve literalmente enfiado a ler cartas e documentos anos a fio, e ao que parece pouco ou nada lhe escapou. É um trabalho notável, de facto, mas de difícil leitura.
Por outro lado, sendo uma figura que conheço (ou que achava que conhecia) por razões de trabalho fui tendo várias desilusões ao longo do livro.
Acho que ainda o estou a digerir, e vai demorar até assimilar tudo.
Não o recomendo a toda a gente. Dito isto, para mim foi absolutamente essencial ter lido.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Ser freelancer
Uma pessoa habitua-se a ver determinado colega em determinado museu ou palácio, e se por acaso esse colega resolve aparecer noutro sítio, dá-se a branca.
Hoje apareceu num palácio uma colega de um museu, e eu estranhei bravamente que ela não cumprimentasse os colegas que estavam comigo.
Nada a estranhar no entanto, não os conhecia de lado nenhum.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Descoberta não muito recente - Tribo Magazine
Já tinha visto algures na net quando foi o lançamento, mas sinceramente o mundo destas bloggers "a sério" (por oposição às que como eu são bloggers a brincar) já foi chão que deu uvas, na minha opinião.
Blogs a que eu achava tanta piada estão agora inundados de posts pagos, e perderam a espontaneidade que era o melhor que tinham. E já me fartei de me sentir enganada por títulos apetecíveis e depois é só publicidade, umas vezes mais encapuçada que outras.
Ora, até achando piada à Rita Ferro Alvim, que penso até que cheguei a seguir no instagram, deixei de ter paciência por estas mesmas razões.
Quando vi que tinha uma revista em papel, não me despertou minimamente a atenção.
Entretanto fiz um detox digital, estou há meses a consultar o facebook muito esporadicamente, e o instagram ainda menos. E um dia dei de caras com a 4ª edição da revista, resolvi comprar e não me arrependi.
Não sei se vos acontece mas às tantas o mundo digital parece uma pescada de rabo na boca, anda toda a gente a falar do mesmo, aparecem as mesmas histórias vezes sem fim, às tantas cansa. Como estou longe desta realidade, permitiu-me ter a distância suficiente para olhar a revista como algo novo, e a verdade é que gostei bastante.
Histórias inspiradoras, boas fotografias, design bonito, papel de qualidade. Li a revista de fio a pavio, e mesmo gostando mais de umas que de outras histórias, o saldo é muito positivo.
Aguardo o próximo número com bastante curiosidade.
(e fiquei com muita vontade de voltar ao tricot!)
Post da semana
- mais um passo no caminho da organização e limpeza desta casa, desta vez a roupa e sapatos dos miúdos - e não é que eles, sem eu ter dito nada, começaram a fazer a sua escolha de sapatos voluntariamente e até a agradecer aos sapatos que não queriam manter, antes de os meter no saco? Marie Kondo ia ficar orgulhosa dos meus pequenos.
- orgulhosa fiquei eu também quando o treinador de futsal do mais velho me veio dizer que recebeu um e-mail de um clube rival, contra quem ele jogou, a dizer que gostaram muito de o ver jogar e o convidam a juntar-se à equipa na próxima época. Sempre bom saber que o nosso menino tem talento e que é reconhecido. Espero que esteja sempre ao nível do seu potencial. No entanto o convite não veio de um clube muito maior, pelo que o rapaz vai permanecer onde está até querer mudar para outra modalidade. De qualquer modo fica a história de como aos 9 anos recebeu o seu primeiro convite para uma "contratação".
- 6ª e sábado de manhã estive numa conferência, e que bem que soube. Aquela sensação de entrar numa sala, sentar e ouvir o que pessoas interessantes têm para dizer. O tema era coleccionismo, as pessoas eram muitas e variadas, e com apresentações muito diferentes, e foi tudo muito interessante.
- numa hora de almoço passei numa livraria e não resisti a trazer o livro que já comentei noutro post. Por muito que saiba que tenho a biblioteca, uma pessoa não é de ferro. De qualquer modo houve outros que anotei o nome e não trouxe. Ponto para mim.
- ando a rever a série Friends. Melhor dito, ando a ver, porque a verdade é que quando passou na tv portuguesa a primeira vez eles resolveram dobrar em vez de por legendas, e claro, não teve sucesso nenhum. E pronto, já passou na tv muitas vezes depois disso mas nunca lhe peguei, até agora, passados quê? 20 anos do fim da série? Isso. Claro que já tinha visto muitos episódios, mas sem nunca chegar a seguir a história. É gira sim senhora, são episódios pequenos, perfeitos para quando tenho roupa para passar ou meias para dobrar. Os anos 90 foram pródigos em boas séries, tenho a dizer.
- falando em séries dos anos 90 cá em casa os miúdos já usam a expressão "no double dip!" muito adequadamente. Orgulho da sua mãe. (e se não sabem de onde vem esta expressão, não sabem o que perdem).
- comprei um termos e tenho levado chá quentinho para beber no trânsito, ou de manhã antes de começar a trabalhar. Não imaginam o bem que me sabe.
- fim de semana de conferência (para mim), festas de anos (cada um na sua primeiro e os dois na mesma depois), um amigo do mais velho a dormir cá em casa, almoço de amigos num sítio bem giro onde os miúdos podem brincar à vontade e ainda lanche de família em casa do pai (com direito a todos os mimos). Não fosse o domingo ter acabado comigo a sair da lavandaria às 23h e tinha sido perfeito
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Livro 3/19
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Livro 2/19
Livro 1/19
E porque já divulguei o objectivo de leitura de 2019 agora é partilhar o que vou lendo para ver se concretizo os 19 livros em 2019.
Aqui fica o primeiro, que já falei (e continuarei a falar nos próximos tempos).
A primeira pessoa que me falou nela foi a minha irmã há vários anos. Desde então que usamos todos o termo "japonesar" que significa "destralhar".
Mas de facto uma coisa é destralhar, outra é usar o método Konmarie, que em muitas coisas faz todo o sentido, e que estou disposta a por em prática (e já tenho posto, aliás).
Agora, que há partes do livro em que me parece que a senhora dá nas drogas, há sim senhor. Se há coisas em que parece que endoideceu de vez, também há.
Loucuras à parte, aconselho a leitura do livro em detrimento da série, que pelo que vi fica a anos luz do que se aprende lendo o livro.
É desta que fico com uma casa como deve ser, caraças. Vamos embora!
Post da semana (passada)
- o processo Marie Kondo continua cá por casa, devagar devagarinho, mas às vezes com algumas precipitações - é que na altura em que escreveu o livro a rapariga não tinha filhos, e a categoria "coisas dos filhos" não entra no processo. Comecei pela roupa da mais nova, e deitei fora (=doei) os seus sapatos antigos no sábado de manhã. Temos agora aqueles caixotes quase à porta, é só descer a rua, não custa nada. No sábado à noite tivemos um jantar, e os sapatos da mais nova tinham desaparecido (descalçou-se sozinha e esteve a brincar). Cá em casa as crianças têm poucos sapatos, mas os bebés só têm um par mesmo. Vimos a nossa vida a andar para trás, e maldissemos o momento em que eu decidi deitar fora os sapatos antigos, por muito velhos que estivessem podia ser que ainda servissem... Mas tudo se resolveu com um telefonema para a do meio (que já tinha ido para a festa mais cedo), que sabia perfeitamente onde andavam os sapatos da mais nova. Marie Kondo levada ao extremo também não é bom. E ter uns sapatos de reserva é capaz de ser boa ideia.
- a minha roupa já foi toda passada a pente fino e neste momento já só tenho coisas de que gosto realmente. Quase que aposto que sou a pessoa que conhecem que tem menos roupa. Para ficarem com uma ideia entre vestidos, casacos, camisas, tops e calças perfaz um total de 25 peças. Também devo ser a pessoa mais monocromática que conhecem: das 25 peças só 2 ou 3 é que não são pretas, brancas ou cinzentas.
- no seguimento do post anterior fico sem saber como resolver a questão das roupas dos miúdos mais velhos - deixo-os escolher com o que querem ficar? E os brinquedos então nem se fala... nenhum dos dois é amigo de dar as suas coisas e as arrumações acabam sempre com eles a re-descobrir brinquedos que não viam há muito e que de repente são essenciais e não se podem dar a ninguém.
- estamos oficialmente sem máquina da loiça. Iniciámos um processo de lavagem de loiça à antiga - um lava e o outro passa por água. Os miúdos, bem entendido. Estão muito entusiasmados com a novidade. Cheira-me que não vai durar muito...
- no outro dia num dos palácios onde trabalho dei de caras com a Ministra da Cultura. Tinha tanta coisa para lhe dizer, mas entre perceber quem era, ir ao google confirmar e ganhar coragem, perdi a oportunidade.
- a semana acabou em beleza com um jantar de amigas (num restaurante de comida saudável), um lanche improvisado em que comemorámos 23 anos de namoro do casal mais antigo do nosso grupo (e que no fundo acabou por ser o início do grupo também, amigos há 23 anos não é para todos!) e ainda uma jantarada de anos de outro amigo. Depois de um ano em que faltei a praticamente todos os eventos de amigos, sabe bem retomar estes rituais.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Livromania
A "pressão" de ter um dia para entregar o livro ajuda a fazer da leitura uma prioridade.
Pelo caminho inscrevi-me num site de leitura (onde andam metade dos meus amigos do facebook por acaso) que me dá sugestões, resumos, classificações, e onde assento os livros que já li ou ando a ler, bem como o objectivo de quantos livros quero ler em 2019.
Trouxemos livros de adulto e criança mas já percebi que o Tê também tem de se inscrever, porque os miúdos andam a ler à velocidade da luz e a do meio já acabou o livro dela, e o mais velho vai a mais de meio do segundo que trouxe. Claramente um ou dois livros para eles é pouco (e o máximo que podemos trazer são 5).
Ando por isso a fazer uma coisa que só faço muito raramente, que é ler dois livros ao mesmo tempo.
Um é uma biografia (razões de trabalho), um assunto que me interessa muito, mas como já disse entra em pormenores tão técnicos que me faz perder de vez em quando. Pronto, faz-me perder muitas vezes (o mundo da alta finança é um mistério para mim!)
O outro é um romance clássico, daqueles que era quase uma vergonha ainda não ter lido. Logo partilho ambos quando terminar.
Até estou a gostar da experiência, porque me dá opções, e estando em casa posso escolher ler um ou outro conforme a disposição - com maior nível de concentração ou descontracção para um ou para o outro.
Dito isto, e depois de tentar fazer contas a quantos livros li no ano passado - sem chegar a nenhuma conclusão - e depois de ver que a pessoa que conheço que mais livros leu em 2018 tem como objectivo para 2019 ler 70 livros (sim, setenta! Uau!), eu humildemente pus a minha fasquia nos 19.
Porquê 19?
Porque estamos em 2019.
(menos mal que não estamos em 1999)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Post da semana (passada)
- acabei há dias de ler o livro da Marie Kondo. Estamos (estou?) mesmo empenhados em fazer as coisas funcionar. Queremos fazer obras este ano e até lá ter a casa destralhada, funcional, simplificada, para podermos por aquilo que falta ao nosso gosto. Agora é tempo de por mãos à obra e eu penso "será muito caro mandar vir a Marie cá a casa acompanhar-nos neste processo?". Disseram-me entretanto que andava aí uma moda nas redes sociais que andava tudo doido com a própria, e lá percebi que ela tem uma série no Netflix. Espreitei dois episódios e confirmo aquilo que todos sabemos: o livro é sempre melhor.
- andamos a tentar fazer cada vez mais receitas vegetarianas cá em casa, umas com melhor aceitação que outras.
- percebemos que o mais velho, do alto dos seus 9 anos, precisava de começar a usar desodorizante. Comprei uma pedra de alumen, e resolvi experimentar também (não sei se é suposto duas pessoas usarem a mesma pedra, mas pronto). Já lá vão três dias e até agora, tudo OK, para ambos.
- no sábado fomos ao jardim de Belém e o mais velho foi atacado por uma gaivota, que lhe arrancou metade do croissant da mão. Ele ficou tão furioso que atirou o resto do croissant para o chão. A do meio ficou com medo e resolveu atirar também o seu croissant para o chão. Resultado, levantam voo umas cinquenta gaivotas que mais parecia que nos iam atacar (sendo que a mais nova também ia com um pedaço de croissant na mão). Lá as conseguimos espantar sem apanhar com uma cagadela em cima, o que foi muito positivo. É que gaivotas não são pombos, são muito maiores! Foi tudo muito cómico.
- estou a ler um livro que me vai ajudar no trabalho, mas que é tão técnico que se torna um bocadinho chato, o que me faz desmotivar e perder o ritmo de leitura... Este ano queria tomar nota de quantos livro leio, porque não tenho noção, metade deles esqueço-me ao fim de pouco tempo. Tenho sempre aquela meta mínima dos 12 livros num ano, e acho que a consigo sempre atingir, mas não sei mesmo quantos foram ao certo. Em Janeiro, já li um, vou no segundo.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
4 anos (já?)
É profundamente desconcertante esta relação que temos com o tempo, em que uma coisa parece que foi ontem e simultaneamente há uma eternidade.
Se me perguntarem ainda tenho tudo tão fresco na memória, ainda sinto aqueles dias à flor da pele; por outro lado se penso nisso tanta coisa já aconteceu nestes 4 anos, tanta coisa que ela já não viu.
Coisas pequenas e sem importância, outras que foram pontos de viragem (e que eu nem acredito que não as posso partilhar com ela...).
Mudámos a decoração da sala, eu deixei de dar aulas e comecei a trabalhar em mais três ou quatro sítios diferentes onde passo agora a maioria dos dias, começamos a passar férias em Aljezur, as minhas irmãs arranjaram cães, o meu pai foi internado já algumas vezes (coisa que ela nunca assistiu!). Os netos estão crescidos, já há três na universidade, mais dois que estão quase lá, cada um a encontrar o seu caminho, os mais novos também a crescer a cada dia, já todos na escola. Até há uma neta nova, e para mim é quase impossível pensar que não estiveram cá as duas ao mesmo tempo (mas acredito que se cruzaram com certeza noutro mundo).
4 anos não é nada, mas é muito.
Ainda me sinto a aprender a viver outra vez. Alguma vez aprenderei?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
A melhor do mundo fez 2 anos
Que passaram a voar, caramba, o terceiro cresce mesmo num piscar de olhos.
Às vezes até apetece congelar o tempo, mas ela fica mais gira a cada dia que passa, daí que só apetece mesmo é aproveitar cada segundo e deixa-la crescer cada vez mais.
É a nossa alegria, é um elemento fundamental na nossa família, a nossa carta fora do baralho sendo que o baralho fica incompleto sem ela.
Agradecemos mesmo todos os dias a benção que é sermos os seus pais, temos mesmo muita sorte.
No outro dia os mais velhos ouviram-me agradecer e perguntaram se não agradeço também por eles. Claro que sim, mas os mais velhos foram filhos sonhados, que se eu não tivesse iria sentir muito a falta. Faziam parte dos planos. Esta foi uma espécie de bónus, de extra, como uma sobremesa fantástica depois de um almoço que por si só já tinha sido espetacular.
É mesmo o nosso brownie com bola de gelado e molho de chocolate, esta filha é mesmo doce até mais não.
Aos dois anos faz o que é típico da idade: quer fazer tudo sozinha, comer, pentear, lavar os dentes, vestir...
Aquilo em que a acho especial é na capacidade do faz-de-conta. Brinca ao faz-de-conta na perfeição, ora é filha da mana (a quem trata por mamã), ora a mana é um cão (o Pintas) e ela é a dona e manda o cão fazer coisas, ora é ela a mamã dos bebés a quem chama de "fofinho" e diz "pronto, pronto" quando eles choram.
Diz tudo na perfeição, frases completas, comentários, até piadas! Tem imenso sentido de humor aliás, e gosta de se fazer de engraçada.
"A mãe é minha."
"Goto ti".
"Maiana, um body!" (uma piada privada cá de casa, uma vez que o pai começou a chamar por mim a perguntar pelo body para lhe vestir, ela apanhou o tom certo e repetiu, teve sucesso e agora aplica sempre que nos quer ver a rir. Resulta muito bem!)
"Vô, não tem pilhas!" (um puxador de gaveta que, ao contrário dos outros, não se mexia).
Aplica na perfeição verbos e expressões "eu conxigo" (não fala muito na terceira pessoa!), "dá-me!" (e não apenas dá), "tá molhado", "favavô ulhé" (se faz favor uma colher), "favavô uapo" (se faz favor um guardanapo). "Bincas comigo/ xentas comigo..." (não me lembro dos outros usarem o "comigo" tão cedo!)
É o bebé mais fácil de sempre, mesmo agora com os terrible two a aproximar, basta uma distracção que desiste logo da birra, sem dramas.
O momento mais difícil é - desde o dia em que nasceu - o adormecer depois do jantar. Alternamos entre o muito mau e o menos mau, mas é sem dúvida o seu momento ruim do dia - não adormece sozinha, e por vezes demora muito tempo. Também acorda a meio da noite e vem para a nossa cama. Co-spleeping parece sina cá em casa (com certeza somos nós que o provocamos, só pode...) mas pronto.
É daqueles bebés que se tivéssemos tido à primeira íamos ficar a achar que os outros pais é que dramatizam a coisa, pois com ela de facto não há dramas nenhuns. Mas quis a natureza que fossemos brindados com dois bebés bem mais desafiantes antes dela, e por isso conseguimos mesmo apreciar a sorte que temos por a termos connosco.
Foi mesmo (mesmo, MESMO) a melhor ideia de sempre!
O reverso da medalha do post anterior
No entanto, quando digo que se põe a ler em todas as ocasiões e em qualquer lado, digo mesmo em todas as ocasiões e em qualquer lado.
Sentados à porta dos quartos, casa de banho ou cozinha (tapando assim a entrada), no meio do corredor (tapando a passagem, claro está), à porta do elevador, nas horas em que queremos sair de casa, usando o livro como escudo quando não querem fazer as tarefas que lhes competem.
Tão giros que são, os meus pequenos leitores.
Post para reler no futuro (próximo) em que vão ser adolescentes parvos e vão estar agarrados ao telemóvel e não aos livros. Ui.... o meu coração já chora por antecipação...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Cena fixe
Parece que se fez o click, e o bichinho da leitura - abençoado! - entrou naquelas cabeças.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Good enough parenting
Pedro Strecht diz que o conceito defende uma certa incompletude, uma falha inerente ao facto de basicamente estarmos a fazer uma coisa (ser pais) sem manual de instrução.
E ao longo do tempo vamos sendo confrontados com estudos e mais estudos que nos mostram 1000 maneiras de ser "bons pais", quando no fundo ninguém sabe o que isso é - até porque bom pai de um filho não é ser bom pai de outro.
São coisas que todos sabemos mas às vezes fica difícil assimilar: por muito empenhados que estejamos em ser bons pais, nunca seremos mais do que "pais suficientemente bons".
E aceitar isto é profundamente conciliador.
Vai haver falhas. Vai. Já há aliás. Lidemos com elas e avancemos.
Os nossos pais, os melhores do mundo, também eles em muitas ocasiões não passaram de pais suficientemente bons. Às vezes mais outras menos, às vezes melhores para uma irmã e menos melhores para a outra.
Da minha parte, como em tudo, eu dou sempre o meu melhor.
Às vezes o meu melhor é o melhor do mundo, outra vezes não passa de suficientemente bom.
sábado, 12 de janeiro de 2019
Post da semana
Só mesmo com muita vontade (MUITA VONTADE) é que se sai da cama às 5h50 com este frio (esteve uma média de 4 ou 5 graus esta semana) para fazer exercício. Mas compensa e muito, o dia até corre melhor, e no único dia que não fomos até parece que o corpo estranha.
O outro evento marcante da semana foram as reuniões de pais dos dois mais velhos. São sempre encontros úteis, mais que não seja para conhecer um pouco mais os outros pais, o que pensam, as atitudes que têm. Há sempre os pais que insistem em falar de assuntos que dizem respeito só ao seu filho, é muito irritante. Ainda mais irritante é ver o professor responder e não por ordem na mesa. A directora da escola às vezes também está presente, e também não consegue controlar minimamente os pais - o que me leva a crer que com os miúdos ainda deve ser pior... A plataforma dos almoços ainda não funciona, tem faltado água semana sim semana não, temos uma nova assistente e a partir desta semana vamos ter de fazer bolos para vender para juntar dinheiro para o passeio do fim do ano. Nada de novo, portanto.
Tive um dia de folga e fiquei com a mais nova todo o dia. Quando os outros eram desta idade eu trabalhava em part time, pelo que muitas vezes ficava com eles assim também. Com a mais nova acontece menos vezes porque acabo por ter trabalho todos os dias, mas soube muito bem. Aproveitei e fiz uma coisa que eles me pediam há séculos: fui busca-los à escola e fomos almoçar fora. Foi o delírio.
O mais velho voltou ao desporto, logo os fins de semana voltam a andar à roda do futsal. Entre isso e as festas de anos passa o sábado e domingo e nem damos por nada. A ver se intercalamos com outras coisas se não voltamos a cair nas rotinas do ano passado, e isso é que não pode ser.
Para que fique registado não fiz grandes asneiras alimentares, e fiz exercício 4 dias.
Se não é em 2019 que eu regresso ao bikini, não sei quando será!
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
sábado, 5 de janeiro de 2019
2019 até agora (ou o post da semana 1)
Já dei um mergulho e sequei ao sol estendida na toalha.
Almocei e jantei com a família toda, ou quase.
Já comprei cadeiras novas para a sala de jantar.
Fiz ginástica, e fiquei toda partida (e só tinha parado há 10 dias!)
Trabalhei bem, mas não demasiado.
Jantei com amigas que não via há demasiado tempo e ainda tive a festa de anos do meu afilhado querido.
Pelo meio regressei (mais ou menos) à alimentação mais cuidada, arrumei a casa e pus a roupa em dia.
5 dias e está tudo a correr bem. 2019 não está a desiludir.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
1º mergulho
Não vos ocorre o bem que soube. Estive à séria deitada na toalha a secar ao sol, sem um pingo de frio.
A água estava gelada, mas a sensação é indescritível. É mesmo um renovar de energias, um alinhar de chakras, um limpar a alma ou como queiram chamar.
Foi perfeito.
Fim do ano
Melhor entrada em 2019 não podia haver.
domingo, 30 de dezembro de 2018
2018 em revista
Na vida tudo são fases, e normalmente as fases alternam entre mais intensas e mais tranquilas. Depois de um 2017 profundamente transformador, 2018 foi um ano de consolidação.
Sinto que apesar de tudo, foi um ano bastante bom.
Foi o ano em que consolidámos e aprendemos a sério a ser uma família de 5. Já não somos 4 e um bebé, somos 5 e é tão mas tão fixe.
Ver a relação da mais nova com os irmãos, a forma como veio baralhar e dar de novo a família, é delicioso. É um elemento agregador e tantas vezes é ela que no meio do caos nos põe a rir (é o bebé melhor do mundo, já o disse).
Foi um ano que, na continuação do final de 2017, me senti muitas vezes no olho do furacão, e nestas alturas temos tendência de agarrar apenas no que é essencial. Senti muitas vezes que não tinha mãos para tudo, que nem se fosse um polvo conseguiria agarrar tudo o que queria. Isso obrigou a que nos tivéssemos de organizar (muito!) e focar na antecipação (de tudo), e levou a que passássemos uma parte do ano apenas focados nas rotinas. Passámos fins de semana totalmente ocupados de tarefa em tarefa, de obrigação em obrigação, seja a assistir a jogos de futsal e apresentações de ballet, seja a ir à lavandaria, às compras e a cozinhar para a semana. Foi esgotante, mas foi a solução que arranjámos para que o dia a dia funcionasse com menos percalços.
Foi também um ano de muita preocupação com a saúde do meu pai, com internamentos e uma cirurgia, mas com tudo encaminhado no bom sentido.
Profissionalmente foi também um ano de consolidação, em que optei por agarrar mesmo aquilo que consigo, em vez de andar metida em mil projectos diferentes. É um pouco a sina do recibo verde, tendemos a dizer a tudo que sim, com medo dos dias em que o trabalho escasseia - e depois andamos estafados, a trabalhar dias seguidos sem folgas, e a viver na penúria na mesma. Este ano deixei de sentir remorsos em dizer não só porque quero ficar com a família. Penúria por penúria pois que aproveito a maior riqueza de todas que é ter tempo.
Ainda profissionalmente sinto sempre que podia fazer mais, que me podia dedicar mais, que podia ser melhor, que tenho tanto, mas tanto a aprender. Mas também sinto que (mais uma vez) tudo são fases, e que um dia poderei dedicar-me ao meu trabalho com mais afinco.
Em 2018 fiz 40 anos com muita serenidade e aceitação (que pode bem ser outra palavra para definir este ano). Não me senti nostálgica, nem com medo, nem eufórica. Os 40 assentam-me bastante bem, atrevo-me a dizer.
Festejei-os em Madrid, na nossa primeira viagem de carro a 5 e não podia ter corrido melhor. Fomos a um parque de diversões (que eles amaram!), fomos a museus (que eu amei e eles gostaram também), até deu para rever um amigo da Holanda. Foi mesmo muito giro.
Tenho vindo, desde 2017, a tratar mais de mim, a ter cuidado com o que como e a fazer exercício físico. Acho mesmo que foi o ano em que fui mais consistente neste aspecto, tendo parado por muito poucos dias desde Janeiro até agora. Faço ginástica de manhã, com vídeos do youtube de 30 minutos ou menos, de 2a a 5ª feira, e na 6ª escolho um vídeo de yoga (descanso ao sábado e domingo). Desde Setembro escolho vídeos mais pequenos e faço uma caminhada no paredão antes mesmo do dia começar. E isso nota-se - mais do que nos kilos perdidos e na melhoria da imagem por fora, noto eu por dentro como me sinto: com mais energia (muito mais!), mais focada, com força para enfrentar o mundo se for preciso. É tudo um grande cliché, eu sei, mas é verdade. E o segredo é mesmo ser persistente, cuidar da alimentação e fazer exercício. Dia, após dia, após dia. Depois de um dia de asneiras, voltar à linha uma e outra vez, e sempre. Ainda tenho um longo caminho a percorrer, por isso 2019 será para continuar.
Com os meus ricos filhos correu sempre tudo bem, e sinto que foi um ano muito dedicado a eles e às suas agendas.
A mais nova cresceu num piscar de olhos. Aprendeu a andar e a falar, e mal acredito que não fazia nenhuma das duas há um ano atrás.
A do meio terminou o 1º ano com excelentes notas, e só ouvimos coisas boas dela na escola. Cresceu
muito a minha menina grande, a quem a mais nova chama (e não é por acaso) de "mamã".
O mais velho também manteve as excelentes notas na escola, e evoluiu muito no futsal. Partiu o braço e encarou as dificuldades com um à vontade que nos deixou surpreendidos. Também cresceu.
Tentamos incutir-lhes responsabilidade, torna-los independentes e participativos nas rotinas e tarefas cá de casa, mas é uma coisa que temos de continuar a trabalhar.
Com todos os altos e baixos o saldo é mais que positivo, e 2018 foi de facto um ano bastante bom.
Para 2019 os planos são continuar o que está bem, e mudar o que está menos bem.
Quero ler mais, continuar a ter tempo para eles, e ter mais tempo para o resto da família e para os amigos (que foi o que fui deixando para trás por causa das tarefas e agendas apertadas).
Quero atingir o meu peso ideal, quero ter a casa mais arrumada, quero viver com menos e de forma mais sustentável. Quero ir a concertos e ao cinema e ter uma vida cultural mais activa. E se não for pedir muito, quero sair à noite com os amigos de vez em quando também!
E se tiverem curiosidade espreitem os anos anteriores em revista:
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
(e a viagem emocional que foi ler estes posts assim todos de enfiada? Ui! Se alguma vez pensar em acabar com o blog tenho de me lembrar disto, caramba! Este registo escrito que me faz reviver cada momento, cada ano, vale ouro!)
E com isto, agora sim, um excelente 2019 para todos vocês que continuam aí!
sábado, 29 de dezembro de 2018
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Mãe de 5 por uns dias
Brinquedos espalhados por todos os lados, jogos jogados em cada canto.
Piadas privadas e gargalhadas.
Ataques de riso à noite em vez de estarem a dormir.
(o melhor da infância é mesmo ter primos para brincar)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Três mais dois
Natal sem stress
Este ano, na sequência do percurso que tenho feito no sentido de estar mais presente e viver mais o presente, resolvi que não ia stressar com o Natal.
E claro que quando temos as coisas por fazer (e temos gosto em faze-las) e vemos o tempo a passar, é impossível não começar a sentir nervos.
Normalmente a época de Natal é uma fase de muito trabalho, e tudo se resolveria fazendo as coisas com antecedência, mas isso para mim não é opção. Aquela coisa de comprar tudo nos saldos, fora da época, não faz o meu estilo. Aliás fazer o que quer que seja com antecedência não é o meu estilo.
E portanto, como já sei o que a casa gasta este ano resolvi não stressar. Foi só uma decisão, tudo o resto permaneceu igual: fiz noitadas a fazer os últimos presentes, no dia 23 fiz uma maratona de embrulhos, houve bolachinhas natalícias e até uns enfeites para a árvore feitos por nós mesmo no dia 24. Na noite e dia de Natal andámos a saltitar de casa em casa como de costume, mas fiz um esforço em não pensar no sítio onde íamos a seguir, só em aproveitar ao máximo cada momento.
E por isso mesmo foi um excelente Natal.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Três menos um
E não calculam a diferença que faz nas nossas manhãs (em que eu tenho de ir trabalhar mais cedo que o costume) tirar um elemento à equação.
Dois filhos em vez de três, e a vida parece uma brincadeira. Mesmo quando o que sai é o que dá menos trabalho.
Comentava uma amiga com dois filhos pequenos, que não sabia porque se queixava tanto quando tinha só um - sair de casa de manhã com um filho parecia agora uma manhã de férias.
Calculo que seja assim também com quem tem 4 filhos, de repente três filhos é um passeio no parque.
A partir daí já acredito que seja preciso tirar mais do que um para se notar a diferença.
Ter 5 ou ter 6 já deve dar no mesmo.
Adenda ao post anterior
Dito isto, está tudo por fazer.
Ai.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Estar offline - o reverso da medalha
No entanto, nem tudo são rosas:
- Fui no outro dia ao instagram (no tablet) e dei de caras com a namorada do meu primo agarrada a outro. Passado o espanto lá fui confirmar via whatsapp, e confirmei que o namoro acabou há que tempos (sim, eram o tipo de casais que postam mil fotografias e faziam juras de amor eterno nas redes sociais, e ao que parece toda a gente reparou no fim do namoro exactamente pela ausência de fotografias, ora eu estando offline, fiquei à margem da informação).
- Estive aqui a rever as fotografias de 2018 e desde que estou sem instagram tiro muito menos fotografias. Mesmo muito menos. Não que tirasse muitas, mas acabava por andar mais atenta e por isso tenho imensas fotografias do nosso dia a dia, até do meu sozinha, pelos sítios lindos onde trabalho. Depois há ali um momento depois das férias que o número de fotografias se reduz aos momentos importantes. A ver se remedeio isto.
Sorriso natalício
Presentes comprados, comprados.
Presentes feitos, por fazer.
Já não falta tudo! Vamos lá!
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Just another day at the office...
domingo, 2 de dezembro de 2018
Sonho de uma noite de verão - Teatro Villaret
Let the games begin
Calendário do Advento pronto.
Este ano até arranjei um calendário que conta mesmo os dias até ao Natal (e vai dar para usar antes do Advento, se quisermos).
Faltam talvez um ou dois conjuntos de luzes e estamos prontos.
Podes vir, Natal. Mas devagarinho, não há pressa.